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  COORDENADORIA DE ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO PEDAGÓGICA
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 ORIENTAÇÕES PARA O
PERÍODO DE SONDAGEM




EDUCAÇÃO INFANTIL


                      AÇAILÂNDIA

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Estado do Maranhão
            Prefeitura Municipal de Açailândia
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COORDENADORIA DE ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO PEDAGÓGICA

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                  Ana Cangussú Oliveira

              Francisca Aurilene de Lima Melo

                  Luzia Elias Sousa Silva

               Regina Sousa Pereira Farias

                   Sara Farias Campos
APRESENTAÇÃO




      Os primeiros dias de aula estão, certamente, entre os mais importantes de
todo o ano letivo. É durante essa fase que os alunos conhecem os novos
professores, os novos colegas e começam a se adaptar à nova série e, muitos
deles, também à nova escola. O papel do professor nesse momento é de grande
relevância, pois ele, mais do que ninguém, pode contribuir para que todas essas
novidades se encaminhem de um jeito natural e bem-sucedido, para a felicidade
dele próprio, dos alunos e dos pais.

     Se o professor não constitui um vínculo bacana com os alunos nesse início, a
relação entre eles pode seguir com problemas durante todo o ano. Reconquistar é
possível, mas é mais difícil. Bons resultados nesse processo inicial garantem a
adaptação da criança na escola até o final do ano. Inclusive no primeiro ano da
Educação Infantil, fase em que as crianças levam cerca de 15 dias para criar
vínculos com o professor e a escola.

     Pensando nisso, o Departamento da Educação Infantil ciente dos desafios
enfrentados por parte da comunidade escolar no início do ano letivo, propõe um
momento de estudo e reflexão sobre a importância do período de adaptação,
oferecendo subsídios que venham contribuir para que as novidades sejam aceitas
sem crise, de forma que todos se sintam bem acolhidos no ambiente escolar.

     Além disso, oferecemos como suporte para os professores algumas
orientações para realização do período de sondagem das aprendizagens, onde se
deve investigar o que cada aluno sabe para planejar o que todos devem aprender.




                                                                                    3
ADAPTAÇÃO BEM FEITA
 As crianças pequenas se sentem à vontade quando a escola acolhe
             as famílias e os objetos pessoais de todos

    A decisão de matricular o filho na Educação Infantil é movida por diferentes razões.
Alguns precisam apenas de um lugar para deixá-lo, enquanto outros entendem que
esse é o ambiente mais apropriado para os pequenos. Nos dois casos, os primeiros
dias na escola costumam não ser fáceis. As mães (ou responsáveis) choram
discretamente, se sentindo culpadas pela separação, e a criançada abre o berreiro ao
ver os adultos saírem pela porta. Evitar cenas assim é possível quando os profissionais
escolares programam uma boa adaptação para todos. Como, na maioria das vezes,
essa é a primeira vivência de meninos e meninas num espaço coletivo fora de casa,
devemos fazer dessa experiência a grande e boa referência para as próximas relações.


                                      A equipe e a família

     A equipe pedagógica também merece uma adaptação. A rotina da instituição se
altera completamente com a chegada de cada novo integrante.               Nesse caso,
coordenadores e diretores devem orientar professores e demais funcionários sobre
como se comportar: por exemplo, explicar aos cozinheiros que, se a criança rejeitar a
comida, não é um problema do trabalho dele.

     A adaptação é um período de aprendizagem. Família, escola e crianças
descobrem sobre convívio, segurança, ritmos e exploração de novos ambientes, entre
tantas outras coisas. Para as famílias das crianças, fica a clareza de fazer parte da
escola, pois a equipe considera o sentimento delas para desenvolver o próprio
trabalho. "Estamos prontos para receber os pais. Eles são nossos parceiros!”

