O triunfo dos liberais
     Lê atentamente o documento seguinte.

   Doc. 11 | A acção do Sinédrio

   Foi nesta conjuntura que surgiu a revolução portuguesa de 1820. A iniciativa partiu de um pequeno grupo de
   burgueses portuenses, que haviam, em 1818, formado uma tertúlia política, o Sinédrio (...). A figura mais
   notável do grupo era Fernandes Tomás, originário da pequena burguesia (...).
   Os intelectuais do Sinédrio não tiveram dificuldade em obter a adesão de muitos militares (...)do Norte.
                                             José Hermano Saraiva, História Concisa de Portugal, Publicações Europa América, 2001



   Como podes concluir pela análise do documento 11, a revolução liberal portuguesa foi preparada
durante dois anos por uma associação secreta do Porto, o Sinédrio. Formada, sobretudo, por
burgueses e oficiais do exército e chefiada por Manuel Fernandes Tomás, que tinha como principal
objectivo expulsar os ingleses, pôr fim ao Absolutismo e expandir politicamente os ideais liberais.
   Esta revolução teve lugar a 24 de Agosto de 1820, no Porto (aproveitando a ausência de
Beresford do país), alastrando-se depois por Lisboa e pelo resto do país.

As Cortes Constituintes
    Apôs a revolução, foi constituída a Junta Provisional do Governo do Reino, que tinha como prioridade
organizar as eleições para as Cortes Constituintes, cuja função principal era elaborar a futura Constituição (a
1 .a Constituição Portuguesa).




  A Constituição foi aprovada em 1822, instaurando-se um novo regime político designado monarquia
constitucional. A Constituição consagrava vários princípios fundamentais:
   • a igualdade entre todos os cidadãos;
   • a soberania da nação: o poder do povo era exercido através da eleição dos deputados às Cortes;
   • a divisão dos poderes: o executivo cabia ao rei, o legislativo (que detinha supremacia) às Cortes
     (eleitas por sufrágio directo e universal) e o judicial aos Tribunais.

    As Cortes Constituintes exigiram ainda o regresso do rei D. João VI do Brasil, e levaram a cabo uma
importante actividade legislativa: decretaram a liberdade de imprensa, foram responsáveis pela
extinção da Inquisição, pela nacionalização dos bens da Coroa, pela abolição dos direitos senhoriais, entre
outras medidas.

O triunfo dos liberais

  • 1.
    O triunfo dosliberais Lê atentamente o documento seguinte. Doc. 11 | A acção do Sinédrio Foi nesta conjuntura que surgiu a revolução portuguesa de 1820. A iniciativa partiu de um pequeno grupo de burgueses portuenses, que haviam, em 1818, formado uma tertúlia política, o Sinédrio (...). A figura mais notável do grupo era Fernandes Tomás, originário da pequena burguesia (...). Os intelectuais do Sinédrio não tiveram dificuldade em obter a adesão de muitos militares (...)do Norte. José Hermano Saraiva, História Concisa de Portugal, Publicações Europa América, 2001 Como podes concluir pela análise do documento 11, a revolução liberal portuguesa foi preparada durante dois anos por uma associação secreta do Porto, o Sinédrio. Formada, sobretudo, por burgueses e oficiais do exército e chefiada por Manuel Fernandes Tomás, que tinha como principal objectivo expulsar os ingleses, pôr fim ao Absolutismo e expandir politicamente os ideais liberais. Esta revolução teve lugar a 24 de Agosto de 1820, no Porto (aproveitando a ausência de Beresford do país), alastrando-se depois por Lisboa e pelo resto do país. As Cortes Constituintes Apôs a revolução, foi constituída a Junta Provisional do Governo do Reino, que tinha como prioridade organizar as eleições para as Cortes Constituintes, cuja função principal era elaborar a futura Constituição (a 1 .a Constituição Portuguesa). A Constituição foi aprovada em 1822, instaurando-se um novo regime político designado monarquia constitucional. A Constituição consagrava vários princípios fundamentais: • a igualdade entre todos os cidadãos; • a soberania da nação: o poder do povo era exercido através da eleição dos deputados às Cortes; • a divisão dos poderes: o executivo cabia ao rei, o legislativo (que detinha supremacia) às Cortes (eleitas por sufrágio directo e universal) e o judicial aos Tribunais. As Cortes Constituintes exigiram ainda o regresso do rei D. João VI do Brasil, e levaram a cabo uma importante actividade legislativa: decretaram a liberdade de imprensa, foram responsáveis pela extinção da Inquisição, pela nacionalização dos bens da Coroa, pela abolição dos direitos senhoriais, entre outras medidas.