Saúde Mental - PI
Profa Mailanne Dantas
Psicóloga/Psicanalista
CRP 03/21877
Prova 02.04
Assuntos:
- Artigos:
‘A saúde mental e a fabricação da normalidade’
‘A evolução da saúde mental no Brasil’ – ambos
estão no AVA;
- História da Psicopatologia no Brasil (slides);
- Modelos diagnósticos em psicopatologia (slides).
Saúde Mental, o que é?
A saúde mental refere-se ao estado de equilíbrio emocional,
psicológico e social que permite às pessoas enfrentarem desafios,
estabelecerem relacionamentos saudáveis e realizarem atividades
cotidianas de forma produtiva.
É um conceito abrangente que inclui:
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Saúde é:
Aspectos emocionais;
Aspectos cognitivos;
Aspectos sociais.
“estado de completo bem-
estar físico, mental e social
e não apenas a ausência de
doença”
estar saudável, nessa perspectiva,
é um tanto quanto utópico, já que
dificilmente estamos nos sentindo
plenos, completos, especialmente
quando se trata de saúde mental.
Saúde
O desequilíbrio por
diferentes fatores
(emocional, social,
biológico) – leva a um
possível transtorno
mental.
Não há saúde sem saúde mental, uma pessoa
saudável deve ser capaz de lidar com
problemas do dia a dia, deve poder apreciar a
qualidade das boas relações.
Em muitos adultos, as
evidências surgem
desde a infância, mas
se intensificam na fase
adulta.
Saúde Mental
Quando o sofrimento se
intensifica e se
prolonga, de modo a
interferir em nosso
funcionamento e
comprometendo nosso
desempenho, causando
transtornos em nossas
vidas.
O sofrimento mental é uma
experiência humana
universal. Todo mundo já
passou em algum momento
da vida.
Sintomas que podem ser
leves e passageiros, sem
comprometer nosso
desempenho.
Sofrimento Mental Doença Mental
A Saúde Mental e a Fabricação da
Normalidade
Contexto Histórico
Michel Foucault
Georges Canguilhem
História da Saúde Mental e Normalização
Desenvolvimento Histórico:
 Ao longo dos séculos, a percepção e o tratamento
das doenças mentais passaram por diversas
transformações. No passado, as doenças mentais
eram frequentemente associadas a superstições e
estigmas, resultando em tratamentos desumanos e
isolamento dos doentes.
• Com o avanço da ciência e da medicina, surgiram
abordagens mais humanas e científicas para
compreender e tratar a saúde mental. A criação de
instituições psiquiátricas e o desenvolvimento de
tratamentos médicos e terapêuticos são exemplos
dessa evolução.
Impacto da Normalização
 A normalização refere-se ao processo de estabelecer
padrões de comportamento e pensamento que são
considerados aceitáveis ou desejáveis pela sociedade.
 As instituições, como escolas, hospitais e prisões,
desempenham um papel crucial na imposição desses
padrões.
Fonte: ResearchGate
Foucault e a Normalização
Conceito de Normalização:
Explorou o conceito de normalização como uma forma
de poder e controle social que estabelece padrões de
comportamento considerados normais e aceitáveis
pela sociedade.
Instituições de Controle
Destacou o papel das instituições sociais, como
escolas, hospitais e prisões, na imposição e
manutenção dessas normas. Essas instituições,
desempenham um papel crucial na fabricação da
normalidade, exercendo poder sobre os indivíduos e
influenciando a maneira como a sociedade define o
que é considerado normal e patológico.
Obras de Foucault
 Em "Vigiar e Punir", Foucault discute o poder
disciplinar e suas técnicas, argumentando
que a sociedade moderna utiliza a vigilância
e a punição para controlar os indivíduos.
 Em "A História da Loucura", Foucault explora
os tratamentos e confinamentos de doentes
mentais ao longo da história. Ele mostra
como a loucura foi isolada e tratada de
maneiras desumanas em diferentes períodos
históricos.
Canguilhem e o Normal e o Patológico
"Ser saudável é poder adoecer e se
recuperar, é experimentar perturbações e
curar-se delas.” (CANGUILHEM, 2002)
Normal vs. Patológico
A normalidade não é uma condição estática, mas sim uma
capacidade de se adaptar e responder às variações e desafios
do ambiente.
Por outro lado, o patológico é caracterizado pela incapacidade
ou dificuldade de adaptação a essas variações.
Para ele, a saúde não deve ser vista como a ausência de
variação, mas como a capacidade de um organismo de
navegar e se adaptar às flutuações e desafios constantes do
ambiente.
Pontos principais:
 A normalização é um processo pelo qual a sociedade
estabelece padrões de comportamento e pensamento que
são considerados aceitáveis ou desejáveis. Esses
padrões são frequentemente impostos pelas instituições
sociais e médicas.
 A normalização pode ser uma ferramenta de controle
social que marginaliza e exclui aqueles que não se
enquadram nos padrões estabelecidos. Isso pode levar à
estigmatização e discriminação de indivíduos que sofrem
de doenças mentais.
 As críticas de Foucault e Canguilhem são importantes
para questionar os padrões impostos pela normalização e
promover uma compreensão mais ampla e crítica da
saúde mental.
