Quem foi Platão?
•Arístocles, verdadeiro nome de Platão, nasceu na cidade-Estado de
Atenas, hoje a capital da Grécia, no ano de 428 a.C., e morreu no ano de
348 a.C. O nome Platão foi dado ao pensador ainda em sua juventude
por causa de seus atributos físicos. A palavra correspondente em grego,
Platon, significa ombros largos, característica marcante do filósofo
• Fundador da Academia (Primeira instituição de educação superior no
mundo)
• Realizou a difusão do pensamento de seu mestre Sócrates
• Buscou, no âmbito político, a construção de uma república ideal
• Teoria das Ideias
3.
Teoria das Ideias
•Inspirado por Parmênides
• Platão concebia a realidade de maneira dualista. Um dualista é aquele
que acredita haver algo a mais do que uma realidade material. Acredita
que, além do mundo que observamos através de nossos cinco sentidos,
há um mundo constituído de coisas não observáveis. Por exemplo, há
pessoas que acreditam que além de um corpo possuímos uma alma. O
corpo é material, já a alma não. Isso seria uma concepção dualista do ser
humano.
• Toda concepção metafísica que defende duas realidades irredutíveis para
explicar algo, seja o ser humano, seja o mundo, é chamada de dualista.
4.
Teoria das Ideias
•Platão era dualista em dois aspectos: acreditava que o ser humano é
constituído de corpo e alma e que o mundo é constituído de duas realidades,
os objetos particulares e as ideias. Vamos chamar essas realidades distintas
de mundo das ideias e mundo sensível. O primeiro, naturalmente, porque é
composto de ideias e o segundo porque conhecemos os objetos particulares
através da sensação. Ou seja, conhecemos esses objetos através da visão,
paladar, olfato, audição ou tato.
• Esses objetos de sensação são materiais, mutáveis e imperfeitos. Tudo aquilo
que observamos é composto de matéria, faz parte do mundo físico. Por essa
razão, está sujeito à mudança. Tome, por exemplo, um cachorro particular.
Com o tempo o cachorro vai envelhecendo e deixará de existir. A matéria que
antes o constituía passará a fazer parte do corpo de outra coisa.
Alegoria ou Mitoda Caverna
• No livro A República, Platão conta uma alegoria para ilustrar vários
aspectos de seu pensamento. Ele convida seu leitor a imaginar uma
caverna na qual se encontram várias pessoas amarradas desde sua
infância de tal forma que são incapazes de ver outra coisa senão o fundo
dessa caverna. Elas são incapazes de se virar e olhar em direção à saída e
ver a luz do dia e as coisas que existem no exterior.
• A única coisa que viram desde seu nascimento são sombras de animais,
pessoas e objetos projetadas por uma fogueira na entrada da caverna.
Comparando a situação com um cinema moderno, podemos dizer que é
como se os prisioneiros de Platão vivessem acorrentados a um cinema
que projeta constantemente sons e imagens ao longo de toda suas vidas.
7.
Alegoria ou Mitoda Caverna
• Nesse ponto, Platão pergunta, para esses prisioneiros, o que é a realidade? Como
jamais viram outra coisa, assumem que a realidade são aquelas sobras projetadas
no fundo da caverna e conversam sobre essas sombras como se elas fossem seres
reais. Não tendo outra fonte de informação, não tem como saber que essas
sombras são apenas cópias imperfeitas da realidade.
• Continuando sua alegoria, Platão nos pergunta: o que aconteceria se um dos
prisioneiros tivesse, depois de muito tempo, a oportunidade de se libertar e poder
observar a verdadeira realidade? Segundo Platão, de início essa pessoa nem
sequer seria capaz de enxergar, já que a luz do exterior da caverna ofuscaria sua
visão. Porém, na medida em que se acostumasse, perceberia que o que viu até
então eram apenas sombras da realidade. Essa pessoa perceberia também que até
então havia vivido em um mundo ilusório e apenas agora descobriu o que é real.
8.
• Por fim,pergunta, o que aconteceria se esse homem retornasse à
caverna e contasse aos seus antigos companheiros o que descobriu?
Acreditariam nele? Julgariam um louco e o matariam? Platão
acreditava que a segunda opção é mais provável que a primeira.
Pessoas que viveram toda uma vida vendo sombras se recusariam a
pensar na possibilidade de que todo isso fosse irreal e até mesmo se
recusariam a sair da caverna e olhar a realidade verdadeira.
9.
A República dePlatão
• A República é o segundo diálogo mais extenso de Platão (428-347
a.C.), composto por dez partes (dez livros) e aborda diversos temas
como: política, educação, imortalidade da alma, etc. Entretanto, o
tema principal e eixo condutor do diálogo é a justiça.
• No texto, Sócrates (469-399 a.C.) é o personagem principal
• A República (Politeia) idealizada pelo filósofo se refere a uma cidade
ideal, chamada de Kallipolis (em grego, "cidade bela"). Nela, deveria
ser adotado um novo tipo de aristocracia. Diferente da aristocracia
tradicional, baseada em bens e na tradição, a proposta do filósofo é
que esta possua como critério o conhecimento.
10.
A República dePlatão
• A Kallipolis estaria dividida em estratos sociais baseados no
conhecimento e seria governada pelo "rei-filósofo". Os magistrados,
responsáveis pelo governo da cidade, seriam aqueles que possuíssem
uma aptidão natural para o conhecimento, e, somente após um longo
período de formação, estariam preparados para ocupar os devidos
cargos.
