PLATÃO
1. Introdução
o Entre os séc. V a.C. e IV a.C. Atenas entrou em
crise e decadência devido à Guerra do Peloponeso.
o Platão vivenciou os efeitos desse processo,
principalmente a crise do modelo democrático.
o Platão dedicou – se a pensar e propor outra forma
de governo (Monarquia) e a morte de Sócrates
aumentou o seu ódio pela democracia.
Platão e a Academia
o Espaço de diálogo e construção de conhecimentos.
o Com a Academia Platão produziu e expandiu
conhecimentos como: metafísica, ética, política,
amor, morte, verdade, além de preservar o
pensamento socrático.
o Platão transformou – se num dos pilares do
pensamento ocidental.
Escola de Atenas
(Rafael Sânzio)
2. O mundo ideal
o Platão foi o primeiro filósofo a construir uma
teoria do conhecimento, procurando encaminhar
as discussões de Sócrates.
o Com a dialética Platão uniu a physis e o devir de
Heráclito e a imutabilidade do ser (ser é, não ser –
não é), buscando compreender a forma de
produção do conhecimento humano.
Platonismo
o Apoiando – se na maiêutica socrática, Platão
buscou compreender o homem, construindo uma
obra epistemológica.
o (Episteme = conhecimento, logia = estudo).
o As mudanças ocorrem no mundo visível,
perceptíveis pelos sentidos que apreendem a
realidade imediata.
Platão e Parmênides
o O mundo real compreendido pelos sentidos não é
o verdadeiro devido à multiplicidade e diversidade
das coisas.
o Há um mundo inteligível onde encontra – se a
essência das coisas, seus valores e a verdade.
o Isso reforça a imutabilidade de Parmênides
presente noutro mundo e não no mundo sensível.
Dialética ascendente:
o O caminho da verdade passaria pelo diálogo crítico e
lógico até se tornar inquestionável.
o A verdade e a essência seriam atingidas.
o As ideias seriam os irredutíveis que indicavam a
imobilidade, o transitório que revelava a aparência e
não a essência das coisas.
o Os sentidos confundiriam a interpretação das coisas,
gerando enganos.
Mundo das ideias
o Os sentidos podem ser confundidos.
o O mundo sensível nos rodeia, perceptível pelos
sentidos que podem enganar (ao saltar de uma
queda d’água, a visão indica uma profundidade
que pode não existir).
o Existe um mundo ideal formado por ideias perfeitas
(aquilo que é e o que não é).
o As ideias representam a perfeição das coisas
(mundo ideal) na forma de conceitos e todas as
cópias do mundo sensível (mundo real) se baseiam
nelas.
o Como se relacionam mundo sensível e mundo
inteligível?
o Se os sentidos nos enganam, como chegar à
verdade?
o Para alcançarmos a verdade devemos nos afastar
da realidade sensível, de seus símbolos e
significados, sendo esta uma aparência imperfeita
da verdade, que não pode ser tocada, apenas
compreendida.
o No mundo intocável encontra – se o mundo das
ideias, o mundo inteligível.
Mímeses (imitação) “nada se cria, tudo se copia”:
o Tanto Platão quanto Aristóteles viam na mimesis a
representação da natureza. Para Platão toda a criação
era uma imitação, mesmo a criação do mundo era uma
imitação da natureza verdadeira (o mundo das ideias).
Assim, a representação artística do mundo físico seria
uma imitação de segunda mão.
o A mímeses está submetida ao mundo sensível como
cópia e não um conhecimento verdadeiro.
Alma (Viver é recordar)
o O mundo sensível (matéria) interage com o mundo
inteligível (ideia) através da alma de cada um.
o A alma é imaterial, ideal e constitui o ser.
o Através da alma o homem recobra o conhecimento
da verdade, enxergando além das aparências.
o Cabe ao filósofo ajudar na percepção, abrindo a
mente, fugindo do ilusório e da aparente verdade.
O mito da caverna
o Um grupo de homens, preso numa caverna, passou
toda sua existência na escuridão. A única realidade é a
sombra projetada na parede, pela luz que vem de fora.
o Um dos homens se libertou, abandonou a caverna e
conheceu a realidade exterior. Diante do choque com a
luz, voltou para alertar os que ficaram sobre tudo que
existe no mundo exterior.
o Os iguais rejeitaram tantos delírios e tentaram cala – lo.
