aprender mais

 LÍNGUA
 PORTUGUESA


          W
APRESENTAÇÃO

                                    A Secretaria de Educação, ao assumir o compromisso de assegurar a todos(as) os(as)
estudantes o direito à educação pública de qualidade social, vem desenvolvendo um conjunto
de ações com vistas à melhoria da qualidade do ensino na rede pública, de forma a garantir o
acesso, a permanência e a terminalidade nos diversos níveis e modalidades de ensino aos que
neles ingressem, com resultados bem sucedidos.
                                  Nessa direção, uma das prioridades da Secretaria de Educação de Pernambuco é
oferecer aos(as) estudantes novas oportunidades de ensino e aprendizagens para os que
encontram dificuldades nesse processo.
                                 É com essa compreensão que essa Secretaria elaborou o PROJETO APRENDER MAIS,
em consonância com a LDB – 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que
estabelece como dever do Estado garantir padrões mínimos de qualidade do ensino e a
obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência Accioly Campos
                                        Eduardo Henrique paralelos ao período letivo, para
casos de baixo rendimento escolar, como política educacional. DE PERNAMBUCO
                                          GOVERNADOR DO ESTADO

                                   O PROJETO APRENDER MAIS visa atender aos (as) estudantes da 4ª série/5º ano, 8ª
série/9º ano do Ensino Fundamental e do 3º Danilo Jorge de Barros Cabral
                                           ano do Ensino Médio das escolas estaduais que
apresentam defasagem e/ou dificuldades de aprendizagens em DO ESTADO aos conteúdos
                                            SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO relação

ministrados e prescritos no currículo escolar. Serão desenvolvidas ações de reensino, em
horários regulares e em horários complementares, Mota Silveira Filho
                                           Nilton da de forma concomitante aos estudos
realizados no cotidiano da escola.                 CHEFE DE GABINETE

                               Este Caderno contém um conjunto de ORIENTAÇÕES TEÓRICO METODOLÓGICAS
                                                  Margareth Costa Zaponi
visando contribuir com as práticas de docência, com foco nos descritores/conteúdos
                                              SECRETÁRIA EXECUTIVA DE GESTÃO DE REDE
curriculares estabelecidos pela Secretaria de Educação.
                                   É importante que você professor (a), ao identificar as dificuldades e possibilidades dos
                                               Aída Maria Monteiro da Silva
estudantes, organize as atividades pedagógicas desenvolvendo dinâmicas de sala de aula que
                                       SECRETÁRIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
possibilitem ao (a) estudante construir o seu próprio conhecimento. A problematização de
situações didáticas que estimulem a compreensão, interpretação, análise e síntese das novas
                                                     Zélia Granja Porto
aprendizagens, priorizando as diferentes linguagens devem ser desenvolvidas com dinâmicas
diversificadas, utilizando materiaisDE POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL
                            GERENTE
                                     existentes na escola – jogos didáticos, revista, livros, DVD e
CD, entre outros.
                                                 Rosinete Salviano
                                Considerando a complexidade desse processo, sabemos que os resultados em um grupo
                                                   CHEFE DE UNIDADE
de estudantes não são homogêneos. Essa realidade requer trabalhos e atendimentos
pedagógicos específicos aos que apresentam dificuldades, Galvão Valença
                                     Maria Epifânia de França de modo a possibilitar o
aperfeiçoamento do desempenhoGERENTE DEHá estudantes que necessitam de mais tempo ou de
                                escolar. AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS
outras formas e metodologia para aprender.
                                          Wanda Maria Braga Cardoso
                               A Escola tem o papel social de promover todas as formas de ensino para que o (a)
estudante desenvolva aprendizagem bem sucedidas, e você professorDE ENSINO
                                         ELABORAÇÃO - EQUIPE TÉCNICA (a) desempenha papel

primordial como mediador no processo de construção do conhecimento junto ao estudante.
                                É importante envolver a família do (a) estudante nesse processo uma vez que a
                                                                                          educação é tarefa de todos.
                                                                                                       Bom trabalho!


                                                                                                             DANILO CABRAL
                                                                                                 Secretário de Educação do Estado
APRESENTAÇÃO

                            A Secretaria de Educação, ao assumir o compromisso de assegurar a todos(as) os(as)
                    estudantes o direito à educação pública de qualidade social, vem desenvolvendo um conjunto
                    de ações com vistas à melhoria da qualidade do ensino na rede pública, de forma a garantir o
                    acesso, a permanência e a terminalidade nos diversos níveis e modalidades de ensino aos que
                    neles ingressem, com resultados bem sucedidos.
                           Nessa direção, uma das prioridades da Secretaria de Educação de Pernambuco é
                   oferecer aos(as) estudantes novas oportunidades de ensino e aprendizagens para os que
                   encontram dificuldades nesse processo.
                           É com essa compreensão que essa Secretaria elaborou o PROJETO APRENDER MAIS,
                   em consonância com a LDB – 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que
                   estabelece como dever do Estado garantir padrões mínimos de qualidade do ensino e a
Campos             obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para
Eduardo Henrique Accioly
                   casos de baixo rendimento escolar, como política educacional.
GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO

                            O PROJETO APRENDER MAIS visa atender aos (as) estudantes da 4ª série/5º ano, 8ª
Danilo Jorge de Barros Cabral do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio das escolas estaduais que
                   série/9º ano
                   apresentam defasagem e/ou dificuldades de aprendizagens em relação aos conteúdos
SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO

                   ministrados e prescritos no currículo escolar. Serão desenvolvidas ações de reensino, em
Nilton da Mota Silveira Filho regulares e em horários complementares, de forma concomitante aos estudos
                   horários
CHEFE DE GABINETE  realizados no cotidiano da escola.
                            Este Caderno contém um conjunto de ORIENTAÇÕES TEÓRICO METODOLÓGICAS
Margareth Costa Zaponi
                     visando contribuir com as práticas de docência, com foco nos descritores/conteúdos
SECRETÁRIA EXECUTIVA DE GESTÃO DE REDE
                     curriculares estabelecidos pela Secretaria de Educação.
Aída Maria Monteiro da Silvaimportante que você professor (a), ao identificar as dificuldades e possibilidades dos
                            É
                     estudantes, organize as atividades pedagógicas desenvolvendo dinâmicas de sala de aula que
SECRETÁRIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
                     possibilitem ao (a) estudante construir o seu próprio conhecimento. A problematização de
                     situações didáticas que estimulem a compreensão, interpretação, análise e síntese das novas
Zélia Granja Porto
                     aprendizagens, priorizando as diferentes linguagens devem ser desenvolvidas com dinâmicas
                     diversificadas, utilizando materiais existentes na escola – jogos didáticos, revista, livros, DVD e
GERENTE DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL

                     CD, entre outros.
Rosinete Salviano
CHEFE DE UNIDADE           Considerando a complexidade desse processo, sabemos que os resultados em um grupo
                   de estudantes não são homogêneos. Essa realidade requer trabalhos e atendimentos
                   pedagógicos específicos aos que apresentam dificuldades, de modo a possibilitar o
Maria Epifânia de França Galvão Valença
                   aperfeiçoamento do desempenho escolar. Há estudantes que necessitam de mais tempo ou de
GERENTE DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS
                   outras formas e metodologia para aprender.
Wanda Maria Braga Cardoso Escola tem o papel social de promover todas as formas de ensino para que o (a)
                        A
                    estudante desenvolva aprendizagem bem sucedidas, e você professor (a) desempenha papel
ELABORAÇÃO - EQUIPE TÉCNICA DE ENSINO

                    primordial como mediador no processo de construção do conhecimento junto ao estudante.
                           É importante envolver a família do (a) estudante nesse processo uma vez que a
                    educação é tarefa de todos.
                           Bom trabalho!


                                                            DANILO CABRAL
                                                     Secretário de Educação do Estado
LÍNGUA PORTUGUESA | PROJETO APRENDER MAIS



                                                                                                        ORIENTAÇÕE
                                                                                                        S
                               Este caderno reúne um conjunto de atividades pedagógicas da área de conhecimento de
Língua Portuguesa com o objetivo de serem aplicadas em sequências didáticas para o ensino
de conteúdos curriculares em que os alunos apresentem necessidades e dificuldades em
conceitos que não foram consolidados a partir de diagnóstico das necessidades dos seus
alunos e alunas.
                                 O trabalho com sequências didáticas permite a elaboração de contextos de produção de
uso da linguagem de forma mais próxima da realidade, por meio de atividades e exercícios
múltiplos e variados com a finalidade de ajudar o aluno a consolidar melhor um determinado
gênero textual, uma regra ortográfica, compreensão de leitura, noções, técnicas e instrumentos
que desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações de
comunicação. Uma sequência didática é um conjunto de atividades escolares organizadas de
maneira sistemática, em torno de um determinado conteúdo. Ela também serve para dar
acesso aos alunos a práticas de linguagens novas ou de difícil apreensão. Por exemplo, o
professor poderá organizar módulos, constituídos por várias atividades ou exercícios,
utilizando, assim, instrumentos necessários para esse domínio de maneira sistemática e
aprofundada. O professor poderá solicitar aos alunos uma produção final, pode por em prática
os conhecimentos adquiridos nas oportunidades de reensino e aferir os progressos alcançados
por alunos e alunas. Esta produção final poderá servir, também, para uma avaliação do tipo
somativo, que incidirá sobre os aspectos trabalhados durante a sequência.


                                  Dessa forma, as sequências didáticas devem esclarecer quais são os elementos próprios
da situação de comunicação em questão, levar o aluno a ter contato com os mais variados
gêneros textuais e exercitá-los no domínio discursivo de suas particularidades. As etapas da
sequência didática estão assim representadas:

                                             1. Apresentação da proposta de trabalho com um gênero textual, sempre
                                                                             associada a questões de interesses do aluno;
2. Partir dos conhecimentos prévios dos alunos;
3. Estabelecer contato inicial com o gênero textual em estudo;
4. Ampliação do repertório, com leitura e análise de vários textos do gênero
                                                                                                                 escolhido;
                                          5. Propor a escrita de um texto no gênero, como forma de diagnosticar o que
                                                          os alunos sabem sobre ele e o que precisa ainda ser aprendido;
                                          6. Organização e sistematização do conhecimento: estudo detalhado dos
elementos constitutivos do gênero, suas situações de produção e
circulação;
                                       7. Produção de um texto coletivo, tendo o professor como mediador, para
                                                  tornar o gênero e seus elementos um conteúdo partilhado pela classe;
                                          8. Produção individual de um texto o mais próximo possível do gênero
                                                                                                                  estudado;
                                           9. Revisão e reescrita do texto individual, respeitando elementos do gênero,
                                                                  coesão e coerência a correção ortográfica e gramatical.



                                                                                                                            03
LÍNGUA PORTUGUESA | PROJETO APRENDER MAIS



ORIENTAÇÕES

       Este caderno reúne um conjunto de atividades pedagógicas da área de conhecimento de
Língua Portuguesa com o objetivo de serem aplicadas em sequências didáticas para o ensino
de conteúdos curriculares em que os alunos apresentem necessidades e dificuldades em
conceitos que não foram consolidados a partir de diagnóstico das necessidades dos seus
alunos e alunas.
        O trabalho com sequências didáticas permite a elaboração de contextos de produção de
uso da linguagem de forma mais próxima da realidade, por meio de atividades e exercícios
múltiplos e variados com a finalidade de ajudar o aluno a consolidar melhor um determinado
gênero textual, uma regra ortográfica, compreensão de leitura, noções, técnicas e instrumentos
que desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações de
comunicação. Uma sequência didática é um conjunto de atividades escolares organizadas de
maneira sistemática, em torno de um determinado conteúdo. Ela também serve para dar
acesso aos alunos a práticas de linguagens novas ou de difícil apreensão. Por exemplo, o
professor poderá organizar módulos, constituídos por várias atividades ou exercícios,
utilizando, assim, instrumentos necessários para esse domínio de maneira sistemática e
aprofundada. O professor poderá solicitar aos alunos uma produção final, pode por em prática
os conhecimentos adquiridos nas oportunidades de reensino e aferir os progressos alcançados
por alunos e alunas. Esta produção final poderá servir, também, para uma avaliação do tipo
somativo, que incidirá sobre os aspectos trabalhados durante a sequência.


       Dessa forma, as sequências didáticas devem esclarecer quais são os elementos próprios
da situação de comunicação em questão, levar o aluno a ter contato com os mais variados
gêneros textuais e exercitá-los no domínio discursivo de suas particularidades. As etapas da
sequência didática estão assim representadas:

        1. Apresentação da proposta de trabalho com um gênero textual, sempre
              associada a questões de interesses do aluno;
        2. Partir dos conhecimentos prévios dos alunos;
        3. Estabelecer contato inicial com o gênero textual em estudo;
        4. Ampliação do repertório, com leitura e análise de vários textos do gênero
              escolhido;
        5. Propor a escrita de um texto no gênero, como forma de diagnosticar o que
              os alunos sabem sobre ele e o que precisa ainda ser aprendido;
        6. Organização e sistematização do conhecimento: estudo detalhado dos
              elementos constitutivos do gênero, suas situações de produção e
              circulação;
        7. Produção de um texto coletivo, tendo o professor como mediador, para
              tornar o gênero e seus elementos um conteúdo partilhado pela classe;
        8. Produção individual de um texto o mais próximo possível do gênero
              estudado;
        9. Revisão e reescrita do texto individual, respeitando elementos do gênero,
              coesão e coerência a correção ortográfica e gramatical.



