Portugal no contexto europeu
do Séc. XII a XIV
Carlos Jorge Canto Vieira
Introdução
   Trabalho realizado em sala de aula pelos alunos do 7º ano,
    turma 9, da Escola Básica 2,3 Roque Gameiro, Amadora;

   Ano lectivo 2011/2012;

   O manual utilizado para a realização do
trabalho foi o “História 7” da Texto Editora.




                                                                 2
O DINAMISMO DO MUNDO RURAL NOS
                 SÉCULOS XII E XIII
      ALEXANDRE DUARTE, ANA CATARINA, CATARINA FARINHA

                                                         3
Crescimento demográfico
   Séc. XI – fim das invasões bárbaras;
   Séc. XIII – período de paz e de prosperidade
    económica.




         Crescimento da população europeia
Crescimento demográfico
   O crescimento foi contribuído pelo:
       Ambiente de relativa paz;
       Aperfeiçoamentos técnicos na agricultura e nos
        transportes, que permitiram o aumento da produção e
        facilitaram o transporte de mercadorias para os centros
        urbanos.




        Aumento da natalidade e diminuição da mortalidade
Crescimento demográfico
   A ocupação de novos espaços:
       Necessidade de ocupar novos espaços;
       Movimento das arroteias – desbravamento de florestas e
        de terrenos incultos, secagem de pântanos.




                  Aumento das áreas de cultivo
Portugal – Ordem de Cister
   Vilas novas – eram construídas à volta de terras
    arroteadas e cultivadas.
Crescimento demográfico
   Conquista de novos espaços:
        Mobilidade da população;
        Alargamento dos espaços habitados.




        Reconquista Cristã atraiu alguns guerreiros do Norte da
           Europa, que acabaram por se fixar em Portugal.
PROGRESSOS NA AGRICULTURA
DIOGO RAPOSO, MARIA SÁBADO, PATRÍCIA FERNANDES

                                                 9
Os Progressos na agricultura…
                    Séc. XI a XIII



          Aumento da produção agrícola



 Alargamento das áreas cultivadas e a utilização de
      novos instrumentos e técnicas agrícolas
Os Progressos na agricultura…
   o uso mais frequente do ferro nas alfais agrícolas(arados,
    charruas, forquilhas…) permitiu revolver mais
    profundamente o solo e trabalhar em terrenos mais duros e
    pedregosos que estão abandonados.

   o cultivo do solo passou-se a fazer pelo sistema de
    afolhamento trienal procedendo-se a divisão da Terra em
    três partes (cereais de Inverno, cereais de Primavera e
    Pousio.
Os Progressos na agricultura…

• A generalização do
uso da nora e dos
moinhos de água e
de vento melhorou as
técnicas de irrigação
e ajudou na moagem Cereais
                      de
dos cereais.          Inverno




                                Cereais de
                                Primavera
Os Progressos na agricultura…
          Paz           Aperfeiçoamento de técnicas


                 Aumento da produção



 Diminuição da mortalidade    Aumento da natalidade


                Crescimento populacional


                Ocupação de novos espaços
Os Progressos nos transportes…
•   Nos transportes terrestres, as inovações aplicaram-se no
    aproveitamento da força animal. Começou-se a usar a
    coelheira (sistema que assentava no dorso dos animais
    permitindo melhor movimento e respiração) e da atrelagem
    em fila. Também passou-se a utilizar ferraduras que
    impediram o desgaste dos cascos dos animais.
•    Nos transportes marítimos e fluviais verificaram-se
    progressos nas técnicas de construção naval. Passou-se a
    utilizar o leme à poupa (permitia manobrar o barco com
    mais segurança). Começaram também a usar-se a bússola e
    as cartas de marear que eram um bem mais valioso na
    orientação.
Moinho de água

                 Moinho de vento
Atrelagem de fila




                    Um senhor supervisiona os trabalhos agrícolas na sua
                                       propriedade
IMPORTÂNCIA DAS FEIRAS
ANDRÉ LOUREIRO, FRANCISCO SANTOS, MARIANA DRAGÃO, RITA PEREIRA
Importância das feiras


