Instituto Superior de Saúde do Alto Ave Licenciatura em Enfermagem 4º Ano – 1º Semestre Princípios de Administração Docente: Almerindo Domingues
Teoria Estruturalista
Objectivos : Realizar uma breve descrição dos antecedentes históricos da administração; Descrever as principais características da Teoria Estruturalista; Explicitar os percursores da Teoria Estruturalista; Explicar qual a ênfase da Teoria Estruturalista; Referir quais os aspectos positivos e negativos da Teoria Estruturalista; Explicar a funcionalidade da Teoria Estruturalista na Enfermagem.
Visão Histórica da Administração A teoria administrativa tem pouco mais de cem anos; Os sumérios (5000 a.C) já utilizavam registos escritos a respeito das suas actividades comerciais e governamentais; No séc. XVIII, a Revolução Industrial mudou profundamente a configuração do mundo: Substituição das oficinas artesanais pelas fábricas; Transferência do centro de negócios da agricultura para a indústria;
Visão Histórica da Administração Somente em 1903, Taylor escreveu o primeiro livro sobre administração, inaugurando a  teoria administrativa ; O desenvolvimento desta pode ser explicado através de três etapas distintas pelas quais passou o mundo organizacional no decorrer do séc. XX: a era industrial clássica, a era industrial neoclássica e a era da informação.
Visão Histórica da Administração Era Industrial Clássica: 1900 – 1950 Início da Industrialização Pouca mudança Previsibilidade Estabilidade e certeza Três abordagens tradicionais de administração: Administração Científica (ênfase nas tarefas ao nível do operário) Teoria Clássica e Modelo Burocrático (ênfase na estrutura organizacional) Teoria das Relações Humanas (ressalta o papel das pessoas nas organizações)
Visão Histórica da Administração Era Industrial Neoclássica: 1950 – 1990 Desenvolvimento Industrial Aumento da mudança Fim da previsibilidade Inovação Provocou a substituição dos antigos conceitos prescritivos e normativos por conceitos descritivos e explicativos na teoria administrativa.
Visão Histórica da Administração Era da Informação: Após 1990 Tecnologia da Informação Serviços Aceleração da Mudança Imprevisibilidade Instabilidade e Incerteza
Visão Histórica da Administração Ênfase na: Produtividade Qualidade Competitividade Cliente Globalização
Percursores da Teoria Estruturalista Teoria Clássica Teoria Burocrática Teoria das Relações Humanas Teoria Estruturalista
Percursores da Teoria Estruturalista Teoria Clássica:   Proposta por Taylor e Faylor, deu ênfase às tarefas e à estrutura organizacional, proporcionando uma abordagem rígida e mecanicista que considerava o homem como um apêndice da máquina, ou como um mero ocupante de um cargo dentro de uma hierarquia estritamente centralizada. A eficiência foi o objecto básico perseguido por esta teoria. O que importava era unicamente a organização formal da indústria. Esta teoria mostrou-se incompleta e parcial.
Percursores da Teoria Estruturalista Teoria das Relações Humanas: Proposta inicialmente por Mayo, a partir da experiência de Hawthorne, foi uma reacção de oposição ao tradicionalismo da Abordagem Clássica; Deu ênfase ao homem e ao clima psicológico de trabalho; As expectativas dos empregados, as suas necessidades psicológicas, a organização informal e a rede não convencional de comunicações passam a ser os componentes principais dos estudos da Administração. A liderança passa a substituir a autoridade hierárquica formal;
Percursores da Teoria Estruturalista Ao sobrevalorizar os aspectos informais e emocionais da organização, dentro de uma visão romântica e ingénua do trabalho, esta teoria também se mostrou incompleta e parcial, reforçando apenas exactamente aqueles aspectos organizacionais omitidos ou rejeitados pela teoria clássica.
Percursores da Teoria Estruturalista Teoria da Burocracia: Pretendeu dar bases de um modelo ideal e racional de organização que pudesse ser aplicado às empresas, qualquer que fosse o seu ramo de actividade; Weber descreveu as características mais importantes da organização burocrática ou racional. Porém, outros seguidores comprovaram uma série de distorções, disfunções e tensões dentro da burocracia, o que tornava crítica a sua aplicação às empresas. Apesar de representar um passo à frente da organização formal proposta pela Abordagem Clássica, a organização burocrática mostrou-se carente da flexibilidade e inovação necessárias e imprescindíveis a uma moderna em processo de contínua e acelerada mudança.
Origem da Teoria Estruturalista Necessidade de visualizar “a organização como uma unidade social complexa na qual interagem grupos sociais”; Influência do estruturalismo nas ciências sociais e a sua repercussão no estudo das organizações; Novo conceito de estrutura.
