SlideShare uma empresa Scribd logo
Administração de Empresas
Teoria Geral da Administração I1
Aula 1
Conhecendo-se
 Quem éVocê?
 Quantos anos você tem?
 De onde você vem?
 Para onde você vai (quais suas intenções profissionais futuras)?
PANORAMA EVOLUTIVO
OS DESDOBRAMENTOS DA ABORDAGEM ESTRUTURALISTA
Teoria da
Burocracia
Teoria
Estruturalista
Abordagem
Estruturalista
Ênfase na Estrutura
Ênfase na Estrutura,
nas Pessoas e no
Ambiente
A Teoria Estruturalista surgiu por volta da década de 50, como um desdobramento
dos autores voltados para a Teoria da Burocracia que tentaram conciliar as teses
propostas pela Teoria Clássica e pela Teoria das Relações Humanas.
Os autores estruturalistas procuram inter-relacionar as organizações com o seu
ambiente externo, que é a sociedade maior, ou seja, a sociedade de organizações,
caracterizada pela interdependência entre as organizações.
TEORIA ESTRUTURALISTA
ORIGENS DA TEORIA ESTRUTURALISTA
1. A oposição surgida entre a Teoria Clássica e a de Relações Humanas.
2. A necessidade de visualizar a organização como uma unidade social
3. A influência do estruturalismo nas ciências sociais.
4. O novo conceito de estrutura.
1. As Organizações.
2. O homem organizacional.
3. A Sociedade de Organizações.
As organizações
A Teoria Estruturalista concentra-se no estudo das organizações, na sua estrutura interna e
na interação com outras organizações. As organizações são concebidas como unidades
sociais (intencionalmente construídas e reconstruídas, a fim de atingir objetivos específicos
(exercito, escolas, hospitais, igrejas, prisões).
O Homem Organizacional
Enquanto a Teoria Clássica caracteriza o "homo economicus" e a Teoria das Relações
Humanas, "o homem social", a Teoria Estruturalista focaliza o "homem organizacional", ou
seja, o homem que desempenha papéis em diferentes organizações.
Na sociedade das organizações, moderna e industrializada, aparece a figura do "homem
organizacional" que participa simultaneamente de várias organizações.
O homem moderno, ou seja, o homem organizacional, para ser bem sucedido em todas as
organizações, precisa ter as seguintes características de personalidade:
TEORIA ESTRUTURALISTA
Dentro da organização social, as pessoas ocupam certos papéis.
Papel significa um conjunto de comportamentos solicitados a uma pessoa; é a
expectativa de desempenho por parte do grupo social e consequente internalização
dos valores e normas que o grupo, explícita ou implicitamente, prescreve para o
indivíduo.
O papel prescrito para o indivíduo é reforçado pela sua própria motivação em
desempenhá-lo eficazmente.
Cada pessoa pertence a vários grupos e organizações, e desempenha diversos papéis,
ocupa muitas posições e suporta grande número de normas e regras diferentes.
TEORIA ESTRUTURALISTA
Flexibilidade: em face das constantes mudanças que ocorrem da vida moderna,
Tolerância as Frustrações: para evitar o desgaste emocional decorrente do conflito
necessário entre necessidades organizacionais e necessidades individuais, cuja
mediação é feita através de normas racionais, escritas e exaustivas, que procuram
envolver toda a organização.
Capacidade de adiar as recompensas: e poder compensar o trabalho rotineiro dentro
da organização, em detrimento das preferências e vocações pessoais por outros tipos
de atividade profissional.
Permanente desejo de Realização: garantindo a conformidade e cooperação com as
normas que controlam e asseguram o acesso a posições de carreira dentro da
organização, proporcionando recompensas e sanções sociais e materiais.
TEORIA ESTRUTURALISTA
Sociedade de Organizações
Os estruturalistas utilizam, para estudar as organizações, uma análise
organizacional mais ampla do que a de qualquer teoria anterior, pois pretendem
conciliar a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas, baseando-se também
na Teoria da Burocracia e entende que a organização esta inserida em um
contexto maior que a sociedade.
TEORIA ESTRUTURALISTA
Pela abordagem tradicional, pressupõe-e que a principal meta de uma empresa seja de
natureza econômica , tendo como objetivo a otimização do lucro e do patrimônio.
Entretanto como sistema aberto, a empresa encontra-se em constante interação com
os meios que a cerca, sofrendo influencias de força e nos leva a crer o importante papel
social que tem a desempenhar.
Se por um lado seu objetivo final é aquisição do lucro, por outro o mesmo só se torna
legítimo, na medida em que entende os interesses do meio social ao qual esta se
insere, criando políticas de interesses idênticas, reconhecidas e valorizadas por sua
missão maior que é servir a sociedade.
TEORIA ESTRUTURALISTA
O enfoque da teoria estruturalista é na estrutura e ambiente, assim, essa teoria trouxe
uma importante ruptura com relação às anteriores.
Ela mostra a organização como sendo um sistema aberto que se relaciona com o ambiente
e com outras organizações.
Ela baseia-se no conceito de estrutura, que é um todo composto por partes que se inter
relacionam.
Portanto, o todo é maior do que a simples soma das partes.
O que significa que os sistemas organizacionais não são a mera justaposição das partes.
TEORIA ESTRUTURALISTA
ANÁLISE DAS ORGANIZAÇÕES
1. Abordagem múltipla: organização formal e informal.
2. Abordagem múltipla: recompensas materiais e sociais.
3. Abordagem múltipla: os diferentes enfoques da organização.
4. Abordagem múltipla: os níveis da organização.
5. Abordagem múltipla: a diversidade de organizações.
6. Abordagem múltipla: análise inter organizacional.
Abordagem múltipla - Organização Formal e Informal
Teoria Clássica x Relações.
Os estruturalistas tentam estudar o relacionamento entre ambas as organizações: a
formal e a informal, em uma abordagem múltipla.
A Teoria Estruturalista vai tentar relacionar as relações formais e informais dentro e
fora da organização.
Os estruturalistas não alteram os conceitos da organização formal e informal, (formal
tudo o que estiver expresso no organograma como hierarquia, regras, regulamentos,
controle de qualidade e informal as relações sociais).
A Teoria Estruturalista tenta encontrar o equilíbrio entre os elementos racionais e não
racionais do comportamento humano que constitui o ponto principal da vida, da
sociedade e do pensamento moderno.
TEORIA ESTRUTURALISTA
Abordagem Múltipla: Recompensas Materiais e Sociais
O significado das recompensas materiais e sociais é tudo que se inclui nos símbolos de
posição (tamanho da mesa ou do escritório, carros da companhia, etc) é importante na
vida de qualquer organização.
Para que as recompensas sociais e simbólicas sejam eficientes, quem as recebe deve
estar identificado com a organização que as concede.
Os símbolos e significados devem ser prezados e compartilhados pelos outros, como a
esposa, colegas, amigos, vizinhos, etc. Por essas razões, as recompensas sociais são
menos eficientes com os funcionários de posições mais baixas do que com os de
posições mais altas.
TEORIA ESTRUTURALISTA
Abordagem Múltipla: Os diferentes Enfoques da Organização
As organizações para os estruturalistas podem ser concebidas segundo duas diferentes
concepções: Modelo racional e modelo natural.
Modelo racional da organização:
•Concebe a organização com um meio deliberado e racional de alcançar metas
conhecidas.
•Os objetivos organizacionais são explicitados (com por exemplo a maximização dos
lucros).
•As estruturas organizacionais são cuidadas para atingir a mais alta eficiência.
•É um sistema fechado, tendo como característica a visão focalizada apenas nas partes
internas do sistema, com ênfase no planejamento e controle.
•Neste modelo inclui a abordagem clássica da administração e a teoria da burocracia.
TEORIA ESTRUTURALISTA
Modelo natural de organização:
•Concebe a organização com um conjunto de partes independentes que, juntas,
constituem um todo.
•O objetivo básico é a sobrevivência do sistema.
•O modelo natural procura tornar tudo funcional e equilibrado, podendo ocorrer
disfunções.
•A auto-regulação é o mecanismo fundamental que naturalmente governa as relações
entre as partes e suas atividades, mantendo o sistema equilibrado e estável ante as
perturbações provindas do ambiente externo.
•Este modelo traz com inevitável aparecimento a organização informal nas
organizações.
•É um sistema aberto tendo como característica a visão focalizada sobre o sistema e
