O documento não fornece informações suficientes para um resumo. Ele contém apenas os títulos dos capítulos de um livro sobre Shopper Marketing, sem nenhum texto ou detalhes sobre o conteúdo.
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SHOPPER
MARKETING
A Nova Estratégia Integrada de Marketing para
a Conquista do Cliente no Ponto de Venda
Boa leitura e bem vindo ao mundo do Shopper Marketing!
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3.
III
Sobre os autores
RafaelD’Andrea - Autor
Palestrante convidado por universidades, segmento de produtos de consumo como
empresas e associações na área de ges- Kraft, Danone e Bunge Alimentos, onde
tão de canais de distribuição, Shopper foi gestor de Vendas, Operações, Trade
Marketing e Trade Marketing. Colunista Marketing e Desenvolvimento de Canais.
do portal www.mundodomarketing. Atualmente é sócio da ToolBoxTM, em-
com.br desde 2009. É pós-graduado em presa especializada em pesquisa e inte-
Economia pela FIPE, com Extensão em ligência em Shopper e Trade Marketing
Marketing pela UC-Berkeley, é graduado e diretor da Agência Shopper, focada em
em Administração de empresas pela FEA- Shopper Marketing.
USP. Construiu sua carreira como executi-
vo de empresas multinacionais líderes no
Para maiores informações: www.toolboxtm.com.br, www.agenciashopper.com.br
Matheus Alberto Cônsoli - Autor
Doutor pela Escola de Engenharia de Trade Marketing, Gestão Estratégica,
São Carlos no Departamento de Eng. Investimentos e Gestão no Agronegócio,
de Produção, com Sandwich na Texas Canais de Distribuição, Planejamento
A&M University. Administrador de e Gestão de vendas. Tem uma carreira
Empresas pela FEA-RP/USP e Mestre desenvolvida em empresas e projetos na
em Administração (Marketing e Canais área de alimentos e insumos, e atuou em
de Distribuição) pela FEA/USP. É só- projetos em mais de 40 empresas em di-
cio da Markestrat e tem atuado em ferentes países. É professor de pós gra-
projetos e publicações nas áreas de duação e MBA’s na Fundace/USP, FAAP
Planejamento Estratégico de Marketing, e FIA entre outros.
Para maiores informações: www.Markestrat.org
4.
IV
Leandro Angotti Guissoni- Autor
Doutorando e mestre em Administração da Coca-Cola em Ribeirão Preto, a
pela Universidade de São Paulo (USP). Companhia de Bebidas Ipiranga. Desde
Graduado em Ciências Contábeis pela 2008 realiza projetos de consultoria e
FEA-RP/USP. É professor de Marketing, treinamentos no meio empresarial, ten-
Trade Marketing, Comunicação, Vendas do participado de mais de 15 proje-
e Estratégia nos cursos de MBA da FAAP, tos em diversos setores. É associado da
Fundace/USP, Pecege/Esalq, Unimep e Markestrat e autor de livros na área de
Unirp. Possui projetos de pesquisa de Marketing e de artigos em congressos, pe-
doutorado em conjunto com os pro- riódicos e revistas. Criador do ComValor,
fessores da Darden Business School portal voltado para treinamento e aplica-
na University of Virginia, EUA, sobre ção de métodos para a comunicação de
Comunicação de Marketing e Métricas. Marketing baseada em valor.
Atuou no Departamento de Marketing
Para maiores informações: www.Markestrat.org e www.comvalor.com.br
Carolina Almeida de Araújo – Revisão Técnica e Edição E-Book
Possui graduação em Marketing pela o Primeiro Levantamento Nacional de
Universidade de São Paulo e experiên- Tablóides, e na gestão de trade marke-
cia em pesquisa de mercado em proje- ting de empresas líderes. É co-autora do
tos da própria universidade. É consulto- livro Trade Marketing – Estratégias de
ra da ToolBoxTM – Shopper Marketing Distribuição e Execução de Vendas, pela
Intelligence, tendo atuado no desenvol- editora Atlas.
vimento de pesquisas inéditas, como
5.
V
Apresentação da obra
Apresentamosaos profissionais de consultar-se na internet antes. Os sho-
Marketing, em caráter inédito nessa ver- ppers estão no comando e a tecnologia
são e-book, um exemplo e resumo de da informação dá condições para que
temas e assuntos relacionados com a o Shopper Marketing exista. De fato, a
Shopper Marketing, onde abordamos a tecnologia é a força motriz por traz das
questão dos investimentos no PDV para ações de Marketing voltado ao shopper.
criar valor aos consumidores no ato da Este livro apresenta a tecnologia como
compra—os shoppers—entregando con- um veículo e uma ferramenta essencial
veniência, satisfação e facilidade para na prática do Shopper Marketing. Para
quem tem o tempo dividido entre todos compreender o shopper temos que con-
os afazeres da atualidade. O objetivo fi- tar com auxílio da tecnologia de bancos
nal é chegar ao shopper no momento em de dados, internet e CRM. Para acessá-
que o contato com a marca exige uma -los, utilizamos smartphones e digital sig-
resposta positiva, seja em casa, no trân- nage. Tudo está integrado.
sito, na web ou no ponto de venda, com
a mensagem certa, mas não única. Em Mas como aproveitar tudo isso em
essência, Shopper Marketing traz a dis- Marketing? A verdade é que o mode-
cussão sobre como influenciar o shopper lo da jornada de compras do shopper
antes e durante a compra dando relevân- ajuda os profissionais de Marketing a
cia para a sua relação com a marca. Mas estruturarem as ações e entenderem as
o que é relevante para o shopper? medidas de sucesso em cada ponto de
contato com seus clientes. Temos que
Ao apresentar o modelo da jornada de reconhecer que este avanço conceitual
compra, associando aos estímulos men- na compreensão do comportamento de
sagens e veículos para entregar informa- compra dos consumidores possibilitou a
ções relevantes ao shopper, acreditamos aplicação prática dos estímulos corretos
que este livro contribui de forma inédita e a mensuração de seu retorno para as
ao Marketing das marcas e de varejo. Por marcas. Sem incomodar o shopper, mas
esta razão é indicado a todos os profis- oferecendo algo relevante para ele; sem
sionais de varejo e da indústria ligados atribuir significados exagerados nas re-
ao Marketing no PDV. lações de consumo, mas criando facili-
dades objetivas. É neste ponto que livro
Para os shoppers, a informação é algo Shopper Marketing contribui mais com
imprescindível. É impensável hoje em o Marketing tradicional, ao permitir um
dia comprar um fogão ou celular sem olhar pragmático e integrado de suas
6.
VI
atividades e aoconciliar finalmente os Com isso, o princípio que estamos ado-
interesses de todos os stakeholders en- tando nesse livro é que as marcas pre-
volvidos nas relações cliente-marca. cisam diferenciar os shoppers dos con-
sumidores, pois as ações de Marketing,
comunicação e messaging são diferentes
para cada um desses grupos!
Por que o shopper está na agenda de tantas organizações?
Há algum tempo as marcas estão se mo- e profissionais que investem no PDV
vimentando em direção à conquista do para criar valor aos shoppers e a todos
consumidor no ponto de venda (PDV), os stakeholders envolvidos na relação
movimento este que se inicia em casa, cliente-marca.
passa pela internet, até chegar às lojas
físicas. Quanto mais próximos do PDV, Abordaremos, assim, os seguintes temas:
mais percebemos o esforço das marcas Quem é o shopper? O que é Shopper
em garantir diferentes tipos de exposição Marketing e qual sua origem? Como as
especial de produtos. empresas podem influenciar o shopper
a favor de suas marcas? Como compre-
Neste cenário, esta obra apresenta o ender a mente dos shoppers? Quais pes-
Trade Marketing de modo mais apro- quisas são aplicáveis ao estudo da área?
fundado, identificando os conceitos de Como operacionalizar ações voltadas ao
Shopper Marketing sobre como influen- shopper? Como promover uma estrutura
ciar o shopper antes e durante a compra. organizacional que suporte as estratégias
Por isso acreditamos que este livro con- orientadas ao shopper? Como mensurar
tribui de forma inédita ao Marketing das os resultados? E, por fim, qual é o futuro
marcas e de varejo, auxiliando empresas do Shopper Marketing?
7.
VII
SUMÁRIO
Sobre os autores_____________________________________________________________________ III
Apresentação da obra _______________________________________________________________ V
Por que o shopper está na agenda de tantas organizações? ___________________________________ VI
1. O que é Shopper Marketing? ________________________________________________ 1
1.1. Introdução ao conceito de Shopper Marketing _________________________________________1
1.2. Origem do termo e conceitos de Shopper Marketing____________________________________2
1.3. Comportamento do consumidor e experiência no PDV _________________________________4
1.4. Variáveis que influenciam o shopper __________________________________________________5
2. A jornada de compras do shopper __________________________________________ 6
2.1. Como influenciar o shopper a favor de minha marca? __________________________________6
2.2. Path to purchase: planejamento, compra e consumo ____________________________________6
2.3. Hierarquia de respostas aos estímulos e comportamento do shopper _____________________9
3. Entendendo a mente do shopper ___________________________________________ 10
3.1. Diferença entre o que o shopper diz, pensa e sente____________________________________ 10
3.2. Fatores de influência da atenção e avaliação do shopper no PDV _______________________ 12
3.3. Aspectos de segmentação e aplicação ao Shopper Marketing ___________________________ 13
4. Desvendando o comportamento no ponto de venda ____________________ 14
4.1. A compra começa antes da chegada ao PDV _________________________________________ 14
4.2. Muitas escolhas e pouco tempo para gastar no interior da loja __________________________ 14
4.3. Fidelidade e impulso _______________________________________________________________ 15
4.4. Expectativas do shopper e valores em relação à experiência de compras_________________ 15
4.5. Como os shoppers se sentem no processo de compras _________________________________ 16
4.6. Como planejar promoções de vendas que afetam os shoppers __________________________ 17
4.7. Impactos do Shopper Marketing na criação de embalagens para o PDV _________________ 17
8.
