ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE
PROF. ODAIR TUONO
FREAK ART
REAL E IMAGINÁRIO DO ESTRANHO
FREAK
Freak é usado para se referir a uma
pessoa com algo incomum sobre
sua aparência ou comportamento. O
termo passou a ser utilizado a partir
dos anos 1960.
Pode ser usado também como um
termo pejorativo, de admiração ou
uma auto-descrição.
O termo "estranho" também pode
aplicar a uma pessoa que é sexual-
mente aventureira, como uma exten-
são desta definição, dentro da porno-
grafia, a palavra pode se referir a al-
guém que é visto como um obsessi-
vo sexual.
Editorial Freak, Daniella Hehmann.
FREAK
Uma forma antiga de uso para Freak
refere-se ao que nascia fisicamente
deformado, ou que tinha doenças e
condições extraordinárias.
Freaks deste tipo podem ser classi-
ficados em dois grupos: naturais ou
produzidos por interferências.
Um freak natural, normalmente refe-
re se a uma anomalia genética, en-
quanto um freak produzido é uma
pessoa normal, que experimentou ou
iniciou uma alteração corporal em
algum momento da vida (como rece-
ber implantes cirúrgicos).
Aimee Mullins, próteses Cheetha.
FREAK
Implantes médicos estão se tornan-
do mais comuns. Especula se que a
ficção e a futurologia transformem se
em uma tendência que aproxime ca-
da vez mais a fusão entre o homem e
a máquina.
De acordo com a filosofia do transu-
manismo, tecnologias como a ciber-
nética permitiram aos seres humanos
transcender suas atuais limitações
físicas.
Wolverine, X-Men. Marvel Comics.
FREAK
Ao longo da história, por meio da tra-
dição oral e imagens recebemos in-
formações sobre seres fantásticos
cultuados por diversas civilizações.
Personificando seres ligados ao sa-
grado ou diabólico, geralmente apre-
sentam se como figuras disformes e
sobre humanas.
A mitologia descreve seres que cons-
tituem se parte humana e outra ani-
mal, adorados ou temidos pelo imagi-
nário humano até nossos dias.
Porta de Ishtar, Babilônia. VI a.C.
MESOPOTÂMIA
Os sumérios eram adeptos de uma
religião politeísta caracterizada por
deuses e deusas antropomórficos re-
presentando forças ou presenças no
mundo material, noção bastante pre-
sente na posterior Mitologia Grega.
Os deuses na cultura mesopotâmica
originalmente criaram humanos como
servos, mas os libertaram quando se
tornaram difíceis demais de se lidar.
Guardião alado neoassírio, IX a.C.
MESOPOTÂMIA
Isthar, deusa da noite. II a.C.Gênio alado assírio. VIII a.C.
MESOPOTÂMIA
Espírito Grifo, Palácio em Nimrud. IX a.C.
MESOPOTÂMIA
Triton Sumério, Museu Louvre, Paris FR.
MITOLOGIA
Glaucus and Scylla c.1581, Spranger Bartholomeus 1726, Jacque Dumont.
EGITO ANTIGO
Mitologia Egípcia inicialmente era
uma religião politeísta por crer em vá-
rias divindades.
Ao longo do tempo desenvolveram a
crença de um único deus, as divinda-
des eram neteru (pl. neter), chama-
dos de "anjos de deus", o que seriam
vários aspectos do mesmo deus. A
religião era praticada em templos e
santuários domésticos.
Hórus, filho de Isis e Osíris, deus do
universo e da vida, o faraó era sua
manifestação na terra. Representado
como um homem com cabeça de fal-
cão ou como um falcão, considerado
o mais importante dos deuses.
Hórus, deus do céu / ordem.
EGITO ANTIGO
Livro dos Mortos. XIX dinastia.
ANÚBIS THOTMAAT
HÓRUS BASTET
SEBEK
EGITO ANTIGO
Esfinge de Gizeh, Faraó Kefren, IV dinastia.
ORIENTE ANTIGO
Ganesha (destruidor dos obstáculos)
é semi-deus do Hinduísmo, filho de
Shiva e Parvati, considerado o mestre
do intelecto e da sabedoria.
Representado como uma divindade
amarela ou vermelha, quatro braços e
a cabeça de elefante com uma única
presa, montado em um rato.
Sua consorte é Buddhi (mente) e
Ganesha é adorado junto de Laksh-
mi (abundância) pelos mercadores e
homens de negócio. A razão sendo a
solução lógica para os problemas e a
prosperidade são inseparáveis.
Ganesha, destruidor de obstáculos.
ORIENTE ANTIGO
Hanuman divindade hindu, ardente
devoto de Rama (sétimo avatar do
deus Vishnu) e personagem central
no épico indiano Ramayana sobre a
guerra contra o rei demônio Ravan.
Hanuman e suas personificações são
muito comemorados em uma varieda-
de de tradições religiosas especial-
mente no Hinduísmo, é a divindade
primordial em muitos templos conhe-
cidos como Mandirs Hanuman.
Hanuman, devoto de Rama.
ORIENTE ANTIGO
Parvati, Shiva e Ganesha. Hinduísmo.
AMÉRICA CENTRAL
Os astecas, maias, incas e mixtecas
eram povos hierarquizados e acredi-
tavam que a representação da gene-
alogia e da nobreza eram importan-
tes.
Os registros eram realizados em có-
dices “livro” feito de pele animal pin-
tadas com histórias épicas por meio
de desenhos de pessoas, animais,
objetos e arquitetura.
O livro narrava a herança nobre, os
casamentos, além de conquistas polí-
ticas e militares de um governante.
Relevo Asteca.
AMÉRICA CENTRAL
Astecas habitaram o centro-sul do
México e sua mitologia era rica em
deuses e criaturas sobrenaturais.
Assim como os romanos, os astecas
incorporavam à sua religião divinda-
des dos povos que conquistavam.
O povo asteca era politeísta, acredi-
tavam em mais de um deus, e algu-
mas divindades eram elementos na-
turais com a água, a terra, o fogo, o
vento e a lua. As divindades também
eram atribuídas a coisas que lhes
causavam medo.
Calendário Asteca.
AMÉRICA CENTRAL
Códice Nuttall. Consagração do governante 8º venado, Garra de Jaguar.
AMÉRICA CENTRAL
Códice Nuttall (detalhe).
AMÉRICA CENTRAL
Divindade serpente da Lua, Asteca. Escultura mitológica, Asteca.
AMÉRICA CENTRAL
Incensário 03 Faces de K'inich Ahau, Deus Sol.
NORVAL MORRISSEAU
Norval Morrisseau (1932-2007) artista
autodidata aborígine. Conhecido como
o "Picasso do Norte", suas obras re-
tratam lendas, tensões culturais e po-
líticas entre tradições nativas canaden-
ses, lutas existenciais, espiritualidade e
misticismo. Seu estilo é caracte-izado
por grossos contornos pretos e cores
brilhantes.
Morrisseau seu repertório artístico por
meio das lendas antigas e imagens que
tinha em visões ou sonhos. Mais tarde
seu estilo mudou descrevendo temas
bíblicos influenciado pela beleza das
imagens em vitrais de igrejas cristãs.
Morrisseau, auto retrato.
NORVAL MORRISSEAU
Shaman (pagé). Morrisseau.
NORVAL MORRISSEAU
Governante das águas. Morrisseau.
GRÉCIA / ROMA
Mitologia Grega conjuntos de narrati-
vas relacionadas aos mitos dos gregos
antigos e seus significados.
Explicam as origens do mundo e os por-
menores da vida e aventuras de uma
ampla variedade de deuses, deusas,
heróis, heroínas e criaturas mitológicas.
A fértil imaginação grega criou persona-
gens e figuras mitológicas diversas.
Agradar uma divindade era condição
fundamental para atingir bons resulta-
dos na vida material. Um comerciante,
por exemplo, deveria deixar o deus
Hermes sempre satisfeito, para conse-
guir bons resultados em seu trabalho.
Perseus e Medusa, 1876.
GRÉCIA / ROMA
Afrodite, Pan e Eros. I a.C. Centauro e Laphit, V a.C.
GRÉCIA / ROMA
Nike, deusa da vitória. Harpia, detalhe de vaso.
GRÉCIA / ROMA
Teseu e Minotauro.
IDADE MÉDIA – SÉC. V
Satanás ou Satã (hebr. adversário /
acusador) originário da tradição judai-
co-cristã aplicado à encarnação do
mal. No entanto existem diferenças
entre os termos Satanás, Lúcifer e
Diabo.
Lúcifer seria o famoso “portador da
luz” (lat. Lux fero), Diabo significa
"acusador" (gr. diabolos) referindo se
a qualquer pessoa que acusa a outra.
A Igreja Católica considera Lúcifer co-
mo Satanás, um anjo que se rebelou
contra Deus e foi expulso do Céu.
Isaías 14:12 : "Como caíste do céu, ó
Lúcifer, tu que ao ponto do dia pare-
cias tão brilhante?".
A tentação de Jesus. Mateus 4.
IDADE MÉDIA – SÉC. V
Anjos e demônios, Idade Média (s.r.)
HIERONYMUS BOSCH
Hieronymus Bosch (c.1450 - 1516) pin-
tor e gravador seus trabalhos retratam
cenas relacionadas ao pecado e tenta-
ção.
As obras de Bosch demonstram um ob-
servador minucioso, refinado desenhista
e colorista. O pintor utilizou estes dotes
para criar uma série de composições fan-
tásticas e diabólicas onde são apresenta-
dos, com um tom satírico e moralizante,
os vícios, os pecados e os temores de
ordem religiosa que afligiam o homem
medieval.
Especula-se que sua obra terá sido uma
das fontes do movimento surrealista do
século XX.
Jardim das Delícias, c. 1500
(detalhe). Bosch
HIERONYMUS BOSCH
Triptico Jardim das Delícias, c. 1500. Bosch
HIERONYMUS BOSCH
Alexander McQueen , inspiração Bosch.
HIERONYMUS BOSCH
Triptico A tentação de Santo Antonio, 1590. Bosch
SÉCULOS XV E XVI
Renascimento é o período da as-
cenção da figura do artista. As obras
eram financiadas por mecenas, bur-
gueses e pela Igreja, as pinturas re-
velavam retratos, paisagens e ima-
gens de inspiração sagrada ou mito-
lógica.
Os artistas deste período represen-
taram as narrativas de personagens
greco romanos ao lado de figuras
fantásticas criadas pelo imaginário
destas culturas.
Palas e o Centauro, 1482. Botticelli
SANDRO BOTTICELLI
Vênus e Marte, 1480 (detalhe). Botticelli.
GIUSEPPE ARCIMBOLDO
Giuseppe Arcimboldo (c. 1527 - 1593)
pintor italiano.