Teoria Estruturalista Estruturalismo é um método analítico e comparativo que estuda os elementos ou fenómenos com relação a uma totalidade, salientando o seu valor de posição.  O conceito de estrutura significa a análise interna de uma totalidade nos seus elementos constitutivos, sua disposição, suas inter-relações, permitindo uma comparação, pois pode ser aplicado a coisas diferentes entre si. Além do seu aspecto totalizante, o estruturalismo é fundamentalmente comparativo. Assim sendo, esta teoria preocupa-se com o todo e com o relacionamento das partes na constituição, desse mesmo todo.
Estrutura “ O todo não é de nenhuma maneira a soma das partes… Para que haja estrutura é necessário que existam entre as partes outras relações que não a simples justaposição e que cada uma das partes manifeste propriedades que resultam da sua dependência à totalidade.” Jean Viet,  Métodos Estruturalistas nas Ciências Sociais, op. Cit.,  p.8.
Estrutura “ (…)quando os elementos são reunidos na totalidade e quando as propriedades dos elementos dependem inteira e parcialmente desses caracteres da totalidade”. Assim, “toda a modificação de um elemento acarreta a modificação dos outros elementos e relações”. Jean Viet,  Métodos Estruturalistas nas Ciências Sociais, op. Cit.,  p.8.
As Organizações As organizações são concebidas como “unidades sociais (ou agrupamentos humanos) intencionalmente construídas e reconstruídas, a fim de atingir objectivos específicos. Incluem-se nesse conceito as corporações, os exércitos, as escolas, os hospitais, as igrejas e as prisões; excluem-se as tribos, as classes, os grupos étnicos, os grupos de amigos e as famílias.” As organizações são caracterizadas por um “ conjunto de relações sociais estáveis deliberadamente criadas, com a explícita intenção de alcançar objectivos ou propósitos”.
As Organizações Assim, uma organização é uma unidade social dentro da qual as pessoas alcançam relações estáveis (não necessariamente face a face) entre si, no sentido de facilitar o alcance de um conjunto de objectivos ou metas.  Deste modo, para os estruturalistas, a sociedade moderna e industrializada é uma sociedade de organizações, das quais o homem passa a depender para nascer, viver e morrer. Sendo estas altamente diferenciadas, requerem dos seus participantes determinadas características de personalidade.
As Organizações Os estruturalistas estudam as organizações através de uma análise organizacional de forma bastante ampla, conciliando a teoria clássica, a teoria das relações humanas e a teoria da burocracia.
O Homem Organizacional Flexibilidade Tolerância às frustrações Capacidade de adiar as recompensas Permanente desejo de realização
Análise das Organizações Teoria Burocrática Teoria Clássica Teoria das Relações Humanas Teoria Estruturalista
Abordagem Múltipla: Organização formal e informal Teoria Clássica Teoria das Relações Humanas Formal Informal
Abordagem Múltipla: Recompensas materiais e sociais Os estruturalistas conciliaram a teoria clássica com a teoria das relações humanas, defendendo que é necessário um equilíbrio mútuo entre elas, através de recompensas materiais e sociais, a fim de aumentar a motivação dos funcionários da organização.
Abordagem Múltipla: Diferentes enfoques da organização As organizações podem ter origem a partir de dois modelos: Modelo racional da organização; Modelo natural da organização.
Abordagem Múltipla: Os níveis da organização As organizações caracterizam-se por uma hierarquia de autoridades, isto é, pela diferença de poder: Nível institucional; Nível gerencial; Nível técnico.
Abordagem Múltipla: A diversidade das organizações Com esta metodologia pretendem aumentar o campo de análise da organização de forma a incluir diversas organizações.
Abordagem Múltipla: Análise inter-organizacional Os estruturalistas baseiam-se numa abordagem de sistema aberto e utilizam o modelo natural de organização, como base do seu estudo, criando uma abordagem múltipla através da análise de factores internos e externos.
Tipologia das Organizações Os autores Estruturalistas desenvolveram a tipologia de organizações tentando classificá-las de acordo com características distintivas.
Tipologia das Organizações Tipologia de Etzioni As organizações são unidades sociais com finalidade específica que revêem constante e auto-conscientemente as suas acções reestruturando-as mediante os resultados. As organizações atribuem recompensas e sanções que garantem a obediência às suas normas, regras e regulamentos
Tipologia das Organizações Tipologia de Etzioni As organizações classificam-se tendo em conta o uso e significado da obediência segundo: ●  Organizações coercivas ●  Organizações utilitárias  ●  Organizações normativas
Tipologia das Organizações Tipologia de Etzioni É uma tipologia muito simples e unidimensional, baseada unicamente nos tipos de controlo.
Tipologia das Organizações Tipologia de Blau e Scott As organizações deverão ser classificadas tendo em conta quem beneficia com a as mesmas. Existem quatro tipos básicos de organização: ●  Associações de benefícios mútuos ●  Organizações de interesses comerciais ●  Organizações de serviços  ●  Organização de estados
Tipologia das Organizações Tipologia de Blau e Scott Esta tipologia tal como a de Etzioni é simples e unidireccional.
