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Ana Milhinhos
Primeiros Socorros

Fundamentos dos Primeiros Socorros


Primeiros Socorros: São os cuidados imediatos prestados a uma pessoa cujo estado
físico coloca em perigo a sua vida ou a sua saúde, com o fim de manter as suas funções
vitais e evitar o agravamento de suas condições, até que receba assistência médica
especializada.

Socorrista: Actividade regulamentada pelo Ministério da Saúde. O socorrista possui
um treino mais amplo e detalhado que uma pessoa prestadora de socorro.

Urgência: Estado que necessita de encaminhamento rápido ao hospital. O tempo gasto
entre o momento em que a vítima é encontrada e o seu encaminhamento deve ser o mais
curto possível.

Emergência: Estado grave, que necessita atendimento médico embora não seja
necessariamente urgente.

Acidente: Fato do qual resultam pessoas feridas e/ou mortas que necessitam de
atendimento.

Incidente: Fato ou evento desastroso do qual não resultam pessoas mortas ou feridas,
mas que pode oferecer risco futuro.

Sinal: É a informação obtida a partir da observação da vítima.

Sintoma: É informação a partir de um relato da vítima.



Limites de Acção

   •   A acção de um popular que seja detentor dos conhecimentos básicos de
       primeiros socorros, que socorra uma possível vitima tem a sua acção limitada
       com a chegada de pessoal especializado ao local.
Formas de Actuação

Acidentes de pele:
Picadas
Queimaduras
Acidentes com o Esqueleto




LUXAÇÕES:

 A luxação é uma lesão onde as extremidades ósseas que formam uma articulação ficam
deslocadas, permanecendo desalinhadas e sem contacto entre si. O desencaixe de um
osso da articulação (luxação) pode ser causado por uma pressão intensa, que deixará o
osso numa posição anormal, ou também por uma violenta contracção muscular. Com
isto, poderá haver uma ruptura dos ligamentos.

Os sinais e sintomas mais comuns de uma luxação são: dor intensa, deformidade
grosseira no local da lesão e a impossibilidade de movimentação.

Em caso de luxação, o socorrista deverá proceder como se fosse um caso de fractura,
imobilizando a região lesada, sem o uso de tracção. No entanto, devemos sempre
lembrar que é bastante difícil distinguir a luxação de uma fractura.
FRATURAS

É a ruptura do osso. O PRIMEIRO SOCORRO consiste em impedir o deslocamento das
partes quebradas, evitando assim o agravamento da lesão.

AS FRATURAS PODEM SER

   •   Fechadas - quando o osso quebrado não perfura a pele.
   •   Exposta - quando o osso quebrado rompe a pele.

COMO SE MANIFESTA

Dor e edema (inchaço) local, Dificuldade ou incapacidade de movimentação, Posição
anormal da região atingida. Há uma sensação de atrito das partes ósseas no local da
fratura, em fratura expostas há a rotura da pele com exposição do osso fraturado.

COMO PROCEDER

Fratura Fechada

Mantenha a vítima em repouso, evite movimentar a região atingida e o estado de
choque. Aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesado, até posterior
orientação médica. Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas,
travesseiro, manta e tiras de pano.

Proteja a região lesada usando algodão ou pano, afim de evitar danos à pele, faça a
imobilização de modo que o aparelho atinja as duas articulações próximas à fratura.

Amarre as talas com ataduras ou tiras de pano com firmeza, SEM APERTAR, em
4 pontos:

   •   ACIMA e ABAIXO DO LOCAL DA LESÃO.
   •   ACIMA e ABAIXO das articulações próximas à região lesão.

Remova a vítima para o hospital mais próximo, após a imobilização

IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura (colocar o osso quebrado no lugar)

Fratura Exposta

Mantenha a vítima em repouso, evite movimentar a região atingida. Estanque a
HEMORRAGIA e faça um curativo protetor sobre o ferimento, usando compressas,
lenço ou pano limpo.

Evite o estado de choque, aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesado,
até posterior orientação médica.

Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro, manta
e tiras de pano. Remova a vítima para o hospital mais próximo, após a imobilização.

IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura (colocar o osso quebrado no lugar).

FRATURA DE CLAVÍCULA
COMO SE MANIFESTA

Dor intensa no local da fratura e o acidentado não consegue movimentar o braço do lado
afetado e sustento com o outro braço na altura do cotovelo para diminuir a dor.

 COMO PROCEDER

   •   Mantenha a vítima em repouso.
   •   Evite movimentar a região atingida.
   •   Coloque um chumaço de algodão ou pano dobrado entre o braço lesado e o tórax
       (região axilar).
   •   Fixe o braço de encontro ao tórax, usando duas faixas de pano.
   •   Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira).
   •   PROCURE UM MÉDICO.

FRATURA DE BRAÇO (úmero)

 COMO PROCEDER

   •   Mantenha a vítima em repouso
   •   Evite movimentar a região atingida
   •   Coloque um chumaço de algodão ou pano dobrado entre o braço lesado e o tórax
       (região axilar)
   •   Proteja o face externa do braço com uma tala, do ombro ao cotovelo
   •   Fixe o braço assim protegido de encontro ao tórax, usando duas faixas de pano
   •   Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira)
   •   PROCURE UM MÉDICO

FRATURA DE ANTEBRAÇO (rádio e ou ulna)

 COMO PROCEDER

   •   Mantenha a vítima em repouso.
   •   Evite movimentar a região atingida.
   •   Dobre o antebraço, mantendo o polegar voltado para cima.
   •   Proteja a região a ser imobilizada com algodão ou pano limpo.
   •   Coloque duas talas nas faces interna e externa do antebraço,
       ULTRAPASSANDO o cotovelo e os dedos.
   •   Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira).
   •   PROCURE UM MÉDICO.