Cristiane Marangon (novaescola@atleitor.com.br)




                                                                                           4
ADAPTAÇÃO: O FIM DE CINCO MITOS

              Para acabar de vez com velhas crenças sobre
               os primeiros dias dos pequenos na escola.



    Crianças chorando e pais ansiosos. Esse é o cenário que se vê todo início de ano
nas portas de creches e pré-escolas. O momento é tenso para eles e também para o
professor, que, sem a exata compreensão sobre o que se passa com os pequenos,
tenta a qualquer custo fazer com que eles se sintam à vontade no novo ambiente.

   As últimas semanas do ano ou as primeiras antes do início das aulas são momentos
ideais para a equipe se preparar para essas situações. Um bom caminho é aproveitar
as reuniões de formação para promover discussões que venham derrubar alguns mitos
que rondam o período de adaptação e que caíram no senso comum.


Mito 1 - Criança que não compartilha brinquedos não está adaptada

  "Você tem de dividir o brinquedo com seu amiguinho." "Isso não é seu, empreste
para ele." Frases como essas são comuns em uma sala de Educação Infantil. Para a
criança, muitas vezes, elas podem soar como uma ordem, uma obrigação, causando
choro e recusa. "Aos olhos dos adultos, a negação da criança em dividir é vista como
egoísmo", esclarece Débora Rana. Criar uma situação ameaçadora, aumentando o tom
de voz ou sugerindo uma punição caso a criança não divida ou colabore com um
colega, não é o caminho.

  O que acontece: Nos primeiros anos de vida, a criança encontra-se num momento
autocentrado do seu desenvolvimento e desconhece as regras de convivência social. A
compreensão do sentido e do prazer de compartilhar virá posteriormente, depois de um
processo       mais        amplo       de       reconhecimento        do          outro.


  O que o professor deve fazer: É fundamental que o professor tenha conhecimento
das fases de desenvolvimento das crianças e seus comportamentos para que possa
realizar um trabalho com estratégias de partilha e colaboração, montando em sala
grupos menores, com duas ou três crianças, e promovendo combinados - como o de
                                                                                           5
que a criança pode ficar com um brinquedo por certo tempo, mas que depois deve
cedê-lo ao colega. Agir de maneira firme e ao mesmo tempo acolhedora, a fim de
mediar os conflitos e não negá-los ou resolvê-los de forma impositiva, é outra dica. Na
hora do impasse, o ideal é expor o conflito e descrever para a criança as
consequências de querer o objeto só para ela. Além disso, incentivar que elas
verbalizem o que estão sentindo e encontrem soluções em conjunto ajuda no processo
de mudança de atitude.

Mito 2 - Criança adaptada é extrovertida e participativa

  Durante uma brincadeira de roda, a turma está toda junta, cantando. Apenas uma
criança olha para o teto, cantarola baixinho alguns versos e não interage com as
outras. A professora chama a atenção: "Cante mais alto! Você está triste? Por que
nunca participa?" Certamente, quem age assim pensa que está incentivando a
interação. Contudo, pode ocorrer o efeito contrário. "O mais adequado é se perguntar
qual estratégia seria melhor para que a criança responda às atividades", diz Ana Paula
Yasbek, coordenadora pedagógica do Espaço da Vila, em São Paulo. Elogiar apenas
os alunos mais participativos aprofunda o sentimento de não pertencimento.

  O que acontece: Existem as crianças extrovertidas, como também as tímidas. O
respeito à personalidade de cada uma é essencial para o processo de adaptação e o
direito         à           timidez           precisa           ser        assegurado.


  O que o professor deve fazer: As estratégias para integrar as crianças devem ser
procuradas pelo conjunto de educadores - e, certamente, com a ajuda dos pais. Para
tanto, uma entrevista com os familiares sobre as preferências dos filhos é fundamental.
Esse material será cruzado com os registros de classe, relatórios e portfólios, a fim de
descobrir se o que está sendo proposto atende às necessidades da criança e se a
prática utilizada está funcionando de forma individual e coletiva.

