Pé DiabéticoDiagnóstico, Prevenção e Tratamento			Manuel Parreira		Assistente Graduado de Cirurgia GeralHospital de Faro, E.P.E.
Epidemiologia380 milhões de diabéticos em 20252-5% desenvolvem úlcera do pé anualmentePrevalência da ulceração de 4 a 25%50% das amputações dos membros inferiores não traumáticas são em diabéticos85% destas são precedidas de úlcera do péRisco de amputação é 15 vezes maior no diabéticoInternational Consensus on the Diabetic Foot, IWGDF, IDF, 199930-03-20102
Definição de Pé DiabéticoO que é o Pé Diabético?“ Pé diabético é a situação de infecção, ulceração e/ou também a destruição de tecidos profundos dos pés,  associados com anormalidades neurológicas (panneuropatia) e vários graus de doença vascular periférica no membro inferior.” *DEFINIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE30-03-20103
Mundo Ocidental e Pé Diabético430-03-2010
Mundo Ocidental e Pé Diabético30-03-20105
Organização - Níveis de Cuidados do PéNível 1Clínico Geral, Enfermeiro Especializado Diabetes, Podologista Objectivos:  - reforço da educação dos doentes e familiares     			    - cuidados lesões não ulceradas			    - tratamento úlceras superficiais                           - seguimento de úlceras já referenciadasNível 2 Diabetologista ou Internista, Cirurgião ou Ortopedista Enfermeiro Especializado, PodologistaObjectivos: - avaliação doentes com patologia ulcerosa, isquémica     	                     ou com infecção e ou necrose                    - necessidade de desbridamento ou internamentoNível 3Centro especializado , Cirurgião Vascular, Fisiatra, Técnico de    	 ortótesesObjectivos: tratamento de infecção e úlceras graves, investigação vascular 630-03-2010
Objectivos da Consulta de PrevençãoCriação da equipa multiprofissional e multidisciplinarEducação dos pacientes quanto ao risco Sensibilizar os profissionais de saúdeIdentificação precoce das lesões de risco, isquémicas ou neuropáticasTratamento eminentemente preventivoEvitar complicaçõesClassificar o paciente quanto ao grau de riscoPropiciar melhores condições para reintegração do doente no ambiente familiar e socialContribuir para a optimização do leito hospitalarRedução das amputações em 50% 30-03-20107
Consulta Multidisciplinar – H. Faro, EPENível 2:Cirurgião GeralDiabetologista (Internista)Enfermeiro EspecialistaOutros:Fisiatra (apoio imediato)Ortopedista OrtésicoDermatologistaCirurgia Plástica30-03-20108PODOLOGISTA
Consulta Multidisciplinar – H. Faro, EPERecente: de Agosto 2009  a Fevereiro 2010Primeiras: 56 doentesSegundas: 78 doentesTotal: 134 consultasHorário: 4ª feira  das 14-17 h, quinzenal   6ª feira das 9-12 h, semanal30-03-20109
Material da Consulta de Pé DiabéticoMonofilamento Semmes-WeinsteinDiapasão 128 HzEsfingmomanómetrosDoppler portátilMarquesa adaptadaCarro de pensosMaterial cirúrgico30-03-201010
Diagnóstico do Pé diabético Como se faz o diagnóstico de pé diabético?Avaliação clínicaHistória clínicaExame físico direccionadoEstado dos Pés, FanerasMúsculo-esquelético Deformações, flexibilidade articularTestes de avaliação neurológicos e vascularesSensitivo, Vibratório e TendinosoMonofilamento Semmes-Weinstein e diapasão de 128 HzReflexos tendinosos profundos (patelar e aquiliano)VascularPulsos, IPTB, Doppler arterialPreenchimento capilar( <1;1-3;>3 s)30-03-201011
Avaliação Clínica e Grau de Risco – Formulário da Consulta MultidisciplinarHistória clínica - Características do doenteIdade do doente, duração e tipo de diabetesGlicemia e Hemoglobina glicadaDislipidemia e HTARetino e nefropatia diabéticaDoença cardio e cerebrovascularEstado nutricional, Peso, Altura (IMC)Hábitos tabágicos, toxicofiliasAlergiasMedicação corrente para diabetes e comorbilidadesInternamentos ou cirurgias anterioresEscolaridadeAutonomia motora e acuidade visualAntecedentes de lesão prévia nos pés30-03-201012
Avaliação Clínica e Grau de Risco – Formulário da Consulta MultidisciplinarHistória Clínica – SinaisHiperqueratoses, calos, fissurasOnicogrifose, Onicomicose, OnicocriptoseDermatomicoseTemperatura cutânea,  ingurgitamento venosoCuidados ungueaisHidratação da peleAlterações estruturais (dedo garra, martelo, hallux valgus, rigidus,…), flexibilidade articularCalçado adequado ou inadequadoAmputação major ou minor30-03-201013