                              Gerou




 Trocas                                               Circulação
comerciais                                            de moeda

                            As trocas
                          realizaram-se



         Os mercados                          As feiras


      Na Europa, os mercados e as feiras, a partir do séc.
      XII, contribuíram para a reanimação do comércio.
Os mercados
• São locais onde a compra e
  venda de mercadorias se
  realizava semanalmente
  , quinzenalmente e
  mensalmente.
• Os mercados foram
  frequentados por
  mercadores, camponeses e os
  artesãos que moravam ao pé
  destes.
                                mercados
As feiras
•   São locais onde a compra e a venda
  mercadorias assumiam valores mundiais. Os
  mercadores de outros países traziam as suas
  produções para vender noutros países.
• Durante vários dias e algumas vezes
  anos, associados às festividades religiosas
  como peregrinações e romarias, podendo ser
  um local de diversão. Em algumas feiras eram
  criadas por reis e senhores através de carta de
  feira, garantia para a segurança dos              feiras
  mercadores, estabelecendo os direitos e
  obrigações. O rei D. Dinis que foi quem as
  concedeu em maior número em Portugal.
• Também existiram feira francas que
  isentavam os feirantes do pagamento de
  impostos.
Animação dos núcleos urbanos
• O ressurgimento económico
  permitiu a reanimação das cidades.
  Assistiu-se a um aumento da
  população urbana composta por
  comerciantes e artífices, como
  também camponeses que tinham
  abandonados os
  campos, procurando refugiu nas
                                       Burgueses
  cidades.
• Algumas populações instalaram-se
  fora das muralhas, dando origem a
  um burgo novo na qual designados
  por burgueses.
Animação dos núcleos urbanos
   Nos burgos novos instalaram-se artesãos, com as suas
    oficinas de produção têxtil, de couros, de metais, de
    tinturarias, de alfaiataria e de ourivesarias, entre outras. Os
    artesãos que partilhavam a mesma actividade criavam
    associações, com objectivo de defender os seus interesses
    comuns.
    Em Portugal, esta reanimação e este crescimento, a partir
    do século XIII, como Lisboa, Porto e Évora, levaram os reis D.
    Dinis e D. Fernando a mandar construir muralhas que as
    protegessem contra as frequentes guerras.
SENHORES, CONCELHOS, E PODER RÉGIO
      ALEXANDRE RAFAEL, BRUNO CARVALHO, MATILDE MENDES
Senhores, concelhos e poder régio
   Sécs. XII e XIII- a sociedade continuava tripartida
   Reis portugueses doavam terras ao clero e à
    nobreza:
       Recompensa pelos serviços prestados
       Garantir a sua efectiva ocupação e defesa
Senhores, concelhos e poder régio
   Domínios Senhoriais
                                                Localização
       Tipo:
           Laicos - pertenciam a nobres
                                                Norte do país
           Eclesiásticos - pertenciam ao clero
           Ordens religiosas
           Ordens militares                    Centro e Sul do país
Senhores, concelhos e poder régio
   Grandes Senhores
       Privilégios:
           Gozavam do direito de imunidade nas suas terras (não
            pagavam impostos monetários);
           Impediam a entrada de funcionários do rei nos seus domínios;
           Exerciam justiça sobre os seus camponeses;
           Cobravam impostos aos camponeses.


