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Porto
Sinesde
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
REVISTA R E V I S T A D O P O R T O D E S I N E S Nº 35 TRIMESTRAL DEZEMBRO 2003
A linha-férrea de velocidade alta
para mercadorias vai permitir
a concretização do Plano
Estratégico
De Sines a Madrid
Influência Ibérica
Segurança
e ambiente
Segurança
e ambiente
Situações de emergência
estão acauteladas
CochinCochin
O “bom porto”
dos portugueses na Índia
Na véspera da
quadra natalícia
Na véspera da
quadra natalícia
Música Sacra anima Sines
O “bom porto”
dos portugueses na Índia
Música Sacra anima Sines
Situações de emergência
estão acauteladas
Ficha técnica
“Porto de Sines” nº 35
Directora
Ana Maria Viegas
Propriedade
Administração do Porto de Sines
Contribuinte nº 501 208 950
Sede: Apartado 16 - 7520-953 Sines
Tel.: 269 860 600 - Fax: 269 860 790
Editores
Avª João Crisóstomo, 30 - 4º
1050-127 Lisboa
Tel.: 21 351 19 91 - Fax: 21 315 57 19
E- mail: lpmcom@lpmcom.pt
LPMcomM a r k e t i n g I n s t i t u c i o n a l
3 Cimeira Ibérica
Sines em “alta velocidade”
7 IP8 em 2007
Sines, Beja, Espanha por estrada
8 Comércio marítimo entre Portugal
e o Brasil
10 Segurança e Ambiente
Manual de normas para situações
de emergência
11 Vasco da Gama
De Sines a Cochin
14 Portos do mundo
Cochin
16 Música Sacra nas vésperas de Natal
17 Notícias
20 Porto de Sines é notícia
Sumário
Sines em “alta velocidade”
Cimeira Ibérica
No final do encontro, o Primeiro-
-Ministro Durão Barroso afirmou que
o plano estratégico ferroviário «tem
uma lógica ibérica, mas também de
equilíbrio entre o norte e o sul do
país».
Essa terá sido igualmente a razão
porque foram determinadas quatro
entradas em Espanha, em lugar dos
modelos equacionados
anteriormente: Madrid com
bifurcação para Porto e Lisboa ou
Lisboa e Porto com uma ligação
própria à capital espanhola.
As quatro entradas de Portugal em
Espanha definidas na Rede
Ferroviária do Século XXI são Vigo,
Salamanca, Badajoz e Huelva.
Duas destas entradas - Salamanca
e Badajoz - serão contempladas
com linhas de «Velocidade Alta»
exclusivamente destinadas a
mercadorias, vindo beneficiar
directamente a actividade portuária
nacional: os portos de Aveiro e
Leixões, a Norte, e o Porto de
Sines, a Sul.
Trata-se de uma linha de
«velocidade alta», exclusivamente
destinada ao transporte de
mercadorias, em que os comboios
poderão circular a uma velocidade
situada entre os 220 e os 250 km
por hora e que vem dotar Sines do
meio de acesso que lhe faltava para
chegar àquele que é, sem dúvida, o
seu mais importante mercado
natural: o centro de Espanha.
A existência de uma linha-férrea de
alta velocidade para mercadorias, a
ligar Sines com Madrid, passando
por Puertollano, cidade situada
entre Madrid e Málaga, no distrito
de Ciudad Real, será assim um
passo determinante para a
concretização do Plano Estratégico
do Porto de Sines.
O acordo firmado entre Portugal e
Espanha para o mapa do traçado
ferroviário da Península Ibérica foi o
dossier mais importante negociado
pelos governos de Portugal e
Espanha durante a cimeira de
Novembro.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○
As decisões da última Cimeira
Ibérica, que reuniu na Figueira da
Foz, nos dias 7 e 8 de Novembro, os
primeiros-ministros de Portugal e
Espanha, Durão Barroso e José
Maria Aznar, vão beneficiar o Porto
de Sines. Ficou calendarizado, para
2007/8, o início da exploração de
uma linha de mercadorias que ligará
Sines a Madrid, passando por Elvas,
Badajoz e Puertollano.
3
○○
4
○○
Por sua vez, o Ministro da Obras
Públicas Transportes e
Comunicações, Carmona
Rodrigues, adiantou à imprensa,
após a cimeira, que as linhas de
«Alta Velocidade» e de «Velocidade
Alta» de conexão a Espanha estarão
em construção em 2006, de forma a
receberem verbas do Fundo de
Coesão.
Sines (e o transporte de
mercadorias) mereceu, neste plano,
a prioridade das prioridades. O
plano acordado entre os dois países
calendariza para 2007/8 o início da
exploração da linha de mercadorias
que ligará Sines a Madrid, passando
por Elvas, Badajoz e Puertollano. As
linhas de Alta Velocidade (para
passageiros ou mistas) só ficarão
operacionais mais tarde.
Apesar destas ligações para
mercadorias estarem definidas no
âmbito das ligações ferroviárias
ditas «convencionais», o certo é que
o trajecto entre Casa Branca e Évora
será concebido em bi-bitola,
preparado para a “velocidade alta”.
Em Évora, esta linha que cruzará o
Alentejo a mais de 220 Km por hora,
vai ficar ligada à linha de TGV
Lisboa/Madrid, passando por
Badajoz, a qual, no âmbito das
linhas mistas, foi igualmente
considerada como prioritária,
estando a sua conclusão prevista
para 2010.
Nas ligações definidas como TGV
(linhas de Alta Velocidade)
poderão circular comboios a cerca
de 300/350 Km/hora. Nas linhas de
Velocidade Alta, mas que não são
TGV, como será o caso da ligação
Sines/Madrid para mercadorias, os
comboios poderão circular a uma
velocidade situada entre os 220 e
os 250 km/hora. No entanto, tão ou
mais importante que a velocidade
a que os comboios poderão
circular, é o traçado da nova linha
ferroviária, propriamente dita.
Viabilização do Plano
Estratégico de Sines
O problema dos acessos
exteriores ao Porto de Sines tem
sido um dos factores apontados
como o maior obstáculo ao seu
desenvolvimento como porto de
As datas previstas
De acordo com o mapa dos
Serviços de Mercadorias
presentemente prestados pela
CP, uma mercadoria que saia
de Sines por linha-férrea, hoje,
tem que fazer o seguinte
percurso até chegar até à
fronteira de Elvas com
Badajoz:
1º Troço: (na direcção Oeste/
/Este): Sines, S. Bartolomeu
da Serra, Ermidas do Sado;
2º Troço: (na direcção Sul/
/Noroeste): Ermidas do Sado,
Vale do Guiso, Poceirão (perto
de Setúbal);
3º Troço: (na direcção Oeste/
/Este): Poceirão, Torre
Gadanha, Évora;
4º Troço: (na direcção
Nordeste): Évora, Portalegre;
5º Troço: (Na direcção
Sudeste): Portalegre, Elvas.
Só depois deste percurso
sinuoso é que a mercadoria
entra em Espanha, pela
fronteira de Badajoz.
Passageiros ou Mistos
• Porto / Vigo - 2009
• Lisboa / Madrid - 2010
• Porto / Aveiro / Salamanca
2015
• Elvas / Faro / Huelva - 2018
Mercadorias
• Aveiro / Salamanca / Irún
(fronteira francesa)
até 2008
• Sines / Badajoz / Madrid
até 2007/2008
O percurso actual
5
○○
referência à escala ibérica, bem como
para a viabilidade de novas áreas de
negócios. A existência de bons acessos
para mercadorias, nomeadamente ao
mercado espanhol, é assim uma peça
fulcral no desenvolvimento da
actividade do Terminal de Contentores
(Terminal XXI), sendo também
determinante na conquista do interesse
dos investidores para o projecto da ZAL
portuária (Zona de Actividades
Logísticas).
O Programa Neptuno (Plano Estratégico
do Porto de Sines) indica, como um dos
principais vectores de mudança, a
evolução do modelo passado,
basicamente centrado na vocação
energética, para um novo modelo
aberto à diversificação de actividades e
ao desenvolvimento de novos negócios,
para que esta infra-estrutura portuária
se consolide enquanto «activo
estratégico do desenvolvimento regional
e nacional».
No que toca à diversificação e
implementação de novos negócios, o
lançamento e desenvolvimento do
terminal de contentores – Terminal XXI –
e a criação de uma grande Zona de
Actividades Logísticas (ZAL) surgem
como as duas grandes apostas para
redireccionar o papel do porto e
transformá-lo num «activo estratégico
de desenvolvimento nacional».
Este caminho para a diversificação
deverá contudo ser feito sem prejuízo
da consolidação e aprofundamento da
vertente energética. Neste domínio,
assume particular importância a
abertura do Terminal de Gás Natural
Liquefeito (GNL), o qual irá reduzir a
dependência actual do Gás Natural
proveniente do Magreb através de
Espanha, por gasoduto.
No que toca à diversificação da
actividade do porto, é dada relevância
ao alargamento da actividade do
Terminal Multipurpose a outras cargas,
para além do carvão e, como não
poderia deixar de ser, ao
desenvolvimento da exploração do
Terminal XXI, em conjunto com uma
Zona dedicada a Actividades Logísticas.
Terminal e Comboios
para o Século XXI
Neste contexto, o Terminal de
Contentores reúne condições para se
tornar num grande motor do
desenvolvimento da actividade do Porto
de Sines e da própria Região, no que
REDE FERROVIÁRIA
PARA O SÉCULO XXI
Consta de um
documento
apresentado
pelo Ministério
das Obras Públicas,
Transportes
e Habitação, em 10
de Novembro de 2003.
No âmbito do documento apresentado no dia 10 de
Novembro último pelo Ministério das Obras Públicas
Transportes e Habitação, em Penafiel, realça-se a elevada
componente do financiamento europeu da Rede Ibérica,
a qual será feita da seguinte forma:
• 30 a 40% - Fundos de Coesão;
• 15 a 20% - FEDER;
• 15 a 30% - PPP (Parcerias Público Privadas);
• 15 a 20% - BEI (Banco Europeu de Investimento);
• 05 a 10% - TEN-T (Trans-European Network for Transport);
• 10 a 20% - Orçamento de Estado.
6
○○
toca à vertente dos novos
negócios. No que toca ao tráfego
de transbordo de contentores
(transhipment) a actividade poderá
desenvolver-se tendo por base as
infra-estruturas intra-portuárias já
existentes.
Mas o desafio com vista a
assegurar as condições
necessárias para uma boa
rentabilização do tráfego com
destino final, ou origem, no Porto
de Sines (transhipment) passa por
um acesso eficaz a mercados
mais vastos de consumo e
produção de mercadorias. Só
assim se poderá tirar o pleno
partido da extraordinária posição
geográfica de Sines, no que toca
às rotas marítimas internacionais:
cruzamento das rotas do Pacífico/
Médio Oriente/Europa com as
rotas do Atlântico.
A melhoria das acessibilidades
externas, através da anunciada
criação de uma linha de
mercadorias de velocidade alta
que liga Sines (e o Alentejo) a três
importantes regiões económicas
de Espanha - Extremadura,
Castela e La Mancha e Madrid - irá
alargar o mercado natural de
Sines a uma área de influência
ibérica, tendo em consideração
que Madrid é geograficamente
mais próxima de Sines do que da
maioria dos outros portos
espanhóis.
