Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT História Moderna Seminário:  REVOLUÇÃO FRANCESA Política, Sociedade e Economia Docente: Prof. Dr. Otávio Canavarros Discentes: João Cezário José Masiero Silvânio Paulo de Barcelos
Revolução Francesa   :  Uma revolução “ATLÂNTICA”
A  REVOLUÇÃO  -  1789/1793 Uma série ininterrupta de movimentos de origens diversas Interesses contraditórios A Revolução ultrapassa a intenção de seus atores Por: Anne Bernet
UMA SOCIEDADE ESTÁTICA DESDE O ANO MIL A ordem desejada por Deus O esquema tri-partido (Adalbéron de Laon): Os Oratores, Os bellatores e os laboratores Atributos do Rei: Sabedoria, força e beleza Divisão das terras Composição da população
UMA MONARQUIA NÃO TÃO ABSOLUTA Luis XIV Luis XV
Do autoritário Luis XIV ao impopular Luis XV O apogeu e a decadência do Antigo Regime O reinado de Luis XIV : Sacralidade, autoridade e magnificência Luis XV: distância entre o monarca e o povo O absolutismo: expressão enganosa A liturgia do poder A monarquia aristocrática Por:  Jean-Christian Petitfils (historiador do Antigo regime)
CAUSAS DA REVOLUÇÃO S O C I A I S E C O N Ô M I C A S P o l í t i c a s
A Inglaterra corta a cabeça de seu rei
INGLATERRA: Um modelo inspirador Tensões políticas e religiosas e duas guerras civis: mudanças definitivas Século XVII: a revolta do Parlamento Carlos I é levado ao  cadafalso Cromwell governa a República A Revolução Gloriosa A Declaração dos direitos Por: Sabrina Juillet
THOMAS PAINE Um aventureiro a serviço da independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa
O ILUMINISMO E A REVOLUÇÃO Inspiração ou legitimidade legitimidade
LUIS XVI
LUIS XVI   a vocação para o fracasso A  ineptidão de Luis XVI  Um monarca limitado. Mas, poderia ser diferente? A crise financeira Os ministérios de Calonne, Necker e Brienne Os estados gerais e a tomada da Bastilha A guilhotina e a dignidade do cidadão Capeto Por: Evelyne Lever e Olivier Coquard
O DÉFICIT FINANCEIRO E AS CAUSAS ECONÔMICAS Descontrole de preços e déficits fiscais A França de endivida para sustentar os Estados Unidos Necker se demite das finanças (oposição do parlamento e da corte) Calonne e o “plano de melhoria das finanças” Como viver com apenas 18 soldos por dia? Guerra + empréstimos = déficit Desemprego no setor têxtil: a tirania da indústria inglesa Por: Anne Bernet, historiadora
OS ESTADOS GERAIS:  Um trágico mal entendido O Rei convoca os Estados Gerais O cortejo de Deputados atravessa a cidade de Paris A bancada dos ministros (Necker está presente) Os deputados do clero Os deputados da nobreza Os deputados do terceiro estado O mal-entendido Terceiro estado:  abolição dos privilégios e igualdade dos direitos civis Por: Alain Decaux, da academia Francesa
Confronto revolucionário:  Antigo x novo regime O horizonte da revolução: implantação da monarquia constitucional 2 primeiros anos: modernização do sistema político 14 de julho: tomada dos inválidos A queda da Bastilha 4/agosto/1789: abolição dos privilégios 26/agosto/1791: Declaração dos direitos do homem Por: Eric Anceau, professor da Universidade de Paris IV - Sorbonne
O NOVO REGIME
 
A declaração dos direitos do homem e do cidadão
La Rochefoucauld O aristocrata do barrete frígio
A Assembleia Constituinte A elaboração de uma constituição Unanimidade: limitar o poder real Inspiração: Inglaterra e Estados Unidos Clero e nobreza x terceiro estado (tentativa de impedir reformas) Demissão do ministro Jacques Necker Reclamações do povo:  CAHIERS DE DOLÉANCES
A Assembléia legislativa (1791-1792) A queda da monarquia A monarquia constitucional A predominância da burguesia 1792 – declaração de guerra contra a Austria
A convenção (1792-1795) República jacobina Reação Termidoriana Georges Jacques Danton e Maximilien Fronçois Marie Isidore de Robespierre
O directório (1795-1799) Napoleão Bonaparte no Poder
Imagens:  O calendário republicano
Imagens:  A guilhotina
Imagens:  Louis Antoine Léon de Saint-Just
Imagens:  Os eventos da noite do 9 termidor
Eric J. Hobsbawm:  uma visão marxista da Revolução Francesa
Imaginar o mundo de hoje sem as palavras inventadas no período da Revolução Francesa  é medir a profundidade da maior transformação da história humana Indústria, industrial, fábrica, classe média, classe trabalhadora, capitalismo, socialismo, aristocracia, ferrovia, liberal, conservador, nacionalidade, cientista, engenheiro, proletariado, crise, utilitário, estatística, sociologia, jornalismo, ideologia, greve ...  Pauperismo ... Entre outras
A dupla revolução Revolução Francesa :  política Revolução Industrial :  Econômica Cratera gêmea de um vulcão bem maior: Triunfo do  “CAPITALISMO LIBERAL BURGUÊS”
REVOLUÇÃO FRANCESA:  A ponta do ICEBERG A tensão do aparecimento de um novo mercado mundial Empresários privados: uma classe ativa O progresso individualista, secularista e racionalista O poder das novas forças econômicas e sociais O burguês conquistador
The Morning Post  (21 de julho de 1789) Um inglês que não se sinta cheio de estima e admiração pela maneira sublime com que está agora se efetuando uma das mais importantes Revoluções que o mundo jamais viu deve estar morto para todos os sentidos da virtude e da liberdade, nenhum de meus patrícios que tenha tido a sorte de presenciar as ocorrências dos últimos três dias nesta grande cidade fará mais que testemunhar que minha linguagem não é hiperbólica.
