A vida nos concelhos Os Concelhos  eram criados através da publicação de uma “ Carta de Foral  “ Nos  Concelhos  o povo gozava de alguma  autonomia Só pagavam  impostos  ao senhorio (Rei, Bispo ou Nobre ) de acordo com o estabelecido na “ Carta de Foral “. Muitos moradores trabalhavam a sua própria  terra .
O POVOAMENTO DO REINO - 2
Os  juízes  por si escolhidos, entre os mais instruídos, aplicavam a lei. A Assembleia dos Homens - Bons , da qual  faziam parte os mais ricos, cultos e considerados, era o principal órgão de poder. Nos Concelhos, o  Mordomo  cobrava os impostos e o  Alcaide  - membro da Nobreza designado pelo rei -  comandava uma guarnição que defendia os moradores e os seus bens. O  Pelourinho  era o símbolo da autonomia local. Aí era exercida a justiça e, para aí se dirigiam as pessoas sempre que algum mensageiro chegava.
Nos  concelhos rurais , o   povo ocupava-se na exploração dos  recursos naturais  da região Agricultura Pesca Pecuária Exploração florestal Exploração mineira Salinicultura OS  CONCELHOS
Nos  concelhos urbanos  , o  comércio  e o  artesanato  eram as principais actividades. Era costume, nesta época, os artesãos de um determinado ofício estabelecerem na mesma rua as suas  lojas -  oficinas . Tal era vantajoso para os clientes, pois podiam assim comparar mais facilmente o preço e a qualidade de produtos do mesmo tipo. Os  artesãos  organizavam-se em  corporações  , para defenderem os seus interesses face às pressões e abusos dos mais poderosos.
No  campo,  as casas do povo eram pequenas, com uma só divisão, e o seu mobiliário tosco e escasso. A cozinha aquecida por uma lareira era o espaço mais importante. À noite,  toda a família dormia em seu redor, sobre um chão de terra batida. Na  cidade,  as pessoas viviam em prédios de vários andares sem água ou canalização, que ladeavam ruelas estreitas,  sinuosas e mal iluminadas pelo sol. O lixo directamente despejado para a rua, e os roedores e insectos que dele viviam, eram  fonte de toda a espécie de doenças. A época do “ daqui vai isto”  que em Portugal perdurou tempo de mais.
Os jogos populares, as romarias, os casamentos, os baptizados, a missa, as festas religiosas e as que se seguiam a colheitas fartas eram as únicas distracções da gente do povo .
O  COMÉRCIO  INTERNO Nesta altura, a  moeda  não era ainda um meio de troca por todos utilizado. Só os mais ricos o faziam. As trocas comerciais entre os  pobres faziam-se, quase sempre, trocando produto por produto ( troca directa ). Os  mercados e as feiras  asseguravam às populações o acesso a mercadorias que não produziam. Enquanto nos  mercados  se trocavam,  dia-a-dia,  os produtos da região; as  feiras  ofereciam produtos de origem variada, de maior valor, e não se realizavam tão frequentemente.
Para estimular esta actividade, os reis e alguns senhorios criaram as chamadas  Feiras – Francas . Estas estavam isentas de impostos, e quem as frequentava tinha a sua protecção assegurada por  decreto real . Ligando norte e sul, interior e litoral, os  Almocreves  (vendedores ambulantes),conduzindo de feira em feira as suas mulas,  carregadas de diferentes mercadorias, asseguravam, ao mesmo tempo, o  abastecimento  das populações em  produtos  e a circulação das  notícias  e novidades de todo o país.
Nas  cidades , artesanato e comércio confundiam-se.  As  lojas  viradas para a rua e as  oficinas  interiores  dividiam o mesmo espaço, separadas por uma parede ou cortina. Os segredos dos  ofícios , a sua arte, eram transmitidos ao longo de anos de  mestre  para  aprendiz . O aprendiz tornava-se mestre quando conseguia aproximar o seu trabalho da perfeição, realizando uma  ”  obra-prima” .
