SlideShare uma empresa Scribd logo
Agrupamento Vertical de Escolas D. Martinho Castelo Branco.


                           História
        Marquês de Pombal: O Homem e a Obra




Professor interveniente:

-João Figueiredo
                                                             Trabalho realizado por:

                                                              -Doina Targon nº7; 8º
Índice:

Capa..................................................................................................................................Pág. 1

Índice................................................................................................................................Pág. 2

Enquadramento no Tempo e na Época.............................................................................Pág. 3

Reinado de D. José I.........................................................................................................Pág. 4

Quem era Sebastião José Carvalho e Melo ?...................................................................Pág. 5

Medidas Económicas de Pombal.....................................................................................Pág. 6

O Terramoto de 1755........................................................................................................Pág. 7

A Reconstrução da Cidade de Lisboa...............................................................................Pág. 8

O Novo Urbanismo..........................................................................................................Pág. 9

Reforma do Ensino.........................................................................................................Pág. 10

Reforma do Ensino (Continuação)....................................................................................Pág. 11




                                                                                                                                         2
Enquadramento no Tempo e na Época
Sebastião José de Carvalho e Melo, foi o mais notável estadista do seu tempo, não só de
Portugal como provavelmente de toda a Europa. Foi o homem das grandes reformas
económicas e educacionais, que coloca Portugal na preparação para a modernidade. Foi o
grande reformador.

 Vivia-se a época dos despotismos iluminados. A razão, a inteligência e os conhecimentos é
que davam acesso ao poder.
Todas estas viagens proveitosas conferiam ao diplomata novas experiências, sabedoria e
ideias que, mais tarde, o fariam brilhar em Portugal.

  A centralização política do absolutismo, contudo, não foi suportada pela devida
reestruturação dos organismos executivos, o que originou um profundo desequilíbrio. A
verdade é que esta reforma foi iniciada uns anos antes da morte do rei, sobretudo no sentido
de restaurar a disciplina das ordens regulares e reformar a capitação e as Secretarias de
Estado; o falecimento de D. João V, contudo, interrompeu a sua progressão. D. José I, seu
filho e herdeiro da Coroa, reforçaria o absolutismo monárquico, raiando, por vezes, o
despotismo integral e intolerante através de medidas radicais contra os que se opunham ao
reforço do poder régio.




                                                                                           3
Reinado de D. José I
Quando D. José I subiu ao trono Portugal
                                                  estava numa grave crise económica, recebia
                                                  menos Ouro e as importações aumentavam. A
                                                  nobreza e o clero tinham muito poder.
                                                   D. José I nomeou o Marquês de Pombal para
                                                  seu ministro.
                                                   Em 1755 deu-se o terramoto que destruiu
                                                  Lisboa.
                                                   O Marquês de Pombal organizou a
                                                  reconstrução de Lisboa refazendo a baixa de
                                                  Lisboa, com ruas largas e perpendiculares e
                                                  construindo a Praça do Comércio.
                                                   Ainda no reinado de D. José foram feitas
                                                  reformas no ensino com a criação das “Escolas
                                                  Menores” e a reforma da Universidade de
                                                  Coimbra.
                                                  O reinado de D. José confunde-se com o
                                                  governo de Marquês de Pombal.
Fig.1- Estátua de José I, no Terreiro do Paço em Lisboa.


 Se, até 1755, ano do terramoto de Lisboa, Sebastião José de Carvalho e Melo é um chefe
de governo apagado e fraco, depois e na sequência da sua atitude corajosa e decidida na
reconstrução da capital e das perseguições movidas contra a nobreza acusada de tentar
assassinar D. José em 1758, assume-se como um líder carismático que ensombra o próprio
rei.
 Devido ao Marquês de Pombal, os 27 anos do reinado de D, José e que distam de 1750 até
1777 são anos de muitas reformas. É criada a Aula dos Risco (escola de engenharia), surge o
Real Colégio dos Nobres (para preparar a aristocracia para os tempos do Iluminismo),
reforma-se a Universidade de Coimbra com a introdução das aulas de filosofia e de
matemática.
 É também neste reinado que é criada a Real Companhia das Vinhas do Alto Douro, se
tomam medidas proteccionistas dos lanifícios (aplicação do conhecido mercantilismo).
 São ainda libertados todos os escravos existentes no Brasil, terminou a distinção entre
cristãos novos e cristãos velhos.
Fazem-se, como se vê, inúmeras reformas para impulsionar o comércio e a indústria em
Portugal, notando-se uma cada vez maior influência da burguesia em detrimento da nobreza.
 É também de assinalar (dentro da ideia de reforma do ensino) a perseguição feita aos
Jesuítas que controlam, a título de exemplo, a Universidade de Évora que chega mesmo a
encerrar as suas portas durante este período.
D. José morre em 1777 e sucede-lhe a sua filha, D. Maria I.                                  4

Quem era Sebastião José Carvalho e Melo ?
Nasceu a 13 de Junho de 1699, em Lisboa, o
                                         mais velho de onze filhos de Manuel de Carvalho
                                         e Ataíde e de Teresa Luísa Mendonça e Melo,
                                         fidalgos da província. Estudou Direito na
                                         Universidade de Coimbra mas desistiu do curso e
                                         alistou-se no exército. Voltou a desistir e mudou-
                                         se para Lisboa. Casou-se duas vezes, tendo tido
                                         cinco filhos no segundo casamento.

                                          O seu primeiro cargo público é como embaixador
                                         de Portugal em Londres, em 1738.
                                          José I, ao subir ao trono em 1750, nomeia-o para
                                         a Secretaria dos Negócios Estrangeiros. Em
                                         pouco tempo, acumula outros cargos, tornando-se
                                         o mais influente ministro do reino.



