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Porto
Sinesde
REVISTA○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
Reconhecimento Internacional
Prémio em Barcelona
para a Zona de Actividades Logísticas
Ministro Carmona Rodrigues
sobre o novo Terminal XXI
“Factor de desenvolvimento
económico nacional
e da região”
Sines
Projecto piloto
de sistemas de
comunicação
R E V I S T A D O P O R T O D E S I N E S Nº 33 TRIMESTRAL JULHO 2003
3 APS ganha prémio
“Melhor Projecto de Logística”
5 Ministro Carmona Rodrigues visita
Terminal XXI
8 Alfândegas mais rápidas
9 Sindicatos em Antuérpia
11 Tempos de Mudança na APS
12 Segurança no Porto de Sines
13 Projectos vitais para o Alentejo
14 Marina de Sines
16 Notícias
20 Porto de Sines é Notícia
Sumário
Ficha técnica
“Porto de Sines” nº 33
Directora
Ana Maria Viegas
Propriedade
Administração do Porto de Sines
Contribuinte nº 501 208 950
Sede: Apartado 16 - 7520-953 Sines
Tel.: 269 860 600 - Fax: 269 860 790
Editores
Avª João Crisóstomo, 30 - 4º
1050-127 Lisboa
Tel.: 21 351 19 91 - Fax: 21 315 57 19
E- mail: lpmcom@lpmcom.pt
Sines conquistou o 1º Prémio para o
Melhor Projecto Logístico
Internacional atribuído durante o
Salão Internacional de Logística de
Barcelona, que decorreu de 17 a 20
de Junho. O certame, que vai na sua
5ª edição, teve a participação de 66
países e mais de 30.000 visitantes,
sendo hoje reconhecido como um
ponto de encontro de referência da
actividade empresarial e do mundo
dos negócios, a nível mundial.
O Salão Internacional de Logística
de Barcelona decorreu em
simultâneo com as 25ª Jornadas do
Centro Espanhol de Logística
(CEL), as quais tiveram por lema a
frase A Logística é Fundamental
para o Negócio. Mais de 600
profissionais participaram nas
diversas mesas redondas e painéis
interactivos destas jornadas da
CEL. O principal tema debatido foi
a Logística Empresarial como Factor
de Diferenciação e Competitividade.
Projecto para ZAL portuária
já tem reconhecimento internacional
O Presidente da APS, Engº José
Monteiro de Morais, foi orador neste
certame, onde explicou o projecto
de Desenvolvimento Logístico do
Porto de Sines, enquadrado como
parte duma ZAL mais vasta,
composta por dois grandes pólos:
um localizado na Área Portuária e
outro na Zona Industrial de Sines/
Santiago do Cacém.
A apresentação da ZAL de Sines foi
a segunda feita no certame, logo a
seguir aos “Puertos del Estado”.
Sines ganhou o prémio para o Melhor
Projecto de Logística Internacional,
dois meses depois deste projecto de
engenharia ter sido concluído e
considerado viável pelas entidades
portuguesas responsáveis.
Uma área de 13 hectares
Este projecto foi desenvolvido pela
APS com o apoio da Gablogis, a
entidade incumbida de estabelecer,
a nível nacional, o conceito de
Zonas de Actividades Logísticas, a
localização destas zonas, qual a
sua hierarquização e o tipo de
intervenção que a Administração
Pública deverá ter nas mesmas.
O Pólo de Actividades Logísticas
previsto para a infra-estrutura
portuária de Sines envolve uma
área de cerca de 13 hectares, na
zona nascente do Porto, uma
localização próxima do Terminal de
Sines ganhou o prémio para
o Melhor Projecto de
Logística Internacional, dois
meses depois deste
projecto de engenharia ter
sido concluído e considerado
viável pelas entidades
portuguesas responsáveis.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
3
○○
Sines ganha prémio em Barcelona
Contentores e do Terminal
Multiusos, dois terminais cuja
actividade tem uma relação
directa com a oferta de serviços
logísticos.
O projecto de Desenvolvimento
Logístico do Porto de Sines prevê
que esta área da zona nascente
do porto, com uma extensão
equivalente a 13 campos de
futebol, seja devidamente infra
estruturada e equipada para
actividades logísticas, tais como
armazenagem, grupagem,
preparação final dos produtos,
etiquetagem, embalagem,
distribuição, refrigeração, etc.
Estes serviços de logística darão
um notável contributo à
actividade portuária e constituirão
um apoio fundamental às
empresas que venham instalar-se
na região.
Investimento de
8,3 milhões de euros
O investimento estimado para as
infra-estruturas logísticas da zona
portuária ronda 8,3 milhões de
euros. Foi já elaborado um
estudo de viabilidade para o
mesmo, o qual se revelou
favorável, sobretudo levando em
consideração que Sines deverá ter,
futuramente, uma ZAL integrando
dois pólos: um localizado na área
portuária e outro na Zona Industrial
de Sines/Santiago do Cacém.
«Sines possui espaço disponível e
projectos de engenharia
concluídos, estando reunidas todas
as condições para que se possa
avançar com a infra-estruturação
duma ZAL nesta área portuária»,
realçou o Presidente da APS na
exposição que fez no Salão
Internacional de Barcelona (SIL).
Com a entrada em funcionamento
do Terminal XXI, Sines será,
progressivamente, um porto de
concentração de tráfego de
contentores. Este núcleo de
concentração de tráfego tem, em si
próprio, potencial suficiente para
que os operadores logísticos
se interessem pela área, não
só para a distribuição desse
tráfego como para a
intervenção nas mercadorias
que são transportadas por
contentor.
Trata-se de um enorme
mercado potencial para todo
o tipo de serviços
habitualmente afectos às
O Pólo de Actividades
Logísticas previsto para a
infra-estrutura portuária de Sines
envolve uma área de cerca de 13 hectares, na
zona nascente do Porto, uma localização
próxima do Terminal de Contentores e do
Terminal Multiusos, dois terminais
cuja actividade tem uma relação
directa com a oferta de serviços logísticos
operações de logística,
tais como agregação,
desagregação,
etiquetagem, etc. as quais
são normalmente
necessárias nos locais
onde se verifica uma
grande concentração de
mercadorias.
É importante referir que o
movimento de
mercadorias que Sines irá
passar a ter, com a
entrada em funcionamento
do Terminal XXI, terá duas
componentes distintas
igualmente importantes
para despoletar o
interesse do sector
logístico: a destinada à
distribuição no hinterland
do porto e a destinada ao
transbordo para outros navios.
Além da entrada em funcionamento
do Terminal XXI, o movimento de
mercadorias que se prevê para o
Terminal Multiusos, através de um
crescente aproveitamento da sua
polivalência, constitui outra razão
de peso para captar o interesse dos
operadores logísticos para a ZAL
de Sines.
Durante a intervenção que fez em
Barcelona, o Engº José Monteiro de
Morais realçou, ainda, a
importância do «segundo pólo
logístico» de Sines, projectado para
a zona gerida pela PGS, entidade
responsável por toda a envolvente
industrial e logística do Porto de
Sines. Este pólo industrial da ZAL
deverá ficar situado entre Sines e
Santiago do Cacém.
4
○○
O Ministro das Obras Públicas,
Transportes e Habitação, Carmona
Rodrigues, visitou o Terminal de
Contentores do Porto de Sines no
dia 15 de Maio, assinalando com a
sua presença a data a partir da qual
passaram a estar reunidas as
condições físicas e operacionais
que permitem a entrada em
exploração do Terminal XXI.
Carmona Rodrigues sublinhou, na
ocasião, a importância desta nova
valência do Porto de Sines
enquanto motor de
desenvolvimento, para o Alentejo e
para o País, realçando, igualmente,
a modernidade da obra que, na sua
primeira fase, implicou
investimentos superiores a 100
milhões de Euros.
«Penso que estão criadas todas as
condições para este investimento
«Penso que
estão criadas
todas as
condições para
este investimento
ser, rapidamente,
um factor de
desenvolvimento
económico
nacional e da
região»
Carmona Rodrigues
ser, rapidamente, um factor de
desenvolvimento económico
nacional e da região», disse o
Ministro das Obras Públicas
Transportes e Habitação.
Carmona Rodrigues visitou o
Terminal XXI acompanhado pelo
Secretário de Estado das Obras
Públicas, Jorge Costa. Os dois
membros do Governo foram
recebidos, ao início da manhã, pelo
Presidente da Administração do
Porto de Sines, José Monteiro de
Morais, na sede da APS.
Após uma reunião de trabalho, os
dois responsáveis governamentais,
acompanhados por José Monteiro
de Morais e restantes membros do
Conselho de Administração do
Porto de Sines (Jorge Ruas da Silva
e Abílio Marques Afonso), visitaram
o Terminal XXI e as instalações da
empresa concessionária, a PSA Sines.
Numa breve intervenção, durante a
visita às instalações da PSA Sines,
o Ministro das Obras Públicas
Transportes e Habitação realçou a
modernidade da nova infra-
estrutura referindo que, com esta
nova valência, «Sines passa a ser o
mais moderno porto do país».
Um ponto de viragem no
Porto de Sines
A data a partir da qual passaram a
estar reunidas as condições físicas
e operacionais que permitem a
entrada em exploração do Terminal
XXI constitui um marco histórico na
vida do Porto de Sines, uma das
mais importantes infra-estruturas
portuárias portuguesas que celebra,
também este ano, 25 anos de
existência.
Terminal XXI está operacional
5
○○
Com a presença do Ministro Carmona Rodrigues
A operacionalidade do Terminal XXI
marca um ponto de viragem na
vida do Porto de Sines porque esta
nova valência constitui uma peça
chave para a evolução da vocação
tradicional do porto, basicamente
centrada no abastecimento
energético, para uma nova
realidade que passa pela
diversificação das actividades
portuárias e o desenvolvimento de
novos negócios.
Trata-se, assim, do primeiro grande
passo para transformar Sines num
grande porto «multi-funções», apto
a transformar-se num porto de
referência à escala da Península
Ibérica e da Europa.
O Porto de Sines é, presentemente,
a grande porta de entrada para o
abastecimento energético do País:
cerca de 75% dos recursos
energéticos primários de Portugal
são movimentados em Sines. Mas,
até agora, não tinha condições
para se assumir
como um porto de
referência no que
toca ao movimento
de outro tipo de
mercadorias.
Breve historial
do Terminal XXI
O projecto do Terminal XXI começou a
ser equacionado em meados da
década de 90, tendo em consideração
que Sines reunia potencialidades
únicas para o desenvolvimento de um
grande Terminal de Contentores,
resultantes, por um lado, da sua
privilegiada localização geográfica
(cruzamento das principais rotas, a
nível mundial) associada às condições
naturais do porto, particularmente
adequadas à recepção de navios das
novas gerações.
