Presidenciais 2.0: Análise da Estratégia de Comunicação no Contexto Digital  das eleições presidenciais portuguesas de 2011 ? Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas  Universidade Técnica de Lisboa Mafalda Lobo Pereira  Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas [email_address] [email_address] Palestra   “ Política 2.0 e as eleições antecipadas Lisboa,| 12 de Maio de 2011 Organização: Comunicarte
Contribuir para a compreensão das campanhas políticas em Portugal de um ponto de vista comunicacional e estratégico pela introdução das novas tecnologias na comunicação política. Estudar este novo campo aberto desde 2003, pela introdução das redes sociais, MySpace (2003) Facebook (2004), Orkut (2004), Youtube (2006), Twitter (2006), Flickr (2008) consideradas plataformas poderosas na interacção ou proximidade com os cidadãos.  Perceber como os candidatos às eleições presidenciais portugueses de 2011, utilizaram os novos  media  como instrumento nas suas estratégias de comunicação política junto do eleitorado.  Objectivo
  Índice Geral: A Evolução das campanhas políticas na internet Campanha tradicional (televisão) versus campanha digital (web. 2.0) 2.1. Televisão 2.2. Internet  3.  Como foi utilizada a internet e os novos  media  na campanha eleitoral presidencial de 2011 4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha    4.1.  Cavaco Silva   4.2.  Manuel Alegre 4.3.  Fernando Nobre  4.4.  Francisco Lopes 4.5.  Defensor Moura 4.6.  José Manuel Coelho Algumas conclusões
1ª fase Proto web (início dos anos 1990) A ferramenta mais utilização era o e-mail A  dimensão era de natureza  offline Público conquistou alguma autonomia  em relação aos  media  tradicionais O 1º trabalho  académico sobre campanhas  online  surgiu em 1993 , referente às campanhas eleitorais de 1992 (EUA) 2ª fase Web 1.0 (2ª metade década 1990 até 2000) As páginas eram utilizadas para arquivo e acesso a discursos, panfletos e materiais persuasivos; O material  online  era um cópia electrónica do material empregue  offline  (divulgação dos conteúdos da televisão e jornais).  Posteriormente, já aparecem novos formatos como a hipertexto, os recursos multimédia etc… (ano 2000) A Evolução das campanhas políticas na internet
3ª fase Web 2.0 (actualmente) Os conteúdos das páginas são centros distribuidores de tráfego que remetem para sites de partilha de vídeos, fotos, sites de relacionamento e de interacção. Pressupõe a participação dos utilizadores na produção de conteúdos. Difusão da informação e mobilização.  O  modus operandi  da campanha é cooperativo.  A Evolução das campanhas políticas na internet
2.1. Televisão  Campanha eleitoral centrada na televisão aumenta a distância entre representantes e representados. A mensagem política sofre uma selecção e hierarquização de acordo com os critérios jornalísticos. Modelo “tradicional” de comunicação: uma mensagem de “um para muitos” – comunicação vertical e unidireccional (Broadcast). 2.  Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital
2.1. Televisão  A televisão não promove a participação e a interactividade entre os cidadãos. A recepção da informação é feita de forma linear (um princípio e um fim). Os cidadãos estão sujeitos a horários e a uma programação pré-definida. Políticos estão sujeitos à pressão dos jornalistas. A informação disponibilizada é condicionada pelo factor tempo. 2.  Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital
2.  Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital 2.2. Internet  Desintermediação jornalística, em que os políticos retomam o contacto directo com o eleitorado (humanização, personalização e interactividade, pela troca e partilha de informação).  Aumenta a participação e o debate político entre os cidadãos no processo democrático. Promove a cidadania do conhecimento, pelo livre acesso aos espaços de debate (cidadania digital).
2.  Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital 2.2. Internet  Cidadãos-eleitores podem manifestar as suas opiniões e produzir o seu próprio conteúdo. Políticos mobilizam os eleitores e podem angariar fundos para a campanha e recrutar voluntários. Novo formato de  comunicação (web 2.0) - “muitos para muitos”, traduzida numa comunicação horizontal, directa, bidireccional e interactiva (Socialcast); Os actos políticos podem ganhar maior transparência.
2.  Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital Os Blogs apresentam pontos de vista alternativos à informação  mainstream Os dispositivos mediáticos permitem codificar a mensagem em vários formatos (multimedialidade, hipertextualidade, ou seja, imagem, som, texto e  áudio, que aumenta a interactividade). Há temas que são transpostos para os sites políticos e redes sociais e dão continuidade ao debate e esclarecimento dos mesmos. O tempo de recepção da mensagem é mais flexível, uma vez que o conteúdo está disponível a qualquer momento, permitindo apreender a informação no momento que for mais oportuno.
2.  Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital As discussões lançadas todas as semanas nas redes sociais estão a dar a oportunidade aos eleitores de fazerem debates e reflexões sobre assuntos de interesse público que não têm lugar noutros espaços dos  media  tradicionais, reforçando a democracia. Os cidadãos passam a poder intervir no processo comunicacional político. Promoção de fortes redes de comunicação interpessoal e espaços de discussão que a televisão não permite.
