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Regime 
Militar 
no Brasil 
1964 - 1985
Início do regime 
 No dia 31 de março de 1964 após a saída de 
João Goulart, os militares passaram a perseguir 
aqueles que eram contrários ao regime ; 
 Foram perseguidas as organizações trabalhistas, 
políticos , partidos de oposição e os estudantes 
que fossem contra o regime; 
 Nenhum grupo ou pessoa tiveram tanto poder 
nas mãos – nem mesmo o imperador D. Pedro II; 
 Tinham dinheiro pois os empréstimos 
internacionais eram baratos na sua época.
Construindo a ditadura 
 O período que vai de 1964 a 1985 foi marcado 
pela presença dos militares na vida política 
brasileira; 
 Cinco generais presidentes sucederam no poder: 
CASTELLO BRANCO, COSTA E SILVA, MÉDICI, 
GEISEL e FIGUEIREDO; 
 O governo militar teve o seu momento de apogeu 
nos anos de 1967 e 1963; 
 Depois entrou em fase de crise econômica e lenta 
abertura política, visando o retorno do regime 
democrático;
Construindo a ditadura 
 Em abril de 1964, foi editado o ATO INSTITUCIONAL nº 1 
pelo Exército, Marinha e Aeronáutica; 
 Ato Institucional = era o conjunto de leis feitas pelo governo, 
sem aprovação do Congresso Nacional; 
 Os destaques eram: 
 1) Nomear o General Castello Branco Presidente da 
República; 
 2) A eleição do Presidente e do Vice-presidente seriam feitas 
pelo Congresso Nacional; 
 3) O presidente poderia remeter ao Congresso a sugestão 
para a reforma de qualquer parte da Constituição de 1946;
Governo 
Castello Branco 
1964 - 1967
Governo Castello Branco 
1964 - 1967 
 Castello Branco tinha que governar para completar o 
mandato de Jânio e Jango que iria até 1965, mais o seu 
governo foi prolongado até 1967; 
 Castello tinha como principais pontos de governo: 
 a) reformulação da economia e da política do Estado; 
 b) combater o comunismo e consolidar a democracia; 
 Castello tinha o poder de promover prisões arbitrárias e 
torturar os opositores; 
 Lideranças sindicais foram encontrados mortos ou 
estavam desaparecidos;
Governo Castello Branco 
1964 - 1967 
 Muitos políticos perderam os seus 
mandatos como: João Goulart, Jânio 
Quadros, Leonel Brizola, Luís Carlos 
Prestes e outras figuras públicas do país; 
 Em 1966, a oposição venceu as eleições 
para Governador em Minas Gerais e 
Guanabara. O Governo Militar reagiu e 
editou o ATO INSTITUCIONAL nº 2;
Governo Castello Branco 
1964 - 1967 
 O AI – 2, declarava: 
 Colocava fim a todos os partidos 
existentes; 
 Só poderiam existir duas legendas: 
 - ARENA (Aliança Renovadora Nacional) 
que apoiava os militares; 
 - MDB (Movimento Democrático Brasileiro) 
que era a oposição;
Governo Castello Branco 
1964 - 1967 
 A reação popular contra a arbitrariedade do 
governo foi imediata; 
 Nas ruas renasce o movimento estudantil; 
 Várias passeatas e manifestações eram 
feitas em grandes centros urbanos; 
 O governo responde com violência, 
reprimindo duramente qualquer movimento 
de rebeldia;
Alguns censurados nas décadas 
de 60 e 70
Governo Castello Branco 
1964 - 1967 
 A inflação chegava a 100% ao ano; 
 O governo nesta época para dar uma 
maior segurança para o trabalhador, criou 
o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de 
Serviço), mas isto acabou com a 
instabilidade dos empregos ;
Governo Castello Branco 
1964 - 1967 