Episteme: caminho para a alma, o amor e o bem
o A busca pelo conhecimento (verdade) leva o homem
a identificar o verdadeiro amor e o bem.
o Platão entendia que tais princípios eram
inseparáveis e somente compreendidos quando a
alma contemplar o inteligível.
o A dialética possibilitaria o meio para descobrir a
verdade compreendendo as contradições do mundo
aparente.
o A compreensão leva à apreensão do mundo
inteligível.
o Contemplar a verdade é enaltecer o belo, que se
origina da verdade e tudo que é verdadeiro é belo.
o O amor idealizado nada mais é que a verdade
e a Filosofia é o caminho para a verdade.
o Na busca da sabedoria o filósofo se ilumina,
conhece a si, conhece o amor, a beleza e o bem.
A cidade dos justos: Platão e a política
o Crítico da democracia elaborou uma forma de
governo ideal, a partir de uma sociedade desigual.
o Numa sociedade estratificada, cada classe teria
uma função no funcionamento da cidade.
o Artesãos: produção e sustento da comunidade.
o Guardiões: defesa e segurança da cidade.
o Filósofos: organização e aplicação das leis.
Estratos sociais e as fases da alma
Concupiscente (sensual)
o Busca a satisfação dos desejos carnais.
Irascível (ira, raiva)
o Defende o corpo contra agressões.
Racional
o Expõe o conhecimento com ideias verdadeiras.
Educação e política
o A educação deveria ensinar valores morais para
que cada cidadão cumprisse suas funções.
o A mudança na sociedade passaria pela mudança
na família tradicional (pai, mãe, filho, vínculos).
o As crianças seriam educadas para a cidade, as
mulheres seriam de qualquer um, sem egoísmo.
o A cidade seria administrada pelos reis – filósofos.
A teoria do conhecimento
o Afirma que as coisas sensíveis participam das
ideias e estão na igualdade e na diferença.
o Ex: dois bastões estão na igualdade “bastões”, mas
diferentes se um é maior que o outro.
o Em xeque a verdade do conhecimento, mas Platão
afirmou que as ideias combinam entre si mas nem
toda combinação é possível.
Ser, não – ser, movimento repouso
o Platão refletiu sobre igualdade e diferença.
o Repouso é ausência de movimento e vice – versa,
mas movimento e repouso existem (são).
o Identidade e diferença combinam com igualdade
(ideias), e diferenças (ideias diferentes).
o Então Parmênides está resolvido: não – ser é algo
diferente e ser é igual, sempre relativamente.

PLATÃO

  • 1.
  • 3.
    1. Introdução o Entreos séc. V a.C. e IV a.C. Atenas entrou em crise e decadência devido à Guerra do Peloponeso. o Platão vivenciou os efeitos desse processo, principalmente a crise do modelo democrático. o Platão dedicou – se a pensar e propor outra forma de governo (Monarquia) e a morte de Sócrates aumentou o seu ódio pela democracia.
  • 4.
    Platão e aAcademia o Espaço de diálogo e construção de conhecimentos. o Com a Academia Platão produziu e expandiu conhecimentos como: metafísica, ética, política, amor, morte, verdade, além de preservar o pensamento socrático. o Platão transformou – se num dos pilares do pensamento ocidental.
  • 5.
  • 6.
    2. O mundoideal o Platão foi o primeiro filósofo a construir uma teoria do conhecimento, procurando encaminhar as discussões de Sócrates. o Com a dialética Platão uniu a physis e o devir de Heráclito e a imutabilidade do ser (ser é, não ser – não é), buscando compreender a forma de produção do conhecimento humano.
  • 7.
    Platonismo o Apoiando –se na maiêutica socrática, Platão buscou compreender o homem, construindo uma obra epistemológica. o (Episteme = conhecimento, logia = estudo). o As mudanças ocorrem no mundo visível, perceptíveis pelos sentidos que apreendem a realidade imediata.
  • 8.
    Platão e Parmênides oO mundo real compreendido pelos sentidos não é o verdadeiro devido à multiplicidade e diversidade das coisas. o Há um mundo inteligível onde encontra – se a essência das coisas, seus valores e a verdade. o Isso reforça a imutabilidade de Parmênides presente noutro mundo e não no mundo sensível.
  • 9.
    Dialética ascendente: o Ocaminho da verdade passaria pelo diálogo crítico e lógico até se tornar inquestionável. o A verdade e a essência seriam atingidas. o As ideias seriam os irredutíveis que indicavam a imobilidade, o transitório que revelava a aparência e não a essência das coisas. o Os sentidos confundiriam a interpretação das coisas, gerando enganos.
  • 15.
    Mundo das ideias oOs sentidos podem ser confundidos. o O mundo sensível nos rodeia, perceptível pelos sentidos que podem enganar (ao saltar de uma queda d’água, a visão indica uma profundidade que pode não existir). o Existe um mundo ideal formado por ideias perfeitas (aquilo que é e o que não é).