Tendo presentes estas condições, e
seguindo as orientações do Livro
Branco para o Sector Marítimo-
Portuário, a Administração do Porto de
Sines (APS), começou então a
equacionar um projecto que visava,
não só o tráfego «Hinterland» (de
origem/destino final das mercadorias),
como também o «Transhipment»
(tráfego de transbordo de contentores).
Mas este projecto implicava elevados
investimentos que só poderiam ser
conduzidos por grandes linhas de
navegação, ou por um grande
operador internacional. Contactaram-
se inicialmente cerca de 25 potenciais
promotores, entre eles a PSA
Corporation Limited.
Em Dezembro de 1997, o operador de
Singapura manifestou formalmente o
interesse em conhecer o projecto com
maior profundidade. As negociações
culminaram em 24 de Junho de 1999,
com a assinatura de um Acordo de
Princípios, a que se seguiu, no dia 28
de Setembro do mesmo ano, a
assinatura do Contrato de Concessão.
O Contrato de Concessão, assinado
em 1999, estabelece que a PSA Sines,
Terminais de Contentores, SA,
maioritariamente detida pela PSA
Corporation Limited, implementará as
infra-estruturas, super-estruturas e
equipamentos do Terminal de
Contentores em quatro grandes fases,
sendo o seu desenvolvimento
realizado através do sistema BOT
(Build, Operate and Transfer). A
primeira fase desse acordo está agora
concluída.
A nova realidade do
Porto de Sines passa
pela diversificação das
actividades portuárias e
o desenvolvimento de
novos negócios
Com a operacionalidade do
Terminal XXI e a sua exploração
directa pela empresa detentora da
concessão, a PSA
Sines - Terminais de
Contentores, empresa
que, por sua vez, é
controlada por um
dos maiores
operadores de
contentores do
mundo, Sines tem
condições para se
tornar num grande
porto «multi-funções»
da Península Ibérica e
da Europa.
Presentemente, o
tráfego médio anual
do Porto de Sines é
de cerca de 800
navios, tendo que
87,5% deste tráfego
(o equivalente a 700
navios) é feito nos
terminais petroleiro e
petroquímico. O Porto de Sines
movimenta, em média, 20 milhões
de toneladas por ano que são, na
sua quase totalidade, produtos
energéticos.
O petróleo bruto absorve 45% do
movimento portuário, os refinados
do petróleo 33%, o carvão 17%, o
GPL 2%, os produtos petroquímicos
2% e a carga geral 1%. O pescado
desembarcado na lota é de cerca
de 8 000 toneladas por ano.
Sines tem condições para
se tornar num grande porto
«multi-funções» da Península
Ibérica e da Europa
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Quotas do movimento portuário
Petróleo bruto 45%
Refinados do petróleo 33%
Carvão 17%
GPL 2%
Produtos petroquímicos 2%
Carga geral 1%
6
○○
Os investimentos realizados, em conjunto pela APS e pela
empresa concessionária do terminal XXI, nesta primeira fase
do projecto, ultrapassaram os 100 milhões de euros, sendo
55% da responsabilidade da APS e 45% da responsabilidade
da PSA Corporation.
As infra-estruturas e equipamentos necessários ao arranque
do funcionamento do Terminal XXI representam mais de 35%
do valor total do projecto de investimentos acordado entre as
duas entidades, o qual está estimado em 228 milhões de
euros e será desenvolvido em quatro fases: 1A; 1B; 2A e 2B.
Terminal XXI
Os investimentos da 1ª fase do projecto○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Fase 1 Fase 2
Estruturas e Equipamentos Fase 1A Fase 1B Fase 2A Fase 2B Fases 1 +
Cais (metros) 381 550 750 940 940
Terrapleno (ha) 13,5 23,5 30,0 36,4 36,4
Gruas de cais 2 5 7 9/10 9/10
Quebra-mar (m) 1 100 1 100 1 350 - 1 350
Capacidade (TEUs) 250 000 600 000 900 000 1 320 000 1 320 000
Emprego 150 350 500 800 800
Início de exploração 2003 2006/7 2010 2015 -
Em 15 de Maio de 2003, o Terminal XXI estava em
condições operacionais para receber navios e
movimentar contentores, com uma capacidade
instalada de 250.000 TEU’s. Estavam concluídos
todos os trabalhos referentes ao Cais de
Acostagem, Terraplenos e Edifícios (Administrativo,
Oficinas, Alfândega, Portaria e Edifício da
Subestação).
Estava igualmente concluída a 1ª fase do Quebra-
Mar, um paredão protector com 1.100 metros de
extensão, bem como as obras relativas aos acessos
internos do porto ao Terminal XXI.
As obras que criaram condições de operacionalidade
para a circulação de mercadorias entre a Zona Leste
do Porto e as redes nacionais rodoviárias e ferroviárias
implicaram investimentos de 13,3 milhões de euros,
dos quais 10,3 milhões foram da responsabilidade da
APS e 3 milhões da responsabilidade da PSA.
Na componente rodoviária, são de realçar as obras
relativas à estrada de acesso ao Terminal de
Contentores, com uma extensão de 1.280 metros,
uma rotunda com 60 metros de raio, o
restabelecimento de ligações às vias existentes
(VR53, EN120-1, EN261-5), bem como a obra de arte
realizada sobre o actual caminho-de-ferro.
Na componente ferroviária, as principais obras
realizadas incluem a linha-férrea de acesso ao
Terminal de Contentores, com aproximadamente
1.130 metros, linhas-férreas de resguardo e topo de
manobra, linha-férrea de inversão e topo, linhas-
férreas do feixe de carga/descarga, muros de suporte
de via, pára-choques e aparelhos de mudança de via.
Ficaram igualmente concluídas a rede de drenagem
de águas pluviais bem como as redes eléctricas para
a iluminação da rotunda e dos feixes ferroviários de
carga/descarga e de resguardo.
7
○○
Os portos de Sines, Lisboa e
Leixões estão a liderar um projecto
piloto na área dos Sistemas
Informação para as Comunidades
Portuárias. O novo sistema de
transmissão electrónica de dados
permitirá que o despacho
alfandegário de mercadorias se
faça em pouco mais de uma hora
quando, pelos sistemas antigos,
eram necessários cerca de 3 a 4
dias.
O trânsito de mercadorias no
Terminal XXI vai beneficiar, desde o
seu início, das vantagens deste
projecto piloto, cuja primeira fase
deverá estar pronta para arrancar
em Setembro.
A adopção de uma plataforma
tecnológica única em cada porto é
a peça chave do desenvolvimento
do novo sistema. Para que atinja
toda a sua eficiência, esta
plataforma deverá ser
progressivamente alargada e
adoptada pelos restantes
intervenientes no negócio do
transporte marítimo.
Por isso, embora a primeira fase
de desenvolvimento do projecto
resulte da cooperação entre a
Direcção-Geral das Alfândegas,
Direcção-Geral de Informática e as
três Administrações Portuárias,
prevê-se já a integração de outras
entidades presentes nos portos,
nomeadamente capitanias, SEF,
serviços de sanidade marítima,
agentes de navegação,
concessionários de terminais
portuários e despachantes.
Para o desenvolvimento deste
projecto piloto, num tão curto
espaço de tempo, foram
determinantes as experiências
anteriormente desenvolvidas pelas
Administrações Portuárias de
Lisboa (APL) e Leixões (APDL), em
matéria de transmissão electrónica
de dados com os vários
intervenientes.
As três Administrações Portuárias
uniram-se para criar este modelo
piloto por terem várias
características comuns,
nomeadamente o facto de
movimentarem contentores, ou
estarem prestes a fazê-lo, como é o
caso de Sines, e por já possuírem
plataformas de sistemas de
informação tecnologicamente
avançadas.
Desta cooperação resultou a
antecipação de importantes etapas
neste projecto crucial para a
modernização do sector dos
transportes marítimos nacional.
Esta experiência piloto vai permitir,
ainda, uma economia de custos
para cada um dos parceiros, um
produto final melhor, pois terá a
contribuição de experiências
diversificadas e, ainda, a
minimização dos investimentos dos
agentes económicos privados, pelo
facto de poderem “dialogar” do
mesmo modo com qualquer uma
das autoridades portuárias.
Paralelamente, a cooperação
conseguida entre as três
administrações portuárias, constitui,
só por si, um forte impulso no
caminho da harmonização de
procedimentos entre os portos
envolvidos. Os resultados obtidos
com este projecto serão, numa fase
posterior, estendidos aos outros
portos.
Sines, Lisboa e Leixões
lideram projecto piloto
O despacho de
mercadorias em
porto, exige, hoje,
cerca de 50
documentos
8
○○
Alfândegas mais rápidas
Delegações de dois sindicatos
portugueses do sector portuário
nacional tiveram a oportunidade de
visitar, em Abril, o Porto de
Antuérpia, um grande porto de
referência na Europa e no Mundo. A
razão da visita, feita a convite da
APS e da PSA Sines, foi mostrar
uma das «operações modelo» que o
Grupo de Singapura detém na
Europa e no Mundo.
O Porto de Antuérpia movimentou,
no ano passado, 4,8 milhões de
TEU’s. Mais de 80 por cento deste
movimento foi da responsabilidade
da operação da PSA Antuérpia. O
grau de eficiência e rentabilidade
da operadora, no movimento de
contentores, é o segredo da quota
de mercado atingida: a PSA
Antuérpia movimenta, no mínimo,
35 contentores por minuto.
No Porto de Antuérpia, a área
ocupada pelo parque de
contentores controlado pelo Grupo
PSA é de 350 hectares.
Sindicatos do Sector Portuário
português visitam «operação modelo»
da PSA em Antuérpia
Além de 28 pórticos
especificamente destinados à
movimentação de contentores, a
PSA de Antuérpia opera, ainda, em
mais 8 pórticos polivalentes que
abrangem terminais de Ro Ro,
Carga Geral, Fruta e um Centro
Logístico.
Esta realidade pôde de ser
constatada, in loco, por uma
delegação do SINTAJP - Sindicato
Nacional dos Trabalhadores das
Administrações e Juntas Portuárias,
que se fez representar por Luís
Castela e Rui Pereira, e pela
delegação de Sines do SETTCMCSP
- Sindicato dos Estivadores,
Trabalhadores do Tráfego e
Conferentes Marítimos do Centro e
Sul de Portugal, representada por
Paulo Rogélio e Álvaro Correia.
