TOXICOLOGIA OCUPACIONAL
Toxicologia Ocupacional A toxicologia ocupacional é um ramo da toxicologia, voltada para o estudo da interação entre o homem e as substâncias químicas presentes em seu ambiente de trabalho.
HISTÓRICO Hipocrates  (460-375 a.C.) descreveu o quadro clínico do saturnismo em um mineiro
HISTÓRICO Plínio o velho(23-79d.C.) Descreve em seu livro ´´De Historia Naturallis`` o aspecto de alguns escravos que observou nas minas de chumbo e mercúrio.
HISTÓRICO Ellenborg  (1440-1499) Relatou os riscos da aurivessaria (exposição aos vapores dos metais)
HISTÓRICO Agrícola   (1495–1555) doenças dos mineiros e fundidores
HISTÓRICO Paracelsus   (1493–1541) doenças dos mineiros e fundidores Introduz o conceito de dose –resposta
HISTÓRICO Bernardino Ramazzini  (1633-1714) Pai da medicina do trabalho. Publicou em Módena´´  De Morbis Artificum Diatriba `` Descreve mais de 50 ocupações da época com suas doenças características
HISTÓRICO Percival Pott  (1713-1788) Estabeleceu nexo entre limpar chaminés, função exercida por crianças, e câncer escrotal (3,4-benzopireno).
A toxicologia ocupacional está baseada num tripé Monitorização biológica (controle da exposição através de índices biológicos e dos efeitos lesivos no organismo através de exames laboratoriais )  Monitorização do ambiente laboral  (identificação de substâncias e sua quantificação) Controle médico: Avaliação clínica, diagnóstico e tratamento
Exemplos de substancias que exigem controle ocupacional (na legislação brasileira NR7) Anilina, Arsênico, Cádmio, Chumbo Inorgânico, Chumbo Tetraetila,  Cromo Hexavalente, Diclorometano, Dimetilformamida, Dissulfeto de Carbono, Ésteres Organofosforados e Carbamatos, Estireno, Etil-Benzeno, Fenol, Flúor ou Fluoretos, Mercúrio Inorgânico, Metanol, Metil-Etil-Cetona, Monóxido de Carbono, N-Hexano, Nitrobenzeno,  Pentaclorofenol,  Tetracloroetileno, Tolueno, Tricloroetano, Tricloroetileno, Xileno.
Agentes relevantes nas intoxicações ocupacionais   Inalantes (gases e poeiras) Metais Hidrocarbonetos
Classificação dos gases Gases de ação irritante intensa moderada leve Sulfúricos Aldeídos,  Flúor Amoníacos acroleína Cloro e derivados Arsina ozônio Brometo e cloreto de metila Vapores nitroso Gases Asfixiantes Monóxido de carbono Dióxido de carbono Cianetos e derivados
Intoxicação por gases asfixiantes São dois tipos: Inertes: aqueles que apenas substituem o oxigênio atmosférico. Ex N 2 Gases que além de substituir o oxigênio  ainda  interagem com o organismo causando alterações nos mecanismos de transporte  sanguíneo do oxigênio ou na respiração celular.
Gases irritantes São substâncias que podem levar a inflamação tecidual e são percebidos pelo homem em concentrações baixas  Distinção entre irritante e corrosiva depende: natureza da substância, concentração, viscosidade, molaridade, potencial de oxidação e redução, complexo de afinidade a pontes bivalentes Ação: oxidação, redução, irritante alcalino, intoxicação protoplástica, irritante ácido, denaturante, irritante   hidrocarboneto
Gases irritantes EFEITOS CLÍNICOS Inalação: cefaléia, secura/insensibilidade nasal, hemorragia, edema de glote, esôfago ou pulmão Respiratório: taquipnéia, sibilos,  tosse , infiltrado pulmonar.  SDRVA (síndrome disfuncional reativa das vias aéreas)
AMÔNIA Gás incolor, alcalino, irritante. Fontes: fabricação de fertilizantes (80%), combustão de lã, seda, melamina e nailon. Odor pungente a 30 ppm, irritação ocular e nasal a 50 ppm, disfunção pulmonar a 1000 ppm, risco de morte > 1500 ppm.
AMÔNIA QUADRO CLÍNICO Exposição leve a moderada: dor de cabeça, tosse, broncoespasmo, náuseas, vômitos, dor faríngea e retrofaríngea, conjuntivite. Inalação severa: laringoespasmo, obstrução de vias aéreas (estridor, rouquidão) e edema pulmonar Hiperreatividade brônquica
CLORETO DE HIDROGÊNIO (HCl) Gás incolor utilizado na industria química, domissaniantes, corantes, plásticos, galvanoplastia.  TWA 5 ppm(2001) TWC = 2 ppm; irritação faríngea a 15 ppm, laringoespasmo e edema pulmonar a 100 ppm.
CLORETO DE HIDROGÊNIO (HCl) QUADRO CLÍNICO Lesões em 1 a 6 horas Irritação conjuntival, lesões de córnea e queimadura de pele sintomas respiratórios baixos: dor retrosternal, dispnéia e edema pulmonar
FLUORETO DE HIDROGÊNIO (HF) Irritante direto de pele e corrosivo Primeiro estágio: liberação de hidrogênio com desidratação e necrose coagulativa Segundo estágio: lenta necrose secundária com penetração ion fluoreto e complexação com cálcio. Depleção de cálcio ionizável - hipocalcemia.