• Esse sistema de governo é chamado de sofocracia, que vem das
palavras gregas sophrós (sábio) e kratia (poder) e é representado
como "o governo dos sábios".
11.
A morte deSócrates
• É importante perceber que a morte de Sócrates foi muito importante para
a continuidade da filosofia platônica. Motivou-o em parte à proposição de
uma cidade ideal e sua crítica à democracia, presentes na obra.
• Para o filósofo, a democracia é injusta por permitir que uma pessoa
ignorante tenha o mesmo valor que um sábio, dentro das deliberações
políticas.
• Deste modo, injustiças são cometidas. Para ele, o critério da maioria, base
da democracia, não possui qualquer tipo de validade já que, em muitos
casos, como o de Sócrates, a maioria pode estar errada e ser
democraticamente injusta.
• Aristóteles (384a.C.-322 a.C.) foi um dos mais importantes filósofos
gregos e o principal representante da terceira fase da história da
filosofia grega “a fase sistemática”.
• Escreveu uma série de obras que falavam sobre política, ética, moral e
outro campos de conhecimento e foi professor de Alexandre, o
Grande (356 a.C-323 a.C.).
• Com 17 anos, partiu para Atenas e começou a frequentar a Academia
de Platão.
• “Minha Academia se compõe de duas partes: o corpo dos estudantes
e o cérebro de Aristóteles”. - Platão
14.
• Com amorte de Platão, em 347 a.C., o brilhante e famoso aluno se
considerava o substituto natural do mestre na direção da Academia.
Porém, foi rejeitado e substituído por um ateniense nato.
• Em 343 a.C., foi convidado por Filipe II da Macedônia para preceptor
de seu filho Alexandre. O rei queria que seu sucessor fosse um
requintado filósofo. Assim, como preceptor na corte da Macedônia
durante quatro anos, teve a oportunidade de prosseguir suas
pesquisas e desenvolver muitas das suas teorias.
15.
• Quando retornoua Atenas, em 335 a.C., Aristóteles decidiu fundar
sua própria escola chamada Liceu por estar situada no edifício
dedicado ao deus Apolo Lício.
• Além dos cursos técnicos para os discípulos, dava aula ao povo em
geral. No Liceu, estudava-se geometria, física, química, botânica,
Astronomia, Matemática, etc.
16.
Platão X Aristóteles
•Aristóteles, muitas vezes, fez objeções ao idealismo de seu mestre Platão.
• Para Platão existem duas categorias de seres: o mundo sensível
(aparência) x mundo inteligível (essência). Assim, nenhum objeto concreto
conseguiria representar a si mesmo na sua totalidade. Somente a ideia
garantiria o conhecimento seguro acessado pelo intelecto, pela razão.
• Por sua vez, Aristóteles afirmava que só havia um mundo. A grande
diferença era como conhecemos este mundo, pois captaremos através dos
sentidos e do intelecto.
18.
• Pense numacadeira. Se fizermos esta pergunta para dez pessoas, certamente
cada pessoa imaginará uma cadeira diferente.
• Platão diria que não seria possível entender a "cadeira" através de um objeto
concreto, pois há várias diferenças entre elas. Somente a ideia de "cadeira" é
que nos garantiria a existência desse objeto.
• Por sua parte, Aristóteles afirmaria que era possível superar a ideia abstrata e
conhecer a cadeira através de características como o material, a forma, a origem
e a finalidade de um objeto.
• Aristóteles manifestou a opinião de que todos os objetos da Natureza estavam
em constante movimento. Classificou, pela primeira vez, os tipos de movimento,
reduzindo-os a três fundamentais: nascimento, destruição e transformação.
19.
Eudaimonia, a felicidadeética em Aristóteles
• Segundo Aristóteles tudo tende ao bem, pois o bem é o fim de todas
as coisas.
• Acrescenta que há duas formas de alcançar o bem. Uma através de
atividades práticas, onde se incluem ética e política, outra através de
atividades produtivas, onde se incluem artes e técnicas.
• Segundo o pensamento aristotélico, a felicidade (eudaimonia) é o
único objetivo do homem. E se para ser feliz, é preciso fazer o bem a
outrem, então o homem é um ser social e, mais precisamente, um ser
político. Com efeito, cabe ao Estado “garantir o bem-estar e a
felicidade dos seus governados”.
20.
Os Regimes políticose as Formas de governo
segundo Aristóteles
• "Em sua obra “Política”, Aristóteles distingue regimes políticos e
formas ou modos de governo
• Existem três formas de governo segundo Aristóteles. O poder pode
estar nas mãos de um, de alguns ou de muitos. O bom governo visa o
bem comum; o mau governo, visa o bem próprio, é uma corrupção e
promove a injustiça.
Os Regimes políticose as Formas de governo
segundo Aristóteles
• Na monarquia o poder estará concentrado nas mãos de uma pessoa, que
carrega consigo a soberania. O monarca deve ser capaz de ocupar o cargo
e pensar no bem da cidade, caso contrário pode se tornar um tirano.
• Na aristocracia, as pessoas mais bem preparadas assumem o poder.
Entretanto, se pensam em si mesmas e não no povo, corrompem-se e
tornam-se uma oligarquia, pensando apenas em seu próprio bem.
• Na Politeia, os cidadãos se reúnem para distribuir, entre si, o poder
político. É a democracia.
• A degeneração desses tipos de poder fazem nascer as formas
“deturpadas” de governo.