TÍTULO DO PROJETO: “HUMANIZAR É PRECISO 2016 - CONVIVER E
MELHORAR”
META ASSOCIADA:
1. Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;
2. Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões
parciais - PP até dezembro de 2016;
3. Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até
dezembro de 2016;
4. Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;
5. Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da
escola
6. Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor
convivência em sociedade
7. Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da
ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;
8. Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.
RESPONSÁVEL: Prof. Francis Fernando Lobo – Professor de História, Filosofia e
Sociologia e Coordenador do Ensino Técnico Integrado ao Médio.
APOIO: Professora Adriana Aparecida Palmeira Galvão de França – Orientadora
Educacional e responsável pela condução das atividades no Curso Técnico Regular
e Professora Ester Carolina Gomes Luiz de Paula – Coordenadora Pedagógica
DATA INICIAL: 01/08/2016
DATA FINAL: 31/10/2016
RESUMO: O presente projeto desenvolverá ao longo do 2º semestre do ano letivo
de 2016, atividades que possam RESGATAR o verdadeiro significado da palavra
HUMANIZAR e temas como: vida em sociedade e conviver e melhorar, serão
evidenciados. As Atividades propiciarão debates, dinâmicas de grupo e plano de
ação na escola, promovendo a prática da cidadania, buscando a melhor convivência
entre os alunos e toda a comunidade escolar. Humanização é a ação ou efeito de
humanizar, de tornar humano ou mais humano, tornar benévolo, tornar afável.
SITUAÇÃO-PROBLEMA: Dificuldade na vivência prática dos valores humanos que
culminam em indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: homofobia,
racismo e qualquer manifestação de bullying e preconceitos e intolerâncias. Fatores
como estes que promovem o baixo rendimento, PP(s) e retenção e finalmente a
evasão escolar.
INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da
heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária
e integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e
com conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de
Classe, SAI e Observatório Escola.
JUSTIFICATIVA: Em face da convivência diária e integrada e dos problemas de
relacionamento humano, buscamos com o presente projeto, despertar nos alunos a
importância da boa convivência e do respeito ao ser humano em todas as situações
de diversidade. A convivência saudável entre os alunos de toda a Unidade Escolar
proporcionará sem dúvida num ambiente de melhor aprendizado. É preciso
humanizar urgente – com ações que proporcione o verdadeiro crescimento do ser
humano. A escola é lugar de humanização e educação. È necessário acolher para
não perder (Evasão Escolar).
OBJETIVO GERAL: Resgatar o conjunto de valores humanos que proporcionam a
melhor convivência entre todos, respeitando e valorizando acima de tudo a
“diversidade humana”.
- Diminuir os indicadores de evasão e PP(s) – Progressões Parciais no Ensino Médio
Integrado
Proporcionar reflexões e debates sobre os melhores “caminhos” para a convivência
humana diária isenta de conflitos e rica em respeito às diversidades.
METODOLOGIA:
As atividades ou “pequenos projetos” serão coordenados pelos alunos do 2º ano do
Ensino Técnico Integrado ao Médio em Informática para Internet e Marketing, nas
disciplinas de História e Sociologia. Todos os alunos da U.E. participarão ativamente
dos espaços criados e desenvolvidos para discussões. Todos os docentes em suas
áreas de atuação, também contribuirão com os “pequenos projetos” da temática
central: “HUMANIZAR É PRECISO – CONVIVER E MELHORAR”. As atividades
terão como abrangência: conceituar valores humanos, humanização, valores
éticos e moral; construir ambientes para discussões/debates sobre temáticas
cotidianas que dificultam a prática dos valores humanos, como por exemplo:
violência, intolerâncias, homofobia, etnia etc.; elaboração em conjunto de ações que
promovam a prática constate dos valores humanos dentro do espaço escolar e em
todos os demais ambientes; confecção de cartazes, banners, jornais, seminários,
exposições, ações as redes sociais e momentos de reflexão com vídeos e imagens.
Todo o trabalho será desenvolvido durante o 2º Semestre de 2016 e as
apresentações das conclusões acontecerão também ao longo do 2º Semestre letivo
do ano de 2016. As atividades também contemplarão os alunos do Curto Técnico
Regular no período noturno. A apresentação da proposta também será agendada
para que os alunos dos Curso Regulares possam contribuir com ideias e propostas.
O cronograma oficial será apresentado à Gestão Escolar quando as temáticas e
suas formas de atuação no projeto estiverem prontamente desenvolvidas. Alguns
dos principais temas que serão abordados:
a) INTOLERÂNCIAS: Religiosa, política etc
b) O VALOR HUMANO, o que é isso?
c) EMPRESA HUMANA – é possível?
d) CONFLITOS SOCIAIS : assédio moral? Bullying – ainda existem?
e) CONFLITOS ÉTNICOS – século XXI , AINDA EXISTEM?
f) SEXUALIDADE SAUDÁVEL E PLURALIDADE SEXUAL
g) IGUALDADE DE DIREITOS – Mulheres que fazem a história
h) CONVIVER E MELHORAR – Quais caminhos?
i) INTEGRAÇÃO SOCIAL: Infância, adolescência, maturidade e MELHOR
IDADE (idosos)
RESULTADOS ESPERADOS: com o presente projeto espera-se atingir uma melhor
convivência entre os alunos, contemplando todas as diversidades de pensamento e
opiniões
- Diminuir os indicadores de evasão e PP(s) – Progressões Parciais no Ensino Médio
Integrado
RECURSOS NECESSÁRIOS: Espaços da escola: sala de aula, pátio e auditório.
Papel cartão, canetinha, lápis de cor, giz de cera, tintas escolares, data-show,
computador, vídeos específicos providenciados pelo professor responsável.
Organização de uma equipe de facilitadores (alunos) que contribuam na promoção
do projeto e na execução das tarefas que envolvam toda a comunidade escolar.
Todos os materiais serão quantificados de acordo com a organização dos grupos de
trabalho e suas respectivas temáticas.
FORMULÁRIO DE ACOMPANHAMENTO DO PROJETO – PPG
TÍTULO:
“HUMANIZAR É PRECISO - CONVIVER E MELHORAR”
META:
1. Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de
2016;
2. Redução de 30% o número de aluno em regime especial de
progressões parciais - PP até dezembro de 2016;
3. Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos
interdisciplinares até dezembro de 2016;
4. Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;
5. Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no
coletivo da escola
6. Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor
convivência em sociedade
7. Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e
discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;
8. Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.
RESPONSÁVEL:
Prof. Francis Fernando Lobo – Professor de História, Filosofia e Sociologia e
Coordenador do Ensino Técnico Integrado ao Médio.
SITUAÇÃO-PROBLEMA:
Dificuldade na vivência prática dos valores humanos que culminam em
indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: homofobia, racismo e
qualquer manifestação de bullying e preconceitos e intolerâncias.
OBJETIVO:
OBJETIVOS: Resgatar o conjunto de valores humanos que proporcionam a
melhor convivência entre todos, respeitando e valorizando acima de tudo a
“diversidade humana”.
- Diminuir os indicadores de evasão e PP(s) – Progressões Parciais no Ensino
Médio Integrado
Geral: Proporcionar reflexões e debates sobre os melhores “caminhos” para a
convivência humana diária isenta de conflitos e rica em respeito às diversidades.
Específico: Refletir promovendo possíveis soluções aos os temas do cotidiano
humano; como transformar as opiniões em Respeito e melhor convivência com o
“diferente” ou com a “diversidade”. Refletir sobre a melhor convivência social,
principalmente na Unidade Escolar.
ITEM ETAPAS CRONOGRAMA RESPONSÁVEL
DATA
CHECK-LIST
01
Início das atividades com os alunos
do 2º EM Informática e 2º EM
Marketing. Apresentação da
proposta. Análise dos conceitos;
levantamento das temáticas e
apresentação de outras temáticas.
Escolha das datas para a
apresentação.
01/08 a 31/08/2016 Profº Francis F. Lobo
Realizado com
sucesso
02
Desenvolvimento das propostas com
apresentação de atividades que
possam ser expostas para toda a
Unidade Escolar. Estudo dirigido em
cada sala e distribuição dos temas
para trabalho em equipes.
01/09 a 30/09/2016 Profº Francis F. Lobo
Realizado com
sucesso
03
Estruturação das apresentações
para a Unidade Escolar
01/10 a 31/10/2016 Profº Francis F. Lobo Realizado com
sucesso
04
Avaliação Em definição Profº Francis F. Lobo Realizado com
sucesso
RECURSOS HUMANOS (EQUIPE):
Todos os alunos:
2º EM Informática para Internet – Disciplinas de História e Sociologia
2º EM Marketing – Disciplinas de História e
2º EM Administração – Disciplina de História
RECURSOS FÍSICOS E MATERIAIS:
 Salas de aula (multimídia)
 MiniAuditório
 Auditório
 Laboratório de Logística
 Biblioteca
 Pátio e corredores da Escola
RECURSOS FINANCEIROS:
Todo o trabalho será desenvolvido em parceria com a gestão da ETEC Padre
Carlos Leôncio da Silva – visando assim, o menor custo possível.
AVALIAÇÃO
Agosto Setembro Outubro
% ATEND.
30% 30% 40%
DETALHAMENTO
DAS ATIVIDADES
DESENVOLVIDAS PELOS GRUPOS
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
1. TEMA: BULLYING, E SE FOSSE VOCÊ?
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em INFORMÁTICA PARA INTERNET
Brendon Augusto
Elias Gabriel
Gustavo Werneck
Juliana Lopes
Kathleen Sabrina
Luís Guilherme
Márcio Vinicius
Murilo Henrique
Pedro Premoli
Thiago Cabral
BULLYING: E SE FOSSE VOCÊ ?
INTRODUÇÃO
Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física
ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de
indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação
desigual de poder. bullying é um problema mundial, sendo que a agressão física ou
moral repetitiva deixa sequelas psicológicas na pessoa atingida.
O termo com esta definição foi proposto após o Massacre de Columbine,
ocorrido nos Estados Unidos no ano de 1999, pelo pesquisador sueco Dan Olweus,
a partir do gerúndio do verbo inglês to bully (que tem acepção de "tiranizar, oprimir,
ameaçar ou amedrontar") para definir os valentões que, nas escolas, procuram
intimidar os colegas que tratam como inferiores. Embora o termo tenha seu uso
bastante recente, o fenômeno é bastante antigo e encontra relatos na literatura que
datam de mais de cem anos; a prática tem um grande poder de destruir a
autoestima da vítima, pois esta precisa permanecer no ambiente escolar e enfrentar
todos os dias as humilhações diante de todos os colegas
Em 20 por cento dos casos, o praticante de bullying também é vítima. Nas
escolas, a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e grande
parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida.
Com todos estes problemas que estão sendo falados nas mídias, escolas ou
qualquer meio social resolvemos ajudar a mudar a realidade deste tema tão cruel e
real nas escolas.
A criação do nosso projeto parte da seguinte maneira: Como acabar de forma
rápida com o preconceito dentro da nossa escola? Seja ele, homofobia, racismo,
aparência física ou qualquer outro. Sugerimos a hipótese de que o nosso projeto irá
colocar os alunos em uma reflexão de que devemos respeitar e ser respeitados e
também de que qualquer preconceito, dentro ou até mesmo fora da nossa instituição
deve ser denunciada a professores ou gestão.
REVISÃO DE LITERATURA
Agressões físicas ou perseguições psicológicas são antigas , mas somente
nos últimos anos, com a popularização da palavra bullying, é que vêm sendo de fato
levadas a sério. O termo designa um tipo de violência escolar, quase sempre
perpetrada por um grupo contra um indivíduo. É caracterizada por insultos, apelidos
provocativos e humilhações. O projeto trata desse problema, numa tentativa de
propor soluções que reúnam escola e família em torno de uma Educação para o
respeito mútuo.
METODOLOGIA
Como metodologia do presente trabalho, procedemos ao desenvolvimento de
um projeto com teatros, dinâmicas e apresentações que possam colaborar para um
ambiente escolar mais agradável e sem preconceitos.
TEMA
E SE FOSSE VOCÊ ?
Nosso tema é clichê nos dias de hoje, devido a isto resolvemos mostrar um lado pouco
falado, o lado da vítima. E por meio desta imagem perceber e se colocar no lugar
daqueles que “ fazemos “ bullying ou apenas vemos e não tomamos atitudes que
possam sanar ou evitar consequências sem volta.
OBJETIVO DO PROJETO
• Nosso objetivo é conscientizar os alunos da Etec a não praticarem bullying,
mostrando quanto isso faz mal aos envolvidos na situação e fazendo com que
saibam conviver com as diferenças.
METAS
• Reduzir o número de bullying dentro da área interna e externa da escola e
fazendo com que os alunos adquiram valores étnicos, sociais e culturais.
• Redução de 50 % dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016.
• Redução de 30 % o número de aluno em regime especial de progressões
parciais.
• Aumento em pelo menos 30 % do número de projetos interdisciplinares até
dezembro de 2016;
• Promoções de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da
escola.
• Aproximar as pessoas uma das outras.
• Conscientizar os alunos a se respeitarem
• Aceitação das diferenças.
RESULTADOS ESPERADOS
• Esperamos por meio deste projeto ajudarmos os jovens que sofrem bullying e
fazendo com que o respeito seja sempre prioridade dentro da nossa instituição.
MAIORES CONTRIBUIÇÕES DO PROJETO
• Aproximar as pessoas uma das outras promovendo integração entre todos.
• Diminuir com casos de bullying dentro da nossa instituição escolar.
• Maior aceitação das diferenças, sejam elas de orientação sexual, cor ou
aparência física.
DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
A ação funcionará da seguinte maneira: por meio de uma equipe treinada iremos
conduzir quarenta alunos até uma sala onde os alunos irão entrar vendados e apenas
ouvirão um teatro onde um dos personagens que por pressão dos preconceitos acaba
se suicidando, neste momento será encerrado com uma música (Hozier - Take Me To
Church ) , logo após, uma dinâmica curta se inicia com quatro integrantes do grupo
onde cada um irá falar uma palavra que se engloba no tema bullying, exemplo: (
homofobia, racismo).
Prosseguindo iremos apresentar um slide com vídeos e um documentário, encerrando
com uma roda de conversa e a entrega de um cartão amarelo onde os alunos irão ter
até o fim do mês de setembro para depositar qualquer bullying, preconceito que tenha
passado ou que tenha visto com um amigo próximo em um baú dentro da escola.
DADOS ESPECÍFICOS
Data inicial : 01/ agosto/ 2016
Data final : 30/ setembro/2016
LOCAL DA REALIZAÇÃO : Etec Padre Carlos Leôncio da Silva - Sala 14
RECURSOS NECESSÁRIOS
MATERIAIS
• Tnt preto
• Colchonetes
• Cartolinas
• Caixa de som
• Notebook
• Projetor
• Fotos
• Cartolina
HUMANOS
Participação de todos integrantes do grupo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por meio da elaboração deste trabalho tivemos um conhecimento maior sobre como o
preconceito pode prejudicar a vida escolar dos alunos e o psicológico de qualquer
pessoa.
REFERÊNCIAS
https://www.youtube.com/watch?v=zBUurckfIiE
http://acervo.novaescola.org.br/avulsas/227_estante_formacao2.shtml
http://www.infoescola.com/sociologia/bullying-na-escola/
http://publicacoes.ispa.pt/index.php/ap/article/view/75
EVIDÊNCIAS:
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
2. TEMA: ONDE ESTÁ O RESPEITO?
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em INFORMÁTICA PARA INTERNET
Equipe de trabalho (nome completo):
Ariane Aquino Joyce Aparecida William Honorato
Ariely Larissa Pedro Motta
João Victor Matos Thiago Câmara
José Fernandes Vinicius Leal
TÍTULO DO PROJETO: “ONDE ESTÁ O RESPEITO À MULHER?”
META ASSOCIADA:
Padrão do projeto:
 Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;
 Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões
parciais - PP até dezembro de 2016;
 Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até
dezembro de 2016;
 Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;
 Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da
escola
 Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência
em sociedade
 Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da
ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;
 Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.
 Aproximação de ações interdisciplinares e integradoras.
 Aproximar as pessoas uma das outras.
 Aumento das denuncias sobre a violência conta á mulher.
DATA INICIAL: 01/agosto/2016
DATA FINAL: 26/setembro/2016
RESUMO:
O presente projeto desenvolvera ao longo do 2º semestre do ano letivo de 2016,
atividades que possam resgatar o verdadeiro significado da palavra HUMANIZAR em
temas como: O respeito a mulher, e refletir sobre os meios onde a mulher se sente
ameaçada e não denuncia o agressor por meio de represálias. Conscientizar os futuros
maridos para não cometerem o mesmo mal que outros cometem.
SITUAÇÃO-PROBLEMA:
Dificuldade na vivencia pratica dos valores humanos que culminam em
indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: Agressão a mulher,
desrespeito ao gênero feminino, bullying, preconceitos. Fatores como esses
também promovem os inúmeros problemas de convivência escolar e social.
INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da
heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e
integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com
conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe,
SAI e Observatório Escola
JUSTIFICATIVA:.
Em face da convivência diária e integrada e dos problemas de relacionamento humano,
buscamos com o presente projeto, despertar nos alunos a importância da boa
convivência e do respeito ao ser humano em todas as situações de diversidade. A
convivência saudável entre os alunos de toda a Unidade Escolar proporcionará sem
dúvida num ambiente de melhor aprendizado. É preciso humanizar urgente – com
ações que proporcione o verdadeiro crescimento do ser humano. A escola é lugar de
humanização e educação. È necessário acolher para não perder-Evasão Escolar.
Em face de convivência diária e integrada e dos problemas de relacionamento humano,
buscamos com o presente projeto, despertar nos alunos a importância do RESPEITO
às MULHERES, mostrando que todos temos o mesmo valor. A escola tem que ser um
ESPAÇO CONFORTAVEL em um LUGAR que TODOS devem se sentir especiais e
importantes, humanizando se através da EDUCAÇÃO.
OBJETIVO(S):
Resgatar o conjunto de valores e humanos que envolvem o RESPEITO e a
VALORIZAÇÃO das MULHERES mostrando á IGUALDADE DE GÊNERO (SOCIAL).
METODOLOGIA:
Primeiramente será feito cartazes com mensagens de concientização e serão
espalhados pela escola. Em seguida, será iniciado um teatro de um exemplo de
agressão à mulher e terminara no dia da apresentação do trabalho. Ao terminar a
encenação, serão chamados todos os primeiros anos, uma sala de cada vez e levados
ate a sala de rádio. Os alunos serão vendados e haverá uma conversa antes da
apresentação. Será passado três vídeos sobre agressão à mulher, em seguida, terá
uma entrevista com uma pessoa que já passou por está situação. Depois será iniciado
á apresentação e por final uma roda de conversa.
RESULTADOS ESPERADOS:
Esperamos com este PROJETO, resgatar O RESPEITO À MULHER e a tão almejada
IGUALDADE SOCIAL DE GÊNERO.
RECURSOS NECESSÁRIOS:
 10 cartolinas brancas
 10 cartolinas vermelhas
 10 EVA´s vermelhos
 3 EVA´s verdes
 Sala de rádio
 Caixa de som
 40 Colchonetes
 TNT preto
 Usaremos 50 minutos
 Data show
 Notebook
 Jarra de água
 Copo descartável
 Ventilador
EVIDÊNCIAS:
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
3. TEMA: E SE FOSSE O NELSON?
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em INFORMÁTICA PARA INTERNET
Equipe de trabalho (nome completo):
Tárik Wataya Mateus Lacerda Fernando Almeida
Marcelo Cardoso Vinicius Marcelino Allan Santos
Arthuro Gean Nelson Souza
Juan Carlos
Nolastico
João Vitor Amorim
TÍTULO DO PROJETO: “ E SE FOSSE O NELSON?”
METAS ASSOCIADAS:
 Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;
 Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões
parciais - PP até dezembro de 2016;
 Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até
dezembro de 2016;
 Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;
 Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da
escola
 Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência
em sociedade
 Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da
ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;
 Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.
DATA INICIAL: 01/agosto/2016
DATA FINAL: 30/setembro/2016
RESUMO: O projeto acontecerá ao longo do 2º semestre de 2016 atividades que
possam melhorar a visão dos alunos sobre INCLUSÃO SOCIAL, a atividade
proporcionara debates, dinâmicas de grupo e plano de ação na escola, buscando a
melhor convivência entre os alunos e a escola. Humanização é a ação ou efeito de
humanizar, de tornar humano ou mais humano. A inclusão está ligada a todas as
pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade, diante desse
problema desenvolveremos nosso trabalho
SITUAÇÃO-PROBLEMA:
O problema que abordamos nesse trabalho é difícil de ser entendido por quem
não sofre com isso diretamente ou indiretamente. Imagine que pessoas são excluídas
do meio social em razão das características físicas que possuem, como cor da pele,
altura, peso e físico. Já nascemos com essas características e não podemos, de certa
forma, ser culpados por tê-las.
INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da
heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e
integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com
conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe,
SAI e Observatório Escola
JUSTIFICATIVA:
Devido ao fato que acontece nas escolas, parques, ruas, e no mundo todo em que
pessoas são excluídas de rodas de amigos, grupos, e entre outros, por sofrerem algum
tipo de preconceito, iremos passar um pouco dessa realidade que se encontra presente
em nosso meio e nem percebemos para conscientizar maia sobre esse fato da
exclusao social
OBJETIVO:
A objetividade desse trabalho é atingir e tocar algumas pessoas de forma que
queremos conscientizar e até ensinar sobre certos pontos dentro de inclusão social que
muitos entendem errado, mostrar algumas realidades ainda existentes sobre esse
assunto e conscientizar o público no qual assistirá ao trabalho.
METODOLOGIA: ,
O grupo teve uma reunião digamos de pauta na qual foi discutida o nome do projeto
e o foco central resolvemos que o nome do projeto seria "E Se Fosse O Nelson" pois,
em diversas conversas vimos que algumas coisas na qual Nelson nos contava se
encaixava com o tema resolvemos focar numa base sobre o racismo o que completou
o nome com a temática do projeto. A organização de tudo foi feita da seguinte maneira:
será chamada uma sala por vez contando com os 40 alunos, assim fazendo uma leve
introdução sobre o que é a Inclusão social e após mostrando vídeos de experimentos
sociais/acontecimentos racistas na sociedade e também montando um debate sobre o
tema em si com a participação de todos.
RESULTADOS ESPERADOS:
Após a aplicação do nosso projeto esperamos uma grande melhoria na
convivência entre os alunos e as pessoas que necessitam de uma atenção especial,
fazendo assim melhorar o ambiente em que vivemos, e também conscientizar todos
para que possamos ter um meio em que vivemos totalmente livre e sem nenhum tipo
de preconceito ou exclusão social.
RECURSOS NECESSÁRIOS:
20 Colchonetes; 1 Data-show; Sala da Rádio
1 Notebook
Sem Custos.
EVIDÊNCIAS:
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
4. TEMA: FALANDO SOBRE SEXO
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em MARKETING
Fernanda Christine Bento Raimundo
João Vitor Vieira Bastos
Loraine Miliane Domingues de Deus
Maria Fernanda Drese Frota Monteiro Lino
Marina Vivianne Carcassola
Rafaela Nicolau da Silva
Taís Gama Guenov
Vinicius Félix da Silva
Vitória Vieira Bastos
INTRODUÇÃO
Na juventude, muitas escolhas e conflitos assolam os jovens. Tomar decisões,
na verdade, não é fácil, independente da idade em questão. E junto com essa
dificuldade, surgem as dúvidas e os conflitos, principalmente quando o assunto é
sexualidade.
O comportamento do jovem mudou nos últimos anos. A sexualidade é vista de
maneira bastante banalizada, assim como também os relacionamentos afetivos; a
aparente liberdade gera conflito.
Seguir os valores herdados pela família, ou assumir o comportamento adotado
pelo grupo? Segundo Ana Cláudia Bortolozzi Maia, professora do departamento de
Psicologia da Unesp de Bauru, essa é uma dúvida muito frequente entre os jovens. Ela
ressalta que para se sentirem inseridos no grupo, os jovens adotam comportamentos,
como consumir bebidas alcoólicas e drogas ou assumir determinados comportamentos
sexuais, sem estarem de fato conscientes dessas atitudes e, portanto, preparados para
as possíveis consequências dessas escolhas.
Desta forma, o presente trabalho, que contribui para o Projeto Humanizar é
Preciso, propõe uma roda de discussão envolvendo diversos assuntos que geram
conflitos e dúvidas acerca da sexualidade entre os jovens. Dentre esses assuntos,
abordamos a questão da virgindade, os relacionamentos amorosos, a preocupação dos
jovens em entrar em um padrão, a gravidez na adolescência, a aparente liberdade
sexual, e por fim, o preconceito e a repressão.
JUSTIFICATIVA
A importância do Projeto ‘’Humanizar é Preciso’’ engloba a conscientização dos
alunos sobre assuntos que causam dúvidas durante a juventude, visando à reflexão
das atitudes e comportamentos que ocorrem com o intuito de melhorar a convivência
em sociedade. Além disso, o projeto proporciona dividir experiências e expor opiniões.
O presente trabalho, sob a temática “Conflitos da Sexualidade” e título “Vamos
Falar Sobre Sexo”, busca a conscientização do problema, visto que falar sobre
sexualidade ainda é um tabu na sociedade, pois ainda há preconceitos por conta do
pensamento retrógado e também a falta de conhecimento. Durante a adolescência, que
é uma fase de transições, muitas vezes o adolescente tem dificuldades em entender a
si próprio e todas as vontades e dúvidas que vem surgindo, além de não saber como
lidar com as influências, seja no meio em que convive ou através das mídias sociais.
OBJETIVOS
O Projeto “Humanizar é Preciso” visa passar o verdadeiro significado de respeito
e igualdade, com apresentações interativas e que mostram os diversos conflitos que
existem na sociedade e as formas de lidar com eles.
Sob a temática “Conflitos da Sexualidade”, objetivamos apresentar a importância
de aceitar as escolhas alheias, não só respeitando a escolha do outro, como também
as diferentes opiniões que se formam nos mais variados grupos, uma vez que cada um
pensa de forma diferente diante de determinadas situações e conceitos que são
impostos o tempo todo pela sociedade; tudo isso de forma a diminuir o preconceito e a
repressão.
Além disso, o Projeto também procurou esclarecer possíveis dúvidas acerca da
virgindade, da gravidez, da liberdade sexual e dos relacionamentos. Discussões
semelhantes aos temas principais também foram propostas, como a questão do aborto.
Ajudar os alunos a fazerem suas próprias escolhas também foi um objetivo do Projeto.
METODOLOGIA
No projeto humanizar é preciso, cujo tema foi “Conflitos da sexualidade”, foi
trabalhado temas acerca da virgindade, aborto, liberdade sexual, influência,
preconceito e ponto de vista de cada aluno.
O trabalho consistiu em um debate, em que todos foram dispostos em círculo, e
que teve como objetivo incentivar os alunos a expressarem seus pontos de vista e
discutirem com os colegas os temas propostos. Além do debate, foi mostrado também
imagens com frases de liberdade, com o intuito de abandonar o preconceito e criar
reflexão sobre o que se pensa.
O trabalho foi apresentado para três salas da escola Etec Padre Carlos Leôncio
da Silva: 1° EM Marketing, 1° EM Informática e 1° EM Administração. Cada
apresentação levou cerca de uma hora e foi orientada pelos alunos do segundo ano de
marketing e pelo psicólogo Felipe Carvalho.
No início da apresentação, foi feito um pequeno teatro, em que cada aluno do
grupo expressou uma opinião diferente sobre relacionamentos amorosos. Um
expressou uma opinião religiosa, outro uma opinião mais liberal, etc. Este teatro serviu
para introduzir o debate e demonstrar como existem pontos de vista diferentes em um
grupo.
EVIDÊNCIAS:
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
5. TEMA: É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO HOUVESSE
AMANHÃ
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em INFORMÁTICA PARA INTERNET
BRENDA RODRIGUES JORDÃO DA SILVA
NAIARA CRISTINA MARTINELI AGUIAR
ANDRESSA THOME DE SOUZA
ALANA GABRIELE LOPES ARAUJO
FELIPE GONZAGA MIGUEL DOS SANTOS
LUIZ FELIPE DE ALMEIDA PINTO
TÍTULO DO PROJETO: “É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO
HOUVESSE AMANHÔ
META ASSOCIADA:
Padrão do projeto:
 Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;
 Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões
parciais - PP até dezembro de 2016;
 Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até
dezembro de 2016;
 Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;
 Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da
escola
 Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência
em sociedade
 Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da
ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;
 Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.
 Aproximar as pessoas uma das outras
DATA INICIAL: 01/agosto/2016
DATA FINAL: 30/setembro/2016
RESUMO: O presente projeto desenvolverá ao longo do 2º Semestre do ano letivo de
2016, atividades que possam resgatar o AMOR entre as pessoas, que hoje já não mais
se pratica. Famílias criam seus filhos como pessoas “frias” e mais “severas”, faltando
sensibilidade e prática dos valores humanos. Muitas vezes, afastando as pessoas. Se
houvesse um pouco mais de consideração ou até mesmo simpatia, pelo próximo, o
mundo estaria melhor em todos os aspectos. O AMOR revoluciona a vida, trazendo
conforto entre as pessoas.
SITUAÇÃO-PROBLEMA: Dificuldade na vivência prática dos valores humanos que
culminam em indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: homofobia,
racismo e qualquer manifestação de bullying e preconceitos e intolerâncias. Fatores
como estes que promovem o baixo rendimento, PP(s) e retenção e finalmente a
evasão escolar. Dificuldade na vivência prática com a falta de empatia pelo próximo.
Falta de interesse nas pessoas próximas e distantes, egoísmo e uma forma alarmante
de “concorrência” com o próximo.
INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da
heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e
integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com
conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe,
SAI e Observatório Escola .
JUSTIFICATIVA: Em face da convivência diária e integrada e dos problemas de
relacionamento humano, buscamos com o presente projeto, despertar nos alunos a
importância do AMOR entre as pessoas, e praticá-lo mais. Evidenciar que o AMOR não
é apenas entre casais e sim uma forma de CUIDAR e se IMPORTAR com os outros,
uma manifestação do sentido da palavra RESPEITO.
OBJETIVO: resgatar o conjunto de valores humanos que proporciona uma melhor
convivência entre as pessoas, mostrando que o RESPEITO e a EMPATIA são
essenciais na estrutura funcional da nossa sociedade HUMANA.
METODOLOGIA
 Análise sobre a palavra AMOR e suas abrangências
 Resgatar os laços de amor entre os colegas e familiares
 Onde está o amor?
RESULTADOS ESPERADOS: esperamos que as pessoas percebam que o AMOR é
algo importante para termos uma boa CONVIVÊNCIA.
RECURSOS NECESSÁRIOS:
 Sala da rádio
 Multimídia
 Rosas para entregar para os participantes (papel crepom)
EVIDÊNCIAS:
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
6. TEMA: VALORIZAÇÃO DO IDOSO
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em MARKETING
Equipe de trabalho (nome completo):
Kaony Agnes Fernanda Bento
Isabela Mendes Mariana Moroni
Thalya Bueno Larissa Martinelli
Karol Pinheiro Maria Júlia Gonçalves
TÍTULO DO PROJETO: “VALORIZAÇÃO DO IDOSO”
META ASSOCIADA:
 Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;
 Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões
parciais - PP até dezembro de 2016;
 Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até
dezembro de 2016;
 Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;
 Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da
escola
 Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência
em sociedade
 Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da
ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;
 Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.
 De que eles conversem, que eles não se sintam sozinhos, de que nós possamos
informar eles sobre o assunto e que eles vejam o quanto é importante a questão
tratada e adquirirem valores humanos e sociais entres eles e a sociedade e de
quem já sofreu por isso.
DATA INICIAL: 01/agosto/2016
DATA FINAL: 30/setembro/2016
RESUMO:
O presente projeto abordará a temática Valorização do Idoso nos aspecotos da
Violência e Negligências. Todo o trabalho será tratado de uma maneira informal, serão
apresentados vídeos e depoimentos sobre o tema, que são vários tipos de abusos
como o abuso físico, psicológico e sexual contra o idoso. Será proposto uma dinâmica
e uma roda de conversa para que eles se sintam a vontade para expressarem suas
opiniões e sentimentos, e para que eles percebam o quanto é importante o assunto,
para adquirirem o conhecimento do real valor humano e social entre eles e a melhor
convivência na escola, e de que todos estão ali para ajudar pro que precisarem.
SITUAÇÃO-PROBLEMA:
Abuso e negligência com os idosos.
INDICADOR(ES) UTILIZADO(S):
Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que
surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na
convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as
peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escola
JUSTIFICATIVA:
Com base na convivência diária de todos integralmente, esse projeto é importantíssimo
para que eles percebam e aprendam o real valor humano entre si e toda a escola e
sociedade. Para um relacionamento saudável, viverem em harmonia, respeitando a
todos sem nenhum tipo de preconceito e de que somos uma família e que cada um
pode contar e ajudar o outro pro que precisar.
OBJETIVO(S):
Trabalhar com os alunos a importância da valorização dos familiares sobretudo dos
mais idosos.
METODOLOGIA:
 Vídeos e reflexões sobre negligência
 Dados estatísticos e atuais sobre a violência contra os idosos
 Avaliação da visista realizada à uma Instituição de Amparo aos idosos
 Entrega de cartas escritas pelos pais e mães aos alunos (surpresa) sobre a
questão lançada: “O QUE VOCÊ ESPERA DO SEU FILHO QUANDO ELE
CRESCER?”.
RESULTADOS ESPERADOS:
Esperamos que eles adquiram o conhecimento e que compreendam que estamos aqui
pra ajudar no que eles precisarem.
RECURSOS NECESSÁRIOS:
O pisca-pisca, o projetor, colchonetes, mesas e cadeiras, papel e canetas. Cartas
escritas pelos pais e responsáveis.
EVIDÊNCIAS:
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
7. TEMA: DOCE INFÂNCIA?
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em ADMINISTRAÇÃO
Equipe de trabalho (nome completo):
Ângelo Miguel de
Araújo Vilela
Maria Gabriele Lopes
Leduino
Virgínia Nascimento
Gonçalves
Bruna Fernandes
Ligabo
Paola Almeida da Silva
Eduardo José Martinelli
Campos
Rafaela Alessandra Costanti
Moura
Luana Jorge Aquino Tifany Rafaelli Martins de
Oliveira
TÍTULO DO PROJETO: “Doce Infância?”
META ASSOCIADA:
 Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;
 Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões
parciais - PP até dezembro de 2016;
 Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até
dezembro de 2016;
 Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;
 Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da
escola
 Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência
em sociedade
 Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da
ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;
 Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.
 De que eles conversem, que eles não se sintam sozinhos, de que nós possamos
informar eles sobre o assunto e que eles vejam o quanto é importante a questão
tratada e adquirirem valores humanos e sociais entres eles e a sociedade e de
quem já sofreu por isso.
DATA INICIAL: 01/agosto/2016
DATA FINAL: 30/setembro/2016
RESUMO:
O presente projeto abordará a temática INFÂNCIA nos aspecotos da Violência e
Negligências. Todo o trabalho será tratado de uma maneira informal, serão
apresentados vídeos e depoimentos sobre o tema, que são vários tipos de abusos
como o abuso físico, psicológico e sexual na infância. Será proposto uma dinâmica e
uma roda de conversa para que eles se sintam a vontade para expressarem suas
opiniões e sentimentos, e para que eles percebam o quanto é importante o assunto,
para adquirirem o conhecimento do real valor humano e social entre eles e a melhor
convivência na escola, e de que todos estão ali para ajudar pro que precisarem.
SITUAÇÃO-PROBLEMA:
A situação problema da superação de quem já sofreu abuso na infância. Falar que eles
não estão sozinhos, que tem um apoio e um ombro amigo, que estamos ali pro que
precisarem e que eles não têm culpa de nada.
INDICADOR(ES) UTILIZADO(S):
Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que
surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na
convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as
peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escola
JUSTIFICATIVA:
Com base na convivência diária de todos integralmente, esse projeto é importantíssimo
para que eles percebam e aprendam o real valor humano entre si e toda a escola e
sociedade. Para um relacionamento saudável, viverem em harmonia, respeitando a
todos sem nenhum tipo de preconceito e de que somos uma família e que cada um
pode contar e ajudar o outro pro que precisar.
OBJETIVO(S):
Informar e mostrar pra eles que eles não estão sozinhos. Sabemos que não é fácil falar
sobre o assunto mas é preciso. Para ajudar a cicatrizar o acontecido.
METODOLOGIA:
Iremos utilizar o data show para a melhor explicação do trabalho e do tema tratado.
Utilizaremos rádio e colchonetes, iremos fazer uma dinâmica, terá o depoimento de um
dos integrantes sobre o assunto (um relato) e teremos um depoimento da Professora
Renata, uma roda de conversa para que eles possam expressar opiniões e
sentimentos e falarem o que quiserem sobre o assunto e no final um pedido de abraço
entre eles.
RESULTADOS ESPERADOS:
Esperamos que eles adquiram o conhecimento e que compreendam que estamos aqui
pra ajudar no que eles precisarem.
RECURSOS NECESSÁRIOS:
O pisca-pisca, o projetor, colchonetes, mesas e cadeiras, papel e canetas.
EVIDÊNCIAS:
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
8. TEMA: CYBERBULLYING E GRAVIDÊZ NA ADOLESCÊNCIA
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em ADMINISTRAÇÃO
Equipe de trabalho (nome completo):
Maria Fernanda M. Aguiar Ygor Mota
Jennifer Ellen dos Santos
Borges
Vitor Oliveira
Sabrina Santos de Sousa
Sabrina Maciel Bacha
TÍTULO DO PROJETO: Sorria, você está sendo julgado
META ASSOCIADA:
 Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;
 Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões
parciais - PP até dezembro de 2016;
 Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até
dezembro de 2016;
 Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;
 Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da
escola
 Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência
em sociedade
 Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da
ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;
 Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.
Quais outras metas o grupo apresenta como importante?
Concientizar os alunos a não julgar os ouros, de acordo com suas co cedições
DATA INICIAL: 01/agosto/2016
DATA FINAL: 30/setembro/2016
RESUMO:
A gravidez na adolescência é algo que vem crescendo ano após ano, e com
isso também cresce o número de pessoas que julgam as meninas nestas condições.
Mesmo com todas as informações necessárias para a prevenção da gravidez, os
maiores índices são das adolescentes que vivem em locais com menos recurso
relacionado a prevenção da gravidez.
Usando a vertente do preconceito, também pode-falar do cyberbullying que
tá.bem vem crescendo muito rápido com os avanços da tecnologia.
SITUAÇÃO-PROBLEMA:
Dificuldade na vivência prática dos valores humanos que culminam em
indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: a gravidez na adolescência,
onde as meninas nessa condição acabam sofrendo com o julgamento e preconceito
dos que estão próximos a elas. Desta forma fazendo com que elas sejam escluidad da
sociedade.
INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da
heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e
integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com
conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe,
SAI e Observatório Escolar.
JUSTIFICATIVA:
Com o presente projeto visamos mostrar aos alunos a importância da
convivência e do respeito com o ser humano independente de suas condições e
escolhas. Com isso, melrando também toda a convivência no ambiente escola e com
essas ações almejamos um melhor crescimento humano.
OBJETIVO(S):
O objetivo é mostrar aos alunos o valor que cada pessoa tem, e que todas
devem ser respeitadas e inclusas nos meios sociais sem sofrer nenhum tipo de
descriminação por conta de suas escolhas e co-edições.
METODOLOGIA:
Foi utilizado para o desenvolvimento do trabalho uma simulação de gravidez
na adolescência dentro da escola por uma das integrantes do grupo, desta forma
poderíamos ter conhecimento real para passar para os alunos.
No dia da apresentação, vendamos os alunos e colocamos na sala e contamos
a história real de uma aluna mas também a fictícia. Mostramos a eles a realidade de
meninas que estão passam ou prassaram por isso.
Concluímos a apresentação com a revelação da simulação e um debate sobre
o assunto.
RESULTADOS ESPERADOS:
Depois de toda a apresentação e debates sobre a gravidez na adolescência,
esperamos que os alunos boa julgem ou depreciem as adolescente que sofrem com
isso, podendo assim respeitar e ajudar que passa por essa condição.
RECURSOS NECESSÁRIOS:
Todos os materiais serão partilhados entre os integrantes do grupo. Materiais
básicos de papel poderão ser solicitados para o almoxarifado.
Foram necessários paro o desenvolvimento do projeto, a sala para
apresentação, colchonete para os alunos se se tarem, e cartazes desenvolvidos pelos
integrantes do grupo.
EVIDÊNCIAS:
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
9. TEMA: CONFLITOS ETNICOS E DIVERSIDADES
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em MARKETING
 LUIZ FRANCISCO
 JOÃO RAFAEL LIMA
 WALACE CASTRO
 BRENDON WILLIAM
 JOÃO GUILHERME RODRIGUES
TÍTULO DO PROJETO: Sorria, você está sendo julgado
META ASSOCIADA:
 Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;
 Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões
parciais - PP até dezembro de 2016;
 Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até
dezembro de 2016;
 Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;
 Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da
escola
 Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência
em sociedade
 Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da
ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;
 Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.
Quais outras metas o grupo apresenta como importante?
Concientizar os alunos a não julgar os ouros, de acordo com suas co cedições
DATA INICIAL: 01/agosto/2016
DATA FINAL: 30/setembro/2016
RESUMO:
A gravidez na adolescência é algo que vem crescendo ano após ano, e com
isso também cresce o número de pessoas que julgam as meninas nestas condições.
Mesmo com todas as informações necessárias para a prevenção da gravidez, os
maiores índices são das adolescentes que vivem em locais com menos recurso
relacionado a prevenção da gravidez.
Usando a vertente do preconceito, também pode-falar do cyberbullying que
tá.bem vem crescendo muito rápido com os avanços da tecnologia.
SITUAÇÃO-PROBLEMA:
Dificuldade na vivência prática dos valores humanos que culminam em
indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: a gravidez na adolescência,
onde as meninas nessa condição acabam sofrendo com o julgamento e preconceito
dos que estão próximos a elas. Desta forma fazendo com que elas sejam escluidad da
sociedade.
INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da
heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e
integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com
conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe,
SAI e Observatório Escolar.
JUSTIFICATIVA:
Com o presente projeto visamos mostrar aos alunos a importância da
convivência e do respeito com o ser humano independente de suas condições e
escolhas. Com isso, melrando também toda a convivência no ambiente escola e com
essas ações almejamos um melhor crescimento humano.
OBJETIVO(S):
O objetivo é mostrar aos alunos o valor que cada pessoa tem, e que todas
devem ser respeitadas e inclusas nos meios sociais sem sofrer nenhum tipo de
descriminação por conta de suas escolhas e co-edições.
METODOLOGIA:
Foi utilizado para o desenvolvimento do trabalho uma simulação de gravidez
na adolescência dentro da escola por uma das integrantes do grupo, desta forma
poderíamos ter conhecimento real para passar para os alunos.
No dia da apresentação, vendamos os alunos e colocamos na sala e contamos
a história real de uma aluna mas também a fictícia. Mostramos a eles a realidade de
meninas que estão passam ou prassaram por isso.
Concluímos a apresentação com a revelação da simulação e um debate sobre
o assunto.
RESULTADOS ESPERADOS:
Depois de toda a apresentação e debates sobre a gravidez na adolescência,
esperamos que os alunos boa julgem ou depreciem as adolescente que sofrem com
isso, podendo assim respeitar e ajudar que passa por essa condição.
RECURSOS NECESSÁRIOS:
Todos os materiais serão partilhados entre os integrantes do grupo. Materiais
básicos de papel poderão ser solicitados para o almoxarifado.
Foram necessários paro o desenvolvimento do projeto, a sala para
apresentação, colchonete para os alunos se se tarem, e cartazes desenvolvidos pelos
integrantes do grupo.
EVIDÊNCIAS:
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
10.TEMA: DIVERSIDADE SEXUAL
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em ADMINISTRAÇÃO
Introdução
A homossexualidade refere-se à situação na qual o interesse e o desejo
sexual dirige-se a pessoas do mesmo sexo. É uma das possibilidades verificadas de
manifestação da sexualidade e afetividade humana.
A homossexualidade é um comportamento aprendido, um padrão
duradouro de organização do desejo sexual.A homossexualidade pode estar
relacionada a várias causas, como a determinação genética, proposta pelo geneticista
Dean Hamer ao descobrir genes, designado por ele de GAY-1. Hipótese esta que
apesar de não aceita no meio científico americano, foi defendida, onde a
homossexualidade é colocada como consequência de uma variação genética, e não
como uma opção ou estilo de vida.
Origem
A palavra homofobia significa a repulsa ou o preconceito contra a
homossexualidade e/ou o homossexual. Esse termo teria sido utilizado pela primeira
vez nos Estados Unidos em meados dos anos 70 e, a partir dos anos 90, teria sido
difundido ao redor do mundo.
Podemos entender a homofobia, assim como as outras formas de preconceito,
como uma atitude de colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de
inferioridade, de anormalidade, baseada no domínio da lógica heteronormativa, ou seja,
da heterossexualidade como padrão, norma. A homofobia é a expressão do que
podemos chamar de hierarquização das sexualidades. Todavia, deve-se compreender
a legitimidade da forma homossexual de expressão da sexualidade humana.
Entende-se então que a homofobia compreende duas dimensões fundamentais: de um
lado a questão afetiva, de uma rejeição ao homossexual; de outro, a dimensão cultural
que destaca a questão cognitiva, onde o objeto do preconceito é a homossexualidade
como fenômeno, e não o homossexual enquanto indivíduo.
Homofobia no Brasil
A homofobia no Brasil tem sido muito presente nos dias atuais , ou seja , hoje em dia 84%
(Oitenta e quatro , por cento ) de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) ,
sofrem de preconceito por gostar de pessoas do mesmo sexo .
Apesar de vivermos em uma sociedade homofóbica, a aceitação da homossexualidade teve
avanços nos últimos anos . O que contribuiu para isso foi a aparição de casais homossexuais
em novelas, a legalização do casamento gay em alguns países , ídolos como Cazuza
assumirem sua homossexualidade, a "Parada Gay", entre outros meios. O que não era e ainda
não é levado em consideração é que ser gay não é uma opção sexual, muito menos doença
ou crime e sim uma orientação sexual de causa biológica, cultural e psicológica. É lamentável
que o homossexual esconda-se, negue sua homossexualidade para não ter de enfrentar as
discriminações. Mas, então, quais seriam as soluções para esse preconceito, que assim como
todos os outros, é um senso comum, não tendo portanto um fundamento? Primeiramente, é
fundamental que a sociedade se conscientize e deixe de ser homofóbica. É preciso se
indignar, pois com isso será mais comum as denúncias contra esse ato desumano que é o
preconceito. É necessário também cobrar do Estado leis que protejam os homossexuais.
Dessa maneira, a metáfora da pluralidade, da multiplicidade que o arco-íris
representa faria sentido, pois a sociedade aceitaria as diferenças e perceberia o quanto isso é
importante para se viver dignamente em grupo. Consequentemente, haveria um melhor
relacionamento da humanidade, sem interferência de cor, de religião, de orientação sexual ou
de qualquer outro tipo de preconceito , pois cada um tem sua opção sexual e ninguém é
obrigado a aceitar e sim respeitar. Mesmo com alguns avanços que no que diz respeito a
conquistas de direitos, a comunidade LGBT ainda luta, principalmente, para ser aceita em um
lugar onde deveria receber apoio incondicional desde sempre: dentro de casa. No Dia
Internacional de Combate à Homofobia, celebrado nesta terça-feira (17), o NE10 ouviu
histórias e depoimentos emocionantes de pessoas que sofreram e ainda sofrem o preconceito
da família. Pais, mães e parentes que se recusam a aceitar a orientação sexual e até
humilham seus filhos em nome da “heteronormatividade” - prática de ignorar ou marginalizar
atitudes e ações que são diferentes do padrão “hétero” da sociedade.
Taxas de agressões e de mortalidade
Em 2015, o Disque 100 recebeu quase 2 mil denuncia de agressões contra gays,e no
inicio de 2016,132 homossexuais foram mortos no país. Estima-se que a cada 28 horas, um
homossexual morre de forma violenta no país. Mas não se sabe quantos desses casos tiveram
a homofobia como motivação principal. Hoje, se uma pessoa sofrer uma agressão física ou for
xingada, pelo simples fato de ser homossexual, ela vai chegar numa delegacia de polícia pra
prestar queixa, mas não vai conseguir registrar o caso como homofobia. Porque não existe
esse crime na legislação brasileira. A homofobia não é considerada crime, e por isso casos de
violência contra homossexuais recebem menos atenção da polícia.
Webgrafia
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2016/06/cada-28-horas-um-homossexual- morre-de-forma-violenta-no-brasil.html
http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/2_0431.pdf
http://atelierdeducadores.blogspot.com.br/p/dinamicas-de-grupo-e-jogos.ht
EVIDÊNCIAS:
AÇÕES E EVIDÊNCIAS:
11.TEMA: QUAL O SEU TIPO SANGUÍNEO?
Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em ADMINISTRAÇÃO
METAS ASSOCIADAS:
 Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;
 Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões
parciais - PP até dezembro de 2016;
 Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até
dezembro de 2016;
 Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;
 Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da
escola
 Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência
em sociedade
 Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da
ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;
 Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.
DATA INICIAL: 01/agosto/2016
DATA FINAL: 30/setembro/2016
RESUMO: O projeto acontecerá ao longo do 2º semestre de 2016 atividades que
possam melhorar a visão dos alunos sobre INCLUSÃO SOCIAL, a atividade
proporcionara debates, dinâmicas de grupo e plano de ação na escola, buscando a
melhor convivência entre os alunos e a escola. Humanização é a ação ou efeito de
humanizar, de tornar humano ou mais humano. A inclusão está ligada a todas as
pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade, diante desse
problema desenvolveremos nosso trabalho
SITUAÇÃO-PROBLEMA:
O problema que abordamos nesse trabalho é difícil de ser entendido por quem
não sofre com isso diretamente ou indiretamente. Imagine que pessoas são excluídas
do meio social em razão das características físicas que possuem, como cor da pele,
altura, peso e físico. Já nascemos com essas características e não podemos, de certa
forma, ser culpados por tê-las.
INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da
heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e
integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com
conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe,
SAI e Observatório Escola
JUSTIFICATIVA:
Devido ao fato que acontece nas escolas, parques, ruas, e no mundo todo em que
pessoas são excluídas de rodas de amigos, grupos, e entre outros, por sofrerem algum
tipo de preconceito, iremos passar um pouco dessa realidade que se encontra presente
em nosso meio e nem percebemos para conscientizar maia sobre esse fato da
exclusao social
OBJETIVO:
A objetividade desse trabalho é atingir e tocar algumas pessoas de forma que
queremos conscientizar e até ensinar sobre certos pontos dentro de inclusão social que
muitos entendem errado, mostrar algumas realidades ainda existentes sobre esse
assunto e conscientizar o público no qual assistirá ao trabalho.
METODOLOGIA: ,
 Análise das situações que encontramos hoje sobre o preconceito no ambiente
escolar
 Como lidamos com as questões preconceituosas e quais medidas podem ser
tomadas para excluírmos da nossa sociedade tal comportamento.
RESULTADOS ESPERADOS:
Após a aplicação do nosso projeto esperamos uma grande melhoria na
convivência entre os alunos e as pessoas que necessitam de uma atenção especial,
fazendo assim melhorar o ambiente em que vivemos, e também conscientizar todos
para que possamos ter um meio em que vivemos totalmente livre e sem nenhum tipo
de preconceito ou exclusão social.
RECURSOS NECESSÁRIOS: 20 Colchonetes; 1 Data-show; Sala da Rádio
1 Notebook; Sem Custos.
EVIDÊNCIAS:
AVALIAÇÃO DO
PROJETO
 Método google.docs
 139 alunos entrevistados
 Acordos pedagógicos com os colegas da sala de aula para melhorar o processo de conviver e melhorar
 Resgatar com os colegas e professores a essência das propostas sempre que necessário
 Realizar prévias e avaliações do projeto periodicamente
 O projeto deve se limitar ao período determinado para a sua realização
 Outros
Desenvolvimento do Projeto:
Material de apoio para os temas:
http://www4.faac.unesp.br/pesquisa/nos/sexualidade/sexualidade_texto_html.htm
Escolher por quais caminhos seguir e que decisões tomar é difícil em qualquer fase da vida. Durante a juventude tomar
decisões e fazer escolhas são grandes tormentos, gerando dúvidas e conflitos. Quando o assunto é a sexualidade as dúvidas
parecem ser ainda maiores.
O comportamento do jovem mudou nos últimos anos, a sexualidade é vista de maneira bastante banalizada, assim como
também os relacionamentos afetivos. A aparente liberdade gera conflito, principalmente entre os jovens que estão vivendo um
momento de transição entre a adolescência e a vida adulta.
Seguir os valores herdados da família, ou assumir o comportamento adotado pelo grupo? Essa segundo Ana Cláudia
Bortolozzi Maia, professora do departamento de Psicologia da Unesp de Bauru é uma dúvida muito freqüente entre os jovens. Ela
ressalta que para se sentirem inseridos no grupo, os jovens adotam comportamentos, como consumir bebidas alcoólicas e drogas
ou assumir determinados comportamentos sexuais, sem estarem de fato conscientes dessas atitudes e, portanto, preparados para
as possíveis conseqüências dessas escolhas. É preciso refletir sempre os “porquês” das nossas atitudes, especialmente quando
elas exigem responsabilidades pessoais e sociais.
Atualmente, os jovens estão iniciando a vida sexual mais cedo. A sexualidade tem sido discutida de forma mais “aberta”,
nos discursos pessoais, nos meios de comunicação, na literatura e artes. Entretanto, segundo a professora Ana Cláudia, essa
aparente “liberdade sexual” não torna as pessoas mais “livres”, pois ainda há bastante repressão e preconceito sobre o assunto.
Além disso, as regras de como devemos nos comportar sexualmente prevalecem em todos os discursos, o que torna uma questão
velada de repressão.
Ela cita a questão da virgindade feminina, que antes era supervalorizada e hoje é vista como um problema para muitas
meninas. Muitas garotas iniciam a vida sexual de forma precipitada, mais para responder a uma exigência do grupo do que a uma
escolha pessoal, o que as tornam menos propensas a assumir as responsabilidades que uma vida sexual ativa requer. Ana
Cláudia explica que essa cobrança do grupo, também é vista como um tipo de repressão, pois parece que hoje as pessoas
perderam a possibilidade de assumir ‘ser’ ou ‘não ser’ virgem, diante da cobrança do grupo social. Outro exemplo diz respeito às
cobranças exigidas ao papel feminino. Atualmente, cobra-se da mulher a entrada no mercado de trabalho, e por conseqüência isso
pode resultar em uma maior autonomia. Mas, apesar disso, ainda hoje é exigido também da mulher que ela se case, tenha filhos e
seja uma boa mãe. Ter que se casar ou ter filhos parecem condições inerentes à felicidade pessoal. A mulher que tem uma opção
de vida diferente dessa é vista como infeliz.
Outro exemplo ainda, diz respeito aos relacionamentos amorosos. Na década de 80 surge a expressão “ficar com”. Essa
expressão representa uma nova condição de relacionamento em que as pessoas irão manter contatos físicos e afetivos durante
um curto tempo, sem que isso signifique um vínculo duradouro. O “ficar com”, apesar de aparentar uma grande liberdade sexual
está repleto de regras. Essas regras dependem do grupo social (idade, classe social e educacional) e momento histórico. Ana
Cláudia considera esse comportamento um avanço nas relações afetivas, pois acredita que há uma maior possibilidade de
escolher parceiros e de experimentar as sensações prazerosas do toque com o outro, sem que esse relacionamento
necessariamente leve ao “casamento”. Isso, para ela, é um fator importante no desenvolvimento afetivo do jovem. No entanto,
alerta para uma possível banalização das relações, quando jovens ficam com “usando o outro como objeto”, o que muitas vezes
pode provocar frustrações para ambas as partes envolvidas.
O jovem do século XXI é visto como livre, bem informado, “antenado” com os acontecimentos, mas as pesquisas mostram
que quando o assunto é sexo há muitas dúvidas e conflitos. Desde dúvidas específicas sobre questões biológicas, como as
doenças sexualmente transmissíveis, até conflitos sobre os valores e as atitudes que devem tomar em determinadas situações.
Apesar de iniciarem a vida sexual mais cedo, os jovens não têm informações e orientações suficientes. A mídia, salvo
exceções, contribui para a desinformação sobre sexo e a deturpação de valores. A superbanalização de assuntos relacionados à
sexualidade e das relações afetivas gera dúvidas e atitudes precipitadas. Isso pode levar muitos jovens a se relacionarem de forma
conflituosa com os outros e também com a própria sexualidade.
Existe muita preocupação por parte dos jovens em entrar em um padrão. Tanto meninas quando meninos, ainda
reproduzem o comportamento machista de anos atrás. Para a professora Ana Cláudia as garotas ainda sonham com um “príncipe
encantado” (que seja um bom partido: fiel e bem sucedido na vida) e os garotos com uma “bela princesa” (que seja adequada aos
padrões de beleza física, com indícios de uma futura boa dona de casa e mãe de família, mesmo que possa almejar o mercado de
trabalho). Essas expectativas retratam determinadas características, que só reproduzem a repressão e o machismo, que
atualmente se encontra mascarado. Os jovens, de maneira geral, ainda se preocupam em seguir padrões de comportamento. Ana
Cláudia ressalta que ainda que sociedade imponha um certo tipo de comportamento sexual e afetivo considerado normal, o que
dever ser levado em conta é o bem estar de cada um.
Enfim, hoje existe uma aparente liberdade sexual. Ao mesmo tempo em que as pessoas são, em comparações há anos
anteriores, mais livres para fazer escolhas no campo afetivo e sexual, ainda há muita cobrança por parte da sociedade, e esta
cobrança acaba sendo internalizada, e assim as pessoas acabam assumindo comportamentos e valores adotados pela
maioria.
Apesar da necessária identificação com o grupo, para que nos reconheçamos no outro, todos nós temos as nossas
individualidades que devem ser respeitadas. Devemos refletir que nossas atitudes refletem nossa história pessoal de educação
sexual, repleta de valores e concepções. Parece arriscado assumir comportamentos apenas para seguir os padrões, por
considera-los certos, sem refletir sobre eles. Seria melhor se vivêssemos de acordo com nossos valores, mas sempre tendo
consciência das responsabilidades das escolhas que fazemos, não só durante a juventude, mas ao longo de toda a vida. Você já
pensou sobre isso?
Colaboração de Ana Cláudia Bertolozzi Maia,
professora do departamento de psicologia da Faculdade de Ciências, da Unesp campus de Bauru.
Educação sexual é função da família, não das escolas! Ou: Não neguem a biologia dessa forma, “progressistas”
Bispo Edmilson Caetano. Fonte: Folha
Ser homem ou ser mulher, tudo uma construção social, nada mais. É assim que os “progressistas” enxergam as coisas. Direito
deles, assim como é direito de alguns criacionistas negar Darwin. Mas não venham impor essa visão de mundo aos nossos filhos
nas escolas! Isso já é absurdo, uma invasão dos nossos direitos como pais. E é exatamente o que querem fazer os “progressistas”,
em nome do combate ao preconceito e à violência: enfiar goela abaixo das crianças uma “ideologia de gênero” que nega a biologia
e diz que devemos ser “neutros”, pois cada um deve ser o que quiser e não existe essa coisa de “menino” e “menina”.
Foi por conta disso que houve confusão em Guarulhos, pois a prefeitura, sob o comando petista,resolveu distribuir livros de
educação sexual para crianças, com claro viés ideológico:
Para vereadores evangélicos e católicos, a gestão do prefeito Sebastião Almeida (PT) quer implantar a ideologia de gênero nas
escolas municipais, que atendem crianças de até 11 anos.
Segundo essa corrente de pensamento, os gêneros sexuais são construções sociais e culturais, e não biológicas. Assim, as
crianças devem ser educadas de forma neutra, para que elas próprias escolham seu gênero no futuro.
“Não sou homofóbico, mas essa ideologia pode levar a criança a achar que pode ser menino com menino, menina com menina,
três juntos, aí banaliza”, disse o vereador Romildo Santos (PSDB), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
No último dia 20, o encontro na Casa foi quente, com gritos de todos os lados. O bispo Edmilson Caetano, da diocese da cidade,
não conseguiu terminar seu discurso por causa do protesto de grupos LGBT (que representam lésbicas, gays, bissexuais, travestis
e transexuais).
“Não sou psicólogo, mas e essa questão do neutro? O que significa para a pessoa essa espécie de dúvida de identidade que
venha desde a infância? Acho que a educação sexual deve ser uma questão tratada na família”, disse o bispo à Folha.
O juiz Antonio Pimenta, que mora na cidade, também falou: “Você querer colocar na cabeça de um ser humano que ele pode ser
mulher se ele nasceu com corpo masculino é negar a biologia”.
O vereador do PSDB está certo em condenar a banalização do sexo, como se fosse a coisa mais normal do mundo hoje o menino
gostar de meninas, amanhã resolver que gosta mesmo é de meninos, e no dia seguinte decidir que gosta de ambos. O bispo
também está certo ao temer essa coisa de “neutralidade”, e lembrar que educação sexual, ou orientação sobre valores morais, é
função da família.
Os “progressistas” odeiam esse obstáculo ao totalitarismo, e por isso atacam as famílias tradicionais de todas as formas possíveis.
Querem substituí-la pelo estado, pelo poder dos burocratas “ungidos”, por eles mesmos, os arrogantes que acham que entenderam
melhor o mundo e desejam impor sua visão aos demais, aos “alienados”, “reacionários”, “conservadores”, “caretas” e “coxinhas”.
“O gênero não veio para destruir famílias. Tratar da questão de gênero é trabalhar com uma política de erradicação da violência
contra homossexuais, contra a mulher”, disse a professora Sílvia Moraes, coordenadora educacional da cidade, que defende o uso
dos livros. Não sei de onde ela tirou isso! Ninguém precisa agredir um homossexual por levar em conta a biologia. Isso é desculpa
esfarrapada de quem quer, sim, impor uma ideologia.
Achar que sexualidade ou comportamentos masculino e feminino não passam de “construções sociais” exige uma cegueira e tanto
em relação ao mundo e à história. Que algumas pessoas resolvam acreditar nessa besteira, vá lá, direito delas. Mas não venham
tentar doutrinar os filhos dos outros com essa ideologia besta, pois isso já é demais; é puro autoritarismo. Deixem nossos filhos em
paz, “progressistas”! Escola não é laboratório para experiências humanas nem extensão de diretório partidário. Educação sexual é
função da família!
Rodrigo Constantino
Tags: Antonio Pimenta, Edmilson Caetano, educação sexual, homofobia, Romildo Santos
http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/educacao-sexual-e-funcao-da-familia-nao-das-escolas-ou-nao-
neguem-a-biologia-dessa-forma-progressistas/
DESENVOLVIMENTO DA SEXUALIDADE DA GERAÇÃO DIGITAL
http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=396
Sexualidade é o processo evolutivo que dura toda a vida, pelo qual nascemos e nos reproduzimos e está intimamente associado
ao desenvolvimento biológico, psicológico e social, contribuindo para a formação da personalidade e realização pessoal. As
emoções se originam em nosso cérebro e na correlação corporal, através das sensações e percepções, via neurotransmissores e
redes dos circuitos neuronais. As emoções são mecanismos biológicos instintivos que nos auxiliam a lidar com as tarefas
fundamentais da vida, que são a sobrevivência e a perpetuação da espécie pela reprodução. Muitos cientistas da evolução do
comportamento humano, desde Charles Darwin em 1872, já apontavam que a sobrevivência das crianças dependia da resposta
aos cuidados de proteção dos adultos, e que muitas das percepções espécie-específicas inatas auxiliavam na evolução e no
desenvolvimento e daí as respostas emocionais de regulação descritas como aproximação ou fuga (fight-flight)4
. Vários estudiosos
das áreas de psicologia foram descrevendo os mecanismos da memória e do inconsciente e as respostas afetivas, emocionais e
empáticas que influenciavam nos comportamentos e também nas expressões da sexualidade e agressividade, inclusive nas
reações pós-traumáticas das crianças e adolescentes em suas dinâmicas familiares. Em 1905, em Viena, com a publicação de seu
livro Three Essays of the Theory of Sexuality, Sigmund Freud descreve, pela primeira vez, que sexualidade e agressividade
também são evidentes nos comportamentos de crianças e adolescentes5
. Somente em 1920 e na época da Primeira Guerra
Mundial, Freud reconhece que o eroticismo é o resultado da interação de dois impulsos instintivos inatos de igual importância: o
instinto de vida (Eros) e o instinto de morte (Thanatos). Tudo se reflete neste balanceamento: de um lado, a Vida e a preservação
da espécie, sexualidade, afeto/amor, criatividade, alimentação e as manifestações emocionais da saúde, e do outro lado, a Morte,
refletida na agressão, dor e desespero e as manifestações emocionais da violência6
. Muitos autores, a seguir, estudaram os
comportamentos de crianças e adolescentes e o desenvolvimento da sexualidade em relação às diversas patologias corporais,
hormonais e mentais e os problemas decorrentes no relacionamento social até a vida adulta, incluindo John Bowlby7
, Donald
Winnicott8
, Erik Erikson9
, John Money10
em clássicos da literatura científica que precisam ser mais (re) conhecidos pelos
profissionais que se dedicam a lidar com os adolescentes e os problemas de saúde atuais, inclusive sobre a sexualidade.Mais
recentemente, apesar de muitos outros desafios da modernidade como a contracepção, as doenças sexualmente transmitidas/HIV-
AIDS, gravidez precoce e as influências do abuso de drogas durante a adolescência, existem também outras tantas repercussões
tecnológicas, inclusive o uso de ressonâncias magnéticas funcionais para o estudo dos comportamentos. Pesquisadores como
Giedd11
e Erik Kandel12
continuam trazendo evidências importantes sobre o desenvolvimento cerebral e mental humano e
demonstram a importância do sistema dopaminérgico mesocortical e mesolímbico, do córtex pré-frontal e do núcleo acumbente e
as reações do hipocampo e da amígdala cerebral, ao estresse inclusive das muitas horas frente ao computador podendo ocasionar
a dependência e o transtorno obsessivo-compulsivo, além dos estímulos hormonais do hipotálamo-hipófise durante a
adolescência.Durante a infância, o desenvolvimento da sexualidade é um processo natural de exploração e descoberta de
informações, sensações e percepções do próprio corpo (fases oral, anal, genital) e controle dos impulsos assim como a
curiosidade sobre outros papéis e comportamentos (brincar de casinha) com outras crianças, irmãos ou primos quase da mesma
idade (tomar banho juntos). Os comportamentos são limitados, espontâneos e ocasionais e o interesse na sexualidade é
balanceado com novas descobertas do mundo exterior e com as respostas afetivas e de atenção dos pais. Geralmente, os toques
corporais, abraços e beijos são prazerosos e não ocasionam sentimentos de vergonha, raiva, medo ou ansiedade. Os
comportamentos vão se tornando problemáticos quando as crianças ficam confusas com a exposição de materiais em filmes de
televisão, vídeos e novelas que não conseguem compreender e são abandonadas em frente de aparelhos que são usados para
"distração", a babá eletrônica; ou quando vivem em famílias disruptivas e disfuncionais ou em comunidades e grupos sociais onde
o sexo tem uma influência importante ou poder de barganha; ou em lares onde não existe respeito pela intimidade e privacidade,
ou a exposição sexual é usada em brigas e situações de violência; ou quando realmente existem episódios abusivos e o espaço
emocional é violado deixando emoções inconscientes de estresse e confusão entre dor e prazer, e que então começam as
repercussões em comportamentos sexualizados e desintegradores, aumentando os problemas nas rotinas diárias, tensões e
períodos de ansiedade e negligência13
. A transição da adolescência14
é marcada pelo desenvolvimento da sexualidade, desde as
mudanças no corpo e nos comportamentos até o início dos relacionamentos sociais, como o namoro e outros compromissos
afetivos, inclusive sexuais, até o acasalamento e a possibilidade de reprodução. A socialização e a sexualização são
interdependentes durante este período e passam por processos cerebrais, mentais e neuro-hormonais que se expressam nos
desejos, buscas, dúvidas, ansiedades, intimidades, medos, vacilos, incertezas e muitas encruzilhadas, confrontos e riscos na
escolha das opções sexuais. As fases normais do desenvolvimento da sexualidade na adolescência não têm limites de idade
definidos, e muitas vezes podem ocorrer ao mesmo tempo. A primeira fase, do despertar do interesse sexual, ocorre devido ao
estímulo hormonal e às mudanças corporais, com o aparecimento da primeira menstruação, menarca nas meninas e da primeira
ejaculação, semenarca, nos meninos. Durante esta época, as reações emocionais são as mais variadas possíveis, com rápidas
fugas da realidade através das fantasias e devaneios, e episódios de auto-estímulo, como a masturbação e de desejos
inconscientes a "objetos de amor proibido", bissexuais e ambivalentes. A segunda fase, daexperimentação sexual, envolve a
prática de iniciar um relacionamento amoroso com outra pessoa, algo super complicado com vacilos e incertezas, pois o/a
adolescente precisa vencer o desafio de treinar a imagem pública que quer demonstrar de si e começar os jogos de sedução. Esta
fase é transformada na construção de blogs e redes de relacionamentos e encontros entre "amigos" via Internet, e todos querem
ser o foco da atenção, uma celebridade! Na terceira fase, da escolha do par sexual, e o amadurecimento das inter-relações
afetivas, ocorrem o início de relações mais duradouras e o/a adolescente começa a aceitar melhor o papel sexual escolhido e a se
sentir mais confortável com sua sexualidade, decidindo sobre seus valores de vida, aprofundando os aspectos íntimos de sua
feminilidade/masculinidade, intensificando sua autoestima e consolidando sua identidade sexual. A sexualidade ocupa um espaço
essencial na formação da identidade de todos adolescentes e também culturalmente nos grupos sociais, porque tem relevância
para a continuidade evolutiva e o poder reprodutivo, além da busca do prazer do corpo, da imaginação e das fantasias. Por tudo
isso, ressalta-se a importância do respeito às necessidades e atitudes individuais e coletivas, mas também a busca por
informações básicas sobre o que acontece a cada momento nas percepções de cada um e nas trocas dos saberes que são
realizadas, atualmente, através das redes sociais em vez das pressões das famílias. Os impulsos da sexualidade são marcados
por limites sociais que muitas vezes desafiam os riscos da impulsividade e da liberdade, assim como as regras de proteção,
códigos morais e éticos, que operam tanto subjetivamente como na dimensão social. O desenvolvimento da sexualidade é um dos
aspectos do desenvolvimento da personalidade humana e da socialização na adolescência, com a incessante e difícil busca do
encontro de si mesmo e do par amoroso15
. Com o advento das novas tecnologias, estamos diante de uma nova revolução, não só
dos novos padrões de comunicação e relacionamento social, mas também da maneira como se aprende e manifesta a
sexualidade, inclusive nas redes sociais. No isolamento e no anonimato de seu computador em seu quarto ou numa lan house, o
adolescente inicia seu conhecimento sexual e seus relacionamentos com informações obtidas livremente de outras pessoas de
todos os tipos e idades, porém cuja identidade real é desconhecida. Relaciona-se de modo simultâneo e superficial e espera a
"repercussão virtual" de sua imagem, muitas vezes transmitida através da webcam em tempo real ou vídeo. Esse retorno traduz-se
em variáveis quantidades de manifestações, seja através de fotologou da comunidade virtual ou sites de relacionamento, podendo
se tornar uma web-celebridade ou podendo também ser alvo de destruição por atos de cyberbullying. Observa-se uma busca por
experiências sexuais, que alguns sociólogos denominam de pansexualidade, onde tudo é possível na mídia social16
. Seja como for,
e como sempre tem sido desde a Antiguidade, os adolescentes exercem sua sexualidade como expressão de liberdade, vazio e
rebeldia, que não depende de gênero, foge aos estereótipos culturais tradicionais, não depende de envolvimento emocional e
compromisso afetivo, mas mesmo assim assume riscos comportamentais, que vão desde a exploração sexual como até
dissociações mentais. As mensagens de texto, ou sexting, que são curtas, simples e diretas fazem parte do novo idioma usado
através da Internet e dos celulares. A linha limite que separa o uso construtivo do uso patológico no desenvolvimento sexual e na
busca de atenção e de afeto ou do par amoroso e sexual está cada vez mais tênue, e permanece também como uma divisória, que
cada vez mais fica desequilibrada entre a saúde e os riscos de doenças futuras17
.
FATOS E RISCOS DA ERA DIGITAL
Nada mais será como antes, pois todos os dias surgem tecnologias novas, algumas levando meses para serem aperfeiçoadas ou
outras "caindo na rede", isto é, no gosto dos adolescentes, os quais, com o ímpeto típico da idade, desvendam, absorvem e
compartilham os labirintos da rede em alta velocidade18
. Desde que começou a se popularizar no final dos anos 1990, a Internet,
ou a rede das redes, criou novos conceitos que foram incorporados ao cotidiano das pessoas. De todos os grupos de usuários da
rede mundial de computadores, são os jovens que lidam mais confortavelmente com as ferramentas e novidades desse novo meio
de comunicação. No Brasil, em 2011, 38% dos domicílios com acesso à Internet e 45% da população de usuários, sendo 77,7
milhões de pessoas com 10 anos ou mais, declararam ter usado a Internet nos três meses anteriores à entrevista da Pesquisa
Nacional por Amostra a Domicilio, um aumento de 15% em relação a 200919
. Pesquisa realizada pelo CETIC, Centro de Estudos
sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação, de Abril a Julho de 2012, com 1.580 adolescentes e suas famílias, de todas
as regiões brasileiras e classes socioeconômicas para medir o uso dos computadores e telefones celulares focando nas
oportunidades e riscos, demonstrou que a proporção de 67% dos adolescentes entre 9 e 16 anos tinham acesso à Internet e 47%
todos os dias ou quase todos os dias, sendo que 14% tinham usado a webcam no último mês20
. Nessa pesquisa, 47% das
crianças/adolescentes entrevistados declararam ter passado por alguma situação ofensiva na Internet nos últimos 12 meses. As
atividades para o uso do computador estavam relacionadas a trabalho escolar (82%); visitas às redes sociais, como Orkut ou
Facebook (68%); assistir vídeos/youtube (66%); games/jogos (54%); envio de mensagens instantâneas (54%); envio de e-
mails (49%); baixar músicas/filmes (44%); postar fotos/imagens/vídeos (40%), dentre outras relacionadas20
. Para entender o que as
crianças e adolescentes fazem, como se comunicam, fazem amigos, descobrem sua sexualidade ou simplesmente se divertem
e "baixam músicas e filmes" ou jogam "vídeo games" e alguns vão se tornando "dependentes da Internet"21
, devemos não só
conhecer esta nova realidade, como, urgentemente, nos atualizar22
.
Redes Sociais: são inúmeras as redes sociais virtuais, onde um grupo qualquer de pessoas se conecta e troca informações,
descreve sua rotina ou tarefa diária ou, simplesmente, se comunica e troca ideias, através de e-mails ou mensagens. Para os
adolescentes, que não se sentem compreendidos na família ou não encontram melhores oportunidades no "mundo real" e se
sentem isolados, as redes sociais desempenham, cada vez mais, o papel de "ponte de comunicação" nas "salas-de-bate-papo",
fóruns e oportunidades de jogos interativos. Muitos buscam nas redes sociais o "apoio emocional" de "qualquer relacionamento"
em momentos de desespero solidão, ansiedade, ou dificuldades psicossociais, e acabam colocando dados pessoais, fotos ou
informações pessoais que podem se tornar autoprejudiciais online e na vida real. Outros desenvolvem a dependência, que é o
principal sintoma do uso problemático da Internet ou o uso compulsivo, que é a incapacidade de controlar ou regular o próprio
comportamento virtual21
. Quando estas mensagens têm um conteúdo sexual em sites ou redes desconhecidas ou sem segurança,
as possibilidades de risco são enormes, pois "do outro lado", no espaço cibernético, estas imagens ou informações podem ser
usadas por "qualquer um", inclusive redes criminosas ou ilegais, de exploração sexual, em qualquer parte do mundo. Muitos
programas e aplicativos existem tanto de estímulo sexual ou encontros anônimos, como Bang with Friends ou o Grindr ou Vai
pegar? que exploram adolescentes incautos para o sexo casual e relacionamentos sexuais com adultos com todos os tipos de
perversão sexual inclusive, e são disseminados pelas redes de mídia, sem qualquer responsabilidade social23
. Muitas redes sociais
produzem materiais educativos, informativos, éticos e de alerta sobre segurança na Internet, apropriados para adolescentes e
devem ser recomendados pelos profissionais de saúde para serem utilizados em escolas, inclusive por estarem accessíveis e
serem gratuitos para distribuição e divulgação24, 25, 26, 27
. Existem também canais de ajuda que são serviços online com pessoas
preparadas para conversar com crianças e adolescentes e esclarecer as principais dúvidas e alertas sobre as redes sociais,
quando necessário28, 29
.
Sexting: é o compartilhamento de textos simples, curtos, diretos com ou sem imagens de teor sexual, geralmente via telefones
celulares. É um termo derivado de sexual messaging em Inglês, que significa mensagem sexual, com conotação inapropriada ou
fotos nuas de corpos ou de relações sexuais. A dor emocional que causa pode ser enorme tanto para o/a adolescente na foto
como para o/a adolescente que envia ou recebe a mensagem, e pode ter implicações legais e criminais, por ser considerado
conteúdo de pornografia e invasão de privacidade. Muitos adolescentes acham que é "só uma brincadeirinha engraçada" e não
entendem a repercussão deste ato impulsivo, que é uma ameaça e é considerado um abuso ou cyberbullying.
Cyberbullying: é a produção do comportamento de bullying assistido pela tecnologia digital30
. Qualquer comportamento que
comunica repetitivamente mensagens hostis, agressivas, cheias de ódio ou ameaçadoras, com conteúdos sexuais associados ou
não, e realizadas por adolescentes ou grupos de pessoas com a intenção de prejudicar ou causar desconforto em outros (abuso
psicológico) através da mídia digital ou tecnológica em qualquer forma. Mesmo a mídia tradicional, como televisão, rádio, revistas e
jornais, tem um impacto indireto associado às influências sobre comportamentos, relacionamentos, violência e sexualidade, que
são amplificados na mídia digital. Nos casos decyberbullying, a vitimização ocorre online, com mensagens e envio de fotos ou
materiais gráficos abusivos, depreciativos, em linguagem discriminatória, sobre alguém para algum grupo de pessoas em e-mails,
websites ou sites de relacionamento. Pode haver assédio sexual online e conteúdos de violência, intolerância social e ignorância
cultural contra grupos étnicos, religiosos, questões de gênero ou contra minorias sexuais como gays, lésbicas ou transexuais.
Existem semelhanças e diferenças entre as características do bullying e do cyberbullying, como apresentado e resumido no
quadro 2.
Grooming: se refere a atos de sedução e manipulação psicológica que são realizados com o objetivo de se ganhar uma relação
de confiança e se "tornar amigo" diminuindo a inibição para se estabelecer uma dependência emocional e, assim, iniciar um
relacionamento de cunho sexual com uma criança ou adolescente. São considerados comportamentos de perversão e criminosos
que precedem uma atividade de abuso ou exploração comercial sexual ou ato de pornografia, no mundo real (nas ruas de grandes
centros urbanos) ou no mundo digital. Alguns abusadores se "disfarçam" e fingem ser crianças/adolescentes online para iniciar
conversas em chats de relacionamentos nas redes da Internet ou através de mensagens em telefones celulares atraindo
principalmente meninas entre 13 a 15 anos, e oferecendo vantagens, como se tornar modelos ou celebridades, ou ganhar dinheiro
fácil. Grooming é uma palavra do idioma inglês que se traduz como "pentear" ou arrumar os cabelos colocando um enfeite. São
redes de exploração sexual ou de pornografia que se utilizam de crianças/adolescentes incautas, inexperientes ou que apresentam
problemas comportamentais por viverem em famílias violentas ou disfuncionais e que se tornam vítimas sexuais fáceis, marcando
encontros via Internet ou fugindo de casa com estranhos.