FLUORETO DE HIDROGÊNIO (HF) QUADRO CLÍNICO queimadura de olhos e garganta, lacrimejamento e tosse, traqueobronquite e edema pulmonar crônica- fluorose, neoformação óssea de coluna lombar e pélvica hipocalcemia grave, taquicardia ventricular e necrose miocárdica.
DIÓXIDO DE ENXOFRE (SO 2 )   Incolor, altamente solúvel em água  Odor pungente 3 ppm: facilmente detectável pelo odor 6-12 ppm: irritação nasal e de garganta 20 ppm : irritação de olhos, hemorragias nasais,  50-100 ppm: exposição máxima tolerável de 30 a 60 minutos 400-500 ppm: perigo imediato de vida
DIÓXIDO DE ENXOFRE (SO 2 )   Utilizado na produção de ac. Sulfúrico, como desinfetante, alvejante, industria do papel, industria de conservantes de alimentos (vinho)  Quadro clínico irritação do trato respiratório doença obstrutiva crônica (DPOC), asma, doença arteriocoronariana
ACROLEÍNA (H 2 C=CHCHO) Irritante direto da membrana mucosa das vias aéreas superiores Concentração de 1 ppm já causa irritação.  Odor pungente. Fonte: combustão de madeira, papel, algodão, produtos do petróleo , industrialização de plásticos. Lacrimejamento, intensa irritação respiratória; edema pulmonar tardio.
ALDEÍDOS (R-HC=O) Líquidos voláteis, com exceção do formaldeido. São lipossolúveis, com lesão direta da membrana celular (fração lipídica)  Utilizados na indústria de fertilizantes, de resinas, borracha, couro, cosméticos, domissaniantes, têxtil, .  Dermatite de contato, irritação de conjuntivas e córnea Traqueobronquite, broncoespasmo e edema pulmonar.
OZÔNIO Ocorre naturalmente como resultante de tempestades elétricas, com maior concentração na estratosfera. É produzido no processo de solda elétrica e outros equipamentos que geram arco voltaico.  Utilizado como desinfetante do ar e da água, sínteses orgânicas, e branqueamento de tecidos
OZÔNIO QUADRO CLÍNICO Irritação conjuntival, bronquite, piora de DPOC Possível aumento da incidência de doenças pulmonares agudas e crônicas, de mutações e da fetotoxicidade Sinais de irritação respiratória com 0.3 ppm
MONÓXIDO de CARBONO Gás não irritante, incolor e inodoro, presente na atmosfera a 0.001% (10 ppm) Níveis ambientais de 50, 100 e 200 ppm produzem concentrações sanguíneas de 8, 16 e 30 %, respectivamente. Emitido na combustão incompleta de materiais orgânicos (gasolina, carvão, gás...) presente na indústria siderúrgica, petroquímica.
MONÓXIDO de CARBONO QUADRO CLÍNICO NA INTOXICAÇÃO o quadro clínico se correlaciona mal com os níveis sanguíneos  leve: HbCO=10-30% - cefaléia temporal, dispnéia aos esforços, tontura. moderada:HbCO=30-50% - cefaléia intensa, fraqueza, tontura, náuseas, vômitos, síncopes, taquicardia e taquipnéia. grave:HbCO=50-80% - síncopes, convulsão, coma, alterações cardiovasculares, falência respirat. e morte
MONÓXIDO de CARBONO QUADRO CLÍNICO Cardíacos: alteração da repolarização, arritmias, infarto agudo  Pulmonares: broncoconstrição, edema pulmonar Psiquiátricos:alteração da personalidade e memória Neurológicos: apatia, mutismo, sínd. Parkinson, desmielinização,  Renais: oligúria, proteinúria, insuf. renal.
MONÓXIDO de CARBONO TRATAMENTO Oxigênio 100% por máscara aberta. Câmara hiperbárica. SEQUELAS São graves e elevadas (8 a 14%). Podem ter apresentação tardia, temporária ou permanente.
Bissulfeto de Carbono Gás incolor, volátil com cheiro de repolho decomposto. Fontes: usado na indústria de rayon, também como fumigante, solvente e inseticida. TWA= 1ppm.  Exposição causa acometimento do sistema nervosos com relatos de paresias, psicoses, neuropatia periférica permanente após 10 anos; Tem efeitos aterogênicos (>infarto em 5.6 x) e diabetogênicos .
Bissulfeto de Carbono Quadro Clínico Pele: eritema, dor, vesiculação e queimadura Inalatória-faringite, náuseas, vômitos, tontura, fádiga, cefaléia, distúrbios de comportamento, agitação, delírio, alucinações, convulsões, coma e morte.
CIANETO Gás ou líquido (HCN) -ácido prússico Fontes:  Industriais: extração de metais preciosos, produção de borracha sintética, douração (pintura eletrostática), manufatura de plásticos, rodenticidas, inseticidas e processos laboratoriais. Combustão - plásticos,seda e lã. Cigarro.
CIANETO Fisiopatologia Bioquímica: inibição do heme da citocromo oxidase a-a 3  (Fe 3+ ). Aguda: afeta o SNC, taquipnéia e bradicardia. Crônica: distúrbios neurológicos, como ataxia, ambliopia, atrofia do nervo ótico (doença de Leber).
