SlideShare uma empresa Scribd logo
A partirda leituradostextosmotivadorese
com base nos conhecimentoscontruídosaolongode
sua formação,redijatextodissertativo-argumentativo
emnorma padrão da línguaportuguesasobre o
tema A igualdade de gêneros em discussão
no século XXI, apresentandopropostade
intervenção,que respeite osdireitoshumanos.De 20
a 30 linhas.
TEXTO 1
Em meioà temporadade premiaçõesnosEstados
Unidos,que terminounodomingocomo Oscar,
atrizesfamosastêmlevantadoavozcontra o que
classificamcomodemonstraçõesde machismoda
mídia e da indústria.AtrizescomoCate Blanchett,
Julianne Moore e Emma Stone vinhamse recusandoa
apenasexibirseu“visual”nostapetesvermelhos,
alegandoque,enquantoseuscolegashomens
recebemperguntasrelacionadas acarreirase papéis
nos filmes,paraelas,sobramquestõessobre vestidos,
penteadose dietas.
A campanhacom o slogan#AskHerMore (“pergunte
maisa ela”) foi encampadapelaatrizReese
Witherspoon,que concorreuaoOscarde melhoratriz,
e pelacomediante AmyPoehler,apresentadorada
últimaediçãodoGlobode Ouro e estreladoseriado
Parksand Recreation.Horasantesda cerimônia,nas
redessociais,Witherspoonfalousobre acampanha,
que foi usadaem eventosrecentesparaestimularos
repórteresaperguntaremàsatrizessobre seu
trabalho.“Há tantas indicadasincríveise talentosas
neste ano!Vamosouvirsuashistórias!Espalhema
ideia”,disse.A atrizdisse que gostariade ouvirmais
perguntascomo“qual foi o maior riscoque você
correu e sente que valeuapena?”e “de qual das suas
conquistasvocê maistemorgulho?”.
Ao serentrevistanotapete vermelhodoteatroDolby,
onde aconteceua entregadoOscar, eladisse que o
movimentopretende mostrarque asatrizessão“mais
do que seusvestidos”.“Estamosmuitofelizesde
poderestaraqui e falarsobre o trabalhoque fazemos.
É difícil seruma mulheremHollywoodouem
qualquerindústria”,afirmou.
O grupo RepresentationProject,responsável pela
campanha#AskHerMore,pediuque ahashtag fosse
usada pelopúblicoparapressionarosentrevistadores
do Oscar, alegandoque “muitasvezesosrepórteres
focammais na aparênciafemininadoque emsuas
conquistas”.
A atrizPatriciaArquette,premiadacomomelhoratriz
coadjuvante porBoyhood,protagonizouumdos
momentosmaisimportantesdoOscar2015 ao fazer
um discursopelaigualdade de direitose de salários
para as mulheres.“Paratodasas mulheresque
tiveramfilhos,paracadauma das cidadãse pagadoras
de impostosdestanação,nós lutamospelosdireitos
de todos.É o nossomomentode terigualdade de
direitosde umavezpor todaspara as mulheresnos
EstadosUnidos.”
Disponível em:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/
150222_oscar2015_machismo_pai. Acesso em 23 fev 2015
(adaptado).
TEXTO 2
Disponível em:
https://afamiliaaumentou.files.wordpress.com/2013/12/
f689a-igualdade_oportunidades_genero.jpg. Acesso em: 23
fev 2015 (adaptado).
TEXTO 3
Enquantoo sexobiológicoé determinadopor
características genéticase anatômicas,ogêneroé
uma identidadeadquiridae refere-seàvariedade de
papéise relacionamentosconstruídospelasociedade
para os doissexos.Porisso,ogêneromudaao longo
do tempoe varia grandemente dentrodasdiferentes
culturasemtodo o mundo.
A igualdade de gênerodescreve oconceitode que
todosos sereshumanos,tantomulherescomo
homens,sãolivresparadesenvolverassuas
capacidadespessoaise fazerescolhassemas
limitaçõesimpostasporestereótipos.Igualdade de
gêneronãosignificaque asmulherese homenstêm
de ser idênticos,masque osseusdireitos,
responsabilidadese oportunidadesnãodependemdo
fatode teremnascidocomo sexofemininoou
masculino.
Assim, aequidade entre gênerossignificaque homens
e mulheressãotratadosde formajusta,de acordo
com as respectivasnecessidades.Otratamentodeve
considerar,valorizare favorecerde maneira
equivalente osdireitos,benefícios,obrigaçõese
oportunidadesentrehomense mulheres.
Fonte: Princípios de Empoderamento das Mulheres –
Igualdade significa negócios, publicação do Pacto Global da
ONU e ONU Mulheres. Disponível em:
http://premiowepsbrasil.org/igualdade-ou-equidade-de-
genero/. Acesso em: 23 fev 2015 (adaptado).
ROMANTISMO – POESIAS
Confederação dos Tamoios (Gonçalves de
Magalhães)
Redobrando de força, qual redobra
A rapidez do corpo gravitante,
Vai discorrendo, e achando em seu arcanos
Novas respostas às razões ouvidas.
Mas a noilte declina, e branda aragem
Começa a refrescar. Do céu os lumes
Perdem a nitidez desfalecendo.
Assim já frouxo o Pensamento do índio,
Entre a vigília e o sono vagueando,
Pouco a pouco se olvida, e dorme, sonha,
Como imóvel na casa entorpecida,
Clausurada a crisálida recobra
Outra vida em silêncio, e desenvolve
Essas ligeiras asas com que um dia
Esvoaçará nos ares perfumados,
Onde enquanto reptil não se elevara;
Assim a alma, no sono concentrada,
Nesse mistério que chamamos sonho,
Preludiando a vista do futuro,
A póstuma visão preliba às vezes!
Faculdade divina, inexplicável
A quem só da matéria as leis conhece.
Ele sonha... Alto moço se lhe antolha
De belo e santo aspecto, parecido
Com uma imagem que vira atada a um tronco,
E de setas o corpo traspassado,
Num altar desse templo, onde estivera,
E que tanto na mente lhe ficara,
— "Vem!" lhe diz ele e ambos vão pelos ares.
Mais rápidos que o raio luminoso
Vibrado pelo sol no veloz giro,
E vão pousar no alcantilado monte,
Que curvado domina a Guanabara.
SE SE MORRE DE AMOR (Gonçalves Dias)
Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n'alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d'amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D'amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração — abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d'extremos,
D'altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr'ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D'aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!
Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d'ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Se tal paixão porém enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas — em puro céu d'êxtases puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;
Que será do que fica, e do que longe
Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
Pode o raio num píncaro caindo,
Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos;
Pode rachar o tronco levantado
E dois cimos depois verem-se erguidos,
Sinais mostrando da aliança antiga;
Dois corações porém, que juntos batem,
Que juntos vivem, — se os separam, morrem;
Ou se entre o próprio estrago inda vegetam,
Se aparência de vida, em mal, conservam,
Ânsias cruas resumem do proscrito,
Que busca achar no berço a sepultura!
Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, — às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insônia,
Devaneando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!
I - Juca Pirama (Gonçalves Dias)
No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos — cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas cortes
Assombram das matas a imensa extensão.
São rudos, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!
(...)
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
(...)
Eu era o seu guia
Na noite sombria,
A só alegria
Que Deus lhe deixou:
Em mim se apoiava,
Em mim se firmava,
Em mim descansava,
Que filho lhe sou.
(...)
"Tu choraste em presença da morte?
Na presença de estranhos choraste?
Não descende o cobarde do forte;
Pois choraste, meu filho não és!
Possas tu, descendente maldito
De uma tribo de nobres guerreiros,
Implorando cruéis forasteiros,
Seres presa de vis Aimorés.
(...)
"Um amigo não tenhas piedoso
Que o teu corpo na terra embalsame,
Pondo em vaso d’argila cuidoso
Arco e frecha e tacape a teus pés!
Sê maldito, e sozinho na terra;
Pois que a tanta vileza chegaste,
Que em presença da morte choraste,
Tu, covarde, meu filho não és."
Colombo (Araújo Porto Alegre)
(...)
De um salto juvenil pisa Colombo
A nova terra, e com seguro braço,
A bandeira real no solo planta.
Beija a plaga almejada, ledo e chora:
Foi geral a emoção! Disse o silêncio
Na mudez respeitosa mais que a língua.
Ao céu erguendo os lacrimosos olhos,
Na mão sustendo o Crucifixo disse:
“Deus eterno, Senhor onipotente,
A cujo verbo criador o espaço
Fecundado soltou o firmamento,
O sol, e a terra, e os ventos do oceano,
Bendito sejas, Santo, Santo, Santo!
Sempre bendito em toda parte sejas.
Que se exalte tua alta majestade
Por haver concedido ao servo humilde
O teu nome louvar nestas distâncias.
Permite, ó meu Senhor, que agora mesmo,
Como primícias deste santo empenho,
A teu Filho Divino humilde of’reça
Esta terra, e que o mundo sempre a chame
Terra de Vera-cruz! E que assim seja”.
Ergue-se e o laço do estandarte afrouxa:
Sopra o vento, desdobra-o, resplandecem
De um lado a imagem do Cordeiro, e do outro
As armas espanholas. Como assenso
Da divina mansão, esparge a brisa
Um chuveiro de flores sobre a imagem,
Flores não vistas da européia gente!
Louco (Hora de Delírio) - (Junqueira Freire)
Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
Aproxima-se mais à essência etérea.
Achou pequeno o cérebro que o tinha:
Suas idéias não cabiam nele;
Seu corpo é que lutou contra sua alma,
E nessa luta foi vencido aquele,
Foi uma repulsão de dois contrários:
Foi um duelo, na verdade, insano:
Foi um choque de agentes poderosos:
Foi o divino a combater com o humano.
Agora está mais livre. Algum atilho
Soltou-se-lhe o nó da inteligência;
Quebrou-se o anel dessa prisão de carne,
Entrou agora em sua própria essência.
Agora é mais espírito que corpo:
Agora é mais um ente lá de cima;
É mais, é mais que um homem vão de barro:
É um anjo de Deus, que Deus anima.
Agora, sim - o espírito mais livre
Pode subir às regiões supernas:
Pode, ao descer, anunciar aos homens
As palavras de Deus, também eternas.
E vós, almas terrenas, que a matéria
Os sufocou ou reduziu a pouco,
Não lhe entendeis, por isso, as frases santas.
E zombando o chamais, portanto: - um louco!
Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre.
Aproxima-se mais à essência etérea.
Guesa Errante (Sousândrade)
Canto I
Eia, imaginação divina!
Os Andes
Vulcânicos elevam cumes calvos,
Circundados de gelos, mudos, alvos,
Nuvens flutuando – que espetac’los grandes!
Lá onde o ponto do condor negreja,
Cintilando no espaço como brilhos
D’olhos, e cai a prumo sobre os filhos
Do lhama descuidado; onde deserto,
O azul sertão, formoso e deslumbrante,
Arde do sol o incêndio, delirante
Coração vivo em céu profundo aberto!
“Nos áureos tempos, nos jardins da América
Infante adoração dobrando a crença
Ante o belo sinal, nuvem ibérica
Em sua noite a envolveu ruidosa e densa.
“Cândidos Incas! Quando já campeiam
Os hérois vencedores do inocente
Índio nu; quando os templos s’incendeiam,
Já sem virgens, sem ouro reluzente,
“Sem as sombras dos reis filhos de Manco,
Viu-se… (que tinham feito? e pouco havia
A Fazer-se…) num leito puro e branco
A corrupção, que os braços estendia!
“E da existência meiga, afortunada,
O róseo fio nesse albor ameno
Foi destruído. Como ensaguentada
A terra fez sorrir ao céu sereno!
“Foi tal a maldição dos que caídos
Morderam dessa mãe querida o seio,
A contrair-se aos beijos, denegridos,
O desespero se imprimi-los veio, -
“Que ressentiu-se verdejante e válido,
O floripôndio em flor; e quando o vento
Mugindo estorce-o doloroso, pálido,
Gemidos se ouvem no amplo firmamento!
“E o sol, que resplandece na montanha
As noivas não encontra, não se abraçam
No puro amor; e os fanfarrões d’Espanha,
Em sangue edêneo os pés lavando, passam.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Filigrana poetica
Filigrana poeticaFiligrana poetica
Poesias e pensamentos Cidinei Barbosa
Poesias e pensamentos Cidinei BarbosaPoesias e pensamentos Cidinei Barbosa
Poesias e pensamentos Cidinei Barbosa
Cidinei Milagres
 