Neste contexto, as premissas da
nova Rede Ferroviária deverão:
• Contribuir para o re-ordenamento
do Território;
• Potenciar a procura existente
(reduzindo sustentadamente os
tempos de percurso);
• Combater a interioridade e as
assimetrias regionais;
• Complementar a rede ferroviária
como sistema;
• Flexibilizar e fasear os
investimentos (tendo em atenção
as necessidades e as reais
capacidades do País);
• Integrar a rede ferroviária
internacional.
As poupanças ambientais, o tempo
«porta a porta», a frequência, o
preço e a segurança são outras das
vantagens comparativas
demonstradas pela rede ferroviária
face a outras alternativas de
transporte terrestre, como é o caso
do rodoviário.
Rede Ferroviária
para o Século XXI
A Rede Ferroviária para o Século
XXI, apresentada pelo Ministério das
Obras Públicas Transportes e
Habitação, na sequência da Cimeira
Ibérica, tem por ponto de partida
várias constatações relativas ao
sistema ferroviário actualmente
existente, nomeadamente:
• A tendência para o seu
desaparecimento;
• Uma quota de mercado cada vez
menor;
• O (des)ajuste à redistribuição
populacional;
• O estar praticamente desligado da
rede europeia.
Como razões fundamentadoras da
criação de uma nova Rede
Ferroviária, aponta-se, ainda:
• Congestionamento dos acessos
rodoviários (aos grandes centros
urbanos e ao longo de extensões
significativas dos principais eixos
rodoviários);
• Competitividade no espaço ibérico
e europeu;
• Reequilíbrio dos modos de
transporte – maior
sustentabilidade;
• Razões ambientais e energéticas;
• Questões de segurança;
• Necessidade de garantir padrões
de mobilidade idênticos aos
existentes na União Europeia.
7
○○
7
○○
IP8 concluído em 2007
Sines, Beja, Espanha
por estrada
O Ministro das Obras Públicas Transportes e Habitação, Carmona
Rodrigues anunciou, dia 28 de Novembro, em Beja, que o IP8, a ligação
rodoviária entre Sines, Beja e a fronteira espanhola, estará concluído no
segundo semestre de 2007. Trata-se da segunda boa notícia dada pelo
Governo, durante o mês de Novembro, em matéria de acessibilidades
externas ao Porto de Sines.
Carmona Rodrigues falava durante a Conferência Regional sobre
Acessibilidades do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, uma iniciativa
promovida pela Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMDB) em
que participaram a generalidade dos responsáveis municipais e entidades
envolvidas nos projectos.
Porto de Sines, Aeroporto de Beja, Rede Rodoviária e Rede Ferroviária
foram os quatro grandes temas desta Conferência Regional. O encontro
contou com as presenças e intervenções dos presidentes das entidades
directamente envolvidas nos projectos: Presidente da APS, Monteiro de
Morais, Presidente da EDAB (Aeroporto de Beja), Santos Nicolau,
Presidente da REFER, Braamcamp Sobral e Presidente do Instituto da
Estradas de Portugal (IEP), Sousa Marques.
Durante esta conferência, o Presidente da APS, Monteiro de Morais, fez
uma intervenção sobre o Porto de Sines, num painel moderado pelo
Presidente da Câmara de Mértola, Jorge Pulido Valente.
Na sessão de abertura participaram o Ministro das Obras Públicas
Transportes e Habitação, Carmona Rodrigues e o Presidente da
Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMBD), José Maria Prazeres
Pós-de-Mina.
Participaram ainda nesta conferência, como moderadores dos debates,
José Carreira Marques (Presidente da Câmara de Beja), António Paiva
(presidente da Câmara do Alvito) e António Sebastião (Presidente da
Câmara de Almodôvar).
Em declarações à Revista do
Porto de Sines, Monteiro de
Morais congratulou-se pelas
duas grandes medidas, em
matéria de acessibilidades feitas
pelo Governo durante o mês de
Novembro, realçando a
importância das mesmas no que
toca ao reforço do interesse dos
investidores. Os projectos de
diversificação de actividade que
estão em curso em Sines são
«estruturantes para o
desenvolvimento económico e
social da Região do Alentejo».
«Esta ligação rodoviária,
associada à linha-férrea para
mercadorias entre Sines e
Madrid, cuja conclusão se prevê
para 2007/2008, são duas peças
fulcrais para a concretização do
Plano Estratégico do Porto de
Sines», realçou o Presidente da
APS, Monteiro de Morais.
8
○○
O Presidente da APS, Monteiro de Morais, está convicto
de que existem boas condições para que se
estabeleçam ligações comerciais entre o Porto de Sines
e agentes económicos brasileiros que actuem no
domínio do comércio externo, nomeadamente nos
sectores da logística, do transporte marítimo e da
operação portuária.
Durante uma conferência sobre infra-estruturas
europeias que decorreu dia 11 de Novembro, em São
Paulo (Brasil), no âmbito do certame «Portugal de
Relance», o Presidente da APS apresentou as vantagens
da infra-estrutura portuária actualmente existente em
Sines e defendeu o estreitamento das relações
institucionais entre as autoridades portuárias brasileiras
e o Porto de Sines.
«O Porto de Sines, com as suas actuais valências e com
os investimentos realizados e a realizar, é um porto
dotado de terminais especializados para todo o tipo de
tráfegos, que dadas as suas excepcionais condições de
acessibilidade marítima e a existência de vastos
espaços disponíveis para a instalação de actividades
industriais e logísticas, se afirma como um porto
importante na rede de transportes da União Europeia,
tendo ainda no domínio dos contentores um papel
importante a desempenhar no palco do tráfego
mundial», afirmou o Presidente da APS, realçando
Monteiro de Morais defende
aproximação do comércio
marítimo entre Portugal
e o Brasil
O encontro decorreu no âmbito do
certame «Portugal de Relance – A Viagem
- O Encontro Entre Dois Povos »,
promovido pela Cooperativa de
Actividades Artísticas «A Árvore», uma
entidade com 38 anos de existência.
O Projecto «Portugal de Relance» visa a
promoção de um conjunto de iniciativas
agrupadas em torno do tema, as quais
terão lugar sob a forma de exposição e
seminários em três cidades brasileiras, S.
Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba/Baia.
igualmente as particularidades da situação fisiográfica e
geoestratégica: um porto de águas profundas
localizado no ponto mais ocidental da Europa e no
cruzamento das principais rotas marítimas.
Assim, acrescentou, «estamos em boas condições para
estabelecer ligações comerciais com os agentes
económicos brasileiros, que actuam no domínio do
comércio externo, nomeadamente nos sectores da
logística, do transporte marítimo e da operação
portuária, bem como com as autoridades portuárias
brasileiras que considerem útil e conveniente o
estreitamento da ligação institucional com o Porto de
Sines».
Durante a sua apresentação, Monteiro de Morais
começou por realçar que «o domínio dos transportes
tem um papel fundamental na comunicação entre os
povos, desempenhando, neste contexto, o transporte
marítimo, um papel crucial», recordando, a este
propósito, o quanto ele foi determinante nas relações
entre Portugal e o Brasil.
«É natural vir-nos à memória a importância que o
transporte marítimo teve, permitindo a articulação entre
estes dois espaços, que desde a origem dos tempos
estiveram afastados por um mar difícil de praticar»,
disse, acrescentando: «é legítimo sentirmos, um forte
orgulho de terem sido os nossos navegadores que
alteraram esta condição, permitindo estabelecer a
comunicação entre estes dois continentes».
Mas, de acordo com Monteiro de Morais, os conceitos
sobre transporte estão em permanente mutação e hoje,
face à profunda transformação que ocorreu no mundo,
por razões que se sintetizam na palavra globalização, a
mobilidade de pessoas e mercadorias teve
recentemente, e prevê-se que venha a ter no futuro, um
crescimento explosivo.
Mas, mais do que o crescimento, «outros conceitos têm
hoje um significado específico importante no sector dos
transportes, em particular os da logística e da inter
modalidade, bem como o estabelecimento de redes
articuladas e infra estruturas localizadas em pontos de
particular importância geoestratégica», considerou.
Nesta perspectiva, realçou a existência de condições
muito favoráveis para a afirmação dos países de
expressão portuguesa, se conseguirem definir uma
estratégia comum, uma vez que «dispõem de uma
9
○○
Portos do MundoPortugal de relance
localização privilegiada no mundo, permitindo o
estabelecimento de redes de infra-estruturas com uma
grande importância para a mobilidade de pessoas e
mercadorias».
«A aproximação dos sistemas portuários português e
brasileiro, adquire uma grande importância e todos os
esforços devem ser feitos no sentido de desenvolver
esta aproximação», defendeu, apontando o facto de o
«sistema portuário brasileiro ser fundamental para
sustentar e dinamizar o comércio externo do país que
tem um potencial de expansão inesgotável».
Pelo seu lado, o sistema portuário português pode e
tem condições excepcionais para servir a entrada dos
produtos brasileiros na Europa, dispondo de um
conjunto de portos ao longo da costa, com funções
diversificadas, que possibilitam o desempenho desse
papel.
Naturalmente que as infra-estruturas são o suporte físico
que permite a existência de uma rede de comunicação.
Mas, obviamente, só os agentes económicos que nelas
operam possibilitam a criação das condições para que
as mesmas desempenhem a sua função.Realçando o
papel da Língua Portuguesa enquanto elo de
comunicação adicional, entre empresários portugueses
e brasileiros, Monteiro de Morais concluiu que, desta
forma, «estamos perante um quadro de condições
perfeitas que propiciam, na área do transporte marítimo
e do sector portuário, o enquadramento ideal para o
ENCONTRO ENTRE OS DOIS POVOS».
O futuro de Sines
O Presidente da APS explicou as
potencialidades que se apresentam
actualmente em Sines, na sequência do
seu plano estratégico de consolidação e
diversificação de actividades com a
construção do Terminal de Gás Natural
Liquefeito, que reforçará a sua posição
como porto energético estratégico bem
como do Terminal de Contentores (Terminal
XXI) que significará o início do negócio de
movimentação de contentores.
Descreveu pormenorizadamente as
valências de Sines, dando particular
destaque ao «porto comercial»: Terminal
Petroleiro (em fase de concessão),
Terminal Petroquímico (concessionado à
Borealis), Terminal Multipurpose
(concessionado à Portsines), Terminal de
Gás Natural Liquefeito (concessionado à
Transgás) e Terminal de Contentores
(concessionado à PSA).
O desenvolvimento da Zona de Actividades
Logísticas de Sines, cuja localização se
apresenta espacialmente como bipolar foi
outro dos aspectos que mereceu particular
atenção no âmbito da apresentação feita
pelo Presidente da APS que destacou,
ainda a vertente das actividades
tradicionais e lúdicas, marcadas pela
existência de um Porto de Pesca e um
Posto de Recreio.
O Plano foi apresentado pelo
responsável da Unidade de
Segurança e Ambiente, Cte. José
Brazuna Fontes, e tem por base a
existência de uma estrutura
composta por um Centro de
Operações de Emergência (COE) e
um Núcleo de Operações de
Emergência (NOE).
