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1
MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
Centro de Ensino Superior dos
Campos Gerais
ALUNOS: DEISE CAMPOS
FELIPE RAUTTER
GILNEI SOUZA
MARCELO C. GOMES
SADI SCHIAVON
DISCIPLINA: CONVERSÃO DE ENERGIA
PROF: PAULO
7° Período Noturno - 2011
2
Introdução
O ano de 1866 pode ser considerado o ano do
nascimento da máquina elétrica, pois foi neste ano
que o cientista Werner Siemens inventou o primeiro
gerador de corrente contínua auto-induzido.
E o Motor de indução existe desde 1885, quando foi
inventado quase simultaneamente, por Galileu
Ferraris e Nicolas Tesla.
Atualmente o motor de indução (ou motor
assíncrono) trifásico tem um campo de aplicação
ilimitado, e é o mais utilizado na industria,desde
frações de CV até milhares de CV. Estima-se que
90% dos motores fabricados sejam de indução.
3
Introdução
Evolução do Motor Elétrico Peso x Potência
4
Introdução
O desenvolvimento de condutores esmaltados, dos
papeis, filmes isolantes sintéticos, chapas
magnéticas, ligas de alumínio e dos materiais
plásticos contribuíram notoriamente para a redução
da relação peso x potência dos motores elétricos.
Observando-se o peso de um motor de mesma
potência no decorrer do tempo, podemos verificar
que o motor atual tem apenas 8% do peso de seu
antecessor em 1891.
5
Introdução
Esta evolução tecnológica é caracterizada
principalmente, pelo desenvolvimento de novos
materiais isolantes, os quais suportam temperaturas
mais elevadas. Atualmente os motores elétricos
estão presentes em praticamente todas as
instalações industriais,comerciais e residenciais.
Exemplos são os minúsculos motores que acionam
os discos rígidos dos computadores, a infinidade de
motores que acionam nossos eletrodomésticos e os
gigantes motores que movimentam bombas,
compressores, ventiladores, moinhos, extrusoras e
outras infinidades de aplicações.
6
Introdução
Universo Tecnológico dos Motores elétricos
7
Características Construtivas
Todos os motores elétricos têm em comum vários
elementos construtivos. Adicionalmente, cada tipo
de motor possui certos elementos específicos que o
caracterizam.
Entre os elementos comuns a todos os tipos de
motores, estão as partes estruturais como: carcaça,
estator, tampas, mancais, rotor, guias de ar,
ventiladores externos e internos, trocador de calor),
caixas de ligação principal e dos acessórios, flange,
acessórios, etc.
8
Características Construtivas
Partes Principais do Motor de Indução
9
Características Construtivas
ESTATOR
 Carcaça
 Núcleo
 Enrolamento
ROTOR
 Núcleo
 Enrolamento
 Eixo
10
Características Construtivas
Carcaça Soldada
11
Características Construtivas
Carcaças Fundidas
12
Características Construtivas
O núcleo é constituído por um pacote de
chapas de ferro de alta permeabilidade e
baixas perdas isoladas entre si.
13
Características Construtivas
O enrolamento do estator é constituído por
bobinas de fio de cobre esmaltado que ficam
alojadas nas ranhuras existentes na periferia
interna do núcleo do estator. Este
enrolamento pode ser projetado para alta ou
baixa tensão, dependendo da potência do
motor.
14
Características Construtivas
Enrolamento do estator
15
Características Construtivas
O rotor é a parte girante da máquina,
composta de núcleo, enrolamento e eixo. O
núcleo do rotor desempenha as mesmas
funções magnéticas que o núcleo do estator
e também é constituído por lâminas de ferro,
formando um cilindro com ranhuras na sua
periferia externa.
16
Características Construtivas
O número de ranhuras do estator e do rotor são
diferentes e as ranhuras do rotor são inclinadas
em relação ao eixo.
Através destes dois artifícios impede-se que
dentes do estator e do rotor confrontem-se,
proporcionando um ponto de mínima relutância
para o fluxo, o que dificultaria a partida nesta
posição e produziria um toque não uniforme
com zumbido de origem magnética durante o
funcionamento do motor.
17
Características Construtivas
Entre o núcleo do estator e do rotor existe
uma pequena região de ar, o entreferro, que
permite ao rotor girar livremente.
