Motores de Passo
                       "Trabalho apresentado em disciplina de Conversão de Energia II,
                      como parte dos requisitos necessários para aprovação na mesma ";




                           
                       Alunos:
Creso Rosa de Souza Filho      Prontuário: 106471-1
Henrique Vitkauskas Doria      Prontuário: 106231-X


      Professor orientador: Alberto Akio Shiga


           São Paulo, Novembro de 2012
O que são?
     •   Os Motores de Passo são elementos
         eletro-mecânicos    que     contém
         inversores que convertem pulsos
         elétricos em movimentos mecânicos
         que geram variações angulares
         discretas. O rotor ou eixo de um
         motor de passo é rotacionado em
         pequenos incrementos angulares,
         denominados “passos”, quando
         pulsos elétricos são aplicados em
         uma determinada seqüência nos
         terminais deste.
Aplicações
             Um motor de passo tem uma grande
         aplicação em movimentos precisos que
         são necessários em alguns equipamentos.
         Eles podem ser usados em aplicações
         onde é necessário controlar vários
         aspectos tais como:
     •   - Ângulo de rotação
     •   - Velocidade
     •   - Posição
     •   - Sincronismo
            As principais vantagens dos motores de
         passo são: Controle de seus movimentos
         de forma precisa, controle da velocidade
         em rotações horárias e anti-horárias,
         torque preciso conforme a necessidade do
         equipamento utilizado, dentre outras.
Funcionamento
Unipolar, passo inteiro.
Duas bobinas de excitação
Meio Passo
Ângulos de Passo
Estrutura Interna
Ímã Permanente
                    •   O motor de ímã permanente é constituído de
                        um rotor que, como o próprio nome diz, é um
                        ímã permanente de alta qualidade, e um
                        estator, de aço silício laminado, em que estão
                        instaladas as bobinas que vão receber os pulsos.
                    •   O motor de ímã permanente possui as seguintes
                        características:
                    •   Todas as bobinas podem ser conectadas a um
                        ponto comum.
                    •   Movimentando manualmente o rotor, nota-se
                        que ele tende a agarrar devido ao ímã
                        permanente.
Bobina 1 Bobina 2   •   O teste definitivo é abrir o motor, verificar a
1    0   0    0         ausência de ranhuras e que ele é um ímã;
                    •   O funcionamento do motor de ímã permanente
0    1   0    0         é extremamente simples.
                    •   A intenção primária é energizar as bobinas uma
0    0   1    0         a uma de modo que elas atraiam o rotor,
                        fazendo com que ele gire no mesmo sentido ou
0    0   0    1         sequência de energização das bobinas
Relutância Variável
           Os motores de relutância são constituídos de um
           rotor de aço silício laminado de alta qualidade e
           um estator em que ficam instaladas as bobinas
           que formam o campo magnético ao serem
           acionadas. O rotor desses motores não é um
           ímã permanente. A característica principal é que
           possuem sulcos ou ranhuras com a finalidade de
           dar uma relutância diferente a determinadas
           áreas da superfície do material. O fluxo
           magnético no estator dá preferência, como a
           corrente em eletricidade, à menor relutância. As
           ranhuras ou dentes no rotor aumentam a
           relutância nessa região, já que o ar é o pior
           condutor magnético. O campo magnético criado
           no estator força o rotor a posicionar-se mais
           adequadamente para a passagem do campo,
           alinhado ao rotor. Os pares de bobinas em
           sequência executam a mesma tarefa e temos a
           rotação do motor por passos.
Híbrido
    •   O motor de passo híbrido é mais caro
        do que o de ímã permanente, mas
        provém melhor desempenho com
        respeito à resolução de passo, torque
        e velocidade. Ângulos de passo típico
        de motores híbridos estão entre 3,6°
        a 0,9° (100 - 400 passos por volta). O
        motor híbrido combina as melhores
        características dos motores de ímã