Fig.2- Marquês de Pombal.
 A situação de calamidade pública em Lisboa, ocasionada pelo terremoto de 1755, leva-o a
assumir poderes quase ditatoriais, com os quais passa a implementar uma ampla política de
reformas.
 O seu objectivo é a modernização do reino e a ampliação das bases financeiras de Portugal,
por meio de uma política fiscal mais eficaz, da introdução de manufacturas que substituam
as importações e da expansão do comércio e da produção agrícola do reino e de seus
domínios.
 Ao mesmo tempo, Pombal desencadeia implacável perseguição aos jesuítas, que exercem
enorme influência na economia e, na prática, controlam todo o sistema de educação. Em
1759, ordena a expulsão dos jesuítas de Portugal e de todos os domínios ultramarinos.
 Em 1758, aproveitando-se de um atentado contra o rei, Pombal abre inquérito contra os
padres da ordem e importantes famílias da alta nobreza.
 É agraciado com o título de conde de Oeiras nesse mesmo ano e, em 1770, com o de
marquês de Pombal.
 Em 1772, na universidade onde estudou, actualiza os métodos e conteúdos de ensino, o
que ficou conhecido como a reforma pombalina.
 Com a morte do rei D. José I, seu protector, em 1777, é exonerado de todos os cargos e
submetido a um processo sob a acusação de peculato e abuso de poder.
 Quando o rei D. José morreu e a rainha D. Maria I subiu ao trono, em 1777, o Marquês foi
afastado do seu trabalho na corte. O Marquês foi, então, para Pombal, onde viveu até ao dia
da sua morte, em 8 de Maio de 1782.
 Ele foi responsável por um ataque feroz àqueles que considerava contrários aos interesses
de um poder central forte; as perseguições à Companhia de Jesus e a execução de membros
da nobreza, como os Távoras e o Duque de Aveiro, são um exemplo dessas práticas.        5
Medidas Económicas de Pombal
-Reformas Económicas

 Apesar dos problemas, Sebastião de Melo levou a cabo um ambicioso programa de
reformas. Entre outras realizações, seu governo procurou incrementar a produção nacional
em relação à concorrência estrangeira, desenvolver o comércio colonial e incentivar o
desenvolvimento das manufacturas. No âmbito dessa política, em 1756 foi criada a
Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro, à qual o ministro concedeu
isenção de impostos no comércio e nas exportações, estabelecendo assim a primeira zona de
produção vinícola demarcada no mundo, colocando-se os célebres marcos pombalinos nas
delimitações da região. Em 1773, surgia a Companhia Geral das Reais Pescas do Reino do
Algarve, destinada a controlar a pesca no sul de Portugal.
 Ao mesmo tempo, o marquês criou estímulos fiscais para a instalação de pequenas
manufacturas voltadas para o mercado interno português, do qual também faziam parte as
colónias. Essa política proteccionista englobava medidas que favoreciam a importação de
matérias-primas e encareciam os produtos importados similares aos de fabricação
portuguesa. Como resultado, surgiram no reino centenas de pequenas manufacturas
produtoras dos mais diversos bens.
 Marquês fundou, remodelou e apoiou manufacturas: têxteis; vidros faianças, chapelaria,
metalúrgica,construção,naval.
 O ministro fundou também o Banco Real em 1751 e estabeleceu uma nova estrutura para
administrar a cobrança dos impostos, centralizada pela Real Fazenda de Lisboa, sob seu
controle directo.




Fig.3- Execução dos Távoras                        Fig.4- Vinhas do Douro




                                                                                       6
O Terramoto de 1755
No dia 1 de Novembro de 1755, um terramoto assolou a cidade de Lisboa e provocou a
destruição de grande parte da cidade e a morte de cerca de 60.000 pessoas. Só na cidade de
Lisboa, onde viviam à volta de 250.000 pessoas, morreram perto de 20.000. O abalo foi tão
forte que se sentiu até no sul de França e norte de África.
A terra começou a tremer às 9h45 da manhã do feriado religioso de Todos-os-Santos,
quando grande parte da população se encontrava dentro de igrejas. Por isso, muitas mortes
aconteceram nesses locais. Os sobreviventes refugiaram-se na zona portuária, mas o
terramoto sentiu-se também no mar, tendo provocado um maremoto que causou a destruição
dos barcos, a morte dos seus tripulantes e fez submergir o porto e o centro da cidade.
Pouco depois sentiu-se um segundo abalo. Como estava muito frio, as lareiras estavam
acesas e a cidade incendiou-se.
Durante três dias, a terra não parou de tremer. O terramoto atingiu tais proporções que
causou fissuras de cinco metros que cortaram o centro da cidade. Cerca de 85% das
construções de Lisboa ficaram destruídas, incluindo palácios famosos, bibliotecas, igrejas e
hospitais… mas verificaram-se também estragos em vários pontos do país.
Passado o horror, o rei D. José I ordenou ao seu primeiro-ministro, o Marquês de Pombal,
que reconstruísse a baixa da cidade. A maior parte dos monumentos foi restaurada, mas
alguns, como o Convento do Carmo, continuam em ruínas e simbolizam este dia trágico que
atingiu o nosso país.

 Foi o catastrófico terramoto de 1755 que lançou definitivamente Sebastião José de
Carvalho e Melo na política nacional e o fez ficar popular até aos nossos dias. No meio da
destruição, do caos e do desespero, era preciso fazer algo: agora, já, ontem. Nisso foi bom!
Agiu depressa - a bem ou à força.
Reconstruiu Lisboa e provou a sua visão de modernidade. Felizmente, o rei não o amputou
do poder de decidir. “Sem Marquês não haveria a Lisboa pombalina, não haveria a Baixa,
cuja largura das ruas permite que o trânsito automóvel ainda hoje flua. E no seu tempo só
havia carruagens”, constata o historiador do Museu do Chiado, Rui Afonso. “É o homem
que mais marca Lisboa”, diz, por sua vez, o deputado João Soares. Com o terramoto, vem
ao de cima o génio organizador e a sua assombrosa energia. Esta é a verdadeira génese do
seu imenso poder. Com a introdução de novos impostos e a reconstrução da capital, a par de
inúmeras iniciativas, o rei D. José dispensa-lhe confiança cega, fomentando a inveja da alta
nobreza.




                            Fig.5- Terramoto de 1755.                                    7

A Reconstrução da Cidade de Lisboa
Imposta pelo Marquês de Pombal, ministro de D. José, a reconstrução de Lisboa tornou-se
uma prioridade imediata e, logo em 4 de Dezembro de 1755, foram apresentados os seis
projectos para a reedificação da cidade.
Seguindo um modelo iluminista, esta “nova” cidade constituiu uma das mais audaciosas
propostas urbanísticas da Europa da época.
Na implementação deste projecto, destacam-se a vontade e eficiência das políticas do
Marquês de Pombal e o papel fundamental dos arquitectos e engenheiros militares Manuel
da Maia, Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, envolvidos no levantamento e execução dos
projectos para erguer a nova cidade.
Documentando o período da reconstrução que se seguiu ao Terramoto de 1755 e
constituindo o primeiro grande núcleo de projecto urbano de Lisboa, a exposição apresenta
um importante conjunto de projectos que, para além dos planos referentes à reedificação da
cidade, inclui tipologias de edifícios a adoptar e estruturas de saneamento.