Abuso/exploração sexual: representa a violação de um direito humano fundamental, especialmente o direito ao desenvolvimento
de uma sexualidade saudável e uma ameaça à integridade física e psicossocial de qualquer criança ou adolescente. Existem três
formas primárias de exploração sexual comercial, as quais possuem uma relação entre si: a prostituição, a pornografia, e
o tráfico com fins sexuais, incluindo o turismo sexual, e todas podem ser exercidas e transmitidas através da rede digital
e sites de relacionamento da Internet. A violação está relacionada a algum tipo de transação comercial ou troca e/ou benefício em
dinheiro, ofertas ou bens, por intermédio de qualquer relação sexual com menores de 18 anos, sem consentimento prévio ou
mútuo, ou por ameaças de violência e/ou morte. Ocorre uma relação de mercantilização (exploração/dominação) e abuso de poder
do corpo de crianças/adolescentes ou da sua foto/imagem (oferta) por exploradores sexuais (mercadores e mídia social
irresponsável), organizados em redes de comercialização local ou global (mercado de redes de pornografia, inclusive na Internet) e
por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). O sexo se torna objeto de consumo de falsas promessas e erotização
precoce de crianças/adolescentes, numa ordem perversa de experiências de sobrevivência social, inclusive envolvendo o abuso
de drogas. Geralmente os exploradores justificam sua atitude afirmando nos tribunais que foram "provocados" pelo/a adolescente
através de fotos e imagens transmitidas pela webcam, e que são usadas sem qualquer autorização e à revelia do/a adolescente
e/ou de sua família em redes virtuais, na Internet31
. As redes de pornografia e de pedofilia que existem atualmente na Internet não
são fenômenos que apareceram ex nihilo (do nada), pois são extensões digitais e tecnológicas de formas antigas e presentes de
abuso sexual de crianças e adolescentes32
. Porém, todas as formas de abuso, maus tratos, violência e negligência contra
crianças/adolescentes precisam ser denunciadas através de políticas públicas33
e asseguradas através de Leis Internacionais
como o artigo #19 e Comentário Geral #13 do Child's Rights Convention (CRC) das Nações Unidas e accessível
emhttp://www2.ohchr.org/english/bodies/crc/comments.html. Qualquer suspeita de abuso/exploração sexual, inclusive na rede
digital ou site de relacionamentos na Internet precisa ser denunciada por se tratar de crime previsto nos artigos 240 e 241 da Lei
8069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente, alterados pela Lei 10.764/03 para incluir ilicitude da conduta no âmbito da
Internet. Denunciar através do DISQUE DENÚNCIA NACIONAL 100 ou através do site da Subsecretaria de Promoção dos Direitos
da Criança e do Adolescente, acessar: http://www.disque100.gov.br ou através da Central de Denúncias de Crimes Cibernéticos
em http://www.denunciar.org.br ou através do siteda SaferNet do Brasil para qualquer suspeita de crime na
Internet: http://www.safernet.org.br/site.
RECOMENDAÇÕES & PREVENÇÃO
O mundo do cyberespaço só aumenta a velocidade e as tecnologias de novos equipamentos e aplicativos com a transformação
dos comportamentos sociais e dos relacionamentos entre empresas, instituições e pessoas. Muitos aspectos são positivos e
existem muitos benefícios da ciência e tecnologia, na cultura e nas artes, na informação e conhecimentos, que vão abrindo novas
oportunidades de desenvolvimento e que vão sendo incorporadas às rotinas e dinâmicas da família. Mas precisamos também estar
alertados sobre os riscos de sermos "massificados" pela mídia social e digital, sem critérios éticos para um bem viver de valores de
saúde e paz. A mídia social influencia os estereótipos dos comportamentos e as questões de saúde/doenças de todos, mas,
principalmente, a formação dos hábitos das crianças e adolescentes. Questões envolvendo desde hábitos alimentares a
obesidade, sedentarismo, violência, agressividade, uso de cigarros, álcool, drogas, sexualidade, transtornos de imagem corporal,
depressão, transtornos de sono, hiperatividade e transtornos de conduta social, estão associadas ao tempo de uso e às
mensagens transmitidas pela mídia social. Apesar da mídia social não poder ser acusada de ser a principal causa em nenhuma
das questões descritas acima, ela exerce pressão e contribui substancialmente em todos estes comportamentos de risco16
. Os
períodos de vulnerabilidade do crescimento e maturação cerebral e mental com a aquisição das habilidades cognitivas e
perceptivas durante a infância e a adolescência vão sendo modificados e pseudo-acelerados pelo uso cada vez mais precoce das
tecnologias de comunicação, mas a um custo alto de doenças que já começam a ser observadas e ocasionadas pelo
tecnoestresse e que também precisam ser prevenidas. Como profissionais de saúde, precisamos estar atentos para a proteção
social e a promoção da educação em saúde de crianças e adolescentes. Para tal, incluir em nossas preocupações, mesmo durante
a rotina do atendimento e consultas, o empenho para que crianças e jovens possam aproveitar ao máximo os resultados positivos
proporcionados pela tecnologia, tais como o aumento da difusão dos conhecimentos e novas oportunidades para inclusão social.
Portanto, a seguir listamos algumas dicas saudáveis e recomendações para o uso das tecnologias de comunicação, principalmente
para a prevenção dos problemas comportamentais e alguns dos riscos sobre a sexualidade da geração digital.Sempre que
possível, conversar livremente sobre sexualidade ou comentar artigos de revistas, livros, novelas ou sites que sejam apropriados
de acordo com o desenvolvimento e maturidade de cada um. Aproveitar oportunidades de palestras em escolas ou conversas entre
amigos ou na família para dialogar sobre a importância da segurança na Internet e proteção sobre riscos (contracepção,
preservativos), incluindo perigos da rede de relacionamentos. Informação e comunicação devem ser dois aliados na prevenção e
na promoção de saúde, evitando-se duplas mensagens.Estabelecer limites e regras bem claros para a convivência saudável na
família e também para a utilização dos equipamentos (computadores, telefones, etc.) nos espaços virtuais, inclusive para a entrada
e permanência em salas de bate-papo e serviços de mensagens eletrônicas. Cuidados com o envio de fotos e informações
particulares e evitar mensagens para pessoas desconhecidas. Cuidado em se expor, lembrar que o espaço virtual não tem volta, e
tudo fará parte de sua identidade digital. Nunca fornecer a sua senha, em nenhum momento, a quem quer que seja, nem aceitar
brindes ou presentes ou prêmios ou convites oferecidos para viagens ou estadias em outras cidades ou em qualquer lugar. Não
marcar encontros com pessoas desconhecidas, em nenhum momento. Em nenhuma hipótese usar a webcam para transmitir fotos
ou vídeos sem roupas, nus, ou em posições sexuais e ter o máximo cuidado ao transmitir quaisquer fotos ou vídeos. Manter os
hábitos de sono para descanso cerebral e de alimentação, para nutrição adequada e exercícios e atividades ao ar livre e fora do
computador, limitando o tempo de uso para prestigiar momentos de convivência familiar, socialização ou desenvolvimento de
amizades fora do computador! Aprender a usar filtros de segurança online atualizados e aprender a configurar e a mudar seu perfil
no seu computador/telefone celular com bloqueadores de mensagens proibidas ou inseguras ou de pessoas estranhas. Aprender a
encontrar informações sobre como usar a Internet com segurança.Ficar atento aos sinais de risco e das características do uso
impróprio, exagerado ou em horas inadequadas do computador e de outras tecnologias, especialmente alertar sobre os problemas
de abuso e exploração sexual, redes de pornografia e pedofilia ou de qualquer mensagem considerada "ofensiva".Denunciar
qualquer mensagem esquisita, ofensiva, ameaçadora, amedrontadora, obscena, humilhante, inapropriada ou que contenha
imagens sexualizadas ou conteúdos pornográficos, no disque denúncia 100. Participar de redes de proteção social para crianças e
adolescentes em escolas e programas comunitários, estimulando a prática de mensagens saudáveis que possam servir como
materiais de educação em saúde e, ao contrário, boicotando e denunciando sites ou empresas da mídia social ou digital que não
são consideradas "amigas" das crianças e adolescentes. Todos têm direitos à opinião e ao livre arbítrio nas suas decisões e
escolhas da sua sexualidade, inclusive com qualidade e estilos de vida próprios, dentro dos limites legais numa democracia, como
o Brasil.
Gravidez na adolescência
As histórias dos adolescentes paulistanos que se tornam pais muito cedo e, de uma hora para outra, trocam videogames
e baladas pela responsabilidade de cuidar de uma criança
Por: Sara Duarte e Filipe Vilicic18/09/2009 às 19:29 - Atualizado em 07/12/2010 às 11:21
http://vejasp.abril.com.br/materia/gravidez-na-adolescencia/
Gravidez na adolescência (Foto: Mario Rodrigues)
Guido do Nascimento não deseja a ninguém um Dia dos Pais como o que passou em 2006. Na sexta-feira anterior, uma bomba
havia caído em seu colo: um teste de farmácia revelara que Ana Paula, sua namorada, estava grávida. O casal tinha aproveitado o
recesso escolar de julho num sítio, passeio em que sobraram hormônios e faltou prevenção. As esperanças de um improvável
alarme falso acabaram com um exame médico no dia seguinte. Ele tinha 17 anos. Ela, 16. E a vida dos dois nunca mais foi a
mesma. Pensaram em aborto, mas a formação católica os fez desistir da idéia. Depois de muito sofrimento, contaram aos pais, que
de imediato vetaram a possibilidade de largarem os estudos. Assim, Guido conseguiu passar no vestibular de ciências contábeis
da USP e num concurso da SPTrans, onde trabalha seis horas diárias no setor de emissão do Bilhete Único para deficientes.
Ganha 800 reais por mês. "Nossas famílias ajudam com outros 300 reais." Histórias como a de Guido pipocam aos montes por São
Paulo, lar de 1,6 milhão de adolescentes. Só em 2007, nada menos que 23 756 bebês de mães precoces vieram à luz nos
hospitais paulistanos. Representa quase 10% menos que há quatro anos, mas ainda é um número alto. Não há registros oficiais
sobre a idade dos pais dessas crianças. Estima-se, no entanto, que 40% dos companheiros de mulheres de até 19 anos estejam
na mesma faixa etária. "É preciso orientar esses meninos dia após dia", afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto
Sexualidade, o ProSex, do Hospital das Clínicas.A principal causa da gravidez precoce é o descuido, como indicam as estatísticas
do ProSex. Um estudo que ouviu 2 020 paulistanos com idade entre 13 e 21 anos mostrou que 98% deles conheciam os métodos
anticoncepcionais. Destes, 55% admitiram recorrer a algum deles somente de vez em quando. "Muitos acreditam que exigir
preservativo é um sinal de falta de confiança no parceiro", explica o psicólogo e sociólogo Antonio Carlos Egypto. A única arma dos
pais – os adultos – contra tanta imprudência é muito, mas muito diálogo (veja o quadro na pág. 38). E nem sempre funciona, como
descobriu o professor Pedro Paulo Puodzius, 48 anos. Ele não desperdiçava uma chance de martelar na cabeça do filho, Vitor, a
importância do sexo seguro. Desesperou-se ao encontrar em casa um sabonete de motel. O rapaz, então com 17 anos, fazia
ouvidos de mercador, respondia que sabia se cuidar. Engravidou a namorada, Débora, três anos mais velha. "Devia ter escutado",
reconhece Vitor. Sete meses depois do nascimento do bebê, romperam e até hoje não se entendem muito bem.Há raras pesquisas
sobre o comportamento do pai adolescente, mas os estudiosos da questão estimam que apenas um em cada três assuma a
responsabilidade pela paternidade e um número ainda menor se case com a mãe da criança. Em 2006, dos 111 365 homens
paulistanos que disseram o "sim", somente 2 941 (2,6%) tinham entre 15 e 19 anos, segundo dados da Fundação Seade. O mais
comum é simplesmente morarem juntos. Após juntarem as escovas de dentes, 62% sobrevivem com suporte financeiro dos
parentes – em geral, os da "noiva". Tem mais. Apenas uma em cada cinco dessas uniões passa dos cinco anos de duração.
"Cerca de 40% se separam durante a gestação", calcula a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de
Saúde do Adolescente, da Secretaria de Estado da Saúde.O principal motivo de brigas são as queixas das jovens mães sobre o
comportamento dos namorados, situação vivida na casa de Rafael Reis, 19 anos, morador do Tatuapé. Enquanto Vanessa, sua
mulher, se dedicava aos cuidados cotidianos com o bebê, as preocupações dele incluíam videogames e rodas novas para o carro.
Só depois de muita reclamação da moça, atualmente com 20 anos, ele passou a ajudar a cuidar de Pietro, seu filho de 4 meses.
Casos assim devem-se a questões culturais, segundo a psicóloga Anecy de Fátima Faustino, cuja tese de doutorado na Unicamp
centrava-se nos pais precoces. "Em qualquer classe social, os homens sofrem pressão desde pequenos para cair em cima das
mulheres de modo incontrolável", diz. "Alguns encaram o bebê como um troféu ganho numa transa, por isso despejam a
responsabilidade nas companheiras." Do ponto de vista biológico, tanto faz um homem ser pai aos 16 anos ou aos 26. O principal
ameaçado por uma gestação inesperada assim é o bebê. A imaturidade própria da idade é um dos principais fatores de risco. Por
medo de serem punidos, os jovens tendem a ocultar a barriga e negligenciar o acompanhamento pré-natal. "Isso aumenta a
probabilidade de má-formação do feto e de alterações na placenta", afirma o ginecologista Alexandre Pupo, do Hospital Sírio-
Libanês. Perigo que correram o estudante de publicidade Luiz Bruno Cardenuto, 19, e a namorada, Adriana Amadei, moradores de
Higienópolis. Os pais de ambos souberam que um neto estava para chegar apenas no quarto mês de gestação – mesmo assim,
porque desconfiaram da mudança de comportamento dos dois. Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostrou que a
supervisão médica aumenta para 74% a chance de parto normal e de peso ideal para o nenê. O geneticista Roberto Muller afirma
que o bebê de uma menina de 16 anos tem mais que o dobro de risco de nascer com síndrome de Down que o de uma mulher de
25. "O mecanismo de formação de óvulos ainda não é eficiente na idade delas." Segundo a hebiatra (médico especializado em
adolescentes) Talita Poli Biason, do Hospital Santa Catarina, a maior conseqüência para os rapazes é socioeconômica. O mais
comum é largarem a escola, seja por pressão familiar, seja por não agüentarem dividir-se entre as fraldas e os livros. "Tornam-se
profissionais menos qualificados e, no futuro, terão salários menores que os de colegas da mesma idade." Outro efeito é apontado
pelo jornalista Gilberto Amendola, autor do livro Meninos Grávidos: o Drama de Ser Pai Adolescente. "Ele acaba se sentindo
marginalizado", diz. "Sua família e amigos o chamam de trouxa por não ter se prevenido, enquanto os sogros o acusam de ser um
vilão que estragou a vida de sua filha."
Dados da prefeitura de São Paulo mostram que 38% dos partos de menores de 20 anos ocorrem na Zona Leste. Apesar de não se
tratar de um problema restrito aos pobres, é mais freqüente nas classes C, D e E. Dos 8 751 partos realizados em 2007 no São
Luiz, um dos preferidos da elite paulistana, somente 163 (2%) eram de mães na faixa etária entre 15 e 19 anos. No Hospital
Maternidade Interlagos, da rede estadual, esse número foi de 746 (15%) entre 4.991 bebês. Essa diferença se reflete também na
maneira como as escolas particulares e públicas lidam com o assunto. Educação sexual costuma integrar o currículo de escolas
classe A, como o Bandeirantes. Ali, o assunto é tratado em aulas semanais e oficinas a partir da 5ª série. "Desde 1997 não
registramos um caso de aluna grávida", diz Maria Estela Zanini, bióloga e coordenadora do programa de orientação sexual do
colégio. "Mas com certeza há muitos casos de gravidez dos quais não ficamos sabendo, porque alguns pais optam por esconder,
abortar ou tirar a menina da escola." Na rede municipal, o sexo entra em pauta somente durante as aulas de ciências, como nas
lições sobre o corpo humano. A boa notícia é que 3 600 escolas estaduais devem aplicar a partir deste mês um programa de
prevenção à maternidade precoce desenvolvido pelo Instituto Kaplan. A ONG vai capacitar educadores para falar com 600 000
alunos do 1º ano do ensino médio sobre as implicações do sexo sem proteção. O mesmo projeto foi aplicado no Vale do Ribeira
com resultados louváveis: reduziu em 91% a ocorrência de gravidez entre as estudantes. De 360, em 2004, o número caiu para
trinta, dois anos depois. Discutir prevenção na escola faz todo o sentido. Segundo o ProSex, do Hospital das Clínicas, grande parte
dos estudantes perde a virgindade com colegas de classe, vizinhos e amigos. Elas a partir dos 15 anos, eles a partir dos 13. Hoje
com 22, o estudante de moda Clécio dos Santos, morador do Jaraguá, integra essa estatística. Tinha 14 anos quando sua então
namorada, Aline, contou que a menstruação estava atrasada. "Nem entendia o que isso queria dizer", lembra, abraçado ao filho,
Kevin, 7 anos. Levou um bom tempo para que se aproximasse do menino, criado por seus pais – a primeira palavra do garoto foi
"mamãe", dita para a avó. "Eu o via como um irmãozinho. Demorei a tomar consciência da paternidade, papel que ainda estou
conquistando", diz Clécio. "Um dia serei 100% pai."
"Achei que tinha jogado meus planos na lixeira"
"Comecei a trabalhar aos 15 anos, mas pedi demissão quando comecei a namorar. Só queria ficar com a Ingryd. Aquela paixão
incrível. Em maio de 2007, ela me falou que poderia estar grávida. Fui com minha mãe a uma farmácia e compramos um teste.
Quando deu positivo, li que a chance de acerto era de 99%. Naquela noite, só pensei no outro 1%. Mentalizei: ‘1%, 1%, 1%!’. Um
ultra-som confirmou a gravidez. Ao saber, gelei. Ficou tudo preto à minha volta. Achei que tinha jogado meus planos na lixeira.
Ingryd disse que queria tirar. Fomos a uma clínica, mas o médico não fez o aborto porque a gestação tinha mais de três meses. Ela
agendou em outro lugar. Na véspera, vimos o DVD do parto de uma amiga e ficamos emocionados. Falei que era melhor encarar e
ter a criança. Foi a melhor coisa que fizemos. Há dois meses, voltei ao batente. Ganho 600 reais por mês como auxiliar de
escritório. Uso o dinheiro em passeios com a Giovana, mas quem arca com os custos dela é o pai da Ingryd. Nos fins de semana,
fico com elas à tarde e, às vezes, vou para a balada com amigos."
Rodrigo Queral Aliern, 19 anos, pai de Giovana, 8 meses. Namora Ingryd Ribeiro Vale, 17
"Amo minha filha, mas devia ter esperado mais"
"Meu pai achou um sabonete de motel no meu quarto e chamou a gente para conversar. Ele é professor e sempre me contou
histórias de alunos que tiveram o futuro arruinado pela paternidade precoce. Ofereceu camisinhas, mas respondemos que
sabíamos nos cuidar. Eu estava terminando o ensino médio e jogava basquete no Esporte Clube Pinheiros quando conheci a
Débora. Tinha 17 anos. Ela, aos 20, estudava medicina veterinária. Alguns meses depois, veio a gravidez. Decidimos levá-la
adiante e morar juntos. A mãe dela nos deu um apartamento, assumiu o plano de saúde e todas as despesas, hoje em torno de 5
000 reais por mês. Brigamos bastante durante a gestação. Quando a nenê nasceu, a situação piorou. Eu não conseguia cuidar
dela e seguir minha rotina de treinos. Nenhum dos dois estava pronto para a vida de casado. Voltei para a casa do meu pai quando
a Gabriella tinha 7 meses. Hoje pago pensão, mas meu contato com a Débora é complicado. Não ganho o suficiente para sustentar
minha filha. Isso pesa. Ficaram mágoas de ambos os lados, porque ela parou a faculdade e minha carreira foi prejudicada. Amo
minha filha, mas devia ter seguido os conselhos do meu pai e esperado mais."
Vitor Puodzius, 19 anos, pai de Gabriella, 2 anos. Separado de Débora Carvalho de Lima, 22
"Ela nunca tinha tomado pílula"
"Eu e a Vanessa estávamos prestes a terminar o namoro quando soubemos da gravidez. Ela nunca tinha tomado pílula.
Pensávamos que era o tipo de coisa que só acontecia com os outros. Com medo do que os vizinhos falariam, a família pediu a ela
para sair de casa. Fomos morar com a minha mãe, mas as duas brigavam toda vez que a Vanessa se queixava de mim. Sou o
caçula, sempre fui mimado. O jeito foi pedir abrigo ao meu pai, que se propôs a ajudar no que fosse preciso. Em troca, eu teria de
trabalhar mais – na época, já atuava na empresa de eventos dele, mas só quando queria. Durante a gravidez, foi sossegado.
Continuava minha rotina normal: jogava meu videogame, comprava rodas novas para o carro... Depois que o Pietro nasceu, foi
preciso muita reclamação da Vanessa para eu perceber que era um pai ausente. Hoje ajudo de segunda a sexta, pois trabalho nos
fins de semana. Decidimos que ela vai fazer faculdade de gastronomia. Quando terminar, será a minha vez de voltar a estudar.
Este será o meu primeiro Dia dos Pais. Estou ansioso pelos presentes que vou ganhar."
Rafael Reis, 19 anos, pai de Pietro, 4 meses. Casado com Vanessa Guzella, 20
"Vivia em baladas. Amadureci muito"
"Bianca perdeu a virgindade comigo. Aliás, a mãe achava que ela era virgem até saber que vinha um bebê por aí. Fazia um ano e
meio que a gente namorava. Ela telefonou dizendo que sentia algo se virando na barriga, mas pensei que era conversa fiada para
ficarmos de bem, pois na véspera tínhamos brigado. Apostávamos que era algum problema no útero ou, quem sabe, efeito de uma
gastrite. Era gravidez mesmo, não tinha jeito. Minha mãe pediu uma reunião com a família dela, que até então não me conhecia.
Só nos falávamos por telefone. Hoje moramos com meus sogros. Engraçado que, antes de o Luca nascer, nunca tinha marcado
nem dentista para mim. Atualmente, agendar médico é tarefa minha. Ainda não tenho como sustentar a Bianca e ele. Trabalho
como barman num restaurante, onde ganho 3 000 reais por mês. Dá para pagar grande parte das despesas do Luca. Mas acho
que me fez bem ter filho. Vivia em raves e baladas, bem louco. Agora meu programa é levar o Luca à pracinha, onde até fiz
amizade com pais mais velhos. Amadureci muito."
Théo Pires, 21 anos, pai de Luca, 1 ano e 5 meses. Namora Bianca Muniz, 18
"Um dia serei 100% pai"
"Conheci Aline na escola, aos 13 anos, quando estava na 7ª série. Oito meses depois começamos a transar. Sem camisinha foram
só duas vezes, mas demos azar. Quando a menstruação atrasou, nem entendíamos o que isso queria dizer. Tinha 14 anos. Foi a
mãe dela quem me contou da gravidez. Passei três semanas mudo. Em casa, quiseram saber o que estava errado. Quando falei,
pensaram que fosse brincadeira. Nossas famílias, que já se conheciam, acompanharam a Aline no pré-natal. Um ano depois do
nascimento, terminamos o namoro. O Kevin morou três anos na casa dos meus pais, que o tratavam como filho. A primeira palavra
dele foi ‘mamãe’, direcionada à avó. Eu o via como irmãozinho. Demorei a ter consciência da paternidade, papel que ainda estou
conquistando. Um dia serei 100% pai e meu pai, 100% avô. Até hoje as pessoas se assustam quando digo que o Kevin é meu
filho. Vejo uma vantagem: quando ele for adolescente, terei deixado de ser um pouco tempo antes. Vai ser mais fácil entendê-lo."
Clécio dos Santos, 22 anos, pai de Kevin Gabriel, 7. É amigo da mãe do menino, Aline Galdino, 20
"Minha mãe não parava de chorar"
"Não foi planejado, mas contei sobre a gravidez da Adriana na festa de aniversário do meu pai. Na sala, estavam os convidados.
Nós, no quarto. Minha mãe não parava de chorar, perguntando como um garoto bem informado tinha deixado algo assim
acontecer. Eu usava camisinha sempre. Quer dizer, quase sempre, né? Ela e meu pai me abraçaram. Choramos juntos e, em
seguida, demos a notícia para o resto da família. Decidimos nos casar e estamos morando com meus sogros. Fizemos um curso
para gestantes antes de o Luiz nascer. Éramos os mais novos da turma. Os outros chegavam de terno e a gente de uniforme da
escola. A Adriana vai voltar a estudar agora, por isso vou ficar sozinho com o bebê pela manhã. Dou banho, troco fralda, já estou
craque. Talvez eu deixe de ter algumas experiências que as pessoas vivem na minha idade, mas estou com a mulher que amo e
com meu filho. Penso o tempo inteiro nele."
Luiz Bruno Cardenuto, 19 anos, pai de Luiz, 6 meses. Casado com Adriana Amadei, 18
"Quis largar a escola"
"Um exame num posto de saúde confirmou a gravidez da Ana Paula. Pensamos em aborto, mas logo desistimos. Nossas famílias
são católicas praticantes. Roía as unhas. Tomei coragem de contar, mas comecei a suar frio, a ter tremedeiras e a chorar na frente
da minha mãe. O apoio foi imediato. Ficou a pergunta: como criar o bebê? Quis largar a escola. Meus pais, ainda bem, acharam
melhor eu estudar, passar numa faculdade e só depois procurar emprego. Entrei em ciências contábeis na USP. O Ricardo nasceu
em abril de 2007. Três meses depois nos mudamos para um apartamento dado pela mãe dela. Em janeiro deste ano, fui
contratado na SPTrans. Pagamos o máximo das nossas despesas sozinhos, com meu salário, que é de 800 reais, mas nem
sempre dá. Nossos pais ajudam com uns 300 reais todo mês. Assim que sobrar uma graninha para a certidão de casamento,
pretendo me casar com a Ana."
Guido do Nascimento, 19 anos, pai de Ricardo, 1 ano e 3 meses. Namora Ana Paula Spinosa, 18
Antes que ele coloque o carro na frente dos bois
Como tentar evitar que seu filho vire papai
• A criança quer saber como nascem os bebês? Conte que foi porque papai e mamãe namoraram ou algo parecido, em vez de
recorrer à historinha da cegonha. Conversar não vai despertar interesse precoce. Sexualidade responsável se conquista com
respostas diretas e objetivas.
• É duro, mas o seu filhinho, que ainda ontem acreditava no coelhinho da Páscoa, talvez já tenha vida sexual. E bem embaixo do
seu teto. Ignorar a situação ou acreditar quando eles dizem saber se cuidar passará uma impressão de que liberou geral. Seu filho
precisa de informação e, se não a obtiver em casa, procurará outras fontes, nem sempre adequadas.
• Um exemplo vale mais que mil palavras. Se um coleguinha engravidou a namorada, nada de cortar relações. Conviver com ele
pode mostrar como a paternidade antes da hora obriga a adiar planos e sonhos.
• Momento ideal para a primeira visita ao ginecologista: após a primeira menstruação. Escolher um médico de confiança é
importante, além das razões óbvias, para que se possa deixá-los a sós, se necessário – algumas meninas sentem vergonha na
presença dos pais.
• Convença seu filho a lhe apresentar a namorada e, num segundo momento, tente conhecer os pais dela também. Orientar o casal
é um trabalho para todos os potenciais avós.
• Mesmo que sua filha não esteja namorando, considere a possibilidade de ela tomar pílula diariamente: além de regular o ciclo
menstrual, esse procedimento pode evitar uma inesperada gravidez. Dê camisinha para eles. E para elas... também. Lembre-se:
evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada é obrigação dos dois.
Fontes: Alexandre Pupo, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês; Antonio Carlos Egypto, psicólogo e sociólogo da ONG Grupo de
Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual; Mauricio de Souza Lima, hebiatra do Hospital das Clínicas; Carmita Abdo, psiquiatra e
coordenadora do Projeto Sexualidade do HC
Xiiii, aconteceu. E agora?
O que fazer se o seu filho vai ser papai
• Tão logo se recupere do baque, marque um encontro com ele, a namorada e os pais dela. O objetivo, aqui, não é apurar de quem
foi a culpa, mas tratar de medidas práticas como plano de saúde e pré-natal.
• Conscientize seu filho de que, desde o momento da fecundação do óvulo, ele já é pai. Não tem essa de "só vou me preocupar
quando o bebê nascer". Acompanhar a menina ao médico e participar das decisões sobre o nenê deixará claras as novas
responsabilidades dele. Assumir as funções de pai não depende da situação financeira da família.
• Muito jovem para trabalhar? Convença-o a reservar pelo menos parte do dia para tomar conta do bebê. Pode ser, por exemplo,
no horário em que a namorada estuda.
• Se o adolescente já cursar o ensino médio, estimule-o a arranjar um emprego e, por mais modesto que seja seu salário, contribuir
no sustento do bebê.
• Quando o jovem casal se separa, a família do menino deve orientá-lo a manter o vínculo com a criança e a não descuidar dos
deveres de pai. Não custa lembrar que "casamento acaba, mas filho é para sempre".
• Avós que assumem a criação do neto estimulam o filho a se manter um eterno adolescente. Se ele acha que ter colocado uma
criança no mundo não afetou em nada sua vida – nem a da namorada –, periga repetir a dose.
• Seu neto já vai para a escolinha? Aproveite e estimule seu jovem papai a fazer o mesmo e retomar a faculdade, investir em
cursos de idiomas ou especialização. É a aposta num futuro melhor.
FONTES: Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde;
Anecy de Fátima Faustino, psicóloga e pesquisadora; Gilberto Amendola, autor do livro Meninos Grávidos: o Drama de Ser Pai
Adolescente
* Colaboraram Fabio Brisolla e Fernando Cassaro
O cérebro adolescente
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-cerebro-adolescente/
Para o psiquiatra americano Daniel Siegel, o comportamento rebelde, impulsivo e conflituoso da juventude é resultado da
remodelação por que o cérebro passa nessa fase. Em entrevista ao site de VEJA, ele explica como isso acontece e quais são as
experiências da juventude que devemos manter para ter sempre uma mente jovem e saudável
Por: Rita Loiola15/06/2014 às 15:15 - Atualizado em 15/06/2014 às 15:15
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O psiquiatra Daniel Siegel, autor do livro Brainstorm — The power ans purpose of the teenage brain (Brainstorm — O poder e
propósito do cérebro adolescente, sem edição em português)(Divulgação/VEJA)
Em 1818, o poeta inglês John Keats definiu a adolescência como uma época em que "a alma está fermentando, a personalidade
indecisa, a vida incerta". Quase dois séculos depois, a ciência descobriu que esse período de confusão está longe de ser fruto da
alma: é resultado de transformações cerebrais profundas.
O psiquiatra americano Daniel Siegel, professor da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e diretor do centro de
pesquisas Mindful Awareness, é incisivo ao afirmar que o comportamento adolescente não é um efeito da emergência da
personalidade ou da invasão hormonal do período. Para ele, que estuda as transformações da mente adolescente há pouco mais
de duas décadas, a remodelação por que o cérebro passa entre os doze e os 24 anos é a principal responsável pelas atitudes
impulsivas, rebeldes ou depressivas dos adolescentes. Queda na produção dos neurônios ou o aumento da atividade do circuito de
recompensa seriam a explicação para os conflitos e questionamentos da fase.
Biblioteca
Brainstorm - The power and purpose of the teenage brain
Divulgação/VEJA
(Divulgação/VEJA)
O psiquiatra americano Daniel Siegel explica como as mudanças vividas pelo cérebro entre os doze e 24 anos resulta no
comportamento conflituoso dos adolescentes. Para o autor, é possível, por meio da compreensão desses processos e de
experiências estimulantes, atenuar os períodos mais difíceis da fase e tornar o cérebro mais saudável e criativo durante a idade
adulta.
Autor: SIEGEL, DANIEL
Editora: JEREMY P. TARCHER/PENGUIN
Em seu novo livro Brainstorm - The power and purpose of the teenage brain (Brainstorm - O poder e propósito do cérebro
adolescente, sem edição em português), lançado no início do ano e na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times,
Siegel explica que todas essas mudanças, além de compreendidas, deveriam ser cultivadas ao longo da vida adulta para que o
cérebro se mantenha jovem e saudável.
"Precisamos mudar a maneira de enxergar a adolescência. Ela não é um período de loucura ou imaturidade. É a essência de quem
deveremos ser, do que somos capazes e do que precisamos como indivíduos", afirma o psiquiatra, autor de outros dez livros sobre
a mente adolescente.
De seu escritório em Los Angeles, Siegel conversou com o site de VEJA e contou como as alterações cerebrais explicam a
adolescência e de que forma as experiências vividas durante essa etapa são capazes não só de atenuar seus períodos mais
difíceis, mas também moldar o adulto do futuro.
O senhor diz que a adolescência não termina aos dezoito anos, mas vai até os 24 anos. Qual a base científica para essa
afirmação? Muitas pessoas acreditam que a adolescência termina antes, mas sabemos agora, com base em publicações
neurocientíficas recentes, que há uma remodelação do cérebro que vai até a metade da terceira década de vida. Esse processo
inclui a ativação de diversos circuitos e sistemas cerebrais e está relacionado ao comportamento que conhecemos como típico da
adolescência.
Então o aumento da produção hormonal não tem a ver com a rebeldia e impulsividade da juventude? É verdade que os
hormônios estão em ebulição na puberdade. Nos garotos, por exemplo, a elevação da testosterona os torna mais agressivos. No
entanto, o segredo para explicar o comportamento adolescente é outro: toda essa flutuação hormonal provoca mudanças no
circuito cerebral de recompensas.
Que tipos de transformações são essas? Durante a adolescência há um crescimento do circuito cerebral que utiliza a dopamina,
um neurotransmissor que nos faz buscar prazer e recompensa. Ele começa no início da adolescência e chega ao seu auge na
metade dela, levando os adolescentes a buscar emoções e sensações intensas. Esse aumento natural da dopamina pode dar aos
adolescentes um poderoso sentimento de estarem vivos quando estão envolvidos em atividades novas e estimulantes. E também
levá-los a focar apenas nas sensações positivas, não dando valor aos riscos e perigos.
É por isso que os adolescentes costumam ter ações impulsivas, sem pensar nas consequências?Exatamente. Além disso,
a maior quantidade desse neurotransmissor leva à tendência maior aos vícios: todos os comportamentos e substâncias viciantes
incluem a produção de dopamina. Como os adolescentes estão propensos a novas experiências, eles também respondem com
uma carga maior de dopamina, o que pode levar a um forte círculo vicioso. Um terceiro comportamento gerado pela remodelação
cerebral é a super-racionalidade. Ela é a capacidade de pensar apenas em termos literais, concretos, sem olhar para o contexto.
Com esse tipo de pensamento, o jovem pode ser levado a considerar apenas os benefícios de suas ações e não pensar no lado
negativo.
Há alguma razão para tudo isso acontecer nesse período da vida? Todas essas atitudes geradas pelas mudanças cerebrais -
impulsividade, rebeldia, intensidade - são necessárias para que os jovens saiam de seu círculo familiar e conheçam o mundo. Dão
a coragem necessária para mudar, partir e inspiram os adolescentes a procurar novidades. Afinal, a casa é confortável e previsível,
enquanto o mundo está cheio de armadilhas e surpresas. Há uma visão evolutiva que afirma que, se os jovens não saíssem de
casa e deixassem seu grupo, nossa espécie teria muita chance de se reproduzir entre si, o que seria geneticamente prejudicial às
próximas gerações. Nossa sobrevivência individual e social depende dessa coragem dos mais novos.
Isso quer dizer que os adolescentes estão fadados a viver situações perigosas? O que acontece é que eles não têm tempo
para pensar em suas atitudes. Fazer uma pausa significa considerar outras opções além daquelas imediatas, comandadas pela
invasão de dopamina - só que fazer isso requer tempo e energia e não é simples. A boa notícia é que essa reflexão é resultado da
ação de fibras localizadas na parte superior do cérebro, que começam a crescer também durante a adolescência. São elas que
'freiam' os impulsos. Junto com outro processo, chamado integração, que é a ligação entre as diferentes áreas cerebrais, o
adolescente começa a conseguir parar e pensar em seus atos.
E quanto tempo isso leva tempo para acontecer? O timing do desenvolvimento do cérebro é moldado por informações
genéticas e também pelas experiências vividas. As experiências são capazes de modelar as conexões cerebrais, promover a
integração do cérebro e também fazê-lo funcionar de forma coordenada. São elas também que vão ajudar o adolescente a
compreender o contexto, confiar em suas intuições e deixar de ver apenas o que é literal.
Que tipos de experiências seriam essas? Uma delas, e a mais importante, é a que promove a vontade de refletir sobre valores,
em vez de seguir proibições. Um ótimo exemplo são as campanhas americanas contra o fumo na adolescência. Enquanto elas
mostravam imagens de corpos degradados ou davam informações médicas com o objetivo de amedrontar os jovens, o número de
viciados apenas cresceu. A situação só mudou quando os publicitários começaram a mostrar de que forma as companhias faziam
uma lavagem cerebral nos jovens com o propósito de ganhar mais dinheiro com a venda dos maços. Em vez de focar no medo,
algo negativo, a campanha centrou esforços no valor positivo de ser forte diante de adultos manipuladores. Essa é a diferença
entre estimular um impulso e promover uma reflexão sobre valores. E isso ajuda também a promover importantes ligações
cerebrais, que vão definir o cérebro adulto.
Ou seja, as experiências vividas durante a adolescência são mesmo capazes de ter efeito por toda a vida? Entre os doze e
os 24 anos ocorre a diminuição da produção de neurônios e das conexões cerebrais - as que ficam se tornam mais fortes e
produtivas. Durante a infância há uma superprodução de neurônios e das conexões entre eles, as sinapses. Esse crescimento é
intenso até cerca dos onze anos para as meninas e doze e meio para os meninos. A partir daí o cérebro escolhe os neurônios e
conexões que são mais usadas e descarta aquelas que parecem inúteis. Quanto mais usamos algumas conexões, melhores e
mais complexas elas se tornam. Por isso, as experiências que temos durante a adolescência, nossos hábitos e sensações moldam
o adulto que seremos.
Então é correto em dizer que a adolescência é o único tempo em que aprendemos alguma coisa? A formação do cérebro vai
responder ao foco que você der a suas atividades nesse período. Por exemplo, se você quiser ser um medalhista olímpico, é
melhor começar antes da adolescência, assim as ligações serão fortalecidas durante a juventude. Se o interesse for apenas ter
uma habilidade musical, o ideal é começar antes do fim da adolescência - quanto mais usamos os neurônios e circuitos, melhores
eles serão.
Uma adolescência difícil, com experiências negativas, pode causar problemas ao cérebro adulto?Muito stress pode ser
realmente negativo. Ele pode causar uma diminuição exagerada de neurônios e sinapses, o que é destrutivo - perdemos mais
células do que deveríamos. Nesse período, a tensão não tem nenhum ângulo positivo.
No entanto, é bastante estressante ter que decidir o futuro antes dos 24 anos. Entendo o que diz. Tudo isso pode, realmente,
parecer muita pressão sobre os jovens. No entanto, acredito que, mais que tensão, podemos ver esses processos como uma
oferta para que o adolescente perceba que pode, ativamente, mudar sua vida. Eles podem ter a responsabilidade sobre o rumo de
suas existências: é mais um convite a refletir sobre esse poder do jovem que uma expectativa sobre o que pode dar errado.
Além da rebeldia e impulsividade, o comportamento típico dos adolescentes inclui tristeza e o tédio com a vida. Por que
isso acontece? Sabemos que o nível basal de dopamina no cérebro não é grande. Ele é baixo e, quando isso acontece, pode
causar irritação, melancolia, tristeza e até depressão. Outro circuito envolvido nisso é o sistema límbico do cérebro, responsável
por nossas emoções mais primitivas. Ele também está mudando, então as emoções, os sentimentos e as sensações podem ser
perturbadas. Por isso os adolescentes parecem viver em uma gangorra de emoções: de um dia de um jeito, no seguinte o
contrário.
Em seu livro, o senhor afirma que a adolescência não é uma fase que temos que suportar até que passe. Porém, todas as
suas difíceis mudanças terminam assim que nos tornamos adultos. Por que isso não deve ser chamado de imaturidade? A
diferença é que um período de imaturidade é visto como um tempo em que somos incapazes. Então aprendemos algumas coisas e
nos livramos dela. A adolescência não é assim. Suas transformações são importantes e devem não só ser vividas, mas também
mantidas. Não devemos nos livrar delas! Os principais aspectos da adolescência são aqueles que todos os estudos de
neurociência indicam como fundamentais para manter o cérebro jovem e saudável.
Como assim? Há quatro aspectos que chamo de 'essência da adolescência': entusiasmo emocional, entrosamento social, busca
de novidades e criatividade. Esses quatro elementos são cruciais durante a adolescência. Viver com paixão, estar rodeado de
amigos, ir atrás de novas ideias e experiências e manter o cérebro sempre criativo são experiências que os adolescentes vivem
intensamente e são elas que, quando adultos, mantêm a mente em boa forma. O cérebro é maleável, muda durante toda a nossa
vida, e pode ser moldado por novas experiências. Podemos, intencionalmente, procurar essas vivências e afetar positivamente o
desenvolvimento cerebral.
O senhor afirma que a adolescência é que dá o 'direito de nascer' ao ser humano. Só nos tornamos humanos após essa
fase? Nascemos com potenciais que podem ou não se realizar. E eles só irão se tornar concretos a partir das mudanças vividas
pela mente adolescente. A adolescência é o momento em que ganhamos a consciência de quem somos e do que podemos ser -
em que nos tornamos humanos de maneira plena.
Adolescentes têm uma alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis
As adolescentes americanas sexualmente ativas e que vivem nas cidades mais importantes dos Estados Unidos apresentam uma
incidência alarmante de doenças sexualmente transmissíveis (DST) -- mesmo aquelas que tiveram apenas um parceiro sexual e
que não tem um comportamento sexual de alto-risco, de acordo com um estudo publicado pelo Centro de Controle e Prevenção
das Doenças (CDC).
"O ambiente social nos quais as garotas estão tendo as relações sexuais pode ser um determinante de risco mais importante para
a ocorrência das DST do que o seu próprio comportamento", escrevem a Dra. Rebecca Bunnell do CDC em Atlanta, Georgia, e
seus colaboradores.
Os pesquisadores estudaram as DST em 650 garotas, com idades entre 14 e 19 anos, que procuraram clínicas para atendimento
de adolescentes nas maiores cidades americanas. As participantes foram entrevistadas, submetidas a exames ginecológicos, e
submetidas a exames laboratoriais parta pesquisa de DST. Um total de 501 garotas retornou para um seguimento de 6 meses,
quando elas foram reexaminadas e novamente entrevistadas. Cerca de 40% das garotas eram portadoras de DST na primeira
consulta; este número caiu para 23% na visita seguinte. A infecção mais comum foi por clamídia, encontrada em cerca de 38% das
adolescentes. Quase que 17% eram portadoras do vírus herpes simplex, e 8% tinham gonorréia. A hepatite B foi encontrada em
0,5%. Cerca de metade daquelas portadoras de gonorréia ou tricomoníase estavam também infectadas por clamídia, observam os
autores.Cerca de três-quartos das adolescentes informaram ter mais de um parceiro regular, com quase um-terço delas relatando
mais de cinco parceiros. Mesmo entre as garotas com um só parceiro, foi encontrada uma incidência de DST de 30%.
"Nestas jovens americanas, a incidência de DST foi extremamente alta", observaram os autores no número de novembro de 1999
da revista The Journal of Infectious Diseases.Eles observam ainda que o grupo de adolescentes estudado era bastante diverso
economicamente, e metade das moças vinham de famílias de classe média. "Nós devemos ter cuidado em não estereotipar este
grupo como vindo apenas de classes mais baixas e com poucos recursos financeiros", completam os autores. Ao observar que
87% das adolescentes portadoras de DST não apresentavam sintomas quando da primeira consulta, os autores afirmam que as
consultas de prevenção, para buscar estas doenças, são críticas nas garotas sexualmente ativas, e recomendam que a clamídia
deve ser pesquisada laboratorialmente a cada 6 meses. Citando a alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis nas
garotas com apenas um parceiro sexual, os pesquisadores concluíram que "é evidente que a monogamia praticada apenas pela
população adolescente do sexo feminino é insuficiente para a prevenção das DST", e pedem uma atitude mais intervencionista das
autoridades e pessoas da área de saúde para reduzir a alta incidência da doença nas adolescentes.
Fonte: The Journal of Infectious Diseases 1999;180:1624-1631.
Refeletir para entender...
Desde há muitos anos a humanidade tem buscado razões ou causas, para definir e desvendar o desejo e a atração entre pessoas
do mesmo sexo, ou ainda, precisar ou catalogar as múltiplas e diferentes facetas da sexualidade humana. Em diversas culturas e
países, o amor ou afeição entre pessoas do mesmo sexo, assumiu formas sociais diversas e, por vezes, bastante distintas de
como a percebemos na atualidade.
No passado, na Grécia Antiga, por exemplo, o costume da época determinava que os homens jovens deveriam viver parte de sua
vida com um homem mais velho, que o ensinaria os segredos da filosofia, da guerra e do amor. O amor era considerado um
privilégio apenas dos homens. Mas é importante destacar que nessas culturas antigas, o afeto, desejo ou amor entre pessoas do
mesmo sexo não tinham a mesma importância da atualidade e nem mesmo recebiam o mesmo nome ou eram alvo do mesmo
preconceito.
Durante muito tempo, a heterossexualidade foi entendida e tratada como natural aos seres humanos. Isto se deve, especialmente,
pela compreensão de que a sexualidade de qualquer individuo (e suas manifestações), resumem-se à função reprodutiva. Essa
compreensão (de que a heterossexualidade seria a forma “natural” de viver a sexualidade) empurrou para a marginalidade, toda e
qualquer manifestação de afeto, desejo ou carinho não heterossexual. Assim, na maioria das sociedades, pessoas cujo afeto se
dirige a outra pessoa que não é do sexo biológico oposto, são freqüentemente alvo de violências e tratadas como seres sem
dignidade e não merecedoras de respeito e dos mesmos direitos.
Para pensar a Diversidade Sexual é preciso reconhecer que, apesar da semelhança biológica, a vida social de cada um(a) é
diferente uma das outras, assim como as famílias, a turma da escola, os(as) amigos(as), vinhos(as), crenças religiosas, ou ainda
todas as questões sócias e culturais de um pais inteiro. Reconhecer a complexidade das relações entre as pessoas, suas
diversidades e costumes, línguas, culturas, etnias e a própria diversidade de vivências é o primeiro passo para entender a
diversidade sexual.
Portanto, podemos entender a Diversidade Sexual não somente como as práticas sexuais, mas como todos os elementos que
compõem a sexualidade humana, de forma ampla, ou seja, nossas vivências – sexuais ou não; nossas práticas habituais que
aprendemos e incorporamos ao longo da vida, nossos desejos e afetos, nossos comportamentos e maneiras como vemos a nós
mesmos e nos mostramos para os outros.
Diversidade Sexual
Em geral, as sociedades ainda rejeitam as demonstrações de diversidade sexual.
Por Por Ricardo Kelmer
http://revistaplaneta.terra.com.br/secao/comportamento/diversidade-sexual
Somos todos humanos, eu, você, os outros. Somos todos Homo sapiens. No entanto, somos diversos, você, eu e todos os outros,
pois temos nossas culturas, religiões e histórias pessoais diferentes, o corpo, a cor da pele, a língua, o modo de entender a vida...
Não há dois humanos exatamente iguais. E jamais houve. Você já pensou nisso?
A diversidade é uma de nossas maiores riquezas. Foi ela que possibilitou à espécie experimentar-se de infinitas formas pela longa
e difícil jornada da evolução. A diversidade biológico-cultural, ao contrário das teorias que defendem pureza racial e coisas do tipo,
é que pode nos oferecer mais e melhores possibilidades de aperfeiçoamento. Se obedecêssemos todos, automaticamente, a um
só modo de ser e compreender a vida, nossos horizontes evolutivos seriam bem mais limitados.
E na área da sexualidade? Sexualmente também somos diversos. Pode soar exagerado, mas pense bem: é impossível haver dois
seres humanos exatamente com a mesma sexualidade, a mesmíssima forma de viver as relações pessoais e o desejo sexual.
Existem humanos homens e humanos mulheres – mas quando o assunto é sexualidade, as possibilidades que se formam a partir
daí são tantas que não daria para catalogar com exatidão todas as variantes da sexualidade humana.
A maioria das sociedades atuais, porém, rejeita a natureza diversa da sexualidade de nossa espécie. Aliás, elas não só rejeitam
como estabelecem um padrão de normalidade e punem quem não obedece a ele. Foi assim, tentando padronizar artificialmente o
que por natureza é amplo e diverso, que essas sociedades construíram uma triste história de intolerância, preconceito e violência,
não apenas contra quem não se enquadra no padrão, mas contra a própria espécie humana.A DISCRIMINAÇÃO e a violência
contra pessoas por causa de sua orientação sexual as levam, freqüentemente, a uma vida semiclandestina, regida pelo medo
constante de ser descobertas e incompreendidas. Para não serem discriminadas, essas pessoas caem em outro tipo de
sofrimento, tão ou mais cruel: a dor de não poder ser o que se é. O que é pior: sofrer abertamente a discriminação ou viver uma
vida de mentira? Talvez você, leitor, seja uma pessoa perfeitamente encaixada no modelo padrão de sexualidade que nossa
sociedade estabeleceu, o modelo heterossexual cem por cento. Se é o seu caso, você não sofre discriminação por sua
sexualidade, está livre para ser e expressar o que é. Que bom! Mas se você está fora do padrão, sabe muito bem qual o preço que
tem de pagar para ser o que é. De qualquer modo, em ambos os casos, encaixando-se ou não em padrões, você tem a sua própria
sexualidade, e ela, em sua natureza mais profunda, é só sua, é única, e ninguém mais tem uma igual, pois ninguém mais tem as
mesmas preferências, no mesmo grau, do mesmo jeito. Por que então discriminar, se todos nós, por trás dos nossos crachás
sociais, temos nossas íntimas particularidades em relação aos padrões sexuais estabelecidos?
A sociedade discrimina o diferente porque é assim que ela busca manter o controle sobre seus indivíduos. Talvez seja um forma de
estratégia natural de organização e sobrevivência dos corpos sociais, sim, pois é mais fácil controlar o que se comporta igual. Mas
o custo disso é a anulação do próprio indivíduo, que é estimulado desde o início a seguir os mesmos passos de todos, como numa
manada.
FELIZMENTE, PORÉM, trazemos em nós, cada um de nós, o impulso potencial para a auto-realização, ou seja, para ser quem
verdadeiramente somos em nossa essência, em nossa natureza mais legítima, em vez de obedecer cegamente aos padrões
impostos, que nos querem indiferenciados. Os que seguem o impulso da auto-realização acabam se diferenciando do resto da
manada e, de fato, pagam caro por construir seu próprio caminho – mas são justamente essas pessoas que transformam a
sociedade, apresentando- lhe os novos valores.
Atualmente, a humanidade vive a intensificação desse processo de transformação do comportamento coletivo em vários aspectos,
como nos movimentos feministas e na luta anti-racismo. No campo da sexualidade também não seria diferente: hoje as sociedades
se vêem na obrigação de discutir o tal modelo de padronização da sexualidade, mesmo sendo um tema incômodo, pois é cada vez
mais difícil e inviável esconder o fato de que somos, sempre fomos, sexualmente diversos.
Quando me convidaram para participar, como jornalista, da edição inicial do For Rainbow, o festival de cinema da diversidade
sexual, que aconteceu em Fortaleza em julho de 2007, tive dúvidas se a produção do evento conseguiria, de fato, tirar a idéia do
papel e realizá-la. O Ceará é um Estado que, além de muito pobre, tem reconhecida tradição machista, e onde, segundo dados
recentes, a homofobia entre escolares adolescentes é uma das maiores do Brasil. Mas o evento aconteceu, sem contestações,
com apoio da mídia. E voltei de lá esperançoso, não somente pelo festival, mas também pelo ótimo exemplo que a capital
cearense está dando ao País com a implementação de políticas públicas de garantia ao livre exercício da sexualidade e de
combate ao preconceito. Fica cada vez mais claro que o direito à própria sexualidade é uma conquista da democracia e que
políticos e governantes serão cada vez mais cobrados em relação a isso.
O For Rainbow de Fortaleza não está só. Vários outros eventos são criados a cada dia no mundo como forma de expressão da
sexualidade humana diversa. As passeatas do orgulho gay, de início tímidas, vão deixando de ser eventos representativos de uma
minoria sexual para se tornar grandes festas de todos, nas quais se celebram a alegria e a liberdade de poder ser o que se é e de
viver em harmonia com o diferente. Como a grande mídia já não pode mais fingir que tais coisas não existem, o mundo fica cada
vez mais ciente do que sempre foi óbvio – e, assim, a natureza diversa de nossa sexualidade deixa de ser um tabu e passa a ser
algo natural, para nós e, principalmente, para as novas gerações.
A psicologia do inconsciente nos ensina que ninguém vive plenamente sua própria vida enquanto não reconhece o que na verdade
é. Mas ela também nos diz que esse reconhecer-se sempre traz alguma crise. São verdades psicológicas que muitos já entendem,
mas o que muitos ainda não percebem é que elas valem tanto para o indivíduo como para a espécie como um todo. Neste
momento histórico, a humanidade se debate justamente nas crises que vêm desse necessário processo de auto-aceitação. Com a
aproximação das culturas e a facilidade da comunicação e dos transportes, a espécie passou a se conhecer num nível jamais
experimentado – e é normal que isso cause medo e insegurança. E conflitos também, pois se somos educados entendendo que
nossa cultura é a melhor, provavelmente o contato inicial com outra cultura não será muito amistoso. A aproximação do diferente
às vezes assusta, mas só assim podemos perceber que o que antes julgávamos feio, errado e perigoso é apenas diferente.
Atualmente, todas as pessoas estão sendo levadas a reconhecer que sua cultura não é a melhor, que sua religião é apenas uma
entre tantas e seus valores, antes absolutos, tornam-se relativos diante de outros valores. A atual crise, portanto, era mesmo
inevitável. E é uma crise de percepção: estamos nos percebendo de modo diferente ao que sempre fizemos. Mas há uma boa
notícia, e ela também vem da psicologia: num segundo momento, o conflito dá lugar à assimilação do novo, pois o indivíduo aceita
o que descobriu sobre si mesmo como parte legítima de sua personalidade e a integra à sua auto-identidade. Que bela ironia... A
crise de autopercepção que tanto dói nos leva, no final, anos tornarmos mais equilibrados, coesos e inteiros.Agora, a luta pela
legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis
e transgêneros. Esse reconhecimento do que sempre fomos é um desafio de todos. De todos, sim, pois até mesmo os que
defendem os tais padrões sexuais e negam a diversidade também pagam seu preço, já que têm cada vez mais de conviver com o
diferente que tanto lhes incomoda.
É, não está sendo fácil para nenhum dos lados. Mas já passamos pela fase mais difícil. A humanidade, a cada dia, está mais
transparente e verdadeira para com ela própria. E isso é uma ótima notícia.
O que é Identidade de Gênero?
É a maneira como alguém se sente e se apresenta para si e para as demais pessoas como masculino ou feminino, ou ainda pode
ser uma mescla, uma mistura de ambos, independentemente do sexo biológico (fêmea ou macho) ou da orientação sexual
(orientação do desejo: homossexual, heterossexual ou bissexual). É a forma como nos reconhecemos a nós mesmo e desejamos
que os outros nos reconheçam. Isso incluí a maneira como agimos (jeito de ser), a maneira como nos vestimos, andamos, falamos
(o linguajar que utilizamos) e também, nos vestimos.A identidade de gênero é normalmente confundida com a orientação sexual.
Por exemplo, é muito comum as pessoas travestis serem consideradas como homossexuais, pois, o fato dessas pessoas
portarem, em seus corpos, elementos mais femininos, leva a grande maioria das outras pessoas a afirmarem que a travesti se
sente, necessariamente, atraída por homens. Na realidade, a travesti pode se sentir atraída (orientação do desejo) tanto por
homens, quanto por mulheres e por outras travestis. Ser travesti não determina a orientação do desejo da pessoa. É importante
destacar que as pessoas travestis, como conhecemos no Brasil principalmente, não são encontradas em todas as partes do
mundo. Em outros países, as pessoas que, para nós brasileiros, seriam travestis, recebem outros nomes. Existem casos de países
onde se reconhecem nas travestis características divinas, sendo com sideradas deusas ou, ainda, portadores de boa sorte e
bênçãos. Existem também, além do(a) travesti, as pessoas transexuais que são indivíduos que não reconhecem como seu, o corpo
biológico que tem, ou seja, são pessoas que se reconhecem de um determinado sexo, mas o seu corpo é, biologicamente, do sexo
oposto. São pessoas que, geralmente, buscam adequar cirurgicamente seus corpos, para aproximar-se do sexo que se
reconhecem. Para a ciência, especialmente a medicina, são consideradas pessoas com transtorno de identidade de gênero e,
portando, carecem de tratamentos para adequar as características anatômicas ao sexo com o qual a pessoa se identifica por meio
de tratamentos hormonais, terapias psicológicas e intervenções cirúrgicas.Desde os anos 1990, com o crescimento dos
movimentos sociais que lutam pelo reconhecimento dos direitos humanos de lésbicas, gays, travestis, transexuais e bissexuais,
tem sido usado em algumas siglas, o termo TRANSGÊNERO, para reunir as necessidades e exigências de travestis e transexuais,
conjuntamente. O termo é controverso e, por vezes, inadequado pois trata da mesma forma demandas que são, geralmente,
diferentes. Além disso, o termo “transgênero” também é utilizado para designar outras manifestações de identidade de gênero
como, por exemplo, as/os transformistas (chamados, em outros como croos-dresser) ou drag-queens, pessoas que se utilizam de
elementos de um determinado gênero (masculino ou feminino), para realizar uma apresentação artística ou mesmo satisfazer a um
desejo pessoal (fetiche) de sentir-se de outro gênero, por alguns instantes.A sigla LGBTT, corresponde a todas as pessoas
lésbicas (L), gays (G), bissexuais (B), travestis (T) e transexuais (T). Pode aparecer em diversas ordenações diferentes, de acordo
com critérios próprios, como por exemplo: GLBT, GLTB, LGTTB, LGBT, etc... Todas elas referem-se às mesmas pessoas. Vale
ressaltar que quando na sigla aparece apenas um “T” é por que esta se refere a transgêneros, de forma geral.
Arquivo da tag: Laerte Coutinho
Laerte na Bio!
Com o intuito de lançar o coletivo estudantil Disparada, formado por estudantes de diferentes cursos da USP e com objetivo de
retomar o caráter formativo e propositivo do movimento estudantil, organizamos uma roda de conversa sobre gênero e sexualidade
contando com a ilustre presença do cartunista Laerte Coutinho.
O evento aconteceu no Instituto de Biociências (IB) da USP, a faculdade que oferece o curso de Ciências Biológicas. A escolha
não foi à toa. O curso da Biologia parece ser um dos mais imunes ao debate das construções sociais do masculino e do feminino,
havendo aquela tradicional tendência de recair na naturalização e patologização quando se fala de sexo, gênero ou desejo sexual.
Roda de conversa com Laerte Coutinho, para discutir gênero e sexualidade: auditório lotado, com gente sentada nas escadas.
Podemos dizer que o evento foi um sucesso: o Laerte se sentiu bastante à vontade, respondendo com muita criatividade e humor
as perguntas de uma plateia que lotou o maior anfiteatro do Instituto. Os participantes questionavam aspectos relativos à
homofobia, à transexualidade, à cobertura da mídia, ao ofício de humorista e também sobre a vida pessoal da plateia.
Laerte enfatizou a importância da Parada do Orgulho LGBT e dos programas educacionais; reforçou que a luta dos LGBT se dá
também pela reivindicação de direitos básicos, dentre os quais a Argentina estaria muito à nossa frente. Segundo ele, ainda
estamos “discutindo com pastores de direita por questões básicas”.
Além disso, Laerte deixou claro que não acredita em um humor politicamente correto e que o humor é necessariamente
transgressor. O que não significa que o humorista não deva refletir sobre o impacto da sua piada, quem vai rir dela etc. Mas, exigir
um controle é, do ponto de vista do cartunista, inviável. Da mesma forma, um humor militante tira o rebolado de seus personagens.
Além de ter chamado atenção para a necessidade de mudanças sociais, no caso, no tocante à sexualidade e gênero, Laerte
afirmou acreditar em um mundo melhor e que é guiado por uma esperença socialista. Para ele, o socialismo não morreu, senão o
modelo soviético (passível de inúmeras críticas). Ser socialista, para ele, faz parte de sua pessoa.
Cartaz de divulgação do evento “Laerte na Bio!”
Para aqueles que não conhecem a figura do Laerte, convidamos-os a procurar pelas suas entrevistas no YouTube. Laerte tem uma
didática impressionante para dialogar sobre esses temas: o faz sem ser acadêmico, nem muito militante. Vai na dose adequada
entre o irreverente e o crítico, entre a informalidade e o conteúdo.
Do mais, agradecemos ao Laerte por ter nos dado a honra dessa roda de conversa. Para mim, foi um prazer passar duas horas ao
seu lado na mesa, e no final ainda ter um livro autografado com um desenho dos Piratas do Tietê. De quebra, Laerte se dispôs a
desenhar na lagartixa gigante que decora o Centro Acadêmico da Biologia, somando-se ao antigo desenho feito por Fernando
Gonsález, autor do Níquel Náusea.
E continuemos na estrada, que a caminhada continua…
Banheiros públicos segregados: mais um ataque aos LGBT
Por Adriano Senkevics
08/02/2012
Atualidades, Sexualidade / LGBT
3 Comentários
Há um mês, um projeto de lei irresponsável do deputado Luiz Argôlo (PP-BA) ameaçava prejudicar a comunidade LGBT – e quem
mais não pudesse doar sangue por algum motivo – nos concursos públicos (leia aqui). Agora, o vereador Carlos Apolinário (DEM-
SP) surge com o projeto de criar um “banheiro unissex”, destinado a gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e até
heterossexuais “que não se importarem” em dividir os banheiros com os anteriores.
Laerte Coutinho, o cartunista que tem desafiado uma série de concepções de gênero.
A ideia surgiu a partir da polêmica com o cartunista Laerte, que manifesta também uma identidade de gênero feminina. Laerte
Coutinho (também conhecido como Sônia Cateruni) trocou todo o seu guarda-roupa por peças tipicamente femininas e, nessas
ocasiões, têm preferência por utilizar os banheiros femininos, afinal de contas, o cartunista usualmente está travestido de “mulher”.
Acontece que, há duas semanas, Laerte foi impedido de frequentar o banheiro feminino de uma padaria na cidade de São Paulo
quando foi reconhecido.
Neste contexto, Apolinário, o mesmo vereador que tentou instituir o Dia do Orgulho Hétero, voltou com mais um ataque à
comunidade LGBT, procurando implantar um “terceiro banheiro”, para agrupar todos os “rejeitados” dessa sociedade
altamente marcada pelo gênero, a qual funciona sob uma lógica heteronormativa (centrada na heterossexualidade).
O projeto é deplorável em todos os seus aspectos, mas não consegue ser pior que as suas justificativas, a mais pura manifestação
de homofobia e transfobia. Apolinário não sugeriu essa lei com o intuito de evitar que Laerte e outros(as) transexuais passassem
por constrangimentos – razão já absolutamente questionável –, e sim para evitar o constrangimento de homens e mulheres que
não suportam, toleram ou concordam com a convivência com lésbicas, travestis, gays etc.
Carlos Apolinário (DEM-SP): os "banheiros unissex" como mais um ataque à comunidade LGBT.
“Ainda que muitos não concordem”, relata Apolinário, “homens e mulheres têm o direito inalienável de seguir essa ou aquela
orientação sexual. É o que se chama livre-arbítrio. Mas os direitos de uns não podem ferir os direitos de outros. Impor o seu direito
aos demais é ditadura, o que não pode ser tolerado”. Quando Laerte, ou qualquer outro LGBT, entra em um banheiro comum, onde
está a imposição?
Vê-se uma tentativa clara de institucionalizar um preconceito: separar, segregar, criar uma apartheid tal qual se fez na África do Sul
ou nos EUA com relação aos negros. Ainda, as razões do projeto não possuem base alguma. E quando uma lésbica entra em um
banheiro feminino? E quando um gay entra em um vestiário masculino? Transexuais não poderão ser socialmente reconhecidos
como tais? A orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa não tem relação com seu caráter, sua responsabilidade ou
sua capacidade de respeitar diferentes ambientes. Já não se pode dizer o mesmo dos homofóbicos, como Apolinário, que
procuram culpar os outros, em todos os níveis, pela sua discriminação rançosa.
Um dia com João Nery e Laerte Coutinho: conversas sobre gênero, sexualidade e Teoria Queer
http://www.festivalmarginal.com.br/sexo/um-dia-com-joao-nery-e-laerte-coutinho-conversas-sobre-genero-sexualidade-e-teoria-
queer/
Eu sempre gostei de Laerte Coutinho - mesmo sem saber, ainda criança nascido em 1993, já assistia o trabalho da cartunista
na TV Colosso - ela foi uma das roteiristas em conjunto a um enorme time de talentosos escritores. Em 2004, através de uma tira
onde a personagem Hugo se travestia, passou a conhecer e frequentar o circuito cross-dresser. Desde então, Laerte, uma das
artistas mais importantes do Brasil que se fez no século passado, milita pela causa trans* e LGBT, frequentando a mídia com looks
que demonstram muito de sua personalidade doce, irônica e afável. Laerte, agora aos 62 anos, é culta e tem uma erudição
invejável.
João W. Nery também tem uma história interessante - designado ao nascer como Joana, seu maior ídolo na infância era o
boneco Pinóquio, que segundo ele "tudo o que desejava era ser um menino". Entendendo-se como pessoa trans* desde os 4
anos de idade, foi só aos 27 que sozinho pôde ressignificar seu corpo. Em uma sociedade regida pela Ditadura Militar, nada se
falava sobre homossexualidade ou questões de gênero, então, João encontrou uma equipe médica que fazia pesquisas sobre
transexuais. Ele decidiu deitar-se na cama: tirou os seios, o útero e os ovários. Naqueles tempos, essa cirurgia era considerada
como 'mutilação' e era proibida. A realidade hoje em dia não é muito diferente - embora exista um debate sobre questões de
gênero, ainda é longa a lista de pessoas trans* que querem passar por modificações na fila do SUS. O processo é lento,
burocrático e mediado por psiquiatras e psicólogos, muitas vezes machistas e com estruturas falidas de pensamento.
Jonas Tucci/Disco Punisher
Convidado por Priscilla Bertucci, criadora do projeto '[SSEX BBOX] - Sexualidade Fora da Caixa', eu fui passar um dia com João
Nery e Laerte em Sorocaba, onde mais tarde eles fariam uma palestra para uma plateia lotada e curiosa - surpreendentemente,
com várias pessoas trans*.
Foi um dia cheio, divertido e memorável. Pude passar boa parte do tempo conversando com uma das pessoas que mais tenho
admirado nos últimos tempos, mais especificamente desde que aprofundei meus estudos feministas. Ávido e estimulado, quando
me dei conta, estávamos Laerte e eu com os pés na bancada do camarim do SESC, conversando sobre as mais variadas coisas -
que não foram registradas nesse diálogo, infelizmente (?) - como a técnica ninja do Halls Preto, as leis e possibilidade da
existência do bad karma,Instagram, Xavier Dolan, e a preocupante falta d'agua em São Paulo.
Jonas Tucci/Disco Punisher
Pela tarde, buscamos João Nery e posteriormente Laerte em sua casa no Butantã. Loiríssima, ela sai pela porta, entra na van e
os dois fazem algumas "fofocas" (em alta epistemologia acadêmica) sobre as políticas que cercam as pessoas trans*, São Paulo e
também o caso de Je suis Charlie (pelo qual inclusive Laerte foi ameaçada de morte no Facebook). Apresento-me para elxs e
conversamos sobre alguns temas. O resultado é um diálogo sobre questões de gênero, política e filosofia feminista.
PS: Assinalo trans* com asterisco a fim de compreender e incluir uma variedade de identidades que são diversas, mas que em
comum tem o fator denominador de que não pessoas cisgêneras, como genderqueer, não-binário, genderfluid, agênero, terceiro
gênero, trans mulher, trans homem, bigênero etc.
DP - O que vocês acharam do projeto Transcidadania feito Prefeito de São Paulo, Haddad?
L: O João esteve lá no lançamento, então provavelmente pode responder melhor que eu...
JN: O projeto Transcidadania basicamente se refere à educação e oportunidades de trabalho para pessoas trans*. Há com certeza
um ineditismo nesse projeto em relação ao Governo, e é uma pena que eu não possa levar esse projeto para o Rio de Janeiro,
aliás, é só aqui em São Paulo que eu sei que o Governo tomou essa iniciativa, e eu só tenho a aplaudir, evidentemente. Existem
alguns outros projetos que trabalham para tentar tirar as travestis da rua, como é o projeto Damas do Rio de Janeiro, mas não tem
o alcance que esse programa deve ter. E também essa iniciativa de poder dar bolsas para as trans* mais necessitadas – com a
ressalva de que acho que todas as trans* são necessitadas, na medida de que não conseguem trabalho e nem estudar. Mas eu
dou a maior força e gostaria que o programa fosse ampliado em âmbito nacional.
L: Eu já conhecia o projeto do ano passado e havia um encantamento com ele. Começou a parte do trabalho, e depois recuou.
Houve todo um ‘sai e não sai’. O projeto deixou algumas pessoas em pânico, mas parece que agora ele deslanchou e é positivo.
Vem a somar a algumas iniciativas também em relação ao atendimento de saúde e tudo isso é bom, porque é uma ampliação no
limite, e é um reconhecimento de que as pessoas trans* são humanas e existem (risos.).
DP - A parte que mais tocou no projeto foi o fato de que vão oferecer bolsas de estudo para pessoas trans*, como
incentivo de frequência à escola. Se na época do colégio de vocês existisse uma política desse tipo, teria feito alguma
diferença?
L: Na minha história escolar, eu não me reconhecia como trans*.
JN: Nem eu! Na minha história escolar, a palavra trans* nem existia. Eu penso o seguinte: quero conhecer melhor o projeto. Não
acho que basta você dar o dinheiro e colocar a trans* na escola. Tem de trabalhar com a escola e todos os agentes que funcionam
com ela, desde a faxineira até a direção. Não adianta nada dar dinheiro e a pessoa ficar sofrendo transfobia. Vão colocar banheiros
unificados? Como é que fica a questão do banheiro para os transgêneros que têm bolsa? A Inglaterra e a Argentina resolveram
criar uma escola LGBT, mas eu também não sou favorável a essa ideia. Acho demasiada segregacionista.
L: Essa ideia de escola LGBT também não tem muito meu coração. Concordo com o João. Mais importante que tudo é haver
inclusão. Às vezes, historicamente isso se justifica, mas não é a melhor saída.
DP - Vocês veem essa ideia só como um paliativo?
JN: Acho que seria mais como segregação mesmo...
DP - Quais os erros mais comuns que a mídia comete quando menciona pessoas trans*?
L: Erros quanto à questão de gênero são comuns. Erro de flexão de gênero é pinto! (risos). Sério... É uma das coisas que menos
me incomoda. Meu caso pessoal é muito diferente de quase todas as pessoas trans* que eu conheço. A mídia, depois que eu
transacionei, me reconheceu com afeto e com curiosidade também. Houve um momento onde diziam “ele agora se veste como
mulher!”. Tinha essa coisa... Mas, por outro lado, não houve agressão e nem hostilidade. Eu não perdi trabalhos por conta disso,
muito pelo contrário: eu até recuperei trabalhos que havia perdido. Agora, quanto a erros comuns que a mídia comete com pessoas
trans* em geral, eu acredito que a mídia e a sociedade não reconhecem pessoas trans* como cidadãs. Se a pessoa é trans*, ela
passa a ser vista como uma aberração, doente, ou no mínimo uma coisa curiosa. Ela sempre fica no âmbito da marginalidade.
JN: A pessoa vira uma própria paródia. Um erro clássico da transfobia da mídia é não respeitar o gênero, não é? Chamam as
travestis pelo masculino... Um exemplo recente que me vem à cabeça agora é a morte da Susana, esposa da Adriana Calcanhoto.
Em nenhum momento a mídia tratou de reconhecer o casamento das duas. O termo usado foi sempre ‘companheira’. É uma forma
de apagamento.
L: Existe uma obsessão em não reconhecimento.
DP - Depois que vocês transacionaram, vocês deixaram de frequentar algum lugar especifico por conta disso?
L: Houve aquela ocasião especifica no banheiro em uma pizzaria. O dono do estabelecimento depois se retratou, mas eu fiquei
bastante constrangida e não quis voltar lá. Para mim, a transição me levou a muitos outros lugares.
JN: Meu caso é diferente da Laerte. A Laerte transacionou agora aos sessenta anos, em uma época onde já existe uma discussão
sobre pessoas trans* e que existe alguma visibilidade. Eu transacionei há quarenta anos, em plena Ditadura Militar. Nem se falava
em gay. Trans era uma palavra que nem existia.
L: Era uma transgressão próxima da subversão mesmo.
JN: No período da transição, eu não me hormonizei antes da cirurgia. Então existia no meu corpo uma espécie de meio termo. Eu
não podia ir ao banheiro nem de homem e nem de mulher. Não podia ir à praia, porque tinha mamas... Eu fiquei sem lugar para ir.
O feminino não tinha mais acesso e o masculino não tinha tomado meu corpo por completo. É uma fase complicada, até você ter
uma aparência inteligível para frequentar certos lugares, mas só o fato de você estar transacionando e ter coragem para isso, já te
dá uma satisfação muito grande...
DP - Eu, de certa forma, frequento o ambiente acadêmico e também frequento baladas e tenho uma relação bastante
íntima com a vida noturna, e o que eu vejo é que falar sobre gênero é como abrir uma ferida muito dolorosa da nossa
sociedade. Vocês acreditam que um dia a gente possa ter um banheiro único?
JN: Esse banheiro único já existe em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. Ontem mesmo eu palestrei na PUC e havia um
banheiro com os escritos de ‘não binário’ na porta, mas infelizmente estava quebrado (risos). Acontece que essa discussão é mais
profunda. Existem leis municipais que proíbem o banheiro unissex. O Rio de Janeiro é um deles. Houve um banheiro lá assim e o
estabelecimento levou uma multa de sete mil reais. A gente precisa questionar legalmente a questão do banheiro, porque o
banheiro da nossa casa não é generificado: sua mãe, seu pai, seu tio, avô e avó usam o mesmo banheiro, por que o banheiro
publico então tem de ser? É uma questão de educar a população e acabar com isso. O problema é que hoje em dia tudo é
generificado, não só os banheiros, até a comida. Não existe Kinder Ovo rosa e azul? A cultura cada vez mais generifica tudo. É
complicado, o buraco é muito mais embaixo.
DP - Depois de estudar Filosofia Feminista, eu percebi que um dos maiores problemas é a linguagem mesmo. Essa é uma
teoria minha: enquanto a gente não tiver um Wittgenstein (conhecido como o filósofo da linguagem) do gênero, a gente
não vai resolver nossos problemas. É como se só a Judith Butler não bastasse...
L: Você está mencionando algo que estava passando pela minha cabeça agora. Essas questões de banheiro, de linguagem, tudo
isso faz parte de uma maneira como a cultura entende gênero. Essa mudança é gigantesca. Não tem jeito de trabalhá-la por
tópicos, mas ao mesmo tempo, a gente precisa pautar as coisas, certo?
JN: Você tocou em um ponto muito importante. A linguagem é tudo. Tudo perpassa pela linguagem. Uma das formas que se usa
então é ressignificar os termos, que é o objetivo da Teoria Queer. O patriarcado é um sistema que não tem a quem atacar, é um
problema que atravessa todas as instituições. O sexismo e o machismo têm a conivência das mulheres, e não só dos homens. Não
são elas quem criam filhos machistas?
PS: Não concordo com a última colocação de João. As mulheres não criam seus filhos sozinhas e existe um jogo de poder feito
pela sociedade, pela escola, televisão e outros fabricadores de realidade, muito maior que a mera educação de parentesco entre
mãe e filho.
DP - Você tem algum autor ou pensador queer favorito?
JN: Judith Butler (filósofx norte-americana feminista), Paul B. Preciado (filósofx espanhola feminista).
L: O Paul B. Preciado tem um capítulo especial no ‘Manifesto Contra sexual’ só sobre nomes! (risos).
JN: Tem outro capítulo onde ele fala só sobre os experimentos de testosterona no corpo! Ele é bem radical!
DP - Ele linkou esse processo de mudança de nome aos processos de independência política da Catalunha. Na carta
aberta onde ele anunciou a mudança, Preciado diz que gostaria de rasgar o gênero, assim como gostaria de rasgar o
mapa, como se essas duas fossem criações e ficções políticas que não fazem sentido. Ele também diz que o processo
dele faz parte de uma ‘desidentidade’.
JN: Ele é queer. Ele não pode ter identidade mesmo... É interessante, mas sem identidade não há luta por políticas públicas.
DP - O lance dela é filosófico, acho que isso dá liberdade para que ela vá muito mais longe, especialmente em termos de
conceito... O que vocês gostariam que as pessoas soubessem sobre você que elas ainda não sabem?
JN: Eu não sou só o primeiro homem trans* do Brasil. Sou o primeiro homem trans* biônico do país. Sou uma cobaia. Tenho quatro
próteses, além da sexual. Ninguém sabe o que vai acontecer comigo e estou ficando velho, mesmo que a gente possa discutir que
a velhice é mais uma invenção social.
L: Eu já não sei, acho que eu também gostaria de saber isso! (risos).
Vejalistadepaísesquejálegalizaramocasamentogay
Estados Unidos se tornaram o 22º integrante da lista na sexta (26).
Conselho Nacional de Justiça liberou casamento civil no Brasil em 2013.
Do G1, em São Paulo
Defensores do casamento gay comemoram em frente à Suprema Corte em Washington, nos EUA, após aprovação do casamento
de casais do mesmo sexo pela constituição. Com o resultado o casamento será legalizado em todos os 50 estados (Foto: Jim
Bourg/Reuters)
Os Estados Unidos se tornaram na sexta (26) o 22º país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo seu território. A
decisão foi tomada pela Suprema Corte, por cinco votos a quatro.
Em 23 de maio deste ano, a Irlanda entrou para a lista ao se tornar o primeiro país do mundo a aprovar o casamento gay através de um
referendo.
Também este ano, em 20 de fevereiro, foi assinada na Finlândia pelo presidente Sauli Niinistö uma lei que legaliza as uniões homossexuais.
Aprovada em dezembro de 2014 pelo parlamento, ela ainda depende de regulamentações e a previsão é de que entre em vigor apenas em
2017.
No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou em 2013 uma resolução que obriga os cartórios de todo o Brasil a celebrar o
casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento. A resolução visa dar efetividade à decisão tomada em maio de 2011
pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou a união estável homoafetiva, dando direitos ampliados aos homossexuais.
O primeiro país do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, assim como o divórcio e o direito de adoção de crianças
por esses casais, foi a Holanda. Aprovado em dezembro de 2000, o projeto alterou apenas uma frase da legislação sobre casamentos do
pais, que passou a ser "um casamento pode ser contraído por duas pessoas de diferentes ou do mesmo sexo".
O próximo país a entrar oficialmente para a lista pode ser o México, onde, em 15 de junho, a Suprema Corte decidiu que os juízes de todo o
país estão obrigados a conceder amparo aos pedidos de homossexuais que queiram se casar. Embora muitos considerem a decisão
uma legalização do casamento gay, ainda há questionamentos jurídicos sobre a determinação violar ou não a constituição mexicana.

País Ano em que foi aprovado
Holanda 2001
Bélgica 2003
Espanha 2005
Canadá 2005
África do Sul 2006
Noruega 2009
Suécia 2009
Portugal 2010
País Ano em que foi aprovado
Argentina 2010
Islândia 2010
Dinamarca 2012
Brasil 2013
Uruguai 2013
Nova Zelândia 2013
França 2013
Inglaterra 2014
País de Gales 2014
Escócia 2014
Luxemburgo 2014
Finlândia 2015
Irlanda 2015
Estados Unidos 2015
EntendaasdiferençasentreocasamentogaydosEUAeodoBrasil
 Mike Segar/Reuters
26.jun.2015 - Casal se beija após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que a Constituição do país garante aos
casais homossexuais o direito de se casarem, no bairro de Greenwich Village, em Nova York
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (26) derrubar os vetos de Estados contrários ao casamento gay, o
que na prática legalizou a união entre pessoas do mesmo sexo para todo o território americano. O fato tem paralelo no Judiciário
brasileiro, que já havia tomado decisão semelhante há quatro anos.