        permanente e motor de relutância
        variável.
    •    O rotor é multi-dentado como no
        motor de relutância variável e
        contém um ímã permanente ao redor
        do seu eixo. O dente do rotor provém
        um melhor caminho que ajuda a
        guiar o fluxo magnético para locais
        preferidos no GAP de ar.
Controle de Motores de Passo
Circuitos Básicos de Acionamento
        de Motor de Passo
O sistema eletrônico completo para o acionamento
de um motor de passo é mostrado no diagrama em
blocos funcionais na figura a seguir:
Acionador Unipolar
         •   Para um motor de passo unipolar, o
             mais comum é ligar as derivações
             centrais de cada bobina e então
             aplicar o terra em cada extremidade
             destas, seguindo uma seqüência
             adequada, conforme o modo e
             acionamento         adotado.       Esta
             seqüência de pulsos é gerada por um
             outro circuito, o controlador. Este por
             sua vez, envia os pulsos gerados ao
             circuito acionador (driver) que é
             projetado apropriadamente para
             trabalhar com correntes mais altas.
             Na figura a seguir, temos um
             exemplo de circuito driver para
             motores unipolares.
Acionador Bipolar
         •   A maior desvantagem do drive unipolar é
             sua incapacidade de utilizar todas as
             bobinas do motor. Sempre haverá
             fluxo de corrente em somente metade de
             cada enrolamento. Se pudermos utilizar
             ambas       as    partes     ao     mesmo
             tempo, poderemos obter aumento de
             40% em torque por volta para mesma
             dissipação de energia no motor. É o que
             acontece no caso do motor bipolar.
             Porém, como há a necessidade de
             inversão do sentido da corrente em cada
             bobina, o circuito driver acaba sendo mais
             complicado, necessitando de mais
             componentes, no caso, mais 4
             transistores,    sendo,      portanto, mais
             custoso. A figura ao lado apresenta o
             circuito de uma driver bipolar.
Driver Chopper com Recirculação
          de Corrente
                •   O método de controle de corrente, usado
                    na maioria dos motores de passo, é o
                    Chopper com Recirculação de Corrente. O
                    objetivo, semelhantemente ao driver R/L,
                    é fazer com que a corrente em cada fase
                    atinja    seu     valor     nominal    em
                    menor tempo. No caso do driver chopper,
                    a tensão de alimentação para cada fase é
                    aumentada em cerca de 10 vezes ou
                    mais em relação ao valor nominal (valor
                    de tensão que estabelece a corrente
                    nominal após o período transitório).
                    Assim, é possível fazer a corrente em cada
                    fase atingir seu valor nominal em menor
                    tempo. Quando a corrente de fase
                    alcança seu valor nominal, o circuito
                    chopper que fornece a tensão de
                    alimentação para o motor, interrompe a
                    alimentação do circuito driver.
CI L297 e L298
       •   O CI L297 é um controlador da
           STMicroelectronics    apropriado
           para o acionamento de motores
           de passo de ímã permanente,
           relutância variável bipolar de 2
           fases ou unipolar de 4 fases.
           Trabalha com os modos de
           acionamento de passo completo
           normal e wave, e meio passo.
           Apropriado para trabalhar com
           driver L298.
SLA7052
    • O circuito integrado
      SLA7052 da Allegro
      MicroSystems,
      incorpora tanto o
      controlador quanto o
      driver num mesmo
      encapsulamento.     Na
      figura ao lado, exemplo
      de circuito com este
      circuito integrado.
Microcontroladores
National Instruments LabVIEW
• Utilizando o LabView é
  possível desenvolver um
  ambiente gráfico para o
  controle de um motor de
  passo. Nesse é ambiente
  gráfico é possível controlar
  diversas variáveis, como por
  exemplo:         Velocidade,
  número de passos, sentido
  de rotação, ângulo de
  rotação, entre outras.