FRATURA DE PUNHO

 COMO PROCEDER

   •   Mantenha a vítima em repouso.
   •   Evite movimentar a região atingida.
   •   Dobre o antebraço, mantendo o polegar voltado para cima.
   •   Proteja a região a ser imobilizada com algodão ou pano limpo.
   •   Coloque duas talas nas faces interna e externa do antebraço,
       ULTRAPASSANDO o cotovelo e os dedos.
   •   Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira).
   •   PROCURE UM MÉDICO.
FRATURA DE COXA (fêmur)

COMO SE MANIFESTA

   •   Dor intensa agravada pela movimentação.
   •   Dificuldade ou incapacidade de movimentação.
   •   Posição anormal da região atingida, podendo ocorrer a rotação do pé.

COMO PROCEDER

   •   Mantenha a vítima em repouso e em decúbito dorsal (deitada de costa).
   •   Proteja todo o membro com um pano ou algodão.
   •   Imobilize o membro fracturado na posição ENCONTRADA.
   •   Coloque duas talas, uma ao longo de toda a face externa, do tornozelo até a axila
       (na falta de uma tala use cabo de vassoura, guarda-chuva, ripa ou tábua) e a
       outra na face interna, do tornozelo a virilha.
   •   PROCURE UM MÉDICO




Acidentes digestivos – Formas de Actuação

Indigestão ou Dispepsia

A indigestão é um termo impreciso que as pessoas utilizam para se referirem a sintomas
diferentes. Aqui o termo é utilizado para se referir a uma ampla variedade de problemas
do tracto gastrointestinal, como a dispepsia, as náuseas e os vómitos, a regurgitação, a
sensação de ter um obstáculo na garganta (sensação de «nó») e o mau hálito (halitose).

dispepsia é uma dor ou um mal-estar na parte alta do abdómen ou no peito que muitas
vezes é descrita como ter gases, sensação de estar cheio ou como uma dor corrosiva ou
urgente (ardor).

A dispepsia tem muitas causas. Algumas são perturbações importantes, como úlceras do
estômago, úlceras duodenais, inflamação do estômago (gastrite) e cancro gástrico. A
ansiedade pode provocar dispepsia (possivelmente porque uma pessoa ansiosa tende a
suspirar ou a inspirar e engolir ar, o que pode provocar distensão gástrica ou intestinal,
bem como flatulência e meteorismo). A ansiedade também pode aumentar a percepção
de sensações desagradáveis por parte da pessoa, ao ponto de o mais pequeno incómodo
se tornar muito stressante.

A bactéria Helicobacter pylori (Ver secção 9, capítulo 102) pode provocar inflamação e
úlceras do estômago e do duodeno, mas não é seguro se pode provocar dispepsia
moderada nas pessoas que não tenham úlceras.

Sintomas e diagnóstico

A dor e o mal-estar na parte superior do abdómen ou no peito pode ser acompanhada de
arrotos e de ruídos abdominais ampliados (borborigmos). Nalgumas pessoas, a ingestão
de alimentos agrava a dor, a outras alivia-a. Outros sintomas incluem perda de apetite,
náuseas, prisão de ventre, diarreia e flatulência.

Muitas vezes, começa-se o tratamento sem análises prévias. Quando estas são feitas,
não conseguem identificar qualquer anomalia em 50 % dos casos de dispepsia. Mesmo
quando se encontram anomalias, muitas vezes não explicam todos os sintomas.

No entanto, como a dispepsia pode ser um aviso precoce duma doença grave, em
determinados casos fazem-se essas análises. Fazem-se testes nos doentes cuja dispepsia
se prolonga para além dumas semanas, não responde ao tratamento ou é acompanhada
de perda de peso ou de outros sintomas pouco habituais. As análises de laboratório
incluem normalmente uma contagem completa de glóbulos vermelhos e uma análise
para detecção de sangue nas fezes. Os estudos radiológicos do esófago, do estômago ou
do intestino delgado utilizando bário podem ser feitos se o doente tiver problemas em
engolir ou apresentar vómitos, perda de peso ou se sofrer de dores que se agravam ou
aliviam ao ingerir alimentos. Pode ser usado um endoscópio (um tubo de visualização
de fibra óptica) (Ver secção 9, capítulo 100) para examinar o interior do esófago, do
estômago ou do intestino e obter uma amostra do revestimento gástrico através de uma
biopsia. Depois essa amostra é examinada ao microscópio para ver se está infectada por
Helicobacter pylori. Outros estudos, que por vezes são úteis, são os que medem as
contracções do esófago ou a resposta deste ao ácido.

Tratamento

Se não se encontrar uma causa subjacente, o médico trata os sintomas. Durante um
curto período de tempo pode experimentar-se a administração dum antiácido ou dum
bloqueador dos receptores H2, como a cimetidina, a ranitidina ou a famotidina. Se a
pessoa tiver uma infecção por Helicobacter pylori na mucosa do estômago, o médico
normalmente prescreve subsalicilato de bismuto e um antibiótico como a amoxicilina ou
o metronidazol



Obstipação.

Definição:

Obstipação intestinal, ou "prisão de ventre", é a dificuldade de evacuar, devido ao
endurecimento e/ou grande volume das fezes, levando à dor e maior esforço defecatório,
com possível origem de fissuras anais e até hemorróidas.

Causas de obstipação no Bebê:

1. Alimentação Inadequada.
- Ausência de aleitamento ao seio.
- Uso do leite artificial, quando necessário, fora das concentrações recomendadas pelo
pediatra ou fabricante.
- Adição de "engrossantes" ao leite artificial.

2. Inibição do reflexo da evacuação.
- Hábito de "segurar" a evacuação. As fezes endurecidas causam dor, havendo então a
inibição do esforço defecatório. Aos poucos estas fezes se acomodam na ampola retal, e
assim a "vontade passa". Depois de algumas horas tudo recomeça, levando a um círculo
vicioso com o endurecimento e compactação das fezes acumuladas.
- Assaduras, podem em alguns casos também levar a inibição deste reflexo, pela dor que
acarretam durante a defecação.