VIII
5. Criando a organização centrada no shopper _____________________________ 19
5.1. Como a estrutura organizacional suporta estratégias orientadas ao shopper? _____________ 19
5.2. Estratégia de Shopper Marketing _____________________________________________________ 20
5.3. Como planejar a execução das ações orientadas ao shopper – Trade Marketing __________ 21
6. Estratégias colaborativas para melhorar a experiência do shopper ____ 23
6.1. Indústria e varejo unidos para melhorar a experiência de compras ______________________ 24
6.2. Mensuração dos resultados de programas colaborativos ________________________________ 25
7. Shopper Marketing: o que vem agora? ____________________________________ 26
7.1. Shopper Marketing é Marketing _____________________________________________________ 26
7.2. Do tradicional funil de compras a um processo de compras interativo ___________________ 26
7.3. Execução das ações orientadas aos shoppers: o desafio multicanal ______________________ 27
7.4. Perspectivas para as ações orientadas aos shoppers ____________________________________ 28
Notas e referências _________________________________________________________________ 29
Sobre as organizações e autores __________________________________________________ 32
Nota sobre a ToolBoxTM – Shopper Marketing Intelligence ___________________________________ 32
História _________________________________________________________________________________ 32
Áreas de atuação _________________________________________________________________________ 33
Shopper Marketing Capabilities ____________________________________________________________ 33
Consultoria Tática ________________________________________________________________________ 34
Shopper Understanding ___________________________________________________________________ 35
Channel Management ____________________________________________________________________ 35
Métricas de Ponto de Venda _______________________________________________________________ 36
Nota sobre a Markestrat _________________________________________________________ 36
Missão __________________________________________________________________________________ 37
Assim Pensamos, Assim Executamos________________________________________________________ 37
Escopo de Soluções Markestrat ___________________________________________________________ 38
Competências Markestrat ________________________________________________________________ 38
9.
1
1. O queé Shopper Marketing?
Consumidores são aqueles que conso- Marketing não devem chamar a todos
mem: quem come, bebe ou usa determi- de consumidores, já que a comunica-
nado produto. A partir do momento em ção com o shopper requer ferramentas
que as pessoas decidem comprar algo, distintas da comunicação com o con-
elas se tornam “compradores” ou “sho- sumidor. O que leva um ser humano a
ppers”, em inglês. Mas por que não cha- comprar um produto depende do produ-
mar o shopper simplesmente de “com- to—é óbvio—mas também de aspectos
prador”, como indica a tradução literal relacionados à experiência de compras.
do inglês para o português? O Shopper Marketing desenvolve-se, en-
tão, da experiência que o indivíduo tem
A tradução de shopper para compra- ao pesquisar, encontrar o produto, ir até
dor cria confusão com um conceito já a loja, interagir no ambiente de compras,
utilizado amplamente para se referir ao decidir e, finalmente, pagar.
comprador profissional das empresas.
Assim, para evitar qualquer confusão, Os profissionais de Marketing e publi-
é chamado de shopper o consumidor cidade necessitam compreender, então,
que, circunstancialmente, virou sua cha- as melhores formas de comunicação ao
ve mental para o “modo de compra” ou longo dos canais, a fim de estabelecer
shopping mode (em inglês). mensagens relevantes em todos os pontos
de contato da marca e aumentar a chance
Por conta disto, profissionais de de os produtos serem escolhidos no PDV.
1.1. Introdução ao conceito de Shopper Marketing
O Shopper Marketing pode ser apresen- quando os supermercados começaram a
tado como a próxima onda na evolução capturar os dados dos scanners do che-
dos conceitos de métodos de Marketing ckout, o varejo vem sofrendo evoluções,
de varejo 1. Desde a década de 70, conforme indica a Figura 1.
10.
2
1975 1985 1989 1995 2000 Atualmente
Leitura Gerenciamento Layout
ótica por categoria de loja
Gerenciamento ECR Shopper
de espaço Marketing
Figura 1.: Evolução dos Conceitos e
Origem do Shopper Marketing 2.
Outra visão, relacionada à comunica- tradicionais de comunicação de massa.
ção persuasiva, contextualiza o Shopper
Marketing como uma resposta de Pela primeira vez na história do
Marketing ao efeito da fragmentação da Marketing, os investimentos em anúncios
comunicação tradicional e da crescente nos meios de comunicação já consagra-
escassez de atenção humana 3. Sem dú- dos desde a segunda metade do século
vida, o comportamento das pessoas mu- passado estão sendo questionados pe-
dou e vem mudando com o advento de los acionistas das grandes empresas. A
novos recursos sociais, como Youtube, eficácia da comunicação above the line
Skype e Google. Além disso, a enxurra- tem sido superada pelas alternativas do
da de informações e o poder de contro- Marketing voltado ao canal de distribui-
lar o acesso a elas, aliados a opções de ção das empresas e ao shopper. A tec-
escolha dividiram o tempo das pessoas, nologia, neste cenário, foi fundamental
tornando difícil (e às vezes ineficiente) para fomentar de forma concreta o sur-
o trabalho de influenciá-las pelas vias gimento do Shopper Marketing.
1.2. Origem do termo e conceitos de Shopper Marketing
De forma prática, neste livro é simplifica- de Marketing baseados no entendimento
do o termo de Shopper Marketing confor- do comportamento do shopper para me-
me a seguinte definição: uso de estímulos lhorar a experiência de compra, criando
11.
3
valor para fabricantes,varejistas e clien- responsabiliza pelo desenvolvimento de
tes finais. Essa definição contribui para canais de Marketing e pelo shopper. Por
que os fabricantes diferenciem ações de conta disto, no Brasil, diferentemente dos
desenvolvimento de canais, Marketing e EUA, o Shopper Marketing está surgin-
o Shopper Marketing. do a partir da área de Trade Marketing,
como contraponto a uma abordagem
A aplicação de Shopper Marketing co- meramente baseada nos canais de ven-
meçou a ser estruturada nas empre- das e, também, como uma evolução do
sas sob essa denominação no final de gerenciamento por categorias. A Figura
2008 4. No Brasil, assim como em diver- 2 ilustra a relação entre a atuação de
sos países da América Latina e Europa, Marketing, Shopper Marketing e Trade
é a área de Trade Marketing que se Marketing.
Consumer Trade
Marketing Marketing
Consumer Shopper Trade
Marketing Marketing Marketing
Figura 2.: Esferas de atuação de Marketing,
Shopper Marketing e Trade Marketing 5.
12.
4
1.3. Comportamento do consumidor e experiência no PDV
O pressuposto básico para o desenvol- avaliação de alternativas, decisão de
vimento e implementação de ações de compra e pós-compra), existirão algumas
Shopper Marketing é o profundo enten- lacunas para compreender o comporta-
dimento do comportamento do consu- mento no PDV. Assim, podemos pensar
midor e de como é influenciada a ex- no processo de comportamento do sho-
periência no PDV. Se considerarmos pper considerando seu ciclo de compor-
as abordagens tradicionais de compor- tamento e sua jornada de compras, con-
tamento de compra (reconhecimento forme ilustrado na Figura 3.
do problema, busca de informações,
PATH TO PURCHASE
(jornada de compra)
3ª Fase 1ª Fase
CONSUMO PLANEJAMENTO
• A experiência • O que eu quero CONHECIMENTO ATRAÇÃO ENGAJAMENTO PERSUASÃO COMPRA
• A avaliação • Onde vou comprar
Fora da loja Entrada da loja No corredor Na gôndola Produto na cesta
e da seção de compras
2ª Fase
COMPRA
• O que eu considero
• O que eu compro
Figura 3.: Comportamento de Compra do Shopper
e a Experiência no Ponto de Venda 6.
Neste cenário, os estímulos de Marketing Do ponto de vista do shopper, descontos
relacionam-se com o comportamento do de preços, design da loja e embalagem
shopper e envolvem aspectos de produ- de produto é Marketing.
tos, preço, local (ambiente) e promoção.
13.