O Presidente da APS, Engº José
Monteiro de Morais, o Director Geral
da PSA Sines, Tan Sek Yong e o
Director Geral da PSA Antuérpia,
acompanharam a visita dos
representantes dos sindicatos
portugueses ao Porto de Antuérpia
que teve lugar em Abril.
Antuérpia: uma
operação modelo
O Grupo PSA de Singapura adquiriu
a maioria do capital da operadora
belga Hesse-Noord Nattie (HNN)
em Março de 2002, controlando,
actualmente, 100% do capital da
empresa que opera, igualmente, no
porto de Zeebrugge.
Para os padrões internacionais da
PSA, a operação de Antuérpia é
considerada um modelo, um centro
de excelência da actividade
portuária, sendo essa a razão
apontada para a ausência, até
agora, do impacto da
reestruturação porque o Grupo de
Singapura tem passado, a nível
mundial, nomeadamente no que
toca à necessidade de redução do
número de trabalhadores.
A PSA Antuérpia
movimenta, no mínimo,
35 contentores
por minuto
9
○○
PSA em Antuérpia
obriga a pagar penalizações»,
realçou, durante a visita, Jean-
Jacques Moyson, Director de
Marketing da HNN.
A internacionalização da PSA, a
partir de Singapura, onde opera o
segundo maior porto de mundo
(depois de Hong Kong) passa por
mais 13 portos situados em oito
países. Além de Singapura, o
Grupo PSA possui cinco operações
na China, uma na Índia, uma no
Japão, uma na Coreia, uma no
Brunei, duas em Itália, duas na
Bélgica e uma em Portugal.
A operadora portuária
belga da PSA manteve
os 4.500 trabalhadores
Com efeito, a PSA de Antuérpia
manteve os cerca de 4.500
trabalhadores que existiam na
Hesse-Noord Natie (HNN), a
operadora portuária belga
adquirida, há pouco mais de um
ano, pelo Grupo de Singapura.
Além disso, a maioria dos gestores
de topo da empresa continuam a
ser quadros belgas.
Esta situação de manutenção dos
postos de trabalho existentes
numa operação portuária pode
considerar-se de excepção, no
contexto da actual recessão
económica internacional. Mas tal
excepção é explicável à luz dos
indicadores de rentabilidade e
crescimento que a empresa de
Antuérpia tem conseguido atingir.
No entanto, há zonas do Globo,
como por exemplo a Ásia, em que a
PSA está a reduzir postos de
trabalho, em resposta à crise
internacional, a qual se reflecte em
alguns dos indicadores do Grupo
desde 2001.
Em Antuérpia, não houve
necessidade de proceder a este
tipo de reestruturação porque os
indicadores de exploração da HNN
são considerados positivos pela
PSA, nomeadamente no que toca à
divisão de contentores.
Com efeito, a HNN, agora detida a
100% pelo Grupo PSA, conseguiu
apresentar um crescimento de 13
por cento no movimento de
No Terminal XXI, em Sines, os
objectivos de rentabilidade da
produção que têm sido
considerados pela PSA, para a
fase de arranque do projecto,
são a movimentação de 20
contentores por hora em cada
pórtico.
A PSA Sines já contratou 45
trabalhadores e deverá aumentar
este número até aos 150
previstos para os objectivos de
1ª fase da operação, ou seja, até
meados de 2004.
contentores, durante o primeiro
trimestre deste ano, quando o
movimento geral do Porto de
Antuérpia cresceu, apenas, 1,2
por cento.
O dinamismo e a rentabilidade da
empresa traduzem-se em
resultados simples e significativos:
a HNN detém, actualmente, mais
de 80% do movimento total de
contentores do Porto de Antuérpia.
«A HNN movimenta, no mínimo,
75 contentores por hora em cada
pórtico, valor abaixo do qual se
Os contratos a realizar e a
resposta da mão-de-obra
entretanto formada ditarão o
valor dos objectivos de
rentabilidade para o Terminal
XXI.
Cada um dos dois pórticos
existentes no Terminal XXI
possui uma capacidade para
18 filas de contentores,
ocupando, no seu conjunto,
uma área de 13,5 hectares.
○○○○○○○○○
DE ANTUÉRPIA ATÉ SINES
10
○○
Implementação do Programa Neptuno
A implementação do Programa Neptuno começou
em Abril deste ano. Desde aí, passaram a fazer-se
duas reuniões mensais entre o núcleo coordenador
e os diversos chefes de projecto. Tem sido elevado
o grau de motivação e empenho das pessoas
envolvidas neste núcleo de arranque das mudanças
que se avizinham.
Apesar da multiplicidade dos projectos e da grande
ambição subjacente aos objectivos, as equipas
estão coesas, abertas à mudança e aos desafios,
apostadas em cumprir os prazos propostos para
que se atinja um resultado global conforme o que
foi planeado.
Todos os chefes de projecto têm a noção das suas
responsabilidades perante este desafio de
importância vital para o futuro de Sines, da Região
do Alentejo e da Economia Nacional. Um estado de
espírito fundamental para a motivação dos
restantes elementos das equipas.
Pretende-se que a implementação do Plano
Estratégico comece a dar frutos até ao final de
2004. Para isso foram identificados mais de 40
projectos específicos que vão desde
reestruturações internas e/ou reengenharia de
processos, até situações de alteração profunda na
dinâmica actual, como por exemplo, a concessão
do Terminal Petroleiro.
A metodologia adoptada estabelece um
planeamento específico para cada projecto e uma
pessoa responsável pelo seu desenvolvimento.
Compete a essa pessoa providenciar todos os
meios para assegurar o cumprimento dos
objectivos.
O Porto de Sines tem em
curso mais de 40 projectos
específicos no âmbito da
implementação do Programa
Neptuno – Plano Estratégico
do Porto de Sines. Já foram
nomeados 30 chefes de
projecto e um núcleo
coordenador composto por
cinco pessoas. Desde Abril
que se fazem sentir os
«tempos de mudança».
11
○○
Tempos de mudança na APS
A formação técnica do Corpo de
Segurança do Porto de Sines é uma
das grandes preocupações e
prioridades da APS, em
complemento da adopção de
adequadas medidas de prevenção
de riscos de incêndio. Com efeito,
no caso de Sines, a prevenção não
basta. O facto de
ser um porto onde
se movimentam
grandes
quantidades de
produtos
energéticos obriga
a esforços
redobrados. Dar
uma qualificação
especial ao Corpo
de Segurança do
Porto, para que os
seus elementos
estejam preparados
para intervir em
situações de
emergência, é uma tarefa prioritária.
Com este objectivo, teve início em
Junho um conjunto de acções de
formação ministradas pela Escola
Nacional de Bombeiros (ENB). A
primeira acção envolveu 10
elementos do pessoal adstrito à
Brigada de Terra e foi composta por
aulas de formação teórica e prática,
num total de 28 horas de formação.
A acção decorreu entre os dias 23 e 26
de Junho, tendo a parte de formação
teórica decorrido na nova sala
destinada a formação de segurança
construída no Parque de Empreiteiros
da área alargada do Terminal Petroleiro.
A parte prática decorreu no Campo de
Treinos da APS.
Este curso teve a coordenação
técnica e pedagógica do Cmte.
Matos Guerra, responsável pelo
Núcleo de Formação Extra-
-Bombeiros da ENB. Dois
formadores especialistas em
«Incêndio, Salvamento e Resgate»,
Marco Martins e Pedro Cunha,
completaram a equipa da ENB que
esteve em Sines a ministrar este
curso. A APS já calendarizou mais
duas acções de formação idênticas,
de modo a abranger todo o pessoal
adstrito à Brigada de Terra.
A parte teórica da acção teve por
principais módulos: Fenomenologia
do Fogo; Agentes Extintores;
Extintores; Rede de Incêndio Armada;
Aparelhos de Respiração Autónoma;
Técnicas de Busca e Salvamento;
Sistemas Automáticos de Detecção
de Incêndios; Sistemas Automáticos
de Extinção de Incêndios; Sinalização
e Iluminação de Segurança; Técnicas
de Combate a Incêndios Urbanos e
Industriais.
A parte prática envolveu acções de
treino com: Extintores Portáteis e
Transportáveis; Linhas de Água;
Aparelhos de Respiração
Autónoma; Busca e Salvamento;
Combate a Incêndios Industriais.
A Escola
Nacional
de Bombeiros
A ENB é reconhecida
como «autoridade
pedagógica na
formação técnica de
bombeiros» desde
Novembro de 2000.
Ao longo dos últimos
três anos tem
desenvolvido uma
vasta actividade como
entidade responsável
pela formação
humana, profissional e
cultural dos
bombeiros e demais
agentes de protecção
e socorro, assim como na formação
cívica no domínio da auto-protecção
dos cidadãos.
Tem igualmente desenvolvido
protocolos de colaboração com
diversas instituições, sendo uma
entidade acreditada por vários
organismos, no âmbito dos quais
se destaca:
INOFOR – Instituto para a Inovação
na Formação, IMP – Instituto
Marítimo Portuária, ANEFA –
Agência Nacional de Educação e
Formação de Adultos, ICET –
International Centre for Emergency
Techniques, EDIA – Empresa de
Desenvolvimento e Infra-estruturas
do Alqueva, S.A., INEM – Instituto
Nacional de Emergência Médica,
Direcção-Geral das Florestas, ISN –
Instituto de Socorros a Náufragos.
Escola Nacional
de Bombeiros faz acção
de formação em Sines
12
○○
Segurança
O Presidente da República, Jorge
Sampaio, está confiante nos três
grandes projectos estruturantes do
desenvolvimento do Alentejo -
Alqueva, Porto de Sines e
Aeroporto de Beja – e defende que
a Administração Central deve dar
atenção a estas “alavancas de
desenvolvimento” da região.
Após a sua visita à Ovibeja, nos
dias 21 e 22 de Março, o Presidente
da República manifestou confiança
nos três grandes projectos
estruturantes do desenvolvimento
do Alentejo: Alqueva, Porto de
Sines e Aeroporto de Beja.
Na ocasião, Jorge Sampaio frisou,
igualmente, a necessidade de se
dar atenção a estas “alavancas de
desenvolvimento” e garantiu que
persegue o objectivo de “manter
vivo o interesse de todos pelo
desenvolvimento do país”.
Alqueva
Porto de Sines
Aeroporto de Beja
Jorge Sampaio confia nos projectos do Alentejo
Durante o primeiro dia da sua visita
à Ovibeja, o Presidente da
República teve uma reunião, de
cerca de 3 horas, com os
responsáveis dos projectos
considerados estruturantes para o
desenvolvimento do Alentejo:
Marques Ferreira, Presidente da
Empresa de Desenvolvimento e
Infra-Estruturas do Alqueva (EDIA),
Monteiro de Morais, Presidente da
Administração do Porto de Sines
(APS) e Santos Nicolau, Presidente
da Empresa de Desenvolvimento
do Aeroporto de Beja (EDAB).