   Senhores do Clero
       Tinham leis próprias;
       Direito de asilo.
Senhores, concelhos e poder régio
   A organização concelhia
       Durante a Reconquista Cristã;
       Os reis e os senhores promovem o povoamento;
       Fundam novos concelhos:
           Através da Carta de Foral.
Senhores, concelhos e poder régio
   Carta de Foral
       Estabelece os pagamentos e direitos dos habitantes
       Concelho
           Autonomia administrativa
           Tinha regalias
             O poder era exercido pela assembleia de homens-
                bons
Senhores, concelhos e poder régio
    Homens-bons
        Proprietários e mercadores mais ricos e prestigiados
        Elegiam os diversos magistrados
        Designavam-se:
            cavaleiros-vilãos- tinham riqueza suficiente para combater
             a cavalo e habitarem em vilas;
             peões- combatiam a pé.
        Em tempo de paz dedicavam-se à agricultura, ao
         comércio e a actividades artesanais;
        Nas suas terras, habitavam homens que trabalhavam
         a troco de pagamento diário.
Senhores, concelhos e poder régio
    Poder real
        Era representado nos concelhos
        Pelo alcaide e pelos juízes de fora
        Eram nomeados pelo monarca
O PODER RÉGIO
DANIELA MOURO, SOFIA FONSECA, RICARDO FRUTUOSO
O Poder Régio

        Órgãos do Poder           O Fortalecimento do
                                  Poder Real


Portugal torna-se   Monarquia
independente             +           D.Afonso II,
                    Membros          D.Afonso III,
                    da família       D.Diniz
                        real
                         +
                     Alto clero
                                      Confirmam a legalidade
                                      da posse do bens doados.

                Formam Cúria
                Régia
                                    As confirmações foram acompanhadas
                                    e seguidas de sucessivas inquerições.
Deu origem a 2 instituições




Conselho do rei      Cortes




                        1254




                        Cortes de
                        Leiria




      Representantes do clero e da nobreza e os bons
      homens do conselho representam o povo.
LISBOA NOS CIRCUITOS DO COMÉRCIO
                         EUROPEU
       MONIQUE GAIA, PEDRO RAMOS, RAFAEL FIGUEIREDO
As áreas e as rotas do comércio europeu no seculo
XIII e XIV


   Regiões europeias mais povoadas

    França
    Inglaterra
    Flandres
    Vale do Reno
    Norte da Itália
As rotas comerciais
O Mediterrâneo
                      Ligação entre o Oriente e o Ocidente
Produtos de luxo:
           Especiarias
           Perfumes
           Sedas
           Porcelanas

                    Trazidos por :

                              Alexandria
                              Líbano
                              Bizâncio

                                     O Atlântico
Dava continuidade á rota do Mediterrâneo


      Por terra

    Principais rotas comerciais
       Itália
       Flandres
       Champagne
       Alemanha

    Principais rios europeus
                         Reactivou-se

                               Comércio monetário


                      com o desenvolvimento do comercio
                      internacional
O incremento do comércio externo português


   Papel importante no comércio:


    ligação dos principais pontos na situação
    geográfica

      Principais mercadores estrangeiros

       Italianos em Lisboa
       Portugueses (em França, no norte de
       Itália, em Inglaterra e na Flandres)


   estabeleceram uma feitoria
       Em Burges
       Antuérpia

   Até ao século XVI
Cronologia

  1293 – D. Dinis sancionou a criação de
  uma bolsa de mercadores


  1380 – D. Fernando criou a campanha das Naus



Ambas as instituições funcionavam como seguradoras que
cobriam os prejuízos marítimos resultantes de ataques ou
naufrágios
A CULTURA
LAURA FLORINDO, RODINEI SILVA, RODRIGO ESTEVES
Cultura Monástica
   Mosteiros
       importantes centros de cultura e de saber até ao séc. XII


   Escolas monásticas
       era aí que se preparavam os futuros clérigos
       bibliotecas/livrarias
          nelas guardavam-se:

              manuscritos antigos
              obras raras (eram feitas pelos monges no
                scripturim)
Cultura Monástica
   Renascimento das cidades
       desenvolvimento de escolas eclesiásticas urbanas

   Escolas episcopais que funcionaram na sés ou
    catedrais:
       preparavam os clérigos urbanos

       Em Portugal
           existiam escolas monásticas desde o séc. XI
           mosteiros beneditos
             Arouca
             Lorvão
Cultura Cortesã
   renovação cultural que se viveu a partir do século XII
       fez-se sentir
           nas cortes

           cortes dos grandes senhores
       existiam espetáculos de jograis que recitavam e cantavam poemas
            dos trovadores
           poetas que pertenciam na sua maioria à nobreza.
       poesia trovadoresca
           teve origem em França

           constitui a primeira manifestação literária
            portuguesa.