A internet na campanha eleitoral presidencial de 2011 foi utilizada como instrumento de comunicação política por todos os candidatos. Todos criaram um site de candidatura e aderiram às redes sociais.  Vários apoiantes nas redes sociais criaram blogues e grupos de apoio às várias candidaturas.  3.  Como foi utilizada a internet e os novos  media  na  campanha eleitoral
Cavaco Silva, Manuel Alegre e Fernando Nobre criaram uma página na rede social Facebook, e Francisco Lopes, Defensor Moura e José Manuel Coelho criaram um perfil.  Todos os candidatos criaram uma conta no Twitter. O YouTube e Flickr foram utilizados por todos os candidatos com excepção de Francisco Lopes, Defensor Moura e José Manuel Coelho.  3.  Como foi utilizada a internet e os novos  media  na  campanha eleitoral
Na rede social facebook, os cidadãos mobilizaram-se e envolveram-se em  actividades relacionadas com a campanha, quer através da criação de grupos de apoio às candidaturas, das opções “gosto” e dos “comentários”, aos “posts” partilhados, quer também através da partilha de vídeos, fotografias, e convites para participação em eventos criados pelo candidato; O efeito multiplicador da rede social gerado pela partilha permitiu não só aos candidatos expandirem as suas propostas, ideias e opiniões para os seus apoiantes, mas também mobilizar outras pessoas em prol das suas candidaturas. Os cidadãos tiveram a oportunidade de contribuir com ideias, apresentar opiniões, reagir a posições políticas do candidato e dos adversários, trocarem argumentos, e participarem nas várias iniciativas dos candidatos. 3.  Como foi utilizada a internet e os novos  media  na campanha eleitoral
Todas as notícias que eram divulgadas nos  media  tradicionais eram partilhadas pelos candidatos nos sites e redes sociais, e muitas vezes eram os próprios apoiantes das candidaturas que as partilhavam, replicando a informação na rede, tornando os efeitos dos  media  mais ampliados e amplificados. Muitas vezes os  media  tradicionais serviram-se das redes sociais como fonte de informação e vice-versa. As mensagens partilhadas na internet e nas redes sociais durante a campanha eleitoral  tiveram um efeito de contaminação. A informação colocada na internet era actualizada diariamente.  3.  Como foi utilizada a internet e os novos  media  na campanha eleitoral
4.1. Cavaco Silva 2.0 Foi o candidato que melhor soube explorar a internet ao utilizar maior diversidade de ferramentas. Cada uma delas tinha uma função específica. Foi criado um sistema de distribuição de conteúdos digital para tocar o maior nº de pessoas. O site ( http://cavacosilva.pt/ ), apresentou-se bem estruturado, organizado e funcionou como o grande armazém de informação. O site tinha referência a um conjunto de canais na internet onde se podia clicar e aceder directamente às redes sociais: Facebook, Twitter;  YouTube; Sapo Vídeos; Vimeo; Flickr; FourSquare (rede social georeferenciada) e Sound Cloud.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.1. Cavaco Silva 2.0 O site disponibilizou ainda um link com um endereço próprio para se poder tirar dúvidas sobre a utilização das redes sociais ( [email_address] ). Estes canais tinham a função de distribuir a informação de acordo com a especificidade do conteúdo da campanha. Também foi facilitado o acesso a este sistema de distribuição de conteúdos ao cidadão através de uma aplicação mobile (Iphone e Sistema Android). Aderiu à rede social facebook no dia 20 de Outubro de 2010, tendo sido o último candidato a aderir a esta rede social.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.1. Cavaco Silva 2.0 A Web TV foi  um canal de televisão próprio na internet (Cavacosilva TV - CSTV), que permitiu ao cidadão fazer o acompanhamento em tempo real da campanha, e ter informação que concorria com as televisões  offline , o que permitiu à candidatura do prof. Cavaco Silva ter um estilo de informação neutral evitando a lógica propagandística.  Quando a candidatura queria fazer alguma crítica, não a fazia directamente, mas utilizava os  blogs , artigos de notícias de jornais etc. que era depois reflectida no sistema de distribuição de conteúdos  online  da candidatura.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.1. Cavaco Silva 2.0 No dia 23 de Janeiro a candidatura de Cavaco Silva anuncia que a página do facebook teve mais de um milhão de  Post Views  e que recebeu até às eleições mais de 45 mil comentários. No Twitter, o candidato teve 1.347 seguidores e 313 tweets.  Os vídeos no YouTube foram vistos 5 764 vezes.  Através do canal SAPO, também foi possível visualizar alguns vídeos (28), 1.145 vezes. No canal Flickr foram colocadas 2.471 fotos.  O site oficial teve 126.748 visitantes únicos. 4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.1. Cavaco Silva 2.0 Através de um número de SMS (3301) foi possível manifestar o apoio à candidatura do professor Cavaco Silva. Até ao dia das eleições, a rede social com mais impacto na sua candidatura foi o facebook que contou com 29.100 apoiantes/amigos.