5
1.4. Variáveis queinfluenciam o shopper
Os shoppers são influenciados por va- o mercado (a primeira envolve ações de
riáveis presentes em três ocasiões dis- comunicação direta aos consumidores
tintas—em suas próprias casas, quando finais, ao passo que a segunda promo-
estão em trânsito, ou quando chegam ao ve produtos por meio do canal distribui-
PDV. Para se obter a completa influência dor). Entretanto, em um ambiente extre-
do shopper, é preciso se comunicar com mamente competitivo é necessário mais
este público em todas as ocasiões, dando do que estimular os sentidos humanos no
especial atenção aos estímulos sensoriais PDV. É preciso integrar diversas técnicas,
no PDV a fim de criar uma experiência como: ensinar o cliente a perceber o va-
de compra satisfatória e estimular a pre- lor da oferta; inspirar os shoppers na loja;
ferência do shopper por determinados oferecer novas combinações de produ-
produtos e marcas. tos (cross shopping); permitir experimen-
tação de produtos e serviços; e montar
Enquanto os varejistas preocupam-se lojas lúdicas. Mais detalhes sobre essas
em girar os produtos oferecidos em suas técnicas estão disponíveis na versão im-
lojas, os fabricantes utilizam estraté- pressa e completa da obra.
gias pull e push de comunicação com
14.
6
2. A jornadade compras do shopper
Iniciamos este tópico com a seguinte shopper (nos diversos pontos de contato
pergunta: quais são as variáveis contro- citados anteriormente) pode ser planeja-
láveis por varejistas e fabricantes que da a fim de explorar sua relação com a
influenciam as decisões de compra do marca e sua fidelização à loja.
shopper no PDV? A comunicação com o
2.1. Como influenciar o shopper a favor de minha marca?
Para influenciar o shopper é preciso de contato ao longo da jornada de com-
antes conhecê-lo. As pesquisas sobre pras; e executar o plano de contato com
comportamento dos shoppers são co- o shopper com a colaboração dos canais
nhecidas também como “ciência das de Marketing. Essas etapas estão mais
compras”, tal é a similaridade com pro- detalhadas na versão impressa da obra.
cessos de investigação científica.
Após a realização destas cinco etapas,
Este processo investigativo pode ser re- entraremos em contato com o “primei-
sumido em cinco etapas: conhecer o ro momento da verdade” dos shoppers,
perfil, comportamentos e valores dos momento em que eles estão à frente das
shoppers; segmentá-los em grupos se- gôndolas. O desafio aqui se caracteri-
melhantes; mapear os pontos de contato za por existir à disposição dos shoppers
com estes diferentes grupos; planejar a inúmeros produtos similares e diversos
comunicação mais eficaz a cada ponto canais para comprar.
2.2. Path to purchase: planejamento, compra e consumo
A jornada de compras divide-se em pla- do PDV onde irá adquiri-lo, e da com-
nejamento (pre-shopping ou pré-com- pra em si, quando compara itens e se-
pra), compra e consumo, conforme leciona o que quer. Um dos principais
ilustra a Figura 4. O Shopper Marketing aspectos que influenciarão o shopper
tem como foco, então, as duas primei- em seu planejamento é a sua missão de
ras fases: planejamento, quando o sho- compras—ou seja, o porquê da ida ao
pper toma conhecimento do produto e PDV.
15.
7
CONSUMO Divulga experiência Precisa PRE-SHOP
Forma opinião Pesquisa
Avalia 3ª Fase 1ª Fase
CONSUMO PLANEJAMENTO
• A experiência • O que eu quero Faz lista
Utiliza/consome
• A avaliação • Onde vou comprar
Prepara
Decide onde comprar
Armazena/instala 2ª Fase
COMPRA
• O que eu considero
Compra • O que eu compro
Navega/busca
Seleciona Encontra
Compara
SHOPPING
Figura 4.: Comportamento de Compra do
Shopper e a Experiência no PDV 7.
16.
8
Em resumo, a Figura 5 apresenta um modelo que indica os principais pontos de con-
tato com os shoppers ao longo de sua jornada de compras:
• Como conduzir o shopper de fora para dentro da loja?
• Como guiar a atenção do shopper a partir da entrada da loja?
• Uma vez dentro da loja, como engajar o
shopper, direcionando sua atenção?
• Quando o shopper está frente ao produto na
gôndola, como persuadi-lo a comprar?
• Compra: como concluir com sucesso o processo
de interação com o shopper?
CONHECIMENTO ATRAÇÃO ENGAJAMENTO PERSUASÃO FECHAMENTO
Fora da loja Entrada da loja No corredor Na gôndola Produto na cesta
e da seção de compras
Figura 5.: Etapas de Compra do Shopper e
a Experiência no Ponto de Venda 8.
17.
9
Este modelo podeser aplicado inclusive físicas, de pessoas e de processos clara-
no varejo virtual, quando é preciso su- mente expostos. Adaptando-se os cinco
perar as barreiras de falta de evidências passos ao e-commerce, temos:
i) Como gerar fluxo no site?
ii) Como atrair a atenção e a visão do shopper?
iii) Como facilitar a identificação imediata?
iv) Como divulgar informações do site?
v) Como eliminar dúvidas do shopper?
2.3. Hierarquia de respostas aos estímulos
e comportamento do shopper
Quando há investimentos em estímulos (Atenção—Interesse—Desejo—Ação) é
de Marketing, espera-se que este estí- um dos mais conhecidos e foi base para
mulo realmente funcione e seja eficaz. adaptação do processo de compra do
Tradicionalmente, os profissionais de shopper.
Marketing utilizam modelos de hierar-
quia de respostas para avaliar a efetivida- Deste modo, deseja-se que, a partir
de dos estímulos, principalmente relacio- dos estímulos e ações de Marketing, o
nados à comunicação. O modelo AIDA 9 shopper:
i) Tome conhecimento das marcas e saiba onde encontrá-
las (lojas mais próximas ou mais convenientes);
ii) Seja atraído para a loja e para a seção onde o produto
ou marca de interesse esteja disponível;
iii) Se engaje no processo de procura na seção e possa ser
influenciado por novos estímulos dentro da loja;
iv) Seja persuadido na gôndola onde o produto/marca se encontre,
selecionando com facilidade o item (produto/marca) dos estímulos;
v) Coloque o item na cesta de compras, e daí, ou continua
o processo no PDV ou dirija-se ao checkout.
18.
10
3. Entendendo amente do shopper
Para entender a mente dos shoppers, pre- de compra ao longo de sua jornada. A
cisamos nos atentar às suas dificuldades seguir, abordamos alguns desses pontos.
de escolha, sentimentos e expectativas
3.1. Diferença entre o que o shopper diz, pensa e sente
O pressuposto da pesquisa em Marketing os fatores motivadores de suas ações no
é proporcionar suporte à tomada de PDV. Entre elas, podemos citar: simu-
decisão dos gestores nas empresas. lações em lojas virtuais (3D/2D); testes
Entretanto, considerando os métodos dentro de loja real; eye-tracking; neuro-
tradicionais de pesquisa ao consumidor, marketing; mock-stores (lojas físicas si-
o que o shopper responde é realmente o muladas); vídeos inteligentes e identifica-
que ele pensa e sente? ção por rádio-frequência (RFID); análise
das transações e dados de programas de
Para responder a esta pergunta, hoje po- fidelidade e informações de checkout;
dem ser utilizadas diversas técnicas de quiosques, sessões interativas das lojas e
pesquisa (mais objetivas), que geram re- lojas grátis (tryvertising). Todos os tipos
sultados mais confiáveis para o planeja- de pesquisa citados já foram aplicados
mento de ações e não possuem os pro- por diversas empresas de bens de consu-
blemas das pesquisas tradicionais, como mo e varejistas no mundo. Além disso, a
critérios subjetivos, questionários mal utilidade das técnicas pode ser mais bem
elaborados ou falhas do pesquisador. aplicada separando-as ao longo da jorna-
da de compras do shopper, como indica-
Estas técnicas, oriundas com o avanço do na Figura 6. As técnicas apresentadas
tecnológico, permitem compreender na figura estão apresentadas em detalhes
não apenas o que o shopper fala, mas na versão impressa da obra.
19.
11
• Focus Group
• Simulações em lojas
virtuais e físicas • Eye-tracking
• Video mining
• Entrevistas e aplicação • Compra acompanhada
de questionários (testes dentro da loja real) • Pesquisa etnográfica
• Neuromarketing • Video mining • Quiosques e seções interativas
CONHECIMENTO ATRAÇÃO ENGAJAMENTO PERSUASÃO FECHAMENTO Análise de
Fora da loja No corredor Produto na cesta dados de
Entrada da loja Na gôndola
de compras check-outs
e da seção
INFORMAÇÃO
Comprovar ou refutar hipótestes
“Como o shopper “Como o shopper “Como o shopper
enxerga a categoria” se comporta na loja” interage com o produto”
• Árvore de decisão + insights • Navegação/busca • Observação PDV na gôndola
antes da compra (Para quem
quantitativamente
compram? O que compram? • Influência dos estímulos • O que o shopper observa no
Por que compram?) presentes na loja para produto na hora da compra
esse fluxo
• Que fator mais influencia
sua decisão?
• Definição de Planograma • Definição de • Testes de produto
INPUTS PARA
e Ações de Comunicação material de PDV
• Análise de cross selling
• Hipóteses: onde colocar
os produtos, layout loja, • Definição de posicionamento de preço
fluxo, impacto ponto extra,
navegação, sinalização da loja • Definição sortimento por canal
• Definição espaço
Figura 6.: Aplicações das pesquisas ao shopper
de acordo com a jornada de compra 10.
20.