Cultura Cortesã
   constitui a primeira manifestação literária portuguesa.
     era constituída por:
          cantigas de amor
          cantigas de amigo
          cantigas de escarnio
          cantigas de romaria
Cultura popular
   vivências do quotidiano - o povo tinha cultura
    própria
       pregações religiosas
       Tradições
       Contos
       Lendas
       a cultura própria do povo era transmitido em vários
        eventos:
           Festas
           Bailes
           Feiras
           romarias
Cultura popular
   os que ganhavam a vida a tocar e a cantar em
    palácios ou em praças públicas:
       Músicos
       Malabaristas
       Feirantes
       contadores de histórias
       acabam por ser intermediários entre a cultura popular e
        a cortesã.
RELIGIÃO
DANIELA TEIXEIRA, MARIA INÊS OLIVIA, TATIANA
A religião
   As ordens medicantes face ao dinamismo da vida
    urbana:    -Nesta época as transformações económicas e
                 sociais influenciaram a Igreja e os membros do
                 Clero passaram a te um estilo de vida
                 diferente, ou seja, luxuosa e pouco tinha a ver
                 com os princípios do Cristianismo.
                 -Com isto, as ordens de Cister e Cluny
                 acabaram por se tornar muito ricos e
                 poderosos.
A religião
-Os cristãos propuseram novas práticas voltadas para a
humildade, simplicidade e pureza. Apareceram novas ordens
religiosas responsáveis por este movimento:

Ordem dos Franciscanos:         Ordem dos Dominicanos :
A religião
• Ao contrário das anteriores, estas novas ordens
  não viviam isoladas nos seus mosteiros
  rurais, preferindo as cidades, locais com mais
  população e diferenças sociais. Foram
  proibidos aos membros de terem quaisquer
  bens, e passaram a viver da caridade
  pública, dai serem conhecidos por Frades
  medicantes.

• Estas ordens influenciam muitos centros
  urbanos.

•   1209 - Foi fundada a ordem de S. Francisco de
As universidades
• As primeiras universidades surgiram, pois alguns membros da
  nobreza e da burguesia desejavam, agora, saber mais.

1088 – Surgiu a primeira universidade em Bolonha.
1158 – Surgiu a primeira universidade em Paris, França.

         As universidades tinham como base o Latim.
      Em 1290 o papa Nicolau IV autorizou o início da actividade lectiva.

                                                                Primeira
                                                            universidade de
                                                                Coimbra
A ARTE ROMÂNICA
CAROLINA CARVALHO, JOÃO BRÁS, TIAGO BAIÃO
O Românico
   Europa do séc.XII
   Igreja
       Relíquias dos santos
       Santuários
       Peregrinações
O Românico
   Edificios (características)
       Volumosos
       Sólidos
       Com ameias e poucas aberturas
O Românico
   Arquitetura religiosa
       Funções da igreja
           Templos de deus
           Local de reuniões
           Convivio
           Abrigo
           Refúgio em caso de guerra
O Românico
   Catedrais e igrejas românicas
       Principais caracteristicas
           Planta em cruz latina:é em forma de cruz.
O Românico
      Arco de volta perfeita e abóbada de berço
          De origem romana ,feita de pedra ou madeira.Cobertura
           em forma circular.
O Românico
      Aberturas estreitas
          Onde a luminosidade é filtrada criando assim, um ambiente
           pouco iluminado propício à oração e à meditação.
Escultura e Pintura
   Tinham um papel educativo
       A história bíblica contada apenas em imagens era
        facilment entendida pelos analfabetos.
Escultura
   Escultura
       As figuras eram esculpidas e eram colocadas nos capiteis.
Pintura
   Pintura
       Era essencialmente a fresco (aplicada sobre cal ou
        argamassa húmida) e encontrava-se sobretudo nas
        abóbadas e nas paredes.