Objectivos  Organizacionais Um objectivo organizacional é uma situação desejada que a organização tenta atingir. O sucesso das organizações relaciona-se com o atingimento ou não dos seus objectivos.
Objectivos  Organizacionais Existem cinco categorias de objectivos organizacionais: ●  Objectivos da sociedade ●  Objectivos de produção  ●  Objectivos de sistemas ●  Objectivos de produtos ●  Objectivos derivados.
Objectivos  Organizacionais Para os estruturalistas há uma íntima relação entre os objectivos organizacionais e o meio. Defendem que uma organização deve ter um conjunto de objectivos que não devem ser estáticos.
Conflitos Organizacionais Existência de ideias, sentimentos, atitudes ou interesses antagónicos. Segundo os estruturalistas não há harmonia de interesses entre patrões e empregados. Estes indicam as numerosas funções sociais do conflito e não concordam com qualquer repressão artificial do mesmo.
Conflitos Organizacionais Tipos de conflito: ●  Conflito entre a Autoridade do Especialista  (conhecimento) e a Autoridade Administrativa  (hierarquia); ●  Dilemas de organização segundo Blau e Scott; ●  Conflitos entre linha e assessoria (“staff”).
Sátiras à organização O ponto de vista dos estruturalistas sobre as organizações é eminentemente crítico .   Alguns autores apontam as falhas e incongruências no processo aparentemente racional da organização.
Sátiras à organização Estes autores pecam pelo exagero e por não proporem qualquer tipo de solução. Popularizam uma visão eminentemente critica e negativa do funcionamento das organizações.
Apreciação Crítica do Estruturalismo Aspectos positivos: O estruturalismo facilita uma abordagem múltipla na análise das organizações; A organização é vista como uma unidade social grande e complexa; Conduz a uma ampla visão da organização, referindo os conflitos e antagonismos não só interpessoais mas também como parte da estrutura organizacional;
Apreciação Crítica do Estruturalismo Aspectos positivos: Estimula o interesse no estudo de organizações não-industriais e não-lucrativas; Há quem também chame à Teoria Estruturalista “Teoria de Crise” uma vez que deixa de lado a “normalidade” das organizações preocupando-se em descobrir a origem dos problemas das mesmas; Contribuiu consideravelmente para a evolução das Teorias Administrativas; É uma teoria de transição e mudança cujo campo está em grande crescimento e desenvolvimento.
Apreciação Crítica do Estruturalismo Aspectos negativos: Os estruturalistas deixam de se preocupar com a forma como o individuo percebe a organização e o seu meio ambiente. O Estruturalismo não constitui uma teoria própria e perfeitamente distinta na teoria geral de administração.
Apreciação Crítica do Estruturalismo Aspectos negativos: As tipologias organizacionais do Estruturalismo, baseiam-se apenas num princípio ou aspecto básico ou que torna limitadas na sua aplicação prática.  As tipologias estruturalistas são simples e unidimensionais, reduzindo as organizações a uma única dimensão para tentar compará-las. Faltam ainda estudos e definições em certas áreas, o que é uma queixa constante dos estruturalistas
Aplicação à Enfermagem A Teoria Estruturalista aplica-se à Enfermagem na medida em que: Dentro das instituições hospitalares existe uma hierarquia organizacional; Cada enfermeiro tem funções bem definidas na estrutura organizacional em que se insere; O sucesso da instituição depende da coesão funcional dos seus membros.
Bibliografia CHIAVENATO, Idalberto (1983).  Introdução à Teoria Geral da Administração . São Paulo: Makron Book. CHIAVENATO, Idalberto (1999).  Administração nos novos tempos . Rio de Janeiro: Editora Campus. CHIAVENATO, Idalberto (2004).  Introdução à Teoria Geral da Administração . Rio de Janeiro: Editora Campus. FREDERICO, Manuela; LEITÃO, Maria (1999).  Princípios de Administração para Enfermeiros . Coimbra: Formasau.
Trabalho realizado por: Catarina Bastos Daniela Magalhães Inês Morais Liliana Barbosa Maria João Fernandes Marina Pires Paula Lobo Sérgio Sousa

Principios De AdministraçãO

  • 1.
    Instituto Superior deSaúde do Alto Ave Licenciatura em Enfermagem 4º Ano – 1º Semestre Princípios de Administração Docente: Almerindo Domingues
  • 2.
  • 3.
    Objectivos : Realizaruma breve descrição dos antecedentes históricos da administração; Descrever as principais características da Teoria Estruturalista; Explicitar os percursores da Teoria Estruturalista; Explicar qual a ênfase da Teoria Estruturalista; Referir quais os aspectos positivos e negativos da Teoria Estruturalista; Explicar a funcionalidade da Teoria Estruturalista na Enfermagem.
  • 4.
