FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAI ANTOINE SKAF 
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÃO 
PESQUISA DE MODA 
PROCESSO SISTÊMICO E INOVAÇÃO 
PROF. ODAIR TUONO
PESQUISA E INOVAÇÃO 
Uma pesquisa ou investigação, é um 
processo sistemático para a constru-ção 
do conhecimento, podendo de-senvolver, 
colaborar, reproduzir, refu-tar, 
ampliar, detalhar, atualizar, algum 
conhecimento pré-existente. 
A pesquisa como atividade regular 
também pode ser definida como o 
conjunto de atividades orientadas e 
planejadas pela busca de um conheci-mento. 
Tipos de pesquisa: bibliográfica, des-critiva, 
laboratorial, empírica, de cam-po, 
acadêmica, científica, de humani-dades, 
artística, econômica, social, de 
negócios, de marketing, estatística.
PESQUISA DE MODA 
A pesquisa de moda pode apresentar 
uma serie de variações conforme a 
empresa, o publico alvo ou produto, 
no entanto existem alguns passos ou 
etapas que podem ser explorados pa-ra 
um estudo eficiente. 
Nesta fase o planejamento é funda-mental, 
aonde estabelecer metas e 
prazos realistas garantem um trabalho 
mais aprimorado. 
Enfim o designer é um agente do pro-cesso 
que deve sensibilizar todos os 
colaboradores da importância de um 
produto com excelência, buscando o 
comprometimento da empresas e 
seus parceiros. 
I. Sherlock Holmes, Basil Rathbone.
Cultura Empresarial 
PESQUISA DE MODA 
Publico Alvo 
Vendas Concorrência 
Produto 
Tendências
PESQUISA DE MODA 
A pesquisa no setor de moda permite 
que o designer possa compilar infor-mações 
para o desenvolvimento de 
um produto ou coleção, conforme o 
escopo do estudo, pode envolver al-gumas 
etapas: 
• Cultura Empresarial 
• Publico Alvo 
• Produto 
• Tendências 
• Comercialidade 
• Concorrência de Mercado 
O conjunto de elementos verificado 
pela pesquisa estabelece a evolução 
do design de produto.
CULTURA EMPRESARIAL 
Toda empresa visa lucro em suas opera-ções, 
o produto que tem receptividade no 
mercado garante esta necessidade, mas 
não para sempre, empresas conhecidas 
sem um gerenciamento adequado deixa-ram 
de existir no mercado. 
Desenvolver uma marca, um mix de pro-dutos, 
manter a fidelidade de clientes e 
colaboradores, investir em tecnologia e 
formação de pessoas podem garantir um 
negocio crescente e rentável. 
As ferramentas de marketing e estudo de 
mercado podem ajudar, observando ca-ses 
de sucesso temos exemplos que 
podem se adaptar a gestão da empresa. 
I. Lucro Imediato ou Longevidade, s.r.
PUBLICO ALVO 
Todo produto é destinado a alguém, um 
nicho de mercado, reconhecer as carac-terísticas 
deste publico ajudam a encon-trar 
respostas ou estímulos em relação 
aos produtos desenvolvidos pela em-presa. 
Valem dois pontos: 
• Lifestyle – qual é o estilo de vida da 
pessoa, seus hábitos, suas escolhas, 
seu cotidiano e circulo social. 
• Mindstyle – como a pessoa elabora 
seus valores, seus conceitos, sua reli-gião, 
sua visão de sociedade e mundo. 
Alguns públicos são tradicionais mudan-do 
suas características lentamente, em-quanto 
outros “acordam” a cada dia 
com novos desejos. 
I. Pessoas x Produtos, s.r.
PUBLICO ALVO 
Realizando pesquisa de campo o desig-ner 
pode observar o comportamento de 
seu publico alvo. 
Parques, shoppings, restaurantes, livra-rias, 
teatro, cinema, espetáculos, com-petições, 
casas noturnas, clubes, esco-las, 
igrejas, enfim todo o local que as 
pessoas possam se reunir ordem de afi-nidades. 
Reconhecer características em comum 
e aspectos criativos em particular do 
grupo representam formas de compor e 
inovar o produto a partir do próprio con-sumidor. 
Existem também empresas especializa-das 
em pesquisa de campo para reali-zar 
esta tarefa. 
