Aumentando a variabilidade genética
Apostila p. 140 a p. 144
Quitéria Paravidino
Alelos Múltiplos ou Polialelia
 Alelos são formas alternativas de um mesmo gene e que,
consequentemente ocupam mesmo loco em cromossomos
homólogos.
 Os efeitos genéticos destes alelos dependem de suas
relações de dominância.
 Estes alelos têm origem nas mutações, que são capazes de
causar alterações estruturais nos genes de tal forma que é
possível ocorrer mais de um par de alelos para um
determinado caráter.
 Alelos múltiplos referem-se a uma série, constituída de três
ou mais alelos, pertencentes a um mesmo gene e que ocorre
dois a dois em um organismo diplóide.
ALELOS MÚLTIPLOS
Na população No indivíduo
Mais de dois tipos
de alelos
Dois alelos
C = n (n+1)
2
Selvagem: CC, Ccch, Cch, Cca
Chinchila: cchcch, cchch, cchca
Himalaia: chch, chca
Albino: caca
C = n (n+1)
2
Anticorpos
Proteínas na
membrana
Sistema ABO
 Na membrana das hemácias existem proteínas
específicas que se comportam como antígenos – são
denominadas aglutinogênios e identificam cada tipo
de hemácia.
 No plasma sangüíneo existem anticorpos que são
capazes de identificar antígenos de hemácias – são
denominados aglutininas.
 Quando aglutininas encaixam-se nos aglutinogênios
das hemácias ocorre a reação denominada
aglutinação.
Reação de aglutinação
Antígenos (aglutinogênios) e
anticorpos (aglutininas)
Tipo
sangüíneo
Aglutinogênio(s)
na hemácia
Aglutinina(s)
no plasma
A A Anti-B
B B Anti-A
AB A e B Nenhuma
O Nenhum Anti-A e anti-B
Exame laboratorial
Transfusões compatíveis
A B
AB
O
Relação entre fenótipos e
genótipos no sistema ABO
FENÓTIPOS GENÓTIPOS
Grupo A IAIA ou IAi
Grupo B IBIB ou IBi
Grupo AB IAIB
Grupo O ii
O falso “O” ou efeito Bombaim
 Os indivíduos HH ou Hh sintetizam uma enzima
chamada de transferase que leva à formação de um
aglutinogênio H (Ag H).
 Este antígeno é transformado em aglutinogênio A (Ag
A) ou em aglutinogênio B (Ag B) pelas enzimas
sintetizadas, respectivamente, pelos genes IA e IB.
 Os indivíduos hh não sintetizam transferase e,
portanto não formam Ag H.
 Por isso os genes IA e IB ficam inoperantes e não são
produzidos seus respectivos aglutinogênios.
Indivíduos HH ou Hh
transferase
Ag H
IA IB
Ag A
Ag B
Indivíduos hh Não formam Ag H
ii
Não produz Ag
“O” verdadeiro
Não produz Ag
Falso “O”
 O teste para determinação do falso O é feito com soro
anti-H.
 Se houver aglutinação é O verdadeiro.
 Se não houver aglutinação é falso O.
 Suspeitando que a menina III.1 tivesse sido
trocada na maternidade, foi feito um teste de
DNA. Este teste confirmou que a criança era
filha legítima do casal II.2 x II.3. Como explicar
o seu tipo sangüíneo? Justifique.
Sistema Rh
Exame Laboratorial para Rh
Relação genótipos e fenótipos
para fator Rh
GENÓTIPOS FENÓTIPOS
DD Rh positivo
Dd Rh positivo
dd Rh negativo
Transfusões compatíveis
Rh + Rh -
sempre
1ª e única transfusão
Eritroblastose fetal
ou DHRN (Condição única)
DD ou Dd dd
Dd
Criança normal Criança com
eritroblastose fetal
Resposta imunológica
 Sintomas característicos: anemia (as hemácias foram
destruídas), icterícia (presença de bilirrubina no plasma),
esplenomegalia, hepatomegalia e eritroblastos (hemácias
jovens) no sangue.
 Uma próxima gravidez de criança Rh+ resultará em
aborto ou em criança natimorta.
Controle e amenização
 O médico pode conhecer a gravidade da situação
antes que a criança nasça.
 Se o perigo for grande recomenda-se a transfusão
de sangue logo após o parto.
 No último caso, a criança deve receber sangue Rh-,
que depois seria substituído pelo Rh+ original.
 O risco será menor se o homem apresentar
genótipo heterozigoto.
 No Brasil uma mulher Rh- corre muito risco, pois a
freqüência de indivíduos Rh+ é de 87%.
 Há de se considerar ainda o efeito protetor do
sistema ABO. A mãe Rh- , tendo um filho Rh+ de
grupo não-compatível não será induzida a
produzir anti-Rh, pois sua aglutinina destruirá as
hemácias do feto antes da indução.
 Exceto mãe AB.
Solução encontrada
 Os anticorpos destroem as
hemácias fetais (Rh+) antes
que ocorra a indução do
sistema imunológico.
 Estes anticorpos são
destruídos dentro de poucos
meses e não apresentam
qualquer perigo para a mãe
ou suas gerações
posteriores.
 Deve ser aplicada logo após
o parto de todo feto Rh+.
Questão proposta
 Um casal teve quatro filhos, sendo que somente o
segundo nasceu com eritroblastose fetal.