Leituras
LeiturasLeituras
Leituras
guida04
 
Carlos drummond de andrade -POEMAS
Carlos drummond de andrade -POEMASCarlos drummond de andrade -POEMAS
Carlos drummond de andrade -POEMAS
Ana Valeria Silva
 
Vicios problemas 6
Vicios problemas 6Vicios problemas 6
Vicios problemas 6
Patricia Simoes
 
Vinicius de-moraes-novos-poemas-ii
Vinicius de-moraes-novos-poemas-iiVinicius de-moraes-novos-poemas-ii
Vinicius de-moraes-novos-poemas-ii
jcmucuge
 
Romance
RomanceRomance
E book - Alívio da alma
E book - Alívio da almaE book - Alívio da alma
E book - Alívio da alma
BrunoGrossi Begê
 
Poemas
PoemasPoemas
Poemas
xyagox
 
Desejos obscuros livro II- Fragmentada
Desejos obscuros livro II- FragmentadaDesejos obscuros livro II- Fragmentada
Desejos obscuros livro II- Fragmentada
Raquel Alves
 
Alexandre herculano a cruz mutilada
Alexandre herculano   a cruz mutiladaAlexandre herculano   a cruz mutilada
Alexandre herculano a cruz mutilada
Tulipa Zoá
 
Falenas
FalenasFalenas
16 chico xavieremmanuel-renúncia
16 chico xavieremmanuel-renúncia16 chico xavieremmanuel-renúncia
16 chico xavieremmanuel-renúncia
centrodeestudos1987
 
Um mover de olhos brando e piadoso
Um mover de olhos brando e piadosoUm mover de olhos brando e piadoso
Um mover de olhos brando e piadoso
Helena Coutinho
 
9 desapontamento de um suicida
9   desapontamento de um suicida9   desapontamento de um suicida
9 desapontamento de um suicida
Fatoze
 
Pré romantismo no brasil
Pré romantismo no brasilPré romantismo no brasil
Pré romantismo no brasil
Seduc/AM
 
Omar Khayyam - Rubaiyat
Omar Khayyam - RubaiyatOmar Khayyam - Rubaiyat
Omar Khayyam - Rubaiyat
Luis Taborda
 

Mais procurados (17)

Filigrana poetica
Filigrana poeticaFiligrana poetica
Filigrana poetica
 
Poesias e pensamentos Cidinei Barbosa
Poesias e pensamentos Cidinei BarbosaPoesias e pensamentos Cidinei Barbosa
Poesias e pensamentos Cidinei Barbosa
 
Leituras
LeiturasLeituras
Leituras
 
Carlos drummond de andrade -POEMAS
Carlos drummond de andrade -POEMASCarlos drummond de andrade -POEMAS
Carlos drummond de andrade -POEMAS
 
Vicios problemas 6
Vicios problemas 6Vicios problemas 6
Vicios problemas 6
 
Vinicius de-moraes-novos-poemas-ii
Vinicius de-moraes-novos-poemas-iiVinicius de-moraes-novos-poemas-ii
Vinicius de-moraes-novos-poemas-ii
 
Romance
RomanceRomance
Romance
 
E book - Alívio da alma
E book - Alívio da almaE book - Alívio da alma
E book - Alívio da alma
 
Poemas
PoemasPoemas
Poemas
 
Desejos obscuros livro II- Fragmentada
Desejos obscuros livro II- FragmentadaDesejos obscuros livro II- Fragmentada
Desejos obscuros livro II- Fragmentada
 
Alexandre herculano a cruz mutilada
Alexandre herculano   a cruz mutiladaAlexandre herculano   a cruz mutilada
Alexandre herculano a cruz mutilada
 
Falenas
FalenasFalenas
Falenas
 
16 chico xavieremmanuel-renúncia
16 chico xavieremmanuel-renúncia16 chico xavieremmanuel-renúncia
16 chico xavieremmanuel-renúncia
 
Um mover de olhos brando e piadoso
Um mover de olhos brando e piadosoUm mover de olhos brando e piadoso
Um mover de olhos brando e piadoso
 
9 desapontamento de um suicida
9   desapontamento de um suicida9   desapontamento de um suicida
9 desapontamento de um suicida
 
Pré romantismo no brasil
Pré romantismo no brasilPré romantismo no brasil
Pré romantismo no brasil
 
Omar Khayyam - Rubaiyat
Omar Khayyam - RubaiyatOmar Khayyam - Rubaiyat
Omar Khayyam - Rubaiyat
 

Destaque

Praticas de inclusão digital
Praticas de inclusão digitalPraticas de inclusão digital
Praticas de inclusão digital
Denise Flores
 
Concordância Nominal
Concordância NominalConcordância Nominal
Concordância Nominal
Andriane Cursino
 
Advérbios
AdvérbiosAdvérbios
Advérbios
Andriane Cursino
 
Regência verbal
Regência verbalRegência verbal
Regência verbal
Andriane Cursino
 
O velho da horta - Gil Vicente
O velho da horta - Gil VicenteO velho da horta - Gil Vicente
O velho da horta - Gil Vicente
Andriane Cursino
 
Preposições
PreposiçõesPreposições
Preposições
Andriane Cursino
 
Concordância verbal
Concordância verbalConcordância verbal
Concordância verbal
Andriane Cursino
 