Na ocasião, o responsável pela
unidade apresentou as listas de
procedimentos tipo para acorrer a
diferentes situações. Foram elas as
listas de procedimentos de alerta
(LPA), procedimentos
complementares (LPC) e as listas de
procedimentos para acorrer a
incidentes de âmbito tecnológico
(LPT), de âmbito natural (LPN) e de
âmbito social (LPS).
Em situações de emergência, os
responsáveis pelos diferentes
núcleos orgânicos da Unidade de
Segurança e Ambiente, ou os seus
substitutos, ao serem alertados ou
tomarem conhecimento de uma
ocorrência, deverão:
• colocar em alerta a estrutura
operacional da respectiva unidade
orgânica, incluindo os prestadores
de serviços externos,
estabelecendo os canais de
comunicação que entenderem
adequados;
• contactar e/ou comparecer no
Centro Operacional de
Emergências (COE).
•Núcleo de Apoio
Operacional (NAO)
OPERAÇÕES MARÍTIMAS (OPM)
Sempre que seja previsível a
necessidade de afastamento (largar/
suspender) de navios, elabora o plano,
definindo os meios necessários e
promovendo a obtenção destes. Prevê
e identifica os recursos necessários,
assegurando a sua convocação
atempada. Dirige e acompanha a
execução do plano.
PILOTAGEM (PLT)
Elabora o plano com a unidade de
Operações Marítimas, definindo os
meios necessários.
Acompanha a execução do plano.
GESTÃO DE CONCESSÕES (GCO)
Assegura as ligações com as
concessionárias/licenciadas, a nível de
gestão, incluindo DEE e GIR (enquanto
unidades equiparadas a concessões).
Assegura a coordenação das unidades
DEE e GIR e a ligação das mesmas ao
COE (enquanto unidades internas de
apoio).
•Núcleo de Manutenção (NOM)
O NOM dispõe de três sub-núcleos
(manutenção, infraestruturas e
comunicações), que actuarão nas
respectivas áreas.
Planeia a intervenção.
Assegura a obtenção dos recursos.
Dirige e acompanha a evolução dos
trabalhos.
•Núcleo de Logística (NOL)
Fornece os materiais disponíveis em
armazém.
Disponibiliza o reforço dos meios de
transporte que se revelem necessários
para os restantes núcleos.
Apoia a nível logístico a estrutura
operacional, desenvolvendo as acções
necessárias – aquisição de bens e
serviços ou outras.
•Terminal Petroleiro (TP)
Promove a interrupção imediata das
operações em curso, o isolamento de
circuitos e providencia a activação de
uma estrutura de resposta, destacando
um elemento de ligação para junto do
Núcleo de Operações de Emergência.
•Gestão Integrada
de Resíduos (GIR)
Sempre que seja previsível a
necessidade de recepção de resíduos
provenientes das operações de
combate a derrames, providencia a
activação de uma estrutura de
resposta, destacando um elemento de
ligação para junto do Núcleo de
Operações de Emergência.
•Distribuição de Energia
Eléctrica (DEE)
Providencia a activação de uma
estrutura de resposta, destacando um
elemento de ligação para junto do
Núcleo de Operações de Emergência.
Manual de Normas para situações
de Emergência
10
○○
O Plano de
Emergência Interno
do Porto de Sines
foi apresentado,
no passado dia 13
de Novembro às
chefias de primeira
linha da APS e
respectivos
substitutos.
Segurança e Ambiente
11
○○
Vasco da Gama
Vasco da Gama nasceu em Sines,
em 1468. Era o segundo filho do
fidalgo Estêvão da Gama. O filho
primogénito era Paulo da Gama. A
vida trouxe-lhe a fama, glória e um
inesquecível lugar na História de
Portugal, por ter conseguido dobrar
o Cabo da Boa Esperança, ter
descoberto o Caminho Marítimo
para a Índia e ter entrado na barra
do Tejo com a primeira frota
portuguesa carregada de
especiarias.
Após a descoberta da Índia, o Rei
D. Manuel I doou-lhe a Vila de Sines
e o direito a usar o título de Dom.
Foi Almirante dos Mares da Arábia,
Pérsia e Índia e de todo o Oriente,
Conde da Vidigueira e Vice-Rei da
De Sines a Cochin
Índia. D. Vasco da Gama morreu na
Noite de Natal de 1524, em Cochin
(Sudoeste da Índia), num local que,
de acordo com várias fontes
bibliográficas, podemos considerar
como o principal porto de abrigo
dos portugueses na Região de
Malabar.
1498 é o ano de referência da
História dos Descobrimentos
Portugueses. Vasco da Gama
chega à Índia, mais concretamente
a Calecute, a 20 de Maio. Tinham
decorrido nove meses de viagem,
entre a partida de Lisboa e a
chegada à Índia. Nove meses de
viagem por «mares nunca dantes
navegados», conforme as palavras
do poeta Luís de Camões.
Chegar, por fim, à cobiçada Índia
das especiarias e mercadorias raras
é uma das facetas mais conhecidas
da nossa Epopeia Marítima e que faz
de Vasco da Gama o seu grande
protagonista.
Dotado de um enorme carisma,
valentia e capacidade de comando
e, segundo algumas narrativas, até
mesmo de alguma ferocidade e
impiedade, Vasco da Gama não teria
conseguido, porém, chegar a «Bom
Porto» sem os apoios e hábeis
diligências de muitos outros notáveis
da História de Portugal e da Índia,
que menos facilmente nos chegam à
memória.
De facto, na sua primeira expedição
triunfante à Índia, Vasco da Gama
chegou a um porto que nunca foi
amistoso para os portugueses. Em
Calecute, hoje Calicut, cidade
situada no Estado de Kerala
(Sudoeste Indiano), a Sul de Goa e a
Norte de Cochin, Vasco da Gama
enfrenta a hostilidade do Samorim
da cidade.
É recebido, mas não se entendem.
Vasco da Gama chega a ser
sequestrado no Palácio do Samorim
de Calecute. Terão sido três meses
inóspitos vividos nas terras do
Samorim que protegia os interesses
Cochin: o «Bom Porto»
dos portugueses na Índia
Cochin, hoje conhecida por «Rainha do Mar Arábico», foi, desde
24 de Dezembro de 1500, uma grande aliada dos portugueses
na Índia, muito antes de Goa, Damão ou Diu. No século XVI, foi o
local onde nasceu a primeira Feitoria e a primeira Fortaleza de
Portugal na Índia.
Esta cidade é hoje dada a conhecer, mundialmente, como uma
terra de natural hospitalidade, principal centro marítimo de Kerala
por inumeráveis séculos, onde as construções ao longo das
margens da água testemunham a antiga presença dos
portugueses.
De Sines a Cochin
12
○○
dos comerciantes árabes e
chineses ali instalados.
Segundo alguns relatos da época,
terá sido a generosidade e bom
senso de Paulo da Gama, o seu
irmão mais velho, que salvou o êxito
da expedição e a vida a «D. Vasco».
Os mercadores árabes e chineses
não queriam negócios com os
portugueses e exercem pressões
junto do Samorim. Dão-se capturas
e trocas de reféns de ambos os
lados.
Paulo da Gama, contrariando
ordens recebidas, terá conseguido
resgatar o irmão a troco de
especiarias, roupas, manilhas e
estanho. Algumas destas
mercadorias tinham sido
conseguidas nos portos e paragens
que antecederam a chegada à
Índia, na costa de Moçambique. Em
29 de Agosto a frota portuguesa
larga de Calecute, mas sem tratado
comercial.
Paulo da Gama, também natural de
Sines, morre na viagem de regresso
a Lisboa, na Ilha Terceira dos
Açores, vítima de doença. Vasco da
Gama envia o resto da frota para
Foi na Igreja de São
Francisco em Cochin que
Vasco da Gama foi
sepultado pela primeira
vez, na noite de Natal de
1524. O chão desta igreja
estava pavimentado com
pedras de sepulturas, as
quais foram removidas em
1887 e fixadas às paredes,
onde ainda estão. A Igreja
de São Francisco faz hoje
parte do património
histórico e museológico da
cidade de Cochin.
Lisboa para dar «as novas a El-rei
D. Manuel» e acompanha os
últimos momentos do irmão, na Ilha
Terceira.
Vasco da Gama só chega a Lisboa
em finais de Agosto de 1499. É
recebido triunfalmente. E, muito
embora ainda não trouxesse
especiarias e outras mercadorias
raras, estava vencido o primeiro
desafio: fora descoberto o Caminho
Marítimo para a Índia. Sabia-se
agora que o comércio entre
Ocidente e Oriente, através dos
mares, era possível.
À chegada são-lhe atribuídas várias
benesses reais, entre elas a
doação da Vila de Sines e o direito
a usar o título de Dom. A ligação de
Vasco da Gama a Sines pode ser
ainda hoje testemunhada na
Ermida de Nossa Senhora das
Salvas, que mandou construir, e no
local onde existia a casa onde
nasceu, na Rua Vasco da Gama.
A primeira Feitoria
portuguesa na Índia
Quem comandava a frota que
chegou a Cochin na véspera de
Natal de 1500, era Pedro Alvares
Cabral, o descobridor do Brasil. Na
altura, o Rajá de Cochin autorizou a
instalação de uma Feitoria
portuguesa. Pedro Alvares Cabral
regressa a Lisboa, mas ficam no
Sul da Índia 30 portugueses e
quatro padres Franciscanos.
Em 1502 chega a Cochin uma nova
expedição portuguesa sob o
comando de Vasco da Gama. A
amizade com o Rajá da Cidade é
renovada. Quando Vasco da Gama
regressa a Portugal, já existiam
alianças políticas e comerciais na
Índia. A 10 de Novembro de 1503, a
frota de Vasco da Gama entra na
barra do Tejo. Desta vez, trazia a
bordo uma carga avultada de
especiarias. É o início do sucesso
comercial do «Empreendimento de
Portugal no Oriente». O pequeno
reino lusitano começa a deslumbrar
a Europa com os troféus das
Descobertas. No espaço de uma
década, D. Manuel conquista a
simpatia da Santa Sé.
Terceira e última viagem
de Vasco da Gama
A 9 de Abril de 1524, a pedido de
D. João III (filho de D. Manuel) e na
qualidade de Vice-rei da Índia,
Vasco da Gama inicia uma terceira
viagem ao Oriente. Em Portugal,
corriam intrigas sobre alegados
comportamentos menos próprios
dos fidalgos lusitanos que viviam no
Sul da Índia. Vasco da Gama terá
sido incumbido de pôr fim a
alegados «desmandos e abusos».
Com 56 anos, uma idade muito
avançada para a época, D. Vasco
já estaria, porém «cansado e
velho». Governa apenas três
meses. Morre na Noite de Natal de
1524, em Cochin, onde é
sepultado. Só mais tarde o seu
corpo seria transladado para o
Reino. Séculos depois, os seus
restos mortais são sepultados no
Mosteiro dos Jerónimos, ao lado
dos de Luís de Camões, o poeta
que mais glorificou a Epopeia
Marítima Portuguesa.
