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Formação de Agentes Jovens
Manual do Tutor
Olá! Seja bem-vindo!
Você está assumindo o papel de Tutor dos Agentes Jovens! Isso significa
que você está na linha de frente do programa que leva os Jogos Rio 2016
para dentro das escolas.
A sua atuação é fundamental para organizar e orientar os jovens nas
atividades. Você é um modelo de liderança para os alunos e um orgulho
para a escola!
Para apoiá-lo nesta importante função, o Transforma desenvolveu este
manual que traz toda a metodologia, incluindo um passo a passo das
atividades a serem realizadas com os jovens durante a formação.
O que você encontrará neste manual?
1. Como se preparar para os Encontros com os Agentes Jovens,
2. Sugestões de como acompanhar o trabalho dos jovens entre os Encontros,
3. Roteiro de aplicação e dinâmicas para os Encontros,
4. Matrizes para reproduzir os materiais a serem usados nos Encontros.
Contamos com você!
1
2
3
4
5
6
Introdução ao Programa e roteiro para um
Pré-Encontro com os Agentes Jovens ......................... 7
Parte teórica ao Tutor sobre Pesquisa e roteiro
para 1º Encontro com os Agentes Jovens .................. 17
Parte teórica ao Tutor sobre Planejamento e roteiro
para 2º Encontro com os Agentes Jovens ................ 43
Parte teórica ao Tutor sobre Comunicação e roteiro
para 3º Encontro com os Agentes Jovens ................. 57
Parte teórica ao Tutor sobre Mobilização Social e
roteiro para 4º Encontro com os Agentes Jovens .. 69
Materiais anexos .............................................................. 81
SOBRE A FORMAÇÃO
DE AGENTES JOVENS
1
Neste capítulo, você verá:
•	 O que é o Comitê Rio 2016;
•	 O que é o Transforma;
•	 Quem são os Agentes Jovens;
•	 Qual é o papel do Tutor de
Agentes Jovens;
•	 Como está estruturado o
programa de formação dos
Agente Jovens;
•	 Quais são os envolvidos
no processo, seus papéis e
responsabilidades.
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM8
O COMITÊ RIO 2016
O Comitê Rio 2016 é uma organização criada especialmente para organizar os primeiros Jogos
Olímpicos e Paralímpicos da América do Sul, realizados na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
Visão: A união de todos os brasileiros, realizando o maior evento do mundo e construindo com
orgulho, através do Esporte, a promessa nacional de progresso.
Missão: Entregar Jogos excelentes, com celebrações memoráveis que irão promover a imagem
global do Brasil, baseados em transformação sustentável através do esporte no âmbito social
e urbano, contribuindo para o crescimento dos Movimentos Olímpico e Paralímpico.
Saiba mais:
Veja esta animação e saiba mais sobre o Comitê Rio 2016.
http://www.youtube.com/user/rio2016video?feature=watch
O TRANSFORMA
O Transforma é o Programa de Educação que leva os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016
para dentro das escolas.
A sua missão é utilizar os valores Olímpicos e Paralímpicos na educação para fortalecer o
papel do jovem como agente de transformação.
Como se pretende fazer isso?
Criando oportunidades para os alunos:
•	 Vivenciarem os valores Olímpicos e Paralímpicos;
•	 Experimentarem os esportes Olímpicos e Paralímpicos e adotarem um estilo de vida ativo
e saudável;
•	 Engajarem-se nos Jogos Rio 2016.
OS AGENTES JOVENS
Os Agentes Jovens são agentes de mobilização que trabalham para melhorar o ambiente
escolar, apoiando atividades e projetos da escola.
CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
1
MANUAL DO TUTOR 9
PERFIL DE UM AGENTE JOVEM:
•	 Cursa o 7º, 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental
ou o Ensino Médio;
•	 Tem papel de liderança na turma e trabalha com
espírito de equipe;
•	 É responsável, consegue cumprir prazos, inspira confiança,
cumpre atividades com pontualidade e organização;
•	 Tem iniciativa, sabe tomar decisões;
•	 Tem facilidade de comunicação e de relacionamento;
•	 É democrático, sabendo ouvir e respeitar a opinião dos outros;
•	 Se interessa em desenvolver ações na escola e na comunidade;
•	 É participativo sem comprometer seu desempenho escolar.
OBJETIVOS DA FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
•	 Despertar no jovem a atitude de corresponsabilidade para a promoção de melhorias no
clima escolar por meio dos Valores Olímpicos e Paralímpicos;
•	 Desenvolver habilidades que possibilitem a atuação dos jovens como agentes
transformadores da realidade local, mobilizando mais pessoas da escola para as ações do
programa;
•	 Engajar os jovens para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016;
•	 Promover a integração, a troca de experiências e conhecimentos entre os jovens;
•	 Instrumentalizar os jovens com ferramentas de mobilização social.
Sobre a Seleção dos Agentes Jovens
Os Agentes Jovens devem ser preferencialmente alunos do 7º ano do Ensino Fundamental em
diante. Pensando na continuidade do projeto na escola, é fundamental ter ao menos 50% do
grupo de Agentes Jovens formado por alunos do 7º e 8º ano, no caso do Ensino Fundamental,
e do 1º ano, no caso do Ensino Médio. Como provavelmente grande parte destes jovens
continuará na escola, desta forma é possível garantir que existam Agentes Jovens com
experiência para o próximo ano, auxiliando o Tutor na formação de novos participantes.
Sua escola pode criar critérios de seleção dos participantes, desde que eles tenham o perfil
desejado. Uma sugestão é convidar os líderes de turma para assumirem este papel, visto que
eles já foram eleitos por seus pares para esta função de liderança.
CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
©Divulgação
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM10
OS TUTORES
O Tutor é peça fundamental para o sucesso do Transforma na escola! Ele nada mais é que a
pessoa responsável por fazer a formação dos Agentes Jovens, tornando-se uma referência
para estes alunos.
IMPORTANTE!
Dois profissionais, no mínimo, deverão assumir o papel de Tutores. Assim, garante-se a
continuidade do trabalho com os jovens perante qualquer imprevisto que possa ocorrer com
algum Tutor.
Os Tutores podem atuar em turnos diferentes para que possam acompanhar os Agentes
Jovens do seu respectivo turno.
Caso isso ocorra, é fundamental que os Tutores trabalhem de forma conjunta e estejam
alinhados, “falando a mesma língua” com os Agentes Jovens. É importante que, mesmo em
turnos diferentes, os jovens se enxerguem como um único grupo.
Perfil do Tutor
•	 Profissional da escola, independentemente da disciplina que é responsável ou da função
que exerce na escola;
•	 Tem disponibilidade de tempo para fazer a formação e o acompanhamento dos Agentes
Jovens;
•	 É comunicativo e tem um bom relacionamento com os alunos;
•	 Tem espírito de equipe e é democrático para ouvir as opiniões dos jovens de igual para igual;
•	 É carismático e inspira os alunos;
•	 Tem bom relacionamento com os alunos e a Coordenação da escola.
PRINCIPAIS RESPONSABILIDADES DOS ENVOLVIDOS NO PROGRAMA
Agentes Jovens
•	 Desenvolver ações que promovam os valores Olímpicos e Paralímpicos com o objetivo de
melhorar o clima escolar;
•	 Participar dos Encontros e realizar as atividades propostas pelo programa;
CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
1
MANUAL DO TUTOR 11
•	 Atuar como multiplicador do Olimpismo na escola;
•	 Ser um agente transformador da escola.
Tutores de Agentes Jovens
•	 Ser o ponto de referência da formação de Agentes Jovens na escola;
•	 Ter disponibilidade para realizar os quatro Encontros de formação dos jovens, assim como
acompanhar e orientar as ações e atividades propostas pelos alunos;
•	 Ser multiplicador do projeto na escola com os alunos, com os outros professores e com
a Coordenação;
•	 Fazer a interface entre os alunos e a Coordenação da escola.
Professores de Educação Física
•	 Realizar experimentação esportiva com os jovens na escola, durante as aulas de Educação
Física;
•	 Dar apoio aos Agentes Jovens na divulgação dos valores Olímpicos e Paralímpicos;
•	 Atuar em parceria com o Tutor sempre que necessário.
Coordenação Pedagógica
•	 Participar e se envolver com o programa, abrindo os caminhos e facilitando a atuação dos
Tutores, Professores de Educação Física e dos Agentes Jovens;
•	 Legitimar as ações dos Agentes Jovens na escola e estimular a participação dos demais
alunos;
•	 Criar condições estruturais para que as formações aconteçam e para que os Agentes Jovens
possam desenvolver suas ações, liberando salas de aula, salas multiuso e de informática,
assim como equipamentos (projetor, máquinas fotográficas, filmadoras, entre outros),
quando necessário;
•	 Abrir espaço para que os Tutores divulguem e pensem o programa com os outros
professores nas reuniões pedagógicas.
Demais Professores
•	 Apoiar os Agentes Jovens e o Tutor nas suas atividades, sempre que necessário;
•	 Abrir espaço, sempre que possível, durante suas aulas, para que os Agentes Jovens
divulguem suas ideias, façam a pesquisa de clima e mobilizem os colegas.
CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM12
ESTRUTURA DA FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
A formação dos Agentes Jovens se organiza da seguinte maneira:
MAS O QUE SÃO OS ENCONTROS COM OS AGENTES JOVENS?
São momentos em que o Tutor reúne os jovens participantes para desenvolver os conteúdos
específicos da formação, com o objetivo de gerar um produto final. Nestes encontros, sempre
haverá atividades lúdicas que promovam a descontração, o sentimento de pertencimento ao
grupo e o engajamento, além de atividades que preparem os jovens para a prática dos temas
trabalhados.
Ao longo do ano, estão programadas a realização de 4 Encontros com temas específicos
(Pesquisa, Planejamento, Comunicação e Mobilização Social). Eles devem acontecer, em
média, a cada 2 meses, com duração aproximada de 3h.
Ao final deste Manual estão disponíveis as matrizes de todos os materiais de apoio a serem
utilizados nos Encontros.
DICA!
Para manter os jovens motivados e acompanhar de perto a realização de cada tarefa
proposta, sugerimos que sejam feitas pequenas reuniões entre os Encontros. Elas podem
acontecer a cada 15 dias e durar de 15min a 1h, dependendo da disponibilidade e necessidade
do grupo. Este manual também trará dicas de como coordenar estas reuniões.
1º ENCONTRO
PESQUISA
PRODUTO:
Pesquisa de
clima escolar.
PRODUTO:
Planejamento
de ações para
melhoria do
clima escolar.
PRODUTO:
Campanha de
comunicação
dos valores.
PRODUTO:
Mobilização da escola para
a Maratona de Valores.
Realização de
uma pesquisa
de clima na
escola para
descobrir qual
valor deve ser
trabalhado.
Planejamento
de ações para
melhoria do
valor dentro
da escola e do
clima escolar.
Criação de
veículos de
comunicação
para disseminar
os valores.
Organização da Maratona
de Valores e mobilização da
escola para participação no
evento.
2º ENCONTRO
PLANEJAMENTO
3º ENCONTRO
COMUNICAÇÃO
4º ENCONTRO
MOBILIZAÇÃO
CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
1
MANUAL DO TUTOR 13
É muito importante que, durante os Encontros, os jovens sintam abertura para dar suas opiniões.
Todos devem ter voz e nenhuma opinião vale mais do que a outra, nem mesmo a do Tutor.
Lembre-se sempre de que os Agentes Jovens devem ser os protagonistas do processo e cabe
a você, Tutor, guiá-los para este caminho.
Sugerimos que, caso seja possível, você organize um Pré-Encontro com os Agentes Jovens para
explicar melhor o que é o programa e já começar a motivá-los para o desafio que terão pela frente.
PRÉ-ENCONTRO– AQUECIMENTO DO PROGRAMA
Preparando o Pré-encontro:
Até 15 dias antes
•	 Reservar um local na escola para realizar o Pré-Encontro com os Agentes Jovens.
Até 10 dias antes
•	 Checar com a Coordenação da escola qual o local destinado para a reunião;
•	 Avisar, de preferência pessoalmente, todos os Agentes Jovens sobre o local e o horário da
reunião;
•	 Preparar uma lista de presença para que os Agentes Jovens coloquem seus contatos
(Facebook, e-mail e telefone).
Até 5 dias antes
•	 Fazer a confirmação de presença dos jovens, reforçando o horário e o local.
O QUE FAZER NO PRÉ-ENCONTRO?
Objetivo do Pré-Encontro:
Reunir os alunos selecionados para assumirem o papel de Agentes Jovens, explicar o que é o
Transforma, como serão as formações e motivá-los para o 1º Encontro.
PRÉ-ENCONTRO PASSO A PASSO
Preparando o Pré-Encontro
Chegue na sala reservada para o Pré-Encontro com aproximadamente 20 min de antecedência.
Prepare a sala disponibilizando as cadeiras em círculo ou em U. Esta mudança no ambiente
deixa claro aos jovens que eles não estão indo para uma aula comum, mas para um encontro
diferente. Você pode até mesmo colocar um som ambiente para dar um clima de descontração
à reunião.
CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM14
Dê as boas-vindas aos jovens que chegarem e peça que assinem a lista de presença, preparada
por você.
Início
Alguns Agentes Jovens poderão ser colegas de classe, já outros talvez se conheçam só de vista.
Como agora eles formarão uma equipe, é importante que comecem a se conhecer melhor.
Sugerimos que seja aplicada uma dinâmica introdutória, para quebrar o gelo e fazer com que
os jovens se apresentem.
Dinâmica do Eco
Materiais necessários: nenhum
Objetivo: Promover a apresentação e a integração dos jovens.
Duração estimada: 20 min
Com todos jovens de pé e em círculo, diga que agora eles farão uma brincadeira para ver
quem é bom de memória. Ela funciona da seguinte maneira: o primeiro aluno dá um passo à
frente, cumprimenta os demais e diz seu nome. Ele volta para o lugar e o colega da direita dá
um passo à frente. Este jovem deve cumprimentar os demais, deve repetir o nome do colega e
dizer o seu. O próximo fará a mesma coisa: dará um passo à frente, repetirá o nome dos dois
colegas anteriores e dirá o seu. Assim, sucessivamente, sendo que o primeiro a começar a
dinâmica deverá encerrá-la repetindo o nome de todos da roda.
Caso tenha alguma outra dinâmica de apresentação que costume aplicar, fique à vontade
para substituí-la.
Após a dinâmica, peça a todos que se sentem e explique o motivo de estarem todos ali. Para
isso, use como base as informações que você leu no início deste manual. Não se esqueça de
falar os seguintes tópicos:
•	 O que é o Transforma;
•	 O que ele tem a ver com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos;
•	 O que são os Agentes Jovens, suas responsabilidades e a sua importância no contexto do
programa;
•	 Qual o seu papel como Tutor;
•	 Como acontecerá a formação deles (4 Encontros e pequenas reuniões entre os Encontros).
Pergunte se os jovens têm alguma dúvida sobre o que você apresentou a eles. Reforce a ideia
de que, agora, todos vocês são uma equipe e deverão trabalhar juntos para fazer o programa
acontecer na escola.
Se possível, já agende a data do 1º Encontro com os jovens.
CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
1
MANUAL DO TUTOR 15
Para finalizar, convide-os a criar um grito de guerra, que representará o grupo. Este grito será
dado em todos os Encontros.
DICA!
Dependendo da quantidade de Agentes Jovens, você pode dividi-los em pequenos grupos
pedindo que cada um crie um grito de guerra. Na sequência os grupos apresentam os gritos
uns para os outros e é feita uma votação para escolher o melhor.
Encerre a reunião com o grito de guerra, em alto astral.
Passe seus dados de contato (telefone, e-mail e Facebook) e lembre-os de que você estará
sempre à disposição para tirar dúvidas.
IMPORTANTE!
Sugerimos que você aproveite que o programa está no início e crie um registro de todas as
ações. Registre o que deu certo, o que deu errado, fotografe os Encontros e escreva suas
impressões. Além de ser um grande aprendizado pessoal, ao final, você poderá compartilhar
esta sua experiência detalhada com outros Tutores e com o Comitê Rio 2016.
CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
©Divulgação
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM16
MANUAL DO TUTOR 17
2
PESQUISA
Neste capítulo, você verá:
•	 A história dos Jogos Olímpicos e
Paralímpicos;
•	 Os valores Olímpicos e
Paralímpicos e os valores
educacionais do Olimpismo;
•	 Conceito de Clima Escolar;
•	 O que é Mobilização Social;
•	 Conteúdo teórico sobre Pesquisa
para auxiliá-lo no 1º Encontro.
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM18
Como vimos, no capítulo anterior, o Transforma utiliza os Valores Olímpicos e Paralímpicos
para fortalecer o papel dos jovens como agentes de transformação.
Por isso, para começarmos, é importante conhecer o contexto histórico dos Jogos Olímpicos e
Paralímpicos, quais são estes valores e de que forma eles serão trabalhados na educação.
SAIBA MAIS!
Você sabia que há diferença entre os termos “Olimpíada” e “Jogos Olímpicos”?
Olimpíada é o nome dado ao período de quatro anos entre duas edições dos Jogos Olímpicos.
Já os Jogos Olímpicos se referem aos jogos em si. Neste caso, em 2016, no Rio de Janeiro.
JOGOS OLÍMPICOS
Como surgiram?
Os Jogos Olímpicos surgiram na Grécia Antiga, mais precisamente na cidade de Olímpia, há
776 a.C. Muito diferente do que é hoje, os jogos eram uma homenagem esportiva a Zeus, um
dos mais importantes deuses da mitologia grega.
Participavam das competições apenas os homens que fossem cidadãos livres. As mulheres
não podiam nem assistir aos jogos.
Completamente nus, os atletas disputavam provas de atletismo, luta, boxe, corrida de
cavalo e pentatlo (prova que incluía corrida, salto em distância, lançamento de dardo, disco e
lutas). A nudez representava o ideal de harmonia entre corpo e mente, no qual acreditavam
que somente através do treino do corpo a mente poderia ser desenvolvida. Os vencedores
ganhavam uma coroa com folhas de louro, único prêmio e símbolo máximo da vitória.
Os gregos realizavam os jogos a cada 4 anos e o evento era tão importante que eram selados
acordos de cessar-fogo e tréguas entre as cidades inimigas para que os competidores e
participantes pudessem chegar em Olímpia. Porém, com a dominação romana em 393 d.C, os
Jogos Olímpicos foram proibidos.
Era Moderna e o Barão de Coubertin
Esporte a serviço da humanidade. Este era o espírito Olímpico idealizado pelo Barão Pierre
de Coubertin que trouxe de volta a tradição dos Jogos Olímpicos. Em 23 de junho de 1894,
Coubertin fundou o COI – Comitê Olímpico Internacional. Até hoje, comemora-se o Dia
Olímpico nesta data.
Muitos anos depois dos últimos jogos olímpicos na Grécia, o país seria palco de mais um
encontro esportivo: os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna. Na primeira edição, em
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 19
1896, participaram 240 atletas de 14 países, em provas de atletismo, esgrima, luta livre,
ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis.
SAIBA MAIS!
Nos últimos jogos Olímpicos de 2012, realizados em Londres, participaram 10.500
competidores de 204 países competindo em 26 esportes.
Em 1914, foi criado o principal símbolo dos Jogos Olímpicos, os cinco aros
coloridos (azul, amarelo, verde, preto e vermelho) que representam a união
dos continentes e formam a bandeira olímpica. Assim, cada país do mundo
tem, pelo menos, uma das cores de sua bandeira representada nos aros.
“Citius, Altius, Fortius” é o lema em latim que traduzido significa “mais rápido, mais alto, mais
forte”, representando a superação de limites.
A tocha é um elo entre os jogos da antiguidade e os atuais. O fogo simboliza a purificação. A
tocha é acesa em Olímpia, na Grécia, e viaja através de um revezamento até o local dos jogos,
representando a paz e a amizade entre os povos.
Ao longo dos anos, de 1896 a 2012, os Jogos Olímpicos evoluíram muito: novos esportes
foram incluídos, foi criada a edição de Jogos de Inverno e da Juventude e atletas profissionais
já podem participar da competição. Durante todas estas edições, muitos foram os feitos
históricos e emocionantes que aconteceram. Até hoje, os Jogos Olímpicos unem o mundo em
torno do ideal Olímpico, propagando seus valores de amizade, respeito e excelência.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
©GettyImages
©GettyImages
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM20
SAIBA MAIS!
Veja o vídeo ao estilo “Draw My Life” sobre o Movimento Olímpico.
http://www.youtube.com/watch?v=Jgh-AVeytcw
JOGOS PARALÍMPICOS
Como surgiram?
Assim como Pierre de Coubertin é considerado o “pai” dos Jogos Olímpicos da Era Moderna,
Ludwig Guttman é o criador do Movimento Paralímpico. Médico neurocirurgião judeu,
fugiu da Alemanha para a Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial.
Passado este período turbulento da história, os países envolvidos ficaram com um grande
número de combatentes com lesões medulares, ficando paraplégicos ou tetraplégicos. Este
contexto influenciou Guttman a fazer um trabalho de reabilitação física e social destes
veteranos de guerra por meio de práticas esportivas, iniciando os trabalhos em 1944 no
Centro Nacional de Lesionados Medulares de Stoke Mandeville, Inglaterra.
A primeira competição para atletas com deficiência foi realizada em 1948, em Stoke
Mandeville, no exato dia da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Quatro
anos depois, atletas holandeses participaram dos jogos de Stoke Mandeville. Foi assim que
surgiu o movimento internacional chamado de Movimento Paralímpico.
Os primeiros Jogos Paralímpicos aconteceram em Roma, em 1960, e contou com a
participação de 400 atletas de 23 países.
Os Jogos Paralímpicos sempre foram realizados no mesmo ano dos Jogos Olímpicos, porém
a partir de Seul, em 1988, passaram a acontecer logo após os Jogos Olímpicos, na mesma
cidade e fazendo uso das mesmas instalações.
O Comitê Paralímpico Internacional tem a seguinte visão: “Capacitar atletas paralímpicos
para atingir a excelência esportiva e inspirar e contagiar o mundo”. Esta afirmação expressa
a essência dos valores Paralímpicos de determinação, coragem, igualdade e inspiração.
O lema “Espírito em Movimento” traduz o que o Movimento Paralímpico tenta alcançar:
possibilitar que atletas de todos os lugares se unam numa mesma cena, inspirando e
contagiando o mundo com suas performances.
O atual símbolo Paralímpico foi lançado em 2003. Ele é formado por Agitos
(do latim “Eu me movimento”) que circulam um ponto central enfatizando o
papel do Comitê Paralímpico Internacional de reunir atletas de todo mundo e
propiciar condições de competirem. As cores são azul, verde e vermelho – as
três cores que são mais comumente usadas nas bandeiras nacionais.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 21
Classificação
Nos Jogos Paralímpicos competem atletas com deficiências diversas: visual, física e
intelectual. Para tentar garantir igualdade entre os competidores e assegurar que a vitória
seja determinada pelo alto desempenho (assim como nos Jogos Olímpicos), foi criado o
sistema de classificação.
A classificação pode seguir parâmetros médicos (avaliações clínicas), funcionais (avaliações
físicas) e/ou esportivos (observação do desempenho) e cada esporte determina seu próprio
sistema de classificação.
No caso da classificação funcional e esportiva, como é o potencial funcional do atleta que
determina sua classe, em alguns eventos é possível ver atletas com deficiência nos braços
competindo na mesma prova com atletas com deficiência nas pernas, por exemplo. Afinal,
não é a deficiência que indica sua classe, mas o que o atleta consegue desempenhar naquele
esporte.
SAIBA MAIS!
Veja o vídeo ao estilo “Draw My Life” sobre o Movimento Paralímpico.
http://www.youtube.com/watch?v=K6AAXsvf-8I&list=PLNv6oVicHp4BJSK0KlWH1mfDl_
jRugWmk&feature=c4-overview-vl
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
©MárcioRodrigues/MPIX/CPB
©BrunodeLima/CPB
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM22
VALORES OLÍMPICOS E PARALÍMPICOS
Tanto o Movimento Olímpico quanto o Paralímpico têm como base alguns valores que
norteiam suas ações. Conheça-os!