Simple present tense - Answers
Simple present tense - AnswersSimple present tense - Answers
Simple present tense - Answers
Andriane Cursino
 
Gabarito - Romantismo
Gabarito -  RomantismoGabarito -  Romantismo
Gabarito - Romantismo
Andriane Cursino
 
Exercises simple past - Answers
Exercises simple past - AnswersExercises simple past - Answers
Exercises simple past - Answers
Andriane Cursino
 
Morfologia - Adjetivos
Morfologia - AdjetivosMorfologia - Adjetivos
Morfologia - Adjetivos
Sadrak Silva
 
Intertextualidade
IntertextualidadeIntertextualidade
Intertextualidade
Andriane Cursino
 
Artigos
ArtigosArtigos
Gabarito Barroco/ Arcadismo
Gabarito Barroco/ ArcadismoGabarito Barroco/ Arcadismo
Gabarito Barroco/ Arcadismo
Andriane Cursino
 
Interpretação de texto profª elizangela 3º ano noite
Interpretação de texto profª elizangela 3º ano noiteInterpretação de texto profª elizangela 3º ano noite
Interpretação de texto profª elizangela 3º ano noite
luzitania
 
Morfologia - Adjetivo
Morfologia - AdjetivoMorfologia - Adjetivo
Morfologia - Adjetivo
Andriane Cursino
 
Verbo
VerboVerbo
Concordancia Nominal
Concordancia NominalConcordancia Nominal
Concordancia Nominal
Mara Virginia
 
Pronomes
PronomesPronomes
Interpretação de texto iii
Interpretação de texto iiiInterpretação de texto iii
Interpretação de texto iii
Hélio Araújo
 

Destaque (20)

Praticas de inclusão digital
Praticas de inclusão digitalPraticas de inclusão digital
Praticas de inclusão digital
 
Concordância Nominal
Concordância NominalConcordância Nominal
Concordância Nominal
 
Advérbios
AdvérbiosAdvérbios
Advérbios
 
Regência verbal
Regência verbalRegência verbal
Regência verbal
 
O velho da horta - Gil Vicente
O velho da horta - Gil VicenteO velho da horta - Gil Vicente
O velho da horta - Gil Vicente
 
Preposições
PreposiçõesPreposições
Preposições
 
Concordância verbal
Concordância verbalConcordância verbal
Concordância verbal
 
Simple present tense - Answers
Simple present tense - AnswersSimple present tense - Answers
Simple present tense - Answers
 
Gabarito - Romantismo
Gabarito -  RomantismoGabarito -  Romantismo
Gabarito - Romantismo
 
Exercises simple past - Answers
Exercises simple past - AnswersExercises simple past - Answers
Exercises simple past - Answers
 
Morfologia - Adjetivos
Morfologia - AdjetivosMorfologia - Adjetivos
Morfologia - Adjetivos
 
Intertextualidade
IntertextualidadeIntertextualidade
Intertextualidade
 
Artigos
ArtigosArtigos
Artigos
 
Gabarito Barroco/ Arcadismo
Gabarito Barroco/ ArcadismoGabarito Barroco/ Arcadismo
Gabarito Barroco/ Arcadismo
 
Interpretação de texto profª elizangela 3º ano noite
Interpretação de texto profª elizangela 3º ano noiteInterpretação de texto profª elizangela 3º ano noite
Interpretação de texto profª elizangela 3º ano noite
 
Morfologia - Adjetivo
Morfologia - AdjetivoMorfologia - Adjetivo
Morfologia - Adjetivo
 
Verbo
VerboVerbo
Verbo
 
Concordancia Nominal
Concordancia NominalConcordancia Nominal
Concordancia Nominal
 
Pronomes
PronomesPronomes
Pronomes
 
Interpretação de texto iii
Interpretação de texto iiiInterpretação de texto iii
Interpretação de texto iii
 

Semelhante a Romantismo - poesias

slides
slidesslides
slides
anna
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
Cynthia Funchal
 
Arcadismo
ArcadismoArcadismo
Arcadismo
alunosbertoni
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
Érika Lúcia
 
Se se morrer_de_amor
Se se morrer_de_amorSe se morrer_de_amor
Se se morrer_de_amor
bilibiowebsite
 
Se se morrer_de_amor
Se se morrer_de_amorSe se morrer_de_amor
Se se morrer_de_amor
bilibiowebsite
 
Romantismo contexto e poetas
Romantismo contexto e poetasRomantismo contexto e poetas
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
Isabella Silva
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
Isabella Silva
 
Alexandre herculano mocidade e morte
Alexandre herculano   mocidade e morteAlexandre herculano   mocidade e morte
Alexandre herculano mocidade e morte
Tulipa Zoá
 
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e SouzaPORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
BlogSJuniinho
 
Aula 24 simbolismo
Aula 24   simbolismoAula 24   simbolismo
Aula 24 simbolismo
Mauro Marcel
 
SIMBOLISMO.pptx
SIMBOLISMO.pptxSIMBOLISMO.pptx
SIMBOLISMO.pptx
MatoseRodriguesAdvoc
 
105
105105
Bocage Sonetos E Outros Poemas
Bocage Sonetos E Outros PoemasBocage Sonetos E Outros Poemas
Bocage Sonetos E Outros Poemas
Flávio Mello
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
Gustavo Cuin
 
Alexandre herculano a tempestade
Alexandre herculano   a tempestadeAlexandre herculano   a tempestade
Alexandre herculano a tempestade
Tulipa Zoá
 
E-book de Alexandre Herculano, A tempestade
E-book de Alexandre Herculano, A tempestadeE-book de Alexandre Herculano, A tempestade
E-book de Alexandre Herculano, A tempestade
Carla Crespo
 
Homenagem a Francisco Neves de Macedo
Homenagem a Francisco Neves de MacedoHomenagem a Francisco Neves de Macedo
Homenagem a Francisco Neves de Macedo
Confraria Paranaense
 
