ESCOLA BÁSICA 2.º e 3.º CICLOS DA CRUZ DE PAU DISCIPLINA DE HISTÓRIA – Prof.ª Sílvia Mendonça 1.ª República Portuguesa   Cláudia Pinto Ribeiro  9.ºB  n.º 8 2008/09
Introdução Neste trabalho, vou explicar quando e como ocorreu a queda da Monarquia, até, como a 1.ª Republica procurou melhorar as condições de vida da população portuguesa, promovendo várias reformas. Contudo, a instabilidade governativa e as dificuldades económico-sociais foram de difícil resolução.
Crise e queda da Monarquia
O clima de crise: o descontentamento das classes médias e do operariado. Nas últimas décadas do século XIX sentia-se, por todo o País, o descontentamento da população. A maioria do povo português continuava a viver com grandes dificuldades.  Aqueles que já antes eram pobres - operários, agricultores e outros trabalhadores rurais - estavam cada vez mais pobres, e só os que já eram muito ricos conseguiam aumentar a sua fortuna. Esta situação provocava grande agitação e mal-estar na população desfavorecida.
      Razões da Queda da Monarquia Atraso do desenvolvimento  agrícola e industrial Humilhação sentida pela cedência ao Ultimato Promessas do Partido Republicano Grande agitação e falta de liberdade O País tinha grandes dívidas A maior parte da população vivia mal
Difusão das doutrinas socialistas e republicanas. Os sucessivos governos da monarquia liberal mostraram-se incapazes de melhorar as condições de vida da população. E, em 1876, formaram-se novos partidos : O partido Republicano, que beneficiou do clima de descontentamento que se vivia em Portugal, que se veio a agravar pelo Ultimato Inglês, ou seja, a exigência da retirada das forças portuguesas das terras ocupadas na questão do “mapa cor-de-rosa”, e em relação à Monarquia. O partido Socialista, fundado em 1875, não tinha muitos apoiantes e contava com um operariado pouco numeroso ao contrário de outros países da Europa. As suas linhas de força eram a crítica à sociedade capitalista e à não aceitação da propriedade privada dos meios de produção. Fig.1- revolução pelo “mapa cor-de-rosa”.
A revolução republicana No dia 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, dá-se um atentado contra a família real. São mortos o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe I. Com a morte de D. Carlos e do príncipe herdeiro, foi aclamado rei D. Manuel II, que tinha apenas 18 anos. O novo rei procurou o apoio de todos os partidos monárquicos, mas mesmo assim não conseguiu que os republicanos desistissem de acabar com a monarquia em Portugal. A revolução republicana iniciou-se em Lisboa na madrugada do dia 4 de Outubro de 1910, e a revolução saiu vitoriosa. Fig.2- Na praça do município os lisboetas assistem à proclamação da república.
Na manhã de 5 de Outubro de 1910, José Relvas e outros membros do Directório do Partido Republicano Português, à varanda da Câmara Municipal de Lisboa e perante milhares de pessoas, proclamaram a República.  Fig.3- A grande marcha do “O rei… partiu”.
No mesmo dia, o rei D. Manuel II e a família real embarcaram na praia da Ericeira com destino a Gibraltar. O último rei de Portugal seguiu depois para o seu exílio na Inglaterra. Assim terminou a Monarquia em Portugal. Fig.4- Atentado à família real.
A 1.ª República
A Implantação da República Um novo partido, que surge ainda no século XIX, vai aproveitar o descontentamento dos diferentes grupos sociais e, através de uma revolta, instaurar a República em 1910. Os Portugueses passaram a ser governados de outra forma. Fig.5- Inicio da 1.ª república.
