• Platão, nasceuna cidade-Estado de Atenas, hoje a capital da
Grécia, no ano de 428 a.C.; e morreu no ano de 348 a.C. Seu
nome de nascimento é Arístocles; mas seu treinador de
luta, Aristão de Argos, o apelidou de Platão, que significa
"grande", por conta de sua figura robusta
• O filósofo veio de uma família influente na política. Sua mãe
descendia do grande legislador e estadista grego Sólon: um
dos grandes reformadores da política ateniense do século VI
a.C. e considerado um dos sete sábios da Grécia antiga.
• A família de Platão também possuía uma condição
financeira estável; algo que não era incomum entre os
filósofos antigos. Afinal, para se dedicar ao ócio filosófico,
um pensador deveria estar livre das amarras do trabalho:
algo inferior e destinado aos escravos.
Platão de Atenas
3.
Platão de Atenas- (428–347 a.C.)
• Aos 30 anos de idade, Platão conheceu Sócrates,
pensador que foi o seu mestre iniciador na Filosofia.
• Platão escreveu os chamados diálogos socráticos:
narrativas em que Sócrates é a personagem principal e
porta-voz das ideias de Platão.
• Historiadores da Filosofia relatam dificuldades para
separar as teses que realmente foram ideias inéditas de
Platão daquilo que foi pensado pela primeira vez por
Sócrates.
• Porém, o que se tem certeza é que Sócrates trouxe a
Platão um modo de pensar que o influenciou no
desenvolvimento de suas principais ideias.
4.
• Por voltado ano 388 a.C., Platão adquiriu um
terreno no interior do parque público Akademia, de
Atenas.
• Nesse pequeno lote, Platão fundou a sua academia:
espécie de escola para que os seus discípulos
pudessem continuar os seus estudos em Filosofia.
• Pode-se dizer que a Academia de Platão teve muita
influência socrática no modo de se ensinar.
• A escolha de Platão pelo local foi estratégica: havia
no local constantes reuniões de jovens para discutir
política, tocar flauta e praticar lutas e exercícios
físicos.
Platão de Atenas - (428–347 a.C.)
Alegoria da Caverna
Imaginemosum muro bem alto separando o mundo externo
e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa
um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem
seres humanos, que nasceram e cresceram ali. Ficam de
costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-
se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna,
onde são projetadas sombras de outros homens que, além
do muro, mantêm acesa uma fogueira. Os prisioneiros
julgam que essas sombras sejam a realidade. Um dos
prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um
instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai
se movendo e avança na direção do muro e o escala, com
dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da
caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram
feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a
natureza.
(Alegoria da Caverna: A República)
8.
O que sãoos Prisioneiros? – Somos nós, pessoas comuns que vivemos cegos
dentro de nossas convicções e não nos permitimos ver o conhecimento.
O que é a Caverna? – Nossos corpos e sentidos. Segundo Platão, nossos corpos
nos limitam e nossos sentidos nos enganam. Os prisioneiros se guiavam por
visões e barulhos, por isso eles permaneciam presos.
O que são as sombras e os barulhos? – Se você já estudou Platão você sabe que
ele acreditava em dois mundos: o das ideias e o físico.
O das ideias seria onde ficam todas as ideias perfeitas em seu estado puro e o
físico seria apenas uma cópia imperfeita e distorcida desse mundo perfeito.
8
9.
As sombras eecos são exatamente isso. Cópias distorcidas dos objetos que os
produziram.
O que é a saída da caverna? – Nada mais do que a busca do herói pelo
conhecimento verdadeiro
E o que é a luz? – Essa deve ser a metáfora mais fácil de interpretar. A luz é o
conhecimento. Num primeiro momento ele deixa o protagonista desnorteado e
perdido, pois toda a realidade até o momento conhecida por ele foi quebrada.
Mas depois ele é capaz de trilhar o caminho da verdade.
9
10.
O Mito daCaverna, basicamente é Platão dando um soco no
estômago da humanidade. Dizendo que ela é muito facilmente
manipulável e que tem preguiça de pensar a respeito das coisas. E que
se você ousar pensar de forma diferente dos demais, eles irão te
atacar e execrar, mesmo que o que você diga faça sentido.
11.
Mundo Sensível eMundo Inteligível
• Platão elaborou uma teoria metafísica dualista, que
divide o mundo em duas categorias:
1. Mundo das Ideias: Realidade intelectual, verdadeira
e acessada apenas por meio da capacidade
racional do ser humano. Nesse Mundo das Ideias,
estariam: as essências das coisas, os
conceitos, as ideias fixas e imutáveis que
descrevem essencialmente cada ser ou
objeto existente.
2. Mundo Sensível: seria a realidade acessada por meio
de nossa experiência sensível. Essa
realidade é ilusória, enganosa e inferior;
levando o ser humano ao erro, causado pelas
aparências das coisas do mundo, que não
12.