12
3.2. Fatores de influência da atenção e avaliação do shopper no PDV
Atrair a atenção do shopper no PDV é o 7 ilustra os direcionadores de atenção e
passo inicial para se influenciar o com- a avaliação do shopper no PDV. Dessa
portamento de compra. Entretanto, cha- forma, a atenção pode ser entendida
mar apenas a atenção não é suficiente como um direcionador de valor da mar-
para definir a compra, dado que nem ca, dado que aspectos externos à loja,
todos os direcionadores de atenção de- como histórico de uso e contato com a
finem a escolha do shopper 11. A Figura marca, aumentam a atenção no PDV.
Fatores “dentro da loja”
• Número de frentes
• Posição horizontal na gôndola
• Posição vertical na gôndola
• Preço
Avaliação
Atenção Visual
• Consideração na compra
• Observar a marca
• Escolha para compra
• Reexaminar a marca
Fatores “fora da loja” • Lembrança da marca
Relacionados ao cliente:
Objetivos da compra, perfil
• do shopper, aspectos
demográficos
Relacionados à marca:
market share
•
Relacionado ao consumidor
e marca: histórico de uso e
• contato
Figura 7.: Direcionadores de Atenção e Avaliação
do Shopper no Ponto de Venda 12.
21.
13
3.3. Aspectos desegmentação e aplicação ao Shopper Marketing
Diferentes grupos de shoppers reagem Marketing. A compreensão deste tipo de
de forma distinta aos aspectos relaciona- segmentação começa com o entendimen-
dos à loja, conforme suas expectativas. to de cinco perguntas: Quem? Quando?
Neste sentido, a segmentação de sho- Onde? O que? Por quê? É preciso identi-
ppers pode ser desenhada segundo três ficar claramente quem são as pessoas en-
concepções: segmentação objetiva, seg- volvidas na compra, as circunstâncias e
mentação subjetiva e segmentação por período do dia em que compram o lugar
missão de compra. da ocasião de compra, que necessidades
são relevantes para a ocasião e quais as-
Enquanto a primeira contempla demo- pectos emocionais estão envolvidos. A
grafia, hábitos de compra e estilos de partir deste entendimento, as missões de
vida, a segunda envolve aspectos atitu- compra são divididas em abastecimento,
dinais e psicológicos. Já a segmentação reposição e ocasião de consumo e são
por missão de compra representa a linha importantes ao varejo, pois mudam o
de pensamento mais recente em Shopper modo de organizar a loja.
22.
14
4. Desvendando ocomportamento no ponto de venda
Ao ampliarmos a discussão sobre pesqui- shoppers em suas decisões de o que,
sa em Shopper Marketing, nos depara- como, quando e onde comprar, confor-
mos com os dilemas enfrentados pelos me discutido abaixo.
4.1. A compra começa antes da chegada ao PDV
O processo de compra inicia-se a partir funciona de forma semelhante. É impor-
do momento em que uma pessoa iden- tante que as marcas e varejistas identifi-
tifica a necessidade por algo e decide ir quem os pontos de contato com os sho-
às compras. O modelo de pre-shopping ppers para poder atuar na melhoria do
explica como o shopper age antes de de- relacionamento com eles, à medida que
cidir o que comprar e onde vai comprar avançam no processo de compra. Assim,
o item que busca. consideramos que entender a “jornada
de compras” é a chave do sucesso em
Tanto no setor de bens de consumo como Shopper Marketing.
em serviços, o modelo de pre-shopping
4.2. Muitas escolhas e pouco tempo para gastar no interior da loja
Os shoppers são bombardeados por para obter o máximo faturamento no
inúmeros produtos e estímulos no PDV. tempo em que o shopper se dispõe a gas-
Muitas variáveis simultâneas concor- tar na loja. Cada segundo comprando re-
rem pela atenção, visão e boldo dos flete um momento da verdade, no qual o
shoppers. Mas com tantos estímulos e shopper está tomando alguma atitude em
pouco tempo para comprar, o shopper relação ao ambiente e aos estímulos que
acaba dando pouca atenção à maioria recebe. Há três momentos da verdade:
dos produtos e leva os itens que já está alcançar (visão), parar e manusear (visão
acostumado a levar ou toma decisões pu- + tato), e comprar.
ramente racionais.
Seguindo esta lógica, uma loja planeja-
A chave para obter mais sucesso no vare- da adequadamente deve transmitir ao
jo é saber compor estas variáveis, como shopper a sensação de que aquele es-
sortimento, sinalização e layout de loja, tabelecimento foi “feito para ele” 13. A
23.
15
familiaridade com aloja, sua organi- tornará esse trabalho menos complexo.
zação, promoções, sinalização visual,
etc., acontece mais facilmente se esta Deste cenário, surge o conceito de
refletir o modelo mental do shopper na “Stopping Power” versus “Buying
disposição dos produtos em seu interior. Power” 14, ou seja, o quanto um produ-
Obviamente, é difícil realizar esta tarefa to desperta interesse versus o seu poder
para todos os perfis de shoppers que en- de conversão de compras. Cruzando-se
tram no estabelecimento, entretanto, um as duas variáveis, temos quatro tipos di-
estudo cuidadoso do perfil de shoppers ferentes de produtos que necessitam de
de acordo com suas missões de compra diferentes ações.
4.3. Fidelidade e impulso
Nos últimos dez anos alguns hábitos de Desta forma, algumas tendências podem
compra mudaram no Brasil. O percentu- ser delimitadas: o consumidor está mais
al de decisões tomadas dentro das lojas consciente, mais exigente, menos fiel à
está diminuindo, da mesma forma que marca e mais interativo com outros con-
a fidelidade à marca e à loja (por con- sumidores; ao passo que o shopper aces-
ta do grande número de produtos subs- sa mais informações antes e durante a
titutos e canais disponíveis). Entretanto, compra, é menos fiel ao canal e à loja,
mais homens estão comprando e os sho- possui mais poder de influenciar outros
ppers têm ido para casa com mais itens shoppers com o uso de redes de informa-
do que o planejado—afinal, gostam de ção e procura melhorar sua experiência
experimentar. de compras.
4.4. Expectativas do shopper e valores em
relação à experiência de compras
A satisfação dos shoppers em relação à em relação às lojas. Os valores primários
experiência de compra está relacionada incluem proximidade, preços e sortimen-
à expectativa que estes possuem sobre o to; enquanto os secundários englobam
que vão encontrar na loja. Essas expec- promoções, serviços, ambiente, crédito
tativas se refletem nos valores primários e entretenimento.
e secundários que os shoppers mantêm
24.
16
4.5. Como os shoppers se sentem no processo de compras
As compras podem ser encaradas de for- “tempo de compra” e “valor agregado do
ma diferente pelos shoppers. Às vezes produto” (Figura 8) ou “tipo de decisão”
como algo doloroso, às vezes como la- e “grau de planejamento de compra” 16
zer 15. É possível segmentar as compras (Figura 9).
cruzando-se diversas variáveis, como
+ IMPACIENTE DOLOROSO
Margem do produto / Pontos de contato
• Cadeado • Ingresso na faculdade
• Supermercado • Carro novo
• MP3 Music Player • Lexus
• Sistemas Operacionais • Wal-Mart
de computadores • Computadores Apple
• Aparelho de celular • iPhone
• Planejamentos e investimentos
financeiros
- RELUTANTE PRAZEROSA
- +
Figura 8.: Matriz de Compra e Tempo 17.
25.
17
Assim, é fundamentalentender como associada à decisão de compra, tendo-
um produto se encaixa nesses modelos -se como base a dimensão tempo e de-
para adequar a comunicação ao sho- sembolso, é fator decisivo para estimular
pper ao longo do processo de compra. a compra de um produto ou outro.
Idealmente, buscar aliviar a incerteza
4.6. Como planejar promoções de vendas que afetam os shoppers
Entre os 4 Ps do composto de Marketing, promoções tanto envolvem riscos (como
as promoções trazem o maior leque de prejuízo à imagem da marca e anteci-
opções para os profissionais do ramo. pação de vendas futuras), como podem
Propaganda, vendas pessoais, Marketing ser muito eficazes em disputa de merca-
direto, relações públicas e promoções de do (ao gerar impacto imediato e envol-
vendas compõem o “P” de promoção. vimento com o shopper, por exemplo).
No que se refere ao Shopper Marketing,
nitidamente as promoções de vendas têm Alguns fatores aumentam a eficácia das
um apelo maior que as demais categorias promoções, como oferecer propostas
do composto promocional. individualizadas a diferentes grupos de
shoppers, manter a simplicidade na men-
Os objetivos das promoções de vendas sagem e apresentar consistência promo-
são obter experimentação ou recompra, cional entre canais. Entretanto, em três
aumentar o uso de uma marca estabele- situações as promoções de venda não
cida e defender os clientes atuais. Estas devem ser utilizadas:
i) Quando o declínio em vendas se deve ao final
do ciclo de vida de um produto;
ii) Para fazer as pessoas aceitarem um produto inferior; e
iii) Quando há chance de frustrar as expectativas dos seus clientes.
4.7. Impactos do Shopper Marketing na
criação de embalagens para o PDV
Nenhuma ação promocional ou propa- shopper do que as embalagens dos pro-
ganda tende a se fixar mais na mente do dutos, já que estas comunicam de fato o
26.
