

A Psiquiatria no Brasil surge, com a
chegada da Família Real ao Brasil, com o
objetivo de colocar ordem na urbanização
e disciplinar a sociedade



O saber e o poder médico, artificialmente,
criam uma legitimidade de intervenção da
classe dominante sobre os despossuídos
através da nova especialidade - a
psiquiatria – e da nova instituição.


O objeto dessa intervenção, o sofrimento
mental, é reduzido através de um artifício
conceitual, a categoria de “doença
mental”, subtraindo-se toda a
complexidade de fenômenos diversos,
singulares e compreensíveis, no contexto
da existência humana.



O Manicômio, dentre outros dispositivos
disciplinares igualmente complexos,
atravessou séculos até os nossos dias,
conformando uma sociedade disciplinar.
Manicômios:
 Asile,
madhouse, asylum, hospizio,
denominam as instituições cujo fim é
abrigar, recolher ou dar algum tipo de
assistência aos "loucos”.


Designa o hospital psiquiátrico, com a
função de dar atendimento médico,
sistemático e especializado, aos doentes
mentais.


Os internados nestas instituições são vítimas
da
solidão,
do
abandono
e
da
impessoalidade.



O tempo é considerado morto, os doentes
tem como único caminho a seguir aquele
determinado pelo hospital.



Seus objetivos são unicamente o bom
funcionamento da instituição e acabam por
serem responsáveis também pela morte do
indivíduo, da pessoa como um ser humano.


Segundo Goffman (1974), os pacientes
internados nos manicômios eram submetidos
a
uma
série
de
rebaixamentos,
degradações, humilhações e profanações
do “eu”, sendo muitas vezes mortificados.



Ainda segundo Goffman (1974), o indivíduo
começava a passar por mudanças radicais
que
afetavam
profundamente
sua
consciência
moral,
gerando
uma
deformação pessoal decorrente do fato de
a pessoa perder seu conjunto de identidade.
•O interior destes hospitais era baseado
no isolamento e organizado como um
espaço asilar, assemelhando-se com
instituições prisionais.
• Constituía-se nestes locais uma relação
terapêutica baseada na autoridade.


Nenhum critério é, por si só, indicador de
conduta anormal.



Nenhum critério é, por si só, suficiente para
definir uma conduta como anormal.



A anormalidade deve ser definida por
vários critérios.



Um sintoma isolado não é patológico, pois
pode ser encontrado em determinadas
circunstâncias em pessoas normais (Por
exemplo: Alucinações).


Saúde:
Estado do indivíduo cujas funções orgânicas,
físicas e mentais se acham em situação
normal; estado do que é sadio ou são.



Doença:
Denominação genérica de qualquer desvio
do estado normal.
Conjunto de sinais e/ou sintomas que têm
uma só causa; moléstia.
Dicionário Aurélio
“Saúde é um estado
de completo bemestar físico, mental
e social e não
somente a
ausência da
doença.”
(OMS)
Doença é o
desequilíbrio entre
o físico e o
emocional e suas
intercorrências
com a realidade
social do paciente.


Saúde:
equilíbrio entre os fatores físico, psíquico
e social.



Doença:
transtorno de saúde que pode afetar
sentimentos, pensamentos e o
comportamento.


“Saúde Mental é o conjunto de ações de promoção,
prevenção e tratamento referentes ao melhoramento ou à
manutenção ou à restauração da Saúde Mental de uma
população” (Saraceno, 1999). Tem correlação com
dimensões legislativas, sociais, econômicas, culturais e
políticas.



Abordagem holística e pluridisciplinar, abordagem
complexa e orientada à comunidade e não exclui a
abordagem biológica.



Psiquiatria (modelo biomédico) X Saúde Mental (holismo
biopsicossocial)
Há um contínuo
entre normal e
anormal sem
nenhuma linha
divisória absoluta


“A SAÚDE é a vida no silêncio dos
órgãos.”



“A DOENÇA é aquilo que perturba os
homens no exercício normal de sua
vida e em suas ocupações e, sobretudo,
aquilo que os faz sofrer.”
(René Leriche)


NORMAL como Fato - descritivo
(aquilo que se encontra mais
frequentemente ou está na média)

NORMAL como Valor – avaliativo
(aquilo que é como deve ser)

* Anomalia (omalos) – variação, diferença
* Anormal (nomos) – normas, leis


Importante:
Se a anomalia não apresentar
repercussão negativa na funcionalidade
do indivíduo, não será considerada
anormal.
Patológico:


Qualquer modificação indesejável de uma
função , ou mudança negativa na
estrutura de um órgão ou sistema do
corpo.



Tem qualidade diferente.



Não é encontrado nas pessoas normais





Anormalidade positiva e negativa
Inteligência

Toda patologia é anormalidade, mas
nem toda anormalidade é patologia.


O doente enquanto vive, está
normatizado por uma norma
conservadora, que se repete, idêntica a
si mesma.



A doença não é uma variação da
dimensão da saúde, ela é uma nova
dimensão da vida.
DOENÇA MENTAL:
Imperativo de
criação e
conservação
SAÚDE MENTAL:
Margem de
tolerância as
infidelidades do
meio.
Mulher sentada diante da janela
› Normalidade como ausência de

doença.
› Normalidade estatística.
› Normalidade como bem estar.
› Normalidade funcional.
(Paulo Dalgalarrondo)
› Normalidade como processo.
› Normalidade subjetiva.
› Normalidade como liberdade.
› Normalidade operacional
(Paulo Dalgalarrondo)


Sofrimento:
Angústia e ansiedade do indivíduo



Má adaptação:
Funcionamento cotidiano prejudicado


Popularmente há uma tendência em se
julgar à sanidade da pessoa, de acordo
com seu comportamento, de acordo
com sua adequação às conveniências
sócio-culturais como, por exemplo, a
obediência aos familiares, o sucesso no
sistema de produção, a postura sexual,
etc.