Realizações da 1.ª República Os republicanos, uma vez no poder, nomearam um  Governo Provisório,  presidido pelo  Dr. Teófilo Braga.  Este Governo preparou as eleições para a Assembleia Constituinte, que presidiu  Manuel de Arriaga. Mas era necessário criar rapidamente na população a consciência da mudança do regime republicano. Foram então aprovados pelo Governo Provisório os  símbolos da República Portuguesa:  o  Hino Nacional   passou a ser   "A Portuguesa” , adoptou-se a  bandeira vermelha e verde  e uma nova  moeda , o escudo. Fig.6- Manuel de Arriaga Fig.7- Bandeira nacional Fig.9- Hino nacional Fig.8- Moeda nacional, escudo
Acções governativas da 1.ª República Em 1911, o Governo Provisório aprovou uma série de leis, completamente inovadoras para a época, destacando-se as seguintes: Leis da família , que tornava mais igualitários os direitos dos homens e das mulheres no casamento. Lei da separação do Estado da Igreja , que consistia na proibição do ensino religioso nas escolas. Lei da Greve , que regulava o direito à greve.
Realizações culturais e educativas A principal preocupação dos governos republicanos era alfabetizar, isto é, dar instrução primária ao maior número possível de portugueses.  Criaram o  ensino infantil   para crianças dos 4 aos 7 anos; Tornaram o  ensino primário obrigatório   e  gratuito   para as crianças entre os 7 e os 10 anos; Criaram  novas escolas do ensino primário e técnico  (escolas agrícolas, comerciais e industriais); Fundaram  "escolas normais"  destinadas a formar professores primários; Criaram as  Universidades de Lisboa e Porto  (ficando o país com três universidades: Lisboa, Porto e Coimbra); Concederam maior número de  "bolsas de estudo"  a alunos necessitados e passaram a existir escolas "móveis" para o ensino de adultos. Fig.10- Ensino primário.
Dificuldades da acção governativa Durante a 1.ª República, entre 1910 e 1926, Portugal viveu um período de grande instabilidade governativa. Tanto o Presidente da República como o Governo, para não serem demitidos, precisavam de ter no Parlamento uma maioria de deputados que os apoiasse. Isso raramente acontecia porque os deputados ao Parlamento estavam frequentemente em desacordo. Por isso, em 16 anos, Portugal teve 8 Presidentes da República e 45 Governos. A maioria dos Presidentes não cumpriu os 4 anos de mandato que a Constituição estipulava. E os Governos eram substituídos constantemente, não chegando a ter tempo de concretizar medidas importantes para o desenvolvimento do País, causando assim uma enorme revolta na população, originando sucessivas greves. Fig.11- Revolução da população.
A reacção autoritária e a ditadura militar Seguiu-se um período de democracia republicana, caracterizado por forte instabilidade política, conflitos com a Igreja, mas também grandes progressos na educação pública. Em  28 de Maio, o General Gomes da Costa  inicia uma revolta, a partir de Braga, numa marcha militar em direcção a Lisboa.  A chamada 1.ª República Portuguesa terminou em 1926, com o golpe de 28 de Maio, a que se seguiram muitos anos de ditadura. Estava instaurado um regime de  ditadura militar.  Em 1928,  António de Oliveira Salazar  foi nomeado ministro das Finanças, a fim de resolver as dificuldades económico-financeiras, e em 1932, foi convidado para  chefiar o Governo .  Em 1933 a aprovação em  plebiscito  (uma resolução votada pelo povo) da  nova Constituição  lança as bases do  Estado Novo .
Fig.13- Ditadura militar. Fig.12- António de Oliveira Salazar
Conclusão Depois de concluído este trabalho, penso que aprendi muito, fiquei a conhecer melhor o que foi a Crise e Queda da Monarquia e a 1.ª República.
Bibliografia http://crdfanzeres.no.sapo.pt/republica.htm http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://bp3.blogger.com/_csva7PFVgLg/RwmNNoBijDI/AAAAAAAAA6A/JXqgJaQYbes/s400/revolucao-1910.JPG&imgrefurl=http://blogluso-carioca.blogspot.com/2008/10/5-de-outubro-de-1910-deu-se-revoluo.html&usg=__wjl0bcoK5Zr1OggqLw7IH9k93Jg=&h=293&w=400&sz=33&hl=pt-PT&start=5&tbnid=FfQ2zulSV_uckM:&tbnh=91&tbnw=124&prev=/images%3Fq%3Drevolu%25C3%25A7ao%2Bem%2Blisboa%2B5%2Bde%2Boutubro%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-PT Livros: Maia, Cristina; Paulos Brandão, Isabel,  História  |  9º ano  VIVA A HISTÓRIA!  9 , Porto editora. Sites:

1.ª Republica

  • 1.