• Se olharmos20 cavalos lado a lado iremos
verificar que nenhum deles é igual
ao outro. Diferem na cor, no
tamanho, nos defeitos. Mas
sabemos que todos são cavalos. Por
que temos esta certeza? Por que
temos a imagem mental do que seja
um cavalo.
•
questionamento. Para
ele,
Pois Platão interessou-se por este
Tudo na
natureza é composto por duas partes:
1. MUNDO SENSÍVEL
2. MUNDO DAS IDEIAS
13.
1. Mundo Sensível:percebido
pelos sentidos. É ilusório, cópia
imperfeita e pura sombra do
mundo verdadeiro. (Opinião –
DOXA)
2. Mundo das Ideias: Mundo
das idéias gerais, das
essências imutáveis. (EPISTEME
– Conhecimento)
Distinção
Mundo Sensível e Mundo das Ideias
14.
• O MUNDOSENSÍVEL só existe na
medida em que participa do
mundo das idéias.
• O MUNDO DAS IDÉIAS existe antes
do sensível. As almas vivem no mundo
das idéias e encarnam no mundo
sensível esquecendo das idéias que
existiam em seu mundo original.
• O MUNDO SENSÍVEL tenta imitar sem
muito sucesso o mundo das ideias.
15.
• Platão imaginauma cidade utópica: CALÍPOLIS.
• Kalos (Belo) + Polis (Beleza): Cidade Bela.
• Princípio: As pessoas são diferentes e, por isso,
devem ocupar lugares e funções diversas na
sociedade.
• Para definir os papéis sociais, Platão propõe que o
Estado assuma a educação das crianças até os 7
anos, evitando, assim:
1. Cobiça.
2. Interesses decorrentes dos laços afetivos e
das
relações humanas inadequadas.
15
A Cidade Ideal de Platão
16.
2
A) O TERMOIDEIA:
Sentido moderno – Quando usamos o termo ideia, usamo-lo no
sentido de representação mental, plano, pensamento ou lembrança.
Para Platão – Platão faz um uso técnico do termo ideia (em grego,
eidos / idea), significando a forma inteligível, ou seja, aquilo a que o nosso
pensamento se dirige em estado puro. Ideia é sinônimo de essência, de
forma. É a indicação da realidade suprassensível. Em verdade, as ideias são
aquilo que o próprio pensamento pensa.
17.
•CONHECIMENTO (Mundo dasideias e mundo material).
•TEORIA DA REMINISCÊNCIA → Conhecer é relembrar
•DUALISMO (Corpo / alma).
•HOMEM JUSTO →Homem virtuoso → domínio racional
sobre o desejo e a cólera.
•POLÍTICA → a cidade justa é governada pelo rei
filósofo.
PLATÃO (428 -348 a. C)
18.
O problema quePlatão propõe-se a resolver é a tensão entre Heráclito e
Parmênides: para o primeiro, o ser é a mudança, tudo está em constante
movimento e é uma ilusão a estaticidade, ou a permanência de qualquer coisa;
para o segundo, o movimento é que é uma ilusão, pois algo que é não pode
deixar de ser e algo que não é não pode passar a ser; assim, não há mudança.
Por exemplo, uma árvore ...
A reflexão filosófica de Platão se coloca na convergência entre Heráclito e
Parmênides. De Heráclito, Platão assume a tese de que o mundo sensível é
marcado por mudanças e pelo devir, portanto, sujeito a imperfeições e erros. De
Parmênides, acolhe a doutrina de que o Ser é, ou seja, o Ser é imutável, eterno e
perfeito, portanto, coincide com o Mundo das Ideias.
18
Para Platão, omundo concreto percebido pelos sentidos é uma pálida
reprodução do mundo das Idéias. Cada objeto concreto que existe participa,
junto com todos os outros objetos de sua categoria de uma Idéia perfeita. Uma
determinada caneta, por exemplo, terá determinados atributos (cor, formato,
tamanho etc). Outra caneta terá outros atributos, sendo ela também uma
caneta, tanto quanto a outra. Aquilo que faz com que as duas sejam canetas é,
para Platão, a Idéia Caneta, perfeita, que esgota todas as possibilidades de ser
caneta. A ontologia de Platão diz, então, que algo é na medida em que participa
da Idéia desse objeto. No caso da caneta é irrelevante, mas o foco de Platão são
coisas como o ser humano, o bem ou a justiça, por exemplo.
20
21.
No centro daimagem, o filósofo Platão é retratado apontando para o alto. Esse gesto
significa que o conhecimento se encontra em uma instância na qual o homem descobre a
A) Suspensão do juízo como reveladora da verdade.
B) Realidade inteligível por meio do método dialético.
C) Salvação da condição mortal pelo poder de Deus.
D) Essência das coisas sensíveis no intelecto divino.
E) Ordem intrínseca ao mundo por meio da sensibilidade.
21
22.
No centro daimagem, o filósofo Platão é retratado apontando para o alto. Esse gesto
significa que o conhecimento se encontra em uma instância na qual o homem descobre a
A) Suspensão do juízo como reveladora da verdade.
B) Realidade inteligível por meio do método dialético.