Na série "As quatro estações" usou, pe-
la primeira vez, imagens da natureza, ta-
is como frutas, verduras e flores, para
compor fisionomias humanas.
O ocultismo foi uma referência importan-
te para Arcimboldo, como vemos em su-
as paisagens antropomorfas - nas quais
corpos e faces humanas são sugeridos
pela representação dos relevos, árvores,
pedras, e de outras elementos de uma
paisagem.
Vertumnus, Imperador Rodolfo II (1590).
GIUSEPPE ARCIMBOLDO
Alegoria de Invervo, 1573. Água, 1566. Arcimboldo
GIUSEPPE ARCIMBOLDO
Auto retrato, Julie Heffernan, 2007.
SÉCULOS XVII E XVIII
Barroco é um período influenciado
pela renovação da religiosidade nos
quadros e afrescos anjos permane-
cem em cena.
A figura humana da época em alguns
casos reflete opulência e exagero, os
temas mitológicos não foram abando-
nados continuando a ornar quadros e
esculturas.
Peter Paul Rubens (1577-1640) nos
revela vários exemplos destes exces-
sos em suas obras.
Baco 1638 / 1640. Rubens.
Boreas seqüestrando Oreithyia, 1615. Metamorfoses de Ovídio. Rubens
PETER PAUL RUBENS
Francisco Lezcano, menino de Vallecas 1643. Anão sentado, 1945. Velasquez
DIEGO VELASQUEZ
SÉCULO XIX
William-Adolphe Bouguereau (1825-
1905) personificou o arquétipo do ar-
tista acadêmico francês.
Utilizou técnicas refinadas de pintura,
inspirando se em Botticelli e Ingres.
Em termos de estilo, fez parte da cor-
rente eclética vigente na segunda me-
tade do século XIX, mesclando elemen-
tos do neoclassicismo e romantismo em
uma abordagem naturalista com boa
dose de idealismo. Deixou uma obra
vasta, centrada em temas mitológicos,
alegóricos, históricos e religiosos.
Dante e Virgilio no Inferno, 1850. B.
W-A BOUGUEREAU
O nascimento de Vênus, 1879. Ninfas e o Sátiro,1873. Bouguereau.
Ulisses e as sirenas, 1891. Bouguereau.
W-A BOUGUEREAU
SÉCULO XIX
Totens representam a arte monu-
mental produzida pelos nativos de
Haida Gwaii (CAN).
O totem tem uma função simbólica de
narrar a história dos moradores de
uma casa, sua condição social e seus
privilégios, as imagens devem ser
identificadas de baixo para cima,
sendo a inferior de maior importância.
O totem da Casa da Estrela ficou
diante da casa de Anetlas até ser
vendido em 1901. Até hoje os clãs de
Haida entalham totens.
Totem da Casa da Estrela, CAN.
TOTEM
Totem Poles. Vancouver, CAN.
Totem Poles. Vancouver, CAN.
TOTEM
SÉCULO XX
A industrialização, as guerras, a dife-
rença entre as classes sociais são a
pequena ponta de um iceberg de
transformações culturais que eclodi-
ram no século passado.
Os artistas, agrupados em movimen-
tos ou isolados, tentaram traduzir a
velocidade daquele tempo e as ques-
tões de um novo mundo nem sempre
promissor a todos.
A tecnologia em alguns momentos
tornasse a grande aliada ou vilã neste
processo de labor artístico.
Metrópolis, 1927. Fritz Lang.
GAUDÍ
Antoni Gaudí (1852-1926) arquiteto
catalão, um dos ícones de Barcelona,
suas concepções plásticas representam
uma variante do estilo art nouveau.
As obras arquitetônicas de Gaudí repre-
sentam uma apurada transformação em
seu próprio estilo, a utilização de mo-
saicos coloridos e figuras fantásticas
ondulantes no Parque Guell, a maturi-
dade estilística das casas de Batló e
Milá, até o hibridismo gótico da incon-
clusa obra final o Templo Expiatório da
Sagrada Família.
Sagrada Família (1884-1926), Gaudí
Entrada Finca Guell (1883/87). Gaudí
GAUDÍ
DRAGÃO
No Oriente, o dragão simboliza o impe-
rador ou o grande macho.
Os chineses chamam no o guardião da
riqueza e do poder por ser um signo
próspero. Mas o dragão também é o sig-
no mais favorável à megalomania.
No horóscopo chinês existem 05 tipos
de Dragão: Metal, Água, Madeira, Fogo
e terra.
O poderoso e magnífico dragão do
folclore mítico nunca cessa de encantar
a imaginação. Algumas das suas quali-
dades são mágicas e estão contidas
naqueles que nascem sob o seu signo.
2012 – Ano do Dragão Água.
DRAGÃO
São Jorge e o Dragão, 1606. Rubens. São Jorge e o Dragão c.1880 Moreau
GAUDí
Parque Guell (1900-1914) detalhe, Barcelona. Gaudí.
Parque Guell (1900-1914). Gaudí.
GAUDÍ
NIKI DE SAINT PHALLE
Niki de Saint Phalle (1930-2002) pin-
tora, escultora e cineasta francesa influ-
enciada pelas obras de Gaudi, Miró,
Calder e Dubuffet.
Em 1965, criou as primeiras Nanás (fr.,
moças), esculturas que lhe deram fa-
ma. Feitas de lã, fibra de algodão, pa-
pel machê e tela de arame, são gran-
des bonecas que representam o mundo
feminino.
O Jardim do Tarô ou Dolores, uma
peça em poliéster com 5,5m de altura
são obras de impacto, ironia e humor,
pontuadas por um alegre colorido.
Anjo Guardião, 1997. Saint Phalle.
NIKI DE SAINT PHALLE
Os amantes, Jardim do Tarot. Toscana , IT. Phalle.
Expressionismo Alemão é uma visão
do mundo burguês refletindo uma posi-
ção contrária ao racionalismo moderno
e ao trabalho mecânico.
Ernst Ludwig Kirchner (1880-1938)
pintor alemão influenciado pelo cubis-
mo e fauvismo, deu formas geométri-
cas às cores e despojou as de sua fun-
ção decorativa por meio de contrastes
agressivos, com o fim de manifestar sua
própria visão da realidade.
O mundo em torno do artista era o tema
de seus trabalhos: a cidade, paisagens,
retratos de amigos, o corpo humano nu,
cenas de circo e music-hall.
Cinco mulheres na rua, 1913. Kirchner
EXPRESSIONISMO
Café Garden, 1914 (detalhe). Kirchner.
E-L KIRCHNER
EGON SCHIELE
Egon Schiele (1890-1918) pintor aus-
tríaco expressionista, conheceu Gustav
Klimt (1907) que, interessado no seu
trabalho, fez dele o seu protegido. Com-
prando os seus trabalhos e apresentan-
do-o a pessoas influentes da época.
Suas obras representavam seres huma-
nos transfigurados por sentimentos for-
tes implícitos no seu traço, amantes re-
virados em lençóis brancos, corpos nus,
paisagens e auto-retratos provocantes
mostrando a sua visão pessoal, com for-
tes contrastes entre ocres e cores pri-
márias.
Egon e Edith Schiele, 1915. Schiele
Nu feminino reclinado, 1917. Schiele.
EGON SCHIELE
Duas mulheres, 1915. Schiele.
EGON SCHIELE
John Musker inspiração Schiele
EGON SCHIELE
Mad woman, 1920. Soutine.
CHAIM SOUTINE
Chaim Soutine (1893-1943) pintor ju-
deu expressionista.
Sua produção foi influenciada por artis-
tas como Cézanne, Rembrandt e El
Greco. Pintava de forma delirante, co-
mo possuído por um ataque febril, seus
quadros apresentam uma textura pas-
tosa e grande força cromática. Foi com-
parado com o grande mestre pós-im-
pressionista Van Gogh, e artistas da
época o comparavam com Kokoschka
na capacidade de captar tipos psicoló-
gicos em seus retratos.
CHAIM SOUTINE
Noivo c.1924 Garçon c.1927. Soutine.
CUBISMO
Cubismo teve como fundadores Pablo
Picasso (1881-1973) e Georges Bra-
que (1882-1963).
"Les demoiselles d'Avignon", é conhe-
cido como marco inicial do Cubismo.
Nele ficam evidentes as referências a
máscaras africanas, que inspiraram a
fase inicial do cubismo, juntamente
com a obra de Paul Cézanne.
O pintor cubista representa os objetos
em três dimensões, numa superfície
plana, sob formas geométricas, com o
predomínio de linhas retas sugerindo a
estrutura dos corpos ou objetos.
As damas d’Avignon, 1907. Picasso
PABLO PICASSO
Minotauro Collage, 1933. Minotauro e cavalo morto fora da caverna, 1936 (detalhe).
Maya com boneca, 1938. Mulher chorando, 1937. Picasso.
PABLO PICASSO
SURREALISMO
Surrealismo foi um movimento artís-
tico e literário influenciado pelas teorias
psicanalíticas do psicólogo Freud (1856
-1939), enfatizando o papel do incons-
ciente na atividade criativa. Um dos
seus objetivos foi produzir uma arte
que, estava sendo destruída pelo racio-
nalismo. O poeta e crítico André Breton
(1896-1966) líder do movimento.
Salvador Dalí (1904-1989) pintor cata-
lão que não limitou se apenas a pintura,
realizando esculturas e objetos, contri-
buindo também com o cinema, teatro,
moda e fotografia.
Leda Atômica, 1949. Dalí.
SALVADOR DALÍ
O enigma sem fim, 1928. Dalí.
SALVADOR DALÍ
Cisnes refletindo Elefantes, 1937. Dalí.
RENÉ MAGRITTE
René Magritte (1898-1967) pintor sur-
realista belga influenciado pela pintura
metafísica de Giorgio de Chirico.
Em seus trabalho estão presentes ima-
gens insólitas, às quais deu tratamento
rigorosamente realista, utilizou-se de
processos ilusionistas, sempre à procu-
ra do contraste entre o tratamento ve-
rossímil dos objetos e a atmosfera irreal
dos conjuntos tais como o torso femini-
no, o chapéu coco, o castelo, a rocha e
a janela, sempre de um modo impos-
sível de ser encontrado na vida real.
O filho do homem,1926. Magritte.
O modelo vermelho, 1934. Magritte.
RENÉ MAGRITTE
O império da luz II, 1950. Magritte.
RENÉ MAGRITTE
GIORGIO DE CHIRICO
Giorgio de Chirico (1888-1978) pintor
grego que fez parte do movimento Pin-
tura Metafísica. A pintura metafísica a-
presentava padrões arquitetônicos,
gran-des espaços nus, manequins anô-
nimos e ambientes oníricos correspon-
dendo à necessidade do sonho, mistério
e erotismo.