 Em pouco tempo foi feito o AI – 3 que dizia: 
 Haveriam eleições indiretas para 
governadores e prefeitos; 
 E logo após vem o AI – 4 que declarava: 
 É publicada a severa Lei de Imprensa e a 
Lei de Segurança Nacional;
Governo Castello Branco 
1964 - 1967 
 Embora a Constituição determinasse a 
escolha do Presidente da República ficaria 
a cargo do Congresso Nacional, mas na 
prática o nome do presidente era definido 
no interior da corporação militar;
Castello Branco
Governo 
Costa e Silva 
1967 - 1969
Governo de Costa e Silva 
1967 - 1969 
 O novo presidente fazia parte da chamada “linha 
dura” do exército e defensor do nacionalismo; 
 Demitiu todos os funcionários públicos civis e 
colocou no lugar militares; 
 A insatisfação dos trabalhadores foi um dos 
pontos que atrapalhava o governo de Costa e 
Silva, pois o governo anterior diminuiu o poder de 
compra dos brasileiros;
Costa e Silva com 
Castello Branco
Governo de Costa e Silva 
1967 - 1969 
 Costa e Silva aumenta a linha de crédito e 
também o controle de preços; 
 Inicialmente a política econômica teve 
resultado positivo e houve um crescimento 
de 10 e 11%. Este momento ficou 
conhecido como MILAGRE ECONÔMICO 
BRASILEIRO;
Governo de Costa e Silva 
1967 - 1969 
 Os primeiros tempos do governo de Costa e Silva 
foram marcados por forte reação da sociedade 
civil; 
 Em 28 de março de 1968, é feita uma 
manifestação no Rio de Janeiro. A polícia chegou 
atirando e matou Edson Luís, um jovem de 16 
anos; 
 Após o enterro no cemitério, os estudantes 
proferiram um juramento: “Neste luto, a luta 
começou”;
Governo de Costa e Silva 
1967 - 1969 
 Após a morte do adolescente, as passeatas se 
multiplicaram por todo país; 
 A classe média do RJ fez uma manifestação que 
se chamou de PASSEATA DOS CEM MIL; 
 O movimento contou com a participação de 
artistas, intelectuais, trabalhadores, 
parlamentares, jornalistas, professores e 
religiosos;
Governo de Costa e Silva 
1967 - 1969 
 O governo decidiu ampliar as repressões; 
 Em setembro de 1968, o jovem deputado 
Márcio Moreira do MDB usou a tribuna do 
Congresso Nacional para fazer discursos 
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 A resposta do governo foi o AI – 5 que 
fechou o Congresso Nacional e as 
Assembléias Estaduais e Municipais;
Governo de Costa e Silva 
1967 - 1969 
 Para barrar o avanço da ditadura os setores de 
esquerda se lançaram em ações guerrilheiras 
visando a derrubada da ditadura; 
 Devido as guerrilhas, Costa e Silva decide fazer 
mais dois Atos Institucionais que diziam: 
 1) o governo poderia expulsar do país quem 
fosse uma ameaça; 
 2) a introdução da pena de morte;
Governo de Costa e Silva 
1967 - 1969 
 Em outubro de 1969 , o estado de saúde do 
presidente Costa e Silva se agravou devido a 
uma trombose que paralisou todo o seu lado 
direito; 
 A Junta Militar decide então que deveriam ser 
realizada novas eleições para presidente e vice-presidente; 
 O alto comando do Exército deslocou para o 
cargo de presidente o general Emílio Garrastazu 
Médici;
Costa e Silva
Governo 
Médici 
1969 - 1974
Governo de Médici 
1969 - 1974 
 No início da década de 1970, o Brasil vivia o momento mais 
duro e violento da ditadura militar; 
 A censura, a tortura e os assassinatos tornaram-se práticas 
comuns dentro dos presídios; 
 Os guerrilheiros foram desmembrados após a morte de seus 