Neste encontro, o Presidente da APS
teve oportunidade de apresentar a
Jorge Sampaio o novo Plano
Estratégico para o Porto de Sines e
de explicar as novas tendências das
concessões portuárias nacionais que
passam pela consolidação do
modelo da autoridade portuária
como gestora de concessões.
Nas declarações que fez à
imprensa, no final do segundo dia
de visita à Ovibeja, Jorge Sampaio
salientou a utilidade do tipo de
reuniões como a que tinha tido na
véspera, para discutir a situação
actual dos projectos do Alqueva,
Porto de Sines e Aeroporto de Beja,
afirmando-se entusiasmado com os
resultados das explicações
apresentadas pelos responsáveis
por estes empreendimentos.
Jorge Sampaio prometeu voltar,
dentro de um ano, para saber como
se encontram os projectos
estruturantes do Alentejo.
13
○○
Desenvolvimento do Alentejo
Marina de Sines
vai ser realidade
14
○○
Marina de Sines
Porto de Sines e Câmara
Municipal assinam
protocolo
A Administração do Porto de Sines
assinou um protocolo com a
Câmara Municipal local com vista à
intervenção na frente marítima entre
o extremo nascente da Praia Vasco
da Gama e o Limite Nascente do
Cais de Construção. O acordo vai
assim permitir o desenvolvimento
da Cidade e da região.
O protocolo foi assinado dia 23 de
Julho entre José Monteiro de
Morais, da APS, e Manuel Coelho
Carvalho, presidente da Câmara
de Sines, na Administração do
Porto de Sines.
Movidas por princípios de
cooperação, as duas entidades
obrigam-se a criar as condições
adequadas e necessárias para
que o Porto de Recreio e as zonas
adjacentes ao mesmo venham a
constituir um conjunto de
equipamentos potenciadores da
diversificação da oferta turística de
qualidade e de lazer em Sines.
Tanto o Porto de Recreio,
actualmente existente, como toda
a frente marítima em que se insere,
serão convertidos em locais de
recreio e lazer e num espaço
turístico de excelência. O acordo
assinado permitirá a construção de
equipamentos de apoio em terra e
assegura que a sua gestão seja
efectuada por entidades
vocacionadas para a captação
de utentes e prestação de serviços
de qualidade a preços
concorrenciais.
Gestão da marina entregue
a concessionários
Para viabilizar os investimentos a
efectuar, as duas entidades
defendem a construção de
equipamentos – logísticos,
comerciais de restauração e
hoteleiros e de lazer – fórmula
encontrada para proporcionar
condições financeiras ao projecto.
A gestão do Porto de Recreio, e dos
equipamentos com este
directamente relacionados, será,
assim, atribuída em contrato de
concessão, implicando o
concessionário na concepção e
construção das obras e
equipamentos de apoio à futura
Marina de Sines.
Para tal, na área envolvente ao Porto
de Recreio e Praia de Sines, será
atribuído, com base na legislação em
vigor, o direito de uso privativo de
terrenos de domínio público afectos à
APS, SA, ou à Câmara Municipal,
com vista, nomeadamente, à
construção de equipamentos de
diversificação da oferta turística.
Turismo e respeito ambiental
Tanto o Porto de Sines como a
Câmara Municipal irão enquadrar,
nesta zona, equipamentos de
carácter cultural e científico, como por
exemplo, as infra-estruturas a afectar
à Universidade de Évora e ao Centro
de Recuperação de Animais
Marinhos.
O projecto será desenvolvido de
acordo com as necessidades
evidenciadas no Plano de
Desenvolvimento Turístico do Alentejo
e dos projectos ligados à
investigação e conservação da
natureza e da biodiversidade.
O Porto de Sines e a Câmara
Municipal vão iniciar os estudos de
ordenamento urbanístico da zona –
nomeadamente em plano de
pormenor – bem como os
subsequentes projectos para a
execução de obras e infra-estruturas.
Para assessorar técnica e
metodologicamente este processo, o
projecto será entregue ao CESUR –
Centro de Sistemas Urbanos e
Regionais do Instituto Superior
Técnico de Lisboa – que, para o
efeito, elaborará o programa do
concurso e acompanhará todo o
desenrolar do processo.
Embaixada Americana
O Adido Comercial da
Embaixada dos EUA,
Mr. Robert Shipley, visitou o Porto
de Sines, dia 13 de Março, para
avaliar possíveis parcerias
comerciais.
ANTRAM
Elementos da direcção da Associação
Nacional de Transportadores Públicos
Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM)
estiveram em Sines, dia 8 de Abril, para
conhecer o Terminal XXI.
Câmara de Santiago do Cacém
O Presidente da Câmara Municipal
de Santiago do Cacém, Vítor
Proença, esteve na APS, dia 6 de
Maio, para conhecer o ponto de
situação dos projectos em curso no
Porto de Sines.
Associação Internacional de Navegação
Dois membros da delegação portuguesa da Associação
Internacional Permanente dos Congressos de Navegação
(PIANC), Marques Rita e Sanches do Vale, estiveram em Sines
dia 8 de Abril. Ofereceram à APS uma imagem gráfica das
Jornadas da sua associação realizadas em Sines, há dois anos.
15
○○
O Porto de Sines recebeu
○○○○○○○
Iate Dream
O maior barco de recreio que passou até
hoje pelo Porto de Sines é, sem dúvida, um
«Iate de Sonho». Os 11 elementos da
tripulação vieram dos quatro cantos do
Mundo: Europa, América do Norte, África do
Sul e Austrália. O barco foi construído na
Holanda, é propriedade duma empresa das
Ilhas Bermuda e tem bandeira das Ilhas
Caimão. Esteve três dias em Sines: 27, 28 e
29 de Maio.
16
○○
Alunos do Curso de Formação Profissional de
Higiene e Segurança no Trabalho visitaram o Porto de
Sines dia 8 de Maio. Foi uma visita de estudo para ver
como funciona o porto neste domínio.
REFER
O novo presidente da REFER,
Dr. José Braancamp Sobral, visitou
Sines dia 12 de Maio. Veio conhecer
a infra-estrutura portuária.
Porto de Vigo
O Presidente da Autoridade Portuária de Vigo, Júlio
Pedrosa, fez uma visita oficial ao Porto de Sines no dia
22 de Maio.
Investidores japoneses
Investidores japoneses, potencialmente interessados na
futura ZAL, visitaram a APS e a PGS no dia 3 de Junho.
Consulmar
Os procedimentos de construção dos molhes de protecção
do Porto de Sines foram objecto de uma visita de estudo da
CONSULMAR. A visita, realizada no dia 16 de Julho, contou
com a presença do Sr. Engº José Pedro Fernandes.
Ministério da Agricultura da Malásia
Uma comitiva presidida pelo Sr. Y.Bhg.Dato, responsável
pelo Departamento de Irrigação e Drenagem do
Ministério da Agricultura da Malásia visitou o Porto de
Sines, dia 29 de Junho. Os representantes do Governo
da Malásia prestaram particular atenção às
potencialidades do Terminal XXI.
O Porto de Sines recebeu
○○○○○○○
17
○○
Embaixada Britânica
No dia 25 de Julho, o Porto de Sines recebeu a
visita da Embaixada Britânica que se fez
representar pelo Sr. Paul Welsh e pela Sra. Ângela
Magalhães, ambos responsáveis por serviços
comerciais.
Embaixada do Japão
Representantes da Embaixada do Japão, API
(Agência Portuguesa para o Investimento) e PGS,
visitaram o Porto de Sines no dia 24 de Julho.
Vieram analisar as potencialidades do Terminal
XXI e da futura ZAL.
O Porto de Sines esteve presente
No 10º Congresso de Tráfego Marítimo
e Gestão Portuária realizado em Tarragona
(Espanha) de 24 a 29 de Março. Foi uma
iniciativa dos Puertos del Estado em que o
Porto de Sines esteve presente, potenciando
novas parcerias com portos espanhóis.
No 2º almoço da APS com jornalistas, no
Clube dos Empresários.
O Presidente da APS, Engº Monteiro de
Morais, voltou a conversar informalmente
com a imprensa, dia 11 de Abril, em Lisboa.
Neste almoço estiveram presentes os
jornalistas Alcídio Torres (Notícias de Sines),
Armando Fialho (Revista da Marinha), David
Espanca (Logística Hoje), Dora Assis
(Logística Moderna), Jorge Alegria (País
Económico), Luís Filipe Duarte (Revista
Cargo), Raul Tavares (Jornal Sem Mais) e
Sónia Diz (Diário de Notícias Transportes).
No 5º Ciclo de Seminários Transportes &
Negócios, realizado dia 24 de Abril, no
Porto. Este ciclo foi subordinado ao tema
«Transporte Marítimo». O Presidente da APS
fez uma apresentação sobre «O futuro dos
portos nacionais e o Terminal XXI».
No 2º Encontro Ibero-Americano sobre
Intercâmbio Tecnológico Portuário que
teve lugar em Salvador da Baía, de 1 a 7 de
Junho. O Presidente da APS, Engº Monteiro
de Morais, foi orador e abordou o tema
«Tendências nas Concessões Portuárias em
Portugal».
CEO do Grupo PSA
Mr. Eddie Teh, CEO do Grupo PSA, acompanhado
por Mr. Sek Yong (responsável pela PSA Sines),
esteve em Sines dia 29 de Julho, para uma reunião
com o Conselho de Administração da APS. Nesta
reunião foi reafirmado, pelo Sr. Eddie Teh, o
empenho da PSA no projecto de afirmação do
Terminal XXI.
18
○○
Seminário sobre «Europa - América do
Sul - África, o Triângulo de Ouro da
Logística», organizado pela revista Cargo.
O seminário decorreu dia 19 de Maio, em
Setúbal.
Seminário do Conselho Português
de Carregadores realizado dia 30 de
Maio, no Centro de Congressos de Lisboa.
«Segurança Marítima», «Impacto do
Alargamento da UE no Sector dos
Transportes» e «Liberalização do Acesso
ao Mercado dos Serviços Portuários»,
foram alguns dos temas debatidos neste
seminário.
Edição do «Glossário Marítimo
Comercial», um trabalho desenvolvido
pela Secção de Transportes da Sociedade
de Geografia de Lisboa que teve a
colaboração da Comissão Técnica da
Associação Portuguesa de Seguradores e
da D.G. do Serviço de Tradução da
Comissão Europeia.