 O Marquês de Pombal ficou conhecido como o grande reformador de Lisboa, pois fez
renascer das cinzas uma cidade inteira, segundo uma planta de ruas largas, paralelas e
perpendiculares. É a ele que se devem os primeiros edifícios, a nível mundial, com
protecção anti-sismo, testados recorrendo a modelos de madeira. Mas a sua vida não conta
apenas com os grandes feitos históricos, como a reconstrução de Lisboa. Ele foi responsável
por um ataque feroz àqueles que considerava contrários aos interesses de um poder central
forte; as perseguições à Companhia de Jesus e a execução de membros da nobreza, como os
Távoras e o Duque de Aveiro, são um exemplo dessas práticas.

 Perante a catástrofe, o futuro Marquês de Pombal tomou várias medidas. Mandou:
 Enterraram os mortos e socorrer os vivos.
 Policiar as ruas e os edifícios mais importantes para evitar os roubos;
  Elaborar um plano de reconstrução, da zona de Lisboa que ficou destruída, a cargo do
arquitecto Eugénio dos Santos e do engenheiro Manuel da Maia e e Carlos Mardel.




Fig. 6- Reconstrução da Cidade de Lisboa.        Fig.7 - Estátua do Marquês de Pombal (Lisboa)   8
O Novo Urbanismo
Depois do terramoto, o Marquês ficou responsável pela reconstrução da cidade. Foi ele que
reconstruiu a baixa lisboeta com todas aquelas ruas paralelas e perpendiculares.
É por isso que a baixa lisboeta é conhecida como "baixa pombalina".

 Neste plano urbanístico, é imposto um traçado geométrico ortogonal, com hierarquização
de vias, definidas em função das duas Praças mais emblemáticas da cidade: o Rossio, centro
comunitário, e a Praça do Comércio (antigo Terreiro do Paço), centro político e económico.

 Também mandou alterar o modo de construção das casas, para prevenir mais terramotos.

 Remodelando a arquitectura da parte alta da cidade de Coimbra, que ainda hoje em parte se
mantém, constrói-se o Hospital Escolar, o Teatro Anatómico, o Dispensário Farmacêutico, o
Observatório Astronómico, o Gabinete de Física Experimental e o Jardim Botânico.

 As ruas passaram a ser largas, com um traçado geométrico e com passeios calcetados;
 As casas foram construídas todas da mesma altura (4 ou 5 pisos), com fachadas iguais e
com uma estrutura que resistia melhor a possíveis novos sismos para tentar evitar novos
incêndios, as casas assentavam em estacas de madeira que mergulhavam nas águas do
subsolo e, entre os edifícios, fizeram-se muros (os corta – fogos) para evitar a propagação
das chamas;
 Construiu-se uma rede geral de esgotos, tendo acabar-se com o velho habito dos despejos
atirados das janelas e acompanhados do grito de «água vai»;


-O terreiro do Paço deu lugar à actual Praça do Comércio, homenagem que o Marquês de
Pombal quis fazer aos comerciantes que, com o seu dinheiro, ajudaram a reconstruir Lisboa.

 Nasceu a Lisboa Pombalina, com um urbanismo que provoca admiração em todo o
mundo. O seu principal impulsionador foi Marquês de Pombal, o Primeiro-ministro do Rei
D. José, ajudado pelos arquitectos e engenheiros, Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e
Carlos Mardel (1755-76).




                                                                                         9
Reforma do Ensino
* Expulsão de Companhia de Jesus
* Os laboratórios e instrumentos para a Universidade de Coimbra, Física e Química.

  Não foi apenas pela extinção da Companhia de Jesus e pela sua posterior expulsão do país
que o Marquês de Pombal de 1750 a 1777, Ministro do rei D. José I, actuou no campo do
ensino, já que por ele foram levadas a cabo e sistematizadas importantes reformas. Ao criar
a Aula do Comércio e, em 1759, a Directoria Geral dos Estudos, ele inaugura uma série de
medidas que culminam com a reforma geral do ensino em 1772. Abrem-se Escolas
Menores, que se multiplicam pelo país e pelos domínios ultramarinos e, nesse mesmo ano, o
número de professores previstos, juntamente com os dos “mestres de ler”, é já de 837.
Numa iniciativa inédita em toda a Europa, cria-se um imposto - o subsídio literário - para
financiamento das despesas com a educação.

 Em função de radicais diferenças de objectivos.
Enquanto os jesuítas preocupavam-se com a religião, Pombal pensava em reerguer Portugal
da decadência que se encontrava diante de outras potências europeias da época.
A educação jesuítica não convinha aos interesses comerciais emanados por Pombal. Ou seja,
se as escolas da Companhia de Jesus tinham por objectivo servir aos interesses da fé,
Pombal pensou em organizar a escola para servir aos interesses do Estado.

 A pregação dos Jesuítas apresentando aquela calamidade como um castigo de Deus
exaltava os ânimos e o Marquês de Pombal viu nela um pretexto para uma campanha contra
os Jesuítas que iniciou com o confiscar de bens até à expulsão de todo o império português
(1759). Como a Companhia de Jesus controlava grande parte do ensino em Portugal., o
governante sentiu a obrigação de criar aulas gratuitas de Gramática Latina, em cada um dos
bairros de Lisboa e mais uma ou duas em cada vila, consoante o seu tamanho. De Grego e
Retórica criou quatro escolas em Lisboa, duas em Coimbra, Évora e Porto e uma de
Retórica em outras vilas e cidades do país.

 A 3 de Setembro de 1759, o rei D. José I decretou a expulsão dos Jesuítas do país.




                                Fig.8 - Expulsão dos Jesuítas                        10
 A reforma do ensino universitário constitui um esforço notável para a sua modernização,
afastando-se dos esquemas e conteúdos programáticos e metodológicos tradicionais, procura
colocar-se a Universidade de Coimbra a par das suas congéneres europeias.
Igualmente de salientar o impulso dado ao ensino científico, com a criação das Faculdades
de Medicina e Matemática.