Questões:
1. Como a normalização impacta a definição de saúde e
doença na sociedade atual?
2. Quem são os dois principais autores mencionados no artigo
e qual é a relevância deles?
3. Quais são os principais argumentos de Foucault em relação
à normalização na saúde mental?
4. Como Canguilhem diferencia saúde e normalidade?
5. Como Foucault e Canguilhem se complementam em suas
críticas à normalização?
6. Defina normal e patológico na saúde mental.
7. Como este artigo critica os excessos do ideal normalizador?
História da Psicopatologia no Brasil
Psicopatologia
Psyché Páthos Lógos
Alma,
espírito e
mente
Sofrimento
ou doença
estudo
História da Psicopatologia no Brasil
Fonte: Fiocruz
Período Colonial
Fonte: Brasilescola
Período Colonial: 1500-1822 Durante o
período colonial, a loucura era
frequentemente associada a possessões
demoníacas e influências sobrenaturais.
As práticas de tratamento eram
rudimentares e baseadas em crenças
religiosas.
Tratamentos Primitivos: Métodos como
exorcismos, confinamento e uso de ervas
eram comuns. A falta de conhecimento
científico limitava as abordagens
terapêuticas.
Séc. XIX
Hospício Pedro II, 1861. Fonte: Arquivo Nacional
Vista aérea do Palácio Universitário (UFRJ), antiga sede do Hospício
Pedro II. Fonte: Arquivo Nacional
A fundação do Hospício Pedro II
em 1852 no Rio de Janeiro marcou
o início da institucionalização do
tratamento de doenças mentais no
Brasil. Este foi o primeiro hospital
psiquiátrico do país.
Séc. XX
Hospital Colônia de Barbacena. Fonte: Arquivo Nacional
Pacientes em 1921. Fonte: Arquivo Nacional
Criação do Hospital Colônia de Barbacena
e suas práticas.
https://www.youtube.com/watch?v=
VVZra5EUpyk
Pessoas indesejadas pela sociedade
são confinadas e amontoadas no
Hospital Colônia, em Minas Gerais
Séc. XX
Reforma Psiquiátrica
Movimento Antimanicomial
Lei Paulo Delgado
(Lei 10.216/2001)
Nise da Silveira e pacientes. Fonte: Arquivo Nacional
CAPS III, FSA. Fonte: Folha do Estado BA.
Psicopatologia Contemporânea
Psicoterapia individual e em grupo. Fonte: Getty Images.
A psicopatologia contemporânea busca entender os
transtornos mentais de forma holística, considerando
fatores biológicos, psicológicos e sociais.
Exemplo Prático: Uso de terapias combinadas
(medicação e psicoterapia) em CAPS.
Momento leitura
Certo ou Errado
Pergunta 1:
A reforma psiquiátrica no Brasil começou na década de 1980.
Pergunta 2:
A Lei Paulo Delgado (Lei 10.216/2001) não teve impacto na saúde mental no
Brasil.
Pergunta 3:
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) foram criados como parte da
reforma psiquiátrica.
Pergunta 4:
A reinserção social dos pacientes psiquiátricos não é um objetivo da
reforma psiquiátrica.
Pergunta 5:
A reforma psiquiátrica brasileira foi influenciada por movimentos
internacionais.
Certo ou Errado – Respostas:
Pergunta 1:
A reforma psiquiátrica no Brasil começou na década de 1980.
CERTO
Pergunta 2:
A Lei Paulo Delgado (Lei 10.216/2001) não teve impacto na saúde mental no
Brasil.
ERRADO
Pergunta 3:
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) foram criados como parte da
reforma psiquiátrica.
CERTO
Pergunta 4:
A reinserção social dos pacientes psiquiátricos não é um objetivo da
reforma psiquiátrica.
ERRADO
Pergunta 5:
A reforma psiquiátrica brasileira foi influenciada por movimentos
internacionais.
CERTO
Certo ou Errado – Respostas:
Pergunta 6:
Os hospitais psiquiátricos foram completamente abolidos no Brasil após a
reforma psiquiátrica.
ERRADO
Pergunta 7:
A reforma psiquiátrica no Brasil não enfrentou resistência.
ERRADO
Pergunta 8:
A criação dos CAPS foi uma iniciativa isolada e não faz parte de uma política
pública mais ampla.
ERRADO
Pergunta 9:
A reinserção social inclui a integração dos pacientes em atividades
comunitárias e de trabalho.
CERTO
Pergunta 10:
A reforma psiquiátrica brasileira não teve impacto na legislação de saúde
mental.
ERRADO
Certo ou Errado – Respostas:
Pergunta 11:
A reforma psiquiátrica no Brasil priorizou a criação de hospitais
psiquiátricos.
ERRADO
Pergunta 12:
A Lei Paulo Delgado foi promulgada em 2001.
CERTO
Pergunta 13:
A desinstitucionalização visa manter os pacientes em hospitais por longos
períodos.
ERRADO
Pergunta 14:
Os CAPS oferecem apenas tratamento farmacológico.
ERRADO
Pergunta 15:
A reforma psiquiátrica brasileira foi um movimento para utilização
governamental.