3. Pouca atividade física.
- A falta de atividade física (andar, correr), pela imaturidade do sistema locomotor, leva
a diminuição dos movimentos intestinais, o que diminui em muito o reflexo da
evacuação.

4. Confusão entre constipação e freqüência.
- Muitas vezes, crianças amamentadas exclusivamente ao seio têm o hábito intestinal,
por exemplo, a cada três dias. Como o leite materno é o único alimento natural,
exclusivamente feito para o bebê, sendo que somente eles se beneficiam de seu uso, não
há muito resíduo alimentar para ser eliminado como fezes. Então é normal um bebê
alimentado ao seio ficar alguns dias sem evacuar, e não se sentir mal por isso (quem
acaba sofrendo somos nós, pais e avós, até eles evacuarem...). O mesmo não acontece
com os leites artificiais, que por produzirem mais resíduos, sofrem fermentação pelas
bactérias da flora intestinal, levando a produção de gases. Este processo gera a tão
temida e indesejável cólica, se a eliminação das fezes não for diária.

5. Outras Causas de Constipação.
- Estresse, nervosismo, ansiedade, ou seja, fatores emocionais.

Como tratar:

Cuidados Gerais.
- Amamentar ao seio.
- Respeitar o horário de amamentação, buscando sempre uma periodicidade. (2 em 2, 3
em 3 horas.)
- A mãe que amamenta deve beber boa quantidade de líquidos diariamente. (cerca de 4
litros).
- Brinque, cante, procure tornar o ambiente do bebê muito tranqüilo.
- Sejam minuciosos na higiene, tratando possíveis afecções anorretais, tais como
fissuras e assaduras, que aumentariam as dificuldades de evacuação.
- Não use laxantes ou supositórios sem o conhecimento do pediatra, e não vá atrás de
curiosos!
- Após a introdução de frutas, optar pelas ricas em fibras, por serem laxantes. (ver tabela
abaixo)



Lista de Alimentos Laxantes:

Laranja, tangerina, mamão, abacate, manga, morango, quiwi, ameixa preta, mel, entre
outros próprios para a idade.

Obs: Medicamentos, somente com indicação médica.



Intoxicação

Crianças comem e bebem quase tudo
Mantenha todos os produtos tóxicos em local seguro e trancado, fora do alcance das
mãos e dos olhos das crianças, de modo a não despertar sua curiosidade.
Para ajudar a prevenir intoxicações com remédios ou produtos de limpeza adquira, se
possível, produtos com trava de segurança. As mais frequentes intoxicações em crianças
são causadas por remédios, produtos de uso doméstico, como alvejantes, querosene,
polidores de móveis, tintas, solventes, detergentes, insecticidas.



Remédios

 Os remédios são ingeridos por crianças que os encontram em local de fácil acesso,
deixados pelo adulto;
 Nunca deixe de ler o rótulo ou a bula antes de usar qualquer medicamento;
 Evite tomar remédio na frente de crianças;
 Não dê remédio no escuro para que não haja trocas perigosas;
 Não utilize remédios sem orientação médica;
 Mantenha os medicamentos nas embalagens originais;
 Cuidado com remédios de uso infantil e de adulto com embalagens muito parecidas.
Erros de identificação podem causar intoxicações graves e, às vezes, fatais;
 Nunca use medicamentos com prazo de validade vencida;
 Descarte remédios vencidos. Não guarde restos de medicamentos. Despeje o conteúdo
no vaso sanitário ou na pia e lave a embalagem antes de descartá-la. Nunca coloque a
embalagem com o seu conteúdo na lixeira;
 É importante que a criança aprenda que remédio não é bala, doce ou refresco. Quando
sozinha, ela poderá ingerir o medicamento. Lembre-se: remédio é remédio;
 Pílulas coloridas, embalagens e garrafas bonitas, brilhantes e atraentes, odor e sabor
adocicados despertam a atenção e a curiosidade natural das crianças. Não estimule essa
curiosidade. Mantenha medicamentos e produtos domésticos trancados e fora do
alcance das crianças.

 Produtos Domésticos

  Leia atentamente os rótulos antes de usar qualquer produto doméstico e siga as
instruções cuidadosamente;
  Guarde detergentes, sabão em pó, insecticidas e outros produtos de uso doméstico
longe dos alimentos e dos medicamentos, trancados e fora do alcance das crianças;
  Mantenha os produtos nas suas embalagens originais. Nunca coloque produtos
derivados de petróleo (querosene, gasolina), alvejantes, em embalagens de refrigerantes,
sucos.

 Plantas Tóxicas

  Ensine às crianças que não se deve colocar plantas na boca;
  Conheça as plantas que tem em casa e arredores pelo nome e características;
  Não coma plantas desconhecidas. Lembre-se que não há regras ou testes seguros para
distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a
toxicidade das plantas;
  Quando estiver lidando com plantas venenosas use luvas ou lave bem as mãos após
esta actividade;
  Não faça remédios ou chás caseiros preparados com plantas, sem orientação médica.

 Em caso de acidente com plantas tóxicas
Retire da boca o que resta da planta, cuidadosamente;
Enxagüe a boca com água corrente;
Guarde a planta para identificação;
Ligue para o Centro de Controle de Intoxicação.