O  COMÉRCIO  EXTERNO Nesta época, eram já frequentes as trocas comerciais por  via marítima  com o norte da Europa e com o Mediterrâneo. Importavam-se  : Tecidos Especiarias Metais Objectos de adorno…. Exportavam-se  : Peles Sal Vinho, azeite e frutos Cera e mel A  plantação de pinhais  para  estimular a construção de barcos, a criação de  bolsas e empréstimos  a mercadores e construtores navais, e a  a diminuição dos impostos contribuíram para o desenvolvimento desta actividade.
A vida na corte A  corte  era constituída pelo rei, sua família  e pelos respectivos  conselheiros, confidentes  e servidores. Nesta época, a corte era  itinerante , o rei não tinha residência fixa, viajava com a sua corte  pelo país, visitando as suas vilas e reguengos. Estas viagens eram aproveitadas para  ouvir as  queixas e aspirações  das populações locais.
O Rei, no governo do país, era auxiliado pela  Cúria Régia  e, em situações  excepcionais, convocava as Cortes para se  aconselhar e decidir. Nestes dois órgãos, só  a Nobreza e o Clero  estavam  inicialmente representados. Mais tarde, à medida que a sua importância vai aumentando, pelo dinamismo e rápido enriquecimento dos  burgueses , o  Povo  será também chamado a comparecer nas cortes .
Na residência do Rei ,no castelo ou no  Paço Real , organizavam-se  festas, banquetes e saraus  que cortavam a monotonia do dia-a-dia. Poetas, trovadores, acrobatas, músicos  animavam os nobres do reino , em noites de farta comida, bebida e conversa.
A ARTE ROMÂNICA
O Estilo Românico, que se espalhou por toda a Europa durante os séculos X/XIII, reflecte bem a natureza e as características da igreja cristã da época e a sua relação com o mundo profano. Profundamente enraizado junto dos pobres, o Cristianismo oferecia à gente pobre a única luz num mundo de trevas. A única esperança de redenção e consolo para uma vida marcada pelas dificuldades e pela submissão.
Irradiando das igrejas e mosteiros, o Cristianismo  doutros tempos aproximara a vida dos seus sacerdotes da vida simples do camponês, com quem compartilhavam  hábitos, tarefas e preocupações. Aos  “bons e justos” ofereciam  o conforto espiritual e prometiam  o caminho da salvação. A Arte Românica, sobretudo no seu período final, representa já um mundo diferente. Um mundo em que uma hierarquia religiosa solidamente estabelecida se confunde cada vez mais com o mundo temporal. Nos recursos, nos hábitos e na exibição da sua autoridade .
Mas  as igrejas e os mosteiros eram, ainda, locais onde os mais desprotegidos  procuravam o auxílio, o conforto ou o refúgio que não encontravam numa época marcada pela violência  e abuso dos mais poderosos. As igrejas românicas reflectiam, sobretudo pela sua sobriedade, aquilo que para os cristãos da época era o essencial. E o essencial era preparar os crentes, através da oração, da penitência e da caridade  para uma nova vida a que só os cristãos bons e obedientes teriam acesso.
Mais do que pela monumentalidade das suas construções, a arquitectura  românica  afirma-se,  principalmente, pela solidez, equilíbrio e simplicidade estrutural. A austeridade das primeiros templos românicos tornava-os locais ideais para a  oração e a meditação. Ofereciam a segurança, a penumbra, o silêncio que facilitavam a partilha com o  sagrado. Os que atravessavam o portal de uma igreja românica, entravam  num espaço intemporal, simples mas acolhedor, onde se sentiam, por algum tempo, protegidos  e aliviados.
Nos Mosteiros percorrendo os claustros, que ladeavam jardins cuidadosamente tratados, na presença do som apaziguador da água dos fontanários, os monges rezavam, liam ou meditavam, num ambiente que convidava à contemplação e aos assuntos do espírito.  Aqui, de uma forma  dispersa e variada,  reúnem-se os principais elementos estruturais deste estilo: As abóbadas de berço que fecham as arcadas; as colunas e os capiteis esculpidos com símbolos ou  cenas religiosas, suportando  arcos de volta perfeita; as  rosáceas por onde timidamente perpassa a luz  e, sobretudo, uma sensação de harmonia e solidez que caracterizam  o “ Românico “.