    ESCOLA BÁSICA 2.ºe 3.º CICLOS DA CRUZ DE PAU DISCIPLINA DE HISTÓRIA – Prof.ª Sílvia Mendonça 1.ª República Portuguesa Cláudia Pinto Ribeiro 9.ºB n.º 8 2008/09
  • 2.
    Introdução Neste trabalho,vou explicar quando e como ocorreu a queda da Monarquia, até, como a 1.ª Republica procurou melhorar as condições de vida da população portuguesa, promovendo várias reformas. Contudo, a instabilidade governativa e as dificuldades económico-sociais foram de difícil resolução.
  • 3.
    Crise e quedada Monarquia
  • 4.
    O clima decrise: o descontentamento das classes médias e do operariado. Nas últimas décadas do século XIX sentia-se, por todo o País, o descontentamento da população. A maioria do povo português continuava a viver com grandes dificuldades. Aqueles que já antes eram pobres - operários, agricultores e outros trabalhadores rurais - estavam cada vez mais pobres, e só os que já eram muito ricos conseguiam aumentar a sua fortuna. Esta situação provocava grande agitação e mal-estar na população desfavorecida.
  • 5.
         Razões da Queda da Monarquia Atraso do desenvolvimento agrícola e industrial Humilhação sentida pela cedência ao Ultimato Promessas do Partido Republicano Grande agitação e falta de liberdade O País tinha grandes dívidas A maior parte da população vivia mal
  • 6.
    Difusão das doutrinassocialistas e republicanas. Os sucessivos governos da monarquia liberal mostraram-se incapazes de melhorar as condições de vida da população. E, em 1876, formaram-se novos partidos : O partido Republicano, que beneficiou do clima de descontentamento que se vivia em Portugal, que se veio a agravar pelo Ultimato Inglês, ou seja, a exigência da retirada das forças portuguesas das terras ocupadas na questão do “mapa cor-de-rosa”, e em relação à Monarquia. O partido Socialista, fundado em 1875, não tinha muitos apoiantes e contava com um operariado pouco numeroso ao contrário de outros países da Europa. As suas linhas de força eram a crítica à sociedade capitalista e à não aceitação da propriedade privada dos meios de produção. Fig.1- revolução pelo “mapa cor-de-rosa”.
  • 7.
    A revolução republicanaNo dia 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, dá-se um atentado contra a família real. São mortos o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe I. Com a morte de D. Carlos e do príncipe herdeiro, foi aclamado rei D. Manuel II, que tinha apenas 18 anos. O novo rei procurou o apoio de todos os partidos monárquicos, mas mesmo assim não conseguiu que os republicanos desistissem de acabar com a monarquia em Portugal. A revolução republicana iniciou-se em Lisboa na madrugada do dia 4 de Outubro de 1910, e a revolução saiu vitoriosa. Fig.2- Na praça do município os lisboetas assistem à proclamação da república.
  • 8.
    Na manhã de5 de Outubro de 1910, José Relvas e outros membros do Directório do Partido Republicano Português, à varanda da Câmara Municipal de Lisboa e perante milhares de pessoas, proclamaram a República. Fig.3- A grande marcha do “O rei… partiu”.
  • 9.
    No mesmo dia,o rei D. Manuel II e a família real embarcaram na praia da Ericeira com destino a Gibraltar. O último rei de Portugal seguiu depois para o seu exílio na Inglaterra. Assim terminou a Monarquia em Portugal. Fig.4- Atentado à família real.
  • 10.
  • 11.