maiores líderes, Carlos Marighella e Carlos Lamarca; 
 O único movimento de guerrilheiros que sobreviveu foram os 
guerrilheiros do Araguaia, região localizada entre os estados 
do Goiás, Maranhão e Pará; 
 A Guerrilha do Araguaia foi destruída em 1975 e um dos 
seus sobreviventes foi José Genuíno;
Governo de Médici 
1969 - 1974 
 O governo Médici destacou-se por ser o 
mais repressivo; 
 Foram feitos slogans como: 
 “Você constrói o Brasil” 
 “Ninguém segura este país” 
 “Brasil, conte comigo” 
 “BRASIL, AME-O OU DEIXE-O”
Governo de Médici 
1969 - 1974 
 O auge da campanha publicitária oficial foi 
atingido quando a seleção brasileira de 
futebol ganhou o tricampeonato na Copa 
do Mundo de 1970, disputada no México; 
 A conquista dos brasileiros fortaleceram a 
campanha de Médici e o hino oficial da 
Copa transformou-se no hino cantado por 
todo o Brasil;
Governo de Médici 
1969 - 1974 
 As torturas e a repressão eram encobertadas devido a 
euforia coletiva da nação; 
 A maioria da população estava enfeitiçada com o “Milagre 
Econômico”; 
 Delfim Netto usou uma política que teve efeitos rápidos 
aumentando o PIB do país; 
 Médici fez obras faraônicas como a Ponte Rio -Niterói, a 
Hidrelétrica de Itaipu e a Rodovia Transamazônica; 
 O Milagre Econômico sustentou-se sobre três pilares 
básicos: o arrocho salarial, os empréstimos externos e a 
repressão política;
Garrastazu Médici
Governo 
Ernesto Geisel 
(1974 – 1979)
Governo Ernesto Geisel 
(1974 – 1979) 
 Ernesto Geisel foi Chefe do Gabinete 
Militar de Castello Branco, Presidente da 
Petrobrás no governo de Costa e Silva e 
Ministro do Superior Tribunal Militar de 
Médici, ele foi eleito o novo Presidente da 
República; 
 Para disputar simbolicamente as eleições 
com Ernesto Geisel, o MDB lançou como 
candidato Ulysses Guimarães;
Governo Ernesto Geisel 
(1974 – 1979) 
 Durante a gestão de Geisel, houve o inicio de uma abertura 
política, lenta e gradual; 
 O anseio da sociedade brasileira por reforma era enorme e 
isto ficou evidente nas eleições parlamentares de 1974, 
quando ouve grande vitória da oposição ou do MDB; 
 Os Deputados Federais do ARENA que eram em torno de 
223 caíram para 199 e os do MDB que eram 78 foram para 
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 No Senado Federal , o ARENA diminuiu de 59 para 46 
Senadores e o MDB pulou de 7 para 20 Senadores; 
 Havia muita pressão para frear a abertura política mais a 
pressão popular era bastante forte;
Governo Ernesto Geisel 
(1974 – 1979) 
 Geisel deu um passo importante para a abertura 
política, ele afastou os militares identificados com 
as torturas e a corrupção; 
 Com medo de uma nova vitória do MDB nas 
eleições de 1978, Geisel lança em 1977 o 
PACOTE DE ABRIL; 
 Valendo-se do AI – 5, Geisel fecha o Congresso e 
governa por decretos;
Vladimir 
Herzog
Governo Ernesto Geisel 
(1974 – 1979) 
 Diversas entidades se revoltam como a Ordem 
dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação 
Brasileira p/ o Progresso da Ciência, o Comitê 
Brasileiro de Anistia, a Associação Brasileira de 
Emprensa, as Comunidades Eclésias de Base e a 
UNE; 
 No meio dos operários a insatisfação acaba 
dando origem a diversas organizações que 
brotavam dentro das fábricas, sob a liderança de 
trabalhadores como Luis Inácio da Silva, o Lula.