C) Salvação da condição mortal pelo poder de Deus.
D) Essência das coisas sensíveis no intelecto divino.
E) Ordem intrínseca ao mundo por meio da sensibilidade.
22
23.
Platão distingue quatroformas ou graus de conhecimento, que vão do grau inferior
ao superior. Os dois primeiros graus formam o que ele chama de conhecimento
sensível (doxa), enquanto os dois últimos formam o conhecimento inteligível
(epistéme).
Crença
Opinião
Raciocínio
Intuição intelectual
24.
DUALISMO PLATÔNICO –O dualismo platônico pode ser afirmado em dois
sentidos. Primeiro, diz respeito à bipartição da realidade, vale a dizer, a divisão da
realidade em Mundo Sensível, imperfeito e corruptível e Mundo Inteligível, eterno,
perfeito e incorruptível. O conhecimento derivado do mundo sensível é a doxa
(opinião), sendo ilusório e enganoso, privado de qualquer possibilidade de certeza
e verdade. Já o verdadeiro conhecimento advém das Ideias em si e pode ser
alcançado através da razão por um processo de anamnese. O conhecimento
consiste em olhar o mundo adequadamente e reconhecer as ideias verdadeiras que
se manifestam através das suas cópias presentes no mundo sensível. Por isso,
conhecer é recordar a verdade que existe em nós. O segundo sentido desse
dualismo é a supremacia da alma sobre o corpo. Para Platão, o corpo é cárcere da
alma.
25.
3.(UEL 2006) ParaPlatão, havia outra forma de conhecer além daquela proveniente
da experiência. Em sua Teoria da reminiscência, a razão é valorizada como o meio
de acesso ao inteligível. De acordo com a Teoria da Reminiscência de Platão,
o conhecimento é:
A)Estruturado empiricamente comocondição paraa
realização das atividades da razão.
B)Proveniente da percepção sensível, na qual os sentidos retêm informações
evidentes sobre o mundo material.
C)Originado da ação que os objetos exercem sobre os órgãos dos sentidos,
produzindo um conhecimento inquestionável do ponto de vista da razão.
D)Reconhecido mediante intuição intelectual, ao
se referir às ideias adquiridas anteriormente e
relembradas na vida presente.
E)Fruto da ação divina que, por meio da iluminação interior, revela ao ser
25
26.
3.(UEL 2006) ParaPlatão, havia outra forma de conhecer além daquela proveniente
da experiência. Em sua Teoria da reminiscência, a razão é valorizada como o meio
de acesso ao inteligível. De acordo com a Teoria da Reminiscência de Platão,
o conhecimento é:
A)Estruturado empiricamente comocondição paraa
realização das atividades da razão.
B)Proveniente da percepção sensível, na qual os sentidos retêm informações
evidentes sobre o mundo material.
C)Originado da ação que os objetos exercem sobre os órgãos dos sentidos,
produzindo um conhecimento inquestionável do ponto de vista da razão.
D)Reconhecido mediante intuição intelectual, ao
se referir às ideias adquiridas anteriormente e
relembradas na vida presente.
E)Fruto da ação divina que, por meio da iluminação interior, revela ao ser
26
27.
4. (ENEM 2015– Segunda Aplicação) Suponha homens numa morada subterrânea, em
forma de caverna, cuja entrada, aberta à luz, se estende sobre todo o comprimento da
fachada; eles estão lá desde a infância, as pernas e o pescoço presos por correntes, de
tal sorte que não podem trocar de lugar e só podem olhar para frente, pois os grilhões
os impedem de voltar a cabeça; a luz de uma fogueira acesa ao longe, numa elevada
do terreno, brilha por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros, há um caminho
ascendente; ao longo do caminho, imagine um pequeno muro, semelhante aos
tapumes que os manipuladores de marionetes armam entre eles e o público e sobre
os quais exibem seus prestígios. (PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste
Gulbenkian, 2007). Essa narrativa de Platão é uma importante manifestação cultural
do pensamento grego antigo, cuja ideia central, do ponto de vista filosófico evidencia
o (a)
28.
A) caráter antropológico,descrevendo as origens do homem primitivo.
B) sistema penal da época, criticando o sistema carcerário da sociedade ateniense.
C) vida cultural e artística, expressa por dramaturgos trágicos e cômicos gregos.
D) sistema político elitista, provindo do surgimento da pólis e da democracia ateniense.
E)teoria do conhecimento, expondo a passagem do mundo ilusório para o mundo
das ideias.
• República (Politeia)
•Obra extensa: Dez livros.
• Temática Principal: Justiça
• Platão discute como seria o estado ideal.
• Sofocracia: Governo dos Filósofos.
3
A República
31.
• Local: Pireu(município da zona
urbana de Atenas); na casa de Polemarco.
• Intenção: Orar e acompanhar
as
festividades em honra à deusa Bêndis.
• Personagem Principal: Sócrates.
• Demais personagens: Glauco e Adimanto
(irmãos de Platão), Nicerato,
Polemarco, Lísias, Céfalo.