Portugal no contexto europeu do Século XII a XIV

  • 1.
    Portugal no contextoeuropeu do Séc. XII a XIV Carlos Jorge Canto Vieira
  • 2.
    Introdução  Trabalho realizado em sala de aula pelos alunos do 7º ano, turma 9, da Escola Básica 2,3 Roque Gameiro, Amadora;  Ano lectivo 2011/2012;  O manual utilizado para a realização do trabalho foi o “História 7” da Texto Editora. 2
  • 3.
    O DINAMISMO DOMUNDO RURAL NOS SÉCULOS XII E XIII ALEXANDRE DUARTE, ANA CATARINA, CATARINA FARINHA 3
  • 4.
    Crescimento demográfico  Séc. XI – fim das invasões bárbaras;  Séc. XIII – período de paz e de prosperidade económica. Crescimento da população europeia
  • 5.
    Crescimento demográfico  O crescimento foi contribuído pelo:  Ambiente de relativa paz;  Aperfeiçoamentos técnicos na agricultura e nos transportes, que permitiram o aumento da produção e facilitaram o transporte de mercadorias para os centros urbanos. Aumento da natalidade e diminuição da mortalidade
  • 6.
    Crescimento demográfico  A ocupação de novos espaços:  Necessidade de ocupar novos espaços;  Movimento das arroteias – desbravamento de florestas e de terrenos incultos, secagem de pântanos. Aumento das áreas de cultivo
  • 7.
    Portugal – Ordemde Cister  Vilas novas – eram construídas à volta de terras arroteadas e cultivadas.
  • 8.
    Crescimento demográfico  Conquista de novos espaços:  Mobilidade da população;  Alargamento dos espaços habitados. Reconquista Cristã atraiu alguns guerreiros do Norte da Europa, que acabaram por se fixar em Portugal.
  • 9.
    PROGRESSOS NA AGRICULTURA DIOGORAPOSO, MARIA SÁBADO, PATRÍCIA FERNANDES 9
  • 10.
    Os Progressos naagricultura… Séc. XI a XIII Aumento da produção agrícola Alargamento das áreas cultivadas e a utilização de novos instrumentos e técnicas agrícolas
  • 11.
    Os Progressos naagricultura…  o uso mais frequente do ferro nas alfais agrícolas(arados, charruas, forquilhas…) permitiu revolver mais profundamente o solo e trabalhar em terrenos mais duros e pedregosos que estão abandonados.  o cultivo do solo passou-se a fazer pelo sistema de afolhamento trienal procedendo-se a divisão da Terra em três partes (cereais de Inverno, cereais de Primavera e Pousio.
  • 12.
    Os Progressos naagricultura… • A generalização do uso da nora e dos moinhos de água e de vento melhorou as técnicas de irrigação e ajudou na moagem Cereais de dos cereais. Inverno Cereais de Primavera
  • 13.
    Os Progressos naagricultura… Paz Aperfeiçoamento de técnicas Aumento da produção Diminuição da mortalidade Aumento da natalidade Crescimento populacional Ocupação de novos espaços
  • 14.
    Os Progressos nostransportes… • Nos transportes terrestres, as inovações aplicaram-se no aproveitamento da força animal. Começou-se a usar a coelheira (sistema que assentava no dorso dos animais permitindo melhor movimento e respiração) e da atrelagem em fila. Também passou-se a utilizar ferraduras que impediram o desgaste dos cascos dos animais. • Nos transportes marítimos e fluviais verificaram-se progressos nas técnicas de construção naval. Passou-se a utilizar o leme à poupa (permitia manobrar o barco com mais segurança). Começaram também a usar-se a bússola e as cartas de marear que eram um bem mais valioso na orientação.
  • 15.
    Moinho de água Moinho de vento
  • 16.
    Atrelagem de fila Um senhor supervisiona os trabalhos agrícolas na sua propriedade
  • 17.