   Mito 3 - Na Educação Infantil, todos precisam ser amigos.

  "Que coisa feia! Dá a mão para o seu colega." Fazer com que as crianças se tornem
amigas não é tarefa da escola, mas ensinar a conviver é um conteúdo imprescindível
na Educação Infantil. Nem crianças nem adultos são amigos de todas as pessoas que
conhecem e não por isso a convivência pessoal ou profissional é inviável. O papel do
                                                                                           6
professor é incentivar e valorizar o que as crianças têm em comum. A escolha sobre
com quem elas desejam ter uma relação mais próxima é absolutamente dela.

  O que acontece: No período de adaptação, primeiro há a criação do vínculo para
que o trabalho escolar aconteça. Ele deve estar baseado no respeito entre as crianças
e entre elas e os professores. Aos poucos - e naturalmente -, a afetividade vai sendo
construída          baseada            nas        afinidades          dentro       do       grupo.


  O que o professor deve fazer: Os educadores devem intervir apenas quando a
amizade prejudica a participação nas atividades (por exemplo, quando uma criança só
quer ficar com alguns colegas e se isola do coletivo). A professora precisa desenvolver
um olhar atento sobre as situações ideais para explorar os gostos comuns em favor da
aprendizagem. Pode-se dar aos pequenos a oportunidade de se apresentar e falar das
suas preferências, para que tenham conhecimento das semelhanças e diferenças
existentes entre eles e segurança na hora de fazer suas escolhas.

Mito 4 - Quando estão integrados ao grupo, os pequenos não choram mais.

  Basta chegar à escola que as lágrimas aparecem. Se a mãe vai embora, elas
aumentam. Na hora de brincar, de comer, de ler, choro. Muitos professores ficam
desesperados e tentam distrair a criança mostrando imagens ou arrastando-a para um
canto com brinquedos. Um engano, pois essa atitude pode atingir o objetivo imediato -
que    é     acabar     com        o     choro    -,     mas    não      resolve   o     problema.


  O que acontece: "Essa manifestação é apenas um sintoma do desconforto da
criança", afirma Débora Rana. Interpretar esse e outros sinais - como inapetência e
doenças constantes - é fundamental durante a adaptação. O que eles significam? Por
outro lado, a ausência do choro não quer dizer que a criança está necessariamente se
sentindo     bem:   o   silêncio       absoluto   pode    ser   um    indicador    de   sofrimento.


  O que o professor deve fazer: Uma criança que passa longos períodos chorando
necessita de acompanhamento mais próximo. Na falta de auxiliares, o professor deve
contar com a ajuda do supervisor e gestor, até a criança se sentir mais segura. Ajuda
também, ter um plano para receber bem as crianças na primeira semana de aula. O
uso de tintas, água e brincadeiras coletivas variadas é um exemplo de práticas


                                                                                                 7
atraentes que ajudam os pequenos a se interessar pelo novo espaço. Pode-se propor
que as crianças tragam objetos de casa - como fraldas, panos e brinquedos, que vão
sendo retirados paulatinamente - auxilia na diminuição da insegurança.

Mito 5 - A presença dos pais nos primeiros dias só atrapalha a adaptação

  Na porta da sala, uma dezena de pais se acotovela querendo ver os filhos em
atividade. A cena, pesadelo para muitos professores de Educação Infantil, que não
sabem se dão atenção às crianças ou aos adultos, é representativa de um elemento
essencial para que a adaptação aconteça bem: a boa integração entre a família e a
escola,      que   deve      acontecer      desde     o   começo   do    relacionamento.


  O que acontece: Nem todo pai ou mãe conhece as fases de desenvolvimento da
criança e as estratégias pedagógicas usadas durante a adaptação. Eles têm direito de
ser informados e essa troca é fundamental na transição dos pequenos do ambiente
doméstico para o escolar. A ansiedade dos pais vai diminuir à medida que a confiança
na escola aumenta - e isso só acontece quando há informações precisas sobre a
trajetória                                      dos                           pequenos.