• Trasímaco: Sofista
3
Informações Gerais
32.
3
A República
[...] Dirigimo-nosà casa de Polemarco, onde encontramos seus irmãos Lísias e Eutidemo, e
também Trasímaco de Calcedônia, Carmantides de Penéia e Clitofonte, filho de Aristónimo. Havia
também o pai de Polemarco, Céfalo. E este se me afigurou bastante idoso, pois não me
encontrava com ele havia bastante tempo. Estava acomodado numa cadeira com almofadas e
envergava uma coroa na cabeça, pois tinha oferecido um sacrifício no pátio da moradia. Nos
sentamos todos em cadeiras junto dele. [...]
[...] Repetidas vezes, enquanto falávamos, Trasímaco procurara tomar parte na conversa, mas fora
impedido pelos amigos, que queriam ouvir-nos até o fim. Durante a nossa pausa, após minhas
últimas palavras, não pôde mais se conter; erguendo-se do chão, como uma fera, lançou-se contra
nós, como para nos dilacerar. Polemarco e eu ficamos apavorados; porém Trasímaco, elevando a
voz no meio do auditório, gritou:
— Que tagarelice é essa, Sócrates, e por que agis como tolos, inclinando-vos alternadamente um
diante do outro? Se queres mesmo saber o que é justo, não te limites a indagar e não teimes em
refutar aquele que responde, mas, tendo reconhecido que é mais fácil indagar do que responder,
responde tu mesmo e diz como defines a JUSTIÇA. [....]
33.
• Depois damorte de Sócrates, Platão
desiludiu-se com a democracia.
A execução de Sócrates (399
abalou Platão profundamente.
a.C),
Ele
avaliou a ação do Estado contra seu
professor, como:
1. Expressão de depravação moral.
2.Evidência de um defeito
fundamental na Democracia.
Críticas de Platão à Democracia
34.
• Platão achavaum absurdo que homens com mais votos
pudessem assumir cargos da mais alta importância; pois
nem sempre o mais votado é o melhor preparado.
• Era preciso criar um método para impedir que a corrupção e a
incompetência tomassem conta do poder público.
• Politicagem: Falsa política em que predominam os interesses
particulares sobre os coletivos.
• A Democracia, portanto, tinha uma falha: Decisões injustas
poderiam ser legitimadas pela maioria caso o orador fosse
bom na retórica (arte de argumentar).
1. Exemplo: A condenação de Sócrates a morte.
34
Críticas de Platão à Democracia
Písistrato: Famoso político
carismático que conseguiu usar a
Democracia Direta para se tornar
um Tirano.
35.
A Educação das3 Classes
• A educação promovida pelo Estado seria
feita em etapas; de acordo com o tipo de
"alma" de cada um.
• A educação deveria preparar os indivíduos
para exercer as três funções (Almas)
fundamentais da vida coletiva:
1. Produtores: agricultura, ao artesanato e ao
comércio.
2. Guerreiros: guarda e defesa da cidade.
3. Governantes.
• Alma deouro: Cidadãos Instruídos na arte
de
pensar a dois; ou seja, na arte de dialogar.
• Estudariam filosofia: Escapariam da Caverna.
• Aos 50 anos, aqueles que passassem com sucesso
pela série de provas seriam admitidos no
corpo supremo dos magistrados.
• Caberia a eles o governo da cidade; por serem os
únicos a dominar a ciência da política.
• Virtude: Justiça.
37
A Educação das 3 Classes
38.
Sofocracia: o Rei-filósofo
•Somente pode ser chefe quem conhece a
ciência política.
• Para o Estado ser bem governado, é preciso
que "os filósofos se tomem reis, ou que os
reis se tomem filósofos".
• Portanto, Platão propõe um modelo
aristocrático de poder confiado aos mais
sábios.
• Sofocracia: Governo dos Sábios
• Temáticas:
1. Momentosque precederam a
morte de Sócrates;
relatados por Fédon, seu
aluno.
2. Discussão sobre a imortalidade
da alma.
• É umdiálogo da “Fase
da Maturidade” de Platão.
Fédon
41.
• O diálogoocorre na prisão em que
Sócrates
esperava o momento de sua execução.
• Os interlocutores principais de Sócrates
são Símias e Cebes.
• Sócrates discute a natureza da vida após a
morte em seu último dia antes de
ser executado bebendo veneno.
• Sócrates foi preso e condenado à morte por
um júri ateniense por não acreditar nos
deuses do Estado e, supostamente,
corromper a juventude da cidade. 41
Situação dramática
42.
explora
a favor
• Sócrates
argumentos
imortalidade
vários
da
daalma. Sua
intenção é demonstrar que existe
vida após a morte e que a alma
vai existir depois dela.
• A morte é uma escolha, já
em vida, de quem é filósofo:
"o exercício próprio dos filósofos
não é precisamente libertar a
alma e afastá-la do corpo?".
Questões
43.