A maior autoridade jurídica americana julgou nesta semana o caso "Obergefell vs. Hodges", no qual James Obergefell processou o
Estado de Ohio (representado pelo político Richard Hodges) pedindo reconhecimento como viúvo de seu falecido parceiro, John
Arthur. A decisão deve abrir precedente para todos os casais homossexuais do país oficializarem suas uniões, apesar da
resistência de alguns Estados conservadores.
No Brasil, o casamento gay ocorre na prática desde 2011, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu a equiparação
da união homossexual à heterossexual. Dois anos depois, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu que os cartórios
brasileiros fossem obrigados a celebrar casamento entre pessoas do mesmo sexo, e não poderiam se recusar a converter
união estável homoafetiva em casamento.
Entenda melhor as nuances dessas duas decisões e o impacto em seus respectivos países.
As decisões
Nos EUA: a Suprema Corte julgou que os 14 Estados que atualmente se negam a unir duas pessoas do mesmo sexo devem
agora casá-las e também reconhecer seu casamento se ele foi celebrado em outra jurisdição. Cinco juízes votaram a favor, e
quatro contra.
No Brasil: Em decisão unânime, dez ministros do STF equipararam a união homossexual à heterossexual. No entender
do Supremo, casais gays devem desfrutar de direitos semelhantes aos de pares heterossexuais, como pensões, aposentadorias e
inclusão em planos de saúde. Os homossexuais que tentarem a adoção devem acabar apelando à Justiça.
Alcance
Nos EUA: O parecer da Suprema Corte deverá valer para todo o país, mas há alguma controvérsia sobre retirar dos Estados seu
próprio poder de decisão sobre o assunto, como ocorria até então. Procuradores-gerais de alguns Estados que eram contra o
casamento gay, como Mississippi e Louisiana, já informaram que ela não entrará em vigor imediatamente, enquanto as cortes
locais estudam e interpretam o parecer. John G. Roberts Jr., um dos juízes da Suprema Corte que votaram contra o casamento
gay, também disse no texto final que a questão deveria ter sido deixada para os Estados.
No Brasil: A decisão do STF teve efeito vinculante, ou seja, alcança toda sociedade, mas assim como nos EUA, não é equivalente
a uma lei sobre o assunto. O artigo 1.723 do Código Civil estabelece a união estável heterossexual como entidade familiar. O que o
Supremo fez foi estender este reconhecimento a casais gays. Mas assim casais gays podem entrar na Justiça em casos de não-
reconhecimento dos casais e provavelmente ganharão a causa, pois os juízes tomarão sua decisão com base no que disse o STF
sobre o assunto. Nos últimos anos, o Congresso teve projetos de lei sobre o assunto para serem votados, mas não os colocou em
pauta por razões políticas.
Argumentos
Nos EUA: O juiz Anthony Kennedy afirmou na decisão que o interesse na dignidade pessoal é fundamental para a cláusula do
devido processo da 14ª Emenda da Constituição americana, que diz que nenhum Estado deve "privar qualquer pessoa da vida,
liberdade ou propriedade, sem o devido processo legal". "As liberdades fundamentais protegidos por esta cláusula incluem a maior
parte dos direitos enumerados na Declaração de Direitos".
No Brasil: Alguns ministros do STF evocaram o princípio de igualdade da Constituição para estender os direitos dos
heterossexuais aos homossexuais. "Por que o homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões que são
abominadas pela Constituição: a intolerância e o preconceito", afirmou o ministro Luiz Fux. "A discriminação é repudiada no
sistema constitucional vigente", afirmou a ministra Carmen Lúcia. Outros ministros, como Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski,
deram seus votos favoráveis com ressalvas. Para Mendes, ainda existem "uma série de questões e divergências" nesse tema, mas
seu voto não entraria no mérito dos "desdobramentos" deste reconhecimento.
Histórico
Nos EUA: A luta dos movimentos LGBT para oficializar o casamento entre pessoas do mesmo sexo existe há pelo menos 40
anos nos EUA. Em 1971, a Suprema Corte recebeu pela primeira vez um caso do tipo por parte de um casal homossexual de
Minnesota. O Estado de Massachusetts se tornou em 2004 o primeiro do país a legalizar o casamento homossexual.
No Brasil: Na época, o então ministro do STF Ayres Britto pediu um levantamento nos Estados para saber se a união estável de
homossexuais já era reconhecida apesar da falta de um pronunciamento do Supremo. Decisões nesse sentido já tinham sido
tomadas em tribunais do Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do
Sul e São Paulo. Essas decisões, de primeira ou segunda instâncias, pesaram no julgamento no STF.
Consequências
Nos EUA: Além de garantir direitos de diversas naturezas, a decisão dos EUA reconhece que pessoas que acreditam que o
casamento deva ser apenas entre um homem e uma mulher poderão continuar a se opor ao casamento gay, com base na
liberdade religiosa garantida na Primeira Emenda da Constituição do país. Esse debate deve continuar, disse o juiz Anthony
Kennedy, mas os casamentos deverão ser permitidos.
No Brasil: Mesmo após a decisão do STF, em 2011, ainda havia cartórios que se recusavam a fazer a conversão para casamento.
No mesmo ano, um juiz de Goiânia cancelou um dos primeiros contratos de união civil entre homossexuais do país; o ministro Luiz
Fux chamou o ato de "atentado ao STF" passível de cassação. Em 2013, o CNJ aprovou a resolução que prevê que, em caso
disso acontecer, que seja levado para análise do juiz corregedor do respectivo Tribunal de Justiça.
Homofobia
A homofobia é o termo usado para designar o preconceito e aversão aos homossexuais. Atualmente a palavra é usada para indicar a discriminação às mais diversas
minorias sexuais, como os diferentes grupos inseridos na sigla LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, transgêneros, travestis e intersexuais). A repulsa e o
desrespeito a diferentes formas de expressão sexual e amorosa representam uma ofensa à diversidade humana e às liberdades básicas garantidas pela Declaração
Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal.
Muitas vítimas de homofobia sentem-se impelidas a reprimir sua orientação sexual, seus hábitos e seus costumes, sendo freqüente a ocorrência de casos de depressão. É
importante salientar que todo ser humano, independente de sua sexualidade, tem o direito ao tratamento digno e a um modo de vida aberto à busca de sua felicidade. A
procura de ajuda psicológica e da Justiça é essencial para que a discriminação homofóbica afete da menor maneira possível a vida das vítimas.
A Constituição Federal brasileira não cita a homofobia diretamente como um crime. Todavia, define como “objetivo fundamental da República” (art. 3º, IV) o de “promover o
bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação”. É essencial ter consciência de que a homofobia está
inclusa no item “outras formas de discriminação” sendo considerada crime de ódio e passível de punição.
Através da Lei Estadual 10.948/2001, o estado de São Paulo estabeleceu diferentes formas de punição a diversas atitudes discriminatórias relacionadas aos grupos de
pessoas que tem manifestação sexual perseguida por homofóbicos e intolerantes. Atualmente está em tramitação no Congresso o Projeto de Lei da Câmara (PLC)
122/2006 que tem como proposta a criminalização da discriminação gerada por diferentes identidades de gênero e orientação sexual.
Disque 100 para denunciar a Homofobia.
Como Identificar
A expressão homofóbica pode se dar das mais variadas formas. Em alguns casos a discriminação pode ser discreta e sutil, entretanto, muitas vezes, o preconceito se torna
evidente com agressões verbais, físicas e morais. Qualquer que seja a forma de discriminação é importante a vítima denunciar o acontecido. A orientação sexual não deve,
em hipótese alguma, ser motivo para o tratamento degradante de um ser humano.
 o agressor costuma usar palavras ofensivas para se dirigir à vítima ou aos LGBTI como um todo;
 muitas vezes o agressor não reconhece seu preconceito e trata as ocorrências de discriminação como brincadeiras;
 é comum o agressor fazer uso de ofensas verbais e morais ao se referir às minorias sexuais;
 a agressão física ocasionada pela homofobia é comum e envolve desde empurrões até atitudes que causem lesões mais sérias, como o espancamento;
 o agressor costuma desprezar todas as formas de comportamento da vítima, considerando-os desviantes da normalidade;
 o homofóbico costuma se dirigir à vítima como se esta fosse inferior, nojenta, degradante e fora da normalidade;
 é costume do homofóbico a acusação de que as minorias sexuais atentam contra os valores morais e éticos da sociedade;
 o agressor costuma ficar mais agressivo ao ver explícitas demonstrações amorosas ou sexuais que fogem ao padrão heteronormativo (por exemplo: mãos
dadas, beijos e carícias)
 o agressor costuma negar serviços, promoção em cargos empregatícios e tratamento igualitário às vítimas;
Muitas vezes o bullying em colégios mostra-se um terreno fértil para a homofobia. As crianças e adolescentes devem ser duplamente preservados de tal forma de
preconceito. A ajuda psicológica nesses casos é essencial tanto pelo fato de a discriminação constituir um crime de ódio quanto por representar uma forma de atentado
aos Direitos da Criança e do Adolescente. Clique aqui para se informar sobre atendimento psicológico gratuito ou de baixo custo.
Como Denunciar
Não há justificativas para qualquer tipo de discriminação causada pela homofobia. Os LGBTI têm direito à expressão amorosa e sexual, e a explicitação desta não é
desculpa para um comportamento agressivo. É muito importante denunciar qualquer tipo de atitude homofóbica. Toda Delegacia tem o dever de atender as vítimas de
homofobia e de buscar por justiça. Além de ser um direito, é dever de todo cidadão denunciar esse tipo de ocorrência. Através da denúncia protege-se não apenas uma
vítima, mas todo um grupo que futuramente poderia ser atacado.
A vítima deve exigir seus direitos e registrar um Boletim de Ocorrência. É de essencial importância buscar a ajuda de possíveis testemunhas na luta judicial a ser iniciada.
Em caso de agressões físicas, a vítima não deve lavar-se nem trocar de roupa, já que tais atos deslegitimariam possíveis provas que devem ser buscadas através de um
Exame de Corpo de Delito (a realização desse exame é indispensável). Se a violência acontecer através de danos à propriedade, roupas, símbolos, bandeiras e etc, deve-
se deixar o local e os objetos da maneira como foram encontrados para que as autoridades competentes possam averiguar legitimamente o acontecido. Atualmente
o Disque 100 funciona como um número de telefone destinado ao recebimento de denúncias sobre pedofilia, abuso de crianças, trabalho infantil e também homofobia. Há
em São Paulo uma Delegacia especializada em Delitos de Intolerância. As informações deste local seguem abaixo.
 Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI)
Rua Brigadeiro Tobias, 527 – 3º andar Luz – SP
Tel: (11) 3311-3556/3315-0151 – Ramal 248
10 dos países mais homofóbicos e intolerantes do mundo
Se você acha que o Brasil é homofóbico e intolerante, com discursos como o de Marco Feliciano, está corretíssimo. Mas poderia,
infelizmente, ser pior. Existem alguns (vários) países onde a homossexualidade não é apenas malvista, mas também considerada
crime e punida de forma desumana, com apedrejamentos, chibatadas e prisão perpétua. Provando que por mais avançado que o
mundo seja, ainda há infinitamente muito a se melhorar, confira aqui alguns dos países mais homofóbicos e intolerantes do mundo:
Uganda
Tanto atos de expressão por homens quanto mulheres homossexuais pode render penas de prisão perpétua, tortura e até mesmo
morte, sendo que 96% do país não aceita a cultura gay no local e acha que deve ser “combatida”.
Somália
A Sharia é aplicada aos gays, ou seja, a morte por apedrejamento, apenas na parte Sul do país. Já no resto, pode gerar prisão de
3 anos.
São Cristóvão e Neves
Até 10 anos de trabalho forçado, além do preconceito agressivo sobre gays, que são associados com doenças como o HIV.
Qatar
Até 7 anos de detenção, chibatadas e morte. Se forem muçulmanos, aplica-se a Sharia.
Ilha Nauru
A pena pode render de 7 até 14 anos de trabalhos forçados para homens que fizerem sexo anal, e até 3 anos de trabalho forçado
para quem cometer outros tipos de relação, como beijos ou sexo oral.
Iêmen
Se forem homens casados, podem ser punidos com a morte. Já para solteiros, a pena pode ser chibatas ou detenção de um ano.
Já para mulheres, pode ser condenadas a 3 anos de prisão se o ato for consensual, e 7 anos caso seja forçado.
Mauritânia
Um dos países mais homofóbicos, podem condenar qualquer expressão homossexual com apedrejamento, e mulheres podem
escapar da pena, mas serem presas de três meses a dois anos e pagar uma multa de aproximadamente R$500,00.
Nigéria
Para homens, chicotadas e pena de morte. Em casos leves, podem “apenas” ser presos, a mesma punição para as mulheres, em
sentenças que podem durar até 14 anos.
Sudão
Não apenas o sexo gay, mas também o anal (mesmo que hetero) são considerados “sodomia”, explicado, de acordo com o código
penal 148 do país, como “inserir o pênis ou algo equivalente no ânus de uma mulher ou homem”. A pena são 100 chibatadas e
prisão por 5 anos. Caso o “criminoso” seja reincidente, poderá ficar preso para sempre. Ah, a punição vai tanto para quem enfiou
quanto para quem foi enfiado.
Tanzânia
Prisão de 30 anos à perpétua para homens, e de até 5 anos para mulheres.
É, mesmo que você não seja gay, deve ter entendido que o crime aqui não é a homossexualidade, e sim a homofobia. A liberdade
pessoal é um mandamento nessa era capitalista, que prega a democracia, e ver exemplos como esses nos mostra para onde o
Brasil pode caminhar se pessoas intolerantes e cheias de ódio, como alguns políticos brasileiros, conseguirem o poder sobre a lei.
“Na escola, a homofobia é escondida pela tolerância mascarada”, diz pesquisadora
Por Julia Carolina - iG São Paulo | 03/11/2013 15:00 - Atualizada às 04/11/2013 14:10
Comentários
Para a socióloga Miriam Abramovay, escolas não sabem combater o preconceito contra homossexuais
A violência nas escolas não é um fenômeno atual. As agressões verbais, físicas, a discriminação e o ciberbullying são situações
comuns no ambiente educacional e refletem o que a sociedade machista ainda estabelece como norma: o aluno branco,
heterossexual, de classe média e de religião católica que é aceito.
Essa é a opinião de Miriam Abramovay, que coordenou diversas pesquisas da Unesco e atualmente coordena a Área de
Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.
Ao iG, ela debateu ainda o preconceito e a homofobia dentro do ambiente escolar e a dificuldade das instituições de ensino para
lidarem com a questão. Confira a entrevista abaixo.
Divulgação
Socióloga estuda violência escolar
iG: O que é caracterizado como violência escolar?
É interessante notar que não é só uma violência, mas muitas. Existe uma violência na escola e também a violência da escola.
Sabemos que o espaço da escola não é um oásis, não é um local protegido. Então toda a violência que permeia a sociedade está
na escola. Mas ela não só é responsável por reproduzir a violência, mas também produzir a sua própria violência.
Eu costumo separar em duas essas violências: a primeira é a chamada violência dura, que é aquela que vem do tráfico dentro da
escola, do aluno que leva arma, causa brigas e morte. É aquela violência que encontramos no código penal. Ela chama muito a
atenção, mas ainda não é o tipo de violência principal. É a microviolência que está no cotidiano dos estudantes, que é a agressão
verbal, o preconceito e em alguns casos a agressão física.
A escola é um local onde as relações sociais são muito tensas, onde se estabelecem vários tipos de problemas, de contradições.
Isso acaba aparecendo através do racismo, do preconceito, da homofobia. Geralmente é o aluno branco, heterossexual, de classe
média, de religião católica que é aceito, essa é a norma.
iG: E isso pode contribuir para evasão escolar?
A instituição escolar enfrenta muitas dificuldades para lidar com isso. Ela não consegue absorver os seus alunos, principalmente os
adolescentes. Muitas vezes acaba o expulsando da escola, não aceitando as suas formas de ser jovem, não trazendo discussões
que o interessem.
iG: Existe hoje uma exposição da violência na escola, como brigas que são gravadas e colocadas na internet. Qual é o
efeito disso?
Essa sociedade do espetáculo em que vivemos tomou vida com isso. E trouxe o ciberbullying. Não é um fenômeno do Brasil.
Temos que contextualizar isso dentro de uma sociedade que precisa aparecer, principalmente os jovens. Fiz um trabalho com
gangues de meninas e isso acontece muito, quanto mais você aparece, mais você é notado.
O que me chama atenção é a quantidade de vídeos de meninas, é um fenômeno mais recente e isso é muito grave. Às vezes, uma
briga acontece e acaba dentro do ambiente escolar, mas quando coloca no YouTube é uma humilhação global e por muito tempo.
É algo muito pouco discutido nas instituições de ensino. Mesmo que aconteça na porta da escola, não importa, são alunos, então
precisa ser trabalhado, precisa ser discutido.
iG: Em uma pesquisa divulgada neste ano, quase metade dos professores afirmou que já sofreu agressão dentro da
escola. A figura do professor é respeitada?
Quando sai uma pesquisa a gente tem que tomar cuidado, porque é somente uma face da questão e do problema. Existe um
problema com a nossa educação, uma questão de não reconhecimento do papel do professor, e não é só por parte dos alunos.
Estou fazendo uma pesquisa agora para o Ministério da Educação (MEC) em escolas públicas e me chamou atenção que não teve
nenhum aluno que falou que gostaria de ser professor. Acho que o modelo da escola, como ela está funcionando, não está
servindo para o jovem do século 21. Ela acaba sendo uma escola sem interesse, desagradável.
iG: O que é preciso fazer para mudar esse quadro?
Precisamos de uma política pública pensada. Nós não temos até agora um quadro nacional sobre a violência nas escolas. Temos
estudos específicos, como por exemplo de bullying. Mas precisamos de um quadro geral para que possamos ter políticas públicas
mais efetivas, de uma forma nacional.
E temos que perceber que existem programas contra bullying, para pessoas com deficiência, para colocar a ensino da história e
cultura afro-brasileira – que pouco está acontecendo por sinal. Estamos fazendo leis, como se a Justiça fosse resolver a questão.
Não é assim. Acho que é preciso colocar em cheque também a formação que é oferecida aos professores. Precisamos mudar essa
situação.
iG: Você coordenou algumas pesquisas que incluíam a violência contra os homossexuais em escolas. Há dados
atualizados sobre o assunto?
Andei pesquisando e existem algumas pesquisas recentes, mas geralmente elas trabalham com conceito de bullying. E isso é
complicado e restringe a ideia. Porque bullying é violência entre os pares. Se há violência com professores na escola, isso não é
mais bullying, é violência. Essas pesquisas se restringem porque trabalham com esse conceito, mas que é muito discutível.
A questão da sexualidade é muito complicada, a escola não está preparada para lidar com o tema, e os alunos não estão
preparados para não serem preconceituosos. Não podemos nos esquecer que vivemos em uma sociedade machista. Então existe
uma série de preconceitos, mas principalmente a homofobia. E ela ainda é escondida pela tolerância mascarada, que é
complicada. É ensinado que temos que ter tolerância, mas “tolerar é aguentar” e a relação das pessoas não pode ser de suportar.
Dos preconceitos, ela acaba sendo a mais grave porque permeia a sexualidade de qualquer um. Dos adolescentes, dos jovens,
dos professores. E tem um aspecto muito violento, porque essas pessoas recebem apelidos, são motivos de piada. Sofrem tanto
que abandonam a escola e isso vemos constantemente.
iG: Como o ambiente escolar deveria lidar com a questão?
A escola não sabe bem como atuar nessas ocasiões, nem quando a coisa acontece. Existe toda uma coisa de prevenção que
deveria acontecer nas escolas, mas que não acontece, só acontece quando a situação chega ao extremo. Tudo é levado como se
fosse brincadeira, quando na verdade acaba gerando uma dor muito grande.
CONFLITOS ETNICOS?
As divisões territoriais dos Estados-nações na grande maioria das vezes aconteceram de acordo com as ordens de poder de cada
nação ou civilização. Dessa forma, o estabelecimento das fronteiras quase nunca representou a diversidade étnica das mais
diversas regiões do mundo. Como herança, existem no mundo inúmeros conflitos étnicos e separatistas, que visam à emancipação
ou independência de alguns povos, ou a disputa de um mesmo território por duas ou mais nações.
Conflitos na Irlanda do Norte
O conflito na Irlanda do Norte se estende desde o século XX, quando a população da Irlanda iniciou inúmeros protestos contra a
dominação do Reino Unido sobre o país. Com isso, a ilha foi dividida em Irlanda e Irlanda do Norte, a segunda ainda sob o domínio
britânico.
Mapa do domínio britânico sobre a Irlanda
Na Irlanda do Norte, a maioria protestante (58%) da população se manifesta em apoio à integração do país à Grã-Bretanha,
enquanto a minoria católica defende a independência e a integração com a Irlanda (onde os católicos formam ampla maioria). Com
isso, muitos conflitos, protestos e atentados dos dois lados aconteceram – com destaque para a organização terrorista católica IRA
(Irish Republican Army – Exército Republicano Irlandês).
Em 1999, foi assinado um acordo no qual o IRA aceitou depor as suas armas. Nesse acordo, a Irlanda do Norte continuou
pertencendo ao Reino Unido, entretanto, seria montado no país um governo autônomo no qual os católicos teriam direito a voz.
Espanha: catalães e bascos
A Espanha apresenta duas grandes nações, além dos espanhóis, dispostas em seu território: os catalães e os bascos. Ambas
desejam a formação de seus respectivos Estados Nacionais, com a diferença de que, entre os bascos, existem ações e programas
separatistas mais radicais.
A estratégia catalã é tentar através da via institucional a conquista de sua independência e a criação do País da Catalunha.
Entretanto, em 2010, o Tribunal Constitucional da Espanha rejeitou oficialmente o reconhecimento da Catalunha como uma nação,
negando ações judiciais que solicitavam a preferência do uso do catalão em detrimento do espanhol nos órgãos públicos da região.
Caso tal reconhecimento tivesse sido firmado, o movimento pela emancipação dos catalães poderia ganhar maior força.
Entre os bascos foi criada, em 1975, em busca da independência, a organização terrorista ETA (sigla em basco que significa Pátria
Basca e Liberdade). Essa organização teve o intuito inicial de combater o ditador espanhol Francisco Franco que realizou uma
violenta repressão sobre os bascos.
Mapa de localização do território basco
Após a redemocratização do país, os bascos conseguiram certa autonomia política na região, mas sem deixarem de pertencerem
ao território espanhol. Com isso, mesmo sem o apoio da população, o ETA prosseguiu com a realização de duros e violentos
atentados. Em 2007, finalmente resolveram depor as suas armas.
Ruanda e Burundi: hútus x tútsis
Os territórios dos países Ruanda e Burundi são palco de uma sangrenta luta entre Hútus e Tútsis, duas etnias africanas que lutam
pelo controle territorial desses dois países. Ambos os territórios, após a partilha da África, formavam um único país, denominado
Ruanda-Urundi, que pertencia à Alemanha. Após a derrota dos alemães na Primeira Guerra Mundial, a partir de 1919, o país
passou a pertencer à Bélgica.
Os belgas então escolheram a minoria tútsi (15% da população) para governar o país, subjugando a maioria hútu. Em 1959, após
inúmeros protestos dos hútus, houve uma separação entre Ruanda e Burundi. Em 1961, Ruanda conseguiu a sua independência e
passou a ser uma República administrada, dessa vez, pelos hútus. Os tútsis, perseguidos, exilaram-se nos países vizinhos,
inclusive em Burundi, que também conseguira sua independência.
Ao longo dos anos, os conflitos entre Ruanda e Burundi e entre hútus e tútsis até hoje se mantêm, com sucessivas tréguas e
retomadas de embates, acarretando em uma grande quantidade de mortes na região.
Conflito de Darfur, Sudão.
Darfur é uma região localizada na porção Oeste do Sudão, país do continente africano. Nesse local ocorre, desde 2003, uma dura
guerra civil entre povos islâmicos e não islâmicos. O governo sudanês vem apoiado o grupo miliciano árabe denominado
Janjaweed, que vem perseguindo e aniquilando os povos não arabizados ou árabes não mulçumanos, que lideram uma resistência
armada.
Apesar do Conflito de Darfur ter iniciado em 2003, o Sudão – que é, atualmente, o maior país da África – sofre com as sucessivas
guerras civis desde 1956, quando conseguiu sua independência junto ao Reino Unido. Em 2006, o Conselho de Segurança da
ONU enviou tropas para a intervenção sobre o conflito e impôs sérias sanções sobre o governo sudanês a fim de coibir o comércio
e a proliferação de armas no país. Entretanto, o Sudão continua fornecendo armas para os Janjaweed e a guerra civil – a terceira
da história do país – parece estar longe de terminar.
Conflitos na região da Caxemira: Índia x Paquistão
A Caxemira é uma região montanhosa localizada ao norte da Índia e a Nordeste do Paquistão e tem sido alvo de disputas entre
Índia, China e Paquistão desde 1947, após o fim da dominação colonial imposta pelo Reino Unido.
Ao final da dominação colonial britânica, o vasto território das Índias Britânicas dividiu-se entre Índia e Paquistão, porém a região
da Caxemira, de maioria islâmica, mas com governo hindu, ficou sem um rumo certo. Com isso, decidiu-se que a região formaria
um território autônomo, o que provocou uma série de rebeliões da maioria muçulmana sobre o governo hindu.
O governo, então, solicitou apoio à Índia, que passou a intervir militarmente na região. Em resposta, o Paquistão também enviou
tropas em apoio aos muçulmanos. O conflito teve um fim com o estabelecimento de uma divisão territorial em duas zonas, uma
paquistanesa, outra indiana.
Porém, os conflitos ainda perduram e a região atualmente é ocupada pelos dois países e também pela China, que vê na região
uma posição estratégica para ter acesso ao Tibete e a Sinkiang, localidades sob o domínio chinês.
Os Curdos
Os Curdos são atualmente conhecidos por formarem a maior nação sem pátria do mundo. Trata-se de uma etnia composta por
mais de 40 milhões de pessoas que habitam regiões do Iraque, Irã, Síria e Turquia.
Os curdos sofrem duras repressões dos países onde habitam. No Iraque, a ditatura de Saddam Hussein executou milhares de
curdos. Na Turquia, eles também sofrem muitas repressões do Governo, que teme a perda de seu território.
A população curda vai às ruas em busca de independência¹
A independência e criação de um Estado Curdo – o Curdistão, como reivindicam os curdos – é muito improvável, uma vez que o
território do novo país ocuparia todo o centro-sul da Turquia e partes da Síria e do Iraque, uma região extremamente estratégica
por conter as nascentes dos rios Tigres e Eufrates, que abastecem boa parte do Oriente Médio.
______________________________
¹ Créditos da imagem: Sadik Gulec e Shutterstock
Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia
Racismo
O Racismo é um tipo de preconceito associado às raças, às etnias ou àscaracterísticas físicas; visto que as pessoas
denominadas racistas baseiam-se na ideologia da superioridade. Em outras palavras, esse tipo de preconceito assinala que
algumas raças ou etnias são superiores às outras, seja pela cor da pele, pensamentos, opiniões, crenças, inteligência, cultura ou
caráter.
Dessa forma, podemos comprovar o racismo manifestado em muitos momentos da história como formas de dominação, por
exemplo: a escravidão, oapartheid, o holocausto, o colonialismo, o imperialismo, o branqueamentoenfatizado por muitos
ditadores, dentre outros.
Note que, na maioria das vezes, o racismo associa-se tão somente aopreconceito contra os negros, todavia, as atitudes racistas
são contra qualquer raça ou etnia, sejam negros, asiáticos, brancos, índios, etc.
Para saber mais: Escravidão no Brasil, Racismo no Brasil, Apartheid, Holocausto,Colonialismo e Imperialismo
Tipos de Racismo
Existem vários tipos de Racismo, a saber:
1. Racismo Individual: Advindos de atitudes individuais, manifestado por meio de esteriótipos, comportamentos e
interesses pessoais.
2. Racismo Institucional: Preconceito advindo de Instituições política, econômica, no qual muitos indivíduos (negros,
mulheres, índios) são marginalizados e rejeitados, seja diretamente ou indiretamente.
3. Racismo Cultural: Ressalta a superioridade entre as culturas existentes, manifestada segundo crenças, religião,
costumes, línguas, dentre outras. Esse tipo de racismo pode incluir elementos do racismo institucional e individual.
4. Racismo Primário: Fenômeno emocional e psicossocial manifestado sem justificativa. Assim, o etnocentrismo é
considerado um racismo secundário, enquanto o racismo terciário é o preconceito baseado em teorias científicas.
5. Racismo Comunitarista (Diferencialista): Baseado no conceito de que raça não é natureza, mas cultura ou etnia.
Esse tipo de racismo configura o preconceito contemporâneo (anti-racismo) manifestado de acordo com as diferenças
existentes. Por esse motivo, hoje temas como identidade cultural, comunidade, nação reforçam o racismo comunitarista
a partir das diferenças.
6. Racismo Ecológico (Ambiental): Discriminação da natureza, como por exemplo, da "mãe terra" ocasionado pelas
destruição do meio ambiente, afetando grupos e comunidades baseados na aplicação desigual da legislação.
PUBLICIDADEConceitos Relacionados ao Racismo
Alguns conceitos relacionados ao racismo são:
 Raça: Conceito manifestado de acordo com as características físicas das pessoas. Assim, os quatro grupos
principais de raça são: caucasianos, mongoloides, australoides e negros. No Brasil, as principais raças existentes são:
caboclo, mestiço, mulato e cafuzo.
 Etnia: Além das características físicas, a etnia engloba a cultura, as crenças, religião, língua.
 Bullying: Preconceito e prática violenta contra pessoas indefesas que podem inclusive causar problemas
psicológicas em quem sofre. Atualmente fala-se muito dessas atitudes preconceituosas manifestada nos ambientes
escolares, embora o Bullying possa acontecer em qualquer lugar. Com a expansão da internet, hoje em dia, o termo
"Cyberbullying" refere-se às atitudes violentas realizadas via rede. Vale destacar que do inglês "Bully" significa brutal.
 Xenofobia: Discriminação e intolerância com coisas e pessoas estrangeiras.
 Etnocentrismo: Conceito associado à superioridade de uma cultura sobre a outra, ou seja, preconceitos baseados
nas opiniões sobre determinada cultura, vista de acordo com suas crenças, costumes e tradições, etc.
 Homofobia: Preconceito contra os homossexuais, bissexuais, travestis e transsexuais. Vale lembrar que em alguns
países a homossexualidade é considerada uma aberração, crime e existe a pena de morte para os homossexuais.
Para saber mais: Bullying, Cyberbullying, Xenofobia, Etnocentrismo eHomofobia
Curiosidades
 O Dia Internacional da "Eliminação da Discriminação Racial" é comemorado dia 21 de março.
 A prática do racismo é considerado um crime inafiançável, com pena de até 3 anos de prisão.
 Alguns movimentos racistas pelo mundo: Neonazistas e Skinheads. Esses grupos perseguem, espancam e matam
pessoas consideradas diferentes, seja pela raça, cor, cultura ou mesmo por preferências sexuais, religiosas, etc.
Inclusão Social
http://www.deficiencia.no.comunidades.net/inclusao-social
Incluir quer dizer fazer parte, inserir, introduzir. Inclusão é o acto ou efeito de incluir.
Assim, a inclusão social das pessoas com deficiências significa torná-las participantes da vida social, económica e política,
assegurando o respeito aos seus direitos no âmbito da Sociedade, do Estado e do Poder Público. A inclusão é um processo que
acontece gradualmente, com avanços e retrocessos isto porque os seres humanos são de natureza complexa e com heranças
antigas, têm preconceitos e diversas maneiras de entender o mundo. Assim sendo, torna-se difícil terminar com a exclusão e
mesmo existindo leis contra a mesma, não são leis que vão mudar, de um dia para o outro, a mentalidade da sociedade assim
como o seu preconceito. As sociedades antepassadas não aceitavam a deficiência, provocando uma exclusão quase total das
pessoas portadoras desta. As famílias chegavam mesmo a escondê-las da convivência com outros, isolando-as do mundo.
Felizmente, o mundo desenvolveu levando a uma maior aceitação da deficiência devido ao aparecimento de novos pensamentos e
mentalidades. Estas transformações aconteceram, em grande maioria, no final do século XIX e começo do século XX na
Revolução Industrial, com o aparecimento do interesse pela educação nos países desenvolvidos. Esse interesse provocou o início
do atendimento aos deficientes, bem como o aparecimento da educação especial destinada a um movimento de inclusão escolar e
social. Assim a sociedade aprendeu a ser mais inclusiva, compreensiva e solidária com a deficiência. Hoje, as crianças com
deficiência frequentam a escola, saem a rua, brincam, vivem como uma criança dita “normal”. No entanto, ainda temos um longo
caminho a percorrer para que todas as pessoas se sintam integradas e apoiadas por todo o mundo.Vários países já criaram leis
que protegem os deficientes e que os incluem na sociedade. Um deficiente deve ser considerado um cidadão, isto é, um indivíduo
que pode gozar dos seus direitos civis, políticos, económicos e sociais de uma sociedade assim como deve cumprir os seus
deveres para com esta.Um cidadão deve ter dignidade, ter honra e ser respeitado por qualquer outro, ou seja, todos os deficientes
têm direito a ser respeitados pois também são cidadãos. Alguns dos objectivos de vários países são:
• “Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”;
• “Construir uma sociedade livre, justa e solidária”;
• “Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”;
A expressão “bem de todos” indica que os direitos e deveres da sociedade pressupõem que todos são iguais perante a lei.No
entanto, as pessoas com deficiência possuem necessidades diferentes o que as tornam especiais. Desta forma, é importante
existir direitos específicos para as pessoas portadoras de deficiência, direitos que compensem, na medida do possível, as
limitações e/ou impossibilidades a que estão sujeitas.Existem muitas leis, no entanto, as atitudes de rejeição criam barreiras sociais
e físicas que dificultam o processo de integração.
Isto deve-se ao facto da sociedade possuir um modelo de Homem, ou seja, cada pessoa elege um padrão e todos os que fujam a
ele são olhados de má forma. Um bom exemplo disto são os deficientes que, por vezes, também são olhados na rua como algo
diferente, talvez por fugir ao modelo de Homem estabelecido por cada um. A dificuldade de ultrapassar este modelo de Homem
acontece por certas pessoas considerarem outras “menos inteligentes” (como pode acontecer com os deficientes mentais, por
exemplo).Como sabemos, e como já foi referido, são inúmeros os obstáculos existentes para os deficientes, sendo a inclusão
escolar uma das grandes barreiras no nosso país.
“Uma escola para todos e para cada um” é um grande objectivo a cumprir para a inclusão. Uma escola que acolhe as
diferenças, que colabora, que convive será um bom princípio para combater a exclusão social. Dividir a escola em termos de
alunos “normais” e alunos “deficientes” não é certamente um princípio inclusivo e o objectivo pretendido.
O caminho para termos uma sociedade incluída será, provavelmente, aprofundar a Educação Inclusiva apoiando todos os alunos
com dificuldades, dando-lhes uma educação de qualidade num ambiente comunitário e diverso.
Gravidez na adolescência
As histórias dos adolescentes paulistanos que se tornam pais muito cedo e, de uma hora para outra, trocam videogames
e baladas pela responsabilidade de cuidar de uma criança
Por: Sara Duarte e Filipe Vilicic18/09/2009 às 19:29 - Atualizado em 07/12/2010 às 11:21
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http://vejasp.abril.com.br/materia/gravidez-na-adolescencia/
Gravidez na adolescência (Foto: Mario Rodrigues)
Guido do Nascimento não deseja a ninguém um Dia dos Pais como o que passou em 2006. Na sexta-feira anterior, uma bomba
havia caído em seu colo: um teste de farmácia revelara que Ana Paula, sua namorada, estava grávida. O casal tinha aproveitado o
recesso escolar de julho num sítio, passeio em que sobraram hormônios e faltou prevenção. As esperanças de um improvável
alarme falso acabaram com um exame médico no dia seguinte. Ele tinha 17 anos. Ela, 16. E a vida dos dois nunca mais foi a
mesma. Pensaram em aborto, mas a formação católica os fez desistir da idéia. Depois de muito sofrimento, contaram aos pais, que
de imediato vetaram a possibilidade de largarem os estudos. Assim, Guido conseguiu passar no vestibular de ciências contábeis
da USP e num concurso da SPTrans, onde trabalha seis horas diárias no setor de emissão do Bilhete Único para deficientes.
Ganha 800 reais por mês. "Nossas famílias ajudam com outros 300 reais."Histórias como a de Guido pipocam aos montes por São
Paulo, lar de 1,6 milhão de adolescentes. Só em 2007, nada menos que 23 756 bebês de mães precoces vieram à luz nos
hospitais paulistanos. Representa quase 10% menos que há quatro anos, mas ainda é um número alto. Não há registros oficiais
sobre a idade dos pais dessas crianças. Estima-se, no entanto, que 40% dos companheiros de mulheres de até 19 anos estejam
na mesma faixa etária. "É preciso orientar esses meninos dia após dia", afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto
Sexualidade, o ProSex, do Hospital das Clínicas.A principal causa da gravidez precoce é o descuido, como indicam as estatísticas
do ProSex. Um estudo que ouviu 2 020 paulistanos com idade entre 13 e 21 anos mostrou que 98% deles conheciam os métodos
anticoncepcionais. Destes, 55% admitiram recorrer a algum deles somente de vez em quando. "Muitos acreditam que exigir
preservativo é um sinal de falta de confiança no parceiro", explica o psicólogo e sociólogo Antonio Carlos Egypto. A única arma dos
pais – os adultos – contra tanta imprudência é muito, mas muito diálogo (veja o quadro na pág. 38). E nem sempre funciona, como
descobriu o professor Pedro Paulo Puodzius, 48 anos. Ele não desperdiçava uma chance de martelar na cabeça do filho, Vitor, a
importância do sexo seguro. Desesperou-se ao encontrar em casa um sabonete de motel. O rapaz, então com 17 anos, fazia
ouvidos de mercador, respondia que sabia se cuidar. Engravidou a namorada, Débora, três anos mais velha. "Devia ter escutado",
reconhece Vitor. Sete meses depois do nascimento do bebê, romperam e até hoje não se entendem muito bem.
Há raras pesquisas sobre o comportamento do pai adolescente, mas os estudiosos da questão estimam que apenas um em cada
três assuma a responsabilidade pela paternidade e um número ainda menor se case com a mãe da criança. Em 2006, dos 111 365
homens paulistanos que disseram o "sim", somente 2 941 (2,6%) tinham entre 15 e 19 anos, segundo dados da Fundação Seade.
O mais comum é simplesmente morarem juntos. Após juntarem as escovas de dentes, 62% sobrevivem com suporte financeiro dos
parentes – em geral, os da "noiva". Tem mais. Apenas uma em cada cinco dessas uniões passa dos cinco anos de duração.
"Cerca de 40% se separam durante a gestação", calcula a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de
Saúde do Adolescente, da Secretaria de Estado da Saúde.O principal motivo de brigas são as queixas das jovens mães sobre o
comportamento dos namorados, situação vivida na casa de Rafael Reis, 19 anos, morador do Tatuapé. Enquanto Vanessa, sua
mulher, se dedicava aos cuidados cotidianos com o bebê, as preocupações dele incluíam videogames e rodas novas para o carro.
Só depois de muita reclamação da moça, atualmente com 20 anos, ele passou a ajudar a cuidar de Pietro, seu filho de 4 meses.
Casos assim devem-se a questões culturais, segundo a psicóloga Anecy de Fátima Faustino, cuja tese de doutorado na Unicamp
centrava-se nos pais precoces. "Em qualquer classe social, os homens sofrem pressão desde pequenos para cair em cima das
mulheres de modo incontrolável", diz. "Alguns encaram o bebê como um troféu ganho numa transa, por isso despejam a
responsabilidade nas companheiras."Do ponto de vista biológico, tanto faz um homem ser pai aos 16 anos ou aos 26. O principal
ameaçado por uma gestação inesperada assim é o bebê. A imaturidade própria da idade é um dos principais fatores de risco. Por
medo de serem punidos, os jovens tendem a ocultar a barriga e negligenciar o acompanhamento pré-natal. "Isso aumenta a
probabilidade de má-formação do feto e de alterações na placenta", afirma o ginecologista Alexandre Pupo, do Hospital Sírio-
Libanês. Perigo que correram o estudante de publicidade Luiz Bruno Cardenuto, 19, e a namorada, Adriana Amadei, moradores de
Higienópolis. Os pais de ambos souberam que um neto estava para chegar apenas no quarto mês de gestação – mesmo assim,
porque desconfiaram da mudança de comportamento dos dois. Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostrou que a
supervisão médica aumenta para 74% a chance de parto normal e de peso ideal para o nenê. O geneticista Roberto Muller afirma
que o bebê de uma menina de 16 anos tem mais que o dobro de risco de nascer com síndrome de Down que o de uma mulher de
25. "O mecanismo de formação de óvulos ainda não é eficiente na idade delas."Segundo a hebiatra (médico especializado em
adolescentes) Talita Poli Biason, do Hospital Santa Catarina, a maior conseqüência para os rapazes é socioeconômica. O mais
comum é largarem a escola, seja por pressão familiar, seja por não agüentarem dividir-se entre as fraldas e os livros. "Tornam-se
profissionais menos qualificados e, no futuro, terão salários menores que os de colegas da mesma idade." Outro efeito é apontado
pelo jornalista Gilberto Amendola, autor do livro Meninos Grávidos: o Drama de Ser Pai Adolescente. "Ele acaba se sentindo
marginalizado", diz. "Sua família e amigos o chamam de trouxa por não ter se prevenido, enquanto os sogros o acusam de ser um
vilão que estragou a vida de sua filha."Dados da prefeitura de São Paulo mostram que 38% dos partos de menores de 20 anos
ocorrem na Zona Leste. Apesar de não se tratar de um problema restrito aos pobres, é mais freqüente nas classes C, D e E. Dos 8
751 partos realizados em 2007 no São Luiz, um dos preferidos da elite paulistana, somente 163 (2%) eram de mães na faixa etária
entre 15 e 19 anos. No Hospital Maternidade Interlagos, da rede estadual, esse número foi de 746 (15%) entre 4.991 bebês. Essa
diferença se reflete também na maneira como as escolas particulares e públicas lidam com o assunto. Educação sexual costuma
integrar o currículo de escolas classe A, como o Bandeirantes. Ali, o assunto é tratado em aulas semanais e oficinas a partir da 5ª
série. "Desde 1997 não registramos um caso de aluna grávida", diz Maria Estela Zanini, bióloga e coordenadora do programa de
orientação sexual do colégio. "Mas com certeza há muitos casos de gravidez dos quais não ficamos sabendo, porque alguns pais
optam por esconder, abortar ou tirar a menina da escola."Na rede municipal, o sexo entra em pauta somente durante as aulas de
ciências, como nas lições sobre o corpo humano. A boa notícia é que 3 600 escolas estaduais devem aplicar a partir deste mês um
programa de prevenção à maternidade precoce desenvolvido pelo Instituto Kaplan. A ONG vai capacitar educadores para falar com
600 000 alunos do 1º ano do ensino médio sobre as implicações do sexo sem proteção. O mesmo projeto foi aplicado no Vale do
Ribeira com resultados louváveis: reduziu em 91% a ocorrência de gravidez entre as estudantes. De 360, em 2004, o número caiu
para trinta, dois anos depois.Discutir prevenção na escola faz todo o sentido. Segundo o ProSex, do Hospital das Clínicas, grande
parte dos estudantes perde a virgindade com colegas de classe, vizinhos e amigos. Elas a partir dos 15 anos, eles a partir dos 13.
Hoje com 22, o estudante de moda Clécio dos Santos, morador do Jaraguá, integra essa estatística. Tinha 14 anos quando sua
então namorada, Aline, contou que a menstruação estava atrasada. "Nem entendia o que isso queria dizer", lembra, abraçado ao
filho, Kevin, 7 anos. Levou um bom tempo para que se aproximasse do menino, criado por seus pais – a primeira palavra do garoto
foi "mamãe", dita para a avó. "Eu o via como um irmãozinho. Demorei a tomar consciência da paternidade, papel que ainda estou
conquistando", diz Clécio. "Um dia serei 100% pai.""Achei que tinha jogado meus planos na lixeira" "Comecei a trabalhar aos 15
anos, mas pedi demissão quando comecei a namorar. Só queria ficar com a Ingryd. Aquela paixão incrível. Em maio de 2007, ela
me falou que poderia estar grávida. Fui com minha mãe a uma farmácia e compramos um teste. Quando deu positivo, li que a
chance de acerto era de 99%. Naquela noite, só pensei no outro 1%. Mentalizei: ‘1%, 1%, 1%!’. Um ultra-som confirmou a
gravidez. Ao saber, gelei. Ficou tudo preto à minha volta. Achei que tinha jogado meus planos na lixeira. Ingryd disse que queria
tirar. Fomos a uma clínica, mas o médico não fez o aborto porque a gestação tinha mais de três meses. Ela agendou em outro
lugar. Na véspera, vimos o DVD do parto de uma amiga e ficamos emocionados. Falei que era melhor encarar e ter a criança. Foi a
melhor coisa que fizemos. Há dois meses, voltei ao batente. Ganho 600 reais por mês como auxiliar de escritório. Uso o dinheiro
em passeios com a Giovana, mas quem arca com os custos dela é o pai da Ingryd. Nos fins de semana, fico com elas à tarde e, às
vezes, vou para a balada com amigos."Rodrigo Queral Aliern, 19 anos, pai de Giovana, 8 meses. Namora Ingryd Ribeiro Vale, 17
"Amo minha filha, mas devia ter esperado mais"
"Meu pai achou um sabonete de motel no meu quarto e chamou a gente para conversar. Ele é professor e sempre me contou
histórias de alunos que tiveram o futuro arruinado pela paternidade precoce. Ofereceu camisinhas, mas respondemos que
sabíamos nos cuidar. Eu estava terminando o ensino médio e jogava basquete no Esporte Clube Pinheiros quando conheci a
Débora. Tinha 17 anos. Ela, aos 20, estudava medicina veterinária. Alguns meses depois, veio a gravidez. Decidimos levá-la
adiante e morar juntos. A mãe dela nos deu um apartamento, assumiu o plano de saúde e todas as despesas, hoje em torno de 5
000 reais por mês. Brigamos bastante durante a gestação. Quando a nenê nasceu, a situação piorou. Eu não conseguia cuidar
dela e seguir minha rotina de treinos. Nenhum dos dois estava pronto para a vida de casado. Voltei para a casa do meu pai quando
a Gabriella tinha 7 meses. Hoje pago pensão, mas meu contato com a Débora é complicado. Não ganho o suficiente para sustentar
minha filha. Isso pesa. Ficaram mágoas de ambos os lados, porque ela parou a faculdade e minha carreira foi prejudicada. Amo
minha filha, mas devia ter seguido os conselhos do meu pai e esperado mais."
Vitor Puodzius, 19 anos, pai de Gabriella, 2 anos. Separado de Débora Carvalho de Lima, 22
"Ela nunca tinha tomado pílula"
"Eu e a Vanessa estávamos prestes a terminar o namoro quando soubemos da gravidez. Ela nunca tinha tomado pílula.
Pensávamos que era o tipo de coisa que só acontecia com os outros. Com medo do que os vizinhos falariam, a família pediu a ela
para sair de casa. Fomos morar com a minha mãe, mas as duas brigavam toda vez que a Vanessa se queixava de mim. Sou o
caçula, sempre fui mimado. O jeito foi pedir abrigo ao meu pai, que se propôs a ajudar no que fosse preciso. Em troca, eu teria de
trabalhar mais – na época, já atuava na empresa de eventos dele, mas só quando queria. Durante a gravidez, foi sossegado.
Continuava minha rotina normal: jogava meu videogame, comprava rodas novas para o carro... Depois que o Pietro nasceu, foi
preciso muita reclamação da Vanessa para eu perceber que era um pai ausente. Hoje ajudo de segunda a sexta, pois trabalho nos
fins de semana. Decidimos que ela vai fazer faculdade de gastronomia. Quando terminar, será a minha vez de voltar a estudar.
Este será o meu primeiro Dia dos Pais. Estou ansioso pelos presentes que vou ganhar." Rafael Reis, 19 anos, pai de Pietro, 4
meses. Casado com Vanessa Guzella, 20
"Vivia em baladas. Amadureci muito"
"Bianca perdeu a virgindade comigo. Aliás, a mãe achava que ela era virgem até saber que vinha um bebê por aí. Fazia um ano e
meio que a gente namorava. Ela telefonou dizendo que sentia algo se virando na barriga, mas pensei que era conversa fiada para
ficarmos de bem, pois na véspera tínhamos brigado. Apostávamos que era algum problema no útero ou, quem sabe, efeito de uma
gastrite. Era gravidez mesmo, não tinha jeito. Minha mãe pediu uma reunião com a família dela, que até então não me conhecia.
Só nos falávamos por telefone. Hoje moramos com meus sogros. Engraçado que, antes de o Luca nascer, nunca tinha marcado
nem dentista para mim. Atualmente, agendar médico é tarefa minha. Ainda não tenho como sustentar a Bianca e ele. Trabalho
como barman num restaurante, onde ganho 3 000 reais por mês. Dá para pagar grande parte das despesas do Luca. Mas acho
que me fez bem ter filho. Vivia em raves e baladas, bem louco. Agora meu programa é levar o Luca à pracinha, onde até fiz
amizade com pais mais velhos. Amadureci muito."
Théo Pires, 21 anos, pai de Luca, 1 ano e 5 meses. Namora Bianca Muniz, 18
"Um dia serei 100% pai"
"Conheci Aline na escola, aos 13 anos, quando estava na 7ª série. Oito meses depois começamos a transar. Sem camisinha foram
só duas vezes, mas demos azar. Quando a menstruação atrasou, nem entendíamos o que isso queria dizer. Tinha 14 anos. Foi a
mãe dela quem me contou da gravidez. Passei três semanas mudo. Em casa, quiseram saber o que estava errado. Quando falei,
pensaram que fosse brincadeira. Nossas famílias, que já se conheciam, acompanharam a Aline no pré-natal. Um ano depois do
nascimento, terminamos o namoro. O Kevin morou três anos na casa dos meus pais, que o tratavam como filho. A primeira palavra
dele foi ‘mamãe’, direcionada à avó. Eu o via como irmãozinho. Demorei a ter consciência da paternidade, papel que ainda estou
conquistando. Um dia serei 100% pai e meu pai, 100% avô. Até hoje as pessoas se assustam quando digo que o Kevin é meu
filho. Vejo uma vantagem: quando ele for adolescente, terei deixado de ser um pouco tempo antes. Vai ser mais fácil entendê-lo."
Clécio dos Santos, 22 anos, pai de Kevin Gabriel, 7. É amigo da mãe do menino, Aline Galdino, 20
"Minha mãe não parava de chorar"
"Não foi planejado, mas contei sobre a gravidez da Adriana na festa de aniversário do meu pai. Na sala, estavam os convidados.
Nós, no quarto. Minha mãe não parava de chorar, perguntando como um garoto bem informado tinha deixado algo assim
acontecer. Eu usava camisinha sempre. Quer dizer, quase sempre, né? Ela e meu pai me abraçaram. Choramos juntos e, em
seguida, demos a notícia para o resto da família. Decidimos nos casar e estamos morando com meus sogros. Fizemos um curso
para gestantes antes de o Luiz nascer. Éramos os mais novos da turma. Os outros chegavam de terno e a gente de uniforme da
escola. A Adriana vai voltar a estudar agora, por isso vou ficar sozinho com o bebê pela manhã. Dou banho, troco fralda, já estou
craque. Talvez eu deixe de ter algumas experiências que as pessoas vivem na minha idade, mas estou com a mulher que amo e
com meu filho. Penso o tempo inteiro nele."
Luiz Bruno Cardenuto, 19 anos, pai de Luiz, 6 meses. Casado com Adriana Amadei, 18
"Quis largar a escola"
"Um exame num posto de saúde confirmou a gravidez da Ana Paula. Pensamos em aborto, mas logo desistimos. Nossas famílias
são católicas praticantes. Roía as unhas. Tomei coragem de contar, mas comecei a suar frio, a ter tremedeiras e a chorar na frente
da minha mãe. O apoio foi imediato. Ficou a pergunta: como criar o bebê? Quis largar a escola. Meus pais, ainda bem, acharam
melhor eu estudar, passar numa faculdade e só depois procurar emprego. Entrei em ciências contábeis na USP. O Ricardo nasceu
em abril de 2007. Três meses depois nos mudamos para um apartamento dado pela mãe dela. Em janeiro deste ano, fui
contratado na SPTrans. Pagamos o máximo das nossas despesas sozinhos, com meu salário, que é de 800 reais, mas nem
sempre dá. Nossos pais ajudam com uns 300 reais todo mês. Assim que sobrar uma graninha para a certidão de casamento,
pretendo me casar com a Ana."
Guido do Nascimento, 19 anos, pai de Ricardo, 1 ano e 3 meses. Namora Ana Paula Spinosa, 18
Antes que ele coloque o carro na frente dos bois
Como tentar evitar que seu filho vire papai
• A criança quer saber como nascem os bebês? Conte que foi porque papai e mamãe namoraram ou algo parecido, em vez de
recorrer à historinha da cegonha. Conversar não vai despertar interesse precoce. Sexualidade responsável se conquista com
respostas diretas e objetivas.
• É duro, mas o seu filhinho, que ainda ontem acreditava no coelhinho da Páscoa, talvez já tenha vida sexual. E bem embaixo do
seu teto. Ignorar a situação ou acreditar quando eles dizem saber se cuidar passará uma impressão de que liberou geral. Seu filho
precisa de informação e, se não a obtiver em casa, procurará outras fontes, nem sempre adequadas.
• Um exemplo vale mais que mil palavras. Se um coleguinha engravidou a namorada, nada de cortar relações. Conviver com ele
pode mostrar como a paternidade antes da hora obriga a adiar planos e sonhos.
• Momento ideal para a primeira visita ao ginecologista: após a primeira menstruação. Escolher um médico de confiança é
importante, além das razões óbvias, para que se possa deixá-los a sós, se necessário – algumas meninas sentem vergonha na
presença dos pais.
• Convença seu filho a lhe apresentar a namorada e, num segundo momento, tente conhecer os pais dela também. Orientar o casal
é um trabalho para todos os potenciais avós.
• Mesmo que sua filha não esteja namorando, considere a possibilidade de ela tomar pílula diariamente: além de regular o ciclo
menstrual, esse procedimento pode evitar uma inesperada gravidez. Dê camisinha para eles. E para elas... também. Lembre-se:
evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada é obrigação dos dois.
Fontes: Alexandre Pupo, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês; Antonio Carlos Egypto, psicólogo e sociólogo da ONG Grupo de
Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual; Mauricio de Souza Lima, hebiatra do Hospital das Clínicas; Carmita Abdo, psiquiatra e
coordenadora do Projeto Sexualidade do HC
Xiiii, aconteceu. E agora?
O que fazer se o seu filho vai ser papai
• Tão logo se recupere do baque, marque um encontro com ele, a namorada e os pais dela. O objetivo, aqui, não é apurar de quem
foi a culpa, mas tratar de medidas práticas como plano de saúde e pré-natal.
• Conscientize seu filho de que, desde o momento da fecundação do óvulo, ele já é pai. Não tem essa de "só vou me preocupar
quando o bebê nascer". Acompanhar a menina ao médico e participar das decisões sobre o nenê deixará claras as novas
responsabilidades dele. Assumir as funções de pai não depende da situação financeira da família.
• Muito jovem para trabalhar? Convença-o a reservar pelo menos parte do dia para tomar conta do bebê. Pode ser, por exemplo,
no horário em que a namorada estuda.
• Se o adolescente já cursar o ensino médio, estimule-o a arranjar um emprego e, por mais modesto que seja seu salário, contribuir
no sustento do bebê.
• Quando o jovem casal se separa, a família do menino deve orientá-lo a manter o vínculo com a criança e a não descuidar dos
deveres de pai. Não custa lembrar que "casamento acaba, mas filho é para sempre".
• Avós que assumem a criação do neto estimulam o filho a se manter um eterno adolescente. Se ele acha que ter colocado uma
criança no mundo não afetou em nada sua vida – nem a da namorada –, periga repetir a dose.
• Seu neto já vai para a escolinha? Aproveite e estimule seu jovem papai a fazer o mesmo e retomar a faculdade, investir em
cursos de idiomas ou especialização. É a aposta num futuro melhor.
FONTES: Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde;
Anecy de Fátima Faustino, psicóloga e pesquisadora; Gilberto Amendola, autor do livro Meninos Grávidos: o Drama de Ser Pai
Adolescente
* Colaboraram Fabio Brisolla e Fernando Cassaro
O cérebro adolescente
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-cerebro-adolescente/
Para o psiquiatra americano Daniel Siegel, o comportamento rebelde, impulsivo e conflituoso da juventude é resultado da
remodelação por que o cérebro passa nessa fase. Em entrevista ao site de VEJA, ele explica como isso acontece e quais são as
experiências da juventude que devemos manter para ter sempre uma mente jovem e saudável
Por: Rita Loiola15/06/2014 às 15:15 - Atualizado em 15/06/2014 às 15:15
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O psiquiatra Daniel Siegel, autor do livro Brainstorm — The power ans purpose of the teenage brain (Brainstorm — O poder e
propósito do cérebro adolescente, sem edição em português)(Divulgação/VEJA)
Em 1818, o poeta inglês John Keats definiu a adolescência como uma época em que "a alma está fermentando, a personalidade
indecisa, a vida incerta". Quase dois séculos depois, a ciência descobriu que esse período de confusão está longe de ser fruto da
alma: é resultado de transformações cerebrais profundas. O psiquiatra americano Daniel Siegel, professor da Universidade da
Califórnia, nos Estados Unidos, e diretor do centro de pesquisas Mindful Awareness, é incisivo ao afirmar que o comportamento
adolescente não é um efeito da emergência da personalidade ou da invasão hormonal do período. Para ele, que estuda as
transformações da mente adolescente há pouco mais de duas décadas, a remodelação por que o cérebro passa entre os doze e
os 24 anos é a principal responsável pelas atitudes impulsivas, rebeldes ou depressivas dos adolescentes. Queda na produção dos
neurônios ou o aumento da atividade do circuito de recompensa seriam a explicação para os conflitos e questionamentos da fase.
Brainstorm - The power and purpose of the teenage brain
O psiquiatra americano Daniel Siegel explica como as mudanças vividas pelo cérebro entre os doze e 24 anos resulta no
comportamento conflituoso dos adolescentes. Para o autor, é possível, por meio da compreensão desses processos e de
experiências estimulantes, atenuar os períodos mais difíceis da fase e tornar o cérebro mais saudável e criativo durante a idade
adulta.
Autor: SIEGEL, DANIEL
Editora: JEREMY P. TARCHER/PENGUIN
Em seu novo livro Brainstorm - The power and purpose of the teenage brain (Brainstorm - O poder e propósito do cérebro
adolescente, sem edição em português), lançado no início do ano e na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times,
Siegel explica que todas essas mudanças, além de compreendidas, deveriam ser cultivadas ao longo da vida adulta para que o
cérebro se mantenha jovem e saudável.
"Precisamos mudar a maneira de enxergar a adolescência. Ela não é um período de loucura ou imaturidade. É a essência de quem
deveremos ser, do que somos capazes e do que precisamos como indivíduos", afirma o psiquiatra, autor de outros dez livros sobre
a mente adolescente. De seu escritório em Los Angeles, Siegel conversou com o site de VEJA e contou como as alterações
cerebrais explicam a adolescência e de que forma as experiências vividas durante essa etapa são capazes não só de atenuar seus
períodos mais difíceis, mas também moldar o adulto do futuro.
O senhor diz que a adolescência não termina aos dezoito anos, mas vai até os 24 anos. Qual a base científica para essa
afirmação? Muitas pessoas acreditam que a adolescência termina antes, mas sabemos agora, com base em publicações
neurocientíficas recentes, que há uma remodelação do cérebro que vai até a metade da terceira década de vida. Esse processo
inclui a ativação de diversos circuitos e sistemas cerebrais e está relacionado ao comportamento que conhecemos como típico da
adolescência.
Então o aumento da produção hormonal não tem a ver com a rebeldia e impulsividade da juventude? É verdade que os
hormônios estão em ebulição na puberdade. Nos garotos, por exemplo, a elevação da testosterona os torna mais agressivos. No
entanto, o segredo para explicar o comportamento adolescente é outro: toda essa flutuação hormonal provoca mudanças no
circuito cerebral de recompensas.
Que tipos de transformações são essas? Durante a adolescência há um crescimento do circuito cerebral que utiliza a dopamina,
um neurotransmissor que nos faz buscar prazer e recompensa. Ele começa no início da adolescência e chega ao seu auge na
metade dela, levando os adolescentes a buscar emoções e sensações intensas. Esse aumento natural da dopamina pode dar aos
adolescentes um poderoso sentimento de estarem vivos quando estão envolvidos em atividades novas e estimulantes. E também
levá-los a focar apenas nas sensações positivas, não dando valor aos riscos e perigos.
É por isso que os adolescentes costumam ter ações impulsivas, sem pensar nas consequências?Exatamente. Além disso,
a maior quantidade desse neurotransmissor leva à tendência maior aos vícios: todos os comportamentos e substâncias viciantes
incluem a produção de dopamina. Como os adolescentes estão propensos a novas experiências, eles também respondem com
uma carga maior de dopamina, o que pode levar a um forte círculo vicioso. Um terceiro comportamento gerado pela remodelação
cerebral é a super-racionalidade. Ela é a capacidade de pensar apenas em termos literais, concretos, sem olhar para o contexto.
Com esse tipo de pensamento, o jovem pode ser levado a considerar apenas os benefícios de suas ações e não pensar no lado
negativo.
Há alguma razão para tudo isso acontecer nesse período da vida? Todas essas atitudes geradas pelas mudanças cerebrais -
impulsividade, rebeldia, intensidade - são necessárias para que os jovens saiam de seu círculo familiar e conheçam o mundo. Dão
a coragem necessária para mudar, partir e inspiram os adolescentes a procurar novidades. Afinal, a casa é confortável e previsível,
enquanto o mundo está cheio de armadilhas e surpresas. Há uma visão evolutiva que afirma que, se os jovens não saíssem de
casa e deixassem seu grupo, nossa espécie teria muita chance de se reproduzir entre si, o que seria geneticamente prejudicial às
próximas gerações. Nossa sobrevivência individual e social depende dessa coragem dos mais novos.
Isso quer dizer que os adolescentes estão fadados a viver situações perigosas? O que acontece é que eles não têm tempo
para pensar em suas atitudes. Fazer uma pausa significa considerar outras opções além daquelas imediatas, comandadas pela
invasão de dopamina - só que fazer isso requer tempo e energia e não é simples. A boa notícia é que essa reflexão é resultado da
ação de fibras localizadas na parte superior do cérebro, que começam a crescer também durante a adolescência. São elas que
'freiam' os impulsos. Junto com outro processo, chamado integração, que é a ligação entre as diferentes áreas cerebrais, o
adolescente começa a conseguir parar e pensar em seus atos.
E quanto tempo isso leva tempo para acontecer? O timing do desenvolvimento do cérebro é moldado por informações
genéticas e também pelas experiências vividas. As experiências são capazes de modelar as conexões cerebrais, promover a
integração do cérebro e também fazê-lo funcionar de forma coordenada. São elas também que vão ajudar o adolescente a
compreender o contexto, confiar em suas intuições e deixar de ver apenas o que é literal.
Que tipos de experiências seriam essas? Uma delas, e a mais importante, é a que promove a vontade de refletir sobre valores,
em vez de seguir proibições. Um ótimo exemplo são as campanhas americanas contra o fumo na adolescência. Enquanto elas
mostravam imagens de corpos degradados ou davam informações médicas com o objetivo de amedrontar os jovens, o número de
viciados apenas cresceu. A situação só mudou quando os publicitários começaram a mostrar de que forma as companhias faziam
uma lavagem cerebral nos jovens com o propósito de ganhar mais dinheiro com a venda dos maços. Em vez de focar no medo,
algo negativo, a campanha centrou esforços no valor positivo de ser forte diante de adultos manipuladores. Essa é a diferença
entre estimular um impulso e promover uma reflexão sobre valores. E isso ajuda também a promover importantes ligações
cerebrais, que vão definir o cérebro adulto.
Ou seja, as experiências vividas durante a adolescência são mesmo capazes de ter efeito por toda a vida? Entre os doze e
os 24 anos ocorre a diminuição da produção de neurônios e das conexões cerebrais - as que ficam se tornam mais fortes e
produtivas. Durante a infância há uma superprodução de neurônios e das conexões entre eles, as sinapses. Esse crescimento é
intenso até cerca dos onze anos para as meninas e doze e meio para os meninos. A partir daí o cérebro escolhe os neurônios e
conexões que são mais usadas e descarta aquelas que parecem inúteis. Quanto mais usamos algumas conexões, melhores e
mais complexas elas se tornam. Por isso, as experiências que temos durante a adolescência, nossos hábitos e sensações moldam
o adulto que seremos.
Então é correto em dizer que a adolescência é o único tempo em que aprendemos alguma coisa? A formação do cérebro vai
responder ao foco que você der a suas atividades nesse período. Por exemplo, se você quiser ser um medalhista olímpico, é
melhor começar antes da adolescência, assim as ligações serão fortalecidas durante a juventude. Se o interesse for apenas ter
uma habilidade musical, o ideal é começar antes do fim da adolescência - quanto mais usamos os neurônios e circuitos, melhores
eles serão.
Uma adolescência difícil, com experiências negativas, pode causar problemas ao cérebro adulto?Muito stress pode ser
realmente negativo. Ele pode causar uma diminuição exagerada de neurônios e sinapses, o que é destrutivo - perdemos mais
células do que deveríamos. Nesse período, a tensão não tem nenhum ângulo positivo.
No entanto, é bastante estressante ter que decidir o futuro antes dos 24 anos. Entendo o que diz. Tudo isso pode, realmente,
parecer muita pressão sobre os jovens. No entanto, acredito que, mais que tensão, podemos ver esses processos como uma
oferta para que o adolescente perceba que pode, ativamente, mudar sua vida. Eles podem ter a responsabilidade sobre o rumo de
suas existências: é mais um convite a refletir sobre esse poder do jovem que uma expectativa sobre o que pode dar errado.
Além da rebeldia e impulsividade, o comportamento típico dos adolescentes inclui tristeza e o tédio com a vida. Por que
isso acontece? Sabemos que o nível basal de dopamina no cérebro não é grande. Ele é baixo e, quando isso acontece, pode
causar irritação, melancolia, tristeza e até depressão. Outro circuito envolvido nisso é o sistema límbico do cérebro, responsável
por nossas emoções mais primitivas. Ele também está mudando, então as emoções, os sentimentos e as sensações podem ser
perturbadas. Por isso os adolescentes parecem viver em uma gangorra de emoções: de um dia de um jeito, no seguinte o
contrário.
Em seu livro, o senhor afirma que a adolescência não é uma fase que temos que suportar até que passe. Porém, todas as
suas difíceis mudanças terminam assim que nos tornamos adultos. Por que isso não deve ser chamado de imaturidade? A
diferença é que um período de imaturidade é visto como um tempo em que somos incapazes. Então aprendemos algumas coisas e
nos livramos dela. A adolescência não é assim. Suas transformações são importantes e devem não só ser vividas, mas também
mantidas. Não devemos nos livrar delas! Os principais aspectos da adolescência são aqueles que todos os estudos de
neurociência indicam como fundamentais para manter o cérebro jovem e saudável.
Como assim? Há quatro aspectos que chamo de 'essência da adolescência': entusiasmo emocional, entrosamento social, busca
de novidades e criatividade. Esses quatro elementos são cruciais durante a adolescência. Viver com paixão, estar rodeado de
amigos, ir atrás de novas ideias e experiências e manter o cérebro sempre criativo são experiências que os adolescentes vivem
intensamente e são elas que, quando adultos, mantêm a mente em boa forma. O cérebro é maleável, muda durante toda a nossa
vida, e pode ser moldado por novas experiências. Podemos, intencionalmente, procurar essas vivências e afetar positivamente o
desenvolvimento cerebral.
O senhor afirma que a adolescência é que dá o 'direito de nascer' ao ser humano. Só nos tornamos humanos após essa
fase? Nascemos com potenciais que podem ou não se realizar. E eles só irão se tornar concretos a partir das mudanças vividas
pela mente adolescente. A adolescência é o momento em que ganhamos a consciência de quem somos e do que podemos ser -
em que nos tornamos humanos de maneira plena.
Adolescentes têm uma alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis
As adolescentes americanas sexualmente ativas e que vivem nas cidades mais importantes dos Estados Unidos apresentam uma
incidência alarmante de doenças sexualmente transmissíveis (DST) -- mesmo aquelas que tiveram apenas um parceiro sexual e
que não tem um comportamento sexual de alto-risco, de acordo com um estudo publicado pelo Centro de Controle e Prevenção
das Doenças (CDC).
"O ambiente social nos quais as garotas estão tendo as relações sexuais pode ser um determinante de risco mais importante para
a ocorrência das DST do que o seu próprio comportamento", escrevem a Dra. Rebecca Bunnell do CDC em Atlanta, Georgia, e
seus colaboradores.
Os pesquisadores estudaram as DST em 650 garotas, com idades entre 14 e 19 anos, que procuraram clínicas para atendimento
de adolescentes nas maiores cidades americanas. As participantes foram entrevistadas, submetidas a exames ginecológicos, e
submetidas a exames laboratoriais parta pesquisa de DST. Um total de 501 garotas retornou para um seguimento de 6 meses,
quando elas foram reexaminadas e novamente entrevistadas. Cerca de 40% das garotas eram portadoras de DST na primeira
consulta; este número caiu para 23% na visita seguinte. A infecção mais comum foi por clamídia, encontrada em cerca de 38% das
adolescentes. Quase que 17% eram portadoras do vírus herpes simplex, e 8% tinham gonorréia. A hepatite B foi encontrada em
0,5%. Cerca de metade daquelas portadoras de gonorréia ou tricomoníase estavam também infectadas por clamídia, observam os
autores.Cerca de três-quartos das adolescentes informaram ter mais de um parceiro regular, com quase um-terço delas relatando
mais de cinco parceiros. Mesmo entre as garotas com um só parceiro, foi encontrada uma incidência de DST de 30%.
"Nestas jovens americanas, a incidência de DST foi extremamente alta", observaram os autores no número de novembro de 1999
da revista The Journal of Infectious Diseases.Eles observam ainda que o grupo de adolescentes estudado era bastante diverso
economicamente, e metade das moças vinham de famílias de classe média. "Nós devemos ter cuidado em não estereotipar este
grupo como vindo apenas de classes mais baixas e com poucos recursos financeiros", completam os autores. Ao observar que
87% das adolescentes portadoras de DST não apresentavam sintomas quando da primeira consulta, os autores afirmam que as
consultas de prevenção, para buscar estas doenças, são críticas nas garotas sexualmente ativas, e recomendam que a clamídia
deve ser pesquisada laboratorialmente a cada 6 meses. Citando a alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis nas
garotas com apenas um parceiro sexual, os pesquisadores concluíram que "é evidente que a monogamia praticada apenas pela
população adolescente do sexo feminino é insuficiente para a prevenção das DST", e pedem uma atitude mais intervencionista das
autoridades e pessoas da área de saúde para reduzir a alta incidência da doença nas adolescentes.
Fonte: The Journal of Infectious Diseases 1999;180:1624-1631.
MULHERES: Existe apenas uma verdade universal, aplicável a todos os países, culturas e comunidades: a violência contra as mulheres nunca é
aceitável, nunca é perdoável, nunca é tolerável. SECRETÁRIO-GERAL BAN KI-MOON Violência contra as mulheres: a situação
O PROBLEMA:A violência contra as mulheres assume muitas formas – física, sexual, psicológica e econômica. Essas formas de violência se inter-
relacionam e afetam as mulheres desde antes do nascimento até a velhice.Alguns tipos de violência, como o tráfico de mulheres, cruzam as fronteiras
nacionais.As mulheres que experimentam a violência sofrem uma série de problemas de saúde, e sua capacidade de participar da vida púbica
diminui. A violência contra as mulheres prejudica as famílias e comunidades de todas as gerações e reforça outros tipos de violência predominantes
na sociedade.A violência contra as mulheres também empobrece as mulheres, suas famílias, suas comunidades e seus países.
A violência contra as mulheres não está confinada a uma cultura, uma região ou um país específicos, nem a grupos de mulheres em particular dentro
de uma sociedade. As raízes da violência contra as mulheres decorrem da discriminação persistente contra as mulheres.Cerca de 70% das
mulheres sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida:As mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência
doméstica do que de câncer, acidentes de carro, guerra e malária, de acordo com dados do Banco Mundial.Violência praticada pelo parceiro
íntimo:A forma mais comum de violência experimentada pelas mulheres em todo o mundo é a violência física praticada por um parceiro íntimo, em
que as mulheres são surradas, forçadas a manter relações sexuais ou abusadas de outro modo.Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS)
realizado em 11 países constatou que a porcentagem de mulheres submetidas à violência sexual por um parceiro íntimo varia de 6% no Japão a 59%
na Etiópia.Diversas pesquisas mundiais apontam que metade de todas as mulheres vítimas de homicídio é morta pelo marido ou parceiro, atual ou
anterior.
 Na Austrália, no Canadá, em Israel, na África do Sul e nos Estados Unidos, 40% a 70% das mulheres vítimas de homicídio foram mortas
pelos parceiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
 Na Colômbia, a cada seis dias uma mulher é morta pelo parceiro ou ex-parceiro.
A violência psicológica ou emocional praticada pelos parceiros íntimos também está disseminada.Violência sexual:Calcula-se que, em todo o
mundo, uma em cada cinco mulheres se tornará uma vítima de estupro ou tentativa de estupro no decorrer da vida.A prática do matrimônio precoce –
uma forma de violência sexual – é comum em todo o mundo, especialmente na África e no Sul da Ásia. As meninas são muitas vezes forçadas a se
casar e a manter relações sexuais, o que acarreta riscos para a saúde, inclusive a exposição ao HIV/AIDS e a limitação da frequência à escola.Um
dos efeitos do abuso sexual é a fístula traumática ginecológica: uma lesão resultante do rompimento severo dos tecidos vaginais, deixando a mulher
incontinente e indesejável socialmente.
Violência sexual em conflitos:A violência sexual em conflitos é uma grave atrocidade atual que afeta milhões de pessoas, principalmente mulheres
e meninas.Trata-se, com frequência, de uma estratégia deliberada empregada em larga escala por grupos armados a fim de humilhar os oponentes,
aterrorizar as pessoas e destruir as sociedades. Mulheres e meninas também podem ser submetidas à exploração sexual por aqueles que têm a
obrigação de protegê-las.As mulheres, sejam elas avós ou bebês, têm rotineiramente sofrido violento abuso sexual nas mãos de forças militares e
rebeldes.O estupro há muito é usado como tática de guerra, com relatos de violência contra as mulheres durante ou após conflitos armados em todas
as zonas de guerra internacionais ou não internacionais.
 Na República Democrática do Congo, aproximadamente 1.100 estupros são relatados todo mês, com uma média de 36 mulheres e
meninas estupradas todos os dias. Acredita-se que mais de 200 mil mulheres tenham sofrido violência sexual nesse país desde o início do
conflito armado.
 O estupro e a violação sexual de mulheres e meninas permeia o conflito na região de Darfur, no Sudão.
 Entre 250 mil e 500 mil mulheres foram estupradas durante o genocídio de 1994 em Ruanda.
 A violência sexual foi um traço característico da guerra civil que durou 14 anos na Libéria.
 Durante o conflito na Bósnia, no início dos anos 1990, entre 20 mil e 50 mil mulheres foram estupradas.
Violência e HIV/AIDS:A incapacidade de negociar sexo seguro e de recusar o sexo não desejado está intimamente ligada à alta incidência de
HIV/AIDS. O sexo não desejado resulta em maior risco de escoriações e sangramento, o que facilita a transmissão do vírus. Mulheres que são
surradas por seus parceiros estão 48% mais propensas à infecção pelo HIV/AIDS. As mulheres jovens são particularmente vulneráveis ao sexo
forçado e cada vez mais são infectadas com o HIV/AIDS. Mais da metade das novas infecções por HIV em todo o mundo ocorrem entre os jovens de
15 a 24 anos, e mais de 60% dos jovens infectados com o vírus nessa faixa etária são mulheres.
Excisão/Mutilação Genital Feminina:A Excisão/Mutilação Genital Feminina (E/MGF) refere-se a vários tipos de operações de mutilação realizadas
em mulheres e meninas.
 Estima-se que mais de 130 milhões de meninas e mulheres que estão vivas hoje foram submetidas à E/MGF, sobretudo na África e em
alguns países do Oriente Médio.
 Estima-se que 2 milhões de meninas por ano estão sob a ameaça de sofrer mutilação genital.
Assassinato por dote:O assassinato por dote é uma prática brutal, na qual a mulher é assassinada pelo marido ou parentes deste porque a família
não pode cumprir as exigências do dote — pagamento feito à família do marido quando do casamento, como um presente à nova família da
noiva.Embora os dotes ou pagamentos semelhantes predominem em todo o mundo, os assassinatos por dote ocorrem sobretudo na África do Sul.
“Homicídio em defesa da honra”:Em muitas sociedades, vítimas de estupro, mulheres suspeitas de praticar sexo pré-matrimonial e mulheres
acusadas de adultério têm sido assassinadas por seus parentes, porque a violação da castidade da mulher é considerada uma afronta à honra da
família.O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) estima que o número anual mundial do chamado “homicídio em defesa da honra” pode
chegar a 5 mil mulheres.Tráfico de pessoas:Entre 500 mil e 2 milhões de pessoas são traficadas anualmente em situações incluindo prostituição,
mão de obra forçada, escravidão ou servidão, segundo estimativas. Mulheres e meninas respondem por cerca de 80% das vítimas
detectadas.Violência durante a gravidez:A violência antes e durante a gravidez tem graves consequências para a saúde da mãe e da criança. Leva
a gravidezes de alto risco e problemas relacionado à gravidez, incluindo aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro e baixo peso ao nascer.O
infanticídio feminino, a seleção pré-natal do sexo e o abandono sistemático das meninas estão disseminados no Sul e Leste Asiáticos, no Norte da
África e no Oriente Médio.
Discriminação e violência:Muitas mulheres enfrentam múltiplas formas de discriminação e um risco cada vez maior de violência.
 No Canadá, mulheres indígenas são cinco vezes mais propensas a morrer como resultado da violência do que as outras mulheres da
mesma idade.
 Na Europa, América do Norte e Austrália, mais da metade das mulheres portadoras de deficiência sofreram abuso físico, em comparação
a um terço das mulheres sem deficiência.
 A violência contra as mulheres detidas pela polícia é comum e inclui violência sexual, vigilância inadequada, revistas com desnudamento
realizadas por homens e exigência de atos sexuais em troca de privilégios ou necessidades básicas.
CUSTOS E CONSEQUÊNCIAS: Os custos da violência contra as mulheres são extremamente altos. Compreendem os custos diretos de serviços
para o tratamento e apoio às mulheres vítimas de abuso e seus filhos, e para levar os culpados à justiça.Os custos indiretos incluem a perda de
emprego e de produtividade, além dos custos em termos de dor e sofrimento humano.
 O custo da violência doméstica entre casais, somente nos Estados Unidos, ultrapassa os 5,8 bilhões de dólares por ano: 4,1 bilhões de
dólares em serviços médicos e cuidados de saúde, enquanto a perda de produtividade totaliza quase 1,8 milhão de dólares.
Um estudo realizado em 2004 no Reino Unido estimou que os custos totais, diretos e indiretos, da violência doméstica, incluindo a dor e o sofrimento,
chegam a 23 bilhões de libras por ano, ou 440 libras por pessoa. Tema 06: Violência contra idosos no Rio mais que dobrou em dez anos
Publicado: 10/01/14 - 6h00 Covardia. Maria Tereza: agredida em novembro, após discussão de trânsito Reprodução/29-11-2013 RIO - A mancha
roxa em torno dos olhos contrastava com a pele alva e vincada pelo tempo de Emília, de 82 anos. Viúva, mãe de três filhos e avó de nove
adolescentes, ela teve o rosto marcado por um soco desferido por um dos netos, dependente de drogas. A agressão sofrida pela aposentada em
meados de 2012 evidenciava uma triste realidade. Naquele ano, 66.004 pessoas com mais de 60 anos recorreram às delegacias para denunciar
algum tipo de violência vivenciada em casa ou na rua. Significa dizer que, a cada sete minutos, um idoso foi agredido ou desrespeitado no estado. Os
números alarmantes integram o “Dossiê pessoa idosa 2013”, divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), que faz um balanço entre os anos
de 2002 e 2012. O relatório transforma em dados estatísticos o drama vivido ao longo de uma década por idosos como Emília, que chegou a relutar
em recorrer à polícia após ser agredida pelo neto caçula, de 14 anos. O documento revela uma tendência de aumento nos casos de violência contra
pessoas da terceira idade. Em dez anos, a quantidade de registros computados cresceu 123,9%, pulando de 29.476, em 2002, para 66.004, em 2012.