                                              03
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS        LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



                      Por fim, ao usar uma sequência didática, algumas questõesespaço privilegiado para desenvolver um
                                    É dentro dessa perspectiva que se garante um devem ser formuladas:
trabalho com os gêneros textuais, manifestações das práticas discursivas que se estabeleceram
no decorrer dos anos,Qual o gênero determinados propósitos comunicativos, e que continuam
                       para cumprir será abordado?
em mudança. Em todos os âmbitos de atuação do que humano, desde as relações pessoais até o
                      Quais as regras ortográficas ser determinados alunos não compreenderam?
universo artístico, jurídico,osescolar e alunas gêneros que preenchem determinadas funções
                      O que alunos etc., há respondem sobre esse conteúdo?
sociais, como: o bilhete, oforma assumirá a produção? Gravação? Uma peça de teatro?
                      Que poema, a lei, o e-mail, o requerimento, a fábula, a piada, a história
em quadrinhos, o blog, o participará, todos os alunos? Em grupos? notícia, a reportagem, a
                      Quem conto, o diário, o debate, a receita, a
entrevista, o resumo, a biografia, o seminário, a peça de teatro, a letra de música etc. Cada
gênero tem características e especificidades próprias, modos específicos de produção,
circulação e recepção, além de exemplo, o livro texto daparticulares. Curricular Comum), a qual se encontra
                      Veja, por implicações ideológicas BCC (Base
              organizada a partir de eixos teórico-metodológicos da língua, devendo servir como referencial à
              avaliação do desempenho dos forma, torna-se necessário trazerpelo Sistema de Avaliação
                                         Dessa alunos, atualmente conduzida para a sala de aula as múltiplas práticas de
              Educacional do Estado de Pernambuco (SAEPE), que apresenta, através da Matriz de
linguagem, materializadas nos gêneros textuais, através de situações de ensino e
aprendizagem desafiadoras.descritores, conforme explicitado no quadro a seguir. da sala de
              Referência, os Contudo, apenas trazer gêneros variados para dentro Após a leitura, consulte as
aula não garante a construção e a ampliação de capacidade de quais são concebidas como referenciais
             OTMs - Orientações Teórica Metodológicas, as leitura, escrita, oralidade e
análise da língua. Ao seremdas práticas outras esferasLíngua Portuguesa. Elas estão disponíveis no site da
             estruturadores levados de de ensino da para o ambiente escolar, os gêneros são
tratados conforme os objetivos da escola, relativos Consulte também os materiais pedagógicos e atividades
             Secretaria, www.educacao.pe.gov.br . ao ensino e aprendizagem. Por exemplo, ao
lermos um poema fora da disponíveis no site do MEC, www.mec.gov.br .de leitura, o que é
             do GESTAR II, escola, não temos de responder a questões
bastante comum quando se lê um poema em sala de aula. A escolarização não é um problema
em si, pois é função da escola tratar os gêneros segundo as necessidades de ensino e
aprendizagem dos alunos. No entanto, deve-se ter o cuidado de, na escolarização dos gêneros,
procurar não artificializar as práticas de leitura/escuta e produção, sem perder de vista o que é
necessário aprender.

                                     Nesse contexto, consideramos de suma importância levar os alunos a refletirem sobre
como se constituem esses gêneros, partindo dos aspectos mais amplos, como, por exemplo, o
contexto em que são produzidas as notícias, os critérios para considerar determinados fatos
passíveis de serem noticiados, até aspectos mais pontuais, como o uso do tempo presente nos
títulos das notícias, para dá a impressão de se tratar de acontecimentos recentes.
                                      Refletindo sobre como e por que razão um determinado gênero é produzido, o aluno
estará mais habilitado a lê-lo de forma crítica e a produzi-lo de forma mais adequada, quando
for solicitado. É nesse âmbito que se integram as práticas pedagógicas de compreensão
(leitura/escuta), análise lingüística e produção (escrita/oral), conforme vêm apontando
pesquisas sobre ensino de língua materna e documentos oficiais que orientam esse processo
de ensino.
                                 Para produzir um trabalho com os gêneros textuais nos diversos eixos de ensino,
acreditamos que as práticas de leitura/escuta na escola devem ultrapassar a identificação
manifesta, explorando-se estratégias de levantamento e checagem de hipótese, inferências,
comparações, sínteses e extrapolações, além de outras.
                                   Em relação à produção oral e escrita, é necessário pensar em orientações claras sobre
as condições de produção e circulação dos gêneros: qual o objetivo para elaborar o texto, qual o
gênero, quem é o interlocutor, em que suporte será veiculado etc. Diante disso, torna-se
necessário promover oportunidades para as etapas de planejamento, produção, revisão e
reescrita/refacção.
                                    Importa, ainda, observar a necessidade de familiaridade com o tema do texto a ser
produzido, o que implica um trabalho prévio de discussão, de leitura de outros textos sobre o
tema, de levantamento de idéias principais, dúvidas e eventuais polêmicas.

                                                            04                                                              05
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



Por fim, ao usar uma sequência didática, algumas questõesse garante um espaço privilegiado para desenvolver um
                             É dentro dessa perspectiva que devem ser formuladas:
                   trabalho com os gêneros textuais, manifestações das práticas discursivas que se estabeleceram
Qual o gênero será abordado? dos anos, para cumprir determinados propósitos comunicativos, e que continuam
                   no decorrer
Quais as regras ortográficas que Em todos os âmbitos de atuação do ser humano, desde as relações pessoais até o
                   em mudança. determinados alunos não compreenderam?
O que os alunos e universo artístico, sobre esseescolar etc., há gêneros que preenchem determinadas funções
                   alunas respondem jurídico, conteúdo?
Que forma assumirá a produção? o bilhete, o Uma peçalei, o e-mail, o requerimento, a fábula, a piada, a história
                   sociais, como: Gravação? poema, a de teatro?
Quem participará, em quadrinhos, o blog, o conto, o diário, o debate, a receita, a notícia, a reportagem, a
                    todos os alunos? Em grupos?
                   entrevista, o resumo, a biografia, o seminário, a peça de teatro, a letra de música etc. Cada
                   gênero tem características e especificidades próprias, modos específicos de produção,
Veja, por exemplo, o livro texto da BCC além de implicações ideológicas particulares.
                   circulação e recepção, (Base Curricular Comum), a qual se encontra
organizada a partir de eixos teórico-metodológicos da língua, devendo servir como referencial à
avaliação do desempenhoDessa alunos, torna-se necessário trazer paraSistema de Avaliação
                              dos forma, atualmente conduzida pelo a sala de aula as múltiplas práticas de
Educacional do Estado de Pernambuco (SAEPE), que apresenta, através de situações de ensino e
                   linguagem, materializadas nos gêneros textuais, através da Matriz de
Referência, os descritores, conforme explicitado no quadro a seguir. Após a leitura, consulte dentro da sala de
                   aprendizagem desafiadoras. Contudo, apenas trazer gêneros variados para as
OTMs - Orientações Teórica Metodológicas, e aquais são concebidas como referenciais
                   aula não garante a construção as ampliação de capacidade de leitura, escrita, oralidade e
estruturadores das análise da língua. Ao serem levados de outras esferasdisponíveis no site da
                    práticas de ensino da Língua Portuguesa. Elas estão para o ambiente escolar, os gêneros são
Secretaria, www.educacao.pe.gov.br os objetivos da escola,materiais pedagógicos e atividades Por exemplo, ao
                   tratados conforme . Consulte também os relativos ao ensino e aprendizagem.
do GESTAR II, disponíveis nopoema fora da escola, não temos de responder a questões de leitura, o que é
                   lermos um site do MEC, www.mec.gov.br .
                   bastante comum quando se lê um poema em sala de aula. A escolarização não é um problema
                   em si, pois é função da escola tratar os gêneros segundo as necessidades de ensino e
                   aprendizagem dos alunos. No entanto, deve-se ter o cuidado de, na escolarização dos gêneros,
                   procurar não artificializar as práticas de leitura/escuta e produção, sem perder de vista o que é
                   necessário aprender.

                             Nesse contexto, consideramos de suma importância levar os alunos a refletirem sobre
                    como se constituem esses gêneros, partindo dos aspectos mais amplos, como, por exemplo, o
                    contexto em que são produzidas as notícias, os critérios para considerar determinados fatos
                    passíveis de serem noticiados, até aspectos mais pontuais, como o uso do tempo presente nos
                    títulos das notícias, para dá a impressão de se tratar de acontecimentos recentes.
                             Refletindo sobre como e por que razão um determinado gênero é produzido, o aluno
                    estará mais habilitado a lê-lo de forma crítica e a produzi-lo de forma mais adequada, quando
                    for solicitado. É nesse âmbito que se integram as práticas pedagógicas de compreensão
                    (leitura/escuta), análise lingüística e produção (escrita/oral), conforme vêm apontando
                    pesquisas sobre ensino de língua materna e documentos oficiais que orientam esse processo
                    de ensino.
                            Para produzir um trabalho com os gêneros textuais nos diversos eixos de ensino,
                    acreditamos que as práticas de leitura/escuta na escola devem ultrapassar a identificação
                    manifesta, explorando-se estratégias de levantamento e checagem de hipótese, inferências,
                    comparações, sínteses e extrapolações, além de outras.
                             Em relação à produção oral e escrita, é necessário pensar em orientações claras sobre
                    as condições de produção e circulação dos gêneros: qual o objetivo para elaborar o texto, qual o
                    gênero, quem é o interlocutor, em que suporte será veiculado etc. Diante disso, torna-se
                    necessário promover oportunidades para as etapas de planejamento, produção, revisão e
                    reescrita/refacção.
                            Importa, ainda, observar a necessidade de familiaridade com o tema do texto a ser
                    produzido, o que implica um trabalho prévio de discussão, de leitura de outros textos sobre o
                    tema, de levantamento de idéias principais, dúvidas e eventuais polêmicas.

04                                                                05
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                 LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



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                       As atividades de análise lingüística propostas buscam, como primazia, a produção de                   COM
              sentidos e a reflexão sobre o fenômeno da linguagem. Não propomos, nessas atividades, a
                                                                                     GÊNEROS
              memorização de nomenclatur as nem aponto de partidaexercícios de classificação
                                         Tomamos como        resolução de para realização desse trabalho a visão bakhtiniana
              morfossintática. Então, julgamos necessário oportunizar ao aluno a reflexão sobre as regras de
sobre gêneros do discurso. Bakhtin postula que tudo o que comunicamos só se faz possível
              uso e funcionamento da língua, ajudando-o a construir definições a partir do trabalho com o
através de gêneros. Um dos aspectos mais interessantes dos gêneros, que alude de forma direta
              texto ou a atividade. Dessa maneira, é fundamental que as suas falas sejam valorizadas e
à questão do “uso” é o fato de que devemos considerar o gênero como meio social de produção
              sistematizadas de forma coletiva.
e de recepção do discurso. Assim, a vivência das situações de comunicação e o contato com os
diferentes gêneros quepapel da no cotidiano, exercitam a competência linguística doamplas de
                       É surgem escola propiciar o desenvolvimento de capacidades
falante/ouvinte produtor de textos. Essa competência é inerente ao de uma exploração adequada da
              leitura/escuta, escrita, oralidade e análise linguística, além ser humano social que
interage, comunica, criatextual em sala de aula, a qual pode contribuir para que os alunos sejam cada vez
              diversidade e recria. Na medida em que um indivíduo avança em grau de
escolaridade, ele tende a tornar-se cada vez mais proficiente na operacionalização de variadas
categorias textuais. Sendo assim, pretendemos desenvolverdiversos, em várias situações de interação
             mais capazes de compreender e elaborar gêneros a competência linguístico-
             social.
discursiva e pragmática dos nossos alunos como cidadãos co-construtores do seu espaço na
sociedade.              Supomos que algumas sequências parecerão mais atraentes para uma determinada
             turma de alunos que outras e algumas demandarão mais trabalho que outras. De outra forma,
             uma sequência que tenha sido planejada para uma etapa de escolaridade (ciclo/série) pode ser
             utilizada para alunos de outra fase (ciclo/série), desde que o professor faça as adaptações
             necessárias. Assim, a intervenção do professor com eventuais alterações e ampliações, será
             sempre bem aceita, atuando nesta empreitada como co-autor nessa incessante busca do que é              I – CRÔNICA
             aprender e ensinar.
                                       A Crônica, por ser um texto curto, leve, lírico ou humorístico, e algumas vezes crítico,
aborda o dia-a-dia deNa esteira dessas considerações, a aprendizagem dosser experimentado maior da
                        nossa sociedade. Acreditamos que esse gênero pode alunos é o objetivo
pelos alunos nas aulas de língua de reforçouma vezsugerida crônica é gerência. gêneros mais
             proposta de trabalho materna, escolar que a por esta um dos Compreende-se, dessa
utilizados pelos livros didáticos, sem prescindir da sua circulação no domínioenriquecer as experiências
             forma, uma ação que deve consolidar e ampliar conhecimentos, midiático, como
             culturais e sociais dos alunos e auxiliá-los a vencer obstáculos em sua aprendizagem,
jornais e revistas.
             favorecendo o sucesso na escola e na vida.
                      Como toda ação pedagógica, (re) conhecer características do gênero crônica, relacionando-as às
                                       Objetivos: o reforço exige um cuidadoso planejamento, a definição
temáticas dodas metas, a escolha dealgumas estratégias discursivasdos produção de sentido,
              cotidiano; reconhecer alternativas e o envolvimento de interessados. Este caderno aponta
como marcas da oralidade –propõe ações, e variantes linguísticas, repetições; importantes para que o
             alguns caminhos, uso de gíria, discute assuntos que consideramos paragrafação;
perceber a relação de sentido entrecom êxito overbais; produzir crônica a partir de um e, sobretudo, seja uma
             reforço complemente os tempos trabalho desenvolvido em sala de aula fato,
destacando aação articulada ao projeto educativo, compondo o partidapedagógico da escola.
              particularidade sobre o cotidiano como ponto de plano para a produção.


                                     Normalmente, a crônica representa um diálogo explícito entre o produtor do texto e o
leitor. Em alguns casos, ela é escrita na primeira pessoa, realçando a impressão do autor sobre
um determinado assunto, definindo seu ponto de vista, o que resulta em uma maior interação
com o leitor. A linguagem utilizada não tem rebuscamento, assumindo, algumas vezes, um tom
informal. As tipologias textuais predominantes são a narrativa e a descritiva, no entanto outras
sequências tipológicas podem surgir no texto, como a argumentativa e expositiva.
                                       Assim, a produção de crônicas pelos alunos deve ser orientada com atenção,
organizando o tempo em uma familiarização mais cuidadosa com o gênero para que eles
conheçam as estratégias utilizadas pelos cronistas na elaboração destes textos. É interessante
sensibilizar os alunos para que percebam o que há de particular, de único, de fascinante, de
engraçado nas situações corriqueiras pelas quais passamos.