Causas: Internas e externas.
› Internas: resultado de alterações orgânicas

e psicológicas no organismo;
› Externas: depende da reação da pessoa e

experiência anterior, onde a
hereditariedade e o meio ambiente é que
determinam qual intensidade e o tipo de
tensão que um indivíduo pode suportar e
aprender a lidar com situações emocionais
durante a vida.


Fatores sócio-econômicos ;



Doença mental prévia;



Desemprego;



Baixa renda;



Tendência a suicídio.


Há duas classificações básicas de doenças
mentais, que são as neuroses, e as psicoses.
› A - Neurose é chamada neurose toda a

psicopatologia leve, onde a pessoa tem a
noção (mesmo que vaga) de seu problema.
› Ele tem contato com a realidade, porém há
manifestações psicossomáticas, que são
notadas por este, e que servem de aviso para a
pessoa procurar um tratamento psicológico, ou
psiquiátrico.
› É um fator comum a ansiedade exacerbada.
B - Psicose: se caracteriza por uma
intensa fuga da realidade. É, como a
Filosofia e as artes chamam, a loucura,
propriamente dita.
› Pode ser classificada de três formas:
› A) pela manifestação;
› B) pelo aspecto neurofisiológico;
› C) pela intensidade.


A reforma psiquiátrica pretende modificar
o sistema de tratamento clínico da doença
mental, eliminando gradualmente a
internação como forma de exclusão social.



Este modelo seria substituído por uma rede
de serviços territoriais de atenção
psicossocial, visando a integração da
pessoa que sofre de transtornos mentais à
comunidade.


A rede territorial de serviços proposta na pela
Reforma Psiquiátrica inclui centros de atenção
psicossocial (CAPS), centros de convivência e
cultura assistidos, cooperativas de trabalho
protegido (economia solidária), oficinas de
geração de renda e residências terapêuticas,
descentralizando e territorializando o
atendimento em saúde, conforme previsto na
Lei Federal que institui o Sistema Único de
Saúde (SUS) no Brasil.



Esta rede substituiria o modelo arcaico dos
manicômios do Brasil.


Na perspectiva da Reforma Psiquiátrica,
e em defesa da humanização da
atenção em saúde mental, o papel das
emergências psiquiátricas, sobretudo
em hospital geral, vem sendo redefinido
nas últimas décadas.



A internação deixou de ser a única
opção de tratamento.


Segundo a Lei 10.216 no parágrafo único,
incisos I e II refere sobre os direitos da
pessoa portadora de transtorno mental e
diz:
I – ter acesso ao melhor tratamento do
sistema de saúde, consentâneo às suas
necessidades;
II – ser tratada com humanidade e
respeito e no interesse exclusivo de
beneficiar sua saúde, visando alcançar sua
recuperação pela inserção na família, no
trabalho e na comunidade;


A reforma psiquiátrica a desativação
gradual dos manicômios, para que aqueles
que sofrem de transtornos mentais possam
conviver livremente na sociedade.



Ocorre que muitos deles sequer têm nome
conhecido, documentos, familiares,
dificultando a reinserção social. Também
não possuem acesso aos benefícios sociais
oferecidos pelo Estado, como a
aposentadoria e auxílio-doença.


Redireciona a assistência em saúde
mental, privilegiando o oferecimento de
tratamento em serviços de base
comunitária, dispõe sobre a proteção e
os direitos das pessoas com transtornos
mentais, mas não institui mecanismos
claros para a progressiva extinção dos
manicômios.


Existem em funcionamento hoje no país
689 Centros de Atenção Psicossocial e,
ao final de 2004, os recursos gastos com
os hospitais psiquiátricos passam a
representar cerca de 64% do total dos
recursos do Ministério da Saúde para a
saúde mental.
ADMISSÃO EM
NEUROPSIQUIATRIA
Admissão em Neuropsiquiatria




















Atendimento ao Paciente Psiquiátrico:
Não despreze ou condene os pacientes pelos seus atos;
Demonstre confiança e habilidade profissional;
Não se envolva em amizades particulares com os pacientes;
Não dê valor demasiado as observações dos pacientes;
Manter serenidade;
Cultive a paciência que procede da compreensão;
Seja sincero;
Seja sensível;
Os pacientes são seres humanos, trate-os como tais;
Atenda os pacientes sem pressa individualmente;
Trata com cordialidade;
Manifestar interesse cortez;
Cultive a paciência;
Tenha trato;
Estimule a independência;
Seja paciente;
Elogie quando eles conseguem realizar trabalhos em grupo;
Dê atenção a todos, até mesmo a aqueles que não requerem atenção.
Admissão ao Doente Mental







Receber cordialmente;
Controle dos sinais vitais e peso
(semanalmente);
Observar cicatriz, equimose, manchas,
parasitas;
Apresentação de pessoal e planta física;
Explicar sobre rotina;
Anotações de enfermagem dia e hora da
internação, aceitação da internação: se veio
acompanhado e condições do paciente.
Classificação
 Uma

classificação é um modo

de ver o mundo de um ponto
no tempo.
 Norman Sartorius
 Diretor da Divisão de Saúde Mental - OMS  Responsável pela CID - 10
Doenças Mentais
Causas: Internas e externas.
Internas:

resultado de alterações orgânicas e
psicológicas no organismo;
Externas:

depende da reação da pessoa e
experiência anterior, onde a hereditariedade e o
meio ambiente é que determinam qual intensidade
e o tipo de tensão que um indivíduo pode suportar
e aprender a lidar com situações emocionais
durante a vida.


Seja qual for a causa original, ela deve ser
comumente considerada como a
manifestação de um disfunção
comportamental, psicológica ou biológica na
pessoa.