ERRADO
Grupos
Grupo 1 - I - A Reforma Psiquiátrica no Brasil: Política de Saúde Mental
do SUS – 6 a 10;
Grupo 2 - O processo de desinstitucionalização – 10 a 18 – até o
Programa de volta para casa;
Grupo 3 - O processo de desinstitucionalização – 18 a 24;
Grupo 4 - A rede de cuidados na comunidade – 24 a 36;
Grupo 5 - Saúde Mental e Inclusão social: a rede se amplia – 36 a 40;
Grupo 6 - Os principais desafios da Reforma Psiquiátrica – 44 a 48
Modelos diagnósticos em psicopatologia
- (DSM-5) - O Manual diagnóstico e estatístico dos
transtornos mentais, que está na sua quinta edição e
que é editado pela American Psychiatric Association
(APA), faz menção aos códigos classificatórios do
manual desenvolvido pela Organização Mundial da
Saúde (OMS).
- (CID-11)– a Classificação internacional de doenças e
problemas relacionados à saúde, que se encontra em
sua 11ª edição. A CID incluiu pela primeira vez os
transtornos mentais em sua categorização no ano de
1948, em sua 6ª edição.
- Ambos se assemelham no modo de estabelecer o
raciocínio acerca dos sinais e sintomas, focando
o diagnóstico fundamentalmente na observação
de comportamentos que são classificados como
funcionais ou não.
Critérios Diagnósticos
 DSM-5
Definição: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.
Utilização: Principalmente nos EUA.
Estrutura: Critérios específicos para cada transtorno, baseados em
sintomas e duração.
- DSM-5 – TR é uma revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais, Quinta Edição (DSM-5), publicada em março de
2022.
 CID-11
Definição: Classificação Internacional de Doenças.
Utilização: Globalmente.
Estrutura: Classificação abrangente de doenças, incluindo transtornos
mentais.
Em 2018, a OMS lança a CID-11, que entrou em vigor em 2022 .
Comparação
Detalhamento: DSM-5 é mais detalhado em critérios específicos.
Abrangência: CID-11 é mais abrangente e utilizado internacionalmente.
Principais Modelos Diagnósticos
 Modelo Biomédico
Foco: Bases biológicas dos transtornos mentais.
Métodos: Exames laboratoriais, neuroimagem, genética.
Exemplo: Transtorno Depressivo Maior associado a desequilíbrios químicos no
cérebro.
 Modelo Psicodinâmico
Foco: Processos inconscientes e conflitos internos.
Métodos: Análise de sonhos, associações livres, transferência.
Exemplo: Transtorno de Ansiedade Generalizada relacionado a conflitos
inconscientes.
 Modelo Cognitivo-Comportamental
Foco: Padrões de pensamento e comportamento.
Métodos: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), reestruturação cognitiva.
Exemplo: Transtorno de Pânico tratado com técnicas de exposição e reestruturação
cognitiva.
 Modelo Humanista
Foco: Experiência subjetiva e potencial humano.
Métodos: Terapia Centrada na Pessoa, empatia, aceitação incondicional.
Exemplo: Transtorno de Estresse Pós-Traumático abordado com foco na
autoatualização.
 Modelo Sociocultural
Foco: Impacto dos fatores sociais e culturais.
Métodos: Análise do contexto social, intervenções comunitárias.
Exemplo: Transtornos alimentares influenciados por padrões culturais de
beleza.
Limitações dos Modelos
Modelo Biomédico: Pode negligenciar fatores psicológicos e sociais.
Modelo Psicodinâmico: Difícil de validar empiricamente.
Modelo Cognitivo-Comportamental: Pode não abordar questões subjacentes
profundas.
Modelo Humanista: Pode ser visto como subjetivo e difícil de medir.
Modelo Sociocultural: Pode ser complexo integrar todos os fatores sociais e
culturais.
Desafios
Comorbidade: Presença de múltiplos transtornos pode complicar o
diagnóstico.
Sintomas Sobrepostos: Sintomas comuns a vários transtornos dificultam a
diferenciação.
Aplicações Clínicas
 Prática Clínica:
Aplicação dos modelos diagnósticos na avaliação e tratamento de
pacientes.
Utilização de múltiplos modelos para uma abordagem mais holística.
 Exemplos de Casos Clínicos:
Caso 1: Paciente com Transtorno Depressivo Maior tratado com
antidepressivos (modelo biomédico) e TCC (modelo cognitivo-
comportamental).
Caso 2: Paciente com Transtorno de Ansiedade Generalizada
abordado com terapia psicodinâmica para explorar conflitos
inconscientes.
Anamnese Psiquiátrica x Anamnese Psicológica
Estrutura da Entrevista de
Anamnese
 Dados de Identificação
Nome, idade, sexo, estado civil,
ocupação.
 Motivo da Consulta
Razão pela qual o paciente
procurou ajuda. Sintomas principais
e duração.
 História da Doença Atual
Descrição detalhada dos sintomas.
Fatores desencadeantes e
agravantes.
 História Médica Pregressa
Tratamentos anteriores,
hospitalizações, medicações.