O Porto de Sines patrocinou
A realização da Prova do Quadro das Competições da
AIDA Internacional que decorreu nos dias 27, 28 e 29 de
Junho. Tratou-se de um iniciativa da AIDA Portugal (Associação
Internacional para o Desenvolvimento da Apneia) e da FPAS
(Federação Portuguesa das Actividades Subaquáticas)
Conferência sobre «Os líderes e modelos empresariais do
séc. XXI», organizada pelo Diário de Notícias e o Diário Digital. A
conferência decorreu dia 23 de Maio, em Lisboa, no Carlton
Palace Hotel, tendo por orador principal o empresário Jack
Welch.
O Relatório e Contas da Administração
do Porto de Sines SA, relativo ao ano
2002, e o Plano de Actividades da
empresa para o triénio 2003/2005. As
contas e o plano de actividades foram
aprovados em Assembleia-Geral
realizada a 3 de Julho.
O Porto de Sines aprovou
○○○○○
Porto de Sines é notícia
LOGÍSTICA MODERNA
Abril 2003
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
26 Maio 2003
EXPRESSO
31 Maio 2003
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
14 Abril 2003
Porto de Sines
Sobre o Mar,
No meio do Mundo
É este o canal de navegação de acesso ao nosso
porto e aos seus terminais. As vizinhas zonas
logística e industrial apresentam áreas únicas no
País. À localização estratégica no Oceano Atlântico
e à facilidade de acessos marítimos, acresce o
espaço sem horizontes. Ao mar e à terra, une-os
uma estrutura portuária moderna e bem
apetrechada.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○

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Revista APS N.º 33 – Julho 2003

  • 1. Porto Sinesde REVISTA○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○ Reconhecimento Internacional Prémio em Barcelona para a Zona de Actividades Logísticas Ministro Carmona Rodrigues sobre o novo Terminal XXI “Factor de desenvolvimento económico nacional e da região” Sines Projecto piloto de sistemas de comunicação R E V I S T A D O P O R T O D E S I N E S Nº 33 TRIMESTRAL JULHO 2003
  • 2. 3 APS ganha prémio “Melhor Projecto de Logística” 5 Ministro Carmona Rodrigues visita Terminal XXI 8 Alfândegas mais rápidas 9 Sindicatos em Antuérpia 11 Tempos de Mudança na APS 12 Segurança no Porto de Sines 13 Projectos vitais para o Alentejo 14 Marina de Sines 16 Notícias 20 Porto de Sines é Notícia Sumário Ficha técnica “Porto de Sines” nº 33 Directora Ana Maria Viegas Propriedade Administração do Porto de Sines Contribuinte nº 501 208 950 Sede: Apartado 16 - 7520-953 Sines Tel.: 269 860 600 - Fax: 269 860 790 Editores Avª João Crisóstomo, 30 - 4º 1050-127 Lisboa Tel.: 21 351 19 91 - Fax: 21 315 57 19 E- mail: lpmcom@lpmcom.pt
  • 3. Sines conquistou o 1º Prémio para o Melhor Projecto Logístico Internacional atribuído durante o Salão Internacional de Logística de Barcelona, que decorreu de 17 a 20 de Junho. O certame, que vai na sua 5ª edição, teve a participação de 66 países e mais de 30.000 visitantes, sendo hoje reconhecido como um ponto de encontro de referência da actividade empresarial e do mundo dos negócios, a nível mundial. O Salão Internacional de Logística de Barcelona decorreu em simultâneo com as 25ª Jornadas do Centro Espanhol de Logística (CEL), as quais tiveram por lema a frase A Logística é Fundamental para o Negócio. Mais de 600 profissionais participaram nas diversas mesas redondas e painéis interactivos destas jornadas da CEL. O principal tema debatido foi a Logística Empresarial como Factor de Diferenciação e Competitividade. Projecto para ZAL portuária já tem reconhecimento internacional O Presidente da APS, Engº José Monteiro de Morais, foi orador neste certame, onde explicou o projecto de Desenvolvimento Logístico do Porto de Sines, enquadrado como parte duma ZAL mais vasta, composta por dois grandes pólos: um localizado na Área Portuária e outro na Zona Industrial de Sines/ Santiago do Cacém. A apresentação da ZAL de Sines foi a segunda feita no certame, logo a seguir aos “Puertos del Estado”. Sines ganhou o prémio para o Melhor Projecto de Logística Internacional, dois meses depois deste projecto de engenharia ter sido concluído e considerado viável pelas entidades portuguesas responsáveis. Uma área de 13 hectares Este projecto foi desenvolvido pela APS com o apoio da Gablogis, a entidade incumbida de estabelecer, a nível nacional, o conceito de Zonas de Actividades Logísticas, a localização destas zonas, qual a sua hierarquização e o tipo de intervenção que a Administração Pública deverá ter nas mesmas. O Pólo de Actividades Logísticas previsto para a infra-estrutura portuária de Sines envolve uma área de cerca de 13 hectares, na zona nascente do Porto, uma localização próxima do Terminal de Sines ganhou o prémio para o Melhor Projecto de Logística Internacional, dois meses depois deste projecto de engenharia ter sido concluído e considerado viável pelas entidades portuguesas responsáveis. ○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○ 3 ○○ Sines ganha prémio em Barcelona
  • 4. Contentores e do Terminal Multiusos, dois terminais cuja actividade tem uma relação directa com a oferta de serviços logísticos. O projecto de Desenvolvimento Logístico do Porto de Sines prevê que esta área da zona nascente do porto, com uma extensão equivalente a 13 campos de futebol, seja devidamente infra estruturada e equipada para actividades logísticas, tais como armazenagem, grupagem, preparação final dos produtos, etiquetagem, embalagem, distribuição, refrigeração, etc. Estes serviços de logística darão um notável contributo à actividade portuária e constituirão um apoio fundamental às empresas que venham instalar-se na região. Investimento de 8,3 milhões de euros O investimento estimado para as infra-estruturas logísticas da zona portuária ronda 8,3 milhões de euros. Foi já elaborado um estudo de viabilidade para o mesmo, o qual se revelou favorável, sobretudo levando em consideração que Sines deverá ter, futuramente, uma ZAL integrando dois pólos: um localizado na área portuária e outro na Zona Industrial de Sines/Santiago do Cacém. «Sines possui espaço disponível e projectos de engenharia concluídos, estando reunidas todas as condições para que se possa avançar com a infra-estruturação duma ZAL nesta área portuária», realçou o Presidente da APS na exposição que fez no Salão Internacional de Barcelona (SIL). Com a entrada em funcionamento do Terminal XXI, Sines será, progressivamente, um porto de concentração de tráfego de contentores. Este núcleo de concentração de tráfego tem, em si próprio, potencial suficiente para que os operadores logísticos se interessem pela área, não só para a distribuição desse tráfego como para a intervenção nas mercadorias que são transportadas por contentor. Trata-se de um enorme mercado potencial para todo o tipo de serviços habitualmente afectos às O Pólo de Actividades Logísticas previsto para a infra-estrutura portuária de Sines envolve uma área de cerca de 13 hectares, na zona nascente do Porto, uma localização próxima do Terminal de Contentores e do Terminal Multiusos, dois terminais cuja actividade tem uma relação directa com a oferta de serviços logísticos operações de logística, tais como agregação, desagregação, etiquetagem, etc. as quais são normalmente necessárias nos locais onde se verifica uma grande concentração de mercadorias. É importante referir que o movimento de mercadorias que Sines irá passar a ter, com a entrada em funcionamento do Terminal XXI, terá duas componentes distintas igualmente importantes para despoletar o interesse do sector logístico: a destinada à distribuição no hinterland do porto e a destinada ao transbordo para outros navios. Além da entrada em funcionamento do Terminal XXI, o movimento de mercadorias que se prevê para o Terminal Multiusos, através de um crescente aproveitamento da sua polivalência, constitui outra razão de peso para captar o interesse dos operadores logísticos para a ZAL de Sines. Durante a intervenção que fez em Barcelona, o Engº José Monteiro de Morais realçou, ainda, a importância do «segundo pólo logístico» de Sines, projectado para a zona gerida pela PGS, entidade responsável por toda a envolvente industrial e logística do Porto de Sines. Este pólo industrial da ZAL deverá ficar situado entre Sines e Santiago do Cacém. 4 ○○
  • 5. O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação, Carmona Rodrigues, visitou o Terminal de Contentores do Porto de Sines no dia 15 de Maio, assinalando com a sua presença a data a partir da qual passaram a estar reunidas as condições físicas e operacionais que permitem a entrada em exploração do Terminal XXI. Carmona Rodrigues sublinhou, na ocasião, a importância desta nova valência do Porto de Sines enquanto motor de desenvolvimento, para o Alentejo e para o País, realçando, igualmente, a modernidade da obra que, na sua primeira fase, implicou investimentos superiores a 100 milhões de Euros. «Penso que estão criadas todas as condições para este investimento «Penso que estão criadas todas as condições para este investimento ser, rapidamente, um factor de desenvolvimento económico nacional e da região» Carmona Rodrigues ser, rapidamente, um factor de desenvolvimento económico nacional e da região», disse o Ministro das Obras Públicas Transportes e Habitação. Carmona Rodrigues visitou o Terminal XXI acompanhado pelo Secretário de Estado das Obras Públicas, Jorge Costa. Os dois membros do Governo foram recebidos, ao início da manhã, pelo Presidente da Administração do Porto de Sines, José Monteiro de Morais, na sede da APS. Após uma reunião de trabalho, os dois responsáveis governamentais, acompanhados por José Monteiro de Morais e restantes membros do Conselho de Administração do Porto de Sines (Jorge Ruas da Silva e Abílio Marques Afonso), visitaram o Terminal XXI e as instalações da empresa concessionária, a PSA Sines. Numa breve intervenção, durante a visita às instalações da PSA Sines, o Ministro das Obras Públicas Transportes e Habitação realçou a modernidade da nova infra- estrutura referindo que, com esta nova valência, «Sines passa a ser o mais moderno porto do país». Um ponto de viragem no Porto de Sines A data a partir da qual passaram a estar reunidas as condições físicas e operacionais que permitem a entrada em exploração do Terminal XXI constitui um marco histórico na vida do Porto de Sines, uma das mais importantes infra-estruturas portuárias portuguesas que celebra, também este ano, 25 anos de existência. Terminal XXI está operacional 5 ○○ Com a presença do Ministro Carmona Rodrigues