A incorporação de elementos presentes
em naturezas mortas - luvas, bolas, fru-
tas, etc. - reforçam a idéia de desloca-
mento e a sensação de irrealidade dos
trabalhos. Além dos instrumentos de
medida - compassos, esquadros e ré-
guas - que habitam os cenários do pin-
tor.
Hector e Andromaca, 1917. De Chrico.
GIORGIO DE CHIRICO
O arqueologista, 1927. De Chirico.
GIORGIO DE CHIRICO
A comédia e a tragédia, 1926. De Chirico.
MAX ERNEST
Max Ernest (1891-1976) pintor alemão
surrealista. André Breton dizia que
Ernst era o "mais magnífico cérebro as-
sombrado" do mundo das artes.
Em seus quadros de cores brilhantes,
Ernst associava imagens de elementos
demoníacos e absurdos com outros
eróticos e fabulosos. Unia de forma
irracional esses símbolos para expres-
sar seu subjetivismo.
Da mesma forma que em suas cola-
gens, as esculturas mesclavam se com
objetos do cotidiano, como peças de
automóvel, garrafas de leite, blocos de
cimento, que depois fundiam se ao
bronze.
O antipapa, 1941 Ernest.
MAX ERNEST
Europa após a chuva (1940-42). Ernest.
MAX ERNEST
Alegria da vida, 1936. Ernest.
MAX ERNEST
A tentação de Santo Antônio, 1945. Ernest
MAX ERNEST
Tentação de Santo Antônio, 1510/15. Matthias Grunewald inspiração para Ernest.
FRIDA KHALO
Frida Kalho (1907-1954) pintora me-
xicana teve a vida marcada por gran-
des tragédias; aos seis anos contraiu
poliomielite, que à deixou coxa. Já ha-
via superado essa deficiência quando
o ônibus em que passeava chocou-se
contra um bonde. Por causa deste aci-
dente ficou muito tempo acamada.
Frida pintou suas angustias, suas vi-
vências, seus medos e principalmente
seu amor por Diego Rivera. Embora
suas obras sejam assim consideradas
Frida não era surrealista. "Pensaram
que eu era surrealista, mas nunca fui.
Nunca pintei sonhos, só pintei minha
própria realidade".
Auto retrato, 1948. Khalo
FRIDA KHALO
Auto retrato com colar de espinhos e colibris, 1940 (detalhe). Khalo.
ANOS 60
A humanidade suportou 02 guerras
mundiais, a bomba atômica, a “farsa”
dos anos românticos e a chegada do
homem ao espaço.
Os anos rebeldes embalaram jovens e
artistas com desejos inconformistas, a
sociedade contemporânea não parecia
um local privilegiado para se viver.
Quanto maior fosse a repreensão maior
se tornava o desejo de enfrentar o sis-
tema, não importava se no final a gran-
de utopia fosse devorada pelo capitalis-
mo selvagem.
Movimento Hippie, Anos 60/70. EUA
PIERO MANZONI
Piiero Manzoni (1933-1963) artista con-
ceitual italiano. Experimentou diversos
pigmentos e materiais. Em uma obra ele
utilizou tinta fosforescente e cloreto de
cobalto, assim as cores variavam ao lon-
go do tempo.
Em 1961 defecou em 90 pequenas latas
e etiquetou-as com o texto Merde d'artis-
ta chegando a valer 1 milhão de libras.
No mesmo ano ele realizou exposições
de pessoas nuas com sua assinatura e
certificados de autenticidade, também
criou o "pedestal mágico", quando as
pessoas subissem nele se tornavam
emobras de arte.
Merda d’artista, 1961. Manzoni
MARCEL DUCHAMP
Étant donnés ultima obra de Marcel
Duchamp (1887-1968).
Obra visível apenas através de um par
de buracos em uma porta de madeira,
de uma mulher nua deitada com o rosto
escondido e pernas abertas segurando
uma lâmpada de gás contra o pano de
fundo de uma paisagem.
Composto de uma porta velha de ma-
deira, tijolos, veludo, galhos, forma femi-
nina feita de pele de porco, vidro, uma
variedade de luzes, uma paisagem com-
posta de elementos pintados à mão e
um motor elétrico. Duchamp elaborou
um Manual de Instruções explicando co-
mo montar e desmontar a peça.
Étant donnés, 1946-66. Duchamp
FRANCIS BACON
Papa Inocêncio X, 1953. Bacon.
Francis Bacon (1909-1992) pintor irlan-
dês.
Fantasias masoquistas, pedofilia, tensão
homoerótica, práticas de dissecação fo-
rense, atração pela representação do
corpo (fascínio pelos fluidos naturais:
sangue, urina, esperma, etc.) e tudo que
estava ligado à transgressão do sexo e
religião.
Bacon transmitiu a idéia de que o ser
humano, ao conquistar e fazer uso da
sua própria liberdade, também libertava
a besta que existia dentro de si. Pouca
diferença fazia entre o homem e os ani-
mais irracionais, representando o ho-
mem como um pedaço de carne.
FRANCIS BACON
Auto retrato, 1958. Bacon
FRANCIS BACON
Três Estudos para uma Crucificação, 1962. Bacon
LUCIEN FREUD
Lucian Michael Freud (1922-2011)
pintor alemão naturalizado britânico
em 1939.
Considerado surrealista no inicio de
carreira, aprimorou sua técnica de
pintura realizando retratos como esti-
lo definitivo em suas obras.
Os temas de Freud são geralmente
pessoas que faziam parte de sua vi-
da; amigos, família, amores, crianças.
Nas palavras do artista "o assunto do
tema é autobiográfico, tudo sempre
tem a ver com esperança, memória,
sensualidade e envolvimento."
Homem nu, visto de costa, 1992. Freud.
LUCIEN FREUD
Supervisora de benefícios dormindo, 1995. Freud.
LEIGH BOWERY
Leigh Bowery (1961-1994) celebri-
dade da noite londrina nos anos 80,
proprietário do Clube Taboo, perfor-
mer e cantor, criador da banda Minty,
Deformava, esticava ou dobrava par-
tes de seu corpo buscando formas
novas e inusitadas, com o objetivo de
questionar idéias pré-concebidas. O
corpo flácido de Bowery passou a ser
inspiração para bailarinos, coreógra-
fos e pintores.
Leigh Bowery, 1984. ph. David Gwinnutt
LEIGH BOWERY
Os visuais distorcidos de Bowery de-
safiavam o culto à imagem do corpo
sugerida pela geração fitness, ou
mesmo a extravagância na composi-
ção do vestuário.
Destacou se em meio a nomes pode-
rosos da cena “clubber” como Vivien-
ne Westwood, Jean Paul Gaultier,
John Galliano, Pierre et Gilles, Boy
George, Nick Knight. Inspirou se na
retórica da decadência usando o pró-
prio corpo como tela, Bowery parece
ter sido uma réplica viva da frase de
Oscar Wilde: “fazer de sua vida uma
obra de arte”.
Bowery and Band Sewage. 1993.
LEIGH BOWERY
Trojan, Leigh Bowery e Nicola Bateman. Anos 80 / 90.
FETICHE
Fetiche (português feitiço, francês fé-
tiche, feitiço).
Objeto que se presta culto atribuindo
poder mágico ou sobrenatural; sen-
tido figurado daquilo que se dedica
um interesse obsessivo ou irracional;
psicologia objeto gerador de atração
ou excitação sexual compulsiva.
O fetiche pode se resumir ao culto da
observação - vouyerismo, bem como
um envolvimento pseudodestrutivo
em relações sadomasoquista.
Objetos Fetichistas, Sadomasoquismo.
FETICHE SOFT
91/2 Semanas de Amor, 1986. W Magazine, 2009.
FETICHE HARD
Bruce Willis e Emma Heming. Editorial para W Magazine, 2009. Steven Klein
HOMOFETICHE
Candy Darling (1944-1974) musa transex de Andy Warhol.
HOMOFETICHE
Victor Piercing (1976). Alisson Gothz (1976). Performers
HQ FETICHE
Valentina (*65) Tom da Finland (*56)
Guido Crepax (1933-2003) Touko Laaksonen (1920-91)
BOTERO
Fernando Botero (1932) é um pintor e
escultor colombiano.
Suas obras destacaram-se sobretudo
por figuras rotundas, o que pode sugerir
a estaticidade da humanidade.Percebe-
se a sua escultura como uma crítica so-
cial, especialmente no que diz respeito
à ganância do ser humano.
Os horrores da notória prisão de Abu
Ghraib foram trazidos a vida por uma
série de Botero retratando as torturas
infligidas por soldados norte america-
nos aos detentos na prisão iraquiana.
Abu Ghraib 47, 2005. Botero
BOTERO
Abu Ghraib 60, 2005. Botero.
DOROTHEA TANNING
Dorothea Tanning (1910-2012) pin-
tora, escultora e escritora norte-ame-
ricana, também desenhou cenários e
figurinos para balé e teatro.
Tanning teve contato com o movi-
mento surrealista nos anos 30 atra-
vés dos artistas .André Breton, Ives
Tanguy e Max Ernst, pintor então
casado com a galerista Peggy Gug-
genheim, aderindo ao grupo em
1941.
Ernst e Tanning na década de 50,
mudam-se para Paris, onde viveram
juntos até a morte de Ernst (1976).
Emma, 1970. Tanning.
DOROTHEA TANNING
Rainy Day Canapé, 1970, Tanning
DOROTHEA TANNING
Chambre 202, Hôtel du Pavot, 1970. Tanning
JOSEPH BEUYS
Joseph Beuys (1921-1986) artista ale-
mão que produziu esculturas, happe-
nings, performances, vídeos e instala-
ções.
Em 1962, Beuys conheceu o movimen-
to Fluxus, as performances e trabalhos
multidisciplinares do grupo - que reuni-
am artes visuais, música e literatura -
inspiraram-no a seguir uma direção no-
va também voltada para o happening e
performance. Sua obra tornou-se cada
vez mais motivada pela crença de que
a arte deve desempenhar um papel ati-
vo na sociedade.
Com explicar desenhos a lebre morta, *65.
LOUISE BOURGEOIS
Louise Bourgeois (1911-2010) artista
francesa inspirada pelo surrealismo, pri-
mitivismo e escultores modernistas co-
mo Alberto Giacometti e Constantin
Brancusi, seus trabalhos tendem a ser
abstratos e altamente simbólicos.
As obras da artista refletem uma inscri-
ção autobriografica das relações com a
família, o universo feminino e o confron-
tamento com a mítica figura do “homem
pai”. Explorou diversas formas de figu-
ração entre pinturas, esculturas e insta-
lações para revelar suas inqueitações
pessoais.
“Janus Fleuri”, 1968. Bourgeois.
LOUISE BOURGEOIS
Seven in Bed (detail), 2001. Bourgeois.
