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Portal ‘Meu Bolso Feliz’ dá dicas de como melhorar as condições do seu atual financiamento usando a nova regulamentação do Banco Central

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Saiba como baratear seu financiamento com a portabilidade do crédito

  1. 1. Saiba como baratear seu financiamento com a portabilidade do crédito Portal ‘Meu Bolso Feliz’ dá dicas de como melhorar as condições do seu atual financiamento usando a nova regulamentação do Banco Central Você tem uma dívida e está achando os juros muito altos? Segundo especialistas do Portal Meu Bolso Feliz — iniciativa de Educação Financeira do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) — a solução pode estar na nova regulamentação criada pelo Banco Central, a Portabilidade do Crédito. De acordo com as novas regras, que entraram em vigor neste mês, se você estiver nessa situação e encontrar um banco que aceite financiá-lo em condições melhores que as do seu banco atual, você pode “mudar” sua dívida de um banco para o outro, melhorar as condições de seus empréstimos, reduzir seus custos e, até, quitá-los. Mas fique atento a um detalhe: para que a mudança aconteça, você precisa encontrar um banco que aceite “comprar” sua dívida. O banco de destino (aquele para o qual se deseja fazer a portabilidade) estará adquirindo a sua pendência financeira. Entendido isso, podemos imaginar que o novo banco não vai querer comprar, por exemplo, um débito que esteja em atraso. “A portabilidade foi criada para que as pessoas possam procurar melhores condições de custo durante a vigência de um empréstimo e não para resolver seus problemas de caixa”, explica José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. Para entender melhor Você tem uma dívida de R$ 10.000 no banco de origem, na modalidade “crédito pessoal não consignado”, com taxa de juros de 7% ao mês e prazo de 24 meses. Nessa situação, você está pagando uma parcela de aproximadamente R$ 872. Se o banco de destino lhe oferecer uma proposta de receber o empréstimo, cobrando 5% de taxa de juros, a parcela cairá 16,9%, para R$ 725. Para que a portabilidade aconteça, pelas novas regras, o banco de destino deverá enviar ao banco de origem um formulário com sua proposta. O banco de origem poderá fazer uma contraproposta e, se esta não for aceita pelo consumidor, a portabilidade ocorrerá sem custos ao devedor. Assim, o banco
  2. 2. de destino pagará a dívida ao banco de origem por meio eletrônico e você passará a dever apenas para este banco de destino. Ficou interessado? Então, atente às regras: 1 - Todas as operações de crédito são passíveis de serem transferidas para outra instituição financeira, desde o consignado (INSS, público e privado), crédito direto ao consumidor (CDC), crédito pessoal, financiamento de veículos e até o crédito imobiliário. 2 - Ao procurar outro banco para transferir sua dívida, o cliente deve estar ciente de que este não é obrigado a aceitar a troca, uma vez que o seu perfil como novo cliente pode não interessar. 3 - A regulamentação exige que a portabilidade seja feita por meio eletrônico em todos os casos. 4 - O banco pode não querer receber um cliente que venha apenas com um empréstimo, pedindo em contrapartida outras operações ou a aquisição de produtos. Não são permitidas as chamadas “operações casadas”. No entanto, o banco de interesse não é obrigado a aceitar a portabilidade. "Por esse motivo, vale sempre avaliar o relacionamento que existe entre você e o seu banco atual, e as eventuais vantagens que podem ser perdidas com a realização de uma portabilidade. Não adianta ganhar de um lado e perder de outro", aconselha Vignoli. 5 - Nada além da taxa de juros e da eventual taxa de administração pode ser mudado. A intenção é que o valor de sua prestação caia por causa da taxa de juros menor. Um prazo mais longo poderia “maquiar” o valor de sua prestação. Então, não confunda portabilidade com uma nova operação. 6 - Quando solicitados, os bancos são obrigados a fornecer, em até um dia útil, as seguintes informações a respeito da sua operação de crédito: • Número do contrato; • Saldo devedor atualizado; • Demonstrativo da evolução do saldo devedor; • Modalidade; • Taxa de juros anual, nominal e efetiva; • Prazo total e remanescente; • Sistema de pagamento;
  3. 3. • Valor de cada prestação, especificando o valor do principal e dos encargos; e • Data do último vencimento da operação. 7 - Os funcionários das agências bancárias têm que estar preparados para dar todos os esclarecimentos de forma clara para a clientela. Porém, em caso de dificuldades, o Banco Central pode ser procurado. Também é válido visitar o site do órgão. Dicas práticas para fazer a portabilidade 1 - Antes de qualquer ação, peça ao banco que fez o empréstimo todas as informações necessárias. Conhecendo suas intenções, uma boa negociação pode ter início. 2 - Procure mais de um banco para estudar e comparar as condições oferecidas para a troca. Para começar, pesquise as taxas de juros no site do banco central e depois procure os bancos mais interessantes para ver se as taxas informadas se aplicam ao seu perfil. 3 - Estude bem em que ponto está sua operação de crédito. Se ela estiver próxima do fim, é possível que a mudança não compense. 4 - Lembre-se de que ao fazer a portabilidade, você estará abrindo uma nova conta. Dificilmente será econômico manter duas ou mais contas correntes que hoje geram custos mensais de manutenção. Neste caso, negocie com o banco que aceitou a portabilidade outras vantagens para passar a operar com ele e encerre a conta com o banco antigo. Crédito imobiliário Todas as suas operações de crédito em andamento podem ser revistas, mas uma em especial merece mais atenção: a do crédito imobiliário. Essa modalidade geralmente envolve valores mais elevados e prazos mais longos. Além disso, a operação pode não ter sido feita por meio de seu banco, mas sim pelo banco que financiou a obra para a construtora. Nessa situação, em que não estão envolvidos outros vínculos com o agente financeiro (banco) a ser substituído, fica mais interessante fazer a portabilidade para o seu banco. "Pode ser uma boa oportunidade de aumentar o relacionamento com o seu banco e conseguir boas condições em outros produtos com os quais ele opere.
  4. 4. Mas não devemos esquecer outros custos que podem inviabilizar a operação do ponto de vista financeiro, tais como o custo de vistoria e avaliação pelo banco que está assumindo a dívida, além das taxas de registro da operação em cartório", alerta Vignoli. Nestes casos, devemos ter em mente alguns cuidados: • As taxas de cadastro para o setor imobiliário podem ser mais caras. • Procure saber antecipadamente os custos de vistoria e avaliação do imóvel. • Podem existir outros custos legais, tais como taxas de registro em cartório. • Lembre-se de que estamos falando de uma operação de longo prazo. Estude com atenção, compare opções de diferentes bancos e não faça nada apressadamente. O que é o “Meu Bolso Feliz”? Para contribuir com o aprendizado da educação financeira e despertar o interesse de jovens e crianças, o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) lançou o portal Meu Bolso Feliz. A página oferece serviços gratuitos como calculadoras financeiras, simuladores de compras, investimentos, previdências e poupança, além de consultorias individualizadas ao internauta fornecidas pelos economistas e educadores do SPC Brasil. Informações à imprensa: Guilherme de Almeida (61) 3213-2030 | (61) 9536 9800 | (61) 3049-9550 guilherme.dealmeida@inpressoficina.com.br Vinícius Bruno (11) 3251-2035 | (11) 9-7142-0742 | (11) 9-4161-6181 vinicius.bruno@inpressoficina.com.br

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