18
que está sendovendido. Elas envolvem Além disso, existem dois focos distintos
a marca em vários momentos, desde a na elaboração de embalagens—o foco
gôndola dos supermercados até a mesa no consumidor e o foco no shopper.
dos consumidores. Isso é relevante, pois Enquanto o Marketing tradicional ten-
a decisão de sortimento do PDV é uma de a gerar idéias no desenvolvimento de
atribuição estratégica para qualquer loja produtos com foco no consumidor final
de varejo. Entretanto, quando o shopper (pensando na elaboração das embala-
não tem visibilidade dos produtos ou não gens sob a ótica da abertura, armazena-
pode acessá-lo é a mesma coisa que não gem e uso), o foco nos shoppers tende
ter o produto no cadastro da loja. Assim, a relevar mais o papel do canal/PDV e
visibilidade é o fator-chave. dos aspectos pessoais mais relevantes na
hora da verdade—a decisão de compra.
27.
19
5. Criando aorganização centrada no shopper
Sempre houve muito charme no isto represente uma tendência, a estru-
Marketing tradicional. Contudo, escuta- turação de uma área ou a organização
mos todos os dias de colegas da indústria das funções e atividades de Shopper
que eles estão começando a reforçar os Marketing ainda representa um desafio
investimentos em ações direcionadas aos para as empresas.
pontos de venda e aos shoppers. Embora
5.1. Como a estrutura organizacional suporta
estratégias orientadas ao shopper?
Os conceitos de Trade Marketing, diferentes das prioridades da indústria
Shopper Marketing e Retail Marketing na abordagem ao shopper.
muitas vezes se confundem. Apesar
de já ser clara nas empresas a separa- Uma vez decidido que haverá uma área
ção entre Trade Marketing, Marketing de Shopper Marketing, devem-se defi-
e Vendas, a área de Shopper Marketing nir os responsáveis; comunicar o plano
ainda está sendo formatada nas empresas de Shopper Marketing internamente; in-
brasileiras. tegrar os processos, indicadores, metas
e orçamento entre os departamentos;
Objetivando a criação da área, deve ser e colocar em prática a gestão de ver-
priorizada a integração de outras áreas, bas ou zonas de responsabilidade entre
departamentos e funções que se relacio- Marketing, pesquisa, Trade Marketing e
nem à pesquisa, à gestão de categorias, vendas. A aplicação dessas ações são
Trade Marketing, Key Account, Marketing fatores-chave de sucesso para a imple-
e Vendas. Como a área de Shopper mentação da área.
Marketing gera sobreposição na estrutura
das empresas, surgem barreiras que pre- Neste contexto, é preciso mudar o cen-
cisam ser solucionadas. Entre elas, exis- tro das decisões no ambiente corporati-
tência de poucos executivos qualificados vo (conceito de shopper-centricity), ou
para atuarem como shopper marketers, seja, o shopper precisa ser papel cen-
falta de pesquisas de compreensão dos tral na estratégia de Marketing. Para isto,
shoppers, inexistência de métricas para devem ser estabelecidas parcerias entre
cálculo de retorno das ações e o fato fornecedores e varejistas para que haja
de as prioridades dos varejistas serem comunicação integrada com o shopper.
28.
20
De um lado,os varejistas detêm informa- criação e promoção também necessi-
ções sobre o comportamento do shopper tam adaptarem-se aos novos conceitos.
em suas lojas; de outro, os fabricantes Muitas delas estão pegando carona na
conhecem o comportamento de consu- expressão “Shopper Marketing” sem te-
mo e de compra nos diversos canais de rem desenvolvido as capacidades para
Marketing—todas estas informações de- aplicação prática. Daqui surge a neces-
vem ser compartilhadas entre os agentes. sidade de interação também entre indús-
tria e agência.
Com a delimitação da área, é preciso
definir claramente o perfil dos profissio- Assim, as agências, ao enxergarem a dis-
nais. No Brasil, ainda há confusão acer- ciplina de forma estratégica, precisam
ca da delimitação de atividades entre despertar a reação positiva dos shoppers,
Trade e Shopper Marketing. Entretanto, varejistas e fabricantes, preocupando-se
a mudança de atribuições não se limita com relacionamento em longo prazo
às grandes empresas de bens de consu- com todos os players, em especial os
mo e serviços, agências de publicidade, shoppers.
5.2. Estratégia de Shopper Marketing
O processo de desenvolvimento da estra- contato e categorias. Já na segunda etapa
tégia de Shopper Marketing envolve qua- é preciso haver Comunicação Integrada
tro competências: investigar o shopper de Marketing (CIM), que deve atingir os
em seu papel; integrar as comunicações diversos agentes envolvidos no processo
de Marketing centradas no shopper; me- de compras—consumidor final, shopper
lhorar e desenvolver os pontos de con- e influenciador, entre outros. Aqui, cada
tato com o shopper; e gerar e mensurar mensagem deve ser adaptada à mídia e
resultados aos envolvidos. ao ponto de contato.
A primeira etapa envolve pesquisas de Consequentemente, a melhoria e o de-
Shopper Marketing e o conhecimento senvolvimento de pontos de contato com
da jornada de compras do shopper, en- o shopper objetivam aumentar a expo-
volvendo a pré-compra, compra, consu- sição da marca em diferentes momen-
mo e pós-consumo. É preciso identificar tos. As novas mídias possuem grande
os aspectos críticos do comportamento impacto nesta questão, de modo que o
dos shoppers, como suas variações por planejamento de comunicação deve se
canal, mix de comunicação, pontos de basear nas mídias mais adequadas para
29.
21
se atingir opúblico selecionado. começam com a utilização de dados e
metodologias mais simplificadas (orien-
Por fim, a geração e a mensuração de re- tadas ao curto prazo) e, com o tempo,
sultados devem ser consideradas durante ganham maturidade e capacidade para
a formulação das estratégias de Shopper desenvolverem metodologias mais apri-
Marketing. O que se verifica, na maioria moradas (com foco maior em resultados
dos casos, é que fabricantes e varejistas de longo prazo).
5.3. Como planejar a execução das ações
orientadas ao shopper – Trade Marketing
Dada a importância e priorização das industrial, canais de distribuição, co-
principais ações voltadas para o sho- municação, força de vendas, precifica-
pper no PDV, o Trade Marketing atua, ção, segmentação e comportamento do
em resumo, como área de integração consumidor. Adotamos aqui uma visão
entre fabricantes, varejistas e consumi- de caráter complementador e integrador
dores, interligando os departamentos de para o Trade Marketing e não concorren-
Marketing, merchandising e comercial. te com as demais decisões e estruturas de
Seus papéis são desenvolver estratégias Marketing. Com isso, as ações orientadas
para melhorar a experiência de compra ao shopper são em geral implementadas
dos shoppers com a marca, criar estraté- por meio do Trade Marketing.
gias e políticas comerciais para os canais
de vendas, ser especialista em shopper Dessa forma, o objetivo é executar bem
insights e desenvolver práticas internas os pilares de Trade Marketing que vão
que estimulem as estratégias de canais influenciar o comportamento de compra
e PDV. O objetivo final é, portanto, es- dos shoppers em relação a uma marca.
tabelecer alavancas de volume no PDV, O escopo de executar bem os pilares
por intermédio do gerenciamento de sor- de Trade Marketing no PDV é sem dú-
timento, preço, espaço e planograma, vida influenciar o comportamento do
publicidade, ponto-extra e promoção 18. shopper para convertê-lo em buyer, ge-
rando assim mais vendas enquanto ele
Assim, o escopo do Trade Marketing é passeia pela loja (objetivo este compar-
amplo, podendo ser visto como algo que tilhado tanto pelo varejista quanto pelo
sobrepõe ou complementa as demais fabricante).
atividades e estratégias de Marketing,
envolvendo assuntos de Marketing Com base nisso, a implementação das
30.
22
ações de TradeMarketing dependerão de aspectos específicos aos pilares de Trade
um conjunto de decisões que envolvem Marketing: sortimento, preço, visibilida-
investimentos nos pontos de venda e de e promoção.
Para maiores informações e detalhamento sobre o planejamento
e implementação de ações de Trade Marketing, sugerimos:
TRADE MARKETING
ESTRATÉGIAS DE DISTRIBUIÇÃO
E EXECUÇÃO DE VENDAS.
São Paulo: Atlas, 2010
Conheça mais sobre a Obra Trade Marketing, clique aqui.
31.
23
6. Estratégias colaborativaspara melhorar
a experiência do shopper
Para que os programas colaborativos ocor- jornada de compra do shopper podem
ram, as empresas precisam estar dispostas ser melhoradas por meio de esforços
a compartilhar informações e se basear conjuntos entre varejistas e fabricantes.
em princípios de conectividade e transpa- Esse enfoque colaborativo simplesmente
rência. Entretanto, estabelecer uma rede traz mais recursos em termos de compe-
de colaboração é uma tarefa difícil e as tências de pesquisa, destreza analítica,
estratégicas cooperativas acabam sendo recursos financeiros, competências de
aprendidas com o tempo e com a experi- execução e outras funções vitais.
ência dos relacionamentos e ação 19.