                                                                 BAKHTIN, M. A Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.



                                                            06                                                                                07
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                     LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



                     TRABALHANDO COM GÊNEROS
As atividades de análise lingüística propostas buscam, como primazia, a produção de
sentidos e a reflexão sobre o fenômeno da linguagem. Não propomos, nessas atividades, a
memor ização de nomenclaturas nem a resolução partida para realização desse trabalho a visão bakhtiniana
                              Tomamos como ponto de de exercícios de classificação
morfossintática. Então, julgamos necessário oportunizar ao aluno a reflexão sobre as regras de
                    sobre gêneros do discurso. Bakhtin postula que tudo o que comunicamos só se faz possível
uso e funcionamento da língua, ajudando-o a construir definições a partir do trabalho com o
                    através de gêneros. Um dos aspectos mais interessantes dos gêneros, que alude de forma direta
texto ou a atividade. Dessa maneira, é fundamental que as suas falas sejam valorizadas e
                    à questão do “uso” é o fato de que devemos considerar o gênero como meio social de produção
sistematizadas de forma coletiva.
                    e de recepção do discurso. Assim, a vivência das situações de comunicação e o contato com os
É papel da escola propiciargêneros que surgem de capacidadesexercitam de competência linguística do
                    diferentes o desenvolvimento no cotidiano, amplas a
leitura/escuta, escrita, oralidade e análise linguística, além de uma exploração adequada da humano social que
                    falante/ouvinte produtor de textos. Essa competência é inerente ao ser
diversidade textual em sala de aula, a qual pode contribuir para que em alunos sejam cada vez
                    interage, comunica, cria e recria. Na medida os que um indivíduo avança em grau de
mais capazes de compreender e ele tendegêneros diversos,vez mais proficiente na operacionalização de variadas
                    escolaridade, elaborar a tornar-se cada em várias situações de interação
social.             categorias textuais. Sendo assim, pretendemos desenvolver a competência linguístico-
                    discursiva e pragmática dos nossos alunos como cidadãos co-construtores do seu espaço na
 Supomos que algumas sequências parecerão mais atraentes para uma determinada
                    sociedade.
turma de alunos que outras e algumas demandarão mais trabalho que outras. De outra forma,
uma sequência que tenha sido planejada para uma etapa de escolaridade (ciclo/série) pode ser
utilizada para alunos de outra fase (ciclo/série), desde que o professor faça as adaptações
necessárias. Assim, a intervenção do professor com eventuais alterações e ampliações, será
sempre bem aceita, – CRÔNICA empreitada como co-autor nessa incessante busca do que é
                    I atuando nesta
aprender e ensinar.
                              A Crônica, por ser um texto curto, leve, lírico ou humorístico, e algumas vezes crítico,
Na esteira dessasaborda o dia-a-dia aprendizagem dos alunos é o objetivo maior da pode ser experimentado
                     considerações, a de nossa sociedade. Acreditamos que esse gênero
proposta de trabalho dealunos nas aulas de línguapor esta gerência. Compreende-se,é dessa dos gêneros mais
                    pelos reforço escolar sugerida materna, uma vez que a crônica um
forma, uma ação que deve consolidar e ampliar conhecimentos, enriquecer as experiências
                    utilizados pelos livros didáticos, sem prescindir da sua circulação no domínio midiático, como
culturais e sociais dos alunos e auxiliá-los a vencer obstáculos em sua aprendizagem,
                    jornais e revistas.
favorecendo o sucesso na escola e na vida.
Como toda ação pedagógica, o reforço(re) conhecer características do gênero crônica, relacionando-as às
                            Objetivos: exige um cuidadoso planejamento, a definição
das metas, a escolha de alternativas e o envolvimento algumas estratégias discursivas aponta
                   temáticas do cotidiano; reconhecer dos interessados. Este caderno de produção de sentido,
alguns caminhos, propõe marcas eda oralidade – uso de gíria, variantes linguísticas,que o
                   como ações, discute assuntos que consideramos importantes para repetições; paragrafação;
reforço complemente com êxito o trabalho desenvolvidotempos verbais; produzir crônica a uma de um fato,
                   perceber a relação de sentido entre os em sala de aula e, sobretudo, seja partir
ação articulada ao destacando a particularidade sobre o cotidiano como ponto de partida para a produção.
                    projeto educativo, compondo o plano pedagógico da escola.


                             Normalmente, a crônica representa um diálogo explícito entre o produtor do texto e o
                    leitor. Em alguns casos, ela é escrita na primeira pessoa, realçando a impressão do autor sobre
                    um determinado assunto, definindo seu ponto de vista, o que resulta em uma maior interação
                    com o leitor. A linguagem utilizada não tem rebuscamento, assumindo, algumas vezes, um tom
                    informal. As tipologias textuais predominantes são a narrativa e a descritiva, no entanto outras
                    sequências tipológicas podem surgir no texto, como a argumentativa e expositiva.
                             Assim, a produção de crônicas pelos alunos deve ser orientada com atenção,
                    organizando o tempo em uma familiarização mais cuidadosa com o gênero para que eles
                    conheçam as estratégias utilizadas pelos cronistas na elaboração destes textos. É interessante
                    sensibilizar os alunos para que percebam o que há de particular, de único, de fascinante, de
                    engraçado nas situações corriqueiras pelas quais passamos.



                   BAKHTIN, M. A Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.



06                                                                         07
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                      LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



               CRÔNICA I | A minha São Paulo de 1985                                                                              CRÔNICA II | A Bola

                        A lembrança mais forte é a de um cortejo
              passando pela esquina da Avenida Brasil com a rua
              onde eu morava, nos Jardins, a caminho do Aeroporto
              de Congonhas, saudado com lenços brancos por
              centenas de milhares de pessoas de rosto contraído,
              algumas chorando. Dava-se adeus a uma esperança,
              Tancredo Neves, o presidente que não chegou a ser. Ele
              havia sofrido sua longa agonia no Instituto do Coração,
              e o povo da cidade despedia-se dele com emoção.

                                  Aq uela cidade vi nh a s en do
              agredida, mas o traço civilizado resistia nela
              bravamente. Nos muros das ruas por onde o esquife
              passava já havia, sim, algumas pichações, ainda com
              humor, como aquela frase "Rendam-se, terráqueos!",
              ou a outra, "Liberte o gay que existe em vossa senhoria",
              e a misteriosa e onipresente"Cão fila km 29", que até os
              órgãos de segurança andaram investigando.

                         São Paulo, a principal meta das migrações
               que despovoaram os campos e incharam as cidades na
               década anterior, criando necessidades insolúveis,           era comum, havia que buscá-la no bairro da Liberdade e
                                                                          em alguns enclaves de Pinheiros. Restaurantes finos
 — Claro que é uma bola. Uma seus costumes, localizáveis nos
               tentava manter bola, bola. Uma bola                                                      O pai deu uma bola de presente ao filho.
                                                                          abriam-se para as tendências mundiais, mas a cozinha,
mesmo. Vocêopensou o que sentira ao ganhar a sua tradição, da
Lembrando
               entremeios da elegância, do trabalho, da
                prazer quê?                                               mesmo a internacional, era mais brasileira, se é que me
— Nada, não. cultura diversa, da solidariedade entre vizinhos.
primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial                      entendem.
de couro. Agora não era mais de couro, era deainda não impedia que
                                   A violência plástico.
Mas era uma bola.                                                                   Novidades? Inaugurado o Aeroporto de
               houvesse, por exemplo, carros conversíveis de sucesso,                                  O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e
                                                                          Cumbica. Descobre-se que o procurado médico nazista
dali a pouco o como o Escort, e na frente da tevê, com a
                pai o encontrou muros baixos nas residências. Não se                                     O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e
                                                                          Joseph Mengele viveu nos arredores da cidade;
bola “Legal!” Ou o que os garotosesconde as em dia
disse nova ao lado, insufilm que controles de um
               usava omanejando osdizem hoje pessoas dentro dos
                                                                          exumam-se seus ossos. Em junho o governo cria uma lei
videogame. Algo chamado Monster querem magoar o dificultando
quando gostam do presente para dificultar assaltos,
               automóveis, ou não Ball, em que times
                                                                          folgazã, antecipando para a segunda-feira todo feriado
de monstrinhos começou cordialidade; uma bola em de de um carro
velho. Depois também a a girar a de dava-se adeusinho
                 disputavam a posse bola, à procura                       que caísse no meio da semana. Quanto tempo durou?
forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo tinha êxito. À noite,
alguma coisa. para outro, não raro uma piscada que                        Penso no verso de Manuel Bandeira: "Tão Brasil!".
               podia-se ser surpreendido por uma brincadeira boba de
tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no
jogo. Tinha coordenação equando passavam de carro por algum
               adolescentes: raciocínio rápido. Estava
— Como éda máquina. perguntou.baixavam a calça e colavam o
           queajuntamento, eles
                 liga? –                                                            Tanta coisa não havia. Fashion Week, por
ganhando
— Como, como é que liga? vidrose liga.
               bumbum no Não das janelas, gritando para chamar            exemplo. As moças podiam usar um ridículo laçarote de
               atenção. O trânsito era ruim, mas não a ponto de           chiffon na cabeça, moda copiada da personagem Viúva
               infestarem a cidade com motoboys. Rodízio só havia o       Porcina, da telenovela que fazia enorme a bola nova e ensaiou algumas
                                                                                                          O pai pegou sucesso,
embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé,
               das churrascarias.                                         Roque Santeiro. Não havia telefone garoto procurou dentro do papel de
                                                                                                            O celular, jogos de
como antigamente, e chamou o garoto.                                      computador, televisão a cabo, DVD. A moeda era o             embrulho
                                                                          cruzeiro, de inflação esquizofrênica.                        .
                         Podia-se andar nas ruas à noite. Grande                                                — Não tem manual de instrução?
                                                                                                                                    — Filho, olha.
                                                                            Isso não impedia que a paulicéia dançasse
               número de cinemas era de rua; os shopping centers,
               ainda poucos, eram focados nas compras, mal         desvairada em casas noturnasO pai nomes esquisitos
                                                                                                 com começou a desanimar e a pensar que
                                                                   como Napalm, Madame Satã,ORose Bom Bom ou mas não desviou os
                                                                                                      garoto disse “Legal”,
tempos são outros. Que os tempos o com asdo entretenimento e da
olhos da tela. O pai segurou para são decididamente
               despertavam a bola filão mãos e a
                                                                   Aeroanta sucessos do rock pesado estrangeiro, mas
outros. tentando recapturar mentalmente iacheiro de teatros da Bela
cheirou,       comida rápida. Muita gente o a pé dos
                                                                   também das bandas brasileiras, gritando "a gente
couro. A bola cheirava donada. Talvez os restaurantes da área.
               Vista ou a centro para um manual de
                                                                   somos inútil" ou "nós vamos invadir sua praia". As
instrução fosse uma boade instrução. Mas em inglês,
                         idéia, pensou.
— Não precisa manual Poucas pessoas bebiam vinho. Os jornais não menininhas ingênuas dançavam marcadinho com os
para que é que ela faz?
— O a garotada se interessar. um espaço semanal, porque não era    Menudos. E Cazuza cantava com um travo amargo: "O
               dedicavam a ele
— Ela não faz cult, conhecê-lo não era então uma meta de status da
               nada. Você é que faz coisas com ela.                tempo não pára..."
— O quê?       classe média. Padarias não faziam o sucesso
— Controla, chuta...
               gastronômico de hoje nem eram tratadas pelo                             (VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada;
— Ah, então é diminutivo afetuoso de "padá". Comida japonesa não
               uma bola.                                                             (ANGELO,especial para escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996.p.96-7).
                                                                                        edição Ivan. In: Veja São Paulo 20 anos,
                                                                                Edição Especial de Aniversário, 07 de setembro de 2005).


                                                                     08                                                                           09
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                           LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



CRÔNICA I | A minha São Paulo A Bola
               CRÔNICA II | de 1985

A lembrança mais forte é a de um cortejo
passando pela esquina da Avenida Brasil com a rua
onde eu morava, nos Jardins, a caminho do Aeroporto
de Congonhas, saudado com lenços brancos por
centenas de milhares de pessoas de rosto contraído,
algumas chorando. Dava-se adeus a uma esperança,
Tancredo Neves, o presidente que não chegou a ser. Ele
havia sofrido sua longa agonia no Instituto do Coração,
e o povo da cidade despedia-se dele com emoção.

Aqu el a ci dade vi nha sendo
agredida, mas o traço civilizado resistia nela
bravamente. Nos muros das ruas por onde o esquife
passava já havia, sim, algumas pichações, ainda com
humor, como aquela frase "Rendam-se, terráqueos!",
ou a outra, "Liberte o gay que existe em vossa senhoria",
e a misteriosa e onipresente"Cão fila km 29", que até os
órgãos de segurança andaram investigando.