sua interdependência com o ambiente.
•Expectativa de incerteza e de imprevisibilidade.
TEORIA ESTRUTURALISTA
Abordagem Múltipla: Os Níveis da Organização
Assim com o modelo burocrático de Weber, as organizações sofrem uma multiplicidade
de problemas que são classificados e categorizados para que a responsabilidade por
sua solução seja atribuída a diferentes níveis hierárquicos:
·Nível Institucional: É o nível mais alto, composto dos dirigentes ou altos funcionários. É
também denominado nível estratégico.
· Nível Gerencial: É o nível intermediário, cuidando do relacionamento e da integração
desses dois níveis. O nível gerencial é o responsável pela transformação das decisões
institucional em planos e em programas para que o nível técnico os execute.
· Nível Técnico: É o nível mais baixo da organização denominado nível operacional. É o
nível que cuida da execução das tarefas a curto prazo e segue os programas e rotinas
desenvolvidas pelo nível gerencial.
TEORIA ESTRUTURALISTA
A Diversidade de Organizações
Enquanto a Administração Científica e a Escola das Relações Humanas focalizaram
as fábricas, a abordagem estruturalista ampliou o campo a fim de incluir outros
tipos de organizações: organizações pequenas, médias e grandes, públicas e
privadas, empresas dos mais diversos tipos (industrias ou produtoras de bens,
prestadoras de serviços, comerciais, agrícolas, etc), organizações militares (exército,
marinha, aeronáutica), organizações religiosas (igreja), organizações filantrópicas,
partidos políticos, prisões, sindicatos, etc.
Além disso, toda a organização, a medida que cresce torna-se complexa e passa a
exigir um adequada administração.
TEORIA ESTRUTURALISTA
Análise Inter organizacional
Os estruturalistas se baseiam em uma abordagem de sistema aberto e utilizam o
modelo natural de organização como base de seus estudos.
A análise organizacional passa a ser feita através de uma abordagem múltipla, ou
seja, através das análises intra-organizacional (fenômenos internos) e inter
organizacional (fenômenos externos).
Os estruturalistas fazem uma análise comparativa entre as organizações, propondo
tipologias, como, a de:
Etzione (1980), na qual ele se baseia no conceito de obediência, e a de Blau e Scott
(1970), que se baseia no conceito de beneficiário principal.
TEORIA ESTRUTURALISTA
TIPOLOGIA DE ETZIONI
CONCEITO DA OBEDIÊNCIA
Tipos de Tipos de Poder Controle Ingresso e Envolvimento Exemplos
Organizações Utilizado Permanência Pessoal dos
dos Membros Membros
Organizações Coercitivo Prêmios e Coação, imposição, Alienativo, com Prisões e
Coercitivas punições força, ameaça, base no temor penitenciárias
medo
Organizações Normativo Moral e Convicção, fé, Moral e Igrejas,
Normativas ético crença, ideologia motivacional hospitais,
autoexpressão universidades
Organizações Remunerativo Incentivos Interesse, Calculativo. Empresas
Utilitárias econômicos vantagem Busca de em geral
percebida vantagens
TIPOLOGIA DE BLAU E SCOT
CONCEITO DO BENEFICIÁRIO PRINCIPAL
Beneficiário Principal Tipo de Organização Exemplos
Os próprios membros Associação de beneficiários Associações profissionais,
da organização mútuos cooperativas, sindicatos,
fundos mútuos, consórcios.
Os proprietários ou acionistas Organizações de interesses Sociedades anônimas ou
da organização comerciais empresas familiares
Os clientes Organizações de serviços Hospitais, universidades,
organizações religiosas e
filantrópicas, agências sociais
O público em geral Organizações de Estado Organização militar, correios e
telégrafos, segurança pública,
saneamento básico,
organização jurídica e penal
A Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas incompatíveis entre si - tornou
necessária uma posição mais ampla e compreensiva que integrasse os aspectos
considerados por uma e omitidos pela outra e vice-versa.
A Teoria Estruturalista pretende ser uma síntese delas, inspirando-se na abordagem de
Max Weber (Teoria Burocrática)
A necessidade de visualizar "a organização como uma unidade social complexa na qual
interagem grupos sociais" que compartilham alguns dos objetivos da organização (como
a viabilidade econômica da organização), mas podem se opor a outros (como a maneira
de distribuir os lucros).
Seu maior diálogo foi com a Teoria das Relações Humanas.
TEORIA ESTRUTURALISTA
OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS
1. Apresentação de uma situação futura.
2. Constituem uma fonte de legitimidade que justifica ações.
3. Servem como padrões para avaliar o desempenho.
4. Servem como unidade de medida para a produtividade.
1. Modelos de sobrevivência.
2. Modelos de eficiência.
A mesma estrutura pode ser apontada em diferentes áreas, e a compreensão das
estruturas fundamentais em alguns campos de atividade permite o
reconhecimento das mesmas estruturas em outros campos.
O estruturalismo está voltado para o todo e com o relacionamento das partes na
constituição do todo.
A totalidade, a interdependência das partes e o fato de o todo ser maior do que a
soma das partes são as características do estruturalismo.
TEORIA ESTRUTURALISTA
AMBIENTE ORGANIZACIONAL
1. Interdependência das organizações com a sociedade.
2. Conjunto organizacional.
Estratégia Organizacional
(segundo a abordagem estruturalista)
1. Competição
2. Ajuste ou negociação.
3. Cooptação (atrair alguém para seus objetivos) ou coopção
(agregar).
4. Coalizão (acordo entre partidos políticos)
CONFLITOS ORGANIZACIONAIS
• Conflito entre a autoridade do especialista (conhecimento) e a
autoridade administrativa (hierarquia)
1. Organizações especializadas.
2. Organizações não-especializadas.
3. Organizações de serviços.
2. Dilemas da organização.
1. Dilema entre coordenação e comunicação livre.
2. Dilema entre disciplina burocrática e especialização profissional.
3. Dilema entre necessidade de planejamento centralizado e
necessidade de iniciativa individual
3. Conflitos entre linha e assessoria (staff).
Segundo Ferreira, A.; Reis, C.; Pereira, I. (2002), as críticas feitas ao Estruturalismo
normalmente são respostas às críticas formuladas pelos próprios estruturalistas em
relação à outras teorias, principalmente à Teoria das Relações Humanas.
Dentre as críticas recebidas, destacam-se as seguintes:
Ampliação da abordagem:
A Teoria Estruturalista ampliou o campo de visão da administração que antes se
limitava ao indivíduo, na Teoria Clássica, e ao grupo, na Teoria das Relações Humanas,
e que agora abrange também a estrutura da organização, considerando-a um sistema
social que requer atenção em si mesmo.
TEORIA ESTRUTURALISTA
Ampliação do estudo para outros campos: A Teoria Estruturalista alargou também o
campo de pesquisa da administração, incluindo organizações não- industriais e sem fins
lucrativos em seus estudos.
Convergência de várias teorias: Na visão de Chiavenato (2003), nota-se, no
Estruturalismo, uma tentativa de integração em ampliação nos conceitos das teorias
que o antecederam, a saber: A Teoria Clássica, a Teoria das Relações Humanas e a Teoria
da Burocracia.
Dupla tendência teórica: Ainda para Chiavenato (2003), alguns dos autores
estruturalistas enfatizavam somente a estrutura e os aspectos que integravam a
organização, onde a mesma é o objeto da análise.
Outros autores se atêm aos aspectos como conflitos e divisões na organização.
TEORIA ESTRUTURALISTA
Diante da fragilidade e da insuficiência da Teoria Clássica e a de Relações Humanas,
estas criando um empecilho que a própria Teoria da Burocracia não conseguiu
transpor, os estruturalistas procuram ter em vista a estrutura formal, porém,
integrando a uma abordagem mais humanística.
Consideramos, portanto, que ela é uma síntese da Teoria Clássica (formal) e da
Teoria das Relações Humanas (informal), tentando integrar as duas, numa
perspectiva crítica.
TEORIA ESTRUTURALISTA
APRECIAÇÃO CRÍTICA DA TEORIA
ESTRUTURALISTA
1. Convergência de várias abordagens divergentes.
2. Ampliação da abordagem.
3. Dupla tendência teórica.
4. Análise organizacional mais ampla.
5. Inadequação das tipologias organizacionais.
6. Teoria de crise.
7. Teoria de transição e de mudança.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Teoria estruturalista 2012_01
Teoria estruturalista 2012_01Teoria estruturalista 2012_01
Teoria estruturalista 2012_01
Milton Henrique do Couto Neto
 