CIANETO Quadro Clínico Agudo Inalação: eritema, cefaléia, taquipnéia e tontura em 30 segundos, evoluindo para respiração irregular, coma, convulsões e morte em 10 minutos. Oral: mesmo sintomas, porém mais lento. A ausência de cianose com depressão respiratória sugere cianeto. Sangue venoso semelhante ao arterial
CIANETO SNA- os sintomas iniciais são sensação de leveza, taquipnéia, náusea, vômitos, sufocação, confusão, agitação e ansiedade. Ocorre taquipnéia seguida de depressão respiratória. Evolui para estupor, coma, convulsões, midríase fixa e morte. Cardiovascular- a taquicardia inicial evolui para bradicardia, disrritmia, hipotensão e choque. Pode ocorrer edema pulmonar. Acidose metabólica
CIANETO Crônica e Subaguda Ocupacional - cefaléia, tontura, náuseas e vômitos. Sintomas podem persistir por meses após a exposição.  Tabaco - uso intenso com deficiência de vit. B 12  leva a ambliopia.
CIANETO Tratamento Clássico: Cascata kit Lilly (USA) Nitrito de sódio (3%): 300 mg ou 10 mL E.V.    em crianças - 0.33 mL/kg  Tiosulfato de sódio (25%): 12.5 g ou 50 mL E.V.    em crianças - 1.65 mL/kg Azul de metileno (1%): 1-2 mL/ kg E.V. Tratamento com  Hidroxocobalamina (vit. B 12 ) – dose de 5 g ou 50 mg/kg (França)  EDTA-Co (Kelocyanor) Disponível na Europa, Israel e Austrália
Sulfeto de Hidrogênio (H 2 S)   Gás incolor, odor de ovo podre ou peixe Causa importante de morte súbita no trabalho. Fontes: depósito de peixe,produção de gás ou petróleo, vulcanização, esgotos. Odor detectável a 0.3 ppm, paralisia olfativa a 100-150 ppm, sintomas graves a 500 ppm e a >700 ppm pode ser fatal.
Sulfeto de Hidrogênio  (H 2 S) Sintomas Agudos Irritação conjuntival e do trato respiratório. Depressão do SNC, letargia, nistagmo e coma. Cardíacos: disrritmia, depressão do miocárdio, alterações da repolarização. Respiratórios: dispnéia, pneumonia, bronquite, edema pulmonar.(>1000ppm morte) Crônicos: <50 ppm sintomas inespecíficos ( responsável por 9 obitos numa refinaria)
Pneumopatias Ocupacionais Asma ocupacional Definição :Obstrução reversível das vias aéreas causado por inalantes no ambiente de trabalho. Em todo o mundo é estimado que 2 a 15 % de todos os casos de asma em adultos, tem origem ocupacional   Síndromes específicas:   -Bissinose (fibras de algodão) -SDRVA
SDRVA (síndrome disfuncional reativa das vias aéreas) início em 24 horas após exposição  teste positivo a metacolina persistência de sintomas respiratórios e hiperreatividade respiratória por mais de 3 meses sintomas simulando asma, com tosse, chiado e dispnéia edema pulmonar Dentre os agentes mais frequentemente incriminados podemos citar: di-isocianato, cloro, ácido sulfúrico, inalação de fumaça, ácido fosfórico, ácido hidroclórico, amônia.
Pneumopatias Ocupacionais Pneumonite por hipersensibilidade (alveolite alérgica extrínseca) Vários antígenos de alto peso molecular (bacterianos, fúngicos e protéicos) ex: Bagaçose -> cana mofada ->  Thermoactinomyces viridis
Pneumoconioses ocupacionais Silicose Asbestose Dos trabalhadores de carvão Por poeiras mistas (sílica ou asbestos) Beriliose Metais duros (W, Ti, Ta, Nb, Vn )+ Co Benignas (baritose, Siderose, Estanose) Manganês
Febre por Vapor Metálico Causada por inalação de óxidos metálicos: antimônio, alumínio, arsênico, cádmio, cobalto, ferro, chumbo, magnésio, manganês, mercúrio, níquel, selênio, prata, estanho e zinco. Sintomas: início após 4-8 horas, durando 12-48 horas, com sede, calafrios, febre elevada, tosse, sudorese, mialgias, dispnéia e náuseas.  O mercúrio e o cádmio podem provocar traqueobronquite e SARA.
Metais Os metais de relevância toxicológica ocupacional são: Mercúrio, Chumbo, Níquel, Arsênico, Cádmio, Cromo,  Alumínio,  Antimônio ,  Berílio ,  Boro ,  Cobalto ,  Cobre ,  Flúor ,  Manganês ,  Níquel ,  Selênio ,  Vanádio, Zinco
Mercúrio Os compostos mercuriais foram utilizados amplamente na medicina, principalmente no tratamento de enfermidades infecciosas e como anti-sépticos. Atualmente as principais fontes contaminantes são de origem profissional.
Mercúrio Fontes contaminantes Das diferentes atividades laborais se destacam: mineradora, eletrolise, acumuladores elétricos, fabricação de instrumentos de precisão, restaurações dentais, laboratórios, pinturas, agricultura, produto farmacêuticos, explosivos,, espumas de poliuretano, trabalhos de joalheria, etc. Mercúrio metálico  absorção pulmonar Mercúrio inorgânico ingestão
Mercúrio: quadro clínico Agudo gastroenterite  aguda, estomatites e colites ulcero-hemorrágica, insuficiência renal aguda (mais comum inorgânico),choque. Febre diminuição da visão erupção morbiliforme . edema agudo de pulmão
Mercurio: quadro clínico Crônico Gengivite, salivação e estomatite Tremores Alteração comportamental Disfunção renal
Níquel Usado na fabricação de aços, fitas magnéticas, catalisador de óleos e gorduras, produtos dentários , cunhagem de moedas, galvanização, catalisador na industria do petróleo, plásticos e borracha. Um dos produtos mais sensibilizantes conhecidos.