São Paulo, a principal meta das migrações
que despovoaram os campos e incharam as cidades na
 era comum, havia que buscá-la no bairro da Liberdade e
década anterior, criando necessidades insolúveis,
em alguns enclaves de costumes, localizáveis nos
tentava manter seus Pinheiros. Restaurantes finos de presente ao filho.
                                O pai deu uma bola                             — Claro que é uma bola. Uma bola, bola. Uma bola
abriam-se para as tendências mundiais, mas a cozinha,
entremeios da elegância, do trabalho, da tradição, da
mesmo a internacional, era mais brasileira, que que me ao ganhar a sua
                      Lembrando o prazer se é sentira                          mesmo. Você pensou o quê?
cultura diversa, da solidariedade entre vizinhos.                              — Nada, não.
entendem.             primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial
A violência ainda não impedia que não era mais de couro, era de plástico.
                      de couro. Agora
                      Mas era uma bola.
Novidades? Inaugurado o Aeroporto de
houvesse, por exemplo, carros conversíveis de sucesso,                                   O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e
Cumbica. Descobre-se que o procurado médico Não desembrulhou a bola e
                                 nas residências. nazista
como o Escort, e muros baixos O garoto agradeceu, se
Josepho Mengele que esconde as pessoas dentro dos
                   viveu nos arredores da cidade;                              dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a
usava insufilm                                                                 bola nova ao lado, manejando os controles de um
exumam-se seus ossos. Em “Legal!” Oudificultando lei dizem hoje em dia
                      disse junho o governo cria garotos
                                          o que os
automóveis, para dificultar gostam do presente uma querem magoar o
                               assaltos,
folgazã, a cordialidade; dava-se adeusinho de umou não
                      quandosegunda-feira todo feriado                         videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times
também antecipando velho.aDepois começou a girar a bola, à procura de
                       para                         carro                      de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em
que caísse no meio da semana. Quanto tempo durou?
para outro, não raro alguma coisa.
                      uma piscada tinha êxito. À noite,
Penso noser surpreendido por uma brincadeira boba de                           forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que
podia-se verso de Manuel Bandeira: "Tão Brasil!".                              tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no
adolescentes: quando passavam de carro por algum                               jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava
Tanta coisa não havia.Como a que liga?colavam o
                      — Fashion Week, por
ajuntamento, eles baixavam é calça e – perguntou.                              ganhando da máquina.
exemplo. As moças podiam usar um é que liga? Não de
bumbum no vidro das— Como, comoridículo laçarote se liga.
                        janelas, gritando para chamar
chiffon na cabeça, moda ruim, da não a ponto de
atenção. O trânsito eracopiadamaspersonagem Viúva
Porcina, da telenovela que fazia enorme sucesso,
infestarem a cidade com motoboys. Rodízio só havia o                                    O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas
Roque Santeiro. Não             O garoto procurou dentro do papel de
das churrascarias. havia telefone celular, jogos de                            embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé,
                      embrulho.
computador, televisão a cabo, DVD. A moeda era o                               como antigamente, e chamou o garoto.
cruzeiro, de inflação esquizofrênica.
Podia-se andar nas — Não tem manual de instrução?
                        ruas à noite. Grande                                   — Filho, olha.
Isso não impedia que a paulicéia dançasse
número de cinemas era de rua; os shopping centers,
desvairada em casas noturnas com nomes esquisitos
ainda poucos, eram focados O pai começou mal
                                  nas compras, a desanimar e a pensar que os
como Napalm, Madame Satã, entretenimento e ou                                            O garoto disse “Legal”, mas não desviou os
despertavam para o temposdo Rose Bom Bom da são decididamente
                        filão são outros. Que os tempos                        olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a
Aeroanta sucessos dogente ia a pé dos teatros da Bela
comida rápida. Muita rock pesado estrangeiro, mas
                       outros.
também do centro para os restaurantes da área.gente                            cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de
Vista ou das bandas brasileiras, gritando "a                                   couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de
somos inútil" ou "nós vamos invadir sua praia". As
menininhas ingênuas— vinho. Osmarcadinho com os
                        dançavam jornais não                                   instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês,
Poucas pessoas bebiam Não precisa manual de instrução.
Menudos. EaCazuza cantavasemanal,ela faz? não era"O                            para a garotada se interessar.
dedicavam ele um espaço com um porque
                       — O que é que travo amargo:
tempo não pára..." eraEla não faz meta de status da faz coisas com ela.
cult, conhecê-lo não — então uma nada. Você é que
classe média. PadariasOnão faziam o sucesso
                       — quê?
gastronômico de hoje Controla, chuta...
                       — nem eram tratadas pelo
                                                                                    (VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada;
(ANGELO, Ivan. In: Veja—"padá".20 anos, japonesa não
diminutivo afetuoso de Ah, então é uma bola.
                        São Paulo Comida                                          edição especial para escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996.p.96-7).
Edição Especial de Aniversário, 07 de setembro de 2005).


08                                                                           09
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS          LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



 fábula, conto de fadas) para DE ATIVIDADES
              SUGESTÕES que fiquem mais evidentes as suas
características.


            I - Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE
                                                                                               IV – Eixo de ensino | ESCRITA
                         1. Divida a turma em pequenos grupos e dê a cada grupo o título de uma das duas
                               crônicas que serão lidas. Em seguida, informeaos alunos que desenhem algoler
                                          1. Baseando-se no texto lido, peça aos alunos que irão trabalhar relacionado ao
texto e, abaixo do desenho, uma palavra ou expressão quepara logo após,com grupo explicará oralmente
                               um texto com aquele título, tenha relação cada
ele. Concluída esta atividade, qual seria o assunto domostraApós a análise pelo grupo, um representante irá
                               uma pessoa da equipe texto. seu desenho, e
justifica o porquê de tê-lo feito, assim para toda relação da palavra oude suas hipóteses sobre o assunto
                               apresentar como a sala uma síntese oral frase
escrita com a crônica lida. do texto.
2. Material didático: PapelMaterial didático: Tiras com os títulos das crônicas “A minha São Paulo de
                        2. ofício Giz de cera ou lápis de cor.
3. Comentários: Essa atividade propicia aos alunos visualização do ambiente, o
                             1985” e “A bola”.
                        3. Comentários: O número de aulas nesta sequência éfato que serviu de inspiração para o cronista.
                                                                 cenário ou o variável. Dependerá do
                              número de alunos e do ritmo deles.

                                                                 V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA
              II - Eixo de Ensino | LEITURA
                                         1. Escreva no quadro a definição de crônica (“Relato – literário/jornalístico –
breve de fatos do cotidiano, que pode ter grupo o crítico,correspondente ao seu título. Oriente cada
                          1. Entregue a cada caráter texto lírico e/ou
humorístico”). Os alunos deverão dizer se a definição serve para os textos lidos
                                equipe para fazer a leitura de seu texto. Após a leitura, comente sobre o grupo
anteriormente e por quê. Após esse momento, retome a definição provisória
                                que mais se aproximou da temática da crônica, e pergunte a essa equipe como
que foi construída entre eles e compare as duas, solicitando que os alunos a
                                eles conseguiram se aproximar do tema.
ampliem e mudem o que for necessário naquela definição elaborada por estes.
É interessante mostrar 2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A
                           o modo de circulação das crônicas – jornal diário,
                                bola”.
revistas etc. e o perfil de alguns autores.
                          3. Comentários: Com esta atividade, além de estarmos verificando as hipóteses
                                iniciais dos alunos sobre o tema, estamos também solicitando que eles
                                justifiquem em que base na crônica se apoiaram para construir tais hipóteses.
                                               Com pistas do título “A minha São Paulo de 1985”, de Ivan Ângelo, pergunte:
              .
                                                    ? • Que acontecimento deu origem à crônica? É um fato comum ou
              III – Eixo de ensino | LEITURA                                                      incomum nas grandes cidades?
                                                   ? • Como o autor inicia a crônica? Expõe logo o acontecimento que
originou a crônica? Por quê? Isso faz alguma diferençaequipe o
                          1. Solicite que uma pessoa de cada para faça a leitura do seu texto em voz alta.
desenvolvimento do texto?
                                Após a leitura, pergunte o que os textos têm em comum, em que são
? • Liste as idéias apresentadas em cada parágrafo do texto.
                                parecidos. Oriente-os para observarem o tema, a extensão, linguagem, a
? • Como o autor finaliza sua presença Há não de humor. Sistematize em um painel ou cartaz as respostas
                                crônica? ou alguma ligação entre a frase
                                dos alunos e procure construir, junto com eles, uma definição provisóriaa que inicia a crônica?
                                                                                             que encerra e de
                                crônica, que será retoma Há uma 'mensagem' que o autor quer passar com esse texto? Existe,
                                                       ?•  mais adiante.
                          2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Pauloalguma frase“A sintetize essa idéia?
                                                                              na crônica, de 1985” e que
                                bola”. Papel madeira ou cartolina para produzido na última expressão do texto “o tempo não
                                                     ? • Qual o sentido o cartaz.
                          3. Comentários: Essa atividade procura despertar a atenção dos alunos para as          pára”? Por quê?
                                características do gênero em estudo, tais como oa humor, no passado e no presente são
                                                      ? • Os períodos que descrevem cidade saudosismo,
                                lembranças, a extensão curta e aou curtos? Isso tem a ver com o ritmo do tempo? Por quê?
                                                               logos abordagem de temas do cotidiano. É
                                interessante fazer uma comparação da crônica com outroVocê gostou da crônica? Por quê?
                                                                                            ? • gênero (notícia,


                                                            10                                                                11
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                 LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



SUGESTÕES DE ATIVIDADES conto
                    fábula,                             de fadas) para que fiquem mais evidentes as suas
                                     características.


I - Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE
                  IV – Eixo de ensino | ESCRITA
1. Divida a turma em pequenos grupos e dê a cada grupo o título de uma das duas
crônicas que serão lidas. Em seguida, informeno texto lido, peça aos alunos ler desenhem algo relacionado ao
                               1. Baseando-se aos alunos que irão trabalhar que
um texto com aquele título, para logo após,abaixo do desenho, uma palavra ou expressão que tenha relação com
                                    texto e, cada grupo explicará oralmente
qual seria o assunto do texto. Após ele. Concluída grupo, um representante irá da equipe mostra seu desenho, e
                                     a análise pelo esta atividade, uma pessoa
apresentar para toda sala uma síntese oral de suas hipóteses sobre o assim
                                    justifica o porquê de tê-lo feito,assunto como a relação da palavra ou frase
do texto.                           escrita com a crônica lida.

2. Material didático: Tiras com os títulos didático: Papel ofício Giz dePauloou lápis de cor.
                               2. Material das crônicas “A minha São cera de
1985” e “A bola”.              3. Comentários: Essa atividade propicia aos alunos visualização do ambiente, o
3. Comentários: O número de aulas nesta ou o fato que serviu de Dependerá para o cronista.
                                    cenário sequência é variável. inspiração do
número de alunos e do ritmo deles.

                   V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA
II - Eixo de Ensino | LEITURA
                               1. Escreva no quadro a definição de crônica (“Relato – literário/jornalístico –
1. Entregue a cada grupo o texto correspondente ao seu título. Oriente ter caráter crítico, lírico e/ou
                                     breve de fatos do cotidiano, que pode cada
                                     humorístico”). Os alunos deverão dizer se a definição serve para os textos lidos
equipe para fazer a leitura de seu texto. Após a leitura, comente sobre o grupo
                                     anteriormente e por quê. Após esse momento, retome a definição provisória
que mais se aproximou da temática da crônica, e pergunte a essa equipe como
                                     que foi construída entre eles e compare as duas, solicitando que os alunos a
eles conseguiram se aproximar do tema.
                                     ampliem e mudem o que for necessário naquela definição elaborada por estes.
2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A
                                     É interessante mostrar o modo de circulação das crônicas – jornal diário,
bola”.                               revistas etc. e o perfil de alguns autores.
3. Comentários: Com esta atividade, além de estarmos verificando as hipóteses
iniciais dos alunos sobre o tema, estamos também solicitando que eles
justifiquem em que pistas do título Com base napara construir tais hipóteses. de 1985”, de Ivan Ângelo, pergunte:
                                     se apoiaram crônica “A minha São Paulo
.
                   ? • Que acontecimento deu origem à crônica? É um fato comum ou
III – Eixo de ensino | LEITURA                incomum nas grandes cidades?
                   ? • Como o autor inicia a crônica? Expõe logo o acontecimento que
1. Solicite que uma pessoa de cada equipe faça a leituracrônica?texto em voz alta.faz alguma diferença para o
                                              originou a do seu Por quê? Isso
                                              desenvolvimento do texto?
Após a leitura, pergunte o que os textos têm em comum, em que são
parecidos. Oriente-os Liste as idéias apresentadas emextensão, linguagem, a
                   ? • para observarem o tema, a cada parágrafo do texto.
presença ou não de humor. Sistematize em um painel ou cartaz as respostas entre a frase
                   ? • Como o autor finaliza sua crônica? Há alguma ligação
dos alunos e procure construir, junto com eles, uma definição provisória de
                                              que encerra e a que inicia a crônica?
crônica, que será retoma mais 'mensagem' que o autor quer passar com esse texto? Existe,
                   ? • Há uma   adiante.
2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A essa idéia?
                                              na crônica, alguma frase que sintetize
bola”. Papel madeira ou cartolina para o cartaz. na última expressão do texto “o tempo não
                   ? • Qual o sentido produzido
                                              pára”? Por quê?
3. Comentários: Essa atividade procura despertar a atenção dos alunos para as
características do ?gênero em estudo, descrevem ao humor, saudosismo, presente são
                     • Os períodos que tais como cidade no passado e no
                                              logos ou curtos? Isso tem a ver com o ritmo do tempo? Por quê?
lembranças, a extensão curta e a abordagem de temas do cotidiano. É
interessante fazer ?uma comparação crônica? Por com outro gênero (notícia,
                     • Você gostou da da crônica quê?


10                                                                  11
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS          LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



             ? • Como você faria uma ilustração para ser publicada no jornal, junto do centro para os restaurantes da área.”
                                                                         Bela Vista ou
                                        com essa crônica?               Destaque também um trecho com tipologia descritiva:
                                            “As moças podiam usar um ridículo laçarote de chiffon na cabeça, moda
copiada da personagem Viúva Porcina, da Quadro, piloto/giz. Cópias da crônica
                         2. Material didático: telenovela que fazia enorme
sucesso, Roque Santeiro. Não havia telefone celular, jogos alunos são confrontados entre a definição
                         3. Comentários: Nessa atividade, os de computador,
televisão a cabo, DVD. A moeda era o cruzeiro, de inflaçãocom uma definição mais ampla. Isso faz com
                               preliminarmente de crônica e esquizofrênica.”
Após realizada a leitura compartilhada dos trechos da crônica, conduza a crônica, avaliando se é
                               que o aluno se prepare para leitura da próxima
discussão para que os alunos percebam emlírica,dos trechos oetc. relevante é
                               humorística, qual informativa mais
contar um certo fato (trecho narrativo) e em qual perceber que a predomina é crônica tematiza uma das
                               Os alunos devem dos textos o que abertura da
a descrição de características ( trecho descritivo).
                               grandes questões abordadas na crônica: o saudosismo, lembranças de uma
Exponha dialogicamente sobre a função datranqüila, que será, no decorrer do texto, contrastado com uma
                               cidade ideal, tipologia narrativa e descritiva na
construção dos sentidos do gênero crônica. Nesse gênero, a narração faz a
                               cidade moderna, agitada.
história avançar, familiariza oObservar o os fatos, porém não requer precisão e
                                leitor com olhar lírico e poético lançado pelo cronista sobre lembranças de
concisão, tal como a notícia;umaacidade de outrora para uma grandeclima, as toda a modernidade.
                                 já descrição (re) cria o cenário, o cidade com
sensações envolvidas no acontecimento, expondo a visão do cronista.