    Visão Histórica daAdministração A teoria administrativa tem pouco mais de cem anos; Os sumérios (5000 a.C) já utilizavam registos escritos a respeito das suas actividades comerciais e governamentais; No séc. XVIII, a Revolução Industrial mudou profundamente a configuração do mundo: Substituição das oficinas artesanais pelas fábricas; Transferência do centro de negócios da agricultura para a indústria;
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    Visão Histórica daAdministração Somente em 1903, Taylor escreveu o primeiro livro sobre administração, inaugurando a teoria administrativa ; O desenvolvimento desta pode ser explicado através de três etapas distintas pelas quais passou o mundo organizacional no decorrer do séc. XX: a era industrial clássica, a era industrial neoclássica e a era da informação.
  • 6.
    Visão Histórica daAdministração Era Industrial Clássica: 1900 – 1950 Início da Industrialização Pouca mudança Previsibilidade Estabilidade e certeza Três abordagens tradicionais de administração: Administração Científica (ênfase nas tarefas ao nível do operário) Teoria Clássica e Modelo Burocrático (ênfase na estrutura organizacional) Teoria das Relações Humanas (ressalta o papel das pessoas nas organizações)
  • 7.
    Visão Histórica daAdministração Era Industrial Neoclássica: 1950 – 1990 Desenvolvimento Industrial Aumento da mudança Fim da previsibilidade Inovação Provocou a substituição dos antigos conceitos prescritivos e normativos por conceitos descritivos e explicativos na teoria administrativa.
  • 8.
    Visão Histórica daAdministração Era da Informação: Após 1990 Tecnologia da Informação Serviços Aceleração da Mudança Imprevisibilidade Instabilidade e Incerteza
  • 9.
    Visão Histórica daAdministração Ênfase na: Produtividade Qualidade Competitividade Cliente Globalização
  • 10.
    Percursores da TeoriaEstruturalista Teoria Clássica Teoria Burocrática Teoria das Relações Humanas Teoria Estruturalista
  • 11.
    Percursores da TeoriaEstruturalista Teoria Clássica: Proposta por Taylor e Faylor, deu ênfase às tarefas e à estrutura organizacional, proporcionando uma abordagem rígida e mecanicista que considerava o homem como um apêndice da máquina, ou como um mero ocupante de um cargo dentro de uma hierarquia estritamente centralizada. A eficiência foi o objecto básico perseguido por esta teoria. O que importava era unicamente a organização formal da indústria. Esta teoria mostrou-se incompleta e parcial.
  • 12.
    Percursores da TeoriaEstruturalista Teoria das Relações Humanas: Proposta inicialmente por Mayo, a partir da experiência de Hawthorne, foi uma reacção de oposição ao tradicionalismo da Abordagem Clássica; Deu ênfase ao homem e ao clima psicológico de trabalho; As expectativas dos empregados, as suas necessidades psicológicas, a organização informal e a rede não convencional de comunicações passam a ser os componentes principais dos estudos da Administração. A liderança passa a substituir a autoridade hierárquica formal;
  • 13.
    Percursores da TeoriaEstruturalista Ao sobrevalorizar os aspectos informais e emocionais da organização, dentro de uma visão romântica e ingénua do trabalho, esta teoria também se mostrou incompleta e parcial, reforçando apenas exactamente aqueles aspectos organizacionais omitidos ou rejeitados pela teoria clássica.
  • 14.
    Percursores da TeoriaEstruturalista Teoria da Burocracia: Pretendeu dar bases de um modelo ideal e racional de organização que pudesse ser aplicado às empresas, qualquer que fosse o seu ramo de actividade; Weber descreveu as características mais importantes da organização burocrática ou racional. Porém, outros seguidores comprovaram uma série de distorções, disfunções e tensões dentro da burocracia, o que tornava crítica a sua aplicação às empresas. Apesar de representar um passo à frente da organização formal proposta pela Abordagem Clássica, a organização burocrática mostrou-se carente da flexibilidade e inovação necessárias e imprescindíveis a uma moderna em processo de contínua e acelerada mudança.
  • 15.
    Origem da TeoriaEstruturalista Necessidade de visualizar “a organização como uma unidade social complexa na qual interagem grupos sociais”; Influência do estruturalismo nas ciências sociais e a sua repercussão no estudo das organizações; Novo conceito de estrutura.
  • 16.
    Teoria Estruturalista Estruturalismoé um método analítico e comparativo que estuda os elementos ou fenómenos com relação a uma totalidade, salientando o seu valor de posição. O conceito de estrutura significa a análise interna de uma totalidade nos seus elementos constitutivos, sua disposição, suas inter-relações, permitindo uma comparação, pois pode ser aplicado a coisas diferentes entre si. Além do seu aspecto totalizante, o estruturalismo é fundamentalmente comparativo. Assim sendo, esta teoria preocupa-se com o todo e com o relacionamento das partes na constituição, desse mesmo todo.
  • 17.