Nesta linha, para a definição e imple-
Quase todas as atividades orientadas ao mentação de estratégias colaborativas
cliente final possuem potencial de colabo- é preciso responder às seguintes per-
ração, dado que as táticas desenvolvidas guntas, que detalham áreas de negócio
para influenciar o ciclo de comportamen- específicas:
to (planejamento—compra—consumo) e
• O que nós vamos fazer? (desenvolvimento do programa);
• Como vamos ganhar? (desenvolvimento da plataforma);
• Quem vai ganhar com isso? (alinhamento estratégico); e
• O que significa ganhar mais? (desenvolvimento de contexto estratégico).
A plataforma de Shopper Marketing é desempenho e sistemas de mensuração.
projetada para desenvolver estratégias Para o desenvolvimento de um bom pro-
e planos de ação da área. Fabricantes e grama de Shopper Marketing, que moti-
varejistas podem desenvolver atividades ve os envolvidos a investirem esforços e
independentes, mas também em conjun- recursos, sugerimos que estes programas
to, a fim de concluir algumas atividades tenham as características mínimas de re-
como delimitação de segmentos-alvo torno mensurável, rápido e satisfatório.
de shoppers e definição de metas de
32.
24
O processo decolaboração em si pode ser delimitado em três passos:
i) Entendimento (dos shoppers, processos, canais, etc);
ii) Desenvolvimento (de sistemas, segmentação,
soluções, oportunidades, etc.);
iii) Cooperação e compartilhamento (de inteligência de Marketing, execução,
metas, insights, etc.). Em resumo, o foco deve ser sempre o shopper.
Entretanto, para o desenvolvimento des- prazo, para uma abordagem baseada no
se processo e garantia de sucesso no de- compromisso. Neste cenário, fabricantes
senvolvimento das estratégias colaborati- e varejistas precisam ter habilidades es-
vas as empresas envolvidas precisam ter pecíficas, como, por exemplo, coletar e
clareza que deverão migrar de uma abor- desenvolver novos conhecimentos (insi-
dagem colaborativa transacional, que ge- ghts) sobre o shopper.
ralmente foca ações e resultados de curto
6.1. Indústria e varejo unidos para melhorar
a experiência de compras
Na área de Shopper Marketing, há o de- do consumidor final (mindspace), bem
safio de se conseguir conciliar os interes- como o espaço de prateleira e estoque
ses dos fabricantes com os interesses dos nos seus canais de distribuição (shelfs-
varejistas e dos shoppers, os quais em pace) 20. Isto implica na necessidade de
muitos casos são conflitantes. fazerem incentivos e esforços para man-
terem ou ampliarem a presença de seus
Assim, diante das características dos produtos nas gôndolas do varejo, uma
shoppers e dos varejistas, há um cená- vez que a indústria quer ganhar a cada
rio desafiador para as indústrias de bens dia mais shelfspace e o varejo quer ga-
de consumo que disputam o reconhe- nhar mais mindspace, fortalecendo-se no
cimento de suas marcas e preferência mercado.
Veja maiores detalhes, exemplos e cases de sucesso na versão impressa!
33.
25
6.2. Mensuração dosresultados de programas colaborativos
Muitas empresas possuem elemen- A análise de desempenho em Marketing
tos para avaliar o desempenho em é um processo (método) constituído por
Marketing, porém não os aplicam como diversas etapas 22. Não é, portanto, a rea-
um conjunto de atividades 21. Ainda, lização de uma etapa isolada que garan-
muitas delas incorrem no risco de apli- te à empresa uma precisa avaliação do
carem diversos indicadores de desempe- retorno dos investimentos em Marketing.
nho isoladamente e sem coerência com Assim, para mensurar o resultado dos
a estratégia e objetivos corporativos. Ao programas colaborativos, é importante
tratarmos de programas colaborativos en- observar os quatro pilares apresentados
volvendo o Shopper Marketing, torna-se na Figura 9.
mais clara a necessidade de integração
da avaliação dos resultados.
Compreensão Coleta de dados: fabricantes,
Analítica varejistas, shopper, consumidores
Ferramentas Ferramentas de planejamento e
de suporte monitoramento integradas no
para decisões canal de distribuição
Definição de processos para
Processos definição de metas, planos,
Incorporados execução e controles entre
os agentes do canal
Alinhamento Envolver tomadores de decisão
em marketing, estabelecer
entre os responsabilidades, incentivos
Agentes e comprometimento
Figura 9.: Pilares para avaliação do desempenho dos
programas colaborativos em Shopper Marketing 23.
34.
26
7. Shopper Marketing:o que vem agora?
Apesar da integração muitas vezes Deste modo, quais são as principais pers-
conflituosa entre Shopper Marketing e pectivas para o Shopper Marketing em
Marketing acerca de escopo e atribui- um ambiente multitarefa e com rápido
ções, Shopper Marketing é Marketing. avanço tecnológico?
7.1. Shopper Marketing é Marketing
Com base nos conceitos tradicionais de e organizacionais 25.
Marketing 24, podemos considerar esta
área como um processo de trocas, atra- Nesta perspectiva, para satisfazer as ne-
vés do qual obtemos o que precisamos cessidades dos shoppers, fabricantes e
(produtos, serviços, organizações, etc.) varejistas torna-se fundamental o engaja-
para satisfazer nossas necessidades— mento desses agentes para tornar o PDV
que podem ser satisfeitas quando “algo” um lugar mais agradável, atrativo e pre-
é oferecido a um determinado “preço”. parado para criar experiências de compra
Desse modo, para que as “trocas” acon- positivas. Com isso, Shopper Marketing é
teçam é necessário planejar e executar Marketing, pois está orientado a melho-
a concepção, precificação, promoção e rar as trocas e satisfazer as necessidades
distribuição de idéias, produtos e servi- dos shoppers e das organizações ofertan-
ços que satisfaçam objetivos individuais tes (fabricantes e varejistas).
7.2. Do tradicional funil de compras a um
processo de compras interativo
À medida que o percentual de decisões Neste cenário, a perspectiva tradicional
de compra tomadas no PDV é elevado, de enxergar o processo de compras como
tornando possível a influência dos sho- um funil passa a ser limitada e a neces-
ppers no momento de compra, o PDV sitar de ajustes. Durante anos, Marketing
passou a ser visto não apenas como um partiu do princípio de que o consumidor
canal de distribuição das marcas, mas iniciava seu processo decisório com um
como uma oportunidade de investimen- grande número de potenciais marcas em
to em esforços de Marketing. mente e, metodicamente, reduzia estas
opções até decidir qual comprar. Após a
35.
27
compra, a relaçãocom a marca era fo- opções e, após a compra, pode seguir en-
cada no uso do produto ou serviço pro- gajado com a marca em várias outras op-
priamente dito. Baseando-se nesta ótica, ções de mídia, seja relacionado ao PDV
as empresas usavam estratégia de comu- ou mídias sociais.
nicação tipo push em mídias de massa a
fim de inspirar a compra. Nesse sentido, pesquisas recentes reve-
lam que, ao invés de reduzir as opções,
Entretanto, a natureza oscilante do en- os consumidores seguem um caminho
gajamento do consumidor moderno tem muito mais interativo e menos redutor,
forçado as estratégias de comunicação e passando por um processo de quatro es-
de Marketing a migrarem para Shopper tágios, que envolve consideração, avalia-
Marketing 26. O consumidor, atualmente, ção, compra, uso, elogio e vínculo. Por
trava diferentes contatos com as marcas, conta disso, as estratégias tradicionais de
muitas vezes em pontos de contato fora comunicação e de Marketing devem ser
do controle de fabricantes e varejistas. O reformuladas para computar as mudan-
indivíduo avalia um leque oscilante de ças nesse relacionamento com a marca.
7.3. Execução das ações orientadas aos
shoppers: o desafio multicanal
Temos percebido recentemente o cres- a tecnologia, mas o que ela entrega para
cimento do fenômeno mobile shopping, o shopper.
quando os usuários utilizam a inter-
net em trânsito ou dentro de uma loja. A integração dos canais em todos os pon-
Possibilitado pelo avanço tecnológico tos de contato com o shopper propor-
(por exemplo, novos aplicativos para ciona alguns benefícios para o Marketing
celulares, meios de pagamento eletrôni- das empresas fabricantes e distribuidoras
co, protocolos de segurança), esta onda de bens de consumo, como o aumento
trouxe complexidade ao cotidiano de da eficiência dentro das lojas e a me-
Marketing. lhoria na experiência de compras do
shopper.
Principalmente os varejistas, mas tam-
bém os fabricantes de produtos de con- Os canais de distribuição, vendas e co-
sumo terão de mudar suas operações municação estão realmente se fundindo
para se adequarem ao ambiente multi- em única plataforma percebida pelos
canal. De fato, o mais importante não é shoppers.
36.
28
Nesse contexto, asempresas precisam avaliar o quanto conhecem de seus canais.