 História Pessoal e Social
Ambiente familiar, histórico
ocupacional, relações sociais.
Exame do Estado Mental
Aspectos Observados
 Aparência: Higiene, vestimenta,
expressão facial.
 Comportamento: Atitude, atividade
motora, cooperação.
 Humor e Afeto: Estado emocional
predominante, congruência afetiva.
 Pensamento: Conteúdo, forma,
velocidade.
 Percepção: Alucinações, ilusões.
 Cognição: Orientação, memória,
atenção.
 Julgamento e Insight: Capacidade
de tomar decisões, compreensão
da própria condição.
Técnicas de Entrevista
Abordagens
Entrevista Estruturada: Segue um roteiro fixo de perguntas.
Entrevista Semiestruturada: Combina perguntas fixas com
flexibilidade para explorar áreas relevantes.
Entrevista Aberta: Permite que o paciente fale livremente sobre
suas preocupações.
Empatia e Escuta Ativa
Empatia: Demonstrar compreensão e preocupação genuína.
Escuta Ativa: Prestar atenção total ao paciente, refletir e clarificar
suas falas.
Estudos de Caso Interativos
Caso 1:
Paciente: Maria, 28 anos. Descrição: Maria é uma jovem profissional
que trabalha em uma empresa de tecnologia. Ela relata sentir uma
preocupação constante e excessiva sobre seu desempenho no
trabalho, sua saúde e a segurança de sua família. Maria tem
dificuldade em controlar essa preocupação, o que a deixa
frequentemente cansada e com dificuldade para se concentrar. Ela
também relata sintomas físicos como tensão muscular e insônia.
Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)
Dica 1: Observe os sintomas de preocupação excessiva e
dificuldade em controlar a preocupação.
Dica 2: Note os sintomas físicos como tensão muscular e insônia.
Dica 3: Considere a duração e a intensidade da ansiedade.
Caso 2:
Paciente: João, 35 anos. Descrição: João é um professor universitário
que, nos últimos meses, tem se sentido constantemente triste e
desmotivado. Ele perdeu o interesse em atividades que antes gostava,
como jogar futebol e sair com amigos. João tem dificuldade para
dormir, sente-se extremamente cansado e tem pensamentos
recorrentes de inutilidade e culpa. Ele também perdeu peso devido à
falta de apetite.
Dica 1: Preste atenção ao humor deprimido e à perda de interesse
em atividades.
Dica 2: Observe as alterações no apetite e no sono.
Dica 3: Considere os pensamentos de inutilidade e culpa.
Transtorno Depressivo Maior
Caso 3:
Paciente: Ana, 40 anos. Descrição: Ana é uma empresária que
experimenta mudanças extremas de humor. Em alguns períodos, ela
se sente extremamente eufórica, com muita energia, fala rapidamente
e toma decisões impulsivas, como gastar grandes quantias de
dinheiro. Em outros períodos, ela se sente profundamente deprimida,
sem energia, e tem dificuldade para sair da cama. Esses episódios
de mania e depressão têm afetado sua vida pessoal e profissional.
Dica 1: Identifique os episódios de mania e depressão.
Dica 2: Note os comportamentos impulsivos durante os períodos de
mania.
Dica 3: Observe as mudanças extremas de humor.
Transtorno Bipolar
Caso 4:
Paciente: Laura, 30 anos. Descrição: Laura é uma contadora que
relata ter pensamentos intrusivos e repetitivos sobre contaminação.
Para aliviar sua ansiedade, ela sente a necessidade de lavar as mãos
repetidamente e limpar sua casa de forma excessiva. Esses
comportamentos compulsivos estão interferindo em sua vida diária,
fazendo com que ela chegue atrasada ao trabalho e evite sair de
casa.
Dica 1: Identifique os pensamentos intrusivos e repetitivos.
Dica 2: Note os comportamentos compulsivos, como lavar as mãos
repetidamente.
Dica 3: Observe como esses comportamentos interferem na vida
diária.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
Caso 5:
Paciente: Pedro, 25 anos Descrição: Pedro é um estudante
universitário que começou a apresentar comportamentos estranhos
nos últimos meses. Ele relata ouvir vozes que ninguém mais ouve e
acredita que está sendo perseguido por pessoas desconhecidas.
Pedro tem dificuldade para organizar seus pensamentos e seu
discurso é frequentemente desorganizado. Ele também apresenta
comportamento catatônico, ficando imóvel por longos períodos.
Dica 1: Preste atenção aos delírios e alucinações.
Dica 2: Observe o discurso desorganizado e o comportamento
catatônico.
Dica 3: Considere a dificuldade em organizar pensamentos e a
percepção de perseguição.
Esquizofrenia
Caso 6:
Paciente: João Silva, 8 anos Descrição: João apresenta
dificuldades significativas na comunicação verbal e não verbal, além
de comportamentos repetitivos e interesses restritos. João também
tem dificuldades em interações sociais, frequentemente evitando
contato visual e preferindo brincar sozinho.
Dica 1: Dificuldades na Comunicação: Problemas na fala, uso
repetitivo de palavras ou frases, dificuldade em iniciar ou manter
conversas.