I. Party, startups.co.uk.
PRODUTO 
As empresas podem definir sua voca-ção 
por segmento de mercado, desen-volver 
produtos que transformam se em 
referencia na mente do consumidor. 
Jeanswear, sportswear, camisaria, lin-gerie, 
customização, peças sob medida, 
qual a especialização de seu produto? 
Design e inovação agregados a um pro-duto 
consolidado são vantagens compe-titivas 
de mercado. 
Reavaliar constantemente estes fatores 
ajudam no posicionamento da empresa 
e definem as necessidades de mudan-ças 
ou adaptação perante novas reali-dades. 
I. Jeans – um ícone em evolução.
TENDÊNCIAS 
A pesquisa de moda envolve uma ante-cipação 
de informações que serão utiliza-das 
para melhoria de produto e desenvol-vimento 
de coleção. 
O designer deve pesquisar: 
• conceitos, temas e idéias inovadoras 
• cores, estampas e padronagens 
• tecidos, beneficiamentos e acabamentos 
• formas, modelagens e detalhes 
• aviamentos, elementos decorativos 
• novos métodos e tecnologias 
• novos fornecedores, parceiros 
A empresa não pode nortear se pela vitri-na 
dos concorrentes ou temas de revistas 
nacionais. 
I. Painel de cores, s.r.
PESQUISA DE MODA 
Cada profissional desenvolve sua forma 
de pesquisa em função das necessidades 
de sua empresa. 
O designer de moda não deve ser confun-dido 
como um artista, no entanto ele exer-ce 
uma função criativa para desenvolver 
produtos vendáveis. 
Revistas especializadas e internet são um 
grande apoio na fase da pesquisa, mas 
não devem ser considerados como os úni-cos 
recursos que um designer necessitar 
para seu trabalho. 
A empresa e o designer podem chegar a 
um acordo sobre os elementos necessá-rios 
para o desenvolvimento de uma cole-ção. 
I. Espaço criativo, s.r.
PESQUISA DE MODA 
No ato da pesquisa o designer pode valer 
se dos seguintes recursos: 
• Sites especializados 
• Revistas especializadas 
• Viagens ao exterior 
• Feiras do segmento 
• Movimentos artísticos 
• Aspectos históricos e culturais 
• Antiquários, brechós e bazares 
Os itens citados não formam uma receita 
pronta e sim ingredientes que o designer 
utiliza segundo sua sensibilidade. 
Quanto maior o repertorio de pesquisa, 
maiores serão as possibilidades criativas 
com relação ao produto. 
I. Fashion Report, Trend.
SITES ESPECIALIZADOS 
Os sites oferecem informação em tempo 
recorde: macrotendências, desfiles, vitri-nas, 
trendreports, o mundo virtual acelera 
o real. Alguns exemplos: 
• apparelsearch.com 
• fashiontrendsetter.com 
• milouket.tv 
• pantone.com 
• style.com 
• trendstop.com 
• usefashion 
• wgsn.com 
Cada site oferece uma gama de informa-ções 
conforme o tipo de acesso. 
I. Stellar Collection, Jake Phipps.
CADERNO DE TENDÊNCIAS 
Os caderno de tendências fazem uma 
abordagem sobre os conceitos criativos 
baseados em informações emergentes da 
sociedade. Alguns exemplos: 
• Andrea Dall’Olio 
• Carlin 
• Colour and Trends 
• Nelly Rodi 
• Pecler 
• Promostyl 
• SENAI Mix Design 
• NOSSO Criativação / Tecnovação 
• +B Inspiração 
Cada material representa um caleidoscó-pio 
de informações a serem decifradas 
pelo designer. 
I. La Tendance D’un Nouveau Genre.
REVISTAS ESPECIALIZADAS 
As revistas que apresentam desfiles inter-nacionais, 
em função da internet, estão 
em desvantagem, priorizar as que anteci-pam 
tendências globais são mais adequa-das 
para pesquisa de moda. Tais como: 
• Bloom Magazine 
• Close-Up Fashion Textile 
• Collezioni Trends 
• Crash British Magazine 
• View 2 
• WeAr Magazine 
• Zoom On Fashion Trends 
Temas e conteúdos de inspiração podem 
ser extraídos destas edições. 