LOUISE BOURGEOIS
Crouching Spider, 2003. Bourgeois.
ORLAN
Orlan (1947) artista e professora fran-
cesa.
The Reincarnation of Saint-Orlan, um
projeto que começou em 1990, envol-
vendo uma série de cirurgias plásticas,
como parte do manifesto "Arte Carnal",
foram transmitidas em instituições de
arte
A meta Orlan nestas cirurgias é adquirir
o ideal da beleza feminina retratada por
artistas do sexo masculino. o queixo da
Vénus Botticelli, o nariz de Psique Gé-
rôme, os lábios da Europa Boucher, os
olhos de Diana Fontainebleu e a testa
da Mona Lisa da Vinci.
Orlan (retrato,1999).
ORLAN
Desde 1994, Orlan vem criando uma
série fotográfica digital intitulada
"Auto-hibridações", onde seu rosto se
funde com o passado em representa-
ções faciais (máscaras, esculturas,
pinturas) de civilizações não-ociden-
tais. As três concluídas foram: pré-
colombiana, indiana e africana.
Orlan transformou se a grande pre-
cursora do body modification de uma
forma espetacular e tecnologica, mui-
to distante dos rituais corporais de tri-
bos esquecidas na memória da histó-
ria.
Virgem branca com duas cruzes (1983).
ORLAN
"Auto-hibridações", 1998. Orlan / Pierre Zoville
Glam Rock (abr. de Glamour Rock)
gênero musical dos anos 60 criado na
Inglaterra, conhecido também como
Glitter Rock.
O Glam foi marcado pelos trajes e
performances com cílios postiços,
purpurinas, saltos altos, batons, lante-
joulas, paetês e trajes extravagantes
utilizados pelos cantores. Eram os
tempos da androginia e as músicas
tinham como ênfase lírica a "revolu-
ção adolescente“.
Velvet Goldmine (1998, EUA/ING).
MÚSICA GLAM
MÚSICA GLAM
Ziggy Stardust, 1972. David Bowie (1947*).
MÚSICA POP
Boy George (1961*), Anos 80. Beth Ditto (1981*), Gossip (1999).
MÚSICA ROCK / DARK
Kiss (1973), Gene Simmons (1949*) Siouxsie and the Banshees, Anos 80.
MÚSICA POP / CULT
Michael Jackson (1958-2009). Bjork (1965*).
LITERATURA
Literatura Fantástica - latim phantas-
ticus / gr. (phantastikós) - ambas as
palavras provenientes de "fantasia".
Refere-se ao que é criado pela imagi-
nação, todo texto fantástico tem ele-
mentos inverossímeis, distantes da
realidade dos homens.
O Fantástico é um gênero literário
que invadiu o cinema, e que define
narrativas ficcionais que possuem
elementos não explicados pela lógica
humana. Ele agrupa três subgêneros:
ficção científica, fantasia e o horror
(ou Terror)
Frazn Kafka (1883-1924)
CINEMA FREAK
Freaks – A Parada dos Monstros 1932
Freaks é um filme americano dirigido
e produzido por Tod Browning ten-
do o elenco composto, em sua mai-
oria, por artistas de circo reais.
Browning no início de sua carrei-
ra tinha trabalhado em um circo itine-
rante e grande parte do filme foi ela-
borado a partir de suas experiências.
Freaks mostra pessoas deformadas fi-
sicamente que são honestas e honra-
das, enquanto os verdadeiros mons-
tros são os "normais" que conspiram
para assassinar um dos artistas e
roubar sua herança.
CINEMA TERROR
Coleção Monsters, Hollywood Anos 30. Hellboy (2004, EUA), Mike Mignola.
Alien vs. Predador (2004, EUA). Hellraiser (1987, EUA).
CINEMA SCIFI
CINEMA SCIFI
Ray Harryhausen, mestre do stop motion.
O Iluminado (1980,EUA). Kubrick. O cozinheiro (1989, ING). Greenaway.
CINEMA TERROR
CINEMA CULT
Mistérios e Paixões (1991, ING.) Cronenbreg. Melancolia (2011, AL.) Von Trier.
Kenneth Anger (1927*) celebrado por
seus filmes experimentais, ganhou fa-
ma de um dos mais influentes cineastas
de filmes independentes na história do
cinema.
Anger mistura elementos do surrealis-
mo com homoerotismo e ocultismo. Fi-
reworks (1947) e Scorpio Rising (1964),
foram produzidos em pró da legalização
da homossexualidade nos EUA.
Autor de best-sellers controversos co-
mo Hollywood Babylon I e II (1959 /
1986) no qual ele expõe vários rumores
e segredos sobre as celebridades dos
EUA.
Scorpio Rising (1964), Anger.
CINEMA CULT
BURLESCO
Portrait of Dancer Anita Berber, 1925. Dix
Burlesco é uma arte performática que
pode misturar vários tipos de disciplinas
(teatro, circo, bale, pantomima, entre
outros).
Otto Dix (1891-1969) pintor expressi-
onista alemão, escola caracterizada
pela consciência social e decidida a
investigar os limites da vida burguesa e,
a partir daí, transgredi-los.
Na Alemanha do período entre guerras,
a chamada República de Weimar (1919
-1933), a abundância de cabarés inspi-
rou as obras de Dix
OTTO DIX
The Salon I, 1921. Dix.
BURLESCO MUSICAL
Rocky, Horror Picture Show (1975, EUA).
BURLESCO
Burla – Festival do Burlesco. Dita Von Teese (1972,EUA).
TIM BURTON
Tim Burton (1958) é um cineasta
americano.
Realiza filmes usualmente com temá-
ticas sombrias, frequentemente acom-
panhado do ator Johnny Depp, sua
esposa Helena Bonham Carter.
Amante dos grandes nomes dos filmes
de terror, já realizou projetos sobre Ed
Wood e chamou para estrelar seus
trabalhos os notórios atores de filmes
de terror Vincent Price e Christopher
Lee.
Tim Burton / Helena Bohan Carter.
TIM BURTON
Editorial Eduardo Mãos de Tesoura. Johnny Deep (1963, EUA).
TV HORROR COMEDY
Família Adams (1964-66,EUA). The Munsters (1964-66, EUA).
TV SCIFI
Perdidos no Espaço (1965-1968). Jornada nas Estrelas (1966-1969).
TV LIVE ACTION
Robot Giant (1967-68, JP). Ultraman (1966-67, JP).
TV SCIFI
Space Ghost (1966) Hanna-Barbera (1944) Os Herculóides (1967)
COMICS HQS
Homem Aranha vs Super Homem – crossovers (1976). Marvel / DC Comics.
COMICS HQS
Quarteto Fantástico (1961) Os Vingadores (1963) Marvel Group.
COMICS HQS
X-Men HQ (1963) X-Men Filme (2000) Marvel Group.
COMICS - HQS
Watchment HQ (1986) Filme (2009) DC Comics Inumanos (1965) Marvel Group.
COMICS - HQS
Turma Titã (1964) DC Comics. Liga da Justiça da América (1960).
ANTONY GORMLEY
Antony Gormley (1950) escultor britâ-
nico.
Gormley descreve seu trabalho como
"uma tentativa de materializar o lugar
para o outro lado das aparências, onde
todos nós vivemos". Muitas de suas
obras são baseadas em moldes retira-
dos de seu próprio corpo.
Seu trabalho tenta tratar o corpo não co-
mo um objeto, mas um lugar e em fazer
obras que recebem o espaço de um cor-
po especial, para identificar uma condi-
ção comum a todos os seres humanos.
Building I 2000. Block works, Gormley.
ANTONY GORMLEY
Project Exposure, 2010. Gormley. Bodies at rest I 2000. Ball works,.
ANTONY GORMLEY
Firmanent 2008, The White Cube LND. Gromley.
CYBORG
Ciborgue é um organismo cibernéti-
co dotado de partes orgânicas e ciber-
néticas, com a finalidade de melhorar
suas capacidades utilizando tecnologia
artificial.
Cyborg: evolution of the superman
(1965) de D. S. Halacy, fala de “ uma
nova fronteira", entre a mente e a ma-
téria. Ciborgues reais serão pessoas
que utilizam tecnologia cibernética para
reparar ou superar deficiências físicas e
mentais em seus corpos.
O Homem Biônico (1974,EUA).
CYBORG
Vivemos um momento peculiar da evo-
lução humana. Nunca a ciência foi tão
capaz de entender e interferir no funci-
onamento do nosso corpo. Haverá um
momento em que roupa será uma ext-
ensão do nosso organismo.
Estamos avançando para o surgimento
de um corpo novo e melhor. E esse fu-
turo vai mudar radicalmente o jeito com
interagimos com o mundo.
Próteses Cheeta US 50 mil.
Alan Fonteles (1992*), atleta paraolímpico.
FREAKS
The Enigma performer EUA.
Body Modification é qualquer altera-
ção do corpo de forma permanente por
razões não-médicas, como por exemplo:
razões espirituais, estéticas, tribais, so-
ciais entre outras.
Desde o mandamento da circuncisão na
religião judaica, orelhas furadas, casti-
gos corporais, existem inúmeros motivos
para a transformação corporal.
The Enigma, nascido Paul Lawrence, é
um performer , ator e músico americano
que realiza modificações corporais, in-
cluindo implantes de chifre, reformulação
da orelha , múltiplos piercings, e o corpo
inteiro tatuado em quebra-cabeça.
FREAKS TODAY
Etienne Dumond FR, Living Art.
FREAKS TODAY
Tom Leppard (1934*) ING.
OLIVIER DE SAGAZAN
Sagazan, artista francês (1959*).
OLIVIER DE SAGAZAN
Sagazan pintor, escultor e performer.
DAVID STOUPAKIS
David Stoupakis (1974) pintor ameri-
cano com estilo gótico surrealista.
Os temas de sua obra incluem a vida,
morte, Deus, a decadência, o renasci-
mento, o irreal e o mal. Stoupakis sub-
verte o ingênuo trazendo em seu tra-
balho uma transformação das imagens
cristalizadas da infância.
As imagens produzidas trazem a lem-
brança fabulas distorcidas por um novo
sentido menos moral e mais perverso.
Day Frogs Rain Down, 2005 Stoupakis.
DAVID STOUPAKIS
“These Predicaments”, 2008 Stoupakis.
INCOMUM
Apesar de genericamente sermos hu-
manos existem diferenças intimas que
direcionam algumas pessoas ao limite
do irreal.
Expressar pela arte ou no próprio corpo
este desejo é a manifestação genuína
destas diferenças, incompreendidos por
muitos e amados por outros é o preço
de ser incomum em seu tempo.
“Quem sabe os freaks serão encarados
de forma comum em um futuro não tão
distante... Quem viver verá!”