Valores Olímpicos
Amizade - enche nossos relacionamentos com atitudes e sentimentos positivos. Tem em
relação ao outro, empatia, honestidade, compaixão, confiança, solidariedade e reciprocidade
positiva.
Homens e mulheres estão no centro do foco do Movimento Olímpico, incentivando elos e a
compreensão mútua entre as pessoas. Este valor se refere à construção de um mundo melhor
e mais pacífico através da solidariedade, do espírito de equipe, da alegria e do otimismo no
esporte.
Os Jogos Olímpicos inspiram pessoas a passar por cima de diferenças políticas, econômicas,
sexuais, raciais ou religiosas e estabelecer amizades apesar dessas diferenças. Os atletas
expressam este valor ao formarem elos fortes com seus companheiros de equipe e seus
oponentes. Para os atletas, isso significa estabelecer laços para a vida toda com seus
companheiros de equipe, assim como com seus adversários.
Respeito - inclui o fair play (jogo limpo), honestidade e o cumprimento às regras, trazendo a
ideia de cuidado com o outro e com o ambiente. No ideal Olímpico, este valor representa o
princípio ético que deve inspirar todos aqueles que participam dos programas Olímpicos. Isso
inclui respeito por si mesmo e por seu corpo, respeito ao outro, às regras e ao meio ambiente.
Refere-se, portanto ao jogo limpo que cada atleta deve praticar no esporte e à obrigação de
afastar-se do doping.
Excelência - progride de acordo com seus objetivos, dando o melhor de si. Este valor se refere
a “dar o seu melhor”, no campo de jogo ou na vida, sem se comparar com os outros, mas
acima de tudo com o objetivo de alcançar as metas pessoais com determinação e esforço. Não
se trata apenas de vencer, mas também de participar, de progredir na direção dos objetivos
pessoais, de lutar para ser e fazer o melhor no dia a dia e beneficiar-se da combinação
saudável de corpo, mente e vontade fortes.
Valores Paralímpicos
Igualdade – o esporte Paralímpico atua como um agente de mudança, quebrando as barreiras
sociais de discriminação das pessoas com deficiência.
Dar e receber um tratamento igual, assegurando oportunidades sem qualquer deslealdade. É
fazer para os outros o que você gostaria que os outros fizessem para você.	
Coragem – engloba o espírito único do atleta paralímpico, que procura realizar o que o público
em geral pensa ser inesperado, mas o que o atleta sabe que é uma verdade.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 23
É uma habilidade que nos leva a enfrentar desafios físicos e morais e nos dá força para fazer o
que acreditamos ser certo.
Determinação – é a manifestação da ideia de que atletas paralímpicos levam sua capacidade
física para o limite absoluto.
Nos ajuda a tomar decisões focando nos objetivos.
Inspiração – quando um intenso afeto é gerado a partir das histórias e realizações dos atletas
Paralímpicos e tem como efeito o desejo de levar este aprendizado para nossas vidas pessoais.
É a busca por uma fonte que potencialize as nossas possibilidades.
VALORES EDUCACIONAIS DO OLIMPISMO
Os valores educacionais do Olimpismo surgiram como uma leitura dos valores olímpicos
e paralímpicos. Eles foram desenvolvidos de modo a facilitar a aplicação dos conceitos no
ensino.
Alegria do Esforço – os jovens desenvolvem e praticam habilidades físicas, intelectuais e
de comportamento quando desafiam uns aos outros na prática de atividades físicas, de
movimentos, em jogos e em esportes.
Jogo Limpo – este é um conceito do esporte aplicado em todo o mundo, de diferentes
maneiras. Aprender a jogar limpo no esporte pode desenvolver e reforçar esse
comportamento na comunidade e na vida.
Respeito pelos outros – quando os jovens que vivem em um mundo multicultural aprendem
a aceitar e a respeitar a diversidade e a agir de modo pacífico, eles promovem a paz e a
compreensão internacional.
Busca pela Excelência – a busca pela excelência pode ajudar jovens a fazer escolhas saudáveis
e positivas, para que se esforcem e sejam o melhor que puderem em tudo o que realizarem.
Equilíbrio entre corpo, vontade e mente – o aprendizado ocorre em todo o corpo e não apenas
na mente. A educação física e o ensino por meio do movimento contribuem para aprimorar o
aprendizado moral e intelectual.
CLIMA ESCOLAR
O conceito de Clima Escolar que será adotado no âmbito do trabalho com os Agentes Jovens
deriva da noção e conceitos de Clima Organizacional.
A literatura sobre Clima Organizacional não apresenta um único conceito. Existem abordagens
que dão ênfase a características organizacionais, a características individuais e à mensuração
da percepção dos indivíduos em relação à cultura organizacional, motivação e satisfação, por
exemplo.
Existem pesquisas que buscaram conceituar e analisar as variáveis do Clima Escolar. Essas
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM24
pesquisas reconhecem as características das instituições de ensino, especialmente aquelas
das escolas públicas.
Buscando orientar o trabalho do tutor dos Agentes Jovens, o Clima Escolar será aqui
entendido como o conjunto de percepções das pessoas que interagem com a estrutura
formal da escola e com o estilo de gestão escolar predominante, influenciados pelas atitudes,
crenças, valores e motivações de alunos, professores e funcionários.
É importante notar que embora o conceito adotado acima reconheça a percepção de todos os
envolvidos com a escola, o trabalho de pesquisa dos Agentes Jovens se resumirá a coletar as
impressões dos alunos.
Outro ponto relevante para a compreensão do conceito de Clima Escolar aqui adotado é que,
embora existam diversos modelos de estudo de Clima Organizacional, o modelo a ser adotado
pelos Agentes Jovens será cruzado com os Valores Olímpicos e Paralímpicos. Dessa forma,
entende-se que os Valores serão os fatores a serem estudados em relação ao Clima Escolar.
MOBILIZAÇÃO SOCIAL
Quando falamos de Agentes Jovens, falamos em mobilização social. Mas o que isso significa?
Mobilização social é o que acontece quando um grupo de pessoas se une e age com um
objetivo comum. Participar desta união é um ato de escolha individual, ou seja, todos podem
aceitar ou não fazer parte do movimento.
Essa decisão depende essencialmente das pessoas se verem como capazes de provocar e
construir mudanças.
Dito isso, é importante lembrar que, ao passo que esperamos que os Agentes Jovens
mobilizem a comunidade escolar, esperamos que você, Tutor, consiga mobilizar os jovens a
assumirem este papel.
Nosso objetivo é que esta metodologia desperte nos jovens o desejo de mudança,
transformando este desejo em disposição para agir e, consequentemente, resultando na
própria ação.
Para despertar o desejo de mudança, é preciso fazer com que os jovens “olhem com outros
olhos” para a sua realidade diária a partir de informações que lhe deem base para saber qual
situação precisa ser transformada. É aí que entra a Pesquisa.
PESQUISA
A Pesquisa é o tema a ser trabalhado no 1º Encontro junto aos Agentes Jovens.
Ela é fundamental para que os alunos possam trabalhar a questão do clima escolar, pois é
por meio dela que diagnosticarão qual Valor Olímpico ou Paralímpico precisa ser trabalhado
imediatamente para que o clima seja melhorado.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 25
A pesquisa, além de ser o instrumento mais indicado para a coleta de dados, também
serve para legitimar a mobilização dos Agentes Jovens, pois representa a opinião de parte
representativa da comunidade escolar.
1- COMO REALIZAR A PESQUISA
O processo completo de realização de uma pesquisa, conta com os seguintes passos:
1 - Definição do que pesquisar;
2 - Identificação da população e da amostra;
3 - Elaboração do questionário;
4 - Aplicação da pesquisa;
5 - Tabulação dos dados;
6 - Análise e interpretação dos dados;
7 - Apresentação e divulgação dos resultados.
Para simplificar o trabalho dos Agentes Jovens, eles já receberão prontas algumas destas
etapas, ficando com eles a responsabilidade de se concentrar em outras tarefas específicas.
Acompanhe!
1 – Definição do que pesquisar:
O objeto de pesquisa (o que será pesquisado) já está definido na proposta desta metodologia:
os Agentes Jovens terão que descobrir como está o clima escolar medindo como está a
vivência dos valores olímpicos e paralímpicos pelos alunos. Por meio dela, deverão identificar
qual valor está mais em falta na escola.
2 – Identificação da população e da amostra:
População é a totalidade de indivíduos escolhidos de acordo com o objetivo da pesquisa e que
possuem alguma característica em comum.
Ex.: todos os alunos do 2º Ciclo do Ensino Fundamental da escola.
A sugestão é que esta pesquisa seja aplicada sob a forma de censo, portanto não será
necessário definir a amostra.
Censo é o exame de todos os elementos de uma população. Ou seja, após definir qual
população será estudada, aplica-se a pesquisa a todos.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM26
DICA!
Sugerimos que caso os Agentes Jovens sejam do Ensino Fundamental, a população seja a dos
alunos do 2º Ciclo do Ensino Fundamental.
Caso os Agentes Jovens estudem no Ensino Médio, a população seja os alunos do Ensino
Médio.
3- Elaboração do Questionário:
A elaboração do questionário é uma etapa fundamental para o sucesso da pesquisa. Pensando
em facilitar o trabalho dos Agentes Jovens, o modelo de questionário já foi elaborado e se
encontra ao final deste manual.
A pesquisa será quantitativa e, por isso, trará perguntas fechadas (quando o questionário já
traz as alternativas a serem respondidas).
A primeira linha do questionário apresenta três perguntas para ajudar a caracterizar os
respondentes. Nessas perguntas o aluno deve especificar o ano no qual estuda, sua idade e
gênero (colocado como “sexo” para facilitar a compreensão).
Na sequência, o questionário apresenta uma tabela contendo um conjunto de 21 afirmativas
sobre o Clima Escolar. Ao lado das afirmativas existem cinco colunas numeradas. Essas
colunas estão identificadas no cabeçalho da tabela com uma escala de frequência. Para cada
afirmativa o respondente deve assinalar a opção que representa a frequência com que cada
afirmativa acontece na escola, na sua opinião. A escala é representada a seguir:
	 NUNCA	 QUASE NUNCA	 ÀS VEZES	 QUASE SEMPRE	 SEMPRE
	1	 2	 3	 4	 5
O conjunto de afirmativas foi criado de forma a ter três frases para representar cada Valor
Olímpico ou Paralímpico.
Depois da aplicação da pesquisa e tabulação dos dados você terá acesso a uma planilha de
resultados que indicará qual dos valores é menos frequente na escola, segundo a opinião dos
alunos. De posse desse resultado você ajudará os Agentes Jovens a pensar em ações para
disseminar o Valor deficitário.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 27
4 - Aplicação da pesquisa:
A aplicação da pesquisa será um dos maiores desafios enfrentados pelos Agentes Jovens
nesta etapa.
Para fazer a aplicação da pesquisa, é preciso definir como e quando ela será aplicada.
Sugerimos que a pesquisa seja aplicada nas salas, durante as aulas. Os Agentes Jovens podem
solicitar à Coordenação Pedagógica que os apoie, conversando com os professores sobre a
pesquisa e pedindo que eles liberem alguns minutos de suas aulas para a aplicação. Além
disso, também é importante que os Agentes Jovens sejam liberados por alguns minutos para
que possam conduzir a pesquisa.
Com as autorizações dadas, os Agentes Jovens devem ir de sala em sala, conversar com os
alunos sobre o objetivo da pesquisa e aplicá-la.
A aplicação do questionário pode ser feita de duas maneiras:
•	 O Agente Jovem entrega as pesquisas e, em seguida, lê as questões em voz alta enquanto
os demais alunos o acompanham;
•	 O Agente Jovem entrega as pesquisas e se coloca à disposição para responder dúvidas
dos alunos.
Conhecendo o perfil das turmas e dos Agentes Jovens, auxilie-os a escolher o método de
aplicação que, provavelmente, funcionará melhor.
Os passos 5 (Tabulação de dados), 6 (Análise e interpretação dos dados) e 7 (Apresentação e
divulgação dos resultados) serão abordados mais à frente, neste manual.
AÇÃO – 1º ENCONTRO
PREPARANDO O ENCONTRO*
*Estas sugestões de preparação são padronizadas para todos os 4 Encontros com os Agentes
Jovens.
Pelo menos 20 dias antes
•	 Agende uma sala para realização do Encontro com os Agentes Jovens.
Até 15 dias antes
•	 Confira com a Coordenação qual a sala reservada para a realização do Encontro;
•	 Confirme com os Agentes Jovens o local e o horário do Encontro.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM28
Até 10 dias antes
•	 Releia o capítulo referente a parte teórica e prática do respectivo Encontro;
•	 Prepare os materiais necessários para as dinâmicas.
Até 5 dias antes
•	 Faça a confirmação de presença dos jovens, reforçando a importância da participação.
Se possível, sempre fale pessoalmente com os Agentes Jovens. Outros meios de comunicação
que costumam ser mais efetivos são o SMS, bilhetes e recados em redes sociais.
O QUE FAZER NO 1º ENCONTRO?
Objetivo do Encontro: Trabalhar conceitos de mobilização social, clima escolar e valores
olímpicos e paralímpicos, preparando-os para a realização da pesquisa.
ENCONTRO PASSO A PASSO
Antes de iniciar
Assim como foi sugerido na preparação do Pré-Encontro, chegue com antecedência na sala
onde será realizado o Encontro.
Prepare o ambiente, distribuindo as cadeiras em círculo ou meia-lua e organize os materiais
que serão utilizados.
Para seu controle, sugerimos que sempre passe uma lista de presença para os Agentes Jovens.
ATIVIDADE 1 – INÍCIO
Materiais necessários: Lista de Presença
Objetivo: dar as boas-vindas para iniciar o Encontro
Duração estimada: 20 minutos
Tente iniciar o Encontro no horário marcado. Dê boas-vindas aos Agentes Jovens presentes.
Caso tenha conseguido realizar o Pré-Encontro, peça que os Agentes Jovens formem um
círculo, bem próximos um dos outros e puxe o grito de guerra. Estimule os jovens a gritarem
cada vez mais alto, dizendo frases como “está muito baixo”, “vamos acordar, galera”, “quero
ouvir mais alto”. Desta forma eles entram no Encontro com mais energia, além de irem se
desinibindo.
Em seguida, peça que eles se sentem em uma das cadeiras do círculo e relembre alguns
pontos tratados no Pré-Encontro como o que é o Transforma e o papel dos Agentes Jovens.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 29
IMPORTANTE!
Caso você não tenha tido a oportunidade de realizar o Pré-Encontro, sugerimos que realize
suas respectivas atividades como introdução deste 1º Encontro, deixando apenas a criação do
grito de guerra do grupo para o final.
Neste Encontro, além de apresentar a história dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, você
trabalhará com os jovens o conceito de mobilização social. Portanto, use como base os
conceitos teóricos trabalhados neste Capítulo 2 - Pesquisa.
É fundamental que os Agentes Jovens saiam deste 1º Encontro
com a missão de responder às seguintes perguntas:
Como está o clima da nossa escola?
Que Valor precisamos trabalhar para melhorá-lo?
ATIVIDADE 2 - VIAGEM NO TÚNEL DO TEMPO
Materiais necessários: nenhum
Objetivo: quebrar o gelo, unir o grupo e trazê-los para o assunto a ser trabalhado.
Duração estimada: 20 minutos
Diga que você está propondo que agora, todos vocês voltem no tempo para conhecer as origens
dos Jogos Olímpicos. Instigue-os perguntando se eles têm ideia do lugar para onde vão.
Só que, para voltar no tempo, é preciso que eles cumpram uma tarefa em equipe, ordenada
pelo deus grego do Tempo, Chronos. Só assim, eles serão teletransportados pela história.
DICA
As atividades lúdicas dos Encontros são ancoradas num recurso que todos nós trazemos
conosco: a imaginação. Para que os jovens “comprem” a história, é importante que você
também acredite nela e se divirta junto com eles. Use seus talentos teatrais sempre que
preciso!
Dinâmica: Volta no Tempo com Chronos
Peça que os jovens se levantem, em círculo e deem as mãos. Diga que a tarefa é muito
simples, porém exige concentração.
Ela será realizada em 3 etapas e você irá orientar o grupo quando chegarem em cada uma
delas (Tutor, você também deve participar da atividade, junto com os jovens).
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM30
A 1ª etapa é “faça o que eu faço e fale o que eu falo”. Ou seja, você fará um movimento e,
simultaneamente irá verbalizá-lo.
Por exemplo: Grite “Direita!” e pule para a direita.
Os 4 movimentos possíveis, com suas respectivas ordens, são:
	MOVIMENTO					ORDEM VERBAL
	 Saltar para trás, ou seja, para fora do círculo		 Fora!
	 Saltar para frente, ou seja, para dentro do círculo	 Dentro!
	 Saltar para o lado direito				 Direita!
	 Saltar para o lado esquerdo				 Esquerda!
Demonstre o exercício e peça para que os jovens façam com você, lembrando que todos estão
de mãos dadas.
Repita umas 5 vezes até sentir que todos entenderam a dinâmica e estão tranquilos.
Você pode brincar perguntando se já tem gente suando, se não querem secar as mãos porque
agora vai ficar cada vez mais difícil, afinal, não é para qualquer um voltar no tempo.
Com o grupo de mãos dadas novamente, anuncie que a 2ª etapa é “fale o que eu falo e faça o
contrário do que eu falo”. Ou seja, dará uma ordem e fará o movimento oposto a esta ordem.
Por exemplo, grite “Fora!” e pule para dentro.
Esta etapa vai gerar muitas risadas, já que é muito difícil executá-la. Repita algumas vezes e
diga que entrará na última etapa.
A 3ª etapa é “faça o que eu faço e fale o contrário do que eu faço”. Ou seja, dará uma ordem e
fará o movimento oposto a esta ordem.
Por exemplo, pule para a esquerda e grite “Direita!”.
Mais uma vez, esta etapa gerará muitas risadas e diversão.
Caso queira, você pode voltar a fazer as etapas anteriores, intercalando as ordens e
confundindo ainda mais os alunos.
ATIVIDADE 3 – MENSAGEM DO BARÃO PIERRE DE COUBERTIN
Materiais necessários: mensagem de Barão de Coubertin
Objetivo: apresentar o contexto histórico dos Jogos Olímpicos
Duração estimada: 10 minutos
Pare tudo e diga que vocês, finalmente, chegaram. Pergunte se eles sabem onde vocês estão.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 31
Alguns poderão dizer que estão na escola, que não saíram do lugar. Caso isso ocorra, digam
que estão enganados, que aquela é uma sala de aula de Paris, na França, no ano de 1890.
Diga que foi deixado um recado pra eles de uma pessoa chamada Barão Pierre de Coubertin e
leia o texto abaixo:
Caros Agentes Jovens,
Que bom que vocês vieram aqui para me ajudar! Tive que dar uma saída, mas deixei este
bilhete contando tudo para vocês.
Há alguns anos, venho percebendo que há algo de errado com a educação na França.
Por isso viajei o mundo pesquisando e descobri que é possível melhorá-la por meio
dos esportes. Os esportes trazem com eles valores muito importantes como a amizade,
respeito, excelência, igualdade, coragem, determinação e inspiração. O problema é que eu
não consigo trazer estes valores de volta porque eles estão aprisionados.
É, isso mesmo, presos! Não sei se vocês sabem, mas há centenas de anos antes de Cristo, os
gregos faziam a cada 4 anos, os Jogos Olímpicos, numa homenagem a Zeus. Os jogos eram
tão importantes que até mesmo as guerras tinham uma trégua neste período. Mas um
dia, os Jogos pararam de acontecer e o terrível Titã Maus aprisionou todos os valores com
ele, para que nunca mais a celebração olímpica pudesse existir.
Agora, eu quero fazer com que os Jogos Olímpicos voltem a existir, mas preciso resgatar
estes valores. Vocês podem me ajudar a derrotar este Titã e a trazê-los de volta?
Barão Pierre de Coubertin
Diga para os jovens que o Barão de Coubertin foi a pessoa que idealizou a realização dos
Jogos Olímpicos na Era Moderna, pois ele acreditava que era possível melhorar a educação
aliando-a aos esportes e aos valores. Com este bilhete, parece que, para que esta história
exista, depende da ação deles. Pergunte para os jovens o que eles acham de trazer de volta
estes valores. Diga que vai ser uma luta bem difícil, porque não é qualquer pessoa que é capaz
de derrotar um Titã.
Peça que se levantem, deem as mãos e mentalizem que querem ir para a Grécia antiga. Em
seguida, repita 3 rodadas da dinâmica de viagem do tempo.
ATIVIDADE 4 – PERGAMINHO DOS DESAFIOS
Materiais necessários: texto Pergaminho dos Desafios, batatas cruas, canudos plásticos,
pirulitos, folhas de papel e canetas
Objetivo: fazer com que os jovens conheçam e vivam os valores
Duração estimada: 60 minutos
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM32
Terminada a viagem, diga que chegaram à Grécia Antiga e leia o texto do Pergaminho dos
Desafios, escrito pelo Titã Maus.
Quando começar a lista dos desafios propostos pelo Titã, leia o primeiro e peça que os alunos
o executem. Após solucioná-lo, comemore que os jovens libertaram aquele valor e fale qual
foi o aprendizado que tiveram. Se quiser, você também pode ler o texto de definição de cada
valor (pág. 22) ou pedir que os jovens os definam. Assim, sucessivamente até finalizar os 7
valores.
Pergaminho dos Desafios
Os valores estão presos comigo, Titã Maus, e não pretendo nunca mais libertá-los. Quem
serão os virtuosos que irão me enfrentar? Só me derrotará quem cumprir os 7 desafios!
Desafio 1: Nó Humano
Valor a ser libertado: Amizade
Dica: Para desatar o nó humano, é preciso muita amizade e companheirismo.
Orientação para o Tutor: Todos deverão formar um círculo e memorizar quem está do seu lado
direito e quem está do seu lado esquerdo. Feito isso, devem andar aleatoriamente pela sala,
cumprimentando todos os colegas até que escutem a ordem de “parar”.
Dê esta instrução inicial para os alunos e deixe que caminhem até formarem um emaranhado.
Diga “Parem!” quando todos deverão parar onde estão. Peça que, sem sair do lugar, eles deem
as mãos aos colegas que estavam, no círculo inicial, a sua direita e a sua esquerda. Quando eles
tentarem fazer isso, ficará uma confusão e eles formarão o nó humano. Diga que eles terão que
voltar a ser um círculo, desfazendo os nós sem soltar as mãos.
Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Amizade.
Isso porque tiveram que ter empatia, solidariedade e reciprocidade. Tiveram que trabalhar em
equipe e ser otimistas em relação ao desfecho da atividade. Independentemente de qualquer
diferença, eles estavam unidos fisicamente e pelo mesmo objetivo.
Desafio 2: O enigma
Valor a ser libertado: Excelência
Dica: Para resolver este enigma, é preciso pensar muito e dar o melhor de si.
Orientação para o Tutor: Diga para os jovens que eles deverão tentar resolver um enigma.
Sugerimos que você escreva-o numa lousa ou em algum outro lugar. Determine um tempo
para que cheguem a uma solução e comece a cronometrá-lo. Caso os alunos não consigam
solucioná-lo, você pode ajudá-los a resolver o enigma.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 33
“Marcos está olhando a fotografia de alguém. Seu amigo pergunta quem é o homem do
retrato. Marcos responde: ‘Irmãos e irmãs eu não tenho, mas o pai deste cara é filho do meu
pai’. Quem está na fotografia?”
Resposta: o filho de Marcos
Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Excelência.
Isso porque eles tiveram que dar o melhor de si para a resolução de um enigma de raciocínio
lógico. Resolvendo ou não o enigma, todos participaram e tentaram ir até o seu melhor.
Desafio 3: O mico
Valor a ser libertado: Respeito
Dica: Para libertar este valor, é preciso pensar no outro.
Orientação para o Tutor: Separe os jovens em 4 grupos e nomeie-os como A, B, C e D. Diga
que o grupo A deverá planejar uma prova “mico” para os colegas do B e assim sucessivamente.
O mesmo vale para os grupos C e D. Explique que a prova pode ser qualquer coisa, desde que
seja algo meio ridículo que precisará de muita coragem para ser feita. Diga quanto tempo
dará para que eles pensem no mico e comece a cronometrar.