Dica 2: Interações Sociais: Evitar contato visual, preferir brincar
sozinho, dificuldade em entender expressões faciais e gestos.
Dica 3: Comportamentos Repetitivos: Movimentos repetitivos (como
balançar as mãos), insistência em rotinas, interesses restritos e
intensos.
Transtorno do Espectro Autista (TEA)

slides de psicologia....................

  • 1.
    Saúde Mental -PI Profa Mailanne Dantas Psicóloga/Psicanalista CRP 03/21877
  • 2.
    Prova 02.04 Assuntos: - Artigos: ‘Asaúde mental e a fabricação da normalidade’ ‘A evolução da saúde mental no Brasil’ – ambos estão no AVA; - História da Psicopatologia no Brasil (slides); - Modelos diagnósticos em psicopatologia (slides).
  • 3.
    Saúde Mental, oque é? A saúde mental refere-se ao estado de equilíbrio emocional, psicológico e social que permite às pessoas enfrentarem desafios, estabelecerem relacionamentos saudáveis e realizarem atividades cotidianas de forma produtiva. É um conceito abrangente que inclui: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Saúde é: Aspectos emocionais; Aspectos cognitivos; Aspectos sociais. “estado de completo bem- estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença” estar saudável, nessa perspectiva, é um tanto quanto utópico, já que dificilmente estamos nos sentindo plenos, completos, especialmente quando se trata de saúde mental.
  • 4.
    Saúde O desequilíbrio por diferentesfatores (emocional, social, biológico) – leva a um possível transtorno mental. Não há saúde sem saúde mental, uma pessoa saudável deve ser capaz de lidar com problemas do dia a dia, deve poder apreciar a qualidade das boas relações. Em muitos adultos, as evidências surgem desde a infância, mas se intensificam na fase adulta.
  • 5.
    Saúde Mental Quando osofrimento se intensifica e se prolonga, de modo a interferir em nosso funcionamento e comprometendo nosso desempenho, causando transtornos em nossas vidas. O sofrimento mental é uma experiência humana universal. Todo mundo já passou em algum momento da vida. Sintomas que podem ser leves e passageiros, sem comprometer nosso desempenho. Sofrimento Mental Doença Mental
  • 6.
    A Saúde Mentale a Fabricação da Normalidade
  • 7.
  • 8.
    História da SaúdeMental e Normalização Desenvolvimento Histórico:  Ao longo dos séculos, a percepção e o tratamento das doenças mentais passaram por diversas transformações. No passado, as doenças mentais eram frequentemente associadas a superstições e estigmas, resultando em tratamentos desumanos e isolamento dos doentes. • Com o avanço da ciência e da medicina, surgiram abordagens mais humanas e científicas para compreender e tratar a saúde mental. A criação de instituições psiquiátricas e o desenvolvimento de tratamentos médicos e terapêuticos são exemplos dessa evolução.
  • 9.
    Impacto da Normalização A normalização refere-se ao processo de estabelecer padrões de comportamento e pensamento que são considerados aceitáveis ou desejáveis pela sociedade.  As instituições, como escolas, hospitais e prisões, desempenham um papel crucial na imposição desses padrões.
  • 10.
  • 11.
    Foucault e aNormalização Conceito de Normalização: Explorou o conceito de normalização como uma forma de poder e controle social que estabelece padrões de comportamento considerados normais e aceitáveis pela sociedade. Instituições de Controle Destacou o papel das instituições sociais, como escolas, hospitais e prisões, na imposição e manutenção dessas normas. Essas instituições, desempenham um papel crucial na fabricação da normalidade, exercendo poder sobre os indivíduos e influenciando a maneira como a sociedade define o que é considerado normal e patológico.
  • 12.
    Obras de Foucault Em "Vigiar e Punir", Foucault discute o poder disciplinar e suas técnicas, argumentando que a sociedade moderna utiliza a vigilância e a punição para controlar os indivíduos.  Em "A História da Loucura", Foucault explora os tratamentos e confinamentos de doentes mentais ao longo da história. Ele mostra como a loucura foi isolada e tratada de maneiras desumanas em diferentes períodos históricos.
  • 13.
    Canguilhem e oNormal e o Patológico "Ser saudável é poder adoecer e se recuperar, é experimentar perturbações e curar-se delas.” (CANGUILHEM, 2002) Normal vs. Patológico A normalidade não é uma condição estática, mas sim uma capacidade de se adaptar e responder às variações e desafios do ambiente. Por outro lado, o patológico é caracterizado pela incapacidade ou dificuldade de adaptação a essas variações. Para ele, a saúde não deve ser vista como a ausência de variação, mas como a capacidade de um organismo de navegar e se adaptar às flutuações e desafios constantes do ambiente.
  • 14.
    Pontos principais:  Anormalização é um processo pelo qual a sociedade estabelece padrões de comportamento e pensamento que são considerados aceitáveis ou desejáveis. Esses padrões são frequentemente impostos pelas instituições sociais e médicas.  A normalização pode ser uma ferramenta de controle social que marginaliza e exclui aqueles que não se enquadram nos padrões estabelecidos. Isso pode levar à estigmatização e discriminação de indivíduos que sofrem de doenças mentais.  As críticas de Foucault e Canguilhem são importantes para questionar os padrões impostos pela normalização e promover uma compreensão mais ampla e crítica da saúde mental.