  • 6. A operacionalidade do Terminal XXI marca um ponto de viragem na vida do Porto de Sines porque esta nova valência constitui uma peça chave para a evolução da vocação tradicional do porto, basicamente centrada no abastecimento energético, para uma nova realidade que passa pela diversificação das actividades portuárias e o desenvolvimento de novos negócios. Trata-se, assim, do primeiro grande passo para transformar Sines num grande porto «multi-funções», apto a transformar-se num porto de referência à escala da Península Ibérica e da Europa. O Porto de Sines é, presentemente, a grande porta de entrada para o abastecimento energético do País: cerca de 75% dos recursos energéticos primários de Portugal são movimentados em Sines. Mas, até agora, não tinha condições para se assumir como um porto de referência no que toca ao movimento de outro tipo de mercadorias. Breve historial do Terminal XXI O projecto do Terminal XXI começou a ser equacionado em meados da década de 90, tendo em consideração que Sines reunia potencialidades únicas para o desenvolvimento de um grande Terminal de Contentores, resultantes, por um lado, da sua privilegiada localização geográfica (cruzamento das principais rotas, a nível mundial) associada às condições naturais do porto, particularmente adequadas à recepção de navios das novas gerações. Tendo presentes estas condições, e seguindo as orientações do Livro Branco para o Sector Marítimo- Portuário, a Administração do Porto de Sines (APS), começou então a equacionar um projecto que visava, não só o tráfego «Hinterland» (de origem/destino final das mercadorias), como também o «Transhipment» (tráfego de transbordo de contentores). Mas este projecto implicava elevados investimentos que só poderiam ser conduzidos por grandes linhas de navegação, ou por um grande operador internacional. Contactaram- se inicialmente cerca de 25 potenciais promotores, entre eles a PSA Corporation Limited. Em Dezembro de 1997, o operador de Singapura manifestou formalmente o interesse em conhecer o projecto com maior profundidade. As negociações culminaram em 24 de Junho de 1999, com a assinatura de um Acordo de Princípios, a que se seguiu, no dia 28 de Setembro do mesmo ano, a assinatura do Contrato de Concessão. O Contrato de Concessão, assinado em 1999, estabelece que a PSA Sines, Terminais de Contentores, SA, maioritariamente detida pela PSA Corporation Limited, implementará as infra-estruturas, super-estruturas e equipamentos do Terminal de Contentores em quatro grandes fases, sendo o seu desenvolvimento realizado através do sistema BOT (Build, Operate and Transfer). A primeira fase desse acordo está agora concluída. A nova realidade do Porto de Sines passa pela diversificação das actividades portuárias e o desenvolvimento de novos negócios Com a operacionalidade do Terminal XXI e a sua exploração directa pela empresa detentora da concessão, a PSA Sines - Terminais de Contentores, empresa que, por sua vez, é controlada por um dos maiores operadores de contentores do mundo, Sines tem condições para se tornar num grande porto «multi-funções» da Península Ibérica e da Europa. Presentemente, o tráfego médio anual do Porto de Sines é de cerca de 800 navios, tendo que 87,5% deste tráfego (o equivalente a 700 navios) é feito nos terminais petroleiro e petroquímico. O Porto de Sines movimenta, em média, 20 milhões de toneladas por ano que são, na sua quase totalidade, produtos energéticos. O petróleo bruto absorve 45% do movimento portuário, os refinados do petróleo 33%, o carvão 17%, o GPL 2%, os produtos petroquímicos 2% e a carga geral 1%. O pescado desembarcado na lota é de cerca de 8 000 toneladas por ano. Sines tem condições para se tornar num grande porto «multi-funções» da Península Ibérica e da Europa ○○○○○○○○○○○○○○○○○○○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Quotas do movimento portuário Petróleo bruto 45% Refinados do petróleo 33% Carvão 17% GPL 2% Produtos petroquímicos 2% Carga geral 1% 6 ○○
  • 7. Os investimentos realizados, em conjunto pela APS e pela empresa concessionária do terminal XXI, nesta primeira fase do projecto, ultrapassaram os 100 milhões de euros, sendo 55% da responsabilidade da APS e 45% da responsabilidade da PSA Corporation. As infra-estruturas e equipamentos necessários ao arranque do funcionamento do Terminal XXI representam mais de 35% do valor total do projecto de investimentos acordado entre as duas entidades, o qual está estimado em 228 milhões de euros e será desenvolvido em quatro fases: 1A; 1B; 2A e 2B. Terminal XXI Os investimentos da 1ª fase do projecto○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Fase 1 Fase 2 Estruturas e Equipamentos Fase 1A Fase 1B Fase 2A Fase 2B Fases 1 + Cais (metros) 381 550 750 940 940 Terrapleno (ha) 13,5 23,5 30,0 36,4 36,4 Gruas de cais 2 5 7 9/10 9/10 Quebra-mar (m) 1 100 1 100 1 350 - 1 350 Capacidade (TEUs) 250 000 600 000 900 000 1 320 000 1 320 000 Emprego 150 350 500 800 800 Início de exploração 2003 2006/7 2010 2015 - Em 15 de Maio de 2003, o Terminal XXI estava em condições operacionais para receber navios e movimentar contentores, com uma capacidade instalada de 250.000 TEU’s. Estavam concluídos todos os trabalhos referentes ao Cais de Acostagem, Terraplenos e Edifícios (Administrativo, Oficinas, Alfândega, Portaria e Edifício da Subestação). Estava igualmente concluída a 1ª fase do Quebra- Mar, um paredão protector com 1.100 metros de extensão, bem como as obras relativas aos acessos internos do porto ao Terminal XXI. As obras que criaram condições de operacionalidade para a circulação de mercadorias entre a Zona Leste do Porto e as redes nacionais rodoviárias e ferroviárias implicaram investimentos de 13,3 milhões de euros, dos quais 10,3 milhões foram da responsabilidade da APS e 3 milhões da responsabilidade da PSA. Na componente rodoviária, são de realçar as obras relativas à estrada de acesso ao Terminal de Contentores, com uma extensão de 1.280 metros, uma rotunda com 60 metros de raio, o restabelecimento de ligações às vias existentes (VR53, EN120-1, EN261-5), bem como a obra de arte realizada sobre o actual caminho-de-ferro. Na componente ferroviária, as principais obras realizadas incluem a linha-férrea de acesso ao Terminal de Contentores, com aproximadamente 1.130 metros, linhas-férreas de resguardo e topo de manobra, linha-férrea de inversão e topo, linhas- férreas do feixe de carga/descarga, muros de suporte de via, pára-choques e aparelhos de mudança de via. Ficaram igualmente concluídas a rede de drenagem de águas pluviais bem como as redes eléctricas para a iluminação da rotunda e dos feixes ferroviários de carga/descarga e de resguardo. 7 ○○
  • 8. Os portos de Sines, Lisboa e Leixões estão a liderar um projecto piloto na área dos Sistemas Informação para as Comunidades Portuárias. O novo sistema de transmissão electrónica de dados permitirá que o despacho alfandegário de mercadorias se faça em pouco mais de uma hora quando, pelos sistemas antigos, eram necessários cerca de 3 a 4 dias. O trânsito de mercadorias no Terminal XXI vai beneficiar, desde o seu início, das vantagens deste projecto piloto, cuja primeira fase deverá estar pronta para arrancar em Setembro. A adopção de uma plataforma tecnológica única em cada porto é a peça chave do desenvolvimento do novo sistema. Para que atinja toda a sua eficiência, esta plataforma deverá ser progressivamente alargada e adoptada pelos restantes intervenientes no negócio do transporte marítimo. Por isso, embora a primeira fase de desenvolvimento do projecto resulte da cooperação entre a Direcção-Geral das Alfândegas, Direcção-Geral de Informática e as três Administrações Portuárias, prevê-se já a integração de outras entidades presentes nos portos, nomeadamente capitanias, SEF, serviços de sanidade marítima, agentes de navegação, concessionários de terminais portuários e despachantes. Para o desenvolvimento deste projecto piloto, num tão curto espaço de tempo, foram determinantes as experiências anteriormente desenvolvidas pelas Administrações Portuárias de Lisboa (APL) e Leixões (APDL), em matéria de transmissão electrónica de dados com os vários intervenientes. As três Administrações Portuárias uniram-se para criar este modelo piloto por terem várias características comuns, nomeadamente o facto de movimentarem contentores, ou estarem prestes a fazê-lo, como é o caso de Sines, e por já possuírem plataformas de sistemas de informação tecnologicamente avançadas. Desta cooperação resultou a antecipação de importantes etapas neste projecto crucial para a modernização do sector dos transportes marítimos nacional. Esta experiência piloto vai permitir, ainda, uma economia de custos para cada um dos parceiros, um produto final melhor, pois terá a contribuição de experiências diversificadas e, ainda, a minimização dos investimentos dos agentes económicos privados, pelo facto de poderem “dialogar” do mesmo modo com qualquer uma das autoridades portuárias. Paralelamente, a cooperação conseguida entre as três administrações portuárias, constitui, só por si, um forte impulso no caminho da harmonização de procedimentos entre os portos envolvidos. Os resultados obtidos com este projecto serão, numa fase posterior, estendidos aos outros portos. Sines, Lisboa e Leixões lideram projecto piloto O despacho de mercadorias em porto, exige, hoje, cerca de 50 documentos 8 ○○ Alfândegas mais rápidas
  • 9. Delegações de dois sindicatos portugueses do sector portuário nacional tiveram a oportunidade de visitar, em Abril, o Porto de Antuérpia, um grande porto de referência na Europa e no Mundo. A razão da visita, feita a convite da APS e da PSA Sines, foi mostrar uma das «operações modelo» que o Grupo de Singapura detém na Europa e no Mundo. O Porto de Antuérpia movimentou, no ano passado, 4,8 milhões de TEU’s. Mais de 80 por cento deste movimento foi da responsabilidade da operação da PSA Antuérpia. O grau de eficiência e rentabilidade da operadora, no movimento de contentores, é o segredo da quota de mercado atingida: a PSA Antuérpia movimenta, no mínimo, 35 contentores por minuto. No Porto de Antuérpia, a área ocupada pelo parque de contentores controlado pelo Grupo PSA é de 350 hectares. Sindicatos do Sector Portuário português visitam «operação modelo» da PSA em Antuérpia Além de 28 pórticos especificamente destinados à movimentação de contentores, a PSA de Antuérpia opera, ainda, em mais 8 pórticos polivalentes que abrangem terminais de Ro Ro, Carga Geral, Fruta e um Centro Logístico. Esta realidade pôde de ser constatada, in loco, por uma delegação do SINTAJP - Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações e Juntas Portuárias, que se fez representar por Luís Castela e Rui Pereira, e pela delegação de Sines do SETTCMCSP - Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal, representada por Paulo Rogélio e Álvaro Correia. O Presidente da APS, Engº José Monteiro de Morais, o Director Geral da PSA Sines, Tan Sek Yong e o Director Geral da PSA Antuérpia, acompanharam a visita dos representantes dos sindicatos portugueses ao Porto de Antuérpia que teve lugar em Abril. Antuérpia: uma operação modelo O Grupo PSA de Singapura adquiriu a maioria do capital da operadora belga Hesse-Noord Nattie (HNN) em Março de 2002, controlando, actualmente, 100% do capital da empresa que opera, igualmente, no porto de Zeebrugge. Para os padrões internacionais da PSA, a operação de Antuérpia é considerada um modelo, um centro de excelência da actividade portuária, sendo essa a razão apontada para a ausência, até agora, do impacto da reestruturação porque o Grupo de Singapura tem passado, a nível mundial, nomeadamente no que toca à necessidade de redução do número de trabalhadores. A PSA Antuérpia movimenta, no mínimo, 35 contentores por minuto 9 ○○ PSA em Antuérpia