Crueldade que salta aos olhos quando se verifica que 180 idosos sofreram algum tipo de violência a cada dia de 2012. Na comparação com o ano
anterior, quando foram computados 61.353, o aumento de registros foi de 7,6%. A análise do dossiê mostra, contudo, que o crime mais praticado
contra a pessoa da terceira idade foi o estelionato, que representa 24,6% dos casos contabilizados. O promotor Alexandre Murilo Graça, que
acompanha as investigações da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade, acrescenta que o golpe mais praticado contra os
idosos é o do falso sequestro, quando bandidos telefonam dizendo que um parente da vítima está em cativeiro.— Nesses casos, a pessoa da terceira
idade acaba pagando o resgate ao falso sequestrador, sem tentar entrar em contato com a suposta vítima — diz.
Vítimas sentem vergonha
Já o furto de dinheiro de contas bancárias é um pouco mais sofisticado. Alguns grupos chegam a usar microcâmeras para filmar o idoso enquanto ele
faz um saque num caixa eletrônico. — Nesse tipo de golpe, é comum que uma mulher se aproxime do idoso, que geralmente tem dificuldade de lidar
com os caixas eletrônicos. A pessoa finge que está ajudando, grava a senha e troca o cartão no momento de devolvê-lo à vítima, que acaba com a
conta raspada — diz o promotor.A vítima desse tipo de ação não sofre apenas com a perda do dinheiro. Segundo a delegada Catarina Noble, é
comum o idoso relutar em buscar a ajuda da polícia, por se sentir humilhado. Caso de um médico, de 85 anos, morador de Copacabana, que teve R$
30 mil levados de sua conta no fim do ano passado. Ele não aceita falar no assunto. Situação semelhante à de Emília, que teve o nome completo
preservado a pedido da família.Nos casos de violência física, que soma 12% dos registros, a vergonha é explicada pelo fato de a maioria dos
agressores ser da família da vítima, ressalta o promotor Luiz Carvalho Almeida. Mas também há outros casos, como o da aposentada Maria Tereza
de Souza Lima, de 63 anos, que foi espancada após uma discussão de trânsito em Vila Isabel, em novembro passado.
Ação: Adesivos alertam para violência contra a mulher
Na última sexta-feira, dia 4 de abril, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada informou que na verdade 26% dos brasileiros, e
não 65%, concordam, total ou parcialmente, com a afirmação de que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem
ser atacadas”. Diante um possível alívio que a notícia poderia gerar, em virtude da diminuição da porcentagem, o Instituto Maria da
Penha organizou uma ação para alertar que, independente do número, o absurdo continua o mesmo e a preocupação com a
violência contra a mulher não pode ser deixada de lado.A campanha criou um adesivo, que pode ser baixado no site do IMP, para
que todas as lojas de roupas femininas, consumidoras e mulheres demonstrem sua indignação. A ação já está em algumas lojas
de São Paulo. Os adesivos em forma de splashes de descontos atraem a atenção dos clientes que passam no local, primeiramente
por sua semelhança com promoções, mas logo que a pessoa se aproxima pode perceber a mensagem: “Não é desconto: é
quantidade de gente que acha que o jeito da mulher se vestir justifica o estupro. Essa loja não apoia isso.”O conceito e a hashtag
da ação #essamodatemqueacabar traduzem um problema social que lidamos há muitas gerações. Para o Instituto Maria da Penha,
a polêmica em torno dos resultados é uma ótima oportunidade para que todos possam se posicionar contra esse tipo de
comportamento, já que a ONG sempre lutou pelo fim da violência contra a mulher. Além do endosso do IMP, a campanha conta
com o apoio de Nanda Queiroz, a jornalista responsável pelo movimento #eunaomerecoserestuprada: “Achei a ideia brilhante, a
gente não pode parar até chegar a zero por cento.”
Maioria diz que conhece mulher vítima de agressão
Sete anos após a criação da Lei Maria da Penha, 56% dos entrevistados dizem conhecer ao menos uma mulher que já sofreu
agressão do marido ou namorado, em levantamento do instituto de pesquisas Data Popular para o instiuto Patrícia Galvão,
dedicado a questões femininas.A pesquisa foi realizada com 1.501 entrevistados, maiores de 18 anos, em cem municípios de
todas as cinco regiões do país.O conhecimento de alguma mulher vítima de violência pela parceiro é mais comum nas classes
mais ricas, A e B: 63%. As classes C (54%), D e E (53%) têm proporções praticamente iguais.Entre todos os entrevistados,
somente 2% disseram nunca ter sequer ouvido falar da Lei Maria da Penha. Apesar disso, 85% deles acham que a Justiça não
pune os agressores como deveria.
A Violência de Gênero
Para superação da hostilidade da natureza no início dos tempos, como forma de sobrevivência, o homem primitivo teve como
princípio vital o fenômeno da violência. Hoje, ela assume uma nova face: a de continuar existindo como consequência da
organização humana no mundo. Outrora e atualmente, retrata o homem e a mulher diante das desigualdades da relação entre
superior e inferior, utilizando o poder com fins de dominação, exploração e opressão.A violência é um desequilíbrio entre fortes e
oprimidos. A violência em suas mais variadas facetas, afeta a saúde, ameaça a vida, produz danos psicológicos e emocionais e,
por fim, provoca a morte. A violência não é só a agressão física, ela é a própria tirania, colocando a mulher sob o jugo do agressor
e resultando assim, a situação de dominação. A violência física é um dos instrumentos que o indivíduo usa para dominar outra
pessoa.O insulto, a humilhação, a agressão sexual são formas de sujeição da mulher, com o intuito de manter o controle total.
Violência de gênero é violência contra a mulher pelo simples fato de ser mulher. E para ilustrar nossa fala exemplificamos com uma
situação de violência doméstica e familiar que aconteceu neste Carnaval de 2012 no interior de Mato Grosso. O fato aconteceu no
último dia 17, na cidade de Confresa (a 1200 km de Cuiabá), quando um homem de iniciais G.C.A., de 20 anos, após ter um
pedido de sexo negado pela mulher, começou a agredir a esposa M.M.S., de 29 anos. De acordo com informações apuradas pelo
Portal Agência da Notícia, G.C.A. chegou em casa em visível estado de embriagues e queria fazer sexo a força com a esposa e
esta se recusou. O marido, então, teria partido para agressão, puxando-a, pelos cabelos, para o quarto. Ainda segundo a polícia,
como não conseguiu levar a esposa para o quarto, o marido pegou uma faca e começou a ameaçá-la. Em meio à confusão, uma
vizinha foi até a residência do casal para saber o que estava acontecendo. Aproveitando a presença da vizinha, a esposa então
acionou a Polícia Militar, que prendeu o suspeito, que foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil. O “homem das cavernas”
deve responder pela lei Maria da Penha.
Porque tanta violência? Denunciar as situações de violência pelas quais as mulheres passam é fundamental para conhecimento
dessa realidade e garantir o fim da impunidade dos agressores. Este é apenas um dos casos que chegam ao conhecimento
público. Minha preocupação é com aqueles que não chegam; com aquelas milhares de mulheres deste Estado e deste país que
ainda sofrem caladas tamanha barbárie. Ana Emilia Iponema Brasil Sotero é professora, advogada, doutoranda em Ciências
Jurídicas e Sociais, palestrante sobre violência de gênero, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato
Grosso e escreve exclusivamente para este blog toda sexta-feira - soteroanaemilia@gmail.com -
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Lei “Maria da Penha”, e suas varias faces
Por: ELVIS JEAN DOS PASSOS
A lei 11.340 de 7 de agosto de 2006, em vigência desde 22 de setembro de 2006, popularmente conhecida por lei “Maria da
Penha", chegou para complicar a vida daqueles que se dizem companheiros, mas que agem de forma extremamente incoerente.
Quando a aplicação e interpretação de algumas normas da lei da a entender questão as mesmas da constituição porem com uma
reafirmação direcionada ao publico feminino, todos somos iguais perante a justiça, além de tudo a lei “ Maria da Penha” fala que
ela é uma forma de proteger a família. Muitas questões estão vagas ainda, quanto a essas diferenciações de gênero feita pela lei,
o que a deixa a mercê de varias interpretações, e a coloca em xeque, tendo em vista que o legislador pensou no âmbito dos
desentendimentos conjugais e acabou deixando o restante da família de fora dos efeitos da lei. Esse tipo de diferenciação entre o
homem e a mulher causa uma marginalização do masculino e essa tentativa de classificar indivíduos e criar rótulos faz com que a
constituição seja ferida, isso não ocorre somente na lei 11.340 de 7 de agosto de 2006, pode ser encontrado em outras leis que
visam proteger os direitos dos “invisíveis” como o Estatuto do Índio (Lei 6.001/1973); a lei dos crimes de preconceito (Lei
7.716/1989); o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990); e o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003). O pretexto de
combater a discriminação cria-se novas diferenciações, em flagrante desrespeito ao princípio da igualdade.No decorrer das ultimas
décadas, ou, para ser mais especifico, após a Carta Constitucional de 1988, as mulheres vêm ganhando cada vez mais o respeito
da sociedade e conquistando alguns espaços que nos tempos remotos eram apenas dos homens. Isso é fantástico! O que não
podemos permitir é que novas normas, como a lei "Maria da Penha", ultrapassam o limite do razoável e venham a inverter o
sentido da igualdade. A Lei Maria da Penha não abrange toda e qualquer violência doméstica contra mulher porque exige conduta
baseada no gênero.O grande problema, é que ainda colhemos frutos de um passado recente, onde o Estado entra na vida das
pessoas, a esfera pública entra na esfera privada e começa a regulamentar sobre coisas que não são da sua competência. Prova
disso é que temos um Código Penal e um Código de Processo Penal ultrapassado, ambos da década de 40, do governo de Getúlio
Vargas (Estado Novo), e um Código de Processo Civil da década de 70, promulgado no apogeu da ditadura militar, por ninguém
mais, ninguém menos que Emílio G. Médici, criador do AI-5 (Ato Institucional nº5), que foi um instrumento de poder que deu ao
regime militar poderes absolutos e cuja primeira conseqüência foi o fechamento do Congresso Nacional por quase um ano.
Todas estas taxações e discriminações feitas para dividir a sociedade na grande maioria dos casos não contribuem para a
igualdade, tendo em vista que faz menções especificas às determinadas classes e gêneros o que feri a constituição federal e os
direitos igualitários. Não seria necessária a criação de nenhuma lei de caráter especifico as estas classes e gêneros se as leis
existentes fossem devidamente respeitadas e cumpridas em sua totalidade sem distinções e sem qualquer definição de gênero.
Um dos fatores responsáveis pela falta de cumprimento das leis é a falta de informação e de conhecimento da grande maioria da
população de diversos setores da sociedade, na própria universidade onde se deduz ter um maior grau de conhecimento destas,
se mostra leigo sobre as leis que regem nosso país, nosso estado, e quanto à própria normatização acadêmica, o que nos mostra
que sem o devido conhecimento dos nossos direitos e deveres diante da sociedade e impossível haver uma cobrança maior para
que nossos direitos sejam respeitados, até aquelas que se dizem beneficiadas pela lei não conseguem distinguir o que a lei
assegura que não era assegurado anteriormente pela Constituição Federal.
BIBLIOGRAFIA
TOURAINE, Alain. O Mundo das Mulheres. Trad. Francisco Moras. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.
ALVES, Fabrício da Mota. Lei Maria da Penha: das discussões à aprovação de uma proposta concreta de combate à violência
doméstica e familiar contra a mulher. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 1133, 8 ago. 2006. Disponível em: . Acesso em: 27 ago.
2010
ALMEIDA JÚNIOR, Jesualdo. Violência doméstica e o Direito. Consulex, n. 244, ago, p. 56-59, 2007.
Revista Magister: direito penal e processo penal, Violência contra a mulher: Lei n° 11.340/06. v. 3, n.13, p. 67-75, ago./set.,
2006
Lei 11.340/2006 disponível em http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2004- 2006/2006/Lei/L11340.htm. Acesso em
20/08/2010
http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/politica/lei-maria-penha-suas-vaias-faces.htm
Valorização do idoso
Maior desafio é fazer mudanças nas políticas sociais e econômicas.
Dr. Luiz Freitag
A atenção para com a saúde sempre foi mais dirigida à criança. Com o aumento mundial do número de idosos no mundo inteiro e,
particularmente no Brasil, somente em 1 de outubro de 2003 foi instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos
assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos (Lei nº 10 741).A Organização Mundial de Saúde (OMS)
considerou 1999 o “Ano Internacional do Idoso” e o lema escolhido foi “Mantenha-se ativo para envelhecer melhor”. A OMS
apresentou soluções para seis grandes mitos que envolvem o envelhecimento no século XXI.Um deles consiste na crença de que
a maioria dos idosos está em países desenvolvidos. Estatísticas recentes esclarecem que apenas 60% vivem nesses países. Para
2.020 espera-se que haverá um bilhão de idosos, sendo que 700 milhões estarão nos países em desenvolvimento.Um segundo
mito supõe que todas as pessoas mais velhas são iguais. Nem sempre. Fatores genéticos, origem étnica e cultural, associados ao
clima em localizações geográficas privilegiadas são responsáveis pelo melhor índice de envelhecimento e sobrevivência.Em
terceiro lugar, criou-se a idéia de que homens e mulheres envelhecem da mesma forma, o que não é verdade. Estatísticas
mundiais comprovam que as mulheres sobrevivem mais do que os homens, principalmente no Japão. O certo é que as mulheres
aceitam com mais facilidade as recomendações médicas e vão com mais freqüencia aos consultórios. Por outro lado, os homens
são vítimas de acidentes, guerras e mortes violentas.Uma outra idéia errônea é a de que os idosos são mais frágeis, o que pode
ter sido verdade até uns 20 anos atrás. Em nossos dias os idosos já estão orientados para manter um estilo de vida que conserve
a boa forma física. A prática de exercícios físicos diários pode manter uma sobrevida de mais 20 anos para quem já está na faixa
dos 60.Outro equívoco é julgar que os mais velhos não têm mais nada a oferecer à sociedade, o que não corresponde à realidade
atual.Finalmente, não se sustenta mais a idéia de que os idosos são um ônus para a sociedade, do ponto de vista financeiro, no
que se refere a aposentadoria e a outros direitos assegurados pelo Estado. É sabido que existe uma correlação entre nível de
renda e saúde, sendo a pobreza um dos fatores de incidência de doenças.A OMS concluiu que “o maior desafio que a sociedade
enfrenta atualmente é a necessidade de examinar e fazer mudanças apropriadas nas políticas sociais e econômicas da saúde e
não o envelhecimento da população."
Carta de um idoso
O dia em que este velho não for mais o mesmo, tenha paciência e me compreenda. Quando derramar comida sobre minha camisa
e esquecer como amarrar meus sapatos, tenhas paciência comigo e lembra-te das horas em que passei te ensinando a fazer as
mesmas coisas.Se quando conversares comigo, eu repetir as mesmas histórias, que sabes de sobra como terminam, não me
interrompas e me escute. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive que te contar milhares de vezes a mesma estória até
que fechasses os olhinhos.Quando estivermos reunidos e sem querer fizer minhas necessidades, não fiques com vergonha.
Compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Penses, quantas vezes, pacientemente, troquei tuas
roupas para que estivesses sempre limpinho e cheiroso.Não me reproves se eu não quiser tomar banho, sejas paciente
comigo.Lembra-te dos momentos que te persegui e os mil pretextos que inventava pra te convencer a tomar banho.Quando me
vires inútil e ignorante na frente de novas tecnologias que já não poderei entender, te suplico que me dê todo o tempo que seja
necessário, e que não me machuques com um sorriso sarcásticoLembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas. Comer, se
vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes. Isso é resultado do meu esforço da minha perseverança.Se em algum
momento, quando conversarmos, eu me esquecer do que estávamos falando, tenhas paciência e me ajude a lembrar. Talvez a
única coisa importante pra mim naquele momento seja o fato de ver você perto de mim, me dando atenção, e não o que
falávamos.Se alguma vez eu não quiser comer, saibas insistir com carinho. Assim como fiz contigo.Também compreendas que
com o tempo não terei dentes fortes, e nem agilidade para engolir.E quando minhas pernas falharem por estar tão cansadas, e eu
já não conseguir mais me equilibrar…
Com ternura, dá-me tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando tu começastes a caminhar com tuas perninhas tão frágeis.
E se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver
com teu carinho ou com o quanto te amo.Compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo, e que é
duro admitir que já não tenho mais o vigor para correr ao teu lado, ou para tomá-lo em meus braços, como antes.Sempre quis o
melhor para ti e sempre me esforcei para que teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido.E até quando me for,
construirei para ti outra rota em outro tempo, mas estarei sempre contigo e zelando por ti.Não te sintas triste ou impotente por me
ver assim. Não me olhes com cara de dó. Dá-me apenas o teu coração, compreenda-me e me apoie como o fiz quando
começastes a viver. Isso me dará forças e muita coragem.Da mesma maneira que te acompanhei no início da tua jornada, te peço
que me acompanhes para terminar a minha. Trata-me com amor e paciência, e eu te devolverei sorrisos e gratidão, com o imenso
amor que sempre tive por ti. Atenciosamente,
Teu velho.
( Autor Desconhecido )
Honra, caráter, autenticidade. Valores que iluminam o ser humano! 01/02/09 | Atualizado em 02/02/09
Homem honrado, riqueza inalienável!
Sua honra é a sua identidade, documento que lhe abre passagem para trilhar qualquer caminho do mundo. É um documento de
vida. Um bem imaterial incomparável, insubstituível.
Nada suplanta o valor da honradez!
Perder a honra é perder a própria referência, é divorciar-se de si, é viver apátrida.
Proceda em todos os momentos com hombridade.
Seja um homem de brio, de “cara limpa”, bons predicados e conceito ímpar.
Se der a palavra, cumpra; se lhe confiarem algo, seja fiel; se falhar, desculpe-se. Seja íntegro, verdadeiro, bom amigo, bom
cidadão, moral ilibada.
E lembre-se sempre: A honra é o pacto entre Deus e o homem. Quebrá-lo é romper o cordão umbilical da dignidade, é findar a
razão da vida, é morrer antecipadamente!
---------- ///// ----------
O documento de maior valor de um homem é o seu caráter!
Primeiro devemos nos valorizar para que depois os outros nos valorizem. E, da valia do caráter o homem jamais pode ser
destituído!
Façamos irradiar nossas qualidades, nosso magnetismo pessoal. Sejamos justos e flexíveis no nosso querer e disputemos o
espaço seguindo os preceitos da boa vivência.
Devemos viver de verdades, não de enganos. Quem hoje vive a enganar, amanhã pela sociedade será desenganado.
Devemos ser solidários.
A convivência sadia une e fortalece a parceria: Hoje precisam de nós, amanhã podemos precisar dos outros.
Devemos nos relacionar com afetividade, respeito mútuo, elevando nosso nome e construindo um bom caráter.
O caráter é ouro:
Raro, e de inestimável valor!
---------- ///// ----------
Você está sendo uma pessoa autêntica quando:
-Não quer seriedade quando está brincando, nem brincadeira quando está sério.
-Não fala de algo que ouviu falar; nem de ter visto o que os outros viram; nem de ter estado onde não esteve.
-Vai atrás de tudo que acredita, mesmo sendo por todos desacreditado.
-Oferece seu pão, esquecendo que também tem fome.
-Une pessoas numa corrente de alegria, quebrando um a um os elos da tristeza.
-Passa uma borracha nas linhas do ódio e as reescreve com a tinta do amor.
-Diz exatamente o que quer dizer, não o que os outros querem ouvir.
-Não faz promessa do que não pode cumprir; mas o que promete, cumpre.
-Mais que nas palavras, tem bondade nas ações.
Inácio Dantas (link is external)
(do livro © “Pequenas Lições de Sabedoria”)
VEJA FLAGRANTE DA TORCIDA DO GRÊMIO OFENDENDO ARANHA
No final da partida contra o Grêmio, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil, o goleiro santista Aranha foi alvo de mais um episódio
lamentável para o futebol brasileiro. O goleiro sofreu insultos racistas de um grupo de torcedores na reta final da vitória por 2 a 0
sobre o time gaúcho, em Porto Alegre, e saiu de campo indignado. Imagens da tevê mostraram claramente uma mulher chamando
o atleta de "macaco". "Eu estava no gol e a torcida começou a xingar de preto fedido, cambada de preto, essas coisas. Fiquei
nervoso, mas estava me segurando. Foi aí que começou um pequeno coro de 'macaco'. Mandei o câmera filmar, mas quando ele
foi mostrar já tinha acontecido. Fico puto, com o perdão da palavra, e dói muito", disse, bastante chateado.Aranha estava revoltado
e as imagens da televisão mostram parte da torcida xingando o jogador de "macaco". "O pior é que fui falar com o juiz (Wilton
Pereira Sampaio) sobre isso e ele falou que eu estava provocando a torcida adversária. Sou preto sim, e se isso é insultar, não sei
mais nada. Claro que não são todos os torcedores que fazem isso na Arena Grêmio, mas sempre tem alguns racistas aqui no
meio", continuou. O goleiro do Santos, fundamental na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio pela Copa do Brasil, acha que mais do que
fazer ocorrência é importante tornar pública a insatisfação com a postura racista dos torcedores. "Já estou dando o recado para
ficarem espertos na próxima partida aqui. Tem leis sobre isso, existe campanha no futebol para combater isso, e a gente sabe que
o torcedor usa de várias maneiras para desestabilizar o adversário. Dói muito, mas tive de fazer minha parte e reagir", concluiu.
Briga entre torcedores deixa uma pessoa ferida
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Elaine Patricia Cruz - Agência Brasil 24.08.2014 - 16h59 | Atualizado em 24.08.2014 - 17h09
Torcedores que se dirigiam ao Estádio do Morumbi, na zona sul da capital paulista, para acompanhar nesta tarde o clássico entre
São Paulo e Santos, pelo Campeonato Brasileiro, se desentenderam e entraram em confronto por volta das 14h30 de hoje (24),
próximo à Ponte Eusébio Matoso, na zona oeste da capital. A informação foi confirmada à Agência Brasil pela Polícia Militar
(PM).Segundo a PM, um torcedor do Santos foi socorrido no pronto-socorro do Hospital Bandeirantes com escoriações leves. A
Polícia Militar não soube informar se os torcedores que se envolveram na briga eram de ambos os times e o número dos que
participaram do confronto. Ninguém foi preso, informou a polícia.Na última quinta-feira (21), um torcedor do Palmeiras teve morte
cerebral após ter se envolvido em uma briga com torcedores do Corinthians. A briga ocorreu no domingo passado (17). O torcedor
Gilberto Torres Pereira foi espancado e sofreu traumatismo craniano durante a briga, que aconteceu no centro da cidade de Franco
da Rocha, na Grande São Paulo.
Editor: Davi Oliveira
Menino suspeito de assassinar a família já tinha tentado matar a avó, segundo amigo
Em depoimento, colega de classe conta que a primeira tentativa de Marcelo havia sido frustrada porque o menino "sentiu
uma coisa ruim no coração"
Família de policiais militares é encontrada morta dentro de casa, no bairro da Brasilândia, Zona norte de São Paulo -
Reprodução/Facebook/VEJA
Marcelo Pesseghini, 13 anos, principal suspeito de ter assassinado os pais, a avó e a tia-avó e depois se suicidado, já havia
tentado matar a avó. De acordo com informações divulgadas neste domingo pelo Fantástico, da Rede Globo, que teve acesso
exclusivo ao inquérito, um amigo do garoto disse em depoimento à polícia que a primeira tentativa de Marcelo de assassinar a avó
tinha sido frustrada porque ele “começou a tremer na hora e a sentir alguma coisa ruim no coração”.Segundo as informações do
Fantástico, a avó de Marcelo teria percebido a tentativa. Mas, como o garoto prometeu que não tentaria matá-la novamente, ela
concordou em não contar nada aos pais dele. Marcelo também teria revelado que pensava em assassinar os pais, e que isso teria
de ser feito à noite, no momento em que estivessem dormindo. Isso teria sido dito ao mesmo amigo que deu carona a Marcelo na
volta da escola, no dia em que o garoto teria se matado.Colegas de classe contaram à polícia que em meados do início do primeiro
semestre deste ano, Marcelo os convidou para fazer parte de um grupo chamado Mercenários. Para participar do grupo, todos
teriam de concordar em matar os pais e fugir para se tornarem matadores de aluguel. Uma amiga disse que, em princípio, aceitou
integrar o grupo. Mas como Marcelo “dizia muitas besteiras, como matar os pais, bandidos e a diretora da escola” decidiu sair do
grupo. Em depoimento, os amigos da escola afirmaram ainda que o garoto, que sempre foi falante e alegre, estava quieto e
parecendo triste no dia dos assassinatos. De acordo com o depoimento da professora de Marcelo, ele não teria levado os materiais
usados em aula porque teria se enganado e pegado a mochila de viagem — nela, a polícia encontrou uma arma, uma faca, rolos
de papel higiênico e cerca de 350 reais em dinheiro.O inquérito policial, que tem sete volumes e mais de 1.200 páginas, é
composto por depoimentos, fotos e laudos que contam a história da execução da família. O delegado responsável pediu mais 30
dias para concluir o caso. Nesse período, segundo o Fantástico, ele espera receber a lista com as ligações telefônicas e as
mensagens de texto dos celulares de todas as vítimas. Para a polícia, no entanto, os laudos já deixam claro como Marcelo matou a
família.Crime — O adolescente Marcelo é suspeito de matar a tiros os pais — o sargento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar
(Rota) Luis Marcelo Pesseghini, de 40 anos, e a cabo do 18º Batalhão Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 36 — a avó, Benedita
Oliveira Bovo, 65, e a tia-avó, Bernardete Oliveira da Silva, 55. Em seguida, Marcelo teria se suicidado. O crime aconteceu entre a
noite de domingo e a madrugada do dia 5 de agosto, na Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo. Justiça proíbe uso de celulares
dentro de salas de aula em Ouro Fino
Medida foi implantada desde início do mês em uma escola estadual.
Segundo juiz, decisão se baseia em uma lei estadual existente desde 2002.
Do G1 Sul de Minas
Uma determinação da Justiça proibiu o uso de celulares dentro das salas de aula de uma escola em Ouro Fino (MG). Conforme a
decisão, agora o professor pode retirar o celular do aluno e entregar à Vara da Infância e Juventude. Conforme a Justiça, o que
gerou a determinação foi o uso abusivo da tecnologia dentro das escolas e principalmente, durante as aulas. O objetivo é melhorar
o desempenho do aluno nos estudos e também dar mais segurança dentro das escolas."Se eles estão na sala de aula, são eles
que sofrem de imediato o problema da falta de atenção. Por isso a escola pediu providências. O Dr. João (juiz) nos chamou lá e
determinou que fosse cumprida a lei", disse a diretora da Escola Estadual Francisco Ribeiro da fonseca, Maria Teresa Cunha.A
medida entrou em vigor desde o início do mês. Ela é baseada em uma lei estadual de 2002 que já trata sobre o tema. segundo o
juiz que determinou o recolhimento dos aparelhos celulares, ele recebeu muitas reclamações de mau comportamento dos alunos e
entre as ações que prejudicavam o andamento das aulas, muitas estavam ligadas ao uso indevido do telefone."Estava
prejudicando o ensino e assim a qualidade das aulas, dispersando os alunos. Resolvemos então que seria uma medida importante
cumprir essa lei dentro da sala de aula, sobretudo na Escola Estadual Francisco Ribeiro da Fonseca", disse o juiz.Em 10 dias, mais
de 20 aparelhos foram recolhidos. Os aparelhos vão ser devolvidos, mas os alunos terão que buscá-los no Fórum.Regras de
etiqueta fazem parte da boa educação. A informalidade excessiva que assola o Brasil, fez com que as regras de etiqueta, que
fazem parte da educação de um povo, tenham ficado esquecidas, na mente dos mais velhos, que não conseguiram transmiti-las
para seus filhos. Talvez por entender, erradamente, que as boas maneiras estabelecidas pelas regras de etiqueta, pertenciam a
um mundo que deveria ser esquecido, pela rigidez dos costumes, fizeram com que a população de modo geral, abandonasse
pequenas atitudes que são essenciais para uma boa convivência. Passou a prevalecer o excesso de informalidade nas relações,
começando com o uso dos pronomes pessoais, onde é comum ver uma criança, tratando os mais velhos por tu, coisa impensável
em muitas culturais orientais. Nesta informalidade tudo é permitido. Talvez seja uma das razões, porque as relações andam tão
frágeis e acabem por qualquer motivo, porque a noção de respeito, deve existir em todas as relações, mesmo entre marido e
mulher e pais e filhos, única maneira de manter um grupo unido, fraterno e solidário. O aumento da população, principalmente nos
grandes centros, a competição acirrada em todas as áreas, a pressa que tomou conta de todos, a violência que amedronta, a
quantidade de impostos pagos que sacrifica a povo, tudo acontece porque a sociedade se tornou altamente competitiva,
esquecendo os valores tão importantes, para ter qualidade de vida. Somente resgatando valores será possível segurar essa
torrente de coisas, que tem causado tantos transtornos para quem vive em coletividade. É preciso haver um balizador que
restabeleça os princípios de boa educação, onde estão inseridas as regras de etiqueta em sociedade, que tem a finalidade de
estabelecer a boa convivência coletiva. Os noticiários internacionais destacaram o fato do bilionário Bill Gates, ter cumprimentado a
Presidente da Coréia do Sul, com uma mão no bolso. O gesto chocou os orientais, que mantém regras rígidas de convivência e de
etiqueta, sendo considerado o gesto como uma grosseria. Isto prova que dinheiro não é um diferencial de boa educação. O gesto
mostrado em foto é um bom exemplo para não ser seguido, uma vez que jamais se deve cumprimentar uma pessoa com uma mão
no bolso, muito menos uma senhora.
A seguir algumas atitudes que fazem parte das regras de etiqueta em sociedade.
1 – Chegar sempre no horário.
2 – Cumprimentar os mais velhos de forma formal. O senhor ou senhora e não tu.
3 – Informalidade nas relações, somente se o outro permitir.
4 – Agradecer sempre, uma gentileza, uma informação, um cumprimento.
5 – Pedir licença, para entrar, para passar por uma pessoa na rua, para sentar.
6 - Pedir desculpas ao tocar num desconhecido, seja na rua, no ônibus ao sentar.
7 – Dar lugar a pessoas idosas nos transportes coletivos.
8 – Cuidado ao andar apressado na rua. Não toque em ninguém e deixe passar.
9 – Saber ouvir e não interromper quem está falando.
10 – Não monopolizar uma conversa, mostrando que sabe tudo.
11 – Não espirrar sem levar o lenço ao rosto.
12 – Não telefonar antes das 8 ou após as 22 horas, a não ser em emergência.
13 – Não furar fila, alegando desculpas.
14 – Não deixar de responder a ninguém.
15 – Ser gentil com a família, com amigos e principalmente no trânsito.
Os pais precisam ensinar a seus filhos a serem educados com todos e as escolas precisam dedicar um tempo para reforçar estes
ensinamentos, porque isto é importante para a vida em sociedade.
Precisamos copiar modelos existentes de culturas, mais evoluídas como dos orientais e com destaque para o Japão, País que é
um exemplo de convivência pacífica ? ordeira de seu povo, que segue regras de convivência e de etiqueta, evitando muitos
transtornos e problemas de saúde, uma vez que ao sair a rua, se estiver gripado deve usar máscara no rosto, para não contaminar
os demais.
Usam a gentileza e a humildade para demonstrar o respeito que sentem por cada indivíduo, numa demonstração clara do desejo
de conviver bem com todos. Isto é educação
A Importância Do Abraço
http://pme.pt/a-importancia-do-abraco/
Todos os dias cumprimentamos alguém. Seja o filho, a mãe, a senhora da limpeza, o segurança, o vizinho, o colega de trabalho, o
chefe, todos eles merecem um cumprimento através de um comum aperto de mão ou de um beijo ritual. E o abraço? Porque não
nos abraçamos quando cumprimentamos alguém, se a sensação de o fazer é tão extraordinária? emoção que sentimos quando
abraçamos alguém é de uma qualidade incomensurável. Através deste simples gesto conseguimos sentir a proximidade do outro e
identificá-lo como um semelhante. No fundo um abraço é reconhecer sem falar, que somos todos iguais e que mesmo não nos
conhecendo, estamos juntos no caminho em direção à fraternidade e à comunicação generosa, características fundamentais num
mundo em constante mudança.Provavelmente já deu conta que tipicamente as crianças quando se magoam procuram de imediato
o abraço reconfortante da mãe ou do pai, que, de forma instantânea melhora a situação, ou resolve-a por completo. Outra situação
espontânea que faz surgir o abraço é a situação de um trauma emocional de um ente querido ou de algum conhecido. Ao oferecer
um abraço, um colo amigo, já estamos a tornar a situação mais fácil e menos complexa. Assim sendo, é fácil compreender que o
abraço nos está no ADN como forma instintiva de nos ajudar a lidar com a dor. É uma reação instantânea, quase como uma receita
pronta a cozinhar, de um bem-estar imediato que nos alivia nos momentos menos bons.Entrando no domínio psicológico é
interessante saber que está provado que mesmo quando não há ninguém por perto para nos abraçar ou para abraçarmos,
podemos obter algum conforto abraçando uma almofada, um animal de estimação, um peluche ou mesmo uma árvore. Por outro
lado, e de forma mais quantitativa a psicoterapeuta Virginia Satir, defendeu que “Precisamos de quatro abraços por dia para
sobreviver. Precisamos de oito abraços por dia para nos manter. Precisamos de doze abraços por dia para crescer.”Para além
disso, e ainda ao nível científico, investigadores da Universidade da Carolina do Norte descobriram que mesmo sendo breve
(bastam apenas 20 segundos) um abraço dado pelo parceiro/amigo/ente-querido, pode ajudar não só a reduzir os níveis de cortisol
que contribuem para o stress, mas também a reduzir a pressão arterial.Se ainda não ficou convencido dê uma olhadela ao top 5
dos motivos para dar/receber um abraço em qualquer altura do dia:
1. Abraçar liberta oxitocina no sangue. Esta hormona é responsável pelo fortalecimento de laços entre os entes queridos e
também a pelo aumento da resposta de solidariedade entre estranhos, levando a um aumento do bem-estar. Ou seja, um abraço é
um vício sem efeitos secundários negativos!
2. Abraçar reduz o stress e a pressão arterial. Não há nada melhor do que um abraço para reduzir a ansiedade, e por
consequência ao fluidizar o sangue estará também a reduzir a pressão arterial.
3. Abraçar é uma boa ação recíproca. Nunca sabemos quais as emoções pelas quais as outras pessoas estão a passar, porque
tipicamente na sociedade atual fomos formatados para não demonstrarmos as nossas verdadeiras emoções, sob pena de nos
mostrarmos vulneráveis. Um abraço pode mudar a vida a qualquer pessoa ao quebrar o esquema mental de um dia menos bom,
devolvendo-lhe uma sensação de felicidade.
4. Abraçar faz-nos sentir plenitude e êxtase. Como os nossos corpos estão cheios de terminações nervosas ao tocarmos noutro
corpo estamos a permitir a satisfação de um desejo subconsciente que é o do toque.
5. Abraçar permite-nos realinhar a mente com o corpo. Na correria do dia-a-dia fazemos tudo de forma pouco consciente
porque não temos tempo para nada. Um abraço quebra este registo. Dá-nos a sensação de um novo fôlego, de um momento
prolongado, de um dia infinito e de uma satisfação plena gerada pelo realinhar do corpo com a mente.
Foram apenas 5 os motivos para que se sinta a fim de dar e receber abraços no seu dia-a-dia. A parte mais difícil foi demonstrar-
lhe os benefícios comprovados deste “tratamento”. Agora é a sua vez de o pôr em prática! Procure arranjar 5 maneiras de todos os
dias, durante os 5 dias da semana conseguir comprovar a eficácia destes 5 motivos.
Somos seres sociais que precisam do reconhecimento, ainda que silencioso, de outro ser humano, para que a nossa própria vida
faça sentido, porque é exatamente nesse estado em que as conexões são promovidas, e através do tempo que dão para apreciar
e reconhecer o outro, estão elas próprias a assumir a sua universalidade e a perpetuarem o seu bem-estar.
O mundo atual é um lugar ocupado pela azáfama e pelo movimento, onde corremos incansavelmente na direção do cumprimento
de determinada tarefa. O segredo da execução de um simples abraço consiste no facto de ele nos permitir abrandar e tirar um
momento para oferecer sinceridade, amor e doçura ao longo do dia, levando-nos automaticamente ao realinhamento da nossa
alma com o nosso corpo.
Menina que foi estuprada e morta mandou carta ao Papai Noel uma semana antes de crime
Na carta, ela pede também cesta básica para a mãe, que diz ser "muito especial e cuida de nós sozinha"
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
26/12/2013 16:51:00
Menina foi encontrada morta em obra
Uma semana antes de ser assassinada, a garota Iasmim Martins de Souza Silva, 8 anos, escreveu para o Papai Noel dos Correios
pedindo presentes para ela e para familiares. Uma administradora de empresas pegou a carta e ao ler notou que se tratava de
Iasmim, que foi morta a pauladas depois de ser estuprada em Catalão (Goiás). A voluntária, que não quis se identificar, atendeu
aos pedidos feitos e presenteou a mãe e os irmãos da menina. Na carta, a garota pede roupas, sapatos e cesta básica. "Meu nome
é Iasmim. Tenho 8 anos, preciso de sapatos e roupas para mim e meus irmãos. Quem tiver para dar também mochilas e
brinquedos, também aceito. Queria pedir uma cesta (de alimentos) para minha mãe, pois ela é muito especial e cuida de nós
sozinha. Quem ler essa carta, e puder ajudar, ficarei abençoado (sic) e agradeço a Deus. Desejo um feliz Natal para quem tiver
roupas para doar para minha mamãe. Fico agradecida. Feliz Natal", diz a carta. A voluntária ficou emocionada ao perceber que a
carta era da garota assassinada. Ela procurou a família da criança para entregar os presentes. "A família inteira ganhou. Chegaram
roupas e brinquedos para o irmãozinho pequeno. Também ganhamos a cesta que ela pediu. Ela (Iasmin) pensava em todo
mundo", disse a mãe da garota ao G1. Leidiane disse que ficou feliz em receber os presentes, mas que deseja mesmo era ter a
filha com ela durante o Natal. "É muita saudade, pois eu pensei que este ano passaria o Natal com ela. O vazio é muito grande".
Carta que a menina fez pedia presentes para irmãos e mãe
Crime
A menina foi encontrada morta no último dia 9 em uma obra da cidade de Catalão. Ela estava desaparecida desde o dia anterior,
quando saiu da casa da avó para ir encontrar a mãe em uma feira onde ela estava trabalhando.
Na manhã seguinte, um pedreiro encontrou o corpo na obra onde trabalha. "Cheguei e nós trabalhamos um pouquinho. Quando
olhei lá dentro, me deparei com a criança morta lá e chamei outro colega meu para olhar. É triste de ver. A cena é lamentável",
lembra Luizmar Bernardes.
As investigações sobre o crime continuam. Um pedreiro de 37 anos, considerado suspeito, chegou a ser preso porque tinha
mandado de prisão contra ele em aberto por outro crime. Ele negou a autoria do crime e disse que Iasmim era amiga de sua filha.
Ele está preso em uma cela especial da cadeia de Catlão, porque no presídio local sua presença causou uma tentativa de rebelião
usada em carta ao padrasto
Menina disse à polícia que era violentada desde os 4 anos de idade
Foto: Quioshi Goto / Jornal da Cidade / Especial para Terra
Uma menina de 9 anos, cujos padrasto, avô e mãe foram presos na quarta-feira em Itapuí, a 258 km de São Paulo, após suspeitas
de abusos sexuais contra a criança desde que ela tinha 4 anos de idade, escreveu carta ao padrasto em que diz que ele "nunca
mais vai fazer isso com ninguém". A criança diz que "nunca mais vai esquecer" do que o padrasto fez. O padastro, de 23 anos, e o
avô, de 44 anos, seriam responsáveis pelos abusos, enquanto a mãe, de 28 anos, disse à polícia que aceitava a situação por ser
"completamente apaixonada" pelo marido. A própria menina pediu ao delegado para escrever uma carta ao padrasto e outra ao
avô relatando o seu sofrimento. De acordo com o delegado, o padrasto admitiu o crime. Leia a carta da menina na íntegra:
"Eu nunca mais vou esquecer o que você fez e quando você falou para eu orar eu não sei se vou conseguir orar para você, porque
fez aquilo comigo e eu não queria fazer. Pode até pensar que sabe, mas se estiver preso não pode fazer mais nada até que saia.
Todo mundo acreditou em mim porque eu falei a verdade e eu não menti. Você nunca mais vai fazer isso com ninguém".
Ex-prefeito de Lábrea é responsabilizado por trabalho escravo infantil
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Dois meninos de 11 anos estão entre os 21 resgatados trabalhando para ex-prefeito Gean Campos de Barros e seu genro,
Oscar da Costa Gadelha
Por Daniel Santini
O ex-prefeito de Lábrea, Gean Campos de Barros (PMDB) e seu genro, Oscar da Costa Gadelha, foram responsabilizados pela
exploração de 21 pessoas em condições análogas a de escravos na produção de castanha-do-pará em Lábrea, no Amazonas.
Entre os resgatados estavam dois adolescentes e quatro crianças, incluindo dois meninos de 11 anos que, assim como os demais,
carregavam sacos cheios de castanhas em trilhas na mata e manuseavam facões longos, conhecidos como terçados, para
abertura dos ouriços, os frutos da castanha. A reportagem tentou entrar em contato com os empresários para ouvi-los sobre o
flagrante, mas não conseguiu localizá-los.
Menino de 11 anos com a camisa do Flamengo carregava saco de 25 kg de castanhas descalço na mata quando foi encontrado
pela fiscalização. Adultos chegam a transportar cargas de mais de 50 kg. Fotos: Divulgação/MTE
A libertação aconteceu em operação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Polícia
Federal, realizada entre 16 a 28 de março em castanhal localizado dentro da Reserva Extrativista do Médio Purus, acessível a
partir da comunidade ribeirinha de Lusitânia, nas margens do rio Purus. “O que mais nos chamou a atenção foi a questão das
crianças. Vimos meninos carregando sacos de 25 kg dentro da floresta, andando até quatro quilômetros descalças”, conta o
auditor André Roston, coordenador do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do MTE. “Para ajudar, um policial pegou o saco e
começou a carregar, mas ele não aguentou chegar até o final. É um trabalho muito pesado e as crianças estavam submetidas ao
sistema de exploração estabelecido.”
Garoto de 11 anos manuseia facão no barco e na abertura de ouriço de castanha-do-pará
Os facões, mais longos que o antebraço de alguns dos meninos, como é possível visualizar na foto ao lado, eram utilizados para
abrir os duros frutos da castanheira e extrair as sementes. Nenhum dos trabalhadores utilizava proteção e, segundo a fiscalização,
um dos garotos de 11 anos estava com o dedo indicador cortado, ferimento decorrente de acidente enquanto exercia a atividade.
Tanto o “transporte, carga ou descarga manual de pesos” acima de 20 kg para atividades raras ou acima de 11 kg para atividades
frequentes, quanto a “utilização de instrumentos ou ferramentas perfurocortantes, sem proteção adequada capaz de controlar o
risco” estão entre as piores formas de trabalho infantil, conforme estipulado pela lei número 6.481/2008, com base na Convenção
182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
À equipe de fiscalização, em depoimento, Oscar Gadelha confirmou o uso de trabalho infantil e defendeu que o emprego de
crianças e adolescentes na atividade é “uma certa forma é até uma maneira de educar”.
Reserva extrativista e o sistema de barracão
A exploração de trabalho escravo infantil aconteceu em uma unidade de conservação federal, a Reserva Extrativista do Médio
Purus. A área de preservação foi criada como resultado de intensa mobilização social, processo detalhado na obra “Memorial da
Luta pela Reserva Extrativista do Médio Purus em Lábrea, AM: Registro da mobilização social, organização comunitária e
conquista da cidadania na Amazônia””, e garante às comunidades ribeirinhas o direito de desenvolver atividades extrativistas na
região.
Local em que o resgate aconteceu. Clique na imagem para navegar pelo mapa
Os castanhais, em questão, porém, eram tratados como propriedade privada, e o grupo econômico formado por Oscar Gadelha e o
ex-prefeito Gean Barros determinava exclusividade na extração. Além de ser encaminhado ao MPT e à PF, que acompanharam a
ação, o relatório da fiscalização foi enviado também ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Instituto Chico Mendes de
Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Não é a primeira vez que Gean Barros se posiciona contra as áreas de proteção.
Durante sua gestão, o político chegou a tentar impedir fiscalizações de crimes ambientais ocorridos nas reservas extrativistas, e
foi processado pelo MPF por ter, em 9 e 10 de março de 2010, incitado “uma manifestação popular na praça central do município,
com o objetivo de impedir a fiscalização do ICMBio e expulsar os fiscais do município”.
O controle da exploração comercial na reserva federal era feito por Oscar Gadelha, e o sistema era financiado e estruturado pelo
ex-prefeito, o que configurou a formação de grupo econômico familiar, segundo a fiscalização. O coordenador da ação explica
que a escravidão foi caracterizada por diferentes fatores, incluindo o uso do sistema de barracão, mecanismo clássico de
exploração de trabalhadores, ribeirinhos e comunidades indígenas, ainda comum em frentes de trabalho e áreas isoladas na
Amazônia. No controle das redes de abastecimento, os regatões (comerciantes de grandes barcos) e senhores de barranco como
são conhecidos os que monopolizam o comércio, vendem itens básicos com sobrepreço e compram a preços irrisórios, criando
relações de dependência, se beneficiando de dívidas e impondo restrições de locomoção.
Sacos de castanha coletados na floresta pelos trabalhadores resgatados
No caso específico, Gadelha fornecia desde itens básicos como açúcar, café, óleo vegetal, sabão, arroz, carne em conserva, leite
em pó, bolacha, até itens essenciais para o trabalho, como gasolina e diesel para o transporte por barcos, além de botas, terçados
e lanternas. Na mata, ele cobrava cerca de 20% a mais do que o preço que os mesmos itens eram comercializados em Lábrea.Os
trabalhadores só recebiam após o fim da safra, e dependiam do barracão para sobreviver.
Trabalhadores recebiam R$ 1,5 por quilo de castanhas coletadas
Os bens adquiridos em um armazém eram descontados aos ganhos com produção, e, sem controle ou opção, alguns recebiam R$
100 ou R$ 200 por todo trabalho realizado durante a safra. Há também depoimentos de trabalhadores que terminaram o período
endividados e tiveram de trabalhar na safra seguinte para pagar o barracão. O emprego das crianças pelos pais está relacionado à
preocupação das famílias em tentar aumentar os ganhos. “Estamos falando de um sistema de barracão com um barracão físico.
Um paiol para armazenas as castanhas, além do armazém e da casa grande. É um sistema clássico”, explica o auditor André
Roston.
Nesse contexto, mesmo os programas sociais têm limitações de alcance. Na área urbana de Lábrea, há denúncias
de que comércios locais retêm cartões de benefícios como Bolsa Família e Bolsa Floresta, com as respectivas senhas a título de
garantia de dívidas de ribeirinhos e índios.
Condições degradantes
Além dos 21 trabalhadores resgatados, a fiscalização também constatou que outros 16, incluindo mais crianças e adolescentes,
foram submetidos anteriormente às mesmas condições. Eles não foram libertados porque não estavam trabalhando no período do
resgate, mas também receberam seus direitos trabalhistas. Ao todo, o valor líquido das rescisões pagas ao grupo é de R$
58.978,42.
Um dos grupos usava como alojamento abrigo improvisado erguido sobre o rio, sem paredes ou proteção contra o vento.
Trabalhadores dormiam em redes
Os trabalhadores viviam e trabalhavam em condições de degradação humana. Entre os resgatados durante a fiscalização,
parte vivia em um abrigo improvisado, parte em um barco apertado e os demais em casas nas comunidades ribeirinhas vizinhas.
Sem estrutura mínima, os alojamentos inadequados não garantiam nem privacidade nem proteção contra chuvas ou temporais.
Nas frentes de trabalho, algumas distantes a mais de uma hora e meia de caminhada, não havia estrutura ou abrigo na mata, nem
abastecimento de água potável, banheiros ou itens básicos de higiene, como papel higiênico. Os rios eram utilizados tanto como
fonte de água quanto como espaço para lavar a louça e tomar banho. Sem banheiros ou fossas, as necessidades eram feitas na
mata ou nas águas. Na fiscalização, a equipe encontrou a comida de todo o grupo, peixe com farinha, armazenada em um balde
que já havia servido para transportar tinta. Sem pratos ou talheres, as pessoas comiam direto do balde com as mãos.
Balde com peixe e farinha onde era armazenada a comida de toda uma frente de trabalho. Sem talheres ou pratos, coletadores
comiam com as mãos direto do recipiente
Além da degradação humana, também foram constatados riscos de segurança onde os adultos, adolescentes e crianças ficavam.
Entre eles, a ameaça de o ouriço, o pesado e duro fruto da castanheira, se desprender da árvore e atingir pessoas. Nem
capacetes, nem malhas metálicas para o manuseio de facas ou qualquer outro tipo de equipamento de proteção eram fornecidos
pelos empregadores.
Além de André Roston, que coordenou a ação junto com a também auditora fiscal Márcia Ferreira Murakami, da Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia, também participaram os auditores João Ricardo Dias Teixeira, Júlio César Cardoso
da Silveira, Marco Aurélio Peres; o procurador Rogério Rodrigues de Freitas da Procuradoria Regional do Trabalho de Bauru; e os
policiais federais Camila Pinheiro Simmer e Fabiano Ignacio de Oliveira, da 11ª Delegacia; Júlio de Melo Arnaut, da 2ª
Delegacia; Ruan Cleber Torres Cruz, 4ª Delegacia; Wandercleysson de A. Souzada da 1ª Delegacia; e Willian Pascoal Pereira
da 14ª Delegacia.
* Matéria produzida com apoio da Fundação Rosa Luxemburg
O que é Abuso Sexual?
O abuso sexual ocorre quando existe um jogo, ou até mesmo o ato sexual, entre pessoas de sexo diferente, (ou do mesmo sexo),
em que o agente abusador já tem experiência, e visa sua satisfação sexual.
Estas práticas geralmente são impostas às crianças ou adolescentes, através de violência física, ameaças, ou em alguns casos,
induzindo-as, convencendo-as.
com uso de violência ou ameaça:
induzindo, convencendo:
No abuso sexual, a criança é despertada para o sexo precocemente, de maneira deturpada, traumática, ficando com marcas para
o resto da vida, podendo desenvolver comportamentos patológicos como aversão a parceiros do mesmo sexo do abusador ou, por
outra, promiscuidade e uma sexualidade descontrolada, entre outros.
A criança ao ser abusada sexualmente é desrespeitada como pessoa humana, tem seus Direitos violados, e o pior: na maioria das
vezes, dentro de seu próprio lar, por quem tem a obrigação de protegê-la.
As marcas, as conseqüências do abuso sexual podem ser físicas ou psicológicas. Geralmente ficam as duas.
O abuso sexual pode se dar de várias formas, e com ou sem contato físico.
Você tem direito a viver uma vida livre de toda e qualquer forma de violência.
O abusador geralmente ao praticar o abuso sexual toca fisicamente a vítima, mas pode haver abuso sexual sem o toque físico.
O abusador pode tocar a vítima sob forma de carícias, tanto como um beijo, ou alisadas, seja nos seios ou em outras partes do
corpo (inclusive os órgãos sexuais), às vezes chegando a manter relações sexuais: tanto vaginal quanto anal. Há muitos casos de
gravidez decorrente de abuso sexual.
O sexo oral é uma forma de sexo muito utilizada pelos abusadores, e transmite doenças sexualmente transmissíveis da mesma
forma que o sexo vaginal e anal, o que significa também risco de contaminação pelo vírus da AIDS).
Já no abuso sexual sem contato físico, alguns abusadores se limitam a olhar suas vítimas trocarem de roupa, tomarem banho,
etc. É o "voyeur".
Há o tipo de abusador que expõe os órgãos sexuais para suas vítimas. Este tipo tanto acontece na rua, como em casa. É o
"exibicionista".
Alguns abusadores vêem fitas e revistas pornográficas com suas vítimas, alegando que precisam "ensiná-las", despertando sua
sexualidade de uma forma precoce e deturpada. Às vezes, nestes casos, o abusador chega a manter contatos mais íntimos, sob a
desculpa que "está apenas ensinando", à vítima.
ou
Acontece ainda com freqüência, que o abusador "paga" à criança em dinheiro ou em doces, dá presentinhos, para que ela permita
que ele a toque intimamente, abuse de seu corpo de diversas formas. Esta forma é mais utilizada nas comunidades de baixa
renda.
Os adultos abusadores na maioria das vezes são parentes de sangue da criança ou adolescente: (pai, irmãos, avós, tios, etc) ou
parentes por afinidade:padrasto, esposo da tia, etc.) ou são simplesmente responsáveis pelos mesmos: tutor, padrinho, etc).
Se você foi ou está sendo vítima de abuso sexual, precisa falar a respeito com quem pode lhe ajudar.
Você pode evitar conseqüências muito graves: gravidez, AIDS, ou até a morte. Gravidez na adolescência, além de transtorno, é
sempre uma gravidez com riscos. Se o abusador for pai ou outro parente, maiores os riscos de um filho com problemas de má
formação congênita.
Um abusador para não ser descoberto pode praticar desatinos. Previna-se. Se você é ou foi abusado(a), procure ajuda logo.
Infelizmente há muitos casos de mães omissas: fingem não ver o que seus maridos ou companheiros praticam com seus (suas)
filhos(as).
Você pode procurar o Conselho Tutelar da localidade onde mora, o(a) Juiz(a) ou o(a) Promotor da Vara da Infância e Juventude
de sua cidade, ou nos mandar um e-mail:
Mas, não tenha medo. Procure ajuda. é muito importante.
As conseqüências são muito graves. Fale. Bote a boca no trombone. Estamos aqui para lhe ajudar.
Você não está só.
NÃO TENHA MEDO
É hora de falar, de dar um basta.
Conseqüências do Abuso Sexual Intra-familiar
As conseqüências do abuso sexual são delicadas, e ainda mais delicadas, quando o abuso é praticado por um membro da família,
por quem deveria proteger a criança ou o adolescente.
As vítimas crianças ou adolescentes devem ser levadas a um psicólogo assim que seus responsáveis tomam conhecimento dos
fatos ocorridos.
Há conseqüências do ponto de vista: psicológico (traumas), físico (doenças sexualmente transmissíveis), etc.
Quanto ao aspecto psicológico, sabemos que a situação é muito delicada, principalmente nos casos em que o abusador é pai ou
padrasto.
Além de serem maioria, são mais delicados e difíceis de serem descobertos, pelo fato de ser o abusador uma pessoa querida, o
que torna mais confuso, na cabeça da criança ou do adolescente, perceber que "aquilo" que acontece é uma violência, que
aquele comportamento foge à normalidade, é uma violência, contra a criança e o adolescente.
Há registros de casos de abuso, que o pai alegava com as carícias, que estava "ensinando" à criança o que era o sexo, etc. Que
isso era normal.
Como também há alguns pais que chegam a dizer que eles puseram a filha no mundo, então podem ser eles a desvirginá-las.
Uma criança abusada sexualmente tem tido poucas saídas.
Como maus-tratos a violência sexual ainda é tabus, a criança ou adolescente às vezes não tem com quem desabafar, em quem
confiar, e o abuso continua acontecendo.
Isto, se não houver ameaças no caso de a criança ou o adolescente falar para alguém o que lhes acontece.
As ameaças mais comuns são de que se a vítima contar para alguém, o abusador a mata, bem como sua mãe e irmãos. Há
vários casos com este histórico registrados na Delegacia de Repressão aos Crimes contra Crianças e Adolescentes da DPCA-
Polícia Civil de Pernambuco (Recife/PE) com este mesmo histórico.
Algumas vezes, a genitora da criança vítima sabe ou desconfia de que seu filho ou filha (tanto meninos quanto meninas são
abusados) vem sofrendo abuso sexual por parte de seu companheiro, mas não tem coragem de enfrentar a situação, de defender
seu filho ou sua filha. Continua a fazer de conta que não sabe de nada.
A criança ou adolescente chega a adoecer por conta dos abusos, tanto físicos como sexuais.
A criança abusada muitas vezes é também vítima de maus-tratos físicos, e termina fugindo de casa, passando a ser vítima de
outras formas de violência nas ruas, na casa de parentes, ou passando a se prostituir.
Há casos em que a criança fica totalmente viciada na prática sexual precoce.
Em muitos casos quando o abuso é descoberto, há uma outra problemática familiar a ser tratada, quando quem abusa da vítima é
quem mantém a família.
Muitas vezes a criança é que termina sendo acusada de ter causado a desagregação familiar. Em vez de ser o adulto apontado
como culpado, muitas vezes, a criança é que termina com este sentimento de "culpa".
Algumas vezes, a própria criança ou adolescente termina desmentindo o abuso sexual, na tentativa de reverter a problemática
surgida no quadro familiar, na tentativa de não mais ter "a culpa" dos acontecimentos (como se fosse dela), assumindo até uma
suposta mentira - o que geralmente é feito por indução de um adulto. E o abuso continua a ocorrer.
Várias são as conseqüências psicológicas do abuso sexual, que influenciarão na vida sexual da vítima quando adulta, caso não se
submetam a uma terapia.
As conseqüências do abuso sexual do ponto de vista físico, da saúde são muito sérias, principalmente levando-se em conta as
doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a AIDS, isto sem falarmos nos casos em que a vítima sofre lesões graves
causadas pelo abusador.
Há casos de gravidez decorrente de abuso sexual praticado pelo próprio pai ou padrasto. Nestes casos acarreta conseqüências
físicas, psicológicas, sociais etc. Inclusive há registro de padrastos que engravidaram enteadas, antes que os abusos fossem
descobertos, e pai que uma de suas filhas teve dois filhos seus, e a esposa, mãe da criança sabia de tudo. E calava. Caso este
inclusive divulgado na imprensa do Sul do País.
Um abusador sexual, é uma pessoa que não tem uma vida saudável, não se preocupando com o bem-estar da vítima, e
logicamente não se preocupando com a possibilidade de transmitir as doenças que porventura tenha. E é muito fácil tê-las, uma
vez que tem uma vida sexual geralmente à margem da normalidade.
Portanto, podemos dizer sem receio, que o abuso sexual também coloca a vida da vítima em risco.
O comportamento humano nas organizações Por Anderson Tonnera para o RH.com.br
O comportamento humano dentro das organizações tem mudado ao longo dos anos e exigindo dos líderes o desenvolvimento de
novas habilidades, bem como a melhoria do processo de comunicação, seja ela horizontal ou vertical. É importante que a liderança
seja acima de tudo, uma posição (não apenas uma função ou cargo) e para isso, os líderes precisam entender bem o
comportamento humano e atuar sobre ele de forma proativa.Os estudos nesta área são grandes, onde teóricos afirmam que o
comportamento humano pode ser resultado de vários itens, desde a formação genética até a sua inserção social. A grande
verdade é que não existe um único fator que determine o comportamento humano, mas sim o equilíbrio entre tais fatores. O
comportamento humano é sempre reflexo da maneira pela qual ele vê a realidade que o cerca (independente do comportamento
estar certo ou errado). Essa percepção é a grande responsável pela formação da cultura de um grupo ou de uma organização, pois
à medida que a mesma é repetida por diversas vezes, acaba criando uma previsibilidade que remete à formação de uma cultura
própria.A percepção, no entanto, nunca é exata e pura. Ela é sempre resultado de experiências que são afetadas por diversos
fatores como, por exemplo, a mudança de humor e até mesmo o ambiente em que se está inserido. É importante ressaltar que a
percepção sempre estará condicionada às experiências e às expectativas.
Pode-se considerar que três grandes grupos são responsáveis por determinar a percepção de um indivíduo:
1 - Valores - É o conjunto de todas as crenças do indivíduo com no que se refere à relação com outras pessoas e o ambiente. É o
grande responsável pela interface do indivíduo com a sociedade.
2 - Modelos Mentais - Podem ser estórias ou imagens que existem na mente do indivíduo no seu mais íntimo e que o mesmo
carrega consigo no que diz respeito à sua própria existência. É como se fosse o "retrato" que ele enxerga da sua própria realidade,
da realidade alheia e o seu conceito de mundo ideal.
3 - Motivos - É interessante utilizar como base o conceito de Eric Maslow da Teoria das Necessidades para entender em que
estágio de necessidade o indivíduo encontra-se e, assim, entender o seu grau de percepção em relação aos fatos.
Baseado na análise do comportamento humano pode-se dividir em quatro grandes grupos os indivíduos de acordo com suas
características de comportamento. Abaixo a definição de cada grupo, bem como a análise de como o líder deve abordar cada
grupo de forma a maximizar o desempenho e extrair o melhor de cada um de sua equipe, tendo em vista que os perfis aparecem
misturados nas mais diversas equipes de trabalho:
A) Catalisador - Individuo essencialmente criativo, sendo motivado por reconhecimento à autoestima. É percebido como
empreendedor, convincente e vibrante pelo demais. Contudo, é considerado superficial, vaidoso e pretensioso. Tem dificuldades
com disciplina e moderação. Tem uma tendência a gostar de coisas exclusivas que o diferencie dos demais.
Função do Líder - Buscar a todo o momento envolver o funcionário em novas funções que exijam alto poder de criatividade e ao
mesmo tempo dar constante feedback no que diz respeito à humildade e ao trabalho em equipe.
B) Controlador - Indivíduo focado basicamente em resultados efetivos, sendo motivado essencialmente pela realização. É
percebido como dinâmico, eficiente e objetivo. Em compensação, é percebido também como crítico, dono da verdade e "mandão".
Costuma ter dificuldade em ouvir os outros e esperar a hora certa de executar algo.
Função do Líder - Desenvolver no colaborador a escuta ativa mostrando a importância de ouvir, entender e praticar conceitos de
terceiros. Estimular o foco em metas e objetivos direcionados ao crescimento sólido.
C) Apoiador - Indivíduo com grande foco em relacionamentos, onde o convívio harmônico é sua grande fonte de motivação. É
percebido como amável, compreensivo e disponível. Contudo, é percebido também como ineficiente, fingido e bonzinho demais.
Tem grande dificuldade em dizer não e trabalhar com metas e objetivos.
Função do Líder - Buscar desenvolver no colaborador um foco no resultado e direcionado a conquistas tangíveis. Focar no
aperfeiçoamento do nível de assertividade para eliminar o rótulo que possa ser criado pelo foco em pessoas.
D) Analítico - Indivíduo apagado a procedimento e normas, onde seu grande motivador é a segurança e a estabilidade. É
percebido como disciplinado, sério e cuidadoso. Contudo, é visto também como confuso e perfeccionista. Num processo de
decisão busca o máximo de informações possíveis para uma escolha certa. Tem grande dificuldade em tomar decisões rápidas ou
que tenham algum tipo de risco.
Função do Líder - Promover o aprendizado inovador e contínuo, tentando mostrar ao colaborador como pensar "fora da caixa". É
importante valorizar a disciplina como sendo a forma mais apropriada de se alcançar maiores ambições.
É importante ressaltar que não existe modelo ideal ou perfeito para se formar uma equipe de trabalho. Cabe ao líder identificar o
perfil de cada componente da sua equipe e dentro da particularidade de cada um buscar extrair os melhores resultados de cada
um, sem que os mesmos percam a sua essência.
VOCÊ TEM O NÍVEL IDEAL DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?
SÉRGIO AVERBACH: TODA COMPETÊNCIA TEM QUE SER BEM DOSADA (FOTO: ÉPOCA NEGÓCIOS) . Um grupo de
crianças com quatro anos de idade foi colocado em uma sala para um experimento. Cada uma podia ver à sua frente um
marshmallow apetitoso. Os pesquisadores entraram na sala e disseram que se elas esperassem quatro minutos antes de comer o
doce, poderiam ganhar dois dele. Algumas crianças se contiveram, outras não. Foi acompanhado o progresso delas ao longo dos
anos com mais testes e os pesquisadores perceberam que as crianças capazes de esperar pelo segundo marshmallow se
tornaram mais confiáveis e equilibradas. Elas tinham melhores notas e melhor relacionamento com os colegas em comparação às
crianças impulsivas. O resultado? Elas se tornaram adultos mais bem-sucedidos.O teste do marshmallow, feito em 1960 por Walter
Mischel, da Universidade de Stanford, ganhou notoriedade na década de 1990 por meio do jornalista e psicólogo Daniel Goleman.
Em seus estudos sobre inteligência emocional, Goleman citou que os adultos que se tornaram bem-sucedidos, desde crianças, já
tinham a capacidade de controlar seus impulsos e adiá-los por uma boa razão. E em 1995, ele publicou o best-seller "Inteligência
Emocional".O assunto ganhou a capa da revista Time e Goleman tornou-se referência no assunto. Empresas e escolas de
negócios começaram a prestar atenção no conceito, que segundo Goleman, se traduzia na capacidade de identificar os nossos
próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.
O QI (Quociente de Inteligência) havia perdido o seu reinado para o QE (Quociente Emocional).Segundo Goleman, os bons
resultados em qualquer área de atuação dependiam apenas de 20% de QI e de 80% de QE. Com essa tese ele sublinhava que a
inteligência emocional seria a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Alguns anos se passaram e ela já não
é mais considerada a solução de todos os problemas, segundo Sérgio Averbach, presidente da Korn/Ferry Internacional para a
América Latina. “Inteligência emocional foi muito valorizada há dez, vinte anos. Nesse período foi considerada a competência mais
importante, a que seria a solução de todos os problemas. Não é”, afirmou.Ao leitor mais impulsivo, acalme-se. Ela continua sendo
de extrema importância, mas agora faz parte de um conjunto muito maior. “É um repertório, um conjunto. Faz parte dos grupos de
competências. Um grupo é o de competências emocionais e o segundo é o grupo de competências de influência”, diz. Em
conversa com Época NEGÓCIOS, Averbach explicou como é vista a inteligência emocional nas empresas no século XXI. Confira.
Qual é a importância da inteligência emocional nas empresas?
Nos últimos anos, os nossos estudos mostram que inteligência emocional é um pilar de sustentação para profissionais que tem um
impacto importante em resultados. O primeiro indicador de inteligência emocional é perceber se o profissional tem uma auto-
avaliação precisa. Ele precisa ter a capacidade de se enxergar como ele realmente é ou o mais próximo do que realmente é. Outro
indicador é a compostura. A capacidade de lidar com situações difíceis mantendo o eixo. Não significa ser frio, não significa não ter
reação. Significa conseguir manter a calma ou a relativa calma, o controle das emoções, para conseguir ter raciocínio e tomar as
ações necessárias com a intensidade necessária.
Como atingir essa intensidade necessária?
Mais de 90% da população pensa que é importante ter uma determinada competência. Quanto mais competência você tem, melhor
você é. Quanto mais você usa essa competência, melhor é. Intuitivamente, isso parece verdade. Não é. Os dois são ruins, tanto
para mais, quanto para menos. Toda competência tem o ponto ideal. Como se mede o exagero? Pela frequência do uso e pela
energia que a pessoa coloca. Vamos pensar em inteligência emocional. Para menos, a pessoa não tem equilíbrio emocional, perde
as estribeiras. Em uma situação de crise, sai gritando. E quem não tem muita inteligência emocional parece ter tanto controle que
não demonstra emoção. Parece feito de gelo, não tem empatia. Outro exemplo é o follow-up. Em qualquer profissão é importante
fazer follow-up. Existe um ponto certo e uma técnica correta. A pessoa que faz para menos, a consequência é que as coisas não
acontecem, não há resultados. Se ela faz para mais, logo já questiona “Você já fez isso, você já escreveu?”. A pessoa não dá nem
tempo para os seus colegas chegarem ao escritório e refletirem sobre o assunto. Humildade é outro exemplo. Humildade de menos
projeta uma pessoa arrogante, humildade demais, a pessoa não consegue se impor.
Você citou que inteligência emocional não é mais tão importante quanto as pessoas imaginavam. Por quê?
Ela continua sendo importantíssima e fundamental. Mas ela não é importante sozinha como se pensava antigamente. Esse
conceito foi interpretado como a tábua da salvação há dez, vinte anos para a resolução de todos os problemas. Inteligência
emocional continua sendo um pilar, mas não é a solução de todas as questões. É um repertório, um conjunto. Faz parte dos
grupos de competências. Um grupo é o de competências emocionais [na tabela abaixo] e o segundo é o grupo de competências de
influência. O que significa esse último grupo? É aprender como influenciar pessoas, e influenciar para o bem. Entenda que
influenciar é diferente de manipular. Depois de entender como influenciar, é preciso saber como tomar a decisão e isso implica em
como buscar a informação. Tem gente que busca a informação dizendo apenas “Nós vamos por aqui”. E as pessoas perguntam
“Como você decidiu que iríamos por esse caminho?”, “Pela minha experiência”, esse líder responde. As pessoas se acham as
donas da verdade e muitas vezes levam a empresa à falência por conta disso. Ou leva a morte da pessoa, se for um médico. Já
viu filmes de pronto-atendimento? Os médicos conversam o tempo todo. O profissional que trouxe o paciente na ambulância já
reporta tudo ao médico quando chega. Em uma empresa é a mesma coisa. Quanto mais importante é a decisão, quanto maior
impacto terá no resultado, mais o líder precisa ir atrás das informações.
Assédio Moral
O assédio moral está ligado à idéia de humilhação, isto é, com o sentimento de ser ofendido, menosprezado, rebaixado,
constrangido, etc. A pessoa que é vítima de assédio moral se sente desvalorizada e envergonhada.No ambiente de trabalho o
assédio moral pode ser identificado por humilhações constantes, geralmente provocados por um chefe ou superior na escala
hierarquica, que levam à uma degradação das condições de trabalho. A vítima, com medo de perder o emprego, se sente de mãos
atadas diante das hostilidades acaba se submetendo ao rebaixamento. Os colegas de trabalho também amedrontados, aderem à
um pacto de tolerância e silêncio deixando a vítima cada vez mais isolada e sem ter a quem recorrer.Em grande parte dos casos o
assédio moral tem como objetivo criar uma situação insustentável, pressionando o empregado para que ele peça demissão.
Segundo a advogada trabalhista Sílvia Helena Soares “para não arcar com as despesas trabalhistas, o empregador cria um
ambiente insuportável e assim o funcionário acaba pedindo demissão".
Como identificar:
O trabalhador:
 é isolado dos demais colegas;
 é impedido de se expressar sem justificativa;
 é fragilizado, ridicularizado e menosprezado na frente dos colegas;
 é chamado de incapaz;
 se torna emocional e profissionalmente abalado, o que leva à perder a auto-confiança e o interesse pelo trabalho;
 se torna mais propenso a doenças;
 é forçado a pedir demissão.
O agressor:
 age através de gestos e condutas abusivas e constrangedoras;
 busca inferiorizar, amedrontar, menosprezar, difamar, ironizar, dá risinhos, suspiros, e faz brincadeiras de mau gosto;
 ignora, não comprimenta e é indiferente à presença do outro;
 dá tarefas sem sentido e que jamais serão utilizadas;
 controla o tempo de idas ao banheiro, impõe horários absurdos de almoço, etc.
O que NÃO é assédio moral no trabalho
Há algumas situações que podem ser confundidas com assédio moral:
♦ Situações eventuais
A principal diferença entre assédio moral e situações eventuais de humilhação, comentário depreciativo ou constrangimento contra
o trabalhador é a frequência, ou seja, para haver assédio moral é necessário que os comportamentos do assediador sejam
repetitivos. Um comportamento isolado ou eventual não é assédio moral, embora possa produzir dano moral.
♦ Exigências profissionais
Todo trabalho apresenta certo grau de imposição e dependência. Assim, existem atividades inerentes ao contrato de trabalho que
devem ser exigidas ao trabalhador. É normal haver cobranças, críticas construtivas e avaliações sobre o trabalho e/ou
comportamento específico feitas de forma explícita e não vexatória. Porém, ocorre o assédio moral quando essas imposições são
direcionadas para uma pessoa de modo repetitivo e utilizadas com um propósito de represália, comprometendo negativamente a
integridade física, psicológica e até mesmo a identidade do indivíduo.
♦ Conflitos
Em um conflito, as repreensões são faladas de maneira aberta e os envolvidos podem defender a sua posição. Contudo, a demora
na resolução de conflitos pode fortalecê-los e, com o tempo, propiciar a ocorrência de práticas de assédio moral. Algumas
situações, como transferências de postos de trabalho; remanejamento do trabalhador ou da chefia de atividades, cargos ou
funções; ou mudanças decorrentes de prioridades institucionais, são exemplos que podem gerar conflitos, mas não se configuram
como assédio moral por si mesmas.
♦ Más condições de trabalho
Trabalhar em um espaço pequeno, com pouca iluminação e instalações inadequadas não é um ato de assédio moral em si, a não
ser que um trabalhador (ou um grupo de trabalhadores) seja tratado dessa forma e sob tais condições com o objetivo de
desmerecê-lo frente aos demais.É uma forma de violência no trabalho que consiste na exposição prolongada e repetitiva dos
trabalhadores a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes, praticadas por uma ou mais pessoas. Ocorre por meio de
comportamentos com o objetivo de humilhar, ofender, ridicularizar, inferiorizar, culpabilizar, amedrontar, punir ou desestabilizar
emocionalmente os trabalhadores, colocando em risco a sua saúde física e psicológica, além de afetar o seu desempenho e o
próprio ambiente de trabalho.O assédio pode assumir tanto a forma de ações diretas (acusações, insultos, gritos, humilhações
públicas) quanto indiretas (propagação de boatos, isolamento, recusa na comunicação, fofocas e exclusão social). Porém, para
que sejam caracterizadas como assédio, essas ações devem ser um processo frequente e prolongado.
Alguns dos objetivos do assédio:
♦ Desestabilizar emocional e profissionalmente o indivíduo;
♦ Pressioná-lo a pedir demissão;
♦ Provocar sua remoção para outro local de trabalho;
♦ Fazer com que se sujeite passivamente a determinadas condições de humilhação e constrangimento, a más condições de
trabalho etc.
As práticas de assédio moral podem se dar tanto do chefe para seu(s) subordinado(s) (assédio descendente), como do(s)
subordinado(s) para seu(s) superior(es) (assédio ascendente), entre os colegas de trabalho, ou podem ser mistas, isto é, entre
superiores, colegas e/ou subordinados.As ações decorrem das relações interpessoais e/ou do assédio organizacional (quando a
própria organização incentiva e/ou tolera as ocorrências).O assédio nem sempre é intencional. Às vezes, as práticas ocorrem sem
que os agressores saibam que o abuso de poder frequente e repetitivo é uma forma de violência psicológica. Porém, isso não retira
a gravidade do assédio moral e dos danos causados às pessoas, que devem procurar ajuda para cessar o problema.
Considerações sobre a vítima
As vítimas de assédio moral não são necessariamente pessoas frágeis ou que apresentam qualquer transtorno. Muitas vezes elas
têm características percebidas pelo agressor como ameaçadoras ao seu poder. Por exemplo, podem ser pessoas que reagem ao
autoritarismo do agressor ou que se recusam a submeter-se a ele. Além desses casos, as vítimas são frequentemente
identificadas em grupos que já sofrem discriminação social, tais como mulheres, homossexuais, pessoas com deficiências, idosos,
minorias étnicas, entre outros.
Existe diferença entre assédio moral interpessoal e assédio moral organizacional?
Sim. No assédio moral interpessoal, a finalidade está em prejudicar ou eliminar o trabalhador na relação com o(s) outro(s),
enquanto no assédio moral organizacional o propósito é atingir o trabalhador por meio de estratégias organizacionais de
constrangimento com o objetivo de melhorar a produtividade e reforçar o controle.Em alguns casos, o assédio moral organizacional
ocorre com o objetivo de forçar o trabalhador indesejável a pedir demissão, o que evita custos à organização (como não pagar
multas rescisórias). Esse tipo de assédio se dá por meio de práticas abusivas, tais como cobranças exageradas e persistentes ou o
estabelecimento de metas abusivas e crescentes por parte de gestores ou representantes da organização, com o intuito de
alcançar objetivos organizacionais, por exemplo.
A solidariedade é um dos principais valores humanos.
Em um mundo cada vez mais violento e individualizado, a escola e o corpo docente tem o dever de tentar promover uma reflexão
com os alunos sobre os valores humanos, que andam esquecidos pela maioria da sociedade, especialmente pelos jovens. Esse
tipo de reflexão pode ser feita por qualquer professor, seja qual for sua formação.A sociedade atual tem produzido indivíduos que
não possuem apreço e respeito à vida. A violência não tem como autores somente criminosos de classes excluídas, existem
pessoas de camadas sociais elevadas que promovem deploráveis atos dessa natureza. Diante dessa realidade, os educadores
podem trabalhar temas em sala como o respeito à: vida, natureza, raças, etnias, cultura, origem, entres outras; destacando que as
pessoas são diferentes, mas que cada uma possui sua identidade e carrega consigo uma história de vida. Outro tema a ser
abordado é a equidade, termo que está vinculado à igualdade e justiça entre todas as camadas sociais, até porque grande parte
das constituições dos países espalhados pelo mundo afirma que todos são iguais perante a lei.O educador deve reforçar ainda
acerca da responsabilidade social, destacando que toda pessoa tem seu dever na sociedade, e que pode contribuir com a melhoria
da mesma por meio de atitudes construtivas, tais como preservação do patrimônio público e privado, trabalho voluntário, etc. Outro
valor humano que deve ser constantemente abordado é a solidariedade, esse é um ato que demonstra amor fraternal àqueles que
necessitam, é feito sem esperar nada em troca. Seu objetivo é conseguir ajudar alguém que precisa.A honestidade é outro valor
humano esquecido pelas pessoas, diante disso, o professor tem a incumbência de determinar que ser honesto nos leva à retidão, e
essa nos proporciona paz.
Juntamente com todos os valores citados, podemos ainda acrescentar a ética, expressão que possui diversos significados, mas
todos ligados ao modo correto de um ser humano proceder em sua vida, respeitando a si e a sociedade.Por Eduardo de Freitas
Equipe Brasil Escola
A ‘falta de valores’ da sociedade atual e suas oportunidades
Muito se fala sobre a atual ‘falta de valores’ da sociedade e suas conseqüências. Alguns chegam a construir teorias, outros a
protestar por uma sociedade ‘com mais valores’. Questionam-se investidores inescrupulosos, cujos produtos desmoronam
economias de uma vida inteira de aposentados ingênuos. Alega-se que a própria vida não tem mais valor e que esta é trocada por
um par de Nikes em assaltos à mão armada. Nossas crianças, mais bem informadas e rápidas não tocam mais nos livros, não
conseguem manter a atenção focada por 15 min. e, mesmo assim, nos deixam sem palavras com argumentos arrecadados na
internet (e na sua velocidade). Seria a decadência social? Precisaríamos retornar à sociedade de valores, cujo cuidado pelo ser
humano na mais profunda ética de Kant garantiria condições mínimas de uma vida digna a todos os cidadãos? Seria isso possível?
