Universidade Federal de Minas Gerais
Faculdade de Farmácia
Departamento de Farmácia Social
Sibutramina
Deborah de Oliveira Moreira
Guilherme Augusto de Souza Tiago
Isabella Cristina Ferreira
Katharina Cardoso Diefenbach
Melissa Lilian F. Antunes dos Santos
Belo Horizonte
2018
Introdução
• Nas últimas décadas mudança de hábitos dada a modernização
facilidades tecnológicas resultaram em menos gasto energético.
• O excesso de peso e a obesidade é grave problema de saúde
pública, principalmente em razão de pacientes obesos
apresentarem maior risco de doenças arteriais coronarianas,
hipertensão, hiperlipidemia, Diabetes mellitus, acidente vascular
cerebral, osteoartrite e doença pulmonar obstrutiva.
• A sibutramina é indicada para o controle da saciedade em
indivíduos com obesidade ou com sobrepeso associado a outras co-
morbidades.
• Ao contrário dos anorexígenos que reduzem a vontade de comer,
a sibutramina aumenta a sensação de saciedade e elevando a
termogênese, que acompanha a perda de peso.
• Identificada quimicamente como uma mistura racêmica dos
enantiômeros do cloridrato de N-(1-(4-cloro-fenil-ciclobutil)-3-
metilbutil)-N-N dimetilamina.
• É uma amina terciária pertencente à classe dos derivados de
cicloalquilaminas.
Histórico
• Década de 80 - A sibutramina foi desenvolvida
como um antidepressivo na pelo laboratório
Abbott® nos Estados Unidos, e os primeiros testes
laboratoriais, usando cobaias, apontaram um
acentuado efeito no aumento da saciedade.
• 1997 - aprovada pela Food and Drug
Administration (FDA) como agente usado no
controle da obesidade.
• 1999 - a sibutramina começou a ser avaliada
decorrente de preocupações sobre sua segurança,
especialmente os efeitos colaterais no sistema
cardiovascular (aumento da pressão arterial e
frequência cardíaca). Ganhou o nome de
Reductil®.
• 1999 – 2002 - o Comitê de Medicamento para Uso
Humano (CHMP), cuja sede é na Alemanha,
concluiu que os benefícios da sibutramina para a
gestão dos obesos e pacientes com sobrepeso
superavam seus riscos
• Em 2010, a EMEA (European Medicines Agency), recomendou a
suspensão da venda de sibutramina, devido ao aumento do risco
de acidentes cardiovasculares.
• Em março de 2010 a Anvisa mudou a classificação da sibutramina da
lista C1 (receita branca não numerada) para a lista B2 (psicotrópico
anorexígeno), o medicamento agora tem tarja preta e é vendido sob
receituário azul numerado.
• Em outubro de 2011 a Anvisa publicou no Diário Oficial novas regras
para o emagrecedor.
• No Brasil, pode ser encontrada em cápsulas nas dosagens 10 mg e 15,
vendida mediante prescrição médica e retenção de receita.
Mecanismo de ação
Noradrenalina  apetite
Serotonina  saciedade
Mecanismo de ação
Os metabólitos M1 e M2 inibem a recaptação da NOR (73%), serotonina (54%) e dopamina (16%).
Metabolismo
ABSORÇÃO:
• A sibutramina é altamente absorvida no trato gastrointestinal.
• Sofre metabolismo de primeira passagem hepática.
Metabolismo
BIODISPONIBILIDADE:
• Mesmo passando pelo fígado sua biodisponibilidade é alta com uma
taxa de 77% .
• São formados dois metabólitos ATIVOS o M1 e o M2 na fase 1 do
metabolismo hepático.
Metabolismo
BIODISPONIBILIDADE:
• O metabolismo hepático acontece por meio das izoenzimas
do citocromo P450(CYP3A4 é a principal isoenzima
responsável pelo metabolismo da sibutramina).
• Promovem duas reações de desmetilação do nitrogênio, o
resultado é uma molécula mais polar.
• A sibutramina e seus metabólitos possuem uma alta taxa de
ligação a proteínas plasmáticas. O índice de ligação às
proteínas plasmáticas da sibutramina e seus metabólitos M1 e
M2 é de 97%, 94% e 94%, respectivamente.
• Isso promove uma satisfatória e ampla distribuição tecidual.
Metabolismo
DEPURAÇÃO:
• O metabolismo hepático é a principal via de eliminação da
sibutramina e de seus metabólitos ativos M1 e M2.