I. Doswell McLean, Bloom Magazine 11
VIAGENS AO EXTERIOR 
Viajar é preciso!... Algumas empresas ofe-recem 
a possibilidade do designer realizar 
viagens de pesquisa. Pesquisar o local 
adequado para a viagem é o primeiro pas-so. 
Definir um roteiro para que a viagem seja 
aproveitada da melhor maneira possível, 
conhecer novas marcas, visitar espaços 
dedicado a moda, arte e design que pos-sam 
influenciar em seu trabalho. 
Fotografar o que for possível de forma éti-ca 
para sua inspiração, trazer peças com 
modelagens ou detalhes diferenciados. 
Se não houver disponibilidade de viajar, 
procure lugares diferentes que estimulem 
sua criatividade. 
I. Londres, paraíso underground.
FEIRAS DO SEGMENTO 
As feiras do segmento apresentam inova-ções 
em fios, tecidos, aviamentos, benefi-ciamento, 
acabamento, máquinas, progra-mas 
de gestão. 
Estar atento ao calendário de eventos é 
importante para participação do profissio-nal, 
além de novos conhecimentos e con-tatos, 
ampliar o networking é fundamental 
para futuros negócios da empresa ou de 
âmbito do designer. 
No Brasil temos feiras e eventos da maté-ria 
prima ao produto acabado, além das 
grandes feiras internacionais que consoli-dam 
representantes de todo mundo. 
A informação é o bem mais útil e ao mes-mo 
tempo efêmero quando não é utilizada 
da maneira correta. 
I. Paris, cidade luz, s.r.
MOVIMENTOS ARTÍSTICOS 
A pesquisa de moda pode utilizar proces-sos 
artísticos e estéticos para o desenvol-vimento 
de produtos. 
Artes visuais, fotografia, cinema, teatro, 
música, dança, arquitetura, literatura entre 
outros podem ser meios de inspiração 
que podem ser adequados ao vestuário. 
O processo deve evidenciar a participa-ção 
do artista no processo ou como fonte 
de inspiração, atenção aos direitos auto-rais 
do criador. 
Estar em sintonia com a linguagem audio-visual 
de seu publico é fundamental para 
compreender os desejos oriundos desta 
relação. 
I. Banksy, U.K.
ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS 
A moda tem o poder de absorver diversos 
tipos de informação como fonte de inspi-ração, 
tais como características históricas, 
sociais, culturais, étnicas, religiosas, enfim 
uma forma de se conectar com um publi-co 
ou despertar interesse em outro. 
Apropriar se deste conteúdo requer so-briedade 
e respeito em relação ao fato de 
inspiração, deve se manejar bem a cria-ção 
para que tenha o efeito desejado. 
Humor, exotismo, sobriedade, descontra-ção, 
austeridade são alguns códigos que 
a forma de vestir pode revelar. 
Fontes literárias podem ser bons aliados a 
este tipo de pesquisa, textos e imagens 
podem instigar a criação. 
I. Tribo Africana, s.r.
ANTIQUÁRIOS, BRECHÓS E BAZARES 
Um porcelana inglesa, um vaso chinês, 
um abajur Art Deco, um uniforme do anos 
40 ou um vestido dos anos 60 podem ser-vir 
de inspiração para um novo produto. 
Lojas de antiguidades, sebos, brechós de 
bairro, feiras de troca, bazares podem ser 
um grande garimpo para ideia inovadoras. 
Resgatar por meio da forma, textura, pa-drão, 
cor, elementos adaptáveis ao ves-tuário, 
apropriar se de produtos, objetos e 
materiais esquecidos, mas ricos nestas in-formações. 
Muitas vezes nos lugares mais simples 
encontramos grandes fontes de inspira-ção 
que carregam a memoria do tempo 
em sua universalidade. 
I. Jogo de porcelana, s.r.
COMERCIALIDADE 
Qual a receptividade de um produto ou 
coleção em relação ao mercado? 
O processo comercial é uma fonte de re-flexão 
sobre a vida dos produtos, o com-portamento 
do consumidor, sendo que a 
confiabilidade destas informações permi-tem 
os ajustes necessários ao sucesso 
de vendas. 