Editorial Freak, Daniella Hehmann.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BELL, Julian. Uma Nova História da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
FARTHING, Stephen. Tudo Sobre Arte. Rio de Janeiro: Editora Sextante,
2011.
GRAHAM, Andrew. O Guia Visual Definitivo da Arte: da Pré História ao
Século XXI. São Paulo: Publifolha,2011.
JANSON, H.W.; Anthony E. Iniciação à História da Arte. 3ª ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2009.
MACKENZIE, Mairi. Ismos para Entender a Arte. São Paulo: Editora Globo,
2010.
PAREYSON, Luigi. Os Problemas da Estética. São Paulo: Martins Fontes,
2011.
Visite: https://www.facebook.com/art.connect.people/

EHA 06 Freak

  • 1.
    ESTÉTICA E HISTÓRIADA ARTE PROF. ODAIR TUONO FREAK ART REAL E IMAGINÁRIO DO ESTRANHO
  • 2.
    FREAK Freak é usadopara se referir a uma pessoa com algo incomum sobre sua aparência ou comportamento. O termo passou a ser utilizado a partir dos anos 1960. Pode ser usado também como um termo pejorativo, de admiração ou uma auto-descrição. O termo "estranho" também pode aplicar a uma pessoa que é sexual- mente aventureira, como uma exten- são desta definição, dentro da porno- grafia, a palavra pode se referir a al- guém que é visto como um obsessi- vo sexual. Editorial Freak, Daniella Hehmann.
  • 3.
    FREAK Uma forma antigade uso para Freak refere-se ao que nascia fisicamente deformado, ou que tinha doenças e condições extraordinárias. Freaks deste tipo podem ser classi- ficados em dois grupos: naturais ou produzidos por interferências. Um freak natural, normalmente refe- re se a uma anomalia genética, en- quanto um freak produzido é uma pessoa normal, que experimentou ou iniciou uma alteração corporal em algum momento da vida (como rece- ber implantes cirúrgicos). Aimee Mullins, próteses Cheetha.
  • 4.
    FREAK Implantes médicos estãose tornan- do mais comuns. Especula se que a ficção e a futurologia transformem se em uma tendência que aproxime ca- da vez mais a fusão entre o homem e a máquina. De acordo com a filosofia do transu- manismo, tecnologias como a ciber- nética permitiram aos seres humanos transcender suas atuais limitações físicas. Wolverine, X-Men. Marvel Comics.
  • 5.
    FREAK Ao longo dahistória, por meio da tra- dição oral e imagens recebemos in- formações sobre seres fantásticos cultuados por diversas civilizações. Personificando seres ligados ao sa- grado ou diabólico, geralmente apre- sentam se como figuras disformes e sobre humanas. A mitologia descreve seres que cons- tituem se parte humana e outra ani- mal, adorados ou temidos pelo imagi- nário humano até nossos dias. Porta de Ishtar, Babilônia. VI a.C.
  • 6.
    MESOPOTÂMIA Os sumérios eramadeptos de uma religião politeísta caracterizada por deuses e deusas antropomórficos re- presentando forças ou presenças no mundo material, noção bastante pre- sente na posterior Mitologia Grega. Os deuses na cultura mesopotâmica originalmente criaram humanos como servos, mas os libertaram quando se tornaram difíceis demais de se lidar. Guardião alado neoassírio, IX a.C.
  • 7.
    MESOPOTÂMIA Isthar, deusa danoite. II a.C.Gênio alado assírio. VIII a.C.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    MITOLOGIA Glaucus and Scyllac.1581, Spranger Bartholomeus 1726, Jacque Dumont.
  • 11.
    EGITO ANTIGO Mitologia Egípciainicialmente era uma religião politeísta por crer em vá- rias divindades. Ao longo do tempo desenvolveram a crença de um único deus, as divinda- des eram neteru (pl. neter), chama- dos de "anjos de deus", o que seriam vários aspectos do mesmo deus. A religião era praticada em templos e santuários domésticos. Hórus, filho de Isis e Osíris, deus do universo e da vida, o faraó era sua manifestação na terra. Representado como um homem com cabeça de fal- cão ou como um falcão, considerado o mais importante dos deuses. Hórus, deus do céu / ordem.
  • 12.
    EGITO ANTIGO Livro dosMortos. XIX dinastia. ANÚBIS THOTMAAT HÓRUS BASTET SEBEK
  • 13.
    EGITO ANTIGO Esfinge deGizeh, Faraó Kefren, IV dinastia.
  • 14.
    ORIENTE ANTIGO Ganesha (destruidordos obstáculos) é semi-deus do Hinduísmo, filho de Shiva e Parvati, considerado o mestre do intelecto e da sabedoria. Representado como uma divindade amarela ou vermelha, quatro braços e a cabeça de elefante com uma única presa, montado em um rato. Sua consorte é Buddhi (mente) e Ganesha é adorado junto de Laksh- mi (abundância) pelos mercadores e homens de negócio. A razão sendo a solução lógica para os problemas e a prosperidade são inseparáveis. Ganesha, destruidor de obstáculos.
  • 15.
    ORIENTE ANTIGO Hanuman divindadehindu, ardente devoto de Rama (sétimo avatar do deus Vishnu) e personagem central no épico indiano Ramayana sobre a guerra contra o rei demônio Ravan. Hanuman e suas personificações são muito comemorados em uma varieda- de de tradições religiosas especial- mente no Hinduísmo, é a divindade primordial em muitos templos conhe- cidos como Mandirs Hanuman. Hanuman, devoto de Rama.
  • 16.
    ORIENTE ANTIGO Parvati, Shivae Ganesha. Hinduísmo.
  • 17.
    AMÉRICA CENTRAL Os astecas,maias, incas e mixtecas eram povos hierarquizados e acredi- tavam que a representação da gene- alogia e da nobreza eram importan- tes. Os registros eram realizados em có- dices “livro” feito de pele animal pin- tadas com histórias épicas por meio de desenhos de pessoas, animais, objetos e arquitetura. O livro narrava a herança nobre, os casamentos, além de conquistas polí- ticas e militares de um governante. Relevo Asteca.
  • 18.
    AMÉRICA CENTRAL Astecas habitaramo centro-sul do México e sua mitologia era rica em deuses e criaturas sobrenaturais. Assim como os romanos, os astecas incorporavam à sua religião divinda- des dos povos que conquistavam. O povo asteca era politeísta, acredi- tavam em mais de um deus, e algu- mas divindades eram elementos na- turais com a água, a terra, o fogo, o vento e a lua. As divindades também eram atribuídas a coisas que lhes causavam medo. Calendário Asteca.
  • 19.
    AMÉRICA CENTRAL Códice Nuttall.Consagração do governante 8º venado, Garra de Jaguar.
  • 20.
  • 21.
    AMÉRICA CENTRAL Divindade serpenteda Lua, Asteca. Escultura mitológica, Asteca.
  • 22.
    AMÉRICA CENTRAL Incensário 03Faces de K'inich Ahau, Deus Sol.
  • 23.
    NORVAL MORRISSEAU Norval Morrisseau(1932-2007) artista autodidata aborígine. Conhecido como o "Picasso do Norte", suas obras re- tratam lendas, tensões culturais e po- líticas entre tradições nativas canaden- ses, lutas existenciais, espiritualidade e misticismo. Seu estilo é caracte-izado por grossos contornos pretos e cores brilhantes. Morrisseau seu repertório artístico por meio das lendas antigas e imagens que tinha em visões ou sonhos. Mais tarde seu estilo mudou descrevendo temas bíblicos influenciado pela beleza das imagens em vitrais de igrejas cristãs. Morrisseau, auto retrato.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
    GRÉCIA / ROMA MitologiaGrega conjuntos de narrati- vas relacionadas aos mitos dos gregos antigos e seus significados. Explicam as origens do mundo e os por- menores da vida e aventuras de uma ampla variedade de deuses, deusas, heróis, heroínas e criaturas mitológicas. A fértil imaginação grega criou persona- gens e figuras mitológicas diversas. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resulta- dos na vida material. Um comerciante, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conse- guir bons resultados em seu trabalho. Perseus e Medusa, 1876.
  • 27.
    GRÉCIA / ROMA Afrodite,Pan e Eros. I a.C. Centauro e Laphit, V a.C.
  • 28.
    GRÉCIA / ROMA Nike,deusa da vitória. Harpia, detalhe de vaso.
  • 29.
  • 30.
    IDADE MÉDIA –SÉC. V Satanás ou Satã (hebr. adversário / acusador) originário da tradição judai- co-cristã aplicado à encarnação do mal. No entanto existem diferenças entre os termos Satanás, Lúcifer e Diabo. Lúcifer seria o famoso “portador da luz” (lat. Lux fero), Diabo significa "acusador" (gr. diabolos) referindo se a qualquer pessoa que acusa a outra. A Igreja Católica considera Lúcifer co- mo Satanás, um anjo que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu. Isaías 14:12 : "Como caíste do céu, ó Lúcifer, tu que ao ponto do dia pare- cias tão brilhante?". A tentação de Jesus. Mateus 4.
  • 31.
    IDADE MÉDIA –SÉC. V Anjos e demônios, Idade Média (s.r.)
  • 32.
    HIERONYMUS BOSCH Hieronymus Bosch(c.1450 - 1516) pin- tor e gravador seus trabalhos retratam cenas relacionadas ao pecado e tenta- ção. As obras de Bosch demonstram um ob- servador minucioso, refinado desenhista e colorista. O pintor utilizou estes dotes para criar uma série de composições fan- tásticas e diabólicas onde são apresenta- dos, com um tom satírico e moralizante, os vícios, os pecados e os temores de ordem religiosa que afligiam o homem medieval. Especula-se que sua obra terá sido uma das fontes do movimento surrealista do século XX. Jardim das Delícias, c. 1500 (detalhe). Bosch
  • 33.
    HIERONYMUS BOSCH Triptico Jardimdas Delícias, c. 1500. Bosch
  • 34.
  • 35.
    HIERONYMUS BOSCH Triptico Atentação de Santo Antonio, 1590. Bosch
  • 36.
    SÉCULOS XV EXVI Renascimento é o período da as- cenção da figura do artista. As obras eram financiadas por mecenas, bur- gueses e pela Igreja, as pinturas re- velavam retratos, paisagens e ima- gens de inspiração sagrada ou mito- lógica. Os artistas deste período represen- taram as narrativas de personagens greco romanos ao lado de figuras fantásticas criadas pelo imaginário destas culturas. Palas e o Centauro, 1482. Botticelli
  • 37.
    SANDRO BOTTICELLI Vênus eMarte, 1480 (detalhe). Botticelli.
  • 38.