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.1. Cavaco Silva 2.0 O candidato, no facebook partilhou informação que através dos links das redes sociais permitiu o acesso a entrevistas e notícias relacionadas com a campanha; discursos, visualização de fotos;  blogs ; anúncios de eventos/reuniões e conferências; notícias relacionadas com a sua candidatura através de links de outros  media  (televisão, imprensa, rádio) ,  etc. Em vários eventos onde esteve envolvido, respondeu em directo nas redes sociais, a perguntas colocadas pelos apoiantes, através do link “Pergunte ao candidato”.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.2. Manuel Alegre  Apresentou um site de candidatura e foi o primeiro a aparecer na rede social facebook no dia 02 de Janeiro de 2010 através de um grupo de apoiantes. Oficialmente aderiu a 01 de Outubro de 2010. Aderiu também aos canais Twitter,  YouYube e Flickr. No site acedia-se directamente às plataformas das redes sociais que utilizou (facebook, Twitter, Flickr e Youtube).  No facebook partilhou links de acesso a entrevistas e notícias relacionadas com a campanha; discursos, visualização de fotos; blogs; anúncios de eventos/reuniões e conferências, e partilhou links de outros  media  (televisão, imprensa, rádio)   de notícias relacionadas com a sua candidatura etc. 4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.2. Manuel Alegre  A Estratégia de comunicação foi centrada nos  media  tradicionais e só depois era reflectida no digital (facebook e outras plataformas). Tinham também uma equipa que acompanhava o candidato nas várias acções ao longo da campanha (de acordo com a agenda), incluindo uma jornalista (que trabalhava os conteúdos do site), um operador de vídeo e um fotógrafo, o mandatário digital (facebook) para além dos jornalistas dos vários órgãos de informação. O conteúdo que era enviado para as redacções eram automaticamente enviados para o mandatário digital. 4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.2. Manuel Alegre  As notícias eram depois reflectidas no site com ligação ao facebook. Isso acabava por modelar a mensagem que era passada, na medida em que, as notícias que iam para os  media  tradicionais saíam ao mesmo tempo no digital.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.2. Manuel Alegre  2.0 No facebook, a página do candidato esteve sempre aberta à partilha da informação por parte dos seus apoiantes.  Grande parte do conteúdo era escrito ou validado pelo candidato Manuel Alegre.  Conseguiu atingir no dia das eleições no facebook 14 859 apoiantes;  825 seguidores no Twitter; 7 775 visualizações de vídeos no YouTube e partilhou 1 668 fotos da campanha eleitoral.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.3. Fernando Nobre 2.0  Começou a campanha eleitoral mais cedo que todos os outros candidatos. Aderiu à rede social facebook no dia 20 de Fevereiro de 2010. Aderiu ao canal de vídeo YouTube, ao Flickr e à rede Twitter. O candidato criou um site de candidatura. Através do site podemos aceder directamente às principais plataformas das redes e  media  sociais que utilizou (facebook, Twitter, Flickr e Youtube). 4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.3. Fernando Nobre 2.0  No facebook partilhou links de acesso a entrevistas e notícias relacionadas com a campanha; discursos, visualização de fotos; blogs; anúncios de eventos/reuniões e conferências, divulgação da agenda etc., e partilhou links de outros  media  (televisão, imprensa, rádio)   de notícias relacionadas com a sua candidatura etc. 4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.3. Fernando Nobre 2.0  A página do candidato era aberta à partilha de informação por parte dos seus apoiantes. No dia 11 de Abril de 2011 saiu do facebook quando foi apresentado para cabeça de lista do PSD por Lisboa às eleições do dia 5 de Junho de 2011.  O facebook foi a plataforma mais utilizada por este candidato. Conseguiu atingir no dia das eleições, 38 534 apoiantes no facebook; 1 055 seguidores no Twitter; 7 173 visualizações de vídeos no canal YouTube e partilhou 224 fotos da campanha eleitoral.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.4. Francisco Lopes 2.0  O candidato criou um perfil na rede social facebook a 30 de Novembro de 2010.  Aderiu também ao canal Twitter. Conseguiu atingir no dia das eleições, 2 164 apoiantes no facebook e apenas 43 seguidores no Twitter. Não utilizou os canais YouTube e Flickr. As fotos, o áudio e os vídeos foram partilhados no separador multimédia do site.  O site foi a plataforma mais utilizada pelo candidato e tinha um link para a rede social facebook. 4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.4. Francisco Lopes 2.0  A presença na rede social facebook foi muito tímida, pouco interactiva e limitou-se a partilhar informação que estava disponível no site.  O candidato privilegiou formas de comunicação política mais tradicionais: contacto directo com os cidadãos no terreno através das arruadas, comícios e jantares comício. O contacto com os “trabalhadores” deu-se também em contexto empresarial e industrial.  