Polialelia e
Herança dos
Grupos
Sanguíneos
CARLOS HENRIQUE
ISAQUE MARQUES
Polialelia
Introdução da Introdução
Polialelia
Introdução
 Polialelia ou alelos múltiplos significa que existem três
ou mais tipos de alelos distintos para os
mesmos locus cromossômicos.
 A polialelia resulta de mutações sucessivas ocorridas
nos genes de um determinado locus.
 Por ter três ou mais tipos de alelos (ou seja,
características) para um mesmo lócus cromossômico,
(ou fenótipo que domina as outras características)
alguns genes terão dominância sobre outro.
Polialelia
Exemplo do Coelho
Herança dos Grupos Sanguíneos
Introdução
 Antes para se fazer uma cirurgia era necessário repor sangue em
uma pessoa, o que se chama transfusão sanguínea.
 São úteis em casos de hemorragias decorrentes de traumatismos
ou de cirurgias, ou em pacientes que apresentam formas intensas
de anemia.
 Entretanto, algumas pessoas, depois de receberem transfusão de
sangue, apresentam manifestações graves, que muitas vezes
determina a morte do receptor. Essas manifestações começam
com um quadro semelhante a uma reação alérgica: febre, queda
de pressão, palidez, desmaio, etc.
Herança dos Grupos Sanguíneos
Introdução
 Devido ao grande numero de mortos (e alta quantidade de sangue disponível) o
médico austríaco Karl Landsteiner realizou a seguinte experiência:
 misturando sangue de diferentes pessoas, observou que, em alguns casos, ocorria
a formação de grumos grosseiros; outras vezes, não. Landsteiner chamou essas
reações de aglutinação.
 Quando o nosso corpo é penetrado por um agente patogênico, células de
reconhecimento desencadeiam uma resposta de defesa, chamada resposta
imune, que inclui a participação de células que fagocitam o microorganismo, e de
células que produzem proteínas especiais chamadas anticorpos, que se ligam ao
agente estranho, inativando-o. As substâncias estranhas que desencadeiam contra
si a produção de anticorpos são conhecidas como antígenos.
Herança dos Grupos Sanguíneos
Introdução
 O sangue é um líquido aparentemente homogêneo mas, quando centrifugado, nota-
se que é formado por duas fases: uma líquida, chamada plasma sanguíneo, e uma
sólida, representada pelos elementos figurados.
 Os elementos figurados são de três tipos: os glóbulos vermelhos, ricos em
hemoglobina e responsáveis pelo transporte de oxigênio, os glóbulos brancos, que
participam do combate contra as infecções, e as plaquetas, que desencadeiam a
coagulação do sangue.
 Na membrana plasmática dos glóbulos vermelhos, são encontradas algumas
proteínas que algumas pessoas têm e outras não. Uma pessoa que não possui uma
dessas substâncias pode reconhecê-la como uma partícula estranha (ou antígeno) e
produzir anticorpos contra ela.
Herança dos Grupos Sanguíneos
 Em um estudo, Landsteiner conseguiu
identificar dois antígenos, que chamou
de aglutinogênios A e B. Analisando o
sangue de diversas pessoas, classificou-
os em 4 grupos, de acordo com a
presença desses antígenos. Ele
constatou, ainda, que esses quatro tipos
de pessoas produziam diferentes tipos
de anticorpos contra esses
aglutinogênios, que foram chamados
de aglutininas: anti-A (ou alfa) e anti-
B (ou Beta).
 Esse sistema de classificação tornou-se
conhecido como sistema ABO.
Grupo
Sanguíneo
Aglutinogênio Aglutinina
A A ANTI-B
B B ANTI-A
AB A e B NENHUMA
O NENHUM ANTI-A e ANTI-B
Herança dos Grupos Sanguíneos
 Quando uma transfusão sanguínea é realizada, pode ocorrer
reação entre os aglutinogênios do doador e as aglutininas do
receptor. Essa reação (ou aglutinação) seria responsável pelas
manifestações observadas nas transfusões incompatíveis.