FONTES:
HISTÓRIA DE PORTUGAL, EDIÇÃO MONUMENTAL
DA PORTUCALENSES EDITORA
SINESDIGITAL
GEOCITIES.COM
WWW.SIVANANDA.ORG.BR/TURISMO/KERALA.PHP
13
○○
Portugal deslumbra a Santa Sé
“Não podemos esquecer a célebre embaixada que
D. Manuel enviou ao Papa, em 1514; dos presentes faziam
parte um elefante da Índia, um cavalo persa e uma onça de
caça, que assombraram Roma. Dois anos depois, enviava o
rei ao Pontífice um rinoceronte, «cousa tam nova e nestas
partes nunca vista e case nom achada nos livros»”.
IN: HISTÓRIA DE PORTUGAL,
EDIÇÃO MONUMENTAL DA PORTUCALENSES EDITORA
14
○○
Porto de Cochin
Cochin é um porto com uma situação geográfica
privilegiada para o desenvolvimento do comércio
marítimo entre as rotas orientais e ocidentais,
apresentando ainda como vantagens o facto de
possuir boas ligações terrestres (terminal
ferroviário) e um bom aeroporto. A autoridade
portuária, com o apoio do governo da Índia,
prepara-se para lançar aqui um ambicioso
projecto de modernização que contempla
investimentos estimados em 93 milhões de rupias,
um valor superior a 17,5 milhões de euros (cerca
de 3,5 milhões de contos).
No âmbito do programa de modernização da infra-
-estrutura portuária que o Cochin Port Trust
pretende implementar, através de participações do
sector privado ou «joint-ventures», destacam-se:
• Estabelecimento de um Terminal Internacional
de Transbordo de Contentores;
• Construção de um Terminal de GNL e LPG
(Petróleo e Gás Natural);
• Construção de um Terminal Internacional de
Carvão.
Presentemente, em termos comparativos,
poderemos dizer que os movimentos do Porto de
Cochin são muito inferiores aos dos grandes
portos do mundo, podendo equiparar-se, em
ordens de grandeza, ao verificado em portos
portugueses como Lisboa e Leixões.
Trata-se um porto multi-usos com uma
administração autónoma designada por Cochin
Port Trust. Está localizado na Ilha de Willingdon, no
Sudoeste da Índia. A entrada no porto faz-se
através do estreito de Cochin junto ao topo de
península onde se situam duas localidades ainda
marcadas pela presença dos portugueses no
século XVI: Vypeen e Forte de Cochim.
Redes de pesca chinesas
15
○○
Portos do Mundo
A infra-estrutura portuária é rentável e está
preparada para movimentar vários tipos de carga,
com terminais para contentores, granéis sólidos e
líquidos, entre outros. As formalidades relativas ao
movimento de mercadorias e despacho
alfandegário beneficiam de um moderno sistema
informático.
Em 2002, o movimento do porto foi superior a 12
milhões de toneladas. O movimento de contentores
esteve próximo dos 152 mil TEU’s. As receitas da
actividade portuária, em moeda local foram 187,06
Crores. Na Índia 1 Crore equivale a 10 milhões de
Rupias, o que, em termos de moeda europeia,
equivale a cerca de 189 mil euros (37.800 contos).
As receitas do Porto de Cochin terão, assim,
ultrapassado os 35,3 milhões de euros (mais de 7
milhões de contos) em 2002.
Portos do Mundo
Os habitantes de Sines e de
Santiago do Cacém têm, este ano,
o privilégio de poder ouvir Música
Sacra no fim-de-semana que
precede as celebrações de Natal.
Sábado, dia 20 de Dezembro, na
Igreja Matriz de Sines, o grupo
vocal Olisipo interpreta o tema «O
Natal Renascentista na Península
Ibérica: Manuel Cardoso, Morago
e Rimonte». Domingo, 21 de
Dezembro, na igreja Matriz de
Santiago do Cacém, o grupo
Ensemble Alpha fará uma
apresentação da «Música de Dois
Mundos: Oriente e Ocidente». Os
dois concertos têm entrada livre.
Organizados pela Associação Arte
das Musas em parceria com o
Departamento do Património
Histórico e Artístico da Diocese de
Beja, estes dois concertos
integram-se no «Terras Sem
Sombra – 1º Festival de Música
Sacra do Baixo Alentejo»,
encerrando dois meses de uma
iniciativa inédita, financiada pelo
Ministério da Cultura e Instituto
músicos profissionais, sendo a
temática desta primeira edição A
Voz na Música Antiga. O Festival,
que decorre entre 8 de Novembro
e 21 de Dezembro, é itinerante,
apresentando um concerto em 8
municípios do Baixo Alentejo.
Durante a conferência de abertura
deste Festival, que teve lugar no
dia 8 de Novembro, na Pousada
Histórica de São Francisco, em
Beja, o Prof. Doutor Rui Vieira Nery
(Universidade de Évora) elogiou a
iniciativa. Vieira Nery salientou o
papel do evento no incentivo à
formação de novos públicos,
através de uma proposta
descentralizada em territórios e
espaços do país carenciados de
propostas culturais de âmbito
nacional, fomentando,
simultaneamente, o contacto com
os espaços patrimoniais, de modo
a potenciar um novo modo de
fruição e uma nova motivação
cultural na preservação e
valorização do património histórico
e artístico nacional.
Música Sacra
nas vésperas de Natal
Quero saudar
convictamente todos os
responsáveis artísticos,
músicos participantes,
promotores institucionais
e patrocinadores desta
iniciativa, e fazer votos de
que ela se venha a
enraizar e constituir um
pilar regular da vida
cultural do Baixo Alentejo.
E quero desejar a todos
os que vierem a assistir a
estes concertos uma
experiência memorável de
participação no ritual
mágico de renovação da
Vida que é sempre o
momento da criação
musical.
RUI VIEIRA NERY
EXCERTO DO PREFÁCIO
DO PROGRAMA DO 1º FESTIVAL
DE MÚSICA SACRA DO BAIXO
ALENTEJO
Música Sacra
das artes e co-financiada pelo
POC (Programa do Fundo Europeu
de Desenvolvimento Regional).
A Administração do Porto de Sines
teve a honra de se associar,
através de uma acção de
mecenato, a esta 1ª edição do
festival «Terras Sombra»,
contribuindo, assim, para que
muitas pessoas que vivem longe
das cidades que têm uma maior
oferta de programas culturais,
pudessem usufruir e tomar
contacto com a Música Erudita.
Esta iniciativa recebeu o amplo
apoio das Câmaras Municipais da
Região (Almodôvar, Beja, Cuba,
Moura, Odemira, Santiago do
Cacém, Sines e Vidigueira), dos
governos civis de Beja e Setúbal,
da Região de Turismo da Planície
Dourada e ainda de empresas
como a Goldberg Ediciones e EDIA
Empresa de Desenvolvimento e
Infra-estruturas do Alqueva.
Este Festival trouxe à Região um
conjunto de 8 concertos de música
erudita nacional, interpretados por
16
○○
Apoiado na sua especial vocação e
inegável interesse pela área das
novas tecnologias, cedo
perspectivou, desenvolveu e
sistematizou aplicações
informáticas, até então inexistentes,
que permitiram que, gradualmente,
os serviços internos e o
atendimento público decorressem
com maior celeridade e eficiência.
Esta iniciativa, posteriormente
adoptada pelas diferentes
capitanias do Departamento
Marítimo do Centro, assumiu
particular relevância, para além dos
seus inegáveis méritos próprios, por
ter sido, numa segunda fase, e na
sequência de ensinamentos
entretanto recolhidos, a génese de
uma aplicação informática
integrada e tecnologicamente mais
avançada, desenvolvida e
actualmente já disponível no
Departamento Marítimo do Centro.
Apesar da relevância que a sua
intervenção assumiu no âmbito da
organização e da modernização,
não pode ser ignorada a acção do
comandante Amado de Matos
noutras áreas de intervenção,
nomeadamente na representação e
Louvor ao Cte.
Amado de Matos
relacionamento externos, na
componente operacional e na
evidente melhoria das condições de
trabalho e bem-estar do pessoal.
Será quase redundante referir, face
ao desempenho evidenciado e às
qualidades pessoais
demonstradas, o respeito, a
admiração e a estima que o
comandante Amado de Matos
granjeou junto de todos aqueles
que com ele privaram.
É pois, com muito gosto e inteira
justiça que, ao abrigo da
competência que me confere o
artigo 21º do Regulamento da
Disciplina Militar, louvo o 816173
CFR, Carlos Alberto São José
Amado de Matos, pelas suas
qualidades profissionais de carácter
e pelo excelente nível de
desempenho obtido durante os três
anos em que exerceu os
importantes cargos de Capitão do
Porto de Sines e, por inerência, de
Comandante Local de Sines da
Polícia Marítima, contribuindo,
assim, fortemente, para a eficiência
e o prestígio destes órgãos e, por
consequência, da Autoridade
Marítima Nacional e da Marinha».
«Durante estes três anos, o
comandante Amado de Matos
evidenciou um conjunto de
qualidades profissionais, humanas
e de carácter dignas do maior
realce, com especial relevo para o
seu profundo sentido do dever,
elevado espírito de cooperação,
conduta irrepreensível, invulgar
capacidade de iniciativa e
comprovada eficácia
demonstrados na análise,
tratamento e resoluções das
questões, mais ou menos
complexas ou sensíveis, rotineiras
ou emergentes, decorrentes do
exercício daqueles dois cargos.
Desde o início da sua comissão, o
comandante Amado de Matos
perspectivou a necessidade de
promover a alteração de métodos
e hábitos de trabalho
ultrapassados e dotar a Capitania
do Porto de Sines e o Comando
Local da Polícia Marítima com os
instrumentos indispensáveis ao
seu funcionamento, numa
perspectiva de modernidade que,
inegavelmente, não possuíam, mas
que os tempos actuais não
dispensam.
Carlos Alberto São José Amado de Matos exerceu,
durante os últimos três anos, os importantes e
muito sensíveis cargos de Capitão do Porto de Sines
e, por inerência, de Comandante Local de Sines da
Polícia Marítima. Por vontade própria, passou à
situação de reserva. No dia 18 de Novembro, o
Chefe do Departamento Marítimo do Centro,
Capitão de mar-e-guerra Duarte José de Castro
Centerno, concedeu-lhe o Louvor que seguidamente
se transcreve.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○
○○○○○
17
○○
18
○○
○○○○○
Uma delegação do Grupo
Parlamentar do Partido Comunista
Português (PCP), chefiada pelo
deputado Carlos Carvalhas. Esta
delegação deslocou-se a Sines dia 11
de Novembro e veio inteirar-se do
andamento dos importantes projectos
em curso no porto. Reuniu com a
Administração da APS e fez uma visita
ao Terminal XXI.
O Porto de Sines recebeu
Uma comitiva empresarial chefiada
pela Embaixada da República da Coreia,
no dia 26 de Novembro. O objectivo desta visita
foi dar a conhecer as potencialidades do Porto
de Sines - Terminal de Contentores, Terminal de GNL
e futura Zona de Actividades Logísticas.
A Comitiva integrava:
• SE Embaixador Kyong Bo Choi.
• Primeira Secretária da Embaixada, Drª Dong
Wong Park.