Avaliação Clínica e Grau de Risco – Formulário da Consulta MultidisciplinarHistória Clínica – PatologiaNeuropatiaSensibilidade Pressão (monofilamento Semmes - Weinstein) Sensibilidade Vibratória (profunda)(diapasão 128 Hz)Discriminatória (picada)Parestesia/DisestesiaEdemaArteriopatiaClaudicação intermitente, dor em repousoPerda de pêlosRubor Pulsos  periféricos e Doppler  portátil (TP, pediosos)IPTB30-03-201014
Testes de Avaliação NeurológicosPesquisa da sensibilidade protectora com o monofilamento de Semmes-Weinstein 5,07(10 g), para despiste de neuropatia periféricaDiapasão de 128 Hz para avaliação da sensibilidade profundaDiscriminatória (alfinete rombo) entre 2 pontosTáctil (algodão)DolorosaTérmica30-03-201015
Testes e Exame dos Pulsos para Avaliação Vascular na Consulta Avaliação dos Pulsos periféricos Índice de Pressão Tornozelo-BraçoDoppler arterial portátilPressão Sistólica no Tornozelo30-03-201016
Avaliação VascularIPTB*< 0,9 = Isquemia  (o IPTB pode ser elevado e haver isquemia por mediocalcinose nas artérias do pé e tornozelo) se IPTB< 0,7 = Isquemia grave e <0,5 é Isquemia críticaTcPO2 < 30 mm hg =pé isquémico Pressão digital <40 mm hg = pé isquémicoPé Isquémico = Consulta Cirurgia VascularEco-doppler arterial dos membros inferioresAvaliar potencial de revascularização:ArteriografiaMRI/AngiografiaTAC/Angiografia* IPTB = Índice Pressão Tornozelo Braço (PS tornozelo/PS braço)30-03-201017
Via de Ulceração e de Amputação do Pé Diabético – Consenso InternacionalDiabetes MellitusLimitação  mobilidade articularNeuropatiaAngiopatiaMotoraMicro-angiopatiaDoença Vascular PeriféricaAutonómicaSensitivaDesvio coordenação e posturaDiminuição sudoreseDiminuição da sensação dolorosa e proprioceptivaIsquemiaAlteração da regulação do fluxo sanguíneo,Deformidade, stress, pressão de acomodaçãoGangrenaPele seca,  FissurasTraumacalosCalçado inadequado, não adesão tratamento, negligência, inadvertência, educação terapêutica precária (pacientes/profissionais)TraumaÚlceraAmputaçãoInfecção30-03-201018
 Entidades Clínicas do Pé Diabético FrioQuentePé Neuropático60%Pé Neuroisquémico40%1930-03-2010
30-03-201020
Fisiopatologia - Factores de RiscoNeuropatia periféricaDoença vascular periféricaMicroangiopatia (atinge a túnica média) MacroangiopatiaDeformação do péTraumaInfecçãoHiperglicemiaIdade do doente e duração da diabetes“2 ou mais factores de risco levam ao aparecimento dalesão, é multifactorial”2130-03-2010
Factores de Risco SistémicosDuração da Diabetes Mellitussuperior a 10 anosHiperglicemiaDoença arterial periférica, mais frequente no diabético e quando presente deve ser tratada precocementeAmaurose ou diminuição da acuidade visualNefropatia diabéticaIdade superior a 60 anos30-03-201022
Factores de Risco Locais Neuropatia periférica - ausência de dor ao traumaDeformação estrutural do pé congénita ou adquirida (neuropatia motora e atrofia da musculatura intrínseca, alteração da biomecânica do pé com dedos em garra e em martelo e aumento da pressão na cabeça dos MT, falanges, tornozelo equino)Trauma e sapatos inadequados: factor desencadeante Calosidades resultantes da sobrecargaAntecedentes de úlcera ou amputação Mecanismo de pressão plantar exageradalevam a deslocação das almofadas plantares, pressão áreas ósseas Limitação da mobilidade articular por glicolização do colagénio (encurtamento dos tendões, ligamentos e cápsulas articulares assim como a fascia plantarespessada)30-03-201023
30-03-201024PrevençãoInspecção e exame frequente do pé em consulta multidisciplinarAvaliação do grau de riscoEducação do doente e familiares e dos profissionais de saúdeUtilização de calçado apropriadoTratamento da patologia não ulcerativa no doente de risco“Mais que tratar do pé diabético há que cuidar dos pés      dos diabéticos”
PrevençãoControlo Metabólico da Diabetes MellitusGlicemia capilarRotinas laboratoriaisEnsino alimentarAjustes terapêuticosEstilo vidaMudança de comportamento30-03-201025