• Os metabólitos já inativos, são eliminados principalmente
pela urina, e em menor quantidade nas fezes.
Metabolismo
MEIA-VIDA:
• A sibutramina como composto principal possui meia-vida de 1,1 horas,
enquanto que seus metabólitos M1 e M2 tem meia-vida de 14 e 16
horas, respectivamente.
ESTADO DE EQUILÍBRIO:
• A sibutramina atinge concentração plasmática máxima após 1,2 horas, e
seus metabólitos após 3 horas.
• O estado de equilíbrio é alcançado em quatro dias.
DIFERENÇAS ENTRE INDIVÍDUOS
• Insuficiência Renal ou Hepática
• Idosos acima de 65 anos
• Crianças
Metabolismo
IMPORTÂNCIA NO EFEITO TERAPÊUTICO:
• Com o metabolismo da molécula de sibutramina é
possível ampliar o efeito terapêutico, tornando-o
prolongado para que possa atingir o equilíbrio
dinâmico no organismo e necessitar de apenas uma
dose diária para atender a finalidade da terapia.
Efeitos adversos
A maior parte dos efeitos colaterais relatados ocorreu
no início do tratamento durante as primeiras quatro
semanas, e diminuíram com o tempo.
Jr Moreira, 2012.
Efeitos adversos
Interações Medicamentosas
• Drogas de ação no SNC para redução peso.
• Fármacos que resultam no aumento da concentração de
serotonina nas sinapses nervosas:
Mecanismo
Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) : Fluoxetina, Sertralina e
Paroxetina
Inibidores da monoaminoxidase (IMAOs): Moclobemida,Tranilcipromina
Síndrome serotoninérgica
A utilização simultânea de fármacos que elevam os níveis de
serotonina no cérebro podem originar interações graves. Este
tipo de interação é um fenômeno designado como síndrome da
serotonina.
• Substâncias inibidoras do metabolismo do citocromo P450 (3A4):
Inibidores da CYP3A4: Redução do metabolismo do
fármaco
Haverá uma maior biodisponibilidade da sibutramina
no plasma sanguíneo, podendo haver um efeito
acumulativo da droga( M1 23% e M2 10%)
Exemplo: Cetoconazol,cimeditina eritromicina,
claritromicina, troleandomicina e a ciclosporina .
Relato de caso
• Substâncias que podem aumentar a pressão arterial e/ou a
frequência cardíaca:
O uso concomitante de sibutramina e outros agentes que
podem aumentar a pressão arterial e/ou a frequência cardíaca
não foi sistematicamente avaliado, mas deve-se ter cautela ao
prescrever Sibutramina para pacientes que utilizam esses
medicamentos.
Interação com Alimentos
• Álcool
• Toranja (grapefruit)
• Alimentos ricos em triptofano
Indicações de Uso da Sibutramina
• Indicada a pacientes obesos: IMC superior á 30Kg/m2,
ou 27 kg/m2 na presença de outros fatores de risco.
Contra indicação da Sibutramina
• Pacientes com histórico de diabetes mellitus tipo 2 com pelo menos 1
outro fator de risco; Pacientes com história de doença arterial coronariana
(angina, história de infarto do miocárdio),
• Insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia, doença arterial obstrutiva
periférica, arritmia ou doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral
ou ataque isquêmico transitório - TIA);
• Pacientes com hipertensão controlada inadequadamente
• Pacientes com história ou presença de transtornos alimentares, como
bulimia e anorexia;
• Pacientes recebendo outros medicamentos de ação central para a redução
de peso ou tratamento de transtornos psiquiátricos;
• Pacientes idosos, crianças ou adolescentes.
Posologia
• A Sibutramina é indicada na dose inicial de 10mg,
administrada por via oral, uma vez por dia.
• Nos pacientes em que a resposta a Sibutramina é
insuficiente -perda ponderal inferior a 2 kg, após 4 semanas
de tratamento- na dose de 10 mg, esta poderá ser
aumentada para 15 mg.
• O tratamento deve ser suspenso nos pacientes que
responderem inadequadamente a sibutramina de 15 mg
após um período de 12 semanas.
Testes de Eficácia do medicamento
• Durante seis meses todos os
pacientes receberam diariamente
10 mg de sibutramina.
• Pacientes que conseguiram perda
de peso ≥ 5% durante esta fase
foram randomizados para uma
fase adicional.
• Durante esta fase, os médicos
tiveram a opção de aumentar a
dose de sibutramina ou placebo
para 15 mg ou 20 mg se ocorresse
a recuperação do peso.