Quando tiverem terminado, diga que primeiro, quer ouvir o que cada grupo planejou de mico
para o outro. Quando todos tiverem lido, pregunte se eles acharam que os colegas foram
muito cruéis com as provas que pensaram. Neste momento, você faz uma revelação: a regra
mudou e, agora, quem irá cumprir a prova é o grupo que propôs.
Pergunte se os jovens ficaram desconfortáveis com esta mudança de regras e reflita sobre
a questão de não desejar para os outros coisas que não gostaríamos que fizessem com nós
mesmos.
Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Respeito. Isso
porque precisaram refletir sobre a importância de respeitar o outro assim como a si mesmo e
a agir com ética e jogando limpo, não esperando que ninguém “se dê mal”.
Desafio 4: Caindo no espaço
Valor a ser libertado: Coragem
Dica: Este desafio requer coragem e, também, muita confiança no grupo.
Orientação para o Tutor: Forme grupos de 8 a 10 pessoas. Peça que façam um círculo com
todos bem próximos, quase que tocando os ombros. Uma pessoa deverá se candidatar a ir
ao centro do círculo. Esta pessoa deverá fechar os olhos e ficar com o corpo firme e ereto:
cabeça alinhada com as costas e braços esticados, ao lado do corpo. Ela deverá soltar o corpo,
caindo para trás, sendo que os colegas do grupo irão ampará-la com as mãos espalmadas,
empurrando-a delicadamente para o centro. Como o corpo perderá o equilíbrio, os demais
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM34
colegas do círculo precisarão ficar atentos para segurar o colega e levá-lo para o centro
novamente. Deixe que façam o exercício algumas vezes e troque de pessoa no centro. Se o
grupo não for muito grande, é possível que todos vivenciem ficar no centro. Caso o grupo seja
maior, troque umas 5 vezes de participante.
Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Coragem.
Isso porque eles precisaram vencer um desafio físico e também moral, pois esta dinâmica
costuma gerar medo a quem a realiza. Mesmo sabendo que os colegas o ampararão, sempre
paira a dúvida se não haverá o risco de uma queda. A coragem dá forças de seguir em frente.
Desafio 5: Atravesse uma batata com um canudo
Valor a ser libertado: Determinação
Dica: Este desafio quase impossível requer determinação e foco.
Orientação para o Tutor: Para esta dinâmica você precisará de algumas batatas cruas (mínimo
5) e o dobro de canudos de plástico, desses de refrigerantes.
Peça que alguns alunos (igual a quantidade de batatas que você levou) se ofereçam para este
desafio. Diga que eles terão que atravessar a batata com o canudinho de plástico. Eles vão achar
impossível, mas peça que eles tentem uma vez. Os demais colegas podem ajudá-los dando dicas.
Talvez algum aluno venha a conseguir de primeira, mas mesmo isso ocorrendo, depois das
tentativas, explique que para furá-la é preciso foco e firmeza e demonstre. E isso é verdade: a
velocidade e firmeza com que se bate o canudo na batata faz com que ela seja furada.
Depois, dê mais alguns canudos para que os que não conseguiram, possam tentar.
Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor
Determinação. Isso porque para realizar algo que parece fisicamente impossível, eles tiveram
literalmente que usar seu foco e não titubear. Foi preciso acreditar e seguir em frente.
Desafio 6: Pirulito que bate-bate
Valor a ser libertado: Igualdade
Dica: Este desafio só será resolvido colocando-se no lugar do outro.
Orientação para o Tutor: Diga para os jovens se posicionarem em um grande círculo. Em
seguida, peça que estiquem o braço direito na frente do corpo (ângulo 90º) e ponham a mão
esquerda para trás. Diga que o braço direito não pode ser dobrado em hipótese nenhuma e só
pode ser levado para a esquerda ou para a direita.
Coloque um pirulito na mão direita de cada aluno e solicite que desembrulhem o pirulito
seguindo a regra dita anteriormente. Caso não consigam, libere o uso da mão esquerda. Após
isso, dê a orientação: sem sair do lugar, com a mão esquerda para trás e a direita esticada,
todos devem chupar o pirulito.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 35
Aguarde até que alguém tenha a ideia de oferecer o pirulito para a pessoa do lado. A partir do
momento que um fizer isso, todos farão. Diga que eles podem ficar com o pirulito que lhes foi
oferecido e podem se sentar.
Pergunte para a pessoa que teve a iniciativa, qual foi a motivação dela ter feito aquilo.
Questione aos demais se eles viam outra alternativa para resolver o desafio se não fosse
ajudando os colegas.
Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Igualdade.
Isso porque a dinâmica colocou todos os jovens na mesma posição e impôs algumas barreiras
físicas para a conclusão do desafio. E, dessa forma, ele só foi resolvido quando os jovens
fizeram para o outro o que gostariam que fizessem pra eles mesmo.
Desafio 7: Seja um compositor
Valor a ser libertado: Inspiração
Dica: Para realizar este desafio, é necessário uma dose extra de inspiração para levar estes
aprendizados para as suas vidas e as das outras pessoas.
Orientação para o Tutor: Diga para os jovens que eles já libertaram quase todos os valores
ao vivenciá-los nos desafios. Agora, para libertarem o último, o desafio é criar uma letra de
música que dissemine todos os valores e sirva de inspiração para toda a escola. Pode ser uma
paródia, um rap, um funk. O estilo é de escolha dos jovens, mas ela deve falar dos Valores
Olímpicos e Paralímpicos.
Você pode pedir que o grupo todo crie uma única música ou dividi-los em pequenos grupos.
Isso vai depender da quantidade de Agentes Jovens e de como você percebeu a interação do
grupo. Ao final, peça que eles apresentem as músicas. Caso haja mais de uma música, você
pode até mesmo propor uma votação para a escolha do “hino” do grupo.
Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Inspiração.
Isso porque os jovens transformaram o aprendizado que tiveram nesta vivência em inspiração
para as demais pessoas.
Quando completarem o último desafio, comemore com os alunos e diga que o trabalho de
equipe deles libertou os valores. Agora, o Barão de Coubertin os tinha de volta para realizar os
primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna!
ATIVIDADE 5 – OS VALORES OLÍMPICOS E PARALÍMPICOS E A NOSSA
ESCOLA
Materiais necessários: 7 cartolinas, hidrocores (ou giz de cera, lápis de cor)
Objetivo: fazer com que os jovens relacionem os valores com seu dia a dia na escola
Duração estimada: 30 minutos
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM36
Agora que os Agentes Jovens já vivenciaram os valores e entraram em contato com a
definição deles, inicie uma reflexão sobre o tema. Pergunte:
- estes valores estão apenas nos Jogos ou estão no nosso dia a dia (na escola, na família, na
comunidade)?
Deixe que eles falem um pouco e, em seguida, separe-os em 7 pequenos grupos. Dê a cada
um deles uma cartolina e canetas hidrocores, lápis de cor ou giz de cera. Distribua um valor
para cada grupo e diga que eles deverão fazer um cartaz explicando:
			 Como o valor ____________ aparece na nossa escola?
Dê alguns minutos para que concluam a atividade. Em seguida, peçam que eles apresentem
os cartazes aos colegas e pergunte se todos concordam ou se gostariam de acrescentar algo
ou expressar algum outro ponto de vista.
ATIVIDADE 6 – PESQUISA DE CLIMA ESCOLAR
Materiais necessários: cópias da Pesquisa para cada Agente Jovem
Objetivo: fazer com que os jovens entendam o que é a pesquisa de clima e se comprometam
a aplicá-la
Duração estimada: 30 minutos
Fale sobre o clima com os Agentes Jovens. Faça comentários sobre calor, frio, chuva, vento e
nebulosidade do dia. Explique que quando nos referimos ao clima estamos falando de um
conjunto de elementos atmosféricos que determinam um padrão de comportamento do
tempo ao longo das estações do ano em uma determinada região.
Diga que essa noção de clima como a percepção de uma “atmosfera” também pode ser
transportado para dentro de qualquer organização. A escola é uma organização composta de
pessoas que buscam um objetivo em comum
Mas o que seria o “Clima Escolar”?
Explique que o clima escolar é como todas as pessoas que interagem com a escola entendem
ou percebem a “atmosfera” ou o ambiente. Essas percepções são influenciadas pelas atitudes,
crenças, valores e motivações de alunos, professores e funcionários. Isso significa que cada
pessoa percebe a escola de maneira um pouco diferente. E quando tentamos pesquisar o clima
escolar, buscamos uma visão do conjunto de todas as pessoas.
Diga que vocês irão medir o clima da escola com base nos Valores Olímpicos e Paralímpicos.
Explique como foi elaborada a pesquisa e faça uma aplicação teste com eles.
Distribua uma cópia da pesquisa para cada aluno e diga que irá lê-la em voz alta, enquanto eles
acompanham a leitura e respondem às questões. Deixe claro que eles podem interrompê-lo
para esclarecer dúvidas a qualquer momento.
Ao final, pergunte o que os jovens acharam da pesquisa e se tiveram dificuldade de entendê-la.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 37
Explique que eles aplicarão esta pesquisa de sala em sala, com todos os alunos da população a
ser pesquisada. Para isso, precisarão se organizar e conversar com a Coordenação Pedagógica
para pedir autorização. Relembre os pontos vistos na página 26 deste manual para repassar
aos jovens.
Tutor, provavelmente, os Agentes Jovens precisarão muito da sua ajuda para organizar uma
escala de aplicação da pesquisa. Auxilie-os nesta organização e monte uma escala, conforme
exemplo abaixo.
	 Dupla	 Dia	 Hora/Período	 Salas	 Número estimado
	 responsável				 de pesquisas
Letícia e Marcos	 10/04 - Quinta	 2º período	 71 e 72	 60
				
				
				
Atenção!
•	 Não se esqueça de submeter esta escala à aprovação da Coordenação. Também tenha
cuidado para não deixar os alunos saírem para fazer pesquisa durante as aulas das
matérias que têm mais dificuldade, para não comprometer suas notas.
•	 Você poderá, caso queira, eleger uma dupla ou trio de Agentes Jovens para serem os
“coordenadores da pesquisa”, ou seja, eles lhe ajudarão a organizar a aplicação junto aos
demais Agentes Jovens.
ATIVIDADE 7 – TRABALHANDO COM UM OBJETIVO COMUM
Materiais necessários: 1 a 2 cabos de vassoura
Objetivo: fazer com que os jovens percebam que mobilizar não é uma tarefa muito fácil, mas
é possível desde que todos ajam em equipe
Duração estimada: 15 minutos
Diga que, agora que eles têm a meta de descobrir como está o clima escolar e realizar ações
para melhorá-lo, eles estarão agindo com um objetivo em comum. Será que é fácil fazer um
trabalho em equipe com um único objetivo?
Peça que os jovens se posicionem em duas fileiras, uma de frente para a outra. Em seguida, peça
que estiquem apenas seus antebraços e os dedos indicadores, mantendo os cotovelos ao lado
do corpo. Diga que, nesta posição, eles devem intercalar as mãos com a dos outros colegas.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM38
Coloque, então, o cabo de vassoura sobre os dedos indicadores dos alunos e dê a seguinte
orientação: apenas o indicador deve encostar no cabo da vassoura. Não é permitido prendê-lo
com o polegar ou de qualquer outra maneira. Feito isso, diga que o objetivo do grupo será o de
levar o cabo de vassoura até o chão, sem desencostar os dedos dele. Conte até 3 e dê a largada
do desafio.
A primeira coisa que deverá acontecer é que ao invés de abaixar o cabo, eles começarão a
subi-lo. Esta é uma reação bastante comum, pois todos ficarão tentando encostar o dedo no
cabo da vassoura e a tendência é a de levantar a mão.
Instigue-os falando coisas como “Gente, eu falei pra descer, não pra subir!”.
Dê alguns minutos para que tentem resolver a atividade. Assim que finalizarem ou quando o
tempo tiver acabado, peça que todos voltem a se sentar em círculo.
Pergunte o que os jovens acharam da dinâmica, se ela foi simples ou se foi difícil e o porquê.
Diga que, mesmo quando trabalhamos numa equipe pequena, em busca de um objetivo
em comum, nem sempre é fácil atingi-lo. Às vezes, basta uma pessoa ficar com o dedo mais
pra cima que todos comecem a levantar seus dedos e assim, em vez de cumprir o objetivo,
fazemos o oposto.
Fale sobre a importância de se ter um objetivo comum. Explique que se um grupo de pessoas
não tem um objetivo comum, dificilmente chega a qualquer lugar. Um mobilizador pode
até ser bem sucedido em convocar pessoas; porém, se não tiverem um objetivo claro não
chegarão a lugar algum.
Lembre-os de que a tarefa de um mobilizador não é fácil. Algumas pessoas têm preguiça de
se engajar. Outras têm preconceitos em relação àqueles que tomam a frente para mobilizar.
Mas eles não podem desanimar e precisam contar uns com os outros neste grande desafio de
divulgar os valores Olímpicos e Paralímpicos e tentar melhorar o clima escolar.
Pergunte se eles têm alguma dúvida e já marque a data da reunião de acompanhamento da
aplicação da pesquisa.
Termine o Encontro com o grito de guerra!
ROTEIRO RESUMIDO - 1º ENCONTRO
Atividade 1 – Início – 20min
Material: Lista de Presença
Atividade 2 – Viagem ao Túnel do Tempo – 20min
Material: Nenhum
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
MANUAL DO TUTOR 39
Atividade 3 – Mensagem do Barão Pierre de Coubertin – 10min
Material: Texto “Mensagem do Barão Pierre de Coubertin”
Atividade 4 – O Pergaminho dos Desafios – 60min
Material: Texto “Pergaminho dos Desafios”, batatas cruas (mínimo 5) e o dobro de
canudos plásticos, 1 pirulito para cada Agente Jovem
Atividade 5 – Os valores Olímpicos e Paralímpicos e a nossa escola – 30min
Material: Cartolinas (mínimo 7), hidrocores, lápis de cor, giz de cera, etc.
Atividade 6 – Pesquisa de clima escolar – 30min
Material: 1 cópia da pesquisa impressa para cada Agente Jovem
Atividade 7 – Trabalhando com um objetivo comum – 15min
Material: 1 ou 2 cabos de vassoura
AÇÕES ENTRE ENCONTROS COM OS AGENTES JOVENS
É fundamental que os Agentes Jovens continuem mobilizados após o 1º Encontro. Mantenha
contato, seja reunindo-os na hora do recreio, enviando e-mail, mensagem de texto ou pelas
redes sociais para saber do andamento da pesquisa.
É fundamental que você acompanhe muito de perto a aplicação, sob o risco de que ela não
aconteça.
Agende uma reunião especial com os Agentes Jovens para fazer a tabulação de dados
da pesquisa. O ideal é que ela ocorra na sala de informática ou algum outro espaço com
computador e o programa Excell.
É importante que você coordene este trabalho de tabulação, já que ele pode ser um tanto
complexo para os alunos. Porém, não faça tudo sozinho: divida tarefas e gerencie a atividade.
Como fazer a tabulação?
De posse da planilha de tabulação, mostre aos Agentes Jovens como esta tarefa deverá
ser feita. Você pode realizar o download da planilha de tabulação na midiateca do site
do Transforma (rio2016.com/educacao).Explique que a planilha tem uma aba chamada
“tabulação”. Esta aba apresenta uma tabela que tem no cabeçalho uma numeração de
1 a 21. Essa numeração refere-se ao número de cada item do questionário.
Os Agentes Jovens deverão tabular os dados de cada questionário em uma linha da tabela.
Então o primeiro questionário ocupará a primeira linha aberta para tabulação, o segundo
questionário, a segunda e assim por diante. A planilha está preparada para receber até 2 mil
questionários.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM40
Sugerimos que você divida a tabulação entre os Agentes Jovens para agilizar a digitação.
Depois você só terá que unificar todas as tabelas em uma só.
Faça uma demonstração da tabulação. Escolha um questionário e comece a digitar. A área de
tabulação só aceita números, portanto, se alguém preencheu a primeira questão, sobre o ano
no qual estuda com a resposta “9° ano”, basta digitar um “9” na coluna da primeira pergunta.
Se nesse mesmo questionário a pessoa respondeu que tem “14 anos”, basta digitar “14” na
segunda coluna da mesma linha. Se esse respondente era do sexo masculino, na terceira
coluna será digitada a opção de resposta marcada. No caso a opção “masculino” era a opção
“2”, portanto, digite “2”. Da quarta coluna em diante serão digitadas as opções marcadas para
cada afirmativa. Mais uma vez, a pessoa que estiver digitando deverá digitar apenas o número
da opção escolhida pelo respondente, de “1” a “5”.
A regra geral para a tabulação é “para cada questionário uma linha, para cada pergunta uma
coluna”. Sempre colocando apenas o número da resposta.
A tabulação é o momento em que os dados brutos da pesquisa são transformados em
informação. Este é um momento muito importante, pois é quando os jovens descobrem
exatamente qual o valor que está mais comprometido na escola e ganham um norte para
seguir em suas ações.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
2
©Divulgação
MANUAL DO TUTOR 41
Depois de digitados todos os questionários e unificada a tabulação, explore as demais abas
do arquivo. Existe uma aba chamada “resultados”, onde você poderá ver os resultados de
todos os itens do questionário. Dê especial atenção à tabela que aponta o Valor Olímpico e
Paralímpico que teve a menor média de frequência. Sugerimos que esse seja o Valor escolhido
para o planejamento de ações dos Agentes Jovens.
Você pode aproveitar as abas “resultados” e todas as abas de “gráficos” para imprimir e criar
murais de divulgação dos resultados da pesquisa para a comunidade escolar.
CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM42
MANUAL DO TUTOR 43
PLANEJAMENTO
3
Neste capítulo, você verá:
•	 Como analisar e interpretar
os dados da pesquisa;
•	 Como elaborar um Planejamento.
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM44
No capítulo anterior, conhecemos o contexto histórico dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, os
seus valores, qual o conceito de clima escolar que iremos trabalhar, o que é mobilização social
e como fazer a pesquisa.
Ao final do 1º Encontro, os Agentes Jovens saíram com a missão de aplicar uma pesquisa de
clima na escola e os dados foram tabulados numa reunião entre os Encontros.
Com os resultados da pesquisa em mãos, é preciso articular o que fazer com eles. Esse
processo é o que chamamos de planejamento.
Agora, os alunos já sabem como os colegas percebem o clima da escola e diagnosticaram qual
valor eles sentem que está mais enfraquecido.
O passo seguinte é se perguntar junto com o grupo:
•	 O que será feito?
•	 Como?
•	 Qual o público-alvo?
•	 Quando será feito?
•	 Onde?
•	 Terá custo? Como angariar este valor?
PLANEJANDO
Para fazer o planejamento, os Agentes Jovens terão à disposição uma planilha com as
principais informações que deverão ser definidas entre o grupo.
São elas:
Ação: qual ação de fato será feita.
Exemplo: pintura das paredes do refeitório.
Descrição da ação: espaço para um detalhamento maior da ação.
Exemplo: as paredes serão pintadas de azul, num Sábado pela manhã, quando não há aula.
Materiais: relação de todos os materiais que serão utilizados.
Exemplo: 1 galão de tinta látex azul, 5 rolos, 5 bacias para rolo, 5 pincéis, 2 cabos de vassoura,
aguarrás, jornais velhos, escada, fita crepe.
Responsáveis: nome das pessoas que estão à frente da ação. É importante colocar sempre
mais de uma pessoa como responsável por cada uma das ações. Tenha em mente que, quanto
mais pessoas envolvidas numa ação, maior é a possibilidade dela dar certo.
Exemplo: Paulinho, Marcos e Luiza (Agentes Jovens).
Obs: note que não são apenas os três que pintarão a parede, mas eles são os que estão
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
3
MANUAL DO TUTOR 45
coordenando a ação, seja comprando material, convocando os colegas ou conversando com a
Coordenação Pedagógica.
Prazo: o prazo de entrega de uma ação ou a data de realização de algum evento.
Exemplo: 5 de julho
Modelo da planilha
Não há um número definido de ações a serem feitas pelos Agentes Jovens. Isso depende
muito da complexidade de execução de cada uma delas e da dificuldade de atingir o objetivo
de melhoria do clima escolar. Porém, recomendamos que você parta de ideia de definir, no
mínimo, 3 ações.
É importante não escolher mais ações do que se têm condições de dar conta. É melhor
começar com uma pequena ação, mas colocar foco nela, do que fazer várias coisas ao mesmo
tempo e não conseguir realizar nenhuma direito.
Tente sempre instigá-los a combinar tipos de ações diferentes como estruturais (melhoria
física da escola), comportamentais (campanhas de conscientização), culturais, de lazer e
desportivas (teatro, apresentações, atividades no recreio, torneios) e ambientais (horta
comunitária, adoção de uma praça).
Para auxiliar o grupo no planejamento, ao final deste manual há uma planilha com sugestões
de ações que podem inspirá-los.
Após terem organizado o planejamento, é necessário pensar em como as ações propostas
serão executadas.
Atenção!
Neste momento, a sua presença é fundamental! Um projeto juvenil bem-sucedido só é
possível quando os adultos também participam, criando as condições para isso.
Planejamento das Atividades
Escola:
Valor a ser trabalhado:
Ação: Descrição da ação:
Tutor:
Objetivo:
Materiais Responsáveis Prazo
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM46
COMUNICANDO O RESULTADO DA PESQUISA
Junto ao planejamento das ações, deve ser pensado em como comunicar à escola e,
principalmente, à população pesquisada, qual foi o resultado da pesquisa.
A comunicação deste resultado pode ser planejada respondendo às seguintes perguntas:
1 - Quem precisa da informação?
2 - O que precisa ser informado?
3 - Como (canal/veículo) será transmitida?
4 - Se for um cartaz, em que local será disponibilizado?
DICA!
Esta comunicação pode ser pensada por todo o grupo, mas ficar listada como uma ação, sob a
responsabilidade de alguns jovens.
Em relação à pergunta 2, que trata do conteúdo a ser divulgado, há várias maneiras de fazê-lo.
Uma sugestão é que, por se tratar de uma pesquisa quantitativa, que gera dados numéricos,
que sejam utilizados tabelas ou gráficos para transmitir a informação.
AÇÃO – 2º ENCONTRO
Preparando o Encontro
Veja dicas de preparação do Encontro na página 29.
O QUE FAZER NO 2º ENCONTRO?
Objetivo do Encontro: Trabalhar o planejamento, definindo quais ações serão realizadas na
escola para resgatar o valor que está mais em falta, apontado na pesquisa.
ENCONTRO PASSO A PASSO
Antes de iniciar
Chegue com antecedência na sala onde será realizado o Encontro.
Prepare o ambiente, distribuindo as cadeiras em círculo ou meia-lua e organize os materiais
que serão utilizados.
Para seu controle, sugerimos que sempre passe uma lista de presença para os Agentes Jovens.
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
3
MANUAL DO TUTOR 47
ATIVIDADE 1 – INÍCIO
Materiais necessários: Lista de Presença
Objetivo: dar as boas-vindas para iniciar o Encontro
Duração estimada: 20 minutos
No horário marcado, dê boas-vindas aos Agentes Jovens e inicie o Encontro.
Reúna todos os jovens e puxe o grito de guerra do grupo.
RELEMBRANDO
No último Encontro, os jovens saíram com a missão de aplicar uma pesquisa nas salas de
aula. Na reunião entre os Encontros, foi realizada a tabulação dos dados da pesquisa. Agora,
já se sabe qual o valor está mais em falta na escola e, com isso, é possível trabalhar no
planejamento.
Tutor, neste Encontro, os Agentes Jovens devem sair com um planejamento de
ações para resgatar o valor apontado na pesquisa e melhorar o clima escolar.
Relembre aos jovens o caminho já percorrido até aqui: que lhes foi dado o objetivo de
trabalhar para melhorar o clima da escola. Para isso, eles precisam conhecer a realidade para
poder entender o problema e buscar soluções. Desta forma, eles reuniram uma série de dados
durante a pesquisa. Agora, o próximo passo é entender o que estes dados significam para
planejar as ações que serão feitas.
ATIVIDADE 2 – ENTREVISTA IMAGINÁRIA
Materiais necessários: 2 a 3 cópias do texto Entrevista Imaginária com Ludwig Guttmann
Objetivo: Fazer com que os jovens conheçam o contexto histórico dos Jogos Paralímpicos
Duração Estimada: 60min
Divida os Agentes Jovens em 2 ou 3 grupos (cada grupo com, no mínimo 6 pessoas).