  • 10. obriga a pagar penalizações», realçou, durante a visita, Jean- Jacques Moyson, Director de Marketing da HNN. A internacionalização da PSA, a partir de Singapura, onde opera o segundo maior porto de mundo (depois de Hong Kong) passa por mais 13 portos situados em oito países. Além de Singapura, o Grupo PSA possui cinco operações na China, uma na Índia, uma no Japão, uma na Coreia, uma no Brunei, duas em Itália, duas na Bélgica e uma em Portugal. A operadora portuária belga da PSA manteve os 4.500 trabalhadores Com efeito, a PSA de Antuérpia manteve os cerca de 4.500 trabalhadores que existiam na Hesse-Noord Natie (HNN), a operadora portuária belga adquirida, há pouco mais de um ano, pelo Grupo de Singapura. Além disso, a maioria dos gestores de topo da empresa continuam a ser quadros belgas. Esta situação de manutenção dos postos de trabalho existentes numa operação portuária pode considerar-se de excepção, no contexto da actual recessão económica internacional. Mas tal excepção é explicável à luz dos indicadores de rentabilidade e crescimento que a empresa de Antuérpia tem conseguido atingir. No entanto, há zonas do Globo, como por exemplo a Ásia, em que a PSA está a reduzir postos de trabalho, em resposta à crise internacional, a qual se reflecte em alguns dos indicadores do Grupo desde 2001. Em Antuérpia, não houve necessidade de proceder a este tipo de reestruturação porque os indicadores de exploração da HNN são considerados positivos pela PSA, nomeadamente no que toca à divisão de contentores. Com efeito, a HNN, agora detida a 100% pelo Grupo PSA, conseguiu apresentar um crescimento de 13 por cento no movimento de No Terminal XXI, em Sines, os objectivos de rentabilidade da produção que têm sido considerados pela PSA, para a fase de arranque do projecto, são a movimentação de 20 contentores por hora em cada pórtico. A PSA Sines já contratou 45 trabalhadores e deverá aumentar este número até aos 150 previstos para os objectivos de 1ª fase da operação, ou seja, até meados de 2004. contentores, durante o primeiro trimestre deste ano, quando o movimento geral do Porto de Antuérpia cresceu, apenas, 1,2 por cento. O dinamismo e a rentabilidade da empresa traduzem-se em resultados simples e significativos: a HNN detém, actualmente, mais de 80% do movimento total de contentores do Porto de Antuérpia. «A HNN movimenta, no mínimo, 75 contentores por hora em cada pórtico, valor abaixo do qual se Os contratos a realizar e a resposta da mão-de-obra entretanto formada ditarão o valor dos objectivos de rentabilidade para o Terminal XXI. Cada um dos dois pórticos existentes no Terminal XXI possui uma capacidade para 18 filas de contentores, ocupando, no seu conjunto, uma área de 13,5 hectares. ○○○○○○○○○ DE ANTUÉRPIA ATÉ SINES 10 ○○
  • 11. Implementação do Programa Neptuno A implementação do Programa Neptuno começou em Abril deste ano. Desde aí, passaram a fazer-se duas reuniões mensais entre o núcleo coordenador e os diversos chefes de projecto. Tem sido elevado o grau de motivação e empenho das pessoas envolvidas neste núcleo de arranque das mudanças que se avizinham. Apesar da multiplicidade dos projectos e da grande ambição subjacente aos objectivos, as equipas estão coesas, abertas à mudança e aos desafios, apostadas em cumprir os prazos propostos para que se atinja um resultado global conforme o que foi planeado. Todos os chefes de projecto têm a noção das suas responsabilidades perante este desafio de importância vital para o futuro de Sines, da Região do Alentejo e da Economia Nacional. Um estado de espírito fundamental para a motivação dos restantes elementos das equipas. Pretende-se que a implementação do Plano Estratégico comece a dar frutos até ao final de 2004. Para isso foram identificados mais de 40 projectos específicos que vão desde reestruturações internas e/ou reengenharia de processos, até situações de alteração profunda na dinâmica actual, como por exemplo, a concessão do Terminal Petroleiro. A metodologia adoptada estabelece um planeamento específico para cada projecto e uma pessoa responsável pelo seu desenvolvimento. Compete a essa pessoa providenciar todos os meios para assegurar o cumprimento dos objectivos. O Porto de Sines tem em curso mais de 40 projectos específicos no âmbito da implementação do Programa Neptuno – Plano Estratégico do Porto de Sines. Já foram nomeados 30 chefes de projecto e um núcleo coordenador composto por cinco pessoas. Desde Abril que se fazem sentir os «tempos de mudança». 11 ○○ Tempos de mudança na APS
  • 12. A formação técnica do Corpo de Segurança do Porto de Sines é uma das grandes preocupações e prioridades da APS, em complemento da adopção de adequadas medidas de prevenção de riscos de incêndio. Com efeito, no caso de Sines, a prevenção não basta. O facto de ser um porto onde se movimentam grandes quantidades de produtos energéticos obriga a esforços redobrados. Dar uma qualificação especial ao Corpo de Segurança do Porto, para que os seus elementos estejam preparados para intervir em situações de emergência, é uma tarefa prioritária. Com este objectivo, teve início em Junho um conjunto de acções de formação ministradas pela Escola Nacional de Bombeiros (ENB). A primeira acção envolveu 10 elementos do pessoal adstrito à Brigada de Terra e foi composta por aulas de formação teórica e prática, num total de 28 horas de formação. A acção decorreu entre os dias 23 e 26 de Junho, tendo a parte de formação teórica decorrido na nova sala destinada a formação de segurança construída no Parque de Empreiteiros da área alargada do Terminal Petroleiro. A parte prática decorreu no Campo de Treinos da APS. Este curso teve a coordenação técnica e pedagógica do Cmte. Matos Guerra, responsável pelo Núcleo de Formação Extra- -Bombeiros da ENB. Dois formadores especialistas em «Incêndio, Salvamento e Resgate», Marco Martins e Pedro Cunha, completaram a equipa da ENB que esteve em Sines a ministrar este curso. A APS já calendarizou mais duas acções de formação idênticas, de modo a abranger todo o pessoal adstrito à Brigada de Terra. A parte teórica da acção teve por principais módulos: Fenomenologia do Fogo; Agentes Extintores; Extintores; Rede de Incêndio Armada; Aparelhos de Respiração Autónoma; Técnicas de Busca e Salvamento; Sistemas Automáticos de Detecção de Incêndios; Sistemas Automáticos de Extinção de Incêndios; Sinalização e Iluminação de Segurança; Técnicas de Combate a Incêndios Urbanos e Industriais. A parte prática envolveu acções de treino com: Extintores Portáteis e Transportáveis; Linhas de Água; Aparelhos de Respiração Autónoma; Busca e Salvamento; Combate a Incêndios Industriais. A Escola Nacional de Bombeiros A ENB é reconhecida como «autoridade pedagógica na formação técnica de bombeiros» desde Novembro de 2000. Ao longo dos últimos três anos tem desenvolvido uma vasta actividade como entidade responsável pela formação humana, profissional e cultural dos bombeiros e demais agentes de protecção e socorro, assim como na formação cívica no domínio da auto-protecção dos cidadãos. Tem igualmente desenvolvido protocolos de colaboração com diversas instituições, sendo uma entidade acreditada por vários organismos, no âmbito dos quais se destaca: INOFOR – Instituto para a Inovação na Formação, IMP – Instituto Marítimo Portuária, ANEFA – Agência Nacional de Educação e Formação de Adultos, ICET – International Centre for Emergency Techniques, EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, S.A., INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica, Direcção-Geral das Florestas, ISN – Instituto de Socorros a Náufragos. Escola Nacional de Bombeiros faz acção de formação em Sines 12 ○○ Segurança
  • 13. O Presidente da República, Jorge Sampaio, está confiante nos três grandes projectos estruturantes do desenvolvimento do Alentejo - Alqueva, Porto de Sines e Aeroporto de Beja – e defende que a Administração Central deve dar atenção a estas “alavancas de desenvolvimento” da região. Após a sua visita à Ovibeja, nos dias 21 e 22 de Março, o Presidente da República manifestou confiança nos três grandes projectos estruturantes do desenvolvimento do Alentejo: Alqueva, Porto de Sines e Aeroporto de Beja. Na ocasião, Jorge Sampaio frisou, igualmente, a necessidade de se dar atenção a estas “alavancas de desenvolvimento” e garantiu que persegue o objectivo de “manter vivo o interesse de todos pelo desenvolvimento do país”. Alqueva Porto de Sines Aeroporto de Beja Jorge Sampaio confia nos projectos do Alentejo Durante o primeiro dia da sua visita à Ovibeja, o Presidente da República teve uma reunião, de cerca de 3 horas, com os responsáveis dos projectos considerados estruturantes para o desenvolvimento do Alentejo: Marques Ferreira, Presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva (EDIA), Monteiro de Morais, Presidente da Administração do Porto de Sines (APS) e Santos Nicolau, Presidente da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB). Neste encontro, o Presidente da APS teve oportunidade de apresentar a Jorge Sampaio o novo Plano Estratégico para o Porto de Sines e de explicar as novas tendências das concessões portuárias nacionais que passam pela consolidação do modelo da autoridade portuária como gestora de concessões. Nas declarações que fez à imprensa, no final do segundo dia de visita à Ovibeja, Jorge Sampaio salientou a utilidade do tipo de reuniões como a que tinha tido na véspera, para discutir a situação actual dos projectos do Alqueva, Porto de Sines e Aeroporto de Beja, afirmando-se entusiasmado com os resultados das explicações apresentadas pelos responsáveis por estes empreendimentos. Jorge Sampaio prometeu voltar, dentro de um ano, para saber como se encontram os projectos estruturantes do Alentejo. 13 ○○ Desenvolvimento do Alentejo
  • 14. Marina de Sines vai ser realidade 14 ○○ Marina de Sines Porto de Sines e Câmara Municipal assinam protocolo A Administração do Porto de Sines assinou um protocolo com a Câmara Municipal local com vista à intervenção na frente marítima entre o extremo nascente da Praia Vasco da Gama e o Limite Nascente do Cais de Construção. O acordo vai assim permitir o desenvolvimento da Cidade e da região. O protocolo foi assinado dia 23 de Julho entre José Monteiro de Morais, da APS, e Manuel Coelho Carvalho, presidente da Câmara de Sines, na Administração do Porto de Sines. Movidas por princípios de cooperação, as duas entidades obrigam-se a criar as condições adequadas e necessárias para que o Porto de Recreio e as zonas adjacentes ao mesmo venham a constituir um conjunto de equipamentos potenciadores da diversificação da oferta turística de qualidade e de lazer em Sines. Tanto o Porto de Recreio, actualmente existente, como toda a frente marítima em que se insere, serão convertidos em locais de recreio e lazer e num espaço turístico de excelência. O acordo assinado permitirá a construção de equipamentos de apoio em terra e assegura que a sua gestão seja efectuada por entidades vocacionadas para a captação de utentes e prestação de serviços de qualidade a preços concorrenciais. Gestão da marina entregue a concessionários Para viabilizar os investimentos a efectuar, as duas entidades defendem a construção de equipamentos – logísticos, comerciais de restauração e hoteleiros e de lazer – fórmula encontrada para proporcionar condições financeiras ao projecto. A gestão do Porto de Recreio, e dos equipamentos com este directamente relacionados, será, assim, atribuída em contrato de concessão, implicando o concessionário na concepção e construção das obras e equipamentos de apoio à futura Marina de Sines. Para tal, na área envolvente ao Porto de Recreio e Praia de Sines, será atribuído, com base na legislação em vigor, o direito de uso privativo de terrenos de domínio público afectos à APS, SA, ou à Câmara Municipal, com vista, nomeadamente, à construção de equipamentos de diversificação da oferta turística. Turismo e respeito ambiental Tanto o Porto de Sines como a Câmara Municipal irão enquadrar, nesta zona, equipamentos de carácter cultural e científico, como por exemplo, as infra-estruturas a afectar à Universidade de Évora e ao Centro de Recuperação de Animais Marinhos. O projecto será desenvolvido de acordo com as necessidades evidenciadas no Plano de Desenvolvimento Turístico do Alentejo e dos projectos ligados à investigação e conservação da natureza e da biodiversidade. O Porto de Sines e a Câmara Municipal vão iniciar os estudos de ordenamento urbanístico da zona – nomeadamente em plano de pormenor – bem como os subsequentes projectos para a execução de obras e infra-estruturas. Para assessorar técnica e metodologicamente este processo, o projecto será entregue ao CESUR – Centro de Sistemas Urbanos e Regionais do Instituto Superior Técnico de Lisboa – que, para o efeito, elaborará o programa do concurso e acompanhará todo o desenrolar do processo.