Fig. 9- O efeito da força centrífuga



                                              «As lâminas deformam-se quando são postas
                                             em rotação, adquirindo a forma duma elipse.
                                             Esta deformação acentua-se quando se aumenta
                                             a velocidade angular» «Com este dispositivo era
                                             possível ao professor, nas suas lições, simular a
                                             deformação do Globo Terrestre e relaciona-la
                                             com o seu movimento de rotação»




Fig. 10- A incompressibilidade dos fluidos

                                              «ESTE aparelho é um modelo de prensa feita
                                             de ferro e de latão e montada sobre uma base
                                             de madeira. Destina-se a comprimir esferas de
                                             chumbo cheias de água. Esta era introduzida no
                                             interior da esfera através dum orifício que em
                                             seguida era hermeticamente fechado através de
                                             uma tampa de rosca.

                                               Quando se fazia rodar a manivela da prensa
                                             em torno do seu eixo vertical, o êmbolo descia,
                                             indo comprimir a esfera de chumbo que se
                                             deformava ligeiramente. Aumentando a
                                             pressão do êmbolo contra a esfera, começavam
                                             a surgir pequenas gotículas de água no seu
                                             exterior, sem uma acentuada deformação da
                                             esfera. Este resultado permitia evidenciar a
                                             pouca compressibilidade da água, e, ao mesmo
                                             tempo, demonstrar a porosidade do chumbo.»




                                                                                          11

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

O Terramoto de 1755
O Terramoto de 1755O Terramoto de 1755
O Terramoto de 1755
Jorge Almeida
 
Trabalho sobre o terramoto 11º e
Trabalho sobre o terramoto 11º eTrabalho sobre o terramoto 11º e
Trabalho sobre o terramoto 11º e
Carla Teixeira
 
Revolução liberal portuguesa de1820
Revolução liberal portuguesa de1820Revolução liberal portuguesa de1820
Revolução liberal portuguesa de1820
Maria Gomes
 
Política e sociedade portuguesa no reinado de d. João V história 8º ano
Política e sociedade portuguesa no reinado de d. João V história 8º anoPolítica e sociedade portuguesa no reinado de d. João V história 8º ano
Política e sociedade portuguesa no reinado de d. João V história 8º ano
200166754
 
Liberalismo em portugal
Liberalismo em portugalLiberalismo em portugal
Liberalismo em portugal
cattonia
 
A revolução americana
A revolução americanaA revolução americana
A revolução americana
cattonia
 
A sociedade de ordens 11º ano
A sociedade de ordens 11º anoA sociedade de ordens 11º ano
A sociedade de ordens 11º ano
Carla Teixeira
 
A sociedade no Antigo Regime
A sociedade no Antigo RegimeA sociedade no Antigo Regime
A sociedade no Antigo Regime
Susana Simões
 
Revolução Liberal em Portugal
Revolução Liberal em PortugalRevolução Liberal em Portugal
Revolução Liberal em Portugal
Susana Simões
 
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo JoaninoD. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
BarbaraSilveira9
 
Marquês de Pombal
Marquês de PombalMarquês de Pombal
Marquês de Pombal
Inês Lucas
 
D. JOÃO V
D. JOÃO VD. JOÃO V
D. JOÃO V
guest10964e
 
Poder régio
Poder régioPoder régio
Poder régio
Carina Vale
 
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
200166754
 
O Fontismo
O FontismoO Fontismo
O Fontismo
Jorge Almeida
 
Fim da monarquia e implantação da república
Fim da monarquia e implantação da repúblicaFim da monarquia e implantação da república
Fim da monarquia e implantação da república
vanessasequeira
 
O Mercantilismo Em Portugal
O Mercantilismo Em PortugalO Mercantilismo Em Portugal
O Mercantilismo Em Portugal
Sílvia Mendonça
 
Formacao de portugal
Formacao de portugalFormacao de portugal
Formacao de portugal
cattonia
 
2 Áreas Funcionais
2 Áreas Funcionais2 Áreas Funcionais
2 Áreas Funcionais
Ministério da Educação
 
Portugal na Europa do Antigo Regime
Portugal na Europa do Antigo RegimePortugal na Europa do Antigo Regime
Portugal na Europa do Antigo Regime
Carlos Pinheiro
 

Mais procurados (20)

O Terramoto de 1755
O Terramoto de 1755O Terramoto de 1755
O Terramoto de 1755
 
Trabalho sobre o terramoto 11º e
Trabalho sobre o terramoto 11º eTrabalho sobre o terramoto 11º e
Trabalho sobre o terramoto 11º e
 
Revolução liberal portuguesa de1820
Revolução liberal portuguesa de1820Revolução liberal portuguesa de1820
Revolução liberal portuguesa de1820
 
Política e sociedade portuguesa no reinado de d. João V história 8º ano
Política e sociedade portuguesa no reinado de d. João V história 8º anoPolítica e sociedade portuguesa no reinado de d. João V história 8º ano
Política e sociedade portuguesa no reinado de d. João V história 8º ano
 
Liberalismo em portugal
Liberalismo em portugalLiberalismo em portugal
Liberalismo em portugal
 
A revolução americana
A revolução americanaA revolução americana
A revolução americana
 
A sociedade de ordens 11º ano
A sociedade de ordens 11º anoA sociedade de ordens 11º ano
A sociedade de ordens 11º ano
 
A sociedade no Antigo Regime
A sociedade no Antigo RegimeA sociedade no Antigo Regime
A sociedade no Antigo Regime
 
Revolução Liberal em Portugal
Revolução Liberal em PortugalRevolução Liberal em Portugal
Revolução Liberal em Portugal
 
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo JoaninoD. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
 
Marquês de Pombal
Marquês de PombalMarquês de Pombal
Marquês de Pombal
 
D. JOÃO V
D. JOÃO VD. JOÃO V
D. JOÃO V
 
Poder régio
Poder régioPoder régio
Poder régio
 
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
 
O Fontismo
O FontismoO Fontismo
O Fontismo
 
Fim da monarquia e implantação da república
Fim da monarquia e implantação da repúblicaFim da monarquia e implantação da república
Fim da monarquia e implantação da república
 
O Mercantilismo Em Portugal
O Mercantilismo Em PortugalO Mercantilismo Em Portugal
O Mercantilismo Em Portugal
 
Formacao de portugal
Formacao de portugalFormacao de portugal
Formacao de portugal
 
2 Áreas Funcionais
2 Áreas Funcionais2 Áreas Funcionais
2 Áreas Funcionais
 
Portugal na Europa do Antigo Regime
Portugal na Europa do Antigo RegimePortugal na Europa do Antigo Regime
Portugal na Europa do Antigo Regime
 

Semelhante a Marques de pombal

Sebastião josé de carvalho e mello
Sebastião josé de carvalho e melloSebastião josé de carvalho e mello
Sebastião josé de carvalho e mello
berenvaz
 