Ultimos sonetos
Ultimos sonetosUltimos sonetos
Ultimos sonetos
LRede
 

Semelhante a Romantismo - poesias (20)

slides
slidesslides
slides
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Arcadismo
ArcadismoArcadismo
Arcadismo
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 
Se se morrer_de_amor
Se se morrer_de_amorSe se morrer_de_amor
Se se morrer_de_amor
 
Se se morrer_de_amor
Se se morrer_de_amorSe se morrer_de_amor
Se se morrer_de_amor
 
Romantismo contexto e poetas
Romantismo contexto e poetasRomantismo contexto e poetas
Romantismo contexto e poetas
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Alexandre herculano mocidade e morte
Alexandre herculano   mocidade e morteAlexandre herculano   mocidade e morte
Alexandre herculano mocidade e morte
 
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e SouzaPORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
 
Aula 24 simbolismo
Aula 24   simbolismoAula 24   simbolismo
Aula 24 simbolismo
 
SIMBOLISMO.pptx
SIMBOLISMO.pptxSIMBOLISMO.pptx
SIMBOLISMO.pptx
 
105
105105
105
 
Bocage Sonetos E Outros Poemas
Bocage Sonetos E Outros PoemasBocage Sonetos E Outros Poemas
Bocage Sonetos E Outros Poemas
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 
Alexandre herculano a tempestade
Alexandre herculano   a tempestadeAlexandre herculano   a tempestade
Alexandre herculano a tempestade
 
E-book de Alexandre Herculano, A tempestade
E-book de Alexandre Herculano, A tempestadeE-book de Alexandre Herculano, A tempestade
E-book de Alexandre Herculano, A tempestade
 
Homenagem a Francisco Neves de Macedo
Homenagem a Francisco Neves de MacedoHomenagem a Francisco Neves de Macedo
Homenagem a Francisco Neves de Macedo
 
Ultimos sonetos
Ultimos sonetosUltimos sonetos
Ultimos sonetos
 

Mais de Andriane Cursino

Resumos obras - Romantismo
Resumos obras - RomantismoResumos obras - Romantismo
Resumos obras - Romantismo
Andriane Cursino
 
Romantismo - Prosa
Romantismo - ProsaRomantismo - Prosa
Romantismo - Prosa
Andriane Cursino
 
2ª e 3ª geração romântica
2ª e 3ª geração romântica2ª e 3ª geração romântica
2ª e 3ª geração romântica
Andriane Cursino
 
Romantismo - introdução e 1ª geração
Romantismo - introdução e 1ª geraçãoRomantismo - introdução e 1ª geração
Romantismo - introdução e 1ª geração
Andriane Cursino
 
Quinhentismo
QuinhentismoQuinhentismo
Quinhentismo
Andriane Cursino
 
Camões / Os Lusíadas
Camões / Os LusíadasCamões / Os Lusíadas
Camões / Os Lusíadas
Andriane Cursino
 
Classicismo / Renascimento
Classicismo / RenascimentoClassicismo / Renascimento
Classicismo / Renascimento
Andriane Cursino
 
Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
Farsa de Inês Pereira - Gil VicenteFarsa de Inês Pereira - Gil Vicente
Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
Andriane Cursino
 
Humanismo - Literatura
Humanismo - LiteraturaHumanismo - Literatura
Humanismo - Literatura
Andriane Cursino
 
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
Andriane Cursino
 
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAXO PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
Andriane Cursino
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
Andriane Cursino
 
Exercícios sobre gêneros literários
Exercícios sobre gêneros literáriosExercícios sobre gêneros literários
Exercícios sobre gêneros literários
Andriane Cursino
 
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / ConcretismoModernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
Andriane Cursino
 
2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945) 2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945)
Andriane Cursino
 
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Andriane Cursino
 
Modernismo 1ª fase
Modernismo 1ª faseModernismo 1ª fase
Modernismo 1ª fase
Andriane Cursino
 
Semana de Arte Moderna
Semana de Arte ModernaSemana de Arte Moderna
Semana de Arte Moderna
Andriane Cursino
 
Pré-modernismo
Pré-modernismoPré-modernismo
Pré-modernismo
Andriane Cursino
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
Andriane Cursino
 

Mais de Andriane Cursino (20)

Resumos obras - Romantismo
Resumos obras - RomantismoResumos obras - Romantismo
Resumos obras - Romantismo
 
Romantismo - Prosa
Romantismo - ProsaRomantismo - Prosa
Romantismo - Prosa
 
2ª e 3ª geração romântica
2ª e 3ª geração romântica2ª e 3ª geração romântica
2ª e 3ª geração romântica
 
Romantismo - introdução e 1ª geração
Romantismo - introdução e 1ª geraçãoRomantismo - introdução e 1ª geração
Romantismo - introdução e 1ª geração
 
Quinhentismo
QuinhentismoQuinhentismo
Quinhentismo
 
Camões / Os Lusíadas
Camões / Os LusíadasCamões / Os Lusíadas
Camões / Os Lusíadas
 
Classicismo / Renascimento
Classicismo / RenascimentoClassicismo / Renascimento
Classicismo / Renascimento
 
Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
Farsa de Inês Pereira - Gil VicenteFarsa de Inês Pereira - Gil Vicente
Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
 
Humanismo - Literatura
Humanismo - LiteraturaHumanismo - Literatura
Humanismo - Literatura
 
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
 
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAXO PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Exercícios sobre gêneros literários
Exercícios sobre gêneros literáriosExercícios sobre gêneros literários
Exercícios sobre gêneros literários
 
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / ConcretismoModernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
 
2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945) 2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945)
 
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
 
Modernismo 1ª fase
Modernismo 1ª faseModernismo 1ª fase
Modernismo 1ª fase
 
Semana de Arte Moderna
Semana de Arte ModernaSemana de Arte Moderna
Semana de Arte Moderna
 
Pré-modernismo
Pré-modernismoPré-modernismo
Pré-modernismo
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 

Último

Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
Falcão Brasil
 
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Mary Alvarenga
 
Guia referencial de Apoio - Planejamento Escolar 2024.pdf
Guia referencial de Apoio - Planejamento Escolar 2024.pdfGuia referencial de Apoio - Planejamento Escolar 2024.pdf
Guia referencial de Apoio - Planejamento Escolar 2024.pdf
FLAVIOROBERTOGOUVEA
 