  • 15.
    Questões: 1. Como anormalização impacta a definição de saúde e doença na sociedade atual? 2. Quem são os dois principais autores mencionados no artigo e qual é a relevância deles? 3. Quais são os principais argumentos de Foucault em relação à normalização na saúde mental? 4. Como Canguilhem diferencia saúde e normalidade? 5. Como Foucault e Canguilhem se complementam em suas críticas à normalização? 6. Defina normal e patológico na saúde mental. 7. Como este artigo critica os excessos do ideal normalizador?
  • 16.
    História da Psicopatologiano Brasil Psicopatologia Psyché Páthos Lógos Alma, espírito e mente Sofrimento ou doença estudo
  • 17.
    História da Psicopatologiano Brasil Fonte: Fiocruz
  • 18.
    Período Colonial Fonte: Brasilescola PeríodoColonial: 1500-1822 Durante o período colonial, a loucura era frequentemente associada a possessões demoníacas e influências sobrenaturais. As práticas de tratamento eram rudimentares e baseadas em crenças religiosas. Tratamentos Primitivos: Métodos como exorcismos, confinamento e uso de ervas eram comuns. A falta de conhecimento científico limitava as abordagens terapêuticas.
  • 19.
    Séc. XIX Hospício PedroII, 1861. Fonte: Arquivo Nacional Vista aérea do Palácio Universitário (UFRJ), antiga sede do Hospício Pedro II. Fonte: Arquivo Nacional A fundação do Hospício Pedro II em 1852 no Rio de Janeiro marcou o início da institucionalização do tratamento de doenças mentais no Brasil. Este foi o primeiro hospital psiquiátrico do país.
  • 20.
    Séc. XX Hospital Colôniade Barbacena. Fonte: Arquivo Nacional Pacientes em 1921. Fonte: Arquivo Nacional Criação do Hospital Colônia de Barbacena e suas práticas.
  • 21.
    https://www.youtube.com/watch?v= VVZra5EUpyk Pessoas indesejadas pelasociedade são confinadas e amontoadas no Hospital Colônia, em Minas Gerais
  • 22.
    Séc. XX Reforma Psiquiátrica MovimentoAntimanicomial Lei Paulo Delgado (Lei 10.216/2001) Nise da Silveira e pacientes. Fonte: Arquivo Nacional CAPS III, FSA. Fonte: Folha do Estado BA.
  • 23.
    Psicopatologia Contemporânea Psicoterapia individuale em grupo. Fonte: Getty Images. A psicopatologia contemporânea busca entender os transtornos mentais de forma holística, considerando fatores biológicos, psicológicos e sociais. Exemplo Prático: Uso de terapias combinadas (medicação e psicoterapia) em CAPS.
  • 24.
  • 25.
    Certo ou Errado Pergunta1: A reforma psiquiátrica no Brasil começou na década de 1980. Pergunta 2: A Lei Paulo Delgado (Lei 10.216/2001) não teve impacto na saúde mental no Brasil. Pergunta 3: Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) foram criados como parte da reforma psiquiátrica. Pergunta 4: A reinserção social dos pacientes psiquiátricos não é um objetivo da reforma psiquiátrica. Pergunta 5: A reforma psiquiátrica brasileira foi influenciada por movimentos internacionais.
  • 26.
    Certo ou Errado– Respostas: Pergunta 1: A reforma psiquiátrica no Brasil começou na década de 1980. CERTO Pergunta 2: A Lei Paulo Delgado (Lei 10.216/2001) não teve impacto na saúde mental no Brasil. ERRADO Pergunta 3: Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) foram criados como parte da reforma psiquiátrica. CERTO Pergunta 4: A reinserção social dos pacientes psiquiátricos não é um objetivo da reforma psiquiátrica. ERRADO Pergunta 5: A reforma psiquiátrica brasileira foi influenciada por movimentos internacionais. CERTO
  • 27.
    Certo ou Errado– Respostas: Pergunta 6: Os hospitais psiquiátricos foram completamente abolidos no Brasil após a reforma psiquiátrica. ERRADO Pergunta 7: A reforma psiquiátrica no Brasil não enfrentou resistência. ERRADO Pergunta 8: A criação dos CAPS foi uma iniciativa isolada e não faz parte de uma política pública mais ampla. ERRADO Pergunta 9: A reinserção social inclui a integração dos pacientes em atividades comunitárias e de trabalho. CERTO Pergunta 10: A reforma psiquiátrica brasileira não teve impacto na legislação de saúde mental. ERRADO
  • 28.
    Certo ou Errado– Respostas: Pergunta 11: A reforma psiquiátrica no Brasil priorizou a criação de hospitais psiquiátricos. ERRADO Pergunta 12: A Lei Paulo Delgado foi promulgada em 2001. CERTO Pergunta 13: A desinstitucionalização visa manter os pacientes em hospitais por longos períodos. ERRADO Pergunta 14: Os CAPS oferecem apenas tratamento farmacológico. ERRADO Pergunta 15: A reforma psiquiátrica brasileira foi um movimento para utilização governamental. ERRADO
  • 29.