Quanto a forma do enrolamento do rotor, os
motores podem ser de dois tipos:
 Rotor de gaiola de esquilo (rotor em curto
circuito);
 Rotor bobinado (rotor de anéis).
18
Características Construtivas
ROTOR DE GAIOLA DE ESQUILO
É o rotor mais utilizado, possui enrolamento
de barras condutoras, geralmente de cobre
ou alumínio alojadas nas ranhuras do rotor.
Estas barras estão permanentemente curto-
circuitadas por anéis existentes em cada
extremidade. O conjunto de barras e anéis
se assemelha a uma gaiola de esquilo.
19
Características Construtivas
Rotor de Gaiola de Esquilo
20
Características Construtivas
Rotor de alumínio injetado
21
Características Construtivas
Rotor de Barras
22
Características Construtivas
Rotor de barras com canais radiais de ventilação
23
Características Construtivas
O rotor bobinado possui um enrolamento de fio de
cobre esmaltado, semelhante ao do estator, distribuído
nas ranhuras do núcleo do rotor.
Os terminais são conectados a três anéis condutores
isolados entre si e do eixo. Estes anéis estão em
contato através de escovas a um reostato trifásico
externo.
A função do reostato de arranque ligado aos
enrolamentos do rotor, é a de reduzir as correntes de
arranque elevadas, no caso de motores de elevada
potência.
24
Características Construtivas
Rotores Bobinados
25
Características Construtivas
Rotores Bobinados
26
Princípio de Funcionamento
Para o perfeito funcionamento de um motor
de indução trifásico, além do motor
necessitamos de um sistema de corrente
alternada trifásica. Este sistema é formado
pela associação de três sistemas
monofásicos de tensão V1, V2, V3, tais que
a defasagem entre elas seja de 120°.
27
Princípio de Funcionamento
Sistema Trifásico
28
Princípio de Funcionamento
Campo Girante
Quando uma bobina é percorrida por uma
corrente elétrica, é criado um campo
magnético dirigido conforme o eixo da
bobina e do valor proporcional da corrente.
29
Princípio de Funcionamento
Campo Girante
30
Princípio de Funcionamento
Campo Girante Trifásico
O enrolamento trifásico é formado por três
enrolamentos monofásico espaçados em
120°, quando este sistema é alimentado pelo
sistema trifásico, as correntes I1,I2 e I3
criarão do mesmo modo campos magnéticos
H1,H2 e H3 espaçados entre si de 120°.
Além disso, como são proporcionais, as
respectivas correntes serão defasadas no
tempo também em 120°
31
Princípio de Funcionamento
Campo Girante Trifásico
32
Princípio de Funcionamento
Campo magnético resultante
33
Princípio de Funcionamento
Quando um enrolamento trifásico é alimentado por
correntes trifásicas, cria-se um "campo girante", como se
houvesse um único par de pólos girantes, de intensidade
constante. Este campo girante, criado pelo enrolamento
trifásico do estator, induz tensões nas barras do rotor
(linhas de fluxo cortam as barras do rotor) as quais
geram correntes e, conseqüentemente, um campo no
rotor, de polaridade oposta à do campo girante.
Como campos opostos se atraem e o campo do estator
(campo girante) é rotativo, o rotor tende a acompanhar a
rotação deste campo. Desenvolve-se então, no estator,
um conjugado que faz com que ele gire, acionando a
carga.
34
Princípio de Funcionamento
Velocidade Síncrona
A velocidade síncrona do motor é definida pela
velocidade de rotação do campo girante, a qual
depende do número de pólos (2P) do motor e da
freqüência (f) da rede, em ciclos por segundo
(Hz).
O campo girante percorre um par de pólos (P) a
cada ciclo. Assim a velocidade de campo será:
35
Princípio de Funcionamento
Fórmula para cálculo da rotação síncrona
36
Cálculo da Velocidade Síncrona
Calcule a rotação síncrona de um motor de 6
pólos, para rede de 60 Hz.
37
Rotação Síncrona
O número de pólos do motor terá de ser
sempre par, para formar os pares de pólos.
A tabela abaixo demonstra algumas
velocidades síncronas usuais:
38
Rotação Síncrona
Para motores de dois pólos, o campo percorre
uma volta a cada ciclo. Assim, os graus elétricos
equivalem aos graus mecânicos.
Para motores com mais de dois pólos teremos,
de acordo com o número de pólos, um giro
“geométrico” menor.