Diga que cada grupo deverá montar um telejornal para apresentar um pouco da história dos
Jogos Paralímpicos.
Para auxiliá-los neste início, você pode contar brevemente a história dos Jogos (pág. 22) ou
exibir o vídeo “Draw My Life dos Jogos Paralímpicos” (pág. 23).
A montagem do telejornal requer apenas o uso da criatividade, respeitando algumas regras. O
telejornal deverá ter:
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM48
•	 Dois âncoras, ou seja, dois apresentadores para ficar na bancada, comandar o telejornal e
comentar as notícias;
•	 Um entrevistador, que irá falar com Ludwig Guttmann;
•	 Alguém para interpretar Ludwig Guttmann;
•	 Um repórter para entrevistar um atleta paralímpico e fazer outras matérias, caso queiram;
•	 Alguém para interpretar um atleta paraolímpico.
Diga para os alunos que estes personagens são obrigatórios, mas que eles podem fazer
adaptações caso:
•	 tenha menos que 6 alunos em cada grupo: algum aluno fará mais de um papel.
•	 tenha mais que 6 alunos em cada grupo: criem novos personagens para que todos
participem.
A criação do telejornal e das falas dos personagens é livre e deverá ficar a cargo dos alunos.
O único texto que eles receberão pronto, por causa do conteúdo histórico que carrega é o
da entrevista imaginária com Ludwig Guttman, descrito abaixo. Por isso, cada grupo deverá
receber uma cópia deste material.
ENTREVISTA IMAGINÁRIA COM LUDWIG GUTTMANN
Atenção: estas falas atribuídas a Ludwig Guttmann são fictícias, criadas apenas para fins
educativos.
Quem foi Ludwig Guttmann*
*para dar veracidade ao telejornal, os jovens podem apresentar o personagem como se ele
estivesse vivo, afinal, será o entrevistado do telejornal. Portanto, é importante que adequem o
tempo verbal utilizado no texto abaixo.
Ludwig Guttmann era um médico neurocirurgião. Judeu, ele vivia na Alemanha, lugar onde
nasceu, até o início da Segunda Guerra Mundial quando, por causa da perseguição dos
nazistas, teve que fugir para a Inglaterra. Lá, recebeu um convite do governo britânico para
montar o primeiro hospital especializado no tratamento de soldados com amputações e
paralisias. Hoje, Ludwig Guttmann é considerado o criador do Movimento Paralímpico e seu
trabalho foi fundamental para a difusão dos esportes para atletas com deficiência.
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
3
MANUAL DO TUTOR 49
ENTREVISTA IMAGINÁRIA COM LUDWIG GUTTMANN
Entrevistador - Como o senhor recebeu o convite do governo britânico para
montar o hospital especializado em reabilitação?
Sr. Guttmann – Olha, foi extremamente desafiador. Após anos sendo impedido
pelos nazistas de praticar a medicina na Alemanha, eu tinha o desafio de tratar dos
soldados sobreviventes desta terrível guerra, que foi a Segunda Guerra Mundial.
Antes deste hospital, estes pobres soldados que eram amputados ou que ficavam
com algum tipo de paralisia, eram abandonados em asilos ou, até mesmo, largados
no front de batalha. Era como se fosse uma sentença de morte.
Entrevistador - Como o senhor foi visto pela comunidade quando começou a usar
o esporte como auxílio ao tratamento destes pacientes?
Sr. Guttmann – Obviamente, algumas pessoas acharam que eu era louco. Embora
eu tivesse total apoio do governo britânico, que confiava nos meus métodos
de reabilitação, a pequena cidade de Stoke Mandeville pensava que eu era um
lunático: como falar de esportes para pessoas em cadeiras de rodas?
Eu, pelo contrário, sempre pensei “por que não falar de esportes”? A prática
esportiva ensina uma série de valores importantes e transforma as pessoas,
dando-lhes maior autoconfiança para enfrentar as batalhas da vida. E isso, era tudo
o que aqueles homens e mulheres precisavam. Tanto que deu certo!
Entrevistador - E a ideia de fazer os Jogos Paralímpicos? De onde surgiu?
Sr. Guttmann – Vendo os resultados da prática esportiva nos meus pacientes,
resolvi reunir os mais competitivos para o que chamei de “Jogos Paralelos”, em
1948. Foi algo pequeno, com 16 participantes no arremesso de dardo e tiro com
arco. Ainda que tenha sido pequena, foi uma demonstração de que o esporte
competitivo não deveria ser restrito aos atletas sem nenhuma deficiência. Esporte
e reabilitação podem andar juntos!
Na segunda vez que realizamos os Jogos, já recebendo uma delegação estrangeira,
coloquei como meta pessoal transformar aquele evento tão importante quanto os
Jogos Olímpicos. O caminho foi longo e as dificuldades imensas, mas eu e todos os
paratletas conseguimos!
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM50
Dê alguns minutos para que os grupos montem o telejornal. Quando estiverem prontos, peça
que o apresentem para os colegas.
Este costuma ser um momento bastante divertido, onde um grupo tenta superar o outro em
termos de criatividade. Estimule esta saudável competição.
Ao final da atividade, parabenize os grupos e pergunte o que os jovens mais gostaram na
atividade e se gostariam de destacar algo do que viram nos telejornais apresentados.
ATIVIDADE 3 – ESTUDOS DE CASO SOBRE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE
Materiais necessários: 1 cópia de cada caso (Caso 1, Caso 2, Caso 3)
Objetivo: Fazer com que os alunos comecem a exercitar o planejamento a partir de estudos
de caso fictícios de acessibilidade.
Duração Estimada: 60min
Pergunte para os alunos se eles conheciam a história dos Jogos e se já haviam pensado na
importância dos esportes paralímpicos. Lembre os jovens de que, nos dias de hoje, é bem mais
comum que se fale em inclusão para pessoas com deficiência, mas há algumas décadas esse
assunto não era tão amplamente tratado na sociedade.
Foi, principalmente, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando muitos soldados
voltaram amputados ou com lesões na coluna (que os deixaram cadeirantes), que a prática
do esporte passou a ser vista como uma maneira de reabilitá-los e incluí-los na sociedade.
Ludwig Guttmann foi um dos pioneiros em aproveitar o esporte como veículo de inclusão na
sociedade da pessoa com deficiência, auxiliando seu desenvolvimento nos aspectos físico,
social e psicológico.
De qualquer forma, naquela época, a sociedade em geral não estava pronta para acolher estas
pessoas que voltavam da guerra e tantas outras que tinham deficiências que as tornavam
“diferentes” das demais.
Separe os alunos em 3 grupos e diga que eles receberão um desafio sobre acessibilidade e
inclusão as pessoas com deficiência na sociedade.
Atenção!
Talvez os alunos não saibam o que significa acessibilidade. É importante que você explique
este conceito a eles.
A palavra acessibilidade “expressa um conjunto de dimensões diversas, complementares e
indispensáveis para que haja um processo de efetiva inclusão”.
Os seis tipos de acessibilidade são: atitudinal, arquitetônica, comunicacional, instrumental,
metodológica e programática.
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
3
MANUAL DO TUTOR 51
Acessibilidade arquitetônica: é a forma de acessibilidade sem barreiras ambientais físicas,
nas residências, nos edifícios, nos espaços urbanos, nos equipamentos urbanos, nos meios de
transporte individual ou coletivo.
Acessibilidade atitudinal: refere-se à acessiblidade sem preconceitos, estigmas, estereótipos e
discriminações, em relação às pessoas em geral.
Acessibilidade comunicacional: é a acessibilidade que se dá sem barreiras na comunicação
interpessoal (face a face, língua de sinais), escrita (jornal, revista, livro, carta, apostila etc.,
incluindo textos em braile, uso do computador portátil) e virtual (acessibilidade digital).
Acessibilidade instrumental: sem barreiras nos instrumentos, utensílios e ferramentas
de estudo (escolar), de trabalho (profissional), de lazer e recreação (comunitária, turística,
esportiva etc.).
Acessibilidade metodológica: sem barreiras nos métodos e técnicas de estudo (escolar), de
trabalho (profissional), de ação comunitária (social, cultural, artística etc.), de educação dos
filhos (familiar).
Acessibilidade programática: sem barreiras – muitas vezes imperceptíveis – embutidas
em políticas públicas (leis, decretos, portarias etc.), normas e regulamentos (institucionais,
empresariais etc. ).
Acessibilidade tecnológica: não é uma forma de acessibilidade específica. Deve permear as
demais.
Fonte: SASSAKI, Romeu Kazumi - Consultor em inclusão e conselheiro consultivo da Escola de Gente
Distribua um caso para cada grupo e diga que eles devem lê-lo e sugerir o que poderia ser
feito em cada situação. Peça que anotem suas ideias porque elas serão apresentadas aos
outros grupos.
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
©Divulgação
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM52
Caso 1 – Ida ao teatro
Tema: Acessibilidade arquitetônica e comunicacional – sem barreiras ambientais físicas e na
comunicação interpessoal, escrita, etc.
Sua cidade irá receber uma peça de teatro premiada internacionalmente. Toda a população
está muito ansiosa para assisti-la e, quando nos referimos a “toda população”, incluímos os
cidadãos com deficiências. O problema é que o teatro municipal é muito antigo e não tem
nenhum tipo de acesso especial para pessoas com deficiências sejam elas física (cadeirantes),
auditiva e visual.
Vocês foram escolhidos para formar a comissão que fará o planejamento de acessibilidade do
teatro. Entre várias questões, vocês devem pensar em:
•	 Como os cidadãos com deficiência chegarão ao teatro?
•	 Como comprarão o ingresso?
•	 Como entrarão no teatro?
•	 Como andarão dentro do teatro?
•	 Onde sentarão para assistir a peça?
•	 Como os deficientes visuais assistirão à peça? Como os deficientes saberão o que está
sendo dito?
•	 Como irão ao banheiro?
Caso 2 – Quebrando preconceitos
Tema: Acessibilidade Atitudinal - sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações,
nas pessoas em geral.
Começou o ano letivo na sua escola e, como sempre, há muitos alunos novos. Neste ano,
há uma novidade: 3 alunos com deficiência passarão a fazer aulas com vocês. A Marcinha
tem Síndrome de Down, o Pedro é cadeirante e o Junior tem deficiência auditiva. Vocês
perceberam que muitos alunos estão ignorando os novos colegas ou até mesmo falando deles
pelos corredores.
Para mudar esta situação, vocês resolveram se unir. O que farão? Pensem, entre outras coisas,
em como:
•	 integrar os novos colegas;
•	 acabar com o bullying;
•	 fazer com que os outros colegas entendam a diferença deles em relação aos demais.
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
3
MANUAL DO TUTOR 53
Caso 3 – Uma vaga de trabalho
Tema: Acessibilidade metodológica e instrumental: sem barreiras nos métodos e técnicas de
estudo e de trabalho e também em seus instrumentos e ferramentas.
Uma empresa quer oferecer vagas de trabalho para pessoas com deficiências físicas e
intelectuais. Eles já adaptaram boa parte da estrutura física do prédio, mas querem saber
como podem adaptar os instrumentos de trabalho (por exemplo, o computador) e os móveis.
Além disso, eles estão com dificuldade de encontrar pessoas com deficiência aptas a assumir
algumas funções.
Vocês foram contratados pela empresa para ajudá-los a resolver esta situação. Entre várias
questões, vocês devem pensar em:
•	 como um deficiente visual pode usar o computador? E uma pessoa que não tem um ou os
dois braços?
•	 como adaptar os móveis para um cadeirante?
•	 como um deficiente auditivo pode usar um telefone?
•	 como fazer uma reunião com pessoas com deficiência visual ou auditiva?
•	 o que pode ser adaptado nas escolas para melhorar a capacitação de pessoas com
deficiência?
Enquanto os jovens realizam a atividade, é interessante que você circule entre os grupos para
tirar dúvidas e para instigá-los, caso perceba que estão dando soluções muito simplistas para
as situações.
Por exemplo, no caso 1, eles podem sugerir reservar umas vagas de estacionamento para as
pessoas com deficiência, para facilitar o acesso ao teatro. Pergunte como eles iriam garantir
que as outras pessoas respeitarão as vagas e não estacionarão lá?
Terminado o tempo que você estipulou para a realização deste planejamento, peça que
iniciem as apresentações dos grupos, lendo o caso e explicando quais as ações propostas.
Após as apresentações, abra um debate com o grande grupo, perguntando o que eles acharam
das propostas dos colegas, se têm alguma outra ideia e o que acharam deste exercício.
Diga que o que eles fizeram agora foi o início de um planejamento, já que eles tinham um
problema e precisaram pensar em ações eficientes para resolvê-lo. E este será o próximo
passo deles: tentar solucionar o “problema” apontado na pesquisa.
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM54
ATIVIDADE 4 – PLANEJANDO AS AÇÕES
Materiais necessários: 1 cópia da planilha de planejamento para cada Agente Jovem
Objetivo: Fazer com que os jovens planejem as ações que serão feitas na escola
Duração Estimada: 60min
Relembre com eles (ou peça que algum Agente Jovem o faça), os resultados obtidos com a
tabulação da pesquisa. Este resultado trará o norte para o trabalho de planejamento que será
feito na sequência.
Distribua uma cópia da planilha do planejamento para cada Agente Jovem e proponha que
pensem juntos em que ações podem ser feitas na escola para melhorar o valor apontado na
pesquisa.
Em primeiro lugar, explique para os jovens como funciona a planilha que eles acabaram
de receber. Oriente-os que todos preencham a sua planilha para que possam acompanhar
as ações, porém peça que um Agente Jovem se voluntarie para fazer a “planilha oficial” do
grupo.
Abra um grande debate entre o grupo e comecem a pensar no que pode ser feito. Tente
assumir uma postura mais de mediador da discussão, estimulando que as sugestões partam
dos jovens. Caso perceba que eles estão tendo algum tipo de dificuldade de propor algo, você
pode dar algumas das ideias contidas ao final deste manual.
Caso os Agentes Jovens não consigam definir todas as suas ações durante este Encontro, já
agende uma reunião para uma data próxima, com o objetivo de concluir o planejamento.
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
3
©Divulgação
MANUAL DO TUTOR 55
RESUMO DO 2º ENCONTRO
Atividade 1 – Início – 20min
Material: Lista de Presença
Atividade 2 – Entrevista Imaginária – 60min
Materiais: cópias do texto Entrevista Imaginária com Ludwig Guttmann
Atividade 3 – Estudos de Caso sobre Inclusão e Acessibilidade – 40min
Materiais: 1 cópia de cada caso (Caso 1, Caso 2, Caso 3), folhas de papel
Atividade 4 - Planejando as ações – 60min
Materiais: 1 cópia da planilha de planejamento para cada Agente Jovem
AÇÕES ENTRE ENCONTROS COM OS AGENTES JOVENS
Feito o planejamento das ações, é preciso levá-lo à Coordenação Pedagógica a fim de buscar
apoio para a sua realização. Esta reunião de apresentação da proposta pode ser feita com
alguns representantes do grupo de Agentes Jovens acompanhados do Tutor.
É fundamental que você e os Agentes Jovens voltem a se encontrar em pequenas reuniões,
a cada 15 dias, após o 2º Encontro. Lembre-se de que este é um momento crucial da ação,
quando o planejamento começará a ser posto em prática.
Fique atento, pois esse é o momento de fazer os ajustes necessários nas ações.
CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM56
MANUAL DO TUTOR 57
COMUNICAÇÃO
4
Neste capítulo, você verá:
•	 A importância de trabalhar todos
os tipos de linguagem (verbal e
não verbal);
•	 Comunicação como ferramenta
de mobilização;
•	 Alguns veículos de comunicação
que podem ser utilizados pelos
Agentes Jovens.
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM58
LINGUAGEM, A BASE DA COMUNICAÇÃO
Não há comunicação sem que se utilize algum tipo de linguagem. Por mais que pareça ser
trivial falar sobre linguagem aos alunos, é importante que, nesta etapa da formação, eles
reflitam sobre o assunto, de modo a criar formas de comunicação mais efetivas com seus
públicos.
A linguagem não é só um conjunto de palavras faladas ou escritas (verbal), mas também um
conjunto de gestos, imagens e sons (não verbal).
Alguns exemplos?
Linguagem verbal: carta, conversa, reportagem de jornal, rádio ou TV.
Linguagem não verbal: bocejo, semáforo, placas de banheiro (masculino e feminino), uma
coreografia.
Temos a tendência de trabalhar toda nossa comunicação apoiando-se na linguagem verbal,
mas a não verbal também é de extrema importância. Combiná-los, muitas vezes, é a chave
para o sucesso. Um cartaz, por exemplo, raramente chamará a atenção apenas com um texto.
Já se houver imagens o acompanhando o interesse pelo o que está escrito aumenta.
Os símbolos
Os símbolos são muito utilizados na nossa comunicação cotidiana. Eles podem ser verbais (por
exemplo, os hinos) e, principalmente, não verbais, representados por imagens.
Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos utilizam muitos símbolos para comunicarem-se com
as pessoas como os cinco aros coloridos e os agitos, a tocha, as mascotes, os hinos e todos
aqueles já citados nas páginas 21 e 22 deste manual.
Outra simbologia utilizada são os pictogramas, que serão trabalhados no 3º Encontro. Os
pictogramas são uma representação gráfica dos esportes.
Os pictogramas são um ótimo exemplo de solução de problemas de comunicação por meio
de símbolos: imagine o quanto eles são úteis para identificar os locais das práticas esportivas
para atletas e visitantes de todas as partes do mundo, que falam línguas diferentes?
Para cada edição dos Jogos, a cidade-sede desenvolve sua grade de pictogramas. O traço
utilizado para os desenhos tem dois objetivos principais: funcionar como uma linguagem
universal para melhor orientar os visitantes e identificar esteticamente a cultura local. Os
Jogos do Rio 2016 contam com 64 pictogramas, sendo 41 Olímpicos e 23 Paralímpicos.
CAPÍTULO 5 | COMUNICAÇÃO
4
MANUAL DO TUTOR 59
Atenção!
Conheça todos os pictogramas do Rio 2016 acessando o link:
http://rio2016.com/pt-pictograma
OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO
A comunicação é uma ferramenta de mobilização, já que só é possível reunir pessoas em
torno de um objetivo comum quando nos comunicamos com elas.
Há diversos veículos de comunicação e cada um deles funciona melhor de uma determinada
maneira, para um determinado público. É sempre bom ponderar qual veículo expressará
melhor as nossas ideias para o público que queremos atingir.
Os veículos de comunicação vão dos mais tecnológicos, como as redes sociais, e-mail, blogs,
entre outros, até os mais comuns, que passam despercebidos, como uma conversa.
Mas como saber qual veículo de comunicação usar?
Para saber esta resposta, é preciso perguntar-se sempre:
- Qual é o meu público-alvo?
Qual a melhor maneira de me comunicar com este grupo de pessoas?
- Que mensagem quero passar?
A mensagem está clara e bem redigida?
- Em qual local ela será disponibilizada?
Se for em veículo físico, as pessoas passam sempre por ele? Ou fica escondido?
- Em qual momento a informação será transmitida?
- Quantas pessoas quero impactar?
Vamos ver, na sequência, alguns veículos de comunicação que são de mais fácil acesso a
grande parte dos Agentes Jovens e suas vantagens e desvantagens.
O “queridinho dos jovens”: a Internet
Falar de internet para os jovens é falar de redes sociais: Facebook, Youtube, Tumblr e mais
tantas outras. O bom disso é que se vê aí uma oportunidade de criar comunidades virtuais
para se comunicar com grandes grupos. Uma de suas maiores vantagens é que as redes
permitem interatividade entre os usuários, facilita a troca de arquivos e, também, registra
tudo o que foi comunicado, criando um histórico.
Porém, embora o acesso esteja mais democratizado, nem todos os jovens têm Internet em
suas casas, o que pode prejudicar a comunicação.
CAPÍTULO 5 | COMUNICAÇÃO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM60
Pessoal e cativante: a Carta
Nascidos em tempos digitais, alguns desses jovens podem nunca ter enviado uma carta na
vida. Porém, a carta ainda é um ótimo e versátil veículo de comunicação: dependendo do tom,
pode ser formal ou muito carinhosa e pessoal.
Pelo seu caráter personalizado, uma carta enviada para a pessoa certa e com a mensagem
certa, pode ser transformadora.
Simples, porém eficaz: o Cartaz
Uma cartolina, algumas canetinhas, tesoura e cola: com poucos materiais é possível criar um
cartaz, um dos meios de comunicação mais fáceis de se produzir e que cabe perfeitamente no
ambiente escolar!
Serve especialmente para divulgar campanhas e eventos, porém é preciso cuidado redobrado
com seu visual e com o local onde será afixado (se não tiver visibilidade, não terá serventia).
Movido a dinamismo: o Jornal-mural
Um ótimo veículo de comunicação para ambientes escolares que acaba não tendo seu
potencial 100% aproveitado. O Jornal Mural é dinâmico e possibilita a divulgação imediata das
informações.
Ele pode ser aberto para a contribuição de toda a comunidade escolar e tornar-se um ponto de
referência na comunicação interna. Para que ele funcione, precisa de atualizações constantes.
Mais do que um bate-papo: a Conversa
Está no nosso dia a dia, é fundamental para nossa comunicação e às vezes, só ela resolve:
é a conversa. Muito mais do que um papo jogado fora, a conversa permite que as pessoas
envolvidas se comuniquem simultaneamente, pensando juntas. É o veículo mais indicado
para negociações.
PLANEJANDO A COMUNICAÇÃO
Para auxiliar os jovens a planejar a comunicação, sugerimos que utilize a planilha
“Planejamento de Comunicação e Mobilização”.
Ela é muito simples e bastante didática. Basta que os jovens preencham as suas colunas.
A primeira se refere ao Público para o qual se direciona a comunicação. No caso, já deixamos
pré-definidos os principais públicos, sendo que é possível alterá-los, caso necessário.
A segunda coluna possibilita que se liste os meios/veículos escolhidos.
A terceira coluna deve ser usada para se pensar no teor da mensagem que será passada para
aquele público, naquele veículo.
A quarta coluna se refere a quando a comunicação será feita e a quinta diz respeito aos
principais Agentes Jovens responsáveis para que aquilo saia do papel.
CAPÍTULO 5 | COMUNICAÇÃO
4
MANUAL DO TUTOR 61
AÇÃO – 3º ENCONTRO
Preparando o Encontro
Veja dicas de preparação do Encontro na página 29.
Para este Encontro, especificamente, você precisará preparar o material “tira com mensagem
cifrada” para ser utilizado na Atividade 2.
Este material foi inspirado no “Bastão de Licurgo” que, segundo alguns estudiosos, era uma
técnica de mensagem cifrada utilizada por soldados espartanos.
O processo consistia em enrolar uma tira de tecido sobre um bastão (de largura previamente
definida) e escrever uma mensagem nela. Terminado o processo, a tira era desenrolada
e transportada como cinto pelos mensageiros. Quando chegavam ao destino, a tira era
enrolada num bastão idêntico em largura e a mensagem era decifrada.
Como preparar a tira:
- Basta recortar a tira da página 96 nas linhas pontilhadas.
Nesta atividade, utilizaremos a tira enrolada num cabo de vassoura para fazer a leitura da
mensagem: Trégua Olímpica.
Como ajustar a tira no bastão para fazer a leitura?
É preciso enrolar a tira 4 vezes no cabo de vassoura, sendo que o papel não pode ficar
sobreposto em nenhum momento. Para isso, é importante posicionar a tira na diagonal antes
de começar a enrolá-la. Perceba que há uma mãozinha indicando o início
da mensagem da tira.
Além disso, para facilitar a leitura, à medida que ela for sendo enrolada,
serão formadas linhas que auxiliarão no sentido de leitura.
Faça um teste antes do Encontro!
Planejamento de Comunicação e Mobilização
Público:
Alunos
Meio: Mensagem: Quando: Responsável:
☞T
CAPÍTULO 5 | COMUNICAÇÃO
FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM62
O QUE FAZER NO 3º ENCONTRO?
