A 1ª República   Portuguesa 1910 - 1926
Crise e queda da monarquia Nos finais do século XIX, Portugal atravessava uma crise económica, social e política que viria a contribuir para o colapso da  Monarquia  e para a implantação da  República . Profª Cristina Romba
Crise económica Agricultura base da economia do país; Balança comercial deficitária  (as importações  eram superiores às exportações); Endividamento do Estado ao estrangeiro; Grave crise de 1890-1892 levou à falência bancos e muitas pequenas e médias empresas; Aumento da inflação; Adiantamentos à Casa Real. ANTECEDENTES Profª Cristina Romba
Crise social Salários baixos; Horário de trabalho muito elevado  (10 a 14 horas diárias); Aumento do desemprego; Más condições de trabalho; Greves e manifestações frequentes. Profª Cristina Romba
Crise económica + crise social Descontentamento social (sobretudo das classes médias) Ambiente propício à difusão das ideias socialistas e republicanas 1875- Fundação do  Partido Operário Socialista 1876- Fundação do  Partido Republicano Português Ou seja: Profª Cristina Romba
Crise política Ultimato  inglês (1890); Revolta de 31 de Janeiro  de 1891: 1ª revolta republicana (esmagada pelas autoridades); 1907-1908:  Ditadura de João Franco  (censura, perseguição aos opositores republicanos); 1 de Fevereiro de 1908:  Regicídio  (atentado contra o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, organizado com o apoio da  Carbonária  e da  Maçonaria ). Profª Cristina Romba
Agravamento do descontentamento e da agitação social Aproveitado pelos republicanos para alargar a sua  base social de apoio   (classes médias urbanas de Lisboa e Porto, pequena burguesia do comércio e da indústria, funcionários públicos, profissionais liberais, estudantes universitários, pequenos e médios proprietários rurais). Profª Cristina Romba
Crise económica Crise social Crise política Queda  da  Monarquia Profª Cristina Romba
A implantação da República No dia 4 de Outubro de 1910 rebentou uma revolta militar e civil  (também organizada e patrocinada pela Carbonária e pela Maçonaria); No dia 5 de Outubro foi proclamada a República , da varanda da Câmara Municipal de Lisboa  (o resto do país soube do acontecimento pelo telégrafo).   Profª Cristina Romba
Barricada republicana na Alameda Republicanos vitoriosos
Medidas republicanas A nível político: Formação de um  governo provisório  chefiado por  Teófilo Braga , que governou o país até à aprovação de uma nova  Constituição  (1911) e à eleição do primeiro presidente da República ( Manuel de Arriaga ). Substituição dos símbolos nacionais: uma nova bandeira ( verde e rubra ), um novo hino nacional ( A Portuguesa ) e uma nova moeda ( o escudo ); Criação da Guarda Nacional Republicana.  Profª Cristina Romba
Extinção dos títulos nobiliárquicos  (duque, conde, barão, fidalgo…)  e dos privilégios da nobreza e do clero; Extinção e expulsão das ordens religiosas para fora do país; Nacionalização dos bens da Igreja e da Coroa  (passaram a ser bens do Estado); Dissolução da lei dos morgadios  (reforma do regime de propriedade); Lei da Separação da Igreja e do Estado   (limitação da influência da Igreja; laicização do Estado e do ensino; instauração do casamento civil e do divórcio; instituição do registo civil como obrigatório…); Abolição da censura. Profª Cristina Romba
Caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro representando Afonso Costa e o clero O anti clericalismo republicano Profª Cristina Romba
Legalização do direito à greve; Fixação do horário laboral para 7 horas/ dia para o sector dos serviços; de 8 horas/ dia para a indústria e 10 horas/ dia para o comércio e 48 horas semanais; Criação de um dia de descanso semanal obrigatório; Criação de um seguro social obrigatório; Aprovação de uma lei que fomentava a construção de habitações de renda económica  (bairros sociais). A nível social: Profª Cristina Romba
Promoção de um maior uso de adubos químicos e máquinas agrícolas; A extinção da lei dos morgadios.  A nível económico: Alteração do regime de propriedade   (a partir de então, todos os filhos de um casal poderiam ter acesso às terras; divisão da propriedade). Profª Cristina Romba