                                            PRODUTOS
                       LOCAL             POTENCIALMENTE
                                             TÓXICOS
                                   desentupidores
                                   desengordurantes de fogões
                                   desinfectantes
                      Cozinha
                                   sabões
                                   detergentes
                                   saponáceos
                                   solventes
                                   tintas
                                   insecticidas
                        Área       raticidas
                         de        álcool
                       Serviço     gás de cozinha
                                   sabões para máquina de lavar
                                   ceras
                                   fertilizantes
                                   bebidas alcóolicas
                        Sala
                                   plantas ornamentais
                                   insecticidas
                                   naftalina
                       Quarto
                                   remédios
                                   perfumes
                                   remédios
                                   perfumes
                      Banheiro     cosméticos
                                   talco
                                   desodorizantes de ambiente
                                   plantas ornamentais
                                   aranhas
                       Jardim      escorpiões
                                   cobras
                                   insectos
Acidentes Circulatórios




Síncope ou desmaio é a perda temporária, súbita e breve da consciência e
consequentemente da postura, devido a isquémia cerebral transitória generalizada
(redução na irrigação de sangue para o cérebro

É o conjunto de manifestações que resultam de um desequilíbrio entre o volume de
sangue circulante e a capacidade do sistema vascular, causados geralmente por: choque
eléctrico, hemorragia aguda, queimadura extensa, ferimento grave, envenenamento,
exposição a extremos de calor e frio, fractura, emoção violenta, distúrbios circulatórios,
dor aguda e infecção grave.



TIPOS DE ESTADO DE CHOQUE:

Choque Cardiogênico: Incapacidade do coração de bombear sangue para o resto do
corpo. Possui as seguintes causas: enfarte agudo do miocárdio, arritmias, cardiopatias;

Choque Neurogênico: Dilatação dos vasos sanguíneos em função de uma lesão
medular. Geralmente é provocado por traumatismos que afectam a coluna cervical;

Choque Séptico: Ocorre devido a incapacidade do organismo em reagir a uma infecção
provocada por bactérias ou vírus que penetram na corrente sanguínea liberando grande
quantidade de toxinas;

Choque Hipovolêmico: Diminuição do volume sanguíneo. Possui as seguintes causas:

Perdas       sangüíneas         -      hemorragias       internas        e      externas.
Perdas        de        plasma          -        queimaduras         e        peritonites.
Perdas de fluídos e eletrólitos - vômitos e diarréias.

  Choque Anafilático: Decorrente de severa reacção alérgica. Ocorre as seguintes
reacções:

Pele:          urticária,     edema        e        cianose        dos         lábios;
Sistema respiratório: dificuldade de respirar e edema da árvore respiratória;
Sistema circulatório: dilatação dos vasos sanguíneos, queda da pressão arterial, pulso
fino e fraco, palidez.

COMO SE MANIFESTA

A pele fica fria e pegajosa, aumenta a sudorese (transpiração abundante) na testa e nas
palmas das mãos, a face fica pálida com expressão de sofrimento. A pessoa tem uma
sensação de frio, chegando às vezes a ter tremores.

A pessoa pode sentir náuseas e vômitos, a ventilação fica curta, rápida e irregular.
Perturbação visual com dilatação da pupila, perda do brilho dos olhos, o pulso fica fraco
e rápido e a pessoa pode ficar parcialmente ou totalmente inconsciente.

COMO PROCEDER

Realize uma rápida inspecção na vítima, combata, evite ou contorne a causa do estado
de choque, se possível. Mantenha a vítima deitada e em repouso, controle toda e
qualquer hemorragia externa, verifique se as vias aéreas estão permeáveis, retire da
boca, se necessário secreção, dentadura ou qualquer outro objecto.

Execute a massagem cardíaca externa associada à respiração de socorro boca-a-boca, se
a vítima apresentar ausência de pulso, dilatação das pupilas e parada respiratória.

Afrouxe a vestimenta da vítima, vire a cabeça da vítima para o lado caso ocorra vômito.
Eleve os membros inferiores cerca de 30 cm, excepto nos casos de choque
cardiogênicos (infarto agudo do miocárdio, arritmias e cardiopatias) pela dificuldade de
trabalho do coração. Procure aquecer a vítima.

Remova IMEDIATAMENTE a vítima para o hospital
Asfixia
Outros tipos de acidentes

Acidentes por corrente eléctrica
Primeiros Socorros
Técnicas de imobilização




Prevenção da contaminação

Contaminação microbiana e parasitária



Lavar bem os alimentos
Evitar o contacto com as crianças se estiver constipado
Lavar bem as mãos
Manter as unhas cortadas
Colocar luvas para mexer nos bebés
Isolar rapidamente as fraldas
Lavar todos os espaços com detergentes anti-bacteriano.




Contaminação Viral

O ar que respira

O ar que respiramos está cheio de vírus e bactérias, que caso entrem pelas vias
respiratórias podem causar infecções. E as crianças, devido a terem um sistema
imunitário mais imaturo, têm mais possibilidades de serem contagiadas. Por isso,
convém seguir algumas regras para evitar o contágio do seu filho. Assim:

- Evite os ambientes fechados como os centros comerciais, transportes públicos e outros
lugares pouco arejados.

- Evite que o bebé esteja em contacto com pessoas doentes.

- Pelo menos uma vez por dia areje a casa, em especial o lugar onde o bebé dorme ou
passa mais tempo.

- Antes de tocar no bebé ou nos seus acessórios (chupeta, tetinas, biberões, etc.) lave
bem as mãos.

- Evite que outras pessoas beijem o seu filho.

Constipou-se no infantário

As crianças que frequentam o infantário, têm mais probabilidades de se constiparem, já
que se houver um a criança doente pode transmitir a doença a todas as crianças da sala.

O contágio dá-se quando as crianças partilham os mesmos brinquedos e os levam à
boca. Também quando falam, pode haver transmissão do vírus através das partículas de
saliva expelidas.