• Devir: Algosempre permanece na
transformação: Assim como a água líquida não
deixa de ser água na forma de gelo, algo
permanece na passagem da vida para a morte
(Alma).
• Lembranças: Para se recordar algo, é preciso ter
vivido antes. Para Platão, isso ocorre numa
existência anterior.
• Incompatibilidade dos opostos: Uma coisa não
pode participar da idéia que lhe é oposta (calor
no frio). Ora, a vida e a morte são opostos. A
alma participa na idéia de vida, logo exclui a sua
idéia contrária, a morte. Assim, a alma é imortal.
43
Provas da Imortalidade da Alma
44.
1. O quePlatão discute no Diálogo “A República”? (Marque a alternativa correta).
A. ( ) O que seria um estado ideal: criar um método para impedir que a
corrupção e a incompetência tomem conta do poder público.
B. ( ) o que seria um estado ideal: criar um método para legalizar que a
corrupção e a incompetência do poder público.
C. ( ) A Imortalidade da Alma e a Morte de Sócrates,
D. ( ) O Amor e o Conhecimento.
E. ( ) Nenhuma das alternativas anteriores.
44
45.
1. O quePlatão discute no Diálogo “A República”? (Marque a alternativa correta).
A. ( X) O que seria um estado ideal: criar um método para impedir que a
corrupção e a incompetência tomem conta do poder público.
B. ( ) o que seria um estado ideal: criar um método para legalizar que a
corrupção e a incompetência do poder público.
C. ( ) A Imortalidade da Alma e a Morte de Sócrates,
D. ( ) O Amor e o Conhecimento.
E. ( ) Nenhuma das alternativas anteriores.
45
46.
• Nasceu emEstagira, na Macedônia.
Em
Atenas, frequentou a Academia de Platão.
• Após a morte de Platão, viajou por
diversos lugares e foi preceptor de
Alexandre, o Grande, da Macedônia.
• De volta a Atenas, fundou o Liceu (340
a.C.). A escola de Aristóteles tinha esse
nome Liceu porque era vizinha do templo
de Apolo Lício.
• PERIPATÉTICOS: Aristóteles e os discípulos
caminhavam pelo jardim do Liceu.
1. FILOSOFIA PERIPATÉTICA: do grego Peri (à
volta de) e Patéo (caminhar).
Aristóteles (384-322 a.C.)
47.
• Aristóteles nãofoi apenas o último grande
filósofo grego. Foi também o primeiro
grande biólogo da Europa.
• Platão estava tão concentrado nas "idéias"
eternas que mal reparava nas transformações
da natureza.
• Aristóteles, pelo contrário, interessava-se
precisamente pelas transformações
(PROCESSOS FÍSICOS).
• A fidelidade ao mestre foi entremeada por
críticas que mais tarde justificou: "Sou amigo
de Platão, mas mais amigo da Verdade"
Críticas ao Mestre Platão
6
48.
• Tal comoos filósofos anteriores, Platão queria
encontrar algo eterno e imutável no meio de todas as
transformações. Deste modo, encontrou o “Mundo das
Ideias”, superior e anterior ao “Mundo Sensível”.
• Para Platão, primeiro, vinha a idéia "cavalo“.
Em
seguida, todos os cavalos do mundo sensível.
• ARISTÓTELES achava que Platão tinha entendido tudo
ao contrário.
• Estava de acordo com o seu professor que a IDEIA DO
CAVALO é eterna e imutável.
• Mas a IDEIA DE CAVALO é apenas um conceito
que formamos depois de termos visto um
determinado número de cavalos. 48
Críticas ao Mestre Platão
49.
• BUSCA DAFELICIDADE: O homem é parte da cidade e sua
felicidade depende da felicidade da cidade. O homem feliz é
aquele que chega à CIDADANIA.
• Para se alcançar a CIDADANIA, o homem deve buscar a
excelência e ser virtuoso. Agir conforme as virtudes (justo-
meio).
• Para ser virtuoso e atingir o justo-meio, o homem tem que:
1. Usar sua virtude intelectual na ação, atuando na obtenção
da virtude moral. (RAZÂO)
2. Evita os vícios por falta e por excesso.
• Para Aristóteles não é possível chegar no justo-meio fora da
ação. E para calcular sua ação, o homem tem de ter alma.
JUSTO-MEIO
VÍCIO POR
EXCESSO Vaidade
JUSTO – MEIO Respeito-próprio
VÍCIO POR FALTA Modéstia
50.
1. Por queAristóteles e seus discípulos eram chamados de
Peripatéticos?
(Marque a alternativa correta).
A. ( ) Porque eles ficavam sentados no meio do jardim do Liceu.
B. ( ) Porque eles caminhavam pelo jardim do Liceu. A palavra “Peripatético”
vem do grego Peri (à volta de) e Patéo (caminhar).
C. ( ) Porque eles não caminhavam pelo jardim do Liceu. A palavra Peripatético”
vem do grego Peri (à volta de) e Patéo (caminhar).
D. ( ) Porque não foi fundada perto de Atenas, num pequeno bosque, que tinha
o nome do lendário herói grego Academo.