Saint-Just, Sur La Constitution de la France, Discours prononcé à la Convention, 24/abril/1793 Brevemente as nações esclarecidas colocarão em julgamento aqueles que têm até aqui governado os seus destinos. Os reis fugirão para os desertos, para a companhia dos animais selvagens que a eles se assemelham; e a Natureza recuperará os seus direitos.
C O N C L U S Ã O A revolução e o Antigo Regime: Uniformização e unificação – maior centralização Napoleão: manutenção da ordem instituída pela Revolução A Restauração e o respeito aos princípios da obra revolucionária O século XIX e os princípios enunciados em 1789
B I B L I O G R A F I A Rémond, René. O antigo regime e a revolução (1750/1815). São Paulo, Cultrix, 1986. Soboul, Albert. História da Revolução Francesa. Rio, Zahar Editores. Hobsbawn, Eric. A era das revoluções (1789/1848). Rio, Paz e Terra Huberman, Leo. História da riqueza do homem. 14ª. Edição. Zahar editora, 1978. Revista História viva – Grandes temas. Edição especial temática n. 2. Segmento-Duetto Editorial ltda. Internet: Wikipédia, a enciclopédia livre.

RevoluçãO Francesa Power Point

  • 1.
    Universidade Federal deMato Grosso – UFMT História Moderna Seminário: REVOLUÇÃO FRANCESA Política, Sociedade e Economia Docente: Prof. Dr. Otávio Canavarros Discentes: João Cezário José Masiero Silvânio Paulo de Barcelos
  • 2.
    Revolução Francesa : Uma revolução “ATLÂNTICA”
  • 3.
    A REVOLUÇÃO - 1789/1793 Uma série ininterrupta de movimentos de origens diversas Interesses contraditórios A Revolução ultrapassa a intenção de seus atores Por: Anne Bernet
  • 4.
    UMA SOCIEDADE ESTÁTICADESDE O ANO MIL A ordem desejada por Deus O esquema tri-partido (Adalbéron de Laon): Os Oratores, Os bellatores e os laboratores Atributos do Rei: Sabedoria, força e beleza Divisão das terras Composição da população
  • 5.
    UMA MONARQUIA NÃOTÃO ABSOLUTA Luis XIV Luis XV
  • 6.
    Do autoritário LuisXIV ao impopular Luis XV O apogeu e a decadência do Antigo Regime O reinado de Luis XIV : Sacralidade, autoridade e magnificência Luis XV: distância entre o monarca e o povo O absolutismo: expressão enganosa A liturgia do poder A monarquia aristocrática Por: Jean-Christian Petitfils (historiador do Antigo regime)
  • 7.
    CAUSAS DA REVOLUÇÃOS O C I A I S E C O N Ô M I C A S P o l í t i c a s
  • 8.
    A Inglaterra cortaa cabeça de seu rei
  • 9.
    INGLATERRA: Um modeloinspirador Tensões políticas e religiosas e duas guerras civis: mudanças definitivas Século XVII: a revolta do Parlamento Carlos I é levado ao cadafalso Cromwell governa a República A Revolução Gloriosa A Declaração dos direitos Por: Sabrina Juillet
  • 10.
    THOMAS PAINE Umaventureiro a serviço da independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa
  • 11.
    O ILUMINISMO EA REVOLUÇÃO Inspiração ou legitimidade legitimidade
  • 12.
  • 13.
    LUIS XVI a vocação para o fracasso A ineptidão de Luis XVI Um monarca limitado. Mas, poderia ser diferente? A crise financeira Os ministérios de Calonne, Necker e Brienne Os estados gerais e a tomada da Bastilha A guilhotina e a dignidade do cidadão Capeto Por: Evelyne Lever e Olivier Coquard
  • 14.