Claro que toda esta simplicidade residia também na escassez de meios materiais e na ingenuidade dos artistas da época que desconheciam qualquer noção de profundidade e perspectiva.  A proporcionalidade das formas não era também o seu forte. O tamanho das imagens reflecte por exemplo não a a posição espacial dos personagens, mas a sua importância social ou simbólica, sendo representados num registo plano, sem profundidade. Um pouco como fazem as crianças.
Bem integradas na paisagem, a sobriedade destas construções era entrecortada pela delicadeza e profusão de cor  presentes na roseta central e nos vitrais que, discreta mas quase magicamente, coavam a luz natural. No pórtico ladeado por colunas ligadas por arcos de volta perfeita, encimando o portal, situa-se o Tímpano onde estão quase sempre presentes  símbolos e cenas ligados ao fim dos tempos , ao dia do juízo final.
O ano Mil aproximava-se. O Apocalipse por todos temido era o assunto  do dia.  Os símbolos  e figuras assustadoras e macabras esculpidas nos edifícios religiosos eram bem sinais do tempo, e da mentalidade que se tinha  instalado na época. Era também já o prenúncio de uma igreja que, cada vez mais autoritária e castigadora, se afastava a passos largos da sua verdadeira missão.  E à medida que se confundia com o mundo temporal e os seus vícios, mais se afastava dos seus ideais, do povo e do seu quotidiano.
As grandes catedrais competiam, agora, em grandeza e monumentalidade com castelos e palácios, abandonando a austeridade inicial. Erguem-se majestosas  nas cidades onde mora o dinheiro e onde se acotovelam as pessoas que, em maior número, pagam impostos. Cada vez mais longe do camponês, dos púlpitos das igrejas já não saem conselhos ou mensagens de esperança, mas antes tenebrosas ameaças e castigos, que semeiam o medo e a culpa mas asseguram a passividade dos crentes.
A ARTE  ROMÂNICA ARQUITECTURA RELIGIOSA ARQUITECTURA CIVIL ARQUITECTURA MILITAR VITRAL CAPITEL CLAUSTRO ILUMINURA

o Povoamento do Reino - 2

  • 1.
    A vida nosconcelhos Os Concelhos eram criados através da publicação de uma “ Carta de Foral “ Nos Concelhos o povo gozava de alguma autonomia Só pagavam impostos ao senhorio (Rei, Bispo ou Nobre ) de acordo com o estabelecido na “ Carta de Foral “. Muitos moradores trabalhavam a sua própria terra .
  • 2.
    O POVOAMENTO DOREINO - 2
  • 3.
    Os juízes por si escolhidos, entre os mais instruídos, aplicavam a lei. A Assembleia dos Homens - Bons , da qual faziam parte os mais ricos, cultos e considerados, era o principal órgão de poder. Nos Concelhos, o Mordomo cobrava os impostos e o Alcaide - membro da Nobreza designado pelo rei - comandava uma guarnição que defendia os moradores e os seus bens. O Pelourinho era o símbolo da autonomia local. Aí era exercida a justiça e, para aí se dirigiam as pessoas sempre que algum mensageiro chegava.
  • 4.
    Nos concelhosrurais , o povo ocupava-se na exploração dos recursos naturais da região Agricultura Pesca Pecuária Exploração florestal Exploração mineira Salinicultura OS CONCELHOS
  • 5.
    Nos concelhosurbanos , o comércio e o artesanato eram as principais actividades. Era costume, nesta época, os artesãos de um determinado ofício estabelecerem na mesma rua as suas lojas - oficinas . Tal era vantajoso para os clientes, pois podiam assim comparar mais facilmente o preço e a qualidade de produtos do mesmo tipo. Os artesãos organizavam-se em corporações , para defenderem os seus interesses face às pressões e abusos dos mais poderosos.
  • 6.
    No campo, as casas do povo eram pequenas, com uma só divisão, e o seu mobiliário tosco e escasso. A cozinha aquecida por uma lareira era o espaço mais importante. À noite, toda a família dormia em seu redor, sobre um chão de terra batida. Na cidade, as pessoas viviam em prédios de vários andares sem água ou canalização, que ladeavam ruelas estreitas, sinuosas e mal iluminadas pelo sol. O lixo directamente despejado para a rua, e os roedores e insectos que dele viviam, eram fonte de toda a espécie de doenças. A época do “ daqui vai isto” que em Portugal perdurou tempo de mais.