Objetivo do Encontro: Fazer com que os jovens percebam a importância da comunicação
para o cumprimento dos seus objetivos e que há diversos meios para fazê-la.
ENCONTRO PASSO A PASSO
Antes de iniciar
Chegue com antecedência na sala onde será realizado o Encontro.
Prepare o ambiente, distribuindo as cadeiras em círculo ou meia-lua e organize os materiais
que serão utilizados.
Para seu controle, sugerimos que sempre passe uma lista de presença para os Agentes Jovens.
ATIVIDADE 1 – INÍCIO
Materiais necessários: Lista de Presença
Objetivo: dar as boas-vindas para iniciar o Encontro
Duração estimada: 20 minutos
No horário marcado, inicie o Encontro dando boas-vindas aos jovens. Peça que todos se
juntem e puxe o grito de guerra do grupo.
Relembre rapidamente o que foi falado no Encontro anterior e retome com eles o
Planejamento das Ações:
•	 o que já foi feito? Deu certo ou deu errado?
•	 o que falta fazer? Por que ainda não foi feito?
•	 quais ajustes de rota podem ser feitos?
Em seguida, passe para o tema do 3º Encontro que é comunicação como ferramenta de
mobilização. Nele, os jovens refletirão sobre as formas de comunicação e os veículos que têm
disponíveis para isso.
Tutor, neste Encontro, é fundamental que os Agentes Jovens respondam à
seguinte pergunta:
Como faremos para comunicar a importância dos valores na escola e mobilizar o
maior número de pessoas para o tema?
CAPÍTULO 5 | COMUNICAÇÃO
4
Manual tutor para agentes jovens
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Manual tutor para agentes jovens

  • 1. Formação de Agentes Jovens Manual do Tutor
  • 2.
  • 3. Olá! Seja bem-vindo! Você está assumindo o papel de Tutor dos Agentes Jovens! Isso significa que você está na linha de frente do programa que leva os Jogos Rio 2016 para dentro das escolas. A sua atuação é fundamental para organizar e orientar os jovens nas atividades. Você é um modelo de liderança para os alunos e um orgulho para a escola! Para apoiá-lo nesta importante função, o Transforma desenvolveu este manual que traz toda a metodologia, incluindo um passo a passo das atividades a serem realizadas com os jovens durante a formação. O que você encontrará neste manual? 1. Como se preparar para os Encontros com os Agentes Jovens, 2. Sugestões de como acompanhar o trabalho dos jovens entre os Encontros, 3. Roteiro de aplicação e dinâmicas para os Encontros, 4. Matrizes para reproduzir os materiais a serem usados nos Encontros. Contamos com você!
  • 4.
  • 5. 1 2 3 4 5 6 Introdução ao Programa e roteiro para um Pré-Encontro com os Agentes Jovens ......................... 7 Parte teórica ao Tutor sobre Pesquisa e roteiro para 1º Encontro com os Agentes Jovens .................. 17 Parte teórica ao Tutor sobre Planejamento e roteiro para 2º Encontro com os Agentes Jovens ................ 43 Parte teórica ao Tutor sobre Comunicação e roteiro para 3º Encontro com os Agentes Jovens ................. 57 Parte teórica ao Tutor sobre Mobilização Social e roteiro para 4º Encontro com os Agentes Jovens .. 69 Materiais anexos .............................................................. 81
  • 6.
  • 7. SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS 1 Neste capítulo, você verá: • O que é o Comitê Rio 2016; • O que é o Transforma; • Quem são os Agentes Jovens; • Qual é o papel do Tutor de Agentes Jovens; • Como está estruturado o programa de formação dos Agente Jovens; • Quais são os envolvidos no processo, seus papéis e responsabilidades.
  • 8. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM8 O COMITÊ RIO 2016 O Comitê Rio 2016 é uma organização criada especialmente para organizar os primeiros Jogos Olímpicos e Paralímpicos da América do Sul, realizados na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Visão: A união de todos os brasileiros, realizando o maior evento do mundo e construindo com orgulho, através do Esporte, a promessa nacional de progresso. Missão: Entregar Jogos excelentes, com celebrações memoráveis que irão promover a imagem global do Brasil, baseados em transformação sustentável através do esporte no âmbito social e urbano, contribuindo para o crescimento dos Movimentos Olímpico e Paralímpico. Saiba mais: Veja esta animação e saiba mais sobre o Comitê Rio 2016. http://www.youtube.com/user/rio2016video?feature=watch O TRANSFORMA O Transforma é o Programa de Educação que leva os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para dentro das escolas. A sua missão é utilizar os valores Olímpicos e Paralímpicos na educação para fortalecer o papel do jovem como agente de transformação. Como se pretende fazer isso? Criando oportunidades para os alunos: • Vivenciarem os valores Olímpicos e Paralímpicos; • Experimentarem os esportes Olímpicos e Paralímpicos e adotarem um estilo de vida ativo e saudável; • Engajarem-se nos Jogos Rio 2016. OS AGENTES JOVENS Os Agentes Jovens são agentes de mobilização que trabalham para melhorar o ambiente escolar, apoiando atividades e projetos da escola. CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS 1
  • 9. MANUAL DO TUTOR 9 PERFIL DE UM AGENTE JOVEM: • Cursa o 7º, 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental ou o Ensino Médio; • Tem papel de liderança na turma e trabalha com espírito de equipe; • É responsável, consegue cumprir prazos, inspira confiança, cumpre atividades com pontualidade e organização; • Tem iniciativa, sabe tomar decisões; • Tem facilidade de comunicação e de relacionamento; • É democrático, sabendo ouvir e respeitar a opinião dos outros; • Se interessa em desenvolver ações na escola e na comunidade; • É participativo sem comprometer seu desempenho escolar. OBJETIVOS DA FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS • Despertar no jovem a atitude de corresponsabilidade para a promoção de melhorias no clima escolar por meio dos Valores Olímpicos e Paralímpicos; • Desenvolver habilidades que possibilitem a atuação dos jovens como agentes transformadores da realidade local, mobilizando mais pessoas da escola para as ações do programa; • Engajar os jovens para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016; • Promover a integração, a troca de experiências e conhecimentos entre os jovens; • Instrumentalizar os jovens com ferramentas de mobilização social. Sobre a Seleção dos Agentes Jovens Os Agentes Jovens devem ser preferencialmente alunos do 7º ano do Ensino Fundamental em diante. Pensando na continuidade do projeto na escola, é fundamental ter ao menos 50% do grupo de Agentes Jovens formado por alunos do 7º e 8º ano, no caso do Ensino Fundamental, e do 1º ano, no caso do Ensino Médio. Como provavelmente grande parte destes jovens continuará na escola, desta forma é possível garantir que existam Agentes Jovens com experiência para o próximo ano, auxiliando o Tutor na formação de novos participantes. Sua escola pode criar critérios de seleção dos participantes, desde que eles tenham o perfil desejado. Uma sugestão é convidar os líderes de turma para assumirem este papel, visto que eles já foram eleitos por seus pares para esta função de liderança. CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS ©Divulgação
  • 10. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM10 OS TUTORES O Tutor é peça fundamental para o sucesso do Transforma na escola! Ele nada mais é que a pessoa responsável por fazer a formação dos Agentes Jovens, tornando-se uma referência para estes alunos. IMPORTANTE! Dois profissionais, no mínimo, deverão assumir o papel de Tutores. Assim, garante-se a continuidade do trabalho com os jovens perante qualquer imprevisto que possa ocorrer com algum Tutor. Os Tutores podem atuar em turnos diferentes para que possam acompanhar os Agentes Jovens do seu respectivo turno. Caso isso ocorra, é fundamental que os Tutores trabalhem de forma conjunta e estejam alinhados, “falando a mesma língua” com os Agentes Jovens. É importante que, mesmo em turnos diferentes, os jovens se enxerguem como um único grupo. Perfil do Tutor • Profissional da escola, independentemente da disciplina que é responsável ou da função que exerce na escola; • Tem disponibilidade de tempo para fazer a formação e o acompanhamento dos Agentes Jovens; • É comunicativo e tem um bom relacionamento com os alunos; • Tem espírito de equipe e é democrático para ouvir as opiniões dos jovens de igual para igual; • É carismático e inspira os alunos; • Tem bom relacionamento com os alunos e a Coordenação da escola. PRINCIPAIS RESPONSABILIDADES DOS ENVOLVIDOS NO PROGRAMA Agentes Jovens • Desenvolver ações que promovam os valores Olímpicos e Paralímpicos com o objetivo de melhorar o clima escolar; • Participar dos Encontros e realizar as atividades propostas pelo programa; CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS 1
  • 11. MANUAL DO TUTOR 11 • Atuar como multiplicador do Olimpismo na escola; • Ser um agente transformador da escola. Tutores de Agentes Jovens • Ser o ponto de referência da formação de Agentes Jovens na escola; • Ter disponibilidade para realizar os quatro Encontros de formação dos jovens, assim como acompanhar e orientar as ações e atividades propostas pelos alunos; • Ser multiplicador do projeto na escola com os alunos, com os outros professores e com a Coordenação; • Fazer a interface entre os alunos e a Coordenação da escola. Professores de Educação Física • Realizar experimentação esportiva com os jovens na escola, durante as aulas de Educação Física; • Dar apoio aos Agentes Jovens na divulgação dos valores Olímpicos e Paralímpicos; • Atuar em parceria com o Tutor sempre que necessário. Coordenação Pedagógica • Participar e se envolver com o programa, abrindo os caminhos e facilitando a atuação dos Tutores, Professores de Educação Física e dos Agentes Jovens; • Legitimar as ações dos Agentes Jovens na escola e estimular a participação dos demais alunos; • Criar condições estruturais para que as formações aconteçam e para que os Agentes Jovens possam desenvolver suas ações, liberando salas de aula, salas multiuso e de informática, assim como equipamentos (projetor, máquinas fotográficas, filmadoras, entre outros), quando necessário; • Abrir espaço para que os Tutores divulguem e pensem o programa com os outros professores nas reuniões pedagógicas. Demais Professores • Apoiar os Agentes Jovens e o Tutor nas suas atividades, sempre que necessário; • Abrir espaço, sempre que possível, durante suas aulas, para que os Agentes Jovens divulguem suas ideias, façam a pesquisa de clima e mobilizem os colegas. CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
  • 12. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM12 ESTRUTURA DA FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS A formação dos Agentes Jovens se organiza da seguinte maneira: MAS O QUE SÃO OS ENCONTROS COM OS AGENTES JOVENS? São momentos em que o Tutor reúne os jovens participantes para desenvolver os conteúdos específicos da formação, com o objetivo de gerar um produto final. Nestes encontros, sempre haverá atividades lúdicas que promovam a descontração, o sentimento de pertencimento ao grupo e o engajamento, além de atividades que preparem os jovens para a prática dos temas trabalhados. Ao longo do ano, estão programadas a realização de 4 Encontros com temas específicos (Pesquisa, Planejamento, Comunicação e Mobilização Social). Eles devem acontecer, em média, a cada 2 meses, com duração aproximada de 3h. Ao final deste Manual estão disponíveis as matrizes de todos os materiais de apoio a serem utilizados nos Encontros. DICA! Para manter os jovens motivados e acompanhar de perto a realização de cada tarefa proposta, sugerimos que sejam feitas pequenas reuniões entre os Encontros. Elas podem acontecer a cada 15 dias e durar de 15min a 1h, dependendo da disponibilidade e necessidade do grupo. Este manual também trará dicas de como coordenar estas reuniões. 1º ENCONTRO PESQUISA PRODUTO: Pesquisa de clima escolar. PRODUTO: Planejamento de ações para melhoria do clima escolar. PRODUTO: Campanha de comunicação dos valores. PRODUTO: Mobilização da escola para a Maratona de Valores. Realização de uma pesquisa de clima na escola para descobrir qual valor deve ser trabalhado. Planejamento de ações para melhoria do valor dentro da escola e do clima escolar. Criação de veículos de comunicação para disseminar os valores. Organização da Maratona de Valores e mobilização da escola para participação no evento. 2º ENCONTRO PLANEJAMENTO 3º ENCONTRO COMUNICAÇÃO 4º ENCONTRO MOBILIZAÇÃO CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS 1
  • 13. MANUAL DO TUTOR 13 É muito importante que, durante os Encontros, os jovens sintam abertura para dar suas opiniões. Todos devem ter voz e nenhuma opinião vale mais do que a outra, nem mesmo a do Tutor. Lembre-se sempre de que os Agentes Jovens devem ser os protagonistas do processo e cabe a você, Tutor, guiá-los para este caminho. Sugerimos que, caso seja possível, você organize um Pré-Encontro com os Agentes Jovens para explicar melhor o que é o programa e já começar a motivá-los para o desafio que terão pela frente. PRÉ-ENCONTRO– AQUECIMENTO DO PROGRAMA Preparando o Pré-encontro: Até 15 dias antes • Reservar um local na escola para realizar o Pré-Encontro com os Agentes Jovens. Até 10 dias antes • Checar com a Coordenação da escola qual o local destinado para a reunião; • Avisar, de preferência pessoalmente, todos os Agentes Jovens sobre o local e o horário da reunião; • Preparar uma lista de presença para que os Agentes Jovens coloquem seus contatos (Facebook, e-mail e telefone). Até 5 dias antes • Fazer a confirmação de presença dos jovens, reforçando o horário e o local. O QUE FAZER NO PRÉ-ENCONTRO? Objetivo do Pré-Encontro: Reunir os alunos selecionados para assumirem o papel de Agentes Jovens, explicar o que é o Transforma, como serão as formações e motivá-los para o 1º Encontro. PRÉ-ENCONTRO PASSO A PASSO Preparando o Pré-Encontro Chegue na sala reservada para o Pré-Encontro com aproximadamente 20 min de antecedência. Prepare a sala disponibilizando as cadeiras em círculo ou em U. Esta mudança no ambiente deixa claro aos jovens que eles não estão indo para uma aula comum, mas para um encontro diferente. Você pode até mesmo colocar um som ambiente para dar um clima de descontração à reunião. CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS
  • 14. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM14 Dê as boas-vindas aos jovens que chegarem e peça que assinem a lista de presença, preparada por você. Início Alguns Agentes Jovens poderão ser colegas de classe, já outros talvez se conheçam só de vista. Como agora eles formarão uma equipe, é importante que comecem a se conhecer melhor. Sugerimos que seja aplicada uma dinâmica introdutória, para quebrar o gelo e fazer com que os jovens se apresentem. Dinâmica do Eco Materiais necessários: nenhum Objetivo: Promover a apresentação e a integração dos jovens. Duração estimada: 20 min Com todos jovens de pé e em círculo, diga que agora eles farão uma brincadeira para ver quem é bom de memória. Ela funciona da seguinte maneira: o primeiro aluno dá um passo à frente, cumprimenta os demais e diz seu nome. Ele volta para o lugar e o colega da direita dá um passo à frente. Este jovem deve cumprimentar os demais, deve repetir o nome do colega e dizer o seu. O próximo fará a mesma coisa: dará um passo à frente, repetirá o nome dos dois colegas anteriores e dirá o seu. Assim, sucessivamente, sendo que o primeiro a começar a dinâmica deverá encerrá-la repetindo o nome de todos da roda. Caso tenha alguma outra dinâmica de apresentação que costume aplicar, fique à vontade para substituí-la. Após a dinâmica, peça a todos que se sentem e explique o motivo de estarem todos ali. Para isso, use como base as informações que você leu no início deste manual. Não se esqueça de falar os seguintes tópicos: • O que é o Transforma; • O que ele tem a ver com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos; • O que são os Agentes Jovens, suas responsabilidades e a sua importância no contexto do programa; • Qual o seu papel como Tutor; • Como acontecerá a formação deles (4 Encontros e pequenas reuniões entre os Encontros). Pergunte se os jovens têm alguma dúvida sobre o que você apresentou a eles. Reforce a ideia de que, agora, todos vocês são uma equipe e deverão trabalhar juntos para fazer o programa acontecer na escola. Se possível, já agende a data do 1º Encontro com os jovens. CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS 1
  • 15. MANUAL DO TUTOR 15 Para finalizar, convide-os a criar um grito de guerra, que representará o grupo. Este grito será dado em todos os Encontros. DICA! Dependendo da quantidade de Agentes Jovens, você pode dividi-los em pequenos grupos pedindo que cada um crie um grito de guerra. Na sequência os grupos apresentam os gritos uns para os outros e é feita uma votação para escolher o melhor. Encerre a reunião com o grito de guerra, em alto astral. Passe seus dados de contato (telefone, e-mail e Facebook) e lembre-os de que você estará sempre à disposição para tirar dúvidas. IMPORTANTE! Sugerimos que você aproveite que o programa está no início e crie um registro de todas as ações. Registre o que deu certo, o que deu errado, fotografe os Encontros e escreva suas impressões. Além de ser um grande aprendizado pessoal, ao final, você poderá compartilhar esta sua experiência detalhada com outros Tutores e com o Comitê Rio 2016. CAPÍTULO 1 | SOBRE A FORMAÇÃO DE AGENTES JOVENS ©Divulgação
  • 17. MANUAL DO TUTOR 17 2 PESQUISA Neste capítulo, você verá: • A história dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos; • Os valores Olímpicos e Paralímpicos e os valores educacionais do Olimpismo; • Conceito de Clima Escolar; • O que é Mobilização Social; • Conteúdo teórico sobre Pesquisa para auxiliá-lo no 1º Encontro.
