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Prova Escrita de Filosofia
11.º Ano de Escolaridade
Prova 714/2.ª Fase	 8 Páginas
Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.
2013
VERSÃO 1
Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho
EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO
Prova 714.V1/2.ª F. • Página 1/ 8
Na folha de respostas, indique de forma legível a versão da prova (Versão 1 ou Versão 2).
A ausência dessa indicação implica a classificação com zero pontos das respostas aos itens de
escolha múltipla.
Na folha de respostas, indique claramente o percurso selecionado (A ou B) para responder aos
itens 2. e 3. do Grupo II. A ausência de indicação do percurso selecionado implica a classificação
com zero pontos das respostas aos itens referidos.
Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.
Não é permitido o uso de corretor. Em caso de engano, deve riscar de forma inequívoca aquilo
que pretende que não seja classificado.
Escreva, de forma legível, a numeração dos grupos e dos itens, bem como as respetivas respostas.
As respostas ilegíveis ou que não possam ser claramente identificadas são classificadas com
zero pontos.
Para cada item, apresente apenas uma resposta. Se escrever mais do que uma resposta a um
mesmo item, apenas é classificada a resposta apresentada em primeiro lugar.
Para responder aos itens de escolha múltipla, escreva, na folha de respostas:
•  o número do item;
•  a letra que identifica a única opção escolhida.
As cotações dos itens encontram-se no final do enunciado da prova.
A prova inclui, em anexo, uma tabela de símbolos lógicos.
Prova 714.V1/2.ª F. • Página 2/ 8
GRUPO I
Na resposta a cada um dos itens de 1. a 9., selecione a única opção correta.
Escreva, na folha de respostas, o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
1.  A ação intencional é
(A)  um acontecimento que depende apenas de causas externas à vontade do agente.
(B)  um acontecimento que envolve o agente, mas não depende da sua vontade.
(C)  uma interferência voluntária do agente no curso dos acontecimentos.
(D)  um comportamento não dirigido nem controlado pelo agente.
2.  De acordo com o relativismo cultural,
(A)  existe um padrão universal para avaliar os costumes.
(B)  os códigos morais são idênticos em todas as culturas.
(C)  os critérios valorativos não variam de cultura para cultura.
(D)  todas as práticas culturais devem ser toleradas.
3.  «A crença no livre-arbítrio é universal, porque todas as pessoas acreditam que escolhem realmente o que
fazem».
Este argumento incorre na falácia seguinte:
(A)  boneco de palha.
(B)  falso dilema.
(C)  petição de princípio.
(D)  apelo à ignorância.
4.  Do ponto de vista dedutivo, é correto afirmar que
(A)  a validade dos argumentos depende unicamente do conteúdo.
(B)  os argumentos são inválidos se as premissas forem falsas e a conclusão verdadeira.
(C)  a validade dos argumentos depende da forma e do conteúdo.
(D)  os argumentos são inválidos se as premissas forem verdadeiras e a conclusão falsa.
Prova 714.V1/2.ª F. • Página 3/ 8
5.  Acerca da relação entre crença e conhecimento, é correto afirmar que
(A)  há crenças falsas, mas nenhuma crença falsa é conhecimento.
(B)  podemos conhecer aquilo em que não acreditamos.
(C)  as crenças são falsas, mas o conhecimento é verdadeiro.
(D)  não podemos acreditar naquilo que não conhecemos.
6.  Os racionalistas defendem que
(A)  os sentidos são a única fonte do conhecimento universal e necessário.
(B)  o conhecimento se fundamenta a posteriori.
(C)  não há conhecimento a priori.
(D)  a razão é a única fonte do conhecimento universal e necessário.
7.  Considere os seguintes enunciados relativos à posição de David Hume sobre a indução.
1.  As nossas crenças acerca do mundo dependem, em grande parte, da indução.
2.  A crença no valor da indução é justificada pela razão.
3.  As inferências indutivas decorrem do hábito ou costume.
4.  A indução é o método que permite descobrir a verdade.
Deve afirmar-se que
(A)  1 e 3 são corretos; 2 e 4 são incorretos.