Nem desvio de comportamento, por exemplo,
político, religioso ou sexual, nem os conflitos
que são primariamente entre o indivíduo e a
sociedade são considerados transtornos
mentais, a menos que o desvio ou conflito
seja um sintoma de uma disfunção na
pessoa, conforme descrito acima. (APA 1987)
Doenças Mentais
Fatores de Risco
Fatores sócio-econômicos ;
Doença mental prévia;
Desemprego;
Baixa renda;
Tendência a suicídio.
Formas de Manifestações


Psicóticos – perda do teste de realidade
com delírios e alucinações



Neuróticos – sem perda do teste de
realidade; baseado principalmente em
conflitos intrapsíquicos ou acontecimentos
ansiogênicos.
Formas de Manifestações


Funcionais – ausência de um dano
estrutural ou fator etiológico claro que
explique o comprometimento.



Orgânico – Doença causa por um agente
específico que causa uma alteração
estrutural no cérebro
A importância dos diagnósticos
Facilitar a comunicação;
 Estabelecer a história natural das
doenças;
 Testarmos tratamentos de tal forma que
seus resultados possam ser extrapolados;
 Possibilitar pesquisas epidemiológicas

A importância dos diagnósticos
Facilitar a comunicação;
 Estabelecer a história natural das
doenças;
 Testarmos tratamentos de tal forma que
seus resultados possam ser extrapolados;
 Possibilitar pesquisas epidemiológicas

Apresentação dos grupos diagnósticos
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.

Transtornos geralmente diagnosticados pela
primeira vez na infância ou adolescência
Delirium, demências e outros transtornos
cognitivos
Transtornos devidos a condições médicas
gerais
Relacionados a substâncias
Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos
Transtornos do Humor
Transtornos de Ansiedade
Transtornos


É conjunto de sintomas ou
comportamentos clinicamente
reconhecível associado, na maioria dos
casos, a sofrimento e interferências com
funções pessoais.



Desvio ou conflito social sozinho, sem
disfunção pessoal, não deve ser incluído
em transtorno mental, como aqui definido

Obs – não usa-se os termos doença ou
enfermidade
Transtornos Alimentares


O comportamento alimentar inclui algumas dimensões
complementares: Dimensão fisiológica-nutritiva,


Dimensões psicodinâmicas e afetiva (fome e alimentação
vinculam-se à satisfação a ao prazer),



Dimensão Relacional ( no desenvolvimento da criança a boca é
o mediador da primeira relação mãe-filho).


Compulsão X Impulsão.
Transtornos Alimentares
1) Compulsão Alimentar Episódica (CAE)


São episódios de compulsão alimentar, com consumo
exagerado de calorias.



Dois fatores (restrição alimentar e humores negativos)
parecem ser importantes na manutenção da CAE e
subseqüente purgação.



2% das mulheres da população geral. Na proporção
entre os sexos de 3:2 (M/H).
Transtornos Alimentares


Embora obesidade não seja um pré-requisito,
existe uma superposição substancial entre CAE
e obesidade.



Obesos com CAE têm mais diagnóstico de
depressão maior, Pânico e Transtorno da
personalidade (Yanovski el al. 1992).



Dois fatores (restrição alimentar e humores
negativos) parecem ser importantes na
manutenção da CAE e subseqüente purgação.
Transtornos Alimentares
Bulimia Nervosa:


Preocupação persistente com o comer e um desejo
irresistível de comida. Afeta 1 a 2% das mulheres.



Aparecimento no final da adolescência e início da idade
adulta. Iniciando com uma preocupação com o peso,
insatisfação com o corpo e restrição alimentar
importante.
Transtornos Alimentares.
Bulimia Nervosa:


Etiologia: psicológico, neuroquímicos (restrições e
serotonina) e sociais (padrão de beleza).



Prevenção: discussão de hábitos alimentares saudáveis,
particularmente entre adolescentes. Imposição do
padrão de beleza.
Transtornos Alimentares.
Anorexia Nervosa:


Transtorno caracterizado pela acentuada perda de peso
auto-induzida(15% abaixo do peso ideal) por abstinência
de alimentos ou por comportamento purgativos, uso de
anorexígenos ou exercícios físicos, excessivos.



Existe um medo intenso em ganhar peso, um distúrbio
na existência da forma do corpo e amenorréia, em
mulheres.
Bulimia x Anorexia


São consideradas enfermidades
psiquiátricas pela OMS, do grupo de
transtornos alimentares.



Os Transtornos Alimentares são definidos
como desvios do comportamento
alimentar que podem levar ao
emagrecimento extremo (caquexia) ou à
obesidade, entre outros problemas físicos
e incapacidades.
Bulimia x Anorexia








Bulimia
Transtorno que leva a
pessoa ingerir grandes
quantidades de comida e,
logo após provoca emese,
por culpa, pelo excesso
cometido.
Nem sempre há perda
acentuada de peso.
Pode usar diuréticos e
laxantes.
Mais comum, mas menos
letal

Anorexia








Desejo patológico de
emagrecer.
Redução drástica da
alimentação
Uso de exercícios físicos
intensos, induzir o vômito,
jejuar, tomar diuréticos e
usar laxantes.
Entre 5% a 18% morrem em
decorrência desse
transtorno.
Ocorre entre os 14 e 18
anos.
Sintomas
Bulimia










Osteoporose, por falta de
nutrientes;
Arritmias;
Queda do cabelos e
alopecia;
Dores abdominais;
Inflamações intestinais e
descontrole intestinal;
Ansiedade e depressão.










Anorexia
Queda do cabelo;
Hipotermia;
Visão distorcida do corpo;
Ressecamento das
unhas;
Interrupção do ciclo
menstrual, infertilidade;
Depressão, pânico, TOC;
Perda de tecidos ósseos;
Arritmias
Transtornos Psicóticos.


Caracterizam-se por ter sintomas típicos
como delírios e/ou alucinações, distúrbios
do pensamento e comportamento bizarro.



Os psiquiatras clássicos dão ênfase a
perda de contato com a realidade.
Transtornos Psicóticos.
1) ESQUIZOFRENIA.


Aproximadamente 1% da população é afetada pela
Esquizofrenia.



Equivalente em ambos sexos (17 a 27 anos homens e 17 a
37 anos nas mulheres).