Por exemplo, para um motor de seis pólos em
um ciclo completo, um giro de 360° elétricos
2/6 = 120° geométricos.
39
Fator de Serviço
O fator de serviço é aplicado à potência
nominal, indica a carga permissível que a
pode ser aplicada continuamente ao motor,
sob condições especificadas. Este fator trata
de uma sobrecarga contínua, ou seja, uma
reserva de potência que dá ao motor uma
capacidade de suportar melhor o
funcionamento em condições desfavoráveis.
40
Fator de Serviço
O fator de serviço não deve ser confundido
com capacidade de sobrecarga momentânea
durante alguns minutos, pois geralmente os
motores suportam até 60% de sobrecarga
durante 15 segundos (WEG).
41
Escorregamento
Se o motor gira a uma velocidade diferente da
velocidade síncrona, ou seja, diferente da velocidade
do campo girante, o enrolamento do rotor “corta” as
linhas de força magnéticas do campo e, pelas leis do
eletromagnetismo, circularão nele correntes induzidas.
Quanto maior a carga, maior terá que ser o conjugado
necessário para acioná-la. Para obter o conjugado, terá
que ser maior a diferença de velocidade para que as
correntes induzidas e os campos produzidos sejam
maiores. Portanto, a medida que a carga aumenta, cai
a rotação do motor.
42
Escorregamento
Quando a carga é zero (motor em vazio) o rotor girará
praticamente com rotação síncrona. A diferença entre a
velocidade do motor (n) e a velocidade síncrona (ns)
chama-se escorregamento (s), que pode ser expresso
em “rpm”, como fração da velocidade síncrona ou como
porcentagem desta.
43
Escorregamento
 EXEMPLO: Qual o escorregamento de um
motor de indução de 6 pólos, sabido que a
rotação de seu eixo e de 1170rpm?
Conforme demonstrado: ns = 1200.
44
Rendimento
 O motor elétrico absorve energia elétrica da
linha e a transforma em energia mecânica
disponível na ponta do eixo.
 O rendimento define a eficiência com que é feita
esta transformação.
45
Fator de Potência
 O fator de potência, denominado por cos é o
ângulo de defasagem entre a tensão e a
corrente. É a relação entre a potência elétrica
real ou potência ativa e a potência aparente.
46
O Circuito Equivalente
 Para conduzir os cálculos de análise de operação e
facilitar o cálculo de desempenho é desejável ter um
circuito equivalente:
47
Placa de Motor Trifásico
48
Categorias
 A ABNT, através da NBR – 15628, classifica os
motores de indução trifásicos de rotor em gaiola
nas categorias abaixo conforme a sua curva de
torque;
 CAT N – Rotor de gaiola de simples de baixa
resistência;
 CAT D – Rotor de gaiola simples de alta
resistência;
 CAT H – Rotor de dupla gaiola;
 Sem categoria – Rotor bobinado.
49
Categoria N
São caracterizados por:
 um conjugado de partida baixo (0,65 a 2Tn);
 alta corrente de partida (5 a 9xIn);
 pequeno escorregamento (Sn<5%) em regime
permanente;
 ótimo rendimento.
Ex: ventiladores, compressores, bombas
centrífugas e outros.
50
Categoria D
São caracterizados por:
 torque de partida elevado (Tp ≥ 2,75Tn);
 corrente de partida normal (4 a 6xIn);
 alto escorregamento (Sn entre 5% e 15%);
 baixo rendimento;
 grande regulação de velocidade.
Ex: tesouras, guilhotinas, britadores e outros
51
Categoria H
 um alto torque de partida (Tp = 2 = 2Tn);
 alta corrente de partida (5 a 9xIn);
 pequeno escorregamento (Sn < 5%) em
regime permanente;
 alto rendimento.
Ex: elevadores, esteiras transportadoras,
guindastes, pontes rolantes e outros.
52
Classes de Isolamento
 As classes de isolamento utilizadas em
máquinas elétricas e os respectivos limites
de temperatura conforme NBR-7094, são:
 Classe A (105°C)
 Classe E (120°C)
 Classe B (130°C)
 Classe F (155°C)
 Classe H (180°C)
53
 As classes mais comuns são A, E e B;
 A classe F é a comumente utilizada em
motores de alta tensão.
 Os motores com carcaça de alumínio quase
sempre são classe H.