(B)  2 e 3 são corretos; 1 e 4 são incorretos.
(C)  2 é correto; 1, 3 e 4 são incorretos.
(D)  1, 2 e 3 são corretos; 4 é incorreto.
8.  O conhecimento científico caracteriza-se, entre outros aspetos, por ser
(A)  metódico e subjetivo.
 (B) qualitativo e assistemático.
 (C) metódico e explicativo.
 (D) verdadeiro e definitivo.
Prova 714.V1/2.ª F. • Página 4/ 8
9.  Considere os seguintes enunciados relativos à posição de Karl Popper acerca da natureza das teorias
científicas.
1.  As teorias científicas são refutáveis e conjeturais.
2.  A função da experiência consiste em verificar ou em confirmar as teorias científicas.
3.  As teorias científicas surgem, por indução, a partir de factos e de observações simples.
4.  O critério de cientificidade de uma teoria é a sua falsificabilidade.
Deve afirmar-se que
(A)  1, 2 e 3 são corretos; 4 é incorreto.
(B)  1 e 4 são corretos; 2 e 3 são incorretos.
(C)  2 e 3 são corretos; 1 e 4 são incorretos.
(D)  3 é correto; 1, 2 e 4 são incorretos.
GRUPO II
1.  Leia a fala seguinte de Górgias dirigindo-se a Sócrates.
GÓRGIAS – […] Se um orador e um médico se apresentarem numa cidade qualquer à tua
escolha, e se se discutir na assembleia do povo ou em qualquer reunião qual dos dois deve ser
eleito médico, garanto-te que o médico deixa simplesmente de existir e que aquele que domina
a arte da palavra se fará eleger se quiser.
Do mesmo modo, seja qual for o profissional com quem entre em competição, o orador conseguirá
que o prefiram a qualquer outro, porque não há matéria sobre a qual um orador não fale, diante
da multidão, de maneira mais persuasiva do que qualquer profissional. Tal é a qualidade e a força
desta arte que é a retórica.
Platão, Górgias, Lisboa, Ed. 70, 1997
A partir do texto, mostre por que razão a retórica sofística, para Platão, é uma forma de manipulação.
Na sua resposta, integre, de forma pertinente, informação do texto.
Prova 714.V1/2.ª F. • Página 5/ 8
Os itens 2. e 3. apresentam dois percursos:
Percurso A – Lógica Aristotélica – e Percurso B – Lógica Proposicional.
Indique claramente o percurso selecionado (A ou B). A ausência de indicação do percurso selecionado implica
a classificação das respostas aos itens 2. e 3. com zero pontos.
PERCURSO A
2. A.  Considere os termos seguintes.
Termo maior – «convincentes».
Termo médio – «oradores».
Termo menor – «políticos».
Construa um silogismo categórico válido da terceira figura, utilizando os termos apresentados.
Indique o modo do silogismo construído.
3. A.  Considere o argumento seguinte.
Todos os músicos são artistas.
Alguns artistas são pintores.
Logo, alguns pintores são músicos.
Identifique o tipo de falácia formal presente no argumento.
Justifique a sua resposta, mediante a enunciação da regra infringida e a explicitação da respetiva
infração.
PERCURSO B
2. B.  Considere a fórmula seguinte.
(P Ʌ Q) → ¬R
Traduza em linguagem natural a fórmula apresentada.
Comece por criar um dicionário apropriado.
3. B.  Considere as proposições seguintes.
«Se Espinosa tem razão, então tudo está determinado ou não há livre-arbítrio. Ora, Espinosa tem
razão.»
Apresente a conclusão que se segue logicamente das duas proposições anteriores, aplicando uma
das formas de inferência válida estudadas.
Indique a forma de inferência válida aplicada.
Prova 714.V1/2.ª F. • Página 6/ 8
GRUPO III
Leia o texto seguinte.