    Grupos Grupo 1 -I - A Reforma Psiquiátrica no Brasil: Política de Saúde Mental do SUS – 6 a 10; Grupo 2 - O processo de desinstitucionalização – 10 a 18 – até o Programa de volta para casa; Grupo 3 - O processo de desinstitucionalização – 18 a 24; Grupo 4 - A rede de cuidados na comunidade – 24 a 36; Grupo 5 - Saúde Mental e Inclusão social: a rede se amplia – 36 a 40; Grupo 6 - Os principais desafios da Reforma Psiquiátrica – 44 a 48
  • 30.
    Modelos diagnósticos empsicopatologia - (DSM-5) - O Manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais, que está na sua quinta edição e que é editado pela American Psychiatric Association (APA), faz menção aos códigos classificatórios do manual desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). - (CID-11)– a Classificação internacional de doenças e problemas relacionados à saúde, que se encontra em sua 11ª edição. A CID incluiu pela primeira vez os transtornos mentais em sua categorização no ano de 1948, em sua 6ª edição. - Ambos se assemelham no modo de estabelecer o raciocínio acerca dos sinais e sintomas, focando o diagnóstico fundamentalmente na observação de comportamentos que são classificados como funcionais ou não.
  • 31.
    Critérios Diagnósticos  DSM-5 Definição:Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Utilização: Principalmente nos EUA. Estrutura: Critérios específicos para cada transtorno, baseados em sintomas e duração. - DSM-5 – TR é uma revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Quinta Edição (DSM-5), publicada em março de 2022.  CID-11 Definição: Classificação Internacional de Doenças. Utilização: Globalmente. Estrutura: Classificação abrangente de doenças, incluindo transtornos mentais. Em 2018, a OMS lança a CID-11, que entrou em vigor em 2022 . Comparação Detalhamento: DSM-5 é mais detalhado em critérios específicos. Abrangência: CID-11 é mais abrangente e utilizado internacionalmente.
  • 32.
    Principais Modelos Diagnósticos Modelo Biomédico Foco: Bases biológicas dos transtornos mentais. Métodos: Exames laboratoriais, neuroimagem, genética. Exemplo: Transtorno Depressivo Maior associado a desequilíbrios químicos no cérebro.  Modelo Psicodinâmico Foco: Processos inconscientes e conflitos internos. Métodos: Análise de sonhos, associações livres, transferência. Exemplo: Transtorno de Ansiedade Generalizada relacionado a conflitos inconscientes.  Modelo Cognitivo-Comportamental Foco: Padrões de pensamento e comportamento. Métodos: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), reestruturação cognitiva. Exemplo: Transtorno de Pânico tratado com técnicas de exposição e reestruturação cognitiva.  Modelo Humanista Foco: Experiência subjetiva e potencial humano. Métodos: Terapia Centrada na Pessoa, empatia, aceitação incondicional. Exemplo: Transtorno de Estresse Pós-Traumático abordado com foco na autoatualização.
  • 33.
     Modelo Sociocultural Foco:Impacto dos fatores sociais e culturais. Métodos: Análise do contexto social, intervenções comunitárias. Exemplo: Transtornos alimentares influenciados por padrões culturais de beleza. Limitações dos Modelos Modelo Biomédico: Pode negligenciar fatores psicológicos e sociais. Modelo Psicodinâmico: Difícil de validar empiricamente. Modelo Cognitivo-Comportamental: Pode não abordar questões subjacentes profundas. Modelo Humanista: Pode ser visto como subjetivo e difícil de medir. Modelo Sociocultural: Pode ser complexo integrar todos os fatores sociais e culturais. Desafios Comorbidade: Presença de múltiplos transtornos pode complicar o diagnóstico. Sintomas Sobrepostos: Sintomas comuns a vários transtornos dificultam a diferenciação.
  • 34.
    Aplicações Clínicas  PráticaClínica: Aplicação dos modelos diagnósticos na avaliação e tratamento de pacientes. Utilização de múltiplos modelos para uma abordagem mais holística.  Exemplos de Casos Clínicos: Caso 1: Paciente com Transtorno Depressivo Maior tratado com antidepressivos (modelo biomédico) e TCC (modelo cognitivo- comportamental). Caso 2: Paciente com Transtorno de Ansiedade Generalizada abordado com terapia psicodinâmica para explorar conflitos inconscientes.
  • 35.
    Anamnese Psiquiátrica xAnamnese Psicológica
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    Estrutura da Entrevistade Anamnese  Dados de Identificação Nome, idade, sexo, estado civil, ocupação.  Motivo da Consulta Razão pela qual o paciente procurou ajuda. Sintomas principais e duração.  História da Doença Atual Descrição detalhada dos sintomas. Fatores desencadeantes e agravantes.  História Médica Pregressa Tratamentos anteriores, hospitalizações, medicações.  História Pessoal e Social Ambiente familiar, histórico ocupacional, relações sociais. Exame do Estado Mental Aspectos Observados  Aparência: Higiene, vestimenta, expressão facial.  Comportamento: Atitude, atividade motora, cooperação.  Humor e Afeto: Estado emocional predominante, congruência afetiva.  Pensamento: Conteúdo, forma, velocidade.  Percepção: Alucinações, ilusões.  Cognição: Orientação, memória, atenção.  Julgamento e Insight: Capacidade de tomar decisões, compreensão da própria condição.