    IMPORTÂNCIA DAS FEIRAS ANDRÉLOUREIRO, FRANCISCO SANTOS, MARIANA DRAGÃO, RITA PEREIRA
  • 18.
    Importância das feiras Gerou Trocas Circulação comerciais de moeda As trocas realizaram-se Os mercados As feiras Na Europa, os mercados e as feiras, a partir do séc. XII, contribuíram para a reanimação do comércio.
  • 19.
    Os mercados • Sãolocais onde a compra e venda de mercadorias se realizava semanalmente , quinzenalmente e mensalmente. • Os mercados foram frequentados por mercadores, camponeses e os artesãos que moravam ao pé destes. mercados
  • 20.
    As feiras • São locais onde a compra e a venda mercadorias assumiam valores mundiais. Os mercadores de outros países traziam as suas produções para vender noutros países. • Durante vários dias e algumas vezes anos, associados às festividades religiosas como peregrinações e romarias, podendo ser um local de diversão. Em algumas feiras eram criadas por reis e senhores através de carta de feira, garantia para a segurança dos feiras mercadores, estabelecendo os direitos e obrigações. O rei D. Dinis que foi quem as concedeu em maior número em Portugal. • Também existiram feira francas que isentavam os feirantes do pagamento de impostos.
  • 21.
    Animação dos núcleosurbanos • O ressurgimento económico permitiu a reanimação das cidades. Assistiu-se a um aumento da população urbana composta por comerciantes e artífices, como também camponeses que tinham abandonados os campos, procurando refugiu nas Burgueses cidades. • Algumas populações instalaram-se fora das muralhas, dando origem a um burgo novo na qual designados por burgueses.
  • 22.
    Animação dos núcleosurbanos  Nos burgos novos instalaram-se artesãos, com as suas oficinas de produção têxtil, de couros, de metais, de tinturarias, de alfaiataria e de ourivesarias, entre outras. Os artesãos que partilhavam a mesma actividade criavam associações, com objectivo de defender os seus interesses comuns.  Em Portugal, esta reanimação e este crescimento, a partir do século XIII, como Lisboa, Porto e Évora, levaram os reis D. Dinis e D. Fernando a mandar construir muralhas que as protegessem contra as frequentes guerras.
  • 23.
    SENHORES, CONCELHOS, EPODER RÉGIO ALEXANDRE RAFAEL, BRUNO CARVALHO, MATILDE MENDES
  • 24.
    Senhores, concelhos epoder régio  Sécs. XII e XIII- a sociedade continuava tripartida  Reis portugueses doavam terras ao clero e à nobreza:  Recompensa pelos serviços prestados  Garantir a sua efectiva ocupação e defesa
  • 25.
    Senhores, concelhos epoder régio  Domínios Senhoriais Localização  Tipo:  Laicos - pertenciam a nobres Norte do país  Eclesiásticos - pertenciam ao clero  Ordens religiosas  Ordens militares Centro e Sul do país
  • 26.
    Senhores, concelhos epoder régio  Grandes Senhores  Privilégios:  Gozavam do direito de imunidade nas suas terras (não pagavam impostos monetários);  Impediam a entrada de funcionários do rei nos seus domínios;  Exerciam justiça sobre os seus camponeses;  Cobravam impostos aos camponeses.  Senhores do Clero  Tinham leis próprias;  Direito de asilo.
  • 27.
    Senhores, concelhos epoder régio  A organização concelhia  Durante a Reconquista Cristã;  Os reis e os senhores promovem o povoamento;  Fundam novos concelhos:  Através da Carta de Foral.
  • 28.
    Senhores, concelhos epoder régio  Carta de Foral  Estabelece os pagamentos e direitos dos habitantes  Concelho  Autonomia administrativa  Tinha regalias  O poder era exercido pela assembleia de homens- bons