2. Material didático: Cópias da crônica.
3. Comentários: O propósito desta atividadeLINGUÍSTICA
            VI – Eixo de ensino | ANÁLISE é analisar as sequências textuais
                                                                                         (tipologia) predominantes na crônica.
                         1. Escolha uma outra crônica, de forma que não tenha semelhança com as duas
                              aqui trabalhadas. Distribua-a com cada grupo e solicite que os alunos façam a
                              leitura nos seus grupos. Após a leitura, questione o grande grupo sobre: Quais
                                                                                              VIII – Eixo de ensino | LEITURA
                              as diferenças e semelhanças entre os textos lidos anteriormente e este último?
                              Verifique se 1. Para atividade de casa, oriente os alunos para assistirem a um telejornal e
                                            eles perceberam os seguintes aspectos: (a) tema tratado; (b) fato
                              real ou ficção; (c) ponto de vista – crítico, humorístico, lírico etc.; (d)
anotar dados sobre uma notícia que mais se destacou para ele.
                              linguagem utilizada – informal, formal, semiformal; (e) variações linguísticas;
Na próxima aula, peça para que os alunos apresentem oralmente a notícia
                              (f) predominância de diálogos ou de comentários do cronista; (g) coesão e
escolhida. Peça que eles comparem o modo como foi narrada a mesma notícia
                              coerência estabelecidos nos tempos verbais; e outros questionamentos que o
por diferentes colegas, para que todos percebam que um mesmo fato pode ser
                              professor achar conveniente e pertinente com o nível do grupo.
narrado e também compreendido de diferentes maneiras.
2. Material didático: Caderno e lápis.
                        2. Material didático: Cópias da nova crônica escolhida pelo professor. Papel
3. Comentários: Há uma grande possibilidade que muitos alunos tragam a
                              madeira ou cartolina para o cartaz.
mesma notícia. Assim, 3. Comentários: ver como um mesmo ser literárias, quando se baseia em fatos
                        fica interessante As crônicas podem fato pode ser
contado por pessoas diferentes. Que aspectosdo nosso cotidiano, ou jornalísticas, quando poderá se
                              mais universais da notícia serão enfatizados
pelo aluno? Por que isso acontece?
                              construir a partir de manchetes de jornal, de uma situação mais factual.
É fundamental, nesse momento, interessante que os aluno para os diferentes
                              É chamar a atenção do alunos levantem um bom número de diferenças e
olhares lançados sobre um mesmo fato, presentes nos dois textos, destacando-as em um cartaz. Isso
                              semelhanças habilidade já utilizada pelos
cronistas.                    facilitará o momento da produção escrita.



            VII – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA                      IX – Eixo de ensino | Leitura e Escrita

                        1. Escreva no quadro Levando em consideração que muitos alunos trarão a mesma notícia, sugira
                                           1. um trecho com predominância mais na narrativa da crônica
que estes levantem olhares diferentes sobre esse fato: humorístico/irônico;
                             analisada acima, como: “Grande número de cinemas era de rua; os shopping
crítico/lírico. Retome com eles as crônicas poucos, eram focados nasocompras, mal despertavam para o
                             centers, ainda lidas em sala de aula e modo
como os autores lidos trabalharam com o lírico – saudosismo, lembranças, gente ia a pé dos teatros da
                             filão do entretenimento e da comida rápida. Muita
crítica.

                                                           12                                                           13
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS              LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



? • Como você faria uma ilustração para ser publicada no jornal, junto
                                         Bela      Vista    ou     do      centro     para os   restaurantes    da   área.”
com essa crônica?                    Destaque também um trecho com tipologia descritiva:
                                “As moças podiam usar um ridículo laçarote de chiffon na cabeça, moda
2. Material didático: Quadro, piloto/giz. Cópiaspersonagem Viúva Porcina, da telenovela que fazia enorme
                                     copiada da da crônica
3. Comentários: Nessa atividade, os alunos são confrontados entre havia telefone celular, jogos de computador,
                                     sucesso, Roque Santeiro. Não a definição
preliminarmente de crônica e com uma definição mais ampla.moeda era o cruzeiro, de inflação esquizofrênica.”
                                     televisão a cabo, DVD. A Isso faz com
que o aluno se prepare para leitura darealizada acrônica, avaliando se é dos trechos da crônica, conduza a
                                     Após próxima leitura compartilhada
humorística, lírica, informativa etc.discussão para que os alunos percebam em qual dos trechos o mais relevante é
Os alunos devem perceber que acontar um certo fato (trecho narrativo) das qual dos textos o que predomina é
                                       abertura da crônica tematiza uma e em
                                     a descrição de características ( trecho descritivo).
grandes questões abordadas na crônica: o saudosismo, lembranças de uma
cidade ideal, tranqüila, que será, noExponha dialogicamente sobre com umada tipologia narrativa e descritiva na
                                      decorrer do texto, contrastado a função
cidade moderna, agitada.             construção dos sentidos do gênero crônica. Nesse gênero, a narração faz a
Observar o olhar lírico e poético lançado pelo cronista sobre lembranças de os fatos, porém não requer precisão e
                                     história avançar, familiariza o leitor com
uma cidade de outrora para uma grande cidade com toda notícia; já a descrição (re) cria o cenário, o clima, as
                                     concisão, tal como a a modernidade.
                                     sensações envolvidas no acontecimento, expondo a visão do cronista.

                              2. Material didático: Cópias da crônica.
VI – Eixo de ensino | ANÁLISE Comentários: O propósito desta atividade é analisar as sequências textuais
                              3. LINGUÍSTICA
                                    (tipologia) predominantes na crônica.
1. Escolha uma outra crônica, de forma que não tenha semelhança com as duas
aqui trabalhadas. Distribua-a com cada grupo e solicite que os alunos façam a
leitura nos seus grupos.–Após a leitura, questione o grande grupo sobre: Quais
                   VIII Eixo de ensino | LEITURA
as diferenças e semelhanças entre os textos lidos anteriormente e este último?
Verifique se eles perceberam 1. seguintes aspectos:casa,tema tratado;alunos para assistirem a um telejornal e
                              os Para atividade de (a) oriente os (b) fato
real ou ficção; (c) ponto de vista – crítico, humorístico, lírico etc.; (d)
                                    anotar dados sobre uma notícia que mais se destacou para ele.
linguagem utilizada – informal, formal, semiformal; (e) variações linguísticas;
                                    Na próxima aula, peça para que os alunos apresentem oralmente a notícia
(f) predominância de diálogos ou de comentários do cronista; (g) coesão e
                                    escolhida. Peça que eles comparem o modo como foi narrada a mesma notícia
coerência estabelecidos nos tempos verbais; e outros questionamentos que o
                                    por diferentes colegas, para que todos percebam que um mesmo fato pode ser
professor achar conveniente e pertinente com o nível do grupo.
                                    narrado e também compreendido de diferentes maneiras.
2. Material didático: Cópias2.da nova crônica escolhida pelo professor. Papel
                                 Material didático: Caderno e lápis.
                              3. Comentários: Há uma grande possibilidade que muitos alunos tragam a
madeira ou cartolina para o cartaz.
3. Comentários: As crônicas podem ser notícia. Assim, ficase baseia em fatos um mesmo fato pode ser
                                    mesma literárias, quando interessante ver como
mais universais do nosso cotidiano, ou jornalísticas, diferentes. Que se
                                    contado por pessoas quando poderá aspectos da notícia serão enfatizados
                                    pelo aluno? Por que isso acontece?
construir a partir de manchetes de jornal, de uma situação mais factual.
É interessante que os alunos levantem um bomnesse momento, chamar aeatenção do aluno para os diferentes
                                    É fundamental, número de diferenças
semelhanças presentes nos dois textos, destacando-as em um mesmo Isso habilidade já utilizada pelos
                                    olhares lançados sobre um cartaz. fato,
                                    cronistas.
facilitará o momento da produção escrita.



VII – Eixo de ensino |–ANÁLISE LINGUÍSTICAEscrita
                  IX Eixo de ensino | Leitura e E ESCRITA

1. Escreva no quadro um trecho Levando em consideraçãona narrativa alunos trarão a mesma notícia, sugira
                              1. com predominância mais que muitos da crônica
analisada acima, como: “Grande número de cinemas era olhares os shopping
                                   que estes levantem de rua; diferentes sobre esse fato: humorístico/irônico;
centers, ainda poucos, eram focados nas compras, mal despertavam as crônicas lidas em sala de aula e o modo
                                   crítico/lírico. Retome com eles para o
filão do entretenimento e da comida rápida. Muita gente iatrabalharam comda lírico – saudosismo, lembranças,
                                   como os autores lidos a pé dos teatros o
                                   crítica.

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 características da crônica no painel, antesgrupos a uma discussão em torno de que tipo de crônica poderia
                               Conduza os da reescrita do texto.
Como sugestão, elabore um painel com o título “E a notícia vira crônica...” e o que relataria etc. Os grupos
                               ser elaborado a partir da notícia que trouxeram,
coloque as crônicas produzidas pelos alunos, para que fiquem expostas e
                               devem socializar essa discussão.
possam ser lidas por todos da Após esse momento, comece a elaborar, em conjunto, o parágrafo inicial de
                                escola.
                               uma crônica, baseando-se na notícia discutida. Pergunte aos alunos qual
                                          2. Comentários: É importante que o material produzido pelos alunos circule, seja
                               título mais adequado teria essa crônica e inicie, no quadro, a escrita dessa
lido por outras pessoas. Aoparte do texto. Em seguida, olidos por outrosa leitura. Se houver alguma
                                 saber que seus textos serão professor faz
colegas, a perspectiva de produção é outra. O elaborar o parágrafo coletivamente, explique que isso se deve
                               divergência para texto terá outra finalidade, a
relação do aluno com sua produção escrita será ressignificada dentro dessa
                               porque a crônica traz um olhar muito pessoal e que eles terão uma
perspectiva.                   oportunidade em elaborar uma individualmente.
Outras sugestões para produção de crônicas literárias: utilizar a imagem de
uma revista; observar o comportamento dos colegas na hora do recreio ou
saída da escola no final 2. turno para produzirem umapiloto/giz.
                         do Material didático: quadro, crônica.
                         3. Comentários: Se a notícia não for interessante para produzir uma crônica,
Para obter mais informações, procure o apêndice.
                               mude-a e escolha outra.
                               Alerte os alunos para o fato de que o olhar lançado dependerá muito da notícia
                               lida. Algumas notícias levarão nosso olhar para o lado humorístico (por
                               exemplo, um ladrão que fica entalado em uma janela ao tentar fugir da
                               polícia), enquanto outras direcionam um olhar mais crítico (um gari que
                               devolve uma grande soma de dinheiro encontrado, no mesmo dia em que se
                               descobre um novo escândalo de dinheiro público).



            X – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA

                        1. Peça que cada aluno escolha uma das notícias discutidas em sala ou mesmo a
                             que ele trouxa para escrever uma crônica baseada nela.
                             Retome, oralmente, as características da crônica com os alunos. Sugira aos
                             alunos a anotarem livremente algumas idéias para a crônica, de forma que
                             encontrem a melhor. Essas anotações funcionam como um roteiro provisório.
                             Esclareça aos alunos que os cronistas também escrevem, reescrevem a
                             abandonam algumas idéias no momento de criar seus textos.

                        2. Material didático: anotações sobre as notícias. Caderno, lápis/caneta.
                        3. Comentários: é fundamental resgatar as características da crônica, bem como
                             aspectos relacionados à organização do texto ( paragrafação, ortografia,
                             coesão, coerência etc.)



            XI – Eixo de ensino | ESCRITA. ANÁLISE LINGUÍSTICA

                        1. Após avaliar as crônicas, entregue-as a cada autor e peça a reescrita final do
                             texto. É necessário esclarecer o aluno, com clareza, a situação a ser corrigida.
                             Em relação à ortografia, por exemplo, as palavras com grafia errada podem ser
                             circuladas para que o aluno as procure no dicionário.
                             Se o texto produzido não tiver as características de uma crônica, é preciso
                             apontar o que precisa ser alterado e também ler novamente, com a turma, as



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Conduza os grupos a uma discussãocaracterísticas da tipo de crônica poderia da reescrita do texto.
                                      em torno de que crônica no painel, antes
ser elaborado a partir da notícia que trouxeram, o que relataria etc. Os com o título “E a notícia vira crônica...” e
                                    Como sugestão, elabore um painel grupos
devem socializar essa discussão. coloque as crônicas produzidas pelos alunos, para que fiquem expostas e
Após esse momento, comece a elaborar, em conjunto, o todos da escola. de
                                    possam ser lidas por parágrafo inicial
uma crônica, baseando-se na notícia discutida. Pergunte aos alunos qual
                               2. Comentários: É importante que o material produzido pelos alunos circule, seja
título mais adequado teria essa crônica e inicie, no quadro, a escrita dessa
parte do texto. Em seguida, o professor faz a leitura. Se Ao saberalguma
                                    lido por outras pessoas. houver que seus textos serão lidos por outros
divergência para elaborar o parágrafo coletivamente, explique que isso é outra. O texto terá outra finalidade, a
                                    colegas, a perspectiva de produção se deve
porque a crônica traz um olhar muito pessoal e com sua produção escrita será ressignificada dentro dessa
                                    relação do aluno que eles terão uma
                                    perspectiva.
oportunidade em elaborar uma individualmente.
                                    Outras sugestões para produção de crônicas literárias: utilizar a imagem de
                                    uma revista; observar o comportamento dos colegas na hora do recreio ou
2. Material didático: quadro, piloto/giz. da escola no final do turno para produzirem uma crônica.
                                    saída
3. Comentários: Se a notícia não Para interessanteinformações, procurecrônica,
                                     for obter mais para produzir uma o apêndice.
mude-a e escolha outra.
Alerte os alunos para o fato de que o olhar lançado dependerá muito da notícia
lida. Algumas notícias levarão nosso olhar para o lado humorístico (por
exemplo, um ladrão que fica entalado em uma janela ao tentar fugir da
polícia), enquanto outras direcionam um olhar mais crítico (um gari que
devolve uma grande soma de dinheiro encontrado, no mesmo dia em que se
descobre um novo escândalo de dinheiro público).



X – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA

1. Peça que cada aluno escolha uma das notícias discutidas em sala ou mesmo a
que ele trouxa para escrever uma crônica baseada nela.
Retome, oralmente, as características da crônica com os alunos. Sugira aos
alunos a anotarem livremente algumas idéias para a crônica, de forma que
encontrem a melhor. Essas anotações funcionam como um roteiro provisório.
Esclareça aos alunos que os cronistas também escrevem, reescrevem a
abandonam algumas idéias no momento de criar seus textos.

2. Material didático: anotações sobre as notícias. Caderno, lápis/caneta.
3. Comentários: é fundamental resgatar as características da crônica, bem como
aspectos relacionados à organização do texto ( paragrafação, ortografia,
coesão, coerência etc.)



XI – Eixo de ensino | ESCRITA. ANÁLISE LINGUÍSTICA

1. Após avaliar as crônicas, entregue-as a cada autor e peça a reescrita final do
texto. É necessário esclarecer o aluno, com clareza, a situação a ser corrigida.
Em relação à ortografia, por exemplo, as palavras com grafia errada podem ser
circuladas para que o aluno as procure no dicionário.
Se o texto produzido não tiver as características de uma crônica, é preciso
apontar o que precisa ser alterado e também ler novamente, com a turma, as



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                                                                                                               II – FÁBULAS

                                   A fábula é um dos gêneros textuais mais antigos conhecidos pelo homem. Atribui-se a
Esopo (século VI a. C.), um escravo grego, a elaboração e difusão dessa narrativa na Grécia. As
fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação
dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da
cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios
ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas,
era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal, sugerindo uma verdade
ou provocando uma reflexão de ordem moral, destacada geralmente no final do texto. Com o
passar do tempo, não foi diferente. Diversos autores recriaram essas fábulas e hoje, aqui no
Brasil, temos exemplos de uma verdadeira recriação e intertextualidade desse gênero, com
destaque para Monteiro Lobato e o contemporâneo Millor Fernades.


                                     Pode-se afirmar que o uso de fábulas em sala de aula propicia discussões relevantes
acerca de questões morais e éticas, normas de comportamento etc., ampliando essa idéia ao se
fazer a relação com o cotidiano do aluno, com as polêmicas atuais. Recaindo o olhar para o
aspecto essencial no ensino de língua materna, vislumbra-se a exploração da construção
discursiva das fábulas: a apresentação das ações de cada personagem pode revelar muito do
seu caráter, de sua postura ética diante da vida; expressões utilizadas para se referiri aos
personagens podem sinalizar um ponto de vista a respeito de cada um.


                                    Baseados na discussão sobre essa temática, a qual favorece desenvolver habilidades
orais dos alunos, estimulando-os a se posicionarem criticamente diante do texto lido,
explicando e defendendo pontos de vista, podemos desenvolver várias estratégias de leitura,
desde a antecipação, localizando as informações, até a inferência e a generalização,
provocando o aluno a resgatar os seus conhecitos prévios.

                                   Em relação a produção, os alunos poderão criar fábulas, paródias de fábulas. Articula-
                                  se a produção de textos às reflexões sobre os usos linguístiocs peculiares desse gênero.

                                   Objetivos: levar o aluno a compreender e produzir fábulas, refletindo sobre sua função
social, suas características linguístico-discursivas e seu conteúdo temático; ativar
conhecimentos prévios e levantar hipóteses; observar a coerência global do texto na atividade
ao recontar fábula; refletir sobre o uso de certas expressões linguísticas para se refrir aos
animais e seus efeitos de sentido; criar títulos; reconhecer a moral em diferentes fábulas;
planejar a escrita de fábulas dentro das características desse gênero.




                                                                                                                             17
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



II – FÁBULAS

         A fábula é um dos gêneros textuais mais antigos conhecidos pelo homem. Atribui-se a
Esopo (século VI a. C.), um escravo grego, a elaboração e difusão dessa narrativa na Grécia. As
fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação
dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da
cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios
ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas,
era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal, sugerindo uma verdade
ou provocando uma reflexão de ordem moral, destacada geralmente no final do texto. Com o
passar do tempo, não foi diferente. Diversos autores recriaram essas fábulas e hoje, aqui no
Brasil, temos exemplos de uma verdadeira recriação e intertextualidade desse gênero, com
destaque para Monteiro Lobato e o contemporâneo Millor Fernades.


         Pode-se afirmar que o uso de fábulas em sala de aula propicia discussões relevantes
acerca de questões morais e éticas, normas de comportamento etc., ampliando essa idéia ao se
fazer a relação com o cotidiano do aluno, com as polêmicas atuais. Recaindo o olhar para o
aspecto essencial no ensino de língua materna, vislumbra-se a exploração da construção
discursiva das fábulas: a apresentação das ações de cada personagem pode revelar muito do
seu caráter, de sua postura ética diante da vida; expressões utilizadas para se referiri aos
personagens podem sinalizar um ponto de vista a respeito de cada um.


        Baseados na discussão sobre essa temática, a qual favorece desenvolver habilidades
orais dos alunos, estimulando-os a se posicionarem criticamente diante do texto lido,
explicando e defendendo pontos de vista, podemos desenvolver várias estratégias de leitura,
desde a antecipação, localizando as informações, até a inferência e a generalização,
provocando o aluno a resgatar os seus conhecitos prévios.

        Em relação a produção, os alunos poderão criar fábulas, paródias de fábulas. Articula-
se a produção de textos às reflexões sobre os usos linguístiocs peculiares desse gênero.

         Objetivos: levar o aluno a compreender e produzir fábulas, refletindo sobre sua função
social, suas características linguístico-discursivas e seu conteúdo temático; ativar
conhecimentos prévios e levantar hipóteses; observar a coerência global do texto na atividade
ao recontar fábula; refletir sobre o uso de certas expressões linguísticas para se refrir aos
animais e seus efeitos de sentido; criar títulos; reconhecer a moral em diferentes fábulas;
planejar a escrita de fábulas dentro das características desse gênero.




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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS           LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



             FÁBULA I | A raposa e as uvas                                                          SUGESTÕES                         DE
                                                                                              ATIVIDADES
                       Certa raposa esfaimada encontrou uma                                    I – Eixo de ensino | ORALIDADE
             parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisas
             de fazer vir água na boca. Mas tão altos, que nem
             pulando.                            1. Distribua tirar de papel com nomes de virtudes, de animais, de objetos, de
plantas, de fabulistas,O matreiro bicho torceu o focinho: e morais de fábulas. Em
                       de títulos de fábulas famosas
seguida, organize os alunos em grupos por categorias: (a) fabulistas; (b)
animais, objetos e plantas; – murmurou.de Uvas verdes, só para de fábulas.
             — Estão verdes (c) títulos – fábulas; (d) morais
             cachorros.
2. Material didático: Tiras de cartolinas preenchidas.
3. Comentários: O número de aulas vai depender do número de alunos e do ritmo
de trabalho deles. E foi-se. Nisto, deu o vento e uma folha caiu.
Essa atividadea propicia a ativação dosvoltou depressa, e pôs-
             A raposa, ouvindo o barulhinho,
             se farejar.
                                             conhecimentos prévios dos alunos
sobre o gênero fábula.
             MORAL: Quem desdenha, quer comprar.

                 (LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1991.)              II – Eixo de ensino | ORALIDADE E ESCRITA

                                                 1. Provoque discussões sobre as tiras recebidas pelos alunos com o propósito
              FÁBULA I I| A raposao as uvas textual a ser trabalhado. As
deles levantarem hipóteses sobre          e gênero
questões podem girar em torno de: “Com o título que tem em mãos, você
saberia            contar repente a uma esfomeada e gulosa,
                       De              raposa,          história?”,        “Quem            é           Monteiro         Lobato?”
Logo após, fomegrupos receberão tiras em branco, saiu do
              os de quatro dias e gula de todos os tempos, nas quais escreverão
peculiaridades da fábula, elerão na sombra deliciosa afixarão no painel de
             areal do deserto caiu em voz alta e do parreiral
características sobre opor um à altura de Como sugestões de perguntas, seguem:
             que descia
                         gênero fábula. a perder de vista. de uvase
             viu, além de tudo,
                                precipício
                                            um salto, cachos
                                                             Olhou
(a) Para que maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, de personagens
              são contadas e escritas as fábulas? (b) Que tipos
são mais comuns? (c) Como finalizam a maioriaadas palmo
             retesou o corpo, saltou, o focinho passou um fábulas?

            das uvas. Caiu, tentou de novo, Material didático: Tiras de cartolina preenchidas. Tiras de cartolina em branco.
                                           2. não conseguiu.
            Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo que tinha,
            não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas.
                                                                                                                       Cartolina.
            Desistiu, dizendo entre dentes, 3. Comentários: O ideal é que esse painel inicial nesta etapa seja retomado,
                                             com raiva: "Ah,
reconstruídotambém, não tem importância. Estão muito verdes." E manter-se afixado
             e reformulado ao longo da sequência, devendo FÁBULA ORIGINAL | A raposa e as uvas
na sala durante descendo, com cuidado, quando viu à sua frente
            foi essa atividade.
            uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até o
Organize o painel, junto com os alunos, usando alguns critérios para dividi-lo e entrou faminta em um terreno
            local em que estavam os cachos de uva, trepou na                CUma raposa
melhor organizar aperigosamente, pois ofábulas: era irregular e onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras, cujos
            pedra, caracterização das terreno objetivo, tipos de personagens
etc.        havia o risco de despencar, esticou a pata e. . .     cachos se dependuravam, muito alto, em cima de sua
            conseguiu ! Com avidez colocou na boca quase o cacho cabeça. A raposa não podia resistir à tentação de
            inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas estavam muito    chupar aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, não
            verdes!                                               conseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou mais
                                                                  uma vez os apetitosos cachos e disse:
                                                                          III – Eixo de ensino | ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA

            MORAL: A frustração é uma forma de julgamentoo aspecto “moral da história”, interaja com seus alunos o que seria
                                             1. Retome tão — Estão verdes...
            boa como qualquer outra.
moral, levantando perguntas, tais como: (a) Quando utilizamos a expressão
“Moral da história...”?; (b) Qual o sentido de “moral”?; (c) Por que umafácil desdenhar daquilo que não se alcança.
                                                               MORAL: É boa
parte das fábulas termina Millôr. Fábulas fabulosas. 14. Ed. Rio de Janeiro:
              ( FERNANDES, com uma moral?

Sistematize no quadro algumas contribuiçõesNórdica,alunos. Após essa(ESOPO. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2006)
                                                           dos 1997.)
interação, escreva no quadro o significado da palavra 'moral' (“conjunto das


                                                                         18                                                            19
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                           LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



                SUGESTÕES
FÁBULA I | A raposa e as uvas                   DE ATIVIDADES
Certa raposa esfaimadaEixo de ensino | ORALIDADE
                    I – encontrou uma
parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisas
de fazer vir água na boca. Mas tão altos, que nem
pulando.                          1. Distribua tirar de papel com nomes de virtudes, de animais, de objetos, de
O matreiro bicho torceu o focinho:   plantas, de fabulistas, de títulos de fábulas famosas e morais de fábulas. Em
                                     seguida, organize os alunos em grupos por categorias: (a) fabulistas; (b)
                                     animais, objetos e plantas; (c) títulos de fábulas; (d) morais de fábulas.
— Estão verdes – murmurou. – Uvas verdes, só para
cachorros.                          2. Material didático: Tiras de cartolinas preenchidas.
                                    3. Comentários: O número de aulas vai depender do número de alunos e do ritmo
E foi-se. Nisto, deu o vento e uma folha caiu.
                                          de trabalho deles.
A raposa, ouvindo o barulhinho, voltou depressa, e pôs-
se a farejar.
                                          Essa atividade propicia a ativação dos conhecimentos prévios dos alunos
                                          sobre o gênero fábula.
MORAL: Quem desdenha, quer comprar.

