ESTADO DO MARANHÃO
                       Prefeitura Municipal de Açailândia
                       Secretaria Municipal de Educação
                  Departamento de Ensino e Apoio Pedagógico




            Área de conhecimento – Geografia


ITRODUÇÃO


A Proposta Curricular de Geografia da Educação de Jovens e Adultos – EJA, propõe
um trabalho pedagógico que tem por objetivo a ampliação das capacidades dos
alunos do Ensino Fundamental para observar, conhecer, explicar, comparar             e
representar as características físicas - humanas de diferentes espaços. Para isso, faz
necessário trabalhar os eixos temáticos de Geografia segundo com os Parâmetros
Curriculares Nacionais.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (2001), a Geografia é uma área
do conhecimento comprometida em tornar o mundo compreensível para os           alunos,
na busca de um ensino que lhes     permita a conquista da cidadania brasileira. Deste
modo, proporciona a possibilidade de compreender o mundo a partir da própria realide
de .
Nesse novo paradigma, a geografia tradicional deu lugar á geografia crítica          e
participativa, onde já não basta apenas explicar o mundo, mas transformá-lo.
Assim, poderão relacionar e trabalhar com diferentes noções espaciais e    temporais,
bem como com os fenômenos sociais, culturais e naturais característicos de cada
paisagem, permitindo uma compreensão processual e dinâmica na compreensão do
estudo e da análise do espaço geográfico.
Nesse sentido, a proposta curricular do município deve ser elaborada com    diferentes
abordagens, na intenção de oferecer ao professor um leque maior de ideias      veincula
das, ás expectativas de aprendizagens da disciplina para garantir aos educandos
uma educação de qualidade.

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2. CONCEPÇÃO TEÓRICA




O ENSINO DA GEOGRAFIA: Contextualização histórica


A geografia foi introduzida nas escolas com o objetivo de contribuir para a formação
dos cidadãos, a partir da difusão da ideologia do nacionalismo patriótico. A geografia
estava ligada aos interesses políticos e econômicos do Estado - nação. Nas escolas
trabalhavam a estruturação mecânica dos fatos, fenômenos e acontecimentos
divididos em aspectos físicos, aspectos humanos, aspectos econômicos, de modo a
fornecer aos alunos uma descrição das áreas estudadas, sejam de um país, de uma
região ou de um continente.
O aspecto teórico e metodológico da geografia nessa época estava ligado à ideologia
do nacionalismo patriótico, ou seja, o patriotismo verdadeiro, esclarecido e inteligente
segundo os seus precursores que faziam uma geografia de propaganda do espaço.
Trabalhava-se com a região natural e o fator humano de cunho descritivo.
As metodologias e as teorias da geografia tradicional tornaram-se insuficientes para
trabalhar em sala de aula com a complexidade do espaço geográfico e não garantia a
participação ativa do aluno na edificação do saber geográfico. As simples descrições
tornaram-se insuficientes. A realidade tornou-se muito complexa pós-1945 e não
permitia explicação com uma visão neutra. Os fatos tinham raízes históricas e não
eram tão espontâneos como alguns estudiosos acreditavam.
A partir dos anos 60, sob influência das “teorias Marxistas” o centro da preocupação
da Geografia     passa a ser as relações      sobre a sociedade, trabalho, natureza,
apropriação dos lugares e territórios ganham espaço na geografia através do caráter
de denúncias e lutas sociais. Não bastava explicar o mundo, era necessário
transformá-lo.
É inegável a contribuição do marxismo para o aluno compreender e explicar o
processo de produção do espaço e assim, compreender as desigualdades na
distribuição da renda, significava contemplar questões como relações sociais de
produção, modos de produção, meios de produção, forças produtivas, formação social
e desigualdades sociais. Quando nos propomos a estudar, de forma marxista,