  • 18. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM18 Como vimos, no capítulo anterior, o Transforma utiliza os Valores Olímpicos e Paralímpicos para fortalecer o papel dos jovens como agentes de transformação. Por isso, para começarmos, é importante conhecer o contexto histórico dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, quais são estes valores e de que forma eles serão trabalhados na educação. SAIBA MAIS! Você sabia que há diferença entre os termos “Olimpíada” e “Jogos Olímpicos”? Olimpíada é o nome dado ao período de quatro anos entre duas edições dos Jogos Olímpicos. Já os Jogos Olímpicos se referem aos jogos em si. Neste caso, em 2016, no Rio de Janeiro. JOGOS OLÍMPICOS Como surgiram? Os Jogos Olímpicos surgiram na Grécia Antiga, mais precisamente na cidade de Olímpia, há 776 a.C. Muito diferente do que é hoje, os jogos eram uma homenagem esportiva a Zeus, um dos mais importantes deuses da mitologia grega. Participavam das competições apenas os homens que fossem cidadãos livres. As mulheres não podiam nem assistir aos jogos. Completamente nus, os atletas disputavam provas de atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (prova que incluía corrida, salto em distância, lançamento de dardo, disco e lutas). A nudez representava o ideal de harmonia entre corpo e mente, no qual acreditavam que somente através do treino do corpo a mente poderia ser desenvolvida. Os vencedores ganhavam uma coroa com folhas de louro, único prêmio e símbolo máximo da vitória. Os gregos realizavam os jogos a cada 4 anos e o evento era tão importante que eram selados acordos de cessar-fogo e tréguas entre as cidades inimigas para que os competidores e participantes pudessem chegar em Olímpia. Porém, com a dominação romana em 393 d.C, os Jogos Olímpicos foram proibidos. Era Moderna e o Barão de Coubertin Esporte a serviço da humanidade. Este era o espírito Olímpico idealizado pelo Barão Pierre de Coubertin que trouxe de volta a tradição dos Jogos Olímpicos. Em 23 de junho de 1894, Coubertin fundou o COI – Comitê Olímpico Internacional. Até hoje, comemora-se o Dia Olímpico nesta data. Muitos anos depois dos últimos jogos olímpicos na Grécia, o país seria palco de mais um encontro esportivo: os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna. Na primeira edição, em CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 19. MANUAL DO TUTOR 19 1896, participaram 240 atletas de 14 países, em provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. SAIBA MAIS! Nos últimos jogos Olímpicos de 2012, realizados em Londres, participaram 10.500 competidores de 204 países competindo em 26 esportes. Em 1914, foi criado o principal símbolo dos Jogos Olímpicos, os cinco aros coloridos (azul, amarelo, verde, preto e vermelho) que representam a união dos continentes e formam a bandeira olímpica. Assim, cada país do mundo tem, pelo menos, uma das cores de sua bandeira representada nos aros. “Citius, Altius, Fortius” é o lema em latim que traduzido significa “mais rápido, mais alto, mais forte”, representando a superação de limites. A tocha é um elo entre os jogos da antiguidade e os atuais. O fogo simboliza a purificação. A tocha é acesa em Olímpia, na Grécia, e viaja através de um revezamento até o local dos jogos, representando a paz e a amizade entre os povos. Ao longo dos anos, de 1896 a 2012, os Jogos Olímpicos evoluíram muito: novos esportes foram incluídos, foi criada a edição de Jogos de Inverno e da Juventude e atletas profissionais já podem participar da competição. Durante todas estas edições, muitos foram os feitos históricos e emocionantes que aconteceram. Até hoje, os Jogos Olímpicos unem o mundo em torno do ideal Olímpico, propagando seus valores de amizade, respeito e excelência. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO ©GettyImages ©GettyImages
  • 20. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM20 SAIBA MAIS! Veja o vídeo ao estilo “Draw My Life” sobre o Movimento Olímpico. http://www.youtube.com/watch?v=Jgh-AVeytcw JOGOS PARALÍMPICOS Como surgiram? Assim como Pierre de Coubertin é considerado o “pai” dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, Ludwig Guttman é o criador do Movimento Paralímpico. Médico neurocirurgião judeu, fugiu da Alemanha para a Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. Passado este período turbulento da história, os países envolvidos ficaram com um grande número de combatentes com lesões medulares, ficando paraplégicos ou tetraplégicos. Este contexto influenciou Guttman a fazer um trabalho de reabilitação física e social destes veteranos de guerra por meio de práticas esportivas, iniciando os trabalhos em 1944 no Centro Nacional de Lesionados Medulares de Stoke Mandeville, Inglaterra. A primeira competição para atletas com deficiência foi realizada em 1948, em Stoke Mandeville, no exato dia da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Quatro anos depois, atletas holandeses participaram dos jogos de Stoke Mandeville. Foi assim que surgiu o movimento internacional chamado de Movimento Paralímpico. Os primeiros Jogos Paralímpicos aconteceram em Roma, em 1960, e contou com a participação de 400 atletas de 23 países. Os Jogos Paralímpicos sempre foram realizados no mesmo ano dos Jogos Olímpicos, porém a partir de Seul, em 1988, passaram a acontecer logo após os Jogos Olímpicos, na mesma cidade e fazendo uso das mesmas instalações. O Comitê Paralímpico Internacional tem a seguinte visão: “Capacitar atletas paralímpicos para atingir a excelência esportiva e inspirar e contagiar o mundo”. Esta afirmação expressa a essência dos valores Paralímpicos de determinação, coragem, igualdade e inspiração. O lema “Espírito em Movimento” traduz o que o Movimento Paralímpico tenta alcançar: possibilitar que atletas de todos os lugares se unam numa mesma cena, inspirando e contagiando o mundo com suas performances. O atual símbolo Paralímpico foi lançado em 2003. Ele é formado por Agitos (do latim “Eu me movimento”) que circulam um ponto central enfatizando o papel do Comitê Paralímpico Internacional de reunir atletas de todo mundo e propiciar condições de competirem. As cores são azul, verde e vermelho – as três cores que são mais comumente usadas nas bandeiras nacionais. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 21. MANUAL DO TUTOR 21 Classificação Nos Jogos Paralímpicos competem atletas com deficiências diversas: visual, física e intelectual. Para tentar garantir igualdade entre os competidores e assegurar que a vitória seja determinada pelo alto desempenho (assim como nos Jogos Olímpicos), foi criado o sistema de classificação. A classificação pode seguir parâmetros médicos (avaliações clínicas), funcionais (avaliações físicas) e/ou esportivos (observação do desempenho) e cada esporte determina seu próprio sistema de classificação. No caso da classificação funcional e esportiva, como é o potencial funcional do atleta que determina sua classe, em alguns eventos é possível ver atletas com deficiência nos braços competindo na mesma prova com atletas com deficiência nas pernas, por exemplo. Afinal, não é a deficiência que indica sua classe, mas o que o atleta consegue desempenhar naquele esporte. SAIBA MAIS! Veja o vídeo ao estilo “Draw My Life” sobre o Movimento Paralímpico. http://www.youtube.com/watch?v=K6AAXsvf-8I&list=PLNv6oVicHp4BJSK0KlWH1mfDl_ jRugWmk&feature=c4-overview-vl CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO ©MárcioRodrigues/MPIX/CPB ©BrunodeLima/CPB
  • 22. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM22 VALORES OLÍMPICOS E PARALÍMPICOS Tanto o Movimento Olímpico quanto o Paralímpico têm como base alguns valores que norteiam suas ações. Conheça-os! Valores Olímpicos Amizade - enche nossos relacionamentos com atitudes e sentimentos positivos. Tem em relação ao outro, empatia, honestidade, compaixão, confiança, solidariedade e reciprocidade positiva. Homens e mulheres estão no centro do foco do Movimento Olímpico, incentivando elos e a compreensão mútua entre as pessoas. Este valor se refere à construção de um mundo melhor e mais pacífico através da solidariedade, do espírito de equipe, da alegria e do otimismo no esporte. Os Jogos Olímpicos inspiram pessoas a passar por cima de diferenças políticas, econômicas, sexuais, raciais ou religiosas e estabelecer amizades apesar dessas diferenças. Os atletas expressam este valor ao formarem elos fortes com seus companheiros de equipe e seus oponentes. Para os atletas, isso significa estabelecer laços para a vida toda com seus companheiros de equipe, assim como com seus adversários. Respeito - inclui o fair play (jogo limpo), honestidade e o cumprimento às regras, trazendo a ideia de cuidado com o outro e com o ambiente. No ideal Olímpico, este valor representa o princípio ético que deve inspirar todos aqueles que participam dos programas Olímpicos. Isso inclui respeito por si mesmo e por seu corpo, respeito ao outro, às regras e ao meio ambiente. Refere-se, portanto ao jogo limpo que cada atleta deve praticar no esporte e à obrigação de afastar-se do doping. Excelência - progride de acordo com seus objetivos, dando o melhor de si. Este valor se refere a “dar o seu melhor”, no campo de jogo ou na vida, sem se comparar com os outros, mas acima de tudo com o objetivo de alcançar as metas pessoais com determinação e esforço. Não se trata apenas de vencer, mas também de participar, de progredir na direção dos objetivos pessoais, de lutar para ser e fazer o melhor no dia a dia e beneficiar-se da combinação saudável de corpo, mente e vontade fortes. Valores Paralímpicos Igualdade – o esporte Paralímpico atua como um agente de mudança, quebrando as barreiras sociais de discriminação das pessoas com deficiência. Dar e receber um tratamento igual, assegurando oportunidades sem qualquer deslealdade. É fazer para os outros o que você gostaria que os outros fizessem para você. Coragem – engloba o espírito único do atleta paralímpico, que procura realizar o que o público em geral pensa ser inesperado, mas o que o atleta sabe que é uma verdade. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 23. MANUAL DO TUTOR 23 É uma habilidade que nos leva a enfrentar desafios físicos e morais e nos dá força para fazer o que acreditamos ser certo. Determinação – é a manifestação da ideia de que atletas paralímpicos levam sua capacidade física para o limite absoluto. Nos ajuda a tomar decisões focando nos objetivos. Inspiração – quando um intenso afeto é gerado a partir das histórias e realizações dos atletas Paralímpicos e tem como efeito o desejo de levar este aprendizado para nossas vidas pessoais. É a busca por uma fonte que potencialize as nossas possibilidades. VALORES EDUCACIONAIS DO OLIMPISMO Os valores educacionais do Olimpismo surgiram como uma leitura dos valores olímpicos e paralímpicos. Eles foram desenvolvidos de modo a facilitar a aplicação dos conceitos no ensino. Alegria do Esforço – os jovens desenvolvem e praticam habilidades físicas, intelectuais e de comportamento quando desafiam uns aos outros na prática de atividades físicas, de movimentos, em jogos e em esportes. Jogo Limpo – este é um conceito do esporte aplicado em todo o mundo, de diferentes maneiras. Aprender a jogar limpo no esporte pode desenvolver e reforçar esse comportamento na comunidade e na vida. Respeito pelos outros – quando os jovens que vivem em um mundo multicultural aprendem a aceitar e a respeitar a diversidade e a agir de modo pacífico, eles promovem a paz e a compreensão internacional. Busca pela Excelência – a busca pela excelência pode ajudar jovens a fazer escolhas saudáveis e positivas, para que se esforcem e sejam o melhor que puderem em tudo o que realizarem. Equilíbrio entre corpo, vontade e mente – o aprendizado ocorre em todo o corpo e não apenas na mente. A educação física e o ensino por meio do movimento contribuem para aprimorar o aprendizado moral e intelectual. CLIMA ESCOLAR O conceito de Clima Escolar que será adotado no âmbito do trabalho com os Agentes Jovens deriva da noção e conceitos de Clima Organizacional. A literatura sobre Clima Organizacional não apresenta um único conceito. Existem abordagens que dão ênfase a características organizacionais, a características individuais e à mensuração da percepção dos indivíduos em relação à cultura organizacional, motivação e satisfação, por exemplo. Existem pesquisas que buscaram conceituar e analisar as variáveis do Clima Escolar. Essas CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
  • 24. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM24 pesquisas reconhecem as características das instituições de ensino, especialmente aquelas das escolas públicas. Buscando orientar o trabalho do tutor dos Agentes Jovens, o Clima Escolar será aqui entendido como o conjunto de percepções das pessoas que interagem com a estrutura formal da escola e com o estilo de gestão escolar predominante, influenciados pelas atitudes, crenças, valores e motivações de alunos, professores e funcionários. É importante notar que embora o conceito adotado acima reconheça a percepção de todos os envolvidos com a escola, o trabalho de pesquisa dos Agentes Jovens se resumirá a coletar as impressões dos alunos. Outro ponto relevante para a compreensão do conceito de Clima Escolar aqui adotado é que, embora existam diversos modelos de estudo de Clima Organizacional, o modelo a ser adotado pelos Agentes Jovens será cruzado com os Valores Olímpicos e Paralímpicos. Dessa forma, entende-se que os Valores serão os fatores a serem estudados em relação ao Clima Escolar. MOBILIZAÇÃO SOCIAL Quando falamos de Agentes Jovens, falamos em mobilização social. Mas o que isso significa? Mobilização social é o que acontece quando um grupo de pessoas se une e age com um objetivo comum. Participar desta união é um ato de escolha individual, ou seja, todos podem aceitar ou não fazer parte do movimento. Essa decisão depende essencialmente das pessoas se verem como capazes de provocar e construir mudanças. Dito isso, é importante lembrar que, ao passo que esperamos que os Agentes Jovens mobilizem a comunidade escolar, esperamos que você, Tutor, consiga mobilizar os jovens a assumirem este papel. Nosso objetivo é que esta metodologia desperte nos jovens o desejo de mudança, transformando este desejo em disposição para agir e, consequentemente, resultando na própria ação. Para despertar o desejo de mudança, é preciso fazer com que os jovens “olhem com outros olhos” para a sua realidade diária a partir de informações que lhe deem base para saber qual situação precisa ser transformada. É aí que entra a Pesquisa. PESQUISA A Pesquisa é o tema a ser trabalhado no 1º Encontro junto aos Agentes Jovens. Ela é fundamental para que os alunos possam trabalhar a questão do clima escolar, pois é por meio dela que diagnosticarão qual Valor Olímpico ou Paralímpico precisa ser trabalhado imediatamente para que o clima seja melhorado. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 25. MANUAL DO TUTOR 25 A pesquisa, além de ser o instrumento mais indicado para a coleta de dados, também serve para legitimar a mobilização dos Agentes Jovens, pois representa a opinião de parte representativa da comunidade escolar. 1- COMO REALIZAR A PESQUISA O processo completo de realização de uma pesquisa, conta com os seguintes passos: 1 - Definição do que pesquisar; 2 - Identificação da população e da amostra; 3 - Elaboração do questionário; 4 - Aplicação da pesquisa; 5 - Tabulação dos dados; 6 - Análise e interpretação dos dados; 7 - Apresentação e divulgação dos resultados. Para simplificar o trabalho dos Agentes Jovens, eles já receberão prontas algumas destas etapas, ficando com eles a responsabilidade de se concentrar em outras tarefas específicas. Acompanhe! 1 – Definição do que pesquisar: O objeto de pesquisa (o que será pesquisado) já está definido na proposta desta metodologia: os Agentes Jovens terão que descobrir como está o clima escolar medindo como está a vivência dos valores olímpicos e paralímpicos pelos alunos. Por meio dela, deverão identificar qual valor está mais em falta na escola. 2 – Identificação da população e da amostra: População é a totalidade de indivíduos escolhidos de acordo com o objetivo da pesquisa e que possuem alguma característica em comum. Ex.: todos os alunos do 2º Ciclo do Ensino Fundamental da escola. A sugestão é que esta pesquisa seja aplicada sob a forma de censo, portanto não será necessário definir a amostra. Censo é o exame de todos os elementos de uma população. Ou seja, após definir qual população será estudada, aplica-se a pesquisa a todos. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
  • 26. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM26 DICA! Sugerimos que caso os Agentes Jovens sejam do Ensino Fundamental, a população seja a dos alunos do 2º Ciclo do Ensino Fundamental. Caso os Agentes Jovens estudem no Ensino Médio, a população seja os alunos do Ensino Médio. 3- Elaboração do Questionário: A elaboração do questionário é uma etapa fundamental para o sucesso da pesquisa. Pensando em facilitar o trabalho dos Agentes Jovens, o modelo de questionário já foi elaborado e se encontra ao final deste manual. A pesquisa será quantitativa e, por isso, trará perguntas fechadas (quando o questionário já traz as alternativas a serem respondidas). A primeira linha do questionário apresenta três perguntas para ajudar a caracterizar os respondentes. Nessas perguntas o aluno deve especificar o ano no qual estuda, sua idade e gênero (colocado como “sexo” para facilitar a compreensão). Na sequência, o questionário apresenta uma tabela contendo um conjunto de 21 afirmativas sobre o Clima Escolar. Ao lado das afirmativas existem cinco colunas numeradas. Essas colunas estão identificadas no cabeçalho da tabela com uma escala de frequência. Para cada afirmativa o respondente deve assinalar a opção que representa a frequência com que cada afirmativa acontece na escola, na sua opinião. A escala é representada a seguir: NUNCA QUASE NUNCA ÀS VEZES QUASE SEMPRE SEMPRE 1 2 3 4 5 O conjunto de afirmativas foi criado de forma a ter três frases para representar cada Valor Olímpico ou Paralímpico. Depois da aplicação da pesquisa e tabulação dos dados você terá acesso a uma planilha de resultados que indicará qual dos valores é menos frequente na escola, segundo a opinião dos alunos. De posse desse resultado você ajudará os Agentes Jovens a pensar em ações para disseminar o Valor deficitário. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 27. MANUAL DO TUTOR 27 4 - Aplicação da pesquisa: A aplicação da pesquisa será um dos maiores desafios enfrentados pelos Agentes Jovens nesta etapa. Para fazer a aplicação da pesquisa, é preciso definir como e quando ela será aplicada. Sugerimos que a pesquisa seja aplicada nas salas, durante as aulas. Os Agentes Jovens podem solicitar à Coordenação Pedagógica que os apoie, conversando com os professores sobre a pesquisa e pedindo que eles liberem alguns minutos de suas aulas para a aplicação. Além disso, também é importante que os Agentes Jovens sejam liberados por alguns minutos para que possam conduzir a pesquisa. Com as autorizações dadas, os Agentes Jovens devem ir de sala em sala, conversar com os alunos sobre o objetivo da pesquisa e aplicá-la. A aplicação do questionário pode ser feita de duas maneiras: • O Agente Jovem entrega as pesquisas e, em seguida, lê as questões em voz alta enquanto os demais alunos o acompanham; • O Agente Jovem entrega as pesquisas e se coloca à disposição para responder dúvidas dos alunos. Conhecendo o perfil das turmas e dos Agentes Jovens, auxilie-os a escolher o método de aplicação que, provavelmente, funcionará melhor. Os passos 5 (Tabulação de dados), 6 (Análise e interpretação dos dados) e 7 (Apresentação e divulgação dos resultados) serão abordados mais à frente, neste manual. AÇÃO – 1º ENCONTRO PREPARANDO O ENCONTRO* *Estas sugestões de preparação são padronizadas para todos os 4 Encontros com os Agentes Jovens. Pelo menos 20 dias antes • Agende uma sala para realização do Encontro com os Agentes Jovens. Até 15 dias antes • Confira com a Coordenação qual a sala reservada para a realização do Encontro; • Confirme com os Agentes Jovens o local e o horário do Encontro. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
  • 28. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM28 Até 10 dias antes • Releia o capítulo referente a parte teórica e prática do respectivo Encontro; • Prepare os materiais necessários para as dinâmicas. Até 5 dias antes • Faça a confirmação de presença dos jovens, reforçando a importância da participação. Se possível, sempre fale pessoalmente com os Agentes Jovens. Outros meios de comunicação que costumam ser mais efetivos são o SMS, bilhetes e recados em redes sociais. O QUE FAZER NO 1º ENCONTRO? Objetivo do Encontro: Trabalhar conceitos de mobilização social, clima escolar e valores olímpicos e paralímpicos, preparando-os para a realização da pesquisa. ENCONTRO PASSO A PASSO Antes de iniciar Assim como foi sugerido na preparação do Pré-Encontro, chegue com antecedência na sala onde será realizado o Encontro. Prepare o ambiente, distribuindo as cadeiras em círculo ou meia-lua e organize os materiais que serão utilizados. Para seu controle, sugerimos que sempre passe uma lista de presença para os Agentes Jovens. ATIVIDADE 1 – INÍCIO Materiais necessários: Lista de Presença Objetivo: dar as boas-vindas para iniciar o Encontro Duração estimada: 20 minutos Tente iniciar o Encontro no horário marcado. Dê boas-vindas aos Agentes Jovens presentes. Caso tenha conseguido realizar o Pré-Encontro, peça que os Agentes Jovens formem um círculo, bem próximos um dos outros e puxe o grito de guerra. Estimule os jovens a gritarem cada vez mais alto, dizendo frases como “está muito baixo”, “vamos acordar, galera”, “quero ouvir mais alto”. Desta forma eles entram no Encontro com mais energia, além de irem se desinibindo. Em seguida, peça que eles se sentem em uma das cadeiras do círculo e relembre alguns pontos tratados no Pré-Encontro como o que é o Transforma e o papel dos Agentes Jovens. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 29. MANUAL DO TUTOR 29 IMPORTANTE! Caso você não tenha tido a oportunidade de realizar o Pré-Encontro, sugerimos que realize suas respectivas atividades como introdução deste 1º Encontro, deixando apenas a criação do grito de guerra do grupo para o final. Neste Encontro, além de apresentar a história dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, você trabalhará com os jovens o conceito de mobilização social. Portanto, use como base os conceitos teóricos trabalhados neste Capítulo 2 - Pesquisa. É fundamental que os Agentes Jovens saiam deste 1º Encontro com a missão de responder às seguintes perguntas: Como está o clima da nossa escola? Que Valor precisamos trabalhar para melhorá-lo? ATIVIDADE 2 - VIAGEM NO TÚNEL DO TEMPO Materiais necessários: nenhum Objetivo: quebrar o gelo, unir o grupo e trazê-los para o assunto a ser trabalhado. Duração estimada: 20 minutos Diga que você está propondo que agora, todos vocês voltem no tempo para conhecer as origens dos Jogos Olímpicos. Instigue-os perguntando se eles têm ideia do lugar para onde vão. Só que, para voltar no tempo, é preciso que eles cumpram uma tarefa em equipe, ordenada pelo deus grego do Tempo, Chronos. Só assim, eles serão teletransportados pela história. DICA As atividades lúdicas dos Encontros são ancoradas num recurso que todos nós trazemos conosco: a imaginação. Para que os jovens “comprem” a história, é importante que você também acredite nela e se divirta junto com eles. Use seus talentos teatrais sempre que preciso! Dinâmica: Volta no Tempo com Chronos Peça que os jovens se levantem, em círculo e deem as mãos. Diga que a tarefa é muito simples, porém exige concentração. Ela será realizada em 3 etapas e você irá orientar o grupo quando chegarem em cada uma delas (Tutor, você também deve participar da atividade, junto com os jovens). CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