Níquel Dermatites, conjuntivites, asma brônquica
Chumbo As atividades de trabalho de maior risco são as fusões primárias e secundárias dos minerais, fabricação e degradação de baterias,  de plásticos (estearato de chumbo),de tintas, munições, cristais,  metais polidos e refinados, fabricação e uso de pinturas, fabricação e/ou utilização de esmaltes para cerâmicas, impressão etc.  Dos diferentes riscos ocupacionais com o chumbo destaca-se o cozimento e armazenamento de alimentos e bebidas em recipientes de cerâmica vitrilada, ingestão de bebidas alcoólicas de destilação ilícita fabricadas em materiais chumbados, ingesta de vinhos tratados com arseniato de chumbo o com acetato de chumbo como antifermentativo, águas de consumo canalizadas através de canaletas de chumbo, ingestão de plantas medicinais
Chumbo O chumbo tem grande afinidade por grupos sulfidrilíco(R-SH), imidazol, amino, carboxílico e fosfato, e como conseqüência é verificada  uma forte união às membranas biológicas, proteínas e numerosas vias metabólicas como a fosforilação oxidativa e a síntese da hemoglobina
 
Rx Abdominal   Linha de Burton
Cromo Os  compostos de cromo são amplamente utilizados na metalurgia, indústria processadora de cromita, aços inoxidáveis, industrias galvânicas, curtumes,  indústria têxtil e em diversos pigmentos; também se encontra como impureza do cimento  São encontrados como CrII (bivalente) Cr III ( trivalente) e Cr VI (hexavalente) a mais tóxica .
Cromo Quadro clínico: Dermatites agudas podendo manifestar-se com descoloração  amarelada. Ingestão aguda: colapso circulatório, choque.   Pneumoconiose, edema pulmonar, asma e bronquite
Cromo Ulcerações e perfuração do septo nasal. Insuficiência renal Anemia e trombocitopenia Ulcerações e hemorragia do trato gastrointestinal hepatite
Arsênico Problema de saúde publica em  paises do 3º mundo: fontes de água estão contaminadas com arsênico Usado na metalurgia, industria do vidro, pigmentos,  industria elétrica, antigamente usado como raticida Sua toxicidade relaciona-se com inibição de enzimas sulfidrílicas e desacoplamento da cadeia respiratória
Arsênico Quadro clínico: Linhas de Aldrich-Mees nas unhas após 5 a 6 semanas da ingestão aguda Câncer de pele , fígado, bexiga, rins e cólon.
Lesões na pele devido ao Arsênico Hiperqueratose (intoxicação crônica) Carcinoma
Tratamento das intoxicações por metais Geralmente se baseia em tratamento de suporte, afastamento da fonte e quando indicado uso de quelantes Succimer (DMSA ou dimercaptosuccínico)-Uso: quelante oral de metais - chumbo, mercúrio, arsênico. É superior a EDTA-Ca Unithiol (DMPS ou dimercaptopropano-sulfônico)- Uso: quelante oral de metais - mercúrio, arsênico, chumbo
Hidrocarbonetos Subdividem-se em Alifáticos:  cadeia longa, saturados e insaturados ex querosene, lubrificantes, nafta, gasolina. Sua toxicidade varia com a via de exposição a volatilidade e viscosidade intrínsecas, produzindo graus variados de pneumonite química, distúrbios gastrointestinais, hepatotoxicidade, cardiotoxicidade, depressão SNC, dermatites
Hidrocarbonetos Aromáticos  : contém anel benzênico ex benzeno tolueno, xileno e anilina : Benzeno tem toxicidade aguda semelhante aos hidrocarbonetos porém adiciona efeitos sobre o sistema hematológico:  anemia, anemia aplástica, leucopenia, trombocitopenia, pancitopenia. Leucemia linfóide crônica e leucemia mielomonocítica são relacionadas com exposição prévia (latência de 5-15 a)
Hidrocarbonetos Presente em pequena porcentagem  na gasolina, coqueria, solvente na indústria de plástico, borracha, tintas, produção de cola Xileno :  solvente de tintas e borracha, medicamentos e pesticidas Tolueno :  solvente para tintas, componente de colas, materia prima do TNT, corantes, gasolina Anilina (aminobenzeno):  Intermediario na fabricação de corantes e pigmentos. Causa methemoglobinemia
Referências Rene Mendes, Patologia do trabalho, 2ª edição,  atheneu 2002 Richard C. Dart, The 5 Minute Toxicology Consult,  lippincot 2000 Matthew J Ellenhorn, Medical Toxicology, Elsevier 1988

Treinamento Toxcologia industrial

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    Toxicologia Ocupacional Atoxicologia ocupacional é um ramo da toxicologia, voltada para o estudo da interação entre o homem e as substâncias químicas presentes em seu ambiente de trabalho.
  • 3.
    HISTÓRICO Hipocrates (460-375 a.C.) descreveu o quadro clínico do saturnismo em um mineiro
  • 4.