1
5
Não existe sistema moral algum no qual não ocorram casos inequívocos de obrigações em
conflito. Estas são as verdadeiras dificuldades, os momentos intrincados na teoria ética e na
orientação conscienciosa da conduta pessoal. São ultrapassados, na prática, com maior ou
menor sucesso, segundo o intelecto e a virtude dos indivíduos; mas dificilmente pode alegar-
-se que alguém está menos qualificado para lidar com eles por possuir um padrão último para
o qual podem ser remetidos os direitos e os deveres em conflito. Se a utilidade é a fonte última
das obrigações morais, pode ser invocada para decidir entre elas quando as suas exigências
são incompatíveis. Embora a aplicação do padrão possa ser difícil, é melhor do que não ter
padrão algum […].
S. Mill, Utilitarismo, Lisboa, Gradiva, 2005 (adaptado)
1.  Stuart Mill afirma que «a utilidade é a fonte última das obrigações morais» (linhas 6 e 7).
Esclareça o conceito de «utilidade», integrando-o na ética de Stuart Mill.
2.  Atente na primeira afirmação do texto de Stuart Mill: «Não existe sistema moral algum no qual não ocorram
casos inequívocos de obrigações em conflito.» (linhas 1 e 2).
Confronte as perspetivas de Kant e de Stuart Mill acerca da forma de resolver conflitos de obrigações.
Na sua resposta, recorra a um exemplo de conflito de obrigações.
GRUPO IV
1.  Leia o texto seguinte.
1
5
Dado que nascemos crianças e que formulámos vários juízos acerca das coisas sensíveis
antes que tivéssemos o completo uso da nossa razão, somos desviados do conhecimento da
verdade por muitos preconceitos, dos quais parece não podermos libertar-nos a não ser que,
uma vez na vida, nos esforcemos por duvidar de todos aqueles em que encontremos a mínima
suspeita de incerteza.
Será mesmo útil considerar também como falsas aquelas coisas de que duvidamos, para
que assim encontremos mais claramente o que é certíssimo e facílimo de conhecer.
Descartes, Princípios da Filosofia, Lisboa, Editorial Presença, 1995
A partir do texto, esclareça o papel da dúvida cartesiana no «conhecimento da verdade» (linhas 2 e 3).
Na sua resposta, integre, de forma pertinente, informação do texto.
2.  Redija um texto argumentativo em que discuta a perspetiva de Thomas Kuhn acerca do desenvolvimento
da ciência.
Na sua resposta, deve:
•  integrar os conceitos de «ciência normal» e de «ciência extraordinária»;
•  apresentar uma posição crítica fundamentada.
FIM
COTAÇÕES
GRUPO I
1.	............................................................................................................	 5 pontos
2.	............................................................................................................	 5 pontos
3.	............................................................................................................	 5 pontos
4.	............................................................................................................	 5 pontos
5.	............................................................................................................	 5 pontos
6.	............................................................................................................	 5 pontos
7.	............................................................................................................	 5 pontos
8.	............................................................................................................	 5 pontos
9.	............................................................................................................	 5 pontos
45 pontos
GRUPO II
1.	............................................................................................................	 15 pontos
2.  (A ou B)	 ............................................................................................	 15 pontos
3.  (A ou B)	 ............................................................................................	 15 pontos
45 pontos
GRUPO III
1.	............................................................................................................	 25 pontos
2.	............................................................................................................	 30 pontos
55 pontos
GRUPO IV
1.	............................................................................................................	 25 pontos
2.	............................................................................................................	 30 pontos
55 pontos
	TOTAL..........................................  200 pontos
Prova 714.V1/2.ª F. • Página 7/ 8
Prova 714.V1/2.ª F. • Página 8/ 8
Anexo
TABELA DE SÍMBOLOS LÓGICOS
NOME
SÍMBOLO
ADOTADO
EXEMPLO ALTERNATIVAS
Letras proposicionais P, Q, R, . . . P A, B, C, . . .;	 p, q, r, . . .