PrevençãoInspecção e exame frequente do péAvaliação de pulsos/IPTBDetecção de zonas de pressãoHiperqueratosesMicoses, onicogrifoses, onicocriptoseAvaliação da sensibilidadeMonofilamento Semmes-WeinsteinVibratória (diapasão 128 Hz)Discriminação (picada de alfinete)Táctil (algodão, pincel)Reflexos (martelo)2630-03-2010
PrevençãoAvaliação do grau de riscoCategoria da lesão de acordo com a tabela do Working Group on the Diabetic Foot, 2007Progressão do Risco de Ulceração de acordo com as directivas práticas do tratamento e prevenção do pé diabético, DGS 201030-03-201027
Categorização do Risco de UlceraçãoInternational Working Group on the Diabetic Foot, 20072830-03-2010
Progressão do Risco de UlceraçãoDirectivas práticas do tratamento e prevenção do pé diabético, DGS 201030-03-201029
Encaminhamento do Doente de Acordo com o Risco de Ulceração30-03-201030
PrevençãoEducação do doente, familiares e profissionais de saúdeInspecção diária dos pés e espaços interdigitaisAjuda de outra pessoa se o doente não consegueLavagem diária dos pés e cuidadosamente secos, especialmente entre os dedosTemperatura da água inferior a 37ºCEvitar andar descalço, usar sapatos adequados e meias sem costurasNão usar calicidas ou adesivos para os calosInspeccionar o interior dos sapatos diariamenteCuidados ungueais30-03-201031
PrevençãoUtilização de calçado apropriadoO sapato é a causa mais frequente do trauma contínuo que leva à ulceraçãoNão pode ser apertado nem demasiado largo (edemas). Escolher ao fim do diaComprar o sapato um número acimaBase alta, largura igual à largura da região metatarso-falângicaCalçado especial, palmilhas e ortóteses30-03-201032
PrevençãoTratamento da patologia não ulcerativa no doente de riscoCalosidadesAnidroseOnicomicoses, onicogrifose, oniconiquiaDermatomicosesDeformações ósseas30-03-201033
Úlcera DiabéticaNeuropáticaNeuroisquémicaDescrever a úlcera, referir a coloração, a profundidade, a localização, a classificação (P.E.D.I.S.)InfecçãoSuperficialProfundaEtiologia ou factor desencadeanteMecânica (traumática)TérmicaQuímica30-03-201034
Sistemas de Classificação da Úlcera DiabéticaSistema de Classificação  de WagnerSistema de Classificação Universidade do TexasP.E.D.I.S.PerfusãoExtensão (cm2)Depth (Profundidade)InfecçãoSensibilidade30-03-201035
Classificação de Wagner30-03-201036
Classificação da Universidade do Texas30-03-201037
Classificação P.E.D.I.S30-03-201038
30-03-201039Tratamento da ÚlceraGold Standard: encerramento da úlceraControlo da diabetes e co-morbilidadesAvaliação do estado arterialDeixar de fumar, controlo do peso,álcool e outras toxicofilias. Avaliar a mobilidade do doente, evitar caminhadas  prolongadas, usar calçado apropriado e com protecçãoRemoção e alívio da pressão (carga)
Tratamento da Úlcera IsquémicaTratar primeiro a causa (aterosclerose)Evitar desbridamentos cirúrgicos ou outros, manter a placa de necrose e não macerar por risco de infecçãoMedicamentos: vasodilatadores, antiagregantes plaquetários, iloprost (vasodilatador e.v.)Cirurgia Vascular:By-pass (veia autóloga ou PTFE)Endovascular/stentsSimpaticectomia lombarAmputações minor ou major 30-03-201040
Tratamento da Úlcera Diabética NeuropáticaDesbridamento (excepção à úlcera isquémica)Cirúrgico(pedra angular)Hidrocirurgia (Versajet)Enzimático (colagenase ou papaverina)Autolítico (hidrogel)Larvas (Lucilia sericata)Penso em ambiente húmidoTratamento AvançadoFactores de crescimentoDNA plaquetário recombinado(peclaplermim)  Endotélio Vascular  FibroblastosPlasma autólogo rico em plaquetasTecidos de bioengenharia (Apligraft e Dermagraft)Matrizes extracelulares de derme acelular30-03-201041
Pensos LocaisPensosHidrofibrasPelículasHidrocolóidesEspumasAlginatosHidrogelAgentesIodoPrataÁcido hialurónicoInibidor da metalo-proteinase Colagénio liofilizado30-03-201042
Pensos LocaisPelículas semioclusivas de poliuretano ou co-polímerosferidas superficiais em fase epitelizaçãoPoliuretanos,  carboximetilcelulose(espumas e hidrofibras)úlceras em fase de granulação com maior ou menor quantidade de exsudadoAlginatos(algas)Grande capacidade de absorção, feridas muito exsudativasHidrocolóides(absorvente)Opaco, oclusivo, risco infecção,EVITARHidrogel (autolítico) e colagenase (enzimático)Remoção de tecidos necróticos (maceração excessiva pode aumentar o risco de infecção)30-03-201043