E. ( ) Porque eram desengonçados ao caminhar.
50
51.
1. Por queAristóteles e seus discípulos eram chamados de
Peripatéticos?
(Marque a alternativa correta).
A. ( ) Porque eles ficavam sentados no meio do jardim do Liceu.
B. ( X ) Porque eles caminhavam pelo jardim do Liceu. A palavra “Peripatético”
vem do grego Peri (à volta de) e Patéo (caminhar).
C. ( ) Porque eles não caminhavam pelo jardim do Liceu. A palavra Peripatético”
vem do grego Peri (à volta de) e Patéo (caminhar).
D. ( ) Porque não foi fundada perto de Atenas, num pequeno bosque, que tinha
o nome do lendário herói grego Academo.
E. ( ) Porque eram desengonçados ao caminhar.
51
52.
2. Segundo Aristóteles,como o cidadão alcança o “Justo-Meio"?
(Marque a alternativa correta).
A. ( ) Pelo uso da razão e evitando os excessos.
B. ( ) Pelo uso da razão, somente.
C. ( ) Somente evitando os excessos.
D.( ) Pela prática da religião.
E. ( ) Pela compreensão dos mitos.
52
53.
2. Segundo Aristóteles,como o cidadão alcança o “Justo-Meio"?
(Marque a alternativa correta).
A. ( X ) Pelo uso da razão e evitando os excessos.
B. ( ) Pelo uso da razão, somente.
C. ( ) Somente evitando os excessos.
D.( ) Pela prática da religião.
E. ( ) Pela compreensão dos mitos.
53
54.
• O indivíduobom é generoso.
Ele
não pensa
orienta-se
apenas
em si, mas para
atender
às
dificuldades e às necessidades
dos outros.
• Justiça refere-se:
1. Às relações entre as pessoas.
2. Às relações entre os
indivíduos e o governo,
estabelecidas em leis.
54
Justiça
55.
• Tratar aspessoas com justiça consiste
em
distribuir os bens em sua devida proporção: não
se deve dar às pessoas nem demasiado nem de
menos.
• Deve haver uma justa proporção entre o bem
atribuído(ou prêmio) e o mérito demonstrado.
• Leva em conta as diferenças entre as pessoas.
• Por exemplo: ao servir seus filhos durante a
refeição, a mãe oferece quantidades
diferentes para cada um, de acordo com a
idade, o apetite e as condições de saúde.
Até o tipo de alimento varia, quando se
trata, por exemplo, de um bebê ou de um
adolescente. 55
Justiça
56.
• Amizade éo coroamento da
vida virtuosa.
• A Amizade é possível apenas entre
os prudentes e justos; pois supõe
a justiça, a generosidade,
a benevolência e a reciprocidade
dos sentimentos.
• Amar a si e aos amigos de maneira
generosa e desinteressada "é o
que há de mais necessário para
viver".
56
Amizade
57.
• A democraciagrega excluía da cidadania os
estrangeiros, as mulheres e os escravos.
• Aristóteles também é favorável à exclusão
de algumas categorias.
• Para Aristóteles, para ser cidadão, é
necessário ter qualidades que
variam conforme as exigências
da constituição aceita pela cidade.
• O governante deve ser um bom
cidadão,
embora as funções de um e de outro sejam
57
Cidadania
diferentes.
58.
• Na Atenasdemocrática os artesãos eram cidadãos, caso fossem homens livres e nativos da
cidade. Aristóteles prefere excluir da cidadania a classe dos artesãos, comerciantes e
trabalhadores braçais em geral, por duas razões:
1. A ocupação não lhes permite o tempo de ócio necessário para participar do governo.
2. Desprezo que os antigos tinham pelo trabalho manual: atividade que embrutece a alma e
torna quem o exerce incapaz da prática de uma virtude esclarecida.
• Homens livres e concidadãos aprisionados em guerras não deveriam ser escravizados, mas
sim os "bárbaros” (não-gregos). Afinal, Eram inferiores e possuíam disposição natural para
a escravidão.
• Porém, o tratamento do senhor ao escravo não deveria ser cruel. Devendo,
inclusive,
estabelecidos laços afetivos.
Cidadania
59.
Política
1. Monarquia: Governode um só.
2. Aristocracia: Governo de um pequeno grupo.
3. Politeia: Governo constitucional da maioria.
• Segundo o critério de valor, as três
formas:
1. São boas se visam ao interesse comum.
• Segundo o critério da quantidade, o
governo pode ser:
2. São más, corrompidas e degeneradas, se
tiverem como objetivo o interesse particular.
3. A cada uma das três formas boas descritas,
correspondem três formas degeneradas.
BOM CORROMPIDO
MONARQUIA TIRANIA: Governar
em interesse próprio
ARISTOCRACIA OLIGARQUIA: Vence
o
interesse dos mais ricos
ou nobres.
POLITEIA DEMOCRACIA:
A
maioria pobre governa
em detrimento da
minoria
rica.
Perseguição aos ricos.
60.