    HISTÓRICO Plínio ovelho(23-79d.C.) Descreve em seu livro ´´De Historia Naturallis`` o aspecto de alguns escravos que observou nas minas de chumbo e mercúrio.
  • 5.
    HISTÓRICO Ellenborg (1440-1499) Relatou os riscos da aurivessaria (exposição aos vapores dos metais)
  • 6.
    HISTÓRICO Agrícola (1495–1555) doenças dos mineiros e fundidores
  • 7.
    HISTÓRICO Paracelsus (1493–1541) doenças dos mineiros e fundidores Introduz o conceito de dose –resposta
  • 8.
    HISTÓRICO Bernardino Ramazzini (1633-1714) Pai da medicina do trabalho. Publicou em Módena´´ De Morbis Artificum Diatriba `` Descreve mais de 50 ocupações da época com suas doenças características
  • 9.
    HISTÓRICO Percival Pott (1713-1788) Estabeleceu nexo entre limpar chaminés, função exercida por crianças, e câncer escrotal (3,4-benzopireno).
  • 10.
    A toxicologia ocupacionalestá baseada num tripé Monitorização biológica (controle da exposição através de índices biológicos e dos efeitos lesivos no organismo através de exames laboratoriais ) Monitorização do ambiente laboral (identificação de substâncias e sua quantificação) Controle médico: Avaliação clínica, diagnóstico e tratamento
  • 11.
    Exemplos de substanciasque exigem controle ocupacional (na legislação brasileira NR7) Anilina, Arsênico, Cádmio, Chumbo Inorgânico, Chumbo Tetraetila, Cromo Hexavalente, Diclorometano, Dimetilformamida, Dissulfeto de Carbono, Ésteres Organofosforados e Carbamatos, Estireno, Etil-Benzeno, Fenol, Flúor ou Fluoretos, Mercúrio Inorgânico, Metanol, Metil-Etil-Cetona, Monóxido de Carbono, N-Hexano, Nitrobenzeno, Pentaclorofenol, Tetracloroetileno, Tolueno, Tricloroetano, Tricloroetileno, Xileno.
  • 12.
    Agentes relevantes nasintoxicações ocupacionais Inalantes (gases e poeiras) Metais Hidrocarbonetos
  • 13.
    Classificação dos gasesGases de ação irritante intensa moderada leve Sulfúricos Aldeídos, Flúor Amoníacos acroleína Cloro e derivados Arsina ozônio Brometo e cloreto de metila Vapores nitroso Gases Asfixiantes Monóxido de carbono Dióxido de carbono Cianetos e derivados
  • 14.
    Intoxicação por gasesasfixiantes São dois tipos: Inertes: aqueles que apenas substituem o oxigênio atmosférico. Ex N 2 Gases que além de substituir o oxigênio ainda interagem com o organismo causando alterações nos mecanismos de transporte sanguíneo do oxigênio ou na respiração celular.
  • 15.
    Gases irritantes Sãosubstâncias que podem levar a inflamação tecidual e são percebidos pelo homem em concentrações baixas Distinção entre irritante e corrosiva depende: natureza da substância, concentração, viscosidade, molaridade, potencial de oxidação e redução, complexo de afinidade a pontes bivalentes Ação: oxidação, redução, irritante alcalino, intoxicação protoplástica, irritante ácido, denaturante, irritante hidrocarboneto
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    Gases irritantes EFEITOSCLÍNICOS Inalação: cefaléia, secura/insensibilidade nasal, hemorragia, edema de glote, esôfago ou pulmão Respiratório: taquipnéia, sibilos, tosse , infiltrado pulmonar. SDRVA (síndrome disfuncional reativa das vias aéreas)
  • 17.
    AMÔNIA Gás incolor,alcalino, irritante. Fontes: fabricação de fertilizantes (80%), combustão de lã, seda, melamina e nailon. Odor pungente a 30 ppm, irritação ocular e nasal a 50 ppm, disfunção pulmonar a 1000 ppm, risco de morte > 1500 ppm.
  • 18.
    AMÔNIA QUADRO CLÍNICOExposição leve a moderada: dor de cabeça, tosse, broncoespasmo, náuseas, vômitos, dor faríngea e retrofaríngea, conjuntivite. Inalação severa: laringoespasmo, obstrução de vias aéreas (estridor, rouquidão) e edema pulmonar Hiperreatividade brônquica
  • 19.
    CLORETO DE HIDROGÊNIO(HCl) Gás incolor utilizado na industria química, domissaniantes, corantes, plásticos, galvanoplastia. TWA 5 ppm(2001) TWC = 2 ppm; irritação faríngea a 15 ppm, laringoespasmo e edema pulmonar a 100 ppm.
  • 20.
    CLORETO DE HIDROGÊNIO(HCl) QUADRO CLÍNICO Lesões em 1 a 6 horas Irritação conjuntival, lesões de córnea e queimadura de pele sintomas respiratórios baixos: dor retrosternal, dispnéia e edema pulmonar
  • 21.
    FLUORETO DE HIDROGÊNIO(HF) Irritante direto de pele e corrosivo Primeiro estágio: liberação de hidrogênio com desidratação e necrose coagulativa Segundo estágio: lenta necrose secundária com penetração ion fluoreto e complexação com cálcio. Depleção de cálcio ionizável - hipocalcemia.
  • 22.