Sintomas de Primeira Ordem de Kurt Schneider:






percepção delirante; alucinação com vozes de comando; eco do
pensamento; roubo do pensamento; difusão do pensamento;
vivência de influência.
Existe um perda da relação eu-mundo, imposição do que vem de
fora.

Sintomas negativos:


distanciamento afetivo, retração social, empobrecimento da fluência
verbal, diminuição da vontade, autonegligência, lentificação
psicomotora.
Transtornos Psicóticos.
1)ESQUIZOFRENIA.


Sintomas positivos:




Sintomas negativos:




alucinação, delírios, comportamento bizarro,agitação
psicomotora, neologismos.

distanciamento afetivo, retração social, empobrecimento da
fluência verbal, diminuição da vontade, autonegligência,
lentificação psicomotora.

Classicamente se divide a esquizofrenia em três tipos.
Transtornos Psicóticos.
1)ESQUIZOFRENIA.
Classicamente se divide a esquizofrenia em três tipos:


Forma Paranóide: idéias delirantes de cunho persecutório.



Forma Catatônica: alterações motoras, hipertonia, flexibilidade
cerácea, negativismo, mutismo.



Forma hebefrênica: pensamento desorganizado,
comportamento bizarro, afeto pueril.



Forma simples: sem sintomas característicos, observa-se um
lento empobrecimento psíquico, comportamental, embotamento
afetivo e distanciamento social.
Transtornos Delirantes Que Evoluem Sem
Déficits.
2) Paranóias:


Caracterizam por delírios sistematizados
(encistado ou cristalizado), com preservação da
personalidade e da cognição. Após os 35 anos.
3) Parafrenias:



Início tardio, delírios e alucinações de forma
“fantasiosa”.
Tratamento dos Transtornos Psicóticos


O tratamento das psicoses é feito através:






1 – Psicofarmacologia;
2- Psicoterapias;
3 – Reabilitação Psicossocial.

O fio condutor é não deixar o paciente perder seus laços
sociais e familiares, buscando sua subjetividade, entendendose aqui também a criação de aparatos que impeçam a perda
de sua cidadania.







Antipsicóticos.
Antipsicóticos convencionais.
Haloperidol (Haldol).
Tioridazina (Melleril).
Clorpromazina (Amplictil).
Levomepromazina (Neozine).
Transtornos Maníacos.


Sintoma central: euforia, exaltação do humor.



Deve estar presente a aceleração de todas
as funções psíquicas (taquipsiquismo),
apresentando agitação motora.



Aumento da auto-estima; elação
(engrandecimento do eu); insônia; logorreia;
hipertenaz, hipervigil; irritabilidade;
heteroagressividade;desinibição social e
sexual; compras exageradas; delírios de
grandeza; alucinações; labilidade afetiva.
Transtornos Maníacos.






1 )Mania franca e grave.
Sintomas citados acima de forma muito
acentuada.
Idosos ou com lesões cerebrais prévias podem
se apresentar confusos, consciência
rebaixada.
2) Hipomania.
Sujeito mais disposto que o normal, fala muito
mas sem fuga de idéias, sem limites.
Pouco sono, excessivo nas atividades diárias.
Sem disfunção social.
Transtornos Maníacos.
3) Ciclotimia.




Pacientes que apresentam ao longo da vida freqüentes
períodos de leves sintomas depressivos seguidos de
períodos de hipomania.
Isto ocorre sem que o indivíduo apresente um episódio
completo de mania ou depressão.

4) Mania com sintomas psicóticos.


Sintomas graves de mania acompanhados por delírios
de grandeza, perseguição ou místicos, agitação
psicomotora, alucinações auditivas.
Transtorno Bipolar tipo I e II
Transtorno bipolar = Psicose Maníaco Depressiva.


Tipo I:
 episódios

depressivos leves a graves, intercalados
com fase de anormalidade e de fases maníacas bem
caracterizadas.



Tipo II:
 episódios

depressivos leves a graves intercalados
com períodos de normalidade e seguidos de fase
hipomaníacas.
Tratamento dos Transtornos Afetivos.
1- Carbonato de lítio.


Também usado em pacientes violentos ou
com raiva impulsiva ou episódica.



Criados nos anos 40.



É necessário a monitorização sérica para o
tratamento ser seguro e não causar riscos de
intoxicação.
Tratamento dos Transtornos Afetivos.


Apresentação de comprimidos de 300mg ou de
liberação longa de 450 mg.



Podem causar irritação gástrica, diarréia e
náuseas.



O sintoma colateral mais comum é o tremor,
principalmente nos dedos.



Podem também reclamar de esquecimentos.
Tratamento dos Transtornos
Afetivos.


Pode ocorrer ganho de peso. Podem ocorrer
distúrbios tireoidianos.



Deve-se pedir exames laboratoriais periódicos
para avaliar a função renal dos pacientes em
litioterapia.
Tratamento dos Transtornos Afetivos.
2- Carbamazepina


É um anticonvulsivante.



Comprimidos de 200 e 400 mg, solução oral.



Sintetizada em 1957, mas só na década de
70 começou ser usada na psiquiatria como
estabilizador do humor.
Tratamento dos Transtornos Afetivos.


Podem ser usadas somadas ao lítio.



Melhores para pacientes com ciclos rápidos.



É usada para controle da impulsividade.



Deve ser monitorizada com exames de dosagem
sangüínea e hemogramas para evitar distúrbios
sangüíneos (agranulocitose e anemia aplástica).



Não devem ser usadas em pacientes grávidas.
Tratamento dos Transtornos Afetivos.
3- Ácido Valpróico (Valproato).








Comprimidos e solução.
Também são anticonvulsivantes.
Eficaz no controle da mania aguda.
Profilático do transtorno bipolar.Distúrbios
gastrointestinais, náusea, vômitos, tremor e
sedação.
Teratogêmicos.
Monitorização sangüínea.
Tratamento dos Transtornos Afetivos.