  O que o professor deve fazer: É importante acolher as famílias, fazer entrevistas
para conhecer a rotina da criança e explicar o funcionamento e a proposta pedagógica
da escola. Estabeleça parceria com os pais, converse e oriente-os a conversar com o
filho sobre a importância da ida à escola. Constitua um combinado sobre sua
permanência na unidade escolar durante a adaptação e faça relatórios periódicos, com
informações sobre os progressos na aprendizagem e na socialização das crianças.
Tudo isso ajuda a aplacar a ansiedade dos pais.

Gustavo Heidrich (novaescola@atleitor.com.br)




                                                                                           8
REALIZAR UMA SONDAGEM DO QUE OS ALUNOS
          CONHECEM NO INÍCIO DO ANO É ESSENCIAL?



   O ano está começando e você tem uma nova turma para acompanhar. Além de
reconhecer os rostos e gravar os nomes, uma tarefa mais difícil (e mais importante) o
aguarda: investigar o que cada aluno sabe para planejar o que todos devem aprender.
É o chamado diagnóstico inicial, ou sondagem das aprendizagens, uma das atividades
mais importantes no diálogo entre o ensino e a aprendizagem. Afinal, não dá para
decidir que a turma tem de dominar determinado tema sem antes descobrir o que ela já
conhece sobre esse assunto. Até porque, diferentemente do que muitos acreditam, ela
costuma saber muita coisa. "Antes mesmo de entrar na escola, as crianças têm ideias
prévias sobre quase todos os conteúdos escolares. Desde pequenas, elas interagem
com o mundo e tentam explicá-lo", afirma Jussara Hoffmann, especialista em
Educação e professora aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS). "É preciso conhecê-las para não repetir conceitos nem propor tarefas além
do que a garotada é capaz de compreender."

  Daí a importância da avaliação inicial. "Esse olhar é imprescindível para construir
uma visão detalhada de cada estudante e, com isso, poder planejar as aulas com base
nas reais necessidades de aprendizagem do grupo", explica Jussara. O bom
diagnóstico não tem por objetivo contabilizar os erros ou classificar (e rotular) os
alunos. Ou seja, não é uma prova, no sentido tradicional. "A ideia é enxergar
problemas semelhantes que permitam direcionar o planejamento das atividades",
completa Leika Watabe, coordenadora do Programa Ler e Escrever, da prefeitura de
São Paulo. Em outras palavras, o que está em jogo é entender as principais
necessidades da turma para orientar as formas de ensinar.

  Por isso, não é qualquer atividade que serve para a realização de um bom
diagnóstico. Os especialistas dizem que só as situações-problema permitem que o
aluno mobilize todo o conhecimento que tem sobre o assunto. Não basta apresentar
uma questão e obter um sim ou não como resposta - no máximo, um comentário dos
mais participativos. "A chave é trabalhar e refletir sobre o problema", ressalta Leika,
"pois não é verbalizando que eles vão mostrar o que sabem." Quer um exemplo? Se

                                                                                          9
você perguntar para uma criança o que ela pensa sobre os números, ela nunca
conseguirá verbalizar uma resposta que explicite suas hipóteses. Pode parecer óbvio,
mas muita gente comete esse erro.

  Com as produções em mãos, é possível analisar o que cada um sabe e como
representa isso no papel. A avaliação é o momento também de compreender a lógica
empregada na resolução da tarefa. O produto final desse trabalho é uma espécie de
mapa, com os conhecimentos da sala. Se ninguém conhece um conteúdo, é claro que
ele tem de ser trabalhado de forma prioritária. Se a maioria já resolve bem
determinadas questões, a chave é pensar em formas de dar mais atenção aos que
estão um passo atrás.