Mala de primeiros socorros

Constituição das Malas de 1ºs. Socorros:

   •   Termómetro (para avaliação da temperatura);
   •   pinça, tesoura, canivete;
   •   adesivo normal e antialérgico;
   •   compressas diversas (para as hemorragias);
   •   gaze oxigenada (para desinfecção e/ou estancamento de hemorragias);
   •   ligaduras (normais e elásticas) diversas (para as contusões e traumatismos);
   •   pensos rápidos diversos;
   •   penso plástico;
   •   pensos gordurosos;
   •   pensos hemostáticos (para estancamento de hemorragias);
•   garrote (idem);
•   lanterna pequena;
•   álcool (para desinfecção);
•   luvas;
•   éter;
•   Betadine espuma e dérmico (para lavagem e desinfecção);
•   timerosal;
•   analgésicos (para bloquear a dor);
•   antipiréticos (para evitar a febre e as convulsões);
•   antiácidos (para evitar ou diminuir as gastrites ou outras irritações das
    mucosas do estômago);
•   anti-inflamatórios (para evitar ou diminuir inflamações);
•   repelentes para insectos;
•   protector solar;
•   vaselina.

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  • 2. Primeiros Socorros Fundamentos dos Primeiros Socorros Primeiros Socorros: São os cuidados imediatos prestados a uma pessoa cujo estado físico coloca em perigo a sua vida ou a sua saúde, com o fim de manter as suas funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, até que receba assistência médica especializada. Socorrista: Actividade regulamentada pelo Ministério da Saúde. O socorrista possui um treino mais amplo e detalhado que uma pessoa prestadora de socorro. Urgência: Estado que necessita de encaminhamento rápido ao hospital. O tempo gasto entre o momento em que a vítima é encontrada e o seu encaminhamento deve ser o mais curto possível. Emergência: Estado grave, que necessita atendimento médico embora não seja necessariamente urgente. Acidente: Fato do qual resultam pessoas feridas e/ou mortas que necessitam de atendimento. Incidente: Fato ou evento desastroso do qual não resultam pessoas mortas ou feridas, mas que pode oferecer risco futuro. Sinal: É a informação obtida a partir da observação da vítima. Sintoma: É informação a partir de um relato da vítima. Limites de Acção • A acção de um popular que seja detentor dos conhecimentos básicos de primeiros socorros, que socorra uma possível vitima tem a sua acção limitada com a chegada de pessoal especializado ao local.
  • 6. Acidentes com o Esqueleto LUXAÇÕES: A luxação é uma lesão onde as extremidades ósseas que formam uma articulação ficam deslocadas, permanecendo desalinhadas e sem contacto entre si. O desencaixe de um osso da articulação (luxação) pode ser causado por uma pressão intensa, que deixará o osso numa posição anormal, ou também por uma violenta contracção muscular. Com isto, poderá haver uma ruptura dos ligamentos. Os sinais e sintomas mais comuns de uma luxação são: dor intensa, deformidade grosseira no local da lesão e a impossibilidade de movimentação. Em caso de luxação, o socorrista deverá proceder como se fosse um caso de fractura, imobilizando a região lesada, sem o uso de tracção. No entanto, devemos sempre lembrar que é bastante difícil distinguir a luxação de uma fractura.
  • 7. FRATURAS É a ruptura do osso. O PRIMEIRO SOCORRO consiste em impedir o deslocamento das partes quebradas, evitando assim o agravamento da lesão. AS FRATURAS PODEM SER • Fechadas - quando o osso quebrado não perfura a pele. • Exposta - quando o osso quebrado rompe a pele. COMO SE MANIFESTA Dor e edema (inchaço) local, Dificuldade ou incapacidade de movimentação, Posição anormal da região atingida. Há uma sensação de atrito das partes ósseas no local da fratura, em fratura expostas há a rotura da pele com exposição do osso fraturado. COMO PROCEDER Fratura Fechada Mantenha a vítima em repouso, evite movimentar a região atingida e o estado de choque. Aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesado, até posterior orientação médica. Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro, manta e tiras de pano. Proteja a região lesada usando algodão ou pano, afim de evitar danos à pele, faça a imobilização de modo que o aparelho atinja as duas articulações próximas à fratura. Amarre as talas com ataduras ou tiras de pano com firmeza, SEM APERTAR, em 4 pontos: • ACIMA e ABAIXO DO LOCAL DA LESÃO. • ACIMA e ABAIXO das articulações próximas à região lesão. Remova a vítima para o hospital mais próximo, após a imobilização IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura (colocar o osso quebrado no lugar) Fratura Exposta Mantenha a vítima em repouso, evite movimentar a região atingida. Estanque a HEMORRAGIA e faça um curativo protetor sobre o ferimento, usando compressas, lenço ou pano limpo. Evite o estado de choque, aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesado, até posterior orientação médica. Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro, manta e tiras de pano. Remova a vítima para o hospital mais próximo, após a imobilização. IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura (colocar o osso quebrado no lugar). FRATURA DE CLAVÍCULA