Aula 5 - Teoria das Relações Humanas
Aula 5  - Teoria das Relações HumanasAula 5  - Teoria das Relações Humanas
Aula 5 - Teoria das Relações Humanas
Prof. Leonardo Rocha
 
Teoria da contingência 2012_01
Teoria da contingência 2012_01Teoria da contingência 2012_01
Teoria da contingência 2012_01
Milton Henrique do Couto Neto
 
A teoria de sistemas
A teoria de sistemasA teoria de sistemas
A teoria de sistemas
Tiago Maboni Derlan
 
Teoria geral dos sistemas
Teoria geral dos sistemasTeoria geral dos sistemas
Teoria geral dos sistemas
Luiz Algarra
 
Teoria da burocracia
Teoria da burocraciaTeoria da burocracia
Teoria da burocracia
Cristiane Pasquali
 
Teoria Contingencial
Teoria ContingencialTeoria Contingencial
Teoria Contingencial
admetz01
 
Abordagem Estruturalista
Abordagem EstruturalistaAbordagem Estruturalista
Abordagem Estruturalista
César de Souza
 
Teoria Geral de Sistemas
Teoria Geral de SistemasTeoria Geral de Sistemas
Teoria Geral de Sistemas
paulocsm
 
85615563 teorias-organizacionais-resumo
85615563 teorias-organizacionais-resumo85615563 teorias-organizacionais-resumo
85615563 teorias-organizacionais-resumo
Eduardo Moreira
 
27 questoes-comentadas-estruturas-organizacionais
27 questoes-comentadas-estruturas-organizacionais27 questoes-comentadas-estruturas-organizacionais
27 questoes-comentadas-estruturas-organizacionais
Valdenisio da Mata
 
Teoria do Desenvolvimento Organizacional
Teoria do Desenvolvimento OrganizacionalTeoria do Desenvolvimento Organizacional
Teoria do Desenvolvimento Organizacional
Milton Henrique do Couto Neto
 
Ética e Responsabilidade Social
Ética e Responsabilidade SocialÉtica e Responsabilidade Social
Ética e Responsabilidade Social
Silvia Helena Carvalho Ramos Valladao de CAMARGO
 
Teoria Clássica de Fayol
Teoria Clássica de FayolTeoria Clássica de Fayol
Teoria Clássica de Fayol
Julyana Ju
 
Administraçao Científica (Taylorismo)
Administraçao Científica (Taylorismo)Administraçao Científica (Taylorismo)
Administraçao Científica (Taylorismo)
admetz01
 