Negação ¬ ¬P ͠ P -P	P
--
Conjunção Ʌ P Ʌ Q P & Q	 P . Q
Disjunção V P V Q PQ	 P + Q
Condicional → P → Q P ⊃ Q	 P ⇒ Q
Bicondicional ↔ P ↔ Q P  Q	 P ⇔ Q
Sinal de conclusão 
P Ʌ Q
 P
P Ʌ Q
–––––
P
	
P Ʌ Q  P
P Ʌ Q  P
P Ʌ Q } P
Parêntesis (...) (P Ʌ Q) V P [...]	 {...}

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Exame filosofia 2ª fase

  • 1. Prova Escrita de Filosofia 11.º Ano de Escolaridade Prova 714/2.ª Fase 8 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. 2013 VERSÃO 1 Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Prova 714.V1/2.ª F. • Página 1/ 8 Na folha de respostas, indique de forma legível a versão da prova (Versão 1 ou Versão 2). A ausência dessa indicação implica a classificação com zero pontos das respostas aos itens de escolha múltipla. Na folha de respostas, indique claramente o percurso selecionado (A ou B) para responder aos itens 2. e 3. do Grupo II. A ausência de indicação do percurso selecionado implica a classificação com zero pontos das respostas aos itens referidos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta. Não é permitido o uso de corretor. Em caso de engano, deve riscar de forma inequívoca aquilo que pretende que não seja classificado. Escreva, de forma legível, a numeração dos grupos e dos itens, bem como as respetivas respostas. As respostas ilegíveis ou que não possam ser claramente identificadas são classificadas com zero pontos. Para cada item, apresente apenas uma resposta. Se escrever mais do que uma resposta a um mesmo item, apenas é classificada a resposta apresentada em primeiro lugar. Para responder aos itens de escolha múltipla, escreva, na folha de respostas: •  o número do item; •  a letra que identifica a única opção escolhida. As cotações dos itens encontram-se no final do enunciado da prova. A prova inclui, em anexo, uma tabela de símbolos lógicos.
  • 2. Prova 714.V1/2.ª F. • Página 2/ 8 GRUPO I Na resposta a cada um dos itens de 1. a 9., selecione a única opção correta. Escreva, na folha de respostas, o número do item e a letra que identifica a opção escolhida. 1.  A ação intencional é (A)  um acontecimento que depende apenas de causas externas à vontade do agente. (B)  um acontecimento que envolve o agente, mas não depende da sua vontade. (C)  uma interferência voluntária do agente no curso dos acontecimentos. (D)  um comportamento não dirigido nem controlado pelo agente. 2.  De acordo com o relativismo cultural, (A)  existe um padrão universal para avaliar os costumes. (B)  os códigos morais são idênticos em todas as culturas. (C)  os critérios valorativos não variam de cultura para cultura. (D)  todas as práticas culturais devem ser toleradas. 3.  «A crença no livre-arbítrio é universal, porque todas as pessoas acreditam que escolhem realmente o que fazem». Este argumento incorre na falácia seguinte: (A)  boneco de palha. (B)  falso dilema. (C)  petição de princípio. (D)  apelo à ignorância. 4.  Do ponto de vista dedutivo, é correto afirmar que (A)  a validade dos argumentos depende unicamente do conteúdo. (B)  os argumentos são inválidos se as premissas forem falsas e a conclusão verdadeira. (C)  a validade dos argumentos depende da forma e do conteúdo. (D)  os argumentos são inválidos se as premissas forem verdadeiras e a conclusão falsa.
  • 3. Prova 714.V1/2.ª F. • Página 3/ 8 5.  Acerca da relação entre crença e conhecimento, é correto afirmar que (A)  há crenças falsas, mas nenhuma crença falsa é conhecimento. (B)  podemos conhecer aquilo em que não acreditamos. (C)  as crenças são falsas, mas o conhecimento é verdadeiro. (D)  não podemos acreditar naquilo que não conhecemos. 6.  Os racionalistas defendem que (A)  os sentidos são a única fonte do conhecimento universal e necessário. (B)  o conhecimento se fundamenta a posteriori. (C)  não há conhecimento a priori. (D)  a razão é a única fonte do conhecimento universal e necessário. 7.  Considere os seguintes enunciados relativos à posição de David Hume sobre a indução. 1.  As nossas crenças acerca do mundo dependem, em grande parte, da indução. 2.  A crença no valor da indução é justificada pela razão. 3.  As inferências indutivas decorrem do hábito ou costume. 4.  A indução é o método que permite descobrir a verdade. Deve afirmar-se que (A)  1 e 3 são corretos; 2 e 4 são incorretos. (B)  2 e 3 são corretos; 1 e 4 são incorretos. (C)  2 é correto; 1, 3 e 4 são incorretos. (D)  1, 2 e 3 são corretos; 4 é incorreto. 8.  O conhecimento científico caracteriza-se, entre outros aspetos, por ser (A)  metódico e subjetivo.  (B) qualitativo e assistemático.  (C) metódico e explicativo.  (D) verdadeiro e definitivo.