STALINISMO apresentação slides para escolares
STALINISMO apresentação slides para escolaresSTALINISMO apresentação slides para escolares
STALINISMO apresentação slides para escolares
Daniel273024
 
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdfTrabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
marcos oliveira
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Colaborar Educacional
 
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. WeaverAs Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
C4io99
 
Acróstico - Bullying é crime!
Acróstico - Bullying é crime!Acróstico - Bullying é crime!
Acróstico - Bullying é crime!
Mary Alvarenga
 
(45-ESTUDO - LUCAS) A EPIRITUALIDADE DE JESUS
(45-ESTUDO - LUCAS) A EPIRITUALIDADE DE JESUS(45-ESTUDO - LUCAS) A EPIRITUALIDADE DE JESUS
(45-ESTUDO - LUCAS) A EPIRITUALIDADE DE JESUS
Pr Davi Passos - Estudos Bíblicos
 
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdfoficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
marcos oliveira
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Luzia Gabriele
 
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Mary Alvarenga
 
1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1) educação infantil fu...
1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1)  educação infantil fu...1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1)  educação infantil fu...
1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1) educação infantil fu...
antonio carlos
 
Resolução do Exame de Biologia UEM - 2008.
Resolução do Exame de Biologia UEM - 2008.Resolução do Exame de Biologia UEM - 2008.
Resolução do Exame de Biologia UEM - 2008.
mozalgebrista
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
marcos oliveira
 
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
Espanhol Online
 
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UEInfografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Centro Jacques Delors
 
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptxSlides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 

Último (20)

Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
 
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
 
Guia referencial de Apoio - Planejamento Escolar 2024.pdf
Guia referencial de Apoio - Planejamento Escolar 2024.pdfGuia referencial de Apoio - Planejamento Escolar 2024.pdf
Guia referencial de Apoio - Planejamento Escolar 2024.pdf
 
STALINISMO apresentação slides para escolares
STALINISMO apresentação slides para escolaresSTALINISMO apresentação slides para escolares
STALINISMO apresentação slides para escolares
 
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdfTrabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
 
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. WeaverAs Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
 
Acróstico - Bullying é crime!
Acróstico - Bullying é crime!Acróstico - Bullying é crime!
Acróstico - Bullying é crime!
 
(45-ESTUDO - LUCAS) A EPIRITUALIDADE DE JESUS
(45-ESTUDO - LUCAS) A EPIRITUALIDADE DE JESUS(45-ESTUDO - LUCAS) A EPIRITUALIDADE DE JESUS
(45-ESTUDO - LUCAS) A EPIRITUALIDADE DE JESUS
 
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdfoficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
 
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
 
1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1) educação infantil fu...
1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1)  educação infantil fu...1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1)  educação infantil fu...
1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1) educação infantil fu...
 
Resolução do Exame de Biologia UEM - 2008.
Resolução do Exame de Biologia UEM - 2008.Resolução do Exame de Biologia UEM - 2008.
Resolução do Exame de Biologia UEM - 2008.
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
 
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
 
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UEInfografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
 
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptxSlides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
 