Teoria geral da administração ppt
Teoria geral da administração pptTeoria geral da administração ppt
Teoria geral da administração ppt
icbianchi
 
Tipos de organização
Tipos de organizaçãoTipos de organização
Tipos de organização
Robson Costa
 
CONCEITOS BÁSICOS DE GESTÃO
CONCEITOS BÁSICOS DE GESTÃOCONCEITOS BÁSICOS DE GESTÃO
CONCEITOS BÁSICOS DE GESTÃO
Francisco Pereira
 
Aula 5 estrutura organizacional
Aula 5   estrutura organizacionalAula 5   estrutura organizacional
Aula 5 estrutura organizacional
Correios
 
Principios De AdministraçãO
Principios De AdministraçãOPrincipios De AdministraçãO
Principios De AdministraçãO
themis dovera
 

Mais procurados (20)

Teoria estruturalista 2012_01
Teoria estruturalista 2012_01Teoria estruturalista 2012_01
Teoria estruturalista 2012_01
 
Aula 5 - Teoria das Relações Humanas
Aula 5  - Teoria das Relações HumanasAula 5  - Teoria das Relações Humanas
Aula 5 - Teoria das Relações Humanas
 
Teoria da contingência 2012_01
Teoria da contingência 2012_01Teoria da contingência 2012_01
Teoria da contingência 2012_01
 
A teoria de sistemas
A teoria de sistemasA teoria de sistemas
A teoria de sistemas
 
Teoria geral dos sistemas
Teoria geral dos sistemasTeoria geral dos sistemas
Teoria geral dos sistemas
 
Teoria da burocracia
Teoria da burocraciaTeoria da burocracia
Teoria da burocracia
 
Teoria Contingencial
Teoria ContingencialTeoria Contingencial
Teoria Contingencial
 
Abordagem Estruturalista
Abordagem EstruturalistaAbordagem Estruturalista
Abordagem Estruturalista
 
Teoria Geral de Sistemas
Teoria Geral de SistemasTeoria Geral de Sistemas
Teoria Geral de Sistemas
 
85615563 teorias-organizacionais-resumo
85615563 teorias-organizacionais-resumo85615563 teorias-organizacionais-resumo
85615563 teorias-organizacionais-resumo
 
27 questoes-comentadas-estruturas-organizacionais
27 questoes-comentadas-estruturas-organizacionais27 questoes-comentadas-estruturas-organizacionais
27 questoes-comentadas-estruturas-organizacionais
 
Teoria do Desenvolvimento Organizacional
Teoria do Desenvolvimento OrganizacionalTeoria do Desenvolvimento Organizacional
Teoria do Desenvolvimento Organizacional
 
Ética e Responsabilidade Social
Ética e Responsabilidade SocialÉtica e Responsabilidade Social
Ética e Responsabilidade Social
 
Teoria Clássica de Fayol
Teoria Clássica de FayolTeoria Clássica de Fayol
Teoria Clássica de Fayol
 
Administraçao Científica (Taylorismo)
Administraçao Científica (Taylorismo)Administraçao Científica (Taylorismo)
Administraçao Científica (Taylorismo)
 
Teoria geral da administração ppt
Teoria geral da administração pptTeoria geral da administração ppt
Teoria geral da administração ppt
 
Tipos de organização
Tipos de organizaçãoTipos de organização
Tipos de organização
 
CONCEITOS BÁSICOS DE GESTÃO
CONCEITOS BÁSICOS DE GESTÃOCONCEITOS BÁSICOS DE GESTÃO
CONCEITOS BÁSICOS DE GESTÃO
 
Aula 5 estrutura organizacional
Aula 5   estrutura organizacionalAula 5   estrutura organizacional
Aula 5 estrutura organizacional
 
Principios De AdministraçãO
Principios De AdministraçãOPrincipios De AdministraçãO
Principios De AdministraçãO
 

Semelhante a Teoria Estruturalista

Tga abordagem estruturalista
Tga   abordagem estruturalistaTga   abordagem estruturalista
Tga abordagem estruturalista
AmandaDias58
 
Teria estruturalista1
Teria estruturalista1Teria estruturalista1
Teria estruturalista1
JLMeneghetti
 
Teria estruturalista1
Teria estruturalista1Teria estruturalista1
Teria estruturalista1
JLMeneghetti
 
Teria estruturalista2
Teria estruturalista2Teria estruturalista2
Teria estruturalista2
JLMeneghetti
 
Teoria das Organizações
Teoria das OrganizaçõesTeoria das Organizações
Teoria das Organizações
Claudio Toldo
 
Aula rodrigo estruturalismo - comportamentalismo
Aula rodrigo   estruturalismo - comportamentalismoAula rodrigo   estruturalismo - comportamentalismo
Aula rodrigo estruturalismo - comportamentalismo
Cassia da Silva
 
Aula 3
Aula 3Aula 3
Organização e os estudos organizacionais
Organização e os estudos organizacionaisOrganização e os estudos organizacionais
Organização e os estudos organizacionais
Francisco Junior Adm.Franciscojunior
 
Aula 2 adminis
Aula 2 adminisAula 2 adminis
Aula 2 adminis
Marluce Filipe
 
Organização Contremporânea 2
Organização Contremporânea 2Organização Contremporânea 2
Organização Contremporânea 2
Future Press, E-Press, Presentations,
 
Organização Contremporânea 4
Organização Contremporânea 4Organização Contremporânea 4
Organização Contremporânea 4
Future Press, E-Press, Presentations,
 
Resenha - Teoria Estruturalista: Estratégia Organizacional
Resenha - Teoria Estruturalista: Estratégia OrganizacionalResenha - Teoria Estruturalista: Estratégia Organizacional
Resenha - Teoria Estruturalista: Estratégia Organizacional
admetz01
 
aula-01-comportamento-organizacional-introduc3a7ao.ppt
aula-01-comportamento-organizacional-introduc3a7ao.pptaula-01-comportamento-organizacional-introduc3a7ao.ppt
aula-01-comportamento-organizacional-introduc3a7ao.ppt
PatricMelloMartins1
 
As organizações como sistema aberto
As organizações como sistema abertoAs organizações como sistema aberto
As organizações como sistema aberto
Universidade Pedagogica
 
Aula7
Aula7Aula7
1-Pensamento sistêmico.pdf
1-Pensamento sistêmico.pdf1-Pensamento sistêmico.pdf
1-Pensamento sistêmico.pdf
EmersonRibeiro97
 