7.4. Perspectivas para as ações orientadas aos shoppers
Em breve veremos a consolidação do provenientes de comportamento de
Shopper Marketing como disciplina e compras, mídias sociais, buscas e ras-
parte permanente da estrutura das em- treamento via GPS, a segmentação dos
presas e agências de publicidade e pro- shoppers chegará em breve ao nível mais
moção. Ao mesmo tempo em que obser- granular, ou seja, no nível do indivíduo.
varemos a possibilidade de ser gerado
um elevado ROI em Shopper Marketing, Desde o início da utilização do Marketing
os investimentos em tecnologia serão direto, passando pela explosão do uso da
cada vez maiores e a corrida pela dife- internet e agora com as tecnologias de
renciação através da adoção de novida- reconhecimento por imagens, voz, bio-
des high-tech será muito acirrada 27. metria e finalmente pelos smartphones,
os limites da privacidade têm sido tema
O e-commerce trouxe à tona os pro- de discussões ardentes. E continuarão
blemas gerados ao separar os canais de sendo. Como no início do século pas-
Marketing sem considerar que o shopper sado, viveremos sendo chamados pelo
é um indivíduo do outro lado da linha nome e tendo nossos gostos reconheci-
de telefone, do computador ou balcão dos pelos atendentes dos pontos de ven-
da loja. A tecnologia já integra as tran- da que frequentamos.
sações multicanais sem perder de vista
o shopper. Ao transformar-se em commodity, a tec-
nologia cederá novamente lugar à expe-
As tecnologias ligadas ao mobile riência interpessoal. No futuro, o calo-
Marketing e sua integração com as mí- roso contato humano tomará seu papel
dias sociais certamente irão liderar o flu- como diferencial competitivo novamen-
xo de inovações por um bom tempo. A te, porque é difícil de ser mimetizado e
partir de algoritmos cada vez mais ela- muito valorizado. Afinal, como diz um
borados para entender o comportamen- ditado popular, “não há nada mais pleno
to do shopper e abundância de dados do que a própria experiência humana”.
37.
29
Notas e referências
1. HARRIS, Brian. Bringing shopper into category management. In: STAHLBERG, Markus; MAILA,
Ville. Shopper marketing: how to increase purchase decision at the point of sale. p.28. Phi-
ladelphia, 2010
2. Baseado em: The Coca-Cola Company, In-Store Marketing Institute, Inc and The Partnering
Group. Shopper Marketing Best Practices: A Collaborative Model for Retailers and Manufac-
turers. A report from Retail Commission on Shopper Marketing. 2010.
3. Traduzido e adaptado de: BARUCHIN, Uri. Marketing’s Last Stand. The Hub Magazine. v.6,
p.32. Outubro 2010
4. SHOPPER MARKETING, Magazine. In-store Marketing Institute. P.16 06/2009
5. Idem.
6. Material de referência e adaptação a partir de: The Coca-Cola Company, In-Store Marketing
Institute, Inc and The Partnering Group. Shopper Marketing Best Practices: A Collaborative
Model for Retailers and Manufacturers. A report from Retail Commission on Shopper Marke-
ting. 2010.
7. Material de referência e adaptação a partir de: The Coca-Cola Company, In-Store Marketing
Institute, Inc and The Partnering Group. Shopper Marketing Best Practices: A Collaborative
Model for Retailers and Manufacturers. A report from Retail Commission on Shopper Marke-
ting. 2010.
8. Material de referência eadaptação a partir de: The Coca-Cola Company, In-Store Marketing
Institute, Inc and The Partnering Group. Shopper Marketing Best Practices: A Collaborative
Model for Retailers and Manufacturers. A report from Retail Commission on Shopper Marke-
ting. 2010.
9. KOTLER, P. Administração de Marketing 10º ed. São Paulo: Prentice Hall. 2000. Apresenta
conceitos e compara modelos de hierarquia de respostas mais utilizados em comunicações
de marketing.
10. Elaborado pelos autores. Materiais de pesquisa ToolBox TM e Markestrat.
11. CHANDON, P. et al. Does In-Store Marketing Work? Effects of the Number and Position of Shelf
Facings on Brand Attention and Evaluation at the Point of Purchase. Journal of Marketing, v.
73, p. 1-17, nov. 2009.
12. Adaptado de et al. Does In-Store Marketing Work? Effects of the Number and Position of Shelf
Facings on Brand Attention and Evaluation at the Point of Purchase. Journal of Marketing, v.
73, p. 1-17, nov. 2009.
38.
30
13. GMA/Delloite Consulting.Shopper Marketing: Capturing a Shopper’s Mind, Heart and Wallet.
2007.
14. SORENSEN, H. Inside the mind of the shopper: the science of retailing. New Jersey: Wharton
School Publishing, 2009.
15. ROSEN, John; TURANO, Anna Maria. Stopwatch Marketing: Take charge of the time when your
customer decides to buy. New York: Portfolio.2008.
16. SORENSEN, Herb. Inside the mind of the shopper: the science of reatiling. New Jersey: Wharton
School Publishing, 2009.
17. Adaptado pelos autores a partir de ROSEN, John; TURANO, Anna Maria. Stopwatch Marketing:
Take charge of the time when your customer decides to buy. New York: Portfolio. 2008.
18. CONSOLI, M. A.; D’ANDREA, R. (org). Trade Marketing: Estratégias de distribuição e execução
de vendas. São Paulo: Atlas, 2010.
19. WILKINSON, I; YOUNG, L. On cooperating firms, relations and networks. Journal of Business
Research, v. 55, p. 123-132, 2002.
20. CORSTJENS, J.; CORSTJENS M. Store Wars—the battle for mindspace and shelfspace. 2007.
21. GUISSONI, L. A. NEVES, M. F. Comunicação Integrada de Marketing Baseada em Valor. São
Paulo: Atlas, 2011.
22. MOELLER, L.H.; LANDRY, E.C. The four pillars of profit-driver marketing: how to maximize
creativity, accountability, and ROI. New York: McGraw-Hill, 2008.
23. Adaptado pelos autores a partir de Moeeler; Landry (2008, p. 86).
24. KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de Marketing. 12ª ed. São Paulo: Pearson, 2006. (Cap.
1).
25. Para uma discussão clássica sobre o que é marketing e seu escopo, consultar as seguintes pu-
blicações: ENIS, B. M. Deepening the Concept of Marketing. Journal of Marketing, v. 37, (4),
p. 57-62, oct. 1973; KOTLER, P.; LEVY, S. J. Broadering the Concept of Marketing. Journal
of Marketing, v. 33, (1), p. 10-15, jan. 1969; LUCK, D. J. Broadering the Concepto of Ma-
rketing, Too Far. Journal of Marketing, v. 33, p. 53-63, jul 1969. Discussões adicionais sobre
o entendimento de marketing e falácias do conceito podem ser obtidas: CAMPOMAR, M.
C.; IKEDA, A. A. Falácias em marketing. In: II EMA - Encontro de Marketing da ANPAD. Rio
de Janeiro, 2006; e Americam Marketing Association (AMA)—www.marketingpower.com.
26. EDELMAN, D. C. Branding na era digital. Verba de marketing está indo para o lugar errado.
Harvard Business Review Brasil Online. Dez, 2010.
27. PAL, P. Avoiding the Mobile Me-too Trap: Differentiating to Win. In: National Retail Federation
Annual Convention , 2011, Nova York, EUA. Esperamos que você tenha gostado de navegar
pelo mundo do Shopper Marketing e possa aprofundar seus conhecimentos adquirindo a
versão impressa do livro.
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Esperamosque você tenha gostado de navegar pelo mundo
do Shopper Marketing e possa aprofundar seus conhecimentos
adquirindo a versão impressa do livro. Se você gostou do
conteúdo desse e-book, indique para um amigo.
Obrigado.
Rafael D’Andrea
Matheus Cônsoli
Leandro Guissoni
Carolina Araújo
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Sobre as organizaçõese autores
Nota sobre a ToolBoxTM – Shopper Marketing Intelligence
A ToolBoxTM é uma empresa de consul- Trade e Shopper Marketing, tem como
toria tática e de pesquisa especializada principal objetivo auxiliar fabricantes a
em ponto de venda e comportamento alavancarem suas vendas por meio de
do shopper. Pioneira e especialista em um visão centrada no shopper.
História
A ToolBoxTM foi criada em 2005 com das áreas de Vendas, Marketing e Trade
a proposta de oferecer ao mercado con- Marketing.
sultoria em Trade Marketing e auditoria
do ponto de venda. Desde sua criação, Paralelamente, para atender a deman-
mantém-se atualizada com as tendên- da de seus clientes por informação do
cias do varejo e é associada ao In-Store PDV com freqüência e velocidade, a
Marketing Institute, principal palco mun- ToolBoxTM criou um sistema automati-
dial de discussões sobre Trade e Shopper zado de coleta e entrega de informações
Marketing. de presença, preço e espaço de gôndola
que pode ser utilizado pelas equipes de
Com o ganho de experiência em sua área Vendas e Merchandising, o POS Mobile.
de atuação, a ToolBoxTM integrou a área Atualmente a empresa atua junto a em-
de Shopper Marketing em seu portfólio presas renomadas no seu setor de atu-
de serviços, atuando com pesquisas de ação, como Reckitt Brasil, Nestlé, Vivo,
Shopper Understanding e treinamen- Philips, Whirlpool, Credicard, entre
tos relacionados ao tema para gestores outras.
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Áreas de atuação
A ToolBoxTM acredita na importância de seu portfólio para oferecer a seus clientes
colocar o shopper no centro da estratégia serviços relacionados aos 4 elementos-
de Trade Marketing. Por isso, estruturou -chave para atuação eficiente no PDV.