Romantismo - poesias

  • 1. A partirda leituradostextosmotivadorese com base nos conhecimentoscontruídosaolongode sua formação,redijatextodissertativo-argumentativo emnorma padrão da línguaportuguesasobre o tema A igualdade de gêneros em discussão no século XXI, apresentandopropostade intervenção,que respeite osdireitoshumanos.De 20 a 30 linhas. TEXTO 1 Em meioà temporadade premiaçõesnosEstados Unidos,que terminounodomingocomo Oscar, atrizesfamosastêmlevantadoavozcontra o que classificamcomodemonstraçõesde machismoda mídia e da indústria.AtrizescomoCate Blanchett, Julianne Moore e Emma Stone vinhamse recusandoa apenasexibirseu“visual”nostapetesvermelhos, alegandoque,enquantoseuscolegashomens recebemperguntasrelacionadas acarreirase papéis nos filmes,paraelas,sobramquestõessobre vestidos, penteadose dietas. A campanhacom o slogan#AskHerMore (“pergunte maisa ela”) foi encampadapelaatrizReese Witherspoon,que concorreuaoOscarde melhoratriz, e pelacomediante AmyPoehler,apresentadorada últimaediçãodoGlobode Ouro e estreladoseriado Parksand Recreation.Horasantesda cerimônia,nas redessociais,Witherspoonfalousobre acampanha, que foi usadaem eventosrecentesparaestimularos repórteresaperguntaremàsatrizessobre seu trabalho.“Há tantas indicadasincríveise talentosas neste ano!Vamosouvirsuashistórias!Espalhema ideia”,disse.A atrizdisse que gostariade ouvirmais perguntascomo“qual foi o maior riscoque você correu e sente que valeuapena?”e “de qual das suas conquistasvocê maistemorgulho?”. Ao serentrevistanotapete vermelhodoteatroDolby, onde aconteceua entregadoOscar, eladisse que o movimentopretende mostrarque asatrizessão“mais do que seusvestidos”.“Estamosmuitofelizesde poderestaraqui e falarsobre o trabalhoque fazemos. É difícil seruma mulheremHollywoodouem qualquerindústria”,afirmou. O grupo RepresentationProject,responsável pela campanha#AskHerMore,pediuque ahashtag fosse usada pelopúblicoparapressionarosentrevistadores do Oscar, alegandoque “muitasvezesosrepórteres focammais na aparênciafemininadoque emsuas conquistas”. A atrizPatriciaArquette,premiadacomomelhoratriz coadjuvante porBoyhood,protagonizouumdos momentosmaisimportantesdoOscar2015 ao fazer um discursopelaigualdade de direitose de salários para as mulheres.“Paratodasas mulheresque tiveramfilhos,paracadauma das cidadãse pagadoras de impostosdestanação,nós lutamospelosdireitos de todos.É o nossomomentode terigualdade de direitosde umavezpor todaspara as mulheresnos EstadosUnidos.” Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/ 150222_oscar2015_machismo_pai. Acesso em 23 fev 2015 (adaptado). TEXTO 2 Disponível em: https://afamiliaaumentou.files.wordpress.com/2013/12/ f689a-igualdade_oportunidades_genero.jpg. Acesso em: 23 fev 2015 (adaptado). TEXTO 3 Enquantoo sexobiológicoé determinadopor características genéticase anatômicas,ogêneroé uma identidadeadquiridae refere-seàvariedade de papéise relacionamentosconstruídospelasociedade para os doissexos.Porisso,ogêneromudaao longo do tempoe varia grandemente dentrodasdiferentes culturasemtodo o mundo. A igualdade de gênerodescreve oconceitode que todosos sereshumanos,tantomulherescomo homens,sãolivresparadesenvolverassuas capacidadespessoaise fazerescolhassemas limitaçõesimpostasporestereótipos.Igualdade de gêneronãosignificaque asmulherese homenstêm de ser idênticos,masque osseusdireitos, responsabilidadese oportunidadesnãodependemdo fatode teremnascidocomo sexofemininoou masculino. Assim, aequidade entre gênerossignificaque homens e mulheressãotratadosde formajusta,de acordo com as respectivasnecessidades.Otratamentodeve considerar,valorizare favorecerde maneira equivalente osdireitos,benefícios,obrigaçõese oportunidadesentrehomense mulheres. Fonte: Princípios de Empoderamento das Mulheres – Igualdade significa negócios, publicação do Pacto Global da ONU e ONU Mulheres. Disponível em: http://premiowepsbrasil.org/igualdade-ou-equidade-de- genero/. Acesso em: 23 fev 2015 (adaptado).
  • 2. ROMANTISMO – POESIAS Confederação dos Tamoios (Gonçalves de Magalhães) Redobrando de força, qual redobra A rapidez do corpo gravitante, Vai discorrendo, e achando em seu arcanos Novas respostas às razões ouvidas. Mas a noilte declina, e branda aragem Começa a refrescar. Do céu os lumes Perdem a nitidez desfalecendo. Assim já frouxo o Pensamento do índio, Entre a vigília e o sono vagueando, Pouco a pouco se olvida, e dorme, sonha, Como imóvel na casa entorpecida, Clausurada a crisálida recobra Outra vida em silêncio, e desenvolve Essas ligeiras asas com que um dia Esvoaçará nos ares perfumados, Onde enquanto reptil não se elevara; Assim a alma, no sono concentrada, Nesse mistério que chamamos sonho, Preludiando a vista do futuro, A póstuma visão preliba às vezes! Faculdade divina, inexplicável A quem só da matéria as leis conhece. Ele sonha... Alto moço se lhe antolha De belo e santo aspecto, parecido Com uma imagem que vira atada a um tronco, E de setas o corpo traspassado, Num altar desse templo, onde estivera, E que tanto na mente lhe ficara, — "Vem!" lhe diz ele e ambos vão pelos ares. Mais rápidos que o raio luminoso Vibrado pelo sol no veloz giro, E vão pousar no alcantilado monte, Que curvado domina a Guanabara. SE SE MORRE DE AMOR (Gonçalves Dias) Se se morre de amor! — Não, não se morre, Quando é fascinação que nos surpreende De ruidoso sarau entre os festejos; Quando luzes, calor, orquestra e flores Assomos de prazer nos raiam n'alma, Que embelezada e solta em tal ambiente No que ouve, e no que vê prazer alcança! Simpáticas feições, cintura breve, Graciosa postura, porte airoso, Uma fita, uma flor entre os cabelos, Um quê mal definido, acaso podem Num engano d'amor arrebatar-nos. Mas isso amor não é; isso é delírio, Devaneio, ilusão, que se esvaece Ao som final da orquestra, ao derradeiro Clarão, que as luzes no morrer despedem: Se outro nome lhe dão, se amor o chamam, D'amor igual ninguém sucumbe à perda. Amor é vida; é ter constantemente Alma, sentidos, coração — abertos Ao grande, ao belo; é ser capaz d'extremos, D'altas virtudes, té capaz de crimes! Compr'ender o infinito, a imensidade, E a natureza e Deus; gostar dos campos, D'aves, flores, murmúrios solitários; Buscar tristeza, a soledade, o ermo, E ter o coração em riso e festa; E à branda festa, ao riso da nossa alma Fontes de pranto intercalar sem custo; Conhecer o prazer e a desventura No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto O ditoso, o misérrimo dos entes; Isso é amor, e desse amor se morre! Amar, e não saber, não ter coragem Para dizer que amor que em nós sentimos; Temer qu'olhos profanos nos devassem O templo, onde a melhor porção da vida Se concentra; onde avaros recatamos Essa fonte de amor, esses tesouros Inesgotáveis, d'ilusões floridas; Sentir, sem que se veja, a quem se adora, Compr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos, Segui-la, sem poder fitar seus olhos, Amá-la, sem ousar dizer que amamos, E, temendo roçar os seus vestidos, Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor, e desse amor se morre! Se tal paixão porém enfim transborda, Se tem na terra o galardão devido Em recíproco afeto; e unidas, uma, Dois seres, duas vidas se procuram, Entendem-se, confundem-se e penetram Juntas — em puro céu d'êxtases puros: Se logo a mão do fado as torna estranhas, Se os duplica e separa, quando unidos A mesma vida circulava em ambos; Que será do que fica, e do que longe Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