CULTURA_E_CLIMA_ORGANIZACIONAL_APOSTILA.pdf
CULTURA_E_CLIMA_ORGANIZACIONAL_APOSTILA.pdfCULTURA_E_CLIMA_ORGANIZACIONAL_APOSTILA.pdf
CULTURA_E_CLIMA_ORGANIZACIONAL_APOSTILA.pdf
joaoantunes110
 
Cultura e clima_organizacional_apostila
Cultura e clima_organizacional_apostilaCultura e clima_organizacional_apostila
Cultura e clima_organizacional_apostila
Fagner Neri
 
Apostila cultura e clima.pdf
Apostila cultura e clima.pdfApostila cultura e clima.pdf
Apostila cultura e clima.pdf
miguelmirandar13
 
Características básicas das organizações formais modernas apostila
Características básicas das organizações formais modernas   apostilaCaracterísticas básicas das organizações formais modernas   apostila
Características básicas das organizações formais modernas apostila
Débora Soares Teodoro
 

Semelhante a Teoria Estruturalista (20)

Tga abordagem estruturalista
Tga   abordagem estruturalistaTga   abordagem estruturalista
Tga abordagem estruturalista
 
Teria estruturalista1
Teria estruturalista1Teria estruturalista1
Teria estruturalista1
 
Teria estruturalista1
Teria estruturalista1Teria estruturalista1
Teria estruturalista1
 
Teria estruturalista2
Teria estruturalista2Teria estruturalista2
Teria estruturalista2
 
Teoria das Organizações
Teoria das OrganizaçõesTeoria das Organizações
Teoria das Organizações
 
Aula rodrigo estruturalismo - comportamentalismo
Aula rodrigo   estruturalismo - comportamentalismoAula rodrigo   estruturalismo - comportamentalismo
Aula rodrigo estruturalismo - comportamentalismo
 
Aula 3
Aula 3Aula 3
Aula 3
 
Organização e os estudos organizacionais
Organização e os estudos organizacionaisOrganização e os estudos organizacionais
Organização e os estudos organizacionais
 
Aula 2 adminis
Aula 2 adminisAula 2 adminis
Aula 2 adminis
 
Organização Contremporânea 2
Organização Contremporânea 2Organização Contremporânea 2
Organização Contremporânea 2
 
Organização Contremporânea 4
Organização Contremporânea 4Organização Contremporânea 4
Organização Contremporânea 4
 
Resenha - Teoria Estruturalista: Estratégia Organizacional
Resenha - Teoria Estruturalista: Estratégia OrganizacionalResenha - Teoria Estruturalista: Estratégia Organizacional
Resenha - Teoria Estruturalista: Estratégia Organizacional
 
aula-01-comportamento-organizacional-introduc3a7ao.ppt
aula-01-comportamento-organizacional-introduc3a7ao.pptaula-01-comportamento-organizacional-introduc3a7ao.ppt
aula-01-comportamento-organizacional-introduc3a7ao.ppt
 
As organizações como sistema aberto
As organizações como sistema abertoAs organizações como sistema aberto
As organizações como sistema aberto
 
Aula7
Aula7Aula7
Aula7
 
1-Pensamento sistêmico.pdf
1-Pensamento sistêmico.pdf1-Pensamento sistêmico.pdf
1-Pensamento sistêmico.pdf
 
CULTURA_E_CLIMA_ORGANIZACIONAL_APOSTILA.pdf
CULTURA_E_CLIMA_ORGANIZACIONAL_APOSTILA.pdfCULTURA_E_CLIMA_ORGANIZACIONAL_APOSTILA.pdf
CULTURA_E_CLIMA_ORGANIZACIONAL_APOSTILA.pdf
 
Cultura e clima_organizacional_apostila
Cultura e clima_organizacional_apostilaCultura e clima_organizacional_apostila
Cultura e clima_organizacional_apostila
 
Apostila cultura e clima.pdf
Apostila cultura e clima.pdfApostila cultura e clima.pdf
Apostila cultura e clima.pdf
 
Características básicas das organizações formais modernas apostila
Características básicas das organizações formais modernas   apostilaCaracterísticas básicas das organizações formais modernas   apostila
Características básicas das organizações formais modernas apostila
 

Mais de Rafael Gomes

Criação de Brand Equity
Criação de Brand EquityCriação de Brand Equity
Criação de Brand Equity
Rafael Gomes
 
Identificação de Segmentos de Mercado
Identificação de Segmentos de MercadoIdentificação de Segmentos de Mercado
Identificação de Segmentos de Mercado
Rafael Gomes
 
Análise dos Mercados Organizacionais
Análise dos Mercados OrganizacionaisAnálise dos Mercados Organizacionais
Análise dos Mercados Organizacionais
Rafael Gomes
 
Análise dos Mercados Consumidores - Capítulo 06
Análise dos Mercados Consumidores - Capítulo 06Análise dos Mercados Consumidores - Capítulo 06
Análise dos Mercados Consumidores - Capítulo 06
Rafael Gomes
 
Matriz Ansoff
Matriz AnsoffMatriz Ansoff
Matriz Ansoff
Rafael Gomes
 
8P'S do Marketing de Serviços
8P'S do Marketing de Serviços8P'S do Marketing de Serviços
8P'S do Marketing de Serviços
Rafael Gomes
 
Marketing de Serviços
Marketing de Serviços Marketing de Serviços
Marketing de Serviços
Rafael Gomes
 
Marketing Sensorial
Marketing SensorialMarketing Sensorial
Marketing Sensorial
Rafael Gomes
 
Neuromarketing
Neuromarketing Neuromarketing
Neuromarketing
Rafael Gomes
 
Empresa voltada para o Cliente
Empresa voltada para o ClienteEmpresa voltada para o Cliente
Empresa voltada para o Cliente
Rafael Gomes
 
Conteúdo 05 - Marketing 1 - FCST
Conteúdo 05 - Marketing 1 - FCSTConteúdo 05 - Marketing 1 - FCST
Conteúdo 05 - Marketing 1 - FCST
Rafael Gomes
 
Canvas Editável
Canvas Editável Canvas Editável
Canvas Editável
Rafael Gomes
 
Modelagem de Negócios - Canvas
Modelagem de Negócios - CanvasModelagem de Negócios - Canvas
Modelagem de Negócios - Canvas
Rafael Gomes
 
Shopper Marketing
Shopper MarketingShopper Marketing
Shopper Marketing
Rafael Gomes
 