Lancet, 2000.
Testes de Eficácia do medicamento
• Pacientes tratados com Sibutramina:
43% mantiveram 80% ou mais de sua
perda de peso original.
• Pacientes tratados com placebo: 16%
mantiveram 80% ou mais de sua perda
de peso original.
Testes de Segurança do medicamento
Testes de Segurança do medicamento
• Nos indivíduos tratados com
sibutramina, observou-se
aumento de 16% no risco de
infarto do miocárdio não fatal,
acidente vascular cerebral não
fatal e parada cardíaca.
• 561/4906, 11,4%, comparados
com indivíduos tratados com
placebo 490/4898, 10,0%.
A dispensação da Sibutramina
A dispensação de sibutramina segue os
critérios estabelecidos pela RDC Nº
133/2016:
• Medicamente sujeito a controle especial;
• Necessária notificação de receita B2;
• Termo de Responsabilidade do
Prescritor.
• Veda a prescrição e a dispensação de
Sibutramina acima da Dose Diária
Recomendada (DDR): 15,0 mg/dia.
Termo de
Responsabilidade do
Prescritor para uso do
medicamento sibutramina
Manual de orientação ao
farmacêutico: aspectos
legais da dispensação.
CRF-SP, 2017.
A dispensação da Sibutramina
De acordo com a Portaria SVS/MS nº
344/1998 e RDC Anvisa nº 58/2007, são
proibidos a prescrição, a dispensação e o
aviamento de fórmulas de dois ou mais
medicamentos, seja em preparação
separada ou em uma mesma preparação,
com finalidade exclusiva de tratamento da
obesidade, que contenham substâncias
psicotrópicas associadas entre si ou com as
seguintes substâncias:
• I. ansiolíticas, antidepressivas, diuréticas,
hormônios ou extratos hormonais e
laxantes;
• II. simpatolíticas ou parassimpatolíticas.
A dispensação da Sibutramina
• Todo e qualquer evento adverso relacionado
ao uso da Sibutramina e, é de notificação
compulsória ao Sistema Nacional de Vigilância
Sanitária.
Sistema de
Notificação em
Vigilância
Sanitária
Portal ANVISA
Considerações Finais
• O papel do Farmacêutico na dispensação da
Sibutramina.
• Uso racional de Sibutramina- perfil do usuário de
Sibutramina.
Referências Bibliográficas
• Van Gaal LF, Caterson ID, Coutinho W, et al.; SCOUT Investigators. Weight and
blood pressure response to weight management and sibutramine in diabetic and
non-diabetic high-risk patients: an analysis from the 6-week lead-in period of the
Sibutramine Cardiovascular Outcomes (SCOUT) trial. Diabetes Obes Metab 2010.
• W Philip T James, et al. Effect of sibutramine on weight maintenance after weight
loss: a randomised trial. STORM Study Group. Sibutramine Trial of Obesity
Reduction and Maintenance. LANCET 2000.
• Manual de orientação ao farmacêutico: aspectos legais da dispensação. / Conselho
Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. – São Paulo: CRF-SP, 2017. 64 p.
• Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 133, de 15 de
dezembro de 2016. Altera a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 50, de 25
de setembro de 2014. que dispõe sobre as medidas de controle de
comercialização, prescrição e dispensação de medicamentos que contenham as
substâncias anfepramona, femproporex, mazindol e sibutramina, seus sais e
isômeros, bem como intermediários e dá outras providências. Diário Oficial da
União, Brasília, DF, 16 dez. 2016, seção 1, p. 201.
Referências Bibliográficas
• ANVISA. Cloridrato de sibutramina monoidratado. Disponível em
http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=976
2462015&pIdAnexo=2936673
• FEIJÓ, Fernanda. Serotonina e controle hipotalâmico da fome: uma revisão. Disponível
em http://www.scielo.br/pdf/ramb/v57n1/v57n1a20.pdf
• MASSONI, Talita. SIBUTRAMINA SOB A ÓPTICA DA QUÍMICA MEDICINAL. Disponível em
https://revistas.ufg.br/REF/article/viewFile/15096/13179
• Sibutramina. Disponível em
http://www.quimica.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1944&evento=5
• Sibutramina no controle da Obesidade. Disponível em
srvwebbib.univale.br/pergamum/tcc/Asibutraminanocontroledaobesidade.pdf
• Surto psicótico pela possível interação medicamentosa de sibutramina com finasterida.