    FLUORETO DE HIDROGÊNIO(HF) QUADRO CLÍNICO queimadura de olhos e garganta, lacrimejamento e tosse, traqueobronquite e edema pulmonar crônica- fluorose, neoformação óssea de coluna lombar e pélvica hipocalcemia grave, taquicardia ventricular e necrose miocárdica.
  • 23.
    DIÓXIDO DE ENXOFRE(SO 2 ) Incolor, altamente solúvel em água Odor pungente 3 ppm: facilmente detectável pelo odor 6-12 ppm: irritação nasal e de garganta 20 ppm : irritação de olhos, hemorragias nasais, 50-100 ppm: exposição máxima tolerável de 30 a 60 minutos 400-500 ppm: perigo imediato de vida
  • 24.
    DIÓXIDO DE ENXOFRE(SO 2 ) Utilizado na produção de ac. Sulfúrico, como desinfetante, alvejante, industria do papel, industria de conservantes de alimentos (vinho) Quadro clínico irritação do trato respiratório doença obstrutiva crônica (DPOC), asma, doença arteriocoronariana
  • 25.
    ACROLEÍNA (H 2C=CHCHO) Irritante direto da membrana mucosa das vias aéreas superiores Concentração de 1 ppm já causa irritação. Odor pungente. Fonte: combustão de madeira, papel, algodão, produtos do petróleo , industrialização de plásticos. Lacrimejamento, intensa irritação respiratória; edema pulmonar tardio.
  • 26.
    ALDEÍDOS (R-HC=O) Líquidosvoláteis, com exceção do formaldeido. São lipossolúveis, com lesão direta da membrana celular (fração lipídica) Utilizados na indústria de fertilizantes, de resinas, borracha, couro, cosméticos, domissaniantes, têxtil, . Dermatite de contato, irritação de conjuntivas e córnea Traqueobronquite, broncoespasmo e edema pulmonar.
  • 27.
    OZÔNIO Ocorre naturalmentecomo resultante de tempestades elétricas, com maior concentração na estratosfera. É produzido no processo de solda elétrica e outros equipamentos que geram arco voltaico. Utilizado como desinfetante do ar e da água, sínteses orgânicas, e branqueamento de tecidos
  • 28.
    OZÔNIO QUADRO CLÍNICOIrritação conjuntival, bronquite, piora de DPOC Possível aumento da incidência de doenças pulmonares agudas e crônicas, de mutações e da fetotoxicidade Sinais de irritação respiratória com 0.3 ppm
  • 29.
    MONÓXIDO de CARBONOGás não irritante, incolor e inodoro, presente na atmosfera a 0.001% (10 ppm) Níveis ambientais de 50, 100 e 200 ppm produzem concentrações sanguíneas de 8, 16 e 30 %, respectivamente. Emitido na combustão incompleta de materiais orgânicos (gasolina, carvão, gás...) presente na indústria siderúrgica, petroquímica.
  • 30.
    MONÓXIDO de CARBONOQUADRO CLÍNICO NA INTOXICAÇÃO o quadro clínico se correlaciona mal com os níveis sanguíneos leve: HbCO=10-30% - cefaléia temporal, dispnéia aos esforços, tontura. moderada:HbCO=30-50% - cefaléia intensa, fraqueza, tontura, náuseas, vômitos, síncopes, taquicardia e taquipnéia. grave:HbCO=50-80% - síncopes, convulsão, coma, alterações cardiovasculares, falência respirat. e morte
  • 31.
    MONÓXIDO de CARBONOQUADRO CLÍNICO Cardíacos: alteração da repolarização, arritmias, infarto agudo Pulmonares: broncoconstrição, edema pulmonar Psiquiátricos:alteração da personalidade e memória Neurológicos: apatia, mutismo, sínd. Parkinson, desmielinização, Renais: oligúria, proteinúria, insuf. renal.
  • 32.
    MONÓXIDO de CARBONOTRATAMENTO Oxigênio 100% por máscara aberta. Câmara hiperbárica. SEQUELAS São graves e elevadas (8 a 14%). Podem ter apresentação tardia, temporária ou permanente.
  • 33.
    Bissulfeto de CarbonoGás incolor, volátil com cheiro de repolho decomposto. Fontes: usado na indústria de rayon, também como fumigante, solvente e inseticida. TWA= 1ppm. Exposição causa acometimento do sistema nervosos com relatos de paresias, psicoses, neuropatia periférica permanente após 10 anos; Tem efeitos aterogênicos (>infarto em 5.6 x) e diabetogênicos .
  • 34.
    Bissulfeto de CarbonoQuadro Clínico Pele: eritema, dor, vesiculação e queimadura Inalatória-faringite, náuseas, vômitos, tontura, fádiga, cefaléia, distúrbios de comportamento, agitação, delírio, alucinações, convulsões, coma e morte.
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    CIANETO Gás oulíquido (HCN) -ácido prússico Fontes: Industriais: extração de metais preciosos, produção de borracha sintética, douração (pintura eletrostática), manufatura de plásticos, rodenticidas, inseticidas e processos laboratoriais. Combustão - plásticos,seda e lã. Cigarro.
  • 36.
    CIANETO Fisiopatologia Bioquímica:inibição do heme da citocromo oxidase a-a 3 (Fe 3+ ). Aguda: afeta o SNC, taquipnéia e bradicardia. Crônica: distúrbios neurológicos, como ataxia, ambliopia, atrofia do nervo ótico (doença de Leber).
  • 37.