    Estrutura “ Otodo não é de nenhuma maneira a soma das partes… Para que haja estrutura é necessário que existam entre as partes outras relações que não a simples justaposição e que cada uma das partes manifeste propriedades que resultam da sua dependência à totalidade.” Jean Viet, Métodos Estruturalistas nas Ciências Sociais, op. Cit., p.8.
  • 18.
    Estrutura “ (…)quandoos elementos são reunidos na totalidade e quando as propriedades dos elementos dependem inteira e parcialmente desses caracteres da totalidade”. Assim, “toda a modificação de um elemento acarreta a modificação dos outros elementos e relações”. Jean Viet, Métodos Estruturalistas nas Ciências Sociais, op. Cit., p.8.
  • 19.
    As Organizações Asorganizações são concebidas como “unidades sociais (ou agrupamentos humanos) intencionalmente construídas e reconstruídas, a fim de atingir objectivos específicos. Incluem-se nesse conceito as corporações, os exércitos, as escolas, os hospitais, as igrejas e as prisões; excluem-se as tribos, as classes, os grupos étnicos, os grupos de amigos e as famílias.” As organizações são caracterizadas por um “ conjunto de relações sociais estáveis deliberadamente criadas, com a explícita intenção de alcançar objectivos ou propósitos”.
  • 20.
    As Organizações Assim,uma organização é uma unidade social dentro da qual as pessoas alcançam relações estáveis (não necessariamente face a face) entre si, no sentido de facilitar o alcance de um conjunto de objectivos ou metas. Deste modo, para os estruturalistas, a sociedade moderna e industrializada é uma sociedade de organizações, das quais o homem passa a depender para nascer, viver e morrer. Sendo estas altamente diferenciadas, requerem dos seus participantes determinadas características de personalidade.
  • 21.
    As Organizações Osestruturalistas estudam as organizações através de uma análise organizacional de forma bastante ampla, conciliando a teoria clássica, a teoria das relações humanas e a teoria da burocracia.
  • 22.
    O Homem OrganizacionalFlexibilidade Tolerância às frustrações Capacidade de adiar as recompensas Permanente desejo de realização
  • 23.
    Análise das OrganizaçõesTeoria Burocrática Teoria Clássica Teoria das Relações Humanas Teoria Estruturalista
  • 24.
    Abordagem Múltipla: Organizaçãoformal e informal Teoria Clássica Teoria das Relações Humanas Formal Informal
  • 25.
    Abordagem Múltipla: Recompensasmateriais e sociais Os estruturalistas conciliaram a teoria clássica com a teoria das relações humanas, defendendo que é necessário um equilíbrio mútuo entre elas, através de recompensas materiais e sociais, a fim de aumentar a motivação dos funcionários da organização.
  • 26.
    Abordagem Múltipla: Diferentesenfoques da organização As organizações podem ter origem a partir de dois modelos: Modelo racional da organização; Modelo natural da organização.
  • 27.
    Abordagem Múltipla: Osníveis da organização As organizações caracterizam-se por uma hierarquia de autoridades, isto é, pela diferença de poder: Nível institucional; Nível gerencial; Nível técnico.
  • 28.
    Abordagem Múltipla: Adiversidade das organizações Com esta metodologia pretendem aumentar o campo de análise da organização de forma a incluir diversas organizações.
  • 29.
    Abordagem Múltipla: Análiseinter-organizacional Os estruturalistas baseiam-se numa abordagem de sistema aberto e utilizam o modelo natural de organização, como base do seu estudo, criando uma abordagem múltipla através da análise de factores internos e externos.
  • 30.
    Tipologia das OrganizaçõesOs autores Estruturalistas desenvolveram a tipologia de organizações tentando classificá-las de acordo com características distintivas.
  • 31.
    Tipologia das OrganizaçõesTipologia de Etzioni As organizações são unidades sociais com finalidade específica que revêem constante e auto-conscientemente as suas acções reestruturando-as mediante os resultados. As organizações atribuem recompensas e sanções que garantem a obediência às suas normas, regras e regulamentos
  • 32.
    Tipologia das OrganizaçõesTipologia de Etzioni As organizações classificam-se tendo em conta o uso e significado da obediência segundo: ● Organizações coercivas ● Organizações utilitárias ● Organizações normativas
  • 33.
    Tipologia das OrganizaçõesTipologia de Etzioni É uma tipologia muito simples e unidimensional, baseada unicamente nos tipos de controlo.
  • 34.
    Tipologia das OrganizaçõesTipologia de Blau e Scott As organizações deverão ser classificadas tendo em conta quem beneficia com a as mesmas. Existem quatro tipos básicos de organização: ● Associações de benefícios mútuos ● Organizações de interesses comerciais ● Organizações de serviços ● Organização de estados
  • 35.
    Tipologia das OrganizaçõesTipologia de Blau e Scott Esta tipologia tal como a de Etzioni é simples e unidireccional.