Compartilhar de forma integra o proces-so 
comercial permite observar os pontos 
de melhoria evitando prejuízos financei-ros, 
estoques desnecessários e perdas 
em função da não aceitação do produto. 
O feedback continuo deve ser encarado 
de forma saudável para o crescimento e 
assertividade da área de produto. 
I. Barter, s.r.
CONCORRÊNCIA 
Não existe um produto ou serviço que 
não conheça concorrência no mercado, 
mesmo o sucesso do ineditismo gera o 
fator de competição. 
Estar atento ao movimentos do “inimigo” 
são grandes armas na luta pela sobrevi-vência 
no mundo da moda. O designer 
deve valer se de um olhar de 360º, pois 
nada pode ser desprezado. 
Marcas de sucesso, competidores em 
igualdade e marcas debutantes, todos 
merecem o mesmo cuida e acompanha-mento 
para não sermos encontrados 
desarmados na selva do consumo. 
Manter se fiel a identidade de uma mar-ca 
ou produto revelam uma vantagem 
competitiva. 
I. Equitação, s.r.
CONCORRÊNCIA 
… « WHO 
IS THE 
BEST ? » ...
PESQUISA DE MODA 
O designer deve ter uma curiosidade 
aguçada, além de um desejo por me-lhoria 
nunca satisfeito em seu trabalho 
por ser cíclico e continuo. 
Quais os atributos que uma marca, 
produto ou coleção tem há oferecer 
para seduzir o mercado?... 
Exclusividade, design, qualidade, pre-ço, 
prestígio, conforto. Qual é o segre-do? 
O estilo que se reinventa e perdura 
através do tempo cristaliza se na me-mória 
do consumidor por gerações. 
Aqueles que descobriram a formula 
chegaram ao final do arco-íris. 
I. Life balance, Darren Hardy.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
FEGHALI, Marta K. As Engrenagens da Moda. Rio de Janeiro: SENAC, 2001 
FRINGS, Gini S. Moda do Conceito ao Consumidor. Porto Alegre: Bookman, 2012. 
JONES, Sue J. Fashion Design – Manual do Estilista. São Paulo: Cosac Naify, 
2005. 
MATTAR, Fauze N. e SANTOS, Dilson G. Gerência de Produtos – Como tornar 
seu produto um sucesso. São Paulo: Atlas, 1999. 
MATHARU, Gurmit. O que é Design de Moda? Porto Alegre: Bookman, 2011. 
SEIVEWRIGHT, Simon. Pesquisa e Design. Porto Alegre: Bookman, 2009. 
SORGER, Richard e UDALE, Jenny. Fundamentos de Design de Moda. Porto 
Alegre: Bookman, 2009. 
TREPTOW, Doris. Inventando Moda: Planejamento de Coleção. São Paulo: 
Treptow, 2013.

PESQUISA DE MODA

  • 1.
    FACULDADE DE TECNOLOGIASENAI ANTOINE SKAF PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÃO PESQUISA DE MODA PROCESSO SISTÊMICO E INOVAÇÃO PROF. ODAIR TUONO
  • 2.
    PESQUISA E INOVAÇÃO Uma pesquisa ou investigação, é um processo sistemático para a constru-ção do conhecimento, podendo de-senvolver, colaborar, reproduzir, refu-tar, ampliar, detalhar, atualizar, algum conhecimento pré-existente. A pesquisa como atividade regular também pode ser definida como o conjunto de atividades orientadas e planejadas pela busca de um conheci-mento. Tipos de pesquisa: bibliográfica, des-critiva, laboratorial, empírica, de cam-po, acadêmica, científica, de humani-dades, artística, econômica, social, de negócios, de marketing, estatística.
  • 3.
    PESQUISA DE MODA A pesquisa de moda pode apresentar uma serie de variações conforme a empresa, o publico alvo ou produto, no entanto existem alguns passos ou etapas que podem ser explorados pa-ra um estudo eficiente. Nesta fase o planejamento é funda-mental, aonde estabelecer metas e prazos realistas garantem um trabalho mais aprimorado. Enfim o designer é um agente do pro-cesso que deve sensibilizar todos os colaboradores da importância de um produto com excelência, buscando o comprometimento da empresas e seus parceiros. I. Sherlock Holmes, Basil Rathbone.
  • 4.