 Garantir a organização de um planejamento apoiado nos elementos acima favorecerá
a organização das ações que se pretende realizar, consolidando um documento
constantemente consultado, revisto discutido, deixando ser de cunho burocrático para
tornar-se um documento de efetivo apoio à prática pedagógica.




                                                                                       10
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Orientaçõs para período diagnóstico

  • 1. - Estado do Maranhão Prefeitura Municipal de Açailândia SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO COORDENADORIA DE ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO PEDAGÓGICA DEPARTAMENTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL ORIENTAÇÕES PARA O PERÍODO DE SONDAGEM EDUCAÇÃO INFANTIL AÇAILÂNDIA 2012
  • 2. Estado do Maranhão Prefeitura Municipal de Açailândia SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO PREFEITO MUNICIPAL DE AÇAILÂNDIA Ildemar Gonçalves dos Santos SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Sergiomar Santos de Assis COORDENADORIA DE ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO PEDAGÓGICA Karla Janys Lima Nascimento EQUIPE DA EDUCAÇÃO INFANTIL Ana Cangussú Oliveira Francisca Aurilene de Lima Melo Luzia Elias Sousa Silva Regina Sousa Pereira Farias Sara Farias Campos
  • 3. APRESENTAÇÃO Os primeiros dias de aula estão, certamente, entre os mais importantes de todo o ano letivo. É durante essa fase que os alunos conhecem os novos professores, os novos colegas e começam a se adaptar à nova série e, muitos deles, também à nova escola. O papel do professor nesse momento é de grande relevância, pois ele, mais do que ninguém, pode contribuir para que todas essas novidades se encaminhem de um jeito natural e bem-sucedido, para a felicidade dele próprio, dos alunos e dos pais. Se o professor não constitui um vínculo bacana com os alunos nesse início, a relação entre eles pode seguir com problemas durante todo o ano. Reconquistar é possível, mas é mais difícil. Bons resultados nesse processo inicial garantem a adaptação da criança na escola até o final do ano. Inclusive no primeiro ano da Educação Infantil, fase em que as crianças levam cerca de 15 dias para criar vínculos com o professor e a escola. Pensando nisso, o Departamento da Educação Infantil ciente dos desafios enfrentados por parte da comunidade escolar no início do ano letivo, propõe um momento de estudo e reflexão sobre a importância do período de adaptação, oferecendo subsídios que venham contribuir para que as novidades sejam aceitas sem crise, de forma que todos se sintam bem acolhidos no ambiente escolar. Além disso, oferecemos como suporte para os professores algumas orientações para realização do período de sondagem das aprendizagens, onde se deve investigar o que cada aluno sabe para planejar o que todos devem aprender. 3
  • 4. ADAPTAÇÃO BEM FEITA As crianças pequenas se sentem à vontade quando a escola acolhe as famílias e os objetos pessoais de todos A decisão de matricular o filho na Educação Infantil é movida por diferentes razões. Alguns precisam apenas de um lugar para deixá-lo, enquanto outros entendem que esse é o ambiente mais apropriado para os pequenos. Nos dois casos, os primeiros dias na escola costumam não ser fáceis. As mães (ou responsáveis) choram discretamente, se sentindo culpadas pela separação, e a criançada abre o berreiro ao ver os adultos saírem pela porta. Evitar cenas assim é possível quando os profissionais escolares programam uma boa adaptação para todos. Como, na maioria das vezes, essa é a primeira vivência de meninos e meninas num espaço coletivo fora de casa, devemos fazer dessa experiência a grande e boa referência para as próximas relações. A equipe e a família A equipe pedagógica também merece uma adaptação. A rotina da instituição se altera completamente com a chegada de cada novo integrante. Nesse caso, coordenadores e diretores devem orientar professores e demais funcionários sobre como se comportar: por exemplo, explicar aos cozinheiros que, se a criança rejeitar a comida, não é um problema do trabalho dele. A adaptação é um período de aprendizagem. Família, escola e crianças descobrem sobre convívio, segurança, ritmos e exploração de novos ambientes, entre tantas outras coisas. Para as famílias das crianças, fica a clareza de fazer parte da escola, pois a equipe considera o sentimento delas para desenvolver o próprio trabalho. "Estamos prontos para receber os pais. Eles são nossos parceiros!” Cristiane Marangon (novaescola@atleitor.com.br) 4