• Das formasde poder, Aristóteles prefere a POLITEIA.
• A tensão política sempre deriva da luta entre ricos e
pobres. A Politeia concilia esses antagonismos
assegurando a paz social.
• JUSTO-MEIO: a virtude sempre está no meio-
termo.
• CLASSE MÉDIA: Aplicando o critério do JUSTO-MEIO,
Aristóteles afirma que classe média existem
as condições de virtude para criar uma política
estável.
• A Classe Média equilibra a sociedade e diminui
a 60
Política
61.
• Platão tentouimplantar um governo justo na
Sicília e idealizou em A República um modelo a
ser alcançado.
• Aristóteles, mesmo recusando a utopia de seu
mestre, aspirava igualmente a uma CIDADE
JUSTA E FELIZ:
Se dissemos com razão na Ética que a vida
feliz é a vivida de acordo com os ditames da
moralidade e sem impedimentos, e que a
moralidade é um meio-termo, segue-se
necessariamente que a vida segundo este
meio-termo é a melhor. O mesmo critério
deve necessariamente aplicar-se à boa ou
má qualidade de uma cidade ou de uma
constituição, pois a constituição é um certo
modo de vida para uma cidade.
61
Bom governo
62.
existe uma ligação
avida moral e a
• Para
Aristóteles,
indissolúvel
entre política.
• O bom
governo,
o regime justo da
cidade boa, depende da virtude
do
bom governante.
• O bom governante deve ter a virtude
da prudência; pela qual será capaz
de agir visando ao bem comum.
• Trata-se de virtude difícil, nem sempre
alcançável.
62
Bom governo
63.
1.Qual é, segundoAristóteles, a forma corrompida da
Politeia? (Marque a alternativa correta).
A.( ) Oligarquia.
B. ( ) Tirania.
C.( ) Democracia.
D.( ) Monarquia.
E. ( ) Aristocracia.
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64.
1.Qual é, segundoAristóteles, a forma corrompida da
Politeia? (Marque a alternativa correta).
A.( ) Oligarquia.
B. ( ) Tirania.
C.(X )
Democracia. D.(
) Monarquia.
E. ( ) Aristocracia.
64
65.
65
Antes de qualquercoisa, Aristóteles rejeita a proposta de que existem dois
mundos, o sensível e o inteligível.
Para ele podemos obter o conhecimento através de observações concretas,
feitas no mundo real.
Aristóteles distingue sete formas ou graus de conhecimento:
1. Sensação
2. Percepção
3. Imaginação
4. Memória
5. Linguagem
6. Raciocínio
7. Intuição
66.
Se para Platão,a ideia das coisas não está nas coisas (está no mundo das
Ideias), para Aristóteles, a ideia das coisas está nas coisas. É possível,
através da razão, alcançar uma estrutura básica (ideia) presente em todos
os seres. Segundo Platão, a experiência desempenha um papel secundário
no processo do conhecimento, visto que, para ele toda a inteligibilidade
do mundo físico provem das Ideias ou formas ideais, conhecidas pela
reminiscência. Aristóteles, ao contrário, privilegia os sentidos, arrolando-
os nos graus do conhecimento.
66
67.
67
CONCEITOS IMPORTANTES:
Atoe Potência – O Ato é o ser na sua realização completa. Relaciona-se com a
forma. Opõe-se à potência, que é o ser na sua capacidade e relaciona-se com a
matéria. Esses conceitos servem para explicar o movimento em todas as suas
formas.
Substância e Acidente – Substância é aquela realidade profunda de algo, aquilo
que determina a sua identidade. Em outros termos, é tudo aquilo que
permanece invariável. É o núcleo permanente de um ser, sem o qual o ente
deixa de ser aquilo que é. Acidente é o que pertence a alguma coisa de
maneira fortuita e casual. É o significado mais fraco do ser. É aquilo que é, mas
pode não ser. O fundamento do ser acidental é a matéria.
68.
As quatro causas– Temos a tendência natural, segundo Aristóteles, de nos
buscar o por quê de todas as coisas. Em outras palavras, buscamos os
princípios e as condições que constituem determinados fenômenos. Enfim,
queremos a saber a causa das coisas. A metafisica, pois, é a “busca das
causas primeiras”. São quatro as causas referentes ao mundo do devir:
A causa material: é a matéria, o substrato material.
A causa formal: a sua forma ou essência.
A causa final: a finalidade para qual uma coisa é feita. Todas as coisas
tendem a realizar o seu ser.
A causa eficiente: a causa motora. O agente realizador.
68
69.
Soeciedade, Direito ea Justiça em Platão
A separação dos indivíduos de cada grupo seria feita através da
educação (paideia), a qual possuía uma função ideológica,
possibilitando às pessoas descobrirem suas aptidões naturais.
As famílias eram proibidas de criar e educar seus filhos, pois a
educação era responsabilidade do Estado, a fim de que não
houvesse favorecimento de ninguém quando na distribuição dos
grupos (ter recursos financeiros não poderia significar ter
poder).