Agentes FarmacológicosIodo feridas infectadasPrataferidas infectadas, largo espectro antimicrobianoÁcido hialurónico úlceras não infectadas, crónicas, estimulante da cicatrizaçãoInibidor da metaloproteinase (Promogram)Colagénio liofilizado (Septocol) gentamicina (uso controverso)Carvão activado ou associado à prataadsorvente do odor, antimicrobiano (prata)30-03-201044
Tratamento Adjuvante da Úlcera Oxigénio Hiperbárico (úlcera Wagner 3 e 4)Ultra-som: MIST (spray salino e ultra-som par não romper os capilares; desbrida e estimula a cicatrização)Pressão Negativa (Aparelho de  vácuo: VAC)Estimuladores EléctricosInfra-vermelhos30-03-201045
Risco de Infecção no DiabéticoComum e mais severa do que no paciente não diabéticoMaior risco de osteomieliteMuito frequenteMaior responsável pelo internamento hospitalar destes doentesFactores predisponentes: diminuição da resposta imunológica, neuropatia e doença arterial periféricaDisseminação pelas fascia, infecções  e abcessos profundos30-03-201046
Factores de Impedimento da CicatrizaçãoLocaisPressão ou cargaVascularizaçãoInfecção30-03-201047
A Infecção no Pé Diabético DiagnósticoSinais sistémicosPresença de secreções purulentasSinais clássicos de inflamaçãoCalorTumorRuborDor30-03-201048
A Infecção no Pé DiabéticoDiagnósticoFalência de cicatrizaçãoTecido de granulação anormalTecido friávelCheiro fétidoProdução prolongada de exsudadoAumento da dimensão da úlceraPresença de dor30-03-201049
Gravidade Clínica da InfecçãoClassificação IDSA- PEDIS30-03-201050
30-03-201051InfecçãoAgudaTecidos molesOsteoarticular (artrite séptica)- Via hematogénea (mais crianças), directa (mais frequente) e por contiguidade (rara)CrónicaTecidos moles (mecanismo de hiperpressão, é essencial aliviar a carga)OsteoarticularPé de CharcotOsteomilelite crónica“Os sintomas e sinais típicos da infecção como: dor, tensão local, edema, rubor, calor podem não estar presentes no doente diabético, mesmo a infecção sistémica é muitas vezes sub-clínica”
A Infecção no Pé Diabético - Diagnóstico MicrobiológicoEfectuar colheitas por aspiração, curetagem ou biópsiaProva probe to bone (estilete)Evitar zaragatoas das superfícies ulceradasEfectuar hemoculturas se houver sinais sistémicosProceder ao transporte rápido em meio apropriado  para o laboratório30-03-201052
Meios Complementares DiagnósticoImagiologiaCintigrafia óssea:Tc-99 MDPIndium 111Tc-99MDP-Indium 111Tc-99 HMPAOTACRMN com gedolinium PET ScanExames LaboratoriaisGlicemia, Hb A1c, VS, PGCR, hemograma,, FA, ionograma, Função renal e hepáticaurina II hemoculturascultura do pús do leito profundo da ferida com cureta ou biopsia30-03-201053
Tratamento da InfecçãoDesbridamento cirúrgicoRepousoAntibioterapiaPensos locaisControlo glicémico apertado (insulina)Controlo de co-morbilidades30-03-201054
AntibioterapiaEspectro de acção estreitoMenor duração do tratamento30-03-201055
Factores que influenciam a escolha da antibioterapiaGravidade clínica da infecçãoAgentes etiológicos presumíveisTerapêutica antibiótica préviaAlergiasDados susceptibilidade antibiótica localInsuficiência renal ou insuficiência hepáticaAbsorção gastrointestinal prejudicadaPotenciais interacções medicamentosasCusto30-03-201056
Agentes Etiológicos PresumíveisÚlcera com infecção ligeiraEstafilococos aureus, Estreptococos beta- hemolíticoÚlcera com tratamento prévioIdem + EnterobacteriaceaeÚlcera maceradaPseudomonas aeruginosaÚlcera crónica com tratamento prévio de largo espectroTodos anteriores + Bacilos Gram -, Estirpes multirresistentesGangrena e necrose extensa com odor fétidoCocos Gram +, Enterobact., Bacilos Gram -, Anaeróbios30-03-201057
Fármacos com Eficácia Clínica ComprovadaCefalexina (po)Cefoxitina (ev)Ceftriaxone (ev)Amoxicilina/ác. Clavulânico (po, ev)Piparacilina/TazobactamCipro e Levofloxacina (po,ev)Ertapenem, Imipenem/cilastatina; Meropenem (ev)Clindamicina (po, ev)Linezolide (po, ev)Vancomicina (ev)30-03-201058
Selecção do Esquema  de Antibioterapia30-03-201059
Selecção do Esquema de Antibioterapia30-03-201060

Pé Diabético Formação Clinica

  • 1.
    Pé DiabéticoDiagnóstico, Prevençãoe Tratamento Manuel Parreira Assistente Graduado de Cirurgia GeralHospital de Faro, E.P.E.