    Cultura Empresarial PESQUISADE MODA Publico Alvo Vendas Concorrência Produto Tendências
  • 5.
    PESQUISA DE MODA A pesquisa no setor de moda permite que o designer possa compilar infor-mações para o desenvolvimento de um produto ou coleção, conforme o escopo do estudo, pode envolver al-gumas etapas: • Cultura Empresarial • Publico Alvo • Produto • Tendências • Comercialidade • Concorrência de Mercado O conjunto de elementos verificado pela pesquisa estabelece a evolução do design de produto.
  • 6.
    CULTURA EMPRESARIAL Todaempresa visa lucro em suas opera-ções, o produto que tem receptividade no mercado garante esta necessidade, mas não para sempre, empresas conhecidas sem um gerenciamento adequado deixa-ram de existir no mercado. Desenvolver uma marca, um mix de pro-dutos, manter a fidelidade de clientes e colaboradores, investir em tecnologia e formação de pessoas podem garantir um negocio crescente e rentável. As ferramentas de marketing e estudo de mercado podem ajudar, observando ca-ses de sucesso temos exemplos que podem se adaptar a gestão da empresa. I. Lucro Imediato ou Longevidade, s.r.
  • 7.
    PUBLICO ALVO Todoproduto é destinado a alguém, um nicho de mercado, reconhecer as carac-terísticas deste publico ajudam a encon-trar respostas ou estímulos em relação aos produtos desenvolvidos pela em-presa. Valem dois pontos: • Lifestyle – qual é o estilo de vida da pessoa, seus hábitos, suas escolhas, seu cotidiano e circulo social. • Mindstyle – como a pessoa elabora seus valores, seus conceitos, sua reli-gião, sua visão de sociedade e mundo. Alguns públicos são tradicionais mudan-do suas características lentamente, em-quanto outros “acordam” a cada dia com novos desejos. I. Pessoas x Produtos, s.r.
  • 8.
    PUBLICO ALVO Realizandopesquisa de campo o desig-ner pode observar o comportamento de seu publico alvo. Parques, shoppings, restaurantes, livra-rias, teatro, cinema, espetáculos, com-petições, casas noturnas, clubes, esco-las, igrejas, enfim todo o local que as pessoas possam se reunir ordem de afi-nidades. Reconhecer características em comum e aspectos criativos em particular do grupo representam formas de compor e inovar o produto a partir do próprio con-sumidor. Existem também empresas especializa-das em pesquisa de campo para reali-zar esta tarefa. I. Party, startups.co.uk.
  • 9.
    PRODUTO As empresaspodem definir sua voca-ção por segmento de mercado, desen-volver produtos que transformam se em referencia na mente do consumidor. Jeanswear, sportswear, camisaria, lin-gerie, customização, peças sob medida, qual a especialização de seu produto? Design e inovação agregados a um pro-duto consolidado são vantagens compe-titivas de mercado. Reavaliar constantemente estes fatores ajudam no posicionamento da empresa e definem as necessidades de mudan-ças ou adaptação perante novas reali-dades. I. Jeans – um ícone em evolução.
  • 10.
    TENDÊNCIAS A pesquisade moda envolve uma ante-cipação de informações que serão utiliza-das para melhoria de produto e desenvol-vimento de coleção. O designer deve pesquisar: • conceitos, temas e idéias inovadoras • cores, estampas e padronagens • tecidos, beneficiamentos e acabamentos • formas, modelagens e detalhes • aviamentos, elementos decorativos • novos métodos e tecnologias • novos fornecedores, parceiros A empresa não pode nortear se pela vitri-na dos concorrentes ou temas de revistas nacionais. I. Painel de cores, s.r.
  • 11.
    PESQUISA DE MODA Cada profissional desenvolve sua forma de pesquisa em função das necessidades de sua empresa. O designer de moda não deve ser confun-dido como um artista, no entanto ele exer-ce uma função criativa para desenvolver produtos vendáveis. Revistas especializadas e internet são um grande apoio na fase da pesquisa, mas não devem ser considerados como os úni-cos recursos que um designer necessitar para seu trabalho. A empresa e o designer podem chegar a um acordo sobre os elementos necessá-rios para o desenvolvimento de uma cole-ção. I. Espaço criativo, s.r.