• Sr. Jae Hyun Park - LG Electronics Co.
• Sr. Kee Ho Lee - Samsung Electronics Co.
• Sr. Rae Jin Lee - Halla Climate Control Co.
• Henrique Baratas - Halla Climate Control Co.
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
A nova administração da CP, que
reuniu com o Conselho de
Administração da APS no decorrer de
uma visita que efectuou ao Porto de
Sines no passado dia 21 de Novembro.
O Cte. Jorge de Matos
e Sá é o novo Capitão
do Porto de Sines,
em substituição
do Cte. Amado
de Matos. A cerimónia
de posse teve lugar
dia 21 de Novembro
no Salão Nobre
da Capitania
do Porto de Sines.
Novo Capitão do Porto
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Porto de Sines é notícia
CARGO
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DIÁRIO ECONÓMICO
7 de Novembro 2003
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1 de Novembro 2003
COMÉRCIO DO PORTO
23 de Novembro 2003
JORNAL DE NEGÓCIOS
2 de Dezembro 2003
Porto de Sines
Sobre o Mar,
No meio do Mundo
É este o canal de navegação de acesso ao nosso
porto e aos seus terminais. As vizinhas zonas
logística e industrial apresentam áreas únicas no
País. À localização estratégica no Oceano Atlântico
e à facilidade de acessos marítimos, acresce o
espaço sem horizontes. Ao mar e à terra, une-os
uma estrutura portuária moderna e bem
apetrechada.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○

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Revista APS N.º 35 – Dezembro 2003

  • 1. Porto Sinesde ○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○ REVISTA R E V I S T A D O P O R T O D E S I N E S Nº 35 TRIMESTRAL DEZEMBRO 2003 A linha-férrea de velocidade alta para mercadorias vai permitir a concretização do Plano Estratégico De Sines a Madrid Influência Ibérica Segurança e ambiente Segurança e ambiente Situações de emergência estão acauteladas CochinCochin O “bom porto” dos portugueses na Índia Na véspera da quadra natalícia Na véspera da quadra natalícia Música Sacra anima Sines O “bom porto” dos portugueses na Índia Música Sacra anima Sines Situações de emergência estão acauteladas
  • 2. Ficha técnica “Porto de Sines” nº 35 Directora Ana Maria Viegas Propriedade Administração do Porto de Sines Contribuinte nº 501 208 950 Sede: Apartado 16 - 7520-953 Sines Tel.: 269 860 600 - Fax: 269 860 790 Editores Avª João Crisóstomo, 30 - 4º 1050-127 Lisboa Tel.: 21 351 19 91 - Fax: 21 315 57 19 E- mail: lpmcom@lpmcom.pt LPMcomM a r k e t i n g I n s t i t u c i o n a l 3 Cimeira Ibérica Sines em “alta velocidade” 7 IP8 em 2007 Sines, Beja, Espanha por estrada 8 Comércio marítimo entre Portugal e o Brasil 10 Segurança e Ambiente Manual de normas para situações de emergência 11 Vasco da Gama De Sines a Cochin 14 Portos do mundo Cochin 16 Música Sacra nas vésperas de Natal 17 Notícias 20 Porto de Sines é notícia Sumário
  • 3. Sines em “alta velocidade” Cimeira Ibérica No final do encontro, o Primeiro- -Ministro Durão Barroso afirmou que o plano estratégico ferroviário «tem uma lógica ibérica, mas também de equilíbrio entre o norte e o sul do país». Essa terá sido igualmente a razão porque foram determinadas quatro entradas em Espanha, em lugar dos modelos equacionados anteriormente: Madrid com bifurcação para Porto e Lisboa ou Lisboa e Porto com uma ligação própria à capital espanhola. As quatro entradas de Portugal em Espanha definidas na Rede Ferroviária do Século XXI são Vigo, Salamanca, Badajoz e Huelva. Duas destas entradas - Salamanca e Badajoz - serão contempladas com linhas de «Velocidade Alta» exclusivamente destinadas a mercadorias, vindo beneficiar directamente a actividade portuária nacional: os portos de Aveiro e Leixões, a Norte, e o Porto de Sines, a Sul. Trata-se de uma linha de «velocidade alta», exclusivamente destinada ao transporte de mercadorias, em que os comboios poderão circular a uma velocidade situada entre os 220 e os 250 km por hora e que vem dotar Sines do meio de acesso que lhe faltava para chegar àquele que é, sem dúvida, o seu mais importante mercado natural: o centro de Espanha. A existência de uma linha-férrea de alta velocidade para mercadorias, a ligar Sines com Madrid, passando por Puertollano, cidade situada entre Madrid e Málaga, no distrito de Ciudad Real, será assim um passo determinante para a concretização do Plano Estratégico do Porto de Sines. O acordo firmado entre Portugal e Espanha para o mapa do traçado ferroviário da Península Ibérica foi o dossier mais importante negociado pelos governos de Portugal e Espanha durante a cimeira de Novembro. ○○○○○○○○○○○○○○○○○○ As decisões da última Cimeira Ibérica, que reuniu na Figueira da Foz, nos dias 7 e 8 de Novembro, os primeiros-ministros de Portugal e Espanha, Durão Barroso e José Maria Aznar, vão beneficiar o Porto de Sines. Ficou calendarizado, para 2007/8, o início da exploração de uma linha de mercadorias que ligará Sines a Madrid, passando por Elvas, Badajoz e Puertollano. 3 ○○
  • 4. 4 ○○ Por sua vez, o Ministro da Obras Públicas Transportes e Comunicações, Carmona Rodrigues, adiantou à imprensa, após a cimeira, que as linhas de «Alta Velocidade» e de «Velocidade Alta» de conexão a Espanha estarão em construção em 2006, de forma a receberem verbas do Fundo de Coesão. Sines (e o transporte de mercadorias) mereceu, neste plano, a prioridade das prioridades. O plano acordado entre os dois países calendariza para 2007/8 o início da exploração da linha de mercadorias que ligará Sines a Madrid, passando por Elvas, Badajoz e Puertollano. As linhas de Alta Velocidade (para passageiros ou mistas) só ficarão operacionais mais tarde. Apesar destas ligações para mercadorias estarem definidas no âmbito das ligações ferroviárias ditas «convencionais», o certo é que o trajecto entre Casa Branca e Évora será concebido em bi-bitola, preparado para a “velocidade alta”. Em Évora, esta linha que cruzará o Alentejo a mais de 220 Km por hora, vai ficar ligada à linha de TGV Lisboa/Madrid, passando por Badajoz, a qual, no âmbito das linhas mistas, foi igualmente considerada como prioritária, estando a sua conclusão prevista para 2010. Nas ligações definidas como TGV (linhas de Alta Velocidade) poderão circular comboios a cerca de 300/350 Km/hora. Nas linhas de Velocidade Alta, mas que não são TGV, como será o caso da ligação Sines/Madrid para mercadorias, os comboios poderão circular a uma velocidade situada entre os 220 e os 250 km/hora. No entanto, tão ou mais importante que a velocidade a que os comboios poderão circular, é o traçado da nova linha ferroviária, propriamente dita. Viabilização do Plano Estratégico de Sines O problema dos acessos exteriores ao Porto de Sines tem sido um dos factores apontados como o maior obstáculo ao seu desenvolvimento como porto de As datas previstas De acordo com o mapa dos Serviços de Mercadorias presentemente prestados pela CP, uma mercadoria que saia de Sines por linha-férrea, hoje, tem que fazer o seguinte percurso até chegar até à fronteira de Elvas com Badajoz: 1º Troço: (na direcção Oeste/ /Este): Sines, S. Bartolomeu da Serra, Ermidas do Sado; 2º Troço: (na direcção Sul/ /Noroeste): Ermidas do Sado, Vale do Guiso, Poceirão (perto de Setúbal); 3º Troço: (na direcção Oeste/ /Este): Poceirão, Torre Gadanha, Évora; 4º Troço: (na direcção Nordeste): Évora, Portalegre; 5º Troço: (Na direcção Sudeste): Portalegre, Elvas. Só depois deste percurso sinuoso é que a mercadoria entra em Espanha, pela fronteira de Badajoz. Passageiros ou Mistos • Porto / Vigo - 2009 • Lisboa / Madrid - 2010 • Porto / Aveiro / Salamanca 2015 • Elvas / Faro / Huelva - 2018 Mercadorias • Aveiro / Salamanca / Irún (fronteira francesa) até 2008 • Sines / Badajoz / Madrid até 2007/2008 O percurso actual
  • 5. 5 ○○ referência à escala ibérica, bem como para a viabilidade de novas áreas de negócios. A existência de bons acessos para mercadorias, nomeadamente ao mercado espanhol, é assim uma peça fulcral no desenvolvimento da actividade do Terminal de Contentores (Terminal XXI), sendo também determinante na conquista do interesse dos investidores para o projecto da ZAL portuária (Zona de Actividades Logísticas). O Programa Neptuno (Plano Estratégico do Porto de Sines) indica, como um dos principais vectores de mudança, a evolução do modelo passado, basicamente centrado na vocação energética, para um novo modelo aberto à diversificação de actividades e ao desenvolvimento de novos negócios, para que esta infra-estrutura portuária se consolide enquanto «activo estratégico do desenvolvimento regional e nacional». No que toca à diversificação e implementação de novos negócios, o lançamento e desenvolvimento do terminal de contentores – Terminal XXI – e a criação de uma grande Zona de Actividades Logísticas (ZAL) surgem como as duas grandes apostas para redireccionar o papel do porto e transformá-lo num «activo estratégico de desenvolvimento nacional». Este caminho para a diversificação deverá contudo ser feito sem prejuízo da consolidação e aprofundamento da vertente energética. Neste domínio, assume particular importância a abertura do Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL), o qual irá reduzir a dependência actual do Gás Natural proveniente do Magreb através de Espanha, por gasoduto. No que toca à diversificação da actividade do porto, é dada relevância ao alargamento da actividade do Terminal Multipurpose a outras cargas, para além do carvão e, como não poderia deixar de ser, ao desenvolvimento da exploração do Terminal XXI, em conjunto com uma Zona dedicada a Actividades Logísticas. Terminal e Comboios para o Século XXI Neste contexto, o Terminal de Contentores reúne condições para se tornar num grande motor do desenvolvimento da actividade do Porto de Sines e da própria Região, no que REDE FERROVIÁRIA PARA O SÉCULO XXI Consta de um documento apresentado pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Habitação, em 10 de Novembro de 2003.