  • 2.
    Epidemiologia380 milhões dediabéticos em 20252-5% desenvolvem úlcera do pé anualmentePrevalência da ulceração de 4 a 25%50% das amputações dos membros inferiores não traumáticas são em diabéticos85% destas são precedidas de úlcera do péRisco de amputação é 15 vezes maior no diabéticoInternational Consensus on the Diabetic Foot, IWGDF, IDF, 199930-03-20102
  • 3.
    Definição de PéDiabéticoO que é o Pé Diabético?“ Pé diabético é a situação de infecção, ulceração e/ou também a destruição de tecidos profundos dos pés, associados com anormalidades neurológicas (panneuropatia) e vários graus de doença vascular periférica no membro inferior.” *DEFINIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE30-03-20103
  • 4.
    Mundo Ocidental ePé Diabético430-03-2010
  • 5.
    Mundo Ocidental ePé Diabético30-03-20105
  • 6.
    Organização - Níveisde Cuidados do PéNível 1Clínico Geral, Enfermeiro Especializado Diabetes, Podologista Objectivos: - reforço da educação dos doentes e familiares - cuidados lesões não ulceradas - tratamento úlceras superficiais - seguimento de úlceras já referenciadasNível 2 Diabetologista ou Internista, Cirurgião ou Ortopedista Enfermeiro Especializado, PodologistaObjectivos: - avaliação doentes com patologia ulcerosa, isquémica ou com infecção e ou necrose - necessidade de desbridamento ou internamentoNível 3Centro especializado , Cirurgião Vascular, Fisiatra, Técnico de ortótesesObjectivos: tratamento de infecção e úlceras graves, investigação vascular 630-03-2010
  • 7.
    Objectivos da Consultade PrevençãoCriação da equipa multiprofissional e multidisciplinarEducação dos pacientes quanto ao risco Sensibilizar os profissionais de saúdeIdentificação precoce das lesões de risco, isquémicas ou neuropáticasTratamento eminentemente preventivoEvitar complicaçõesClassificar o paciente quanto ao grau de riscoPropiciar melhores condições para reintegração do doente no ambiente familiar e socialContribuir para a optimização do leito hospitalarRedução das amputações em 50% 30-03-20107
  • 8.
    Consulta Multidisciplinar –H. Faro, EPENível 2:Cirurgião GeralDiabetologista (Internista)Enfermeiro EspecialistaOutros:Fisiatra (apoio imediato)Ortopedista OrtésicoDermatologistaCirurgia Plástica30-03-20108PODOLOGISTA
  • 9.
    Consulta Multidisciplinar –H. Faro, EPERecente: de Agosto 2009 a Fevereiro 2010Primeiras: 56 doentesSegundas: 78 doentesTotal: 134 consultasHorário: 4ª feira das 14-17 h, quinzenal 6ª feira das 9-12 h, semanal30-03-20109
  • 10.
    Material da Consultade Pé DiabéticoMonofilamento Semmes-WeinsteinDiapasão 128 HzEsfingmomanómetrosDoppler portátilMarquesa adaptadaCarro de pensosMaterial cirúrgico30-03-201010
  • 11.
    Diagnóstico do Pédiabético Como se faz o diagnóstico de pé diabético?Avaliação clínicaHistória clínicaExame físico direccionadoEstado dos Pés, FanerasMúsculo-esquelético Deformações, flexibilidade articularTestes de avaliação neurológicos e vascularesSensitivo, Vibratório e TendinosoMonofilamento Semmes-Weinstein e diapasão de 128 HzReflexos tendinosos profundos (patelar e aquiliano)VascularPulsos, IPTB, Doppler arterialPreenchimento capilar( <1;1-3;>3 s)30-03-201011
  • 12.
    Avaliação Clínica eGrau de Risco – Formulário da Consulta MultidisciplinarHistória clínica - Características do doenteIdade do doente, duração e tipo de diabetesGlicemia e Hemoglobina glicadaDislipidemia e HTARetino e nefropatia diabéticaDoença cardio e cerebrovascularEstado nutricional, Peso, Altura (IMC)Hábitos tabágicos, toxicofiliasAlergiasMedicação corrente para diabetes e comorbilidadesInternamentos ou cirurgias anterioresEscolaridadeAutonomia motora e acuidade visualAntecedentes de lesão prévia nos pés30-03-201012
  • 13.
    Avaliação Clínica eGrau de Risco – Formulário da Consulta MultidisciplinarHistória Clínica – SinaisHiperqueratoses, calos, fissurasOnicogrifose, Onicomicose, OnicocriptoseDermatomicoseTemperatura cutânea, ingurgitamento venosoCuidados ungueaisHidratação da peleAlterações estruturais (dedo garra, martelo, hallux valgus, rigidus,…), flexibilidade articularCalçado adequado ou inadequadoAmputação major ou minor30-03-201013
  • 14.