  • 16.
    o As ideiasrepresentam a perfeição das coisas (mundo ideal) na forma de conceitos e todas as cópias do mundo sensível (mundo real) se baseiam nelas. o Como se relacionam mundo sensível e mundo inteligível? o Se os sentidos nos enganam, como chegar à verdade?
  • 17.
    o Para alcançarmosa verdade devemos nos afastar da realidade sensível, de seus símbolos e significados, sendo esta uma aparência imperfeita da verdade, que não pode ser tocada, apenas compreendida. o No mundo intocável encontra – se o mundo das ideias, o mundo inteligível.
  • 18.
    Mímeses (imitação) “nadase cria, tudo se copia”: o Tanto Platão quanto Aristóteles viam na mimesis a representação da natureza. Para Platão toda a criação era uma imitação, mesmo a criação do mundo era uma imitação da natureza verdadeira (o mundo das ideias). Assim, a representação artística do mundo físico seria uma imitação de segunda mão. o A mímeses está submetida ao mundo sensível como cópia e não um conhecimento verdadeiro.
  • 19.
    Alma (Viver érecordar) o O mundo sensível (matéria) interage com o mundo inteligível (ideia) através da alma de cada um. o A alma é imaterial, ideal e constitui o ser. o Através da alma o homem recobra o conhecimento da verdade, enxergando além das aparências. o Cabe ao filósofo ajudar na percepção, abrindo a mente, fugindo do ilusório e da aparente verdade.
  • 20.
    O mito dacaverna o Um grupo de homens, preso numa caverna, passou toda sua existência na escuridão. A única realidade é a sombra projetada na parede, pela luz que vem de fora. o Um dos homens se libertou, abandonou a caverna e conheceu a realidade exterior. Diante do choque com a luz, voltou para alertar os que ficaram sobre tudo que existe no mundo exterior. o Os iguais rejeitaram tantos delírios e tentaram cala – lo.
  • 24.
    Episteme: caminho paraa alma, o amor e o bem o A busca pelo conhecimento (verdade) leva o homem a identificar o verdadeiro amor e o bem. o Platão entendia que tais princípios eram inseparáveis e somente compreendidos quando a alma contemplar o inteligível. o A dialética possibilitaria o meio para descobrir a verdade compreendendo as contradições do mundo aparente.
  • 25.
    o A compreensãoleva à apreensão do mundo inteligível. o Contemplar a verdade é enaltecer o belo, que se origina da verdade e tudo que é verdadeiro é belo. o O amor idealizado nada mais é que a verdade e a Filosofia é o caminho para a verdade. o Na busca da sabedoria o filósofo se ilumina, conhece a si, conhece o amor, a beleza e o bem.
  • 26.
    A cidade dosjustos: Platão e a política o Crítico da democracia elaborou uma forma de governo ideal, a partir de uma sociedade desigual. o Numa sociedade estratificada, cada classe teria uma função no funcionamento da cidade. o Artesãos: produção e sustento da comunidade. o Guardiões: defesa e segurança da cidade. o Filósofos: organização e aplicação das leis.
  • 27.
    Estratos sociais eas fases da alma Concupiscente (sensual) o Busca a satisfação dos desejos carnais. Irascível (ira, raiva) o Defende o corpo contra agressões. Racional o Expõe o conhecimento com ideias verdadeiras.
  • 28.
    Educação e política oA educação deveria ensinar valores morais para que cada cidadão cumprisse suas funções. o A mudança na sociedade passaria pela mudança na família tradicional (pai, mãe, filho, vínculos). o As crianças seriam educadas para a cidade, as mulheres seriam de qualquer um, sem egoísmo. o A cidade seria administrada pelos reis – filósofos.
  • 29.
    A teoria doconhecimento o Afirma que as coisas sensíveis participam das ideias e estão na igualdade e na diferença. o Ex: dois bastões estão na igualdade “bastões”, mas diferentes se um é maior que o outro. o Em xeque a verdade do conhecimento, mas Platão afirmou que as ideias combinam entre si mas nem toda combinação é possível.
  • 30.
    Ser, não –ser, movimento repouso o Platão refletiu sobre igualdade e diferença. o Repouso é ausência de movimento e vice – versa, mas movimento e repouso existem (são). o Identidade e diferença combinam com igualdade (ideias), e diferenças (ideias diferentes). o Então Parmênides está resolvido: não – ser é algo diferente e ser é igual, sempre relativamente.