  • 8. COMO SE MANIFESTA Dor intensa no local da fratura e o acidentado não consegue movimentar o braço do lado afetado e sustento com o outro braço na altura do cotovelo para diminuir a dor. COMO PROCEDER • Mantenha a vítima em repouso. • Evite movimentar a região atingida. • Coloque um chumaço de algodão ou pano dobrado entre o braço lesado e o tórax (região axilar). • Fixe o braço de encontro ao tórax, usando duas faixas de pano. • Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira). • PROCURE UM MÉDICO. FRATURA DE BRAÇO (úmero) COMO PROCEDER • Mantenha a vítima em repouso • Evite movimentar a região atingida • Coloque um chumaço de algodão ou pano dobrado entre o braço lesado e o tórax (região axilar) • Proteja o face externa do braço com uma tala, do ombro ao cotovelo • Fixe o braço assim protegido de encontro ao tórax, usando duas faixas de pano • Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira) • PROCURE UM MÉDICO FRATURA DE ANTEBRAÇO (rádio e ou ulna) COMO PROCEDER • Mantenha a vítima em repouso. • Evite movimentar a região atingida. • Dobre o antebraço, mantendo o polegar voltado para cima. • Proteja a região a ser imobilizada com algodão ou pano limpo. • Coloque duas talas nas faces interna e externa do antebraço, ULTRAPASSANDO o cotovelo e os dedos. • Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira). • PROCURE UM MÉDICO. FRATURA DE PUNHO COMO PROCEDER • Mantenha a vítima em repouso. • Evite movimentar a região atingida. • Dobre o antebraço, mantendo o polegar voltado para cima. • Proteja a região a ser imobilizada com algodão ou pano limpo. • Coloque duas talas nas faces interna e externa do antebraço, ULTRAPASSANDO o cotovelo e os dedos. • Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira). • PROCURE UM MÉDICO.
  • 9. FRATURA DE COXA (fêmur) COMO SE MANIFESTA • Dor intensa agravada pela movimentação. • Dificuldade ou incapacidade de movimentação. • Posição anormal da região atingida, podendo ocorrer a rotação do pé. COMO PROCEDER • Mantenha a vítima em repouso e em decúbito dorsal (deitada de costa). • Proteja todo o membro com um pano ou algodão. • Imobilize o membro fracturado na posição ENCONTRADA. • Coloque duas talas, uma ao longo de toda a face externa, do tornozelo até a axila (na falta de uma tala use cabo de vassoura, guarda-chuva, ripa ou tábua) e a outra na face interna, do tornozelo a virilha. • PROCURE UM MÉDICO Acidentes digestivos – Formas de Actuação Indigestão ou Dispepsia A indigestão é um termo impreciso que as pessoas utilizam para se referirem a sintomas diferentes. Aqui o termo é utilizado para se referir a uma ampla variedade de problemas do tracto gastrointestinal, como a dispepsia, as náuseas e os vómitos, a regurgitação, a sensação de ter um obstáculo na garganta (sensação de «nó») e o mau hálito (halitose). dispepsia é uma dor ou um mal-estar na parte alta do abdómen ou no peito que muitas vezes é descrita como ter gases, sensação de estar cheio ou como uma dor corrosiva ou urgente (ardor). A dispepsia tem muitas causas. Algumas são perturbações importantes, como úlceras do estômago, úlceras duodenais, inflamação do estômago (gastrite) e cancro gástrico. A ansiedade pode provocar dispepsia (possivelmente porque uma pessoa ansiosa tende a suspirar ou a inspirar e engolir ar, o que pode provocar distensão gástrica ou intestinal, bem como flatulência e meteorismo). A ansiedade também pode aumentar a percepção de sensações desagradáveis por parte da pessoa, ao ponto de o mais pequeno incómodo se tornar muito stressante. A bactéria Helicobacter pylori (Ver secção 9, capítulo 102) pode provocar inflamação e úlceras do estômago e do duodeno, mas não é seguro se pode provocar dispepsia moderada nas pessoas que não tenham úlceras. Sintomas e diagnóstico A dor e o mal-estar na parte superior do abdómen ou no peito pode ser acompanhada de arrotos e de ruídos abdominais ampliados (borborigmos). Nalgumas pessoas, a ingestão
  • 10. de alimentos agrava a dor, a outras alivia-a. Outros sintomas incluem perda de apetite, náuseas, prisão de ventre, diarreia e flatulência. Muitas vezes, começa-se o tratamento sem análises prévias. Quando estas são feitas, não conseguem identificar qualquer anomalia em 50 % dos casos de dispepsia. Mesmo quando se encontram anomalias, muitas vezes não explicam todos os sintomas. No entanto, como a dispepsia pode ser um aviso precoce duma doença grave, em determinados casos fazem-se essas análises. Fazem-se testes nos doentes cuja dispepsia se prolonga para além dumas semanas, não responde ao tratamento ou é acompanhada de perda de peso ou de outros sintomas pouco habituais. As análises de laboratório incluem normalmente uma contagem completa de glóbulos vermelhos e uma análise para detecção de sangue nas fezes. Os estudos radiológicos do esófago, do estômago ou do intestino delgado utilizando bário podem ser feitos se o doente tiver problemas em engolir ou apresentar vómitos, perda de peso ou se sofrer de dores que se agravam ou aliviam ao ingerir alimentos. Pode ser usado um endoscópio (um tubo de visualização de fibra óptica) (Ver secção 9, capítulo 100) para examinar o interior do esófago, do estômago ou do intestino e obter uma amostra do revestimento gástrico através de uma biopsia. Depois essa amostra é examinada ao microscópio para ver se está infectada por Helicobacter pylori. Outros estudos, que por vezes são úteis, são os que medem as contracções do esófago ou a resposta deste ao ácido. Tratamento Se não se encontrar uma causa subjacente, o médico trata os sintomas. Durante um curto período de tempo pode experimentar-se a administração dum antiácido ou dum bloqueador dos receptores H2, como a cimetidina, a ranitidina ou a famotidina. Se a pessoa tiver uma infecção por Helicobacter pylori na mucosa do estômago, o médico normalmente prescreve subsalicilato de bismuto e um antibiótico como a amoxicilina ou o metronidazol Obstipação. Definição: Obstipação intestinal, ou "prisão de ventre", é a dificuldade de evacuar, devido ao endurecimento e/ou grande volume das fezes, levando à dor e maior esforço defecatório, com possível origem de fissuras anais e até hemorróidas. Causas de obstipação no Bebê: 1. Alimentação Inadequada. - Ausência de aleitamento ao seio. - Uso do leite artificial, quando necessário, fora das concentrações recomendadas pelo pediatra ou fabricante. - Adição de "engrossantes" ao leite artificial. 2. Inibição do reflexo da evacuação. - Hábito de "segurar" a evacuação. As fezes endurecidas causam dor, havendo então a inibição do esforço defecatório. Aos poucos estas fezes se acomodam na ampola retal, e assim a "vontade passa". Depois de algumas horas tudo recomeça, levando a um círculo vicioso com o endurecimento e compactação das fezes acumuladas.