    GIUSEPPE ARCIMBOLDO Giuseppe Arcimboldo(c. 1527 - 1593) pintor italiano. Na série "As quatro estações" usou, pe- la primeira vez, imagens da natureza, ta- is como frutas, verduras e flores, para compor fisionomias humanas. O ocultismo foi uma referência importan- te para Arcimboldo, como vemos em su- as paisagens antropomorfas - nas quais corpos e faces humanas são sugeridos pela representação dos relevos, árvores, pedras, e de outras elementos de uma paisagem. Vertumnus, Imperador Rodolfo II (1590).
  • 39.
    GIUSEPPE ARCIMBOLDO Alegoria deInvervo, 1573. Água, 1566. Arcimboldo
  • 40.
    GIUSEPPE ARCIMBOLDO Auto retrato,Julie Heffernan, 2007.
  • 41.
    SÉCULOS XVII EXVIII Barroco é um período influenciado pela renovação da religiosidade nos quadros e afrescos anjos permane- cem em cena. A figura humana da época em alguns casos reflete opulência e exagero, os temas mitológicos não foram abando- nados continuando a ornar quadros e esculturas. Peter Paul Rubens (1577-1640) nos revela vários exemplos destes exces- sos em suas obras. Baco 1638 / 1640. Rubens.
  • 42.
    Boreas seqüestrando Oreithyia,1615. Metamorfoses de Ovídio. Rubens PETER PAUL RUBENS
  • 43.
    Francisco Lezcano, meninode Vallecas 1643. Anão sentado, 1945. Velasquez DIEGO VELASQUEZ
  • 44.
    SÉCULO XIX William-Adolphe Bouguereau(1825- 1905) personificou o arquétipo do ar- tista acadêmico francês. Utilizou técnicas refinadas de pintura, inspirando se em Botticelli e Ingres. Em termos de estilo, fez parte da cor- rente eclética vigente na segunda me- tade do século XIX, mesclando elemen- tos do neoclassicismo e romantismo em uma abordagem naturalista com boa dose de idealismo. Deixou uma obra vasta, centrada em temas mitológicos, alegóricos, históricos e religiosos. Dante e Virgilio no Inferno, 1850. B.
  • 45.
    W-A BOUGUEREAU O nascimentode Vênus, 1879. Ninfas e o Sátiro,1873. Bouguereau.
  • 46.
    Ulisses e assirenas, 1891. Bouguereau. W-A BOUGUEREAU
  • 47.
    SÉCULO XIX Totens representama arte monu- mental produzida pelos nativos de Haida Gwaii (CAN). O totem tem uma função simbólica de narrar a história dos moradores de uma casa, sua condição social e seus privilégios, as imagens devem ser identificadas de baixo para cima, sendo a inferior de maior importância. O totem da Casa da Estrela ficou diante da casa de Anetlas até ser vendido em 1901. Até hoje os clãs de Haida entalham totens. Totem da Casa da Estrela, CAN.
  • 48.
  • 49.
  • 50.
    SÉCULO XX A industrialização,as guerras, a dife- rença entre as classes sociais são a pequena ponta de um iceberg de transformações culturais que eclodi- ram no século passado. Os artistas, agrupados em movimen- tos ou isolados, tentaram traduzir a velocidade daquele tempo e as ques- tões de um novo mundo nem sempre promissor a todos. A tecnologia em alguns momentos tornasse a grande aliada ou vilã neste processo de labor artístico. Metrópolis, 1927. Fritz Lang.
  • 51.
    GAUDÍ Antoni Gaudí (1852-1926)arquiteto catalão, um dos ícones de Barcelona, suas concepções plásticas representam uma variante do estilo art nouveau. As obras arquitetônicas de Gaudí repre- sentam uma apurada transformação em seu próprio estilo, a utilização de mo- saicos coloridos e figuras fantásticas ondulantes no Parque Guell, a maturi- dade estilística das casas de Batló e Milá, até o hibridismo gótico da incon- clusa obra final o Templo Expiatório da Sagrada Família. Sagrada Família (1884-1926), Gaudí
  • 52.
    Entrada Finca Guell(1883/87). Gaudí GAUDÍ
  • 53.
    DRAGÃO No Oriente, odragão simboliza o impe- rador ou o grande macho. Os chineses chamam no o guardião da riqueza e do poder por ser um signo próspero. Mas o dragão também é o sig- no mais favorável à megalomania. No horóscopo chinês existem 05 tipos de Dragão: Metal, Água, Madeira, Fogo e terra. O poderoso e magnífico dragão do folclore mítico nunca cessa de encantar a imaginação. Algumas das suas quali- dades são mágicas e estão contidas naqueles que nascem sob o seu signo. 2012 – Ano do Dragão Água.
  • 54.
    DRAGÃO São Jorge eo Dragão, 1606. Rubens. São Jorge e o Dragão c.1880 Moreau
  • 55.
    GAUDí Parque Guell (1900-1914)detalhe, Barcelona. Gaudí.
  • 56.
  • 57.
    NIKI DE SAINTPHALLE Niki de Saint Phalle (1930-2002) pin- tora, escultora e cineasta francesa influ- enciada pelas obras de Gaudi, Miró, Calder e Dubuffet. Em 1965, criou as primeiras Nanás (fr., moças), esculturas que lhe deram fa- ma. Feitas de lã, fibra de algodão, pa- pel machê e tela de arame, são gran- des bonecas que representam o mundo feminino. O Jardim do Tarô ou Dolores, uma peça em poliéster com 5,5m de altura são obras de impacto, ironia e humor, pontuadas por um alegre colorido. Anjo Guardião, 1997. Saint Phalle.
  • 58.
    NIKI DE SAINTPHALLE Os amantes, Jardim do Tarot. Toscana , IT. Phalle.
  • 59.
    Expressionismo Alemão éuma visão do mundo burguês refletindo uma posi- ção contrária ao racionalismo moderno e ao trabalho mecânico. Ernst Ludwig Kirchner (1880-1938) pintor alemão influenciado pelo cubis- mo e fauvismo, deu formas geométri- cas às cores e despojou as de sua fun- ção decorativa por meio de contrastes agressivos, com o fim de manifestar sua própria visão da realidade. O mundo em torno do artista era o tema de seus trabalhos: a cidade, paisagens, retratos de amigos, o corpo humano nu, cenas de circo e music-hall. Cinco mulheres na rua, 1913. Kirchner EXPRESSIONISMO
  • 60.
    Café Garden, 1914(detalhe). Kirchner. E-L KIRCHNER
  • 61.
    EGON SCHIELE Egon Schiele(1890-1918) pintor aus- tríaco expressionista, conheceu Gustav Klimt (1907) que, interessado no seu trabalho, fez dele o seu protegido. Com- prando os seus trabalhos e apresentan- do-o a pessoas influentes da época. Suas obras representavam seres huma- nos transfigurados por sentimentos for- tes implícitos no seu traço, amantes re- virados em lençóis brancos, corpos nus, paisagens e auto-retratos provocantes mostrando a sua visão pessoal, com for- tes contrastes entre ocres e cores pri- márias. Egon e Edith Schiele, 1915. Schiele
  • 62.
    Nu feminino reclinado,1917. Schiele. EGON SCHIELE
  • 63.
    Duas mulheres, 1915.Schiele. EGON SCHIELE
  • 64.
    John Musker inspiraçãoSchiele EGON SCHIELE
  • 65.
    Mad woman, 1920.Soutine. CHAIM SOUTINE Chaim Soutine (1893-1943) pintor ju- deu expressionista. Sua produção foi influenciada por artis- tas como Cézanne, Rembrandt e El Greco. Pintava de forma delirante, co- mo possuído por um ataque febril, seus quadros apresentam uma textura pas- tosa e grande força cromática. Foi com- parado com o grande mestre pós-im- pressionista Van Gogh, e artistas da época o comparavam com Kokoschka na capacidade de captar tipos psicoló- gicos em seus retratos.
  • 66.
    CHAIM SOUTINE Noivo c.1924Garçon c.1927. Soutine.
  • 67.
    CUBISMO Cubismo teve comofundadores Pablo Picasso (1881-1973) e Georges Bra- que (1882-1963). "Les demoiselles d'Avignon", é conhe- cido como marco inicial do Cubismo. Nele ficam evidentes as referências a máscaras africanas, que inspiraram a fase inicial do cubismo, juntamente com a obra de Paul Cézanne. O pintor cubista representa os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas sugerindo a estrutura dos corpos ou objetos. As damas d’Avignon, 1907. Picasso
  • 68.
    PABLO PICASSO Minotauro Collage,1933. Minotauro e cavalo morto fora da caverna, 1936 (detalhe).
  • 69.
    Maya com boneca,1938. Mulher chorando, 1937. Picasso. PABLO PICASSO
  • 70.
    SURREALISMO Surrealismo foi ummovimento artís- tico e literário influenciado pelas teorias psicanalíticas do psicólogo Freud (1856 -1939), enfatizando o papel do incons- ciente na atividade criativa. Um dos seus objetivos foi produzir uma arte que, estava sendo destruída pelo racio- nalismo. O poeta e crítico André Breton (1896-1966) líder do movimento. Salvador Dalí (1904-1989) pintor cata- lão que não limitou se apenas a pintura, realizando esculturas e objetos, contri- buindo também com o cinema, teatro, moda e fotografia. Leda Atômica, 1949. Dalí.
  • 71.
    SALVADOR DALÍ O enigmasem fim, 1928. Dalí.
  • 72.
    SALVADOR DALÍ Cisnes refletindoElefantes, 1937. Dalí.
  • 73.
    RENÉ MAGRITTE René Magritte(1898-1967) pintor sur- realista belga influenciado pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico. Em seus trabalho estão presentes ima- gens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou-se de processos ilusionistas, sempre à procu- ra do contraste entre o tratamento ve- rossímil dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos tais como o torso femini- no, o chapéu coco, o castelo, a rocha e a janela, sempre de um modo impos- sível de ser encontrado na vida real. O filho do homem,1926. Magritte.
  • 74.
    O modelo vermelho,1934. Magritte. RENÉ MAGRITTE
  • 75.
    O império daluz II, 1950. Magritte. RENÉ MAGRITTE
  • 76.
    GIORGIO DE CHIRICO Giorgiode Chirico (1888-1978) pintor grego que fez parte do movimento Pin- tura Metafísica. A pintura metafísica a- presentava padrões arquitetônicos, gran-des espaços nus, manequins anô- nimos e ambientes oníricos correspon- dendo à necessidade do sonho, mistério e erotismo. A incorporação de elementos presentes em naturezas mortas - luvas, bolas, fru- tas, etc. - reforçam a idéia de desloca- mento e a sensação de irrealidade dos trabalhos. Além dos instrumentos de medida - compassos, esquadros e ré- guas - que habitam os cenários do pin- tor. Hector e Andromaca, 1917. De Chrico.