A candidatura de Francisco Lopes, não quis utilizar a internet e as redes sociais apenas para passar uma imagem de modernidade, mas, sobretudo, para utilizar todas as potencialidades ao alcance do partido para passar a mensagem política.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.5. Defensor Moura 2.0  O candidato criou um perfil na rede social facebook a 25 de Julho de 2010.  Conseguiu atingir no facebook no dia das eleições 2 739 apoiantes e apenas 70 seguidores no Twitter. O site foi a plataforma mais utilizada pelo candidato e tinha um links para a rede social facebook YouTube e Twitter. A utilização do facebook permitiu não só a divulgação das acções da campanha, mas também interagir com os seus apoiantes e esclarecer dúvidas sobre a  candidatura. 4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.6. José Manuel Coelho 2.0  José Manuel Coelho foi o último candidato a entrar na corrida às eleições presidenciais e foi apoiado pelo partido Nova Democracia. Para além de ter criado um site (plataforma wordpress) e um blogger. Aderiu às redes sociais facebook (perfil) e Twitter. Muito do conteúdo divulgado na internet foi aproveitado de blogs que já utilizava.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
4.6. José Manuel Coelho 2.0  A estratégia foi juntar vários meios que fizessem de espelho entre si. AS informações no site, no blog e no Youtube, reflectiram-se automaticamente nas redes sociais, e foram a forma de disseminar a informação para o maior número de pessoas e em pouco tempo. Essas informações eram depois projectadas para os meios convencionais.  O candidato aderiu ao facebook a 1 de Novembro de 2010. No dia das eleições contabilizou 2.754 amigos/apoiantes e foi seguido por 136 pessoas no Twitter. O candidato tem dado continuidade à sua página no facebook.  4.  Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos  media  na campanha eleitoral
Considero que a campanha eleitoral para as presidenciais de 2011 foi uma verdadeira campanha digital, não só porque foi utilizada a internet - que aliás já tinha sido utilizada nas eleições presidenciais de 2006, mas porque pela primeira vez em Portugal foram utilizadas as redes sociais. Embora a internet e as redes sociais tenham sido importantes nesta campanha eleitoral, os candidatos ainda consideram a televisão o meio privilegiado na divulgação das suas ideias e propostas políticas, porque para além da substância política da mensagem, a imagem que passa na televisão ainda é um factor determinante em período eleitoral. Os debates e as entrevistas geram grandes audiências.  6.  Algumas conclusões
A mensagem tem um efeito de espelho dos  media  convencionais para os  media  digitais (efeito de contaminação). Os dois meios contaminam-se mutuamente e vão criando um ciclo positivo de notícias. OS efeitos que vão produzir na sociedade vão ser muito grandes.  Existe uma combinação de vários  media , como a televisão, internet, rádio, imprensa, e telemóveis.  Continuam a privilegiar a habitual forma de interagir com o público: comícios, outdoors, folhetos, arruadas, jantares etc., e consideram a internet e os novos  media  um instrumento complementar de divulgações das suas acções numa campanha eleitoral. 6.  Algumas conclusões
Com os novos  media , foi criado um novo espaço de cidadania (esfera pública virtual), aberta à possibilidade de partilharmos informação, manifestarmos as nossas opiniões e produzirmos o nosso próprio conteúdo. Esta nova dimensão da realidade e virtualidade, aproxima os cidadãos das instituições, promove a participação democrática, a discussão política entre os cidadãos, a troca de ideias e opiniões de assuntos em geral (representando um acréscimo aos modelos directos e representativos da democracia).  6.  Algumas conclusões
Para os candidatos políticos, os novos  media  ainda são utilizados mais numa perspectiva informativa e não tanto interactiva, se considerarmos aqui o conceito de interactividade como um diálogo directo e permanente entre político/candidato e eleitor.  O uso das novas tecnologias em campanhas eleitorais pode contribuir para o fortalecimento da democracia, ao facilitar e estimular a participação das pessoas e uma efectivação da cidadania, princípio fundamental do Estado Democrático de Direito.  6.  Algumas conclusões
A internet é apenas mais uma ferramenta utilizada na estratégia de comunicação política. Em Portugal ter site na internet e páginas/perfis nas redes sociais, não é determinante para se ganhar umas eleições. Não existem ainda estudos científicos que provem que existe uma relação causa-efeito. É preciso salientar que, embora as mensagens nas páginas da internet e das redes sociais divulgadas pelos políticos ou candidatos políticos não sofram as interpretações dos  media  tradicionais, podem ser mensagens modeladas de acordo com as estratégias e tácticas de cada candidatura.  6.  Algumas conclusões
Obrigada pela atenção …

Política 2.0 e as eleições

  • 1.