Ou a mudança é um fato, com o qual nós e nossas organizações devem aprender a lidar?Antes de discutirmos ‘valores’ é
importante analisarmos melhor o que este termo significa. Neste contexto, valores indicam normas sociais informais e amplamente
aceitas que orientam o comportamento individual. E por ‘perda de valores’ geralmente nos referimos à falta de previsibilidade do
comportamento individual somada a comportamentos que venham a agredir o ser de alguma forma, hoje ou amanhã. Exemplos
são a falta de respeito, a agressão por picuinhas, a priorização econômica em relação ao ser humano, etc.Na sociedade pré-
moderna valores tinham uma função bem determinada. A família, como núcleo social, era planejada e montada, através de
casamentos arranjados, em um contexto repleto de ‘valores’. A função da família era, ao mesmo tempo, legal, econômica, política,
educacional, etc. As relações familiares compunham as possibilidades políticas de cada membro, através da influência. Aspectos
legais eram tratados de formas distintas entre famílias e a economia era profundamente direcionada pelos sobrenomes. Neste
contexto, os ‘valores’, as normas sociais, como por exemplo o casamento arranjado entre membros da mesma classe, eram
aspectos indispensáveis para que a sociedade funcionasse corretamente.Com a sociedade moderna, estas funções foram
extraídas do núcleo familiar. A economia criou sua própria dinâmica e qualquer um, homem ou mulher, pode participar do sistema
econômico uma vez que estejam dispostos a obedecer suas leis. A diferenciação de partidos políticos e do sistema democrático
extraiu (talvez não seja o caso do Brasil ainda) a função política da família e, da mesma forma que a economia, todos temos a
possibilidade de participar no sistema político sob suas próprias regras. A educação hoje, em grande parte, é assumida por
instituições escolares e a justiça assume o papel de julgar o que é legal ou ilegal. E assim, gradativamente, sistemas diferentes
emergiram, esvaziando as funções do núcleo familiar. E isso garantiu o que hoje conhecemos por ‘casamento por amor’. Esse é o
lado bom. Com isso, a sociedade moderna não necessita mais de ‘valores’ para seu adequado funcionamento. Cada função agora
é absorvida por um sistema distinto e nós experenciamos aquilo que chamamos de ‘falta de valores’. Esta experiência está
sobretudo ligada ao esvaziamento do indivíduo como unidade indivisível. Sim, porque no trabalho operamos economicamente,
perante à lei, legalmente, na política, politicamente. E a falta de hierarquia entre estes sistemas nos coloca em cheque, pois
correntemente nos defrontamos com decisões econômicas que contradizem nossas convicções políticas ou religiosas. Sentimo-
nos cindidos e nos obrigamos a justificar tais atos. Sentimo-nos ‘sem valores’, ‘sem ética’, ‘sem moral’, pois não existem mais
normas únicas capazes de orientar nosso comportamento nas diferentes situações cotidianas. E consultórios psicológicos e
psiquiátricos se enchem. É importante, todavia, observar que essa evolução não é reversível. Na evolução social, a diferenciação
funcional dos sistemas provou-se uma solução melhor do que o uso dos antigos ‘valores’, completamente ambíguos. Todos
concordamos que o dinheiro facilitou a vida, quando comparamos a economia ao escambo. Todos concordamos que a democracia
é melhor que a política de influência familiar. Todos concordamos que a liberdade religiosa é melhor que a igreja como instituição
política única. E isso significa que o tão falado ‘retorno de valores’ não tem sentido. Mas isso também significa que, sim, é provável
que, enquanto a justiça não interfira traçando e executando corretamente a diferença entre legal e ilegal, veremos mais
assassinatos por relógios e sapatos de marca. Pois a economia exige dinheiro e a família, esvaziada, não é capaz de suprir nem
as necessidades econômicas nem justificar a ilegalidade de tais ações. Isso é trabalho da economia e da justiça, respectivamente.
Essa nova estrutura social, quando acompanhada das evoluções tecnológicas sobretudo possibilitadas pela internet, apresenta um
desafio para organizações. Suas ações acabam facilmente escancaradas pela transparência virtual (vide Wikileaks). E nessa
sociedade orientada por funções, organizações, como indivíduos, são frequentemente deparadas com situações paradoxais, nas
quais decisões econômicas contradizem decisões ambientais ou políticas. E para sobreviverem, organizações são obrigadas a
sucumbir ao paradoxo, sem a chance de se orientar por ‘valores sociais perdidos’. Não podem nem mais justificar seus atos com
estes valores. Ou será que conseguiríamos justificar usinas atômicas no Japão de alguma forma? Sem podermos alegar uma
‘mudança de valores’ mas sim uma dissolução da função, da necessidade destes, julgo que temos sim que trabalhar para que cada
sistema, político, econômico, legal etc. cumpra sua função de forma transparente e clara. Além disso, creio que essa evolução
também oferece oportunidades sem precedentes, vide o sucesso de cruzeiros marítimos para homossexuais. Com certeza,
aquelas organizações que internalizarem as mudanças sociais e tecnológicas hoje terão um diferencial amanhã. Não se trata de
retornar aos valores, mas de lidar com as diversas facetas da sociedade atual de forma transparente, reconhecendo nesta
mudança novos mercados!

Projeto humanizar é preciso

  • 1.
    TÍTULO DO PROJETO:“HUMANIZAR É PRECISO 2016 - CONVIVER E MELHORAR” META ASSOCIADA: 1. Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016; 2. Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões parciais - PP até dezembro de 2016; 3. Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016; 4. Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais; 5. Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola 6. Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência em sociedade 7. Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva; 8. Promoção de ações interdisciplinares e integradoras. RESPONSÁVEL: Prof. Francis Fernando Lobo – Professor de História, Filosofia e Sociologia e Coordenador do Ensino Técnico Integrado ao Médio. APOIO: Professora Adriana Aparecida Palmeira Galvão de França – Orientadora Educacional e responsável pela condução das atividades no Curso Técnico Regular e Professora Ester Carolina Gomes Luiz de Paula – Coordenadora Pedagógica DATA INICIAL: 01/08/2016 DATA FINAL: 31/10/2016 RESUMO: O presente projeto desenvolverá ao longo do 2º semestre do ano letivo de 2016, atividades que possam RESGATAR o verdadeiro significado da palavra HUMANIZAR e temas como: vida em sociedade e conviver e melhorar, serão evidenciados. As Atividades propiciarão debates, dinâmicas de grupo e plano de ação na escola, promovendo a prática da cidadania, buscando a melhor convivência
  • 2.
    entre os alunose toda a comunidade escolar. Humanização é a ação ou efeito de humanizar, de tornar humano ou mais humano, tornar benévolo, tornar afável. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Dificuldade na vivência prática dos valores humanos que culminam em indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: homofobia, racismo e qualquer manifestação de bullying e preconceitos e intolerâncias. Fatores como estes que promovem o baixo rendimento, PP(s) e retenção e finalmente a evasão escolar. INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escola. JUSTIFICATIVA: Em face da convivência diária e integrada e dos problemas de relacionamento humano, buscamos com o presente projeto, despertar nos alunos a importância da boa convivência e do respeito ao ser humano em todas as situações de diversidade. A convivência saudável entre os alunos de toda a Unidade Escolar proporcionará sem dúvida num ambiente de melhor aprendizado. É preciso humanizar urgente – com ações que proporcione o verdadeiro crescimento do ser humano. A escola é lugar de humanização e educação. È necessário acolher para não perder (Evasão Escolar). OBJETIVO GERAL: Resgatar o conjunto de valores humanos que proporcionam a melhor convivência entre todos, respeitando e valorizando acima de tudo a “diversidade humana”. - Diminuir os indicadores de evasão e PP(s) – Progressões Parciais no Ensino Médio Integrado Proporcionar reflexões e debates sobre os melhores “caminhos” para a convivência humana diária isenta de conflitos e rica em respeito às diversidades.
  • 3.
    METODOLOGIA: As atividades ou“pequenos projetos” serão coordenados pelos alunos do 2º ano do Ensino Técnico Integrado ao Médio em Informática para Internet e Marketing, nas disciplinas de História e Sociologia. Todos os alunos da U.E. participarão ativamente dos espaços criados e desenvolvidos para discussões. Todos os docentes em suas áreas de atuação, também contribuirão com os “pequenos projetos” da temática central: “HUMANIZAR É PRECISO – CONVIVER E MELHORAR”. As atividades terão como abrangência: conceituar valores humanos, humanização, valores éticos e moral; construir ambientes para discussões/debates sobre temáticas cotidianas que dificultam a prática dos valores humanos, como por exemplo: violência, intolerâncias, homofobia, etnia etc.; elaboração em conjunto de ações que promovam a prática constate dos valores humanos dentro do espaço escolar e em todos os demais ambientes; confecção de cartazes, banners, jornais, seminários, exposições, ações as redes sociais e momentos de reflexão com vídeos e imagens. Todo o trabalho será desenvolvido durante o 2º Semestre de 2016 e as apresentações das conclusões acontecerão também ao longo do 2º Semestre letivo do ano de 2016. As atividades também contemplarão os alunos do Curto Técnico Regular no período noturno. A apresentação da proposta também será agendada para que os alunos dos Curso Regulares possam contribuir com ideias e propostas. O cronograma oficial será apresentado à Gestão Escolar quando as temáticas e suas formas de atuação no projeto estiverem prontamente desenvolvidas. Alguns dos principais temas que serão abordados: a) INTOLERÂNCIAS: Religiosa, política etc b) O VALOR HUMANO, o que é isso? c) EMPRESA HUMANA – é possível? d) CONFLITOS SOCIAIS : assédio moral? Bullying – ainda existem? e) CONFLITOS ÉTNICOS – século XXI , AINDA EXISTEM? f) SEXUALIDADE SAUDÁVEL E PLURALIDADE SEXUAL g) IGUALDADE DE DIREITOS – Mulheres que fazem a história h) CONVIVER E MELHORAR – Quais caminhos? i) INTEGRAÇÃO SOCIAL: Infância, adolescência, maturidade e MELHOR IDADE (idosos)
  • 4.
    RESULTADOS ESPERADOS: como presente projeto espera-se atingir uma melhor convivência entre os alunos, contemplando todas as diversidades de pensamento e opiniões - Diminuir os indicadores de evasão e PP(s) – Progressões Parciais no Ensino Médio Integrado RECURSOS NECESSÁRIOS: Espaços da escola: sala de aula, pátio e auditório. Papel cartão, canetinha, lápis de cor, giz de cera, tintas escolares, data-show, computador, vídeos específicos providenciados pelo professor responsável. Organização de uma equipe de facilitadores (alunos) que contribuam na promoção do projeto e na execução das tarefas que envolvam toda a comunidade escolar. Todos os materiais serão quantificados de acordo com a organização dos grupos de trabalho e suas respectivas temáticas.
  • 5.
    FORMULÁRIO DE ACOMPANHAMENTODO PROJETO – PPG TÍTULO: “HUMANIZAR É PRECISO - CONVIVER E MELHORAR” META: 1. Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016; 2. Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões parciais - PP até dezembro de 2016; 3. Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016; 4. Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais; 5. Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola 6. Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência em sociedade 7. Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva; 8. Promoção de ações interdisciplinares e integradoras. RESPONSÁVEL: Prof. Francis Fernando Lobo – Professor de História, Filosofia e Sociologia e Coordenador do Ensino Técnico Integrado ao Médio. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Dificuldade na vivência prática dos valores humanos que culminam em indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: homofobia, racismo e qualquer manifestação de bullying e preconceitos e intolerâncias. OBJETIVO: OBJETIVOS: Resgatar o conjunto de valores humanos que proporcionam a melhor convivência entre todos, respeitando e valorizando acima de tudo a “diversidade humana”. - Diminuir os indicadores de evasão e PP(s) – Progressões Parciais no Ensino Médio Integrado Geral: Proporcionar reflexões e debates sobre os melhores “caminhos” para a convivência humana diária isenta de conflitos e rica em respeito às diversidades. Específico: Refletir promovendo possíveis soluções aos os temas do cotidiano humano; como transformar as opiniões em Respeito e melhor convivência com o “diferente” ou com a “diversidade”. Refletir sobre a melhor convivência social, principalmente na Unidade Escolar. ITEM ETAPAS CRONOGRAMA RESPONSÁVEL DATA CHECK-LIST 01 Início das atividades com os alunos do 2º EM Informática e 2º EM Marketing. Apresentação da proposta. Análise dos conceitos; levantamento das temáticas e apresentação de outras temáticas. Escolha das datas para a apresentação. 01/08 a 31/08/2016 Profº Francis F. Lobo Realizado com sucesso 02 Desenvolvimento das propostas com apresentação de atividades que possam ser expostas para toda a Unidade Escolar. Estudo dirigido em cada sala e distribuição dos temas para trabalho em equipes. 01/09 a 30/09/2016 Profº Francis F. Lobo Realizado com sucesso 03 Estruturação das apresentações para a Unidade Escolar 01/10 a 31/10/2016 Profº Francis F. Lobo Realizado com sucesso 04 Avaliação Em definição Profº Francis F. Lobo Realizado com sucesso RECURSOS HUMANOS (EQUIPE): Todos os alunos: 2º EM Informática para Internet – Disciplinas de História e Sociologia 2º EM Marketing – Disciplinas de História e 2º EM Administração – Disciplina de História RECURSOS FÍSICOS E MATERIAIS:  Salas de aula (multimídia)  MiniAuditório  Auditório  Laboratório de Logística  Biblioteca  Pátio e corredores da Escola RECURSOS FINANCEIROS: Todo o trabalho será desenvolvido em parceria com a gestão da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva – visando assim, o menor custo possível. AVALIAÇÃO Agosto Setembro Outubro % ATEND. 30% 30% 40%
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    DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELOSGRUPOS AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 1. TEMA: BULLYING, E SE FOSSE VOCÊ? Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em INFORMÁTICA PARA INTERNET Brendon Augusto Elias Gabriel Gustavo Werneck Juliana Lopes Kathleen Sabrina Luís Guilherme Márcio Vinicius Murilo Henrique Pedro Premoli Thiago Cabral BULLYING: E SE FOSSE VOCÊ ? INTRODUÇÃO Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação
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    desigual de poder.bullying é um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral repetitiva deixa sequelas psicológicas na pessoa atingida. O termo com esta definição foi proposto após o Massacre de Columbine, ocorrido nos Estados Unidos no ano de 1999, pelo pesquisador sueco Dan Olweus, a partir do gerúndio do verbo inglês to bully (que tem acepção de "tiranizar, oprimir, ameaçar ou amedrontar") para definir os valentões que, nas escolas, procuram intimidar os colegas que tratam como inferiores. Embora o termo tenha seu uso bastante recente, o fenômeno é bastante antigo e encontra relatos na literatura que datam de mais de cem anos; a prática tem um grande poder de destruir a autoestima da vítima, pois esta precisa permanecer no ambiente escolar e enfrentar todos os dias as humilhações diante de todos os colegas Em 20 por cento dos casos, o praticante de bullying também é vítima. Nas escolas, a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida. Com todos estes problemas que estão sendo falados nas mídias, escolas ou qualquer meio social resolvemos ajudar a mudar a realidade deste tema tão cruel e real nas escolas. A criação do nosso projeto parte da seguinte maneira: Como acabar de forma rápida com o preconceito dentro da nossa escola? Seja ele, homofobia, racismo, aparência física ou qualquer outro. Sugerimos a hipótese de que o nosso projeto irá colocar os alunos em uma reflexão de que devemos respeitar e ser respeitados e também de que qualquer preconceito, dentro ou até mesmo fora da nossa instituição deve ser denunciada a professores ou gestão. REVISÃO DE LITERATURA Agressões físicas ou perseguições psicológicas são antigas , mas somente nos últimos anos, com a popularização da palavra bullying, é que vêm sendo de fato levadas a sério. O termo designa um tipo de violência escolar, quase sempre perpetrada por um grupo contra um indivíduo. É caracterizada por insultos, apelidos provocativos e humilhações. O projeto trata desse problema, numa tentativa de propor soluções que reúnam escola e família em torno de uma Educação para o respeito mútuo.
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    METODOLOGIA Como metodologia dopresente trabalho, procedemos ao desenvolvimento de um projeto com teatros, dinâmicas e apresentações que possam colaborar para um ambiente escolar mais agradável e sem preconceitos. TEMA E SE FOSSE VOCÊ ? Nosso tema é clichê nos dias de hoje, devido a isto resolvemos mostrar um lado pouco falado, o lado da vítima. E por meio desta imagem perceber e se colocar no lugar daqueles que “ fazemos “ bullying ou apenas vemos e não tomamos atitudes que possam sanar ou evitar consequências sem volta. OBJETIVO DO PROJETO • Nosso objetivo é conscientizar os alunos da Etec a não praticarem bullying, mostrando quanto isso faz mal aos envolvidos na situação e fazendo com que saibam conviver com as diferenças.
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    METAS • Reduzir onúmero de bullying dentro da área interna e externa da escola e fazendo com que os alunos adquiram valores étnicos, sociais e culturais. • Redução de 50 % dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016. • Redução de 30 % o número de aluno em regime especial de progressões parciais. • Aumento em pelo menos 30 % do número de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016; • Promoções de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola. • Aproximar as pessoas uma das outras. • Conscientizar os alunos a se respeitarem • Aceitação das diferenças. RESULTADOS ESPERADOS • Esperamos por meio deste projeto ajudarmos os jovens que sofrem bullying e fazendo com que o respeito seja sempre prioridade dentro da nossa instituição. MAIORES CONTRIBUIÇÕES DO PROJETO • Aproximar as pessoas uma das outras promovendo integração entre todos. • Diminuir com casos de bullying dentro da nossa instituição escolar. • Maior aceitação das diferenças, sejam elas de orientação sexual, cor ou aparência física. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO A ação funcionará da seguinte maneira: por meio de uma equipe treinada iremos conduzir quarenta alunos até uma sala onde os alunos irão entrar vendados e apenas ouvirão um teatro onde um dos personagens que por pressão dos preconceitos acaba se suicidando, neste momento será encerrado com uma música (Hozier - Take Me To Church ) , logo após, uma dinâmica curta se inicia com quatro integrantes do grupo onde cada um irá falar uma palavra que se engloba no tema bullying, exemplo: ( homofobia, racismo).
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    Prosseguindo iremos apresentarum slide com vídeos e um documentário, encerrando com uma roda de conversa e a entrega de um cartão amarelo onde os alunos irão ter até o fim do mês de setembro para depositar qualquer bullying, preconceito que tenha passado ou que tenha visto com um amigo próximo em um baú dentro da escola. DADOS ESPECÍFICOS Data inicial : 01/ agosto/ 2016 Data final : 30/ setembro/2016 LOCAL DA REALIZAÇÃO : Etec Padre Carlos Leôncio da Silva - Sala 14 RECURSOS NECESSÁRIOS MATERIAIS • Tnt preto • Colchonetes • Cartolinas • Caixa de som • Notebook • Projetor • Fotos • Cartolina HUMANOS Participação de todos integrantes do grupo. CONSIDERAÇÕES FINAIS Por meio da elaboração deste trabalho tivemos um conhecimento maior sobre como o preconceito pode prejudicar a vida escolar dos alunos e o psicológico de qualquer pessoa. REFERÊNCIAS https://www.youtube.com/watch?v=zBUurckfIiE http://acervo.novaescola.org.br/avulsas/227_estante_formacao2.shtml http://www.infoescola.com/sociologia/bullying-na-escola/ http://publicacoes.ispa.pt/index.php/ap/article/view/75
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    AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 2.TEMA: ONDE ESTÁ O RESPEITO? Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em INFORMÁTICA PARA INTERNET Equipe de trabalho (nome completo): Ariane Aquino Joyce Aparecida William Honorato Ariely Larissa Pedro Motta João Victor Matos Thiago Câmara José Fernandes Vinicius Leal TÍTULO DO PROJETO: “ONDE ESTÁ O RESPEITO À MULHER?” META ASSOCIADA: Padrão do projeto:  Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;  Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões parciais - PP até dezembro de 2016;  Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016;  Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;  Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola  Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência em sociedade  Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;  Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.  Aproximação de ações interdisciplinares e integradoras.  Aproximar as pessoas uma das outras.  Aumento das denuncias sobre a violência conta á mulher. DATA INICIAL: 01/agosto/2016 DATA FINAL: 26/setembro/2016
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    RESUMO: O presente projetodesenvolvera ao longo do 2º semestre do ano letivo de 2016, atividades que possam resgatar o verdadeiro significado da palavra HUMANIZAR em temas como: O respeito a mulher, e refletir sobre os meios onde a mulher se sente ameaçada e não denuncia o agressor por meio de represálias. Conscientizar os futuros maridos para não cometerem o mesmo mal que outros cometem. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Dificuldade na vivencia pratica dos valores humanos que culminam em indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: Agressão a mulher, desrespeito ao gênero feminino, bullying, preconceitos. Fatores como esses também promovem os inúmeros problemas de convivência escolar e social. INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escola JUSTIFICATIVA:. Em face da convivência diária e integrada e dos problemas de relacionamento humano, buscamos com o presente projeto, despertar nos alunos a importância da boa convivência e do respeito ao ser humano em todas as situações de diversidade. A convivência saudável entre os alunos de toda a Unidade Escolar proporcionará sem dúvida num ambiente de melhor aprendizado. É preciso humanizar urgente – com ações que proporcione o verdadeiro crescimento do ser humano. A escola é lugar de humanização e educação. È necessário acolher para não perder-Evasão Escolar. Em face de convivência diária e integrada e dos problemas de relacionamento humano, buscamos com o presente projeto, despertar nos alunos a importância do RESPEITO às MULHERES, mostrando que todos temos o mesmo valor. A escola tem que ser um ESPAÇO CONFORTAVEL em um LUGAR que TODOS devem se sentir especiais e importantes, humanizando se através da EDUCAÇÃO.
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    OBJETIVO(S): Resgatar o conjuntode valores e humanos que envolvem o RESPEITO e a VALORIZAÇÃO das MULHERES mostrando á IGUALDADE DE GÊNERO (SOCIAL). METODOLOGIA: Primeiramente será feito cartazes com mensagens de concientização e serão espalhados pela escola. Em seguida, será iniciado um teatro de um exemplo de agressão à mulher e terminara no dia da apresentação do trabalho. Ao terminar a encenação, serão chamados todos os primeiros anos, uma sala de cada vez e levados ate a sala de rádio. Os alunos serão vendados e haverá uma conversa antes da apresentação. Será passado três vídeos sobre agressão à mulher, em seguida, terá uma entrevista com uma pessoa que já passou por está situação. Depois será iniciado á apresentação e por final uma roda de conversa. RESULTADOS ESPERADOS: Esperamos com este PROJETO, resgatar O RESPEITO À MULHER e a tão almejada IGUALDADE SOCIAL DE GÊNERO. RECURSOS NECESSÁRIOS:  10 cartolinas brancas  10 cartolinas vermelhas  10 EVA´s vermelhos  3 EVA´s verdes  Sala de rádio  Caixa de som  40 Colchonetes  TNT preto  Usaremos 50 minutos  Data show  Notebook  Jarra de água  Copo descartável  Ventilador
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    AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 3.TEMA: E SE FOSSE O NELSON? Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em INFORMÁTICA PARA INTERNET Equipe de trabalho (nome completo): Tárik Wataya Mateus Lacerda Fernando Almeida Marcelo Cardoso Vinicius Marcelino Allan Santos Arthuro Gean Nelson Souza Juan Carlos Nolastico João Vitor Amorim TÍTULO DO PROJETO: “ E SE FOSSE O NELSON?” METAS ASSOCIADAS:  Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;  Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões parciais - PP até dezembro de 2016;  Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016;  Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;  Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola  Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência em sociedade  Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;  Promoção de ações interdisciplinares e integradoras. DATA INICIAL: 01/agosto/2016 DATA FINAL: 30/setembro/2016
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    RESUMO: O projetoacontecerá ao longo do 2º semestre de 2016 atividades que possam melhorar a visão dos alunos sobre INCLUSÃO SOCIAL, a atividade proporcionara debates, dinâmicas de grupo e plano de ação na escola, buscando a melhor convivência entre os alunos e a escola. Humanização é a ação ou efeito de humanizar, de tornar humano ou mais humano. A inclusão está ligada a todas as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade, diante desse problema desenvolveremos nosso trabalho SITUAÇÃO-PROBLEMA: O problema que abordamos nesse trabalho é difícil de ser entendido por quem não sofre com isso diretamente ou indiretamente. Imagine que pessoas são excluídas do meio social em razão das características físicas que possuem, como cor da pele, altura, peso e físico. Já nascemos com essas características e não podemos, de certa forma, ser culpados por tê-las. INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escola JUSTIFICATIVA: Devido ao fato que acontece nas escolas, parques, ruas, e no mundo todo em que pessoas são excluídas de rodas de amigos, grupos, e entre outros, por sofrerem algum tipo de preconceito, iremos passar um pouco dessa realidade que se encontra presente em nosso meio e nem percebemos para conscientizar maia sobre esse fato da exclusao social OBJETIVO: A objetividade desse trabalho é atingir e tocar algumas pessoas de forma que queremos conscientizar e até ensinar sobre certos pontos dentro de inclusão social que muitos entendem errado, mostrar algumas realidades ainda existentes sobre esse assunto e conscientizar o público no qual assistirá ao trabalho.
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    METODOLOGIA: , O grupoteve uma reunião digamos de pauta na qual foi discutida o nome do projeto e o foco central resolvemos que o nome do projeto seria "E Se Fosse O Nelson" pois, em diversas conversas vimos que algumas coisas na qual Nelson nos contava se encaixava com o tema resolvemos focar numa base sobre o racismo o que completou o nome com a temática do projeto. A organização de tudo foi feita da seguinte maneira: será chamada uma sala por vez contando com os 40 alunos, assim fazendo uma leve introdução sobre o que é a Inclusão social e após mostrando vídeos de experimentos sociais/acontecimentos racistas na sociedade e também montando um debate sobre o tema em si com a participação de todos. RESULTADOS ESPERADOS: Após a aplicação do nosso projeto esperamos uma grande melhoria na convivência entre os alunos e as pessoas que necessitam de uma atenção especial, fazendo assim melhorar o ambiente em que vivemos, e também conscientizar todos para que possamos ter um meio em que vivemos totalmente livre e sem nenhum tipo de preconceito ou exclusão social. RECURSOS NECESSÁRIOS: 20 Colchonetes; 1 Data-show; Sala da Rádio 1 Notebook Sem Custos. EVIDÊNCIAS:
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    AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 4.TEMA: FALANDO SOBRE SEXO Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em MARKETING Fernanda Christine Bento Raimundo João Vitor Vieira Bastos Loraine Miliane Domingues de Deus Maria Fernanda Drese Frota Monteiro Lino Marina Vivianne Carcassola Rafaela Nicolau da Silva Taís Gama Guenov Vinicius Félix da Silva Vitória Vieira Bastos INTRODUÇÃO Na juventude, muitas escolhas e conflitos assolam os jovens. Tomar decisões, na verdade, não é fácil, independente da idade em questão. E junto com essa dificuldade, surgem as dúvidas e os conflitos, principalmente quando o assunto é sexualidade. O comportamento do jovem mudou nos últimos anos. A sexualidade é vista de maneira bastante banalizada, assim como também os relacionamentos afetivos; a aparente liberdade gera conflito. Seguir os valores herdados pela família, ou assumir o comportamento adotado pelo grupo? Segundo Ana Cláudia Bortolozzi Maia, professora do departamento de Psicologia da Unesp de Bauru, essa é uma dúvida muito frequente entre os jovens. Ela ressalta que para se sentirem inseridos no grupo, os jovens adotam comportamentos, como consumir bebidas alcoólicas e drogas ou assumir determinados comportamentos sexuais, sem estarem de fato conscientes dessas atitudes e, portanto, preparados para as possíveis consequências dessas escolhas. Desta forma, o presente trabalho, que contribui para o Projeto Humanizar é Preciso, propõe uma roda de discussão envolvendo diversos assuntos que geram conflitos e dúvidas acerca da sexualidade entre os jovens. Dentre esses assuntos, abordamos a questão da virgindade, os relacionamentos amorosos, a preocupação dos
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    jovens em entrarem um padrão, a gravidez na adolescência, a aparente liberdade sexual, e por fim, o preconceito e a repressão. JUSTIFICATIVA A importância do Projeto ‘’Humanizar é Preciso’’ engloba a conscientização dos alunos sobre assuntos que causam dúvidas durante a juventude, visando à reflexão das atitudes e comportamentos que ocorrem com o intuito de melhorar a convivência em sociedade. Além disso, o projeto proporciona dividir experiências e expor opiniões. O presente trabalho, sob a temática “Conflitos da Sexualidade” e título “Vamos Falar Sobre Sexo”, busca a conscientização do problema, visto que falar sobre sexualidade ainda é um tabu na sociedade, pois ainda há preconceitos por conta do pensamento retrógado e também a falta de conhecimento. Durante a adolescência, que é uma fase de transições, muitas vezes o adolescente tem dificuldades em entender a si próprio e todas as vontades e dúvidas que vem surgindo, além de não saber como lidar com as influências, seja no meio em que convive ou através das mídias sociais. OBJETIVOS O Projeto “Humanizar é Preciso” visa passar o verdadeiro significado de respeito e igualdade, com apresentações interativas e que mostram os diversos conflitos que existem na sociedade e as formas de lidar com eles. Sob a temática “Conflitos da Sexualidade”, objetivamos apresentar a importância de aceitar as escolhas alheias, não só respeitando a escolha do outro, como também as diferentes opiniões que se formam nos mais variados grupos, uma vez que cada um pensa de forma diferente diante de determinadas situações e conceitos que são impostos o tempo todo pela sociedade; tudo isso de forma a diminuir o preconceito e a repressão. Além disso, o Projeto também procurou esclarecer possíveis dúvidas acerca da virgindade, da gravidez, da liberdade sexual e dos relacionamentos. Discussões semelhantes aos temas principais também foram propostas, como a questão do aborto. Ajudar os alunos a fazerem suas próprias escolhas também foi um objetivo do Projeto.
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    METODOLOGIA No projeto humanizaré preciso, cujo tema foi “Conflitos da sexualidade”, foi trabalhado temas acerca da virgindade, aborto, liberdade sexual, influência, preconceito e ponto de vista de cada aluno. O trabalho consistiu em um debate, em que todos foram dispostos em círculo, e que teve como objetivo incentivar os alunos a expressarem seus pontos de vista e discutirem com os colegas os temas propostos. Além do debate, foi mostrado também imagens com frases de liberdade, com o intuito de abandonar o preconceito e criar reflexão sobre o que se pensa. O trabalho foi apresentado para três salas da escola Etec Padre Carlos Leôncio da Silva: 1° EM Marketing, 1° EM Informática e 1° EM Administração. Cada apresentação levou cerca de uma hora e foi orientada pelos alunos do segundo ano de marketing e pelo psicólogo Felipe Carvalho. No início da apresentação, foi feito um pequeno teatro, em que cada aluno do grupo expressou uma opinião diferente sobre relacionamentos amorosos. Um expressou uma opinião religiosa, outro uma opinião mais liberal, etc. Este teatro serviu para introduzir o debate e demonstrar como existem pontos de vista diferentes em um grupo. EVIDÊNCIAS:
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    AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 5.TEMA: É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHà Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em INFORMÁTICA PARA INTERNET BRENDA RODRIGUES JORDÃO DA SILVA NAIARA CRISTINA MARTINELI AGUIAR ANDRESSA THOME DE SOUZA ALANA GABRIELE LOPES ARAUJO FELIPE GONZAGA MIGUEL DOS SANTOS LUIZ FELIPE DE ALMEIDA PINTO TÍTULO DO PROJETO: “É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÔ META ASSOCIADA: Padrão do projeto:  Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;  Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões parciais - PP até dezembro de 2016;  Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016;  Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;  Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola  Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência em sociedade  Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;  Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.  Aproximar as pessoas uma das outras DATA INICIAL: 01/agosto/2016 DATA FINAL: 30/setembro/2016
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    RESUMO: O presenteprojeto desenvolverá ao longo do 2º Semestre do ano letivo de 2016, atividades que possam resgatar o AMOR entre as pessoas, que hoje já não mais se pratica. Famílias criam seus filhos como pessoas “frias” e mais “severas”, faltando sensibilidade e prática dos valores humanos. Muitas vezes, afastando as pessoas. Se houvesse um pouco mais de consideração ou até mesmo simpatia, pelo próximo, o mundo estaria melhor em todos os aspectos. O AMOR revoluciona a vida, trazendo conforto entre as pessoas. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Dificuldade na vivência prática dos valores humanos que culminam em indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: homofobia, racismo e qualquer manifestação de bullying e preconceitos e intolerâncias. Fatores como estes que promovem o baixo rendimento, PP(s) e retenção e finalmente a evasão escolar. Dificuldade na vivência prática com a falta de empatia pelo próximo. Falta de interesse nas pessoas próximas e distantes, egoísmo e uma forma alarmante de “concorrência” com o próximo. INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escola . JUSTIFICATIVA: Em face da convivência diária e integrada e dos problemas de relacionamento humano, buscamos com o presente projeto, despertar nos alunos a importância do AMOR entre as pessoas, e praticá-lo mais. Evidenciar que o AMOR não é apenas entre casais e sim uma forma de CUIDAR e se IMPORTAR com os outros, uma manifestação do sentido da palavra RESPEITO. OBJETIVO: resgatar o conjunto de valores humanos que proporciona uma melhor convivência entre as pessoas, mostrando que o RESPEITO e a EMPATIA são essenciais na estrutura funcional da nossa sociedade HUMANA. METODOLOGIA  Análise sobre a palavra AMOR e suas abrangências
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     Resgatar oslaços de amor entre os colegas e familiares  Onde está o amor? RESULTADOS ESPERADOS: esperamos que as pessoas percebam que o AMOR é algo importante para termos uma boa CONVIVÊNCIA. RECURSOS NECESSÁRIOS:  Sala da rádio  Multimídia  Rosas para entregar para os participantes (papel crepom) EVIDÊNCIAS:
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    AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 6.TEMA: VALORIZAÇÃO DO IDOSO Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em MARKETING Equipe de trabalho (nome completo): Kaony Agnes Fernanda Bento Isabela Mendes Mariana Moroni Thalya Bueno Larissa Martinelli Karol Pinheiro Maria Júlia Gonçalves TÍTULO DO PROJETO: “VALORIZAÇÃO DO IDOSO” META ASSOCIADA:  Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;  Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões parciais - PP até dezembro de 2016;  Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016;  Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;  Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola  Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência em sociedade  Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;  Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.  De que eles conversem, que eles não se sintam sozinhos, de que nós possamos informar eles sobre o assunto e que eles vejam o quanto é importante a questão tratada e adquirirem valores humanos e sociais entres eles e a sociedade e de quem já sofreu por isso.
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    DATA INICIAL: 01/agosto/2016 DATAFINAL: 30/setembro/2016 RESUMO: O presente projeto abordará a temática Valorização do Idoso nos aspecotos da Violência e Negligências. Todo o trabalho será tratado de uma maneira informal, serão apresentados vídeos e depoimentos sobre o tema, que são vários tipos de abusos como o abuso físico, psicológico e sexual contra o idoso. Será proposto uma dinâmica e uma roda de conversa para que eles se sintam a vontade para expressarem suas opiniões e sentimentos, e para que eles percebam o quanto é importante o assunto, para adquirirem o conhecimento do real valor humano e social entre eles e a melhor convivência na escola, e de que todos estão ali para ajudar pro que precisarem. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Abuso e negligência com os idosos. INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escola JUSTIFICATIVA: Com base na convivência diária de todos integralmente, esse projeto é importantíssimo para que eles percebam e aprendam o real valor humano entre si e toda a escola e sociedade. Para um relacionamento saudável, viverem em harmonia, respeitando a todos sem nenhum tipo de preconceito e de que somos uma família e que cada um pode contar e ajudar o outro pro que precisar. OBJETIVO(S): Trabalhar com os alunos a importância da valorização dos familiares sobretudo dos mais idosos.
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    METODOLOGIA:  Vídeos ereflexões sobre negligência  Dados estatísticos e atuais sobre a violência contra os idosos  Avaliação da visista realizada à uma Instituição de Amparo aos idosos  Entrega de cartas escritas pelos pais e mães aos alunos (surpresa) sobre a questão lançada: “O QUE VOCÊ ESPERA DO SEU FILHO QUANDO ELE CRESCER?”. RESULTADOS ESPERADOS: Esperamos que eles adquiram o conhecimento e que compreendam que estamos aqui pra ajudar no que eles precisarem. RECURSOS NECESSÁRIOS: O pisca-pisca, o projetor, colchonetes, mesas e cadeiras, papel e canetas. Cartas escritas pelos pais e responsáveis. EVIDÊNCIAS:
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    AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 7.TEMA: DOCE INFÂNCIA? Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em ADMINISTRAÇÃO Equipe de trabalho (nome completo): Ângelo Miguel de Araújo Vilela Maria Gabriele Lopes Leduino Virgínia Nascimento Gonçalves Bruna Fernandes Ligabo Paola Almeida da Silva Eduardo José Martinelli Campos Rafaela Alessandra Costanti Moura Luana Jorge Aquino Tifany Rafaelli Martins de Oliveira TÍTULO DO PROJETO: “Doce Infância?” META ASSOCIADA:  Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;  Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões parciais - PP até dezembro de 2016;  Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016;  Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;  Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola  Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência em sociedade  Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;  Promoção de ações interdisciplinares e integradoras.  De que eles conversem, que eles não se sintam sozinhos, de que nós possamos informar eles sobre o assunto e que eles vejam o quanto é importante a questão
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    tratada e adquiriremvalores humanos e sociais entres eles e a sociedade e de quem já sofreu por isso. DATA INICIAL: 01/agosto/2016 DATA FINAL: 30/setembro/2016 RESUMO: O presente projeto abordará a temática INFÂNCIA nos aspecotos da Violência e Negligências. Todo o trabalho será tratado de uma maneira informal, serão apresentados vídeos e depoimentos sobre o tema, que são vários tipos de abusos como o abuso físico, psicológico e sexual na infância. Será proposto uma dinâmica e uma roda de conversa para que eles se sintam a vontade para expressarem suas opiniões e sentimentos, e para que eles percebam o quanto é importante o assunto, para adquirirem o conhecimento do real valor humano e social entre eles e a melhor convivência na escola, e de que todos estão ali para ajudar pro que precisarem. SITUAÇÃO-PROBLEMA: A situação problema da superação de quem já sofreu abuso na infância. Falar que eles não estão sozinhos, que tem um apoio e um ombro amigo, que estamos ali pro que precisarem e que eles não têm culpa de nada. INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escola JUSTIFICATIVA: Com base na convivência diária de todos integralmente, esse projeto é importantíssimo para que eles percebam e aprendam o real valor humano entre si e toda a escola e sociedade. Para um relacionamento saudável, viverem em harmonia, respeitando a todos sem nenhum tipo de preconceito e de que somos uma família e que cada um pode contar e ajudar o outro pro que precisar.
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    OBJETIVO(S): Informar e mostrarpra eles que eles não estão sozinhos. Sabemos que não é fácil falar sobre o assunto mas é preciso. Para ajudar a cicatrizar o acontecido. METODOLOGIA: Iremos utilizar o data show para a melhor explicação do trabalho e do tema tratado. Utilizaremos rádio e colchonetes, iremos fazer uma dinâmica, terá o depoimento de um dos integrantes sobre o assunto (um relato) e teremos um depoimento da Professora Renata, uma roda de conversa para que eles possam expressar opiniões e sentimentos e falarem o que quiserem sobre o assunto e no final um pedido de abraço entre eles. RESULTADOS ESPERADOS: Esperamos que eles adquiram o conhecimento e que compreendam que estamos aqui pra ajudar no que eles precisarem. RECURSOS NECESSÁRIOS: O pisca-pisca, o projetor, colchonetes, mesas e cadeiras, papel e canetas.
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    AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 8.TEMA: CYBERBULLYING E GRAVIDÊZ NA ADOLESCÊNCIA Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em ADMINISTRAÇÃO Equipe de trabalho (nome completo): Maria Fernanda M. Aguiar Ygor Mota Jennifer Ellen dos Santos Borges Vitor Oliveira Sabrina Santos de Sousa Sabrina Maciel Bacha TÍTULO DO PROJETO: Sorria, você está sendo julgado META ASSOCIADA:  Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;  Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões parciais - PP até dezembro de 2016;  Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016;  Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;  Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola  Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência em sociedade  Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;  Promoção de ações interdisciplinares e integradoras. Quais outras metas o grupo apresenta como importante? Concientizar os alunos a não julgar os ouros, de acordo com suas co cedições DATA INICIAL: 01/agosto/2016 DATA FINAL: 30/setembro/2016
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    RESUMO: A gravidez naadolescência é algo que vem crescendo ano após ano, e com isso também cresce o número de pessoas que julgam as meninas nestas condições. Mesmo com todas as informações necessárias para a prevenção da gravidez, os maiores índices são das adolescentes que vivem em locais com menos recurso relacionado a prevenção da gravidez. Usando a vertente do preconceito, também pode-falar do cyberbullying que tá.bem vem crescendo muito rápido com os avanços da tecnologia. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Dificuldade na vivência prática dos valores humanos que culminam em indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: a gravidez na adolescência, onde as meninas nessa condição acabam sofrendo com o julgamento e preconceito dos que estão próximos a elas. Desta forma fazendo com que elas sejam escluidad da sociedade. INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escolar. JUSTIFICATIVA: Com o presente projeto visamos mostrar aos alunos a importância da convivência e do respeito com o ser humano independente de suas condições e escolhas. Com isso, melrando também toda a convivência no ambiente escola e com essas ações almejamos um melhor crescimento humano. OBJETIVO(S): O objetivo é mostrar aos alunos o valor que cada pessoa tem, e que todas devem ser respeitadas e inclusas nos meios sociais sem sofrer nenhum tipo de descriminação por conta de suas escolhas e co-edições.
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    METODOLOGIA: Foi utilizado parao desenvolvimento do trabalho uma simulação de gravidez na adolescência dentro da escola por uma das integrantes do grupo, desta forma poderíamos ter conhecimento real para passar para os alunos. No dia da apresentação, vendamos os alunos e colocamos na sala e contamos a história real de uma aluna mas também a fictícia. Mostramos a eles a realidade de meninas que estão passam ou prassaram por isso. Concluímos a apresentação com a revelação da simulação e um debate sobre o assunto. RESULTADOS ESPERADOS: Depois de toda a apresentação e debates sobre a gravidez na adolescência, esperamos que os alunos boa julgem ou depreciem as adolescente que sofrem com isso, podendo assim respeitar e ajudar que passa por essa condição. RECURSOS NECESSÁRIOS: Todos os materiais serão partilhados entre os integrantes do grupo. Materiais básicos de papel poderão ser solicitados para o almoxarifado. Foram necessários paro o desenvolvimento do projeto, a sala para apresentação, colchonete para os alunos se se tarem, e cartazes desenvolvidos pelos integrantes do grupo.
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    AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 9.TEMA: CONFLITOS ETNICOS E DIVERSIDADES Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em MARKETING  LUIZ FRANCISCO  JOÃO RAFAEL LIMA  WALACE CASTRO  BRENDON WILLIAM  JOÃO GUILHERME RODRIGUES TÍTULO DO PROJETO: Sorria, você está sendo julgado META ASSOCIADA:  Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;  Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões parciais - PP até dezembro de 2016;  Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016;  Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;  Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola  Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência em sociedade  Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;  Promoção de ações interdisciplinares e integradoras. Quais outras metas o grupo apresenta como importante? Concientizar os alunos a não julgar os ouros, de acordo com suas co cedições DATA INICIAL: 01/agosto/2016 DATA FINAL: 30/setembro/2016
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    RESUMO: A gravidez naadolescência é algo que vem crescendo ano após ano, e com isso também cresce o número de pessoas que julgam as meninas nestas condições. Mesmo com todas as informações necessárias para a prevenção da gravidez, os maiores índices são das adolescentes que vivem em locais com menos recurso relacionado a prevenção da gravidez. Usando a vertente do preconceito, também pode-falar do cyberbullying que tá.bem vem crescendo muito rápido com os avanços da tecnologia. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Dificuldade na vivência prática dos valores humanos que culminam em indesejáveis problemas de convivência como por exemplo: a gravidez na adolescência, onde as meninas nessa condição acabam sofrendo com o julgamento e preconceito dos que estão próximos a elas. Desta forma fazendo com que elas sejam escluidad da sociedade. INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escolar. JUSTIFICATIVA: Com o presente projeto visamos mostrar aos alunos a importância da convivência e do respeito com o ser humano independente de suas condições e escolhas. Com isso, melrando também toda a convivência no ambiente escola e com essas ações almejamos um melhor crescimento humano. OBJETIVO(S): O objetivo é mostrar aos alunos o valor que cada pessoa tem, e que todas devem ser respeitadas e inclusas nos meios sociais sem sofrer nenhum tipo de descriminação por conta de suas escolhas e co-edições.
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    METODOLOGIA: Foi utilizado parao desenvolvimento do trabalho uma simulação de gravidez na adolescência dentro da escola por uma das integrantes do grupo, desta forma poderíamos ter conhecimento real para passar para os alunos. No dia da apresentação, vendamos os alunos e colocamos na sala e contamos a história real de uma aluna mas também a fictícia. Mostramos a eles a realidade de meninas que estão passam ou prassaram por isso. Concluímos a apresentação com a revelação da simulação e um debate sobre o assunto. RESULTADOS ESPERADOS: Depois de toda a apresentação e debates sobre a gravidez na adolescência, esperamos que os alunos boa julgem ou depreciem as adolescente que sofrem com isso, podendo assim respeitar e ajudar que passa por essa condição. RECURSOS NECESSÁRIOS: Todos os materiais serão partilhados entre os integrantes do grupo. Materiais básicos de papel poderão ser solicitados para o almoxarifado. Foram necessários paro o desenvolvimento do projeto, a sala para apresentação, colchonete para os alunos se se tarem, e cartazes desenvolvidos pelos integrantes do grupo. EVIDÊNCIAS:
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    AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 10.TEMA:DIVERSIDADE SEXUAL Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em ADMINISTRAÇÃO Introdução A homossexualidade refere-se à situação na qual o interesse e o desejo sexual dirige-se a pessoas do mesmo sexo. É uma das possibilidades verificadas de manifestação da sexualidade e afetividade humana. A homossexualidade é um comportamento aprendido, um padrão duradouro de organização do desejo sexual.A homossexualidade pode estar relacionada a várias causas, como a determinação genética, proposta pelo geneticista Dean Hamer ao descobrir genes, designado por ele de GAY-1. Hipótese esta que apesar de não aceita no meio científico americano, foi defendida, onde a homossexualidade é colocada como consequência de uma variação genética, e não como uma opção ou estilo de vida. Origem A palavra homofobia significa a repulsa ou o preconceito contra a homossexualidade e/ou o homossexual. Esse termo teria sido utilizado pela primeira vez nos Estados Unidos em meados dos anos 70 e, a partir dos anos 90, teria sido difundido ao redor do mundo. Podemos entender a homofobia, assim como as outras formas de preconceito, como uma atitude de colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de inferioridade, de anormalidade, baseada no domínio da lógica heteronormativa, ou seja, da heterossexualidade como padrão, norma. A homofobia é a expressão do que podemos chamar de hierarquização das sexualidades. Todavia, deve-se compreender a legitimidade da forma homossexual de expressão da sexualidade humana. Entende-se então que a homofobia compreende duas dimensões fundamentais: de um lado a questão afetiva, de uma rejeição ao homossexual; de outro, a dimensão cultural que destaca a questão cognitiva, onde o objeto do preconceito é a homossexualidade como fenômeno, e não o homossexual enquanto indivíduo.
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    Homofobia no Brasil Ahomofobia no Brasil tem sido muito presente nos dias atuais , ou seja , hoje em dia 84% (Oitenta e quatro , por cento ) de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) , sofrem de preconceito por gostar de pessoas do mesmo sexo . Apesar de vivermos em uma sociedade homofóbica, a aceitação da homossexualidade teve avanços nos últimos anos . O que contribuiu para isso foi a aparição de casais homossexuais em novelas, a legalização do casamento gay em alguns países , ídolos como Cazuza assumirem sua homossexualidade, a "Parada Gay", entre outros meios. O que não era e ainda não é levado em consideração é que ser gay não é uma opção sexual, muito menos doença ou crime e sim uma orientação sexual de causa biológica, cultural e psicológica. É lamentável que o homossexual esconda-se, negue sua homossexualidade para não ter de enfrentar as discriminações. Mas, então, quais seriam as soluções para esse preconceito, que assim como todos os outros, é um senso comum, não tendo portanto um fundamento? Primeiramente, é fundamental que a sociedade se conscientize e deixe de ser homofóbica. É preciso se indignar, pois com isso será mais comum as denúncias contra esse ato desumano que é o preconceito. É necessário também cobrar do Estado leis que protejam os homossexuais. Dessa maneira, a metáfora da pluralidade, da multiplicidade que o arco-íris representa faria sentido, pois a sociedade aceitaria as diferenças e perceberia o quanto isso é importante para se viver dignamente em grupo. Consequentemente, haveria um melhor relacionamento da humanidade, sem interferência de cor, de religião, de orientação sexual ou de qualquer outro tipo de preconceito , pois cada um tem sua opção sexual e ninguém é obrigado a aceitar e sim respeitar. Mesmo com alguns avanços que no que diz respeito a conquistas de direitos, a comunidade LGBT ainda luta, principalmente, para ser aceita em um lugar onde deveria receber apoio incondicional desde sempre: dentro de casa. No Dia Internacional de Combate à Homofobia, celebrado nesta terça-feira (17), o NE10 ouviu histórias e depoimentos emocionantes de pessoas que sofreram e ainda sofrem o preconceito da família. Pais, mães e parentes que se recusam a aceitar a orientação sexual e até humilham seus filhos em nome da “heteronormatividade” - prática de ignorar ou marginalizar atitudes e ações que são diferentes do padrão “hétero” da sociedade.
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    Taxas de agressõese de mortalidade Em 2015, o Disque 100 recebeu quase 2 mil denuncia de agressões contra gays,e no inicio de 2016,132 homossexuais foram mortos no país. Estima-se que a cada 28 horas, um homossexual morre de forma violenta no país. Mas não se sabe quantos desses casos tiveram a homofobia como motivação principal. Hoje, se uma pessoa sofrer uma agressão física ou for xingada, pelo simples fato de ser homossexual, ela vai chegar numa delegacia de polícia pra prestar queixa, mas não vai conseguir registrar o caso como homofobia. Porque não existe esse crime na legislação brasileira. A homofobia não é considerada crime, e por isso casos de violência contra homossexuais recebem menos atenção da polícia. Webgrafia http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2016/06/cada-28-horas-um-homossexual- morre-de-forma-violenta-no-brasil.html http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/2_0431.pdf http://atelierdeducadores.blogspot.com.br/p/dinamicas-de-grupo-e-jogos.ht EVIDÊNCIAS:
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    AÇÕES E EVIDÊNCIAS: 11.TEMA:QUAL O SEU TIPO SANGUÍNEO? Turma: 2º Ensino Técnico Integrado ao Médio em ADMINISTRAÇÃO METAS ASSOCIADAS:  Redução de 50% dos casos de evasão escolar até dezembro de 2016;  Redução de 30% o número de aluno em regime especial de progressões parciais - PP até dezembro de 2016;  Aumento em pelo menos 30% do numero de projetos interdisciplinares até dezembro de 2016;  Promoção dos valores éticos, étnicos, sociais e culturais;  Promoção de ações educativas voltadas para a solidariedade no coletivo da escola  Promoção de espaços para debates e propostas para uma melhor convivência em sociedade  Atividades Interdisciplinares envolvendo todo o corpo docente e discente da ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva;  Promoção de ações interdisciplinares e integradoras. DATA INICIAL: 01/agosto/2016 DATA FINAL: 30/setembro/2016 RESUMO: O projeto acontecerá ao longo do 2º semestre de 2016 atividades que possam melhorar a visão dos alunos sobre INCLUSÃO SOCIAL, a atividade proporcionara debates, dinâmicas de grupo e plano de ação na escola, buscando a melhor convivência entre os alunos e a escola. Humanização é a ação ou efeito de humanizar, de tornar humano ou mais humano. A inclusão está ligada a todas as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade, diante desse problema desenvolveremos nosso trabalho
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    SITUAÇÃO-PROBLEMA: O problema queabordamos nesse trabalho é difícil de ser entendido por quem não sofre com isso diretamente ou indiretamente. Imagine que pessoas são excluídas do meio social em razão das características físicas que possuem, como cor da pele, altura, peso e físico. Já nascemos com essas características e não podemos, de certa forma, ser culpados por tê-las. INDICADOR(ES) UTILIZADO(S): Observação direta do crescimento da heterogeneidade da U.E e dos problemas que surgem mediante a convivência diária e integrada. Dificuldades dos alunos na convivência com a diversidade humana e com conceitos errôneos sobre as peculiaridades humanas. Atas do Conselho de Classe, SAI e Observatório Escola JUSTIFICATIVA: Devido ao fato que acontece nas escolas, parques, ruas, e no mundo todo em que pessoas são excluídas de rodas de amigos, grupos, e entre outros, por sofrerem algum tipo de preconceito, iremos passar um pouco dessa realidade que se encontra presente em nosso meio e nem percebemos para conscientizar maia sobre esse fato da exclusao social OBJETIVO: A objetividade desse trabalho é atingir e tocar algumas pessoas de forma que queremos conscientizar e até ensinar sobre certos pontos dentro de inclusão social que muitos entendem errado, mostrar algumas realidades ainda existentes sobre esse assunto e conscientizar o público no qual assistirá ao trabalho. METODOLOGIA: ,  Análise das situações que encontramos hoje sobre o preconceito no ambiente escolar  Como lidamos com as questões preconceituosas e quais medidas podem ser tomadas para excluírmos da nossa sociedade tal comportamento. RESULTADOS ESPERADOS: Após a aplicação do nosso projeto esperamos uma grande melhoria na convivência entre os alunos e as pessoas que necessitam de uma atenção especial,
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    fazendo assim melhoraro ambiente em que vivemos, e também conscientizar todos para que possamos ter um meio em que vivemos totalmente livre e sem nenhum tipo de preconceito ou exclusão social. RECURSOS NECESSÁRIOS: 20 Colchonetes; 1 Data-show; Sala da Rádio 1 Notebook; Sem Custos. EVIDÊNCIAS:
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    AVALIAÇÃO DO PROJETO  Métodogoogle.docs  139 alunos entrevistados
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     Acordos pedagógicoscom os colegas da sala de aula para melhorar o processo de conviver e melhorar  Resgatar com os colegas e professores a essência das propostas sempre que necessário  Realizar prévias e avaliações do projeto periodicamente  O projeto deve se limitar ao período determinado para a sua realização  Outros
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    Desenvolvimento do Projeto: Materialde apoio para os temas: http://www4.faac.unesp.br/pesquisa/nos/sexualidade/sexualidade_texto_html.htm Escolher por quais caminhos seguir e que decisões tomar é difícil em qualquer fase da vida. Durante a juventude tomar decisões e fazer escolhas são grandes tormentos, gerando dúvidas e conflitos. Quando o assunto é a sexualidade as dúvidas parecem ser ainda maiores. O comportamento do jovem mudou nos últimos anos, a sexualidade é vista de maneira bastante banalizada, assim como também os relacionamentos afetivos. A aparente liberdade gera conflito, principalmente entre os jovens que estão vivendo um momento de transição entre a adolescência e a vida adulta. Seguir os valores herdados da família, ou assumir o comportamento adotado pelo grupo? Essa segundo Ana Cláudia Bortolozzi Maia, professora do departamento de Psicologia da Unesp de Bauru é uma dúvida muito freqüente entre os jovens. Ela ressalta que para se sentirem inseridos no grupo, os jovens adotam comportamentos, como consumir bebidas alcoólicas e drogas ou assumir determinados comportamentos sexuais, sem estarem de fato conscientes dessas atitudes e, portanto, preparados para as possíveis conseqüências dessas escolhas. É preciso refletir sempre os “porquês” das nossas atitudes, especialmente quando elas exigem responsabilidades pessoais e sociais. Atualmente, os jovens estão iniciando a vida sexual mais cedo. A sexualidade tem sido discutida de forma mais “aberta”, nos discursos pessoais, nos meios de comunicação, na literatura e artes. Entretanto, segundo a professora Ana Cláudia, essa aparente “liberdade sexual” não torna as pessoas mais “livres”, pois ainda há bastante repressão e preconceito sobre o assunto. Além disso, as regras de como devemos nos comportar sexualmente prevalecem em todos os discursos, o que torna uma questão velada de repressão. Ela cita a questão da virgindade feminina, que antes era supervalorizada e hoje é vista como um problema para muitas meninas. Muitas garotas iniciam a vida sexual de forma precipitada, mais para responder a uma exigência do grupo do que a uma escolha pessoal, o que as tornam menos propensas a assumir as responsabilidades que uma vida sexual ativa requer. Ana Cláudia explica que essa cobrança do grupo, também é vista como um tipo de repressão, pois parece que hoje as pessoas perderam a possibilidade de assumir ‘ser’ ou ‘não ser’ virgem, diante da cobrança do grupo social. Outro exemplo diz respeito às cobranças exigidas ao papel feminino. Atualmente, cobra-se da mulher a entrada no mercado de trabalho, e por conseqüência isso pode resultar em uma maior autonomia. Mas, apesar disso, ainda hoje é exigido também da mulher que ela se case, tenha filhos e seja uma boa mãe. Ter que se casar ou ter filhos parecem condições inerentes à felicidade pessoal. A mulher que tem uma opção de vida diferente dessa é vista como infeliz. Outro exemplo ainda, diz respeito aos relacionamentos amorosos. Na década de 80 surge a expressão “ficar com”. Essa expressão representa uma nova condição de relacionamento em que as pessoas irão manter contatos físicos e afetivos durante um curto tempo, sem que isso signifique um vínculo duradouro. O “ficar com”, apesar de aparentar uma grande liberdade sexual está repleto de regras. Essas regras dependem do grupo social (idade, classe social e educacional) e momento histórico. Ana Cláudia considera esse comportamento um avanço nas relações afetivas, pois acredita que há uma maior possibilidade de escolher parceiros e de experimentar as sensações prazerosas do toque com o outro, sem que esse relacionamento necessariamente leve ao “casamento”. Isso, para ela, é um fator importante no desenvolvimento afetivo do jovem. No entanto, alerta para uma possível banalização das relações, quando jovens ficam com “usando o outro como objeto”, o que muitas vezes pode provocar frustrações para ambas as partes envolvidas. O jovem do século XXI é visto como livre, bem informado, “antenado” com os acontecimentos, mas as pesquisas mostram que quando o assunto é sexo há muitas dúvidas e conflitos. Desde dúvidas específicas sobre questões biológicas, como as doenças sexualmente transmissíveis, até conflitos sobre os valores e as atitudes que devem tomar em determinadas situações. Apesar de iniciarem a vida sexual mais cedo, os jovens não têm informações e orientações suficientes. A mídia, salvo exceções, contribui para a desinformação sobre sexo e a deturpação de valores. A superbanalização de assuntos relacionados à sexualidade e das relações afetivas gera dúvidas e atitudes precipitadas. Isso pode levar muitos jovens a se relacionarem de forma conflituosa com os outros e também com a própria sexualidade. Existe muita preocupação por parte dos jovens em entrar em um padrão. Tanto meninas quando meninos, ainda reproduzem o comportamento machista de anos atrás. Para a professora Ana Cláudia as garotas ainda sonham com um “príncipe encantado” (que seja um bom partido: fiel e bem sucedido na vida) e os garotos com uma “bela princesa” (que seja adequada aos padrões de beleza física, com indícios de uma futura boa dona de casa e mãe de família, mesmo que possa almejar o mercado de trabalho). Essas expectativas retratam determinadas características, que só reproduzem a repressão e o machismo, que atualmente se encontra mascarado. Os jovens, de maneira geral, ainda se preocupam em seguir padrões de comportamento. Ana Cláudia ressalta que ainda que sociedade imponha um certo tipo de comportamento sexual e afetivo considerado normal, o que dever ser levado em conta é o bem estar de cada um.
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    Enfim, hoje existeuma aparente liberdade sexual. Ao mesmo tempo em que as pessoas são, em comparações há anos anteriores, mais livres para fazer escolhas no campo afetivo e sexual, ainda há muita cobrança por parte da sociedade, e esta cobrança acaba sendo internalizada, e assim as pessoas acabam assumindo comportamentos e valores adotados pela maioria. Apesar da necessária identificação com o grupo, para que nos reconheçamos no outro, todos nós temos as nossas individualidades que devem ser respeitadas. Devemos refletir que nossas atitudes refletem nossa história pessoal de educação sexual, repleta de valores e concepções. Parece arriscado assumir comportamentos apenas para seguir os padrões, por considera-los certos, sem refletir sobre eles. Seria melhor se vivêssemos de acordo com nossos valores, mas sempre tendo consciência das responsabilidades das escolhas que fazemos, não só durante a juventude, mas ao longo de toda a vida. Você já pensou sobre isso? Colaboração de Ana Cláudia Bertolozzi Maia, professora do departamento de psicologia da Faculdade de Ciências, da Unesp campus de Bauru. Educação sexual é função da família, não das escolas! Ou: Não neguem a biologia dessa forma, “progressistas” Bispo Edmilson Caetano. Fonte: Folha Ser homem ou ser mulher, tudo uma construção social, nada mais. É assim que os “progressistas” enxergam as coisas. Direito deles, assim como é direito de alguns criacionistas negar Darwin. Mas não venham impor essa visão de mundo aos nossos filhos nas escolas! Isso já é absurdo, uma invasão dos nossos direitos como pais. E é exatamente o que querem fazer os “progressistas”, em nome do combate ao preconceito e à violência: enfiar goela abaixo das crianças uma “ideologia de gênero” que nega a biologia e diz que devemos ser “neutros”, pois cada um deve ser o que quiser e não existe essa coisa de “menino” e “menina”. Foi por conta disso que houve confusão em Guarulhos, pois a prefeitura, sob o comando petista,resolveu distribuir livros de educação sexual para crianças, com claro viés ideológico: Para vereadores evangélicos e católicos, a gestão do prefeito Sebastião Almeida (PT) quer implantar a ideologia de gênero nas escolas municipais, que atendem crianças de até 11 anos. Segundo essa corrente de pensamento, os gêneros sexuais são construções sociais e culturais, e não biológicas. Assim, as crianças devem ser educadas de forma neutra, para que elas próprias escolham seu gênero no futuro. “Não sou homofóbico, mas essa ideologia pode levar a criança a achar que pode ser menino com menino, menina com menina, três juntos, aí banaliza”, disse o vereador Romildo Santos (PSDB), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. No último dia 20, o encontro na Casa foi quente, com gritos de todos os lados. O bispo Edmilson Caetano, da diocese da cidade, não conseguiu terminar seu discurso por causa do protesto de grupos LGBT (que representam lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). “Não sou psicólogo, mas e essa questão do neutro? O que significa para a pessoa essa espécie de dúvida de identidade que venha desde a infância? Acho que a educação sexual deve ser uma questão tratada na família”, disse o bispo à Folha. O juiz Antonio Pimenta, que mora na cidade, também falou: “Você querer colocar na cabeça de um ser humano que ele pode ser mulher se ele nasceu com corpo masculino é negar a biologia”. O vereador do PSDB está certo em condenar a banalização do sexo, como se fosse a coisa mais normal do mundo hoje o menino gostar de meninas, amanhã resolver que gosta mesmo é de meninos, e no dia seguinte decidir que gosta de ambos. O bispo também está certo ao temer essa coisa de “neutralidade”, e lembrar que educação sexual, ou orientação sobre valores morais, é função da família. Os “progressistas” odeiam esse obstáculo ao totalitarismo, e por isso atacam as famílias tradicionais de todas as formas possíveis. Querem substituí-la pelo estado, pelo poder dos burocratas “ungidos”, por eles mesmos, os arrogantes que acham que entenderam melhor o mundo e desejam impor sua visão aos demais, aos “alienados”, “reacionários”, “conservadores”, “caretas” e “coxinhas”. “O gênero não veio para destruir famílias. Tratar da questão de gênero é trabalhar com uma política de erradicação da violência contra homossexuais, contra a mulher”, disse a professora Sílvia Moraes, coordenadora educacional da cidade, que defende o uso dos livros. Não sei de onde ela tirou isso! Ninguém precisa agredir um homossexual por levar em conta a biologia. Isso é desculpa esfarrapada de quem quer, sim, impor uma ideologia. Achar que sexualidade ou comportamentos masculino e feminino não passam de “construções sociais” exige uma cegueira e tanto em relação ao mundo e à história. Que algumas pessoas resolvam acreditar nessa besteira, vá lá, direito delas. Mas não venham tentar doutrinar os filhos dos outros com essa ideologia besta, pois isso já é demais; é puro autoritarismo. Deixem nossos filhos em paz, “progressistas”! Escola não é laboratório para experiências humanas nem extensão de diretório partidário. Educação sexual é função da família! Rodrigo Constantino Tags: Antonio Pimenta, Edmilson Caetano, educação sexual, homofobia, Romildo Santos http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/educacao-sexual-e-funcao-da-familia-nao-das-escolas-ou-nao- neguem-a-biologia-dessa-forma-progressistas/
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    DESENVOLVIMENTO DA SEXUALIDADEDA GERAÇÃO DIGITAL http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=396 Sexualidade é o processo evolutivo que dura toda a vida, pelo qual nascemos e nos reproduzimos e está intimamente associado ao desenvolvimento biológico, psicológico e social, contribuindo para a formação da personalidade e realização pessoal. As emoções se originam em nosso cérebro e na correlação corporal, através das sensações e percepções, via neurotransmissores e redes dos circuitos neuronais. As emoções são mecanismos biológicos instintivos que nos auxiliam a lidar com as tarefas fundamentais da vida, que são a sobrevivência e a perpetuação da espécie pela reprodução. Muitos cientistas da evolução do comportamento humano, desde Charles Darwin em 1872, já apontavam que a sobrevivência das crianças dependia da resposta aos cuidados de proteção dos adultos, e que muitas das percepções espécie-específicas inatas auxiliavam na evolução e no desenvolvimento e daí as respostas emocionais de regulação descritas como aproximação ou fuga (fight-flight)4 . Vários estudiosos das áreas de psicologia foram descrevendo os mecanismos da memória e do inconsciente e as respostas afetivas, emocionais e empáticas que influenciavam nos comportamentos e também nas expressões da sexualidade e agressividade, inclusive nas reações pós-traumáticas das crianças e adolescentes em suas dinâmicas familiares. Em 1905, em Viena, com a publicação de seu livro Three Essays of the Theory of Sexuality, Sigmund Freud descreve, pela primeira vez, que sexualidade e agressividade também são evidentes nos comportamentos de crianças e adolescentes5 . Somente em 1920 e na época da Primeira Guerra Mundial, Freud reconhece que o eroticismo é o resultado da interação de dois impulsos instintivos inatos de igual importância: o instinto de vida (Eros) e o instinto de morte (Thanatos). Tudo se reflete neste balanceamento: de um lado, a Vida e a preservação da espécie, sexualidade, afeto/amor, criatividade, alimentação e as manifestações emocionais da saúde, e do outro lado, a Morte, refletida na agressão, dor e desespero e as manifestações emocionais da violência6 . Muitos autores, a seguir, estudaram os comportamentos de crianças e adolescentes e o desenvolvimento da sexualidade em relação às diversas patologias corporais, hormonais e mentais e os problemas decorrentes no relacionamento social até a vida adulta, incluindo John Bowlby7 , Donald Winnicott8 , Erik Erikson9 , John Money10 em clássicos da literatura científica que precisam ser mais (re) conhecidos pelos profissionais que se dedicam a lidar com os adolescentes e os problemas de saúde atuais, inclusive sobre a sexualidade.Mais recentemente, apesar de muitos outros desafios da modernidade como a contracepção, as doenças sexualmente transmitidas/HIV- AIDS, gravidez precoce e as influências do abuso de drogas durante a adolescência, existem também outras tantas repercussões tecnológicas, inclusive o uso de ressonâncias magnéticas funcionais para o estudo dos comportamentos. Pesquisadores como Giedd11 e Erik Kandel12 continuam trazendo evidências importantes sobre o desenvolvimento cerebral e mental humano e demonstram a importância do sistema dopaminérgico mesocortical e mesolímbico, do córtex pré-frontal e do núcleo acumbente e as reações do hipocampo e da amígdala cerebral, ao estresse inclusive das muitas horas frente ao computador podendo ocasionar a dependência e o transtorno obsessivo-compulsivo, além dos estímulos hormonais do hipotálamo-hipófise durante a adolescência.Durante a infância, o desenvolvimento da sexualidade é um processo natural de exploração e descoberta de informações, sensações e percepções do próprio corpo (fases oral, anal, genital) e controle dos impulsos assim como a curiosidade sobre outros papéis e comportamentos (brincar de casinha) com outras crianças, irmãos ou primos quase da mesma idade (tomar banho juntos). Os comportamentos são limitados, espontâneos e ocasionais e o interesse na sexualidade é balanceado com novas descobertas do mundo exterior e com as respostas afetivas e de atenção dos pais. Geralmente, os toques corporais, abraços e beijos são prazerosos e não ocasionam sentimentos de vergonha, raiva, medo ou ansiedade. Os comportamentos vão se tornando problemáticos quando as crianças ficam confusas com a exposição de materiais em filmes de televisão, vídeos e novelas que não conseguem compreender e são abandonadas em frente de aparelhos que são usados para "distração", a babá eletrônica; ou quando vivem em famílias disruptivas e disfuncionais ou em comunidades e grupos sociais onde o sexo tem uma influência importante ou poder de barganha; ou em lares onde não existe respeito pela intimidade e privacidade, ou a exposição sexual é usada em brigas e situações de violência; ou quando realmente existem episódios abusivos e o espaço emocional é violado deixando emoções inconscientes de estresse e confusão entre dor e prazer, e que então começam as repercussões em comportamentos sexualizados e desintegradores, aumentando os problemas nas rotinas diárias, tensões e períodos de ansiedade e negligência13 . A transição da adolescência14 é marcada pelo desenvolvimento da sexualidade, desde as mudanças no corpo e nos comportamentos até o início dos relacionamentos sociais, como o namoro e outros compromissos afetivos, inclusive sexuais, até o acasalamento e a possibilidade de reprodução. A socialização e a sexualização são interdependentes durante este período e passam por processos cerebrais, mentais e neuro-hormonais que se expressam nos desejos, buscas, dúvidas, ansiedades, intimidades, medos, vacilos, incertezas e muitas encruzilhadas, confrontos e riscos na escolha das opções sexuais. As fases normais do desenvolvimento da sexualidade na adolescência não têm limites de idade definidos, e muitas vezes podem ocorrer ao mesmo tempo. A primeira fase, do despertar do interesse sexual, ocorre devido ao estímulo hormonal e às mudanças corporais, com o aparecimento da primeira menstruação, menarca nas meninas e da primeira ejaculação, semenarca, nos meninos. Durante esta época, as reações emocionais são as mais variadas possíveis, com rápidas fugas da realidade através das fantasias e devaneios, e episódios de auto-estímulo, como a masturbação e de desejos inconscientes a "objetos de amor proibido", bissexuais e ambivalentes. A segunda fase, daexperimentação sexual, envolve a prática de iniciar um relacionamento amoroso com outra pessoa, algo super complicado com vacilos e incertezas, pois o/a adolescente precisa vencer o desafio de treinar a imagem pública que quer demonstrar de si e começar os jogos de sedução. Esta fase é transformada na construção de blogs e redes de relacionamentos e encontros entre "amigos" via Internet, e todos querem ser o foco da atenção, uma celebridade! Na terceira fase, da escolha do par sexual, e o amadurecimento das inter-relações afetivas, ocorrem o início de relações mais duradouras e o/a adolescente começa a aceitar melhor o papel sexual escolhido e a se sentir mais confortável com sua sexualidade, decidindo sobre seus valores de vida, aprofundando os aspectos íntimos de sua feminilidade/masculinidade, intensificando sua autoestima e consolidando sua identidade sexual. A sexualidade ocupa um espaço essencial na formação da identidade de todos adolescentes e também culturalmente nos grupos sociais, porque tem relevância para a continuidade evolutiva e o poder reprodutivo, além da busca do prazer do corpo, da imaginação e das fantasias. Por tudo isso, ressalta-se a importância do respeito às necessidades e atitudes individuais e coletivas, mas também a busca por informações básicas sobre o que acontece a cada momento nas percepções de cada um e nas trocas dos saberes que são realizadas, atualmente, através das redes sociais em vez das pressões das famílias. Os impulsos da sexualidade são marcados
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    por limites sociaisque muitas vezes desafiam os riscos da impulsividade e da liberdade, assim como as regras de proteção, códigos morais e éticos, que operam tanto subjetivamente como na dimensão social. O desenvolvimento da sexualidade é um dos aspectos do desenvolvimento da personalidade humana e da socialização na adolescência, com a incessante e difícil busca do encontro de si mesmo e do par amoroso15 . Com o advento das novas tecnologias, estamos diante de uma nova revolução, não só dos novos padrões de comunicação e relacionamento social, mas também da maneira como se aprende e manifesta a sexualidade, inclusive nas redes sociais. No isolamento e no anonimato de seu computador em seu quarto ou numa lan house, o adolescente inicia seu conhecimento sexual e seus relacionamentos com informações obtidas livremente de outras pessoas de todos os tipos e idades, porém cuja identidade real é desconhecida. Relaciona-se de modo simultâneo e superficial e espera a "repercussão virtual" de sua imagem, muitas vezes transmitida através da webcam em tempo real ou vídeo. Esse retorno traduz-se em variáveis quantidades de manifestações, seja através de fotologou da comunidade virtual ou sites de relacionamento, podendo se tornar uma web-celebridade ou podendo também ser alvo de destruição por atos de cyberbullying. Observa-se uma busca por experiências sexuais, que alguns sociólogos denominam de pansexualidade, onde tudo é possível na mídia social16 . Seja como for, e como sempre tem sido desde a Antiguidade, os adolescentes exercem sua sexualidade como expressão de liberdade, vazio e rebeldia, que não depende de gênero, foge aos estereótipos culturais tradicionais, não depende de envolvimento emocional e compromisso afetivo, mas mesmo assim assume riscos comportamentais, que vão desde a exploração sexual como até dissociações mentais. As mensagens de texto, ou sexting, que são curtas, simples e diretas fazem parte do novo idioma usado através da Internet e dos celulares. A linha limite que separa o uso construtivo do uso patológico no desenvolvimento sexual e na busca de atenção e de afeto ou do par amoroso e sexual está cada vez mais tênue, e permanece também como uma divisória, que cada vez mais fica desequilibrada entre a saúde e os riscos de doenças futuras17 . FATOS E RISCOS DA ERA DIGITAL Nada mais será como antes, pois todos os dias surgem tecnologias novas, algumas levando meses para serem aperfeiçoadas ou outras "caindo na rede", isto é, no gosto dos adolescentes, os quais, com o ímpeto típico da idade, desvendam, absorvem e compartilham os labirintos da rede em alta velocidade18 . Desde que começou a se popularizar no final dos anos 1990, a Internet, ou a rede das redes, criou novos conceitos que foram incorporados ao cotidiano das pessoas. De todos os grupos de usuários da rede mundial de computadores, são os jovens que lidam mais confortavelmente com as ferramentas e novidades desse novo meio de comunicação. No Brasil, em 2011, 38% dos domicílios com acesso à Internet e 45% da população de usuários, sendo 77,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais, declararam ter usado a Internet nos três meses anteriores à entrevista da Pesquisa Nacional por Amostra a Domicilio, um aumento de 15% em relação a 200919 . Pesquisa realizada pelo CETIC, Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação, de Abril a Julho de 2012, com 1.580 adolescentes e suas famílias, de todas as regiões brasileiras e classes socioeconômicas para medir o uso dos computadores e telefones celulares focando nas oportunidades e riscos, demonstrou que a proporção de 67% dos adolescentes entre 9 e 16 anos tinham acesso à Internet e 47% todos os dias ou quase todos os dias, sendo que 14% tinham usado a webcam no último mês20 . Nessa pesquisa, 47% das crianças/adolescentes entrevistados declararam ter passado por alguma situação ofensiva na Internet nos últimos 12 meses. As atividades para o uso do computador estavam relacionadas a trabalho escolar (82%); visitas às redes sociais, como Orkut ou Facebook (68%); assistir vídeos/youtube (66%); games/jogos (54%); envio de mensagens instantâneas (54%); envio de e- mails (49%); baixar músicas/filmes (44%); postar fotos/imagens/vídeos (40%), dentre outras relacionadas20 . Para entender o que as crianças e adolescentes fazem, como se comunicam, fazem amigos, descobrem sua sexualidade ou simplesmente se divertem e "baixam músicas e filmes" ou jogam "vídeo games" e alguns vão se tornando "dependentes da Internet"21 , devemos não só conhecer esta nova realidade, como, urgentemente, nos atualizar22 . Redes Sociais: são inúmeras as redes sociais virtuais, onde um grupo qualquer de pessoas se conecta e troca informações, descreve sua rotina ou tarefa diária ou, simplesmente, se comunica e troca ideias, através de e-mails ou mensagens. Para os adolescentes, que não se sentem compreendidos na família ou não encontram melhores oportunidades no "mundo real" e se sentem isolados, as redes sociais desempenham, cada vez mais, o papel de "ponte de comunicação" nas "salas-de-bate-papo", fóruns e oportunidades de jogos interativos. Muitos buscam nas redes sociais o "apoio emocional" de "qualquer relacionamento" em momentos de desespero solidão, ansiedade, ou dificuldades psicossociais, e acabam colocando dados pessoais, fotos ou informações pessoais que podem se tornar autoprejudiciais online e na vida real. Outros desenvolvem a dependência, que é o principal sintoma do uso problemático da Internet ou o uso compulsivo, que é a incapacidade de controlar ou regular o próprio comportamento virtual21 . Quando estas mensagens têm um conteúdo sexual em sites ou redes desconhecidas ou sem segurança,
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    as possibilidades derisco são enormes, pois "do outro lado", no espaço cibernético, estas imagens ou informações podem ser usadas por "qualquer um", inclusive redes criminosas ou ilegais, de exploração sexual, em qualquer parte do mundo. Muitos programas e aplicativos existem tanto de estímulo sexual ou encontros anônimos, como Bang with Friends ou o Grindr ou Vai pegar? que exploram adolescentes incautos para o sexo casual e relacionamentos sexuais com adultos com todos os tipos de perversão sexual inclusive, e são disseminados pelas redes de mídia, sem qualquer responsabilidade social23 . Muitas redes sociais produzem materiais educativos, informativos, éticos e de alerta sobre segurança na Internet, apropriados para adolescentes e devem ser recomendados pelos profissionais de saúde para serem utilizados em escolas, inclusive por estarem accessíveis e serem gratuitos para distribuição e divulgação24, 25, 26, 27 . Existem também canais de ajuda que são serviços online com pessoas preparadas para conversar com crianças e adolescentes e esclarecer as principais dúvidas e alertas sobre as redes sociais, quando necessário28, 29 . Sexting: é o compartilhamento de textos simples, curtos, diretos com ou sem imagens de teor sexual, geralmente via telefones celulares. É um termo derivado de sexual messaging em Inglês, que significa mensagem sexual, com conotação inapropriada ou fotos nuas de corpos ou de relações sexuais. A dor emocional que causa pode ser enorme tanto para o/a adolescente na foto como para o/a adolescente que envia ou recebe a mensagem, e pode ter implicações legais e criminais, por ser considerado conteúdo de pornografia e invasão de privacidade. Muitos adolescentes acham que é "só uma brincadeirinha engraçada" e não entendem a repercussão deste ato impulsivo, que é uma ameaça e é considerado um abuso ou cyberbullying. Cyberbullying: é a produção do comportamento de bullying assistido pela tecnologia digital30 . Qualquer comportamento que comunica repetitivamente mensagens hostis, agressivas, cheias de ódio ou ameaçadoras, com conteúdos sexuais associados ou não, e realizadas por adolescentes ou grupos de pessoas com a intenção de prejudicar ou causar desconforto em outros (abuso psicológico) através da mídia digital ou tecnológica em qualquer forma. Mesmo a mídia tradicional, como televisão, rádio, revistas e jornais, tem um impacto indireto associado às influências sobre comportamentos, relacionamentos, violência e sexualidade, que são amplificados na mídia digital. Nos casos decyberbullying, a vitimização ocorre online, com mensagens e envio de fotos ou materiais gráficos abusivos, depreciativos, em linguagem discriminatória, sobre alguém para algum grupo de pessoas em e-mails, websites ou sites de relacionamento. Pode haver assédio sexual online e conteúdos de violência, intolerância social e ignorância cultural contra grupos étnicos, religiosos, questões de gênero ou contra minorias sexuais como gays, lésbicas ou transexuais. Existem semelhanças e diferenças entre as características do bullying e do cyberbullying, como apresentado e resumido no quadro 2. Grooming: se refere a atos de sedução e manipulação psicológica que são realizados com o objetivo de se ganhar uma relação de confiança e se "tornar amigo" diminuindo a inibição para se estabelecer uma dependência emocional e, assim, iniciar um relacionamento de cunho sexual com uma criança ou adolescente. São considerados comportamentos de perversão e criminosos que precedem uma atividade de abuso ou exploração comercial sexual ou ato de pornografia, no mundo real (nas ruas de grandes centros urbanos) ou no mundo digital. Alguns abusadores se "disfarçam" e fingem ser crianças/adolescentes online para iniciar conversas em chats de relacionamentos nas redes da Internet ou através de mensagens em telefones celulares atraindo principalmente meninas entre 13 a 15 anos, e oferecendo vantagens, como se tornar modelos ou celebridades, ou ganhar dinheiro fácil. Grooming é uma palavra do idioma inglês que se traduz como "pentear" ou arrumar os cabelos colocando um enfeite. São redes de exploração sexual ou de pornografia que se utilizam de crianças/adolescentes incautas, inexperientes ou que apresentam problemas comportamentais por viverem em famílias violentas ou disfuncionais e que se tornam vítimas sexuais fáceis, marcando encontros via Internet ou fugindo de casa com estranhos. Abuso/exploração sexual: representa a violação de um direito humano fundamental, especialmente o direito ao desenvolvimento de uma sexualidade saudável e uma ameaça à integridade física e psicossocial de qualquer criança ou adolescente. Existem três formas primárias de exploração sexual comercial, as quais possuem uma relação entre si: a prostituição, a pornografia, e o tráfico com fins sexuais, incluindo o turismo sexual, e todas podem ser exercidas e transmitidas através da rede digital e sites de relacionamento da Internet. A violação está relacionada a algum tipo de transação comercial ou troca e/ou benefício em dinheiro, ofertas ou bens, por intermédio de qualquer relação sexual com menores de 18 anos, sem consentimento prévio ou mútuo, ou por ameaças de violência e/ou morte. Ocorre uma relação de mercantilização (exploração/dominação) e abuso de poder do corpo de crianças/adolescentes ou da sua foto/imagem (oferta) por exploradores sexuais (mercadores e mídia social
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    irresponsável), organizados emredes de comercialização local ou global (mercado de redes de pornografia, inclusive na Internet) e por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). O sexo se torna objeto de consumo de falsas promessas e erotização precoce de crianças/adolescentes, numa ordem perversa de experiências de sobrevivência social, inclusive envolvendo o abuso de drogas. Geralmente os exploradores justificam sua atitude afirmando nos tribunais que foram "provocados" pelo/a adolescente através de fotos e imagens transmitidas pela webcam, e que são usadas sem qualquer autorização e à revelia do/a adolescente e/ou de sua família em redes virtuais, na Internet31 . As redes de pornografia e de pedofilia que existem atualmente na Internet não são fenômenos que apareceram ex nihilo (do nada), pois são extensões digitais e tecnológicas de formas antigas e presentes de abuso sexual de crianças e adolescentes32 . Porém, todas as formas de abuso, maus tratos, violência e negligência contra crianças/adolescentes precisam ser denunciadas através de políticas públicas33 e asseguradas através de Leis Internacionais como o artigo #19 e Comentário Geral #13 do Child's Rights Convention (CRC) das Nações Unidas e accessível emhttp://www2.ohchr.org/english/bodies/crc/comments.html. Qualquer suspeita de abuso/exploração sexual, inclusive na rede digital ou site de relacionamentos na Internet precisa ser denunciada por se tratar de crime previsto nos artigos 240 e 241 da Lei 8069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente, alterados pela Lei 10.764/03 para incluir ilicitude da conduta no âmbito da Internet. Denunciar através do DISQUE DENÚNCIA NACIONAL 100 ou através do site da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, acessar: http://www.disque100.gov.br ou através da Central de Denúncias de Crimes Cibernéticos em http://www.denunciar.org.br ou através do siteda SaferNet do Brasil para qualquer suspeita de crime na Internet: http://www.safernet.org.br/site. RECOMENDAÇÕES & PREVENÇÃO O mundo do cyberespaço só aumenta a velocidade e as tecnologias de novos equipamentos e aplicativos com a transformação dos comportamentos sociais e dos relacionamentos entre empresas, instituições e pessoas. Muitos aspectos são positivos e existem muitos benefícios da ciência e tecnologia, na cultura e nas artes, na informação e conhecimentos, que vão abrindo novas oportunidades de desenvolvimento e que vão sendo incorporadas às rotinas e dinâmicas da família. Mas precisamos também estar alertados sobre os riscos de sermos "massificados" pela mídia social e digital, sem critérios éticos para um bem viver de valores de saúde e paz. A mídia social influencia os estereótipos dos comportamentos e as questões de saúde/doenças de todos, mas, principalmente, a formação dos hábitos das crianças e adolescentes. Questões envolvendo desde hábitos alimentares a obesidade, sedentarismo, violência, agressividade, uso de cigarros, álcool, drogas, sexualidade, transtornos de imagem corporal, depressão, transtornos de sono, hiperatividade e transtornos de conduta social, estão associadas ao tempo de uso e às mensagens transmitidas pela mídia social. Apesar da mídia social não poder ser acusada de ser a principal causa em nenhuma das questões descritas acima, ela exerce pressão e contribui substancialmente em todos estes comportamentos de risco16 . Os períodos de vulnerabilidade do crescimento e maturação cerebral e mental com a aquisição das habilidades cognitivas e perceptivas durante a infância e a adolescência vão sendo modificados e pseudo-acelerados pelo uso cada vez mais precoce das tecnologias de comunicação, mas a um custo alto de doenças que já começam a ser observadas e ocasionadas pelo tecnoestresse e que também precisam ser prevenidas. Como profissionais de saúde, precisamos estar atentos para a proteção social e a promoção da educação em saúde de crianças e adolescentes. Para tal, incluir em nossas preocupações, mesmo durante a rotina do atendimento e consultas, o empenho para que crianças e jovens possam aproveitar ao máximo os resultados positivos proporcionados pela tecnologia, tais como o aumento da difusão dos conhecimentos e novas oportunidades para inclusão social. Portanto, a seguir listamos algumas dicas saudáveis e recomendações para o uso das tecnologias de comunicação, principalmente para a prevenção dos problemas comportamentais e alguns dos riscos sobre a sexualidade da geração digital.Sempre que possível, conversar livremente sobre sexualidade ou comentar artigos de revistas, livros, novelas ou sites que sejam apropriados de acordo com o desenvolvimento e maturidade de cada um. Aproveitar oportunidades de palestras em escolas ou conversas entre amigos ou na família para dialogar sobre a importância da segurança na Internet e proteção sobre riscos (contracepção, preservativos), incluindo perigos da rede de relacionamentos. Informação e comunicação devem ser dois aliados na prevenção e na promoção de saúde, evitando-se duplas mensagens.Estabelecer limites e regras bem claros para a convivência saudável na família e também para a utilização dos equipamentos (computadores, telefones, etc.) nos espaços virtuais, inclusive para a entrada e permanência em salas de bate-papo e serviços de mensagens eletrônicas. Cuidados com o envio de fotos e informações particulares e evitar mensagens para pessoas desconhecidas. Cuidado em se expor, lembrar que o espaço virtual não tem volta, e tudo fará parte de sua identidade digital. Nunca fornecer a sua senha, em nenhum momento, a quem quer que seja, nem aceitar brindes ou presentes ou prêmios ou convites oferecidos para viagens ou estadias em outras cidades ou em qualquer lugar. Não marcar encontros com pessoas desconhecidas, em nenhum momento. Em nenhuma hipótese usar a webcam para transmitir fotos ou vídeos sem roupas, nus, ou em posições sexuais e ter o máximo cuidado ao transmitir quaisquer fotos ou vídeos. Manter os hábitos de sono para descanso cerebral e de alimentação, para nutrição adequada e exercícios e atividades ao ar livre e fora do computador, limitando o tempo de uso para prestigiar momentos de convivência familiar, socialização ou desenvolvimento de amizades fora do computador! Aprender a usar filtros de segurança online atualizados e aprender a configurar e a mudar seu perfil no seu computador/telefone celular com bloqueadores de mensagens proibidas ou inseguras ou de pessoas estranhas. Aprender a encontrar informações sobre como usar a Internet com segurança.Ficar atento aos sinais de risco e das características do uso impróprio, exagerado ou em horas inadequadas do computador e de outras tecnologias, especialmente alertar sobre os problemas de abuso e exploração sexual, redes de pornografia e pedofilia ou de qualquer mensagem considerada "ofensiva".Denunciar qualquer mensagem esquisita, ofensiva, ameaçadora, amedrontadora, obscena, humilhante, inapropriada ou que contenha imagens sexualizadas ou conteúdos pornográficos, no disque denúncia 100. Participar de redes de proteção social para crianças e adolescentes em escolas e programas comunitários, estimulando a prática de mensagens saudáveis que possam servir como materiais de educação em saúde e, ao contrário, boicotando e denunciando sites ou empresas da mídia social ou digital que não são consideradas "amigas" das crianças e adolescentes. Todos têm direitos à opinião e ao livre arbítrio nas suas decisões e escolhas da sua sexualidade, inclusive com qualidade e estilos de vida próprios, dentro dos limites legais numa democracia, como o Brasil. Gravidez na adolescência As histórias dos adolescentes paulistanos que se tornam pais muito cedo e, de uma hora para outra, trocam videogames e baladas pela responsabilidade de cuidar de uma criança Por: Sara Duarte e Filipe Vilicic18/09/2009 às 19:29 - Atualizado em 07/12/2010 às 11:21 http://vejasp.abril.com.br/materia/gravidez-na-adolescencia/ Gravidez na adolescência (Foto: Mario Rodrigues) Guido do Nascimento não deseja a ninguém um Dia dos Pais como o que passou em 2006. Na sexta-feira anterior, uma bomba havia caído em seu colo: um teste de farmácia revelara que Ana Paula, sua namorada, estava grávida. O casal tinha aproveitado o recesso escolar de julho num sítio, passeio em que sobraram hormônios e faltou prevenção. As esperanças de um improvável
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    alarme falso acabaramcom um exame médico no dia seguinte. Ele tinha 17 anos. Ela, 16. E a vida dos dois nunca mais foi a mesma. Pensaram em aborto, mas a formação católica os fez desistir da idéia. Depois de muito sofrimento, contaram aos pais, que de imediato vetaram a possibilidade de largarem os estudos. Assim, Guido conseguiu passar no vestibular de ciências contábeis da USP e num concurso da SPTrans, onde trabalha seis horas diárias no setor de emissão do Bilhete Único para deficientes. Ganha 800 reais por mês. "Nossas famílias ajudam com outros 300 reais." Histórias como a de Guido pipocam aos montes por São Paulo, lar de 1,6 milhão de adolescentes. Só em 2007, nada menos que 23 756 bebês de mães precoces vieram à luz nos hospitais paulistanos. Representa quase 10% menos que há quatro anos, mas ainda é um número alto. Não há registros oficiais sobre a idade dos pais dessas crianças. Estima-se, no entanto, que 40% dos companheiros de mulheres de até 19 anos estejam na mesma faixa etária. "É preciso orientar esses meninos dia após dia", afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade, o ProSex, do Hospital das Clínicas.A principal causa da gravidez precoce é o descuido, como indicam as estatísticas do ProSex. Um estudo que ouviu 2 020 paulistanos com idade entre 13 e 21 anos mostrou que 98% deles conheciam os métodos anticoncepcionais. Destes, 55% admitiram recorrer a algum deles somente de vez em quando. "Muitos acreditam que exigir preservativo é um sinal de falta de confiança no parceiro", explica o psicólogo e sociólogo Antonio Carlos Egypto. A única arma dos pais – os adultos – contra tanta imprudência é muito, mas muito diálogo (veja o quadro na pág. 38). E nem sempre funciona, como descobriu o professor Pedro Paulo Puodzius, 48 anos. Ele não desperdiçava uma chance de martelar na cabeça do filho, Vitor, a importância do sexo seguro. Desesperou-se ao encontrar em casa um sabonete de motel. O rapaz, então com 17 anos, fazia ouvidos de mercador, respondia que sabia se cuidar. Engravidou a namorada, Débora, três anos mais velha. "Devia ter escutado", reconhece Vitor. Sete meses depois do nascimento do bebê, romperam e até hoje não se entendem muito bem.Há raras pesquisas sobre o comportamento do pai adolescente, mas os estudiosos da questão estimam que apenas um em cada três assuma a responsabilidade pela paternidade e um número ainda menor se case com a mãe da criança. Em 2006, dos 111 365 homens paulistanos que disseram o "sim", somente 2 941 (2,6%) tinham entre 15 e 19 anos, segundo dados da Fundação Seade. O mais comum é simplesmente morarem juntos. Após juntarem as escovas de dentes, 62% sobrevivem com suporte financeiro dos parentes – em geral, os da "noiva". Tem mais. Apenas uma em cada cinco dessas uniões passa dos cinco anos de duração. "Cerca de 40% se separam durante a gestação", calcula a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente, da Secretaria de Estado da Saúde.O principal motivo de brigas são as queixas das jovens mães sobre o comportamento dos namorados, situação vivida na casa de Rafael Reis, 19 anos, morador do Tatuapé. Enquanto Vanessa, sua mulher, se dedicava aos cuidados cotidianos com o bebê, as preocupações dele incluíam videogames e rodas novas para o carro. Só depois de muita reclamação da moça, atualmente com 20 anos, ele passou a ajudar a cuidar de Pietro, seu filho de 4 meses. Casos assim devem-se a questões culturais, segundo a psicóloga Anecy de Fátima Faustino, cuja tese de doutorado na Unicamp centrava-se nos pais precoces. "Em qualquer classe social, os homens sofrem pressão desde pequenos para cair em cima das mulheres de modo incontrolável", diz. "Alguns encaram o bebê como um troféu ganho numa transa, por isso despejam a responsabilidade nas companheiras." Do ponto de vista biológico, tanto faz um homem ser pai aos 16 anos ou aos 26. O principal ameaçado por uma gestação inesperada assim é o bebê. A imaturidade própria da idade é um dos principais fatores de risco. Por medo de serem punidos, os jovens tendem a ocultar a barriga e negligenciar o acompanhamento pré-natal. "Isso aumenta a probabilidade de má-formação do feto e de alterações na placenta", afirma o ginecologista Alexandre Pupo, do Hospital Sírio- Libanês. Perigo que correram o estudante de publicidade Luiz Bruno Cardenuto, 19, e a namorada, Adriana Amadei, moradores de Higienópolis. Os pais de ambos souberam que um neto estava para chegar apenas no quarto mês de gestação – mesmo assim, porque desconfiaram da mudança de comportamento dos dois. Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostrou que a supervisão médica aumenta para 74% a chance de parto normal e de peso ideal para o nenê. O geneticista Roberto Muller afirma que o bebê de uma menina de 16 anos tem mais que o dobro de risco de nascer com síndrome de Down que o de uma mulher de 25. "O mecanismo de formação de óvulos ainda não é eficiente na idade delas." Segundo a hebiatra (médico especializado em adolescentes) Talita Poli Biason, do Hospital Santa Catarina, a maior conseqüência para os rapazes é socioeconômica. O mais comum é largarem a escola, seja por pressão familiar, seja por não agüentarem dividir-se entre as fraldas e os livros. "Tornam-se profissionais menos qualificados e, no futuro, terão salários menores que os de colegas da mesma idade." Outro efeito é apontado pelo jornalista Gilberto Amendola, autor do livro Meninos Grávidos: o Drama de Ser Pai Adolescente. "Ele acaba se sentindo marginalizado", diz. "Sua família e amigos o chamam de trouxa por não ter se prevenido, enquanto os sogros o acusam de ser um vilão que estragou a vida de sua filha." Dados da prefeitura de São Paulo mostram que 38% dos partos de menores de 20 anos ocorrem na Zona Leste. Apesar de não se tratar de um problema restrito aos pobres, é mais freqüente nas classes C, D e E. Dos 8 751 partos realizados em 2007 no São Luiz, um dos preferidos da elite paulistana, somente 163 (2%) eram de mães na faixa etária entre 15 e 19 anos. No Hospital Maternidade Interlagos, da rede estadual, esse número foi de 746 (15%) entre 4.991 bebês. Essa diferença se reflete também na maneira como as escolas particulares e públicas lidam com o assunto. Educação sexual costuma integrar o currículo de escolas classe A, como o Bandeirantes. Ali, o assunto é tratado em aulas semanais e oficinas a partir da 5ª série. "Desde 1997 não registramos um caso de aluna grávida", diz Maria Estela Zanini, bióloga e coordenadora do programa de orientação sexual do colégio. "Mas com certeza há muitos casos de gravidez dos quais não ficamos sabendo, porque alguns pais optam por esconder, abortar ou tirar a menina da escola." Na rede municipal, o sexo entra em pauta somente durante as aulas de ciências, como nas lições sobre o corpo humano. A boa notícia é que 3 600 escolas estaduais devem aplicar a partir deste mês um programa de prevenção à maternidade precoce desenvolvido pelo Instituto Kaplan. A ONG vai capacitar educadores para falar com 600 000 alunos do 1º ano do ensino médio sobre as implicações do sexo sem proteção. O mesmo projeto foi aplicado no Vale do Ribeira com resultados louváveis: reduziu em 91% a ocorrência de gravidez entre as estudantes. De 360, em 2004, o número caiu para trinta, dois anos depois. Discutir prevenção na escola faz todo o sentido. Segundo o ProSex, do Hospital das Clínicas, grande parte dos estudantes perde a virgindade com colegas de classe, vizinhos e amigos. Elas a partir dos 15 anos, eles a partir dos 13. Hoje com 22, o estudante de moda Clécio dos Santos, morador do Jaraguá, integra essa estatística. Tinha 14 anos quando sua então namorada, Aline, contou que a menstruação estava atrasada. "Nem entendia o que isso queria dizer", lembra, abraçado ao filho, Kevin, 7 anos. Levou um bom tempo para que se aproximasse do menino, criado por seus pais – a primeira palavra do garoto foi "mamãe", dita para a avó. "Eu o via como um irmãozinho. Demorei a tomar consciência da paternidade, papel que ainda estou conquistando", diz Clécio. "Um dia serei 100% pai." "Achei que tinha jogado meus planos na lixeira" "Comecei a trabalhar aos 15 anos, mas pedi demissão quando comecei a namorar. Só queria ficar com a Ingryd. Aquela paixão incrível. Em maio de 2007, ela me falou que poderia estar grávida. Fui com minha mãe a uma farmácia e compramos um teste. Quando deu positivo, li que a chance de acerto era de 99%. Naquela noite, só pensei no outro 1%. Mentalizei: ‘1%, 1%, 1%!’. Um ultra-som confirmou a gravidez. Ao saber, gelei. Ficou tudo preto à minha volta. Achei que tinha jogado meus planos na lixeira.