    CIANETO Quadro ClínicoAgudo Inalação: eritema, cefaléia, taquipnéia e tontura em 30 segundos, evoluindo para respiração irregular, coma, convulsões e morte em 10 minutos. Oral: mesmo sintomas, porém mais lento. A ausência de cianose com depressão respiratória sugere cianeto. Sangue venoso semelhante ao arterial
  • 38.
    CIANETO SNA- ossintomas iniciais são sensação de leveza, taquipnéia, náusea, vômitos, sufocação, confusão, agitação e ansiedade. Ocorre taquipnéia seguida de depressão respiratória. Evolui para estupor, coma, convulsões, midríase fixa e morte. Cardiovascular- a taquicardia inicial evolui para bradicardia, disrritmia, hipotensão e choque. Pode ocorrer edema pulmonar. Acidose metabólica
  • 39.
    CIANETO Crônica eSubaguda Ocupacional - cefaléia, tontura, náuseas e vômitos. Sintomas podem persistir por meses após a exposição. Tabaco - uso intenso com deficiência de vit. B 12 leva a ambliopia.
  • 40.
    CIANETO Tratamento Clássico:Cascata kit Lilly (USA) Nitrito de sódio (3%): 300 mg ou 10 mL E.V. em crianças - 0.33 mL/kg Tiosulfato de sódio (25%): 12.5 g ou 50 mL E.V. em crianças - 1.65 mL/kg Azul de metileno (1%): 1-2 mL/ kg E.V. Tratamento com Hidroxocobalamina (vit. B 12 ) – dose de 5 g ou 50 mg/kg (França) EDTA-Co (Kelocyanor) Disponível na Europa, Israel e Austrália
  • 41.
    Sulfeto de Hidrogênio(H 2 S) Gás incolor, odor de ovo podre ou peixe Causa importante de morte súbita no trabalho. Fontes: depósito de peixe,produção de gás ou petróleo, vulcanização, esgotos. Odor detectável a 0.3 ppm, paralisia olfativa a 100-150 ppm, sintomas graves a 500 ppm e a >700 ppm pode ser fatal.
  • 42.
    Sulfeto de Hidrogênio (H 2 S) Sintomas Agudos Irritação conjuntival e do trato respiratório. Depressão do SNC, letargia, nistagmo e coma. Cardíacos: disrritmia, depressão do miocárdio, alterações da repolarização. Respiratórios: dispnéia, pneumonia, bronquite, edema pulmonar.(>1000ppm morte) Crônicos: <50 ppm sintomas inespecíficos ( responsável por 9 obitos numa refinaria)
  • 43.
    Pneumopatias Ocupacionais Asmaocupacional Definição :Obstrução reversível das vias aéreas causado por inalantes no ambiente de trabalho. Em todo o mundo é estimado que 2 a 15 % de todos os casos de asma em adultos, tem origem ocupacional Síndromes específicas: -Bissinose (fibras de algodão) -SDRVA
  • 44.
    SDRVA (síndrome disfuncionalreativa das vias aéreas) início em 24 horas após exposição teste positivo a metacolina persistência de sintomas respiratórios e hiperreatividade respiratória por mais de 3 meses sintomas simulando asma, com tosse, chiado e dispnéia edema pulmonar Dentre os agentes mais frequentemente incriminados podemos citar: di-isocianato, cloro, ácido sulfúrico, inalação de fumaça, ácido fosfórico, ácido hidroclórico, amônia.
  • 45.
    Pneumopatias Ocupacionais Pneumonitepor hipersensibilidade (alveolite alérgica extrínseca) Vários antígenos de alto peso molecular (bacterianos, fúngicos e protéicos) ex: Bagaçose -> cana mofada -> Thermoactinomyces viridis
  • 46.
    Pneumoconioses ocupacionais SilicoseAsbestose Dos trabalhadores de carvão Por poeiras mistas (sílica ou asbestos) Beriliose Metais duros (W, Ti, Ta, Nb, Vn )+ Co Benignas (baritose, Siderose, Estanose) Manganês
  • 47.
    Febre por VaporMetálico Causada por inalação de óxidos metálicos: antimônio, alumínio, arsênico, cádmio, cobalto, ferro, chumbo, magnésio, manganês, mercúrio, níquel, selênio, prata, estanho e zinco. Sintomas: início após 4-8 horas, durando 12-48 horas, com sede, calafrios, febre elevada, tosse, sudorese, mialgias, dispnéia e náuseas. O mercúrio e o cádmio podem provocar traqueobronquite e SARA.
  • 48.
    Metais Os metaisde relevância toxicológica ocupacional são: Mercúrio, Chumbo, Níquel, Arsênico, Cádmio, Cromo, Alumínio, Antimônio , Berílio , Boro , Cobalto , Cobre , Flúor , Manganês , Níquel , Selênio , Vanádio, Zinco
  • 49.
    Mercúrio Os compostosmercuriais foram utilizados amplamente na medicina, principalmente no tratamento de enfermidades infecciosas e como anti-sépticos. Atualmente as principais fontes contaminantes são de origem profissional.
  • 50.
    Mercúrio Fontes contaminantesDas diferentes atividades laborais se destacam: mineradora, eletrolise, acumuladores elétricos, fabricação de instrumentos de precisão, restaurações dentais, laboratórios, pinturas, agricultura, produto farmacêuticos, explosivos,, espumas de poliuretano, trabalhos de joalheria, etc. Mercúrio metálico absorção pulmonar Mercúrio inorgânico ingestão
  • 51.