Marques de pombal
Marques de pombalMarques de pombal
Marques de pombal
Luã Lança
 
A Monarquia Absoluta De D José I
A Monarquia Absoluta De D José IA Monarquia Absoluta De D José I
A Monarquia Absoluta De D José I
jdlimaaear
 
D. José I
D. José ID. José I
D. José I
CatiaaEstevao
 
Marqês de Pombal e as reformas pombalinas
Marqês de Pombal e as reformas pombalinasMarqês de Pombal e as reformas pombalinas
Marqês de Pombal e as reformas pombalinas
DeaaSouza
 
Reinado D.José I
Reinado D.José IReinado D.José I
Reinado D.José I
Miguel Jorge
 
Marques de pombal
Marques de pombalMarques de pombal
Marques de pombal
sylvialuzo
 
Marques de pombal
Marques de pombalMarques de pombal
Marques de pombal
sylvialuzo
 
Apresentação1 terramoto
Apresentação1 terramotoApresentação1 terramoto
Apresentação1 terramoto
Carla Teixeira
 
32 despotismo pombalino
32   despotismo pombalino32   despotismo pombalino
32 despotismo pombalino
Carla Freitas
 
Absolutismo europeu
Absolutismo europeuAbsolutismo europeu
Absolutismo europeu
Valeria Kosicki
 
ARTIGO MARQUES DE POMBAL E A REFORMA EDUCACIONAL BRASILEIRA TEXTO 2 MARLIA.pdf
ARTIGO MARQUES DE POMBAL E A REFORMA EDUCACIONAL BRASILEIRA TEXTO 2 MARLIA.pdfARTIGO MARQUES DE POMBAL E A REFORMA EDUCACIONAL BRASILEIRA TEXTO 2 MARLIA.pdf
ARTIGO MARQUES DE POMBAL E A REFORMA EDUCACIONAL BRASILEIRA TEXTO 2 MARLIA.pdf
FrancoPereira21
 
1.ª Republica
1.ª Republica 1.ª Republica
1.ª Republica
crie_historia9
 
Resumo sobre a a matéria (O iluminismo e as reformas pombalinas) de 8ºano.
Resumo sobre a a matéria (O iluminismo e as reformas pombalinas) de 8ºano.Resumo sobre a a matéria (O iluminismo e as reformas pombalinas) de 8ºano.
Resumo sobre a a matéria (O iluminismo e as reformas pombalinas) de 8ºano.
HizqeelMajoka
 
O império luso brasileiro no XVIII - parte 2
O império luso brasileiro no XVIII - parte 2O império luso brasileiro no XVIII - parte 2
O império luso brasileiro no XVIII - parte 2
Ligiahistoria
 
Dinastia de bragança 2
Dinastia de bragança 2Dinastia de bragança 2
Dinastia de bragança 2
Carmo Silva
 
Dinastia de bragança
Dinastia de bragançaDinastia de bragança
Dinastia de bragança
Carmo Silva
 
Dinastia de bragança
Dinastia de bragançaDinastia de bragança
Dinastia de bragança
Carmo Silva
 
Lisboa Pombalina
Lisboa PombalinaLisboa Pombalina
Lisboa Pombalina
Beatriz Moscatel
 
O projecto pombalino de inspiração iluminista
O projecto pombalino de inspiração iluministaO projecto pombalino de inspiração iluminista
O projecto pombalino de inspiração iluminista
Carla Teixeira
 

Semelhante a Marques de pombal (20)

Sebastião josé de carvalho e mello
Sebastião josé de carvalho e melloSebastião josé de carvalho e mello
Sebastião josé de carvalho e mello
 
Marques de pombal
Marques de pombalMarques de pombal
Marques de pombal
 
A Monarquia Absoluta De D José I
A Monarquia Absoluta De D José IA Monarquia Absoluta De D José I
A Monarquia Absoluta De D José I
 
D. José I
D. José ID. José I
D. José I
 
Marqês de Pombal e as reformas pombalinas
Marqês de Pombal e as reformas pombalinasMarqês de Pombal e as reformas pombalinas
Marqês de Pombal e as reformas pombalinas
 
Reinado D.José I
Reinado D.José IReinado D.José I
Reinado D.José I
 
Marques de pombal
Marques de pombalMarques de pombal
Marques de pombal
 
Marques de pombal
Marques de pombalMarques de pombal
Marques de pombal
 
Apresentação1 terramoto
Apresentação1 terramotoApresentação1 terramoto
Apresentação1 terramoto
 
32 despotismo pombalino
32   despotismo pombalino32   despotismo pombalino
32 despotismo pombalino
 
Absolutismo europeu
Absolutismo europeuAbsolutismo europeu
Absolutismo europeu
 
ARTIGO MARQUES DE POMBAL E A REFORMA EDUCACIONAL BRASILEIRA TEXTO 2 MARLIA.pdf
ARTIGO MARQUES DE POMBAL E A REFORMA EDUCACIONAL BRASILEIRA TEXTO 2 MARLIA.pdfARTIGO MARQUES DE POMBAL E A REFORMA EDUCACIONAL BRASILEIRA TEXTO 2 MARLIA.pdf
ARTIGO MARQUES DE POMBAL E A REFORMA EDUCACIONAL BRASILEIRA TEXTO 2 MARLIA.pdf
 
1.ª Republica
1.ª Republica 1.ª Republica
1.ª Republica
 
Resumo sobre a a matéria (O iluminismo e as reformas pombalinas) de 8ºano.
Resumo sobre a a matéria (O iluminismo e as reformas pombalinas) de 8ºano.Resumo sobre a a matéria (O iluminismo e as reformas pombalinas) de 8ºano.
Resumo sobre a a matéria (O iluminismo e as reformas pombalinas) de 8ºano.
 