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partindo da base materialista e histórica, atentos para gênese e desenvolvimento
espacial, conseguimos vislumbrar as contradições existentes dentro desse processo,
principalmente se o foco estiver nas questões sociais.
Assim trabalha-se dentro da dialética, onde a cada pergunta que se faz, vai se
formando outras, tão dinâmicas quanto às mudanças sociais, claro que dentro desse
contexto sempre se tem um objetivo, mas esse movimento contraditório propicia
novos olhares e diferentes tipos de respostas que vai muito além da aparência tão
criticada por esse método.
O processo de ensino irá depender do caráter individual do professor, como ele se
relaciona com o caráter individual do aluno. O professor assume a função de
facilitador da aprendizagem. O aluno deve responsabilizar-se pelos objetivos
referentes à aprendizagem, que tem significado para ele, e que, portanto são os mais
importantes. As qualidades do professor são: autenticidade, compreensão empática e
apreço.
A experiência pessoal e subjetiva é o fundamento sobre o qual o conhecimento é
construído. É atribuído ao sujeito papel central e primordial na elaboração e criação do
conhecimento. O conhecimento é inerente à atividade humana. O ser humano tem
curiosidade natural para o conhecimento. Essa proposta é muito próxima do ciclo de
formação humana, pois leva em conta a diversidade do aluno e aluna, seu
desenvolvimento cognitivo e o seu tempo para aprendizagem e desenvolvimento de
conteúdos, habilidades ou competências.
A tendência é a geografia utilizar diferentes concepções teóricas metodológicas de
acordo com o seu objeto de estudo e conteúdo. Assim como trabalhos
interdisciplinares com outros campos do saber. As inovações teóricas e metodológicas
são um estímulo à produção de novos modelos didáticos.
Qualquer recurso didático que se queira utilizar exige que o professor tenha
referenciais teóricos e metodológicos da sua ciência que irão influenciar o
planejamento do curso e da aula. Os pressupostos teóricos e metodológicos são
importantes para a análise geográfica.
O professor de geografia deve buscar práticas pedagógicas relevantes como:
identificação, leitura da paisagem, observação, interação, problematização, registro,
descrição, documentação, representação, pesquisas, hipóteses, explicação para
construir, desenvolver conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais.

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3. CONCEITOS PROGRAMÁTICOS E EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGENS


Obs.: “ Os assuntos do bimestre estão na planilha de planejamento.”




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Produção inicial proposta eja 2012