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    Ingryd disse quequeria tirar. Fomos a uma clínica, mas o médico não fez o aborto porque a gestação tinha mais de três meses. Ela agendou em outro lugar. Na véspera, vimos o DVD do parto de uma amiga e ficamos emocionados. Falei que era melhor encarar e ter a criança. Foi a melhor coisa que fizemos. Há dois meses, voltei ao batente. Ganho 600 reais por mês como auxiliar de escritório. Uso o dinheiro em passeios com a Giovana, mas quem arca com os custos dela é o pai da Ingryd. Nos fins de semana, fico com elas à tarde e, às vezes, vou para a balada com amigos." Rodrigo Queral Aliern, 19 anos, pai de Giovana, 8 meses. Namora Ingryd Ribeiro Vale, 17 "Amo minha filha, mas devia ter esperado mais" "Meu pai achou um sabonete de motel no meu quarto e chamou a gente para conversar. Ele é professor e sempre me contou histórias de alunos que tiveram o futuro arruinado pela paternidade precoce. Ofereceu camisinhas, mas respondemos que sabíamos nos cuidar. Eu estava terminando o ensino médio e jogava basquete no Esporte Clube Pinheiros quando conheci a Débora. Tinha 17 anos. Ela, aos 20, estudava medicina veterinária. Alguns meses depois, veio a gravidez. Decidimos levá-la adiante e morar juntos. A mãe dela nos deu um apartamento, assumiu o plano de saúde e todas as despesas, hoje em torno de 5 000 reais por mês. Brigamos bastante durante a gestação. Quando a nenê nasceu, a situação piorou. Eu não conseguia cuidar dela e seguir minha rotina de treinos. Nenhum dos dois estava pronto para a vida de casado. Voltei para a casa do meu pai quando a Gabriella tinha 7 meses. Hoje pago pensão, mas meu contato com a Débora é complicado. Não ganho o suficiente para sustentar minha filha. Isso pesa. Ficaram mágoas de ambos os lados, porque ela parou a faculdade e minha carreira foi prejudicada. Amo minha filha, mas devia ter seguido os conselhos do meu pai e esperado mais." Vitor Puodzius, 19 anos, pai de Gabriella, 2 anos. Separado de Débora Carvalho de Lima, 22 "Ela nunca tinha tomado pílula" "Eu e a Vanessa estávamos prestes a terminar o namoro quando soubemos da gravidez. Ela nunca tinha tomado pílula. Pensávamos que era o tipo de coisa que só acontecia com os outros. Com medo do que os vizinhos falariam, a família pediu a ela para sair de casa. Fomos morar com a minha mãe, mas as duas brigavam toda vez que a Vanessa se queixava de mim. Sou o caçula, sempre fui mimado. O jeito foi pedir abrigo ao meu pai, que se propôs a ajudar no que fosse preciso. Em troca, eu teria de trabalhar mais – na época, já atuava na empresa de eventos dele, mas só quando queria. Durante a gravidez, foi sossegado. Continuava minha rotina normal: jogava meu videogame, comprava rodas novas para o carro... Depois que o Pietro nasceu, foi preciso muita reclamação da Vanessa para eu perceber que era um pai ausente. Hoje ajudo de segunda a sexta, pois trabalho nos fins de semana. Decidimos que ela vai fazer faculdade de gastronomia. Quando terminar, será a minha vez de voltar a estudar. Este será o meu primeiro Dia dos Pais. Estou ansioso pelos presentes que vou ganhar." Rafael Reis, 19 anos, pai de Pietro, 4 meses. Casado com Vanessa Guzella, 20 "Vivia em baladas. Amadureci muito" "Bianca perdeu a virgindade comigo. Aliás, a mãe achava que ela era virgem até saber que vinha um bebê por aí. Fazia um ano e meio que a gente namorava. Ela telefonou dizendo que sentia algo se virando na barriga, mas pensei que era conversa fiada para ficarmos de bem, pois na véspera tínhamos brigado. Apostávamos que era algum problema no útero ou, quem sabe, efeito de uma gastrite. Era gravidez mesmo, não tinha jeito. Minha mãe pediu uma reunião com a família dela, que até então não me conhecia. Só nos falávamos por telefone. Hoje moramos com meus sogros. Engraçado que, antes de o Luca nascer, nunca tinha marcado nem dentista para mim. Atualmente, agendar médico é tarefa minha. Ainda não tenho como sustentar a Bianca e ele. Trabalho como barman num restaurante, onde ganho 3 000 reais por mês. Dá para pagar grande parte das despesas do Luca. Mas acho que me fez bem ter filho. Vivia em raves e baladas, bem louco. Agora meu programa é levar o Luca à pracinha, onde até fiz amizade com pais mais velhos. Amadureci muito." Théo Pires, 21 anos, pai de Luca, 1 ano e 5 meses. Namora Bianca Muniz, 18 "Um dia serei 100% pai" "Conheci Aline na escola, aos 13 anos, quando estava na 7ª série. Oito meses depois começamos a transar. Sem camisinha foram só duas vezes, mas demos azar. Quando a menstruação atrasou, nem entendíamos o que isso queria dizer. Tinha 14 anos. Foi a mãe dela quem me contou da gravidez. Passei três semanas mudo. Em casa, quiseram saber o que estava errado. Quando falei, pensaram que fosse brincadeira. Nossas famílias, que já se conheciam, acompanharam a Aline no pré-natal. Um ano depois do nascimento, terminamos o namoro. O Kevin morou três anos na casa dos meus pais, que o tratavam como filho. A primeira palavra dele foi ‘mamãe’, direcionada à avó. Eu o via como irmãozinho. Demorei a ter consciência da paternidade, papel que ainda estou conquistando. Um dia serei 100% pai e meu pai, 100% avô. Até hoje as pessoas se assustam quando digo que o Kevin é meu filho. Vejo uma vantagem: quando ele for adolescente, terei deixado de ser um pouco tempo antes. Vai ser mais fácil entendê-lo." Clécio dos Santos, 22 anos, pai de Kevin Gabriel, 7. É amigo da mãe do menino, Aline Galdino, 20 "Minha mãe não parava de chorar" "Não foi planejado, mas contei sobre a gravidez da Adriana na festa de aniversário do meu pai. Na sala, estavam os convidados. Nós, no quarto. Minha mãe não parava de chorar, perguntando como um garoto bem informado tinha deixado algo assim acontecer. Eu usava camisinha sempre. Quer dizer, quase sempre, né? Ela e meu pai me abraçaram. Choramos juntos e, em seguida, demos a notícia para o resto da família. Decidimos nos casar e estamos morando com meus sogros. Fizemos um curso para gestantes antes de o Luiz nascer. Éramos os mais novos da turma. Os outros chegavam de terno e a gente de uniforme da escola. A Adriana vai voltar a estudar agora, por isso vou ficar sozinho com o bebê pela manhã. Dou banho, troco fralda, já estou craque. Talvez eu deixe de ter algumas experiências que as pessoas vivem na minha idade, mas estou com a mulher que amo e com meu filho. Penso o tempo inteiro nele." Luiz Bruno Cardenuto, 19 anos, pai de Luiz, 6 meses. Casado com Adriana Amadei, 18 "Quis largar a escola" "Um exame num posto de saúde confirmou a gravidez da Ana Paula. Pensamos em aborto, mas logo desistimos. Nossas famílias são católicas praticantes. Roía as unhas. Tomei coragem de contar, mas comecei a suar frio, a ter tremedeiras e a chorar na frente da minha mãe. O apoio foi imediato. Ficou a pergunta: como criar o bebê? Quis largar a escola. Meus pais, ainda bem, acharam melhor eu estudar, passar numa faculdade e só depois procurar emprego. Entrei em ciências contábeis na USP. O Ricardo nasceu em abril de 2007. Três meses depois nos mudamos para um apartamento dado pela mãe dela. Em janeiro deste ano, fui contratado na SPTrans. Pagamos o máximo das nossas despesas sozinhos, com meu salário, que é de 800 reais, mas nem sempre dá. Nossos pais ajudam com uns 300 reais todo mês. Assim que sobrar uma graninha para a certidão de casamento, pretendo me casar com a Ana." Guido do Nascimento, 19 anos, pai de Ricardo, 1 ano e 3 meses. Namora Ana Paula Spinosa, 18 Antes que ele coloque o carro na frente dos bois Como tentar evitar que seu filho vire papai • A criança quer saber como nascem os bebês? Conte que foi porque papai e mamãe namoraram ou algo parecido, em vez de recorrer à historinha da cegonha. Conversar não vai despertar interesse precoce. Sexualidade responsável se conquista com respostas diretas e objetivas. • É duro, mas o seu filhinho, que ainda ontem acreditava no coelhinho da Páscoa, talvez já tenha vida sexual. E bem embaixo do seu teto. Ignorar a situação ou acreditar quando eles dizem saber se cuidar passará uma impressão de que liberou geral. Seu filho precisa de informação e, se não a obtiver em casa, procurará outras fontes, nem sempre adequadas.
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    • Um exemplovale mais que mil palavras. Se um coleguinha engravidou a namorada, nada de cortar relações. Conviver com ele pode mostrar como a paternidade antes da hora obriga a adiar planos e sonhos. • Momento ideal para a primeira visita ao ginecologista: após a primeira menstruação. Escolher um médico de confiança é importante, além das razões óbvias, para que se possa deixá-los a sós, se necessário – algumas meninas sentem vergonha na presença dos pais. • Convença seu filho a lhe apresentar a namorada e, num segundo momento, tente conhecer os pais dela também. Orientar o casal é um trabalho para todos os potenciais avós. • Mesmo que sua filha não esteja namorando, considere a possibilidade de ela tomar pílula diariamente: além de regular o ciclo menstrual, esse procedimento pode evitar uma inesperada gravidez. Dê camisinha para eles. E para elas... também. Lembre-se: evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada é obrigação dos dois. Fontes: Alexandre Pupo, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês; Antonio Carlos Egypto, psicólogo e sociólogo da ONG Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual; Mauricio de Souza Lima, hebiatra do Hospital das Clínicas; Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Projeto Sexualidade do HC Xiiii, aconteceu. E agora? O que fazer se o seu filho vai ser papai • Tão logo se recupere do baque, marque um encontro com ele, a namorada e os pais dela. O objetivo, aqui, não é apurar de quem foi a culpa, mas tratar de medidas práticas como plano de saúde e pré-natal. • Conscientize seu filho de que, desde o momento da fecundação do óvulo, ele já é pai. Não tem essa de "só vou me preocupar quando o bebê nascer". Acompanhar a menina ao médico e participar das decisões sobre o nenê deixará claras as novas responsabilidades dele. Assumir as funções de pai não depende da situação financeira da família. • Muito jovem para trabalhar? Convença-o a reservar pelo menos parte do dia para tomar conta do bebê. Pode ser, por exemplo, no horário em que a namorada estuda. • Se o adolescente já cursar o ensino médio, estimule-o a arranjar um emprego e, por mais modesto que seja seu salário, contribuir no sustento do bebê. • Quando o jovem casal se separa, a família do menino deve orientá-lo a manter o vínculo com a criança e a não descuidar dos deveres de pai. Não custa lembrar que "casamento acaba, mas filho é para sempre". • Avós que assumem a criação do neto estimulam o filho a se manter um eterno adolescente. Se ele acha que ter colocado uma criança no mundo não afetou em nada sua vida – nem a da namorada –, periga repetir a dose. • Seu neto já vai para a escolinha? Aproveite e estimule seu jovem papai a fazer o mesmo e retomar a faculdade, investir em cursos de idiomas ou especialização. É a aposta num futuro melhor. FONTES: Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde; Anecy de Fátima Faustino, psicóloga e pesquisadora; Gilberto Amendola, autor do livro Meninos Grávidos: o Drama de Ser Pai Adolescente * Colaboraram Fabio Brisolla e Fernando Cassaro O cérebro adolescente http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-cerebro-adolescente/ Para o psiquiatra americano Daniel Siegel, o comportamento rebelde, impulsivo e conflituoso da juventude é resultado da remodelação por que o cérebro passa nessa fase. Em entrevista ao site de VEJA, ele explica como isso acontece e quais são as experiências da juventude que devemos manter para ter sempre uma mente jovem e saudável Por: Rita Loiola15/06/2014 às 15:15 - Atualizado em 15/06/2014 às 15:15 Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Google+Enviar por e-mailVer comentários (0) O psiquiatra Daniel Siegel, autor do livro Brainstorm — The power ans purpose of the teenage brain (Brainstorm — O poder e propósito do cérebro adolescente, sem edição em português)(Divulgação/VEJA) Em 1818, o poeta inglês John Keats definiu a adolescência como uma época em que "a alma está fermentando, a personalidade indecisa, a vida incerta". Quase dois séculos depois, a ciência descobriu que esse período de confusão está longe de ser fruto da alma: é resultado de transformações cerebrais profundas. O psiquiatra americano Daniel Siegel, professor da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e diretor do centro de pesquisas Mindful Awareness, é incisivo ao afirmar que o comportamento adolescente não é um efeito da emergência da personalidade ou da invasão hormonal do período. Para ele, que estuda as transformações da mente adolescente há pouco mais de duas décadas, a remodelação por que o cérebro passa entre os doze e os 24 anos é a principal responsável pelas atitudes impulsivas, rebeldes ou depressivas dos adolescentes. Queda na produção dos neurônios ou o aumento da atividade do circuito de recompensa seriam a explicação para os conflitos e questionamentos da fase. Biblioteca Brainstorm - The power and purpose of the teenage brain Divulgação/VEJA (Divulgação/VEJA) O psiquiatra americano Daniel Siegel explica como as mudanças vividas pelo cérebro entre os doze e 24 anos resulta no comportamento conflituoso dos adolescentes. Para o autor, é possível, por meio da compreensão desses processos e de experiências estimulantes, atenuar os períodos mais difíceis da fase e tornar o cérebro mais saudável e criativo durante a idade adulta. Autor: SIEGEL, DANIEL Editora: JEREMY P. TARCHER/PENGUIN Em seu novo livro Brainstorm - The power and purpose of the teenage brain (Brainstorm - O poder e propósito do cérebro adolescente, sem edição em português), lançado no início do ano e na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, Siegel explica que todas essas mudanças, além de compreendidas, deveriam ser cultivadas ao longo da vida adulta para que o cérebro se mantenha jovem e saudável. "Precisamos mudar a maneira de enxergar a adolescência. Ela não é um período de loucura ou imaturidade. É a essência de quem deveremos ser, do que somos capazes e do que precisamos como indivíduos", afirma o psiquiatra, autor de outros dez livros sobre a mente adolescente. De seu escritório em Los Angeles, Siegel conversou com o site de VEJA e contou como as alterações cerebrais explicam a adolescência e de que forma as experiências vividas durante essa etapa são capazes não só de atenuar seus períodos mais difíceis, mas também moldar o adulto do futuro. O senhor diz que a adolescência não termina aos dezoito anos, mas vai até os 24 anos. Qual a base científica para essa afirmação? Muitas pessoas acreditam que a adolescência termina antes, mas sabemos agora, com base em publicações neurocientíficas recentes, que há uma remodelação do cérebro que vai até a metade da terceira década de vida. Esse processo inclui a ativação de diversos circuitos e sistemas cerebrais e está relacionado ao comportamento que conhecemos como típico da adolescência.
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    Então o aumentoda produção hormonal não tem a ver com a rebeldia e impulsividade da juventude? É verdade que os hormônios estão em ebulição na puberdade. Nos garotos, por exemplo, a elevação da testosterona os torna mais agressivos. No entanto, o segredo para explicar o comportamento adolescente é outro: toda essa flutuação hormonal provoca mudanças no circuito cerebral de recompensas. Que tipos de transformações são essas? Durante a adolescência há um crescimento do circuito cerebral que utiliza a dopamina, um neurotransmissor que nos faz buscar prazer e recompensa. Ele começa no início da adolescência e chega ao seu auge na metade dela, levando os adolescentes a buscar emoções e sensações intensas. Esse aumento natural da dopamina pode dar aos adolescentes um poderoso sentimento de estarem vivos quando estão envolvidos em atividades novas e estimulantes. E também levá-los a focar apenas nas sensações positivas, não dando valor aos riscos e perigos. É por isso que os adolescentes costumam ter ações impulsivas, sem pensar nas consequências?Exatamente. Além disso, a maior quantidade desse neurotransmissor leva à tendência maior aos vícios: todos os comportamentos e substâncias viciantes incluem a produção de dopamina. Como os adolescentes estão propensos a novas experiências, eles também respondem com uma carga maior de dopamina, o que pode levar a um forte círculo vicioso. Um terceiro comportamento gerado pela remodelação cerebral é a super-racionalidade. Ela é a capacidade de pensar apenas em termos literais, concretos, sem olhar para o contexto. Com esse tipo de pensamento, o jovem pode ser levado a considerar apenas os benefícios de suas ações e não pensar no lado negativo. Há alguma razão para tudo isso acontecer nesse período da vida? Todas essas atitudes geradas pelas mudanças cerebrais - impulsividade, rebeldia, intensidade - são necessárias para que os jovens saiam de seu círculo familiar e conheçam o mundo. Dão a coragem necessária para mudar, partir e inspiram os adolescentes a procurar novidades. Afinal, a casa é confortável e previsível, enquanto o mundo está cheio de armadilhas e surpresas. Há uma visão evolutiva que afirma que, se os jovens não saíssem de casa e deixassem seu grupo, nossa espécie teria muita chance de se reproduzir entre si, o que seria geneticamente prejudicial às próximas gerações. Nossa sobrevivência individual e social depende dessa coragem dos mais novos. Isso quer dizer que os adolescentes estão fadados a viver situações perigosas? O que acontece é que eles não têm tempo para pensar em suas atitudes. Fazer uma pausa significa considerar outras opções além daquelas imediatas, comandadas pela invasão de dopamina - só que fazer isso requer tempo e energia e não é simples. A boa notícia é que essa reflexão é resultado da ação de fibras localizadas na parte superior do cérebro, que começam a crescer também durante a adolescência. São elas que 'freiam' os impulsos. Junto com outro processo, chamado integração, que é a ligação entre as diferentes áreas cerebrais, o adolescente começa a conseguir parar e pensar em seus atos. E quanto tempo isso leva tempo para acontecer? O timing do desenvolvimento do cérebro é moldado por informações genéticas e também pelas experiências vividas. As experiências são capazes de modelar as conexões cerebrais, promover a integração do cérebro e também fazê-lo funcionar de forma coordenada. São elas também que vão ajudar o adolescente a compreender o contexto, confiar em suas intuições e deixar de ver apenas o que é literal. Que tipos de experiências seriam essas? Uma delas, e a mais importante, é a que promove a vontade de refletir sobre valores, em vez de seguir proibições. Um ótimo exemplo são as campanhas americanas contra o fumo na adolescência. Enquanto elas mostravam imagens de corpos degradados ou davam informações médicas com o objetivo de amedrontar os jovens, o número de viciados apenas cresceu. A situação só mudou quando os publicitários começaram a mostrar de que forma as companhias faziam uma lavagem cerebral nos jovens com o propósito de ganhar mais dinheiro com a venda dos maços. Em vez de focar no medo, algo negativo, a campanha centrou esforços no valor positivo de ser forte diante de adultos manipuladores. Essa é a diferença entre estimular um impulso e promover uma reflexão sobre valores. E isso ajuda também a promover importantes ligações cerebrais, que vão definir o cérebro adulto. Ou seja, as experiências vividas durante a adolescência são mesmo capazes de ter efeito por toda a vida? Entre os doze e os 24 anos ocorre a diminuição da produção de neurônios e das conexões cerebrais - as que ficam se tornam mais fortes e produtivas. Durante a infância há uma superprodução de neurônios e das conexões entre eles, as sinapses. Esse crescimento é intenso até cerca dos onze anos para as meninas e doze e meio para os meninos. A partir daí o cérebro escolhe os neurônios e conexões que são mais usadas e descarta aquelas que parecem inúteis. Quanto mais usamos algumas conexões, melhores e mais complexas elas se tornam. Por isso, as experiências que temos durante a adolescência, nossos hábitos e sensações moldam o adulto que seremos. Então é correto em dizer que a adolescência é o único tempo em que aprendemos alguma coisa? A formação do cérebro vai responder ao foco que você der a suas atividades nesse período. Por exemplo, se você quiser ser um medalhista olímpico, é melhor começar antes da adolescência, assim as ligações serão fortalecidas durante a juventude. Se o interesse for apenas ter uma habilidade musical, o ideal é começar antes do fim da adolescência - quanto mais usamos os neurônios e circuitos, melhores eles serão. Uma adolescência difícil, com experiências negativas, pode causar problemas ao cérebro adulto?Muito stress pode ser realmente negativo. Ele pode causar uma diminuição exagerada de neurônios e sinapses, o que é destrutivo - perdemos mais células do que deveríamos. Nesse período, a tensão não tem nenhum ângulo positivo. No entanto, é bastante estressante ter que decidir o futuro antes dos 24 anos. Entendo o que diz. Tudo isso pode, realmente, parecer muita pressão sobre os jovens. No entanto, acredito que, mais que tensão, podemos ver esses processos como uma oferta para que o adolescente perceba que pode, ativamente, mudar sua vida. Eles podem ter a responsabilidade sobre o rumo de suas existências: é mais um convite a refletir sobre esse poder do jovem que uma expectativa sobre o que pode dar errado. Além da rebeldia e impulsividade, o comportamento típico dos adolescentes inclui tristeza e o tédio com a vida. Por que isso acontece? Sabemos que o nível basal de dopamina no cérebro não é grande. Ele é baixo e, quando isso acontece, pode causar irritação, melancolia, tristeza e até depressão. Outro circuito envolvido nisso é o sistema límbico do cérebro, responsável por nossas emoções mais primitivas. Ele também está mudando, então as emoções, os sentimentos e as sensações podem ser perturbadas. Por isso os adolescentes parecem viver em uma gangorra de emoções: de um dia de um jeito, no seguinte o contrário. Em seu livro, o senhor afirma que a adolescência não é uma fase que temos que suportar até que passe. Porém, todas as suas difíceis mudanças terminam assim que nos tornamos adultos. Por que isso não deve ser chamado de imaturidade? A diferença é que um período de imaturidade é visto como um tempo em que somos incapazes. Então aprendemos algumas coisas e nos livramos dela. A adolescência não é assim. Suas transformações são importantes e devem não só ser vividas, mas também mantidas. Não devemos nos livrar delas! Os principais aspectos da adolescência são aqueles que todos os estudos de neurociência indicam como fundamentais para manter o cérebro jovem e saudável. Como assim? Há quatro aspectos que chamo de 'essência da adolescência': entusiasmo emocional, entrosamento social, busca de novidades e criatividade. Esses quatro elementos são cruciais durante a adolescência. Viver com paixão, estar rodeado de amigos, ir atrás de novas ideias e experiências e manter o cérebro sempre criativo são experiências que os adolescentes vivem intensamente e são elas que, quando adultos, mantêm a mente em boa forma. O cérebro é maleável, muda durante toda a nossa vida, e pode ser moldado por novas experiências. Podemos, intencionalmente, procurar essas vivências e afetar positivamente o desenvolvimento cerebral. O senhor afirma que a adolescência é que dá o 'direito de nascer' ao ser humano. Só nos tornamos humanos após essa fase? Nascemos com potenciais que podem ou não se realizar. E eles só irão se tornar concretos a partir das mudanças vividas
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    pela mente adolescente.A adolescência é o momento em que ganhamos a consciência de quem somos e do que podemos ser - em que nos tornamos humanos de maneira plena. Adolescentes têm uma alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis As adolescentes americanas sexualmente ativas e que vivem nas cidades mais importantes dos Estados Unidos apresentam uma incidência alarmante de doenças sexualmente transmissíveis (DST) -- mesmo aquelas que tiveram apenas um parceiro sexual e que não tem um comportamento sexual de alto-risco, de acordo com um estudo publicado pelo Centro de Controle e Prevenção das Doenças (CDC). "O ambiente social nos quais as garotas estão tendo as relações sexuais pode ser um determinante de risco mais importante para a ocorrência das DST do que o seu próprio comportamento", escrevem a Dra. Rebecca Bunnell do CDC em Atlanta, Georgia, e seus colaboradores. Os pesquisadores estudaram as DST em 650 garotas, com idades entre 14 e 19 anos, que procuraram clínicas para atendimento de adolescentes nas maiores cidades americanas. As participantes foram entrevistadas, submetidas a exames ginecológicos, e submetidas a exames laboratoriais parta pesquisa de DST. Um total de 501 garotas retornou para um seguimento de 6 meses, quando elas foram reexaminadas e novamente entrevistadas. Cerca de 40% das garotas eram portadoras de DST na primeira consulta; este número caiu para 23% na visita seguinte. A infecção mais comum foi por clamídia, encontrada em cerca de 38% das adolescentes. Quase que 17% eram portadoras do vírus herpes simplex, e 8% tinham gonorréia. A hepatite B foi encontrada em 0,5%. Cerca de metade daquelas portadoras de gonorréia ou tricomoníase estavam também infectadas por clamídia, observam os autores.Cerca de três-quartos das adolescentes informaram ter mais de um parceiro regular, com quase um-terço delas relatando mais de cinco parceiros. Mesmo entre as garotas com um só parceiro, foi encontrada uma incidência de DST de 30%. "Nestas jovens americanas, a incidência de DST foi extremamente alta", observaram os autores no número de novembro de 1999 da revista The Journal of Infectious Diseases.Eles observam ainda que o grupo de adolescentes estudado era bastante diverso economicamente, e metade das moças vinham de famílias de classe média. "Nós devemos ter cuidado em não estereotipar este grupo como vindo apenas de classes mais baixas e com poucos recursos financeiros", completam os autores. Ao observar que 87% das adolescentes portadoras de DST não apresentavam sintomas quando da primeira consulta, os autores afirmam que as consultas de prevenção, para buscar estas doenças, são críticas nas garotas sexualmente ativas, e recomendam que a clamídia deve ser pesquisada laboratorialmente a cada 6 meses. Citando a alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis nas garotas com apenas um parceiro sexual, os pesquisadores concluíram que "é evidente que a monogamia praticada apenas pela população adolescente do sexo feminino é insuficiente para a prevenção das DST", e pedem uma atitude mais intervencionista das autoridades e pessoas da área de saúde para reduzir a alta incidência da doença nas adolescentes. Fonte: The Journal of Infectious Diseases 1999;180:1624-1631. Refeletir para entender... Desde há muitos anos a humanidade tem buscado razões ou causas, para definir e desvendar o desejo e a atração entre pessoas do mesmo sexo, ou ainda, precisar ou catalogar as múltiplas e diferentes facetas da sexualidade humana. Em diversas culturas e países, o amor ou afeição entre pessoas do mesmo sexo, assumiu formas sociais diversas e, por vezes, bastante distintas de como a percebemos na atualidade. No passado, na Grécia Antiga, por exemplo, o costume da época determinava que os homens jovens deveriam viver parte de sua vida com um homem mais velho, que o ensinaria os segredos da filosofia, da guerra e do amor. O amor era considerado um privilégio apenas dos homens. Mas é importante destacar que nessas culturas antigas, o afeto, desejo ou amor entre pessoas do mesmo sexo não tinham a mesma importância da atualidade e nem mesmo recebiam o mesmo nome ou eram alvo do mesmo preconceito. Durante muito tempo, a heterossexualidade foi entendida e tratada como natural aos seres humanos. Isto se deve, especialmente, pela compreensão de que a sexualidade de qualquer individuo (e suas manifestações), resumem-se à função reprodutiva. Essa compreensão (de que a heterossexualidade seria a forma “natural” de viver a sexualidade) empurrou para a marginalidade, toda e qualquer manifestação de afeto, desejo ou carinho não heterossexual. Assim, na maioria das sociedades, pessoas cujo afeto se dirige a outra pessoa que não é do sexo biológico oposto, são freqüentemente alvo de violências e tratadas como seres sem dignidade e não merecedoras de respeito e dos mesmos direitos. Para pensar a Diversidade Sexual é preciso reconhecer que, apesar da semelhança biológica, a vida social de cada um(a) é diferente uma das outras, assim como as famílias, a turma da escola, os(as) amigos(as), vinhos(as), crenças religiosas, ou ainda todas as questões sócias e culturais de um pais inteiro. Reconhecer a complexidade das relações entre as pessoas, suas diversidades e costumes, línguas, culturas, etnias e a própria diversidade de vivências é o primeiro passo para entender a diversidade sexual.
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    Portanto, podemos entendera Diversidade Sexual não somente como as práticas sexuais, mas como todos os elementos que compõem a sexualidade humana, de forma ampla, ou seja, nossas vivências – sexuais ou não; nossas práticas habituais que aprendemos e incorporamos ao longo da vida, nossos desejos e afetos, nossos comportamentos e maneiras como vemos a nós mesmos e nos mostramos para os outros. Diversidade Sexual Em geral, as sociedades ainda rejeitam as demonstrações de diversidade sexual. Por Por Ricardo Kelmer http://revistaplaneta.terra.com.br/secao/comportamento/diversidade-sexual Somos todos humanos, eu, você, os outros. Somos todos Homo sapiens. No entanto, somos diversos, você, eu e todos os outros, pois temos nossas culturas, religiões e histórias pessoais diferentes, o corpo, a cor da pele, a língua, o modo de entender a vida... Não há dois humanos exatamente iguais. E jamais houve. Você já pensou nisso? A diversidade é uma de nossas maiores riquezas. Foi ela que possibilitou à espécie experimentar-se de infinitas formas pela longa e difícil jornada da evolução. A diversidade biológico-cultural, ao contrário das teorias que defendem pureza racial e coisas do tipo, é que pode nos oferecer mais e melhores possibilidades de aperfeiçoamento. Se obedecêssemos todos, automaticamente, a um só modo de ser e compreender a vida, nossos horizontes evolutivos seriam bem mais limitados. E na área da sexualidade? Sexualmente também somos diversos. Pode soar exagerado, mas pense bem: é impossível haver dois seres humanos exatamente com a mesma sexualidade, a mesmíssima forma de viver as relações pessoais e o desejo sexual. Existem humanos homens e humanos mulheres – mas quando o assunto é sexualidade, as possibilidades que se formam a partir daí são tantas que não daria para catalogar com exatidão todas as variantes da sexualidade humana. A maioria das sociedades atuais, porém, rejeita a natureza diversa da sexualidade de nossa espécie. Aliás, elas não só rejeitam como estabelecem um padrão de normalidade e punem quem não obedece a ele. Foi assim, tentando padronizar artificialmente o que por natureza é amplo e diverso, que essas sociedades construíram uma triste história de intolerância, preconceito e violência, não apenas contra quem não se enquadra no padrão, mas contra a própria espécie humana.A DISCRIMINAÇÃO e a violência contra pessoas por causa de sua orientação sexual as levam, freqüentemente, a uma vida semiclandestina, regida pelo medo constante de ser descobertas e incompreendidas. Para não serem discriminadas, essas pessoas caem em outro tipo de sofrimento, tão ou mais cruel: a dor de não poder ser o que se é. O que é pior: sofrer abertamente a discriminação ou viver uma vida de mentira? Talvez você, leitor, seja uma pessoa perfeitamente encaixada no modelo padrão de sexualidade que nossa sociedade estabeleceu, o modelo heterossexual cem por cento. Se é o seu caso, você não sofre discriminação por sua sexualidade, está livre para ser e expressar o que é. Que bom! Mas se você está fora do padrão, sabe muito bem qual o preço que tem de pagar para ser o que é. De qualquer modo, em ambos os casos, encaixando-se ou não em padrões, você tem a sua própria sexualidade, e ela, em sua natureza mais profunda, é só sua, é única, e ninguém mais tem uma igual, pois ninguém mais tem as mesmas preferências, no mesmo grau, do mesmo jeito. Por que então discriminar, se todos nós, por trás dos nossos crachás sociais, temos nossas íntimas particularidades em relação aos padrões sexuais estabelecidos? A sociedade discrimina o diferente porque é assim que ela busca manter o controle sobre seus indivíduos. Talvez seja um forma de estratégia natural de organização e sobrevivência dos corpos sociais, sim, pois é mais fácil controlar o que se comporta igual. Mas o custo disso é a anulação do próprio indivíduo, que é estimulado desde o início a seguir os mesmos passos de todos, como numa manada. FELIZMENTE, PORÉM, trazemos em nós, cada um de nós, o impulso potencial para a auto-realização, ou seja, para ser quem verdadeiramente somos em nossa essência, em nossa natureza mais legítima, em vez de obedecer cegamente aos padrões impostos, que nos querem indiferenciados. Os que seguem o impulso da auto-realização acabam se diferenciando do resto da manada e, de fato, pagam caro por construir seu próprio caminho – mas são justamente essas pessoas que transformam a sociedade, apresentando- lhe os novos valores. Atualmente, a humanidade vive a intensificação desse processo de transformação do comportamento coletivo em vários aspectos, como nos movimentos feministas e na luta anti-racismo. No campo da sexualidade também não seria diferente: hoje as sociedades se vêem na obrigação de discutir o tal modelo de padronização da sexualidade, mesmo sendo um tema incômodo, pois é cada vez mais difícil e inviável esconder o fato de que somos, sempre fomos, sexualmente diversos. Quando me convidaram para participar, como jornalista, da edição inicial do For Rainbow, o festival de cinema da diversidade sexual, que aconteceu em Fortaleza em julho de 2007, tive dúvidas se a produção do evento conseguiria, de fato, tirar a idéia do papel e realizá-la. O Ceará é um Estado que, além de muito pobre, tem reconhecida tradição machista, e onde, segundo dados recentes, a homofobia entre escolares adolescentes é uma das maiores do Brasil. Mas o evento aconteceu, sem contestações, com apoio da mídia. E voltei de lá esperançoso, não somente pelo festival, mas também pelo ótimo exemplo que a capital cearense está dando ao País com a implementação de políticas públicas de garantia ao livre exercício da sexualidade e de combate ao preconceito. Fica cada vez mais claro que o direito à própria sexualidade é uma conquista da democracia e que políticos e governantes serão cada vez mais cobrados em relação a isso. O For Rainbow de Fortaleza não está só. Vários outros eventos são criados a cada dia no mundo como forma de expressão da sexualidade humana diversa. As passeatas do orgulho gay, de início tímidas, vão deixando de ser eventos representativos de uma minoria sexual para se tornar grandes festas de todos, nas quais se celebram a alegria e a liberdade de poder ser o que se é e de viver em harmonia com o diferente. Como a grande mídia já não pode mais fingir que tais coisas não existem, o mundo fica cada vez mais ciente do que sempre foi óbvio – e, assim, a natureza diversa de nossa sexualidade deixa de ser um tabu e passa a ser algo natural, para nós e, principalmente, para as novas gerações. A psicologia do inconsciente nos ensina que ninguém vive plenamente sua própria vida enquanto não reconhece o que na verdade é. Mas ela também nos diz que esse reconhecer-se sempre traz alguma crise. São verdades psicológicas que muitos já entendem, mas o que muitos ainda não percebem é que elas valem tanto para o indivíduo como para a espécie como um todo. Neste momento histórico, a humanidade se debate justamente nas crises que vêm desse necessário processo de auto-aceitação. Com a aproximação das culturas e a facilidade da comunicação e dos transportes, a espécie passou a se conhecer num nível jamais experimentado – e é normal que isso cause medo e insegurança. E conflitos também, pois se somos educados entendendo que nossa cultura é a melhor, provavelmente o contato inicial com outra cultura não será muito amistoso. A aproximação do diferente às vezes assusta, mas só assim podemos perceber que o que antes julgávamos feio, errado e perigoso é apenas diferente.
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    Atualmente, todas aspessoas estão sendo levadas a reconhecer que sua cultura não é a melhor, que sua religião é apenas uma entre tantas e seus valores, antes absolutos, tornam-se relativos diante de outros valores. A atual crise, portanto, era mesmo inevitável. E é uma crise de percepção: estamos nos percebendo de modo diferente ao que sempre fizemos. Mas há uma boa notícia, e ela também vem da psicologia: num segundo momento, o conflito dá lugar à assimilação do novo, pois o indivíduo aceita o que descobriu sobre si mesmo como parte legítima de sua personalidade e a integra à sua auto-identidade. Que bela ironia... A crise de autopercepção que tanto dói nos leva, no final, anos tornarmos mais equilibrados, coesos e inteiros.Agora, a luta pela legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros. Esse reconhecimento do que sempre fomos é um desafio de todos. De todos, sim, pois até mesmo os que defendem os tais padrões sexuais e negam a diversidade também pagam seu preço, já que têm cada vez mais de conviver com o diferente que tanto lhes incomoda. É, não está sendo fácil para nenhum dos lados. Mas já passamos pela fase mais difícil. A humanidade, a cada dia, está mais transparente e verdadeira para com ela própria. E isso é uma ótima notícia. O que é Identidade de Gênero? É a maneira como alguém se sente e se apresenta para si e para as demais pessoas como masculino ou feminino, ou ainda pode ser uma mescla, uma mistura de ambos, independentemente do sexo biológico (fêmea ou macho) ou da orientação sexual (orientação do desejo: homossexual, heterossexual ou bissexual). É a forma como nos reconhecemos a nós mesmo e desejamos que os outros nos reconheçam. Isso incluí a maneira como agimos (jeito de ser), a maneira como nos vestimos, andamos, falamos (o linguajar que utilizamos) e também, nos vestimos.A identidade de gênero é normalmente confundida com a orientação sexual. Por exemplo, é muito comum as pessoas travestis serem consideradas como homossexuais, pois, o fato dessas pessoas portarem, em seus corpos, elementos mais femininos, leva a grande maioria das outras pessoas a afirmarem que a travesti se sente, necessariamente, atraída por homens. Na realidade, a travesti pode se sentir atraída (orientação do desejo) tanto por homens, quanto por mulheres e por outras travestis. Ser travesti não determina a orientação do desejo da pessoa. É importante destacar que as pessoas travestis, como conhecemos no Brasil principalmente, não são encontradas em todas as partes do mundo. Em outros países, as pessoas que, para nós brasileiros, seriam travestis, recebem outros nomes. Existem casos de países onde se reconhecem nas travestis características divinas, sendo com sideradas deusas ou, ainda, portadores de boa sorte e bênçãos. Existem também, além do(a) travesti, as pessoas transexuais que são indivíduos que não reconhecem como seu, o corpo biológico que tem, ou seja, são pessoas que se reconhecem de um determinado sexo, mas o seu corpo é, biologicamente, do sexo oposto. São pessoas que, geralmente, buscam adequar cirurgicamente seus corpos, para aproximar-se do sexo que se reconhecem. Para a ciência, especialmente a medicina, são consideradas pessoas com transtorno de identidade de gênero e, portando, carecem de tratamentos para adequar as características anatômicas ao sexo com o qual a pessoa se identifica por meio de tratamentos hormonais, terapias psicológicas e intervenções cirúrgicas.Desde os anos 1990, com o crescimento dos movimentos sociais que lutam pelo reconhecimento dos direitos humanos de lésbicas, gays, travestis, transexuais e bissexuais, tem sido usado em algumas siglas, o termo TRANSGÊNERO, para reunir as necessidades e exigências de travestis e transexuais, conjuntamente. O termo é controverso e, por vezes, inadequado pois trata da mesma forma demandas que são, geralmente, diferentes. Além disso, o termo “transgênero” também é utilizado para designar outras manifestações de identidade de gênero como, por exemplo, as/os transformistas (chamados, em outros como croos-dresser) ou drag-queens, pessoas que se utilizam de elementos de um determinado gênero (masculino ou feminino), para realizar uma apresentação artística ou mesmo satisfazer a um desejo pessoal (fetiche) de sentir-se de outro gênero, por alguns instantes.A sigla LGBTT, corresponde a todas as pessoas lésbicas (L), gays (G), bissexuais (B), travestis (T) e transexuais (T). Pode aparecer em diversas ordenações diferentes, de acordo com critérios próprios, como por exemplo: GLBT, GLTB, LGTTB, LGBT, etc... Todas elas referem-se às mesmas pessoas. Vale ressaltar que quando na sigla aparece apenas um “T” é por que esta se refere a transgêneros, de forma geral. Arquivo da tag: Laerte Coutinho Laerte na Bio! Com o intuito de lançar o coletivo estudantil Disparada, formado por estudantes de diferentes cursos da USP e com objetivo de retomar o caráter formativo e propositivo do movimento estudantil, organizamos uma roda de conversa sobre gênero e sexualidade contando com a ilustre presença do cartunista Laerte Coutinho. O evento aconteceu no Instituto de Biociências (IB) da USP, a faculdade que oferece o curso de Ciências Biológicas. A escolha não foi à toa. O curso da Biologia parece ser um dos mais imunes ao debate das construções sociais do masculino e do feminino, havendo aquela tradicional tendência de recair na naturalização e patologização quando se fala de sexo, gênero ou desejo sexual. Roda de conversa com Laerte Coutinho, para discutir gênero e sexualidade: auditório lotado, com gente sentada nas escadas. Podemos dizer que o evento foi um sucesso: o Laerte se sentiu bastante à vontade, respondendo com muita criatividade e humor as perguntas de uma plateia que lotou o maior anfiteatro do Instituto. Os participantes questionavam aspectos relativos à homofobia, à transexualidade, à cobertura da mídia, ao ofício de humorista e também sobre a vida pessoal da plateia. Laerte enfatizou a importância da Parada do Orgulho LGBT e dos programas educacionais; reforçou que a luta dos LGBT se dá também pela reivindicação de direitos básicos, dentre os quais a Argentina estaria muito à nossa frente. Segundo ele, ainda estamos “discutindo com pastores de direita por questões básicas”. Além disso, Laerte deixou claro que não acredita em um humor politicamente correto e que o humor é necessariamente transgressor. O que não significa que o humorista não deva refletir sobre o impacto da sua piada, quem vai rir dela etc. Mas, exigir um controle é, do ponto de vista do cartunista, inviável. Da mesma forma, um humor militante tira o rebolado de seus personagens. Além de ter chamado atenção para a necessidade de mudanças sociais, no caso, no tocante à sexualidade e gênero, Laerte afirmou acreditar em um mundo melhor e que é guiado por uma esperença socialista. Para ele, o socialismo não morreu, senão o modelo soviético (passível de inúmeras críticas). Ser socialista, para ele, faz parte de sua pessoa. Cartaz de divulgação do evento “Laerte na Bio!” Para aqueles que não conhecem a figura do Laerte, convidamos-os a procurar pelas suas entrevistas no YouTube. Laerte tem uma didática impressionante para dialogar sobre esses temas: o faz sem ser acadêmico, nem muito militante. Vai na dose adequada entre o irreverente e o crítico, entre a informalidade e o conteúdo.
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    Do mais, agradecemosao Laerte por ter nos dado a honra dessa roda de conversa. Para mim, foi um prazer passar duas horas ao seu lado na mesa, e no final ainda ter um livro autografado com um desenho dos Piratas do Tietê. De quebra, Laerte se dispôs a desenhar na lagartixa gigante que decora o Centro Acadêmico da Biologia, somando-se ao antigo desenho feito por Fernando Gonsález, autor do Níquel Náusea. E continuemos na estrada, que a caminhada continua… Banheiros públicos segregados: mais um ataque aos LGBT Por Adriano Senkevics 08/02/2012 Atualidades, Sexualidade / LGBT 3 Comentários Há um mês, um projeto de lei irresponsável do deputado Luiz Argôlo (PP-BA) ameaçava prejudicar a comunidade LGBT – e quem mais não pudesse doar sangue por algum motivo – nos concursos públicos (leia aqui). Agora, o vereador Carlos Apolinário (DEM- SP) surge com o projeto de criar um “banheiro unissex”, destinado a gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e até heterossexuais “que não se importarem” em dividir os banheiros com os anteriores. Laerte Coutinho, o cartunista que tem desafiado uma série de concepções de gênero. A ideia surgiu a partir da polêmica com o cartunista Laerte, que manifesta também uma identidade de gênero feminina. Laerte Coutinho (também conhecido como Sônia Cateruni) trocou todo o seu guarda-roupa por peças tipicamente femininas e, nessas ocasiões, têm preferência por utilizar os banheiros femininos, afinal de contas, o cartunista usualmente está travestido de “mulher”. Acontece que, há duas semanas, Laerte foi impedido de frequentar o banheiro feminino de uma padaria na cidade de São Paulo quando foi reconhecido. Neste contexto, Apolinário, o mesmo vereador que tentou instituir o Dia do Orgulho Hétero, voltou com mais um ataque à comunidade LGBT, procurando implantar um “terceiro banheiro”, para agrupar todos os “rejeitados” dessa sociedade altamente marcada pelo gênero, a qual funciona sob uma lógica heteronormativa (centrada na heterossexualidade). O projeto é deplorável em todos os seus aspectos, mas não consegue ser pior que as suas justificativas, a mais pura manifestação de homofobia e transfobia. Apolinário não sugeriu essa lei com o intuito de evitar que Laerte e outros(as) transexuais passassem por constrangimentos – razão já absolutamente questionável –, e sim para evitar o constrangimento de homens e mulheres que não suportam, toleram ou concordam com a convivência com lésbicas, travestis, gays etc. Carlos Apolinário (DEM-SP): os "banheiros unissex" como mais um ataque à comunidade LGBT. “Ainda que muitos não concordem”, relata Apolinário, “homens e mulheres têm o direito inalienável de seguir essa ou aquela orientação sexual. É o que se chama livre-arbítrio. Mas os direitos de uns não podem ferir os direitos de outros. Impor o seu direito aos demais é ditadura, o que não pode ser tolerado”. Quando Laerte, ou qualquer outro LGBT, entra em um banheiro comum, onde está a imposição? Vê-se uma tentativa clara de institucionalizar um preconceito: separar, segregar, criar uma apartheid tal qual se fez na África do Sul ou nos EUA com relação aos negros. Ainda, as razões do projeto não possuem base alguma. E quando uma lésbica entra em um banheiro feminino? E quando um gay entra em um vestiário masculino? Transexuais não poderão ser socialmente reconhecidos como tais? A orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa não tem relação com seu caráter, sua responsabilidade ou sua capacidade de respeitar diferentes ambientes. Já não se pode dizer o mesmo dos homofóbicos, como Apolinário, que procuram culpar os outros, em todos os níveis, pela sua discriminação rançosa. Um dia com João Nery e Laerte Coutinho: conversas sobre gênero, sexualidade e Teoria Queer http://www.festivalmarginal.com.br/sexo/um-dia-com-joao-nery-e-laerte-coutinho-conversas-sobre-genero-sexualidade-e-teoria- queer/ Eu sempre gostei de Laerte Coutinho - mesmo sem saber, ainda criança nascido em 1993, já assistia o trabalho da cartunista na TV Colosso - ela foi uma das roteiristas em conjunto a um enorme time de talentosos escritores. Em 2004, através de uma tira onde a personagem Hugo se travestia, passou a conhecer e frequentar o circuito cross-dresser. Desde então, Laerte, uma das artistas mais importantes do Brasil que se fez no século passado, milita pela causa trans* e LGBT, frequentando a mídia com looks que demonstram muito de sua personalidade doce, irônica e afável. Laerte, agora aos 62 anos, é culta e tem uma erudição invejável. João W. Nery também tem uma história interessante - designado ao nascer como Joana, seu maior ídolo na infância era o boneco Pinóquio, que segundo ele "tudo o que desejava era ser um menino". Entendendo-se como pessoa trans* desde os 4 anos de idade, foi só aos 27 que sozinho pôde ressignificar seu corpo. Em uma sociedade regida pela Ditadura Militar, nada se falava sobre homossexualidade ou questões de gênero, então, João encontrou uma equipe médica que fazia pesquisas sobre transexuais. Ele decidiu deitar-se na cama: tirou os seios, o útero e os ovários. Naqueles tempos, essa cirurgia era considerada como 'mutilação' e era proibida. A realidade hoje em dia não é muito diferente - embora exista um debate sobre questões de gênero, ainda é longa a lista de pessoas trans* que querem passar por modificações na fila do SUS. O processo é lento, burocrático e mediado por psiquiatras e psicólogos, muitas vezes machistas e com estruturas falidas de pensamento. Jonas Tucci/Disco Punisher
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    Convidado por PriscillaBertucci, criadora do projeto '[SSEX BBOX] - Sexualidade Fora da Caixa', eu fui passar um dia com João Nery e Laerte em Sorocaba, onde mais tarde eles fariam uma palestra para uma plateia lotada e curiosa - surpreendentemente, com várias pessoas trans*. Foi um dia cheio, divertido e memorável. Pude passar boa parte do tempo conversando com uma das pessoas que mais tenho admirado nos últimos tempos, mais especificamente desde que aprofundei meus estudos feministas. Ávido e estimulado, quando me dei conta, estávamos Laerte e eu com os pés na bancada do camarim do SESC, conversando sobre as mais variadas coisas - que não foram registradas nesse diálogo, infelizmente (?) - como a técnica ninja do Halls Preto, as leis e possibilidade da existência do bad karma,Instagram, Xavier Dolan, e a preocupante falta d'agua em São Paulo. Jonas Tucci/Disco Punisher Pela tarde, buscamos João Nery e posteriormente Laerte em sua casa no Butantã. Loiríssima, ela sai pela porta, entra na van e os dois fazem algumas "fofocas" (em alta epistemologia acadêmica) sobre as políticas que cercam as pessoas trans*, São Paulo e também o caso de Je suis Charlie (pelo qual inclusive Laerte foi ameaçada de morte no Facebook). Apresento-me para elxs e conversamos sobre alguns temas. O resultado é um diálogo sobre questões de gênero, política e filosofia feminista. PS: Assinalo trans* com asterisco a fim de compreender e incluir uma variedade de identidades que são diversas, mas que em comum tem o fator denominador de que não pessoas cisgêneras, como genderqueer, não-binário, genderfluid, agênero, terceiro gênero, trans mulher, trans homem, bigênero etc. DP - O que vocês acharam do projeto Transcidadania feito Prefeito de São Paulo, Haddad? L: O João esteve lá no lançamento, então provavelmente pode responder melhor que eu... JN: O projeto Transcidadania basicamente se refere à educação e oportunidades de trabalho para pessoas trans*. Há com certeza um ineditismo nesse projeto em relação ao Governo, e é uma pena que eu não possa levar esse projeto para o Rio de Janeiro, aliás, é só aqui em São Paulo que eu sei que o Governo tomou essa iniciativa, e eu só tenho a aplaudir, evidentemente. Existem alguns outros projetos que trabalham para tentar tirar as travestis da rua, como é o projeto Damas do Rio de Janeiro, mas não tem o alcance que esse programa deve ter. E também essa iniciativa de poder dar bolsas para as trans* mais necessitadas – com a ressalva de que acho que todas as trans* são necessitadas, na medida de que não conseguem trabalho e nem estudar. Mas eu dou a maior força e gostaria que o programa fosse ampliado em âmbito nacional. L: Eu já conhecia o projeto do ano passado e havia um encantamento com ele. Começou a parte do trabalho, e depois recuou. Houve todo um ‘sai e não sai’. O projeto deixou algumas pessoas em pânico, mas parece que agora ele deslanchou e é positivo. Vem a somar a algumas iniciativas também em relação ao atendimento de saúde e tudo isso é bom, porque é uma ampliação no limite, e é um reconhecimento de que as pessoas trans* são humanas e existem (risos.). DP - A parte que mais tocou no projeto foi o fato de que vão oferecer bolsas de estudo para pessoas trans*, como incentivo de frequência à escola. Se na época do colégio de vocês existisse uma política desse tipo, teria feito alguma diferença? L: Na minha história escolar, eu não me reconhecia como trans*. JN: Nem eu! Na minha história escolar, a palavra trans* nem existia. Eu penso o seguinte: quero conhecer melhor o projeto. Não acho que basta você dar o dinheiro e colocar a trans* na escola. Tem de trabalhar com a escola e todos os agentes que funcionam com ela, desde a faxineira até a direção. Não adianta nada dar dinheiro e a pessoa ficar sofrendo transfobia. Vão colocar banheiros unificados? Como é que fica a questão do banheiro para os transgêneros que têm bolsa? A Inglaterra e a Argentina resolveram criar uma escola LGBT, mas eu também não sou favorável a essa ideia. Acho demasiada segregacionista. L: Essa ideia de escola LGBT também não tem muito meu coração. Concordo com o João. Mais importante que tudo é haver inclusão. Às vezes, historicamente isso se justifica, mas não é a melhor saída. DP - Vocês veem essa ideia só como um paliativo? JN: Acho que seria mais como segregação mesmo... DP - Quais os erros mais comuns que a mídia comete quando menciona pessoas trans*? L: Erros quanto à questão de gênero são comuns. Erro de flexão de gênero é pinto! (risos). Sério... É uma das coisas que menos me incomoda. Meu caso pessoal é muito diferente de quase todas as pessoas trans* que eu conheço. A mídia, depois que eu transacionei, me reconheceu com afeto e com curiosidade também. Houve um momento onde diziam “ele agora se veste como mulher!”. Tinha essa coisa... Mas, por outro lado, não houve agressão e nem hostilidade. Eu não perdi trabalhos por conta disso, muito pelo contrário: eu até recuperei trabalhos que havia perdido. Agora, quanto a erros comuns que a mídia comete com pessoas trans* em geral, eu acredito que a mídia e a sociedade não reconhecem pessoas trans* como cidadãs. Se a pessoa é trans*, ela passa a ser vista como uma aberração, doente, ou no mínimo uma coisa curiosa. Ela sempre fica no âmbito da marginalidade. JN: A pessoa vira uma própria paródia. Um erro clássico da transfobia da mídia é não respeitar o gênero, não é? Chamam as travestis pelo masculino... Um exemplo recente que me vem à cabeça agora é a morte da Susana, esposa da Adriana Calcanhoto. Em nenhum momento a mídia tratou de reconhecer o casamento das duas. O termo usado foi sempre ‘companheira’. É uma forma de apagamento. L: Existe uma obsessão em não reconhecimento. DP - Depois que vocês transacionaram, vocês deixaram de frequentar algum lugar especifico por conta disso?