  • 6. No âmbito do documento apresentado no dia 10 de Novembro último pelo Ministério das Obras Públicas Transportes e Habitação, em Penafiel, realça-se a elevada componente do financiamento europeu da Rede Ibérica, a qual será feita da seguinte forma: • 30 a 40% - Fundos de Coesão; • 15 a 20% - FEDER; • 15 a 30% - PPP (Parcerias Público Privadas); • 15 a 20% - BEI (Banco Europeu de Investimento); • 05 a 10% - TEN-T (Trans-European Network for Transport); • 10 a 20% - Orçamento de Estado. 6 ○○ toca à vertente dos novos negócios. No que toca ao tráfego de transbordo de contentores (transhipment) a actividade poderá desenvolver-se tendo por base as infra-estruturas intra-portuárias já existentes. Mas o desafio com vista a assegurar as condições necessárias para uma boa rentabilização do tráfego com destino final, ou origem, no Porto de Sines (transhipment) passa por um acesso eficaz a mercados mais vastos de consumo e produção de mercadorias. Só assim se poderá tirar o pleno partido da extraordinária posição geográfica de Sines, no que toca às rotas marítimas internacionais: cruzamento das rotas do Pacífico/ Médio Oriente/Europa com as rotas do Atlântico. A melhoria das acessibilidades externas, através da anunciada criação de uma linha de mercadorias de velocidade alta que liga Sines (e o Alentejo) a três importantes regiões económicas de Espanha - Extremadura, Castela e La Mancha e Madrid - irá alargar o mercado natural de Sines a uma área de influência ibérica, tendo em consideração que Madrid é geograficamente mais próxima de Sines do que da maioria dos outros portos espanhóis. Neste contexto, as premissas da nova Rede Ferroviária deverão: • Contribuir para o re-ordenamento do Território; • Potenciar a procura existente (reduzindo sustentadamente os tempos de percurso); • Combater a interioridade e as assimetrias regionais; • Complementar a rede ferroviária como sistema; • Flexibilizar e fasear os investimentos (tendo em atenção as necessidades e as reais capacidades do País); • Integrar a rede ferroviária internacional. As poupanças ambientais, o tempo «porta a porta», a frequência, o preço e a segurança são outras das vantagens comparativas demonstradas pela rede ferroviária face a outras alternativas de transporte terrestre, como é o caso do rodoviário. Rede Ferroviária para o Século XXI A Rede Ferroviária para o Século XXI, apresentada pelo Ministério das Obras Públicas Transportes e Habitação, na sequência da Cimeira Ibérica, tem por ponto de partida várias constatações relativas ao sistema ferroviário actualmente existente, nomeadamente: • A tendência para o seu desaparecimento; • Uma quota de mercado cada vez menor; • O (des)ajuste à redistribuição populacional; • O estar praticamente desligado da rede europeia. Como razões fundamentadoras da criação de uma nova Rede Ferroviária, aponta-se, ainda: • Congestionamento dos acessos rodoviários (aos grandes centros urbanos e ao longo de extensões significativas dos principais eixos rodoviários); • Competitividade no espaço ibérico e europeu; • Reequilíbrio dos modos de transporte – maior sustentabilidade; • Razões ambientais e energéticas; • Questões de segurança; • Necessidade de garantir padrões de mobilidade idênticos aos existentes na União Europeia.
  • 7. 7 ○○ 7 ○○ IP8 concluído em 2007 Sines, Beja, Espanha por estrada O Ministro das Obras Públicas Transportes e Habitação, Carmona Rodrigues anunciou, dia 28 de Novembro, em Beja, que o IP8, a ligação rodoviária entre Sines, Beja e a fronteira espanhola, estará concluído no segundo semestre de 2007. Trata-se da segunda boa notícia dada pelo Governo, durante o mês de Novembro, em matéria de acessibilidades externas ao Porto de Sines. Carmona Rodrigues falava durante a Conferência Regional sobre Acessibilidades do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, uma iniciativa promovida pela Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMDB) em que participaram a generalidade dos responsáveis municipais e entidades envolvidas nos projectos. Porto de Sines, Aeroporto de Beja, Rede Rodoviária e Rede Ferroviária foram os quatro grandes temas desta Conferência Regional. O encontro contou com as presenças e intervenções dos presidentes das entidades directamente envolvidas nos projectos: Presidente da APS, Monteiro de Morais, Presidente da EDAB (Aeroporto de Beja), Santos Nicolau, Presidente da REFER, Braamcamp Sobral e Presidente do Instituto da Estradas de Portugal (IEP), Sousa Marques. Durante esta conferência, o Presidente da APS, Monteiro de Morais, fez uma intervenção sobre o Porto de Sines, num painel moderado pelo Presidente da Câmara de Mértola, Jorge Pulido Valente. Na sessão de abertura participaram o Ministro das Obras Públicas Transportes e Habitação, Carmona Rodrigues e o Presidente da Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMBD), José Maria Prazeres Pós-de-Mina. Participaram ainda nesta conferência, como moderadores dos debates, José Carreira Marques (Presidente da Câmara de Beja), António Paiva (presidente da Câmara do Alvito) e António Sebastião (Presidente da Câmara de Almodôvar). Em declarações à Revista do Porto de Sines, Monteiro de Morais congratulou-se pelas duas grandes medidas, em matéria de acessibilidades feitas pelo Governo durante o mês de Novembro, realçando a importância das mesmas no que toca ao reforço do interesse dos investidores. Os projectos de diversificação de actividade que estão em curso em Sines são «estruturantes para o desenvolvimento económico e social da Região do Alentejo». «Esta ligação rodoviária, associada à linha-férrea para mercadorias entre Sines e Madrid, cuja conclusão se prevê para 2007/2008, são duas peças fulcrais para a concretização do Plano Estratégico do Porto de Sines», realçou o Presidente da APS, Monteiro de Morais.
  • 8. 8 ○○ O Presidente da APS, Monteiro de Morais, está convicto de que existem boas condições para que se estabeleçam ligações comerciais entre o Porto de Sines e agentes económicos brasileiros que actuem no domínio do comércio externo, nomeadamente nos sectores da logística, do transporte marítimo e da operação portuária. Durante uma conferência sobre infra-estruturas europeias que decorreu dia 11 de Novembro, em São Paulo (Brasil), no âmbito do certame «Portugal de Relance», o Presidente da APS apresentou as vantagens da infra-estrutura portuária actualmente existente em Sines e defendeu o estreitamento das relações institucionais entre as autoridades portuárias brasileiras e o Porto de Sines. «O Porto de Sines, com as suas actuais valências e com os investimentos realizados e a realizar, é um porto dotado de terminais especializados para todo o tipo de tráfegos, que dadas as suas excepcionais condições de acessibilidade marítima e a existência de vastos espaços disponíveis para a instalação de actividades industriais e logísticas, se afirma como um porto importante na rede de transportes da União Europeia, tendo ainda no domínio dos contentores um papel importante a desempenhar no palco do tráfego mundial», afirmou o Presidente da APS, realçando Monteiro de Morais defende aproximação do comércio marítimo entre Portugal e o Brasil O encontro decorreu no âmbito do certame «Portugal de Relance – A Viagem - O Encontro Entre Dois Povos », promovido pela Cooperativa de Actividades Artísticas «A Árvore», uma entidade com 38 anos de existência. O Projecto «Portugal de Relance» visa a promoção de um conjunto de iniciativas agrupadas em torno do tema, as quais terão lugar sob a forma de exposição e seminários em três cidades brasileiras, S. Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba/Baia. igualmente as particularidades da situação fisiográfica e geoestratégica: um porto de águas profundas localizado no ponto mais ocidental da Europa e no cruzamento das principais rotas marítimas. Assim, acrescentou, «estamos em boas condições para estabelecer ligações comerciais com os agentes económicos brasileiros, que actuam no domínio do comércio externo, nomeadamente nos sectores da logística, do transporte marítimo e da operação portuária, bem como com as autoridades portuárias brasileiras que considerem útil e conveniente o estreitamento da ligação institucional com o Porto de Sines». Durante a sua apresentação, Monteiro de Morais começou por realçar que «o domínio dos transportes tem um papel fundamental na comunicação entre os povos, desempenhando, neste contexto, o transporte marítimo, um papel crucial», recordando, a este propósito, o quanto ele foi determinante nas relações entre Portugal e o Brasil. «É natural vir-nos à memória a importância que o transporte marítimo teve, permitindo a articulação entre estes dois espaços, que desde a origem dos tempos estiveram afastados por um mar difícil de praticar», disse, acrescentando: «é legítimo sentirmos, um forte orgulho de terem sido os nossos navegadores que alteraram esta condição, permitindo estabelecer a comunicação entre estes dois continentes». Mas, de acordo com Monteiro de Morais, os conceitos sobre transporte estão em permanente mutação e hoje, face à profunda transformação que ocorreu no mundo, por razões que se sintetizam na palavra globalização, a mobilidade de pessoas e mercadorias teve recentemente, e prevê-se que venha a ter no futuro, um crescimento explosivo. Mas, mais do que o crescimento, «outros conceitos têm hoje um significado específico importante no sector dos transportes, em particular os da logística e da inter modalidade, bem como o estabelecimento de redes articuladas e infra estruturas localizadas em pontos de particular importância geoestratégica», considerou. Nesta perspectiva, realçou a existência de condições muito favoráveis para a afirmação dos países de expressão portuguesa, se conseguirem definir uma estratégia comum, uma vez que «dispõem de uma
  • 9. 9 ○○ Portos do MundoPortugal de relance localização privilegiada no mundo, permitindo o estabelecimento de redes de infra-estruturas com uma grande importância para a mobilidade de pessoas e mercadorias». «A aproximação dos sistemas portuários português e brasileiro, adquire uma grande importância e todos os esforços devem ser feitos no sentido de desenvolver esta aproximação», defendeu, apontando o facto de o «sistema portuário brasileiro ser fundamental para sustentar e dinamizar o comércio externo do país que tem um potencial de expansão inesgotável». Pelo seu lado, o sistema portuário português pode e tem condições excepcionais para servir a entrada dos produtos brasileiros na Europa, dispondo de um conjunto de portos ao longo da costa, com funções diversificadas, que possibilitam o desempenho desse papel. Naturalmente que as infra-estruturas são o suporte físico que permite a existência de uma rede de comunicação. Mas, obviamente, só os agentes económicos que nelas operam possibilitam a criação das condições para que as mesmas desempenhem a sua função.Realçando o papel da Língua Portuguesa enquanto elo de comunicação adicional, entre empresários portugueses e brasileiros, Monteiro de Morais concluiu que, desta forma, «estamos perante um quadro de condições perfeitas que propiciam, na área do transporte marítimo e do sector portuário, o enquadramento ideal para o ENCONTRO ENTRE OS DOIS POVOS». O futuro de Sines O Presidente da APS explicou as potencialidades que se apresentam actualmente em Sines, na sequência do seu plano estratégico de consolidação e diversificação de actividades com a construção do Terminal de Gás Natural Liquefeito, que reforçará a sua posição como porto energético estratégico bem como do Terminal de Contentores (Terminal XXI) que significará o início do negócio de movimentação de contentores. Descreveu pormenorizadamente as valências de Sines, dando particular destaque ao «porto comercial»: Terminal Petroleiro (em fase de concessão), Terminal Petroquímico (concessionado à Borealis), Terminal Multipurpose (concessionado à Portsines), Terminal de Gás Natural Liquefeito (concessionado à Transgás) e Terminal de Contentores (concessionado à PSA). O desenvolvimento da Zona de Actividades Logísticas de Sines, cuja localização se apresenta espacialmente como bipolar foi outro dos aspectos que mereceu particular atenção no âmbito da apresentação feita pelo Presidente da APS que destacou, ainda a vertente das actividades tradicionais e lúdicas, marcadas pela existência de um Porto de Pesca e um Posto de Recreio.