Consultoria
Treinamento
Trade &
Shopper
Marketing
Capabilities
Auditoria PDV Métricas Shopper Pesquisa
Shopper Shopper
Análise do ROI de Ponto Marketing Understanding
POS Mobile de Venda Insights
Excellence
a
r Channel
Management
Rota de mercado
Auditoria Distribuidores
Pesquisa com distribuidores
Shopper Marketing Capabilities
Treinamento
A ToolBoxTM acredita na importância programas de capacitação nas formas de
de difundir a cultura do Trade e Shopper Workshops ou cursos in-company, den-
Marketing nas empresas de bens de tro dos seguintes temas:
consumo e serviços. Para isso, oferece
• Merchandising
• Shopper Marketing
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• Gestão de canais e pricing
• Gestão de Trade Marketing e indicadores
• Gerenciamento por categorias
Consultoria Tática
Anos de experiência e treinamento trans- ToolBoxTM é pautada na especializa-
formaram a ToolBoxTM em uma com- ção da empresa em Trade Marketing e
panhia altamente qualificada no enten- Shopper Marketing, e engloba atividades
dimento do shopper e das técnicas de como:
Trade Marketing. A Consultoria Tática da
• Estruturação da área de Trade Marketing
• Desenvolvimento de menu de ações de Trade
Marketing e pacotes de serviço por segmento
• Criação do manual de merchandising e execução de ponto de venda
• Desenvolvimento de briefing para ações de Shopper
Marketing por segmento e por marca
• Definição de estratégia geral de mix e preços por segmento e canal
• Estabelecimento de indicadores
• Segmentação de clientes
• Desenho de processos chave e estabelecimento de
políticas para gestão do Trade Marketing
• Ferramentas de análise de ROI em Trade Marketing
• Estratégia de Go-to-Market e Rota de Mercado
• Dimensionamento e treinamento de equipe de merchandising
• Integração de dados entre varejistas e fornecedores para controle de canal
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Shopper Understanding
Compreender ocomportamento dos sho- em profundidade as necessidades e ex-
ppers é a base para estruturar programas pectativas do shopper.
de Shopper Marketing. Baseado nisso, a
ToolBoxTM realiza observações estrutu- Para explorar e compreender a verdadei-
radas no ponto de venda para entender ra razão por trás de suas ações no PDV e
como os shoppers agem e reagem a de- decisões de compra, a ToolBoxTM reali-
terminados estímulos em sua jornada de za discussões com grupos de shoppers e
compra. Com isso, é possível explorar entrevistas durante a jornada de compra.
Channel Management
Auditoria de distribuidores seus concorrentes, e para o estreitamen-
to e estabelecimento de uma relação
O parceiro distribuidor que supera me- ganha-ganha entre suas marcas e seus
tas não é aquele que vende bem. Essa clientes.
é a base dos programas de excelência
de canal indireto. Alinhados aos objeti- Rota de mercado
vos do negócio, a ToolBoxTM estrutura
programas de seleção e excelência com O PDV é a única estratégia que o sho-
distribuidores, e audita periódica e pre- pper enxerga. O pequeno varejo ocupa
sencialmente os critérios para avaliação parcela significativa do número de lojas e
destes distribuidores. do faturamento bruto do varejo no Brasil.
Neste formato também se encontram
Pesquisa com varejistas grandes índices de trabalho informal.
Para garantir distribuição, alinhamento
O varejista é quem mais sabe que práti- de preço e boa execução neste formato
cas realmente impactam as vendas em de PDV, é necessário ter informação. A
sua loja. Por isso, entender sua percep- ToolBoxTM avalia a rota de seus produ-
ção sobre o atendimento da indústria e tos/categorias em lojas não atendidas por
satisfação com fornecedores é uma im- sua equipe de vendas direta ou indireta.
portante ferramenta para alinhamento do
nível de serviço logístico, comercial e de
merchandising de sua empresa frente a
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Métricas de Pontode Venda
Auditoria de PDV Análise do ROI
Desenvolvemos um conjunto de métri- Não se pode evoluir aquilo que não pode
cas para análise e auditoria de PDV, que ser medido. Por isso a ToolBoxTM ana-
permite fazer um diagnóstico preciso da lisa o ROI (retorno sobre investimento)
execução PDV de sua equipe até o nível das ações em Trade Marketing por meio
de loja/SKU, com avaliações objetivas do de pesquisas com shopper e análise de
ponto de venda nos seus vários formatos dados históricos. Com esta preciosa in-
e canais. A ToolBoxTM conta com um rí- formação nas mãos, a ToolBoxTM reco-
gido processo de qualidade para garantir menda a seus clientes um menu de ações
a credibilidade de seus relatórios junto para alavancar resultados das ações no
às equipes de vendas e merchandising. ponto de venda.
Esses dados permitem classificar as equi-
pes vendas e merchandising a partir de POS Mobile
indicadores de desempenho e execução
loja-a-loja. Acompanhamento da rota de promotores
e informações do PDV com freqüência
Presente em mais de 400 cidades em to- e rapidez. Visando oferecer este serviço
dos os Estados do Brasil, a ToolBoxTM in- aos fabricantes e varejistas, a ToolBoxTM
tegra informações de pesquisa e métricas criou o POS Mobile, sistema inteiramen-
dos principais países da América Latina te informatizado de coleta de dados e
por meio de parceiros e coligadas. acesso a relatórios on-line em tempo real
que pode ser utilizado pelas equipes de
promotores ou vendedores dos clientes
ToolBoxTM.
Nota sobre a Markestrat
A Markestrat, Centro de Pesquisas e de métodos aplicados e soluções integra-
Projetos em Marketing e Estratégia, é uma das de gestão.
organização voltada para o desenvolvi-
mento de soluções que gerem valor para Nosso negócio é baseado nas experi-
os clientes por meio do desenvolvimento ências acadêmicas e profissionais dos
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membros do grupo,com foco no desem- A Markestrat é comprometida com o
penho de atividades de análise, plane- desenvolvimento de projetos inteira-
jamento e implementação de estratégias mente customizados para seus clientes
para organizações orientadas ao merca- em suas áreas de competência, exigin-
do. Além da orientação para o mercado, do, por isso, um profundo entendimen-
nossa organização prioriza o enfoque to das necessidades e oportunidades de
em redes de relacionamentos (networks), seus clientes. Também, a Markestrat
com posterior ampliação de escopo e acredita verdadeiramente que um proje-
competências para oferta de amplo por- to será mais bem sucedido se a organi-
tfólio de produtos e soluções de gestão e zação contratante for capaz de adquirir
estratégia. Por isso conta com uma am- as competências necessárias para imple-
pla rede de profissionais e organizações mentar novas rotinas e ferramentas. Por
associadas. isso, diversos programas de treinamento
e educação são oferecidos ao longo dos
projetos de consultoria.
Missão
“Desenvolver e Aplicar Conhecimento sobre Planejamento e Gestão de Estratégia e
Marketing em Redes Produtivas, Visando Aumentar a Competitividade das Empresas,
por meio da Interação entre Pesquisa, Ensino e Extensão”.
Assim Pensamos, Assim Executamos
O método de trabalho da Markestrat envolve ferramentas desenvolvidas para auxiliar
as organizações nas tomadas de decisões, planejando e implementando ações estra-
tégicas para a melhoria de desempenho e competitividade das empresas.
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Escopo de SoluçõesMarkestrat
As soluções desenvolvidas e aplicadas pela Markestrat são baseadas em suas compe-
tências, com alinhamento e desenvolvimento de projetos que aumentem o Valor dos
Negócios de Nossos Clientes, com integração dos pilares abaixo ilustrados.
GO TO ESTRATÉGIAS
MARKET COMPETITIVAS
DESENVOLVIMENTO
DE NEGÓCIOS E REDES
GESTÃO DE GESTÃO
NEGÓCIOS FINANCEIRA
Competências Markestrat
Assim, nossos diferencias estão relacionados à busca constante por excelência, de-
senvolvimento de relacionamento de longo prazo com nossos clientes, customização
de soluções com forte embasamento teórico e técnico, visão sistêmica dos negócios,
pró-atividade, flexibilidade e desenvolvimento e aplicação de métodos.
Exemplos de Projetos, Pesquisas e Treinamentos Desenvolvidos pela Markestrat
• Planejamento e Gestão Estratégica de Marketing
• Estruturação e planejamento de canais de distribuição
• Desenvolvimento e implementação de estratégias de Trade Marketing
• Revisão de Contratos com parceiros, fornecedores e varejistas
• Planejamento e Gestão de Comunicação Integrada de Marketing
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• Análise de desempenho e retorno de investimentos em Marketing
• Gestão de Marcas e Linhas de Produto
• Análise de Parcerias Estratégias e Formação de Joint Ventures
• Gestão Estratégica e Planejamento Estratégico
• Inteligência de Mercados e Gestão de Informações de Mercado
• Desenho de planos de Incentivo e Retorno
para Distribuidores e Fornecedores
• Análise de Projetos e Investimentos
• Análise de Franquias
• Pesquisas de Mercado
• Revisão e Implementação de Estrutura Organizacional em Marketing