Classes de Isolamento
54
Vídeo – Campo Girante
Demonstração da existência do campo girante
no motor de indução trifásico
55
Referências Bibliográficas
 www.weg.com.br
 TAVARES, Adilson. Máquinas de corrente
alternada. 1ª Ed. ETFPEL: Autores Associados,
1997
 FILHO, Guilerme Fillipo. Motor de indução. Ed.
Érica,
 Fitzgerald, Kingsley E Umans. Máquinas
elétricas. Bookman
56
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Apresentação motores de indução

  • 1. 1 MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais ALUNOS: DEISE CAMPOS FELIPE RAUTTER GILNEI SOUZA MARCELO C. GOMES SADI SCHIAVON DISCIPLINA: CONVERSÃO DE ENERGIA PROF: PAULO 7° Período Noturno - 2011
  • 2. 2 Introdução O ano de 1866 pode ser considerado o ano do nascimento da máquina elétrica, pois foi neste ano que o cientista Werner Siemens inventou o primeiro gerador de corrente contínua auto-induzido. E o Motor de indução existe desde 1885, quando foi inventado quase simultaneamente, por Galileu Ferraris e Nicolas Tesla. Atualmente o motor de indução (ou motor assíncrono) trifásico tem um campo de aplicação ilimitado, e é o mais utilizado na industria,desde frações de CV até milhares de CV. Estima-se que 90% dos motores fabricados sejam de indução.
  • 3. 3 Introdução Evolução do Motor Elétrico Peso x Potência
  • 4. 4 Introdução O desenvolvimento de condutores esmaltados, dos papeis, filmes isolantes sintéticos, chapas magnéticas, ligas de alumínio e dos materiais plásticos contribuíram notoriamente para a redução da relação peso x potência dos motores elétricos. Observando-se o peso de um motor de mesma potência no decorrer do tempo, podemos verificar que o motor atual tem apenas 8% do peso de seu antecessor em 1891.
  • 5. 5 Introdução Esta evolução tecnológica é caracterizada principalmente, pelo desenvolvimento de novos materiais isolantes, os quais suportam temperaturas mais elevadas. Atualmente os motores elétricos estão presentes em praticamente todas as instalações industriais,comerciais e residenciais. Exemplos são os minúsculos motores que acionam os discos rígidos dos computadores, a infinidade de motores que acionam nossos eletrodomésticos e os gigantes motores que movimentam bombas, compressores, ventiladores, moinhos, extrusoras e outras infinidades de aplicações.
  • 7. 7 Características Construtivas Todos os motores elétricos têm em comum vários elementos construtivos. Adicionalmente, cada tipo de motor possui certos elementos específicos que o caracterizam. Entre os elementos comuns a todos os tipos de motores, estão as partes estruturais como: carcaça, estator, tampas, mancais, rotor, guias de ar, ventiladores externos e internos, trocador de calor), caixas de ligação principal e dos acessórios, flange, acessórios, etc.
  • 9. 9 Características Construtivas ESTATOR  Carcaça  Núcleo  Enrolamento ROTOR  Núcleo  Enrolamento  Eixo
  • 12. 12 Características Construtivas O núcleo é constituído por um pacote de chapas de ferro de alta permeabilidade e baixas perdas isoladas entre si.
  • 13. 13 Características Construtivas O enrolamento do estator é constituído por bobinas de fio de cobre esmaltado que ficam alojadas nas ranhuras existentes na periferia interna do núcleo do estator. Este enrolamento pode ser projetado para alta ou baixa tensão, dependendo da potência do motor.
  • 15. 15 Características Construtivas O rotor é a parte girante da máquina, composta de núcleo, enrolamento e eixo. O núcleo do rotor desempenha as mesmas funções magnéticas que o núcleo do estator e também é constituído por lâminas de ferro, formando um cilindro com ranhuras na sua periferia externa.
  • 16. 16 Características Construtivas O número de ranhuras do estator e do rotor são diferentes e as ranhuras do rotor são inclinadas em relação ao eixo. Através destes dois artifícios impede-se que dentes do estator e do rotor confrontem-se, proporcionando um ponto de mínima relutância para o fluxo, o que dificultaria a partida nesta posição e produziria um toque não uniforme com zumbido de origem magnética durante o funcionamento do motor.
  • 17. 17 Características Construtivas Entre o núcleo do estator e do rotor existe uma pequena região de ar, o entreferro, que permite ao rotor girar livremente. Quanto a forma do enrolamento do rotor, os motores podem ser de dois tipos:  Rotor de gaiola de esquilo (rotor em curto circuito);  Rotor bobinado (rotor de anéis).