  • 10. O Plano foi apresentado pelo responsável da Unidade de Segurança e Ambiente, Cte. José Brazuna Fontes, e tem por base a existência de uma estrutura composta por um Centro de Operações de Emergência (COE) e um Núcleo de Operações de Emergência (NOE). Na ocasião, o responsável pela unidade apresentou as listas de procedimentos tipo para acorrer a diferentes situações. Foram elas as listas de procedimentos de alerta (LPA), procedimentos complementares (LPC) e as listas de procedimentos para acorrer a incidentes de âmbito tecnológico (LPT), de âmbito natural (LPN) e de âmbito social (LPS). Em situações de emergência, os responsáveis pelos diferentes núcleos orgânicos da Unidade de Segurança e Ambiente, ou os seus substitutos, ao serem alertados ou tomarem conhecimento de uma ocorrência, deverão: • colocar em alerta a estrutura operacional da respectiva unidade orgânica, incluindo os prestadores de serviços externos, estabelecendo os canais de comunicação que entenderem adequados; • contactar e/ou comparecer no Centro Operacional de Emergências (COE). •Núcleo de Apoio Operacional (NAO) OPERAÇÕES MARÍTIMAS (OPM) Sempre que seja previsível a necessidade de afastamento (largar/ suspender) de navios, elabora o plano, definindo os meios necessários e promovendo a obtenção destes. Prevê e identifica os recursos necessários, assegurando a sua convocação atempada. Dirige e acompanha a execução do plano. PILOTAGEM (PLT) Elabora o plano com a unidade de Operações Marítimas, definindo os meios necessários. Acompanha a execução do plano. GESTÃO DE CONCESSÕES (GCO) Assegura as ligações com as concessionárias/licenciadas, a nível de gestão, incluindo DEE e GIR (enquanto unidades equiparadas a concessões). Assegura a coordenação das unidades DEE e GIR e a ligação das mesmas ao COE (enquanto unidades internas de apoio). •Núcleo de Manutenção (NOM) O NOM dispõe de três sub-núcleos (manutenção, infraestruturas e comunicações), que actuarão nas respectivas áreas. Planeia a intervenção. Assegura a obtenção dos recursos. Dirige e acompanha a evolução dos trabalhos. •Núcleo de Logística (NOL) Fornece os materiais disponíveis em armazém. Disponibiliza o reforço dos meios de transporte que se revelem necessários para os restantes núcleos. Apoia a nível logístico a estrutura operacional, desenvolvendo as acções necessárias – aquisição de bens e serviços ou outras. •Terminal Petroleiro (TP) Promove a interrupção imediata das operações em curso, o isolamento de circuitos e providencia a activação de uma estrutura de resposta, destacando um elemento de ligação para junto do Núcleo de Operações de Emergência. •Gestão Integrada de Resíduos (GIR) Sempre que seja previsível a necessidade de recepção de resíduos provenientes das operações de combate a derrames, providencia a activação de uma estrutura de resposta, destacando um elemento de ligação para junto do Núcleo de Operações de Emergência. •Distribuição de Energia Eléctrica (DEE) Providencia a activação de uma estrutura de resposta, destacando um elemento de ligação para junto do Núcleo de Operações de Emergência. Manual de Normas para situações de Emergência 10 ○○ O Plano de Emergência Interno do Porto de Sines foi apresentado, no passado dia 13 de Novembro às chefias de primeira linha da APS e respectivos substitutos. Segurança e Ambiente
  • 11. 11 ○○ Vasco da Gama Vasco da Gama nasceu em Sines, em 1468. Era o segundo filho do fidalgo Estêvão da Gama. O filho primogénito era Paulo da Gama. A vida trouxe-lhe a fama, glória e um inesquecível lugar na História de Portugal, por ter conseguido dobrar o Cabo da Boa Esperança, ter descoberto o Caminho Marítimo para a Índia e ter entrado na barra do Tejo com a primeira frota portuguesa carregada de especiarias. Após a descoberta da Índia, o Rei D. Manuel I doou-lhe a Vila de Sines e o direito a usar o título de Dom. Foi Almirante dos Mares da Arábia, Pérsia e Índia e de todo o Oriente, Conde da Vidigueira e Vice-Rei da De Sines a Cochin Índia. D. Vasco da Gama morreu na Noite de Natal de 1524, em Cochin (Sudoeste da Índia), num local que, de acordo com várias fontes bibliográficas, podemos considerar como o principal porto de abrigo dos portugueses na Região de Malabar. 1498 é o ano de referência da História dos Descobrimentos Portugueses. Vasco da Gama chega à Índia, mais concretamente a Calecute, a 20 de Maio. Tinham decorrido nove meses de viagem, entre a partida de Lisboa e a chegada à Índia. Nove meses de viagem por «mares nunca dantes navegados», conforme as palavras do poeta Luís de Camões.
  • 12. Chegar, por fim, à cobiçada Índia das especiarias e mercadorias raras é uma das facetas mais conhecidas da nossa Epopeia Marítima e que faz de Vasco da Gama o seu grande protagonista. Dotado de um enorme carisma, valentia e capacidade de comando e, segundo algumas narrativas, até mesmo de alguma ferocidade e impiedade, Vasco da Gama não teria conseguido, porém, chegar a «Bom Porto» sem os apoios e hábeis diligências de muitos outros notáveis da História de Portugal e da Índia, que menos facilmente nos chegam à memória. De facto, na sua primeira expedição triunfante à Índia, Vasco da Gama chegou a um porto que nunca foi amistoso para os portugueses. Em Calecute, hoje Calicut, cidade situada no Estado de Kerala (Sudoeste Indiano), a Sul de Goa e a Norte de Cochin, Vasco da Gama enfrenta a hostilidade do Samorim da cidade. É recebido, mas não se entendem. Vasco da Gama chega a ser sequestrado no Palácio do Samorim de Calecute. Terão sido três meses inóspitos vividos nas terras do Samorim que protegia os interesses Cochin: o «Bom Porto» dos portugueses na Índia Cochin, hoje conhecida por «Rainha do Mar Arábico», foi, desde 24 de Dezembro de 1500, uma grande aliada dos portugueses na Índia, muito antes de Goa, Damão ou Diu. No século XVI, foi o local onde nasceu a primeira Feitoria e a primeira Fortaleza de Portugal na Índia. Esta cidade é hoje dada a conhecer, mundialmente, como uma terra de natural hospitalidade, principal centro marítimo de Kerala por inumeráveis séculos, onde as construções ao longo das margens da água testemunham a antiga presença dos portugueses. De Sines a Cochin 12 ○○ dos comerciantes árabes e chineses ali instalados. Segundo alguns relatos da época, terá sido a generosidade e bom senso de Paulo da Gama, o seu irmão mais velho, que salvou o êxito da expedição e a vida a «D. Vasco». Os mercadores árabes e chineses não queriam negócios com os portugueses e exercem pressões junto do Samorim. Dão-se capturas e trocas de reféns de ambos os lados. Paulo da Gama, contrariando ordens recebidas, terá conseguido resgatar o irmão a troco de especiarias, roupas, manilhas e estanho. Algumas destas mercadorias tinham sido conseguidas nos portos e paragens que antecederam a chegada à Índia, na costa de Moçambique. Em 29 de Agosto a frota portuguesa larga de Calecute, mas sem tratado comercial. Paulo da Gama, também natural de Sines, morre na viagem de regresso a Lisboa, na Ilha Terceira dos Açores, vítima de doença. Vasco da Gama envia o resto da frota para Foi na Igreja de São Francisco em Cochin que Vasco da Gama foi sepultado pela primeira vez, na noite de Natal de 1524. O chão desta igreja estava pavimentado com pedras de sepulturas, as quais foram removidas em 1887 e fixadas às paredes, onde ainda estão. A Igreja de São Francisco faz hoje parte do património histórico e museológico da cidade de Cochin.
  • 13. Lisboa para dar «as novas a El-rei D. Manuel» e acompanha os últimos momentos do irmão, na Ilha Terceira. Vasco da Gama só chega a Lisboa em finais de Agosto de 1499. É recebido triunfalmente. E, muito embora ainda não trouxesse especiarias e outras mercadorias raras, estava vencido o primeiro desafio: fora descoberto o Caminho Marítimo para a Índia. Sabia-se agora que o comércio entre Ocidente e Oriente, através dos mares, era possível. À chegada são-lhe atribuídas várias benesses reais, entre elas a doação da Vila de Sines e o direito a usar o título de Dom. A ligação de Vasco da Gama a Sines pode ser ainda hoje testemunhada na Ermida de Nossa Senhora das Salvas, que mandou construir, e no local onde existia a casa onde nasceu, na Rua Vasco da Gama. A primeira Feitoria portuguesa na Índia Quem comandava a frota que chegou a Cochin na véspera de Natal de 1500, era Pedro Alvares Cabral, o descobridor do Brasil. Na altura, o Rajá de Cochin autorizou a instalação de uma Feitoria portuguesa. Pedro Alvares Cabral regressa a Lisboa, mas ficam no Sul da Índia 30 portugueses e quatro padres Franciscanos. Em 1502 chega a Cochin uma nova expedição portuguesa sob o comando de Vasco da Gama. A amizade com o Rajá da Cidade é renovada. Quando Vasco da Gama regressa a Portugal, já existiam alianças políticas e comerciais na Índia. A 10 de Novembro de 1503, a frota de Vasco da Gama entra na barra do Tejo. Desta vez, trazia a bordo uma carga avultada de especiarias. É o início do sucesso comercial do «Empreendimento de Portugal no Oriente». O pequeno reino lusitano começa a deslumbrar a Europa com os troféus das Descobertas. No espaço de uma década, D. Manuel conquista a simpatia da Santa Sé. Terceira e última viagem de Vasco da Gama A 9 de Abril de 1524, a pedido de D. João III (filho de D. Manuel) e na qualidade de Vice-rei da Índia, Vasco da Gama inicia uma terceira viagem ao Oriente. Em Portugal, corriam intrigas sobre alegados comportamentos menos próprios dos fidalgos lusitanos que viviam no Sul da Índia. Vasco da Gama terá sido incumbido de pôr fim a alegados «desmandos e abusos». Com 56 anos, uma idade muito avançada para a época, D. Vasco já estaria, porém «cansado e velho». Governa apenas três meses. Morre na Noite de Natal de 1524, em Cochin, onde é sepultado. Só mais tarde o seu corpo seria transladado para o Reino. Séculos depois, os seus restos mortais são sepultados no Mosteiro dos Jerónimos, ao lado dos de Luís de Camões, o poeta que mais glorificou a Epopeia Marítima Portuguesa. FONTES: HISTÓRIA DE PORTUGAL, EDIÇÃO MONUMENTAL DA PORTUCALENSES EDITORA SINESDIGITAL GEOCITIES.COM WWW.SIVANANDA.ORG.BR/TURISMO/KERALA.PHP 13 ○○ Portugal deslumbra a Santa Sé “Não podemos esquecer a célebre embaixada que D. Manuel enviou ao Papa, em 1514; dos presentes faziam parte um elefante da Índia, um cavalo persa e uma onça de caça, que assombraram Roma. Dois anos depois, enviava o rei ao Pontífice um rinoceronte, «cousa tam nova e nestas partes nunca vista e case nom achada nos livros»”. IN: HISTÓRIA DE PORTUGAL, EDIÇÃO MONUMENTAL DA PORTUCALENSES EDITORA