Disponível em http://saudedireta.com.br/docsupload/133989352111311.pdf

Sibutramina finalizado

  • 1.
    Universidade Federal deMinas Gerais Faculdade de Farmácia Departamento de Farmácia Social Sibutramina Deborah de Oliveira Moreira Guilherme Augusto de Souza Tiago Isabella Cristina Ferreira Katharina Cardoso Diefenbach Melissa Lilian F. Antunes dos Santos Belo Horizonte 2018
  • 2.
    Introdução • Nas últimasdécadas mudança de hábitos dada a modernização facilidades tecnológicas resultaram em menos gasto energético. • O excesso de peso e a obesidade é grave problema de saúde pública, principalmente em razão de pacientes obesos apresentarem maior risco de doenças arteriais coronarianas, hipertensão, hiperlipidemia, Diabetes mellitus, acidente vascular cerebral, osteoartrite e doença pulmonar obstrutiva. • A sibutramina é indicada para o controle da saciedade em indivíduos com obesidade ou com sobrepeso associado a outras co- morbidades. • Ao contrário dos anorexígenos que reduzem a vontade de comer, a sibutramina aumenta a sensação de saciedade e elevando a termogênese, que acompanha a perda de peso.
  • 3.
    • Identificada quimicamentecomo uma mistura racêmica dos enantiômeros do cloridrato de N-(1-(4-cloro-fenil-ciclobutil)-3- metilbutil)-N-N dimetilamina. • É uma amina terciária pertencente à classe dos derivados de cicloalquilaminas.
  • 4.
    Histórico • Década de80 - A sibutramina foi desenvolvida como um antidepressivo na pelo laboratório Abbott® nos Estados Unidos, e os primeiros testes laboratoriais, usando cobaias, apontaram um acentuado efeito no aumento da saciedade. • 1997 - aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) como agente usado no controle da obesidade. • 1999 - a sibutramina começou a ser avaliada decorrente de preocupações sobre sua segurança, especialmente os efeitos colaterais no sistema cardiovascular (aumento da pressão arterial e frequência cardíaca). Ganhou o nome de Reductil®. • 1999 – 2002 - o Comitê de Medicamento para Uso Humano (CHMP), cuja sede é na Alemanha, concluiu que os benefícios da sibutramina para a gestão dos obesos e pacientes com sobrepeso superavam seus riscos
  • 5.
    • Em 2010,a EMEA (European Medicines Agency), recomendou a suspensão da venda de sibutramina, devido ao aumento do risco de acidentes cardiovasculares. • Em março de 2010 a Anvisa mudou a classificação da sibutramina da lista C1 (receita branca não numerada) para a lista B2 (psicotrópico anorexígeno), o medicamento agora tem tarja preta e é vendido sob receituário azul numerado. • Em outubro de 2011 a Anvisa publicou no Diário Oficial novas regras para o emagrecedor. • No Brasil, pode ser encontrada em cápsulas nas dosagens 10 mg e 15, vendida mediante prescrição médica e retenção de receita.
  • 6.
    Mecanismo de ação Noradrenalina apetite Serotonina  saciedade
  • 7.
    Mecanismo de ação Osmetabólitos M1 e M2 inibem a recaptação da NOR (73%), serotonina (54%) e dopamina (16%).
  • 8.
    Metabolismo ABSORÇÃO: • A sibutraminaé altamente absorvida no trato gastrointestinal. • Sofre metabolismo de primeira passagem hepática.
  • 9.
    Metabolismo BIODISPONIBILIDADE: • Mesmo passandopelo fígado sua biodisponibilidade é alta com uma taxa de 77% . • São formados dois metabólitos ATIVOS o M1 e o M2 na fase 1 do metabolismo hepático.
  • 10.
    Metabolismo BIODISPONIBILIDADE: • O metabolismohepático acontece por meio das izoenzimas do citocromo P450(CYP3A4 é a principal isoenzima responsável pelo metabolismo da sibutramina). • Promovem duas reações de desmetilação do nitrogênio, o resultado é uma molécula mais polar. • A sibutramina e seus metabólitos possuem uma alta taxa de ligação a proteínas plasmáticas. O índice de ligação às proteínas plasmáticas da sibutramina e seus metabólitos M1 e M2 é de 97%, 94% e 94%, respectivamente. • Isso promove uma satisfatória e ampla distribuição tecidual.
  • 11.