  • 15. Embaixada Americana O Adido Comercial da Embaixada dos EUA, Mr. Robert Shipley, visitou o Porto de Sines, dia 13 de Março, para avaliar possíveis parcerias comerciais. ANTRAM Elementos da direcção da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) estiveram em Sines, dia 8 de Abril, para conhecer o Terminal XXI. Câmara de Santiago do Cacém O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença, esteve na APS, dia 6 de Maio, para conhecer o ponto de situação dos projectos em curso no Porto de Sines. Associação Internacional de Navegação Dois membros da delegação portuguesa da Associação Internacional Permanente dos Congressos de Navegação (PIANC), Marques Rita e Sanches do Vale, estiveram em Sines dia 8 de Abril. Ofereceram à APS uma imagem gráfica das Jornadas da sua associação realizadas em Sines, há dois anos. 15 ○○ O Porto de Sines recebeu ○○○○○○○ Iate Dream O maior barco de recreio que passou até hoje pelo Porto de Sines é, sem dúvida, um «Iate de Sonho». Os 11 elementos da tripulação vieram dos quatro cantos do Mundo: Europa, América do Norte, África do Sul e Austrália. O barco foi construído na Holanda, é propriedade duma empresa das Ilhas Bermuda e tem bandeira das Ilhas Caimão. Esteve três dias em Sines: 27, 28 e 29 de Maio.
  • 16. 16 ○○ Alunos do Curso de Formação Profissional de Higiene e Segurança no Trabalho visitaram o Porto de Sines dia 8 de Maio. Foi uma visita de estudo para ver como funciona o porto neste domínio. REFER O novo presidente da REFER, Dr. José Braancamp Sobral, visitou Sines dia 12 de Maio. Veio conhecer a infra-estrutura portuária. Porto de Vigo O Presidente da Autoridade Portuária de Vigo, Júlio Pedrosa, fez uma visita oficial ao Porto de Sines no dia 22 de Maio. Investidores japoneses Investidores japoneses, potencialmente interessados na futura ZAL, visitaram a APS e a PGS no dia 3 de Junho. Consulmar Os procedimentos de construção dos molhes de protecção do Porto de Sines foram objecto de uma visita de estudo da CONSULMAR. A visita, realizada no dia 16 de Julho, contou com a presença do Sr. Engº José Pedro Fernandes. Ministério da Agricultura da Malásia Uma comitiva presidida pelo Sr. Y.Bhg.Dato, responsável pelo Departamento de Irrigação e Drenagem do Ministério da Agricultura da Malásia visitou o Porto de Sines, dia 29 de Junho. Os representantes do Governo da Malásia prestaram particular atenção às potencialidades do Terminal XXI. O Porto de Sines recebeu ○○○○○○○
  • 17. 17 ○○ Embaixada Britânica No dia 25 de Julho, o Porto de Sines recebeu a visita da Embaixada Britânica que se fez representar pelo Sr. Paul Welsh e pela Sra. Ângela Magalhães, ambos responsáveis por serviços comerciais. Embaixada do Japão Representantes da Embaixada do Japão, API (Agência Portuguesa para o Investimento) e PGS, visitaram o Porto de Sines no dia 24 de Julho. Vieram analisar as potencialidades do Terminal XXI e da futura ZAL. O Porto de Sines esteve presente No 10º Congresso de Tráfego Marítimo e Gestão Portuária realizado em Tarragona (Espanha) de 24 a 29 de Março. Foi uma iniciativa dos Puertos del Estado em que o Porto de Sines esteve presente, potenciando novas parcerias com portos espanhóis. No 2º almoço da APS com jornalistas, no Clube dos Empresários. O Presidente da APS, Engº Monteiro de Morais, voltou a conversar informalmente com a imprensa, dia 11 de Abril, em Lisboa. Neste almoço estiveram presentes os jornalistas Alcídio Torres (Notícias de Sines), Armando Fialho (Revista da Marinha), David Espanca (Logística Hoje), Dora Assis (Logística Moderna), Jorge Alegria (País Económico), Luís Filipe Duarte (Revista Cargo), Raul Tavares (Jornal Sem Mais) e Sónia Diz (Diário de Notícias Transportes). No 5º Ciclo de Seminários Transportes & Negócios, realizado dia 24 de Abril, no Porto. Este ciclo foi subordinado ao tema «Transporte Marítimo». O Presidente da APS fez uma apresentação sobre «O futuro dos portos nacionais e o Terminal XXI». No 2º Encontro Ibero-Americano sobre Intercâmbio Tecnológico Portuário que teve lugar em Salvador da Baía, de 1 a 7 de Junho. O Presidente da APS, Engº Monteiro de Morais, foi orador e abordou o tema «Tendências nas Concessões Portuárias em Portugal». CEO do Grupo PSA Mr. Eddie Teh, CEO do Grupo PSA, acompanhado por Mr. Sek Yong (responsável pela PSA Sines), esteve em Sines dia 29 de Julho, para uma reunião com o Conselho de Administração da APS. Nesta reunião foi reafirmado, pelo Sr. Eddie Teh, o empenho da PSA no projecto de afirmação do Terminal XXI.
  • 18. 18 ○○ Seminário sobre «Europa - América do Sul - África, o Triângulo de Ouro da Logística», organizado pela revista Cargo. O seminário decorreu dia 19 de Maio, em Setúbal. Seminário do Conselho Português de Carregadores realizado dia 30 de Maio, no Centro de Congressos de Lisboa. «Segurança Marítima», «Impacto do Alargamento da UE no Sector dos Transportes» e «Liberalização do Acesso ao Mercado dos Serviços Portuários», foram alguns dos temas debatidos neste seminário. Edição do «Glossário Marítimo Comercial», um trabalho desenvolvido pela Secção de Transportes da Sociedade de Geografia de Lisboa que teve a colaboração da Comissão Técnica da Associação Portuguesa de Seguradores e da D.G. do Serviço de Tradução da Comissão Europeia. O Porto de Sines patrocinou A realização da Prova do Quadro das Competições da AIDA Internacional que decorreu nos dias 27, 28 e 29 de Junho. Tratou-se de um iniciativa da AIDA Portugal (Associação Internacional para o Desenvolvimento da Apneia) e da FPAS (Federação Portuguesa das Actividades Subaquáticas) Conferência sobre «Os líderes e modelos empresariais do séc. XXI», organizada pelo Diário de Notícias e o Diário Digital. A conferência decorreu dia 23 de Maio, em Lisboa, no Carlton Palace Hotel, tendo por orador principal o empresário Jack Welch. O Relatório e Contas da Administração do Porto de Sines SA, relativo ao ano 2002, e o Plano de Actividades da empresa para o triénio 2003/2005. As contas e o plano de actividades foram aprovados em Assembleia-Geral realizada a 3 de Julho. O Porto de Sines aprovou ○○○○○
  • 19. Porto de Sines é notícia LOGÍSTICA MODERNA Abril 2003 DIÁRIO DE NOTÍCIAS 26 Maio 2003 EXPRESSO 31 Maio 2003 DIÁRIO DE NOTÍCIAS 14 Abril 2003
  • 20. Porto de Sines Sobre o Mar, No meio do Mundo É este o canal de navegação de acesso ao nosso porto e aos seus terminais. As vizinhas zonas logística e industrial apresentam áreas únicas no País. À localização estratégica no Oceano Atlântico e à facilidade de acessos marítimos, acresce o espaço sem horizontes. Ao mar e à terra, une-os uma estrutura portuária moderna e bem apetrechada. ○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○