  • 12.
    PESQUISA DE MODA No ato da pesquisa o designer pode valer se dos seguintes recursos: • Sites especializados • Revistas especializadas • Viagens ao exterior • Feiras do segmento • Movimentos artísticos • Aspectos históricos e culturais • Antiquários, brechós e bazares Os itens citados não formam uma receita pronta e sim ingredientes que o designer utiliza segundo sua sensibilidade. Quanto maior o repertorio de pesquisa, maiores serão as possibilidades criativas com relação ao produto. I. Fashion Report, Trend.
  • 13.
    SITES ESPECIALIZADOS Ossites oferecem informação em tempo recorde: macrotendências, desfiles, vitri-nas, trendreports, o mundo virtual acelera o real. Alguns exemplos: • apparelsearch.com • fashiontrendsetter.com • milouket.tv • pantone.com • style.com • trendstop.com • usefashion • wgsn.com Cada site oferece uma gama de informa-ções conforme o tipo de acesso. I. Stellar Collection, Jake Phipps.
  • 14.
    CADERNO DE TENDÊNCIAS Os caderno de tendências fazem uma abordagem sobre os conceitos criativos baseados em informações emergentes da sociedade. Alguns exemplos: • Andrea Dall’Olio • Carlin • Colour and Trends • Nelly Rodi • Pecler • Promostyl • SENAI Mix Design • NOSSO Criativação / Tecnovação • +B Inspiração Cada material representa um caleidoscó-pio de informações a serem decifradas pelo designer. I. La Tendance D’un Nouveau Genre.
  • 15.
    REVISTAS ESPECIALIZADAS Asrevistas que apresentam desfiles inter-nacionais, em função da internet, estão em desvantagem, priorizar as que anteci-pam tendências globais são mais adequa-das para pesquisa de moda. Tais como: • Bloom Magazine • Close-Up Fashion Textile • Collezioni Trends • Crash British Magazine • View 2 • WeAr Magazine • Zoom On Fashion Trends Temas e conteúdos de inspiração podem ser extraídos destas edições. I. Doswell McLean, Bloom Magazine 11
  • 16.
    VIAGENS AO EXTERIOR Viajar é preciso!... Algumas empresas ofe-recem a possibilidade do designer realizar viagens de pesquisa. Pesquisar o local adequado para a viagem é o primeiro pas-so. Definir um roteiro para que a viagem seja aproveitada da melhor maneira possível, conhecer novas marcas, visitar espaços dedicado a moda, arte e design que pos-sam influenciar em seu trabalho. Fotografar o que for possível de forma éti-ca para sua inspiração, trazer peças com modelagens ou detalhes diferenciados. Se não houver disponibilidade de viajar, procure lugares diferentes que estimulem sua criatividade. I. Londres, paraíso underground.
  • 17.
    FEIRAS DO SEGMENTO As feiras do segmento apresentam inova-ções em fios, tecidos, aviamentos, benefi-ciamento, acabamento, máquinas, progra-mas de gestão. Estar atento ao calendário de eventos é importante para participação do profissio-nal, além de novos conhecimentos e con-tatos, ampliar o networking é fundamental para futuros negócios da empresa ou de âmbito do designer. No Brasil temos feiras e eventos da maté-ria prima ao produto acabado, além das grandes feiras internacionais que consoli-dam representantes de todo mundo. A informação é o bem mais útil e ao mes-mo tempo efêmero quando não é utilizada da maneira correta. I. Paris, cidade luz, s.r.
  • 18.
    MOVIMENTOS ARTÍSTICOS Apesquisa de moda pode utilizar proces-sos artísticos e estéticos para o desenvol-vimento de produtos. Artes visuais, fotografia, cinema, teatro, música, dança, arquitetura, literatura entre outros podem ser meios de inspiração que podem ser adequados ao vestuário. O processo deve evidenciar a participa-ção do artista no processo ou como fonte de inspiração, atenção aos direitos auto-rais do criador. Estar em sintonia com a linguagem audio-visual de seu publico é fundamental para compreender os desejos oriundos desta relação. I. Banksy, U.K.
  • 19.