    Metabolismo DEPURAÇÃO: • O metabolismohepático é a principal via de eliminação da sibutramina e de seus metabólitos ativos M1 e M2. • Os metabólitos já inativos, são eliminados principalmente pela urina, e em menor quantidade nas fezes.
  • 12.
    Metabolismo MEIA-VIDA: • A sibutraminacomo composto principal possui meia-vida de 1,1 horas, enquanto que seus metabólitos M1 e M2 tem meia-vida de 14 e 16 horas, respectivamente. ESTADO DE EQUILÍBRIO: • A sibutramina atinge concentração plasmática máxima após 1,2 horas, e seus metabólitos após 3 horas. • O estado de equilíbrio é alcançado em quatro dias. DIFERENÇAS ENTRE INDIVÍDUOS • Insuficiência Renal ou Hepática • Idosos acima de 65 anos • Crianças
  • 13.
    Metabolismo IMPORTÂNCIA NO EFEITOTERAPÊUTICO: • Com o metabolismo da molécula de sibutramina é possível ampliar o efeito terapêutico, tornando-o prolongado para que possa atingir o equilíbrio dinâmico no organismo e necessitar de apenas uma dose diária para atender a finalidade da terapia.
  • 14.
    Efeitos adversos A maiorparte dos efeitos colaterais relatados ocorreu no início do tratamento durante as primeiras quatro semanas, e diminuíram com o tempo. Jr Moreira, 2012.
  • 15.
  • 16.
    Interações Medicamentosas • Drogasde ação no SNC para redução peso. • Fármacos que resultam no aumento da concentração de serotonina nas sinapses nervosas:
  • 17.
    Mecanismo Inibidores seletivos darecaptação de serotonina (ISRS) : Fluoxetina, Sertralina e Paroxetina Inibidores da monoaminoxidase (IMAOs): Moclobemida,Tranilcipromina
  • 18.
    Síndrome serotoninérgica A utilizaçãosimultânea de fármacos que elevam os níveis de serotonina no cérebro podem originar interações graves. Este tipo de interação é um fenômeno designado como síndrome da serotonina.
  • 19.
    • Substâncias inibidorasdo metabolismo do citocromo P450 (3A4): Inibidores da CYP3A4: Redução do metabolismo do fármaco Haverá uma maior biodisponibilidade da sibutramina no plasma sanguíneo, podendo haver um efeito acumulativo da droga( M1 23% e M2 10%) Exemplo: Cetoconazol,cimeditina eritromicina, claritromicina, troleandomicina e a ciclosporina .
  • 20.
  • 22.
    • Substâncias quepodem aumentar a pressão arterial e/ou a frequência cardíaca: O uso concomitante de sibutramina e outros agentes que podem aumentar a pressão arterial e/ou a frequência cardíaca não foi sistematicamente avaliado, mas deve-se ter cautela ao prescrever Sibutramina para pacientes que utilizam esses medicamentos.
  • 23.
    Interação com Alimentos •Álcool • Toranja (grapefruit) • Alimentos ricos em triptofano
  • 24.
    Indicações de Usoda Sibutramina • Indicada a pacientes obesos: IMC superior á 30Kg/m2, ou 27 kg/m2 na presença de outros fatores de risco.
  • 25.
    Contra indicação daSibutramina • Pacientes com histórico de diabetes mellitus tipo 2 com pelo menos 1 outro fator de risco; Pacientes com história de doença arterial coronariana (angina, história de infarto do miocárdio), • Insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia, doença arterial obstrutiva periférica, arritmia ou doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico transitório - TIA); • Pacientes com hipertensão controlada inadequadamente • Pacientes com história ou presença de transtornos alimentares, como bulimia e anorexia; • Pacientes recebendo outros medicamentos de ação central para a redução de peso ou tratamento de transtornos psiquiátricos; • Pacientes idosos, crianças ou adolescentes.
  • 26.
    Posologia • A Sibutraminaé indicada na dose inicial de 10mg, administrada por via oral, uma vez por dia. • Nos pacientes em que a resposta a Sibutramina é insuficiente -perda ponderal inferior a 2 kg, após 4 semanas de tratamento- na dose de 10 mg, esta poderá ser aumentada para 15 mg. • O tratamento deve ser suspenso nos pacientes que responderem inadequadamente a sibutramina de 15 mg após um período de 12 semanas.
  • 27.