O império luso brasileiro no XVIII - parte 2
O império luso brasileiro no XVIII - parte 2O império luso brasileiro no XVIII - parte 2
O império luso brasileiro no XVIII - parte 2
 
Dinastia de bragança 2
Dinastia de bragança 2Dinastia de bragança 2
Dinastia de bragança 2
 
Dinastia de bragança
Dinastia de bragançaDinastia de bragança
Dinastia de bragança
 
Dinastia de bragança
Dinastia de bragançaDinastia de bragança
Dinastia de bragança
 
Lisboa Pombalina
Lisboa PombalinaLisboa Pombalina
Lisboa Pombalina
 
O projecto pombalino de inspiração iluminista
O projecto pombalino de inspiração iluministaO projecto pombalino de inspiração iluminista
O projecto pombalino de inspiração iluminista
 

Marques de pombal

  • 1. Agrupamento Vertical de Escolas D. Martinho Castelo Branco. História Marquês de Pombal: O Homem e a Obra Professor interveniente: -João Figueiredo Trabalho realizado por: -Doina Targon nº7; 8º
  • 2. Índice: Capa..................................................................................................................................Pág. 1 Índice................................................................................................................................Pág. 2 Enquadramento no Tempo e na Época.............................................................................Pág. 3 Reinado de D. José I.........................................................................................................Pág. 4 Quem era Sebastião José Carvalho e Melo ?...................................................................Pág. 5 Medidas Económicas de Pombal.....................................................................................Pág. 6 O Terramoto de 1755........................................................................................................Pág. 7 A Reconstrução da Cidade de Lisboa...............................................................................Pág. 8 O Novo Urbanismo..........................................................................................................Pág. 9 Reforma do Ensino.........................................................................................................Pág. 10 Reforma do Ensino (Continuação)....................................................................................Pág. 11 2 Enquadramento no Tempo e na Época
  • 3. Sebastião José de Carvalho e Melo, foi o mais notável estadista do seu tempo, não só de Portugal como provavelmente de toda a Europa. Foi o homem das grandes reformas económicas e educacionais, que coloca Portugal na preparação para a modernidade. Foi o grande reformador. Vivia-se a época dos despotismos iluminados. A razão, a inteligência e os conhecimentos é que davam acesso ao poder. Todas estas viagens proveitosas conferiam ao diplomata novas experiências, sabedoria e ideias que, mais tarde, o fariam brilhar em Portugal. A centralização política do absolutismo, contudo, não foi suportada pela devida reestruturação dos organismos executivos, o que originou um profundo desequilíbrio. A verdade é que esta reforma foi iniciada uns anos antes da morte do rei, sobretudo no sentido de restaurar a disciplina das ordens regulares e reformar a capitação e as Secretarias de Estado; o falecimento de D. João V, contudo, interrompeu a sua progressão. D. José I, seu filho e herdeiro da Coroa, reforçaria o absolutismo monárquico, raiando, por vezes, o despotismo integral e intolerante através de medidas radicais contra os que se opunham ao reforço do poder régio. 3 Reinado de D. José I
  • 4. Quando D. José I subiu ao trono Portugal estava numa grave crise económica, recebia menos Ouro e as importações aumentavam. A nobreza e o clero tinham muito poder. D. José I nomeou o Marquês de Pombal para seu ministro. Em 1755 deu-se o terramoto que destruiu Lisboa. O Marquês de Pombal organizou a reconstrução de Lisboa refazendo a baixa de Lisboa, com ruas largas e perpendiculares e construindo a Praça do Comércio. Ainda no reinado de D. José foram feitas reformas no ensino com a criação das “Escolas Menores” e a reforma da Universidade de Coimbra. O reinado de D. José confunde-se com o governo de Marquês de Pombal. Fig.1- Estátua de José I, no Terreiro do Paço em Lisboa. Se, até 1755, ano do terramoto de Lisboa, Sebastião José de Carvalho e Melo é um chefe de governo apagado e fraco, depois e na sequência da sua atitude corajosa e decidida na reconstrução da capital e das perseguições movidas contra a nobreza acusada de tentar assassinar D. José em 1758, assume-se como um líder carismático que ensombra o próprio rei. Devido ao Marquês de Pombal, os 27 anos do reinado de D, José e que distam de 1750 até 1777 são anos de muitas reformas. É criada a Aula dos Risco (escola de engenharia), surge o Real Colégio dos Nobres (para preparar a aristocracia para os tempos do Iluminismo), reforma-se a Universidade de Coimbra com a introdução das aulas de filosofia e de matemática. É também neste reinado que é criada a Real Companhia das Vinhas do Alto Douro, se tomam medidas proteccionistas dos lanifícios (aplicação do conhecido mercantilismo). São ainda libertados todos os escravos existentes no Brasil, terminou a distinção entre cristãos novos e cristãos velhos. Fazem-se, como se vê, inúmeras reformas para impulsionar o comércio e a indústria em Portugal, notando-se uma cada vez maior influência da burguesia em detrimento da nobreza. É também de assinalar (dentro da ideia de reforma do ensino) a perseguição feita aos Jesuítas que controlam, a título de exemplo, a Universidade de Évora que chega mesmo a encerrar as suas portas durante este período. D. José morre em 1777 e sucede-lhe a sua filha, D. Maria I. 4 Quem era Sebastião José Carvalho e Melo ?