70.
Platão defende certaigualdade de gênero, ao afirmar que mulheres
também poderiam chegar à função de filósofas. Além disso, Platão defende
a ideia de rei-filósofo, ou seja, os filósofos deveriam governar com “carta
branca” para exercer sua vontade, porque têm facilidade para apresentar a
intelecção, o entendimento, da ideia do bem (agathon: o que é bom, o
bem, um princípio supremo, o objetivo que se oferece à vida de todo
homem, a fonte da felicidade; só o sábio pode atingi-lo, pois só ele sabe
usar convenientemente a razão, o conhecimento inteligível).
Numa concepção orgânica de justiça, Platão conclui que há justiça quando
existe harmonia do todo, ou seja, quando cada indivíduo desempenha sua
função de acordo com sua aptidão natural, em prol do equilíbrio geral.
71.
A Justiça eo Direito em Aristóteles
A concepção de direito em Aristóteles está profundamente
interligada à sua concepção de justiça. O direito existe para que
a justiça prevaleça. O direito existe para que o sistema
normativo convirja para a realização da justiça. O direito existe
para que um juiz se aplique à equidade. Já no Livro I, da Ética a
Nicômaco, ele relaciona conhecimento e justiça. Volta a um
conceito já defendido por Platão de que o erro se dá muito
mais pela ignorância do que pela opção. Cada homem julga
corretamente os assuntos que conhece e é um bom juiz de tais
assuntos. Assim, o homem instruído, a respeito de um assunto,
é um bom juiz em relação ao mesmo, e o homem que recebeu
uma instrução global é um bom juiz em geral.
72.
Quer com essaassertiva valorizar os dois aspectos. O
conhecimento particular, o assunto em tela, o problema
específico. E, também, o outro aspecto. O geral. O que os
gregos convencionaram chamar de Paideia, conhecimento
da humanidade. Um juiz que não conhece de humanidade
não conseguirá julgar como se deve um caso específico,
porque o caso específico ocorre na humanidade. De outra
sorte, um juiz que conhece de humanidade, mas não se
debruça sobre o caso que haverá de julgar poderá
cometer injustiças. O direito, na visão aristotélica,
constrói-se nessa preocupação de fazer com que a justiça
prevaleça. A justiça prevalecerá quando as cidades
compreenderem a importância de se educar os homens
para que sejam virtuosos.
73.
A virtude vemdo aprendizado teórico e prático das
comparações entre os injustos e os justos. Da observação do
comportamento social, do hábito; enfim, de gostar, desde
sempre, do que é correto e de desgostar do que é errado.
Se a justiça pode parecer um valor mais subjetivo, e o direito
um sistema que existe para garanti-la, ambos convalidam a
tese de que as leis existem para melhorar as sociedades. E as
sociedades existem para garantir às pessoas o direito à
felicidade. As mais perfeitas leis sem a presença dos homens
que buscam a perfeição serão inúteis. As leis existem para as
pessoas e das pessoas dependem para sua correta
interpretação e aplicação.
74.
O Direito serásempre refém do homem. Do homem que o
formula, do homem que o interpreta, do homem que o aplica.
Por isso, para que o direito efetive a justiça é preciso formar o
homem, formá-lo como virtuoso, formá-lo como correto,
formá-lo como justo.
O Direito visa a construir essa justiça que garanta ao homem a
liberdade. Ao suprir as necessidades da vida humana, a cidade,
o estado, visam a garantir a liberdade. Ser livre para governar e
ser governado. Ser livre para compreender que a ética é um
código de conduta que visa a um bem. A um bem comum. Não
há bem individual onde não há bem comum. O bem individual
depende do bem comum. Isso porque é o homem um animal
social que só se desenvolve na sociedade e que, na sociedade,
aprende a ser livre, virtuoso, justo.
75.
FILOSOFIA ANTIGA
(séc. VII-VIa. C. – II-III d. C.)
FILOSOFIA MEDIEVAL
(séc. II-III – XV d. C.)
FILOSOFIA MODERNA
(séc. XVI – XVIII)
FILOSOFIA
CONTEMPORÂNEA
(séc. XIX – Hoje)
Gregório de Nissa, Santo
Agostinho, São Tomás de
Aquino.
Hegel, Marx, Feuerbach,
Kierkegaard, Comte,
Nietzsche, Heidegger,
Sartre, Adorno.
René Descartes,
Francis Bacon,
Spinoza, Hobbes,
Locke, Rousseau,
Hume, Kant.
• Superação do Mito;
• Leitura racional;
• Valorização do homem
• Busca da conciliação entre
as verdades da fé e as
verdades da razão;
• Teocentrismo.
• Separação entre fé e razão;
• Rejeição do passado;
• Desenvolvimento da crítica
• Confiança na razão;
• Antropocentrismo.
• Pluralismo de idéias;
• Historicidade /Socialidade;
• Secularização da
consciência
• Antidogmatismo.
Tales, Heráclito,
Pitágoras, Sofistas,
Sócrates, Platão,
Aristóteles.