  • 5. ADAPTAÇÃO: O FIM DE CINCO MITOS Para acabar de vez com velhas crenças sobre os primeiros dias dos pequenos na escola. Crianças chorando e pais ansiosos. Esse é o cenário que se vê todo início de ano nas portas de creches e pré-escolas. O momento é tenso para eles e também para o professor, que, sem a exata compreensão sobre o que se passa com os pequenos, tenta a qualquer custo fazer com que eles se sintam à vontade no novo ambiente. As últimas semanas do ano ou as primeiras antes do início das aulas são momentos ideais para a equipe se preparar para essas situações. Um bom caminho é aproveitar as reuniões de formação para promover discussões que venham derrubar alguns mitos que rondam o período de adaptação e que caíram no senso comum. Mito 1 - Criança que não compartilha brinquedos não está adaptada "Você tem de dividir o brinquedo com seu amiguinho." "Isso não é seu, empreste para ele." Frases como essas são comuns em uma sala de Educação Infantil. Para a criança, muitas vezes, elas podem soar como uma ordem, uma obrigação, causando choro e recusa. "Aos olhos dos adultos, a negação da criança em dividir é vista como egoísmo", esclarece Débora Rana. Criar uma situação ameaçadora, aumentando o tom de voz ou sugerindo uma punição caso a criança não divida ou colabore com um colega, não é o caminho. O que acontece: Nos primeiros anos de vida, a criança encontra-se num momento autocentrado do seu desenvolvimento e desconhece as regras de convivência social. A compreensão do sentido e do prazer de compartilhar virá posteriormente, depois de um processo mais amplo de reconhecimento do outro. O que o professor deve fazer: É fundamental que o professor tenha conhecimento das fases de desenvolvimento das crianças e seus comportamentos para que possa realizar um trabalho com estratégias de partilha e colaboração, montando em sala grupos menores, com duas ou três crianças, e promovendo combinados - como o de 5
  • 6. que a criança pode ficar com um brinquedo por certo tempo, mas que depois deve cedê-lo ao colega. Agir de maneira firme e ao mesmo tempo acolhedora, a fim de mediar os conflitos e não negá-los ou resolvê-los de forma impositiva, é outra dica. Na hora do impasse, o ideal é expor o conflito e descrever para a criança as consequências de querer o objeto só para ela. Além disso, incentivar que elas verbalizem o que estão sentindo e encontrem soluções em conjunto ajuda no processo de mudança de atitude. Mito 2 - Criança adaptada é extrovertida e participativa Durante uma brincadeira de roda, a turma está toda junta, cantando. Apenas uma criança olha para o teto, cantarola baixinho alguns versos e não interage com as outras. A professora chama a atenção: "Cante mais alto! Você está triste? Por que nunca participa?" Certamente, quem age assim pensa que está incentivando a interação. Contudo, pode ocorrer o efeito contrário. "O mais adequado é se perguntar qual estratégia seria melhor para que a criança responda às atividades", diz Ana Paula Yasbek, coordenadora pedagógica do Espaço da Vila, em São Paulo. Elogiar apenas os alunos mais participativos aprofunda o sentimento de não pertencimento. O que acontece: Existem as crianças extrovertidas, como também as tímidas. O respeito à personalidade de cada uma é essencial para o processo de adaptação e o direito à timidez precisa ser assegurado. O que o professor deve fazer: As estratégias para integrar as crianças devem ser procuradas pelo