                      II – Eixo de ensino | ORALIDADE
(LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1991.)           E ESCRITA

                                   1. Provoque discussões sobre as tiras recebidas pelos alunos com o propósito
FÁBULA I I| A raposa e as uvas deles levantarem hipóteses sobre o gênero textual a ser trabalhado. As
                                          questões podem girar em torno de: “Com o título que tem em mãos, você
De repente a raposa, esfomeada e gulosa,  saberia       contar    uma      história?”,     “Quem       é     Monteiro   Lobato?”
fome de quatro dias e gula de todos os tempos, saiu do os grupos receberão tiras em branco, nas quais escreverão
                                          Logo após,
areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral da fábula, lerão em voz alta e afixarão no painel de
                                          peculiaridades
que descia por um precipício a perder de vista. Olhou e
                                          características sobre o gênero fábula. Como sugestões de perguntas, seguem:
viu, além de tudo, à altura de um salto, cachos de uvas
maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, são contadas e escritas as fábulas? (b) Que tipos de personagens
                                          (a) Para que
retesou o corpo, saltou, o focinho passou são mais comuns? (c) Como finalizam a maioria das fábulas?
                                           a um palmo
das uvas. Caiu, tentou de novo, não conseguiu.
Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo que didático: Tiras de cartolina preenchidas. Tiras de cartolina em branco.
                                   2. Material tinha,
não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas.
                                          Cartolina.
Desistiu, dizendo entre dentes, com raiva: "Ah,
também, não tem importância. Estão muito verdes." E O ideal é que esse painel inicial nesta etapa seja retomado,
                                   3. Comentários:
foi descendo, com cuidado, quando viuereconstruído e reformulado ao longo da sequência, devendo manter-se afixado
 FÁBULA ORIGINAL | A raposa àas uvas        sua frente
uma pedra enorme. Com esforço empurrou asala durante essa atividade.
                                          na pedra até o
local em que estavam os cachos de uva, trepou na
pedra, perigosamente, pois oem um terrenoirregularoepainel, junto com os alunos, usando alguns critérios para dividi-lo e
CUma raposa entrou faminta terreno era    Organize
haviahavia umade despencar, esticou amaduras, organizar a caracterização das fábulas: objetivo, tipos de personagens
onde o risco parreira, cheia de uvas melhor cujos
                                           pata e. . .
cachos se ! Com avidez colocou na boca etc. o cacho
conseguiu dependuravam, muito alto, em cima de sua
                                           quase
inteiro. EA cuspiu. Realmente asresistirestavam muito
cabeça.      raposa não podia uvas à tentação de
verdes! aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, não
chupar
conseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou mais
uma vez os apetitosos cachos e disse:
                       III – Eixo de ensino | ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA

MORAL: A frustração é uma forma deRetome o aspecto “moral da história”, interaja com seus alunos o que seria
— Estão verdes...              1. julgamento tão
boa como qualquer outra.              moral, levantando perguntas, tais como: (a) Quando utilizamos a expressão
                                      “Moral da história...”?; (b) Qual o sentido de “moral”?; (c) Por que uma boa
MORAL: É fácil desdenhar daquilo que não se alcança.
( FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. 14. Ed. Rio de das fábulas
                                              parte Janeiro:  termina com uma moral?
Nórdica, 1997.) São Paulo: Martin Claret, 2006)
(ESOPO. Fábulas.                            Sistematize no quadro algumas contribuições dos alunos. Após essa
                                            interação, escreva no quadro o significado da palavra 'moral' (“conjunto das


18                                                                           19
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS           LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



 história original e compararão quanto à adequação ao título e de moral
                             regras, preceitos etc. característicos à determinado grupo social que os
recebida.                    estabelece e defende”).
Promova uma discussão, apósProvoque os alunos a responderem essa pergunta: Por que se diz que a fábula
                               esse momento, sobre características comuns
encontradas na produção oral tem um caráter moralizante?
                              dos alunos, ampliando o painel.
2. Material didático: Tiras Material didático: quadro, piloto/giz.
                        2. de cartolina, piloto. Cópia de fábulas
3. Comentários: O professor deverá conhecer atividade leva os alunos a familiarizarem-se com o conceito
                        3. Comentários: Essa as fábulas que tiveram seus títulos
e morais selecionados e ter uma cópia deDemonstrar a diferença desse conceito, para que não confundam
                              de 'moral'. uma delas.
O propósito é explorar a coerênciao de 'ética'. Enquanto aemoral tem um caráter prático, dizendo como nos
                              com entre o título, a moral a fábula criada, de
forma a desafiar os alunos a criar uma narrativa dentro do gênero fábula tendo comportamento, costumes
                              portar dentro de um conjunto de valores, regras de
como sinalizadores o título e a moral.
                              estabelecidos por uma sociedade, a ética possui um caráter reflexivo, pois a
Mostre a importância, na horaela contação daspara avaliarutilizar os recursos
                               da recorremos fábulas, de nosso comportamento. Entende-se como uma
não-verbais, como gestos, pausas etc. de “juízo da moral”.
                              espécie Nesse momento, auxilie a turma a se
organizar quanto ao tempo necessário para planejar, ensaiar e apresentar o
texto.

            IV– Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA

                         1. Distribua fábulas diferentes entre os alunos paraensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA
                                                                   VI – Eixo de leitura individual e
                               socialização nos grupos com o objetivo de debaterem sobre os valores morais
                               contidos 1. Distribua com os alunos a fábula “A raposa e a responderem as de Monteiro
                                          na narrativa. Após a leitura, leve os alunos as uvas” nas versões
Lobato e de Millôr Fernandes. Eles (a) Que virtudes ou sobre a fábula enfatiza?; (b) Quais personagens
                               questões: irão ler e refletir vícios a estrutura, a
linguagem e o (re) dimensionamento da temática em momentos históricos da sociedade atual pode-se
                               os representam? Por quê?; (c) No modo de vida
diferentes.                    aplicar a moral da fábula?; (d) O texto traz valores que são princípios
Em seguida, levá-los a refletiressenciais para das duas fábulas (a diferença nas
                                sobre a moral a convivência humana, válidos para qualquer época, lugar e
duas fábulas, o caráter de ensinamento na versão de que ao longo do tempo a mudança dos valores
                               cultura?; (e) Pode-se dizer Monteiro Lobato e a
presença do humor na versão de Millôr Fernandes, a atualização dos éticos trazidos pelas fábulas?
                               morais deu um 'aspecto atrasado' aos princípios
provérbios, o recurso da paródia paradiscussão dessas perguntas, os alunos sistematizarão, em um cartaz,
                               Após a “distorcer a moral clássica” da primeira
versão.                        as principais conclusões, para depois socializarem no grande grupo.
Para promover a discussão, proponha perguntas do tipo: (a) Como cada fábula
inicia sua narração?; (b)2. Material didático: Cópias de fábulas diversas. Cartolina. Piloto
                          Qual a atuação da raposa em cada uma?; (c) O que
resolve fazer a raposa, em cada fábula, ao encontrar o empecilho para comer os valores éticos e morais
                         3. Nesse momento, os alunos estarão refletindo sobre
as uvas?; (d) Como termina cada fábula?; (e)fábulas e de que forma asmais
                               pertinentes nas Qual das duas versões é alegorias os representam.
engraçada? Por quê?            Nesse momento, revise com os alunos o texto do cartaz, para, se necessário
                               for, fazer alguma correção.
                                           2. Material didático: Cópias da fábula A raposa e as uvas, nas versões de
                                                                    Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes. Cartolina, piloto.
              V – Eixo de ensino | ORALIDADE
                                         3. Comentários: Comente com os alunos que a fábula “A raposa e as uvas”
original foi escrita por Esopo, antes de Cristo. Mostre para os alunos o recurso
utilizado na produção 1. Escolha Fernandes: a e morais de fábulas e escreva-os em tiras de cartolinas.
                          de Millôr alguns títulos paródia. Essa diferença
produzida nas partes da narrativa por este autor os alunos. Pergunte se eles já conhecem os títulos da história
                               Distribua-as com muda sobremaneira algumas
nuances: (a) na orientação - caracterização de personagens, finaliza as fábulas. Leve os alunos a perceberem
                               e se já conhecem a moral que tempo e espaço
da narrativa; (b) na complicação –éocomum osgera a narrativa; nessa fábula, as
                               que fato que provérbios encerrarem fábulas.
uvas estarem inacessíveis; (c)Questione o – a conseqüência da esses provérbios, sobre o seu caráter
                                na resolução que pensam sobre complicação;
na fábula, a s ações da raposa moralizante, de ensinamento.
                                após ser mal sucedida na tentativa de pegar as
uvas; (d) na avaliação- na fábula, destaca-se a base nos títulos e provérbios recebidos, os grupos tentarão
                               Logo após, com moral.
                               recontar ou criar oralmente a fábula. Em seguida, os alunos receberão a



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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS               LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



regras, preceitos etc. característicos de determinado compararão quanto à adequação ao título e à moral
                                     história original e grupo social que os
estabelece e defende”).             recebida.
Provoque os alunos a responderem Promova uma discussão, apósque a momento, sobre características comuns
                                    essa pergunta: Por que se diz esse fábula
tem um caráter moralizante?         encontradas na produção oral dos alunos, ampliando o painel.
2. Material didático: quadro, 2. Material didático: Tiras de cartolina, piloto. Cópia de fábulas
                              piloto/giz.
3. Comentários: Essa atividade leva os alunos O familiarizarem-se conhecer as fábulas que tiveram seus títulos
                              3. Comentários: a professor deverá com o conceito
de 'moral'. Demonstrar a diferença desse conceito, para que ter uma cópia de uma delas.
                                    e morais selecionados e não confundam
com o de 'ética'. Enquanto a moral tem um caráter prático, a coerência entre o título, a moral e a fábula criada, de
                                    O propósito é explorar dizendo como nos
portar dentro de um conjunto de valores, regras de comportamento, costumes
                                    forma a desafiar os alunos a criar uma narrativa dentro do gênero fábula tendo
estabelecidos por uma sociedade, a como possui um caráter reflexivo, pois a
                                     ética sinalizadores o título e a moral.
ela recorremos para avaliar nosso comportamento. Entende-seda contação das fábulas, de utilizar os recursos
                                    Mostre a importância, na hora como uma
espécie de “juízo da moral”.        não-verbais, como gestos, pausas etc. Nesse momento, auxilie a turma a se
                                    organizar quanto ao tempo necessário para planejar, ensaiar e apresentar o
                                    texto.

IV– Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA

1. Distribua fábulas – Eixo de ensino | os alunos para leitura LINGUÍSTICA
                   VI diferentes entre LEITURA, ANÁLISE individual e
socialização nos grupos com o objetivo de debaterem sobre os valores morais
contidos na narrativa. Após 1. Distribua comos alunos a fábula “A raposa e as uvas” nas versões de Monteiro
                               a leitura, leve os alunos a responderem as
questões: (a) Que virtudes ou vícios a fábula enfatiza?; (b) Quais personagens ler e refletir sobre a estrutura, a
                                    Lobato e de Millôr Fernandes. Eles irão
os representam? Por quê?; (c) No modo de vida da (re) dimensionamento da temática em momentos históricos
                                    linguagem e o sociedade atual pode-se
aplicar a moral da fábula?; (d) O texto traz valores que são princípios
                                    diferentes.
essenciais para a convivência humana, válidos para qualquer época, lugar moral das duas fábulas (a diferença nas
                                    Em seguida, levá-los a refletir sobre a e
cultura?; (e) Pode-se dizer que ao duas fábulas, o a mudançaensinamento na versão de Monteiro Lobato e a
                                    longo do tempo caráter de       dos valores
morais deu um 'aspecto atrasado' aos princípios éticos trazidos pelasde Millôr Fernandes, a atualização dos
                                    presença do humor na versão fábulas?
Após a discussão dessas perguntas,provérbios, o recurso da paródia para “distorcer a moral clássica” da primeira
                                     os alunos sistematizarão, em um cartaz,
as principais conclusões, para depois socializarem no grande grupo.
                                    versão.
                                    Para promover a discussão, proponha perguntas do tipo: (a) Como cada fábula
2. Material didático: Cópias de fábulas diversas. Cartolina. Qual a atuação da raposa em cada uma?; (c) O que
                                    inicia sua narração?; (b) Piloto
                                    resolve fazer a raposa, em cada fábula, ao encontrar o empecilho para comer
3. Nesse momento, os alunos estarão refletindo sobre os valores éticos e morais
pertinentes nas fábulas e de que formauvas?; (d) Como termina cada fábula?; (e) Qual das duas versões é mais
                                    as as alegorias os representam.
                                    engraçada? Por quê?
Nesse momento, revise com os alunos o texto do cartaz, para, se necessário
for, fazer alguma correção.
                             2. Material didático: Cópias da fábula A raposa e as uvas, nas versões de
                                   Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes. Cartolina, piloto.
V – Eixo de ensino | ORALIDADE
                             3. Comentários: Comente com os alunos que a fábula “A raposa e as uvas”
                                   original foi escrita por Esopo, antes de Cristo. Mostre para os alunos o recurso
1. Escolha alguns títulos e morais de fábulas naescreva-os em tiras de cartolinas. a paródia. Essa diferença
                                   utilizado e produção de Millôr Fernandes:
                                   produzida nas partes da narrativa por este autor muda sobremaneira algumas
Distribua-as com os alunos. Pergunte se eles já conhecem os títulos da história
e se já conhecem a moral que finaliza as fábulas. Leve os alunos a perceberemde personagens, tempo e espaço
                                   nuances: (a) na orientação - caracterização
que é comum os provérbios encerrarem fábulas. (b) na complicação – o fato que gera a narrativa; nessa fábula, as
                                   da narrativa;
Questione o que pensam sobre esses estarem inacessíveis; (c) na resolução – a conseqüência da complicação;
                                   uvas provérbios, sobre o seu caráter
moralizante, de ensinamento.       na fábula, a s ações da raposa após ser mal sucedida na tentativa de pegar as
Logo após, com base nos títulos e uvas; (d) narecebidos, os grupos tentarão a moral.
                                    provérbios avaliação- na fábula, destaca-se
recontar ou criar oralmente a fábula. Em seguida, os alunos receberão a



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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS          LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS


 2. Material didático: Cópias de diversas fábulas.ANÁLISE LINGÜÍSTICA
             VII – Eixo de ensino | LEITURA E Lápis, papel. Quadro, piloto/giz.
3. Para que o aluno produza o título, é necessário que identifique a unidade
temática do texto. Discuta, Os alunos alunos, as produções elaboradas por de referenciação – expressões
                         1. com seus deverão indicar no texto o processo eles
e leve-os a perceber quais títulos melhor se articulam ao tema da fábula.ou lugar – e de adjetivação – como
                               utilizadas para designar cada personagem Da
mesma forma se dá com a produção da moral.personagens e outros elementos da narrativa: a raposa, os
                               são descritos os
                                cachos e as uvas nas duas versões das fábulas.
                                Oriente-os a sistematizarem no quadro essas diferenças, para que percebam a
                                mudança na linguagem e os efeitos | de sentido pretendidosLINGUÍSTICA E ORALIDADE.
                                                   X – Eixo de ensino LEITURA, ANÁLISE pelos autores,
                                através de questões, como: (a) Em que versão a raposa parece mais faminta?
                                Por quê?; (b) Em que versão a linguagem está mais próxima da atualidade?
                                                      1. Distribua tiras aos alunos pedindo que eles recuperem aspectos
                                Exemplifique.
característicos do gênero fábula. Através das respostas trazidas nas tiras, o
professor deverá trazer o painel da caracterização para da fábula A raposa e as uvas, nas versões de
                          2. Material didático: Cópias que os alunos retomem
as características iniciais sobre o texto, ampliando com outras características
                                Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes.
que surgiram no decorrer dessa atividade.
                          3. Comentário: É importante levar os alunos a refletir sobre as possíveis
2. Material didático: Papel ofício, lápis/caneta. Painel.
                                intenções do autor ao usar alguns adjetivos e como essas escolhas se
3. Comentários: professor, traga para o centro das pretendida. Na maioria das vezes, o uso dos artigos
                                relacionam com a moral discussões outras
características do gênero fábula, como: ou quem produz? uma raposa/a raposa) ou a forma de nomear os
                                definidos (a) indefinidos ( (b) quem escuta/lê,
atualmente, e quem escutou/leu em outras cordeiro/cordeirinhopode ser
                                personagens ( épocas? (c) onde ) revelam aspectos importantes para
encontrado esse gênero? (d) que outros textoshumor fábulas? (propagandas,de sentido.
                                compreender o usam e a ironia entre efeitos
poemas, músicas etc.)