  • 11. - Assaduras, podem em alguns casos também levar a inibição deste reflexo, pela dor que acarretam durante a defecação. 3. Pouca atividade física. - A falta de atividade física (andar, correr), pela imaturidade do sistema locomotor, leva a diminuição dos movimentos intestinais, o que diminui em muito o reflexo da evacuação. 4. Confusão entre constipação e freqüência. - Muitas vezes, crianças amamentadas exclusivamente ao seio têm o hábito intestinal, por exemplo, a cada três dias. Como o leite materno é o único alimento natural, exclusivamente feito para o bebê, sendo que somente eles se beneficiam de seu uso, não há muito resíduo alimentar para ser eliminado como fezes. Então é normal um bebê alimentado ao seio ficar alguns dias sem evacuar, e não se sentir mal por isso (quem acaba sofrendo somos nós, pais e avós, até eles evacuarem...). O mesmo não acontece com os leites artificiais, que por produzirem mais resíduos, sofrem fermentação pelas bactérias da flora intestinal, levando a produção de gases. Este processo gera a tão temida e indesejável cólica, se a eliminação das fezes não for diária. 5. Outras Causas de Constipação. - Estresse, nervosismo, ansiedade, ou seja, fatores emocionais. Como tratar: Cuidados Gerais. - Amamentar ao seio. - Respeitar o horário de amamentação, buscando sempre uma periodicidade. (2 em 2, 3 em 3 horas.) - A mãe que amamenta deve beber boa quantidade de líquidos diariamente. (cerca de 4 litros). - Brinque, cante, procure tornar o ambiente do bebê muito tranqüilo. - Sejam minuciosos na higiene, tratando possíveis afecções anorretais, tais como fissuras e assaduras, que aumentariam as dificuldades de evacuação. - Não use laxantes ou supositórios sem o conhecimento do pediatra, e não vá atrás de curiosos! - Após a introdução de frutas, optar pelas ricas em fibras, por serem laxantes. (ver tabela abaixo) Lista de Alimentos Laxantes: Laranja, tangerina, mamão, abacate, manga, morango, quiwi, ameixa preta, mel, entre outros próprios para a idade. Obs: Medicamentos, somente com indicação médica. Intoxicação Crianças comem e bebem quase tudo
  • 12. Mantenha todos os produtos tóxicos em local seguro e trancado, fora do alcance das mãos e dos olhos das crianças, de modo a não despertar sua curiosidade. Para ajudar a prevenir intoxicações com remédios ou produtos de limpeza adquira, se possível, produtos com trava de segurança. As mais frequentes intoxicações em crianças são causadas por remédios, produtos de uso doméstico, como alvejantes, querosene, polidores de móveis, tintas, solventes, detergentes, insecticidas. Remédios Os remédios são ingeridos por crianças que os encontram em local de fácil acesso, deixados pelo adulto; Nunca deixe de ler o rótulo ou a bula antes de usar qualquer medicamento; Evite tomar remédio na frente de crianças; Não dê remédio no escuro para que não haja trocas perigosas; Não utilize remédios sem orientação médica; Mantenha os medicamentos nas embalagens originais; Cuidado com remédios de uso infantil e de adulto com embalagens muito parecidas. Erros de identificação podem causar intoxicações graves e, às vezes, fatais; Nunca use medicamentos com prazo de validade vencida; Descarte remédios vencidos. Não guarde restos de medicamentos. Despeje o conteúdo no vaso sanitário ou na pia e lave a embalagem antes de descartá-la. Nunca coloque a embalagem com o seu conteúdo na lixeira; É importante que a criança aprenda que remédio não é bala, doce ou refresco. Quando sozinha, ela poderá ingerir o medicamento. Lembre-se: remédio é remédio; Pílulas coloridas, embalagens e garrafas bonitas, brilhantes e atraentes, odor e sabor adocicados despertam a atenção e a curiosidade natural das crianças. Não estimule essa curiosidade. Mantenha medicamentos e produtos domésticos trancados e fora do alcance das crianças. Produtos Domésticos Leia atentamente os rótulos antes de usar qualquer produto doméstico e siga as instruções cuidadosamente; Guarde detergentes, sabão em pó, insecticidas e outros produtos de uso doméstico longe dos alimentos e dos medicamentos, trancados e fora do alcance das crianças; Mantenha os produtos nas suas embalagens originais. Nunca coloque produtos derivados de petróleo (querosene, gasolina), alvejantes, em embalagens de refrigerantes, sucos. Plantas Tóxicas Ensine às crianças que não se deve colocar plantas na boca; Conheça as plantas que tem em casa e arredores pelo nome e características; Não coma plantas desconhecidas. Lembre-se que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade das plantas; Quando estiver lidando com plantas venenosas use luvas ou lave bem as mãos após esta actividade; Não faça remédios ou chás caseiros preparados com plantas, sem orientação médica. Em caso de acidente com plantas tóxicas
  • 13. Retire da boca o que resta da planta, cuidadosamente; Enxagüe a boca com água corrente; Guarde a planta para identificação; Ligue para o Centro de Controle de Intoxicação. PRODUTOS LOCAL POTENCIALMENTE TÓXICOS desentupidores desengordurantes de fogões desinfectantes Cozinha sabões detergentes saponáceos solventes tintas insecticidas Área raticidas de álcool Serviço gás de cozinha sabões para máquina de lavar ceras fertilizantes bebidas alcóolicas Sala plantas ornamentais insecticidas naftalina Quarto remédios perfumes remédios perfumes Banheiro cosméticos talco desodorizantes de ambiente plantas ornamentais aranhas Jardim escorpiões cobras insectos