    Testes de Eficáciado medicamento • Durante seis meses todos os pacientes receberam diariamente 10 mg de sibutramina. • Pacientes que conseguiram perda de peso ≥ 5% durante esta fase foram randomizados para uma fase adicional. • Durante esta fase, os médicos tiveram a opção de aumentar a dose de sibutramina ou placebo para 15 mg ou 20 mg se ocorresse a recuperação do peso. Lancet, 2000.
  • 28.
    Testes de Eficáciado medicamento • Pacientes tratados com Sibutramina: 43% mantiveram 80% ou mais de sua perda de peso original. • Pacientes tratados com placebo: 16% mantiveram 80% ou mais de sua perda de peso original.
  • 29.
    Testes de Segurançado medicamento
  • 30.
    Testes de Segurançado medicamento • Nos indivíduos tratados com sibutramina, observou-se aumento de 16% no risco de infarto do miocárdio não fatal, acidente vascular cerebral não fatal e parada cardíaca. • 561/4906, 11,4%, comparados com indivíduos tratados com placebo 490/4898, 10,0%.
  • 31.
    A dispensação daSibutramina A dispensação de sibutramina segue os critérios estabelecidos pela RDC Nº 133/2016: • Medicamente sujeito a controle especial; • Necessária notificação de receita B2; • Termo de Responsabilidade do Prescritor. • Veda a prescrição e a dispensação de Sibutramina acima da Dose Diária Recomendada (DDR): 15,0 mg/dia.
  • 33.
    Termo de Responsabilidade do Prescritorpara uso do medicamento sibutramina Manual de orientação ao farmacêutico: aspectos legais da dispensação. CRF-SP, 2017.
  • 34.
    A dispensação daSibutramina De acordo com a Portaria SVS/MS nº 344/1998 e RDC Anvisa nº 58/2007, são proibidos a prescrição, a dispensação e o aviamento de fórmulas de dois ou mais medicamentos, seja em preparação separada ou em uma mesma preparação, com finalidade exclusiva de tratamento da obesidade, que contenham substâncias psicotrópicas associadas entre si ou com as seguintes substâncias: • I. ansiolíticas, antidepressivas, diuréticas, hormônios ou extratos hormonais e laxantes; • II. simpatolíticas ou parassimpatolíticas.
  • 35.
    A dispensação daSibutramina • Todo e qualquer evento adverso relacionado ao uso da Sibutramina e, é de notificação compulsória ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária Portal ANVISA
  • 36.
    Considerações Finais • Opapel do Farmacêutico na dispensação da Sibutramina. • Uso racional de Sibutramina- perfil do usuário de Sibutramina.
  • 37.
    Referências Bibliográficas • VanGaal LF, Caterson ID, Coutinho W, et al.; SCOUT Investigators. Weight and blood pressure response to weight management and sibutramine in diabetic and non-diabetic high-risk patients: an analysis from the 6-week lead-in period of the Sibutramine Cardiovascular Outcomes (SCOUT) trial. Diabetes Obes Metab 2010. • W Philip T James, et al. Effect of sibutramine on weight maintenance after weight loss: a randomised trial. STORM Study Group. Sibutramine Trial of Obesity Reduction and Maintenance. LANCET 2000. • Manual de orientação ao farmacêutico: aspectos legais da dispensação. / Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. – São Paulo: CRF-SP, 2017. 64 p. • Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 133, de 15 de dezembro de 2016. Altera a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 50, de 25 de setembro de 2014. que dispõe sobre as medidas de controle de comercialização, prescrição e dispensação de medicamentos que contenham as substâncias anfepramona, femproporex, mazindol e sibutramina, seus sais e isômeros, bem como intermediários e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 dez. 2016, seção 1, p. 201.
  • 38.
    Referências Bibliográficas • ANVISA.Cloridrato de sibutramina monoidratado. Disponível em http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=976 2462015&pIdAnexo=2936673 • FEIJÓ, Fernanda. Serotonina e controle hipotalâmico da fome: uma revisão. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/ramb/v57n1/v57n1a20.pdf • MASSONI, Talita. SIBUTRAMINA SOB A ÓPTICA DA QUÍMICA MEDICINAL. Disponível em https://revistas.ufg.br/REF/article/viewFile/15096/13179 • Sibutramina. Disponível em http://www.quimica.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1944&evento=5 • Sibutramina no controle da Obesidade. Disponível em srvwebbib.univale.br/pergamum/tcc/Asibutraminanocontroledaobesidade.pdf • Surto psicótico pela possível interação medicamentosa de sibutramina com finasterida. Disponível em http://saudedireta.com.br/docsupload/133989352111311.pdf