Resumo prova 1º bimestre

  • 3.
     A Psiquiatria noBrasil surge, com a chegada da Família Real ao Brasil, com o objetivo de colocar ordem na urbanização e disciplinar a sociedade  O saber e o poder médico, artificialmente, criam uma legitimidade de intervenção da classe dominante sobre os despossuídos através da nova especialidade - a psiquiatria – e da nova instituição.
  • 4.
     O objeto dessaintervenção, o sofrimento mental, é reduzido através de um artifício conceitual, a categoria de “doença mental”, subtraindo-se toda a complexidade de fenômenos diversos, singulares e compreensíveis, no contexto da existência humana.  O Manicômio, dentre outros dispositivos disciplinares igualmente complexos, atravessou séculos até os nossos dias, conformando uma sociedade disciplinar.
  • 5.
    Manicômios:  Asile, madhouse, asylum,hospizio, denominam as instituições cujo fim é abrigar, recolher ou dar algum tipo de assistência aos "loucos”.  Designa o hospital psiquiátrico, com a função de dar atendimento médico, sistemático e especializado, aos doentes mentais.
  • 6.
     Os internados nestasinstituições são vítimas da solidão, do abandono e da impessoalidade.  O tempo é considerado morto, os doentes tem como único caminho a seguir aquele determinado pelo hospital.  Seus objetivos são unicamente o bom funcionamento da instituição e acabam por serem responsáveis também pela morte do indivíduo, da pessoa como um ser humano.
  • 7.
     Segundo Goffman (1974),os pacientes internados nos manicômios eram submetidos a uma série de rebaixamentos, degradações, humilhações e profanações do “eu”, sendo muitas vezes mortificados.  Ainda segundo Goffman (1974), o indivíduo começava a passar por mudanças radicais que afetavam profundamente sua consciência moral, gerando uma deformação pessoal decorrente do fato de a pessoa perder seu conjunto de identidade.
  • 9.
    •O interior desteshospitais era baseado no isolamento e organizado como um espaço asilar, assemelhando-se com instituições prisionais. • Constituía-se nestes locais uma relação terapêutica baseada na autoridade.
  • 11.
     Nenhum critério é,por si só, indicador de conduta anormal.  Nenhum critério é, por si só, suficiente para definir uma conduta como anormal.  A anormalidade deve ser definida por vários critérios.  Um sintoma isolado não é patológico, pois pode ser encontrado em determinadas circunstâncias em pessoas normais (Por exemplo: Alucinações).
  • 12.
     Saúde: Estado do indivíduocujas funções orgânicas, físicas e mentais se acham em situação normal; estado do que é sadio ou são.  Doença: Denominação genérica de qualquer desvio do estado normal. Conjunto de sinais e/ou sintomas que têm uma só causa; moléstia. Dicionário Aurélio
  • 13.
    “Saúde é umestado de completo bemestar físico, mental e social e não somente a ausência da doença.” (OMS)
  • 14.
    Doença é o desequilíbrioentre o físico e o emocional e suas intercorrências com a realidade social do paciente.
  • 15.
     Saúde: equilíbrio entre osfatores físico, psíquico e social.  Doença: transtorno de saúde que pode afetar sentimentos, pensamentos e o comportamento.
  • 16.
     “Saúde Mental éo conjunto de ações de promoção, prevenção e tratamento referentes ao melhoramento ou à manutenção ou à restauração da Saúde Mental de uma população” (Saraceno, 1999). Tem correlação com dimensões legislativas, sociais, econômicas, culturais e políticas.  Abordagem holística e pluridisciplinar, abordagem complexa e orientada à comunidade e não exclui a abordagem biológica.  Psiquiatria (modelo biomédico) X Saúde Mental (holismo biopsicossocial)
  • 17.
    Há um contínuo entrenormal e anormal sem nenhuma linha divisória absoluta
  • 18.
     “A SAÚDE éa vida no silêncio dos órgãos.”  “A DOENÇA é aquilo que perturba os homens no exercício normal de sua vida e em suas ocupações e, sobretudo, aquilo que os faz sofrer.” (René Leriche)
  • 19.
     NORMAL como Fato- descritivo (aquilo que se encontra mais frequentemente ou está na média) NORMAL como Valor – avaliativo (aquilo que é como deve ser) 
  • 20.
    * Anomalia (omalos)– variação, diferença * Anormal (nomos) – normas, leis  Importante: Se a anomalia não apresentar repercussão negativa na funcionalidade do indivíduo, não será considerada anormal.
  • 21.
    Patológico:  Qualquer modificação indesejávelde uma função , ou mudança negativa na estrutura de um órgão ou sistema do corpo.  Tem qualidade diferente.  Não é encontrado nas pessoas normais
  • 22.
       Anormalidade positiva enegativa Inteligência Toda patologia é anormalidade, mas nem toda anormalidade é patologia.
  • 23.
     O doente enquantovive, está normatizado por uma norma conservadora, que se repete, idêntica a si mesma.  A doença não é uma variação da dimensão da saúde, ela é uma nova dimensão da vida.
  • 24.
    DOENÇA MENTAL: Imperativo de criaçãoe conservação SAÚDE MENTAL: Margem de tolerância as infidelidades do meio. Mulher sentada diante da janela
  • 25.
    › Normalidade comoausência de doença. › Normalidade estatística. › Normalidade como bem estar. › Normalidade funcional. (Paulo Dalgalarrondo)
  • 26.
    › Normalidade comoprocesso. › Normalidade subjetiva. › Normalidade como liberdade. › Normalidade operacional (Paulo Dalgalarrondo)
  • 27.
     Sofrimento: Angústia e ansiedadedo indivíduo  Má adaptação: Funcionamento cotidiano prejudicado
  • 28.
     Popularmente há umatendência em se julgar à sanidade da pessoa, de acordo com seu comportamento, de acordo com sua adequação às conveniências sócio-culturais como, por exemplo, a obediência aos familiares, o sucesso no sistema de produção, a postura sexual, etc.
  • 29.