Fomento da indústria, com a criação de fábricas de conservas de peixe, têxteis, química e cimenteira; Desenvolvimento das vias de comunicação e dos meios de transporte  (isenção fiscal para as empresas do ramo automóvel e naval); Aumento das exportações dos produtos coloniais, embora a balança comercial continuasse deficitária. Profª Cristina Romba
Instituição da escolaridade obrigatória e gratuita para  as crianças dos 7 aos 10 anos; Aumento da construção de escolas primárias pelo país; Criação de  escolas normais  para a formação de professores do ensino primário (em Lisboa, Porto e Coimbra); Criação de escolas para a alfabetização de adultos. A nível do ensino: Combate ao analfabetismo  ( que em 1910 rondava os 75% da população).  Para tal, adoptaram-se as seguintes medidas: Profª Cristina Romba
Criação de escolas técnicas  (industriais, comerciais e agrícolas) ; Fundação das universidades de Lisboa e Porto e reforma da universidade de Coimbra; Criação de bibliotecas itinerantes; Criação de universidades livres e populares; Criação de jardins-escola; Promoção de concertos, exposições e concursos de carácter cultural. Profª Cristina Romba
Dificuldades da acção governativa Dificuldades políticas Divisão do Partido Republicano em vários partidos (Democrático, Evolucionista, Unionista…); Desentendimentos entre os partidos no Parlamento; Queda sucessiva de governos e presidentes da República (45 governos e 8 presidentes da República em dezasseis anos). Instabilidade governativa Profª Cristina Romba
Fortalecimento da oposição Reacção da Igreja às medidas extremas da República (expulsão das ordens religiosas, nacionalização dos bens eclesiásticos…); 1917-1918:  Ditadura de Sidónio Pais ; 1919: Tentativa de restauração da monarquia –  Monarquia do Norte  – por golpe militar liderado por Paiva Couceiro à frente dos monárquicos, no Porto; Apoio da população rural à Igreja. Profª Cristina Romba
Dificuldades económico-financeiras Sectores produtivos deficitários  (não se produziam bens agrícolas necessários; a produção industrial continuava atrasada em relação ao resto da Europa); O sector dos transportes e comunicações continuava deficitário (os avanços eram muito lentos, havia uma dependência da Grã Bretanha, de quem dependiam os investimentos e as matérias-primas); Défice da balança comercial (importações superiores às exportações); Inflação e desvalorização da moeda;  Endividamento do Estado ao estrangeiro (o que foi agravado pela participação de Portugal na 1.ª Guerra Mundial). Profª Cristina Romba
Dificuldades sociais Conspirações; Greves frequentes; Manifestações; Atentados bombistas; Falta de estabilidade e de verbas para pôr em prática as reformas pretendidas. Grande instabilidade e agitação social Profª Cristina Romba
A ditadura militar A forte instabilidade política e governativa, a agitação social e o fraco desenvolvimento económico levaram a população, sobretudo a oposição, a desejar um governo forte que garantisse a estabilidade e a ordem. Exigia-se a intervenção do exército. 28 de Maio de 1926: Golpe militar , liderado pelo general Gomes da Costa, que impôs uma  ditadura militar   (1926-1933). Chegava ao fim a 1.ª República Portuguesa. Profª Cristina Romba
A Constituição de 1911 A Constituição é a lei geral de um país que garante os direitos e os deveres dos cidadãos e dos órgãos de soberania. A Constituição de 1911 é a Constituição da República Portuguesa, que veio substituir a Carta Constitucional, de 1826. Profª Cristina Romba
Com a  Constituição de 1911 : O  Parlamento  ou  Congresso  é constituído por dois órgãos:  * a  Câmara dos Deputados ; * o  Senado ; - O  Parlamento  é que passa a escolher o  Presidente da República ; O  Presidente da República  nomeia o  Governo ; O  Governo  tem de prestar contas ao  Parlamento ; O  Parlamento  detém o  poder legislativo ; O  Presidente da República  e o  Governo  têm o  poder executivo ; Os membros do  Senado  e da  Câmara dos Deputados  são eleitos pelos cidadãos eleitores.