  • 4. Prova 714.V1/2.ª F. • Página 4/ 8 9.  Considere os seguintes enunciados relativos à posição de Karl Popper acerca da natureza das teorias científicas. 1.  As teorias científicas são refutáveis e conjeturais. 2.  A função da experiência consiste em verificar ou em confirmar as teorias científicas. 3.  As teorias científicas surgem, por indução, a partir de factos e de observações simples. 4.  O critério de cientificidade de uma teoria é a sua falsificabilidade. Deve afirmar-se que (A)  1, 2 e 3 são corretos; 4 é incorreto. (B)  1 e 4 são corretos; 2 e 3 são incorretos. (C)  2 e 3 são corretos; 1 e 4 são incorretos. (D)  3 é correto; 1, 2 e 4 são incorretos. GRUPO II 1.  Leia a fala seguinte de Górgias dirigindo-se a Sócrates. GÓRGIAS – […] Se um orador e um médico se apresentarem numa cidade qualquer à tua escolha, e se se discutir na assembleia do povo ou em qualquer reunião qual dos dois deve ser eleito médico, garanto-te que o médico deixa simplesmente de existir e que aquele que domina a arte da palavra se fará eleger se quiser. Do mesmo modo, seja qual for o profissional com quem entre em competição, o orador conseguirá que o prefiram a qualquer outro, porque não há matéria sobre a qual um orador não fale, diante da multidão, de maneira mais persuasiva do que qualquer profissional. Tal é a qualidade e a força desta arte que é a retórica. Platão, Górgias, Lisboa, Ed. 70, 1997 A partir do texto, mostre por que razão a retórica sofística, para Platão, é uma forma de manipulação. Na sua resposta, integre, de forma pertinente, informação do texto.
  • 5. Prova 714.V1/2.ª F. • Página 5/ 8 Os itens 2. e 3. apresentam dois percursos: Percurso A – Lógica Aristotélica – e Percurso B – Lógica Proposicional. Indique claramente o percurso selecionado (A ou B). A ausência de indicação do percurso selecionado implica a classificação das respostas aos itens 2. e 3. com zero pontos. PERCURSO A 2. A.  Considere os termos seguintes. Termo maior – «convincentes». Termo médio – «oradores». Termo menor – «políticos». Construa um silogismo categórico válido da terceira figura, utilizando os termos apresentados. Indique o modo do silogismo construído. 3. A.  Considere o argumento seguinte. Todos os músicos são artistas. Alguns artistas são pintores. Logo, alguns pintores são músicos. Identifique o tipo de falácia formal presente no argumento. Justifique a sua resposta, mediante a enunciação da regra infringida e a explicitação da respetiva infração. PERCURSO B 2. B.  Considere a fórmula seguinte. (P Ʌ Q) → ¬R Traduza em linguagem natural a fórmula apresentada. Comece por criar um dicionário apropriado. 3. B.  Considere as proposições seguintes. «Se Espinosa tem razão, então tudo está determinado ou não há livre-arbítrio. Ora, Espinosa tem razão.» Apresente a conclusão que se segue logicamente das duas proposições anteriores, aplicando uma das formas de inferência válida estudadas. Indique a forma de inferência válida aplicada.