     Causas: Internas eexternas. › Internas: resultado de alterações orgânicas e psicológicas no organismo; › Externas: depende da reação da pessoa e experiência anterior, onde a hereditariedade e o meio ambiente é que determinam qual intensidade e o tipo de tensão que um indivíduo pode suportar e aprender a lidar com situações emocionais durante a vida.
  • 30.
     Fatores sócio-econômicos ;  Doençamental prévia;  Desemprego;  Baixa renda;  Tendência a suicídio.
  • 31.
     Há duas classificaçõesbásicas de doenças mentais, que são as neuroses, e as psicoses. › A - Neurose é chamada neurose toda a psicopatologia leve, onde a pessoa tem a noção (mesmo que vaga) de seu problema. › Ele tem contato com a realidade, porém há manifestações psicossomáticas, que são notadas por este, e que servem de aviso para a pessoa procurar um tratamento psicológico, ou psiquiátrico. › É um fator comum a ansiedade exacerbada.
  • 32.
    B - Psicose:se caracteriza por uma intensa fuga da realidade. É, como a Filosofia e as artes chamam, a loucura, propriamente dita. › Pode ser classificada de três formas: › A) pela manifestação; › B) pelo aspecto neurofisiológico; › C) pela intensidade.
  • 33.
     A reforma psiquiátricapretende modificar o sistema de tratamento clínico da doença mental, eliminando gradualmente a internação como forma de exclusão social.  Este modelo seria substituído por uma rede de serviços territoriais de atenção psicossocial, visando a integração da pessoa que sofre de transtornos mentais à comunidade.
  • 34.
     A rede territorialde serviços proposta na pela Reforma Psiquiátrica inclui centros de atenção psicossocial (CAPS), centros de convivência e cultura assistidos, cooperativas de trabalho protegido (economia solidária), oficinas de geração de renda e residências terapêuticas, descentralizando e territorializando o atendimento em saúde, conforme previsto na Lei Federal que institui o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.  Esta rede substituiria o modelo arcaico dos manicômios do Brasil.
  • 35.
     Na perspectiva daReforma Psiquiátrica, e em defesa da humanização da atenção em saúde mental, o papel das emergências psiquiátricas, sobretudo em hospital geral, vem sendo redefinido nas últimas décadas.  A internação deixou de ser a única opção de tratamento.
  • 36.
     Segundo a Lei10.216 no parágrafo único, incisos I e II refere sobre os direitos da pessoa portadora de transtorno mental e diz: I – ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades; II – ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;
  • 37.
     A reforma psiquiátricaa desativação gradual dos manicômios, para que aqueles que sofrem de transtornos mentais possam conviver livremente na sociedade.  Ocorre que muitos deles sequer têm nome conhecido, documentos, familiares, dificultando a reinserção social. Também não possuem acesso aos benefícios sociais oferecidos pelo Estado, como a aposentadoria e auxílio-doença.
  • 38.
     Redireciona a assistênciaem saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, mas não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios.
  • 39.
     Existem em funcionamentohoje no país 689 Centros de Atenção Psicossocial e, ao final de 2004, os recursos gastos com os hospitais psiquiátricos passam a representar cerca de 64% do total dos recursos do Ministério da Saúde para a saúde mental.
  • 40.
  • 41.
    Admissão em Neuropsiquiatria                    Atendimentoao Paciente Psiquiátrico: Não despreze ou condene os pacientes pelos seus atos; Demonstre confiança e habilidade profissional; Não se envolva em amizades particulares com os pacientes; Não dê valor demasiado as observações dos pacientes; Manter serenidade; Cultive a paciência que procede da compreensão; Seja sincero; Seja sensível; Os pacientes são seres humanos, trate-os como tais; Atenda os pacientes sem pressa individualmente; Trata com cordialidade; Manifestar interesse cortez; Cultive a paciência; Tenha trato; Estimule a independência; Seja paciente; Elogie quando eles conseguem realizar trabalhos em grupo; Dê atenção a todos, até mesmo a aqueles que não requerem atenção.
  • 42.
    Admissão ao DoenteMental       Receber cordialmente; Controle dos sinais vitais e peso (semanalmente); Observar cicatriz, equimose, manchas, parasitas; Apresentação de pessoal e planta física; Explicar sobre rotina; Anotações de enfermagem dia e hora da internação, aceitação da internação: se veio acompanhado e condições do paciente.
  • 43.
    Classificação  Uma classificação éum modo de ver o mundo de um ponto no tempo.  Norman Sartorius  Diretor da Divisão de Saúde Mental - OMS  Responsável pela CID - 10
  • 44.
    Doenças Mentais Causas: Internase externas. Internas: resultado de alterações orgânicas e psicológicas no organismo; Externas: depende da reação da pessoa e experiência anterior, onde a hereditariedade e o meio ambiente é que determinam qual intensidade e o tipo de tensão que um indivíduo pode suportar e aprender a lidar com situações emocionais durante a vida.
  • 45.
     Seja qual fora causa original, ela deve ser comumente considerada como a manifestação de um disfunção comportamental, psicológica ou biológica na pessoa.  Nem desvio de comportamento, por exemplo, político, religioso ou sexual, nem os conflitos que são primariamente entre o indivíduo e a sociedade são considerados transtornos mentais, a menos que o desvio ou conflito seja um sintoma de uma disfunção na pessoa, conforme descrito acima. (APA 1987)
  • 46.
    Doenças Mentais Fatores deRisco Fatores sócio-econômicos ; Doença mental prévia; Desemprego; Baixa renda; Tendência a suicídio.
  • 47.