  • 77.
    GIORGIO DE CHIRICO Oarqueologista, 1927. De Chirico.
  • 78.
    GIORGIO DE CHIRICO Acomédia e a tragédia, 1926. De Chirico.
  • 79.
    MAX ERNEST Max Ernest(1891-1976) pintor alemão surrealista. André Breton dizia que Ernst era o "mais magnífico cérebro as- sombrado" do mundo das artes. Em seus quadros de cores brilhantes, Ernst associava imagens de elementos demoníacos e absurdos com outros eróticos e fabulosos. Unia de forma irracional esses símbolos para expres- sar seu subjetivismo. Da mesma forma que em suas cola- gens, as esculturas mesclavam se com objetos do cotidiano, como peças de automóvel, garrafas de leite, blocos de cimento, que depois fundiam se ao bronze. O antipapa, 1941 Ernest.
  • 80.
    MAX ERNEST Europa apósa chuva (1940-42). Ernest.
  • 81.
    MAX ERNEST Alegria davida, 1936. Ernest.
  • 82.
    MAX ERNEST A tentaçãode Santo Antônio, 1945. Ernest
  • 83.
    MAX ERNEST Tentação deSanto Antônio, 1510/15. Matthias Grunewald inspiração para Ernest.
  • 84.
    FRIDA KHALO Frida Kalho(1907-1954) pintora me- xicana teve a vida marcada por gran- des tragédias; aos seis anos contraiu poliomielite, que à deixou coxa. Já ha- via superado essa deficiência quando o ônibus em que passeava chocou-se contra um bonde. Por causa deste aci- dente ficou muito tempo acamada. Frida pintou suas angustias, suas vi- vências, seus medos e principalmente seu amor por Diego Rivera. Embora suas obras sejam assim consideradas Frida não era surrealista. "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade". Auto retrato, 1948. Khalo
  • 85.
    FRIDA KHALO Auto retratocom colar de espinhos e colibris, 1940 (detalhe). Khalo.
  • 86.
    ANOS 60 A humanidadesuportou 02 guerras mundiais, a bomba atômica, a “farsa” dos anos românticos e a chegada do homem ao espaço. Os anos rebeldes embalaram jovens e artistas com desejos inconformistas, a sociedade contemporânea não parecia um local privilegiado para se viver. Quanto maior fosse a repreensão maior se tornava o desejo de enfrentar o sis- tema, não importava se no final a gran- de utopia fosse devorada pelo capitalis- mo selvagem. Movimento Hippie, Anos 60/70. EUA
  • 87.
    PIERO MANZONI Piiero Manzoni(1933-1963) artista con- ceitual italiano. Experimentou diversos pigmentos e materiais. Em uma obra ele utilizou tinta fosforescente e cloreto de cobalto, assim as cores variavam ao lon- go do tempo. Em 1961 defecou em 90 pequenas latas e etiquetou-as com o texto Merde d'artis- ta chegando a valer 1 milhão de libras. No mesmo ano ele realizou exposições de pessoas nuas com sua assinatura e certificados de autenticidade, também criou o "pedestal mágico", quando as pessoas subissem nele se tornavam emobras de arte. Merda d’artista, 1961. Manzoni
  • 88.
    MARCEL DUCHAMP Étant donnésultima obra de Marcel Duchamp (1887-1968). Obra visível apenas através de um par de buracos em uma porta de madeira, de uma mulher nua deitada com o rosto escondido e pernas abertas segurando uma lâmpada de gás contra o pano de fundo de uma paisagem. Composto de uma porta velha de ma- deira, tijolos, veludo, galhos, forma femi- nina feita de pele de porco, vidro, uma variedade de luzes, uma paisagem com- posta de elementos pintados à mão e um motor elétrico. Duchamp elaborou um Manual de Instruções explicando co- mo montar e desmontar a peça. Étant donnés, 1946-66. Duchamp
  • 89.
    FRANCIS BACON Papa InocêncioX, 1953. Bacon. Francis Bacon (1909-1992) pintor irlan- dês. Fantasias masoquistas, pedofilia, tensão homoerótica, práticas de dissecação fo- rense, atração pela representação do corpo (fascínio pelos fluidos naturais: sangue, urina, esperma, etc.) e tudo que estava ligado à transgressão do sexo e religião. Bacon transmitiu a idéia de que o ser humano, ao conquistar e fazer uso da sua própria liberdade, também libertava a besta que existia dentro de si. Pouca diferença fazia entre o homem e os ani- mais irracionais, representando o ho- mem como um pedaço de carne.
  • 90.
  • 91.
    FRANCIS BACON Três Estudospara uma Crucificação, 1962. Bacon
  • 92.
    LUCIEN FREUD Lucian MichaelFreud (1922-2011) pintor alemão naturalizado britânico em 1939. Considerado surrealista no inicio de carreira, aprimorou sua técnica de pintura realizando retratos como esti- lo definitivo em suas obras. Os temas de Freud são geralmente pessoas que faziam parte de sua vi- da; amigos, família, amores, crianças. Nas palavras do artista "o assunto do tema é autobiográfico, tudo sempre tem a ver com esperança, memória, sensualidade e envolvimento." Homem nu, visto de costa, 1992. Freud.
  • 93.
    LUCIEN FREUD Supervisora debenefícios dormindo, 1995. Freud.
  • 94.
    LEIGH BOWERY Leigh Bowery(1961-1994) celebri- dade da noite londrina nos anos 80, proprietário do Clube Taboo, perfor- mer e cantor, criador da banda Minty, Deformava, esticava ou dobrava par- tes de seu corpo buscando formas novas e inusitadas, com o objetivo de questionar idéias pré-concebidas. O corpo flácido de Bowery passou a ser inspiração para bailarinos, coreógra- fos e pintores. Leigh Bowery, 1984. ph. David Gwinnutt
  • 95.
    LEIGH BOWERY Os visuaisdistorcidos de Bowery de- safiavam o culto à imagem do corpo sugerida pela geração fitness, ou mesmo a extravagância na composi- ção do vestuário. Destacou se em meio a nomes pode- rosos da cena “clubber” como Vivien- ne Westwood, Jean Paul Gaultier, John Galliano, Pierre et Gilles, Boy George, Nick Knight. Inspirou se na retórica da decadência usando o pró- prio corpo como tela, Bowery parece ter sido uma réplica viva da frase de Oscar Wilde: “fazer de sua vida uma obra de arte”. Bowery and Band Sewage. 1993.
  • 96.
    LEIGH BOWERY Trojan, LeighBowery e Nicola Bateman. Anos 80 / 90.
  • 97.
    FETICHE Fetiche (português feitiço,francês fé- tiche, feitiço). Objeto que se presta culto atribuindo poder mágico ou sobrenatural; sen- tido figurado daquilo que se dedica um interesse obsessivo ou irracional; psicologia objeto gerador de atração ou excitação sexual compulsiva. O fetiche pode se resumir ao culto da observação - vouyerismo, bem como um envolvimento pseudodestrutivo em relações sadomasoquista. Objetos Fetichistas, Sadomasoquismo.
  • 98.
    FETICHE SOFT 91/2 Semanasde Amor, 1986. W Magazine, 2009.
  • 99.
    FETICHE HARD Bruce Willise Emma Heming. Editorial para W Magazine, 2009. Steven Klein
  • 100.
    HOMOFETICHE Candy Darling (1944-1974)musa transex de Andy Warhol.
  • 101.
    HOMOFETICHE Victor Piercing (1976).Alisson Gothz (1976). Performers
  • 102.
    HQ FETICHE Valentina (*65)Tom da Finland (*56) Guido Crepax (1933-2003) Touko Laaksonen (1920-91)
  • 103.
    BOTERO Fernando Botero (1932)é um pintor e escultor colombiano. Suas obras destacaram-se sobretudo por figuras rotundas, o que pode sugerir a estaticidade da humanidade.Percebe- se a sua escultura como uma crítica so- cial, especialmente no que diz respeito à ganância do ser humano. Os horrores da notória prisão de Abu Ghraib foram trazidos a vida por uma série de Botero retratando as torturas infligidas por soldados norte america- nos aos detentos na prisão iraquiana. Abu Ghraib 47, 2005. Botero
  • 104.
    BOTERO Abu Ghraib 60,2005. Botero.
  • 105.
    DOROTHEA TANNING Dorothea Tanning(1910-2012) pin- tora, escultora e escritora norte-ame- ricana, também desenhou cenários e figurinos para balé e teatro. Tanning teve contato com o movi- mento surrealista nos anos 30 atra- vés dos artistas .André Breton, Ives Tanguy e Max Ernst, pintor então casado com a galerista Peggy Gug- genheim, aderindo ao grupo em 1941. Ernst e Tanning na década de 50, mudam-se para Paris, onde viveram juntos até a morte de Ernst (1976). Emma, 1970. Tanning.
  • 106.
    DOROTHEA TANNING Rainy DayCanapé, 1970, Tanning
  • 107.
    DOROTHEA TANNING Chambre 202,Hôtel du Pavot, 1970. Tanning
  • 108.
    JOSEPH BEUYS Joseph Beuys(1921-1986) artista ale- mão que produziu esculturas, happe- nings, performances, vídeos e instala- ções. Em 1962, Beuys conheceu o movimen- to Fluxus, as performances e trabalhos multidisciplinares do grupo - que reuni- am artes visuais, música e literatura - inspiraram-no a seguir uma direção no- va também voltada para o happening e performance. Sua obra tornou-se cada vez mais motivada pela crença de que a arte deve desempenhar um papel ati- vo na sociedade. Com explicar desenhos a lebre morta, *65.
  • 109.
    LOUISE BOURGEOIS Louise Bourgeois(1911-2010) artista francesa inspirada pelo surrealismo, pri- mitivismo e escultores modernistas co- mo Alberto Giacometti e Constantin Brancusi, seus trabalhos tendem a ser abstratos e altamente simbólicos. As obras da artista refletem uma inscri- ção autobriografica das relações com a família, o universo feminino e o confron- tamento com a mítica figura do “homem pai”. Explorou diversas formas de figu- ração entre pinturas, esculturas e insta- lações para revelar suas inqueitações pessoais. “Janus Fleuri”, 1968. Bourgeois.
  • 110.
    LOUISE BOURGEOIS Seven inBed (detail), 2001. Bourgeois.
  • 111.
  • 112.
    ORLAN Orlan (1947) artistae professora fran- cesa. The Reincarnation of Saint-Orlan, um projeto que começou em 1990, envol- vendo uma série de cirurgias plásticas, como parte do manifesto "Arte Carnal", foram transmitidas em instituições de arte A meta Orlan nestas cirurgias é adquirir o ideal da beleza feminina retratada por artistas do sexo masculino. o queixo da Vénus Botticelli, o nariz de Psique Gé- rôme, os lábios da Europa Boucher, os olhos de Diana Fontainebleu e a testa da Mona Lisa da Vinci. Orlan (retrato,1999).