 A produção de aglutinogênios A e B são determinadas,
respectivamente, pelos genes I A e I B. Um terceiro gene,
chamado i, condiciona a não produção de aglutinogênios. Trata-
se, portanto de um caso de alelos múltiplos. Entre os
genes I A e I B há co-dominância (I A = I B), mas cada um deles
domina o gene i (I A > i e I B> i).
 Podemos estabelecer um quadro de transfusões que podem ser
realizadas:
Fenótipo Genótipo
A I AI A ou I Ai
B I BI B ou I Bi
AB I AI B
O ii
Herança dos Grupos Sanguíneos
Sistema RH
 Um sistema de grupos sanguíneos foi descoberto a partir dos experimentos
desenvolvidos por Landsteiner e Wiener, em 1940, com sangue de macaco do
gênero Rhesus. Esses pesquisadores verificaram que ao se injetar o sangue desse
macaco em cobaias, havia produção de anticorpos para combater as hemácias
introduzidas. Ao centrifugar o sangue das cobaias obteve-se o soro que continha
anticorpos anti-Rh e que poderia aglutinar as hemácias do macaco Rhesus. As
conclusões daí obtidas levariam a descoberta de um antígeno de membrana que foi
denominado Rh (Rhesus), que existia nesta espécie e não em outras como as de cobaia
e, portanto, estimulavam a produção anticorpos, denominados anti-Rh.
 Analisando o sangue de muitos indivíduos da espécie humana, Landsteiner verificou
que, ao misturar gotas de sangue dos indivíduos com o soro contendo anti-Rh, cerca de
85% dos indivíduos apresentavam aglutinação (e pertenciam a raça branca) e 15% não
apresentavam. Definiu-se, assim, "o grupo sanguíneo Rh +” ( apresentavam o antígeno
Rh), e "o grupo Rh -“ ( não apresentavam o antígeno Rh).
Herança dos Grupos Sanguíneos
Sistema RH
 Três pares de genes estão envolvidos na herança do fator Rh,
tratando-se portanto, de casos de alelos múltiplos.
 Para simplificar, no entanto, considera-se o envolvimento de
apenas um desses pares na produção do fator Rh, motivo pelo
qual passa a ser considerado um caso de herança mendeliana
simples. O gene R, dominante, determina a presença do fator Rh,
enquanto o gene r, recessivo, condiciona a ausência do referido
fator.
Fenótipos Genótipos
Rh + RR ou Rr
Rh - rr
Herança dos Grupos Sanguíneos
Doença hemolítica do recém-nascido
 Uma doença provocada pelo fator Rh é a eritroblastose fetal ou doença hemolítica do
recém-nascido, caracterizada pela destruição das hemácias do feto ou do recém-
nascido.
 A sensibilização de uma pessoa Rh - ocorre quando ela recebe transfusão de sangue
Rh + ou quando mulheres Rh - geram uma criança Rh + .
 O diagnóstico pode ser feito pela tipagem sanguínea da mãe e do pai precocemente e
durante a gestação o teste de Coombs que utiliza anti-anticorpo humano pode detectar
se esta havendo a produção de anticorpos pela mãe e providências podem ser tomadas.
Uma transfusão , recebendo sangue Rh -, O sangue Rh - não possui hemácias com fator
Rh e não podem ser reconhecidas como estranhas e destruídas pelos anticorpos
recebidos da mãe. Após cerca de 120 dias, as hemácias serão substituídas por outras
produzidas pelo próprio indivíduo. O sangue novamente será do tipo Rh +, mas o feto já
não correrá mais perigo.
Herança dos Grupos Sanguíneos
Doença hemolítica do recém-nascido
Bibliografia
 http://goo.gl/NRt5z5
 http://goo.gl/Ob1b1C
 http://goo.gl/LXV1gJ
 http://goo.gl/ByXCjU
 http://goo.gl/Y4ouiw
 http://goo.gl/wUmeZM
 Livro Fundamentos da Biologia Moderna, Amabis e Martho, Editora
Moderna, 4ª edição.