    Formas de Manifestações  Psicóticos– perda do teste de realidade com delírios e alucinações  Neuróticos – sem perda do teste de realidade; baseado principalmente em conflitos intrapsíquicos ou acontecimentos ansiogênicos.
  • 48.
    Formas de Manifestações  Funcionais– ausência de um dano estrutural ou fator etiológico claro que explique o comprometimento.  Orgânico – Doença causa por um agente específico que causa uma alteração estrutural no cérebro
  • 49.
    A importância dosdiagnósticos Facilitar a comunicação;  Estabelecer a história natural das doenças;  Testarmos tratamentos de tal forma que seus resultados possam ser extrapolados;  Possibilitar pesquisas epidemiológicas 
  • 50.
    A importância dosdiagnósticos Facilitar a comunicação;  Estabelecer a história natural das doenças;  Testarmos tratamentos de tal forma que seus resultados possam ser extrapolados;  Possibilitar pesquisas epidemiológicas 
  • 51.
    Apresentação dos gruposdiagnósticos 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Transtornos geralmente diagnosticados pela primeira vez na infância ou adolescência Delirium, demências e outros transtornos cognitivos Transtornos devidos a condições médicas gerais Relacionados a substâncias Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos Transtornos do Humor Transtornos de Ansiedade
  • 52.
    Transtornos  É conjunto desintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferências com funções pessoais.  Desvio ou conflito social sozinho, sem disfunção pessoal, não deve ser incluído em transtorno mental, como aqui definido Obs – não usa-se os termos doença ou enfermidade
  • 53.
    Transtornos Alimentares  O comportamentoalimentar inclui algumas dimensões complementares: Dimensão fisiológica-nutritiva,  Dimensões psicodinâmicas e afetiva (fome e alimentação vinculam-se à satisfação a ao prazer),  Dimensão Relacional ( no desenvolvimento da criança a boca é o mediador da primeira relação mãe-filho).  Compulsão X Impulsão.
  • 54.
    Transtornos Alimentares 1) CompulsãoAlimentar Episódica (CAE)  São episódios de compulsão alimentar, com consumo exagerado de calorias.  Dois fatores (restrição alimentar e humores negativos) parecem ser importantes na manutenção da CAE e subseqüente purgação.  2% das mulheres da população geral. Na proporção entre os sexos de 3:2 (M/H).
  • 55.
    Transtornos Alimentares  Embora obesidadenão seja um pré-requisito, existe uma superposição substancial entre CAE e obesidade.  Obesos com CAE têm mais diagnóstico de depressão maior, Pânico e Transtorno da personalidade (Yanovski el al. 1992).  Dois fatores (restrição alimentar e humores negativos) parecem ser importantes na manutenção da CAE e subseqüente purgação.
  • 56.
    Transtornos Alimentares Bulimia Nervosa:  Preocupaçãopersistente com o comer e um desejo irresistível de comida. Afeta 1 a 2% das mulheres.  Aparecimento no final da adolescência e início da idade adulta. Iniciando com uma preocupação com o peso, insatisfação com o corpo e restrição alimentar importante.
  • 57.
    Transtornos Alimentares. Bulimia Nervosa:  Etiologia:psicológico, neuroquímicos (restrições e serotonina) e sociais (padrão de beleza).  Prevenção: discussão de hábitos alimentares saudáveis, particularmente entre adolescentes. Imposição do padrão de beleza.
  • 58.
    Transtornos Alimentares. Anorexia Nervosa:  Transtornocaracterizado pela acentuada perda de peso auto-induzida(15% abaixo do peso ideal) por abstinência de alimentos ou por comportamento purgativos, uso de anorexígenos ou exercícios físicos, excessivos.  Existe um medo intenso em ganhar peso, um distúrbio na existência da forma do corpo e amenorréia, em mulheres.
  • 59.
    Bulimia x Anorexia  Sãoconsideradas enfermidades psiquiátricas pela OMS, do grupo de transtornos alimentares.  Os Transtornos Alimentares são definidos como desvios do comportamento alimentar que podem levar ao emagrecimento extremo (caquexia) ou à obesidade, entre outros problemas físicos e incapacidades.
  • 60.
    Bulimia x Anorexia     Bulimia Transtornoque leva a pessoa ingerir grandes quantidades de comida e, logo após provoca emese, por culpa, pelo excesso cometido. Nem sempre há perda acentuada de peso. Pode usar diuréticos e laxantes. Mais comum, mas menos letal Anorexia      Desejo patológico de emagrecer. Redução drástica da alimentação Uso de exercícios físicos intensos, induzir o vômito, jejuar, tomar diuréticos e usar laxantes. Entre 5% a 18% morrem em decorrência desse transtorno. Ocorre entre os 14 e 18 anos.
  • 61.
    Sintomas Bulimia       Osteoporose, por faltade nutrientes; Arritmias; Queda do cabelos e alopecia; Dores abdominais; Inflamações intestinais e descontrole intestinal; Ansiedade e depressão.         Anorexia Queda do cabelo; Hipotermia; Visão distorcida do corpo; Ressecamento das unhas; Interrupção do ciclo menstrual, infertilidade; Depressão, pânico, TOC; Perda de tecidos ósseos; Arritmias
  • 62.
    Transtornos Psicóticos.  Caracterizam-se porter sintomas típicos como delírios e/ou alucinações, distúrbios do pensamento e comportamento bizarro.  Os psiquiatras clássicos dão ênfase a perda de contato com a realidade.
  • 63.
    Transtornos Psicóticos. 1) ESQUIZOFRENIA.  Aproximadamente1% da população é afetada pela Esquizofrenia.  Equivalente em ambos sexos (17 a 27 anos homens e 17 a 37 anos nas mulheres).  Sintomas de Primeira Ordem de Kurt Schneider:    percepção delirante; alucinação com vozes de comando; eco do pensamento; roubo do pensamento; difusão do pensamento; vivência de influência. Existe um perda da relação eu-mundo, imposição do que vem de fora. Sintomas negativos:  distanciamento afetivo, retração social, empobrecimento da fluência verbal, diminuição da vontade, autonegligência, lentificação psicomotora.