  • 5. Nasceu a 13 de Junho de 1699, em Lisboa, o mais velho de onze filhos de Manuel de Carvalho e Ataíde e de Teresa Luísa Mendonça e Melo, fidalgos da província. Estudou Direito na Universidade de Coimbra mas desistiu do curso e alistou-se no exército. Voltou a desistir e mudou- se para Lisboa. Casou-se duas vezes, tendo tido cinco filhos no segundo casamento. O seu primeiro cargo público é como embaixador de Portugal em Londres, em 1738. José I, ao subir ao trono em 1750, nomeia-o para a Secretaria dos Negócios Estrangeiros. Em pouco tempo, acumula outros cargos, tornando-se o mais influente ministro do reino. Fig.2- Marquês de Pombal. A situação de calamidade pública em Lisboa, ocasionada pelo terremoto de 1755, leva-o a assumir poderes quase ditatoriais, com os quais passa a implementar uma ampla política de reformas. O seu objectivo é a modernização do reino e a ampliação das bases financeiras de Portugal, por meio de uma política fiscal mais eficaz, da introdução de manufacturas que substituam as importações e da expansão do comércio e da produção agrícola do reino e de seus domínios. Ao mesmo tempo, Pombal desencadeia implacável perseguição aos jesuítas, que exercem enorme influência na economia e, na prática, controlam todo o sistema de educação. Em 1759, ordena a expulsão dos jesuítas de Portugal e de todos os domínios ultramarinos. Em 1758, aproveitando-se de um atentado contra o rei, Pombal abre inquérito contra os padres da ordem e importantes famílias da alta nobreza. É agraciado com o título de conde de Oeiras nesse mesmo ano e, em 1770, com o de marquês de Pombal. Em 1772, na universidade onde estudou, actualiza os métodos e conteúdos de ensino, o que ficou conhecido como a reforma pombalina. Com a morte do rei D. José I, seu protector, em 1777, é exonerado de todos os cargos e submetido a um processo sob a acusação de peculato e abuso de poder. Quando o rei D. José morreu e a rainha D. Maria I subiu ao trono, em 1777, o Marquês foi afastado do seu trabalho na corte. O Marquês foi, então, para Pombal, onde viveu até ao dia da sua morte, em 8 de Maio de 1782. Ele foi responsável por um ataque feroz àqueles que considerava contrários aos interesses de um poder central forte; as perseguições à Companhia de Jesus e a execução de membros da nobreza, como os Távoras e o Duque de Aveiro, são um exemplo dessas práticas. 5 Medidas Económicas de Pombal
  • 6. -Reformas Económicas Apesar dos problemas, Sebastião de Melo levou a cabo um ambicioso programa de reformas. Entre outras realizações, seu governo procurou incrementar a produção nacional em relação à concorrência estrangeira, desenvolver o comércio colonial e incentivar o desenvolvimento das manufacturas. No âmbito dessa política, em 1756 foi criada a Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro, à qual o ministro concedeu isenção de impostos no comércio e nas exportações, estabelecendo assim a primeira zona de produção vinícola demarcada no mundo, colocando-se os célebres marcos pombalinos nas delimitações da região. Em 1773, surgia a Companhia Geral das Reais Pescas do Reino do Algarve, destinada a controlar a pesca no sul de Portugal. Ao mesmo tempo, o marquês criou estímulos fiscais para a instalação de pequenas manufacturas voltadas para o mercado interno português, do qual também faziam parte as colónias. Essa política proteccionista englobava medidas que favoreciam a importação de matérias-primas e encareciam os produtos importados similares aos de fabricação portuguesa. Como resultado, surgiram no reino centenas de pequenas manufacturas produtoras dos mais diversos bens. Marquês fundou, remodelou e apoiou manufacturas: têxteis; vidros faianças, chapelaria, metalúrgica,construção,naval. O ministro fundou também o Banco Real em 1751 e estabeleceu uma nova estrutura para administrar a cobrança dos impostos, centralizada pela Real Fazenda de Lisboa, sob seu controle directo. Fig.3- Execução dos Távoras Fig.4- Vinhas do Douro 6 O Terramoto de 1755
  • 7. No dia 1 de Novembro de 1755, um terramoto assolou a cidade de Lisboa e provocou a destruição de grande parte da cidade e a morte de cerca de 60.000 pessoas. Só na cidade de Lisboa, onde viviam à volta de 250.000 pessoas, morreram perto de 20.000. O abalo foi tão forte que se sentiu até no sul de França e norte de África. A terra começou a tremer às 9h45 da manhã do feriado religioso de Todos-os-Santos, quando grande parte da população se encontrava dentro de igrejas. Por isso, muitas mortes aconteceram nesses locais. Os sobreviventes refugiaram-se na zona portuária, mas o terramoto sentiu-se também no mar, tendo provocado um maremoto que causou a destruição dos barcos, a morte dos seus tripulantes e fez submergir o porto e o centro da cidade. Pouco depois sentiu-se um segundo abalo. Como estava muito frio, as lareiras estavam acesas e a cidade incendiou-se. Durante três dias, a terra não parou de tremer. O terramoto atingiu tais proporções que causou fissuras de cinco metros que cortaram o centro da cidade. Cerca de 85% das construções de Lisboa ficaram destruídas, incluindo palácios famosos, bibliotecas, igrejas e hospitais… mas verificaram-se também estragos em vários pontos do país. Passado o horror, o rei D. José I ordenou ao seu primeiro-ministro, o Marquês de Pombal, que reconstruísse a baixa da cidade. A maior parte dos monumentos foi restaurada, mas alguns, como o Convento do Carmo, continuam em ruínas e simbolizam este dia trágico que atingiu o nosso país. Foi o catastrófico terramoto de 1755 que lançou definitivamente Sebastião José de Carvalho e Melo na política nacional e o fez ficar popular até aos nossos dias. No meio da destruição, do caos e do desespero, era preciso fazer algo: agora, já, ontem. Nisso foi bom! Agiu depressa - a bem ou à força. Reconstruiu Lisboa e provou a sua visão de modernidade. Felizmente, o rei não o amputou do poder de decidir. “Sem Marquês não haveria a Lisboa pombalina, não haveria a Baixa, cuja largura das ruas permite que o trânsito automóvel ainda hoje flua. E no seu tempo só havia carruagens”, constata o historiador do Museu do Chiado, Rui Afonso. “É o homem que mais marca Lisboa”, diz, por sua vez, o deputado João Soares. Com o terramoto, vem ao de cima o génio organizador e a sua assombrosa energia. Esta é a verdadeira génese do seu imenso poder. Com a introdução de novos impostos e a reconstrução da capital, a par de inúmeras iniciativas, o rei D. José dispensa-lhe confiança cega, fomentando a inveja da alta nobreza. Fig.5- Terramoto de 1755. 7 A Reconstrução da Cidade de Lisboa