Polialelia e herança dos grupos sanguíneos

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Polialelia Introdução  Polialelia oualelos múltiplos significa que existem três ou mais tipos de alelos distintos para os mesmos locus cromossômicos.  A polialelia resulta de mutações sucessivas ocorridas nos genes de um determinado locus.  Por ter três ou mais tipos de alelos (ou seja, características) para um mesmo lócus cromossômico, (ou fenótipo que domina as outras características) alguns genes terão dominância sobre outro.
  • 4.
  • 5.
    Herança dos GruposSanguíneos Introdução  Antes para se fazer uma cirurgia era necessário repor sangue em uma pessoa, o que se chama transfusão sanguínea.  São úteis em casos de hemorragias decorrentes de traumatismos ou de cirurgias, ou em pacientes que apresentam formas intensas de anemia.  Entretanto, algumas pessoas, depois de receberem transfusão de sangue, apresentam manifestações graves, que muitas vezes determina a morte do receptor. Essas manifestações começam com um quadro semelhante a uma reação alérgica: febre, queda de pressão, palidez, desmaio, etc.
  • 6.
    Herança dos GruposSanguíneos Introdução  Devido ao grande numero de mortos (e alta quantidade de sangue disponível) o médico austríaco Karl Landsteiner realizou a seguinte experiência:  misturando sangue de diferentes pessoas, observou que, em alguns casos, ocorria a formação de grumos grosseiros; outras vezes, não. Landsteiner chamou essas reações de aglutinação.  Quando o nosso corpo é penetrado por um agente patogênico, células de reconhecimento desencadeiam uma resposta de defesa, chamada resposta imune, que inclui a participação de células que fagocitam o microorganismo, e de células que produzem proteínas especiais chamadas anticorpos, que se ligam ao agente estranho, inativando-o. As substâncias estranhas que desencadeiam contra si a produção de anticorpos são conhecidas como antígenos.
  • 7.
    Herança dos GruposSanguíneos Introdução  O sangue é um líquido aparentemente homogêneo mas, quando centrifugado, nota- se que é formado por duas fases: uma líquida, chamada plasma sanguíneo, e uma sólida, representada pelos elementos figurados.  Os elementos figurados são de três tipos: os glóbulos vermelhos, ricos em hemoglobina e responsáveis pelo transporte de oxigênio, os glóbulos brancos, que participam do combate contra as infecções, e as plaquetas, que desencadeiam a coagulação do sangue.  Na membrana plasmática dos glóbulos vermelhos, são encontradas algumas proteínas que algumas pessoas têm e outras não. Uma pessoa que não possui uma dessas substâncias pode reconhecê-la como uma partícula estranha (ou antígeno) e produzir anticorpos contra ela.
  • 8.
    Herança dos GruposSanguíneos  Em um estudo, Landsteiner conseguiu identificar dois antígenos, que chamou de aglutinogênios A e B. Analisando o sangue de diversas pessoas, classificou- os em 4 grupos, de acordo com a presença desses antígenos. Ele constatou, ainda, que esses quatro tipos de pessoas produziam diferentes tipos de anticorpos contra esses aglutinogênios, que foram chamados de aglutininas: anti-A (ou alfa) e anti- B (ou Beta).  Esse sistema de classificação tornou-se conhecido como sistema ABO. Grupo Sanguíneo Aglutinogênio Aglutinina A A ANTI-B B B ANTI-A AB A e B NENHUMA O NENHUM ANTI-A e ANTI-B
  • 9.