  • 29.
    Senhores, concelhos epoder régio  Homens-bons  Proprietários e mercadores mais ricos e prestigiados  Elegiam os diversos magistrados  Designavam-se:  cavaleiros-vilãos- tinham riqueza suficiente para combater a cavalo e habitarem em vilas;  peões- combatiam a pé.  Em tempo de paz dedicavam-se à agricultura, ao comércio e a actividades artesanais;  Nas suas terras, habitavam homens que trabalhavam a troco de pagamento diário.
  • 30.
    Senhores, concelhos epoder régio  Poder real  Era representado nos concelhos  Pelo alcaide e pelos juízes de fora  Eram nomeados pelo monarca
  • 31.
    O PODER RÉGIO DANIELAMOURO, SOFIA FONSECA, RICARDO FRUTUOSO
  • 32.
    O Poder Régio Órgãos do Poder O Fortalecimento do Poder Real Portugal torna-se Monarquia independente + D.Afonso II, Membros D.Afonso III, da família D.Diniz real + Alto clero Confirmam a legalidade da posse do bens doados. Formam Cúria Régia As confirmações foram acompanhadas e seguidas de sucessivas inquerições.
  • 33.
    Deu origem a2 instituições Conselho do rei Cortes 1254 Cortes de Leiria Representantes do clero e da nobreza e os bons homens do conselho representam o povo.
  • 34.
    LISBOA NOS CIRCUITOSDO COMÉRCIO EUROPEU MONIQUE GAIA, PEDRO RAMOS, RAFAEL FIGUEIREDO
  • 35.
    As áreas eas rotas do comércio europeu no seculo XIII e XIV Regiões europeias mais povoadas França Inglaterra Flandres Vale do Reno Norte da Itália As rotas comerciais O Mediterrâneo Ligação entre o Oriente e o Ocidente
  • 36.
    Produtos de luxo: Especiarias Perfumes Sedas Porcelanas Trazidos por : Alexandria Líbano Bizâncio O Atlântico
  • 37.
    Dava continuidade árota do Mediterrâneo Por terra Principais rotas comerciais Itália Flandres Champagne Alemanha Principais rios europeus Reactivou-se Comércio monetário com o desenvolvimento do comercio internacional
  • 38.
    O incremento docomércio externo português Papel importante no comércio: ligação dos principais pontos na situação geográfica Principais mercadores estrangeiros Italianos em Lisboa Portugueses (em França, no norte de Itália, em Inglaterra e na Flandres) estabeleceram uma feitoria Em Burges Antuérpia Até ao século XVI
  • 39.
    Cronologia 1293– D. Dinis sancionou a criação de uma bolsa de mercadores 1380 – D. Fernando criou a campanha das Naus Ambas as instituições funcionavam como seguradoras que cobriam os prejuízos marítimos resultantes de ataques ou naufrágios
  • 40.
    A CULTURA LAURA FLORINDO,RODINEI SILVA, RODRIGO ESTEVES
  • 41.
    Cultura Monástica  Mosteiros  importantes centros de cultura e de saber até ao séc. XII  Escolas monásticas  era aí que se preparavam os futuros clérigos  bibliotecas/livrarias  nelas guardavam-se:  manuscritos antigos  obras raras (eram feitas pelos monges no scripturim)
  • 42.
    Cultura Monástica  Renascimento das cidades  desenvolvimento de escolas eclesiásticas urbanas  Escolas episcopais que funcionaram na sés ou catedrais:  preparavam os clérigos urbanos  Em Portugal  existiam escolas monásticas desde o séc. XI  mosteiros beneditos  Arouca  Lorvão
  • 43.
    Cultura Cortesã  renovação cultural que se viveu a partir do século XII  fez-se sentir  nas cortes  cortes dos grandes senhores  existiam espetáculos de jograis que recitavam e cantavam poemas  dos trovadores  poetas que pertenciam na sua maioria à nobreza.  poesia trovadoresca  teve origem em França  constitui a primeira manifestação literária portuguesa. 