  • 36.
    Objectivos OrganizacionaisUm objectivo organizacional é uma situação desejada que a organização tenta atingir. O sucesso das organizações relaciona-se com o atingimento ou não dos seus objectivos.
  • 37.
    Objectivos OrganizacionaisExistem cinco categorias de objectivos organizacionais: ● Objectivos da sociedade ● Objectivos de produção ● Objectivos de sistemas ● Objectivos de produtos ● Objectivos derivados.
  • 38.
    Objectivos OrganizacionaisPara os estruturalistas há uma íntima relação entre os objectivos organizacionais e o meio. Defendem que uma organização deve ter um conjunto de objectivos que não devem ser estáticos.
  • 39.
    Conflitos Organizacionais Existênciade ideias, sentimentos, atitudes ou interesses antagónicos. Segundo os estruturalistas não há harmonia de interesses entre patrões e empregados. Estes indicam as numerosas funções sociais do conflito e não concordam com qualquer repressão artificial do mesmo.
  • 40.
    Conflitos Organizacionais Tiposde conflito: ● Conflito entre a Autoridade do Especialista (conhecimento) e a Autoridade Administrativa (hierarquia); ● Dilemas de organização segundo Blau e Scott; ● Conflitos entre linha e assessoria (“staff”).
  • 41.
    Sátiras à organizaçãoO ponto de vista dos estruturalistas sobre as organizações é eminentemente crítico . Alguns autores apontam as falhas e incongruências no processo aparentemente racional da organização.
  • 42.
    Sátiras à organizaçãoEstes autores pecam pelo exagero e por não proporem qualquer tipo de solução. Popularizam uma visão eminentemente critica e negativa do funcionamento das organizações.
  • 43.
    Apreciação Crítica doEstruturalismo Aspectos positivos: O estruturalismo facilita uma abordagem múltipla na análise das organizações; A organização é vista como uma unidade social grande e complexa; Conduz a uma ampla visão da organização, referindo os conflitos e antagonismos não só interpessoais mas também como parte da estrutura organizacional;
  • 44.
    Apreciação Crítica doEstruturalismo Aspectos positivos: Estimula o interesse no estudo de organizações não-industriais e não-lucrativas; Há quem também chame à Teoria Estruturalista “Teoria de Crise” uma vez que deixa de lado a “normalidade” das organizações preocupando-se em descobrir a origem dos problemas das mesmas; Contribuiu consideravelmente para a evolução das Teorias Administrativas; É uma teoria de transição e mudança cujo campo está em grande crescimento e desenvolvimento.
  • 45.
    Apreciação Crítica doEstruturalismo Aspectos negativos: Os estruturalistas deixam de se preocupar com a forma como o individuo percebe a organização e o seu meio ambiente. O Estruturalismo não constitui uma teoria própria e perfeitamente distinta na teoria geral de administração.
  • 46.
    Apreciação Crítica doEstruturalismo Aspectos negativos: As tipologias organizacionais do Estruturalismo, baseiam-se apenas num princípio ou aspecto básico ou que torna limitadas na sua aplicação prática. As tipologias estruturalistas são simples e unidimensionais, reduzindo as organizações a uma única dimensão para tentar compará-las. Faltam ainda estudos e definições em certas áreas, o que é uma queixa constante dos estruturalistas
  • 47.
    Aplicação à EnfermagemA Teoria Estruturalista aplica-se à Enfermagem na medida em que: Dentro das instituições hospitalares existe uma hierarquia organizacional; Cada enfermeiro tem funções bem definidas na estrutura organizacional em que se insere; O sucesso da instituição depende da coesão funcional dos seus membros.
  • 48.
    Bibliografia CHIAVENATO, Idalberto(1983). Introdução à Teoria Geral da Administração . São Paulo: Makron Book. CHIAVENATO, Idalberto (1999). Administração nos novos tempos . Rio de Janeiro: Editora Campus. CHIAVENATO, Idalberto (2004). Introdução à Teoria Geral da Administração . Rio de Janeiro: Editora Campus. FREDERICO, Manuela; LEITÃO, Maria (1999). Princípios de Administração para Enfermeiros . Coimbra: Formasau.
  • 49.
    Trabalho realizado por:Catarina Bastos Daniela Magalhães Inês Morais Liliana Barbosa Maria João Fernandes Marina Pires Paula Lobo Sérgio Sousa

Notas do Editor

  • #7 O início da industrialização deu-se com a revolução industrial. Nesta época ocorreu o distanciamento entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Apesar das duas guerras mundiais, predominou nesta era, um ambiente empresarial estável, previsível, tranquilo, exigindo uma postura de permanência e de definição das organizações. A era industrial clássica dominou a primeira metade do séc. XX e engatou a primeira marcha no motor das mudanças que haveriam de ocorrer no restante do século. Nessa ocasião, a teoria administrativa estava lançando as suas bases fundamentais, preocupando-se com os aspectos prescritivos e normativos para se administrar as organizações.