conjunto de educadores - e, certamente, com a ajuda dos pais. Para tanto, uma entrevista com os familiares sobre as preferências dos filhos é fundamental. Esse material será cruzado com os registros de classe, relatórios e portfólios, a fim de descobrir se o que está sendo proposto atende às necessidades da criança e se a prática utilizada está funcionando de forma individual e coletiva. Mito 3 - Na Educação Infantil, todos precisam ser amigos. "Que coisa feia! Dá a mão para o seu colega." Fazer com que as crianças se tornem amigas não é tarefa da escola, mas ensinar a conviver é um conteúdo imprescindível na Educação Infantil. Nem crianças nem adultos são amigos de todas as pessoas que conhecem e não por isso a convivência pessoal ou profissional é inviável. O papel do 6
  • 7. professor é incentivar e valorizar o que as crianças têm em comum. A escolha sobre com quem elas desejam ter uma relação mais próxima é absolutamente dela. O que acontece: No período de adaptação, primeiro há a criação do vínculo para que o trabalho escolar aconteça. Ele deve estar baseado no respeito entre as crianças e entre elas e os professores. Aos poucos - e naturalmente -, a afetividade vai sendo construída baseada nas afinidades dentro do grupo. O que o professor deve fazer: Os educadores devem intervir apenas quando a amizade prejudica a participação nas atividades (por exemplo, quando uma criança só quer ficar com alguns colegas e se isola do coletivo). A professora precisa desenvolver um olhar atento sobre as situações ideais para explorar os gostos comuns em favor da aprendizagem. Pode-se dar aos pequenos a oportunidade de se apresentar e falar das suas preferências, para que tenham conhecimento das semelhanças e diferenças existentes entre eles e segurança na hora de fazer suas escolhas. Mito 4 - Quando estão integrados ao grupo, os pequenos não choram mais. Basta chegar à escola que as lágrimas aparecem. Se a mãe vai embora, elas aumentam. Na hora de brincar, de comer, de ler, choro. Muitos professores ficam desesperados e tentam distrair a criança mostrando imagens ou arrastando-a para um canto com brinquedos. Um engano, pois essa atitude pode atingir o objetivo imediato - que é acabar com o choro -, mas não resolve o problema. O que acontece: "Essa manifestação é apenas um sintoma do desconforto da criança", afirma Débora Rana. Interpretar esse e outros sinais - como inapetência e doenças constantes - é fundamental durante a adaptação. O que eles significam? Por outro lado, a ausência do choro não quer dizer que a criança está necessariamente se sentindo bem: o silêncio absoluto pode ser um indicador de sofrimento. O que o professor deve fazer: Uma criança que passa longos períodos chorando necessita de acompanhamento mais próximo. Na falta de auxiliares, o professor deve contar com a ajuda do supervisor e gestor, até a criança se sentir mais segura. Ajuda também, ter um plano para receber bem as crianças na primeira semana de aula. O uso de tintas, água e brincadeiras coletivas variadas é um exemplo de práticas 7
  • 8. atraentes que ajudam os pequenos a se interessar pelo novo espaço. Pode-se propor que as crianças tragam objetos de casa - como fraldas, panos e brinquedos, que vão sendo retirados paulatinamente - auxilia na diminuição da insegurança. Mito 5 - A presença dos pais nos primeiros dias só atrapalha a adaptação Na porta da sala, uma dezena de pais se acotovela querendo ver os filhos em atividade. A cena, pesadelo para muitos professores de Educação Infantil, que não sabem se dão atenção às crianças ou aos adultos, é representativa de um elemento essencial para que a adaptação aconteça bem: a boa integração entre a família e a escola, que deve acontecer desde o começo do relacionamento. O que acontece: Nem todo pai ou mãe conhece as fases de desenvolvimento da criança e as estratégias pedagógicas usadas durante a adaptação. Eles têm direito de ser informados e essa troca é fundamental na transição dos pequenos do ambiente doméstico para o escolar. A