    Presidenciais2.0: Análise da Estratégia de Comunicação no Contexto Digital das eleições presidenciais portuguesas de 2011 ? Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas Universidade Técnica de Lisboa Mafalda Lobo Pereira Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas [email_address] [email_address] Palestra “ Política 2.0 e as eleições antecipadas Lisboa,| 12 de Maio de 2011 Organização: Comunicarte
  • 2.
    Contribuir para acompreensão das campanhas políticas em Portugal de um ponto de vista comunicacional e estratégico pela introdução das novas tecnologias na comunicação política. Estudar este novo campo aberto desde 2003, pela introdução das redes sociais, MySpace (2003) Facebook (2004), Orkut (2004), Youtube (2006), Twitter (2006), Flickr (2008) consideradas plataformas poderosas na interacção ou proximidade com os cidadãos. Perceber como os candidatos às eleições presidenciais portugueses de 2011, utilizaram os novos media como instrumento nas suas estratégias de comunicação política junto do eleitorado. Objectivo
  • 3.
    ÍndiceGeral: A Evolução das campanhas políticas na internet Campanha tradicional (televisão) versus campanha digital (web. 2.0) 2.1. Televisão 2.2. Internet 3. Como foi utilizada a internet e os novos media na campanha eleitoral presidencial de 2011 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha 4.1. Cavaco Silva 4.2. Manuel Alegre 4.3. Fernando Nobre 4.4. Francisco Lopes 4.5. Defensor Moura 4.6. José Manuel Coelho Algumas conclusões
  • 4.
    1ª fase Protoweb (início dos anos 1990) A ferramenta mais utilização era o e-mail A dimensão era de natureza offline Público conquistou alguma autonomia em relação aos media tradicionais O 1º trabalho académico sobre campanhas online surgiu em 1993 , referente às campanhas eleitorais de 1992 (EUA) 2ª fase Web 1.0 (2ª metade década 1990 até 2000) As páginas eram utilizadas para arquivo e acesso a discursos, panfletos e materiais persuasivos; O material online era um cópia electrónica do material empregue offline (divulgação dos conteúdos da televisão e jornais). Posteriormente, já aparecem novos formatos como a hipertexto, os recursos multimédia etc… (ano 2000) A Evolução das campanhas políticas na internet
  • 5.
    3ª fase Web2.0 (actualmente) Os conteúdos das páginas são centros distribuidores de tráfego que remetem para sites de partilha de vídeos, fotos, sites de relacionamento e de interacção. Pressupõe a participação dos utilizadores na produção de conteúdos. Difusão da informação e mobilização. O modus operandi da campanha é cooperativo. A Evolução das campanhas políticas na internet
  • 6.
    2.1. Televisão Campanha eleitoral centrada na televisão aumenta a distância entre representantes e representados. A mensagem política sofre uma selecção e hierarquização de acordo com os critérios jornalísticos. Modelo “tradicional” de comunicação: uma mensagem de “um para muitos” – comunicação vertical e unidireccional (Broadcast). 2. Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital
  • 7.
    2.1. Televisão A televisão não promove a participação e a interactividade entre os cidadãos. A recepção da informação é feita de forma linear (um princípio e um fim). Os cidadãos estão sujeitos a horários e a uma programação pré-definida. Políticos estão sujeitos à pressão dos jornalistas. A informação disponibilizada é condicionada pelo factor tempo. 2. Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital
  • 8.
    2. CampanhaTradicional (Televisão) versus campanha digital 2.2. Internet Desintermediação jornalística, em que os políticos retomam o contacto directo com o eleitorado (humanização, personalização e interactividade, pela troca e partilha de informação). Aumenta a participação e o debate político entre os cidadãos no processo democrático. Promove a cidadania do conhecimento, pelo livre acesso aos espaços de debate (cidadania digital).
  • 9.
    2. CampanhaTradicional (Televisão) versus campanha digital 2.2. Internet Cidadãos-eleitores podem manifestar as suas opiniões e produzir o seu próprio conteúdo. Políticos mobilizam os eleitores e podem angariar fundos para a campanha e recrutar voluntários. Novo formato de comunicação (web 2.0) - “muitos para muitos”, traduzida numa comunicação horizontal, directa, bidireccional e interactiva (Socialcast); Os actos políticos podem ganhar maior transparência.
  • 10.
    2. CampanhaTradicional (Televisão) versus campanha digital Os Blogs apresentam pontos de vista alternativos à informação mainstream Os dispositivos mediáticos permitem codificar a mensagem em vários formatos (multimedialidade, hipertextualidade, ou seja, imagem, som, texto e áudio, que aumenta a interactividade). Há temas que são transpostos para os sites políticos e redes sociais e dão continuidade ao debate e esclarecimento dos mesmos. O tempo de recepção da mensagem é mais flexível, uma vez que o conteúdo está disponível a qualquer momento, permitindo apreender a informação no momento que for mais oportuno.
  • 11.