Isto significa que a Constituição de 1911: * criou condições para a instabilidade governativa, ao fazer depender o Governo do Presidente da República e este do Parlamento. * criou o sufrágio universal, mas com restrições: isto significa que só podiam votar os homens, que soubessem ler e escrever e que tivessem determinados rendimentos. Profª Cristina Romba
GLOSSÁRIO Monarquia : regime político em que um estado é governado por um rei, que acede ao poder por via hereditária e cujo cargo é vitalício. República : regime político em que um estado é governado por um presidente da república, eleito pelos cidadãos eleitores, por um prazo limitado. Qualquer cidadão poderá fazer-se eleger. Profª Cristina Romba
Partido Operário Socialista  (1875) tinha como  ideais : - defesa da melhoria das condições de vida dos operários; - construção de uma sociedade mais justa de tipo socialista; - defesa da luta contra a opressão. Profª Cristina Romba
Partido Republicano Português  (1876) tinha como  ideais : - o sentimento anti-clerical (contra a Igreja e o clero); - sentimento anti-monárquico (contra a realeza e a monarquia, contra os títulos e privilégios da nobreza). Por isso, defendia a substituição da Monarquia pela República, a limitação dos poderes e influência da Igreja; o poder laico, o sufrágio universal, a liberdade … Profª Cristina Romba
A  Carbonária  era uma sociedade secreta, de origem italiana, cuja ideologia assentava em princípios libertários e que se fez notar por um marcado anticlericalismo. De uma maneira geral, estas associações não duraram muito tempo nem tiveram realce histórico. A Carbonária que teve importância na vida política nacional foi fundada em 1896 por Artur Augusto Duarte da Luz de Almeida. Desenvolveu alguma actividade no domínio da educação popular e esteve envolvida em diversas conspirações antimonárquicas. Merece destaque óbvio a sua participação na revolução vitoriosa de  5 de Outubro de 1910 , em que esteve associada a elementos da Maçonaria e do Partido Republicano. Copyright © 2000 Porto Editora, Lda. Profª Cristina Romba
Maçonaria Sociedade secreta cuja doutrina tem como rótulo a fraternidade e a filantropia universais e que usa como símbolos os instrumentos do pedreiro e do arquitecto (o triângulo e o compasso). Teve o seu início em princípios do século XVIII na cidade de Londres, em Inglaterra. A primeira loja maçónica fundada em Portugal data de 1735. Torna-se visível o contributo da ideologia maçónica para a instauração do liberalismo. A Maçonaria encontrou-se desde cedo associada também ao  Republicanismo . Entre 1911 e 1926 a organização abarcava figuras de vulto como Costa Cabral, António Augusto de Aguiar, Elias Garcia, Bernardino Machado, António José de Almeida e Norton de Matos.  Em 1935 foram proibidas as sociedades secretas pelo Estado Novo, o que constituiu um golpe difícil para a organização, embora se saiba que as actividades maçónicas não cessaram totalmente. Copyright © 2000 Porto Editora, Lda Profª Cristina Romba

A 1ª república portuguesa

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    A 1ª República Portuguesa 1910 - 1926
  • 2.
    Crise e quedada monarquia Nos finais do século XIX, Portugal atravessava uma crise económica, social e política que viria a contribuir para o colapso da Monarquia e para a implantação da República . Profª Cristina Romba
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    Crise económica Agriculturabase da economia do país; Balança comercial deficitária (as importações eram superiores às exportações); Endividamento do Estado ao estrangeiro; Grave crise de 1890-1892 levou à falência bancos e muitas pequenas e médias empresas; Aumento da inflação; Adiantamentos à Casa Real. ANTECEDENTES Profª Cristina Romba
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    Crise social Saláriosbaixos; Horário de trabalho muito elevado (10 a 14 horas diárias); Aumento do desemprego; Más condições de trabalho; Greves e manifestações frequentes. Profª Cristina Romba
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    Crise económica +crise social Descontentamento social (sobretudo das classes médias) Ambiente propício à difusão das ideias socialistas e republicanas 1875- Fundação do Partido Operário Socialista 1876- Fundação do Partido Republicano Português Ou seja: Profª Cristina Romba
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    Crise política Ultimato inglês (1890); Revolta de 31 de Janeiro de 1891: 1ª revolta republicana (esmagada pelas autoridades); 1907-1908: Ditadura de João Franco (censura, perseguição aos opositores republicanos); 1 de Fevereiro de 1908: Regicídio (atentado contra o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, organizado com o apoio da Carbonária e da Maçonaria ). Profª Cristina Romba
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    Agravamento do descontentamentoe da agitação social Aproveitado pelos republicanos para alargar a sua base social de apoio (classes médias urbanas de Lisboa e Porto, pequena burguesia do comércio e da indústria, funcionários públicos, profissionais liberais, estudantes universitários, pequenos e médios proprietários rurais). Profª Cristina Romba
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    Crise económica Crisesocial Crise política Queda da Monarquia Profª Cristina Romba
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    A implantação daRepública No dia 4 de Outubro de 1910 rebentou uma revolta militar e civil (também organizada e patrocinada pela Carbonária e pela Maçonaria); No dia 5 de Outubro foi proclamada a República , da varanda da Câmara Municipal de Lisboa (o resto do país soube do acontecimento pelo telégrafo). Profª Cristina Romba
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    Barricada republicana naAlameda Republicanos vitoriosos
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    Medidas republicanas Anível político: Formação de um governo provisório chefiado por Teófilo Braga , que governou o país até à aprovação de uma nova Constituição (1911) e à eleição do primeiro presidente da República ( Manuel de Arriaga ). Substituição dos símbolos nacionais: uma nova bandeira ( verde e rubra ), um novo hino nacional ( A Portuguesa ) e uma nova moeda ( o escudo ); Criação da Guarda Nacional Republicana. Profª Cristina Romba
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    Extinção dos títulosnobiliárquicos (duque, conde, barão, fidalgo…) e dos privilégios da nobreza e do clero; Extinção e expulsão das ordens religiosas para fora do país; Nacionalização dos bens da Igreja e da Coroa (passaram a ser bens do Estado); Dissolução da lei dos morgadios (reforma do regime de propriedade); Lei da Separação da Igreja e do Estado (limitação da influência da Igreja; laicização do Estado e do ensino; instauração do casamento civil e do divórcio; instituição do registo civil como obrigatório…); Abolição da censura. Profª Cristina Romba
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    Caricatura de RafaelBordalo Pinheiro representando Afonso Costa e o clero O anti clericalismo republicano Profª Cristina Romba
  • 14.