 Dê os prováveis genótipos de todos os componentes
dessa família.

Polialelia

  • 1.
    Aumentando a variabilidadegenética Apostila p. 140 a p. 144 Quitéria Paravidino
  • 2.
    Alelos Múltiplos ouPolialelia  Alelos são formas alternativas de um mesmo gene e que, consequentemente ocupam mesmo loco em cromossomos homólogos.  Os efeitos genéticos destes alelos dependem de suas relações de dominância.  Estes alelos têm origem nas mutações, que são capazes de causar alterações estruturais nos genes de tal forma que é possível ocorrer mais de um par de alelos para um determinado caráter.  Alelos múltiplos referem-se a uma série, constituída de três ou mais alelos, pertencentes a um mesmo gene e que ocorre dois a dois em um organismo diplóide.
  • 3.
    ALELOS MÚLTIPLOS Na populaçãoNo indivíduo Mais de dois tipos de alelos Dois alelos C = n (n+1) 2
  • 4.
    Selvagem: CC, Ccch,Cch, Cca Chinchila: cchcch, cchch, cchca Himalaia: chch, chca Albino: caca C = n (n+1) 2
  • 5.
  • 6.
    Sistema ABO  Namembrana das hemácias existem proteínas específicas que se comportam como antígenos – são denominadas aglutinogênios e identificam cada tipo de hemácia.  No plasma sangüíneo existem anticorpos que são capazes de identificar antígenos de hemácias – são denominados aglutininas.  Quando aglutininas encaixam-se nos aglutinogênios das hemácias ocorre a reação denominada aglutinação.
  • 7.
  • 8.
    Antígenos (aglutinogênios) e anticorpos(aglutininas) Tipo sangüíneo Aglutinogênio(s) na hemácia Aglutinina(s) no plasma A A Anti-B B B Anti-A AB A e B Nenhuma O Nenhum Anti-A e anti-B
  • 9.
  • 10.
  • 12.
    Relação entre fenótipose genótipos no sistema ABO FENÓTIPOS GENÓTIPOS Grupo A IAIA ou IAi Grupo B IBIB ou IBi Grupo AB IAIB Grupo O ii
  • 13.
    O falso “O”ou efeito Bombaim  Os indivíduos HH ou Hh sintetizam uma enzima chamada de transferase que leva à formação de um aglutinogênio H (Ag H).  Este antígeno é transformado em aglutinogênio A (Ag A) ou em aglutinogênio B (Ag B) pelas enzimas sintetizadas, respectivamente, pelos genes IA e IB.  Os indivíduos hh não sintetizam transferase e, portanto não formam Ag H.  Por isso os genes IA e IB ficam inoperantes e não são produzidos seus respectivos aglutinogênios.
  • 14.
    Indivíduos HH ouHh transferase Ag H IA IB Ag A Ag B Indivíduos hh Não formam Ag H ii Não produz Ag “O” verdadeiro Não produz Ag Falso “O”
  • 15.
     O testepara determinação do falso O é feito com soro anti-H.  Se houver aglutinação é O verdadeiro.  Se não houver aglutinação é falso O.
  • 16.
     Suspeitando quea menina III.1 tivesse sido trocada na maternidade, foi feito um teste de DNA. Este teste confirmou que a criança era filha legítima do casal II.2 x II.3. Como explicar o seu tipo sangüíneo? Justifique.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
    Relação genótipos efenótipos para fator Rh GENÓTIPOS FENÓTIPOS DD Rh positivo Dd Rh positivo dd Rh negativo
  • 20.
    Transfusões compatíveis Rh +Rh - sempre 1ª e única transfusão
  • 21.
    Eritroblastose fetal ou DHRN(Condição única) DD ou Dd dd Dd
  • 22.
    Criança normal Criançacom eritroblastose fetal
  • 23.
  • 24.
     Sintomas característicos:anemia (as hemácias foram destruídas), icterícia (presença de bilirrubina no plasma), esplenomegalia, hepatomegalia e eritroblastos (hemácias jovens) no sangue.  Uma próxima gravidez de criança Rh+ resultará em aborto ou em criança natimorta.
  • 25.
    Controle e amenização O médico pode conhecer a gravidade da situação antes que a criança nasça.  Se o perigo for grande recomenda-se a transfusão de sangue logo após o parto.  No último caso, a criança deve receber sangue Rh-, que depois seria substituído pelo Rh+ original.
  • 26.
     O riscoserá menor se o homem apresentar genótipo heterozigoto.  No Brasil uma mulher Rh- corre muito risco, pois a freqüência de indivíduos Rh+ é de 87%.  Há de se considerar ainda o efeito protetor do sistema ABO. A mãe Rh- , tendo um filho Rh+ de grupo não-compatível não será induzida a produzir anti-Rh, pois sua aglutinina destruirá as hemácias do feto antes da indução.  Exceto mãe AB.
  • 27.
    Solução encontrada  Osanticorpos destroem as hemácias fetais (Rh+) antes que ocorra a indução do sistema imunológico.  Estes anticorpos são destruídos dentro de poucos meses e não apresentam qualquer perigo para a mãe ou suas gerações posteriores.  Deve ser aplicada logo após o parto de todo feto Rh+.
  • 28.
    Questão proposta  Umcasal teve quatro filhos, sendo que somente o segundo nasceu com eritroblastose fetal.  Dê os prováveis genótipos de todos os componentes dessa família.