  • 113.
    ORLAN Desde 1994, Orlanvem criando uma série fotográfica digital intitulada "Auto-hibridações", onde seu rosto se funde com o passado em representa- ções faciais (máscaras, esculturas, pinturas) de civilizações não-ociden- tais. As três concluídas foram: pré- colombiana, indiana e africana. Orlan transformou se a grande pre- cursora do body modification de uma forma espetacular e tecnologica, mui- to distante dos rituais corporais de tri- bos esquecidas na memória da histó- ria. Virgem branca com duas cruzes (1983).
  • 114.
  • 115.
    Glam Rock (abr.de Glamour Rock) gênero musical dos anos 60 criado na Inglaterra, conhecido também como Glitter Rock. O Glam foi marcado pelos trajes e performances com cílios postiços, purpurinas, saltos altos, batons, lante- joulas, paetês e trajes extravagantes utilizados pelos cantores. Eram os tempos da androginia e as músicas tinham como ênfase lírica a "revolu- ção adolescente“. Velvet Goldmine (1998, EUA/ING). MÚSICA GLAM
  • 116.
    MÚSICA GLAM Ziggy Stardust,1972. David Bowie (1947*).
  • 117.
    MÚSICA POP Boy George(1961*), Anos 80. Beth Ditto (1981*), Gossip (1999).
  • 118.
    MÚSICA ROCK /DARK Kiss (1973), Gene Simmons (1949*) Siouxsie and the Banshees, Anos 80.
  • 119.
    MÚSICA POP /CULT Michael Jackson (1958-2009). Bjork (1965*).
  • 120.
    LITERATURA Literatura Fantástica -latim phantas- ticus / gr. (phantastikós) - ambas as palavras provenientes de "fantasia". Refere-se ao que é criado pela imagi- nação, todo texto fantástico tem ele- mentos inverossímeis, distantes da realidade dos homens. O Fantástico é um gênero literário que invadiu o cinema, e que define narrativas ficcionais que possuem elementos não explicados pela lógica humana. Ele agrupa três subgêneros: ficção científica, fantasia e o horror (ou Terror) Frazn Kafka (1883-1924)
  • 121.
    CINEMA FREAK Freaks –A Parada dos Monstros 1932 Freaks é um filme americano dirigido e produzido por Tod Browning ten- do o elenco composto, em sua mai- oria, por artistas de circo reais. Browning no início de sua carrei- ra tinha trabalhado em um circo itine- rante e grande parte do filme foi ela- borado a partir de suas experiências. Freaks mostra pessoas deformadas fi- sicamente que são honestas e honra- das, enquanto os verdadeiros mons- tros são os "normais" que conspiram para assassinar um dos artistas e roubar sua herança.
  • 122.
    CINEMA TERROR Coleção Monsters,Hollywood Anos 30. Hellboy (2004, EUA), Mike Mignola.
  • 123.
    Alien vs. Predador(2004, EUA). Hellraiser (1987, EUA). CINEMA SCIFI
  • 124.
    CINEMA SCIFI Ray Harryhausen,mestre do stop motion.
  • 125.
    O Iluminado (1980,EUA).Kubrick. O cozinheiro (1989, ING). Greenaway. CINEMA TERROR
  • 126.
    CINEMA CULT Mistérios ePaixões (1991, ING.) Cronenbreg. Melancolia (2011, AL.) Von Trier.
  • 127.
    Kenneth Anger (1927*)celebrado por seus filmes experimentais, ganhou fa- ma de um dos mais influentes cineastas de filmes independentes na história do cinema. Anger mistura elementos do surrealis- mo com homoerotismo e ocultismo. Fi- reworks (1947) e Scorpio Rising (1964), foram produzidos em pró da legalização da homossexualidade nos EUA. Autor de best-sellers controversos co- mo Hollywood Babylon I e II (1959 / 1986) no qual ele expõe vários rumores e segredos sobre as celebridades dos EUA. Scorpio Rising (1964), Anger. CINEMA CULT
  • 128.
    BURLESCO Portrait of DancerAnita Berber, 1925. Dix Burlesco é uma arte performática que pode misturar vários tipos de disciplinas (teatro, circo, bale, pantomima, entre outros). Otto Dix (1891-1969) pintor expressi- onista alemão, escola caracterizada pela consciência social e decidida a investigar os limites da vida burguesa e, a partir daí, transgredi-los. Na Alemanha do período entre guerras, a chamada República de Weimar (1919 -1933), a abundância de cabarés inspi- rou as obras de Dix
  • 129.
    OTTO DIX The SalonI, 1921. Dix.
  • 130.
    BURLESCO MUSICAL Rocky, HorrorPicture Show (1975, EUA).
  • 131.
    BURLESCO Burla – Festivaldo Burlesco. Dita Von Teese (1972,EUA).
  • 132.
    TIM BURTON Tim Burton(1958) é um cineasta americano. Realiza filmes usualmente com temá- ticas sombrias, frequentemente acom- panhado do ator Johnny Depp, sua esposa Helena Bonham Carter. Amante dos grandes nomes dos filmes de terror, já realizou projetos sobre Ed Wood e chamou para estrelar seus trabalhos os notórios atores de filmes de terror Vincent Price e Christopher Lee. Tim Burton / Helena Bohan Carter.
  • 133.
    TIM BURTON Editorial EduardoMãos de Tesoura. Johnny Deep (1963, EUA).
  • 134.
    TV HORROR COMEDY FamíliaAdams (1964-66,EUA). The Munsters (1964-66, EUA).
  • 135.
    TV SCIFI Perdidos noEspaço (1965-1968). Jornada nas Estrelas (1966-1969).
  • 136.
    TV LIVE ACTION RobotGiant (1967-68, JP). Ultraman (1966-67, JP).
  • 137.
    TV SCIFI Space Ghost(1966) Hanna-Barbera (1944) Os Herculóides (1967)
  • 138.
    COMICS HQS Homem Aranhavs Super Homem – crossovers (1976). Marvel / DC Comics.
  • 139.
    COMICS HQS Quarteto Fantástico(1961) Os Vingadores (1963) Marvel Group.
  • 140.
    COMICS HQS X-Men HQ(1963) X-Men Filme (2000) Marvel Group.
  • 141.
    COMICS - HQS WatchmentHQ (1986) Filme (2009) DC Comics Inumanos (1965) Marvel Group.
  • 142.
    COMICS - HQS TurmaTitã (1964) DC Comics. Liga da Justiça da América (1960).
  • 143.
    ANTONY GORMLEY Antony Gormley(1950) escultor britâ- nico. Gormley descreve seu trabalho como "uma tentativa de materializar o lugar para o outro lado das aparências, onde todos nós vivemos". Muitas de suas obras são baseadas em moldes retira- dos de seu próprio corpo. Seu trabalho tenta tratar o corpo não co- mo um objeto, mas um lugar e em fazer obras que recebem o espaço de um cor- po especial, para identificar uma condi- ção comum a todos os seres humanos. Building I 2000. Block works, Gormley.
  • 144.
    ANTONY GORMLEY Project Exposure,2010. Gormley. Bodies at rest I 2000. Ball works,.
  • 145.
    ANTONY GORMLEY Firmanent 2008,The White Cube LND. Gromley.
  • 146.
    CYBORG Ciborgue é umorganismo cibernéti- co dotado de partes orgânicas e ciber- néticas, com a finalidade de melhorar suas capacidades utilizando tecnologia artificial. Cyborg: evolution of the superman (1965) de D. S. Halacy, fala de “ uma nova fronteira", entre a mente e a ma- téria. Ciborgues reais serão pessoas que utilizam tecnologia cibernética para reparar ou superar deficiências físicas e mentais em seus corpos. O Homem Biônico (1974,EUA).
  • 147.
    CYBORG Vivemos um momentopeculiar da evo- lução humana. Nunca a ciência foi tão capaz de entender e interferir no funci- onamento do nosso corpo. Haverá um momento em que roupa será uma ext- ensão do nosso organismo. Estamos avançando para o surgimento de um corpo novo e melhor. E esse fu- turo vai mudar radicalmente o jeito com interagimos com o mundo. Próteses Cheeta US 50 mil. Alan Fonteles (1992*), atleta paraolímpico.
  • 148.
    FREAKS The Enigma performerEUA. Body Modification é qualquer altera- ção do corpo de forma permanente por razões não-médicas, como por exemplo: razões espirituais, estéticas, tribais, so- ciais entre outras. Desde o mandamento da circuncisão na religião judaica, orelhas furadas, casti- gos corporais, existem inúmeros motivos para a transformação corporal. The Enigma, nascido Paul Lawrence, é um performer , ator e músico americano que realiza modificações corporais, in- cluindo implantes de chifre, reformulação da orelha , múltiplos piercings, e o corpo inteiro tatuado em quebra-cabeça.
  • 149.
  • 150.
  • 151.
    OLIVIER DE SAGAZAN Sagazan,artista francês (1959*).
  • 152.
    OLIVIER DE SAGAZAN Sagazanpintor, escultor e performer.
  • 153.
    DAVID STOUPAKIS David Stoupakis(1974) pintor ameri- cano com estilo gótico surrealista. Os temas de sua obra incluem a vida, morte, Deus, a decadência, o renasci- mento, o irreal e o mal. Stoupakis sub- verte o ingênuo trazendo em seu tra- balho uma transformação das imagens cristalizadas da infância. As imagens produzidas trazem a lem- brança fabulas distorcidas por um novo sentido menos moral e mais perverso. Day Frogs Rain Down, 2005 Stoupakis.
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    INCOMUM Apesar de genericamentesermos hu- manos existem diferenças intimas que direcionam algumas pessoas ao limite do irreal. Expressar pela arte ou no próprio corpo este desejo é a manifestação genuína destas diferenças, incompreendidos por muitos e amados por outros é o preço de ser incomum em seu tempo. “Quem sabe os freaks serão encarados de forma comum em um futuro não tão distante... Quem viver verá!” Editorial Freak, Daniella Hehmann.
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    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BELL, Julian.Uma Nova História da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 2008. FARTHING, Stephen. Tudo Sobre Arte. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2011. GRAHAM, Andrew. O Guia Visual Definitivo da Arte: da Pré História ao Século XXI. São Paulo: Publifolha,2011. JANSON, H.W.; Anthony E. Iniciação à História da Arte. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2009. MACKENZIE, Mairi. Ismos para Entender a Arte. São Paulo: Editora Globo, 2010. PAREYSON, Luigi. Os Problemas da Estética. São Paulo: Martins Fontes, 2011. Visite: https://www.facebook.com/art.connect.people/