  • 6. Prova 714.V1/2.ª F. • Página 6/ 8 GRUPO III Leia o texto seguinte. 1 5 Não existe sistema moral algum no qual não ocorram casos inequívocos de obrigações em conflito. Estas são as verdadeiras dificuldades, os momentos intrincados na teoria ética e na orientação conscienciosa da conduta pessoal. São ultrapassados, na prática, com maior ou menor sucesso, segundo o intelecto e a virtude dos indivíduos; mas dificilmente pode alegar- -se que alguém está menos qualificado para lidar com eles por possuir um padrão último para o qual podem ser remetidos os direitos e os deveres em conflito. Se a utilidade é a fonte última das obrigações morais, pode ser invocada para decidir entre elas quando as suas exigências são incompatíveis. Embora a aplicação do padrão possa ser difícil, é melhor do que não ter padrão algum […]. S. Mill, Utilitarismo, Lisboa, Gradiva, 2005 (adaptado) 1.  Stuart Mill afirma que «a utilidade é a fonte última das obrigações morais» (linhas 6 e 7). Esclareça o conceito de «utilidade», integrando-o na ética de Stuart Mill. 2.  Atente na primeira afirmação do texto de Stuart Mill: «Não existe sistema moral algum no qual não ocorram casos inequívocos de obrigações em conflito.» (linhas 1 e 2). Confronte as perspetivas de Kant e de Stuart Mill acerca da forma de resolver conflitos de obrigações. Na sua resposta, recorra a um exemplo de conflito de obrigações. GRUPO IV 1.  Leia o texto seguinte. 1 5 Dado que nascemos crianças e que formulámos vários juízos acerca das coisas sensíveis antes que tivéssemos o completo uso da nossa razão, somos desviados do conhecimento da verdade por muitos preconceitos, dos quais parece não podermos libertar-nos a não ser que, uma vez na vida, nos esforcemos por duvidar de todos aqueles em que encontremos a mínima suspeita de incerteza. Será mesmo útil considerar também como falsas aquelas coisas de que duvidamos, para que assim encontremos mais claramente o que é certíssimo e facílimo de conhecer. Descartes, Princípios da Filosofia, Lisboa, Editorial Presença, 1995 A partir do texto, esclareça o papel da dúvida cartesiana no «conhecimento da verdade» (linhas 2 e 3). Na sua resposta, integre, de forma pertinente, informação do texto. 2.  Redija um texto argumentativo em que discuta a perspetiva de Thomas Kuhn acerca do desenvolvimento da ciência. Na sua resposta, deve: •  integrar os conceitos de «ciência normal» e de «ciência extraordinária»; •  apresentar uma posição crítica fundamentada. FIM
  • 7. COTAÇÕES GRUPO I 1. ............................................................................................................ 5 pontos 2. ............................................................................................................ 5 pontos 3. ............................................................................................................ 5 pontos 4. ............................................................................................................ 5 pontos 5. ............................................................................................................ 5 pontos 6. ............................................................................................................ 5 pontos 7. ............................................................................................................ 5 pontos 8. ............................................................................................................ 5 pontos 9. ............................................................................................................ 5 pontos 45 pontos GRUPO II 1. ............................................................................................................ 15 pontos 2.  (A ou B) ............................................................................................ 15 pontos 3.  (A ou B) ............................................................................................ 15 pontos 45 pontos GRUPO III 1. ............................................................................................................ 25 pontos 2. ............................................................................................................ 30 pontos 55 pontos GRUPO IV 1. ............................................................................................................ 25 pontos 2. ............................................................................................................ 30 pontos 55 pontos TOTAL..........................................  200 pontos Prova 714.V1/2.ª F. • Página 7/ 8
  • 8. Prova 714.V1/2.ª F. • Página 8/ 8 Anexo TABELA DE SÍMBOLOS LÓGICOS NOME SÍMBOLO ADOTADO EXEMPLO ALTERNATIVAS Letras proposicionais P, Q, R, . . . P A, B, C, . . .; p, q, r, . . . Negação ¬ ¬P ͠ P -P P -- Conjunção Ʌ P Ʌ Q P & Q P . Q Disjunção V P V Q PQ P + Q Condicional → P → Q P ⊃ Q P ⇒ Q Bicondicional ↔ P ↔ Q P  Q P ⇔ Q Sinal de conclusão  P Ʌ Q  P P Ʌ Q ––––– P P Ʌ Q  P P Ʌ Q  P P Ʌ Q } P Parêntesis (...) (P Ʌ Q) V P [...] {...}