  • 30. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM30 A 1ª etapa é “faça o que eu faço e fale o que eu falo”. Ou seja, você fará um movimento e, simultaneamente irá verbalizá-lo. Por exemplo: Grite “Direita!” e pule para a direita. Os 4 movimentos possíveis, com suas respectivas ordens, são: MOVIMENTO ORDEM VERBAL Saltar para trás, ou seja, para fora do círculo Fora! Saltar para frente, ou seja, para dentro do círculo Dentro! Saltar para o lado direito Direita! Saltar para o lado esquerdo Esquerda! Demonstre o exercício e peça para que os jovens façam com você, lembrando que todos estão de mãos dadas. Repita umas 5 vezes até sentir que todos entenderam a dinâmica e estão tranquilos. Você pode brincar perguntando se já tem gente suando, se não querem secar as mãos porque agora vai ficar cada vez mais difícil, afinal, não é para qualquer um voltar no tempo. Com o grupo de mãos dadas novamente, anuncie que a 2ª etapa é “fale o que eu falo e faça o contrário do que eu falo”. Ou seja, dará uma ordem e fará o movimento oposto a esta ordem. Por exemplo, grite “Fora!” e pule para dentro. Esta etapa vai gerar muitas risadas, já que é muito difícil executá-la. Repita algumas vezes e diga que entrará na última etapa. A 3ª etapa é “faça o que eu faço e fale o contrário do que eu faço”. Ou seja, dará uma ordem e fará o movimento oposto a esta ordem. Por exemplo, pule para a esquerda e grite “Direita!”. Mais uma vez, esta etapa gerará muitas risadas e diversão. Caso queira, você pode voltar a fazer as etapas anteriores, intercalando as ordens e confundindo ainda mais os alunos. ATIVIDADE 3 – MENSAGEM DO BARÃO PIERRE DE COUBERTIN Materiais necessários: mensagem de Barão de Coubertin Objetivo: apresentar o contexto histórico dos Jogos Olímpicos Duração estimada: 10 minutos Pare tudo e diga que vocês, finalmente, chegaram. Pergunte se eles sabem onde vocês estão. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 31. MANUAL DO TUTOR 31 Alguns poderão dizer que estão na escola, que não saíram do lugar. Caso isso ocorra, digam que estão enganados, que aquela é uma sala de aula de Paris, na França, no ano de 1890. Diga que foi deixado um recado pra eles de uma pessoa chamada Barão Pierre de Coubertin e leia o texto abaixo: Caros Agentes Jovens, Que bom que vocês vieram aqui para me ajudar! Tive que dar uma saída, mas deixei este bilhete contando tudo para vocês. Há alguns anos, venho percebendo que há algo de errado com a educação na França. Por isso viajei o mundo pesquisando e descobri que é possível melhorá-la por meio dos esportes. Os esportes trazem com eles valores muito importantes como a amizade, respeito, excelência, igualdade, coragem, determinação e inspiração. O problema é que eu não consigo trazer estes valores de volta porque eles estão aprisionados. É, isso mesmo, presos! Não sei se vocês sabem, mas há centenas de anos antes de Cristo, os gregos faziam a cada 4 anos, os Jogos Olímpicos, numa homenagem a Zeus. Os jogos eram tão importantes que até mesmo as guerras tinham uma trégua neste período. Mas um dia, os Jogos pararam de acontecer e o terrível Titã Maus aprisionou todos os valores com ele, para que nunca mais a celebração olímpica pudesse existir. Agora, eu quero fazer com que os Jogos Olímpicos voltem a existir, mas preciso resgatar estes valores. Vocês podem me ajudar a derrotar este Titã e a trazê-los de volta? Barão Pierre de Coubertin Diga para os jovens que o Barão de Coubertin foi a pessoa que idealizou a realização dos Jogos Olímpicos na Era Moderna, pois ele acreditava que era possível melhorar a educação aliando-a aos esportes e aos valores. Com este bilhete, parece que, para que esta história exista, depende da ação deles. Pergunte para os jovens o que eles acham de trazer de volta estes valores. Diga que vai ser uma luta bem difícil, porque não é qualquer pessoa que é capaz de derrotar um Titã. Peça que se levantem, deem as mãos e mentalizem que querem ir para a Grécia antiga. Em seguida, repita 3 rodadas da dinâmica de viagem do tempo. ATIVIDADE 4 – PERGAMINHO DOS DESAFIOS Materiais necessários: texto Pergaminho dos Desafios, batatas cruas, canudos plásticos, pirulitos, folhas de papel e canetas Objetivo: fazer com que os jovens conheçam e vivam os valores Duração estimada: 60 minutos CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
  • 32. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM32 Terminada a viagem, diga que chegaram à Grécia Antiga e leia o texto do Pergaminho dos Desafios, escrito pelo Titã Maus. Quando começar a lista dos desafios propostos pelo Titã, leia o primeiro e peça que os alunos o executem. Após solucioná-lo, comemore que os jovens libertaram aquele valor e fale qual foi o aprendizado que tiveram. Se quiser, você também pode ler o texto de definição de cada valor (pág. 22) ou pedir que os jovens os definam. Assim, sucessivamente até finalizar os 7 valores. Pergaminho dos Desafios Os valores estão presos comigo, Titã Maus, e não pretendo nunca mais libertá-los. Quem serão os virtuosos que irão me enfrentar? Só me derrotará quem cumprir os 7 desafios! Desafio 1: Nó Humano Valor a ser libertado: Amizade Dica: Para desatar o nó humano, é preciso muita amizade e companheirismo. Orientação para o Tutor: Todos deverão formar um círculo e memorizar quem está do seu lado direito e quem está do seu lado esquerdo. Feito isso, devem andar aleatoriamente pela sala, cumprimentando todos os colegas até que escutem a ordem de “parar”. Dê esta instrução inicial para os alunos e deixe que caminhem até formarem um emaranhado. Diga “Parem!” quando todos deverão parar onde estão. Peça que, sem sair do lugar, eles deem as mãos aos colegas que estavam, no círculo inicial, a sua direita e a sua esquerda. Quando eles tentarem fazer isso, ficará uma confusão e eles formarão o nó humano. Diga que eles terão que voltar a ser um círculo, desfazendo os nós sem soltar as mãos. Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Amizade. Isso porque tiveram que ter empatia, solidariedade e reciprocidade. Tiveram que trabalhar em equipe e ser otimistas em relação ao desfecho da atividade. Independentemente de qualquer diferença, eles estavam unidos fisicamente e pelo mesmo objetivo. Desafio 2: O enigma Valor a ser libertado: Excelência Dica: Para resolver este enigma, é preciso pensar muito e dar o melhor de si. Orientação para o Tutor: Diga para os jovens que eles deverão tentar resolver um enigma. Sugerimos que você escreva-o numa lousa ou em algum outro lugar. Determine um tempo para que cheguem a uma solução e comece a cronometrá-lo. Caso os alunos não consigam solucioná-lo, você pode ajudá-los a resolver o enigma. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 33. MANUAL DO TUTOR 33 “Marcos está olhando a fotografia de alguém. Seu amigo pergunta quem é o homem do retrato. Marcos responde: ‘Irmãos e irmãs eu não tenho, mas o pai deste cara é filho do meu pai’. Quem está na fotografia?” Resposta: o filho de Marcos Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Excelência. Isso porque eles tiveram que dar o melhor de si para a resolução de um enigma de raciocínio lógico. Resolvendo ou não o enigma, todos participaram e tentaram ir até o seu melhor. Desafio 3: O mico Valor a ser libertado: Respeito Dica: Para libertar este valor, é preciso pensar no outro. Orientação para o Tutor: Separe os jovens em 4 grupos e nomeie-os como A, B, C e D. Diga que o grupo A deverá planejar uma prova “mico” para os colegas do B e assim sucessivamente. O mesmo vale para os grupos C e D. Explique que a prova pode ser qualquer coisa, desde que seja algo meio ridículo que precisará de muita coragem para ser feita. Diga quanto tempo dará para que eles pensem no mico e comece a cronometrar. Quando tiverem terminado, diga que primeiro, quer ouvir o que cada grupo planejou de mico para o outro. Quando todos tiverem lido, pregunte se eles acharam que os colegas foram muito cruéis com as provas que pensaram. Neste momento, você faz uma revelação: a regra mudou e, agora, quem irá cumprir a prova é o grupo que propôs. Pergunte se os jovens ficaram desconfortáveis com esta mudança de regras e reflita sobre a questão de não desejar para os outros coisas que não gostaríamos que fizessem com nós mesmos. Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Respeito. Isso porque precisaram refletir sobre a importância de respeitar o outro assim como a si mesmo e a agir com ética e jogando limpo, não esperando que ninguém “se dê mal”. Desafio 4: Caindo no espaço Valor a ser libertado: Coragem Dica: Este desafio requer coragem e, também, muita confiança no grupo. Orientação para o Tutor: Forme grupos de 8 a 10 pessoas. Peça que façam um círculo com todos bem próximos, quase que tocando os ombros. Uma pessoa deverá se candidatar a ir ao centro do círculo. Esta pessoa deverá fechar os olhos e ficar com o corpo firme e ereto: cabeça alinhada com as costas e braços esticados, ao lado do corpo. Ela deverá soltar o corpo, caindo para trás, sendo que os colegas do grupo irão ampará-la com as mãos espalmadas, empurrando-a delicadamente para o centro. Como o corpo perderá o equilíbrio, os demais CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
  • 34. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM34 colegas do círculo precisarão ficar atentos para segurar o colega e levá-lo para o centro novamente. Deixe que façam o exercício algumas vezes e troque de pessoa no centro. Se o grupo não for muito grande, é possível que todos vivenciem ficar no centro. Caso o grupo seja maior, troque umas 5 vezes de participante. Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Coragem. Isso porque eles precisaram vencer um desafio físico e também moral, pois esta dinâmica costuma gerar medo a quem a realiza. Mesmo sabendo que os colegas o ampararão, sempre paira a dúvida se não haverá o risco de uma queda. A coragem dá forças de seguir em frente. Desafio 5: Atravesse uma batata com um canudo Valor a ser libertado: Determinação Dica: Este desafio quase impossível requer determinação e foco. Orientação para o Tutor: Para esta dinâmica você precisará de algumas batatas cruas (mínimo 5) e o dobro de canudos de plástico, desses de refrigerantes. Peça que alguns alunos (igual a quantidade de batatas que você levou) se ofereçam para este desafio. Diga que eles terão que atravessar a batata com o canudinho de plástico. Eles vão achar impossível, mas peça que eles tentem uma vez. Os demais colegas podem ajudá-los dando dicas. Talvez algum aluno venha a conseguir de primeira, mas mesmo isso ocorrendo, depois das tentativas, explique que para furá-la é preciso foco e firmeza e demonstre. E isso é verdade: a velocidade e firmeza com que se bate o canudo na batata faz com que ela seja furada. Depois, dê mais alguns canudos para que os que não conseguiram, possam tentar. Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Determinação. Isso porque para realizar algo que parece fisicamente impossível, eles tiveram literalmente que usar seu foco e não titubear. Foi preciso acreditar e seguir em frente. Desafio 6: Pirulito que bate-bate Valor a ser libertado: Igualdade Dica: Este desafio só será resolvido colocando-se no lugar do outro. Orientação para o Tutor: Diga para os jovens se posicionarem em um grande círculo. Em seguida, peça que estiquem o braço direito na frente do corpo (ângulo 90º) e ponham a mão esquerda para trás. Diga que o braço direito não pode ser dobrado em hipótese nenhuma e só pode ser levado para a esquerda ou para a direita. Coloque um pirulito na mão direita de cada aluno e solicite que desembrulhem o pirulito seguindo a regra dita anteriormente. Caso não consigam, libere o uso da mão esquerda. Após isso, dê a orientação: sem sair do lugar, com a mão esquerda para trás e a direita esticada, todos devem chupar o pirulito. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 35. MANUAL DO TUTOR 35 Aguarde até que alguém tenha a ideia de oferecer o pirulito para a pessoa do lado. A partir do momento que um fizer isso, todos farão. Diga que eles podem ficar com o pirulito que lhes foi oferecido e podem se sentar. Pergunte para a pessoa que teve a iniciativa, qual foi a motivação dela ter feito aquilo. Questione aos demais se eles viam outra alternativa para resolver o desafio se não fosse ajudando os colegas. Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Igualdade. Isso porque a dinâmica colocou todos os jovens na mesma posição e impôs algumas barreiras físicas para a conclusão do desafio. E, dessa forma, ele só foi resolvido quando os jovens fizeram para o outro o que gostariam que fizessem pra eles mesmo. Desafio 7: Seja um compositor Valor a ser libertado: Inspiração Dica: Para realizar este desafio, é necessário uma dose extra de inspiração para levar estes aprendizados para as suas vidas e as das outras pessoas. Orientação para o Tutor: Diga para os jovens que eles já libertaram quase todos os valores ao vivenciá-los nos desafios. Agora, para libertarem o último, o desafio é criar uma letra de música que dissemine todos os valores e sirva de inspiração para toda a escola. Pode ser uma paródia, um rap, um funk. O estilo é de escolha dos jovens, mas ela deve falar dos Valores Olímpicos e Paralímpicos. Você pode pedir que o grupo todo crie uma única música ou dividi-los em pequenos grupos. Isso vai depender da quantidade de Agentes Jovens e de como você percebeu a interação do grupo. Ao final, peça que eles apresentem as músicas. Caso haja mais de uma música, você pode até mesmo propor uma votação para a escolha do “hino” do grupo. Aprendizado: resolvendo este desafio, os jovens vivenciaram um pouco do valor Inspiração. Isso porque os jovens transformaram o aprendizado que tiveram nesta vivência em inspiração para as demais pessoas. Quando completarem o último desafio, comemore com os alunos e diga que o trabalho de equipe deles libertou os valores. Agora, o Barão de Coubertin os tinha de volta para realizar os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna! ATIVIDADE 5 – OS VALORES OLÍMPICOS E PARALÍMPICOS E A NOSSA ESCOLA Materiais necessários: 7 cartolinas, hidrocores (ou giz de cera, lápis de cor) Objetivo: fazer com que os jovens relacionem os valores com seu dia a dia na escola Duração estimada: 30 minutos CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
  • 36. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM36 Agora que os Agentes Jovens já vivenciaram os valores e entraram em contato com a definição deles, inicie uma reflexão sobre o tema. Pergunte: - estes valores estão apenas nos Jogos ou estão no nosso dia a dia (na escola, na família, na comunidade)? Deixe que eles falem um pouco e, em seguida, separe-os em 7 pequenos grupos. Dê a cada um deles uma cartolina e canetas hidrocores, lápis de cor ou giz de cera. Distribua um valor para cada grupo e diga que eles deverão fazer um cartaz explicando: Como o valor ____________ aparece na nossa escola? Dê alguns minutos para que concluam a atividade. Em seguida, peçam que eles apresentem os cartazes aos colegas e pergunte se todos concordam ou se gostariam de acrescentar algo ou expressar algum outro ponto de vista. ATIVIDADE 6 – PESQUISA DE CLIMA ESCOLAR Materiais necessários: cópias da Pesquisa para cada Agente Jovem Objetivo: fazer com que os jovens entendam o que é a pesquisa de clima e se comprometam a aplicá-la Duração estimada: 30 minutos Fale sobre o clima com os Agentes Jovens. Faça comentários sobre calor, frio, chuva, vento e nebulosidade do dia. Explique que quando nos referimos ao clima estamos falando de um conjunto de elementos atmosféricos que determinam um padrão de comportamento do tempo ao longo das estações do ano em uma determinada região. Diga que essa noção de clima como a percepção de uma “atmosfera” também pode ser transportado para dentro de qualquer organização. A escola é uma organização composta de pessoas que buscam um objetivo em comum Mas o que seria o “Clima Escolar”? Explique que o clima escolar é como todas as pessoas que interagem com a escola entendem ou percebem a “atmosfera” ou o ambiente. Essas percepções são influenciadas pelas atitudes, crenças, valores e motivações de alunos, professores e funcionários. Isso significa que cada pessoa percebe a escola de maneira um pouco diferente. E quando tentamos pesquisar o clima escolar, buscamos uma visão do conjunto de todas as pessoas. Diga que vocês irão medir o clima da escola com base nos Valores Olímpicos e Paralímpicos. Explique como foi elaborada a pesquisa e faça uma aplicação teste com eles. Distribua uma cópia da pesquisa para cada aluno e diga que irá lê-la em voz alta, enquanto eles acompanham a leitura e respondem às questões. Deixe claro que eles podem interrompê-lo para esclarecer dúvidas a qualquer momento. Ao final, pergunte o que os jovens acharam da pesquisa e se tiveram dificuldade de entendê-la. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 37. MANUAL DO TUTOR 37 Explique que eles aplicarão esta pesquisa de sala em sala, com todos os alunos da população a ser pesquisada. Para isso, precisarão se organizar e conversar com a Coordenação Pedagógica para pedir autorização. Relembre os pontos vistos na página 26 deste manual para repassar aos jovens. Tutor, provavelmente, os Agentes Jovens precisarão muito da sua ajuda para organizar uma escala de aplicação da pesquisa. Auxilie-os nesta organização e monte uma escala, conforme exemplo abaixo. Dupla Dia Hora/Período Salas Número estimado responsável de pesquisas Letícia e Marcos 10/04 - Quinta 2º período 71 e 72 60 Atenção! • Não se esqueça de submeter esta escala à aprovação da Coordenação. Também tenha cuidado para não deixar os alunos saírem para fazer pesquisa durante as aulas das matérias que têm mais dificuldade, para não comprometer suas notas. • Você poderá, caso queira, eleger uma dupla ou trio de Agentes Jovens para serem os “coordenadores da pesquisa”, ou seja, eles lhe ajudarão a organizar a aplicação junto aos demais Agentes Jovens. ATIVIDADE 7 – TRABALHANDO COM UM OBJETIVO COMUM Materiais necessários: 1 a 2 cabos de vassoura Objetivo: fazer com que os jovens percebam que mobilizar não é uma tarefa muito fácil, mas é possível desde que todos ajam em equipe Duração estimada: 15 minutos Diga que, agora que eles têm a meta de descobrir como está o clima escolar e realizar ações para melhorá-lo, eles estarão agindo com um objetivo em comum. Será que é fácil fazer um trabalho em equipe com um único objetivo? Peça que os jovens se posicionem em duas fileiras, uma de frente para a outra. Em seguida, peça que estiquem apenas seus antebraços e os dedos indicadores, mantendo os cotovelos ao lado do corpo. Diga que, nesta posição, eles devem intercalar as mãos com a dos outros colegas. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
  • 38. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM38 Coloque, então, o cabo de vassoura sobre os dedos indicadores dos alunos e dê a seguinte orientação: apenas o indicador deve encostar no cabo da vassoura. Não é permitido prendê-lo com o polegar ou de qualquer outra maneira. Feito isso, diga que o objetivo do grupo será o de levar o cabo de vassoura até o chão, sem desencostar os dedos dele. Conte até 3 e dê a largada do desafio. A primeira coisa que deverá acontecer é que ao invés de abaixar o cabo, eles começarão a subi-lo. Esta é uma reação bastante comum, pois todos ficarão tentando encostar o dedo no cabo da vassoura e a tendência é a de levantar a mão. Instigue-os falando coisas como “Gente, eu falei pra descer, não pra subir!”. Dê alguns minutos para que tentem resolver a atividade. Assim que finalizarem ou quando o tempo tiver acabado, peça que todos voltem a se sentar em círculo. Pergunte o que os jovens acharam da dinâmica, se ela foi simples ou se foi difícil e o porquê. Diga que, mesmo quando trabalhamos numa equipe pequena, em busca de um objetivo em comum, nem sempre é fácil atingi-lo. Às vezes, basta uma pessoa ficar com o dedo mais pra cima que todos comecem a levantar seus dedos e assim, em vez de cumprir o objetivo, fazemos o oposto. Fale sobre a importância de se ter um objetivo comum. Explique que se um grupo de pessoas não tem um objetivo comum, dificilmente chega a qualquer lugar. Um mobilizador pode até ser bem sucedido em convocar pessoas; porém, se não tiverem um objetivo claro não chegarão a lugar algum. Lembre-os de que a tarefa de um mobilizador não é fácil. Algumas pessoas têm preguiça de se engajar. Outras têm preconceitos em relação àqueles que tomam a frente para mobilizar. Mas eles não podem desanimar e precisam contar uns com os outros neste grande desafio de divulgar os valores Olímpicos e Paralímpicos e tentar melhorar o clima escolar. Pergunte se eles têm alguma dúvida e já marque a data da reunião de acompanhamento da aplicação da pesquisa. Termine o Encontro com o grito de guerra! ROTEIRO RESUMIDO - 1º ENCONTRO Atividade 1 – Início – 20min Material: Lista de Presença Atividade 2 – Viagem ao Túnel do Tempo – 20min Material: Nenhum CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2
  • 39. MANUAL DO TUTOR 39 Atividade 3 – Mensagem do Barão Pierre de Coubertin – 10min Material: Texto “Mensagem do Barão Pierre de Coubertin” Atividade 4 – O Pergaminho dos Desafios – 60min Material: Texto “Pergaminho dos Desafios”, batatas cruas (mínimo 5) e o dobro de canudos plásticos, 1 pirulito para cada Agente Jovem Atividade 5 – Os valores Olímpicos e Paralímpicos e a nossa escola – 30min Material: Cartolinas (mínimo 7), hidrocores, lápis de cor, giz de cera, etc. Atividade 6 – Pesquisa de clima escolar – 30min Material: 1 cópia da pesquisa impressa para cada Agente Jovem Atividade 7 – Trabalhando com um objetivo comum – 15min Material: 1 ou 2 cabos de vassoura AÇÕES ENTRE ENCONTROS COM OS AGENTES JOVENS É fundamental que os Agentes Jovens continuem mobilizados após o 1º Encontro. Mantenha contato, seja reunindo-os na hora do recreio, enviando e-mail, mensagem de texto ou pelas redes sociais para saber do andamento da pesquisa. É fundamental que você acompanhe muito de perto a aplicação, sob o risco de que ela não aconteça. Agende uma reunião especial com os Agentes Jovens para fazer a tabulação de dados da pesquisa. O ideal é que ela ocorra na sala de informática ou algum outro espaço com computador e o programa Excell. É importante que você coordene este trabalho de tabulação, já que ele pode ser um tanto complexo para os alunos. Porém, não faça tudo sozinho: divida tarefas e gerencie a atividade. Como fazer a tabulação? De posse da planilha de tabulação, mostre aos Agentes Jovens como esta tarefa deverá ser feita. Você pode realizar o download da planilha de tabulação na midiateca do site do Transforma (rio2016.com/educacao).Explique que a planilha tem uma aba chamada “tabulação”. Esta aba apresenta uma tabela que tem no cabeçalho uma numeração de 1 a 21. Essa numeração refere-se ao número de cada item do questionário. Os Agentes Jovens deverão tabular os dados de cada questionário em uma linha da tabela. Então o primeiro questionário ocupará a primeira linha aberta para tabulação, o segundo questionário, a segunda e assim por diante. A planilha está preparada para receber até 2 mil questionários. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
  • 40. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM40 Sugerimos que você divida a tabulação entre os Agentes Jovens para agilizar a digitação. Depois você só terá que unificar todas as tabelas em uma só. Faça uma demonstração da tabulação. Escolha um questionário e comece a digitar. A área de tabulação só aceita números, portanto, se alguém preencheu a primeira questão, sobre o ano no qual estuda com a resposta “9° ano”, basta digitar um “9” na coluna da primeira pergunta. Se nesse mesmo questionário a pessoa respondeu que tem “14 anos”, basta digitar “14” na segunda coluna da mesma linha. Se esse respondente era do sexo masculino, na terceira coluna será digitada a opção de resposta marcada. No caso a opção “masculino” era a opção “2”, portanto, digite “2”. Da quarta coluna em diante serão digitadas as opções marcadas para cada afirmativa. Mais uma vez, a pessoa que estiver digitando deverá digitar apenas o número da opção escolhida pelo respondente, de “1” a “5”. A regra geral para a tabulação é “para cada questionário uma linha, para cada pergunta uma coluna”. Sempre colocando apenas o número da resposta. A tabulação é o momento em que os dados brutos da pesquisa são transformados em informação. Este é um momento muito importante, pois é quando os jovens descobrem exatamente qual o valor que está mais comprometido na escola e ganham um norte para seguir em suas ações. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO 2 ©Divulgação
  • 41. MANUAL DO TUTOR 41 Depois de digitados todos os questionários e unificada a tabulação, explore as demais abas do arquivo. Existe uma aba chamada “resultados”, onde você poderá ver os resultados de todos os itens do questionário. Dê especial atenção à tabela que aponta o Valor Olímpico e Paralímpico que teve a menor média de frequência. Sugerimos que esse seja o Valor escolhido para o planejamento de ações dos Agentes Jovens. Você pode aproveitar as abas “resultados” e todas as abas de “gráficos” para imprimir e criar murais de divulgação dos resultados da pesquisa para a comunidade escolar. CAPÍTULO 2 | PESQUISA E ROTEIRO PARA O ENCONTRO
  • 43. MANUAL DO TUTOR 43 PLANEJAMENTO 3 Neste capítulo, você verá: • Como analisar e interpretar os dados da pesquisa; • Como elaborar um Planejamento.