Ernesto Geisel
Ernesto Geisel e João Figueiredo
Governo 
Figueiredo 
(1979 – 1985)
Governo João Baptista Figueiredo 
(1979 – 1985) 
 O último presidente militar João Figueiredo, 
queria dar continuidade ao lento processo de 
abertura política; 
 O Presidente já assumiu o poder do país em 
grande recessão; 
 Foi aprovado pelo Congresso a Lei de Anistia , 
em junho de 1979, esta lei beneficiava aos 
acusados de crimes políticos; 
 Muitos que foram cassados puderam concorrer 
às eleições de 1982;
Governo João Baptista Figueiredo 
(1979 – 1985) 
 Várias campanhas foram organizadas para 
encontrar pessoas desaparecidas durante o 
regime militar. Até hoje , existem dezenas de 
famílias sem notícias concretas de parentes que 
foram vítimas do governo militar; 
 Houve a volta do pluripartidarismo; 
 ARENA se transformou-se no PDS (Partido 
Democrático Social); 
 O MDB passou para PMDB (Partido do 
Movimento Democrático Brasileiro);
Governo João Baptista Figueiredo 
(1979 – 1985) 
 PTB – Partido Trabalhista Brasileiro; 
 PDT – Partido Democrático Trabalhista; 
 PP – Partido Popular que se uniu com o 
PMDB; 
 PT – Partido dos Trabalhadores;
Governo João Baptista Figueiredo 
(1979 – 1985) 
 O processo de abertura política não foi aceito por 
todos, principalmente pela DIREITA ligada a 
repressão; 
 Inconformados com o que estava acontecendo 
estes partiram para o terrorismo; 
 Bombas eram colocadas em lugares públicos, 
como bancas de revistas , sede de jornais, igrejas 
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 O atentado mais sério foi o chamado Atentado do 
Riocentro em abril de 1981;
Governo João Baptista Figueiredo 
(1979 – 1985) 
 ATENTADO DO RIOCENTRO 
 Durante um evento do dia do trabalhador, 
cerca de 20 mil pessoas assistiam a um 
show musical, quando uma bomba 
explodiu dentro de um carro no 
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Governo João Baptista Figueiredo 
(1979 – 1985) 
 Em 1983, as oposições lançaram a campanha 
pelas Diretas já; 
 O movimento consistia em reivindicar a 
aprovação de um projeto de lei criado pelo 
deputado Dante de Oliveira, dizia que as eleições 
deveriam ser diretas e livres para Presidente da 
República em 1985; 
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mais a emenda não foi aprovada pelo Congresso;
Governo João Baptista Figueiredo 
(1979 – 1985) 
 A derrota da Emenda Dante de Oliveira frustrou a 
população; 
 Coincidência ou não, as luzes das grandes 
cidades do Brasil ficaram apagadas naquela 
noite; 
 No dia seguinte, pessoas saiam as ruas com 
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morte de mais um sonho de liberdade;
Governo João Baptista Figueiredo 
(1979 – 1985) 
 Nas eleições de 1985, pela primeira vez desde o 
golpe de 64, a disputa seria entre dois civis; 
 De um lado, apoiado pelo PDS e pelos militares 
estava o candidato PAULO MALUF; 
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presidente e vice-presidente, Tancredo Neves e 
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(1979 – 1985) 
 O presidente eleito não chegou a tomar posse do 
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agravado por infecção hospitalar; 
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presidente José Sarney; 
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Regime militar

  • 1. Regime Militar no Brasil 1964 - 1985
  • 2. Início do regime  No dia 31 de março de 1964 após a saída de João Goulart, os militares passaram a perseguir aqueles que eram contrários ao regime ;  Foram perseguidas as organizações trabalhistas, políticos , partidos de oposição e os estudantes que fossem contra o regime;  Nenhum grupo ou pessoa tiveram tanto poder nas mãos – nem mesmo o imperador D. Pedro II;  Tinham dinheiro pois os empréstimos internacionais eram baratos na sua época.
  • 3. Construindo a ditadura  O período que vai de 1964 a 1985 foi marcado pela presença dos militares na vida política brasileira;  Cinco generais presidentes sucederam no poder: CASTELLO BRANCO, COSTA E SILVA, MÉDICI, GEISEL e FIGUEIREDO;  O governo militar teve o seu momento de apogeu nos anos de 1967 e 1963;  Depois entrou em fase de crise econômica e lenta abertura política, visando o retorno do regime democrático;
  • 4.
  • 5. Construindo a ditadura  Em abril de 1964, foi editado o ATO INSTITUCIONAL nº 1 pelo Exército, Marinha e Aeronáutica;  Ato Institucional = era o conjunto de leis feitas pelo governo, sem aprovação do Congresso Nacional;  Os destaques eram:  1) Nomear o General Castello Branco Presidente da República;  2) A eleição do Presidente e do Vice-presidente seriam feitas pelo Congresso Nacional;  3) O presidente poderia remeter ao Congresso a sugestão para a reforma de qualquer parte da Constituição de 1946;
  • 7. Governo Castello Branco 1964 - 1967  Castello Branco tinha que governar para completar o mandato de Jânio e Jango que iria até 1965, mais o seu governo foi prolongado até 1967;  Castello tinha como principais pontos de governo:  a) reformulação da economia e da política do Estado;  b) combater o comunismo e consolidar a democracia;  Castello tinha o poder de promover prisões arbitrárias e torturar os opositores;  Lideranças sindicais foram encontrados mortos ou estavam desaparecidos;
  • 8.