Trade marketing, conceitos.
Trade marketing, conceitos.Trade marketing, conceitos.
Trade marketing, conceitos.
Rafael Gomes
 
Estudo de caso - Storytelling
Estudo de caso - StorytellingEstudo de caso - Storytelling
Estudo de caso - Storytelling
Rafael Gomes
 
Storytelling
StorytellingStorytelling
Storytelling
Rafael Gomes
 
Marketing de Conteúdo
Marketing de ConteúdoMarketing de Conteúdo
Marketing de Conteúdo
Rafael Gomes
 
Marketing Digital e Evolução da Web
Marketing Digital e Evolução da WebMarketing Digital e Evolução da Web
Marketing Digital e Evolução da Web
Rafael Gomes
 
Análise do Ambiente de Marketing
Análise do Ambiente de MarketingAnálise do Ambiente de Marketing
Análise do Ambiente de Marketing
Rafael Gomes
 

Mais de Rafael Gomes (20)

Criação de Brand Equity
Criação de Brand EquityCriação de Brand Equity
Criação de Brand Equity
 
Identificação de Segmentos de Mercado
Identificação de Segmentos de MercadoIdentificação de Segmentos de Mercado
Identificação de Segmentos de Mercado
 
Análise dos Mercados Organizacionais
Análise dos Mercados OrganizacionaisAnálise dos Mercados Organizacionais
Análise dos Mercados Organizacionais
 
Análise dos Mercados Consumidores - Capítulo 06
Análise dos Mercados Consumidores - Capítulo 06Análise dos Mercados Consumidores - Capítulo 06
Análise dos Mercados Consumidores - Capítulo 06
 
Matriz Ansoff
Matriz AnsoffMatriz Ansoff
Matriz Ansoff
 
8P'S do Marketing de Serviços
8P'S do Marketing de Serviços8P'S do Marketing de Serviços
8P'S do Marketing de Serviços
 
Marketing de Serviços
Marketing de Serviços Marketing de Serviços
Marketing de Serviços
 
Marketing Sensorial
Marketing SensorialMarketing Sensorial
Marketing Sensorial
 
Neuromarketing
Neuromarketing Neuromarketing
Neuromarketing
 
Empresa voltada para o Cliente
Empresa voltada para o ClienteEmpresa voltada para o Cliente
Empresa voltada para o Cliente
 
Conteúdo 05 - Marketing 1 - FCST
Conteúdo 05 - Marketing 1 - FCSTConteúdo 05 - Marketing 1 - FCST
Conteúdo 05 - Marketing 1 - FCST
 
Canvas Editável
Canvas Editável Canvas Editável
Canvas Editável
 
Modelagem de Negócios - Canvas
Modelagem de Negócios - CanvasModelagem de Negócios - Canvas
Modelagem de Negócios - Canvas
 
Shopper Marketing
Shopper MarketingShopper Marketing
Shopper Marketing
 
Trade marketing, conceitos.
Trade marketing, conceitos.Trade marketing, conceitos.
Trade marketing, conceitos.
 
Estudo de caso - Storytelling
Estudo de caso - StorytellingEstudo de caso - Storytelling
Estudo de caso - Storytelling
 
Storytelling
StorytellingStorytelling
Storytelling
 
Marketing de Conteúdo
Marketing de ConteúdoMarketing de Conteúdo
Marketing de Conteúdo
 
Marketing Digital e Evolução da Web
Marketing Digital e Evolução da WebMarketing Digital e Evolução da Web
Marketing Digital e Evolução da Web
 
Análise do Ambiente de Marketing
Análise do Ambiente de MarketingAnálise do Ambiente de Marketing
Análise do Ambiente de Marketing
 