  • 44. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM44 No capítulo anterior, conhecemos o contexto histórico dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, os seus valores, qual o conceito de clima escolar que iremos trabalhar, o que é mobilização social e como fazer a pesquisa. Ao final do 1º Encontro, os Agentes Jovens saíram com a missão de aplicar uma pesquisa de clima na escola e os dados foram tabulados numa reunião entre os Encontros. Com os resultados da pesquisa em mãos, é preciso articular o que fazer com eles. Esse processo é o que chamamos de planejamento. Agora, os alunos já sabem como os colegas percebem o clima da escola e diagnosticaram qual valor eles sentem que está mais enfraquecido. O passo seguinte é se perguntar junto com o grupo: • O que será feito? • Como? • Qual o público-alvo? • Quando será feito? • Onde? • Terá custo? Como angariar este valor? PLANEJANDO Para fazer o planejamento, os Agentes Jovens terão à disposição uma planilha com as principais informações que deverão ser definidas entre o grupo. São elas: Ação: qual ação de fato será feita. Exemplo: pintura das paredes do refeitório. Descrição da ação: espaço para um detalhamento maior da ação. Exemplo: as paredes serão pintadas de azul, num Sábado pela manhã, quando não há aula. Materiais: relação de todos os materiais que serão utilizados. Exemplo: 1 galão de tinta látex azul, 5 rolos, 5 bacias para rolo, 5 pincéis, 2 cabos de vassoura, aguarrás, jornais velhos, escada, fita crepe. Responsáveis: nome das pessoas que estão à frente da ação. É importante colocar sempre mais de uma pessoa como responsável por cada uma das ações. Tenha em mente que, quanto mais pessoas envolvidas numa ação, maior é a possibilidade dela dar certo. Exemplo: Paulinho, Marcos e Luiza (Agentes Jovens). Obs: note que não são apenas os três que pintarão a parede, mas eles são os que estão CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO 3
  • 45. MANUAL DO TUTOR 45 coordenando a ação, seja comprando material, convocando os colegas ou conversando com a Coordenação Pedagógica. Prazo: o prazo de entrega de uma ação ou a data de realização de algum evento. Exemplo: 5 de julho Modelo da planilha Não há um número definido de ações a serem feitas pelos Agentes Jovens. Isso depende muito da complexidade de execução de cada uma delas e da dificuldade de atingir o objetivo de melhoria do clima escolar. Porém, recomendamos que você parta de ideia de definir, no mínimo, 3 ações. É importante não escolher mais ações do que se têm condições de dar conta. É melhor começar com uma pequena ação, mas colocar foco nela, do que fazer várias coisas ao mesmo tempo e não conseguir realizar nenhuma direito. Tente sempre instigá-los a combinar tipos de ações diferentes como estruturais (melhoria física da escola), comportamentais (campanhas de conscientização), culturais, de lazer e desportivas (teatro, apresentações, atividades no recreio, torneios) e ambientais (horta comunitária, adoção de uma praça). Para auxiliar o grupo no planejamento, ao final deste manual há uma planilha com sugestões de ações que podem inspirá-los. Após terem organizado o planejamento, é necessário pensar em como as ações propostas serão executadas. Atenção! Neste momento, a sua presença é fundamental! Um projeto juvenil bem-sucedido só é possível quando os adultos também participam, criando as condições para isso. Planejamento das Atividades Escola: Valor a ser trabalhado: Ação: Descrição da ação: Tutor: Objetivo: Materiais Responsáveis Prazo CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
  • 46. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM46 COMUNICANDO O RESULTADO DA PESQUISA Junto ao planejamento das ações, deve ser pensado em como comunicar à escola e, principalmente, à população pesquisada, qual foi o resultado da pesquisa. A comunicação deste resultado pode ser planejada respondendo às seguintes perguntas: 1 - Quem precisa da informação? 2 - O que precisa ser informado? 3 - Como (canal/veículo) será transmitida? 4 - Se for um cartaz, em que local será disponibilizado? DICA! Esta comunicação pode ser pensada por todo o grupo, mas ficar listada como uma ação, sob a responsabilidade de alguns jovens. Em relação à pergunta 2, que trata do conteúdo a ser divulgado, há várias maneiras de fazê-lo. Uma sugestão é que, por se tratar de uma pesquisa quantitativa, que gera dados numéricos, que sejam utilizados tabelas ou gráficos para transmitir a informação. AÇÃO – 2º ENCONTRO Preparando o Encontro Veja dicas de preparação do Encontro na página 29. O QUE FAZER NO 2º ENCONTRO? Objetivo do Encontro: Trabalhar o planejamento, definindo quais ações serão realizadas na escola para resgatar o valor que está mais em falta, apontado na pesquisa. ENCONTRO PASSO A PASSO Antes de iniciar Chegue com antecedência na sala onde será realizado o Encontro. Prepare o ambiente, distribuindo as cadeiras em círculo ou meia-lua e organize os materiais que serão utilizados. Para seu controle, sugerimos que sempre passe uma lista de presença para os Agentes Jovens. CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO 3
  • 47. MANUAL DO TUTOR 47 ATIVIDADE 1 – INÍCIO Materiais necessários: Lista de Presença Objetivo: dar as boas-vindas para iniciar o Encontro Duração estimada: 20 minutos No horário marcado, dê boas-vindas aos Agentes Jovens e inicie o Encontro. Reúna todos os jovens e puxe o grito de guerra do grupo. RELEMBRANDO No último Encontro, os jovens saíram com a missão de aplicar uma pesquisa nas salas de aula. Na reunião entre os Encontros, foi realizada a tabulação dos dados da pesquisa. Agora, já se sabe qual o valor está mais em falta na escola e, com isso, é possível trabalhar no planejamento. Tutor, neste Encontro, os Agentes Jovens devem sair com um planejamento de ações para resgatar o valor apontado na pesquisa e melhorar o clima escolar. Relembre aos jovens o caminho já percorrido até aqui: que lhes foi dado o objetivo de trabalhar para melhorar o clima da escola. Para isso, eles precisam conhecer a realidade para poder entender o problema e buscar soluções. Desta forma, eles reuniram uma série de dados durante a pesquisa. Agora, o próximo passo é entender o que estes dados significam para planejar as ações que serão feitas. ATIVIDADE 2 – ENTREVISTA IMAGINÁRIA Materiais necessários: 2 a 3 cópias do texto Entrevista Imaginária com Ludwig Guttmann Objetivo: Fazer com que os jovens conheçam o contexto histórico dos Jogos Paralímpicos Duração Estimada: 60min Divida os Agentes Jovens em 2 ou 3 grupos (cada grupo com, no mínimo 6 pessoas). Diga que cada grupo deverá montar um telejornal para apresentar um pouco da história dos Jogos Paralímpicos. Para auxiliá-los neste início, você pode contar brevemente a história dos Jogos (pág. 22) ou exibir o vídeo “Draw My Life dos Jogos Paralímpicos” (pág. 23). A montagem do telejornal requer apenas o uso da criatividade, respeitando algumas regras. O telejornal deverá ter: CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
  • 48. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM48 • Dois âncoras, ou seja, dois apresentadores para ficar na bancada, comandar o telejornal e comentar as notícias; • Um entrevistador, que irá falar com Ludwig Guttmann; • Alguém para interpretar Ludwig Guttmann; • Um repórter para entrevistar um atleta paralímpico e fazer outras matérias, caso queiram; • Alguém para interpretar um atleta paraolímpico. Diga para os alunos que estes personagens são obrigatórios, mas que eles podem fazer adaptações caso: • tenha menos que 6 alunos em cada grupo: algum aluno fará mais de um papel. • tenha mais que 6 alunos em cada grupo: criem novos personagens para que todos participem. A criação do telejornal e das falas dos personagens é livre e deverá ficar a cargo dos alunos. O único texto que eles receberão pronto, por causa do conteúdo histórico que carrega é o da entrevista imaginária com Ludwig Guttman, descrito abaixo. Por isso, cada grupo deverá receber uma cópia deste material. ENTREVISTA IMAGINÁRIA COM LUDWIG GUTTMANN Atenção: estas falas atribuídas a Ludwig Guttmann são fictícias, criadas apenas para fins educativos. Quem foi Ludwig Guttmann* *para dar veracidade ao telejornal, os jovens podem apresentar o personagem como se ele estivesse vivo, afinal, será o entrevistado do telejornal. Portanto, é importante que adequem o tempo verbal utilizado no texto abaixo. Ludwig Guttmann era um médico neurocirurgião. Judeu, ele vivia na Alemanha, lugar onde nasceu, até o início da Segunda Guerra Mundial quando, por causa da perseguição dos nazistas, teve que fugir para a Inglaterra. Lá, recebeu um convite do governo britânico para montar o primeiro hospital especializado no tratamento de soldados com amputações e paralisias. Hoje, Ludwig Guttmann é considerado o criador do Movimento Paralímpico e seu trabalho foi fundamental para a difusão dos esportes para atletas com deficiência. CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO 3
  • 49. MANUAL DO TUTOR 49 ENTREVISTA IMAGINÁRIA COM LUDWIG GUTTMANN Entrevistador - Como o senhor recebeu o convite do governo britânico para montar o hospital especializado em reabilitação? Sr. Guttmann – Olha, foi extremamente desafiador. Após anos sendo impedido pelos nazistas de praticar a medicina na Alemanha, eu tinha o desafio de tratar dos soldados sobreviventes desta terrível guerra, que foi a Segunda Guerra Mundial. Antes deste hospital, estes pobres soldados que eram amputados ou que ficavam com algum tipo de paralisia, eram abandonados em asilos ou, até mesmo, largados no front de batalha. Era como se fosse uma sentença de morte. Entrevistador - Como o senhor foi visto pela comunidade quando começou a usar o esporte como auxílio ao tratamento destes pacientes? Sr. Guttmann – Obviamente, algumas pessoas acharam que eu era louco. Embora eu tivesse total apoio do governo britânico, que confiava nos meus métodos de reabilitação, a pequena cidade de Stoke Mandeville pensava que eu era um lunático: como falar de esportes para pessoas em cadeiras de rodas? Eu, pelo contrário, sempre pensei “por que não falar de esportes”? A prática esportiva ensina uma série de valores importantes e transforma as pessoas, dando-lhes maior autoconfiança para enfrentar as batalhas da vida. E isso, era tudo o que aqueles homens e mulheres precisavam. Tanto que deu certo! Entrevistador - E a ideia de fazer os Jogos Paralímpicos? De onde surgiu? Sr. Guttmann – Vendo os resultados da prática esportiva nos meus pacientes, resolvi reunir os mais competitivos para o que chamei de “Jogos Paralelos”, em 1948. Foi algo pequeno, com 16 participantes no arremesso de dardo e tiro com arco. Ainda que tenha sido pequena, foi uma demonstração de que o esporte competitivo não deveria ser restrito aos atletas sem nenhuma deficiência. Esporte e reabilitação podem andar juntos! Na segunda vez que realizamos os Jogos, já recebendo uma delegação estrangeira, coloquei como meta pessoal transformar aquele evento tão importante quanto os Jogos Olímpicos. O caminho foi longo e as dificuldades imensas, mas eu e todos os paratletas conseguimos! CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
  • 50. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM50 Dê alguns minutos para que os grupos montem o telejornal. Quando estiverem prontos, peça que o apresentem para os colegas. Este costuma ser um momento bastante divertido, onde um grupo tenta superar o outro em termos de criatividade. Estimule esta saudável competição. Ao final da atividade, parabenize os grupos e pergunte o que os jovens mais gostaram na atividade e se gostariam de destacar algo do que viram nos telejornais apresentados. ATIVIDADE 3 – ESTUDOS DE CASO SOBRE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE Materiais necessários: 1 cópia de cada caso (Caso 1, Caso 2, Caso 3) Objetivo: Fazer com que os alunos comecem a exercitar o planejamento a partir de estudos de caso fictícios de acessibilidade. Duração Estimada: 60min Pergunte para os alunos se eles conheciam a história dos Jogos e se já haviam pensado na importância dos esportes paralímpicos. Lembre os jovens de que, nos dias de hoje, é bem mais comum que se fale em inclusão para pessoas com deficiência, mas há algumas décadas esse assunto não era tão amplamente tratado na sociedade. Foi, principalmente, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando muitos soldados voltaram amputados ou com lesões na coluna (que os deixaram cadeirantes), que a prática do esporte passou a ser vista como uma maneira de reabilitá-los e incluí-los na sociedade. Ludwig Guttmann foi um dos pioneiros em aproveitar o esporte como veículo de inclusão na sociedade da pessoa com deficiência, auxiliando seu desenvolvimento nos aspectos físico, social e psicológico. De qualquer forma, naquela época, a sociedade em geral não estava pronta para acolher estas pessoas que voltavam da guerra e tantas outras que tinham deficiências que as tornavam “diferentes” das demais. Separe os alunos em 3 grupos e diga que eles receberão um desafio sobre acessibilidade e inclusão as pessoas com deficiência na sociedade. Atenção! Talvez os alunos não saibam o que significa acessibilidade. É importante que você explique este conceito a eles. A palavra acessibilidade “expressa um conjunto de dimensões diversas, complementares e indispensáveis para que haja um processo de efetiva inclusão”. Os seis tipos de acessibilidade são: atitudinal, arquitetônica, comunicacional, instrumental, metodológica e programática. CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO 3
  • 51. MANUAL DO TUTOR 51 Acessibilidade arquitetônica: é a forma de acessibilidade sem barreiras ambientais físicas, nas residências, nos edifícios, nos espaços urbanos, nos equipamentos urbanos, nos meios de transporte individual ou coletivo. Acessibilidade atitudinal: refere-se à acessiblidade sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações, em relação às pessoas em geral. Acessibilidade comunicacional: é a acessibilidade que se dá sem barreiras na comunicação interpessoal (face a face, língua de sinais), escrita (jornal, revista, livro, carta, apostila etc., incluindo textos em braile, uso do computador portátil) e virtual (acessibilidade digital). Acessibilidade instrumental: sem barreiras nos instrumentos, utensílios e ferramentas de estudo (escolar), de trabalho (profissional), de lazer e recreação (comunitária, turística, esportiva etc.). Acessibilidade metodológica: sem barreiras nos métodos e técnicas de estudo (escolar), de trabalho (profissional), de ação comunitária (social, cultural, artística etc.), de educação dos filhos (familiar). Acessibilidade programática: sem barreiras – muitas vezes imperceptíveis – embutidas em políticas públicas (leis, decretos, portarias etc.), normas e regulamentos (institucionais, empresariais etc. ). Acessibilidade tecnológica: não é uma forma de acessibilidade específica. Deve permear as demais. Fonte: SASSAKI, Romeu Kazumi - Consultor em inclusão e conselheiro consultivo da Escola de Gente Distribua um caso para cada grupo e diga que eles devem lê-lo e sugerir o que poderia ser feito em cada situação. Peça que anotem suas ideias porque elas serão apresentadas aos outros grupos. CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO ©Divulgação
  • 52. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM52 Caso 1 – Ida ao teatro Tema: Acessibilidade arquitetônica e comunicacional – sem barreiras ambientais físicas e na comunicação interpessoal, escrita, etc. Sua cidade irá receber uma peça de teatro premiada internacionalmente. Toda a população está muito ansiosa para assisti-la e, quando nos referimos a “toda população”, incluímos os cidadãos com deficiências. O problema é que o teatro municipal é muito antigo e não tem nenhum tipo de acesso especial para pessoas com deficiências sejam elas física (cadeirantes), auditiva e visual. Vocês foram escolhidos para formar a comissão que fará o planejamento de acessibilidade do teatro. Entre várias questões, vocês devem pensar em: • Como os cidadãos com deficiência chegarão ao teatro? • Como comprarão o ingresso? • Como entrarão no teatro? • Como andarão dentro do teatro? • Onde sentarão para assistir a peça? • Como os deficientes visuais assistirão à peça? Como os deficientes saberão o que está sendo dito? • Como irão ao banheiro? Caso 2 – Quebrando preconceitos Tema: Acessibilidade Atitudinal - sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações, nas pessoas em geral. Começou o ano letivo na sua escola e, como sempre, há muitos alunos novos. Neste ano, há uma novidade: 3 alunos com deficiência passarão a fazer aulas com vocês. A Marcinha tem Síndrome de Down, o Pedro é cadeirante e o Junior tem deficiência auditiva. Vocês perceberam que muitos alunos estão ignorando os novos colegas ou até mesmo falando deles pelos corredores. Para mudar esta situação, vocês resolveram se unir. O que farão? Pensem, entre outras coisas, em como: • integrar os novos colegas; • acabar com o bullying; • fazer com que os outros colegas entendam a diferença deles em relação aos demais. CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO 3
  • 53. MANUAL DO TUTOR 53 Caso 3 – Uma vaga de trabalho Tema: Acessibilidade metodológica e instrumental: sem barreiras nos métodos e técnicas de estudo e de trabalho e também em seus instrumentos e ferramentas. Uma empresa quer oferecer vagas de trabalho para pessoas com deficiências físicas e intelectuais. Eles já adaptaram boa parte da estrutura física do prédio, mas querem saber como podem adaptar os instrumentos de trabalho (por exemplo, o computador) e os móveis. Além disso, eles estão com dificuldade de encontrar pessoas com deficiência aptas a assumir algumas funções. Vocês foram contratados pela empresa para ajudá-los a resolver esta situação. Entre várias questões, vocês devem pensar em: • como um deficiente visual pode usar o computador? E uma pessoa que não tem um ou os dois braços? • como adaptar os móveis para um cadeirante? • como um deficiente auditivo pode usar um telefone? • como fazer uma reunião com pessoas com deficiência visual ou auditiva? • o que pode ser adaptado nas escolas para melhorar a capacitação de pessoas com deficiência? Enquanto os jovens realizam a atividade, é interessante que você circule entre os grupos para tirar dúvidas e para instigá-los, caso perceba que estão dando soluções muito simplistas para as situações. Por exemplo, no caso 1, eles podem sugerir reservar umas vagas de estacionamento para as pessoas com deficiência, para facilitar o acesso ao teatro. Pergunte como eles iriam garantir que as outras pessoas respeitarão as vagas e não estacionarão lá? Terminado o tempo que você estipulou para a realização deste planejamento, peça que iniciem as apresentações dos grupos, lendo o caso e explicando quais as ações propostas. Após as apresentações, abra um debate com o grande grupo, perguntando o que eles acharam das propostas dos colegas, se têm alguma outra ideia e o que acharam deste exercício. Diga que o que eles fizeram agora foi o início de um planejamento, já que eles tinham um problema e precisaram pensar em ações eficientes para resolvê-lo. E este será o próximo passo deles: tentar solucionar o “problema” apontado na pesquisa. CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
  • 54. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM54 ATIVIDADE 4 – PLANEJANDO AS AÇÕES Materiais necessários: 1 cópia da planilha de planejamento para cada Agente Jovem Objetivo: Fazer com que os jovens planejem as ações que serão feitas na escola Duração Estimada: 60min Relembre com eles (ou peça que algum Agente Jovem o faça), os resultados obtidos com a tabulação da pesquisa. Este resultado trará o norte para o trabalho de planejamento que será feito na sequência. Distribua uma cópia da planilha do planejamento para cada Agente Jovem e proponha que pensem juntos em que ações podem ser feitas na escola para melhorar o valor apontado na pesquisa. Em primeiro lugar, explique para os jovens como funciona a planilha que eles acabaram de receber. Oriente-os que todos preencham a sua planilha para que possam acompanhar as ações, porém peça que um Agente Jovem se voluntarie para fazer a “planilha oficial” do grupo. Abra um grande debate entre o grupo e comecem a pensar no que pode ser feito. Tente assumir uma postura mais de mediador da discussão, estimulando que as sugestões partam dos jovens. Caso perceba que eles estão tendo algum tipo de dificuldade de propor algo, você pode dar algumas das ideias contidas ao final deste manual. Caso os Agentes Jovens não consigam definir todas as suas ações durante este Encontro, já agende uma reunião para uma data próxima, com o objetivo de concluir o planejamento. CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO 3 ©Divulgação
  • 55. MANUAL DO TUTOR 55 RESUMO DO 2º ENCONTRO Atividade 1 – Início – 20min Material: Lista de Presença Atividade 2 – Entrevista Imaginária – 60min Materiais: cópias do texto Entrevista Imaginária com Ludwig Guttmann Atividade 3 – Estudos de Caso sobre Inclusão e Acessibilidade – 40min Materiais: 1 cópia de cada caso (Caso 1, Caso 2, Caso 3), folhas de papel Atividade 4 - Planejando as ações – 60min Materiais: 1 cópia da planilha de planejamento para cada Agente Jovem AÇÕES ENTRE ENCONTROS COM OS AGENTES JOVENS Feito o planejamento das ações, é preciso levá-lo à Coordenação Pedagógica a fim de buscar apoio para a sua realização. Esta reunião de apresentação da proposta pode ser feita com alguns representantes do grupo de Agentes Jovens acompanhados do Tutor. É fundamental que você e os Agentes Jovens voltem a se encontrar em pequenas reuniões, a cada 15 dias, após o 2º Encontro. Lembre-se de que este é um momento crucial da ação, quando o planejamento começará a ser posto em prática. Fique atento, pois esse é o momento de fazer os ajustes necessários nas ações. CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO
  • 57. MANUAL DO TUTOR 57 COMUNICAÇÃO 4 Neste capítulo, você verá: • A importância de trabalhar todos os tipos de linguagem (verbal e não verbal); • Comunicação como ferramenta de mobilização; • Alguns veículos de comunicação que podem ser utilizados pelos Agentes Jovens.
  • 58. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM58 LINGUAGEM, A BASE DA COMUNICAÇÃO Não há comunicação sem que se utilize algum tipo de linguagem. Por mais que pareça ser trivial falar sobre linguagem aos alunos, é importante que, nesta etapa da formação, eles reflitam sobre o assunto, de modo a criar formas de comunicação mais efetivas com seus públicos. A linguagem não é só um conjunto de palavras faladas ou escritas (verbal), mas também um conjunto de gestos, imagens e sons (não verbal). Alguns exemplos? Linguagem verbal: carta, conversa, reportagem de jornal, rádio ou TV. Linguagem não verbal: bocejo, semáforo, placas de banheiro (masculino e feminino), uma coreografia. Temos a tendência de trabalhar toda nossa comunicação apoiando-se na linguagem verbal, mas a não verbal também é de extrema importância. Combiná-los, muitas vezes, é a chave para o sucesso. Um cartaz, por exemplo, raramente chamará a atenção apenas com um texto. Já se houver imagens o acompanhando o interesse pelo o que está escrito aumenta. Os símbolos Os símbolos são muito utilizados na nossa comunicação cotidiana. Eles podem ser verbais (por exemplo, os hinos) e, principalmente, não verbais, representados por imagens. Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos utilizam muitos símbolos para comunicarem-se com as pessoas como os cinco aros coloridos e os agitos, a tocha, as mascotes, os hinos e todos aqueles já citados nas páginas 21 e 22 deste manual. Outra simbologia utilizada são os pictogramas, que serão trabalhados no 3º Encontro. Os pictogramas são uma representação gráfica dos esportes. Os pictogramas são um ótimo exemplo de solução de problemas de comunicação por meio de símbolos: imagine o quanto eles são úteis para identificar os locais das práticas esportivas para atletas e visitantes de todas as partes do mundo, que falam línguas diferentes? Para cada edição dos Jogos, a cidade-sede desenvolve sua grade de pictogramas. O traço utilizado para os desenhos tem dois objetivos principais: funcionar como uma linguagem universal para melhor orientar os visitantes e identificar esteticamente a cultura local. Os Jogos do Rio 2016 contam com 64 pictogramas, sendo 41 Olímpicos e 23 Paralímpicos. CAPÍTULO 5 | COMUNICAÇÃO 4
  • 59. MANUAL DO TUTOR 59 Atenção! Conheça todos os pictogramas do Rio 2016 acessando o link: http://rio2016.com/pt-pictograma OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO A comunicação é uma ferramenta de mobilização, já que só é possível reunir pessoas em torno de um objetivo comum quando nos comunicamos com elas. Há diversos veículos de comunicação e cada um deles funciona melhor de uma determinada maneira, para um determinado público. É sempre bom ponderar qual veículo expressará melhor as nossas ideias para o público que queremos atingir. Os veículos de comunicação vão dos mais tecnológicos, como as redes sociais, e-mail, blogs, entre outros, até os mais comuns, que passam despercebidos, como uma conversa. Mas como saber qual veículo de comunicação usar? Para saber esta resposta, é preciso perguntar-se sempre: - Qual é o meu público-alvo? Qual a melhor maneira de me comunicar com este grupo de pessoas? - Que mensagem quero passar? A mensagem está clara e bem redigida? - Em qual local ela será disponibilizada? Se for em veículo físico, as pessoas passam sempre por ele? Ou fica escondido? - Em qual momento a informação será transmitida? - Quantas pessoas quero impactar? Vamos ver, na sequência, alguns veículos de comunicação que são de mais fácil acesso a grande parte dos Agentes Jovens e suas vantagens e desvantagens. O “queridinho dos jovens”: a Internet Falar de internet para os jovens é falar de redes sociais: Facebook, Youtube, Tumblr e mais tantas outras. O bom disso é que se vê aí uma oportunidade de criar comunidades virtuais para se comunicar com grandes grupos. Uma de suas maiores vantagens é que as redes permitem interatividade entre os usuários, facilita a troca de arquivos e, também, registra tudo o que foi comunicado, criando um histórico. Porém, embora o acesso esteja mais democratizado, nem todos os jovens têm Internet em suas casas, o que pode prejudicar a comunicação. CAPÍTULO 5 | COMUNICAÇÃO
  • 60. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM60 Pessoal e cativante: a Carta Nascidos em tempos digitais, alguns desses jovens podem nunca ter enviado uma carta na vida. Porém, a carta ainda é um ótimo e versátil veículo de comunicação: dependendo do tom, pode ser formal ou muito carinhosa e pessoal. Pelo seu caráter personalizado, uma carta enviada para a pessoa certa e com a mensagem certa, pode ser transformadora. Simples, porém eficaz: o Cartaz Uma cartolina, algumas canetinhas, tesoura e cola: com poucos materiais é possível criar um cartaz, um dos meios de comunicação mais fáceis de se produzir e que cabe perfeitamente no ambiente escolar! Serve especialmente para divulgar campanhas e eventos, porém é preciso cuidado redobrado com seu visual e com o local onde será afixado (se não tiver visibilidade, não terá serventia). Movido a dinamismo: o Jornal-mural Um ótimo veículo de comunicação para ambientes escolares que acaba não tendo seu potencial 100% aproveitado. O Jornal Mural é dinâmico e possibilita a divulgação imediata das informações. Ele pode ser aberto para a contribuição de toda a comunidade escolar e tornar-se um ponto de referência na comunicação interna. Para que ele funcione, precisa de atualizações constantes. Mais do que um bate-papo: a Conversa Está no nosso dia a dia, é fundamental para nossa comunicação e às vezes, só ela resolve: é a conversa. Muito mais do que um papo jogado fora, a conversa permite que as pessoas envolvidas se comuniquem simultaneamente, pensando juntas. É o veículo mais indicado para negociações. PLANEJANDO A COMUNICAÇÃO Para auxiliar os jovens a planejar a comunicação, sugerimos que utilize a planilha “Planejamento de Comunicação e Mobilização”. Ela é muito simples e bastante didática. Basta que os jovens preencham as suas colunas. A primeira se refere ao Público para o qual se direciona a comunicação. No caso, já deixamos pré-definidos os principais públicos, sendo que é possível alterá-los, caso necessário. A segunda coluna possibilita que se liste os meios/veículos escolhidos. A terceira coluna deve ser usada para se pensar no teor da mensagem que será passada para aquele público, naquele veículo. A quarta coluna se refere a quando a comunicação será feita e a quinta diz respeito aos principais Agentes Jovens responsáveis para que aquilo saia do papel. CAPÍTULO 5 | COMUNICAÇÃO 4
  • 61. MANUAL DO TUTOR 61 AÇÃO – 3º ENCONTRO Preparando o Encontro Veja dicas de preparação do Encontro na página 29. Para este Encontro, especificamente, você precisará preparar o material “tira com mensagem cifrada” para ser utilizado na Atividade 2. Este material foi inspirado no “Bastão de Licurgo” que, segundo alguns estudiosos, era uma técnica de mensagem cifrada utilizada por soldados espartanos. O processo consistia em enrolar uma tira de tecido sobre um bastão (de largura previamente definida) e escrever uma mensagem nela. Terminado o processo, a tira era desenrolada e transportada como cinto pelos mensageiros. Quando chegavam ao destino, a tira era enrolada num bastão idêntico em largura e a mensagem era decifrada. Como preparar a tira: - Basta recortar a tira da página 96 nas linhas pontilhadas. Nesta atividade, utilizaremos a tira enrolada num cabo de vassoura para fazer a leitura da mensagem: Trégua Olímpica. Como ajustar a tira no bastão para fazer a leitura? É preciso enrolar a tira 4 vezes no cabo de vassoura, sendo que o papel não pode ficar sobreposto em nenhum momento. Para isso, é importante posicionar a tira na diagonal antes de começar a enrolá-la. Perceba que há uma mãozinha indicando o início da mensagem da tira. Além disso, para facilitar a leitura, à medida que ela for sendo enrolada, serão formadas linhas que auxiliarão no sentido de leitura. Faça um teste antes do Encontro! Planejamento de Comunicação e Mobilização Público: Alunos Meio: Mensagem: Quando: Responsável: ☞T CAPÍTULO 5 | COMUNICAÇÃO
  • 62. FORMAÇÃO DE AGENTE JOVEM62 O QUE FAZER NO 3º ENCONTRO? Objetivo do Encontro: Fazer com que os jovens percebam a importância da comunicação para o cumprimento dos seus objetivos e que há diversos meios para fazê-la. ENCONTRO PASSO A PASSO Antes de iniciar Chegue com antecedência na sala onde será realizado o Encontro. Prepare o ambiente, distribuindo as cadeiras em círculo ou meia-lua e organize os materiais que serão utilizados. Para seu controle, sugerimos que sempre passe uma lista de presença para os Agentes Jovens. ATIVIDADE 1 – INÍCIO Materiais necessários: Lista de Presença Objetivo: dar as boas-vindas para iniciar o Encontro Duração estimada: 20 minutos No horário marcado, inicie o Encontro dando boas-vindas aos jovens. Peça que todos se juntem e puxe o grito de guerra do grupo. Relembre rapidamente o que foi falado no Encontro anterior e retome com eles o Planejamento das Ações: • o que já foi feito? Deu certo ou deu errado? • o que falta fazer? Por que ainda não foi feito? • quais ajustes de rota podem ser feitos? Em seguida, passe para o tema do 3º Encontro que é comunicação como ferramenta de mobilização. Nele, os jovens refletirão sobre as formas de comunicação e os veículos que têm disponíveis para isso. Tutor, neste Encontro, é fundamental que os Agentes Jovens respondam à seguinte pergunta: Como faremos para comunicar a importância dos valores na escola e mobilizar o maior número de pessoas para o tema? CAPÍTULO 5 | COMUNICAÇÃO 4