    Herança dos GruposSanguíneos  Quando uma transfusão sanguínea é realizada, pode ocorrer reação entre os aglutinogênios do doador e as aglutininas do receptor. Essa reação (ou aglutinação) seria responsável pelas manifestações observadas nas transfusões incompatíveis.  A produção de aglutinogênios A e B são determinadas, respectivamente, pelos genes I A e I B. Um terceiro gene, chamado i, condiciona a não produção de aglutinogênios. Trata- se, portanto de um caso de alelos múltiplos. Entre os genes I A e I B há co-dominância (I A = I B), mas cada um deles domina o gene i (I A > i e I B> i).  Podemos estabelecer um quadro de transfusões que podem ser realizadas: Fenótipo Genótipo A I AI A ou I Ai B I BI B ou I Bi AB I AI B O ii
  • 10.
    Herança dos GruposSanguíneos Sistema RH  Um sistema de grupos sanguíneos foi descoberto a partir dos experimentos desenvolvidos por Landsteiner e Wiener, em 1940, com sangue de macaco do gênero Rhesus. Esses pesquisadores verificaram que ao se injetar o sangue desse macaco em cobaias, havia produção de anticorpos para combater as hemácias introduzidas. Ao centrifugar o sangue das cobaias obteve-se o soro que continha anticorpos anti-Rh e que poderia aglutinar as hemácias do macaco Rhesus. As conclusões daí obtidas levariam a descoberta de um antígeno de membrana que foi denominado Rh (Rhesus), que existia nesta espécie e não em outras como as de cobaia e, portanto, estimulavam a produção anticorpos, denominados anti-Rh.  Analisando o sangue de muitos indivíduos da espécie humana, Landsteiner verificou que, ao misturar gotas de sangue dos indivíduos com o soro contendo anti-Rh, cerca de 85% dos indivíduos apresentavam aglutinação (e pertenciam a raça branca) e 15% não apresentavam. Definiu-se, assim, "o grupo sanguíneo Rh +” ( apresentavam o antígeno Rh), e "o grupo Rh -“ ( não apresentavam o antígeno Rh).
  • 11.
    Herança dos GruposSanguíneos Sistema RH  Três pares de genes estão envolvidos na herança do fator Rh, tratando-se portanto, de casos de alelos múltiplos.  Para simplificar, no entanto, considera-se o envolvimento de apenas um desses pares na produção do fator Rh, motivo pelo qual passa a ser considerado um caso de herança mendeliana simples. O gene R, dominante, determina a presença do fator Rh, enquanto o gene r, recessivo, condiciona a ausência do referido fator. Fenótipos Genótipos Rh + RR ou Rr Rh - rr
  • 12.
    Herança dos GruposSanguíneos Doença hemolítica do recém-nascido  Uma doença provocada pelo fator Rh é a eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido, caracterizada pela destruição das hemácias do feto ou do recém- nascido.  A sensibilização de uma pessoa Rh - ocorre quando ela recebe transfusão de sangue Rh + ou quando mulheres Rh - geram uma criança Rh + .  O diagnóstico pode ser feito pela tipagem sanguínea da mãe e do pai precocemente e durante a gestação o teste de Coombs que utiliza anti-anticorpo humano pode detectar se esta havendo a produção de anticorpos pela mãe e providências podem ser tomadas. Uma transfusão , recebendo sangue Rh -, O sangue Rh - não possui hemácias com fator Rh e não podem ser reconhecidas como estranhas e destruídas pelos anticorpos recebidos da mãe. Após cerca de 120 dias, as hemácias serão substituídas por outras produzidas pelo próprio indivíduo. O sangue novamente será do tipo Rh +, mas o feto já não correrá mais perigo.
  • 13.
    Herança dos GruposSanguíneos Doença hemolítica do recém-nascido
  • 14.
    Bibliografia  http://goo.gl/NRt5z5  http://goo.gl/Ob1b1C http://goo.gl/LXV1gJ  http://goo.gl/ByXCjU  http://goo.gl/Y4ouiw  http://goo.gl/wUmeZM  Livro Fundamentos da Biologia Moderna, Amabis e Martho, Editora Moderna, 4ª edição.