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    L: Houve aquelaocasião especifica no banheiro em uma pizzaria. O dono do estabelecimento depois se retratou, mas eu fiquei bastante constrangida e não quis voltar lá. Para mim, a transição me levou a muitos outros lugares. JN: Meu caso é diferente da Laerte. A Laerte transacionou agora aos sessenta anos, em uma época onde já existe uma discussão sobre pessoas trans* e que existe alguma visibilidade. Eu transacionei há quarenta anos, em plena Ditadura Militar. Nem se falava em gay. Trans era uma palavra que nem existia. L: Era uma transgressão próxima da subversão mesmo. JN: No período da transição, eu não me hormonizei antes da cirurgia. Então existia no meu corpo uma espécie de meio termo. Eu não podia ir ao banheiro nem de homem e nem de mulher. Não podia ir à praia, porque tinha mamas... Eu fiquei sem lugar para ir. O feminino não tinha mais acesso e o masculino não tinha tomado meu corpo por completo. É uma fase complicada, até você ter uma aparência inteligível para frequentar certos lugares, mas só o fato de você estar transacionando e ter coragem para isso, já te dá uma satisfação muito grande... DP - Eu, de certa forma, frequento o ambiente acadêmico e também frequento baladas e tenho uma relação bastante íntima com a vida noturna, e o que eu vejo é que falar sobre gênero é como abrir uma ferida muito dolorosa da nossa sociedade. Vocês acreditam que um dia a gente possa ter um banheiro único? JN: Esse banheiro único já existe em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. Ontem mesmo eu palestrei na PUC e havia um banheiro com os escritos de ‘não binário’ na porta, mas infelizmente estava quebrado (risos). Acontece que essa discussão é mais profunda. Existem leis municipais que proíbem o banheiro unissex. O Rio de Janeiro é um deles. Houve um banheiro lá assim e o estabelecimento levou uma multa de sete mil reais. A gente precisa questionar legalmente a questão do banheiro, porque o banheiro da nossa casa não é generificado: sua mãe, seu pai, seu tio, avô e avó usam o mesmo banheiro, por que o banheiro publico então tem de ser? É uma questão de educar a população e acabar com isso. O problema é que hoje em dia tudo é generificado, não só os banheiros, até a comida. Não existe Kinder Ovo rosa e azul? A cultura cada vez mais generifica tudo. É complicado, o buraco é muito mais embaixo. DP - Depois de estudar Filosofia Feminista, eu percebi que um dos maiores problemas é a linguagem mesmo. Essa é uma teoria minha: enquanto a gente não tiver um Wittgenstein (conhecido como o filósofo da linguagem) do gênero, a gente não vai resolver nossos problemas. É como se só a Judith Butler não bastasse... L: Você está mencionando algo que estava passando pela minha cabeça agora. Essas questões de banheiro, de linguagem, tudo isso faz parte de uma maneira como a cultura entende gênero. Essa mudança é gigantesca. Não tem jeito de trabalhá-la por tópicos, mas ao mesmo tempo, a gente precisa pautar as coisas, certo? JN: Você tocou em um ponto muito importante. A linguagem é tudo. Tudo perpassa pela linguagem. Uma das formas que se usa então é ressignificar os termos, que é o objetivo da Teoria Queer. O patriarcado é um sistema que não tem a quem atacar, é um problema que atravessa todas as instituições. O sexismo e o machismo têm a conivência das mulheres, e não só dos homens. Não são elas quem criam filhos machistas? PS: Não concordo com a última colocação de João. As mulheres não criam seus filhos sozinhas e existe um jogo de poder feito pela sociedade, pela escola, televisão e outros fabricadores de realidade, muito maior que a mera educação de parentesco entre mãe e filho. DP - Você tem algum autor ou pensador queer favorito? JN: Judith Butler (filósofx norte-americana feminista), Paul B. Preciado (filósofx espanhola feminista). L: O Paul B. Preciado tem um capítulo especial no ‘Manifesto Contra sexual’ só sobre nomes! (risos). JN: Tem outro capítulo onde ele fala só sobre os experimentos de testosterona no corpo! Ele é bem radical! DP - Ele linkou esse processo de mudança de nome aos processos de independência política da Catalunha. Na carta aberta onde ele anunciou a mudança, Preciado diz que gostaria de rasgar o gênero, assim como gostaria de rasgar o mapa, como se essas duas fossem criações e ficções políticas que não fazem sentido. Ele também diz que o processo dele faz parte de uma ‘desidentidade’. JN: Ele é queer. Ele não pode ter identidade mesmo... É interessante, mas sem identidade não há luta por políticas públicas. DP - O lance dela é filosófico, acho que isso dá liberdade para que ela vá muito mais longe, especialmente em termos de conceito... O que vocês gostariam que as pessoas soubessem sobre você que elas ainda não sabem? JN: Eu não sou só o primeiro homem trans* do Brasil. Sou o primeiro homem trans* biônico do país. Sou uma cobaia. Tenho quatro próteses, além da sexual. Ninguém sabe o que vai acontecer comigo e estou ficando velho, mesmo que a gente possa discutir que a velhice é mais uma invenção social. L: Eu já não sei, acho que eu também gostaria de saber isso! (risos). Vejalistadepaísesquejálegalizaramocasamentogay Estados Unidos se tornaram o 22º integrante da lista na sexta (26). Conselho Nacional de Justiça liberou casamento civil no Brasil em 2013. Do G1, em São Paulo
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    Defensores do casamentogay comemoram em frente à Suprema Corte em Washington, nos EUA, após aprovação do casamento de casais do mesmo sexo pela constituição. Com o resultado o casamento será legalizado em todos os 50 estados (Foto: Jim Bourg/Reuters) Os Estados Unidos se tornaram na sexta (26) o 22º país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo seu território. A decisão foi tomada pela Suprema Corte, por cinco votos a quatro. Em 23 de maio deste ano, a Irlanda entrou para a lista ao se tornar o primeiro país do mundo a aprovar o casamento gay através de um referendo. Também este ano, em 20 de fevereiro, foi assinada na Finlândia pelo presidente Sauli Niinistö uma lei que legaliza as uniões homossexuais. Aprovada em dezembro de 2014 pelo parlamento, ela ainda depende de regulamentações e a previsão é de que entre em vigor apenas em 2017. No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou em 2013 uma resolução que obriga os cartórios de todo o Brasil a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento. A resolução visa dar efetividade à decisão tomada em maio de 2011 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou a união estável homoafetiva, dando direitos ampliados aos homossexuais. O primeiro país do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, assim como o divórcio e o direito de adoção de crianças por esses casais, foi a Holanda. Aprovado em dezembro de 2000, o projeto alterou apenas uma frase da legislação sobre casamentos do pais, que passou a ser "um casamento pode ser contraído por duas pessoas de diferentes ou do mesmo sexo". O próximo país a entrar oficialmente para a lista pode ser o México, onde, em 15 de junho, a Suprema Corte decidiu que os juízes de todo o país estão obrigados a conceder amparo aos pedidos de homossexuais que queiram se casar. Embora muitos considerem a decisão uma legalização do casamento gay, ainda há questionamentos jurídicos sobre a determinação violar ou não a constituição mexicana.  País Ano em que foi aprovado Holanda 2001 Bélgica 2003 Espanha 2005 Canadá 2005 África do Sul 2006 Noruega 2009 Suécia 2009 Portugal 2010
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    País Ano emque foi aprovado Argentina 2010 Islândia 2010 Dinamarca 2012 Brasil 2013 Uruguai 2013 Nova Zelândia 2013 França 2013 Inglaterra 2014 País de Gales 2014 Escócia 2014 Luxemburgo 2014 Finlândia 2015 Irlanda 2015 Estados Unidos 2015 EntendaasdiferençasentreocasamentogaydosEUAeodoBrasil  Mike Segar/Reuters 26.jun.2015 - Casal se beija após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que a Constituição do país garante aos casais homossexuais o direito de se casarem, no bairro de Greenwich Village, em Nova York A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (26) derrubar os vetos de Estados contrários ao casamento gay, o que na prática legalizou a união entre pessoas do mesmo sexo para todo o território americano. O fato tem paralelo no Judiciário brasileiro, que já havia tomado decisão semelhante há quatro anos. A maior autoridade jurídica americana julgou nesta semana o caso "Obergefell vs. Hodges", no qual James Obergefell processou o Estado de Ohio (representado pelo político Richard Hodges) pedindo reconhecimento como viúvo de seu falecido parceiro, John Arthur. A decisão deve abrir precedente para todos os casais homossexuais do país oficializarem suas uniões, apesar da resistência de alguns Estados conservadores. No Brasil, o casamento gay ocorre na prática desde 2011, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu a equiparação da união homossexual à heterossexual. Dois anos depois, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu que os cartórios brasileiros fossem obrigados a celebrar casamento entre pessoas do mesmo sexo, e não poderiam se recusar a converter união estável homoafetiva em casamento. Entenda melhor as nuances dessas duas decisões e o impacto em seus respectivos países. As decisões Nos EUA: a Suprema Corte julgou que os 14 Estados que atualmente se negam a unir duas pessoas do mesmo sexo devem agora casá-las e também reconhecer seu casamento se ele foi celebrado em outra jurisdição. Cinco juízes votaram a favor, e quatro contra. No Brasil: Em decisão unânime, dez ministros do STF equipararam a união homossexual à heterossexual. No entender do Supremo, casais gays devem desfrutar de direitos semelhantes aos de pares heterossexuais, como pensões, aposentadorias e inclusão em planos de saúde. Os homossexuais que tentarem a adoção devem acabar apelando à Justiça. Alcance Nos EUA: O parecer da Suprema Corte deverá valer para todo o país, mas há alguma controvérsia sobre retirar dos Estados seu próprio poder de decisão sobre o assunto, como ocorria até então. Procuradores-gerais de alguns Estados que eram contra o casamento gay, como Mississippi e Louisiana, já informaram que ela não entrará em vigor imediatamente, enquanto as cortes
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    locais estudam einterpretam o parecer. John G. Roberts Jr., um dos juízes da Suprema Corte que votaram contra o casamento gay, também disse no texto final que a questão deveria ter sido deixada para os Estados. No Brasil: A decisão do STF teve efeito vinculante, ou seja, alcança toda sociedade, mas assim como nos EUA, não é equivalente a uma lei sobre o assunto. O artigo 1.723 do Código Civil estabelece a união estável heterossexual como entidade familiar. O que o Supremo fez foi estender este reconhecimento a casais gays. Mas assim casais gays podem entrar na Justiça em casos de não- reconhecimento dos casais e provavelmente ganharão a causa, pois os juízes tomarão sua decisão com base no que disse o STF sobre o assunto. Nos últimos anos, o Congresso teve projetos de lei sobre o assunto para serem votados, mas não os colocou em pauta por razões políticas. Argumentos Nos EUA: O juiz Anthony Kennedy afirmou na decisão que o interesse na dignidade pessoal é fundamental para a cláusula do devido processo da 14ª Emenda da Constituição americana, que diz que nenhum Estado deve "privar qualquer pessoa da vida, liberdade ou propriedade, sem o devido processo legal". "As liberdades fundamentais protegidos por esta cláusula incluem a maior parte dos direitos enumerados na Declaração de Direitos". No Brasil: Alguns ministros do STF evocaram o princípio de igualdade da Constituição para estender os direitos dos heterossexuais aos homossexuais. "Por que o homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões que são abominadas pela Constituição: a intolerância e o preconceito", afirmou o ministro Luiz Fux. "A discriminação é repudiada no sistema constitucional vigente", afirmou a ministra Carmen Lúcia. Outros ministros, como Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, deram seus votos favoráveis com ressalvas. Para Mendes, ainda existem "uma série de questões e divergências" nesse tema, mas seu voto não entraria no mérito dos "desdobramentos" deste reconhecimento. Histórico Nos EUA: A luta dos movimentos LGBT para oficializar o casamento entre pessoas do mesmo sexo existe há pelo menos 40 anos nos EUA. Em 1971, a Suprema Corte recebeu pela primeira vez um caso do tipo por parte de um casal homossexual de Minnesota. O Estado de Massachusetts se tornou em 2004 o primeiro do país a legalizar o casamento homossexual. No Brasil: Na época, o então ministro do STF Ayres Britto pediu um levantamento nos Estados para saber se a união estável de homossexuais já era reconhecida apesar da falta de um pronunciamento do Supremo. Decisões nesse sentido já tinham sido tomadas em tribunais do Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo. Essas decisões, de primeira ou segunda instâncias, pesaram no julgamento no STF. Consequências Nos EUA: Além de garantir direitos de diversas naturezas, a decisão dos EUA reconhece que pessoas que acreditam que o casamento deva ser apenas entre um homem e uma mulher poderão continuar a se opor ao casamento gay, com base na liberdade religiosa garantida na Primeira Emenda da Constituição do país. Esse debate deve continuar, disse o juiz Anthony Kennedy, mas os casamentos deverão ser permitidos. No Brasil: Mesmo após a decisão do STF, em 2011, ainda havia cartórios que se recusavam a fazer a conversão para casamento. No mesmo ano, um juiz de Goiânia cancelou um dos primeiros contratos de união civil entre homossexuais do país; o ministro Luiz Fux chamou o ato de "atentado ao STF" passível de cassação. Em 2013, o CNJ aprovou a resolução que prevê que, em caso disso acontecer, que seja levado para análise do juiz corregedor do respectivo Tribunal de Justiça. Homofobia A homofobia é o termo usado para designar o preconceito e aversão aos homossexuais. Atualmente a palavra é usada para indicar a discriminação às mais diversas minorias sexuais, como os diferentes grupos inseridos na sigla LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, transgêneros, travestis e intersexuais). A repulsa e o desrespeito a diferentes formas de expressão sexual e amorosa representam uma ofensa à diversidade humana e às liberdades básicas garantidas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. Muitas vítimas de homofobia sentem-se impelidas a reprimir sua orientação sexual, seus hábitos e seus costumes, sendo freqüente a ocorrência de casos de depressão. É importante salientar que todo ser humano, independente de sua sexualidade, tem o direito ao tratamento digno e a um modo de vida aberto à busca de sua felicidade. A procura de ajuda psicológica e da Justiça é essencial para que a discriminação homofóbica afete da menor maneira possível a vida das vítimas. A Constituição Federal brasileira não cita a homofobia diretamente como um crime. Todavia, define como “objetivo fundamental da República” (art. 3º, IV) o de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação”. É essencial ter consciência de que a homofobia está inclusa no item “outras formas de discriminação” sendo considerada crime de ódio e passível de punição. Através da Lei Estadual 10.948/2001, o estado de São Paulo estabeleceu diferentes formas de punição a diversas atitudes discriminatórias relacionadas aos grupos de pessoas que tem manifestação sexual perseguida por homofóbicos e intolerantes. Atualmente está em tramitação no Congresso o Projeto de Lei da Câmara (PLC)
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    122/2006 que temcomo proposta a criminalização da discriminação gerada por diferentes identidades de gênero e orientação sexual. Disque 100 para denunciar a Homofobia. Como Identificar A expressão homofóbica pode se dar das mais variadas formas. Em alguns casos a discriminação pode ser discreta e sutil, entretanto, muitas vezes, o preconceito se torna evidente com agressões verbais, físicas e morais. Qualquer que seja a forma de discriminação é importante a vítima denunciar o acontecido. A orientação sexual não deve, em hipótese alguma, ser motivo para o tratamento degradante de um ser humano.  o agressor costuma usar palavras ofensivas para se dirigir à vítima ou aos LGBTI como um todo;  muitas vezes o agressor não reconhece seu preconceito e trata as ocorrências de discriminação como brincadeiras;  é comum o agressor fazer uso de ofensas verbais e morais ao se referir às minorias sexuais;  a agressão física ocasionada pela homofobia é comum e envolve desde empurrões até atitudes que causem lesões mais sérias, como o espancamento;  o agressor costuma desprezar todas as formas de comportamento da vítima, considerando-os desviantes da normalidade;  o homofóbico costuma se dirigir à vítima como se esta fosse inferior, nojenta, degradante e fora da normalidade;  é costume do homofóbico a acusação de que as minorias sexuais atentam contra os valores morais e éticos da sociedade;  o agressor costuma ficar mais agressivo ao ver explícitas demonstrações amorosas ou sexuais que fogem ao padrão heteronormativo (por exemplo: mãos dadas, beijos e carícias)  o agressor costuma negar serviços, promoção em cargos empregatícios e tratamento igualitário às vítimas; Muitas vezes o bullying em colégios mostra-se um terreno fértil para a homofobia. As crianças e adolescentes devem ser duplamente preservados de tal forma de preconceito. A ajuda psicológica nesses casos é essencial tanto pelo fato de a discriminação constituir um crime de ódio quanto por representar uma forma de atentado aos Direitos da Criança e do Adolescente. Clique aqui para se informar sobre atendimento psicológico gratuito ou de baixo custo. Como Denunciar Não há justificativas para qualquer tipo de discriminação causada pela homofobia. Os LGBTI têm direito à expressão amorosa e sexual, e a explicitação desta não é desculpa para um comportamento agressivo. É muito importante denunciar qualquer tipo de atitude homofóbica. Toda Delegacia tem o dever de atender as vítimas de homofobia e de buscar por justiça. Além de ser um direito, é dever de todo cidadão denunciar esse tipo de ocorrência. Através da denúncia protege-se não apenas uma vítima, mas todo um grupo que futuramente poderia ser atacado. A vítima deve exigir seus direitos e registrar um Boletim de Ocorrência. É de essencial importância buscar a ajuda de possíveis testemunhas na luta judicial a ser iniciada. Em caso de agressões físicas, a vítima não deve lavar-se nem trocar de roupa, já que tais atos deslegitimariam possíveis provas que devem ser buscadas através de um Exame de Corpo de Delito (a realização desse exame é indispensável). Se a violência acontecer através de danos à propriedade, roupas, símbolos, bandeiras e etc, deve- se deixar o local e os objetos da maneira como foram encontrados para que as autoridades competentes possam averiguar legitimamente o acontecido. Atualmente o Disque 100 funciona como um número de telefone destinado ao recebimento de denúncias sobre pedofilia, abuso de crianças, trabalho infantil e também homofobia. Há em São Paulo uma Delegacia especializada em Delitos de Intolerância. As informações deste local seguem abaixo.  Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) Rua Brigadeiro Tobias, 527 – 3º andar Luz – SP Tel: (11) 3311-3556/3315-0151 – Ramal 248 10 dos países mais homofóbicos e intolerantes do mundo Se você acha que o Brasil é homofóbico e intolerante, com discursos como o de Marco Feliciano, está corretíssimo. Mas poderia, infelizmente, ser pior. Existem alguns (vários) países onde a homossexualidade não é apenas malvista, mas também considerada crime e punida de forma desumana, com apedrejamentos, chibatadas e prisão perpétua. Provando que por mais avançado que o mundo seja, ainda há infinitamente muito a se melhorar, confira aqui alguns dos países mais homofóbicos e intolerantes do mundo: Uganda Tanto atos de expressão por homens quanto mulheres homossexuais pode render penas de prisão perpétua, tortura e até mesmo morte, sendo que 96% do país não aceita a cultura gay no local e acha que deve ser “combatida”. Somália
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    A Sharia éaplicada aos gays, ou seja, a morte por apedrejamento, apenas na parte Sul do país. Já no resto, pode gerar prisão de 3 anos. São Cristóvão e Neves Até 10 anos de trabalho forçado, além do preconceito agressivo sobre gays, que são associados com doenças como o HIV. Qatar Até 7 anos de detenção, chibatadas e morte. Se forem muçulmanos, aplica-se a Sharia. Ilha Nauru A pena pode render de 7 até 14 anos de trabalhos forçados para homens que fizerem sexo anal, e até 3 anos de trabalho forçado para quem cometer outros tipos de relação, como beijos ou sexo oral. Iêmen Se forem homens casados, podem ser punidos com a morte. Já para solteiros, a pena pode ser chibatas ou detenção de um ano. Já para mulheres, pode ser condenadas a 3 anos de prisão se o ato for consensual, e 7 anos caso seja forçado. Mauritânia Um dos países mais homofóbicos, podem condenar qualquer expressão homossexual com apedrejamento, e mulheres podem escapar da pena, mas serem presas de três meses a dois anos e pagar uma multa de aproximadamente R$500,00. Nigéria Para homens, chicotadas e pena de morte. Em casos leves, podem “apenas” ser presos, a mesma punição para as mulheres, em sentenças que podem durar até 14 anos. Sudão Não apenas o sexo gay, mas também o anal (mesmo que hetero) são considerados “sodomia”, explicado, de acordo com o código penal 148 do país, como “inserir o pênis ou algo equivalente no ânus de uma mulher ou homem”. A pena são 100 chibatadas e prisão por 5 anos. Caso o “criminoso” seja reincidente, poderá ficar preso para sempre. Ah, a punição vai tanto para quem enfiou quanto para quem foi enfiado. Tanzânia Prisão de 30 anos à perpétua para homens, e de até 5 anos para mulheres.
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    É, mesmo quevocê não seja gay, deve ter entendido que o crime aqui não é a homossexualidade, e sim a homofobia. A liberdade pessoal é um mandamento nessa era capitalista, que prega a democracia, e ver exemplos como esses nos mostra para onde o Brasil pode caminhar se pessoas intolerantes e cheias de ódio, como alguns políticos brasileiros, conseguirem o poder sobre a lei. “Na escola, a homofobia é escondida pela tolerância mascarada”, diz pesquisadora Por Julia Carolina - iG São Paulo | 03/11/2013 15:00 - Atualizada às 04/11/2013 14:10 Comentários Para a socióloga Miriam Abramovay, escolas não sabem combater o preconceito contra homossexuais A violência nas escolas não é um fenômeno atual. As agressões verbais, físicas, a discriminação e o ciberbullying são situações comuns no ambiente educacional e refletem o que a sociedade machista ainda estabelece como norma: o aluno branco, heterossexual, de classe média e de religião católica que é aceito. Essa é a opinião de Miriam Abramovay, que coordenou diversas pesquisas da Unesco e atualmente coordena a Área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais. Ao iG, ela debateu ainda o preconceito e a homofobia dentro do ambiente escolar e a dificuldade das instituições de ensino para lidarem com a questão. Confira a entrevista abaixo. Divulgação Socióloga estuda violência escolar iG: O que é caracterizado como violência escolar? É interessante notar que não é só uma violência, mas muitas. Existe uma violência na escola e também a violência da escola. Sabemos que o espaço da escola não é um oásis, não é um local protegido. Então toda a violência que permeia a sociedade está na escola. Mas ela não só é responsável por reproduzir a violência, mas também produzir a sua própria violência. Eu costumo separar em duas essas violências: a primeira é a chamada violência dura, que é aquela que vem do tráfico dentro da escola, do aluno que leva arma, causa brigas e morte. É aquela violência que encontramos no código penal. Ela chama muito a atenção, mas ainda não é o tipo de violência principal. É a microviolência que está no cotidiano dos estudantes, que é a agressão verbal, o preconceito e em alguns casos a agressão física. A escola é um local onde as relações sociais são muito tensas, onde se estabelecem vários tipos de problemas, de contradições. Isso acaba aparecendo através do racismo, do preconceito, da homofobia. Geralmente é o aluno branco, heterossexual, de classe média, de religião católica que é aceito, essa é a norma. iG: E isso pode contribuir para evasão escolar? A instituição escolar enfrenta muitas dificuldades para lidar com isso. Ela não consegue absorver os seus alunos, principalmente os adolescentes. Muitas vezes acaba o expulsando da escola, não aceitando as suas formas de ser jovem, não trazendo discussões que o interessem. iG: Existe hoje uma exposição da violência na escola, como brigas que são gravadas e colocadas na internet. Qual é o efeito disso? Essa sociedade do espetáculo em que vivemos tomou vida com isso. E trouxe o ciberbullying. Não é um fenômeno do Brasil. Temos que contextualizar isso dentro de uma sociedade que precisa aparecer, principalmente os jovens. Fiz um trabalho com gangues de meninas e isso acontece muito, quanto mais você aparece, mais você é notado. O que me chama atenção é a quantidade de vídeos de meninas, é um fenômeno mais recente e isso é muito grave. Às vezes, uma briga acontece e acaba dentro do ambiente escolar, mas quando coloca no YouTube é uma humilhação global e por muito tempo. É algo muito pouco discutido nas instituições de ensino. Mesmo que aconteça na porta da escola, não importa, são alunos, então precisa ser trabalhado, precisa ser discutido. iG: Em uma pesquisa divulgada neste ano, quase metade dos professores afirmou que já sofreu agressão dentro da escola. A figura do professor é respeitada? Quando sai uma pesquisa a gente tem que tomar cuidado, porque é somente uma face da questão e do problema. Existe um problema com a nossa educação, uma questão de não reconhecimento do papel do professor, e não é só por parte dos alunos. Estou fazendo uma pesquisa agora para o Ministério da Educação (MEC) em escolas públicas e me chamou atenção que não teve nenhum aluno que falou que gostaria de ser professor. Acho que o modelo da escola, como ela está funcionando, não está servindo para o jovem do século 21. Ela acaba sendo uma escola sem interesse, desagradável. iG: O que é preciso fazer para mudar esse quadro? Precisamos de uma política pública pensada. Nós não temos até agora um quadro nacional sobre a violência nas escolas. Temos estudos específicos, como por exemplo de bullying. Mas precisamos de um quadro geral para que possamos ter políticas públicas mais efetivas, de uma forma nacional.
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    E temos queperceber que existem programas contra bullying, para pessoas com deficiência, para colocar a ensino da história e cultura afro-brasileira – que pouco está acontecendo por sinal. Estamos fazendo leis, como se a Justiça fosse resolver a questão. Não é assim. Acho que é preciso colocar em cheque também a formação que é oferecida aos professores. Precisamos mudar essa situação. iG: Você coordenou algumas pesquisas que incluíam a violência contra os homossexuais em escolas. Há dados atualizados sobre o assunto? Andei pesquisando e existem algumas pesquisas recentes, mas geralmente elas trabalham com conceito de bullying. E isso é complicado e restringe a ideia. Porque bullying é violência entre os pares. Se há violência com professores na escola, isso não é mais bullying, é violência. Essas pesquisas se restringem porque trabalham com esse conceito, mas que é muito discutível. A questão da sexualidade é muito complicada, a escola não está preparada para lidar com o tema, e os alunos não estão preparados para não serem preconceituosos. Não podemos nos esquecer que vivemos em uma sociedade machista. Então existe uma série de preconceitos, mas principalmente a homofobia. E ela ainda é escondida pela tolerância mascarada, que é complicada. É ensinado que temos que ter tolerância, mas “tolerar é aguentar” e a relação das pessoas não pode ser de suportar. Dos preconceitos, ela acaba sendo a mais grave porque permeia a sexualidade de qualquer um. Dos adolescentes, dos jovens, dos professores. E tem um aspecto muito violento, porque essas pessoas recebem apelidos, são motivos de piada. Sofrem tanto que abandonam a escola e isso vemos constantemente. iG: Como o ambiente escolar deveria lidar com a questão? A escola não sabe bem como atuar nessas ocasiões, nem quando a coisa acontece. Existe toda uma coisa de prevenção que deveria acontecer nas escolas, mas que não acontece, só acontece quando a situação chega ao extremo. Tudo é levado como se fosse brincadeira, quando na verdade acaba gerando uma dor muito grande. CONFLITOS ETNICOS? As divisões territoriais dos Estados-nações na grande maioria das vezes aconteceram de acordo com as ordens de poder de cada nação ou civilização. Dessa forma, o estabelecimento das fronteiras quase nunca representou a diversidade étnica das mais diversas regiões do mundo. Como herança, existem no mundo inúmeros conflitos étnicos e separatistas, que visam à emancipação ou independência de alguns povos, ou a disputa de um mesmo território por duas ou mais nações. Conflitos na Irlanda do Norte O conflito na Irlanda do Norte se estende desde o século XX, quando a população da Irlanda iniciou inúmeros protestos contra a dominação do Reino Unido sobre o país. Com isso, a ilha foi dividida em Irlanda e Irlanda do Norte, a segunda ainda sob o domínio britânico. Mapa do domínio britânico sobre a Irlanda Na Irlanda do Norte, a maioria protestante (58%) da população se manifesta em apoio à integração do país à Grã-Bretanha, enquanto a minoria católica defende a independência e a integração com a Irlanda (onde os católicos formam ampla maioria). Com isso, muitos conflitos, protestos e atentados dos dois lados aconteceram – com destaque para a organização terrorista católica IRA (Irish Republican Army – Exército Republicano Irlandês). Em 1999, foi assinado um acordo no qual o IRA aceitou depor as suas armas. Nesse acordo, a Irlanda do Norte continuou pertencendo ao Reino Unido, entretanto, seria montado no país um governo autônomo no qual os católicos teriam direito a voz. Espanha: catalães e bascos A Espanha apresenta duas grandes nações, além dos espanhóis, dispostas em seu território: os catalães e os bascos. Ambas desejam a formação de seus respectivos Estados Nacionais, com a diferença de que, entre os bascos, existem ações e programas separatistas mais radicais. A estratégia catalã é tentar através da via institucional a conquista de sua independência e a criação do País da Catalunha. Entretanto, em 2010, o Tribunal Constitucional da Espanha rejeitou oficialmente o reconhecimento da Catalunha como uma nação, negando ações judiciais que solicitavam a preferência do uso do catalão em detrimento do espanhol nos órgãos públicos da região. Caso tal reconhecimento tivesse sido firmado, o movimento pela emancipação dos catalães poderia ganhar maior força. Entre os bascos foi criada, em 1975, em busca da independência, a organização terrorista ETA (sigla em basco que significa Pátria Basca e Liberdade). Essa organização teve o intuito inicial de combater o ditador espanhol Francisco Franco que realizou uma violenta repressão sobre os bascos. Mapa de localização do território basco
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    Após a redemocratizaçãodo país, os bascos conseguiram certa autonomia política na região, mas sem deixarem de pertencerem ao território espanhol. Com isso, mesmo sem o apoio da população, o ETA prosseguiu com a realização de duros e violentos atentados. Em 2007, finalmente resolveram depor as suas armas. Ruanda e Burundi: hútus x tútsis Os territórios dos países Ruanda e Burundi são palco de uma sangrenta luta entre Hútus e Tútsis, duas etnias africanas que lutam pelo controle territorial desses dois países. Ambos os territórios, após a partilha da África, formavam um único país, denominado Ruanda-Urundi, que pertencia à Alemanha. Após a derrota dos alemães na Primeira Guerra Mundial, a partir de 1919, o país passou a pertencer à Bélgica. Os belgas então escolheram a minoria tútsi (15% da população) para governar o país, subjugando a maioria hútu. Em 1959, após inúmeros protestos dos hútus, houve uma separação entre Ruanda e Burundi. Em 1961, Ruanda conseguiu a sua independência e passou a ser uma República administrada, dessa vez, pelos hútus. Os tútsis, perseguidos, exilaram-se nos países vizinhos, inclusive em Burundi, que também conseguira sua independência. Ao longo dos anos, os conflitos entre Ruanda e Burundi e entre hútus e tútsis até hoje se mantêm, com sucessivas tréguas e retomadas de embates, acarretando em uma grande quantidade de mortes na região. Conflito de Darfur, Sudão. Darfur é uma região localizada na porção Oeste do Sudão, país do continente africano. Nesse local ocorre, desde 2003, uma dura guerra civil entre povos islâmicos e não islâmicos. O governo sudanês vem apoiado o grupo miliciano árabe denominado Janjaweed, que vem perseguindo e aniquilando os povos não arabizados ou árabes não mulçumanos, que lideram uma resistência armada. Apesar do Conflito de Darfur ter iniciado em 2003, o Sudão – que é, atualmente, o maior país da África – sofre com as sucessivas guerras civis desde 1956, quando conseguiu sua independência junto ao Reino Unido. Em 2006, o Conselho de Segurança da ONU enviou tropas para a intervenção sobre o conflito e impôs sérias sanções sobre o governo sudanês a fim de coibir o comércio e a proliferação de armas no país. Entretanto, o Sudão continua fornecendo armas para os Janjaweed e a guerra civil – a terceira da história do país – parece estar longe de terminar. Conflitos na região da Caxemira: Índia x Paquistão A Caxemira é uma região montanhosa localizada ao norte da Índia e a Nordeste do Paquistão e tem sido alvo de disputas entre Índia, China e Paquistão desde 1947, após o fim da dominação colonial imposta pelo Reino Unido. Ao final da dominação colonial britânica, o vasto território das Índias Britânicas dividiu-se entre Índia e Paquistão, porém a região da Caxemira, de maioria islâmica, mas com governo hindu, ficou sem um rumo certo. Com isso, decidiu-se que a região formaria um território autônomo, o que provocou uma série de rebeliões da maioria muçulmana sobre o governo hindu. O governo, então, solicitou apoio à Índia, que passou a intervir militarmente na região. Em resposta, o Paquistão também enviou tropas em apoio aos muçulmanos. O conflito teve um fim com o estabelecimento de uma divisão territorial em duas zonas, uma paquistanesa, outra indiana. Porém, os conflitos ainda perduram e a região atualmente é ocupada pelos dois países e também pela China, que vê na região uma posição estratégica para ter acesso ao Tibete e a Sinkiang, localidades sob o domínio chinês. Os Curdos Os Curdos são atualmente conhecidos por formarem a maior nação sem pátria do mundo. Trata-se de uma etnia composta por mais de 40 milhões de pessoas que habitam regiões do Iraque, Irã, Síria e Turquia. Os curdos sofrem duras repressões dos países onde habitam. No Iraque, a ditatura de Saddam Hussein executou milhares de curdos. Na Turquia, eles também sofrem muitas repressões do Governo, que teme a perda de seu território. A população curda vai às ruas em busca de independência¹ A independência e criação de um Estado Curdo – o Curdistão, como reivindicam os curdos – é muito improvável, uma vez que o território do novo país ocuparia todo o centro-sul da Turquia e partes da Síria e do Iraque, uma região extremamente estratégica por conter as nascentes dos rios Tigres e Eufrates, que abastecem boa parte do Oriente Médio. ______________________________ ¹ Créditos da imagem: Sadik Gulec e Shutterstock Por Rodolfo Alves Pena Graduado em Geografia Racismo O Racismo é um tipo de preconceito associado às raças, às etnias ou àscaracterísticas físicas; visto que as pessoas denominadas racistas baseiam-se na ideologia da superioridade. Em outras palavras, esse tipo de preconceito assinala que algumas raças ou etnias são superiores às outras, seja pela cor da pele, pensamentos, opiniões, crenças, inteligência, cultura ou caráter. Dessa forma, podemos comprovar o racismo manifestado em muitos momentos da história como formas de dominação, por exemplo: a escravidão, oapartheid, o holocausto, o colonialismo, o imperialismo, o branqueamentoenfatizado por muitos ditadores, dentre outros. Note que, na maioria das vezes, o racismo associa-se tão somente aopreconceito contra os negros, todavia, as atitudes racistas são contra qualquer raça ou etnia, sejam negros, asiáticos, brancos, índios, etc. Para saber mais: Escravidão no Brasil, Racismo no Brasil, Apartheid, Holocausto,Colonialismo e Imperialismo Tipos de Racismo Existem vários tipos de Racismo, a saber: 1. Racismo Individual: Advindos de atitudes individuais, manifestado por meio de esteriótipos, comportamentos e interesses pessoais.
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    2. Racismo Institucional:Preconceito advindo de Instituições política, econômica, no qual muitos indivíduos (negros, mulheres, índios) são marginalizados e rejeitados, seja diretamente ou indiretamente. 3. Racismo Cultural: Ressalta a superioridade entre as culturas existentes, manifestada segundo crenças, religião, costumes, línguas, dentre outras. Esse tipo de racismo pode incluir elementos do racismo institucional e individual. 4. Racismo Primário: Fenômeno emocional e psicossocial manifestado sem justificativa. Assim, o etnocentrismo é considerado um racismo secundário, enquanto o racismo terciário é o preconceito baseado em teorias científicas. 5. Racismo Comunitarista (Diferencialista): Baseado no conceito de que raça não é natureza, mas cultura ou etnia. Esse tipo de racismo configura o preconceito contemporâneo (anti-racismo) manifestado de acordo com as diferenças existentes. Por esse motivo, hoje temas como identidade cultural, comunidade, nação reforçam o racismo comunitarista a partir das diferenças. 6. Racismo Ecológico (Ambiental): Discriminação da natureza, como por exemplo, da "mãe terra" ocasionado pelas destruição do meio ambiente, afetando grupos e comunidades baseados na aplicação desigual da legislação. PUBLICIDADEConceitos Relacionados ao Racismo Alguns conceitos relacionados ao racismo são:  Raça: Conceito manifestado de acordo com as características físicas das pessoas. Assim, os quatro grupos principais de raça são: caucasianos, mongoloides, australoides e negros. No Brasil, as principais raças existentes são: caboclo, mestiço, mulato e cafuzo.  Etnia: Além das características físicas, a etnia engloba a cultura, as crenças, religião, língua.  Bullying: Preconceito e prática violenta contra pessoas indefesas que podem inclusive causar problemas psicológicas em quem sofre. Atualmente fala-se muito dessas atitudes preconceituosas manifestada nos ambientes escolares, embora o Bullying possa acontecer em qualquer lugar. Com a expansão da internet, hoje em dia, o termo "Cyberbullying" refere-se às atitudes violentas realizadas via rede. Vale destacar que do inglês "Bully" significa brutal.  Xenofobia: Discriminação e intolerância com coisas e pessoas estrangeiras.  Etnocentrismo: Conceito associado à superioridade de uma cultura sobre a outra, ou seja, preconceitos baseados nas opiniões sobre determinada cultura, vista de acordo com suas crenças, costumes e tradições, etc.  Homofobia: Preconceito contra os homossexuais, bissexuais, travestis e transsexuais. Vale lembrar que em alguns países a homossexualidade é considerada uma aberração, crime e existe a pena de morte para os homossexuais. Para saber mais: Bullying, Cyberbullying, Xenofobia, Etnocentrismo eHomofobia Curiosidades  O Dia Internacional da "Eliminação da Discriminação Racial" é comemorado dia 21 de março.  A prática do racismo é considerado um crime inafiançável, com pena de até 3 anos de prisão.  Alguns movimentos racistas pelo mundo: Neonazistas e Skinheads. Esses grupos perseguem, espancam e matam pessoas consideradas diferentes, seja pela raça, cor, cultura ou mesmo por preferências sexuais, religiosas, etc. Inclusão Social http://www.deficiencia.no.comunidades.net/inclusao-social Incluir quer dizer fazer parte, inserir, introduzir. Inclusão é o acto ou efeito de incluir. Assim, a inclusão social das pessoas com deficiências significa torná-las participantes da vida social, económica e política, assegurando o respeito aos seus direitos no âmbito da Sociedade, do Estado e do Poder Público. A inclusão é um processo que acontece gradualmente, com avanços e retrocessos isto porque os seres humanos são de natureza complexa e com heranças antigas, têm preconceitos e diversas maneiras de entender o mundo. Assim sendo, torna-se difícil terminar com a exclusão e mesmo existindo leis contra a mesma, não são leis que vão mudar, de um dia para o outro, a mentalidade da sociedade assim como o seu preconceito. As sociedades antepassadas não aceitavam a deficiência, provocando uma exclusão quase total das pessoas portadoras desta. As famílias chegavam mesmo a escondê-las da convivência com outros, isolando-as do mundo. Felizmente, o mundo desenvolveu levando a uma maior aceitação da deficiência devido ao aparecimento de novos pensamentos e mentalidades. Estas transformações aconteceram, em grande maioria, no final do século XIX e começo do século XX na Revolução Industrial, com o aparecimento do interesse pela educação nos países desenvolvidos. Esse interesse provocou o início do atendimento aos deficientes, bem como o aparecimento da educação especial destinada a um movimento de inclusão escolar e social. Assim a sociedade aprendeu a ser mais inclusiva, compreensiva e solidária com a deficiência. Hoje, as crianças com deficiência frequentam a escola, saem a rua, brincam, vivem como uma criança dita “normal”. No entanto, ainda temos um longo caminho a percorrer para que todas as pessoas se sintam integradas e apoiadas por todo o mundo.Vários países já criaram leis que protegem os deficientes e que os incluem na sociedade. Um deficiente deve ser considerado um cidadão, isto é, um indivíduo que pode gozar dos seus direitos civis, políticos, económicos e sociais de uma sociedade assim como deve cumprir os seus deveres para com esta.Um cidadão deve ter dignidade, ter honra e ser respeitado por qualquer outro, ou seja, todos os deficientes têm direito a ser respeitados pois também são cidadãos. Alguns dos objectivos de vários países são: • “Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”; • “Construir uma sociedade livre, justa e solidária”; • “Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”; A expressão “bem de todos” indica que os direitos e deveres da sociedade pressupõem que todos são iguais perante a lei.No entanto, as pessoas com deficiência possuem necessidades diferentes o que as tornam especiais. Desta forma, é importante existir direitos específicos para as pessoas portadoras de deficiência, direitos que compensem, na medida do possível, as limitações e/ou impossibilidades a que estão sujeitas.Existem muitas leis, no entanto, as atitudes de rejeição criam barreiras sociais e físicas que dificultam o processo de integração. Isto deve-se ao facto da sociedade possuir um modelo de Homem, ou seja, cada pessoa elege um padrão e todos os que fujam a ele são olhados de má forma. Um bom exemplo disto são os deficientes que, por vezes, também são olhados na rua como algo diferente, talvez por fugir ao modelo de Homem estabelecido por cada um. A dificuldade de ultrapassar este modelo de Homem acontece por certas pessoas considerarem outras “menos inteligentes” (como pode acontecer com os deficientes mentais, por exemplo).Como sabemos, e como já foi referido, são inúmeros os obstáculos existentes para os deficientes, sendo a inclusão escolar uma das grandes barreiras no nosso país. “Uma escola para todos e para cada um” é um grande objectivo a cumprir para a inclusão. Uma escola que acolhe as diferenças, que colabora, que convive será um bom princípio para combater a exclusão social. Dividir a escola em termos de alunos “normais” e alunos “deficientes” não é certamente um princípio inclusivo e o objectivo pretendido.
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    O caminho paratermos uma sociedade incluída será, provavelmente, aprofundar a Educação Inclusiva apoiando todos os alunos com dificuldades, dando-lhes uma educação de qualidade num ambiente comunitário e diverso. Gravidez na adolescência As histórias dos adolescentes paulistanos que se tornam pais muito cedo e, de uma hora para outra, trocam videogames e baladas pela responsabilidade de cuidar de uma criança Por: Sara Duarte e Filipe Vilicic18/09/2009 às 19:29 - Atualizado em 07/12/2010 às 11:21 CompartilheCompartilheCompartilhe http://vejasp.abril.com.br/materia/gravidez-na-adolescencia/ Gravidez na adolescência (Foto: Mario Rodrigues) Guido do Nascimento não deseja a ninguém um Dia dos Pais como o que passou em 2006. Na sexta-feira anterior, uma bomba havia caído em seu colo: um teste de farmácia revelara que Ana Paula, sua namorada, estava grávida. O casal tinha aproveitado o recesso escolar de julho num sítio, passeio em que sobraram hormônios e faltou prevenção. As esperanças de um improvável alarme falso acabaram com um exame médico no dia seguinte. Ele tinha 17 anos. Ela, 16. E a vida dos dois nunca mais foi a mesma. Pensaram em aborto, mas a formação católica os fez desistir da idéia. Depois de muito sofrimento, contaram aos pais, que de imediato vetaram a possibilidade de largarem os estudos. Assim, Guido conseguiu passar no vestibular de ciências contábeis da USP e num concurso da SPTrans, onde trabalha seis horas diárias no setor de emissão do Bilhete Único para deficientes. Ganha 800 reais por mês. "Nossas famílias ajudam com outros 300 reais."Histórias como a de Guido pipocam aos montes por São Paulo, lar de 1,6 milhão de adolescentes. Só em 2007, nada menos que 23 756 bebês de mães precoces vieram à luz nos hospitais paulistanos. Representa quase 10% menos que há quatro anos, mas ainda é um número alto. Não há registros oficiais sobre a idade dos pais dessas crianças. Estima-se, no entanto, que 40% dos companheiros de mulheres de até 19 anos estejam na mesma faixa etária. "É preciso orientar esses meninos dia após dia", afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade, o ProSex, do Hospital das Clínicas.A principal causa da gravidez precoce é o descuido, como indicam as estatísticas do ProSex. Um estudo que ouviu 2 020 paulistanos com idade entre 13 e 21 anos mostrou que 98% deles conheciam os métodos anticoncepcionais. Destes, 55% admitiram recorrer a algum deles somente de vez em quando. "Muitos acreditam que exigir preservativo é um sinal de falta de confiança no parceiro", explica o psicólogo e sociólogo Antonio Carlos Egypto. A única arma dos pais – os adultos – contra tanta imprudência é muito, mas muito diálogo (veja o quadro na pág. 38). E nem sempre funciona, como descobriu o professor Pedro Paulo Puodzius, 48 anos. Ele não desperdiçava uma chance de martelar na cabeça do filho, Vitor, a importância do sexo seguro. Desesperou-se ao encontrar em casa um sabonete de motel. O rapaz, então com 17 anos, fazia ouvidos de mercador, respondia que sabia se cuidar. Engravidou a namorada, Débora, três anos mais velha. "Devia ter escutado", reconhece Vitor. Sete meses depois do nascimento do bebê, romperam e até hoje não se entendem muito bem. Há raras pesquisas sobre o comportamento do pai adolescente, mas os estudiosos da questão estimam que apenas um em cada três assuma a responsabilidade pela paternidade e um número ainda menor se case com a mãe da criança. Em 2006, dos 111 365 homens paulistanos que disseram o "sim", somente 2 941 (2,6%) tinham entre 15 e 19 anos, segundo dados da Fundação Seade. O mais comum é simplesmente morarem juntos. Após juntarem as escovas de dentes, 62% sobrevivem com suporte financeiro dos parentes – em geral, os da "noiva". Tem mais. Apenas uma em cada cinco dessas uniões passa dos cinco anos de duração. "Cerca de 40% se separam durante a gestação", calcula a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente, da Secretaria de Estado da Saúde.O principal motivo de brigas são as queixas das jovens mães sobre o comportamento dos namorados, situação vivida na casa de Rafael Reis, 19 anos, morador do Tatuapé. Enquanto Vanessa, sua mulher, se dedicava aos cuidados cotidianos com o bebê, as preocupações dele incluíam videogames e rodas novas para o carro. Só depois de muita reclamação da moça, atualmente com 20 anos, ele passou a ajudar a cuidar de Pietro, seu filho de 4 meses. Casos assim devem-se a questões culturais, segundo a psicóloga Anecy de Fátima Faustino, cuja tese de doutorado na Unicamp centrava-se nos pais precoces. "Em qualquer classe social, os homens sofrem pressão desde pequenos para cair em cima das mulheres de modo incontrolável", diz. "Alguns encaram o bebê como um troféu ganho numa transa, por isso despejam a responsabilidade nas companheiras."Do ponto de vista biológico, tanto faz um homem ser pai aos 16 anos ou aos 26. O principal ameaçado por uma gestação inesperada assim é o bebê. A imaturidade própria da idade é um dos principais fatores de risco. Por medo de serem punidos, os jovens tendem a ocultar a barriga e negligenciar o acompanhamento pré-natal. "Isso aumenta a probabilidade de má-formação do feto e de alterações na placenta", afirma o ginecologista Alexandre Pupo, do Hospital Sírio- Libanês. Perigo que correram o estudante de publicidade Luiz Bruno Cardenuto, 19, e a namorada, Adriana Amadei, moradores de Higienópolis. Os pais de ambos souberam que um neto estava para chegar apenas no quarto mês de gestação – mesmo assim, porque desconfiaram da mudança de comportamento dos dois. Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostrou que a supervisão médica aumenta para 74% a chance de parto normal e de peso ideal para o nenê. O geneticista Roberto Muller afirma que o bebê de uma menina de 16 anos tem mais que o dobro de risco de nascer com síndrome de Down que o de uma mulher de 25. "O mecanismo de formação de óvulos ainda não é eficiente na idade delas."Segundo a hebiatra (médico especializado em adolescentes) Talita Poli Biason, do Hospital Santa Catarina, a maior conseqüência para os rapazes é socioeconômica. O mais comum é largarem a escola, seja por pressão familiar, seja por não agüentarem dividir-se entre as fraldas e os livros. "Tornam-se profissionais menos qualificados e, no futuro, terão salários menores que os de colegas da mesma idade." Outro efeito é apontado pelo jornalista Gilberto Amendola, autor do livro Meninos Grávidos: o Drama de Ser Pai Adolescente. "Ele acaba se sentindo marginalizado", diz. "Sua família e amigos o chamam de trouxa por não ter se prevenido, enquanto os sogros o acusam de ser um vilão que estragou a vida de sua filha."Dados da prefeitura de São Paulo mostram que 38% dos partos de menores de 20 anos ocorrem na Zona Leste. Apesar de não se tratar de um problema restrito aos pobres, é mais freqüente nas classes C, D e E. Dos 8 751 partos realizados em 2007 no São Luiz, um dos preferidos da elite paulistana, somente 163 (2%) eram de mães na faixa etária entre 15 e 19 anos. No Hospital Maternidade Interlagos, da rede estadual, esse número foi de 746 (15%) entre 4.991 bebês. Essa diferença se reflete também na maneira como as escolas particulares e públicas lidam com o assunto. Educação sexual costuma integrar o currículo de escolas classe A, como o Bandeirantes. Ali, o assunto é tratado em aulas semanais e oficinas a partir da 5ª série. "Desde 1997 não registramos um caso de aluna grávida", diz Maria Estela Zanini, bióloga e coordenadora do programa de orientação sexual do colégio. "Mas com certeza há muitos casos de gravidez dos quais não ficamos sabendo, porque alguns pais optam por esconder, abortar ou tirar a menina da escola."Na rede municipal, o sexo entra em pauta somente durante as aulas de ciências, como nas lições sobre o corpo humano. A boa notícia é que 3 600 escolas estaduais devem aplicar a partir deste mês um programa de prevenção à maternidade precoce desenvolvido pelo Instituto Kaplan. A ONG vai capacitar educadores para falar com 600 000 alunos do 1º ano do ensino médio sobre as implicações do sexo sem proteção. O mesmo projeto foi aplicado no Vale do Ribeira com resultados louváveis: reduziu em 91% a ocorrência de gravidez entre as estudantes. De 360, em 2004, o número caiu para trinta, dois anos depois.Discutir prevenção na escola faz todo o sentido. Segundo o ProSex, do Hospital das Clínicas, grande parte dos estudantes perde a virgindade com colegas de classe, vizinhos e amigos. Elas a partir dos 15 anos, eles a partir dos 13. Hoje com 22, o estudante de moda Clécio dos Santos, morador do Jaraguá, integra essa estatística. Tinha 14 anos quando sua então namorada, Aline, contou que a menstruação estava atrasada. "Nem entendia o que isso queria dizer", lembra, abraçado ao filho, Kevin, 7 anos. Levou um bom tempo para que se aproximasse do menino, criado por seus pais – a primeira palavra do garoto
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    foi "mamãe", ditapara a avó. "Eu o via como um irmãozinho. Demorei a tomar consciência da paternidade, papel que ainda estou conquistando", diz Clécio. "Um dia serei 100% pai.""Achei que tinha jogado meus planos na lixeira" "Comecei a trabalhar aos 15 anos, mas pedi demissão quando comecei a namorar. Só queria ficar com a Ingryd. Aquela paixão incrível. Em maio de 2007, ela me falou que poderia estar grávida. Fui com minha mãe a uma farmácia e compramos um teste. Quando deu positivo, li que a chance de acerto era de 99%. Naquela noite, só pensei no outro 1%. Mentalizei: ‘1%, 1%, 1%!’. Um ultra-som confirmou a gravidez. Ao saber, gelei. Ficou tudo preto à minha volta. Achei que tinha jogado meus planos na lixeira. Ingryd disse que queria tirar. Fomos a uma clínica, mas o médico não fez o aborto porque a gestação tinha mais de três meses. Ela agendou em outro lugar. Na véspera, vimos o DVD do parto de uma amiga e ficamos emocionados. Falei que era melhor encarar e ter a criança. Foi a melhor coisa que fizemos. Há dois meses, voltei ao batente. Ganho 600 reais por mês como auxiliar de escritório. Uso o dinheiro em passeios com a Giovana, mas quem arca com os custos dela é o pai da Ingryd. Nos fins de semana, fico com elas à tarde e, às vezes, vou para a balada com amigos."Rodrigo Queral Aliern, 19 anos, pai de Giovana, 8 meses. Namora Ingryd Ribeiro Vale, 17 "Amo minha filha, mas devia ter esperado mais" "Meu pai achou um sabonete de motel no meu quarto e chamou a gente para conversar. Ele é professor e sempre me contou histórias de alunos que tiveram o futuro arruinado pela paternidade precoce. Ofereceu camisinhas, mas respondemos que sabíamos nos cuidar. Eu estava terminando o ensino médio e jogava basquete no Esporte Clube Pinheiros quando conheci a Débora. Tinha 17 anos. Ela, aos 20, estudava medicina veterinária. Alguns meses depois, veio a gravidez. Decidimos levá-la adiante e morar juntos. A mãe dela nos deu um apartamento, assumiu o plano de saúde e todas as despesas, hoje em torno de 5 000 reais por mês. Brigamos bastante durante a gestação. Quando a nenê nasceu, a situação piorou. Eu não conseguia cuidar dela e seguir minha rotina de treinos. Nenhum dos dois estava pronto para a vida de casado. Voltei para a casa do meu pai quando a Gabriella tinha 7 meses. Hoje pago pensão, mas meu contato com a Débora é complicado. Não ganho o suficiente para sustentar minha filha. Isso pesa. Ficaram mágoas de ambos os lados, porque ela parou a faculdade e minha carreira foi prejudicada. Amo minha filha, mas devia ter seguido os conselhos do meu pai e esperado mais." Vitor Puodzius, 19 anos, pai de Gabriella, 2 anos. Separado de Débora Carvalho de Lima, 22 "Ela nunca tinha tomado pílula" "Eu e a Vanessa estávamos prestes a terminar o namoro quando soubemos da gravidez. Ela nunca tinha tomado pílula. Pensávamos que era o tipo de coisa que só acontecia com os outros. Com medo do que os vizinhos falariam, a família pediu a ela para sair de casa. Fomos morar com a minha mãe, mas as duas brigavam toda vez que a Vanessa se queixava de mim. Sou o caçula, sempre fui mimado. O jeito foi pedir abrigo ao meu pai, que se propôs a ajudar no que fosse preciso. Em troca, eu teria de trabalhar mais – na época, já atuava na empresa de eventos dele, mas só quando queria. Durante a gravidez, foi sossegado. Continuava minha rotina normal: jogava meu videogame, comprava rodas novas para o carro... Depois que o Pietro nasceu, foi preciso muita reclamação da Vanessa para eu perceber que era um pai ausente. Hoje ajudo de segunda a sexta, pois trabalho nos fins de semana. Decidimos que ela vai fazer faculdade de gastronomia. Quando terminar, será a minha vez de voltar a estudar. Este será o meu primeiro Dia dos Pais. Estou ansioso pelos presentes que vou ganhar." Rafael Reis, 19 anos, pai de Pietro, 4 meses. Casado com Vanessa Guzella, 20 "Vivia em baladas. Amadureci muito" "Bianca perdeu a virgindade comigo. Aliás, a mãe achava que ela era virgem até saber que vinha um bebê por aí. Fazia um ano e meio que a gente namorava. Ela telefonou dizendo que sentia algo se virando na barriga, mas pensei que era conversa fiada para ficarmos de bem, pois na véspera tínhamos brigado. Apostávamos que era algum problema no útero ou, quem sabe, efeito de uma gastrite. Era gravidez mesmo, não tinha jeito. Minha mãe pediu uma reunião com a família dela, que até então não me conhecia. Só nos falávamos por telefone. Hoje moramos com meus sogros. Engraçado que, antes de o Luca nascer, nunca tinha marcado nem dentista para mim. Atualmente, agendar médico é tarefa minha. Ainda não tenho como sustentar a Bianca e ele. Trabalho como barman num restaurante, onde ganho 3 000 reais por mês. Dá para pagar grande parte das despesas do Luca. Mas acho que me fez bem ter filho. Vivia em raves e baladas, bem louco. Agora meu programa é levar o Luca à pracinha, onde até fiz amizade com pais mais velhos. Amadureci muito." Théo Pires, 21 anos, pai de Luca, 1 ano e 5 meses. Namora Bianca Muniz, 18 "Um dia serei 100% pai" "Conheci Aline na escola, aos 13 anos, quando estava na 7ª série. Oito meses depois começamos a transar. Sem camisinha foram só duas vezes, mas demos azar. Quando a menstruação atrasou, nem entendíamos o que isso queria dizer. Tinha 14 anos. Foi a mãe dela quem me contou da gravidez. Passei três semanas mudo. Em casa, quiseram saber o que estava errado. Quando falei, pensaram que fosse brincadeira. Nossas famílias, que já se conheciam, acompanharam a Aline no pré-natal. Um ano depois do nascimento, terminamos o namoro. O Kevin morou três anos na casa dos meus pais, que o tratavam como filho. A primeira palavra dele foi ‘mamãe’, direcionada à avó. Eu o via como irmãozinho. Demorei a ter consciência da paternidade, papel que ainda estou conquistando. Um dia serei 100% pai e meu pai, 100% avô. Até hoje as pessoas se assustam quando digo que o Kevin é meu filho. Vejo uma vantagem: quando ele for adolescente, terei deixado de ser um pouco tempo antes. Vai ser mais fácil entendê-lo." Clécio dos Santos, 22 anos, pai de Kevin Gabriel, 7. É amigo da mãe do menino, Aline Galdino, 20 "Minha mãe não parava de chorar" "Não foi planejado, mas contei sobre a gravidez da Adriana na festa de aniversário do meu pai. Na sala, estavam os convidados. Nós, no quarto. Minha mãe não parava de chorar, perguntando como um garoto bem informado tinha deixado algo assim acontecer. Eu usava camisinha sempre. Quer dizer, quase sempre, né? Ela e meu pai me abraçaram. Choramos juntos e, em seguida, demos a notícia para o resto da família. Decidimos nos casar e estamos morando com meus sogros. Fizemos um curso para gestantes antes de o Luiz nascer. Éramos os mais novos da turma. Os outros chegavam de terno e a gente de uniforme da escola. A Adriana vai voltar a estudar agora, por isso vou ficar sozinho com o bebê pela manhã. Dou banho, troco fralda, já estou craque. Talvez eu deixe de ter algumas experiências que as pessoas vivem na minha idade, mas estou com a mulher que amo e com meu filho. Penso o tempo inteiro nele."
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    Luiz Bruno Cardenuto,19 anos, pai de Luiz, 6 meses. Casado com Adriana Amadei, 18 "Quis largar a escola" "Um exame num posto de saúde confirmou a gravidez da Ana Paula. Pensamos em aborto, mas logo desistimos. Nossas famílias são católicas praticantes. Roía as unhas. Tomei coragem de contar, mas comecei a suar frio, a ter tremedeiras e a chorar na frente da minha mãe. O apoio foi imediato. Ficou a pergunta: como criar o bebê? Quis largar a escola. Meus pais, ainda bem, acharam melhor eu estudar, passar numa faculdade e só depois procurar emprego. Entrei em ciências contábeis na USP. O Ricardo nasceu em abril de 2007. Três meses depois nos mudamos para um apartamento dado pela mãe dela. Em janeiro deste ano, fui contratado na SPTrans. Pagamos o máximo das nossas despesas sozinhos, com meu salário, que é de 800 reais, mas nem sempre dá. Nossos pais ajudam com uns 300 reais todo mês. Assim que sobrar uma graninha para a certidão de casamento, pretendo me casar com a Ana." Guido do Nascimento, 19 anos, pai de Ricardo, 1 ano e 3 meses. Namora Ana Paula Spinosa, 18 Antes que ele coloque o carro na frente dos bois Como tentar evitar que seu filho vire papai • A criança quer saber como nascem os bebês? Conte que foi porque papai e mamãe namoraram ou algo parecido, em vez de recorrer à historinha da cegonha. Conversar não vai despertar interesse precoce. Sexualidade responsável se conquista com respostas diretas e objetivas. • É duro, mas o seu filhinho, que ainda ontem acreditava no coelhinho da Páscoa, talvez já tenha vida sexual. E bem embaixo do seu teto. Ignorar a situação ou acreditar quando eles dizem saber se cuidar passará uma impressão de que liberou geral. Seu filho precisa de informação e, se não a obtiver em casa, procurará outras fontes, nem sempre adequadas. • Um exemplo vale mais que mil palavras. Se um coleguinha engravidou a namorada, nada de cortar relações. Conviver com ele pode mostrar como a paternidade antes da hora obriga a adiar planos e sonhos. • Momento ideal para a primeira visita ao ginecologista: após a primeira menstruação. Escolher um médico de confiança é importante, além das razões óbvias, para que se possa deixá-los a sós, se necessário – algumas meninas sentem vergonha na presença dos pais. • Convença seu filho a lhe apresentar a namorada e, num segundo momento, tente conhecer os pais dela também. Orientar o casal é um trabalho para todos os potenciais avós. • Mesmo que sua filha não esteja namorando, considere a possibilidade de ela tomar pílula diariamente: além de regular o ciclo menstrual, esse procedimento pode evitar uma inesperada gravidez. Dê camisinha para eles. E para elas... também. Lembre-se: evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada é obrigação dos dois. Fontes: Alexandre Pupo, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês; Antonio Carlos Egypto, psicólogo e sociólogo da ONG Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual; Mauricio de Souza Lima, hebiatra do Hospital das Clínicas; Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Projeto Sexualidade do HC Xiiii, aconteceu. E agora? O que fazer se o seu filho vai ser papai • Tão logo se recupere do baque, marque um encontro com ele, a namorada e os pais dela. O objetivo, aqui, não é apurar de quem foi a culpa, mas tratar de medidas práticas como plano de saúde e pré-natal. • Conscientize seu filho de que, desde o momento da fecundação do óvulo, ele já é pai. Não tem essa de "só vou me preocupar quando o bebê nascer". Acompanhar a menina ao médico e participar das decisões sobre o nenê deixará claras as novas responsabilidades dele. Assumir as funções de pai não depende da situação financeira da família. • Muito jovem para trabalhar? Convença-o a reservar pelo menos parte do dia para tomar conta do bebê. Pode ser, por exemplo, no horário em que a namorada estuda. • Se o adolescente já cursar o ensino médio, estimule-o a arranjar um emprego e, por mais modesto que seja seu salário, contribuir no sustento do bebê. • Quando o jovem casal se separa, a família do menino deve orientá-lo a manter o vínculo com a criança e a não descuidar dos deveres de pai. Não custa lembrar que "casamento acaba, mas filho é para sempre". • Avós que assumem a criação do neto estimulam o filho a se manter um eterno adolescente. Se ele acha que ter colocado uma criança no mundo não afetou em nada sua vida – nem a da namorada –, periga repetir a dose. • Seu neto já vai para a escolinha? Aproveite e estimule seu jovem papai a fazer o mesmo e retomar a faculdade, investir em cursos de idiomas ou especialização. É a aposta num futuro melhor. FONTES: Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde; Anecy de Fátima Faustino, psicóloga e pesquisadora; Gilberto Amendola, autor do livro Meninos Grávidos: o Drama de Ser Pai Adolescente * Colaboraram Fabio Brisolla e Fernando Cassaro
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    O cérebro adolescente http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-cerebro-adolescente/ Parao psiquiatra americano Daniel Siegel, o comportamento rebelde, impulsivo e conflituoso da juventude é resultado da remodelação por que o cérebro passa nessa fase. Em entrevista ao site de VEJA, ele explica como isso acontece e quais são as experiências da juventude que devemos manter para ter sempre uma mente jovem e saudável Por: Rita Loiola15/06/2014 às 15:15 - Atualizado em 15/06/2014 às 15:15 Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Google+Enviar por e-mailVer comentários (0) O psiquiatra Daniel Siegel, autor do livro Brainstorm — The power ans purpose of the teenage brain (Brainstorm — O poder e propósito do cérebro adolescente, sem edição em português)(Divulgação/VEJA) Em 1818, o poeta inglês John Keats definiu a adolescência como uma época em que "a alma está fermentando, a personalidade indecisa, a vida incerta". Quase dois séculos depois, a ciência descobriu que esse período de confusão está longe de ser fruto da alma: é resultado de transformações cerebrais profundas. O psiquiatra americano Daniel Siegel, professor da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e diretor do centro de pesquisas Mindful Awareness, é incisivo ao afirmar que o comportamento adolescente não é um efeito da emergência da personalidade ou da invasão hormonal do período. Para ele, que estuda as transformações da mente adolescente há pouco mais de duas décadas, a remodelação por que o cérebro passa entre os doze e os 24 anos é a principal responsável pelas atitudes impulsivas, rebeldes ou depressivas dos adolescentes. Queda na produção dos neurônios ou o aumento da atividade do circuito de recompensa seriam a explicação para os conflitos e questionamentos da fase. Brainstorm - The power and purpose of the teenage brain O psiquiatra americano Daniel Siegel explica como as mudanças vividas pelo cérebro entre os doze e 24 anos resulta no comportamento conflituoso dos adolescentes. Para o autor, é possível, por meio da compreensão desses processos e de experiências estimulantes, atenuar os períodos mais difíceis da fase e tornar o cérebro mais saudável e criativo durante a idade adulta. Autor: SIEGEL, DANIEL Editora: JEREMY P. TARCHER/PENGUIN Em seu novo livro Brainstorm - The power and purpose of the teenage brain (Brainstorm - O poder e propósito do cérebro adolescente, sem edição em português), lançado no início do ano e na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, Siegel explica que todas essas mudanças, além de compreendidas, deveriam ser cultivadas ao longo da vida adulta para que o cérebro se mantenha jovem e saudável. "Precisamos mudar a maneira de enxergar a adolescência. Ela não é um período de loucura ou imaturidade. É a essência de quem deveremos ser, do que somos capazes e do que precisamos como indivíduos", afirma o psiquiatra, autor de outros dez livros sobre a mente adolescente. De seu escritório em Los Angeles, Siegel conversou com o site de VEJA e contou como as alterações cerebrais explicam a adolescência e de que forma as experiências vividas durante essa etapa são capazes não só de atenuar seus períodos mais difíceis, mas também moldar o adulto do futuro. O senhor diz que a adolescência não termina aos dezoito anos, mas vai até os 24 anos. Qual a base científica para essa afirmação? Muitas pessoas acreditam que a adolescência termina antes, mas sabemos agora, com base em publicações neurocientíficas recentes, que há uma remodelação do cérebro que vai até a metade da terceira década de vida. Esse processo inclui a ativação de diversos circuitos e sistemas cerebrais e está relacionado ao comportamento que conhecemos como típico da adolescência. Então o aumento da produção hormonal não tem a ver com a rebeldia e impulsividade da juventude? É verdade que os hormônios estão em ebulição na puberdade. Nos garotos, por exemplo, a elevação da testosterona os torna mais agressivos. No entanto, o segredo para explicar o comportamento adolescente é outro: toda essa flutuação hormonal provoca mudanças no circuito cerebral de recompensas. Que tipos de transformações são essas? Durante a adolescência há um crescimento do circuito cerebral que utiliza a dopamina, um neurotransmissor que nos faz buscar prazer e recompensa. Ele começa no início da adolescência e chega ao seu auge na metade dela, levando os adolescentes a buscar emoções e sensações intensas. Esse aumento natural da dopamina pode dar aos adolescentes um poderoso sentimento de estarem vivos quando estão envolvidos em atividades novas e estimulantes. E também levá-los a focar apenas nas sensações positivas, não dando valor aos riscos e perigos. É por isso que os adolescentes costumam ter ações impulsivas, sem pensar nas consequências?Exatamente. Além disso, a maior quantidade desse neurotransmissor leva à tendência maior aos vícios: todos os comportamentos e substâncias viciantes incluem a produção de dopamina. Como os adolescentes estão propensos a novas experiências, eles também respondem com uma carga maior de dopamina, o que pode levar a um forte círculo vicioso. Um terceiro comportamento gerado pela remodelação cerebral é a super-racionalidade. Ela é a capacidade de pensar apenas em termos literais, concretos, sem olhar para o contexto.
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    Com esse tipode pensamento, o jovem pode ser levado a considerar apenas os benefícios de suas ações e não pensar no lado negativo. Há alguma razão para tudo isso acontecer nesse período da vida? Todas essas atitudes geradas pelas mudanças cerebrais - impulsividade, rebeldia, intensidade - são necessárias para que os jovens saiam de seu círculo familiar e conheçam o mundo. Dão a coragem necessária para mudar, partir e inspiram os adolescentes a procurar novidades. Afinal, a casa é confortável e previsível, enquanto o mundo está cheio de armadilhas e surpresas. Há uma visão evolutiva que afirma que, se os jovens não saíssem de casa e deixassem seu grupo, nossa espécie teria muita chance de se reproduzir entre si, o que seria geneticamente prejudicial às próximas gerações. Nossa sobrevivência individual e social depende dessa coragem dos mais novos. Isso quer dizer que os adolescentes estão fadados a viver situações perigosas? O que acontece é que eles não têm tempo para pensar em suas atitudes. Fazer uma pausa significa considerar outras opções além daquelas imediatas, comandadas pela invasão de dopamina - só que fazer isso requer tempo e energia e não é simples. A boa notícia é que essa reflexão é resultado da ação de fibras localizadas na parte superior do cérebro, que começam a crescer também durante a adolescência. São elas que 'freiam' os impulsos. Junto com outro processo, chamado integração, que é a ligação entre as diferentes áreas cerebrais, o adolescente começa a conseguir parar e pensar em seus atos. E quanto tempo isso leva tempo para acontecer? O timing do desenvolvimento do cérebro é moldado por informações genéticas e também pelas experiências vividas. As experiências são capazes de modelar as conexões cerebrais, promover a integração do cérebro e também fazê-lo funcionar de forma coordenada. São elas também que vão ajudar o adolescente a compreender o contexto, confiar em suas intuições e deixar de ver apenas o que é literal. Que tipos de experiências seriam essas? Uma delas, e a mais importante, é a que promove a vontade de refletir sobre valores, em vez de seguir proibições. Um ótimo exemplo são as campanhas americanas contra o fumo na adolescência. Enquanto elas mostravam imagens de corpos degradados ou davam informações médicas com o objetivo de amedrontar os jovens, o número de viciados apenas cresceu. A situação só mudou quando os publicitários começaram a mostrar de que forma as companhias faziam uma lavagem cerebral nos jovens com o propósito de ganhar mais dinheiro com a venda dos maços. Em vez de focar no medo, algo negativo, a campanha centrou esforços no valor positivo de ser forte diante de adultos manipuladores. Essa é a diferença entre estimular um impulso e promover uma reflexão sobre valores. E isso ajuda também a promover importantes ligações cerebrais, que vão definir o cérebro adulto. Ou seja, as experiências vividas durante a adolescência são mesmo capazes de ter efeito por toda a vida? Entre os doze e os 24 anos ocorre a diminuição da produção de neurônios e das conexões cerebrais - as que ficam se tornam mais fortes e produtivas. Durante a infância há uma superprodução de neurônios e das conexões entre eles, as sinapses. Esse crescimento é intenso até cerca dos onze anos para as meninas e doze e meio para os meninos. A partir daí o cérebro escolhe os neurônios e conexões que são mais usadas e descarta aquelas que parecem inúteis. Quanto mais usamos algumas conexões, melhores e mais complexas elas se tornam. Por isso, as experiências que temos durante a adolescência, nossos hábitos e sensações moldam o adulto que seremos. Então é correto em dizer que a adolescência é o único tempo em que aprendemos alguma coisa? A formação do cérebro vai responder ao foco que você der a suas atividades nesse período. Por exemplo, se você quiser ser um medalhista olímpico, é melhor começar antes da adolescência, assim as ligações serão fortalecidas durante a juventude. Se o interesse for apenas ter uma habilidade musical, o ideal é começar antes do fim da adolescência - quanto mais usamos os neurônios e circuitos, melhores eles serão. Uma adolescência difícil, com experiências negativas, pode causar problemas ao cérebro adulto?Muito stress pode ser realmente negativo. Ele pode causar uma diminuição exagerada de neurônios e sinapses, o que é destrutivo - perdemos mais células do que deveríamos. Nesse período, a tensão não tem nenhum ângulo positivo. No entanto, é bastante estressante ter que decidir o futuro antes dos 24 anos. Entendo o que diz. Tudo isso pode, realmente, parecer muita pressão sobre os jovens. No entanto, acredito que, mais que tensão, podemos ver esses processos como uma oferta para que o adolescente perceba que pode, ativamente, mudar sua vida. Eles podem ter a responsabilidade sobre o rumo de suas existências: é mais um convite a refletir sobre esse poder do jovem que uma expectativa sobre o que pode dar errado. Além da rebeldia e impulsividade, o comportamento típico dos adolescentes inclui tristeza e o tédio com a vida. Por que isso acontece? Sabemos que o nível basal de dopamina no cérebro não é grande. Ele é baixo e, quando isso acontece, pode causar irritação, melancolia, tristeza e até depressão. Outro circuito envolvido nisso é o sistema límbico do cérebro, responsável por nossas emoções mais primitivas. Ele também está mudando, então as emoções, os sentimentos e as sensações podem ser perturbadas. Por isso os adolescentes parecem viver em uma gangorra de emoções: de um dia de um jeito, no seguinte o contrário. Em seu livro, o senhor afirma que a adolescência não é uma fase que temos que suportar até que passe. Porém, todas as suas difíceis mudanças terminam assim que nos tornamos adultos. Por que isso não deve ser chamado de imaturidade? A diferença é que um período de imaturidade é visto como um tempo em que somos incapazes. Então aprendemos algumas coisas e nos livramos dela. A adolescência não é assim. Suas transformações são importantes e devem não só ser vividas, mas também mantidas. Não devemos nos livrar delas! Os principais aspectos da adolescência são aqueles que todos os estudos de neurociência indicam como fundamentais para manter o cérebro jovem e saudável.
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    Como assim? Háquatro aspectos que chamo de 'essência da adolescência': entusiasmo emocional, entrosamento social, busca de novidades e criatividade. Esses quatro elementos são cruciais durante a adolescência. Viver com paixão, estar rodeado de amigos, ir atrás de novas ideias e experiências e manter o cérebro sempre criativo são experiências que os adolescentes vivem intensamente e são elas que, quando adultos, mantêm a mente em boa forma. O cérebro é maleável, muda durante toda a nossa vida, e pode ser moldado por novas experiências. Podemos, intencionalmente, procurar essas vivências e afetar positivamente o desenvolvimento cerebral. O senhor afirma que a adolescência é que dá o 'direito de nascer' ao ser humano. Só nos tornamos humanos após essa fase? Nascemos com potenciais que podem ou não se realizar. E eles só irão se tornar concretos a partir das mudanças vividas pela mente adolescente. A adolescência é o momento em que ganhamos a consciência de quem somos e do que podemos ser - em que nos tornamos humanos de maneira plena. Adolescentes têm uma alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis As adolescentes americanas sexualmente ativas e que vivem nas cidades mais importantes dos Estados Unidos apresentam uma incidência alarmante de doenças sexualmente transmissíveis (DST) -- mesmo aquelas que tiveram apenas um parceiro sexual e que não tem um comportamento sexual de alto-risco, de acordo com um estudo publicado pelo Centro de Controle e Prevenção das Doenças (CDC). "O ambiente social nos quais as garotas estão tendo as relações sexuais pode ser um determinante de risco mais importante para a ocorrência das DST do que o seu próprio comportamento", escrevem a Dra. Rebecca Bunnell do CDC em Atlanta, Georgia, e seus colaboradores. Os pesquisadores estudaram as DST em 650 garotas, com idades entre 14 e 19 anos, que procuraram clínicas para atendimento de adolescentes nas maiores cidades americanas. As participantes foram entrevistadas, submetidas a exames ginecológicos, e submetidas a exames laboratoriais parta pesquisa de DST. Um total de 501 garotas retornou para um seguimento de 6 meses, quando elas foram reexaminadas e novamente entrevistadas. Cerca de 40% das garotas eram portadoras de DST na primeira consulta; este número caiu para 23% na visita seguinte. A infecção mais comum foi por clamídia, encontrada em cerca de 38% das adolescentes. Quase que 17% eram portadoras do vírus herpes simplex, e 8% tinham gonorréia. A hepatite B foi encontrada em 0,5%. Cerca de metade daquelas portadoras de gonorréia ou tricomoníase estavam também infectadas por clamídia, observam os autores.Cerca de três-quartos das adolescentes informaram ter mais de um parceiro regular, com quase um-terço delas relatando mais de cinco parceiros. Mesmo entre as garotas com um só parceiro, foi encontrada uma incidência de DST de 30%. "Nestas jovens americanas, a incidência de DST foi extremamente alta", observaram os autores no número de novembro de 1999 da revista The Journal of Infectious Diseases.Eles observam ainda que o grupo de adolescentes estudado era bastante diverso economicamente, e metade das moças vinham de famílias de classe média. "Nós devemos ter cuidado em não estereotipar este grupo como vindo apenas de classes mais baixas e com poucos recursos financeiros", completam os autores. Ao observar que 87% das adolescentes portadoras de DST não apresentavam sintomas quando da primeira consulta, os autores afirmam que as consultas de prevenção, para buscar estas doenças, são críticas nas garotas sexualmente ativas, e recomendam que a clamídia deve ser pesquisada laboratorialmente a cada 6 meses. Citando a alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis nas garotas com apenas um parceiro sexual, os pesquisadores concluíram que "é evidente que a monogamia praticada apenas pela população adolescente do sexo feminino é insuficiente para a prevenção das DST", e pedem uma atitude mais intervencionista das autoridades e pessoas da área de saúde para reduzir a alta incidência da doença nas adolescentes. Fonte: The Journal of Infectious Diseases 1999;180:1624-1631. MULHERES: Existe apenas uma verdade universal, aplicável a todos os países, culturas e comunidades: a violência contra as mulheres nunca é aceitável, nunca é perdoável, nunca é tolerável. SECRETÁRIO-GERAL BAN KI-MOON Violência contra as mulheres: a situação O PROBLEMA:A violência contra as mulheres assume muitas formas – física, sexual, psicológica e econômica. Essas formas de violência se inter- relacionam e afetam as mulheres desde antes do nascimento até a velhice.Alguns tipos de violência, como o tráfico de mulheres, cruzam as fronteiras nacionais.As mulheres que experimentam a violência sofrem uma série de problemas de saúde, e sua capacidade de participar da vida púbica diminui. A violência contra as mulheres prejudica as famílias e comunidades de todas as gerações e reforça outros tipos de violência predominantes na sociedade.A violência contra as mulheres também empobrece as mulheres, suas famílias, suas comunidades e seus países. A violência contra as mulheres não está confinada a uma cultura, uma região ou um país específicos, nem a grupos de mulheres em particular dentro de uma sociedade. As raízes da violência contra as mulheres decorrem da discriminação persistente contra as mulheres.Cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida:As mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que de câncer, acidentes de carro, guerra e malária, de acordo com dados do Banco Mundial.Violência praticada pelo parceiro íntimo:A forma mais comum de violência experimentada pelas mulheres em todo o mundo é a violência física praticada por um parceiro íntimo, em que as mulheres são surradas, forçadas a manter relações sexuais ou abusadas de outro modo.Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizado em 11 países constatou que a porcentagem de mulheres submetidas à violência sexual por um parceiro íntimo varia de 6% no Japão a 59% na Etiópia.Diversas pesquisas mundiais apontam que metade de todas as mulheres vítimas de homicídio é morta pelo marido ou parceiro, atual ou anterior.  Na Austrália, no Canadá, em Israel, na África do Sul e nos Estados Unidos, 40% a 70% das mulheres vítimas de homicídio foram mortas pelos parceiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.  Na Colômbia, a cada seis dias uma mulher é morta pelo parceiro ou ex-parceiro. A violência psicológica ou emocional praticada pelos parceiros íntimos também está disseminada.Violência sexual:Calcula-se que, em todo o mundo, uma em cada cinco mulheres se tornará uma vítima de estupro ou tentativa de estupro no decorrer da vida.A prática do matrimônio precoce – uma forma de violência sexual – é comum em todo o mundo, especialmente na África e no Sul da Ásia. As meninas são muitas vezes forçadas a se casar e a manter relações sexuais, o que acarreta riscos para a saúde, inclusive a exposição ao HIV/AIDS e a limitação da frequência à escola.Um dos efeitos do abuso sexual é a fístula traumática ginecológica: uma lesão resultante do rompimento severo dos tecidos vaginais, deixando a mulher incontinente e indesejável socialmente.