    A Implantação daRepública Um novo partido, que surge ainda no século XIX, vai aproveitar o descontentamento dos diferentes grupos sociais e, através de uma revolta, instaurar a República em 1910. Os Portugueses passaram a ser governados de outra forma. Fig.5- Inicio da 1.ª república.
  • 12.
    Realizações da 1.ªRepública Os republicanos, uma vez no poder, nomearam um Governo Provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga. Este Governo preparou as eleições para a Assembleia Constituinte, que presidiu Manuel de Arriaga. Mas era necessário criar rapidamente na população a consciência da mudança do regime republicano. Foram então aprovados pelo Governo Provisório os símbolos da República Portuguesa: o Hino Nacional passou a ser "A Portuguesa” , adoptou-se a bandeira vermelha e verde e uma nova moeda , o escudo. Fig.6- Manuel de Arriaga Fig.7- Bandeira nacional Fig.9- Hino nacional Fig.8- Moeda nacional, escudo
  • 13.
    Acções governativas da1.ª República Em 1911, o Governo Provisório aprovou uma série de leis, completamente inovadoras para a época, destacando-se as seguintes: Leis da família , que tornava mais igualitários os direitos dos homens e das mulheres no casamento. Lei da separação do Estado da Igreja , que consistia na proibição do ensino religioso nas escolas. Lei da Greve , que regulava o direito à greve.
  • 14.
    Realizações culturais eeducativas A principal preocupação dos governos republicanos era alfabetizar, isto é, dar instrução primária ao maior número possível de portugueses. Criaram o ensino infantil para crianças dos 4 aos 7 anos; Tornaram o ensino primário obrigatório e gratuito para as crianças entre os 7 e os 10 anos; Criaram novas escolas do ensino primário e técnico (escolas agrícolas, comerciais e industriais); Fundaram "escolas normais" destinadas a formar professores primários; Criaram as Universidades de Lisboa e Porto (ficando o país com três universidades: Lisboa, Porto e Coimbra); Concederam maior número de "bolsas de estudo" a alunos necessitados e passaram a existir escolas "móveis" para o ensino de adultos. Fig.10- Ensino primário.
  • 15.
    Dificuldades da acçãogovernativa Durante a 1.ª República, entre 1910 e 1926, Portugal viveu um período de grande instabilidade governativa. Tanto o Presidente da República como o Governo, para não serem demitidos, precisavam de ter no Parlamento uma maioria de deputados que os apoiasse. Isso raramente acontecia porque os deputados ao Parlamento estavam frequentemente em desacordo. Por isso, em 16 anos, Portugal teve 8 Presidentes da República e 45 Governos. A maioria dos Presidentes não cumpriu os 4 anos de mandato que a Constituição estipulava. E os Governos eram substituídos constantemente, não chegando a ter tempo de concretizar medidas importantes para o desenvolvimento do País, causando assim uma enorme revolta na população, originando sucessivas greves. Fig.11- Revolução da população.
  • 16.
    A reacção autoritáriae a ditadura militar Seguiu-se um período de democracia republicana, caracterizado por forte instabilidade política, conflitos com a Igreja, mas também grandes progressos na educação pública. Em 28 de Maio, o General Gomes da Costa inicia uma revolta, a partir de Braga, numa marcha militar em direcção a Lisboa. A chamada 1.ª República Portuguesa terminou em 1926, com o golpe de 28 de Maio, a que se seguiram muitos anos de ditadura. Estava instaurado um regime de ditadura militar. Em 1928, António de Oliveira Salazar foi nomeado ministro das Finanças, a fim de resolver as dificuldades económico-financeiras, e em 1932, foi convidado para chefiar o Governo . Em 1933 a aprovação em plebiscito (uma resolução votada pelo povo) da nova Constituição lança as bases do Estado Novo .
  • 17.
    Fig.13- Ditadura militar.Fig.12- António de Oliveira Salazar
  • 18.
    Conclusão Depois deconcluído este trabalho, penso que aprendi muito, fiquei a conhecer melhor o que foi a Crise e Queda da Monarquia e a 1.ª República.
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