  • #8 Esta era ocorreu no período de 1950 até 1990 e significou uma etapa de forte transição no mundo dos negócios. O final da 2ª Guerra Mundial liberou as organizações para os seus produtos e serviços originais, e o desenvolvimento tecnológico proporcionou as condições básicas para que as organizações da época produzissem, em enormes escalas de produção, uma variedade de produtos e serviços realmente inovadores.
  • #10 A tecnologia é transformada na ferramenta ao serviço do homem e não mais na variável independente e dominadora que impunha condições e características tanto à estrutura como ao comportamento das organizações, como ocorria nas duas eras industriais anteriores.
  • #16 A necessidade de visualizar “a organização como uma unidade social complexa na qual interagem grupos sociais” que compartilham alguns dos objectivos da organização, mas podem opor-se a outros. O seu maior dialogo foi com a teoria das Relações Humanas. A influência do estruturalismo nas ciências sociais e a sua repercussão no estudo das organizações. O estruturalismo influenciou a Filosofia, a Psicologia, a Antropologia, a Matemática, a Linguística, chegando até á teoria das Organizações de Thompson, Etzioni e Blau. Na teoria administrativa, o estruturalismo concentra-se nas organizações sociais. Novo conceito de estrutura. O conceito de estrutura é antigo. A estrutura é um conjunto formal de dois ou mais elementos e que permanece inalterado quer na mudança, quer na diversidade de conteúdos. A mesma estrutura pode ser apontada em diferentes áreas e a compreensão das estruturas fundamentais em alguns campos de actividade permite o reconhecimento das mesmas estruturas em campos diferentes.
  • #18 “ O todo não é de nenhuma maneira a soma das partes… Para que haja estrutura é necessário que existam entre as partes outras relações que não a simples justaposição e que cada uma das partes manifeste propriedades que resultam da sua dependência à totalidade.” Há estrutura no seu aspecto mais geral, para Jean Viet
  • #19 “ quando os elementos são reunidos na totalidade e quando as propriedades dos elementos dependem inteira e parcialmente desses caracteres da totalidade”.
  • #23 A teoria estruturalista destaca o homem organizacional, que assume diferentes “papéis”, em diversas organizações e para alcançar o mérito necessita das seguintes características como refere Chiavenato (2004): flexibilidade - em face das constantes mudanças que ocorrem na vida moderna e da diversidade de papeis desempenhados nas organizações. tolerância às frustrações - para evitar o desgaste emocional decorrente do conflito entre necessidades organizacionais e necessidades individuais cuja a mediação é feita através de normas racionais, escritas e exaustivas. capacidade de adiar as recompensas – e poder compensar o trabalho rotineiro na organização em detrimento de preferências pessoais. permanente desejo de realização – para garantir cooperação e conformidade com as normas organizacionais para obter recompensas sociais e materiais. Estas características de personalidade permitem ao homem adaptar-se à organização para subsistir.
  • #24 O estudo das organizações requer uma análise organizacional ampla pois, os estruturalistas pretendem conciliara Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas baseando-se na Teoria Burocrática. A análise das organizações é feita a partir de uma abordagem múltipla que leva em conta os fundamentos da Teoria Clássica, da Teoria das Relações Humanas e da Teoria Burocrática
  • #25 Os estruturalista estudam o relacionamento entre a organização formal e a informal dentro de uma abordagem múltipla. O estruturalismo é uma síntese da Teoria Clássica (formal)e da Teoria das Relações Humanas (informal) Os estruturalistas tentam encontrar um equilíbrio entre os elementos racionais e não racionais do comportamento humano que constitui o ponto principal da vida em sociedade.
  • #26 Os estruturalistas conciliaram a teoria clássica com a teoria das relações humanas, defendendo que é necessário um equilíbrio mútuo entre elas, através de recompensas materiais e sociais, a fim de aumentar a motivação dos funcionários da organização.
  • #27 De acordo com a teoria Estruturalista, as organizações podem ter origem a partir de dois modelos: Modelo Racional - como sistema fechado, baseado na natureza e na previsibilidade, dando ênfase ao controlo e planeamento, tem como objectivo maximizar os lucros e todos os componentes da organização são seleccionados em função da sua contribuição aos objectivos. Modelo Natural , como sistema aberto, onde existe interdependências entre o sistema e um ambiente mais amplo, havendo expectativa de incerteza e imprevisibilidade. O objectivo básico é a sobrevivência do sistema. Em todas as organizações podem ser vistos elementos de vários os sistemas
  • #28 As organizações caracterizam-se por uma hierarquia de autoridades, isto é, pela diferença de poder: As organizações são divididas em três níveis: nível institucional , que abrange o mais alto grau de responsabilidade e de decisões, que interagem com o meio externo e delineiam as estratégias da organização; nível gerencial , que transforma as decisões tomadas pelos superiores hierárquicos em planos e programas para que o nível técnico execute. nível técnico é o que executa. Com esta metodologia pretendem aumentar o campo de análise da organização de forma a incluir diversas organizações.