    Legalização do direitoà greve; Fixação do horário laboral para 7 horas/ dia para o sector dos serviços; de 8 horas/ dia para a indústria e 10 horas/ dia para o comércio e 48 horas semanais; Criação de um dia de descanso semanal obrigatório; Criação de um seguro social obrigatório; Aprovação de uma lei que fomentava a construção de habitações de renda económica (bairros sociais). A nível social: Profª Cristina Romba
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    Promoção de ummaior uso de adubos químicos e máquinas agrícolas; A extinção da lei dos morgadios. A nível económico: Alteração do regime de propriedade (a partir de então, todos os filhos de um casal poderiam ter acesso às terras; divisão da propriedade). Profª Cristina Romba
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    Fomento da indústria,com a criação de fábricas de conservas de peixe, têxteis, química e cimenteira; Desenvolvimento das vias de comunicação e dos meios de transporte (isenção fiscal para as empresas do ramo automóvel e naval); Aumento das exportações dos produtos coloniais, embora a balança comercial continuasse deficitária. Profª Cristina Romba
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    Instituição da escolaridadeobrigatória e gratuita para as crianças dos 7 aos 10 anos; Aumento da construção de escolas primárias pelo país; Criação de escolas normais para a formação de professores do ensino primário (em Lisboa, Porto e Coimbra); Criação de escolas para a alfabetização de adultos. A nível do ensino: Combate ao analfabetismo ( que em 1910 rondava os 75% da população). Para tal, adoptaram-se as seguintes medidas: Profª Cristina Romba
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    Criação de escolastécnicas (industriais, comerciais e agrícolas) ; Fundação das universidades de Lisboa e Porto e reforma da universidade de Coimbra; Criação de bibliotecas itinerantes; Criação de universidades livres e populares; Criação de jardins-escola; Promoção de concertos, exposições e concursos de carácter cultural. Profª Cristina Romba
  • 19.
    Dificuldades da acçãogovernativa Dificuldades políticas Divisão do Partido Republicano em vários partidos (Democrático, Evolucionista, Unionista…); Desentendimentos entre os partidos no Parlamento; Queda sucessiva de governos e presidentes da República (45 governos e 8 presidentes da República em dezasseis anos). Instabilidade governativa Profª Cristina Romba
  • 20.
    Fortalecimento da oposiçãoReacção da Igreja às medidas extremas da República (expulsão das ordens religiosas, nacionalização dos bens eclesiásticos…); 1917-1918: Ditadura de Sidónio Pais ; 1919: Tentativa de restauração da monarquia – Monarquia do Norte – por golpe militar liderado por Paiva Couceiro à frente dos monárquicos, no Porto; Apoio da população rural à Igreja. Profª Cristina Romba
  • 21.