  • 14. 14 ○○ Porto de Cochin Cochin é um porto com uma situação geográfica privilegiada para o desenvolvimento do comércio marítimo entre as rotas orientais e ocidentais, apresentando ainda como vantagens o facto de possuir boas ligações terrestres (terminal ferroviário) e um bom aeroporto. A autoridade portuária, com o apoio do governo da Índia, prepara-se para lançar aqui um ambicioso projecto de modernização que contempla investimentos estimados em 93 milhões de rupias, um valor superior a 17,5 milhões de euros (cerca de 3,5 milhões de contos). No âmbito do programa de modernização da infra- -estrutura portuária que o Cochin Port Trust pretende implementar, através de participações do sector privado ou «joint-ventures», destacam-se: • Estabelecimento de um Terminal Internacional de Transbordo de Contentores; • Construção de um Terminal de GNL e LPG (Petróleo e Gás Natural); • Construção de um Terminal Internacional de Carvão. Presentemente, em termos comparativos, poderemos dizer que os movimentos do Porto de Cochin são muito inferiores aos dos grandes portos do mundo, podendo equiparar-se, em ordens de grandeza, ao verificado em portos portugueses como Lisboa e Leixões. Trata-se um porto multi-usos com uma administração autónoma designada por Cochin Port Trust. Está localizado na Ilha de Willingdon, no Sudoeste da Índia. A entrada no porto faz-se através do estreito de Cochin junto ao topo de península onde se situam duas localidades ainda marcadas pela presença dos portugueses no século XVI: Vypeen e Forte de Cochim. Redes de pesca chinesas
  • 15. 15 ○○ Portos do Mundo A infra-estrutura portuária é rentável e está preparada para movimentar vários tipos de carga, com terminais para contentores, granéis sólidos e líquidos, entre outros. As formalidades relativas ao movimento de mercadorias e despacho alfandegário beneficiam de um moderno sistema informático. Em 2002, o movimento do porto foi superior a 12 milhões de toneladas. O movimento de contentores esteve próximo dos 152 mil TEU’s. As receitas da actividade portuária, em moeda local foram 187,06 Crores. Na Índia 1 Crore equivale a 10 milhões de Rupias, o que, em termos de moeda europeia, equivale a cerca de 189 mil euros (37.800 contos). As receitas do Porto de Cochin terão, assim, ultrapassado os 35,3 milhões de euros (mais de 7 milhões de contos) em 2002. Portos do Mundo
  • 16. Os habitantes de Sines e de Santiago do Cacém têm, este ano, o privilégio de poder ouvir Música Sacra no fim-de-semana que precede as celebrações de Natal. Sábado, dia 20 de Dezembro, na Igreja Matriz de Sines, o grupo vocal Olisipo interpreta o tema «O Natal Renascentista na Península Ibérica: Manuel Cardoso, Morago e Rimonte». Domingo, 21 de Dezembro, na igreja Matriz de Santiago do Cacém, o grupo Ensemble Alpha fará uma apresentação da «Música de Dois Mundos: Oriente e Ocidente». Os dois concertos têm entrada livre. Organizados pela Associação Arte das Musas em parceria com o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, estes dois concertos integram-se no «Terras Sem Sombra – 1º Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo», encerrando dois meses de uma iniciativa inédita, financiada pelo Ministério da Cultura e Instituto músicos profissionais, sendo a temática desta primeira edição A Voz na Música Antiga. O Festival, que decorre entre 8 de Novembro e 21 de Dezembro, é itinerante, apresentando um concerto em 8 municípios do Baixo Alentejo. Durante a conferência de abertura deste Festival, que teve lugar no dia 8 de Novembro, na Pousada Histórica de São Francisco, em Beja, o Prof. Doutor Rui Vieira Nery (Universidade de Évora) elogiou a iniciativa. Vieira Nery salientou o papel do evento no incentivo à formação de novos públicos, através de uma proposta descentralizada em territórios e espaços do país carenciados de propostas culturais de âmbito nacional, fomentando, simultaneamente, o contacto com os espaços patrimoniais, de modo a potenciar um novo modo de fruição e uma nova motivação cultural na preservação e valorização do património histórico e artístico nacional. Música Sacra nas vésperas de Natal Quero saudar convictamente todos os responsáveis artísticos, músicos participantes, promotores institucionais e patrocinadores desta iniciativa, e fazer votos de que ela se venha a enraizar e constituir um pilar regular da vida cultural do Baixo Alentejo. E quero desejar a todos os que vierem a assistir a estes concertos uma experiência memorável de participação no ritual mágico de renovação da Vida que é sempre o momento da criação musical. RUI VIEIRA NERY EXCERTO DO PREFÁCIO DO PROGRAMA DO 1º FESTIVAL DE MÚSICA SACRA DO BAIXO ALENTEJO Música Sacra das artes e co-financiada pelo POC (Programa do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional). A Administração do Porto de Sines teve a honra de se associar, através de uma acção de mecenato, a esta 1ª edição do festival «Terras Sombra», contribuindo, assim, para que muitas pessoas que vivem longe das cidades que têm uma maior oferta de programas culturais, pudessem usufruir e tomar contacto com a Música Erudita. Esta iniciativa recebeu o amplo apoio das Câmaras Municipais da Região (Almodôvar, Beja, Cuba, Moura, Odemira, Santiago do Cacém, Sines e Vidigueira), dos governos civis de Beja e Setúbal, da Região de Turismo da Planície Dourada e ainda de empresas como a Goldberg Ediciones e EDIA Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva. Este Festival trouxe à Região um conjunto de 8 concertos de música erudita nacional, interpretados por 16 ○○
  • 17. Apoiado na sua especial vocação e inegável interesse pela área das novas tecnologias, cedo perspectivou, desenvolveu e sistematizou aplicações informáticas, até então inexistentes, que permitiram que, gradualmente, os serviços internos e o atendimento público decorressem com maior celeridade e eficiência. Esta iniciativa, posteriormente adoptada pelas diferentes capitanias do Departamento Marítimo do Centro, assumiu particular relevância, para além dos seus inegáveis méritos próprios, por ter sido, numa segunda fase, e na sequência de ensinamentos entretanto recolhidos, a génese de uma aplicação informática integrada e tecnologicamente mais avançada, desenvolvida e actualmente já disponível no Departamento Marítimo do Centro. Apesar da relevância que a sua intervenção assumiu no âmbito da organização e da modernização, não pode ser ignorada a acção do comandante Amado de Matos noutras áreas de intervenção, nomeadamente na representação e Louvor ao Cte. Amado de Matos relacionamento externos, na componente operacional e na evidente melhoria das condições de trabalho e bem-estar do pessoal. Será quase redundante referir, face ao desempenho evidenciado e às qualidades pessoais demonstradas, o respeito, a admiração e a estima que o comandante Amado de Matos granjeou junto de todos aqueles que com ele privaram. É pois, com muito gosto e inteira justiça que, ao abrigo da competência que me confere o artigo 21º do Regulamento da Disciplina Militar, louvo o 816173 CFR, Carlos Alberto São José Amado de Matos, pelas suas qualidades profissionais de carácter e pelo excelente nível de desempenho obtido durante os três anos em que exerceu os importantes cargos de Capitão do Porto de Sines e, por inerência, de Comandante Local de Sines da Polícia Marítima, contribuindo, assim, fortemente, para a eficiência e o prestígio destes órgãos e, por consequência, da Autoridade Marítima Nacional e da Marinha». «Durante estes três anos, o comandante Amado de Matos evidenciou um conjunto de qualidades profissionais, humanas e de carácter dignas do maior realce, com especial relevo para o seu profundo sentido do dever, elevado espírito de cooperação, conduta irrepreensível, invulgar capacidade de iniciativa e comprovada eficácia demonstrados na análise, tratamento e resoluções das questões, mais ou menos complexas ou sensíveis, rotineiras ou emergentes, decorrentes do exercício daqueles dois cargos. Desde o início da sua comissão, o comandante Amado de Matos perspectivou a necessidade de promover a alteração de métodos e hábitos de trabalho ultrapassados e dotar a Capitania do Porto de Sines e o Comando Local da Polícia Marítima com os instrumentos indispensáveis ao seu funcionamento, numa perspectiva de modernidade que, inegavelmente, não possuíam, mas que os tempos actuais não dispensam. Carlos Alberto São José Amado de Matos exerceu, durante os últimos três anos, os importantes e muito sensíveis cargos de Capitão do Porto de Sines e, por inerência, de Comandante Local de Sines da Polícia Marítima. Por vontade própria, passou à situação de reserva. No dia 18 de Novembro, o Chefe do Departamento Marítimo do Centro, Capitão de mar-e-guerra Duarte José de Castro Centerno, concedeu-lhe o Louvor que seguidamente se transcreve. ○○○○○○○○○○○○○○○○○○ ○○○○○ 17 ○○
  • 18. 18 ○○ ○○○○○ Uma delegação do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), chefiada pelo deputado Carlos Carvalhas. Esta delegação deslocou-se a Sines dia 11 de Novembro e veio inteirar-se do andamento dos importantes projectos em curso no porto. Reuniu com a Administração da APS e fez uma visita ao Terminal XXI. O Porto de Sines recebeu Uma comitiva empresarial chefiada pela Embaixada da República da Coreia, no dia 26 de Novembro. O objectivo desta visita foi dar a conhecer as potencialidades do Porto de Sines - Terminal de Contentores, Terminal de GNL e futura Zona de Actividades Logísticas. A Comitiva integrava: • SE Embaixador Kyong Bo Choi. • Primeira Secretária da Embaixada, Drª Dong Wong Park. • Sr. Jae Hyun Park - LG Electronics Co. • Sr. Kee Ho Lee - Samsung Electronics Co. • Sr. Rae Jin Lee - Halla Climate Control Co. • Henrique Baratas - Halla Climate Control Co. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ A nova administração da CP, que reuniu com o Conselho de Administração da APS no decorrer de uma visita que efectuou ao Porto de Sines no passado dia 21 de Novembro. O Cte. Jorge de Matos e Sá é o novo Capitão do Porto de Sines, em substituição do Cte. Amado de Matos. A cerimónia de posse teve lugar dia 21 de Novembro no Salão Nobre da Capitania do Porto de Sines. Novo Capitão do Porto ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
  • 19. Porto de Sines é notícia CARGO 1 de Setembro 2003 DIÁRIO ECONÓMICO 7 de Novembro 2003 EXPRESSO 1 de Novembro 2003 COMÉRCIO DO PORTO 23 de Novembro 2003 JORNAL DE NEGÓCIOS 2 de Dezembro 2003
  • 20. Porto de Sines Sobre o Mar, No meio do Mundo É este o canal de navegação de acesso ao nosso porto e aos seus terminais. As vizinhas zonas logística e industrial apresentam áreas únicas no País. À localização estratégica no Oceano Atlântico e à facilidade de acessos marítimos, acresce o espaço sem horizontes. Ao mar e à terra, une-os uma estrutura portuária moderna e bem apetrechada. ○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○