  • 64.
    Transtornos Psicóticos. 1)ESQUIZOFRENIA.  Sintomas positivos:   Sintomasnegativos:   alucinação, delírios, comportamento bizarro,agitação psicomotora, neologismos. distanciamento afetivo, retração social, empobrecimento da fluência verbal, diminuição da vontade, autonegligência, lentificação psicomotora. Classicamente se divide a esquizofrenia em três tipos.
  • 65.
    Transtornos Psicóticos. 1)ESQUIZOFRENIA. Classicamente sedivide a esquizofrenia em três tipos:  Forma Paranóide: idéias delirantes de cunho persecutório.  Forma Catatônica: alterações motoras, hipertonia, flexibilidade cerácea, negativismo, mutismo.  Forma hebefrênica: pensamento desorganizado, comportamento bizarro, afeto pueril.  Forma simples: sem sintomas característicos, observa-se um lento empobrecimento psíquico, comportamental, embotamento afetivo e distanciamento social.
  • 66.
    Transtornos Delirantes QueEvoluem Sem Déficits. 2) Paranóias:  Caracterizam por delírios sistematizados (encistado ou cristalizado), com preservação da personalidade e da cognição. Após os 35 anos. 3) Parafrenias:  Início tardio, delírios e alucinações de forma “fantasiosa”.
  • 67.
    Tratamento dos TranstornosPsicóticos  O tratamento das psicoses é feito através:     1 – Psicofarmacologia; 2- Psicoterapias; 3 – Reabilitação Psicossocial. O fio condutor é não deixar o paciente perder seus laços sociais e familiares, buscando sua subjetividade, entendendose aqui também a criação de aparatos que impeçam a perda de sua cidadania.       Antipsicóticos. Antipsicóticos convencionais. Haloperidol (Haldol). Tioridazina (Melleril). Clorpromazina (Amplictil). Levomepromazina (Neozine).
  • 68.
    Transtornos Maníacos.  Sintoma central:euforia, exaltação do humor.  Deve estar presente a aceleração de todas as funções psíquicas (taquipsiquismo), apresentando agitação motora.  Aumento da auto-estima; elação (engrandecimento do eu); insônia; logorreia; hipertenaz, hipervigil; irritabilidade; heteroagressividade;desinibição social e sexual; compras exageradas; delírios de grandeza; alucinações; labilidade afetiva.
  • 69.
    Transtornos Maníacos.     1 )Maniafranca e grave. Sintomas citados acima de forma muito acentuada. Idosos ou com lesões cerebrais prévias podem se apresentar confusos, consciência rebaixada. 2) Hipomania. Sujeito mais disposto que o normal, fala muito mas sem fuga de idéias, sem limites. Pouco sono, excessivo nas atividades diárias. Sem disfunção social.
  • 70.
    Transtornos Maníacos. 3) Ciclotimia.   Pacientesque apresentam ao longo da vida freqüentes períodos de leves sintomas depressivos seguidos de períodos de hipomania. Isto ocorre sem que o indivíduo apresente um episódio completo de mania ou depressão. 4) Mania com sintomas psicóticos.  Sintomas graves de mania acompanhados por delírios de grandeza, perseguição ou místicos, agitação psicomotora, alucinações auditivas.
  • 71.
    Transtorno Bipolar tipoI e II Transtorno bipolar = Psicose Maníaco Depressiva.  Tipo I:  episódios depressivos leves a graves, intercalados com fase de anormalidade e de fases maníacas bem caracterizadas.  Tipo II:  episódios depressivos leves a graves intercalados com períodos de normalidade e seguidos de fase hipomaníacas.
  • 72.
    Tratamento dos TranstornosAfetivos. 1- Carbonato de lítio.  Também usado em pacientes violentos ou com raiva impulsiva ou episódica.  Criados nos anos 40.  É necessário a monitorização sérica para o tratamento ser seguro e não causar riscos de intoxicação.
  • 73.
    Tratamento dos TranstornosAfetivos.  Apresentação de comprimidos de 300mg ou de liberação longa de 450 mg.  Podem causar irritação gástrica, diarréia e náuseas.  O sintoma colateral mais comum é o tremor, principalmente nos dedos.  Podem também reclamar de esquecimentos.
  • 74.
    Tratamento dos Transtornos Afetivos.  Podeocorrer ganho de peso. Podem ocorrer distúrbios tireoidianos.  Deve-se pedir exames laboratoriais periódicos para avaliar a função renal dos pacientes em litioterapia.
  • 75.
    Tratamento dos TranstornosAfetivos. 2- Carbamazepina  É um anticonvulsivante.  Comprimidos de 200 e 400 mg, solução oral.  Sintetizada em 1957, mas só na década de 70 começou ser usada na psiquiatria como estabilizador do humor.
  • 76.
    Tratamento dos TranstornosAfetivos.  Podem ser usadas somadas ao lítio.  Melhores para pacientes com ciclos rápidos.  É usada para controle da impulsividade.  Deve ser monitorizada com exames de dosagem sangüínea e hemogramas para evitar distúrbios sangüíneos (agranulocitose e anemia aplástica).  Não devem ser usadas em pacientes grávidas.
  • 77.
    Tratamento dos TranstornosAfetivos. 3- Ácido Valpróico (Valproato).       Comprimidos e solução. Também são anticonvulsivantes. Eficaz no controle da mania aguda. Profilático do transtorno bipolar.Distúrbios gastrointestinais, náusea, vômitos, tremor e sedação. Teratogêmicos. Monitorização sangüínea.
  • 78.

Notas do Editor

  • #4 É a partir do embasamento nos conceitos da psiquiatria européia, como degenerescência moral, organicidade e hereditariedade do fenômeno mental, que a psiquiatria brasileira intervém no comportamento considerado como desviante e inadequado às necessidades do acúmulo de capital, isolando-o e tratando-o no hospital psiquiátrico.
  • #60 O impacto que os Transtornos Alimentares exercem sobre as mulheres é mais prevalente, ainda que a incidência masculina esteja aumentando assustadoramente. A Vigorexia, por exemplo, tem sido predominante nos homens, mas já se estão detectando casos de mulheres obcecadas pelo músculo. Já os Transtornos Dismórficos acometem igualmente ambos sexos.