ansiedade dos pais vai diminuir à medida que a confiança na escola aumenta - e isso só acontece quando há informações precisas sobre a trajetória dos pequenos. O que o professor deve fazer: É importante acolher as famílias, fazer entrevistas para conhecer a rotina da criança e explicar o funcionamento e a proposta pedagógica da escola. Estabeleça parceria com os pais, converse e oriente-os a conversar com o filho sobre a importância da ida à escola. Constitua um combinado sobre sua permanência na unidade escolar durante a adaptação e faça relatórios periódicos, com informações sobre os progressos na aprendizagem e na socialização das crianças. Tudo isso ajuda a aplacar a ansiedade dos pais. Gustavo Heidrich (novaescola@atleitor.com.br) 8
  • 9. REALIZAR UMA SONDAGEM DO QUE OS ALUNOS CONHECEM NO INÍCIO DO ANO É ESSENCIAL? O ano está começando e você tem uma nova turma para acompanhar. Além de reconhecer os rostos e gravar os nomes, uma tarefa mais difícil (e mais importante) o aguarda: investigar o que cada aluno sabe para planejar o que todos devem aprender. É o chamado diagnóstico inicial, ou sondagem das aprendizagens, uma das atividades mais importantes no diálogo entre o ensino e a aprendizagem. Afinal, não dá para decidir que a turma tem de dominar determinado tema sem antes descobrir o que ela já conhece sobre esse assunto. Até porque, diferentemente do que muitos acreditam, ela costuma saber muita coisa. "Antes mesmo de entrar na escola, as crianças têm ideias prévias sobre quase todos os conteúdos escolares. Desde pequenas, elas interagem com o mundo e tentam explicá-lo", afirma Jussara Hoffmann, especialista em Educação e professora aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "É preciso conhecê-las para não repetir conceitos nem propor tarefas além do que a garotada é capaz de compreender." Daí a importância da avaliação inicial. "Esse olhar é imprescindível para construir uma visão detalhada de cada estudante e, com isso, poder planejar as aulas com base nas reais necessidades de aprendizagem do grupo", explica Jussara. O bom diagnóstico não tem por objetivo contabilizar os erros ou classificar (e rotular) os alunos. Ou seja, não é uma prova, no sentido tradicional. "A ideia é enxergar problemas semelhantes que permitam direcionar o planejamento das atividades", completa Leika Watabe, coordenadora do Programa Ler e Escrever, da prefeitura de São Paulo. Em outras palavras, o que está em jogo é entender as principais necessidades da turma para orientar as formas de ensinar. Por isso, não é qualquer atividade que serve para a realização de um bom diagnóstico. Os especialistas dizem que só as situações-problema permitem que o aluno mobilize todo o conhecimento que tem sobre o assunto. Não basta apresentar uma questão e obter um sim ou não como resposta - no máximo, um comentário dos mais participativos. "A chave é trabalhar e refletir sobre o problema", ressalta Leika, "pois não é verbalizando que eles vão mostrar o que sabem." Quer um exemplo? Se 9
  • 10. você perguntar para uma criança o que ela pensa sobre os números, ela nunca conseguirá verbalizar uma resposta que explicite suas hipóteses. Pode parecer óbvio, mas muita gente comete esse erro. Com as produções em mãos, é possível analisar o que cada um sabe e como representa isso no papel. A avaliação é o momento também de compreender a lógica empregada na resolução da tarefa. O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa, com os conhecimentos da sala. Se ninguém conhece um conteúdo, é claro que ele tem de ser trabalhado de forma prioritária. Se a maioria já resolve bem determinadas questões, a chave é pensar em formas de dar mais atenção aos que estão um passo atrás. Garantir a organização de um planejamento apoiado nos elementos acima favorecerá a organização das ações que se pretende realizar, consolidando um documento constantemente consultado, revisto discutido, deixando ser de cunho burocrático para tornar-se um documento de efetivo apoio à prática pedagógica. 10