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    Violência sexual emconflitos:A violência sexual em conflitos é uma grave atrocidade atual que afeta milhões de pessoas, principalmente mulheres e meninas.Trata-se, com frequência, de uma estratégia deliberada empregada em larga escala por grupos armados a fim de humilhar os oponentes, aterrorizar as pessoas e destruir as sociedades. Mulheres e meninas também podem ser submetidas à exploração sexual por aqueles que têm a obrigação de protegê-las.As mulheres, sejam elas avós ou bebês, têm rotineiramente sofrido violento abuso sexual nas mãos de forças militares e rebeldes.O estupro há muito é usado como tática de guerra, com relatos de violência contra as mulheres durante ou após conflitos armados em todas as zonas de guerra internacionais ou não internacionais.  Na República Democrática do Congo, aproximadamente 1.100 estupros são relatados todo mês, com uma média de 36 mulheres e meninas estupradas todos os dias. Acredita-se que mais de 200 mil mulheres tenham sofrido violência sexual nesse país desde o início do conflito armado.  O estupro e a violação sexual de mulheres e meninas permeia o conflito na região de Darfur, no Sudão.  Entre 250 mil e 500 mil mulheres foram estupradas durante o genocídio de 1994 em Ruanda.  A violência sexual foi um traço característico da guerra civil que durou 14 anos na Libéria.  Durante o conflito na Bósnia, no início dos anos 1990, entre 20 mil e 50 mil mulheres foram estupradas. Violência e HIV/AIDS:A incapacidade de negociar sexo seguro e de recusar o sexo não desejado está intimamente ligada à alta incidência de HIV/AIDS. O sexo não desejado resulta em maior risco de escoriações e sangramento, o que facilita a transmissão do vírus. Mulheres que são surradas por seus parceiros estão 48% mais propensas à infecção pelo HIV/AIDS. As mulheres jovens são particularmente vulneráveis ao sexo forçado e cada vez mais são infectadas com o HIV/AIDS. Mais da metade das novas infecções por HIV em todo o mundo ocorrem entre os jovens de 15 a 24 anos, e mais de 60% dos jovens infectados com o vírus nessa faixa etária são mulheres. Excisão/Mutilação Genital Feminina:A Excisão/Mutilação Genital Feminina (E/MGF) refere-se a vários tipos de operações de mutilação realizadas em mulheres e meninas.  Estima-se que mais de 130 milhões de meninas e mulheres que estão vivas hoje foram submetidas à E/MGF, sobretudo na África e em alguns países do Oriente Médio.  Estima-se que 2 milhões de meninas por ano estão sob a ameaça de sofrer mutilação genital. Assassinato por dote:O assassinato por dote é uma prática brutal, na qual a mulher é assassinada pelo marido ou parentes deste porque a família não pode cumprir as exigências do dote — pagamento feito à família do marido quando do casamento, como um presente à nova família da noiva.Embora os dotes ou pagamentos semelhantes predominem em todo o mundo, os assassinatos por dote ocorrem sobretudo na África do Sul. “Homicídio em defesa da honra”:Em muitas sociedades, vítimas de estupro, mulheres suspeitas de praticar sexo pré-matrimonial e mulheres acusadas de adultério têm sido assassinadas por seus parentes, porque a violação da castidade da mulher é considerada uma afronta à honra da família.O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) estima que o número anual mundial do chamado “homicídio em defesa da honra” pode chegar a 5 mil mulheres.Tráfico de pessoas:Entre 500 mil e 2 milhões de pessoas são traficadas anualmente em situações incluindo prostituição, mão de obra forçada, escravidão ou servidão, segundo estimativas. Mulheres e meninas respondem por cerca de 80% das vítimas detectadas.Violência durante a gravidez:A violência antes e durante a gravidez tem graves consequências para a saúde da mãe e da criança. Leva a gravidezes de alto risco e problemas relacionado à gravidez, incluindo aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro e baixo peso ao nascer.O infanticídio feminino, a seleção pré-natal do sexo e o abandono sistemático das meninas estão disseminados no Sul e Leste Asiáticos, no Norte da África e no Oriente Médio. Discriminação e violência:Muitas mulheres enfrentam múltiplas formas de discriminação e um risco cada vez maior de violência.  No Canadá, mulheres indígenas são cinco vezes mais propensas a morrer como resultado da violência do que as outras mulheres da mesma idade.  Na Europa, América do Norte e Austrália, mais da metade das mulheres portadoras de deficiência sofreram abuso físico, em comparação a um terço das mulheres sem deficiência.  A violência contra as mulheres detidas pela polícia é comum e inclui violência sexual, vigilância inadequada, revistas com desnudamento realizadas por homens e exigência de atos sexuais em troca de privilégios ou necessidades básicas. CUSTOS E CONSEQUÊNCIAS: Os custos da violência contra as mulheres são extremamente altos. Compreendem os custos diretos de serviços para o tratamento e apoio às mulheres vítimas de abuso e seus filhos, e para levar os culpados à justiça.Os custos indiretos incluem a perda de emprego e de produtividade, além dos custos em termos de dor e sofrimento humano.  O custo da violência doméstica entre casais, somente nos Estados Unidos, ultrapassa os 5,8 bilhões de dólares por ano: 4,1 bilhões de dólares em serviços médicos e cuidados de saúde, enquanto a perda de produtividade totaliza quase 1,8 milhão de dólares. Um estudo realizado em 2004 no Reino Unido estimou que os custos totais, diretos e indiretos, da violência doméstica, incluindo a dor e o sofrimento, chegam a 23 bilhões de libras por ano, ou 440 libras por pessoa. Tema 06: Violência contra idosos no Rio mais que dobrou em dez anos Publicado: 10/01/14 - 6h00 Covardia. Maria Tereza: agredida em novembro, após discussão de trânsito Reprodução/29-11-2013 RIO - A mancha roxa em torno dos olhos contrastava com a pele alva e vincada pelo tempo de Emília, de 82 anos. Viúva, mãe de três filhos e avó de nove adolescentes, ela teve o rosto marcado por um soco desferido por um dos netos, dependente de drogas. A agressão sofrida pela aposentada em meados de 2012 evidenciava uma triste realidade. Naquele ano, 66.004 pessoas com mais de 60 anos recorreram às delegacias para denunciar algum tipo de violência vivenciada em casa ou na rua. Significa dizer que, a cada sete minutos, um idoso foi agredido ou desrespeitado no estado. Os números alarmantes integram o “Dossiê pessoa idosa 2013”, divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), que faz um balanço entre os anos de 2002 e 2012. O relatório transforma em dados estatísticos o drama vivido ao longo de uma década por idosos como Emília, que chegou a relutar em recorrer à polícia após ser agredida pelo neto caçula, de 14 anos. O documento revela uma tendência de aumento nos casos de violência contra pessoas da terceira idade. Em dez anos, a quantidade de registros computados cresceu 123,9%, pulando de 29.476, em 2002, para 66.004, em 2012. Crueldade que salta aos olhos quando se verifica que 180 idosos sofreram algum tipo de violência a cada dia de 2012. Na comparação com o ano anterior, quando foram computados 61.353, o aumento de registros foi de 7,6%. A análise do dossiê mostra, contudo, que o crime mais praticado contra a pessoa da terceira idade foi o estelionato, que representa 24,6% dos casos contabilizados. O promotor Alexandre Murilo Graça, que acompanha as investigações da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade, acrescenta que o golpe mais praticado contra os idosos é o do falso sequestro, quando bandidos telefonam dizendo que um parente da vítima está em cativeiro.— Nesses casos, a pessoa da terceira idade acaba pagando o resgate ao falso sequestrador, sem tentar entrar em contato com a suposta vítima — diz. Vítimas sentem vergonha Já o furto de dinheiro de contas bancárias é um pouco mais sofisticado. Alguns grupos chegam a usar microcâmeras para filmar o idoso enquanto ele faz um saque num caixa eletrônico. — Nesse tipo de golpe, é comum que uma mulher se aproxime do idoso, que geralmente tem dificuldade de lidar
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    com os caixaseletrônicos. A pessoa finge que está ajudando, grava a senha e troca o cartão no momento de devolvê-lo à vítima, que acaba com a conta raspada — diz o promotor.A vítima desse tipo de ação não sofre apenas com a perda do dinheiro. Segundo a delegada Catarina Noble, é comum o idoso relutar em buscar a ajuda da polícia, por se sentir humilhado. Caso de um médico, de 85 anos, morador de Copacabana, que teve R$ 30 mil levados de sua conta no fim do ano passado. Ele não aceita falar no assunto. Situação semelhante à de Emília, que teve o nome completo preservado a pedido da família.Nos casos de violência física, que soma 12% dos registros, a vergonha é explicada pelo fato de a maioria dos agressores ser da família da vítima, ressalta o promotor Luiz Carvalho Almeida. Mas também há outros casos, como o da aposentada Maria Tereza de Souza Lima, de 63 anos, que foi espancada após uma discussão de trânsito em Vila Isabel, em novembro passado. Ação: Adesivos alertam para violência contra a mulher Na última sexta-feira, dia 4 de abril, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada informou que na verdade 26% dos brasileiros, e não 65%, concordam, total ou parcialmente, com a afirmação de que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Diante um possível alívio que a notícia poderia gerar, em virtude da diminuição da porcentagem, o Instituto Maria da Penha organizou uma ação para alertar que, independente do número, o absurdo continua o mesmo e a preocupação com a violência contra a mulher não pode ser deixada de lado.A campanha criou um adesivo, que pode ser baixado no site do IMP, para que todas as lojas de roupas femininas, consumidoras e mulheres demonstrem sua indignação. A ação já está em algumas lojas de São Paulo. Os adesivos em forma de splashes de descontos atraem a atenção dos clientes que passam no local, primeiramente por sua semelhança com promoções, mas logo que a pessoa se aproxima pode perceber a mensagem: “Não é desconto: é quantidade de gente que acha que o jeito da mulher se vestir justifica o estupro. Essa loja não apoia isso.”O conceito e a hashtag da ação #essamodatemqueacabar traduzem um problema social que lidamos há muitas gerações. Para o Instituto Maria da Penha, a polêmica em torno dos resultados é uma ótima oportunidade para que todos possam se posicionar contra esse tipo de comportamento, já que a ONG sempre lutou pelo fim da violência contra a mulher. Além do endosso do IMP, a campanha conta com o apoio de Nanda Queiroz, a jornalista responsável pelo movimento #eunaomerecoserestuprada: “Achei a ideia brilhante, a gente não pode parar até chegar a zero por cento.” Maioria diz que conhece mulher vítima de agressão Sete anos após a criação da Lei Maria da Penha, 56% dos entrevistados dizem conhecer ao menos uma mulher que já sofreu agressão do marido ou namorado, em levantamento do instituto de pesquisas Data Popular para o instiuto Patrícia Galvão, dedicado a questões femininas.A pesquisa foi realizada com 1.501 entrevistados, maiores de 18 anos, em cem municípios de todas as cinco regiões do país.O conhecimento de alguma mulher vítima de violência pela parceiro é mais comum nas classes mais ricas, A e B: 63%. As classes C (54%), D e E (53%) têm proporções praticamente iguais.Entre todos os entrevistados, somente 2% disseram nunca ter sequer ouvido falar da Lei Maria da Penha. Apesar disso, 85% deles acham que a Justiça não pune os agressores como deveria. A Violência de Gênero Para superação da hostilidade da natureza no início dos tempos, como forma de sobrevivência, o homem primitivo teve como princípio vital o fenômeno da violência. Hoje, ela assume uma nova face: a de continuar existindo como consequência da organização humana no mundo. Outrora e atualmente, retrata o homem e a mulher diante das desigualdades da relação entre superior e inferior, utilizando o poder com fins de dominação, exploração e opressão.A violência é um desequilíbrio entre fortes e oprimidos. A violência em suas mais variadas facetas, afeta a saúde, ameaça a vida, produz danos psicológicos e emocionais e, por fim, provoca a morte. A violência não é só a agressão física, ela é a própria tirania, colocando a mulher sob o jugo do agressor e resultando assim, a situação de dominação. A violência física é um dos instrumentos que o indivíduo usa para dominar outra pessoa.O insulto, a humilhação, a agressão sexual são formas de sujeição da mulher, com o intuito de manter o controle total. Violência de gênero é violência contra a mulher pelo simples fato de ser mulher. E para ilustrar nossa fala exemplificamos com uma situação de violência doméstica e familiar que aconteceu neste Carnaval de 2012 no interior de Mato Grosso. O fato aconteceu no último dia 17, na cidade de Confresa (a 1200 km de Cuiabá), quando um homem de iniciais G.C.A., de 20 anos, após ter um pedido de sexo negado pela mulher, começou a agredir a esposa M.M.S., de 29 anos. De acordo com informações apuradas pelo Portal Agência da Notícia, G.C.A. chegou em casa em visível estado de embriagues e queria fazer sexo a força com a esposa e esta se recusou. O marido, então, teria partido para agressão, puxando-a, pelos cabelos, para o quarto. Ainda segundo a polícia, como não conseguiu levar a esposa para o quarto, o marido pegou uma faca e começou a ameaçá-la. Em meio à confusão, uma vizinha foi até a residência do casal para saber o que estava acontecendo. Aproveitando a presença da vizinha, a esposa então acionou a Polícia Militar, que prendeu o suspeito, que foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil. O “homem das cavernas” deve responder pela lei Maria da Penha. Porque tanta violência? Denunciar as situações de violência pelas quais as mulheres passam é fundamental para conhecimento dessa realidade e garantir o fim da impunidade dos agressores. Este é apenas um dos casos que chegam ao conhecimento público. Minha preocupação é com aqueles que não chegam; com aquelas milhares de mulheres deste Estado e deste país que ainda sofrem caladas tamanha barbárie. Ana Emilia Iponema Brasil Sotero é professora, advogada, doutoranda em Ciências Jurídicas e Sociais, palestrante sobre violência de gênero, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato
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    Grosso e escreveexclusivamente para este blog toda sexta-feira - soteroanaemilia@gmail.com - http://facebook.com/AnaEmiliaBrasil Lei “Maria da Penha”, e suas varias faces Por: ELVIS JEAN DOS PASSOS A lei 11.340 de 7 de agosto de 2006, em vigência desde 22 de setembro de 2006, popularmente conhecida por lei “Maria da Penha", chegou para complicar a vida daqueles que se dizem companheiros, mas que agem de forma extremamente incoerente. Quando a aplicação e interpretação de algumas normas da lei da a entender questão as mesmas da constituição porem com uma reafirmação direcionada ao publico feminino, todos somos iguais perante a justiça, além de tudo a lei “ Maria da Penha” fala que ela é uma forma de proteger a família. Muitas questões estão vagas ainda, quanto a essas diferenciações de gênero feita pela lei, o que a deixa a mercê de varias interpretações, e a coloca em xeque, tendo em vista que o legislador pensou no âmbito dos desentendimentos conjugais e acabou deixando o restante da família de fora dos efeitos da lei. Esse tipo de diferenciação entre o homem e a mulher causa uma marginalização do masculino e essa tentativa de classificar indivíduos e criar rótulos faz com que a constituição seja ferida, isso não ocorre somente na lei 11.340 de 7 de agosto de 2006, pode ser encontrado em outras leis que visam proteger os direitos dos “invisíveis” como o Estatuto do Índio (Lei 6.001/1973); a lei dos crimes de preconceito (Lei 7.716/1989); o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990); e o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003). O pretexto de combater a discriminação cria-se novas diferenciações, em flagrante desrespeito ao princípio da igualdade.No decorrer das ultimas décadas, ou, para ser mais especifico, após a Carta Constitucional de 1988, as mulheres vêm ganhando cada vez mais o respeito da sociedade e conquistando alguns espaços que nos tempos remotos eram apenas dos homens. Isso é fantástico! O que não podemos permitir é que novas normas, como a lei "Maria da Penha", ultrapassam o limite do razoável e venham a inverter o sentido da igualdade. A Lei Maria da Penha não abrange toda e qualquer violência doméstica contra mulher porque exige conduta baseada no gênero.O grande problema, é que ainda colhemos frutos de um passado recente, onde o Estado entra na vida das pessoas, a esfera pública entra na esfera privada e começa a regulamentar sobre coisas que não são da sua competência. Prova disso é que temos um Código Penal e um Código de Processo Penal ultrapassado, ambos da década de 40, do governo de Getúlio Vargas (Estado Novo), e um Código de Processo Civil da década de 70, promulgado no apogeu da ditadura militar, por ninguém mais, ninguém menos que Emílio G. Médici, criador do AI-5 (Ato Institucional nº5), que foi um instrumento de poder que deu ao regime militar poderes absolutos e cuja primeira conseqüência foi o fechamento do Congresso Nacional por quase um ano. Todas estas taxações e discriminações feitas para dividir a sociedade na grande maioria dos casos não contribuem para a igualdade, tendo em vista que faz menções especificas às determinadas classes e gêneros o que feri a constituição federal e os direitos igualitários. Não seria necessária a criação de nenhuma lei de caráter especifico as estas classes e gêneros se as leis existentes fossem devidamente respeitadas e cumpridas em sua totalidade sem distinções e sem qualquer definição de gênero. Um dos fatores responsáveis pela falta de cumprimento das leis é a falta de informação e de conhecimento da grande maioria da população de diversos setores da sociedade, na própria universidade onde se deduz ter um maior grau de conhecimento destas, se mostra leigo sobre as leis que regem nosso país, nosso estado, e quanto à própria normatização acadêmica, o que nos mostra que sem o devido conhecimento dos nossos direitos e deveres diante da sociedade e impossível haver uma cobrança maior para que nossos direitos sejam respeitados, até aquelas que se dizem beneficiadas pela lei não conseguem distinguir o que a lei assegura que não era assegurado anteriormente pela Constituição Federal. BIBLIOGRAFIA TOURAINE, Alain. O Mundo das Mulheres. Trad. Francisco Moras. Petrópolis: Editora Vozes, 2007. ALVES, Fabrício da Mota. Lei Maria da Penha: das discussões à aprovação de uma proposta concreta de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 1133, 8 ago. 2006. Disponível em: . Acesso em: 27 ago. 2010 ALMEIDA JÚNIOR, Jesualdo. Violência doméstica e o Direito. Consulex, n. 244, ago, p. 56-59, 2007. Revista Magister: direito penal e processo penal, Violência contra a mulher: Lei n° 11.340/06. v. 3, n.13, p. 67-75, ago./set., 2006 Lei 11.340/2006 disponível em http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2004- 2006/2006/Lei/L11340.htm. Acesso em 20/08/2010 http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/politica/lei-maria-penha-suas-vaias-faces.htm Valorização do idoso Maior desafio é fazer mudanças nas políticas sociais e econômicas. Dr. Luiz Freitag A atenção para com a saúde sempre foi mais dirigida à criança. Com o aumento mundial do número de idosos no mundo inteiro e, particularmente no Brasil, somente em 1 de outubro de 2003 foi instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos (Lei nº 10 741).A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou 1999 o “Ano Internacional do Idoso” e o lema escolhido foi “Mantenha-se ativo para envelhecer melhor”. A OMS apresentou soluções para seis grandes mitos que envolvem o envelhecimento no século XXI.Um deles consiste na crença de que a maioria dos idosos está em países desenvolvidos. Estatísticas recentes esclarecem que apenas 60% vivem nesses países. Para 2.020 espera-se que haverá um bilhão de idosos, sendo que 700 milhões estarão nos países em desenvolvimento.Um segundo mito supõe que todas as pessoas mais velhas são iguais. Nem sempre. Fatores genéticos, origem étnica e cultural, associados ao clima em localizações geográficas privilegiadas são responsáveis pelo melhor índice de envelhecimento e sobrevivência.Em terceiro lugar, criou-se a idéia de que homens e mulheres envelhecem da mesma forma, o que não é verdade. Estatísticas mundiais comprovam que as mulheres sobrevivem mais do que os homens, principalmente no Japão. O certo é que as mulheres aceitam com mais facilidade as recomendações médicas e vão com mais freqüencia aos consultórios. Por outro lado, os homens são vítimas de acidentes, guerras e mortes violentas.Uma outra idéia errônea é a de que os idosos são mais frágeis, o que pode ter sido verdade até uns 20 anos atrás. Em nossos dias os idosos já estão orientados para manter um estilo de vida que conserve a boa forma física. A prática de exercícios físicos diários pode manter uma sobrevida de mais 20 anos para quem já está na faixa dos 60.Outro equívoco é julgar que os mais velhos não têm mais nada a oferecer à sociedade, o que não corresponde à realidade
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    atual.Finalmente, não sesustenta mais a idéia de que os idosos são um ônus para a sociedade, do ponto de vista financeiro, no que se refere a aposentadoria e a outros direitos assegurados pelo Estado. É sabido que existe uma correlação entre nível de renda e saúde, sendo a pobreza um dos fatores de incidência de doenças.A OMS concluiu que “o maior desafio que a sociedade enfrenta atualmente é a necessidade de examinar e fazer mudanças apropriadas nas políticas sociais e econômicas da saúde e não o envelhecimento da população." Carta de um idoso O dia em que este velho não for mais o mesmo, tenha paciência e me compreenda. Quando derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tenhas paciência comigo e lembra-te das horas em que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas.Se quando conversares comigo, eu repetir as mesmas histórias, que sabes de sobra como terminam, não me interrompas e me escute. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive que te contar milhares de vezes a mesma estória até que fechasses os olhinhos.Quando estivermos reunidos e sem querer fizer minhas necessidades, não fiques com vergonha. Compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Penses, quantas vezes, pacientemente, troquei tuas roupas para que estivesses sempre limpinho e cheiroso.Não me reproves se eu não quiser tomar banho, sejas paciente comigo.Lembra-te dos momentos que te persegui e os mil pretextos que inventava pra te convencer a tomar banho.Quando me vires inútil e ignorante na frente de novas tecnologias que já não poderei entender, te suplico que me dê todo o tempo que seja necessário, e que não me machuques com um sorriso sarcásticoLembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas. Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes. Isso é resultado do meu esforço da minha perseverança.Se em algum momento, quando conversarmos, eu me esquecer do que estávamos falando, tenhas paciência e me ajude a lembrar. Talvez a única coisa importante pra mim naquele momento seja o fato de ver você perto de mim, me dando atenção, e não o que falávamos.Se alguma vez eu não quiser comer, saibas insistir com carinho. Assim como fiz contigo.Também compreendas que com o tempo não terei dentes fortes, e nem agilidade para engolir.E quando minhas pernas falharem por estar tão cansadas, e eu já não conseguir mais me equilibrar… Com ternura, dá-me tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando tu começastes a caminhar com tuas perninhas tão frágeis. E se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com teu carinho ou com o quanto te amo.Compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho mais o vigor para correr ao teu lado, ou para tomá-lo em meus braços, como antes.Sempre quis o melhor para ti e sempre me esforcei para que teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido.E até quando me for, construirei para ti outra rota em outro tempo, mas estarei sempre contigo e zelando por ti.Não te sintas triste ou impotente por me ver assim. Não me olhes com cara de dó. Dá-me apenas o teu coração, compreenda-me e me apoie como o fiz quando começastes a viver. Isso me dará forças e muita coragem.Da mesma maneira que te acompanhei no início da tua jornada, te peço que me acompanhes para terminar a minha. Trata-me com amor e paciência, e eu te devolverei sorrisos e gratidão, com o imenso amor que sempre tive por ti. Atenciosamente, Teu velho. ( Autor Desconhecido ) Honra, caráter, autenticidade. Valores que iluminam o ser humano! 01/02/09 | Atualizado em 02/02/09 Homem honrado, riqueza inalienável! Sua honra é a sua identidade, documento que lhe abre passagem para trilhar qualquer caminho do mundo. É um documento de vida. Um bem imaterial incomparável, insubstituível. Nada suplanta o valor da honradez! Perder a honra é perder a própria referência, é divorciar-se de si, é viver apátrida. Proceda em todos os momentos com hombridade. Seja um homem de brio, de “cara limpa”, bons predicados e conceito ímpar. Se der a palavra, cumpra; se lhe confiarem algo, seja fiel; se falhar, desculpe-se. Seja íntegro, verdadeiro, bom amigo, bom cidadão, moral ilibada. E lembre-se sempre: A honra é o pacto entre Deus e o homem. Quebrá-lo é romper o cordão umbilical da dignidade, é findar a razão da vida, é morrer antecipadamente! ---------- ///// ---------- O documento de maior valor de um homem é o seu caráter! Primeiro devemos nos valorizar para que depois os outros nos valorizem. E, da valia do caráter o homem jamais pode ser destituído! Façamos irradiar nossas qualidades, nosso magnetismo pessoal. Sejamos justos e flexíveis no nosso querer e disputemos o espaço seguindo os preceitos da boa vivência. Devemos viver de verdades, não de enganos. Quem hoje vive a enganar, amanhã pela sociedade será desenganado. Devemos ser solidários. A convivência sadia une e fortalece a parceria: Hoje precisam de nós, amanhã podemos precisar dos outros. Devemos nos relacionar com afetividade, respeito mútuo, elevando nosso nome e construindo um bom caráter. O caráter é ouro: Raro, e de inestimável valor! ---------- ///// ---------- Você está sendo uma pessoa autêntica quando: -Não quer seriedade quando está brincando, nem brincadeira quando está sério. -Não fala de algo que ouviu falar; nem de ter visto o que os outros viram; nem de ter estado onde não esteve. -Vai atrás de tudo que acredita, mesmo sendo por todos desacreditado. -Oferece seu pão, esquecendo que também tem fome. -Une pessoas numa corrente de alegria, quebrando um a um os elos da tristeza. -Passa uma borracha nas linhas do ódio e as reescreve com a tinta do amor. -Diz exatamente o que quer dizer, não o que os outros querem ouvir. -Não faz promessa do que não pode cumprir; mas o que promete, cumpre. -Mais que nas palavras, tem bondade nas ações. Inácio Dantas (link is external) (do livro © “Pequenas Lições de Sabedoria”)
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    VEJA FLAGRANTE DATORCIDA DO GRÊMIO OFENDENDO ARANHA No final da partida contra o Grêmio, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil, o goleiro santista Aranha foi alvo de mais um episódio lamentável para o futebol brasileiro. O goleiro sofreu insultos racistas de um grupo de torcedores na reta final da vitória por 2 a 0 sobre o time gaúcho, em Porto Alegre, e saiu de campo indignado. Imagens da tevê mostraram claramente uma mulher chamando o atleta de "macaco". "Eu estava no gol e a torcida começou a xingar de preto fedido, cambada de preto, essas coisas. Fiquei nervoso, mas estava me segurando. Foi aí que começou um pequeno coro de 'macaco'. Mandei o câmera filmar, mas quando ele foi mostrar já tinha acontecido. Fico puto, com o perdão da palavra, e dói muito", disse, bastante chateado.Aranha estava revoltado e as imagens da televisão mostram parte da torcida xingando o jogador de "macaco". "O pior é que fui falar com o juiz (Wilton Pereira Sampaio) sobre isso e ele falou que eu estava provocando a torcida adversária. Sou preto sim, e se isso é insultar, não sei mais nada. Claro que não são todos os torcedores que fazem isso na Arena Grêmio, mas sempre tem alguns racistas aqui no meio", continuou. O goleiro do Santos, fundamental na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio pela Copa do Brasil, acha que mais do que fazer ocorrência é importante tornar pública a insatisfação com a postura racista dos torcedores. "Já estou dando o recado para ficarem espertos na próxima partida aqui. Tem leis sobre isso, existe campanha no futebol para combater isso, e a gente sabe que o torcedor usa de várias maneiras para desestabilizar o adversário. Dói muito, mas tive de fazer minha parte e reagir", concluiu. Briga entre torcedores deixa uma pessoa ferida Share on facebookCompartilhar Elaine Patricia Cruz - Agência Brasil 24.08.2014 - 16h59 | Atualizado em 24.08.2014 - 17h09 Torcedores que se dirigiam ao Estádio do Morumbi, na zona sul da capital paulista, para acompanhar nesta tarde o clássico entre São Paulo e Santos, pelo Campeonato Brasileiro, se desentenderam e entraram em confronto por volta das 14h30 de hoje (24), próximo à Ponte Eusébio Matoso, na zona oeste da capital. A informação foi confirmada à Agência Brasil pela Polícia Militar (PM).Segundo a PM, um torcedor do Santos foi socorrido no pronto-socorro do Hospital Bandeirantes com escoriações leves. A Polícia Militar não soube informar se os torcedores que se envolveram na briga eram de ambos os times e o número dos que participaram do confronto. Ninguém foi preso, informou a polícia.Na última quinta-feira (21), um torcedor do Palmeiras teve morte cerebral após ter se envolvido em uma briga com torcedores do Corinthians. A briga ocorreu no domingo passado (17). O torcedor Gilberto Torres Pereira foi espancado e sofreu traumatismo craniano durante a briga, que aconteceu no centro da cidade de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Editor: Davi Oliveira Menino suspeito de assassinar a família já tinha tentado matar a avó, segundo amigo Em depoimento, colega de classe conta que a primeira tentativa de Marcelo havia sido frustrada porque o menino "sentiu uma coisa ruim no coração" Família de policiais militares é encontrada morta dentro de casa, no bairro da Brasilândia, Zona norte de São Paulo - Reprodução/Facebook/VEJA Marcelo Pesseghini, 13 anos, principal suspeito de ter assassinado os pais, a avó e a tia-avó e depois se suicidado, já havia tentado matar a avó. De acordo com informações divulgadas neste domingo pelo Fantástico, da Rede Globo, que teve acesso exclusivo ao inquérito, um amigo do garoto disse em depoimento à polícia que a primeira tentativa de Marcelo de assassinar a avó tinha sido frustrada porque ele “começou a tremer na hora e a sentir alguma coisa ruim no coração”.Segundo as informações do Fantástico, a avó de Marcelo teria percebido a tentativa. Mas, como o garoto prometeu que não tentaria matá-la novamente, ela concordou em não contar nada aos pais dele. Marcelo também teria revelado que pensava em assassinar os pais, e que isso teria de ser feito à noite, no momento em que estivessem dormindo. Isso teria sido dito ao mesmo amigo que deu carona a Marcelo na volta da escola, no dia em que o garoto teria se matado.Colegas de classe contaram à polícia que em meados do início do primeiro semestre deste ano, Marcelo os convidou para fazer parte de um grupo chamado Mercenários. Para participar do grupo, todos teriam de concordar em matar os pais e fugir para se tornarem matadores de aluguel. Uma amiga disse que, em princípio, aceitou integrar o grupo. Mas como Marcelo “dizia muitas besteiras, como matar os pais, bandidos e a diretora da escola” decidiu sair do grupo. Em depoimento, os amigos da escola afirmaram ainda que o garoto, que sempre foi falante e alegre, estava quieto e parecendo triste no dia dos assassinatos. De acordo com o depoimento da professora de Marcelo, ele não teria levado os materiais usados em aula porque teria se enganado e pegado a mochila de viagem — nela, a polícia encontrou uma arma, uma faca, rolos de papel higiênico e cerca de 350 reais em dinheiro.O inquérito policial, que tem sete volumes e mais de 1.200 páginas, é composto por depoimentos, fotos e laudos que contam a história da execução da família. O delegado responsável pediu mais 30 dias para concluir o caso. Nesse período, segundo o Fantástico, ele espera receber a lista com as ligações telefônicas e as mensagens de texto dos celulares de todas as vítimas. Para a polícia, no entanto, os laudos já deixam claro como Marcelo matou a família.Crime — O adolescente Marcelo é suspeito de matar a tiros os pais — o sargento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Luis Marcelo Pesseghini, de 40 anos, e a cabo do 18º Batalhão Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 36 — a avó, Benedita Oliveira Bovo, 65, e a tia-avó, Bernardete Oliveira da Silva, 55. Em seguida, Marcelo teria se suicidado. O crime aconteceu entre a noite de domingo e a madrugada do dia 5 de agosto, na Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo. Justiça proíbe uso de celulares dentro de salas de aula em Ouro Fino Medida foi implantada desde início do mês em uma escola estadual. Segundo juiz, decisão se baseia em uma lei estadual existente desde 2002. Do G1 Sul de Minas Uma determinação da Justiça proibiu o uso de celulares dentro das salas de aula de uma escola em Ouro Fino (MG). Conforme a decisão, agora o professor pode retirar o celular do aluno e entregar à Vara da Infância e Juventude. Conforme a Justiça, o que gerou a determinação foi o uso abusivo da tecnologia dentro das escolas e principalmente, durante as aulas. O objetivo é melhorar o desempenho do aluno nos estudos e também dar mais segurança dentro das escolas."Se eles estão na sala de aula, são eles que sofrem de imediato o problema da falta de atenção. Por isso a escola pediu providências. O Dr. João (juiz) nos chamou lá e determinou que fosse cumprida a lei", disse a diretora da Escola Estadual Francisco Ribeiro da fonseca, Maria Teresa Cunha.A medida entrou em vigor desde o início do mês. Ela é baseada em uma lei estadual de 2002 que já trata sobre o tema. segundo o juiz que determinou o recolhimento dos aparelhos celulares, ele recebeu muitas reclamações de mau comportamento dos alunos e entre as ações que prejudicavam o andamento das aulas, muitas estavam ligadas ao uso indevido do telefone."Estava prejudicando o ensino e assim a qualidade das aulas, dispersando os alunos. Resolvemos então que seria uma medida importante cumprir essa lei dentro da sala de aula, sobretudo na Escola Estadual Francisco Ribeiro da Fonseca", disse o juiz.Em 10 dias, mais de 20 aparelhos foram recolhidos. Os aparelhos vão ser devolvidos, mas os alunos terão que buscá-los no Fórum.Regras de etiqueta fazem parte da boa educação. A informalidade excessiva que assola o Brasil, fez com que as regras de etiqueta, que fazem parte da educação de um povo, tenham ficado esquecidas, na mente dos mais velhos, que não conseguiram transmiti-las
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    para seus filhos.Talvez por entender, erradamente, que as boas maneiras estabelecidas pelas regras de etiqueta, pertenciam a um mundo que deveria ser esquecido, pela rigidez dos costumes, fizeram com que a população de modo geral, abandonasse pequenas atitudes que são essenciais para uma boa convivência. Passou a prevalecer o excesso de informalidade nas relações, começando com o uso dos pronomes pessoais, onde é comum ver uma criança, tratando os mais velhos por tu, coisa impensável em muitas culturais orientais. Nesta informalidade tudo é permitido. Talvez seja uma das razões, porque as relações andam tão frágeis e acabem por qualquer motivo, porque a noção de respeito, deve existir em todas as relações, mesmo entre marido e mulher e pais e filhos, única maneira de manter um grupo unido, fraterno e solidário. O aumento da população, principalmente nos grandes centros, a competição acirrada em todas as áreas, a pressa que tomou conta de todos, a violência que amedronta, a quantidade de impostos pagos que sacrifica a povo, tudo acontece porque a sociedade se tornou altamente competitiva, esquecendo os valores tão importantes, para ter qualidade de vida. Somente resgatando valores será possível segurar essa torrente de coisas, que tem causado tantos transtornos para quem vive em coletividade. É preciso haver um balizador que restabeleça os princípios de boa educação, onde estão inseridas as regras de etiqueta em sociedade, que tem a finalidade de estabelecer a boa convivência coletiva. Os noticiários internacionais destacaram o fato do bilionário Bill Gates, ter cumprimentado a Presidente da Coréia do Sul, com uma mão no bolso. O gesto chocou os orientais, que mantém regras rígidas de convivência e de etiqueta, sendo considerado o gesto como uma grosseria. Isto prova que dinheiro não é um diferencial de boa educação. O gesto mostrado em foto é um bom exemplo para não ser seguido, uma vez que jamais se deve cumprimentar uma pessoa com uma mão no bolso, muito menos uma senhora. A seguir algumas atitudes que fazem parte das regras de etiqueta em sociedade. 1 – Chegar sempre no horário. 2 – Cumprimentar os mais velhos de forma formal. O senhor ou senhora e não tu. 3 – Informalidade nas relações, somente se o outro permitir. 4 – Agradecer sempre, uma gentileza, uma informação, um cumprimento. 5 – Pedir licença, para entrar, para passar por uma pessoa na rua, para sentar. 6 - Pedir desculpas ao tocar num desconhecido, seja na rua, no ônibus ao sentar. 7 – Dar lugar a pessoas idosas nos transportes coletivos. 8 – Cuidado ao andar apressado na rua. Não toque em ninguém e deixe passar. 9 – Saber ouvir e não interromper quem está falando. 10 – Não monopolizar uma conversa, mostrando que sabe tudo. 11 – Não espirrar sem levar o lenço ao rosto. 12 – Não telefonar antes das 8 ou após as 22 horas, a não ser em emergência. 13 – Não furar fila, alegando desculpas. 14 – Não deixar de responder a ninguém. 15 – Ser gentil com a família, com amigos e principalmente no trânsito. Os pais precisam ensinar a seus filhos a serem educados com todos e as escolas precisam dedicar um tempo para reforçar estes ensinamentos, porque isto é importante para a vida em sociedade. Precisamos copiar modelos existentes de culturas, mais evoluídas como dos orientais e com destaque para o Japão, País que é um exemplo de convivência pacífica ? ordeira de seu povo, que segue regras de convivência e de etiqueta, evitando muitos transtornos e problemas de saúde, uma vez que ao sair a rua, se estiver gripado deve usar máscara no rosto, para não contaminar os demais. Usam a gentileza e a humildade para demonstrar o respeito que sentem por cada indivíduo, numa demonstração clara do desejo de conviver bem com todos. Isto é educação A Importância Do Abraço http://pme.pt/a-importancia-do-abraco/ Todos os dias cumprimentamos alguém. Seja o filho, a mãe, a senhora da limpeza, o segurança, o vizinho, o colega de trabalho, o chefe, todos eles merecem um cumprimento através de um comum aperto de mão ou de um beijo ritual. E o abraço? Porque não nos abraçamos quando cumprimentamos alguém, se a sensação de o fazer é tão extraordinária? emoção que sentimos quando abraçamos alguém é de uma qualidade incomensurável. Através deste simples gesto conseguimos sentir a proximidade do outro e identificá-lo como um semelhante. No fundo um abraço é reconhecer sem falar, que somos todos iguais e que mesmo não nos conhecendo, estamos juntos no caminho em direção à fraternidade e à comunicação generosa, características fundamentais num mundo em constante mudança.Provavelmente já deu conta que tipicamente as crianças quando se magoam procuram de imediato o abraço reconfortante da mãe ou do pai, que, de forma instantânea melhora a situação, ou resolve-a por completo. Outra situação espontânea que faz surgir o abraço é a situação de um trauma emocional de um ente querido ou de algum conhecido. Ao oferecer um abraço, um colo amigo, já estamos a tornar a situação mais fácil e menos complexa. Assim sendo, é fácil compreender que o abraço nos está no ADN como forma instintiva de nos ajudar a lidar com a dor. É uma reação instantânea, quase como uma receita pronta a cozinhar, de um bem-estar imediato que nos alivia nos momentos menos bons.Entrando no domínio psicológico é interessante saber que está provado que mesmo quando não há ninguém por perto para nos abraçar ou para abraçarmos, podemos obter algum conforto abraçando uma almofada, um animal de estimação, um peluche ou mesmo uma árvore. Por outro lado, e de forma mais quantitativa a psicoterapeuta Virginia Satir, defendeu que “Precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver. Precisamos de oito abraços por dia para nos manter. Precisamos de doze abraços por dia para crescer.”Para além disso, e ainda ao nível científico, investigadores da Universidade da Carolina do Norte descobriram que mesmo sendo breve (bastam apenas 20 segundos) um abraço dado pelo parceiro/amigo/ente-querido, pode ajudar não só a reduzir os níveis de cortisol que contribuem para o stress, mas também a reduzir a pressão arterial.Se ainda não ficou convencido dê uma olhadela ao top 5 dos motivos para dar/receber um abraço em qualquer altura do dia: 1. Abraçar liberta oxitocina no sangue. Esta hormona é responsável pelo fortalecimento de laços entre os entes queridos e também a pelo aumento da resposta de solidariedade entre estranhos, levando a um aumento do bem-estar. Ou seja, um abraço é um vício sem efeitos secundários negativos! 2. Abraçar reduz o stress e a pressão arterial. Não há nada melhor do que um abraço para reduzir a ansiedade, e por consequência ao fluidizar o sangue estará também a reduzir a pressão arterial. 3. Abraçar é uma boa ação recíproca. Nunca sabemos quais as emoções pelas quais as outras pessoas estão a passar, porque tipicamente na sociedade atual fomos formatados para não demonstrarmos as nossas verdadeiras emoções, sob pena de nos mostrarmos vulneráveis. Um abraço pode mudar a vida a qualquer pessoa ao quebrar o esquema mental de um dia menos bom, devolvendo-lhe uma sensação de felicidade.
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    4. Abraçar faz-nossentir plenitude e êxtase. Como os nossos corpos estão cheios de terminações nervosas ao tocarmos noutro corpo estamos a permitir a satisfação de um desejo subconsciente que é o do toque. 5. Abraçar permite-nos realinhar a mente com o corpo. Na correria do dia-a-dia fazemos tudo de forma pouco consciente porque não temos tempo para nada. Um abraço quebra este registo. Dá-nos a sensação de um novo fôlego, de um momento prolongado, de um dia infinito e de uma satisfação plena gerada pelo realinhar do corpo com a mente. Foram apenas 5 os motivos para que se sinta a fim de dar e receber abraços no seu dia-a-dia. A parte mais difícil foi demonstrar- lhe os benefícios comprovados deste “tratamento”. Agora é a sua vez de o pôr em prática! Procure arranjar 5 maneiras de todos os dias, durante os 5 dias da semana conseguir comprovar a eficácia destes 5 motivos. Somos seres sociais que precisam do reconhecimento, ainda que silencioso, de outro ser humano, para que a nossa própria vida faça sentido, porque é exatamente nesse estado em que as conexões são promovidas, e através do tempo que dão para apreciar e reconhecer o outro, estão elas próprias a assumir a sua universalidade e a perpetuarem o seu bem-estar. O mundo atual é um lugar ocupado pela azáfama e pelo movimento, onde corremos incansavelmente na direção do cumprimento de determinada tarefa. O segredo da execução de um simples abraço consiste no facto de ele nos permitir abrandar e tirar um momento para oferecer sinceridade, amor e doçura ao longo do dia, levando-nos automaticamente ao realinhamento da nossa alma com o nosso corpo. Menina que foi estuprada e morta mandou carta ao Papai Noel uma semana antes de crime Na carta, ela pede também cesta básica para a mãe, que diz ser "muito especial e cuida de nós sozinha" Da Redação (redacao@correio24horas.com.br) 26/12/2013 16:51:00 Menina foi encontrada morta em obra Uma semana antes de ser assassinada, a garota Iasmim Martins de Souza Silva, 8 anos, escreveu para o Papai Noel dos Correios pedindo presentes para ela e para familiares. Uma administradora de empresas pegou a carta e ao ler notou que se tratava de Iasmim, que foi morta a pauladas depois de ser estuprada em Catalão (Goiás). A voluntária, que não quis se identificar, atendeu aos pedidos feitos e presenteou a mãe e os irmãos da menina. Na carta, a garota pede roupas, sapatos e cesta básica. "Meu nome é Iasmim. Tenho 8 anos, preciso de sapatos e roupas para mim e meus irmãos. Quem tiver para dar também mochilas e brinquedos, também aceito. Queria pedir uma cesta (de alimentos) para minha mãe, pois ela é muito especial e cuida de nós sozinha. Quem ler essa carta, e puder ajudar, ficarei abençoado (sic) e agradeço a Deus. Desejo um feliz Natal para quem tiver roupas para doar para minha mamãe. Fico agradecida. Feliz Natal", diz a carta. A voluntária ficou emocionada ao perceber que a carta era da garota assassinada. Ela procurou a família da criança para entregar os presentes. "A família inteira ganhou. Chegaram roupas e brinquedos para o irmãozinho pequeno. Também ganhamos a cesta que ela pediu. Ela (Iasmin) pensava em todo mundo", disse a mãe da garota ao G1. Leidiane disse que ficou feliz em receber os presentes, mas que deseja mesmo era ter a filha com ela durante o Natal. "É muita saudade, pois eu pensei que este ano passaria o Natal com ela. O vazio é muito grande".
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    Carta que amenina fez pedia presentes para irmãos e mãe Crime A menina foi encontrada morta no último dia 9 em uma obra da cidade de Catalão. Ela estava desaparecida desde o dia anterior, quando saiu da casa da avó para ir encontrar a mãe em uma feira onde ela estava trabalhando. Na manhã seguinte, um pedreiro encontrou o corpo na obra onde trabalha. "Cheguei e nós trabalhamos um pouquinho. Quando olhei lá dentro, me deparei com a criança morta lá e chamei outro colega meu para olhar. É triste de ver. A cena é lamentável", lembra Luizmar Bernardes. As investigações sobre o crime continuam. Um pedreiro de 37 anos, considerado suspeito, chegou a ser preso porque tinha mandado de prisão contra ele em aberto por outro crime. Ele negou a autoria do crime e disse que Iasmim era amiga de sua filha. Ele está preso em uma cela especial da cadeia de Catlão, porque no presídio local sua presença causou uma tentativa de rebelião usada em carta ao padrasto Menina disse à polícia que era violentada desde os 4 anos de idade Foto: Quioshi Goto / Jornal da Cidade / Especial para Terra Uma menina de 9 anos, cujos padrasto, avô e mãe foram presos na quarta-feira em Itapuí, a 258 km de São Paulo, após suspeitas de abusos sexuais contra a criança desde que ela tinha 4 anos de idade, escreveu carta ao padrasto em que diz que ele "nunca
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    mais vai fazerisso com ninguém". A criança diz que "nunca mais vai esquecer" do que o padrasto fez. O padastro, de 23 anos, e o avô, de 44 anos, seriam responsáveis pelos abusos, enquanto a mãe, de 28 anos, disse à polícia que aceitava a situação por ser "completamente apaixonada" pelo marido. A própria menina pediu ao delegado para escrever uma carta ao padrasto e outra ao avô relatando o seu sofrimento. De acordo com o delegado, o padrasto admitiu o crime. Leia a carta da menina na íntegra: "Eu nunca mais vou esquecer o que você fez e quando você falou para eu orar eu não sei se vou conseguir orar para você, porque fez aquilo comigo e eu não queria fazer. Pode até pensar que sabe, mas se estiver preso não pode fazer mais nada até que saia. Todo mundo acreditou em mim porque eu falei a verdade e eu não menti. Você nunca mais vai fazer isso com ninguém". Ex-prefeito de Lábrea é responsabilizado por trabalho escravo infantil Você está aqui: Home » Trabalho escravo » Ex-prefeito de Lábrea é responsabilizado por trabalho escravo infantil Dois meninos de 11 anos estão entre os 21 resgatados trabalhando para ex-prefeito Gean Campos de Barros e seu genro, Oscar da Costa Gadelha Por Daniel Santini O ex-prefeito de Lábrea, Gean Campos de Barros (PMDB) e seu genro, Oscar da Costa Gadelha, foram responsabilizados pela exploração de 21 pessoas em condições análogas a de escravos na produção de castanha-do-pará em Lábrea, no Amazonas. Entre os resgatados estavam dois adolescentes e quatro crianças, incluindo dois meninos de 11 anos que, assim como os demais, carregavam sacos cheios de castanhas em trilhas na mata e manuseavam facões longos, conhecidos como terçados, para abertura dos ouriços, os frutos da castanha. A reportagem tentou entrar em contato com os empresários para ouvi-los sobre o flagrante, mas não conseguiu localizá-los.
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    Menino de 11anos com a camisa do Flamengo carregava saco de 25 kg de castanhas descalço na mata quando foi encontrado pela fiscalização. Adultos chegam a transportar cargas de mais de 50 kg. Fotos: Divulgação/MTE A libertação aconteceu em operação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal, realizada entre 16 a 28 de março em castanhal localizado dentro da Reserva Extrativista do Médio Purus, acessível a partir da comunidade ribeirinha de Lusitânia, nas margens do rio Purus. “O que mais nos chamou a atenção foi a questão das crianças. Vimos meninos carregando sacos de 25 kg dentro da floresta, andando até quatro quilômetros descalças”, conta o auditor André Roston, coordenador do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do MTE. “Para ajudar, um policial pegou o saco e começou a carregar, mas ele não aguentou chegar até o final. É um trabalho muito pesado e as crianças estavam submetidas ao sistema de exploração estabelecido.” Garoto de 11 anos manuseia facão no barco e na abertura de ouriço de castanha-do-pará Os facões, mais longos que o antebraço de alguns dos meninos, como é possível visualizar na foto ao lado, eram utilizados para abrir os duros frutos da castanheira e extrair as sementes. Nenhum dos trabalhadores utilizava proteção e, segundo a fiscalização, um dos garotos de 11 anos estava com o dedo indicador cortado, ferimento decorrente de acidente enquanto exercia a atividade. Tanto o “transporte, carga ou descarga manual de pesos” acima de 20 kg para atividades raras ou acima de 11 kg para atividades frequentes, quanto a “utilização de instrumentos ou ferramentas perfurocortantes, sem proteção adequada capaz de controlar o
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    risco” estão entreas piores formas de trabalho infantil, conforme estipulado pela lei número 6.481/2008, com base na Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). À equipe de fiscalização, em depoimento, Oscar Gadelha confirmou o uso de trabalho infantil e defendeu que o emprego de crianças e adolescentes na atividade é “uma certa forma é até uma maneira de educar”. Reserva extrativista e o sistema de barracão A exploração de trabalho escravo infantil aconteceu em uma unidade de conservação federal, a Reserva Extrativista do Médio Purus. A área de preservação foi criada como resultado de intensa mobilização social, processo detalhado na obra “Memorial da Luta pela Reserva Extrativista do Médio Purus em Lábrea, AM: Registro da mobilização social, organização comunitária e conquista da cidadania na Amazônia””, e garante às comunidades ribeirinhas o direito de desenvolver atividades extrativistas na região. Local em que o resgate aconteceu. Clique na imagem para navegar pelo mapa Os castanhais, em questão, porém, eram tratados como propriedade privada, e o grupo econômico formado por Oscar Gadelha e o ex-prefeito Gean Barros determinava exclusividade na extração. Além de ser encaminhado ao MPT e à PF, que acompanharam a ação, o relatório da fiscalização foi enviado também ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Não é a primeira vez que Gean Barros se posiciona contra as áreas de proteção. Durante sua gestão, o político chegou a tentar impedir fiscalizações de crimes ambientais ocorridos nas reservas extrativistas, e foi processado pelo MPF por ter, em 9 e 10 de março de 2010, incitado “uma manifestação popular na praça central do município, com o objetivo de impedir a fiscalização do ICMBio e expulsar os fiscais do município”. O controle da exploração comercial na reserva federal era feito por Oscar Gadelha, e o sistema era financiado e estruturado pelo ex-prefeito, o que configurou a formação de grupo econômico familiar, segundo a fiscalização. O coordenador da ação explica que a escravidão foi caracterizada por diferentes fatores, incluindo o uso do sistema de barracão, mecanismo clássico de exploração de trabalhadores, ribeirinhos e comunidades indígenas, ainda comum em frentes de trabalho e áreas isoladas na Amazônia. No controle das redes de abastecimento, os regatões (comerciantes de grandes barcos) e senhores de barranco como são conhecidos os que monopolizam o comércio, vendem itens básicos com sobrepreço e compram a preços irrisórios, criando relações de dependência, se beneficiando de dívidas e impondo restrições de locomoção. Sacos de castanha coletados na floresta pelos trabalhadores resgatados No caso específico, Gadelha fornecia desde itens básicos como açúcar, café, óleo vegetal, sabão, arroz, carne em conserva, leite em pó, bolacha, até itens essenciais para o trabalho, como gasolina e diesel para o transporte por barcos, além de botas, terçados e lanternas. Na mata, ele cobrava cerca de 20% a mais do que o preço que os mesmos itens eram comercializados em Lábrea.Os trabalhadores só recebiam após o fim da safra, e dependiam do barracão para sobreviver.
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    Trabalhadores recebiam R$1,5 por quilo de castanhas coletadas Os bens adquiridos em um armazém eram descontados aos ganhos com produção, e, sem controle ou opção, alguns recebiam R$ 100 ou R$ 200 por todo trabalho realizado durante a safra. Há também depoimentos de trabalhadores que terminaram o período endividados e tiveram de trabalhar na safra seguinte para pagar o barracão. O emprego das crianças pelos pais está relacionado à preocupação das famílias em tentar aumentar os ganhos. “Estamos falando de um sistema de barracão com um barracão físico. Um paiol para armazenas as castanhas, além do armazém e da casa grande. É um sistema clássico”, explica o auditor André Roston. Nesse contexto, mesmo os programas sociais têm limitações de alcance. Na área urbana de Lábrea, há denúncias de que comércios locais retêm cartões de benefícios como Bolsa Família e Bolsa Floresta, com as respectivas senhas a título de garantia de dívidas de ribeirinhos e índios. Condições degradantes Além dos 21 trabalhadores resgatados, a fiscalização também constatou que outros 16, incluindo mais crianças e adolescentes, foram submetidos anteriormente às mesmas condições. Eles não foram libertados porque não estavam trabalhando no período do resgate, mas também receberam seus direitos trabalhistas. Ao todo, o valor líquido das rescisões pagas ao grupo é de R$ 58.978,42. Um dos grupos usava como alojamento abrigo improvisado erguido sobre o rio, sem paredes ou proteção contra o vento. Trabalhadores dormiam em redes Os trabalhadores viviam e trabalhavam em condições de degradação humana. Entre os resgatados durante a fiscalização, parte vivia em um abrigo improvisado, parte em um barco apertado e os demais em casas nas comunidades ribeirinhas vizinhas. Sem estrutura mínima, os alojamentos inadequados não garantiam nem privacidade nem proteção contra chuvas ou temporais. Nas frentes de trabalho, algumas distantes a mais de uma hora e meia de caminhada, não havia estrutura ou abrigo na mata, nem abastecimento de água potável, banheiros ou itens básicos de higiene, como papel higiênico. Os rios eram utilizados tanto como fonte de água quanto como espaço para lavar a louça e tomar banho. Sem banheiros ou fossas, as necessidades eram feitas na mata ou nas águas. Na fiscalização, a equipe encontrou a comida de todo o grupo, peixe com farinha, armazenada em um balde que já havia servido para transportar tinta. Sem pratos ou talheres, as pessoas comiam direto do balde com as mãos. Balde com peixe e farinha onde era armazenada a comida de toda uma frente de trabalho. Sem talheres ou pratos, coletadores comiam com as mãos direto do recipiente
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    Além da degradaçãohumana, também foram constatados riscos de segurança onde os adultos, adolescentes e crianças ficavam. Entre eles, a ameaça de o ouriço, o pesado e duro fruto da castanheira, se desprender da árvore e atingir pessoas. Nem capacetes, nem malhas metálicas para o manuseio de facas ou qualquer outro tipo de equipamento de proteção eram fornecidos pelos empregadores. Além de André Roston, que coordenou a ação junto com a também auditora fiscal Márcia Ferreira Murakami, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia, também participaram os auditores João Ricardo Dias Teixeira, Júlio César Cardoso da Silveira, Marco Aurélio Peres; o procurador Rogério Rodrigues de Freitas da Procuradoria Regional do Trabalho de Bauru; e os policiais federais Camila Pinheiro Simmer e Fabiano Ignacio de Oliveira, da 11ª Delegacia; Júlio de Melo Arnaut, da 2ª Delegacia; Ruan Cleber Torres Cruz, 4ª Delegacia; Wandercleysson de A. Souzada da 1ª Delegacia; e Willian Pascoal Pereira da 14ª Delegacia. * Matéria produzida com apoio da Fundação Rosa Luxemburg O que é Abuso Sexual? O abuso sexual ocorre quando existe um jogo, ou até mesmo o ato sexual, entre pessoas de sexo diferente, (ou do mesmo sexo), em que o agente abusador já tem experiência, e visa sua satisfação sexual. Estas práticas geralmente são impostas às crianças ou adolescentes, através de violência física, ameaças, ou em alguns casos, induzindo-as, convencendo-as. com uso de violência ou ameaça: induzindo, convencendo: No abuso sexual, a criança é despertada para o sexo precocemente, de maneira deturpada, traumática, ficando com marcas para o resto da vida, podendo desenvolver comportamentos patológicos como aversão a parceiros do mesmo sexo do abusador ou, por outra, promiscuidade e uma sexualidade descontrolada, entre outros. A criança ao ser abusada sexualmente é desrespeitada como pessoa humana, tem seus Direitos violados, e o pior: na maioria das vezes, dentro de seu próprio lar, por quem tem a obrigação de protegê-la. As marcas, as conseqüências do abuso sexual podem ser físicas ou psicológicas. Geralmente ficam as duas. O abuso sexual pode se dar de várias formas, e com ou sem contato físico. Você tem direito a viver uma vida livre de toda e qualquer forma de violência. O abusador geralmente ao praticar o abuso sexual toca fisicamente a vítima, mas pode haver abuso sexual sem o toque físico. O abusador pode tocar a vítima sob forma de carícias, tanto como um beijo, ou alisadas, seja nos seios ou em outras partes do corpo (inclusive os órgãos sexuais), às vezes chegando a manter relações sexuais: tanto vaginal quanto anal. Há muitos casos de gravidez decorrente de abuso sexual. O sexo oral é uma forma de sexo muito utilizada pelos abusadores, e transmite doenças sexualmente transmissíveis da mesma forma que o sexo vaginal e anal, o que significa também risco de contaminação pelo vírus da AIDS). Já no abuso sexual sem contato físico, alguns abusadores se limitam a olhar suas vítimas trocarem de roupa, tomarem banho, etc. É o "voyeur". Há o tipo de abusador que expõe os órgãos sexuais para suas vítimas. Este tipo tanto acontece na rua, como em casa. É o "exibicionista". Alguns abusadores vêem fitas e revistas pornográficas com suas vítimas, alegando que precisam "ensiná-las", despertando sua sexualidade de uma forma precoce e deturpada. Às vezes, nestes casos, o abusador chega a manter contatos mais íntimos, sob a desculpa que "está apenas ensinando", à vítima. ou
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    Acontece ainda comfreqüência, que o abusador "paga" à criança em dinheiro ou em doces, dá presentinhos, para que ela permita que ele a toque intimamente, abuse de seu corpo de diversas formas. Esta forma é mais utilizada nas comunidades de baixa renda. Os adultos abusadores na maioria das vezes são parentes de sangue da criança ou adolescente: (pai, irmãos, avós, tios, etc) ou parentes por afinidade:padrasto, esposo da tia, etc.) ou são simplesmente responsáveis pelos mesmos: tutor, padrinho, etc). Se você foi ou está sendo vítima de abuso sexual, precisa falar a respeito com quem pode lhe ajudar. Você pode evitar conseqüências muito graves: gravidez, AIDS, ou até a morte. Gravidez na adolescência, além de transtorno, é sempre uma gravidez com riscos. Se o abusador for pai ou outro parente, maiores os riscos de um filho com problemas de má formação congênita. Um abusador para não ser descoberto pode praticar desatinos. Previna-se. Se você é ou foi abusado(a), procure ajuda logo. Infelizmente há muitos casos de mães omissas: fingem não ver o que seus maridos ou companheiros praticam com seus (suas) filhos(as). Você pode procurar o Conselho Tutelar da localidade onde mora, o(a) Juiz(a) ou o(a) Promotor da Vara da Infância e Juventude de sua cidade, ou nos mandar um e-mail: Mas, não tenha medo. Procure ajuda. é muito importante. As conseqüências são muito graves. Fale. Bote a boca no trombone. Estamos aqui para lhe ajudar. Você não está só. NÃO TENHA MEDO É hora de falar, de dar um basta. Conseqüências do Abuso Sexual Intra-familiar As conseqüências do abuso sexual são delicadas, e ainda mais delicadas, quando o abuso é praticado por um membro da família, por quem deveria proteger a criança ou o adolescente. As vítimas crianças ou adolescentes devem ser levadas a um psicólogo assim que seus responsáveis tomam conhecimento dos fatos ocorridos. Há conseqüências do ponto de vista: psicológico (traumas), físico (doenças sexualmente transmissíveis), etc. Quanto ao aspecto psicológico, sabemos que a situação é muito delicada, principalmente nos casos em que o abusador é pai ou padrasto. Além de serem maioria, são mais delicados e difíceis de serem descobertos, pelo fato de ser o abusador uma pessoa querida, o que torna mais confuso, na cabeça da criança ou do adolescente, perceber que "aquilo" que acontece é uma violência, que aquele comportamento foge à normalidade, é uma violência, contra a criança e o adolescente. Há registros de casos de abuso, que o pai alegava com as carícias, que estava "ensinando" à criança o que era o sexo, etc. Que isso era normal. Como também há alguns pais que chegam a dizer que eles puseram a filha no mundo, então podem ser eles a desvirginá-las. Uma criança abusada sexualmente tem tido poucas saídas. Como maus-tratos a violência sexual ainda é tabus, a criança ou adolescente às vezes não tem com quem desabafar, em quem confiar, e o abuso continua acontecendo. Isto, se não houver ameaças no caso de a criança ou o adolescente falar para alguém o que lhes acontece. As ameaças mais comuns são de que se a vítima contar para alguém, o abusador a mata, bem como sua mãe e irmãos. Há vários casos com este histórico registrados na Delegacia de Repressão aos Crimes contra Crianças e Adolescentes da DPCA- Polícia Civil de Pernambuco (Recife/PE) com este mesmo histórico. Algumas vezes, a genitora da criança vítima sabe ou desconfia de que seu filho ou filha (tanto meninos quanto meninas são abusados) vem sofrendo abuso sexual por parte de seu companheiro, mas não tem coragem de enfrentar a situação, de defender seu filho ou sua filha. Continua a fazer de conta que não sabe de nada. A criança ou adolescente chega a adoecer por conta dos abusos, tanto físicos como sexuais. A criança abusada muitas vezes é também vítima de maus-tratos físicos, e termina fugindo de casa, passando a ser vítima de outras formas de violência nas ruas, na casa de parentes, ou passando a se prostituir. Há casos em que a criança fica totalmente viciada na prática sexual precoce.
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    Em muitos casosquando o abuso é descoberto, há uma outra problemática familiar a ser tratada, quando quem abusa da vítima é quem mantém a família. Muitas vezes a criança é que termina sendo acusada de ter causado a desagregação familiar. Em vez de ser o adulto apontado como culpado, muitas vezes, a criança é que termina com este sentimento de "culpa". Algumas vezes, a própria criança ou adolescente termina desmentindo o abuso sexual, na tentativa de reverter a problemática surgida no quadro familiar, na tentativa de não mais ter "a culpa" dos acontecimentos (como se fosse dela), assumindo até uma suposta mentira - o que geralmente é feito por indução de um adulto. E o abuso continua a ocorrer. Várias são as conseqüências psicológicas do abuso sexual, que influenciarão na vida sexual da vítima quando adulta, caso não se submetam a uma terapia. As conseqüências do abuso sexual do ponto de vista físico, da saúde são muito sérias, principalmente levando-se em conta as doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a AIDS, isto sem falarmos nos casos em que a vítima sofre lesões graves causadas pelo abusador. Há casos de gravidez decorrente de abuso sexual praticado pelo próprio pai ou padrasto. Nestes casos acarreta conseqüências físicas, psicológicas, sociais etc. Inclusive há registro de padrastos que engravidaram enteadas, antes que os abusos fossem descobertos, e pai que uma de suas filhas teve dois filhos seus, e a esposa, mãe da criança sabia de tudo. E calava. Caso este inclusive divulgado na imprensa do Sul do País. Um abusador sexual, é uma pessoa que não tem uma vida saudável, não se preocupando com o bem-estar da vítima, e logicamente não se preocupando com a possibilidade de transmitir as doenças que porventura tenha. E é muito fácil tê-las, uma vez que tem uma vida sexual geralmente à margem da normalidade. Portanto, podemos dizer sem receio, que o abuso sexual também coloca a vida da vítima em risco. O comportamento humano nas organizações Por Anderson Tonnera para o RH.com.br O comportamento humano dentro das organizações tem mudado ao longo dos anos e exigindo dos líderes o desenvolvimento de novas habilidades, bem como a melhoria do processo de comunicação, seja ela horizontal ou vertical. É importante que a liderança seja acima de tudo, uma posição (não apenas uma função ou cargo) e para isso, os líderes precisam entender bem o comportamento humano e atuar sobre ele de forma proativa.Os estudos nesta área são grandes, onde teóricos afirmam que o comportamento humano pode ser resultado de vários itens, desde a formação genética até a sua inserção social. A grande verdade é que não existe um único fator que determine o comportamento humano, mas sim o equilíbrio entre tais fatores. O comportamento humano é sempre reflexo da maneira pela qual ele vê a realidade que o cerca (independente do comportamento estar certo ou errado). Essa percepção é a grande responsável pela formação da cultura de um grupo ou de uma organização, pois à medida que a mesma é repetida por diversas vezes, acaba criando uma previsibilidade que remete à formação de uma cultura própria.A percepção, no entanto, nunca é exata e pura. Ela é sempre resultado de experiências que são afetadas por diversos fatores como, por exemplo, a mudança de humor e até mesmo o ambiente em que se está inserido. É importante ressaltar que a percepção sempre estará condicionada às experiências e às expectativas. Pode-se considerar que três grandes grupos são responsáveis por determinar a percepção de um indivíduo: 1 - Valores - É o conjunto de todas as crenças do indivíduo com no que se refere à relação com outras pessoas e o ambiente. É o grande responsável pela interface do indivíduo com a sociedade. 2 - Modelos Mentais - Podem ser estórias ou imagens que existem na mente do indivíduo no seu mais íntimo e que o mesmo carrega consigo no que diz respeito à sua própria existência. É como se fosse o "retrato" que ele enxerga da sua própria realidade, da realidade alheia e o seu conceito de mundo ideal. 3 - Motivos - É interessante utilizar como base o conceito de Eric Maslow da Teoria das Necessidades para entender em que estágio de necessidade o indivíduo encontra-se e, assim, entender o seu grau de percepção em relação aos fatos. Baseado na análise do comportamento humano pode-se dividir em quatro grandes grupos os indivíduos de acordo com suas características de comportamento. Abaixo a definição de cada grupo, bem como a análise de como o líder deve abordar cada grupo de forma a maximizar o desempenho e extrair o melhor de cada um de sua equipe, tendo em vista que os perfis aparecem misturados nas mais diversas equipes de trabalho: A) Catalisador - Individuo essencialmente criativo, sendo motivado por reconhecimento à autoestima. É percebido como empreendedor, convincente e vibrante pelo demais. Contudo, é considerado superficial, vaidoso e pretensioso. Tem dificuldades com disciplina e moderação. Tem uma tendência a gostar de coisas exclusivas que o diferencie dos demais. Função do Líder - Buscar a todo o momento envolver o funcionário em novas funções que exijam alto poder de criatividade e ao mesmo tempo dar constante feedback no que diz respeito à humildade e ao trabalho em equipe. B) Controlador - Indivíduo focado basicamente em resultados efetivos, sendo motivado essencialmente pela realização. É percebido como dinâmico, eficiente e objetivo. Em compensação, é percebido também como crítico, dono da verdade e "mandão". Costuma ter dificuldade em ouvir os outros e esperar a hora certa de executar algo. Função do Líder - Desenvolver no colaborador a escuta ativa mostrando a importância de ouvir, entender e praticar conceitos de terceiros. Estimular o foco em metas e objetivos direcionados ao crescimento sólido. C) Apoiador - Indivíduo com grande foco em relacionamentos, onde o convívio harmônico é sua grande fonte de motivação. É percebido como amável, compreensivo e disponível. Contudo, é percebido também como ineficiente, fingido e bonzinho demais. Tem grande dificuldade em dizer não e trabalhar com metas e objetivos. Função do Líder - Buscar desenvolver no colaborador um foco no resultado e direcionado a conquistas tangíveis. Focar no aperfeiçoamento do nível de assertividade para eliminar o rótulo que possa ser criado pelo foco em pessoas. D) Analítico - Indivíduo apagado a procedimento e normas, onde seu grande motivador é a segurança e a estabilidade. É percebido como disciplinado, sério e cuidadoso. Contudo, é visto também como confuso e perfeccionista. Num processo de decisão busca o máximo de informações possíveis para uma escolha certa. Tem grande dificuldade em tomar decisões rápidas ou que tenham algum tipo de risco. Função do Líder - Promover o aprendizado inovador e contínuo, tentando mostrar ao colaborador como pensar "fora da caixa". É importante valorizar a disciplina como sendo a forma mais apropriada de se alcançar maiores ambições. É importante ressaltar que não existe modelo ideal ou perfeito para se formar uma equipe de trabalho. Cabe ao líder identificar o perfil de cada componente da sua equipe e dentro da particularidade de cada um buscar extrair os melhores resultados de cada um, sem que os mesmos percam a sua essência. VOCÊ TEM O NÍVEL IDEAL DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL? SÉRGIO AVERBACH: TODA COMPETÊNCIA TEM QUE SER BEM DOSADA (FOTO: ÉPOCA NEGÓCIOS) . Um grupo de crianças com quatro anos de idade foi colocado em uma sala para um experimento. Cada uma podia ver à sua frente um marshmallow apetitoso. Os pesquisadores entraram na sala e disseram que se elas esperassem quatro minutos antes de comer o doce, poderiam ganhar dois dele. Algumas crianças se contiveram, outras não. Foi acompanhado o progresso delas ao longo dos anos com mais testes e os pesquisadores perceberam que as crianças capazes de esperar pelo segundo marshmallow se
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    tornaram mais confiáveise equilibradas. Elas tinham melhores notas e melhor relacionamento com os colegas em comparação às crianças impulsivas. O resultado? Elas se tornaram adultos mais bem-sucedidos.O teste do marshmallow, feito em 1960 por Walter Mischel, da Universidade de Stanford, ganhou notoriedade na década de 1990 por meio do jornalista e psicólogo Daniel Goleman. Em seus estudos sobre inteligência emocional, Goleman citou que os adultos que se tornaram bem-sucedidos, desde crianças, já tinham a capacidade de controlar seus impulsos e adiá-los por uma boa razão. E em 1995, ele publicou o best-seller "Inteligência Emocional".O assunto ganhou a capa da revista Time e Goleman tornou-se referência no assunto. Empresas e escolas de negócios começaram a prestar atenção no conceito, que segundo Goleman, se traduzia na capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos. O QI (Quociente de Inteligência) havia perdido o seu reinado para o QE (Quociente Emocional).Segundo Goleman, os bons resultados em qualquer área de atuação dependiam apenas de 20% de QI e de 80% de QE. Com essa tese ele sublinhava que a inteligência emocional seria a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Alguns anos se passaram e ela já não é mais considerada a solução de todos os problemas, segundo Sérgio Averbach, presidente da Korn/Ferry Internacional para a América Latina. “Inteligência emocional foi muito valorizada há dez, vinte anos. Nesse período foi considerada a competência mais importante, a que seria a solução de todos os problemas. Não é”, afirmou.Ao leitor mais impulsivo, acalme-se. Ela continua sendo de extrema importância, mas agora faz parte de um conjunto muito maior. “É um repertório, um conjunto. Faz parte dos grupos de competências. Um grupo é o de competências emocionais e o segundo é o grupo de competências de influência”, diz. Em conversa com Época NEGÓCIOS, Averbach explicou como é vista a inteligência emocional nas empresas no século XXI. Confira. Qual é a importância da inteligência emocional nas empresas? Nos últimos anos, os nossos estudos mostram que inteligência emocional é um pilar de sustentação para profissionais que tem um impacto importante em resultados. O primeiro indicador de inteligência emocional é perceber se o profissional tem uma auto- avaliação precisa. Ele precisa ter a capacidade de se enxergar como ele realmente é ou o mais próximo do que realmente é. Outro indicador é a compostura. A capacidade de lidar com situações difíceis mantendo o eixo. Não significa ser frio, não significa não ter reação. Significa conseguir manter a calma ou a relativa calma, o controle das emoções, para conseguir ter raciocínio e tomar as ações necessárias com a intensidade necessária. Como atingir essa intensidade necessária? Mais de 90% da população pensa que é importante ter uma determinada competência. Quanto mais competência você tem, melhor você é. Quanto mais você usa essa competência, melhor é. Intuitivamente, isso parece verdade. Não é. Os dois são ruins, tanto para mais, quanto para menos. Toda competência tem o ponto ideal. Como se mede o exagero? Pela frequência do uso e pela energia que a pessoa coloca. Vamos pensar em inteligência emocional. Para menos, a pessoa não tem equilíbrio emocional, perde as estribeiras. Em uma situação de crise, sai gritando. E quem não tem muita inteligência emocional parece ter tanto controle que não demonstra emoção. Parece feito de gelo, não tem empatia. Outro exemplo é o follow-up. Em qualquer profissão é importante fazer follow-up. Existe um ponto certo e uma técnica correta. A pessoa que faz para menos, a consequência é que as coisas não acontecem, não há resultados. Se ela faz para mais, logo já questiona “Você já fez isso, você já escreveu?”. A pessoa não dá nem tempo para os seus colegas chegarem ao escritório e refletirem sobre o assunto. Humildade é outro exemplo. Humildade de menos projeta uma pessoa arrogante, humildade demais, a pessoa não consegue se impor. Você citou que inteligência emocional não é mais tão importante quanto as pessoas imaginavam. Por quê? Ela continua sendo importantíssima e fundamental. Mas ela não é importante sozinha como se pensava antigamente. Esse conceito foi interpretado como a tábua da salvação há dez, vinte anos para a resolução de todos os problemas. Inteligência emocional continua sendo um pilar, mas não é a solução de todas as questões. É um repertório, um conjunto. Faz parte dos grupos de competências. Um grupo é o de competências emocionais [na tabela abaixo] e o segundo é o grupo de competências de influência. O que significa esse último grupo? É aprender como influenciar pessoas, e influenciar para o bem. Entenda que influenciar é diferente de manipular. Depois de entender como influenciar, é preciso saber como tomar a decisão e isso implica em como buscar a informação. Tem gente que busca a informação dizendo apenas “Nós vamos por aqui”. E as pessoas perguntam “Como você decidiu que iríamos por esse caminho?”, “Pela minha experiência”, esse líder responde. As pessoas se acham as donas da verdade e muitas vezes levam a empresa à falência por conta disso. Ou leva a morte da pessoa, se for um médico. Já viu filmes de pronto-atendimento? Os médicos conversam o tempo todo. O profissional que trouxe o paciente na ambulância já reporta tudo ao médico quando chega. Em uma empresa é a mesma coisa. Quanto mais importante é a decisão, quanto maior impacto terá no resultado, mais o líder precisa ir atrás das informações. Assédio Moral O assédio moral está ligado à idéia de humilhação, isto é, com o sentimento de ser ofendido, menosprezado, rebaixado, constrangido, etc. A pessoa que é vítima de assédio moral se sente desvalorizada e envergonhada.No ambiente de trabalho o assédio moral pode ser identificado por humilhações constantes, geralmente provocados por um chefe ou superior na escala hierarquica, que levam à uma degradação das condições de trabalho. A vítima, com medo de perder o emprego, se sente de mãos atadas diante das hostilidades acaba se submetendo ao rebaixamento. Os colegas de trabalho também amedrontados, aderem à um pacto de tolerância e silêncio deixando a vítima cada vez mais isolada e sem ter a quem recorrer.Em grande parte dos casos o assédio moral tem como objetivo criar uma situação insustentável, pressionando o empregado para que ele peça demissão. Segundo a advogada trabalhista Sílvia Helena Soares “para não arcar com as despesas trabalhistas, o empregador cria um ambiente insuportável e assim o funcionário acaba pedindo demissão". Como identificar: O trabalhador:  é isolado dos demais colegas;  é impedido de se expressar sem justificativa;  é fragilizado, ridicularizado e menosprezado na frente dos colegas;  é chamado de incapaz;  se torna emocional e profissionalmente abalado, o que leva à perder a auto-confiança e o interesse pelo trabalho;  se torna mais propenso a doenças;  é forçado a pedir demissão. O agressor:  age através de gestos e condutas abusivas e constrangedoras;  busca inferiorizar, amedrontar, menosprezar, difamar, ironizar, dá risinhos, suspiros, e faz brincadeiras de mau gosto;  ignora, não comprimenta e é indiferente à presença do outro;  dá tarefas sem sentido e que jamais serão utilizadas;
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     controla otempo de idas ao banheiro, impõe horários absurdos de almoço, etc. O que NÃO é assédio moral no trabalho Há algumas situações que podem ser confundidas com assédio moral: ♦ Situações eventuais A principal diferença entre assédio moral e situações eventuais de humilhação, comentário depreciativo ou constrangimento contra o trabalhador é a frequência, ou seja, para haver assédio moral é necessário que os comportamentos do assediador sejam repetitivos. Um comportamento isolado ou eventual não é assédio moral, embora possa produzir dano moral. ♦ Exigências profissionais Todo trabalho apresenta certo grau de imposição e dependência. Assim, existem atividades inerentes ao contrato de trabalho que devem ser exigidas ao trabalhador. É normal haver cobranças, críticas construtivas e avaliações sobre o trabalho e/ou comportamento específico feitas de forma explícita e não vexatória. Porém, ocorre o assédio moral quando essas imposições são direcionadas para uma pessoa de modo repetitivo e utilizadas com um propósito de represália, comprometendo negativamente a integridade física, psicológica e até mesmo a identidade do indivíduo. ♦ Conflitos Em um conflito, as repreensões são faladas de maneira aberta e os envolvidos podem defender a sua posição. Contudo, a demora na resolução de conflitos pode fortalecê-los e, com o tempo, propiciar a ocorrência de práticas de assédio moral. Algumas situações, como transferências de postos de trabalho; remanejamento do trabalhador ou da chefia de atividades, cargos ou funções; ou mudanças decorrentes de prioridades institucionais, são exemplos que podem gerar conflitos, mas não se configuram como assédio moral por si mesmas. ♦ Más condições de trabalho Trabalhar em um espaço pequeno, com pouca iluminação e instalações inadequadas não é um ato de assédio moral em si, a não ser que um trabalhador (ou um grupo de trabalhadores) seja tratado dessa forma e sob tais condições com o objetivo de desmerecê-lo frente aos demais.É uma forma de violência no trabalho que consiste na exposição prolongada e repetitiva dos trabalhadores a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes, praticadas por uma ou mais pessoas. Ocorre por meio de comportamentos com o objetivo de humilhar, ofender, ridicularizar, inferiorizar, culpabilizar, amedrontar, punir ou desestabilizar emocionalmente os trabalhadores, colocando em risco a sua saúde física e psicológica, além de afetar o seu desempenho e o próprio ambiente de trabalho.O assédio pode assumir tanto a forma de ações diretas (acusações, insultos, gritos, humilhações públicas) quanto indiretas (propagação de boatos, isolamento, recusa na comunicação, fofocas e exclusão social). Porém, para que sejam caracterizadas como assédio, essas ações devem ser um processo frequente e prolongado. Alguns dos objetivos do assédio: ♦ Desestabilizar emocional e profissionalmente o indivíduo; ♦ Pressioná-lo a pedir demissão; ♦ Provocar sua remoção para outro local de trabalho; ♦ Fazer com que se sujeite passivamente a determinadas condições de humilhação e constrangimento, a más condições de trabalho etc. As práticas de assédio moral podem se dar tanto do chefe para seu(s) subordinado(s) (assédio descendente), como do(s) subordinado(s) para seu(s) superior(es) (assédio ascendente), entre os colegas de trabalho, ou podem ser mistas, isto é, entre superiores, colegas e/ou subordinados.As ações decorrem das relações interpessoais e/ou do assédio organizacional (quando a própria organização incentiva e/ou tolera as ocorrências).O assédio nem sempre é intencional. Às vezes, as práticas ocorrem sem que os agressores saibam que o abuso de poder frequente e repetitivo é uma forma de violência psicológica. Porém, isso não retira a gravidade do assédio moral e dos danos causados às pessoas, que devem procurar ajuda para cessar o problema. Considerações sobre a vítima As vítimas de assédio moral não são necessariamente pessoas frágeis ou que apresentam qualquer transtorno. Muitas vezes elas têm características percebidas pelo agressor como ameaçadoras ao seu poder. Por exemplo, podem ser pessoas que reagem ao autoritarismo do agressor ou que se recusam a submeter-se a ele. Além desses casos, as vítimas são frequentemente identificadas em grupos que já sofrem discriminação social, tais como mulheres, homossexuais, pessoas com deficiências, idosos, minorias étnicas, entre outros. Existe diferença entre assédio moral interpessoal e assédio moral organizacional? Sim. No assédio moral interpessoal, a finalidade está em prejudicar ou eliminar o trabalhador na relação com o(s) outro(s), enquanto no assédio moral organizacional o propósito é atingir o trabalhador por meio de estratégias organizacionais de constrangimento com o objetivo de melhorar a produtividade e reforçar o controle.Em alguns casos, o assédio moral organizacional ocorre com o objetivo de forçar o trabalhador indesejável a pedir demissão, o que evita custos à organização (como não pagar multas rescisórias). Esse tipo de assédio se dá por meio de práticas abusivas, tais como cobranças exageradas e persistentes ou o estabelecimento de metas abusivas e crescentes por parte de gestores ou representantes da organização, com o intuito de alcançar objetivos organizacionais, por exemplo. A solidariedade é um dos principais valores humanos. Em um mundo cada vez mais violento e individualizado, a escola e o corpo docente tem o dever de tentar promover uma reflexão com os alunos sobre os valores humanos, que andam esquecidos pela maioria da sociedade, especialmente pelos jovens. Esse tipo de reflexão pode ser feita por qualquer professor, seja qual for sua formação.A sociedade atual tem produzido indivíduos que não possuem apreço e respeito à vida. A violência não tem como autores somente criminosos de classes excluídas, existem pessoas de camadas sociais elevadas que promovem deploráveis atos dessa natureza. Diante dessa realidade, os educadores podem trabalhar temas em sala como o respeito à: vida, natureza, raças, etnias, cultura, origem, entres outras; destacando que as pessoas são diferentes, mas que cada uma possui sua identidade e carrega consigo uma história de vida. Outro tema a ser abordado é a equidade, termo que está vinculado à igualdade e justiça entre todas as camadas sociais, até porque grande parte das constituições dos países espalhados pelo mundo afirma que todos são iguais perante a lei.O educador deve reforçar ainda acerca da responsabilidade social, destacando que toda pessoa tem seu dever na sociedade, e que pode contribuir com a melhoria da mesma por meio de atitudes construtivas, tais como preservação do patrimônio público e privado, trabalho voluntário, etc. Outro valor humano que deve ser constantemente abordado é a solidariedade, esse é um ato que demonstra amor fraternal àqueles que necessitam, é feito sem esperar nada em troca. Seu objetivo é conseguir ajudar alguém que precisa.A honestidade é outro valor humano esquecido pelas pessoas, diante disso, o professor tem a incumbência de determinar que ser honesto nos leva à retidão, e essa nos proporciona paz.
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    Juntamente com todosos valores citados, podemos ainda acrescentar a ética, expressão que possui diversos significados, mas todos ligados ao modo correto de um ser humano proceder em sua vida, respeitando a si e a sociedade.Por Eduardo de Freitas Equipe Brasil Escola A ‘falta de valores’ da sociedade atual e suas oportunidades Muito se fala sobre a atual ‘falta de valores’ da sociedade e suas conseqüências. Alguns chegam a construir teorias, outros a protestar por uma sociedade ‘com mais valores’. Questionam-se investidores inescrupulosos, cujos produtos desmoronam economias de uma vida inteira de aposentados ingênuos. Alega-se que a própria vida não tem mais valor e que esta é trocada por um par de Nikes em assaltos à mão armada. Nossas crianças, mais bem informadas e rápidas não tocam mais nos livros, não conseguem manter a atenção focada por 15 min. e, mesmo assim, nos deixam sem palavras com argumentos arrecadados na internet (e na sua velocidade). Seria a decadência social? Precisaríamos retornar à sociedade de valores, cujo cuidado pelo ser humano na mais profunda ética de Kant garantiria condições mínimas de uma vida digna a todos os cidadãos? Seria isso possível? Ou a mudança é um fato, com o qual nós e nossas organizações devem aprender a lidar?Antes de discutirmos ‘valores’ é importante analisarmos melhor o que este termo significa. Neste contexto, valores indicam normas sociais informais e amplamente aceitas que orientam o comportamento individual. E por ‘perda de valores’ geralmente nos referimos à falta de previsibilidade do comportamento individual somada a comportamentos que venham a agredir o ser de alguma forma, hoje ou amanhã. Exemplos são a falta de respeito, a agressão por picuinhas, a priorização econômica em relação ao ser humano, etc.Na sociedade pré- moderna valores tinham uma função bem determinada. A família, como núcleo social, era planejada e montada, através de casamentos arranjados, em um contexto repleto de ‘valores’. A função da família era, ao mesmo tempo, legal, econômica, política, educacional, etc. As relações familiares compunham as possibilidades políticas de cada membro, através da influência. Aspectos legais eram tratados de formas distintas entre famílias e a economia era profundamente direcionada pelos sobrenomes. Neste contexto, os ‘valores’, as normas sociais, como por exemplo o casamento arranjado entre membros da mesma classe, eram aspectos indispensáveis para que a sociedade funcionasse corretamente.Com a sociedade moderna, estas funções foram extraídas do núcleo familiar. A economia criou sua própria dinâmica e qualquer um, homem ou mulher, pode participar do sistema econômico uma vez que estejam dispostos a obedecer suas leis. A diferenciação de partidos políticos e do sistema democrático extraiu (talvez não seja o caso do Brasil ainda) a função política da família e, da mesma forma que a economia, todos temos a possibilidade de participar no sistema político sob suas próprias regras. A educação hoje, em grande parte, é assumida por instituições escolares e a justiça assume o papel de julgar o que é legal ou ilegal. E assim, gradativamente, sistemas diferentes emergiram, esvaziando as funções do núcleo familiar. E isso garantiu o que hoje conhecemos por ‘casamento por amor’. Esse é o lado bom. Com isso, a sociedade moderna não necessita mais de ‘valores’ para seu adequado funcionamento. Cada função agora é absorvida por um sistema distinto e nós experenciamos aquilo que chamamos de ‘falta de valores’. Esta experiência está sobretudo ligada ao esvaziamento do indivíduo como unidade indivisível. Sim, porque no trabalho operamos economicamente, perante à lei, legalmente, na política, politicamente. E a falta de hierarquia entre estes sistemas nos coloca em cheque, pois correntemente nos defrontamos com decisões econômicas que contradizem nossas convicções políticas ou religiosas. Sentimo- nos cindidos e nos obrigamos a justificar tais atos. Sentimo-nos ‘sem valores’, ‘sem ética’, ‘sem moral’, pois não existem mais normas únicas capazes de orientar nosso comportamento nas diferentes situações cotidianas. E consultórios psicológicos e psiquiátricos se enchem. É importante, todavia, observar que essa evolução não é reversível. Na evolução social, a diferenciação funcional dos sistemas provou-se uma solução melhor do que o uso dos antigos ‘valores’, completamente ambíguos. Todos concordamos que o dinheiro facilitou a vida, quando comparamos a economia ao escambo. Todos concordamos que a democracia é melhor que a política de influência familiar. Todos concordamos que a liberdade religiosa é melhor que a igreja como instituição política única. E isso significa que o tão falado ‘retorno de valores’ não tem sentido. Mas isso também significa que, sim, é provável que, enquanto a justiça não interfira traçando e executando corretamente a diferença entre legal e ilegal, veremos mais assassinatos por relógios e sapatos de marca. Pois a economia exige dinheiro e a família, esvaziada, não é capaz de suprir nem as necessidades econômicas nem justificar a ilegalidade de tais ações. Isso é trabalho da economia e da justiça, respectivamente. Essa nova estrutura social, quando acompanhada das evoluções tecnológicas sobretudo possibilitadas pela internet, apresenta um desafio para organizações. Suas ações acabam facilmente escancaradas pela transparência virtual (vide Wikileaks). E nessa sociedade orientada por funções, organizações, como indivíduos, são frequentemente deparadas com situações paradoxais, nas quais decisões econômicas contradizem decisões ambientais ou políticas. E para sobreviverem, organizações são obrigadas a sucumbir ao paradoxo, sem a chance de se orientar por ‘valores sociais perdidos’. Não podem nem mais justificar seus atos com estes valores. Ou será que conseguiríamos justificar usinas atômicas no Japão de alguma forma? Sem podermos alegar uma ‘mudança de valores’ mas sim uma dissolução da função, da necessidade destes, julgo que temos sim que trabalhar para que cada sistema, político, econômico, legal etc. cumpra sua função de forma transparente e clara. Além disso, creio que essa evolução também oferece oportunidades sem precedentes, vide o sucesso de cruzeiros marítimos para homossexuais. Com certeza, aquelas organizações que internalizarem as mudanças sociais e tecnológicas hoje terão um diferencial amanhã. Não se trata de retornar aos valores, mas de lidar com as diversas facetas da sociedade atual de forma transparente, reconhecendo nesta mudança novos mercados!