    2. CampanhaTradicional (Televisão) versus campanha digital As discussões lançadas todas as semanas nas redes sociais estão a dar a oportunidade aos eleitores de fazerem debates e reflexões sobre assuntos de interesse público que não têm lugar noutros espaços dos media tradicionais, reforçando a democracia. Os cidadãos passam a poder intervir no processo comunicacional político. Promoção de fortes redes de comunicação interpessoal e espaços de discussão que a televisão não permite.
  • 12.
    A internet nacampanha eleitoral presidencial de 2011 foi utilizada como instrumento de comunicação política por todos os candidatos. Todos criaram um site de candidatura e aderiram às redes sociais. Vários apoiantes nas redes sociais criaram blogues e grupos de apoio às várias candidaturas. 3. Como foi utilizada a internet e os novos media na campanha eleitoral
  • 13.
    Cavaco Silva, ManuelAlegre e Fernando Nobre criaram uma página na rede social Facebook, e Francisco Lopes, Defensor Moura e José Manuel Coelho criaram um perfil. Todos os candidatos criaram uma conta no Twitter. O YouTube e Flickr foram utilizados por todos os candidatos com excepção de Francisco Lopes, Defensor Moura e José Manuel Coelho. 3. Como foi utilizada a internet e os novos media na campanha eleitoral
  • 14.
    Na rede socialfacebook, os cidadãos mobilizaram-se e envolveram-se em actividades relacionadas com a campanha, quer através da criação de grupos de apoio às candidaturas, das opções “gosto” e dos “comentários”, aos “posts” partilhados, quer também através da partilha de vídeos, fotografias, e convites para participação em eventos criados pelo candidato; O efeito multiplicador da rede social gerado pela partilha permitiu não só aos candidatos expandirem as suas propostas, ideias e opiniões para os seus apoiantes, mas também mobilizar outras pessoas em prol das suas candidaturas. Os cidadãos tiveram a oportunidade de contribuir com ideias, apresentar opiniões, reagir a posições políticas do candidato e dos adversários, trocarem argumentos, e participarem nas várias iniciativas dos candidatos. 3. Como foi utilizada a internet e os novos media na campanha eleitoral
  • 15.
    Todas as notíciasque eram divulgadas nos media tradicionais eram partilhadas pelos candidatos nos sites e redes sociais, e muitas vezes eram os próprios apoiantes das candidaturas que as partilhavam, replicando a informação na rede, tornando os efeitos dos media mais ampliados e amplificados. Muitas vezes os media tradicionais serviram-se das redes sociais como fonte de informação e vice-versa. As mensagens partilhadas na internet e nas redes sociais durante a campanha eleitoral tiveram um efeito de contaminação. A informação colocada na internet era actualizada diariamente. 3. Como foi utilizada a internet e os novos media na campanha eleitoral
  • 16.
    4.1. Cavaco Silva2.0 Foi o candidato que melhor soube explorar a internet ao utilizar maior diversidade de ferramentas. Cada uma delas tinha uma função específica. Foi criado um sistema de distribuição de conteúdos digital para tocar o maior nº de pessoas. O site ( http://cavacosilva.pt/ ), apresentou-se bem estruturado, organizado e funcionou como o grande armazém de informação. O site tinha referência a um conjunto de canais na internet onde se podia clicar e aceder directamente às redes sociais: Facebook, Twitter; YouTube; Sapo Vídeos; Vimeo; Flickr; FourSquare (rede social georeferenciada) e Sound Cloud. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 17.
    4.1. Cavaco Silva2.0 O site disponibilizou ainda um link com um endereço próprio para se poder tirar dúvidas sobre a utilização das redes sociais ( [email_address] ). Estes canais tinham a função de distribuir a informação de acordo com a especificidade do conteúdo da campanha. Também foi facilitado o acesso a este sistema de distribuição de conteúdos ao cidadão através de uma aplicação mobile (Iphone e Sistema Android). Aderiu à rede social facebook no dia 20 de Outubro de 2010, tendo sido o último candidato a aderir a esta rede social. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 18.
    4.1. Cavaco Silva2.0 A Web TV foi um canal de televisão próprio na internet (Cavacosilva TV - CSTV), que permitiu ao cidadão fazer o acompanhamento em tempo real da campanha, e ter informação que concorria com as televisões offline , o que permitiu à candidatura do prof. Cavaco Silva ter um estilo de informação neutral evitando a lógica propagandística. Quando a candidatura queria fazer alguma crítica, não a fazia directamente, mas utilizava os blogs , artigos de notícias de jornais etc. que era depois reflectida no sistema de distribuição de conteúdos online da candidatura. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 19.
    4.1. Cavaco Silva2.0 No dia 23 de Janeiro a candidatura de Cavaco Silva anuncia que a página do facebook teve mais de um milhão de Post Views e que recebeu até às eleições mais de 45 mil comentários. No Twitter, o candidato teve 1.347 seguidores e 313 tweets. Os vídeos no YouTube foram vistos 5 764 vezes. Através do canal SAPO, também foi possível visualizar alguns vídeos (28), 1.145 vezes. No canal Flickr foram colocadas 2.471 fotos. O site oficial teve 126.748 visitantes únicos. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 20.