  • 14. Acidentes Circulatórios Síncope ou desmaio é a perda temporária, súbita e breve da consciência e consequentemente da postura, devido a isquémia cerebral transitória generalizada (redução na irrigação de sangue para o cérebro É o conjunto de manifestações que resultam de um desequilíbrio entre o volume de sangue circulante e a capacidade do sistema vascular, causados geralmente por: choque eléctrico, hemorragia aguda, queimadura extensa, ferimento grave, envenenamento,
  • 15. exposição a extremos de calor e frio, fractura, emoção violenta, distúrbios circulatórios, dor aguda e infecção grave. TIPOS DE ESTADO DE CHOQUE: Choque Cardiogênico: Incapacidade do coração de bombear sangue para o resto do corpo. Possui as seguintes causas: enfarte agudo do miocárdio, arritmias, cardiopatias; Choque Neurogênico: Dilatação dos vasos sanguíneos em função de uma lesão medular. Geralmente é provocado por traumatismos que afectam a coluna cervical; Choque Séptico: Ocorre devido a incapacidade do organismo em reagir a uma infecção provocada por bactérias ou vírus que penetram na corrente sanguínea liberando grande quantidade de toxinas; Choque Hipovolêmico: Diminuição do volume sanguíneo. Possui as seguintes causas: Perdas sangüíneas - hemorragias internas e externas. Perdas de plasma - queimaduras e peritonites. Perdas de fluídos e eletrólitos - vômitos e diarréias. Choque Anafilático: Decorrente de severa reacção alérgica. Ocorre as seguintes reacções: Pele: urticária, edema e cianose dos lábios; Sistema respiratório: dificuldade de respirar e edema da árvore respiratória; Sistema circulatório: dilatação dos vasos sanguíneos, queda da pressão arterial, pulso fino e fraco, palidez. COMO SE MANIFESTA A pele fica fria e pegajosa, aumenta a sudorese (transpiração abundante) na testa e nas palmas das mãos, a face fica pálida com expressão de sofrimento. A pessoa tem uma sensação de frio, chegando às vezes a ter tremores. A pessoa pode sentir náuseas e vômitos, a ventilação fica curta, rápida e irregular. Perturbação visual com dilatação da pupila, perda do brilho dos olhos, o pulso fica fraco e rápido e a pessoa pode ficar parcialmente ou totalmente inconsciente. COMO PROCEDER Realize uma rápida inspecção na vítima, combata, evite ou contorne a causa do estado de choque, se possível. Mantenha a vítima deitada e em repouso, controle toda e qualquer hemorragia externa, verifique se as vias aéreas estão permeáveis, retire da boca, se necessário secreção, dentadura ou qualquer outro objecto. Execute a massagem cardíaca externa associada à respiração de socorro boca-a-boca, se a vítima apresentar ausência de pulso, dilatação das pupilas e parada respiratória. Afrouxe a vestimenta da vítima, vire a cabeça da vítima para o lado caso ocorra vômito.
  • 16. Eleve os membros inferiores cerca de 30 cm, excepto nos casos de choque cardiogênicos (infarto agudo do miocárdio, arritmias e cardiopatias) pela dificuldade de trabalho do coração. Procure aquecer a vítima. Remova IMEDIATAMENTE a vítima para o hospital
  • 18. Outros tipos de acidentes Acidentes por corrente eléctrica
  • 20. Técnicas de imobilização Prevenção da contaminação Contaminação microbiana e parasitária Lavar bem os alimentos Evitar o contacto com as crianças se estiver constipado Lavar bem as mãos Manter as unhas cortadas Colocar luvas para mexer nos bebés
  • 21. Isolar rapidamente as fraldas Lavar todos os espaços com detergentes anti-bacteriano. Contaminação Viral O ar que respira O ar que respiramos está cheio de vírus e bactérias, que caso entrem pelas vias respiratórias podem causar infecções. E as crianças, devido a terem um sistema imunitário mais imaturo, têm mais possibilidades de serem contagiadas. Por isso, convém seguir algumas regras para evitar o contágio do seu filho. Assim: - Evite os ambientes fechados como os centros comerciais, transportes públicos e outros lugares pouco arejados. - Evite que o bebé esteja em contacto com pessoas doentes. - Pelo menos uma vez por dia areje a casa, em especial o lugar onde o bebé dorme ou passa mais tempo. - Antes de tocar no bebé ou nos seus acessórios (chupeta, tetinas, biberões, etc.) lave bem as mãos. - Evite que outras pessoas beijem o seu filho. Constipou-se no infantário As crianças que frequentam o infantário, têm mais probabilidades de se constiparem, já que se houver um a criança doente pode transmitir a doença a todas as crianças da sala. O contágio dá-se quando as crianças partilham os mesmos brinquedos e os levam à boca. Também quando falam, pode haver transmissão do vírus através das partículas de saliva expelidas. Mala de primeiros socorros Constituição das Malas de 1ºs. Socorros: • Termómetro (para avaliação da temperatura); • pinça, tesoura, canivete; • adesivo normal e antialérgico; • compressas diversas (para as hemorragias); • gaze oxigenada (para desinfecção e/ou estancamento de hemorragias); • ligaduras (normais e elásticas) diversas (para as contusões e traumatismos); • pensos rápidos diversos; • penso plástico; • pensos gordurosos; • pensos hemostáticos (para estancamento de hemorragias);
  • 22. garrote (idem); • lanterna pequena; • álcool (para desinfecção); • luvas; • éter; • Betadine espuma e dérmico (para lavagem e desinfecção); • timerosal; • analgésicos (para bloquear a dor); • antipiréticos (para evitar a febre e as convulsões); • antiácidos (para evitar ou diminuir as gastrites ou outras irritações das mucosas do estômago); • anti-inflamatórios (para evitar ou diminuir inflamações); • repelentes para insectos; • protector solar; • vaselina.