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ELABORAÇÃO DE PROJETOS
E TECNOLOGIA EDUCACIONAL
ROSÂNGELA NERES ARAÚJO DA SILVA
ENTRE O SENSO COMUM E A PRÁTICA ACADÊMICA:
PROBLEMATIZANDO O CONHECIMENTO
No contexto da história da humanidade, podemos encontrar várias
formas de pensamento, que se constituem em verdades para
determinada época, que, com o passar do tempo, transformam-se,
desaparecem ou mesmo se fixam como verdades absolutas. Nestes
termos precisamos indagar se a ciência se constitui uma verdade,
que tipo de verdade, qual a relação da ciência com os sujeitos do
conhecimento, e como estes podem interferir na constituição de
uma ciência. Neste sentido, importa indagar: É possível uma ciência
não ideológica na sociedade do capital?
ENTÃO, O QUE É CIÊNCIA?
Etimologicamente, o termo “ciência” provém do verbo latim Scire
que significa aprender, conhecer. Essa definição, contudo, não é
suficiente para diferenciar a ciência de outras atividades que
envolvem processos de aprendizagem e conhecimento. A
logicidade da ciência advém da observação racional e sistemática,
a partir do controle dos fatos, nas suas experimentações e
explicações metódicas. A dimensão técnica se traduz nos processos
de manipulação dos fenômenos que são objetos de observação e
interpretação.
Nesse sentido, a ciência se caracteriza por ser um conjunto de
atividades racionais, direcionadas para sistematizar o conhecimento
devidamente delimitado, medido, calculado e verificado. Lakatos &
Marconi (2003) acrescentam que a ciência é “um conjunto de
proposições logicamente correlacionados sobre o comportamento
de certos fenômenos que se deseja estudar”.
Vamos testar: Ao decidir pela seleção do PROFLETRAS, de que
modo você se preparou para os exames? Que materiais utilizou?
Que conhecimentos foram priorizados na sua preparação?
A CIÊNCIA SE CONSTITUI EM VERDADE ABSOLUTA?
A ciência, sob a dimensão da universalidade, é apenas uma
concepção. Pode ser concebida como um conhecimento racional
que usa métodos, e como um sistema conceptual, não se constitui
de verdades e certezas absolutas e eternas. Ela é certa e ao
mesmo tempo provável e deve estar sempre pronta a ser
questionada e a resistir ou não a prova.
A ciência nasceu da desconfiança dos sentidos, e é formada de
palavras, “teoria” e “hipóteses”. Na verdade, todas as teorias não
passam de hipóteses, estas, quanto mais testadas, confirmadas ou
negadas se firmam ou não como teoria.
Testemos: Observe ao seu redor e veja os objetos que o cercam.
Quais deles ainda mantêm a naturalidade? Ou seja, não tiveram a
ação transformadora das pessoas.
Com efeito, a revolução tecnológica da era contemporânea,
chamada de pós-moderna, requer pessoas muito mais instruídas e
treinadas, aptas a desempenharem suas atividades de forma
integral e não segmentada. A automação tende a descartar o
trabalho desqualificado, concentrando a produção e a riqueza nas
sociedades mais desenvolvidas, com maiores níveis de processo
produtivo e trabalho qualificado, deixando os países menos
desenvolvidos como consumidores de tecnologia. Daí procede a
necessidade de formação especializada e formas de instrução que
a todo instante se impõem ao indivíduo através de exigências de
trabalho e processos de competição.
CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DA CIÊNCIA
1. Objetividade: descreve a realidade do objeto.
2. Racionalidade: baseada na razão e não em impressões.
3. Sistematicidade: constrói sistemas de ideias organizadas.
4. Generabilidade: elabora normas gerais para um mesmo objeto
em investigação.
5. Verificabilidade: demonstra a veracidade das informações.
6. Falibilidade: reconhece a capacidade de refutação.
REFERÊNCIAS:
 ARAÚJO, N. M. S. A avaliação de objetos de aprendizagem para
o ensino de língua portuguesa: análise de aspectos tecnológicos
ou didático-pedagógicos? In: ARAÚJO, J.; ARAÚJO, N. Ead em
tela: docência, ensino e ferramentas digitais. Campinas: Pontes,
2013.
 LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade.
Fundamentos de metodologia Científica. 3ª ed. rev. ampl. São
Paulo: Atlas, 2003.
 JAPIASSU, Hilton. As paixões da ciência: estudo de história das
ciências. São Paulo: Letras e Letras, 1991.