    O DÉFICIT FINANCEIROE AS CAUSAS ECONÔMICAS Descontrole de preços e déficits fiscais A França de endivida para sustentar os Estados Unidos Necker se demite das finanças (oposição do parlamento e da corte) Calonne e o “plano de melhoria das finanças” Como viver com apenas 18 soldos por dia? Guerra + empréstimos = déficit Desemprego no setor têxtil: a tirania da indústria inglesa Por: Anne Bernet, historiadora
  • 15.
    OS ESTADOS GERAIS: Um trágico mal entendido O Rei convoca os Estados Gerais O cortejo de Deputados atravessa a cidade de Paris A bancada dos ministros (Necker está presente) Os deputados do clero Os deputados da nobreza Os deputados do terceiro estado O mal-entendido Terceiro estado: abolição dos privilégios e igualdade dos direitos civis Por: Alain Decaux, da academia Francesa
  • 16.
    Confronto revolucionário: Antigo x novo regime O horizonte da revolução: implantação da monarquia constitucional 2 primeiros anos: modernização do sistema político 14 de julho: tomada dos inválidos A queda da Bastilha 4/agosto/1789: abolição dos privilégios 26/agosto/1791: Declaração dos direitos do homem Por: Eric Anceau, professor da Universidade de Paris IV - Sorbonne
  • 17.
  • 18.
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    A declaração dosdireitos do homem e do cidadão
  • 20.
    La Rochefoucauld Oaristocrata do barrete frígio
  • 21.
    A Assembleia ConstituinteA elaboração de uma constituição Unanimidade: limitar o poder real Inspiração: Inglaterra e Estados Unidos Clero e nobreza x terceiro estado (tentativa de impedir reformas) Demissão do ministro Jacques Necker Reclamações do povo: CAHIERS DE DOLÉANCES
  • 22.
    A Assembléia legislativa(1791-1792) A queda da monarquia A monarquia constitucional A predominância da burguesia 1792 – declaração de guerra contra a Austria
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    A convenção (1792-1795)República jacobina Reação Termidoriana Georges Jacques Danton e Maximilien Fronçois Marie Isidore de Robespierre
  • 24.
    O directório (1795-1799)Napoleão Bonaparte no Poder
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    Imagens: Ocalendário republicano
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    Imagens: Aguilhotina
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    Imagens: LouisAntoine Léon de Saint-Just
  • 28.
    Imagens: Oseventos da noite do 9 termidor
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    Eric J. Hobsbawm: uma visão marxista da Revolução Francesa
  • 30.
    Imaginar o mundode hoje sem as palavras inventadas no período da Revolução Francesa é medir a profundidade da maior transformação da história humana Indústria, industrial, fábrica, classe média, classe trabalhadora, capitalismo, socialismo, aristocracia, ferrovia, liberal, conservador, nacionalidade, cientista, engenheiro, proletariado, crise, utilitário, estatística, sociologia, jornalismo, ideologia, greve ... Pauperismo ... Entre outras
  • 31.
    A dupla revoluçãoRevolução Francesa : política Revolução Industrial : Econômica Cratera gêmea de um vulcão bem maior: Triunfo do “CAPITALISMO LIBERAL BURGUÊS”
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    REVOLUÇÃO FRANCESA: A ponta do ICEBERG A tensão do aparecimento de um novo mercado mundial Empresários privados: uma classe ativa O progresso individualista, secularista e racionalista O poder das novas forças econômicas e sociais O burguês conquistador
  • 33.
    The Morning Post (21 de julho de 1789) Um inglês que não se sinta cheio de estima e admiração pela maneira sublime com que está agora se efetuando uma das mais importantes Revoluções que o mundo jamais viu deve estar morto para todos os sentidos da virtude e da liberdade, nenhum de meus patrícios que tenha tido a sorte de presenciar as ocorrências dos últimos três dias nesta grande cidade fará mais que testemunhar que minha linguagem não é hiperbólica.
  • 34.
    Saint-Just, Sur LaConstitution de la France, Discours prononcé à la Convention, 24/abril/1793 Brevemente as nações esclarecidas colocarão em julgamento aqueles que têm até aqui governado os seus destinos. Os reis fugirão para os desertos, para a companhia dos animais selvagens que a eles se assemelham; e a Natureza recuperará os seus direitos.
  • 35.
    C O NC L U S Ã O A revolução e o Antigo Regime: Uniformização e unificação – maior centralização Napoleão: manutenção da ordem instituída pela Revolução A Restauração e o respeito aos princípios da obra revolucionária O século XIX e os princípios enunciados em 1789
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    B I BL I O G R A F I A Rémond, René. O antigo regime e a revolução (1750/1815). São Paulo, Cultrix, 1986. Soboul, Albert. História da Revolução Francesa. Rio, Zahar Editores. Hobsbawn, Eric. A era das revoluções (1789/1848). Rio, Paz e Terra Huberman, Leo. História da riqueza do homem. 14ª. Edição. Zahar editora, 1978. Revista História viva – Grandes temas. Edição especial temática n. 2. Segmento-Duetto Editorial ltda. Internet: Wikipédia, a enciclopédia livre.