    Avaliação Clínica eGrau de Risco – Formulário da Consulta MultidisciplinarHistória Clínica – PatologiaNeuropatiaSensibilidade Pressão (monofilamento Semmes - Weinstein) Sensibilidade Vibratória (profunda)(diapasão 128 Hz)Discriminatória (picada)Parestesia/DisestesiaEdemaArteriopatiaClaudicação intermitente, dor em repousoPerda de pêlosRubor Pulsos periféricos e Doppler portátil (TP, pediosos)IPTB30-03-201014
  • 15.
    Testes de AvaliaçãoNeurológicosPesquisa da sensibilidade protectora com o monofilamento de Semmes-Weinstein 5,07(10 g), para despiste de neuropatia periféricaDiapasão de 128 Hz para avaliação da sensibilidade profundaDiscriminatória (alfinete rombo) entre 2 pontosTáctil (algodão)DolorosaTérmica30-03-201015
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    Testes e Examedos Pulsos para Avaliação Vascular na Consulta Avaliação dos Pulsos periféricos Índice de Pressão Tornozelo-BraçoDoppler arterial portátilPressão Sistólica no Tornozelo30-03-201016
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    Avaliação VascularIPTB*< 0,9= Isquemia (o IPTB pode ser elevado e haver isquemia por mediocalcinose nas artérias do pé e tornozelo) se IPTB< 0,7 = Isquemia grave e <0,5 é Isquemia críticaTcPO2 < 30 mm hg =pé isquémico Pressão digital <40 mm hg = pé isquémicoPé Isquémico = Consulta Cirurgia VascularEco-doppler arterial dos membros inferioresAvaliar potencial de revascularização:ArteriografiaMRI/AngiografiaTAC/Angiografia* IPTB = Índice Pressão Tornozelo Braço (PS tornozelo/PS braço)30-03-201017
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    Via de Ulceraçãoe de Amputação do Pé Diabético – Consenso InternacionalDiabetes MellitusLimitação mobilidade articularNeuropatiaAngiopatiaMotoraMicro-angiopatiaDoença Vascular PeriféricaAutonómicaSensitivaDesvio coordenação e posturaDiminuição sudoreseDiminuição da sensação dolorosa e proprioceptivaIsquemiaAlteração da regulação do fluxo sanguíneo,Deformidade, stress, pressão de acomodaçãoGangrenaPele seca, FissurasTraumacalosCalçado inadequado, não adesão tratamento, negligência, inadvertência, educação terapêutica precária (pacientes/profissionais)TraumaÚlceraAmputaçãoInfecção30-03-201018
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    Entidades Clínicasdo Pé Diabético FrioQuentePé Neuropático60%Pé Neuroisquémico40%1930-03-2010
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    Fisiopatologia - Factoresde RiscoNeuropatia periféricaDoença vascular periféricaMicroangiopatia (atinge a túnica média) MacroangiopatiaDeformação do péTraumaInfecçãoHiperglicemiaIdade do doente e duração da diabetes“2 ou mais factores de risco levam ao aparecimento dalesão, é multifactorial”2130-03-2010
  • 22.
    Factores de RiscoSistémicosDuração da Diabetes Mellitussuperior a 10 anosHiperglicemiaDoença arterial periférica, mais frequente no diabético e quando presente deve ser tratada precocementeAmaurose ou diminuição da acuidade visualNefropatia diabéticaIdade superior a 60 anos30-03-201022
  • 23.
    Factores de RiscoLocais Neuropatia periférica - ausência de dor ao traumaDeformação estrutural do pé congénita ou adquirida (neuropatia motora e atrofia da musculatura intrínseca, alteração da biomecânica do pé com dedos em garra e em martelo e aumento da pressão na cabeça dos MT, falanges, tornozelo equino)Trauma e sapatos inadequados: factor desencadeante Calosidades resultantes da sobrecargaAntecedentes de úlcera ou amputação Mecanismo de pressão plantar exageradalevam a deslocação das almofadas plantares, pressão áreas ósseas Limitação da mobilidade articular por glicolização do colagénio (encurtamento dos tendões, ligamentos e cápsulas articulares assim como a fascia plantarespessada)30-03-201023
  • 24.
    30-03-201024PrevençãoInspecção e examefrequente do pé em consulta multidisciplinarAvaliação do grau de riscoEducação do doente e familiares e dos profissionais de saúdeUtilização de calçado apropriadoTratamento da patologia não ulcerativa no doente de risco“Mais que tratar do pé diabético há que cuidar dos pés dos diabéticos”
  • 25.