  • 9. Governo Castello Branco 1964 - 1967  Muitos políticos perderam os seus mandatos como: João Goulart, Jânio Quadros, Leonel Brizola, Luís Carlos Prestes e outras figuras públicas do país;  Em 1966, a oposição venceu as eleições para Governador em Minas Gerais e Guanabara. O Governo Militar reagiu e editou o ATO INSTITUCIONAL nº 2;
  • 10.
  • 11. Governo Castello Branco 1964 - 1967  O AI – 2, declarava:  Colocava fim a todos os partidos existentes;  Só poderiam existir duas legendas:  - ARENA (Aliança Renovadora Nacional) que apoiava os militares;  - MDB (Movimento Democrático Brasileiro) que era a oposição;
  • 12.
  • 13. Governo Castello Branco 1964 - 1967  A reação popular contra a arbitrariedade do governo foi imediata;  Nas ruas renasce o movimento estudantil;  Várias passeatas e manifestações eram feitas em grandes centros urbanos;  O governo responde com violência, reprimindo duramente qualquer movimento de rebeldia;
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17. Alguns censurados nas décadas de 60 e 70
  • 18.
  • 19. Governo Castello Branco 1964 - 1967  A inflação chegava a 100% ao ano;  O governo nesta época para dar uma maior segurança para o trabalhador, criou o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), mas isto acabou com a instabilidade dos empregos ;
  • 20. Governo Castello Branco 1964 - 1967  Em pouco tempo foi feito o AI – 3 que dizia:  Haveriam eleições indiretas para governadores e prefeitos;  E logo após vem o AI – 4 que declarava:  É publicada a severa Lei de Imprensa e a Lei de Segurança Nacional;
  • 21.
  • 22. Governo Castello Branco 1964 - 1967  Embora a Constituição determinasse a escolha do Presidente da República ficaria a cargo do Congresso Nacional, mas na prática o nome do presidente era definido no interior da corporação militar;
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27. Governo Costa e Silva 1967 - 1969
  • 28. Governo de Costa e Silva 1967 - 1969  O novo presidente fazia parte da chamada “linha dura” do exército e defensor do nacionalismo;  Demitiu todos os funcionários públicos civis e colocou no lugar militares;  A insatisfação dos trabalhadores foi um dos pontos que atrapalhava o governo de Costa e Silva, pois o governo anterior diminuiu o poder de compra dos brasileiros;
  • 29. Costa e Silva com Castello Branco
  • 30. Governo de Costa e Silva 1967 - 1969  Costa e Silva aumenta a linha de crédito e também o controle de preços;  Inicialmente a política econômica teve resultado positivo e houve um crescimento de 10 e 11%. Este momento ficou conhecido como MILAGRE ECONÔMICO BRASILEIRO;
  • 31. Governo de Costa e Silva 1967 - 1969  Os primeiros tempos do governo de Costa e Silva foram marcados por forte reação da sociedade civil;  Em 28 de março de 1968, é feita uma manifestação no Rio de Janeiro. A polícia chegou atirando e matou Edson Luís, um jovem de 16 anos;  Após o enterro no cemitério, os estudantes proferiram um juramento: “Neste luto, a luta começou”;
  • 32. Governo de Costa e Silva 1967 - 1969  Após a morte do adolescente, as passeatas se multiplicaram por todo país;  A classe média do RJ fez uma manifestação que se chamou de PASSEATA DOS CEM MIL;  O movimento contou com a participação de artistas, intelectuais, trabalhadores, parlamentares, jornalistas, professores e religiosos;
  • 33.
  • 34.
  • 35. Governo de Costa e Silva 1967 - 1969  O governo decidiu ampliar as repressões;  Em setembro de 1968, o jovem deputado Márcio Moreira do MDB usou a tribuna do Congresso Nacional para fazer discursos contra os militares e depois exilou-se;  A resposta do governo foi o AI – 5 que fechou o Congresso Nacional e as Assembléias Estaduais e Municipais;
  • 36.
  • 37.