  • 3. Pode o raio num píncaro caindo, Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos; Pode rachar o tronco levantado E dois cimos depois verem-se erguidos, Sinais mostrando da aliança antiga; Dois corações porém, que juntos batem, Que juntos vivem, — se os separam, morrem; Ou se entre o próprio estrago inda vegetam, Se aparência de vida, em mal, conservam, Ânsias cruas resumem do proscrito, Que busca achar no berço a sepultura! Esse, que sobrevive à própria ruína, Ao seu viver do coração, — às gratas Ilusões, quando em leito solitário, Entre as sombras da noite, em larga insônia, Devaneando, a futurar venturas, Mostra-se e brinca a apetecida imagem; Esse, que à dor tamanha não sucumbe, Inveja a quem na sepultura encontra Dos males seus o desejado termo! I - Juca Pirama (Gonçalves Dias) No meio das tabas de amenos verdores, Cercadas de troncos — cobertos de flores, Alteiam-se os tetos d’altiva nação; São muitos seus filhos, nos ânimos fortes, Temíveis na guerra, que em densas cortes Assombram das matas a imensa extensão. São rudos, severos, sedentos de glória, Já prélios incitam, já cantam vitória, Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras, guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes, Condão de prodígios, de glória e terror! (...) Da tribo pujante, Que agora anda errante Por fado inconstante, Guerreiros, nasci; Sou bravo, sou forte, Sou filho do Norte; Meu canto de morte, Guerreiros, ouvi. (...) Eu era o seu guia Na noite sombria, A só alegria Que Deus lhe deixou: Em mim se apoiava, Em mim se firmava, Em mim descansava, Que filho lhe sou. (...) "Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? Não descende o cobarde do forte; Pois choraste, meu filho não és! Possas tu, descendente maldito De uma tribo de nobres guerreiros, Implorando cruéis forasteiros, Seres presa de vis Aimorés. (...) "Um amigo não tenhas piedoso Que o teu corpo na terra embalsame, Pondo em vaso d’argila cuidoso Arco e frecha e tacape a teus pés! Sê maldito, e sozinho na terra; Pois que a tanta vileza chegaste, Que em presença da morte choraste, Tu, covarde, meu filho não és." Colombo (Araújo Porto Alegre) (...) De um salto juvenil pisa Colombo A nova terra, e com seguro braço, A bandeira real no solo planta. Beija a plaga almejada, ledo e chora: Foi geral a emoção! Disse o silêncio Na mudez respeitosa mais que a língua. Ao céu erguendo os lacrimosos olhos, Na mão sustendo o Crucifixo disse: “Deus eterno, Senhor onipotente, A cujo verbo criador o espaço Fecundado soltou o firmamento, O sol, e a terra, e os ventos do oceano, Bendito sejas, Santo, Santo, Santo! Sempre bendito em toda parte sejas. Que se exalte tua alta majestade Por haver concedido ao servo humilde O teu nome louvar nestas distâncias. Permite, ó meu Senhor, que agora mesmo, Como primícias deste santo empenho, A teu Filho Divino humilde of’reça Esta terra, e que o mundo sempre a chame Terra de Vera-cruz! E que assim seja”. Ergue-se e o laço do estandarte afrouxa: Sopra o vento, desdobra-o, resplandecem De um lado a imagem do Cordeiro, e do outro As armas espanholas. Como assenso Da divina mansão, esparge a brisa Um chuveiro de flores sobre a imagem, Flores não vistas da européia gente!
  • 4. Louco (Hora de Delírio) - (Junqueira Freire) Não, não é louco. O espírito somente É que quebrou-lhe um elo da matéria. Pensa melhor que vós, pensa mais livre, Aproxima-se mais à essência etérea. Achou pequeno o cérebro que o tinha: Suas idéias não cabiam nele; Seu corpo é que lutou contra sua alma, E nessa luta foi vencido aquele, Foi uma repulsão de dois contrários: Foi um duelo, na verdade, insano: Foi um choque de agentes poderosos: Foi o divino a combater com o humano. Agora está mais livre. Algum atilho Soltou-se-lhe o nó da inteligência; Quebrou-se o anel dessa prisão de carne, Entrou agora em sua própria essência. Agora é mais espírito que corpo: Agora é mais um ente lá de cima; É mais, é mais que um homem vão de barro: É um anjo de Deus, que Deus anima. Agora, sim - o espírito mais livre Pode subir às regiões supernas: Pode, ao descer, anunciar aos homens As palavras de Deus, também eternas. E vós, almas terrenas, que a matéria Os sufocou ou reduziu a pouco, Não lhe entendeis, por isso, as frases santas. E zombando o chamais, portanto: - um louco! Não, não é louco. O espírito somente É que quebrou-lhe um elo da matéria. Pensa melhor que vós, pensa mais livre. Aproxima-se mais à essência etérea. Guesa Errante (Sousândrade) Canto I Eia, imaginação divina! Os Andes Vulcânicos elevam cumes calvos, Circundados de gelos, mudos, alvos, Nuvens flutuando – que espetac’los grandes! Lá onde o ponto do condor negreja, Cintilando no espaço como brilhos D’olhos, e cai a prumo sobre os filhos Do lhama descuidado; onde deserto, O azul sertão, formoso e deslumbrante, Arde do sol o incêndio, delirante Coração vivo em céu profundo aberto! “Nos áureos tempos, nos jardins da América Infante adoração dobrando a crença Ante o belo sinal, nuvem ibérica Em sua noite a envolveu ruidosa e densa. “Cândidos Incas! Quando já campeiam Os hérois vencedores do inocente Índio nu; quando os templos s’incendeiam, Já sem virgens, sem ouro reluzente, “Sem as sombras dos reis filhos de Manco, Viu-se… (que tinham feito? e pouco havia A Fazer-se…) num leito puro e branco A corrupção, que os braços estendia! “E da existência meiga, afortunada, O róseo fio nesse albor ameno Foi destruído. Como ensaguentada A terra fez sorrir ao céu sereno! “Foi tal a maldição dos que caídos Morderam dessa mãe querida o seio, A contrair-se aos beijos, denegridos, O desespero se imprimi-los veio, - “Que ressentiu-se verdejante e válido, O floripôndio em flor; e quando o vento Mugindo estorce-o doloroso, pálido, Gemidos se ouvem no amplo firmamento! “E o sol, que resplandece na montanha As noivas não encontra, não se abraçam No puro amor; e os fanfarrões d’Espanha, Em sangue edêneo os pés lavando, passam.