  • 37.
    Técnicas de Entrevista Abordagens EntrevistaEstruturada: Segue um roteiro fixo de perguntas. Entrevista Semiestruturada: Combina perguntas fixas com flexibilidade para explorar áreas relevantes. Entrevista Aberta: Permite que o paciente fale livremente sobre suas preocupações. Empatia e Escuta Ativa Empatia: Demonstrar compreensão e preocupação genuína. Escuta Ativa: Prestar atenção total ao paciente, refletir e clarificar suas falas.
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    Estudos de CasoInterativos
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    Caso 1: Paciente: Maria,28 anos. Descrição: Maria é uma jovem profissional que trabalha em uma empresa de tecnologia. Ela relata sentir uma preocupação constante e excessiva sobre seu desempenho no trabalho, sua saúde e a segurança de sua família. Maria tem dificuldade em controlar essa preocupação, o que a deixa frequentemente cansada e com dificuldade para se concentrar. Ela também relata sintomas físicos como tensão muscular e insônia. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) Dica 1: Observe os sintomas de preocupação excessiva e dificuldade em controlar a preocupação. Dica 2: Note os sintomas físicos como tensão muscular e insônia. Dica 3: Considere a duração e a intensidade da ansiedade.
  • 40.
    Caso 2: Paciente: João,35 anos. Descrição: João é um professor universitário que, nos últimos meses, tem se sentido constantemente triste e desmotivado. Ele perdeu o interesse em atividades que antes gostava, como jogar futebol e sair com amigos. João tem dificuldade para dormir, sente-se extremamente cansado e tem pensamentos recorrentes de inutilidade e culpa. Ele também perdeu peso devido à falta de apetite. Dica 1: Preste atenção ao humor deprimido e à perda de interesse em atividades. Dica 2: Observe as alterações no apetite e no sono. Dica 3: Considere os pensamentos de inutilidade e culpa. Transtorno Depressivo Maior
  • 41.
    Caso 3: Paciente: Ana,40 anos. Descrição: Ana é uma empresária que experimenta mudanças extremas de humor. Em alguns períodos, ela se sente extremamente eufórica, com muita energia, fala rapidamente e toma decisões impulsivas, como gastar grandes quantias de dinheiro. Em outros períodos, ela se sente profundamente deprimida, sem energia, e tem dificuldade para sair da cama. Esses episódios de mania e depressão têm afetado sua vida pessoal e profissional. Dica 1: Identifique os episódios de mania e depressão. Dica 2: Note os comportamentos impulsivos durante os períodos de mania. Dica 3: Observe as mudanças extremas de humor. Transtorno Bipolar
  • 42.
    Caso 4: Paciente: Laura,30 anos. Descrição: Laura é uma contadora que relata ter pensamentos intrusivos e repetitivos sobre contaminação. Para aliviar sua ansiedade, ela sente a necessidade de lavar as mãos repetidamente e limpar sua casa de forma excessiva. Esses comportamentos compulsivos estão interferindo em sua vida diária, fazendo com que ela chegue atrasada ao trabalho e evite sair de casa. Dica 1: Identifique os pensamentos intrusivos e repetitivos. Dica 2: Note os comportamentos compulsivos, como lavar as mãos repetidamente. Dica 3: Observe como esses comportamentos interferem na vida diária. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
  • 43.
    Caso 5: Paciente: Pedro,25 anos Descrição: Pedro é um estudante universitário que começou a apresentar comportamentos estranhos nos últimos meses. Ele relata ouvir vozes que ninguém mais ouve e acredita que está sendo perseguido por pessoas desconhecidas. Pedro tem dificuldade para organizar seus pensamentos e seu discurso é frequentemente desorganizado. Ele também apresenta comportamento catatônico, ficando imóvel por longos períodos. Dica 1: Preste atenção aos delírios e alucinações. Dica 2: Observe o discurso desorganizado e o comportamento catatônico. Dica 3: Considere a dificuldade em organizar pensamentos e a percepção de perseguição. Esquizofrenia
  • 44.
    Caso 6: Paciente: JoãoSilva, 8 anos Descrição: João apresenta dificuldades significativas na comunicação verbal e não verbal, além de comportamentos repetitivos e interesses restritos. João também tem dificuldades em interações sociais, frequentemente evitando contato visual e preferindo brincar sozinho. Dica 1: Dificuldades na Comunicação: Problemas na fala, uso repetitivo de palavras ou frases, dificuldade em iniciar ou manter conversas. Dica 2: Interações Sociais: Evitar contato visual, preferir brincar sozinho, dificuldade em entender expressões faciais e gestos. Dica 3: Comportamentos Repetitivos: Movimentos repetitivos (como balançar as mãos), insistência em rotinas, interesses restritos e intensos. Transtorno do Espectro Autista (TEA)