  • 38. Governo de Costa e Silva 1967 - 1969  Para barrar o avanço da ditadura os setores de esquerda se lançaram em ações guerrilheiras visando a derrubada da ditadura;  Devido as guerrilhas, Costa e Silva decide fazer mais dois Atos Institucionais que diziam:  1) o governo poderia expulsar do país quem fosse uma ameaça;  2) a introdução da pena de morte;
  • 39.
  • 40.
  • 41.
  • 42.
  • 43. Governo de Costa e Silva 1967 - 1969  Em outubro de 1969 , o estado de saúde do presidente Costa e Silva se agravou devido a uma trombose que paralisou todo o seu lado direito;  A Junta Militar decide então que deveriam ser realizada novas eleições para presidente e vice-presidente;  O alto comando do Exército deslocou para o cargo de presidente o general Emílio Garrastazu Médici;
  • 45.
  • 47. Governo de Médici 1969 - 1974  No início da década de 1970, o Brasil vivia o momento mais duro e violento da ditadura militar;  A censura, a tortura e os assassinatos tornaram-se práticas comuns dentro dos presídios;  Os guerrilheiros foram desmembrados após a morte de seus maiores líderes, Carlos Marighella e Carlos Lamarca;  O único movimento de guerrilheiros que sobreviveu foram os guerrilheiros do Araguaia, região localizada entre os estados do Goiás, Maranhão e Pará;  A Guerrilha do Araguaia foi destruída em 1975 e um dos seus sobreviventes foi José Genuíno;
  • 48. Governo de Médici 1969 - 1974  O governo Médici destacou-se por ser o mais repressivo;  Foram feitos slogans como:  “Você constrói o Brasil”  “Ninguém segura este país”  “Brasil, conte comigo”  “BRASIL, AME-O OU DEIXE-O”
  • 49.
  • 50. Governo de Médici 1969 - 1974  O auge da campanha publicitária oficial foi atingido quando a seleção brasileira de futebol ganhou o tricampeonato na Copa do Mundo de 1970, disputada no México;  A conquista dos brasileiros fortaleceram a campanha de Médici e o hino oficial da Copa transformou-se no hino cantado por todo o Brasil;
  • 51.
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  • 53.
  • 54.
  • 55.
  • 56. Governo de Médici 1969 - 1974  As torturas e a repressão eram encobertadas devido a euforia coletiva da nação;  A maioria da população estava enfeitiçada com o “Milagre Econômico”;  Delfim Netto usou uma política que teve efeitos rápidos aumentando o PIB do país;  Médici fez obras faraônicas como a Ponte Rio -Niterói, a Hidrelétrica de Itaipu e a Rodovia Transamazônica;  O Milagre Econômico sustentou-se sobre três pilares básicos: o arrocho salarial, os empréstimos externos e a repressão política;
  • 58. Governo Ernesto Geisel (1974 – 1979)
  • 59. Governo Ernesto Geisel (1974 – 1979)  Ernesto Geisel foi Chefe do Gabinete Militar de Castello Branco, Presidente da Petrobrás no governo de Costa e Silva e Ministro do Superior Tribunal Militar de Médici, ele foi eleito o novo Presidente da República;  Para disputar simbolicamente as eleições com Ernesto Geisel, o MDB lançou como candidato Ulysses Guimarães;
  • 60.
  • 61. Governo Ernesto Geisel (1974 – 1979)  Durante a gestão de Geisel, houve o inicio de uma abertura política, lenta e gradual;  O anseio da sociedade brasileira por reforma era enorme e isto ficou evidente nas eleições parlamentares de 1974, quando ouve grande vitória da oposição ou do MDB;  Os Deputados Federais do ARENA que eram em torno de 223 caíram para 199 e os do MDB que eram 78 foram para 165;  No Senado Federal , o ARENA diminuiu de 59 para 46 Senadores e o MDB pulou de 7 para 20 Senadores;  Havia muita pressão para frear a abertura política mais a pressão popular era bastante forte;
  • 62. Governo Ernesto Geisel (1974 – 1979)  Geisel deu um passo importante para a abertura política, ele afastou os militares identificados com as torturas e a corrupção;  Com medo de uma nova vitória do MDB nas eleições de 1978, Geisel lança em 1977 o PACOTE DE ABRIL;  Valendo-se do AI – 5, Geisel fecha o Congresso e governa por decretos;
  • 63.
  • 65.