    4.1. Cavaco Silva2.0 Através de um número de SMS (3301) foi possível manifestar o apoio à candidatura do professor Cavaco Silva. Até ao dia das eleições, a rede social com mais impacto na sua candidatura foi o facebook que contou com 29.100 apoiantes/amigos. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 21.
    4.1. Cavaco Silva2.0 O candidato, no facebook partilhou informação que através dos links das redes sociais permitiu o acesso a entrevistas e notícias relacionadas com a campanha; discursos, visualização de fotos; blogs ; anúncios de eventos/reuniões e conferências; notícias relacionadas com a sua candidatura através de links de outros media (televisão, imprensa, rádio) , etc. Em vários eventos onde esteve envolvido, respondeu em directo nas redes sociais, a perguntas colocadas pelos apoiantes, através do link “Pergunte ao candidato”. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 22.
    4.2. Manuel Alegre Apresentou um site de candidatura e foi o primeiro a aparecer na rede social facebook no dia 02 de Janeiro de 2010 através de um grupo de apoiantes. Oficialmente aderiu a 01 de Outubro de 2010. Aderiu também aos canais Twitter, YouYube e Flickr. No site acedia-se directamente às plataformas das redes sociais que utilizou (facebook, Twitter, Flickr e Youtube). No facebook partilhou links de acesso a entrevistas e notícias relacionadas com a campanha; discursos, visualização de fotos; blogs; anúncios de eventos/reuniões e conferências, e partilhou links de outros media (televisão, imprensa, rádio) de notícias relacionadas com a sua candidatura etc. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 23.
    4.2. Manuel Alegre A Estratégia de comunicação foi centrada nos media tradicionais e só depois era reflectida no digital (facebook e outras plataformas). Tinham também uma equipa que acompanhava o candidato nas várias acções ao longo da campanha (de acordo com a agenda), incluindo uma jornalista (que trabalhava os conteúdos do site), um operador de vídeo e um fotógrafo, o mandatário digital (facebook) para além dos jornalistas dos vários órgãos de informação. O conteúdo que era enviado para as redacções eram automaticamente enviados para o mandatário digital. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 24.
    4.2. Manuel Alegre As notícias eram depois reflectidas no site com ligação ao facebook. Isso acabava por modelar a mensagem que era passada, na medida em que, as notícias que iam para os media tradicionais saíam ao mesmo tempo no digital. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 25.
    4.2. Manuel Alegre 2.0 No facebook, a página do candidato esteve sempre aberta à partilha da informação por parte dos seus apoiantes. Grande parte do conteúdo era escrito ou validado pelo candidato Manuel Alegre. Conseguiu atingir no dia das eleições no facebook 14 859 apoiantes; 825 seguidores no Twitter; 7 775 visualizações de vídeos no YouTube e partilhou 1 668 fotos da campanha eleitoral. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 26.
    4.3. Fernando Nobre2.0 Começou a campanha eleitoral mais cedo que todos os outros candidatos. Aderiu à rede social facebook no dia 20 de Fevereiro de 2010. Aderiu ao canal de vídeo YouTube, ao Flickr e à rede Twitter. O candidato criou um site de candidatura. Através do site podemos aceder directamente às principais plataformas das redes e media sociais que utilizou (facebook, Twitter, Flickr e Youtube). 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
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    4.3. Fernando Nobre2.0 No facebook partilhou links de acesso a entrevistas e notícias relacionadas com a campanha; discursos, visualização de fotos; blogs; anúncios de eventos/reuniões e conferências, divulgação da agenda etc., e partilhou links de outros media (televisão, imprensa, rádio) de notícias relacionadas com a sua candidatura etc. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 28.
    4.3. Fernando Nobre2.0 A página do candidato era aberta à partilha de informação por parte dos seus apoiantes. No dia 11 de Abril de 2011 saiu do facebook quando foi apresentado para cabeça de lista do PSD por Lisboa às eleições do dia 5 de Junho de 2011. O facebook foi a plataforma mais utilizada por este candidato. Conseguiu atingir no dia das eleições, 38 534 apoiantes no facebook; 1 055 seguidores no Twitter; 7 173 visualizações de vídeos no canal YouTube e partilhou 224 fotos da campanha eleitoral. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 29.
    4.4. Francisco Lopes2.0 O candidato criou um perfil na rede social facebook a 30 de Novembro de 2010. Aderiu também ao canal Twitter. Conseguiu atingir no dia das eleições, 2 164 apoiantes no facebook e apenas 43 seguidores no Twitter. Não utilizou os canais YouTube e Flickr. As fotos, o áudio e os vídeos foram partilhados no separador multimédia do site. O site foi a plataforma mais utilizada pelo candidato e tinha um link para a rede social facebook. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 30.