  • 18. 18 Características Construtivas ROTOR DE GAIOLA DE ESQUILO É o rotor mais utilizado, possui enrolamento de barras condutoras, geralmente de cobre ou alumínio alojadas nas ranhuras do rotor. Estas barras estão permanentemente curto- circuitadas por anéis existentes em cada extremidade. O conjunto de barras e anéis se assemelha a uma gaiola de esquilo.
  • 22. 22 Características Construtivas Rotor de barras com canais radiais de ventilação
  • 23. 23 Características Construtivas O rotor bobinado possui um enrolamento de fio de cobre esmaltado, semelhante ao do estator, distribuído nas ranhuras do núcleo do rotor. Os terminais são conectados a três anéis condutores isolados entre si e do eixo. Estes anéis estão em contato através de escovas a um reostato trifásico externo. A função do reostato de arranque ligado aos enrolamentos do rotor, é a de reduzir as correntes de arranque elevadas, no caso de motores de elevada potência.
  • 26. 26 Princípio de Funcionamento Para o perfeito funcionamento de um motor de indução trifásico, além do motor necessitamos de um sistema de corrente alternada trifásica. Este sistema é formado pela associação de três sistemas monofásicos de tensão V1, V2, V3, tais que a defasagem entre elas seja de 120°.
  • 28. 28 Princípio de Funcionamento Campo Girante Quando uma bobina é percorrida por uma corrente elétrica, é criado um campo magnético dirigido conforme o eixo da bobina e do valor proporcional da corrente.
  • 30. 30 Princípio de Funcionamento Campo Girante Trifásico O enrolamento trifásico é formado por três enrolamentos monofásico espaçados em 120°, quando este sistema é alimentado pelo sistema trifásico, as correntes I1,I2 e I3 criarão do mesmo modo campos magnéticos H1,H2 e H3 espaçados entre si de 120°. Além disso, como são proporcionais, as respectivas correntes serão defasadas no tempo também em 120°
  • 32. 32 Princípio de Funcionamento Campo magnético resultante
  • 33. 33 Princípio de Funcionamento Quando um enrolamento trifásico é alimentado por correntes trifásicas, cria-se um "campo girante", como se houvesse um único par de pólos girantes, de intensidade constante. Este campo girante, criado pelo enrolamento trifásico do estator, induz tensões nas barras do rotor (linhas de fluxo cortam as barras do rotor) as quais geram correntes e, conseqüentemente, um campo no rotor, de polaridade oposta à do campo girante. Como campos opostos se atraem e o campo do estator (campo girante) é rotativo, o rotor tende a acompanhar a rotação deste campo. Desenvolve-se então, no estator, um conjugado que faz com que ele gire, acionando a carga.
  • 34. 34 Princípio de Funcionamento Velocidade Síncrona A velocidade síncrona do motor é definida pela velocidade de rotação do campo girante, a qual depende do número de pólos (2P) do motor e da freqüência (f) da rede, em ciclos por segundo (Hz). O campo girante percorre um par de pólos (P) a cada ciclo. Assim a velocidade de campo será:
  • 35. 35 Princípio de Funcionamento Fórmula para cálculo da rotação síncrona
  • 36. 36 Cálculo da Velocidade Síncrona Calcule a rotação síncrona de um motor de 6 pólos, para rede de 60 Hz.
  • 37. 37 Rotação Síncrona O número de pólos do motor terá de ser sempre par, para formar os pares de pólos. A tabela abaixo demonstra algumas velocidades síncronas usuais:
  • 38. 38 Rotação Síncrona Para motores de dois pólos, o campo percorre uma volta a cada ciclo. Assim, os graus elétricos equivalem aos graus mecânicos. Para motores com mais de dois pólos teremos, de acordo com o número de pólos, um giro “geométrico” menor. Por exemplo, para um motor de seis pólos em um ciclo completo, um giro de 360° elétricos 2/6 = 120° geométricos.
  • 39. 39 Fator de Serviço O fator de serviço é aplicado à potência nominal, indica a carga permissível que a pode ser aplicada continuamente ao motor, sob condições especificadas. Este fator trata de uma sobrecarga contínua, ou seja, uma reserva de potência que dá ao motor uma capacidade de suportar melhor o funcionamento em condições desfavoráveis.