  • 66. Governo Ernesto Geisel (1974 – 1979)  Diversas entidades se revoltam como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira p/ o Progresso da Ciência, o Comitê Brasileiro de Anistia, a Associação Brasileira de Emprensa, as Comunidades Eclésias de Base e a UNE;  No meio dos operários a insatisfação acaba dando origem a diversas organizações que brotavam dentro das fábricas, sob a liderança de trabalhadores como Luis Inácio da Silva, o Lula.
  • 67.
  • 69. Ernesto Geisel e João Figueiredo
  • 70.
  • 72. Governo João Baptista Figueiredo (1979 – 1985)  O último presidente militar João Figueiredo, queria dar continuidade ao lento processo de abertura política;  O Presidente já assumiu o poder do país em grande recessão;  Foi aprovado pelo Congresso a Lei de Anistia , em junho de 1979, esta lei beneficiava aos acusados de crimes políticos;  Muitos que foram cassados puderam concorrer às eleições de 1982;
  • 73. Governo João Baptista Figueiredo (1979 – 1985)  Várias campanhas foram organizadas para encontrar pessoas desaparecidas durante o regime militar. Até hoje , existem dezenas de famílias sem notícias concretas de parentes que foram vítimas do governo militar;  Houve a volta do pluripartidarismo;  ARENA se transformou-se no PDS (Partido Democrático Social);  O MDB passou para PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro);
  • 74. Governo João Baptista Figueiredo (1979 – 1985)  PTB – Partido Trabalhista Brasileiro;  PDT – Partido Democrático Trabalhista;  PP – Partido Popular que se uniu com o PMDB;  PT – Partido dos Trabalhadores;
  • 75. Governo João Baptista Figueiredo (1979 – 1985)  O processo de abertura política não foi aceito por todos, principalmente pela DIREITA ligada a repressão;  Inconformados com o que estava acontecendo estes partiram para o terrorismo;  Bombas eram colocadas em lugares públicos, como bancas de revistas , sede de jornais, igrejas e até na Sede da OAB;  O atentado mais sério foi o chamado Atentado do Riocentro em abril de 1981;
  • 76. Governo João Baptista Figueiredo (1979 – 1985)  ATENTADO DO RIOCENTRO  Durante um evento do dia do trabalhador, cerca de 20 mil pessoas assistiam a um show musical, quando uma bomba explodiu dentro de um carro no estacionamento;
  • 77. Governo João Baptista Figueiredo (1979 – 1985)  Em 1983, as oposições lançaram a campanha pelas Diretas já;  O movimento consistia em reivindicar a aprovação de um projeto de lei criado pelo deputado Dante de Oliveira, dizia que as eleições deveriam ser diretas e livres para Presidente da República em 1985;  Comícios e grandes movimentos foram feitos mais a emenda não foi aprovada pelo Congresso;
  • 78.
  • 79.
  • 80.
  • 81.
  • 82. Governo João Baptista Figueiredo (1979 – 1985)  A derrota da Emenda Dante de Oliveira frustrou a população;  Coincidência ou não, as luzes das grandes cidades do Brasil ficaram apagadas naquela noite;  No dia seguinte, pessoas saiam as ruas com tarjas amarelas e pretas, num sinal de luto pela morte de mais um sonho de liberdade;
  • 83. Governo João Baptista Figueiredo (1979 – 1985)  Nas eleições de 1985, pela primeira vez desde o golpe de 64, a disputa seria entre dois civis;  De um lado, apoiado pelo PDS e pelos militares estava o candidato PAULO MALUF;  Do outro lado, apoiado pela Aliança Democrática o candidato TANCREDO NEVES;  Em 15 de janeiro de 1985, foram eleitos como presidente e vice-presidente, Tancredo Neves e José Sarney;
  • 84.
  • 85. Governo João Baptista Figueiredo (1979 – 1985)  O presidente eleito não chegou a tomar posse do cargo, pois faleceu de um câncer no intestino agravado por infecção hospitalar;  Através de muita comoção nacional o Tancredo Neves foi enterrado em abril de 1985;  A faixa presidencial foi entregue ao vice – presidente José Sarney;  Nasceu assim o novo período para o povo brasileiro: a Nova República;
  • 86. Vigília em frente ao Hospital das Clínicas de São Paulo, por Tancredo Neves
  • 87.
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