A Leitura Protocolada Como Estratégia Didática Na Compreensão Do Gênero
Crônica


Nas últimas décadas (90, 2000), notamos uma gama de trabalhos com os gêneros
textuais, de forma integrada ao conhecimento gramatical. Partindo do pressuposto de
que ao lermos interagimos com o texto (Leffa, 1996), construímos sentidos a partir de
nossos conhecimentos prévios (Liberato e Fulgêncio, 2007), utilizando-nos de
estratégias individuais. Nesse processo, o papel do professor é motivar, orientar o aluno
na busca de compreensão de um texto para a formação de um leitor autônomo (Solé,
1998). O presente trabalho é vinculado ao Programa PIBID/CAPES, subprojeto Letras
Língua Materna, da UNIPAMPA/Jaguarão, tem como objetivo auxiliar o aluno no
acionamento dos conhecimentos prévios; orientá-lo na busca de estratégias para
compreensão de textos; bem como contribuir na formação de um leitor autônomo. Para
contribuirmos na formação desse leitor, utilizamos a técnica da leitura protocolada
(Coscarelli, 2009), atividade que envolve a produção de inferências, fazendo com que
haja uma interação entre aluno, texto e autor. Elaboramos um estudo piloto para uma
turma do 8º ano de uma escola municipal da cidade de Jaguarão, composta por quinze
alunos. Utilizamos uma crônica, que foi aplicada em dois dias: foram feitas perguntas
sobre o autor e suas obras, apresentamos um documentário sobre sua biografia. No
segundo momento, segmentamos o texto, a fim de que os alunos pudessem fazer
previsões. Como resultado significativo, verificamos que os alunos mostraram
entusiasmo no decorrer da atividade, além de a produção textual decorrente ter
demonstrado que os alunos compreenderam a ideia central do texto. Acreditamos que
esta técnica auxiliou de uma maneira mais eficaz na compreensão da crônica. Podemos
observar na atividade proposta, uma maior motivação dos alunos para a leitura, uma
vontade de continuar lendo para saber se suas hipóteses levantadas se confirmavam.
Vale ressaltar que Kleiman (p.7, 2008) defende que: “....Professores que, embora
preocupados por que seus alunos não gostam de ler, não sabem como promover
condições em sala de aula para o desenvolvimento do leitor...” Tal situação ocorre, a
nosso ver, em função da falta de estratégias de leitura. É decorrente também da maneira
pela qual é apresentada a leitura para esses alunos, muitas vezes superficial, sem
definição de objetivos. Dessa forma, os participantes foram capazes de perceber,
relacionar o que estavam lendo com seus conhecimentos de mundo,verificar se suas
hipóteses se confirmavam ao longo da leitura, auxiliando na formação de um leitor que
interage com o texto.
Palavras-chave: leitura, metodologia de ensino, compreensão leitora.

Resumo trabalho siepe francine

  • 1.
    A Leitura ProtocoladaComo Estratégia Didática Na Compreensão Do Gênero Crônica Nas últimas décadas (90, 2000), notamos uma gama de trabalhos com os gêneros textuais, de forma integrada ao conhecimento gramatical. Partindo do pressuposto de que ao lermos interagimos com o texto (Leffa, 1996), construímos sentidos a partir de nossos conhecimentos prévios (Liberato e Fulgêncio, 2007), utilizando-nos de estratégias individuais. Nesse processo, o papel do professor é motivar, orientar o aluno na busca de compreensão de um texto para a formação de um leitor autônomo (Solé, 1998). O presente trabalho é vinculado ao Programa PIBID/CAPES, subprojeto Letras Língua Materna, da UNIPAMPA/Jaguarão, tem como objetivo auxiliar o aluno no acionamento dos conhecimentos prévios; orientá-lo na busca de estratégias para compreensão de textos; bem como contribuir na formação de um leitor autônomo. Para contribuirmos na formação desse leitor, utilizamos a técnica da leitura protocolada (Coscarelli, 2009), atividade que envolve a produção de inferências, fazendo com que haja uma interação entre aluno, texto e autor. Elaboramos um estudo piloto para uma turma do 8º ano de uma escola municipal da cidade de Jaguarão, composta por quinze alunos. Utilizamos uma crônica, que foi aplicada em dois dias: foram feitas perguntas sobre o autor e suas obras, apresentamos um documentário sobre sua biografia. No segundo momento, segmentamos o texto, a fim de que os alunos pudessem fazer previsões. Como resultado significativo, verificamos que os alunos mostraram entusiasmo no decorrer da atividade, além de a produção textual decorrente ter demonstrado que os alunos compreenderam a ideia central do texto. Acreditamos que esta técnica auxiliou de uma maneira mais eficaz na compreensão da crônica. Podemos observar na atividade proposta, uma maior motivação dos alunos para a leitura, uma vontade de continuar lendo para saber se suas hipóteses levantadas se confirmavam. Vale ressaltar que Kleiman (p.7, 2008) defende que: “....Professores que, embora preocupados por que seus alunos não gostam de ler, não sabem como promover condições em sala de aula para o desenvolvimento do leitor...” Tal situação ocorre, a nosso ver, em função da falta de estratégias de leitura. É decorrente também da maneira pela qual é apresentada a leitura para esses alunos, muitas vezes superficial, sem definição de objetivos. Dessa forma, os participantes foram capazes de perceber, relacionar o que estavam lendo com seus conhecimentos de mundo,verificar se suas
  • 2.
    hipóteses se confirmavamao longo da leitura, auxiliando na formação de um leitor que interage com o texto. Palavras-chave: leitura, metodologia de ensino, compreensão leitora.