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Profletras - slides1

  • 1. ELABORAÇÃO DE PROJETOS E TECNOLOGIA EDUCACIONAL ROSÂNGELA NERES ARAÚJO DA SILVA
  • 2. ENTRE O SENSO COMUM E A PRÁTICA ACADÊMICA: PROBLEMATIZANDO O CONHECIMENTO No contexto da história da humanidade, podemos encontrar várias formas de pensamento, que se constituem em verdades para determinada época, que, com o passar do tempo, transformam-se, desaparecem ou mesmo se fixam como verdades absolutas. Nestes termos precisamos indagar se a ciência se constitui uma verdade, que tipo de verdade, qual a relação da ciência com os sujeitos do conhecimento, e como estes podem interferir na constituição de uma ciência. Neste sentido, importa indagar: É possível uma ciência não ideológica na sociedade do capital?
  • 3. ENTÃO, O QUE É CIÊNCIA? Etimologicamente, o termo “ciência” provém do verbo latim Scire que significa aprender, conhecer. Essa definição, contudo, não é suficiente para diferenciar a ciência de outras atividades que envolvem processos de aprendizagem e conhecimento. A logicidade da ciência advém da observação racional e sistemática, a partir do controle dos fatos, nas suas experimentações e explicações metódicas. A dimensão técnica se traduz nos processos de manipulação dos fenômenos que são objetos de observação e interpretação.
  • 4. Nesse sentido, a ciência se caracteriza por ser um conjunto de atividades racionais, direcionadas para sistematizar o conhecimento devidamente delimitado, medido, calculado e verificado. Lakatos & Marconi (2003) acrescentam que a ciência é “um conjunto de proposições logicamente correlacionados sobre o comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar”. Vamos testar: Ao decidir pela seleção do PROFLETRAS, de que modo você se preparou para os exames? Que materiais utilizou? Que conhecimentos foram priorizados na sua preparação?
  • 5. A CIÊNCIA SE CONSTITUI EM VERDADE ABSOLUTA? A ciência, sob a dimensão da universalidade, é apenas uma concepção. Pode ser concebida como um conhecimento racional que usa métodos, e como um sistema conceptual, não se constitui de verdades e certezas absolutas e eternas. Ela é certa e ao mesmo tempo provável e deve estar sempre pronta a ser questionada e a resistir ou não a prova.
  • 6. A ciência nasceu da desconfiança dos sentidos, e é formada de palavras, “teoria” e “hipóteses”. Na verdade, todas as teorias não passam de hipóteses, estas, quanto mais testadas, confirmadas ou negadas se firmam ou não como teoria. Testemos: Observe ao seu redor e veja os objetos que o cercam. Quais deles ainda mantêm a naturalidade? Ou seja, não tiveram a ação transformadora das pessoas.
  • 7. Com efeito, a revolução tecnológica da era contemporânea, chamada de pós-moderna, requer pessoas muito mais instruídas e treinadas, aptas a desempenharem suas atividades de forma integral e não segmentada. A automação tende a descartar o trabalho desqualificado, concentrando a produção e a riqueza nas sociedades mais desenvolvidas, com maiores níveis de processo produtivo e trabalho qualificado, deixando os países menos desenvolvidos como consumidores de tecnologia. Daí procede a necessidade de formação especializada e formas de instrução que a todo instante se impõem ao indivíduo através de exigências de trabalho e processos de competição.
  • 8. CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DA CIÊNCIA 1. Objetividade: descreve a realidade do objeto. 2. Racionalidade: baseada na razão e não em impressões. 3. Sistematicidade: constrói sistemas de ideias organizadas. 4. Generabilidade: elabora normas gerais para um mesmo objeto em investigação. 5. Verificabilidade: demonstra a veracidade das informações. 6. Falibilidade: reconhece a capacidade de refutação.
  • 9. REFERÊNCIAS:  ARAÚJO, N. M. S. A avaliação de objetos de aprendizagem para o ensino de língua portuguesa: análise de aspectos tecnológicos ou didático-pedagógicos? In: ARAÚJO, J.; ARAÚJO, N. Ead em tela: docência, ensino e ferramentas digitais. Campinas: Pontes, 2013.  LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia Científica. 3ª ed. rev. ampl. São Paulo: Atlas, 2003.  JAPIASSU, Hilton. As paixões da ciência: estudo de história das ciências. São Paulo: Letras e Letras, 1991.