  • #29 Com esta metodologia pretendem aumentar o campo de análise da organização de forma a incluir diversas organizações – enquanto as teorias anteriores focalizaram as fábricas, os estruturalistas incluem várias organizações, desde pequenas a grandes empresas, privadas e publicas e empresas dos mais diversos tipos (organizações militares, religiosas, politicas etc.)
  • #30 Para os estruturalistas os fenómenos internos, são melhor compreendidos quando se conhecem os fenómenos externos que os provocam. Assim, os estruturalistas baseiam-se numa abordagem de sistema aberto e utilizam o modelo natural de organização, como base do seu estudo, criando uma abordagem múltipla através da análise de factores internos e externos.
  • #31 Entre as várias organizações existentes existe grande variabilidade, contudo há características que permitem uma análise comparativa das mesmas.
  • #33 ● Organizações coercivas, características de prisões e instituições penais; ● Organizações utilitárias como por exemplo o comercio e as corporações trabalhistas; ● Organizações normativas que incluem a igreja, as universidades, os hospitais e outras organizações politicas e sociais.
  • #35 Segundo estes autores as organizações deverão ser classificadas tendo em conta quem beneficia com a organização existindo assim quatro categorias, aquelas em que os beneficiários principais são: Os próprios membros da organização; Os proprietários ou dirigentes da mesma; Os seus clientes; O público em geral. Deste modo, tendo em conta os principais beneficiários, existem quatro tipos básicos de organização: ● Associações de benefícios mútuos, como cooperativas, sindicatos e consórcios; ● Organizações de interesses comerciais, tais como empresas privadas, sociedades anónimas ou sociedades de responsabilidade limitada; ● Organizações de serviços como hospitais, universidades, escolas, organizações religiosas e agencias sociais; ● Organização de estados como de que são exemplo os correios, as instituições jurídicas e penais, de segurança pública e saneamento básico.
  • #37 As funções dos objectivos organizacionais são indicar uma orientação que a organização deve seguir; justificar a sua existência e as suas actividades; avaliar a eficiência e rendimento da empresa; e verificar e comparar a produtividade da organização.
  • #38 Existem cinco categorias de objectivos organizacionais: ● Objectivos da sociedade, que procuram preencher as necessidades da sociedade; ● Objectivos de produção que são definidos em função das necessidades do consumidor; ● Objectivos de sistemas que são traçados para os participantes da organização; ● Objectivos de produtos que se prendem com a qualidade e êxito dos produtos; ● Objectivos derivados que se relacionam com a variedade e inovação de produtos.
  • #40 As fontes de conflito podem ir desde uma colisão frontal de interesses a uma completa incompatibilidade.
  • #42 Destacam-se os autores: ● Parkinson (Lei de Parkinson); ● Peter (Princípio de Peter); ● Thompson (Dramaturgia Administrativa de Thompson); ● Maquiavel (Maquiavelismo nas Organizações).
  • #44 Porque é a convergência das varias teorias O estruturalismo demarca duas grandes tendências teóricas muito importantes: a de conflito e a integrativa . A escolha da utilização de cada uma destas abordagens prende-se com o tipo de organização em estudo. Não existem dois tipos de organizações iguais, estas apresentam uma enorme variabilidade. Contudo estas apresentam certas características que permitem classificá-las em diversos grupos ou tipos.
  • #45 Instituições como escolas, hospitais, prisões, sindicatos….isto significa uma consciencialização da inadequação dos conceitos administrativos derivados exclusivamente de empresas industriais Este centra-se principalmente nas chamadas organizações complexas e volta-se para o estudo e análise de organizações formais. Antes de ser uma teoria o Estruturalismo é um método trazido da linguística por Lévy-Strauss que foi introduzido noutros áreas com grande êxito, chegando muito rapidamente à Administração.
  • #47 Para facilitar essa análise comparativa das organizações, uma grande parte dos autores estruturalistas desenvolveu tipologias de organizações, tentando classificá-las de acordo com certas características distintivas. Estas tipologias são pouco específicas classificando as organizações em grupos, cujas características, são muito gerais e pouco discriminatórias. Estes factores tornam tanto a sua aplicabilidade assim como a sua validade discutível. Hospitais e universidades são um bom exemplo desse tipo de instituições.
  • #48 Na maioria das unidades hospitalares a hierarquia verifica-se por exemplo, pela existência de Enf. Supervisor, Director, Chefe (de cada serviço), Especialista, Graduado, de Cuidados Gerais. O respeito a esta hierarquia é o que permite que a instituição funcione na sua plenitude. O bom desempenho das funções de cada enfermeiro depende da qualidade laboral do seu superior, só assim se consegue um bom funcionamento da estrutura organizacional.