Motores de passo

  • 1.
    Motores de Passo "Trabalho apresentado em disciplina de Conversão de Energia II, como parte dos requisitos necessários para aprovação na mesma ";   Alunos: Creso Rosa de Souza Filho Prontuário: 106471-1 Henrique Vitkauskas Doria Prontuário: 106231-X Professor orientador: Alberto Akio Shiga São Paulo, Novembro de 2012
  • 2.
    O que são? • Os Motores de Passo são elementos eletro-mecânicos que contém inversores que convertem pulsos elétricos em movimentos mecânicos que geram variações angulares discretas. O rotor ou eixo de um motor de passo é rotacionado em pequenos incrementos angulares, denominados “passos”, quando pulsos elétricos são aplicados em uma determinada seqüência nos terminais deste.
  • 3.
    Aplicações Um motor de passo tem uma grande aplicação em movimentos precisos que são necessários em alguns equipamentos. Eles podem ser usados em aplicações onde é necessário controlar vários aspectos tais como: • - Ângulo de rotação • - Velocidade • - Posição • - Sincronismo As principais vantagens dos motores de passo são: Controle de seus movimentos de forma precisa, controle da velocidade em rotações horárias e anti-horárias, torque preciso conforme a necessidade do equipamento utilizado, dentre outras.
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    Duas bobinas deexcitação
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    Ímã Permanente • O motor de ímã permanente é constituído de um rotor que, como o próprio nome diz, é um ímã permanente de alta qualidade, e um estator, de aço silício laminado, em que estão instaladas as bobinas que vão receber os pulsos. • O motor de ímã permanente possui as seguintes características: • Todas as bobinas podem ser conectadas a um ponto comum. • Movimentando manualmente o rotor, nota-se que ele tende a agarrar devido ao ímã permanente. Bobina 1 Bobina 2 • O teste definitivo é abrir o motor, verificar a 1 0 0 0 ausência de ranhuras e que ele é um ímã; • O funcionamento do motor de ímã permanente 0 1 0 0 é extremamente simples. • A intenção primária é energizar as bobinas uma 0 0 1 0 a uma de modo que elas atraiam o rotor, fazendo com que ele gire no mesmo sentido ou 0 0 0 1 sequência de energização das bobinas
  • 11.
    Relutância Variável Os motores de relutância são constituídos de um rotor de aço silício laminado de alta qualidade e um estator em que ficam instaladas as bobinas que formam o campo magnético ao serem acionadas. O rotor desses motores não é um ímã permanente. A característica principal é que possuem sulcos ou ranhuras com a finalidade de dar uma relutância diferente a determinadas áreas da superfície do material. O fluxo magnético no estator dá preferência, como a corrente em eletricidade, à menor relutância. As ranhuras ou dentes no rotor aumentam a relutância nessa região, já que o ar é o pior condutor magnético. O campo magnético criado no estator força o rotor a posicionar-se mais adequadamente para a passagem do campo, alinhado ao rotor. Os pares de bobinas em sequência executam a mesma tarefa e temos a rotação do motor por passos.
  • 12.
    Híbrido • O motor de passo híbrido é mais caro do que o de ímã permanente, mas provém melhor desempenho com respeito à resolução de passo, torque e velocidade. Ângulos de passo típico de motores híbridos estão entre 3,6° a 0,9° (100 - 400 passos por volta). O motor híbrido combina as melhores características dos motores de ímã permanente e motor de relutância variável. • O rotor é multi-dentado como no motor de relutância variável e contém um ímã permanente ao redor do seu eixo. O dente do rotor provém um melhor caminho que ajuda a guiar o fluxo magnético para locais preferidos no GAP de ar.
  • 13.
  • 14.
    Circuitos Básicos deAcionamento de Motor de Passo O sistema eletrônico completo para o acionamento de um motor de passo é mostrado no diagrama em blocos funcionais na figura a seguir:
  • 15.
    Acionador Unipolar • Para um motor de passo unipolar, o mais comum é ligar as derivações centrais de cada bobina e então aplicar o terra em cada extremidade destas, seguindo uma seqüência adequada, conforme o modo e acionamento adotado. Esta seqüência de pulsos é gerada por um outro circuito, o controlador. Este por sua vez, envia os pulsos gerados ao circuito acionador (driver) que é projetado apropriadamente para trabalhar com correntes mais altas. Na figura a seguir, temos um exemplo de circuito driver para motores unipolares.
  • 16.
    Acionador Bipolar • A maior desvantagem do drive unipolar é sua incapacidade de utilizar todas as bobinas do motor. Sempre haverá fluxo de corrente em somente metade de cada enrolamento. Se pudermos utilizar ambas as partes ao mesmo tempo, poderemos obter aumento de 40% em torque por volta para mesma dissipação de energia no motor. É o que acontece no caso do motor bipolar. Porém, como há a necessidade de inversão do sentido da corrente em cada bobina, o circuito driver acaba sendo mais complicado, necessitando de mais componentes, no caso, mais 4 transistores, sendo, portanto, mais custoso. A figura ao lado apresenta o circuito de uma driver bipolar.
  • 17.
    Driver Chopper comRecirculação de Corrente • O método de controle de corrente, usado na maioria dos motores de passo, é o Chopper com Recirculação de Corrente. O objetivo, semelhantemente ao driver R/L, é fazer com que a corrente em cada fase atinja seu valor nominal em menor tempo. No caso do driver chopper, a tensão de alimentação para cada fase é aumentada em cerca de 10 vezes ou mais em relação ao valor nominal (valor de tensão que estabelece a corrente nominal após o período transitório). Assim, é possível fazer a corrente em cada fase atingir seu valor nominal em menor tempo. Quando a corrente de fase alcança seu valor nominal, o circuito chopper que fornece a tensão de alimentação para o motor, interrompe a alimentação do circuito driver.
  • 18.
    CI L297 eL298 • O CI L297 é um controlador da STMicroelectronics apropriado para o acionamento de motores de passo de ímã permanente, relutância variável bipolar de 2 fases ou unipolar de 4 fases. Trabalha com os modos de acionamento de passo completo normal e wave, e meio passo. Apropriado para trabalhar com driver L298.
  • 19.
    SLA7052 • O circuito integrado SLA7052 da Allegro MicroSystems, incorpora tanto o controlador quanto o driver num mesmo encapsulamento. Na figura ao lado, exemplo de circuito com este circuito integrado.
  • 20.
  • 21.
    National Instruments LabVIEW •Utilizando o LabView é possível desenvolver um ambiente gráfico para o controle de um motor de passo. Nesse é ambiente gráfico é possível controlar diversas variáveis, como por exemplo: Velocidade, número de passos, sentido de rotação, ângulo de rotação, entre outras.