    PrevençãoControlo Metabólico daDiabetes MellitusGlicemia capilarRotinas laboratoriaisEnsino alimentarAjustes terapêuticosEstilo vidaMudança de comportamento30-03-201025
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    PrevençãoInspecção e examefrequente do péAvaliação de pulsos/IPTBDetecção de zonas de pressãoHiperqueratosesMicoses, onicogrifoses, onicocriptoseAvaliação da sensibilidadeMonofilamento Semmes-WeinsteinVibratória (diapasão 128 Hz)Discriminação (picada de alfinete)Táctil (algodão, pincel)Reflexos (martelo)2630-03-2010
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    PrevençãoAvaliação do graude riscoCategoria da lesão de acordo com a tabela do Working Group on the Diabetic Foot, 2007Progressão do Risco de Ulceração de acordo com as directivas práticas do tratamento e prevenção do pé diabético, DGS 201030-03-201027
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    Categorização do Riscode UlceraçãoInternational Working Group on the Diabetic Foot, 20072830-03-2010
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    Progressão do Riscode UlceraçãoDirectivas práticas do tratamento e prevenção do pé diabético, DGS 201030-03-201029
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    Encaminhamento do Doentede Acordo com o Risco de Ulceração30-03-201030
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    PrevençãoEducação do doente,familiares e profissionais de saúdeInspecção diária dos pés e espaços interdigitaisAjuda de outra pessoa se o doente não consegueLavagem diária dos pés e cuidadosamente secos, especialmente entre os dedosTemperatura da água inferior a 37ºCEvitar andar descalço, usar sapatos adequados e meias sem costurasNão usar calicidas ou adesivos para os calosInspeccionar o interior dos sapatos diariamenteCuidados ungueais30-03-201031
  • 32.
    PrevençãoUtilização de calçadoapropriadoO sapato é a causa mais frequente do trauma contínuo que leva à ulceraçãoNão pode ser apertado nem demasiado largo (edemas). Escolher ao fim do diaComprar o sapato um número acimaBase alta, largura igual à largura da região metatarso-falângicaCalçado especial, palmilhas e ortóteses30-03-201032
  • 33.
    PrevençãoTratamento da patologianão ulcerativa no doente de riscoCalosidadesAnidroseOnicomicoses, onicogrifose, oniconiquiaDermatomicosesDeformações ósseas30-03-201033
  • 34.
    Úlcera DiabéticaNeuropáticaNeuroisquémicaDescrever aúlcera, referir a coloração, a profundidade, a localização, a classificação (P.E.D.I.S.)InfecçãoSuperficialProfundaEtiologia ou factor desencadeanteMecânica (traumática)TérmicaQuímica30-03-201034
  • 35.
    Sistemas de Classificaçãoda Úlcera DiabéticaSistema de Classificação de WagnerSistema de Classificação Universidade do TexasP.E.D.I.S.PerfusãoExtensão (cm2)Depth (Profundidade)InfecçãoSensibilidade30-03-201035
  • 36.
  • 37.
  • 38.
  • 39.
    30-03-201039Tratamento da ÚlceraGoldStandard: encerramento da úlceraControlo da diabetes e co-morbilidadesAvaliação do estado arterialDeixar de fumar, controlo do peso,álcool e outras toxicofilias. Avaliar a mobilidade do doente, evitar caminhadas prolongadas, usar calçado apropriado e com protecçãoRemoção e alívio da pressão (carga)
  • 40.
    Tratamento da ÚlceraIsquémicaTratar primeiro a causa (aterosclerose)Evitar desbridamentos cirúrgicos ou outros, manter a placa de necrose e não macerar por risco de infecçãoMedicamentos: vasodilatadores, antiagregantes plaquetários, iloprost (vasodilatador e.v.)Cirurgia Vascular:By-pass (veia autóloga ou PTFE)Endovascular/stentsSimpaticectomia lombarAmputações minor ou major 30-03-201040
  • 41.
    Tratamento da ÚlceraDiabética NeuropáticaDesbridamento (excepção à úlcera isquémica)Cirúrgico(pedra angular)Hidrocirurgia (Versajet)Enzimático (colagenase ou papaverina)Autolítico (hidrogel)Larvas (Lucilia sericata)Penso em ambiente húmidoTratamento AvançadoFactores de crescimentoDNA plaquetário recombinado(peclaplermim) Endotélio Vascular FibroblastosPlasma autólogo rico em plaquetasTecidos de bioengenharia (Apligraft e Dermagraft)Matrizes extracelulares de derme acelular30-03-201041
  • 42.
  • 43.
    Pensos LocaisPelículas semioclusivasde poliuretano ou co-polímerosferidas superficiais em fase epitelizaçãoPoliuretanos, carboximetilcelulose(espumas e hidrofibras)úlceras em fase de granulação com maior ou menor quantidade de exsudadoAlginatos(algas)Grande capacidade de absorção, feridas muito exsudativasHidrocolóides(absorvente)Opaco, oclusivo, risco infecção,EVITARHidrogel (autolítico) e colagenase (enzimático)Remoção de tecidos necróticos (maceração excessiva pode aumentar o risco de infecção)30-03-201043
  • 44.