    Mercúrio: quadro clínicoAgudo gastroenterite aguda, estomatites e colites ulcero-hemorrágica, insuficiência renal aguda (mais comum inorgânico),choque. Febre diminuição da visão erupção morbiliforme . edema agudo de pulmão
  • 52.
    Mercurio: quadro clínicoCrônico Gengivite, salivação e estomatite Tremores Alteração comportamental Disfunção renal
  • 53.
    Níquel Usado nafabricação de aços, fitas magnéticas, catalisador de óleos e gorduras, produtos dentários , cunhagem de moedas, galvanização, catalisador na industria do petróleo, plásticos e borracha. Um dos produtos mais sensibilizantes conhecidos.
  • 54.
  • 55.
    Chumbo As atividadesde trabalho de maior risco são as fusões primárias e secundárias dos minerais, fabricação e degradação de baterias, de plásticos (estearato de chumbo),de tintas, munições, cristais, metais polidos e refinados, fabricação e uso de pinturas, fabricação e/ou utilização de esmaltes para cerâmicas, impressão etc. Dos diferentes riscos ocupacionais com o chumbo destaca-se o cozimento e armazenamento de alimentos e bebidas em recipientes de cerâmica vitrilada, ingestão de bebidas alcoólicas de destilação ilícita fabricadas em materiais chumbados, ingesta de vinhos tratados com arseniato de chumbo o com acetato de chumbo como antifermentativo, águas de consumo canalizadas através de canaletas de chumbo, ingestão de plantas medicinais
  • 56.
    Chumbo O chumbotem grande afinidade por grupos sulfidrilíco(R-SH), imidazol, amino, carboxílico e fosfato, e como conseqüência é verificada uma forte união às membranas biológicas, proteínas e numerosas vias metabólicas como a fosforilação oxidativa e a síntese da hemoglobina
  • 57.
  • 58.
    Rx Abdominal Linha de Burton
  • 59.
    Cromo Os compostos de cromo são amplamente utilizados na metalurgia, indústria processadora de cromita, aços inoxidáveis, industrias galvânicas, curtumes, indústria têxtil e em diversos pigmentos; também se encontra como impureza do cimento São encontrados como CrII (bivalente) Cr III ( trivalente) e Cr VI (hexavalente) a mais tóxica .
  • 60.
    Cromo Quadro clínico:Dermatites agudas podendo manifestar-se com descoloração amarelada. Ingestão aguda: colapso circulatório, choque. Pneumoconiose, edema pulmonar, asma e bronquite
  • 61.
    Cromo Ulcerações eperfuração do septo nasal. Insuficiência renal Anemia e trombocitopenia Ulcerações e hemorragia do trato gastrointestinal hepatite
  • 62.
    Arsênico Problema desaúde publica em paises do 3º mundo: fontes de água estão contaminadas com arsênico Usado na metalurgia, industria do vidro, pigmentos, industria elétrica, antigamente usado como raticida Sua toxicidade relaciona-se com inibição de enzimas sulfidrílicas e desacoplamento da cadeia respiratória
  • 63.
    Arsênico Quadro clínico:Linhas de Aldrich-Mees nas unhas após 5 a 6 semanas da ingestão aguda Câncer de pele , fígado, bexiga, rins e cólon.
  • 64.
    Lesões na peledevido ao Arsênico Hiperqueratose (intoxicação crônica) Carcinoma
  • 65.
    Tratamento das intoxicaçõespor metais Geralmente se baseia em tratamento de suporte, afastamento da fonte e quando indicado uso de quelantes Succimer (DMSA ou dimercaptosuccínico)-Uso: quelante oral de metais - chumbo, mercúrio, arsênico. É superior a EDTA-Ca Unithiol (DMPS ou dimercaptopropano-sulfônico)- Uso: quelante oral de metais - mercúrio, arsênico, chumbo
  • 66.
    Hidrocarbonetos Subdividem-se emAlifáticos: cadeia longa, saturados e insaturados ex querosene, lubrificantes, nafta, gasolina. Sua toxicidade varia com a via de exposição a volatilidade e viscosidade intrínsecas, produzindo graus variados de pneumonite química, distúrbios gastrointestinais, hepatotoxicidade, cardiotoxicidade, depressão SNC, dermatites
  • 67.
    Hidrocarbonetos Aromáticos : contém anel benzênico ex benzeno tolueno, xileno e anilina : Benzeno tem toxicidade aguda semelhante aos hidrocarbonetos porém adiciona efeitos sobre o sistema hematológico: anemia, anemia aplástica, leucopenia, trombocitopenia, pancitopenia. Leucemia linfóide crônica e leucemia mielomonocítica são relacionadas com exposição prévia (latência de 5-15 a)
  • 68.
    Hidrocarbonetos Presente empequena porcentagem na gasolina, coqueria, solvente na indústria de plástico, borracha, tintas, produção de cola Xileno : solvente de tintas e borracha, medicamentos e pesticidas Tolueno : solvente para tintas, componente de colas, materia prima do TNT, corantes, gasolina Anilina (aminobenzeno): Intermediario na fabricação de corantes e pigmentos. Causa methemoglobinemia
  • 69.
    Referências Rene Mendes,Patologia do trabalho, 2ª edição, atheneu 2002 Richard C. Dart, The 5 Minute Toxicology Consult, lippincot 2000 Matthew J Ellenhorn, Medical Toxicology, Elsevier 1988