  • 7.
    Os jogos populares,as romarias, os casamentos, os baptizados, a missa, as festas religiosas e as que se seguiam a colheitas fartas eram as únicas distracções da gente do povo .
  • 8.
    O COMÉRCIO INTERNO Nesta altura, a moeda não era ainda um meio de troca por todos utilizado. Só os mais ricos o faziam. As trocas comerciais entre os pobres faziam-se, quase sempre, trocando produto por produto ( troca directa ). Os mercados e as feiras asseguravam às populações o acesso a mercadorias que não produziam. Enquanto nos mercados se trocavam, dia-a-dia, os produtos da região; as feiras ofereciam produtos de origem variada, de maior valor, e não se realizavam tão frequentemente.
  • 9.
    Para estimular estaactividade, os reis e alguns senhorios criaram as chamadas Feiras – Francas . Estas estavam isentas de impostos, e quem as frequentava tinha a sua protecção assegurada por decreto real . Ligando norte e sul, interior e litoral, os Almocreves (vendedores ambulantes),conduzindo de feira em feira as suas mulas, carregadas de diferentes mercadorias, asseguravam, ao mesmo tempo, o abastecimento das populações em produtos e a circulação das notícias e novidades de todo o país.
  • 10.
    Nas cidades, artesanato e comércio confundiam-se. As lojas viradas para a rua e as oficinas interiores dividiam o mesmo espaço, separadas por uma parede ou cortina. Os segredos dos ofícios , a sua arte, eram transmitidos ao longo de anos de mestre para aprendiz . O aprendiz tornava-se mestre quando conseguia aproximar o seu trabalho da perfeição, realizando uma ” obra-prima” .
  • 11.
    O COMÉRCIO EXTERNO Nesta época, eram já frequentes as trocas comerciais por via marítima com o norte da Europa e com o Mediterrâneo. Importavam-se : Tecidos Especiarias Metais Objectos de adorno…. Exportavam-se : Peles Sal Vinho, azeite e frutos Cera e mel A plantação de pinhais para estimular a construção de barcos, a criação de bolsas e empréstimos a mercadores e construtores navais, e a a diminuição dos impostos contribuíram para o desenvolvimento desta actividade.
  • 12.
    A vida nacorte A corte era constituída pelo rei, sua família e pelos respectivos conselheiros, confidentes e servidores. Nesta época, a corte era itinerante , o rei não tinha residência fixa, viajava com a sua corte pelo país, visitando as suas vilas e reguengos. Estas viagens eram aproveitadas para ouvir as queixas e aspirações das populações locais.
  • 13.
    O Rei, nogoverno do país, era auxiliado pela Cúria Régia e, em situações excepcionais, convocava as Cortes para se aconselhar e decidir. Nestes dois órgãos, só a Nobreza e o Clero estavam inicialmente representados. Mais tarde, à medida que a sua importância vai aumentando, pelo dinamismo e rápido enriquecimento dos burgueses , o Povo será também chamado a comparecer nas cortes .
  • 14.
    Na residência doRei ,no castelo ou no Paço Real , organizavam-se festas, banquetes e saraus que cortavam a monotonia do dia-a-dia. Poetas, trovadores, acrobatas, músicos animavam os nobres do reino , em noites de farta comida, bebida e conversa.
  • 15.
  • 16.
    O Estilo Românico,que se espalhou por toda a Europa durante os séculos X/XIII, reflecte bem a natureza e as características da igreja cristã da época e a sua relação com o mundo profano. Profundamente enraizado junto dos pobres, o Cristianismo oferecia à gente pobre a única luz num mundo de trevas. A única esperança de redenção e consolo para uma vida marcada pelas dificuldades e pela submissão.
  • 17.