    4.4. Francisco Lopes2.0 A presença na rede social facebook foi muito tímida, pouco interactiva e limitou-se a partilhar informação que estava disponível no site. O candidato privilegiou formas de comunicação política mais tradicionais: contacto directo com os cidadãos no terreno através das arruadas, comícios e jantares comício. O contacto com os “trabalhadores” deu-se também em contexto empresarial e industrial. A candidatura de Francisco Lopes, não quis utilizar a internet e as redes sociais apenas para passar uma imagem de modernidade, mas, sobretudo, para utilizar todas as potencialidades ao alcance do partido para passar a mensagem política. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 31.
    4.5. Defensor Moura2.0 O candidato criou um perfil na rede social facebook a 25 de Julho de 2010. Conseguiu atingir no facebook no dia das eleições 2 739 apoiantes e apenas 70 seguidores no Twitter. O site foi a plataforma mais utilizada pelo candidato e tinha um links para a rede social facebook YouTube e Twitter. A utilização do facebook permitiu não só a divulgação das acções da campanha, mas também interagir com os seus apoiantes e esclarecer dúvidas sobre a candidatura. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 32.
    4.6. José ManuelCoelho 2.0 José Manuel Coelho foi o último candidato a entrar na corrida às eleições presidenciais e foi apoiado pelo partido Nova Democracia. Para além de ter criado um site (plataforma wordpress) e um blogger. Aderiu às redes sociais facebook (perfil) e Twitter. Muito do conteúdo divulgado na internet foi aproveitado de blogs que já utilizava. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 33.
    4.6. José ManuelCoelho 2.0 A estratégia foi juntar vários meios que fizessem de espelho entre si. AS informações no site, no blog e no Youtube, reflectiram-se automaticamente nas redes sociais, e foram a forma de disseminar a informação para o maior número de pessoas e em pouco tempo. Essas informações eram depois projectadas para os meios convencionais. O candidato aderiu ao facebook a 1 de Novembro de 2010. No dia das eleições contabilizou 2.754 amigos/apoiantes e foi seguido por 136 pessoas no Twitter. O candidato tem dado continuidade à sua página no facebook. 4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  • 34.
    Considero que acampanha eleitoral para as presidenciais de 2011 foi uma verdadeira campanha digital, não só porque foi utilizada a internet - que aliás já tinha sido utilizada nas eleições presidenciais de 2006, mas porque pela primeira vez em Portugal foram utilizadas as redes sociais. Embora a internet e as redes sociais tenham sido importantes nesta campanha eleitoral, os candidatos ainda consideram a televisão o meio privilegiado na divulgação das suas ideias e propostas políticas, porque para além da substância política da mensagem, a imagem que passa na televisão ainda é um factor determinante em período eleitoral. Os debates e as entrevistas geram grandes audiências. 6. Algumas conclusões
  • 35.
    A mensagem temum efeito de espelho dos media convencionais para os media digitais (efeito de contaminação). Os dois meios contaminam-se mutuamente e vão criando um ciclo positivo de notícias. OS efeitos que vão produzir na sociedade vão ser muito grandes. Existe uma combinação de vários media , como a televisão, internet, rádio, imprensa, e telemóveis. Continuam a privilegiar a habitual forma de interagir com o público: comícios, outdoors, folhetos, arruadas, jantares etc., e consideram a internet e os novos media um instrumento complementar de divulgações das suas acções numa campanha eleitoral. 6. Algumas conclusões
  • 36.
    Com os novos media , foi criado um novo espaço de cidadania (esfera pública virtual), aberta à possibilidade de partilharmos informação, manifestarmos as nossas opiniões e produzirmos o nosso próprio conteúdo. Esta nova dimensão da realidade e virtualidade, aproxima os cidadãos das instituições, promove a participação democrática, a discussão política entre os cidadãos, a troca de ideias e opiniões de assuntos em geral (representando um acréscimo aos modelos directos e representativos da democracia). 6. Algumas conclusões
  • 37.
    Para os candidatospolíticos, os novos media ainda são utilizados mais numa perspectiva informativa e não tanto interactiva, se considerarmos aqui o conceito de interactividade como um diálogo directo e permanente entre político/candidato e eleitor. O uso das novas tecnologias em campanhas eleitorais pode contribuir para o fortalecimento da democracia, ao facilitar e estimular a participação das pessoas e uma efectivação da cidadania, princípio fundamental do Estado Democrático de Direito. 6. Algumas conclusões
  • 38.
    A internet éapenas mais uma ferramenta utilizada na estratégia de comunicação política. Em Portugal ter site na internet e páginas/perfis nas redes sociais, não é determinante para se ganhar umas eleições. Não existem ainda estudos científicos que provem que existe uma relação causa-efeito. É preciso salientar que, embora as mensagens nas páginas da internet e das redes sociais divulgadas pelos políticos ou candidatos políticos não sofram as interpretações dos media tradicionais, podem ser mensagens modeladas de acordo com as estratégias e tácticas de cada candidatura. 6. Algumas conclusões
  • 39.