    Dificuldades económico-financeiras Sectoresprodutivos deficitários (não se produziam bens agrícolas necessários; a produção industrial continuava atrasada em relação ao resto da Europa); O sector dos transportes e comunicações continuava deficitário (os avanços eram muito lentos, havia uma dependência da Grã Bretanha, de quem dependiam os investimentos e as matérias-primas); Défice da balança comercial (importações superiores às exportações); Inflação e desvalorização da moeda; Endividamento do Estado ao estrangeiro (o que foi agravado pela participação de Portugal na 1.ª Guerra Mundial). Profª Cristina Romba
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    Dificuldades sociais Conspirações;Greves frequentes; Manifestações; Atentados bombistas; Falta de estabilidade e de verbas para pôr em prática as reformas pretendidas. Grande instabilidade e agitação social Profª Cristina Romba
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    A ditadura militarA forte instabilidade política e governativa, a agitação social e o fraco desenvolvimento económico levaram a população, sobretudo a oposição, a desejar um governo forte que garantisse a estabilidade e a ordem. Exigia-se a intervenção do exército. 28 de Maio de 1926: Golpe militar , liderado pelo general Gomes da Costa, que impôs uma ditadura militar (1926-1933). Chegava ao fim a 1.ª República Portuguesa. Profª Cristina Romba
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    A Constituição de1911 A Constituição é a lei geral de um país que garante os direitos e os deveres dos cidadãos e dos órgãos de soberania. A Constituição de 1911 é a Constituição da República Portuguesa, que veio substituir a Carta Constitucional, de 1826. Profª Cristina Romba
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    Com a Constituição de 1911 : O Parlamento ou Congresso é constituído por dois órgãos: * a Câmara dos Deputados ; * o Senado ; - O Parlamento é que passa a escolher o Presidente da República ; O Presidente da República nomeia o Governo ; O Governo tem de prestar contas ao Parlamento ; O Parlamento detém o poder legislativo ; O Presidente da República e o Governo têm o poder executivo ; Os membros do Senado e da Câmara dos Deputados são eleitos pelos cidadãos eleitores.
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    Isto significa quea Constituição de 1911: * criou condições para a instabilidade governativa, ao fazer depender o Governo do Presidente da República e este do Parlamento. * criou o sufrágio universal, mas com restrições: isto significa que só podiam votar os homens, que soubessem ler e escrever e que tivessem determinados rendimentos. Profª Cristina Romba
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    GLOSSÁRIO Monarquia :regime político em que um estado é governado por um rei, que acede ao poder por via hereditária e cujo cargo é vitalício. República : regime político em que um estado é governado por um presidente da república, eleito pelos cidadãos eleitores, por um prazo limitado. Qualquer cidadão poderá fazer-se eleger. Profª Cristina Romba
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    Partido Operário Socialista (1875) tinha como ideais : - defesa da melhoria das condições de vida dos operários; - construção de uma sociedade mais justa de tipo socialista; - defesa da luta contra a opressão. Profª Cristina Romba
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    Partido Republicano Português (1876) tinha como ideais : - o sentimento anti-clerical (contra a Igreja e o clero); - sentimento anti-monárquico (contra a realeza e a monarquia, contra os títulos e privilégios da nobreza). Por isso, defendia a substituição da Monarquia pela República, a limitação dos poderes e influência da Igreja; o poder laico, o sufrágio universal, a liberdade … Profª Cristina Romba
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    A Carbonária era uma sociedade secreta, de origem italiana, cuja ideologia assentava em princípios libertários e que se fez notar por um marcado anticlericalismo. De uma maneira geral, estas associações não duraram muito tempo nem tiveram realce histórico. A Carbonária que teve importância na vida política nacional foi fundada em 1896 por Artur Augusto Duarte da Luz de Almeida. Desenvolveu alguma actividade no domínio da educação popular e esteve envolvida em diversas conspirações antimonárquicas. Merece destaque óbvio a sua participação na revolução vitoriosa de 5 de Outubro de 1910 , em que esteve associada a elementos da Maçonaria e do Partido Republicano. Copyright © 2000 Porto Editora, Lda. Profª Cristina Romba
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    Maçonaria Sociedade secretacuja doutrina tem como rótulo a fraternidade e a filantropia universais e que usa como símbolos os instrumentos do pedreiro e do arquitecto (o triângulo e o compasso). Teve o seu início em princípios do século XVIII na cidade de Londres, em Inglaterra. A primeira loja maçónica fundada em Portugal data de 1735. Torna-se visível o contributo da ideologia maçónica para a instauração do liberalismo. A Maçonaria encontrou-se desde cedo associada também ao Republicanismo . Entre 1911 e 1926 a organização abarcava figuras de vulto como Costa Cabral, António Augusto de Aguiar, Elias Garcia, Bernardino Machado, António José de Almeida e Norton de Matos. Em 1935 foram proibidas as sociedades secretas pelo Estado Novo, o que constituiu um golpe difícil para a organização, embora se saiba que as actividades maçónicas não cessaram totalmente. Copyright © 2000 Porto Editora, Lda Profª Cristina Romba