    Irradiando das igrejase mosteiros, o Cristianismo doutros tempos aproximara a vida dos seus sacerdotes da vida simples do camponês, com quem compartilhavam hábitos, tarefas e preocupações. Aos “bons e justos” ofereciam o conforto espiritual e prometiam o caminho da salvação. A Arte Românica, sobretudo no seu período final, representa já um mundo diferente. Um mundo em que uma hierarquia religiosa solidamente estabelecida se confunde cada vez mais com o mundo temporal. Nos recursos, nos hábitos e na exibição da sua autoridade .
  • 18.
    Mas asigrejas e os mosteiros eram, ainda, locais onde os mais desprotegidos procuravam o auxílio, o conforto ou o refúgio que não encontravam numa época marcada pela violência e abuso dos mais poderosos. As igrejas românicas reflectiam, sobretudo pela sua sobriedade, aquilo que para os cristãos da época era o essencial. E o essencial era preparar os crentes, através da oração, da penitência e da caridade para uma nova vida a que só os cristãos bons e obedientes teriam acesso.
  • 19.
    Mais do quepela monumentalidade das suas construções, a arquitectura românica afirma-se, principalmente, pela solidez, equilíbrio e simplicidade estrutural. A austeridade das primeiros templos românicos tornava-os locais ideais para a oração e a meditação. Ofereciam a segurança, a penumbra, o silêncio que facilitavam a partilha com o sagrado. Os que atravessavam o portal de uma igreja românica, entravam num espaço intemporal, simples mas acolhedor, onde se sentiam, por algum tempo, protegidos e aliviados.
  • 20.
    Nos Mosteiros percorrendoos claustros, que ladeavam jardins cuidadosamente tratados, na presença do som apaziguador da água dos fontanários, os monges rezavam, liam ou meditavam, num ambiente que convidava à contemplação e aos assuntos do espírito. Aqui, de uma forma dispersa e variada, reúnem-se os principais elementos estruturais deste estilo: As abóbadas de berço que fecham as arcadas; as colunas e os capiteis esculpidos com símbolos ou cenas religiosas, suportando arcos de volta perfeita; as rosáceas por onde timidamente perpassa a luz e, sobretudo, uma sensação de harmonia e solidez que caracterizam o “ Românico “.
  • 21.
    Claro que todaesta simplicidade residia também na escassez de meios materiais e na ingenuidade dos artistas da época que desconheciam qualquer noção de profundidade e perspectiva. A proporcionalidade das formas não era também o seu forte. O tamanho das imagens reflecte por exemplo não a a posição espacial dos personagens, mas a sua importância social ou simbólica, sendo representados num registo plano, sem profundidade. Um pouco como fazem as crianças.
  • 22.
    Bem integradas napaisagem, a sobriedade destas construções era entrecortada pela delicadeza e profusão de cor presentes na roseta central e nos vitrais que, discreta mas quase magicamente, coavam a luz natural. No pórtico ladeado por colunas ligadas por arcos de volta perfeita, encimando o portal, situa-se o Tímpano onde estão quase sempre presentes símbolos e cenas ligados ao fim dos tempos , ao dia do juízo final.
  • 23.
    O ano Milaproximava-se. O Apocalipse por todos temido era o assunto do dia. Os símbolos e figuras assustadoras e macabras esculpidas nos edifícios religiosos eram bem sinais do tempo, e da mentalidade que se tinha instalado na época. Era também já o prenúncio de uma igreja que, cada vez mais autoritária e castigadora, se afastava a passos largos da sua verdadeira missão. E à medida que se confundia com o mundo temporal e os seus vícios, mais se afastava dos seus ideais, do povo e do seu quotidiano.
  • 24.
    As grandes catedraiscompetiam, agora, em grandeza e monumentalidade com castelos e palácios, abandonando a austeridade inicial. Erguem-se majestosas nas cidades onde mora o dinheiro e onde se acotovelam as pessoas que, em maior número, pagam impostos. Cada vez mais longe do camponês, dos púlpitos das igrejas já não saem conselhos ou mensagens de esperança, mas antes tenebrosas ameaças e castigos, que semeiam o medo e a culpa mas asseguram a passividade dos crentes.
  • 25.
    A ARTE ROMÂNICA ARQUITECTURA RELIGIOSA ARQUITECTURA CIVIL ARQUITECTURA MILITAR VITRAL CAPITEL CLAUSTRO ILUMINURA