    ASPECTOS HISTÓRICOS ECULTURAIS A moda tem o poder de absorver diversos tipos de informação como fonte de inspi-ração, tais como características históricas, sociais, culturais, étnicas, religiosas, enfim uma forma de se conectar com um publi-co ou despertar interesse em outro. Apropriar se deste conteúdo requer so-briedade e respeito em relação ao fato de inspiração, deve se manejar bem a cria-ção para que tenha o efeito desejado. Humor, exotismo, sobriedade, descontra-ção, austeridade são alguns códigos que a forma de vestir pode revelar. Fontes literárias podem ser bons aliados a este tipo de pesquisa, textos e imagens podem instigar a criação. I. Tribo Africana, s.r.
  • 20.
    ANTIQUÁRIOS, BRECHÓS EBAZARES Um porcelana inglesa, um vaso chinês, um abajur Art Deco, um uniforme do anos 40 ou um vestido dos anos 60 podem ser-vir de inspiração para um novo produto. Lojas de antiguidades, sebos, brechós de bairro, feiras de troca, bazares podem ser um grande garimpo para ideia inovadoras. Resgatar por meio da forma, textura, pa-drão, cor, elementos adaptáveis ao ves-tuário, apropriar se de produtos, objetos e materiais esquecidos, mas ricos nestas in-formações. Muitas vezes nos lugares mais simples encontramos grandes fontes de inspira-ção que carregam a memoria do tempo em sua universalidade. I. Jogo de porcelana, s.r.
  • 21.
    COMERCIALIDADE Qual areceptividade de um produto ou coleção em relação ao mercado? O processo comercial é uma fonte de re-flexão sobre a vida dos produtos, o com-portamento do consumidor, sendo que a confiabilidade destas informações permi-tem os ajustes necessários ao sucesso de vendas. Compartilhar de forma integra o proces-so comercial permite observar os pontos de melhoria evitando prejuízos financei-ros, estoques desnecessários e perdas em função da não aceitação do produto. O feedback continuo deve ser encarado de forma saudável para o crescimento e assertividade da área de produto. I. Barter, s.r.
  • 22.
    CONCORRÊNCIA Não existeum produto ou serviço que não conheça concorrência no mercado, mesmo o sucesso do ineditismo gera o fator de competição. Estar atento ao movimentos do “inimigo” são grandes armas na luta pela sobrevi-vência no mundo da moda. O designer deve valer se de um olhar de 360º, pois nada pode ser desprezado. Marcas de sucesso, competidores em igualdade e marcas debutantes, todos merecem o mesmo cuida e acompanha-mento para não sermos encontrados desarmados na selva do consumo. Manter se fiel a identidade de uma mar-ca ou produto revelam uma vantagem competitiva. I. Equitação, s.r.
  • 23.
    CONCORRÊNCIA … «WHO IS THE BEST ? » ...
  • 24.
    PESQUISA DE MODA O designer deve ter uma curiosidade aguçada, além de um desejo por me-lhoria nunca satisfeito em seu trabalho por ser cíclico e continuo. Quais os atributos que uma marca, produto ou coleção tem há oferecer para seduzir o mercado?... Exclusividade, design, qualidade, pre-ço, prestígio, conforto. Qual é o segre-do? O estilo que se reinventa e perdura através do tempo cristaliza se na me-mória do consumidor por gerações. Aqueles que descobriram a formula chegaram ao final do arco-íris. I. Life balance, Darren Hardy.
  • 25.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FEGHALI,Marta K. As Engrenagens da Moda. Rio de Janeiro: SENAC, 2001 FRINGS, Gini S. Moda do Conceito ao Consumidor. Porto Alegre: Bookman, 2012. JONES, Sue J. Fashion Design – Manual do Estilista. São Paulo: Cosac Naify, 2005. MATTAR, Fauze N. e SANTOS, Dilson G. Gerência de Produtos – Como tornar seu produto um sucesso. São Paulo: Atlas, 1999. MATHARU, Gurmit. O que é Design de Moda? Porto Alegre: Bookman, 2011. SEIVEWRIGHT, Simon. Pesquisa e Design. Porto Alegre: Bookman, 2009. SORGER, Richard e UDALE, Jenny. Fundamentos de Design de Moda. Porto Alegre: Bookman, 2009. TREPTOW, Doris. Inventando Moda: Planejamento de Coleção. São Paulo: Treptow, 2013.