  • 8. Imposta pelo Marquês de Pombal, ministro de D. José, a reconstrução de Lisboa tornou-se uma prioridade imediata e, logo em 4 de Dezembro de 1755, foram apresentados os seis projectos para a reedificação da cidade. Seguindo um modelo iluminista, esta “nova” cidade constituiu uma das mais audaciosas propostas urbanísticas da Europa da época. Na implementação deste projecto, destacam-se a vontade e eficiência das políticas do Marquês de Pombal e o papel fundamental dos arquitectos e engenheiros militares Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, envolvidos no levantamento e execução dos projectos para erguer a nova cidade. Documentando o período da reconstrução que se seguiu ao Terramoto de 1755 e constituindo o primeiro grande núcleo de projecto urbano de Lisboa, a exposição apresenta um importante conjunto de projectos que, para além dos planos referentes à reedificação da cidade, inclui tipologias de edifícios a adoptar e estruturas de saneamento. O Marquês de Pombal ficou conhecido como o grande reformador de Lisboa, pois fez renascer das cinzas uma cidade inteira, segundo uma planta de ruas largas, paralelas e perpendiculares. É a ele que se devem os primeiros edifícios, a nível mundial, com protecção anti-sismo, testados recorrendo a modelos de madeira. Mas a sua vida não conta apenas com os grandes feitos históricos, como a reconstrução de Lisboa. Ele foi responsável por um ataque feroz àqueles que considerava contrários aos interesses de um poder central forte; as perseguições à Companhia de Jesus e a execução de membros da nobreza, como os Távoras e o Duque de Aveiro, são um exemplo dessas práticas. Perante a catástrofe, o futuro Marquês de Pombal tomou várias medidas. Mandou: Enterraram os mortos e socorrer os vivos. Policiar as ruas e os edifícios mais importantes para evitar os roubos; Elaborar um plano de reconstrução, da zona de Lisboa que ficou destruída, a cargo do arquitecto Eugénio dos Santos e do engenheiro Manuel da Maia e e Carlos Mardel. Fig. 6- Reconstrução da Cidade de Lisboa. Fig.7 - Estátua do Marquês de Pombal (Lisboa) 8 O Novo Urbanismo
  • 9. Depois do terramoto, o Marquês ficou responsável pela reconstrução da cidade. Foi ele que reconstruiu a baixa lisboeta com todas aquelas ruas paralelas e perpendiculares. É por isso que a baixa lisboeta é conhecida como "baixa pombalina". Neste plano urbanístico, é imposto um traçado geométrico ortogonal, com hierarquização de vias, definidas em função das duas Praças mais emblemáticas da cidade: o Rossio, centro comunitário, e a Praça do Comércio (antigo Terreiro do Paço), centro político e económico. Também mandou alterar o modo de construção das casas, para prevenir mais terramotos. Remodelando a arquitectura da parte alta da cidade de Coimbra, que ainda hoje em parte se mantém, constrói-se o Hospital Escolar, o Teatro Anatómico, o Dispensário Farmacêutico, o Observatório Astronómico, o Gabinete de Física Experimental e o Jardim Botânico. As ruas passaram a ser largas, com um traçado geométrico e com passeios calcetados; As casas foram construídas todas da mesma altura (4 ou 5 pisos), com fachadas iguais e com uma estrutura que resistia melhor a possíveis novos sismos para tentar evitar novos incêndios, as casas assentavam em estacas de madeira que mergulhavam nas águas do subsolo e, entre os edifícios, fizeram-se muros (os corta – fogos) para evitar a propagação das chamas; Construiu-se uma rede geral de esgotos, tendo acabar-se com o velho habito dos despejos atirados das janelas e acompanhados do grito de «água vai»; -O terreiro do Paço deu lugar à actual Praça do Comércio, homenagem que o Marquês de Pombal quis fazer aos comerciantes que, com o seu dinheiro, ajudaram a reconstruir Lisboa. Nasceu a Lisboa Pombalina, com um urbanismo que provoca admiração em todo o mundo. O seu principal impulsionador foi Marquês de Pombal, o Primeiro-ministro do Rei D. José, ajudado pelos arquitectos e engenheiros, Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e Carlos Mardel (1755-76). 9 Reforma do Ensino
  • 10. * Expulsão de Companhia de Jesus * Os laboratórios e instrumentos para a Universidade de Coimbra, Física e Química. Não foi apenas pela extinção da Companhia de Jesus e pela sua posterior expulsão do país que o Marquês de Pombal de 1750 a 1777, Ministro do rei D. José I, actuou no campo do ensino, já que por ele foram levadas a cabo e sistematizadas importantes reformas. Ao criar a Aula do Comércio e, em 1759, a Directoria Geral dos Estudos, ele inaugura uma série de medidas que culminam com a reforma geral do ensino em 1772. Abrem-se Escolas Menores, que se multiplicam pelo país e pelos domínios ultramarinos e, nesse mesmo ano, o número de professores previstos, juntamente com os dos “mestres de ler”, é já de 837. Numa iniciativa inédita em toda a Europa, cria-se um imposto - o subsídio literário - para financiamento das despesas com a educação. Em função de radicais diferenças de objectivos. Enquanto os jesuítas preocupavam-se com a religião, Pombal pensava em reerguer Portugal da decadência que se encontrava diante de outras potências europeias da época. A educação jesuítica não convinha aos interesses comerciais emanados por Pombal. Ou seja, se as escolas da Companhia de Jesus tinham por objectivo servir aos interesses da fé, Pombal pensou em organizar a escola para servir aos interesses do Estado. A pregação dos Jesuítas apresentando aquela calamidade como um castigo de Deus exaltava os ânimos e o Marquês de Pombal viu nela um pretexto para uma campanha contra os Jesuítas que iniciou com o confiscar de bens até à expulsão de todo o império português (1759). Como a Companhia de Jesus controlava grande parte do ensino em Portugal., o governante sentiu a obrigação de criar aulas gratuitas de Gramática Latina, em cada um dos bairros de Lisboa e mais uma ou duas em cada vila, consoante o seu tamanho. De Grego e Retórica criou quatro escolas em Lisboa, duas em Coimbra, Évora e Porto e uma de Retórica em outras vilas e cidades do país. A 3 de Setembro de 1759, o rei D. José I decretou a expulsão dos Jesuítas do país. Fig.8 - Expulsão dos Jesuítas 10 A reforma do ensino universitário constitui um esforço notável para a sua modernização,
  • 11. afastando-se dos esquemas e conteúdos programáticos e metodológicos tradicionais, procura colocar-se a Universidade de Coimbra a par das suas congéneres europeias. Igualmente de salientar o impulso dado ao ensino científico, com a criação das Faculdades de Medicina e Matemática. Fig. 9- O efeito da força centrífuga «As lâminas deformam-se quando são postas em rotação, adquirindo a forma duma elipse. Esta deformação acentua-se quando se aumenta a velocidade angular» «Com este dispositivo era possível ao professor, nas suas lições, simular a deformação do Globo Terrestre e relaciona-la com o seu movimento de rotação» Fig. 10- A incompressibilidade dos fluidos «ESTE aparelho é um modelo de prensa feita de ferro e de latão e montada sobre uma base de madeira. Destina-se a comprimir esferas de chumbo cheias de água. Esta era introduzida no interior da esfera através dum orifício que em seguida era hermeticamente fechado através de uma tampa de rosca. Quando se fazia rodar a manivela da prensa em torno do seu eixo vertical, o êmbolo descia, indo comprimir a esfera de chumbo que se deformava ligeiramente. Aumentando a pressão do êmbolo contra a esfera, começavam a surgir pequenas gotículas de água no seu exterior, sem uma acentuada deformação da esfera. Este resultado permitia evidenciar a pouca compressibilidade da água, e, ao mesmo tempo, demonstrar a porosidade do chumbo.» 11