    Agentes FarmacológicosIodo feridasinfectadasPrataferidas infectadas, largo espectro antimicrobianoÁcido hialurónico úlceras não infectadas, crónicas, estimulante da cicatrizaçãoInibidor da metaloproteinase (Promogram)Colagénio liofilizado (Septocol) gentamicina (uso controverso)Carvão activado ou associado à prataadsorvente do odor, antimicrobiano (prata)30-03-201044
  • 45.
    Tratamento Adjuvante daÚlcera Oxigénio Hiperbárico (úlcera Wagner 3 e 4)Ultra-som: MIST (spray salino e ultra-som par não romper os capilares; desbrida e estimula a cicatrização)Pressão Negativa (Aparelho de vácuo: VAC)Estimuladores EléctricosInfra-vermelhos30-03-201045
  • 46.
    Risco de Infecçãono DiabéticoComum e mais severa do que no paciente não diabéticoMaior risco de osteomieliteMuito frequenteMaior responsável pelo internamento hospitalar destes doentesFactores predisponentes: diminuição da resposta imunológica, neuropatia e doença arterial periféricaDisseminação pelas fascia, infecções e abcessos profundos30-03-201046
  • 47.
    Factores de Impedimentoda CicatrizaçãoLocaisPressão ou cargaVascularizaçãoInfecção30-03-201047
  • 48.
    A Infecção noPé Diabético DiagnósticoSinais sistémicosPresença de secreções purulentasSinais clássicos de inflamaçãoCalorTumorRuborDor30-03-201048
  • 49.
    A Infecção noPé DiabéticoDiagnósticoFalência de cicatrizaçãoTecido de granulação anormalTecido friávelCheiro fétidoProdução prolongada de exsudadoAumento da dimensão da úlceraPresença de dor30-03-201049
  • 50.
    Gravidade Clínica daInfecçãoClassificação IDSA- PEDIS30-03-201050
  • 51.
    30-03-201051InfecçãoAgudaTecidos molesOsteoarticular (artriteséptica)- Via hematogénea (mais crianças), directa (mais frequente) e por contiguidade (rara)CrónicaTecidos moles (mecanismo de hiperpressão, é essencial aliviar a carga)OsteoarticularPé de CharcotOsteomilelite crónica“Os sintomas e sinais típicos da infecção como: dor, tensão local, edema, rubor, calor podem não estar presentes no doente diabético, mesmo a infecção sistémica é muitas vezes sub-clínica”
  • 52.
    A Infecção noPé Diabético - Diagnóstico MicrobiológicoEfectuar colheitas por aspiração, curetagem ou biópsiaProva probe to bone (estilete)Evitar zaragatoas das superfícies ulceradasEfectuar hemoculturas se houver sinais sistémicosProceder ao transporte rápido em meio apropriado para o laboratório30-03-201052
  • 53.
    Meios Complementares DiagnósticoImagiologiaCintigrafiaóssea:Tc-99 MDPIndium 111Tc-99MDP-Indium 111Tc-99 HMPAOTACRMN com gedolinium PET ScanExames LaboratoriaisGlicemia, Hb A1c, VS, PGCR, hemograma,, FA, ionograma, Função renal e hepáticaurina II hemoculturascultura do pús do leito profundo da ferida com cureta ou biopsia30-03-201053
  • 54.
    Tratamento da InfecçãoDesbridamentocirúrgicoRepousoAntibioterapiaPensos locaisControlo glicémico apertado (insulina)Controlo de co-morbilidades30-03-201054
  • 55.
    AntibioterapiaEspectro de acçãoestreitoMenor duração do tratamento30-03-201055
  • 56.
    Factores que influenciama escolha da antibioterapiaGravidade clínica da infecçãoAgentes etiológicos presumíveisTerapêutica antibiótica préviaAlergiasDados susceptibilidade antibiótica localInsuficiência renal ou insuficiência hepáticaAbsorção gastrointestinal prejudicadaPotenciais interacções medicamentosasCusto30-03-201056
  • 57.
    Agentes Etiológicos PresumíveisÚlceracom infecção ligeiraEstafilococos aureus, Estreptococos beta- hemolíticoÚlcera com tratamento prévioIdem + EnterobacteriaceaeÚlcera maceradaPseudomonas aeruginosaÚlcera crónica com tratamento prévio de largo espectroTodos anteriores + Bacilos Gram -, Estirpes multirresistentesGangrena e necrose extensa com odor fétidoCocos Gram +, Enterobact., Bacilos Gram -, Anaeróbios30-03-201057
  • 58.
    Fármacos com EficáciaClínica ComprovadaCefalexina (po)Cefoxitina (ev)Ceftriaxone (ev)Amoxicilina/ác. Clavulânico (po, ev)Piparacilina/TazobactamCipro e Levofloxacina (po,ev)Ertapenem, Imipenem/cilastatina; Meropenem (ev)Clindamicina (po, ev)Linezolide (po, ev)Vancomicina (ev)30-03-201058
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    Selecção do Esquema de Antibioterapia30-03-201059
  • 60.
    Selecção do Esquemade Antibioterapia30-03-201060