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    ESTADO DO MARANHÃO Prefeitura Municipal de Açailândia Secretaria Municipal de Educação Departamento de Ensino e Apoio Pedagógico Área de conhecimento – Geografia ITRODUÇÃO A Proposta Curricular de Geografia da Educação de Jovens e Adultos – EJA, propõe um trabalho pedagógico que tem por objetivo a ampliação das capacidades dos alunos do Ensino Fundamental para observar, conhecer, explicar, comparar e representar as características físicas - humanas de diferentes espaços. Para isso, faz necessário trabalhar os eixos temáticos de Geografia segundo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (2001), a Geografia é uma área do conhecimento comprometida em tornar o mundo compreensível para os alunos, na busca de um ensino que lhes permita a conquista da cidadania brasileira. Deste modo, proporciona a possibilidade de compreender o mundo a partir da própria realide de . Nesse novo paradigma, a geografia tradicional deu lugar á geografia crítica e participativa, onde já não basta apenas explicar o mundo, mas transformá-lo. Assim, poderão relacionar e trabalhar com diferentes noções espaciais e temporais, bem como com os fenômenos sociais, culturais e naturais característicos de cada paisagem, permitindo uma compreensão processual e dinâmica na compreensão do estudo e da análise do espaço geográfico. Nesse sentido, a proposta curricular do município deve ser elaborada com diferentes abordagens, na intenção de oferecer ao professor um leque maior de ideias veincula das, ás expectativas de aprendizagens da disciplina para garantir aos educandos uma educação de qualidade. 0
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    2. CONCEPÇÃO TEÓRICA OENSINO DA GEOGRAFIA: Contextualização histórica A geografia foi introduzida nas escolas com o objetivo de contribuir para a formação dos cidadãos, a partir da difusão da ideologia do nacionalismo patriótico. A geografia estava ligada aos interesses políticos e econômicos do Estado - nação. Nas escolas trabalhavam a estruturação mecânica dos fatos, fenômenos e acontecimentos divididos em aspectos físicos, aspectos humanos, aspectos econômicos, de modo a fornecer aos alunos uma descrição das áreas estudadas, sejam de um país, de uma região ou de um continente. O aspecto teórico e metodológico da geografia nessa época estava ligado à ideologia do nacionalismo patriótico, ou seja, o patriotismo verdadeiro, esclarecido e inteligente segundo os seus precursores que faziam uma geografia de propaganda do espaço. Trabalhava-se com a região natural e o fator humano de cunho descritivo. As metodologias e as teorias da geografia tradicional tornaram-se insuficientes para trabalhar em sala de aula com a complexidade do espaço geográfico e não garantia a participação ativa do aluno na edificação do saber geográfico. As simples descrições tornaram-se insuficientes. A realidade tornou-se muito complexa pós-1945 e não permitia explicação com uma visão neutra. Os fatos tinham raízes históricas e não eram tão espontâneos como alguns estudiosos acreditavam. A partir dos anos 60, sob influência das “teorias Marxistas” o centro da preocupação da Geografia passa a ser as relações sobre a sociedade, trabalho, natureza, apropriação dos lugares e territórios ganham espaço na geografia através do caráter de denúncias e lutas sociais. Não bastava explicar o mundo, era necessário transformá-lo. É inegável a contribuição do marxismo para o aluno compreender e explicar o processo de produção do espaço e assim, compreender as desigualdades na distribuição da renda, significava contemplar questões como relações sociais de produção, modos de produção, meios de produção, forças produtivas, formação social e desigualdades sociais. Quando nos propomos a estudar, de forma marxista, 1
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    partindo da basematerialista e histórica, atentos para gênese e desenvolvimento espacial, conseguimos vislumbrar as contradições existentes dentro desse processo, principalmente se o foco estiver nas questões sociais. Assim trabalha-se dentro da dialética, onde a cada pergunta que se faz, vai se formando outras, tão dinâmicas quanto às mudanças sociais, claro que dentro desse contexto sempre se tem um objetivo, mas esse movimento contraditório propicia novos olhares e diferentes tipos de respostas que vai muito além da aparência tão criticada por esse método. O processo de ensino irá depender do caráter individual do professor, como ele se relaciona com o caráter individual do aluno. O professor assume a função de facilitador da aprendizagem. O aluno deve responsabilizar-se pelos objetivos referentes à aprendizagem, que tem significado para ele, e que, portanto são os mais importantes. As qualidades do professor são: autenticidade, compreensão empática e apreço. A experiência pessoal e subjetiva é o fundamento sobre o qual o conhecimento é construído. É atribuído ao sujeito papel central e primordial na elaboração e criação do conhecimento. O conhecimento é inerente à atividade humana. O ser humano tem curiosidade natural para o conhecimento. Essa proposta é muito próxima do ciclo de formação humana, pois leva em conta a diversidade do aluno e aluna, seu desenvolvimento cognitivo e o seu tempo para aprendizagem e desenvolvimento de conteúdos, habilidades ou competências. A tendência é a geografia utilizar diferentes concepções teóricas metodológicas de acordo com o seu objeto de estudo e conteúdo. Assim como trabalhos interdisciplinares com outros campos do saber. As inovações teóricas e metodológicas são um estímulo à produção de novos modelos didáticos. Qualquer recurso didático que se queira utilizar exige que o professor tenha referenciais teóricos e metodológicos da sua ciência que irão influenciar o planejamento do curso e da aula. Os pressupostos teóricos e metodológicos são importantes para a análise geográfica. O professor de geografia deve buscar práticas pedagógicas relevantes como: identificação, leitura da paisagem, observação, interação, problematização, registro, descrição, documentação, representação, pesquisas, hipóteses, explicação para construir, desenvolver conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais. 2
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    3. CONCEITOS PROGRAMÁTICOSE EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGENS Obs.: “ Os assuntos do bimestre estão na planilha de planejamento.” 3