Teoria Estruturalista

  • 1. Administração de Empresas Teoria Geral da Administração I1 Aula 1
  • 2. Conhecendo-se  Quem éVocê?  Quantos anos você tem?  De onde você vem?  Para onde você vai (quais suas intenções profissionais futuras)?
  • 3.
  • 5.
  • 6. OS DESDOBRAMENTOS DA ABORDAGEM ESTRUTURALISTA Teoria da Burocracia Teoria Estruturalista Abordagem Estruturalista Ênfase na Estrutura Ênfase na Estrutura, nas Pessoas e no Ambiente
  • 7. A Teoria Estruturalista surgiu por volta da década de 50, como um desdobramento dos autores voltados para a Teoria da Burocracia que tentaram conciliar as teses propostas pela Teoria Clássica e pela Teoria das Relações Humanas. Os autores estruturalistas procuram inter-relacionar as organizações com o seu ambiente externo, que é a sociedade maior, ou seja, a sociedade de organizações, caracterizada pela interdependência entre as organizações. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 8. ORIGENS DA TEORIA ESTRUTURALISTA 1. A oposição surgida entre a Teoria Clássica e a de Relações Humanas. 2. A necessidade de visualizar a organização como uma unidade social 3. A influência do estruturalismo nas ciências sociais. 4. O novo conceito de estrutura. 1. As Organizações. 2. O homem organizacional. 3. A Sociedade de Organizações.
  • 9. As organizações A Teoria Estruturalista concentra-se no estudo das organizações, na sua estrutura interna e na interação com outras organizações. As organizações são concebidas como unidades sociais (intencionalmente construídas e reconstruídas, a fim de atingir objetivos específicos (exercito, escolas, hospitais, igrejas, prisões). O Homem Organizacional Enquanto a Teoria Clássica caracteriza o "homo economicus" e a Teoria das Relações Humanas, "o homem social", a Teoria Estruturalista focaliza o "homem organizacional", ou seja, o homem que desempenha papéis em diferentes organizações. Na sociedade das organizações, moderna e industrializada, aparece a figura do "homem organizacional" que participa simultaneamente de várias organizações. O homem moderno, ou seja, o homem organizacional, para ser bem sucedido em todas as organizações, precisa ter as seguintes características de personalidade: TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 10. Dentro da organização social, as pessoas ocupam certos papéis. Papel significa um conjunto de comportamentos solicitados a uma pessoa; é a expectativa de desempenho por parte do grupo social e consequente internalização dos valores e normas que o grupo, explícita ou implicitamente, prescreve para o indivíduo. O papel prescrito para o indivíduo é reforçado pela sua própria motivação em desempenhá-lo eficazmente. Cada pessoa pertence a vários grupos e organizações, e desempenha diversos papéis, ocupa muitas posições e suporta grande número de normas e regras diferentes. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 11. Flexibilidade: em face das constantes mudanças que ocorrem da vida moderna, Tolerância as Frustrações: para evitar o desgaste emocional decorrente do conflito necessário entre necessidades organizacionais e necessidades individuais, cuja mediação é feita através de normas racionais, escritas e exaustivas, que procuram envolver toda a organização. Capacidade de adiar as recompensas: e poder compensar o trabalho rotineiro dentro da organização, em detrimento das preferências e vocações pessoais por outros tipos de atividade profissional. Permanente desejo de Realização: garantindo a conformidade e cooperação com as normas que controlam e asseguram o acesso a posições de carreira dentro da organização, proporcionando recompensas e sanções sociais e materiais. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 12. Sociedade de Organizações Os estruturalistas utilizam, para estudar as organizações, uma análise organizacional mais ampla do que a de qualquer teoria anterior, pois pretendem conciliar a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas, baseando-se também na Teoria da Burocracia e entende que a organização esta inserida em um contexto maior que a sociedade. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 13. Pela abordagem tradicional, pressupõe-e que a principal meta de uma empresa seja de natureza econômica , tendo como objetivo a otimização do lucro e do patrimônio. Entretanto como sistema aberto, a empresa encontra-se em constante interação com os meios que a cerca, sofrendo influencias de força e nos leva a crer o importante papel social que tem a desempenhar. Se por um lado seu objetivo final é aquisição do lucro, por outro o mesmo só se torna legítimo, na medida em que entende os interesses do meio social ao qual esta se insere, criando políticas de interesses idênticas, reconhecidas e valorizadas por sua missão maior que é servir a sociedade. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 14. O enfoque da teoria estruturalista é na estrutura e ambiente, assim, essa teoria trouxe uma importante ruptura com relação às anteriores. Ela mostra a organização como sendo um sistema aberto que se relaciona com o ambiente e com outras organizações. Ela baseia-se no conceito de estrutura, que é um todo composto por partes que se inter relacionam. Portanto, o todo é maior do que a simples soma das partes. O que significa que os sistemas organizacionais não são a mera justaposição das partes. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 15. ANÁLISE DAS ORGANIZAÇÕES 1. Abordagem múltipla: organização formal e informal. 2. Abordagem múltipla: recompensas materiais e sociais. 3. Abordagem múltipla: os diferentes enfoques da organização. 4. Abordagem múltipla: os níveis da organização. 5. Abordagem múltipla: a diversidade de organizações. 6. Abordagem múltipla: análise inter organizacional.
  • 16. Abordagem múltipla - Organização Formal e Informal Teoria Clássica x Relações. Os estruturalistas tentam estudar o relacionamento entre ambas as organizações: a formal e a informal, em uma abordagem múltipla. A Teoria Estruturalista vai tentar relacionar as relações formais e informais dentro e fora da organização. Os estruturalistas não alteram os conceitos da organização formal e informal, (formal tudo o que estiver expresso no organograma como hierarquia, regras, regulamentos, controle de qualidade e informal as relações sociais). A Teoria Estruturalista tenta encontrar o equilíbrio entre os elementos racionais e não racionais do comportamento humano que constitui o ponto principal da vida, da sociedade e do pensamento moderno. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 17. Abordagem Múltipla: Recompensas Materiais e Sociais O significado das recompensas materiais e sociais é tudo que se inclui nos símbolos de posição (tamanho da mesa ou do escritório, carros da companhia, etc) é importante na vida de qualquer organização. Para que as recompensas sociais e simbólicas sejam eficientes, quem as recebe deve estar identificado com a organização que as concede. Os símbolos e significados devem ser prezados e compartilhados pelos outros, como a esposa, colegas, amigos, vizinhos, etc. Por essas razões, as recompensas sociais são menos eficientes com os funcionários de posições mais baixas do que com os de posições mais altas. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 18. Abordagem Múltipla: Os diferentes Enfoques da Organização As organizações para os estruturalistas podem ser concebidas segundo duas diferentes concepções: Modelo racional e modelo natural. Modelo racional da organização: •Concebe a organização com um meio deliberado e racional de alcançar metas conhecidas. •Os objetivos organizacionais são explicitados (com por exemplo a maximização dos lucros). •As estruturas organizacionais são cuidadas para atingir a mais alta eficiência. •É um sistema fechado, tendo como característica a visão focalizada apenas nas partes internas do sistema, com ênfase no planejamento e controle. •Neste modelo inclui a abordagem clássica da administração e a teoria da burocracia. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 19. Modelo natural de organização: •Concebe a organização com um conjunto de partes independentes que, juntas, constituem um todo. •O objetivo básico é a sobrevivência do sistema. •O modelo natural procura tornar tudo funcional e equilibrado, podendo ocorrer disfunções. •A auto-regulação é o mecanismo fundamental que naturalmente governa as relações entre as partes e suas atividades, mantendo o sistema equilibrado e estável ante as perturbações provindas do ambiente externo. •Este modelo traz com inevitável aparecimento a organização informal nas organizações. •É um sistema aberto tendo como característica a visão focalizada sobre o sistema e sua interdependência com o ambiente. •Expectativa de incerteza e de imprevisibilidade. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 20. Abordagem Múltipla: Os Níveis da Organização Assim com o modelo burocrático de Weber, as organizações sofrem uma multiplicidade de problemas que são classificados e categorizados para que a responsabilidade por sua solução seja atribuída a diferentes níveis hierárquicos: ·Nível Institucional: É o nível mais alto, composto dos dirigentes ou altos funcionários. É também denominado nível estratégico. · Nível Gerencial: É o nível intermediário, cuidando do relacionamento e da integração desses dois níveis. O nível gerencial é o responsável pela transformação das decisões institucional em planos e em programas para que o nível técnico os execute. · Nível Técnico: É o nível mais baixo da organização denominado nível operacional. É o nível que cuida da execução das tarefas a curto prazo e segue os programas e rotinas desenvolvidas pelo nível gerencial. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 21. A Diversidade de Organizações Enquanto a Administração Científica e a Escola das Relações Humanas focalizaram as fábricas, a abordagem estruturalista ampliou o campo a fim de incluir outros tipos de organizações: organizações pequenas, médias e grandes, públicas e privadas, empresas dos mais diversos tipos (industrias ou produtoras de bens, prestadoras de serviços, comerciais, agrícolas, etc), organizações militares (exército, marinha, aeronáutica), organizações religiosas (igreja), organizações filantrópicas, partidos políticos, prisões, sindicatos, etc. Além disso, toda a organização, a medida que cresce torna-se complexa e passa a exigir um adequada administração. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 22. Análise Inter organizacional Os estruturalistas se baseiam em uma abordagem de sistema aberto e utilizam o modelo natural de organização como base de seus estudos. A análise organizacional passa a ser feita através de uma abordagem múltipla, ou seja, através das análises intra-organizacional (fenômenos internos) e inter organizacional (fenômenos externos). Os estruturalistas fazem uma análise comparativa entre as organizações, propondo tipologias, como, a de: Etzione (1980), na qual ele se baseia no conceito de obediência, e a de Blau e Scott (1970), que se baseia no conceito de beneficiário principal. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 23. TIPOLOGIA DE ETZIONI CONCEITO DA OBEDIÊNCIA Tipos de Tipos de Poder Controle Ingresso e Envolvimento Exemplos Organizações Utilizado Permanência Pessoal dos dos Membros Membros Organizações Coercitivo Prêmios e Coação, imposição, Alienativo, com Prisões e Coercitivas punições força, ameaça, base no temor penitenciárias medo Organizações Normativo Moral e Convicção, fé, Moral e Igrejas, Normativas ético crença, ideologia motivacional hospitais, autoexpressão universidades Organizações Remunerativo Incentivos Interesse, Calculativo. Empresas Utilitárias econômicos vantagem Busca de em geral percebida vantagens
  • 24. TIPOLOGIA DE BLAU E SCOT CONCEITO DO BENEFICIÁRIO PRINCIPAL Beneficiário Principal Tipo de Organização Exemplos Os próprios membros Associação de beneficiários Associações profissionais, da organização mútuos cooperativas, sindicatos, fundos mútuos, consórcios. Os proprietários ou acionistas Organizações de interesses Sociedades anônimas ou da organização comerciais empresas familiares Os clientes Organizações de serviços Hospitais, universidades, organizações religiosas e filantrópicas, agências sociais O público em geral Organizações de Estado Organização militar, correios e telégrafos, segurança pública, saneamento básico, organização jurídica e penal
  • 25. A Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas incompatíveis entre si - tornou necessária uma posição mais ampla e compreensiva que integrasse os aspectos considerados por uma e omitidos pela outra e vice-versa. A Teoria Estruturalista pretende ser uma síntese delas, inspirando-se na abordagem de Max Weber (Teoria Burocrática) A necessidade de visualizar "a organização como uma unidade social complexa na qual interagem grupos sociais" que compartilham alguns dos objetivos da organização (como a viabilidade econômica da organização), mas podem se opor a outros (como a maneira de distribuir os lucros). Seu maior diálogo foi com a Teoria das Relações Humanas. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 26. OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS 1. Apresentação de uma situação futura. 2. Constituem uma fonte de legitimidade que justifica ações. 3. Servem como padrões para avaliar o desempenho. 4. Servem como unidade de medida para a produtividade. 1. Modelos de sobrevivência. 2. Modelos de eficiência.
  • 27. A mesma estrutura pode ser apontada em diferentes áreas, e a compreensão das estruturas fundamentais em alguns campos de atividade permite o reconhecimento das mesmas estruturas em outros campos. O estruturalismo está voltado para o todo e com o relacionamento das partes na constituição do todo. A totalidade, a interdependência das partes e o fato de o todo ser maior do que a soma das partes são as características do estruturalismo. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 28. AMBIENTE ORGANIZACIONAL 1. Interdependência das organizações com a sociedade. 2. Conjunto organizacional. Estratégia Organizacional (segundo a abordagem estruturalista) 1. Competição 2. Ajuste ou negociação. 3. Cooptação (atrair alguém para seus objetivos) ou coopção (agregar). 4. Coalizão (acordo entre partidos políticos)
  • 29. CONFLITOS ORGANIZACIONAIS • Conflito entre a autoridade do especialista (conhecimento) e a autoridade administrativa (hierarquia) 1. Organizações especializadas. 2. Organizações não-especializadas. 3. Organizações de serviços. 2. Dilemas da organização. 1. Dilema entre coordenação e comunicação livre. 2. Dilema entre disciplina burocrática e especialização profissional. 3. Dilema entre necessidade de planejamento centralizado e necessidade de iniciativa individual 3. Conflitos entre linha e assessoria (staff).
  • 30. Segundo Ferreira, A.; Reis, C.; Pereira, I. (2002), as críticas feitas ao Estruturalismo normalmente são respostas às críticas formuladas pelos próprios estruturalistas em relação à outras teorias, principalmente à Teoria das Relações Humanas. Dentre as críticas recebidas, destacam-se as seguintes: Ampliação da abordagem: A Teoria Estruturalista ampliou o campo de visão da administração que antes se limitava ao indivíduo, na Teoria Clássica, e ao grupo, na Teoria das Relações Humanas, e que agora abrange também a estrutura da organização, considerando-a um sistema social que requer atenção em si mesmo. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 31. Ampliação do estudo para outros campos: A Teoria Estruturalista alargou também o campo de pesquisa da administração, incluindo organizações não- industriais e sem fins lucrativos em seus estudos. Convergência de várias teorias: Na visão de Chiavenato (2003), nota-se, no Estruturalismo, uma tentativa de integração em ampliação nos conceitos das teorias que o antecederam, a saber: A Teoria Clássica, a Teoria das Relações Humanas e a Teoria da Burocracia. Dupla tendência teórica: Ainda para Chiavenato (2003), alguns dos autores estruturalistas enfatizavam somente a estrutura e os aspectos que integravam a organização, onde a mesma é o objeto da análise. Outros autores se atêm aos aspectos como conflitos e divisões na organização. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 32. Diante da fragilidade e da insuficiência da Teoria Clássica e a de Relações Humanas, estas criando um empecilho que a própria Teoria da Burocracia não conseguiu transpor, os estruturalistas procuram ter em vista a estrutura formal, porém, integrando a uma abordagem mais humanística. Consideramos, portanto, que ela é uma síntese da Teoria Clássica (formal) e da Teoria das Relações Humanas (informal), tentando integrar as duas, numa perspectiva crítica. TEORIA ESTRUTURALISTA
  • 33. APRECIAÇÃO CRÍTICA DA TEORIA ESTRUTURALISTA 1. Convergência de várias abordagens divergentes. 2. Ampliação da abordagem. 3. Dupla tendência teórica. 4. Análise organizacional mais ampla. 5. Inadequação das tipologias organizacionais. 6. Teoria de crise. 7. Teoria de transição e de mudança.