Pesquisa: princípio
científico e educativo
Janete F. Gonçalves
Curso: AVA 2013
A pesquisa com princípio
educativo
Educação, pesquisa e emancipação
Emancipação: Trata-se
da formação do sujeito
capaz de se definir e de
ocupar espaço próprio,
recusando ser reduzido a
objeto.
Conceber e executar projeto emancipatório
supõe dois suportes mais visíveis, que são a
busca de auto-sustentação e de autogestão.
A passagem de objeto a
sujeito emerge nesse
fenômeno de diagnóstico de
dentro para fora
(autodiagnóstico), com base
no questionamento crítico.
Emancipação não é
atitude isolada, porque
nada em sociedade é
espontâneo estritamente.
Precisa ser motivada,
mas não pode ser
conduzida.
• É patente a relevância da educação e da
pesquisa para o processo emancipatório.
• Na escola é possível enfrentar pobreza
política, com vistas a conceber e a realizar
instrumentação conveniente da cidadania
popular.
• Daí utilizar-se o termo educação política que
inclui sempre a face técnica, ligada à
informação e ao ensino..
• Dentro desse contexto, o conceito de
pesquisa é fundamental, porque está na
raiz da consciência crítica questionadora,
desde a recusa de ser massa de
manobra, objeto dos outros, matéria de
espoliação, até a produção de
alternativas com vistas à consecução de
sociedade pelo menos mais tolerável.
• Talvez se possa
estranhar, mas isso
começa no pré-escolar,
compreendido de 0 a 6
anos de idade, porquanto
mais do que ninguém a
criança, vindo ao mundo,
coloca-se em estado
estrutural de descoberta e
criação.
• Tudo é novo, mesmo
chocante, e exige dela
constante aprender,
principalmente
aprender a aprender.
• A sala de aulas, lugar em si
privilegiado para processos
emancipatórios através da
formação educativa, toma-se
prisão da criatividade cerceada, à
medida que se instala um
ambiente meramente transmissivo
e imitativo de informações de
segunda mão.
• Na luta pela valorização do profissional deve
entrar com ênfase o compromisso com a
pesquisa, no quadro da coerência emancipatória,
que é sempre o núcleo mais digno da educação. O
“professor” (com aspas), para tomar-se
PROFESSOR (sem aspas e com maiúsculas),
carece de investir-se da atitude do pesquisador e,
para tanto, perseguir estratégias adequadas.
Sobretudo, deve fazer parte da sua condição
profissional sem mais, para desfazer o fardo do
reles “ensinador”.
Bibliografia
DEMO, Pedro. Pesquisa: princípio
científico e educativo. São Paulo:
Cortez, 2006

Pesquisa: princípio científico e educativo.

  • 1.
    Pesquisa: princípio científico eeducativo Janete F. Gonçalves Curso: AVA 2013
  • 2.
    A pesquisa comprincípio educativo Educação, pesquisa e emancipação
  • 3.
    Emancipação: Trata-se da formaçãodo sujeito capaz de se definir e de ocupar espaço próprio, recusando ser reduzido a objeto.
  • 4.
    Conceber e executarprojeto emancipatório supõe dois suportes mais visíveis, que são a busca de auto-sustentação e de autogestão. A passagem de objeto a sujeito emerge nesse fenômeno de diagnóstico de dentro para fora (autodiagnóstico), com base no questionamento crítico.
  • 5.
    Emancipação não é atitudeisolada, porque nada em sociedade é espontâneo estritamente. Precisa ser motivada, mas não pode ser conduzida.
  • 6.
    • É patentea relevância da educação e da pesquisa para o processo emancipatório. • Na escola é possível enfrentar pobreza política, com vistas a conceber e a realizar instrumentação conveniente da cidadania popular. • Daí utilizar-se o termo educação política que inclui sempre a face técnica, ligada à informação e ao ensino..
  • 7.
    • Dentro dessecontexto, o conceito de pesquisa é fundamental, porque está na raiz da consciência crítica questionadora, desde a recusa de ser massa de manobra, objeto dos outros, matéria de espoliação, até a produção de alternativas com vistas à consecução de sociedade pelo menos mais tolerável.
  • 8.
    • Talvez sepossa estranhar, mas isso começa no pré-escolar, compreendido de 0 a 6 anos de idade, porquanto mais do que ninguém a criança, vindo ao mundo, coloca-se em estado estrutural de descoberta e criação. • Tudo é novo, mesmo chocante, e exige dela constante aprender, principalmente aprender a aprender.
  • 9.
    • A salade aulas, lugar em si privilegiado para processos emancipatórios através da formação educativa, toma-se prisão da criatividade cerceada, à medida que se instala um ambiente meramente transmissivo e imitativo de informações de segunda mão.
  • 10.
    • Na lutapela valorização do profissional deve entrar com ênfase o compromisso com a pesquisa, no quadro da coerência emancipatória, que é sempre o núcleo mais digno da educação. O “professor” (com aspas), para tomar-se PROFESSOR (sem aspas e com maiúsculas), carece de investir-se da atitude do pesquisador e, para tanto, perseguir estratégias adequadas. Sobretudo, deve fazer parte da sua condição profissional sem mais, para desfazer o fardo do reles “ensinador”.
  • 11.
    Bibliografia DEMO, Pedro. Pesquisa:princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 2006