  • 40. 40 Fator de Serviço O fator de serviço não deve ser confundido com capacidade de sobrecarga momentânea durante alguns minutos, pois geralmente os motores suportam até 60% de sobrecarga durante 15 segundos (WEG).
  • 41. 41 Escorregamento Se o motor gira a uma velocidade diferente da velocidade síncrona, ou seja, diferente da velocidade do campo girante, o enrolamento do rotor “corta” as linhas de força magnéticas do campo e, pelas leis do eletromagnetismo, circularão nele correntes induzidas. Quanto maior a carga, maior terá que ser o conjugado necessário para acioná-la. Para obter o conjugado, terá que ser maior a diferença de velocidade para que as correntes induzidas e os campos produzidos sejam maiores. Portanto, a medida que a carga aumenta, cai a rotação do motor.
  • 42. 42 Escorregamento Quando a carga é zero (motor em vazio) o rotor girará praticamente com rotação síncrona. A diferença entre a velocidade do motor (n) e a velocidade síncrona (ns) chama-se escorregamento (s), que pode ser expresso em “rpm”, como fração da velocidade síncrona ou como porcentagem desta.
  • 43. 43 Escorregamento  EXEMPLO: Qual o escorregamento de um motor de indução de 6 pólos, sabido que a rotação de seu eixo e de 1170rpm? Conforme demonstrado: ns = 1200.
  • 44. 44 Rendimento  O motor elétrico absorve energia elétrica da linha e a transforma em energia mecânica disponível na ponta do eixo.  O rendimento define a eficiência com que é feita esta transformação.
  • 45. 45 Fator de Potência  O fator de potência, denominado por cos é o ângulo de defasagem entre a tensão e a corrente. É a relação entre a potência elétrica real ou potência ativa e a potência aparente.
  • 46. 46 O Circuito Equivalente  Para conduzir os cálculos de análise de operação e facilitar o cálculo de desempenho é desejável ter um circuito equivalente:
  • 47. 47 Placa de Motor Trifásico
  • 48. 48 Categorias  A ABNT, através da NBR – 15628, classifica os motores de indução trifásicos de rotor em gaiola nas categorias abaixo conforme a sua curva de torque;  CAT N – Rotor de gaiola de simples de baixa resistência;  CAT D – Rotor de gaiola simples de alta resistência;  CAT H – Rotor de dupla gaiola;  Sem categoria – Rotor bobinado.
  • 49. 49 Categoria N São caracterizados por:  um conjugado de partida baixo (0,65 a 2Tn);  alta corrente de partida (5 a 9xIn);  pequeno escorregamento (Sn<5%) em regime permanente;  ótimo rendimento. Ex: ventiladores, compressores, bombas centrífugas e outros.
  • 50. 50 Categoria D São caracterizados por:  torque de partida elevado (Tp ≥ 2,75Tn);  corrente de partida normal (4 a 6xIn);  alto escorregamento (Sn entre 5% e 15%);  baixo rendimento;  grande regulação de velocidade. Ex: tesouras, guilhotinas, britadores e outros
  • 51. 51 Categoria H  um alto torque de partida (Tp = 2 = 2Tn);  alta corrente de partida (5 a 9xIn);  pequeno escorregamento (Sn < 5%) em regime permanente;  alto rendimento. Ex: elevadores, esteiras transportadoras, guindastes, pontes rolantes e outros.
  • 52. 52 Classes de Isolamento  As classes de isolamento utilizadas em máquinas elétricas e os respectivos limites de temperatura conforme NBR-7094, são:  Classe A (105°C)  Classe E (120°C)  Classe B (130°C)  Classe F (155°C)  Classe H (180°C)
  • 53. 53  As classes mais comuns são A, E e B;  A classe F é a comumente utilizada em motores de alta tensão.  Os motores com carcaça de alumínio quase sempre são classe H. Classes de Isolamento
  • 54. 54 Vídeo – Campo Girante Demonstração da existência do campo girante no motor de indução trifásico
  • 55. 55 Referências Bibliográficas  www.weg.com.br  TAVARES, Adilson. Máquinas de corrente alternada. 1ª Ed. ETFPEL: Autores Associados, 1997  FILHO, Guilerme Fillipo. Motor de indução. Ed. Érica,  Fitzgerald, Kingsley E Umans. Máquinas elétricas. Bookman