  • 44.
    Cultura Cortesã  constitui a primeira manifestação literária portuguesa.  era constituída por:  cantigas de amor  cantigas de amigo  cantigas de escarnio  cantigas de romaria
  • 45.
    Cultura popular  vivências do quotidiano - o povo tinha cultura própria  pregações religiosas  Tradições  Contos  Lendas  a cultura própria do povo era transmitido em vários eventos:  Festas  Bailes  Feiras  romarias
  • 46.
    Cultura popular  os que ganhavam a vida a tocar e a cantar em palácios ou em praças públicas:  Músicos  Malabaristas  Feirantes  contadores de histórias  acabam por ser intermediários entre a cultura popular e a cortesã.
  • 47.
    RELIGIÃO DANIELA TEIXEIRA, MARIAINÊS OLIVIA, TATIANA
  • 48.
    A religião  As ordens medicantes face ao dinamismo da vida urbana: -Nesta época as transformações económicas e sociais influenciaram a Igreja e os membros do Clero passaram a te um estilo de vida diferente, ou seja, luxuosa e pouco tinha a ver com os princípios do Cristianismo. -Com isto, as ordens de Cister e Cluny acabaram por se tornar muito ricos e poderosos.
  • 49.
    A religião -Os cristãospropuseram novas práticas voltadas para a humildade, simplicidade e pureza. Apareceram novas ordens religiosas responsáveis por este movimento: Ordem dos Franciscanos: Ordem dos Dominicanos :
  • 50.
    A religião • Aocontrário das anteriores, estas novas ordens não viviam isoladas nos seus mosteiros rurais, preferindo as cidades, locais com mais população e diferenças sociais. Foram proibidos aos membros de terem quaisquer bens, e passaram a viver da caridade pública, dai serem conhecidos por Frades medicantes. • Estas ordens influenciam muitos centros urbanos. • 1209 - Foi fundada a ordem de S. Francisco de
  • 51.
    As universidades • Asprimeiras universidades surgiram, pois alguns membros da nobreza e da burguesia desejavam, agora, saber mais. 1088 – Surgiu a primeira universidade em Bolonha. 1158 – Surgiu a primeira universidade em Paris, França. As universidades tinham como base o Latim. Em 1290 o papa Nicolau IV autorizou o início da actividade lectiva. Primeira universidade de Coimbra
  • 52.
    A ARTE ROMÂNICA CAROLINACARVALHO, JOÃO BRÁS, TIAGO BAIÃO
  • 53.
    O Românico  Europa do séc.XII  Igreja  Relíquias dos santos  Santuários  Peregrinações
  • 54.
    O Românico  Edificios (características)  Volumosos  Sólidos  Com ameias e poucas aberturas
  • 55.
    O Românico  Arquitetura religiosa  Funções da igreja  Templos de deus  Local de reuniões  Convivio  Abrigo  Refúgio em caso de guerra
  • 56.
    O Românico  Catedrais e igrejas românicas  Principais caracteristicas  Planta em cruz latina:é em forma de cruz.
  • 57.
    O Românico  Arco de volta perfeita e abóbada de berço  De origem romana ,feita de pedra ou madeira.Cobertura em forma circular.
  • 58.
    O Românico  Aberturas estreitas  Onde a luminosidade é filtrada criando assim, um ambiente pouco iluminado propício à oração e à meditação.
  • 59.
    Escultura e Pintura  Tinham um papel educativo  A história bíblica contada apenas em imagens era facilment entendida pelos analfabetos.
  • 60.
    Escultura  Escultura  As figuras eram esculpidas e eram colocadas nos capiteis.
  • 61.
    Pintura  Pintura  Era essencialmente a fresco (aplicada sobre cal ou argamassa húmida) e encontrava-se sobretudo nas abóbadas e nas paredes.