            VIII – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA.
                                                                                             XI – Eixo de ensino | ESCRITA.
                         1. Distribua com os alunos a fábula “O leão e o rato”, de La Fontaine. Após
                               fazerem a leitura, mostre-os asdeverão produzir uma fábula, designar os
                                              1. Agora, os alunos expressões utilizadas para utilizando outras alegorias –
animais, objetos ou algum elemento de (referência do seu cotidiano que ).
                               personagens leão – o rei das selvas; o grandalhão
simbolize alguma virtude ou vício. Retome o alunos da caracterização. cartaz, as expressões que designam
                               Em seguida, os painel escreverão, em um
O professor deverá solicitar a personagens, respondendo as questões: (a) Por a o leão é chamado dessa
                                (re) escrita dos textos produzidos, destacando que
organização textual-discursiva dos textos (pontuação, discurso direto e o personagem e sua atuação
                               forma?; (b) Esse fato ajudou a conhecer melhor
indireto, elementos da narrativa, fábula? Explique.
                               na marcadores de tempo-espaço, adjetivação,
cadeia referencial, figuras de linguagem, dentre outros aspectos que o
professor julgar necessário Material didático: cópias da fábula “O leão e o rato” (Anexo I). Cartolina,
                         2. e pertinente).
                               piloto.
2. Material didático: Painel da caracterização. Papel, lápis/caneta. ser utilizada uma outra fábula. O
                         3. Comentários: Nessa atividade, poderá
3. Comentários: dessas produções elaboradas pelos alunos poderá sair alguma personagens – expressões
                               importante é destacar a cadeia referencial dos
paródia referentes à vida cotidiana, com personagensum personagem ao decorrer do texto. A cadeia
                               usadas para designar reais, que representem
vícios e virtudes, como alguns artistas, políticos ou sobre as pessoas nas personagens ou na maneira
                               referencial pode sinalizar outras mudanças
conhecidas. Os alunos poderão oso mais variados cenários voltados para o
                               como narrador as encara ao longo da narrativa.
humor etc. É importante manter a essência do gênero, destacando o
ensinamento com o uso de alegorias, como animais, objetos, plantas, para
representar vícios e virtudes humanas.
Outra forma IX – Eixo de ensino | ESCRITA.
               de produção é solicitar aos alunos que parodiem uma mesma
fábula e, daí, eleger a melhor versão.
                         1. Distribua aos alunos diversas fábulas, sem o título e sem a moral. Proponha os
                               alunos a produzirem um título e uma moral para as fábulas recebidas.
                               Após a produção, escreva no quadro as sugestões dos alunos e depois
                               compare-as com os títulos e as morais originais.

                                                           22                                                                23
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS               LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



VII – Eixo de ensino | LEITURAMaterial didático: Cópias de diversas fábulas. Lápis, papel. Quadro, piloto/giz.
                               2. E ANÁLISE LINGÜÍSTICA
                              3. Para que o aluno produza o título, é necessário que identifique a unidade
1. Os alunos deverão indicar no texto o processo de referenciação – expressões as produções elaboradas por eles
                                   temática do texto. Discuta, com seus alunos,
utilizadas para designar cada personagem ou a perceberde adjetivaçãomelhor se articulam ao tema da fábula. Da
                                   e leve-os lugar – e quais títulos – como
são descritos os personagens e outros elementos se dánarrativa: a raposa, moral.
                                   mesma forma da com a produção da os
cachos e as uvas nas duas versões das fábulas.
Oriente-os a sistematizarem no quadro essas diferenças, para que percebam a
mudança na linguagem e de ensino | de sentido pretendidosLINGUÍSTICA E ORALIDADE.
                  X – Eixo os efeitos LEITURA, ANÁLISE pelos autores,
através de questões, como: (a) Em que versão a raposa parece mais faminta?
Por quê?; (b) Em que versão a linguagem está mais próxima da atualidade?
                             1. Distribua tiras aos alunos pedindo que eles recuperem aspectos
Exemplifique.
                                   característicos do gênero fábula. Através das respostas trazidas nas tiras, o
2. Material didático: Cópias da fábula A deverá trazer uvas, nas versões de
                                   professor raposa e as o painel da caracterização para que os alunos retomem
                                   as características iniciais sobre o texto, ampliando com outras características
Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes.
                                   que surgiram no decorrer dessa atividade.
3. Comentário: É importante levar os alunos a refletir sobre as possíveis
intenções do autor ao usar 2. Material didático:como essas escolhas se Painel.
                              alguns adjetivos e Papel ofício, lápis/caneta.
relacionam com a moral pretendida. Na maioria das vezes, o uso dos o centro das discussões outras
                             3. Comentários: professor, traga paraartigos
definidos ou indefinidos ( uma raposa/a raposa) ou a forma decomo: (a) quem produz? (b) quem escuta/lê,
                                   características do gênero fábula, nomear os
personagens ( cordeiro/cordeirinho ) revelam easpectosescutou/leu em outras épocas? (c) onde pode ser
                                   atualmente, quem importantes para
compreender o humor e a ironia entre efeitos de sentido.
                                   encontrado esse gênero? (d) que outros textos usam fábulas? (propagandas,
                                   poemas, músicas etc.)


VIII – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA.
                  XI – Eixo de ensino | ESCRITA.
1. Distribua com os alunos a fábula “O leão e o rato”, de La Fontaine. Após
fazerem a leitura, mostre-os1.asAgora, os alunos deverão produzir umaos
                                    expressões utilizadas para designar fábula, utilizando outras alegorias –
personagens ( leão – o rei das selvas; o grandalhão ). ou algum elemento de referência do seu cotidiano que
                                     animais, objetos
Em seguida, os alunos escreverão, em um cartaz, as expressões que designam o painel da caracterização.
                                     simbolize alguma virtude ou vício. Retome
personagens, respondendo as questões: (a) Por que o leão é chamado dessa dos textos produzidos, destacando a
                                     O professor deverá solicitar a (re) escrita
forma?; (b) Esse fato ajudou a conhecer melhor o personagem e suados textos (pontuação, discurso direto e
                                     organização textual-discursiva atuação
na fábula? Explique.                 indireto, elementos da narrativa, marcadores de tempo-espaço, adjetivação,
                                     cadeia referencial, figuras de linguagem, dentre outros aspectos que o
2. Material didático: cópias da fábula “O julgar e o rato” (Anexo I). Cartolina,
                                     professor leão necessário e pertinente).
piloto.
3. Comentários: Nessa atividade, poderá ser utilizada da caracterização. Papel, lápis/caneta.
                              2. Material didático: Painel uma outra fábula. O
importante é destacar a cadeia Comentários:dos personagens – expressões
                              3. referencial dessas produções elaboradas pelos alunos poderá sair alguma
usadas para designar um personagem aoreferentes à vida cotidiana, com personagens reais, que representem
                                     paródia decorrer do texto. A cadeia
referencial pode sinalizar sobre as mudanças virtudes, como alguns maneira políticos ou outras pessoas
                                     vícios e nas personagens ou na artistas,
como o narrador as encara ao longo da narrativa. alunos poderão os mais variados cenários voltados para o
                                     conhecidas. Os
                                     humor etc. É importante manter a essência do gênero, destacando o
                                     ensinamento com o uso de alegorias, como animais, objetos, plantas, para
                                     representar vícios e virtudes humanas.
IX – Eixo de ensino | ESCRITA. Outra forma de produção é solicitar aos alunos que parodiem uma mesma
                                     fábula e, daí, eleger a melhor versão.
1. Distribua aos alunos diversas fábulas, sem o título e sem a moral. Proponha os
alunos a produzirem um título e uma moral para as fábulas recebidas.
Após a produção, escreva no quadro as sugestões dos alunos e depois
compare-as com os títulos e as morais originais.

22                                                               23
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                     LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS




               ANEXO I                                                                                         III – CARTA                    DO
                                                                                                               LEITOR
                   O leão e o rato | Jean de La Fontaine


                     Um rato, bastante perturbado,
                   sai da sua toca. Quando olha
                   para frente, dá de cara com um
                   leão! Para sua sorte, o rei da
                   selva ou teve piedade ou não
                   estava com fome naquela hora,
                   pois nad a f ez ao bi cho,
                   deixando-o ir embora. Mas o
                   bem que o leão fez foi bem pago.
                   Quem diria que, um dia, ele iria
                   precisar daquele insignificante
                                   A 'Carta do Leitor' é um gênero que circula no domínio jornalístico, veicula em revistas
                   ratinho! E foi o que aconteceu.
e jornais de circulação regional e nacional em uma seção específica para este fim. Caracteriza-
                   Ao passar pela extensa floresta,
se como uma carta aberta dirigida a destinatários desconhecidos. Do ponto de vista
                   o leão caiu numa rede enganosa!
organizacional geral, a carta do leitor se assemelha às cartas pessoais, que por sua vez advém
                   Logo ele que não conhecia a
do gênero epistolar, o qual obedece a elementos que contribuem para a unidade interna do
                   traição por ser forte e corajoso!
texto. As características que permeiam este gênero: texto com intencionalidade persuasiva;
                   Fez de tudo: rugiu, esforçou-se,
com formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo, corpo do texto,
                   porém não conseguiu fugir.
expressão cordial de despedida, assinatura, cidade de origem, sendo que nem todas essas
partes são encontradasnão carta do leitor.o rato para
                     E na é que aparece Esses elementos contribuem para a unidade interna
do texto. Nessas seções, encontramos elementos identificadores de lugar, tempo, destinatário,
                   acudir o grandalhão das selvas?
remetente, saudação, despedida, dentre outros, que podem variar de acordo com o tipo de
carta – carta pessoal, carta comercial, carta do leitor, carta aberta etc. – sendo cada uma com
                   — Mas como você poderá me
características diferentes. com diversidade se odá em razão dos propósitos comunicativos
                   aju dar Esta esse p eq uen
desses gêneros. tamanho? – pergunta o leão.

                   O rato não responde, e começa a
                   roer as grades da prisão.
                                     Na sua produção e versão final, a carta do leitor é composta dos elementos estruturais
pertinentes a esse gênero. seus dentes finos, rompe os fios quecarta é editada antes da sua
                     Com Contudo, ao chegar à redação, essa prendem o leão. Ele consegue libertar
publicação, por uma questão de espaço físico pagando, assim, uma dívida com o tema, Com isso,
                   aquele que um dia lhe fez bem, do jornal/revista, pertinência ao leão.
prolixidade, dentre outros. Assim como as carta poderá serem sempre gratos com quem lhes ajuda. E
                   deixa uma lição para a pessoas: de não ser publicada, até pela quantidade
de cartas com o mesmo tema, ficando trabalho, quando feito com paciência, para melhor resultado do
                   mais: mostra que o a editora a decidir qual a mais viável tem publicação.
Dessa forma, a relação a força eentre o leitor (interlocutor da carta) e o jornal/revista (editor)suas
                   que de poder a imprudência daqueles que, nervosos, tentam realizar é
                   obrigações.
assimétrica: o jornal ou revista é que decide o que será publicado, de que forma e quando.

                           (La Fontaine, Jean de Fábulas de Esopo. Adaptação: Lúcia Tulchinski. São Paulo: Scipione, 2008)
                                     Nessas cartas, o leitor/interlocutor reivindica, solicita, critica, agradece ou elogia algo
que foi publicado ou mesmo algum fato da comunidade, regional ou nacional. A linguagem é
clara e objetiva, estilo simples, pessoal (emprego dos pronomes e verbos na 1ª pessoa) ou mais
impessoal (empregandomais informações, procure o apêndice.
              Para obter pronomes e verbos na 3ª pessoa) ou ainda a possibilidade de utilizar os
dois tipos de linguagem ao mesmo tempo; menor ou maior impessoalidade, de acordo com a
intenção do autor, no entanto são produzidas no registro formal da língua. Quando se trata de
alguma reclamação ou reivindicação, é necessário convencer os leitores e/ou ouvintes a aceitar



                                                                     24                                                                  25
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ANEXO I                III – CARTA DO LEITOR

O leão e o rato | Jean de La Fontaine


Um rato, bastante perturbado,
sai da sua toca. Quando olha
para frente, dá de cara com um
leão! Para sua sorte, o rei da
selva ou teve piedade ou não
estava com fome naquela hora,
pois n ada f ez ao bich o,
deixando-o ir embora. Mas o
bem que o leão fez foi bem pago.
Quem diria que, um dia, ele iria
precisar daquele insignificante
                             A 'Carta do Leitor' é um gênero que circula no domínio jornalístico, veicula em revistas
ratinho! E foi o que aconteceu.
                    e jornais de circulação regional e nacional em uma seção específica para este fim. Caracteriza-
Ao passar pela extensa floresta,
                    se como uma carta aberta dirigida a destinatários desconhecidos. Do ponto de vista
o leão caiu numa rede enganosa!
                    organizacional geral, a carta do leitor se assemelha às cartas pessoais, que por sua vez advém
Logo ele que não conhecia a
                    do gênero epistolar, o qual obedece a elementos que contribuem para a unidade interna do
traição por ser forte e corajoso!
                    texto. As características que permeiam este gênero: texto com intencionalidade persuasiva;
Fez de tudo: rugiu, esforçou-se,
                    com formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo, corpo do texto,
porém não conseguiu fugir.
                    expressão cordial de despedida, assinatura, cidade de origem, sendo que nem todas essas
                    partes são encontradas na carta do leitor. Esses elementos contribuem para a unidade interna
E não é que aparece o rato para
acudir o grandalhão das selvas? seções, encontramos elementos identificadores de lugar, tempo, destinatário,
                    do texto. Nessas
                    remetente, saudação, despedida, dentre outros, que podem variar de acordo com o tipo de
— Mas como você poderá me
                    carta – carta pessoal, carta comercial, carta do leitor, carta aberta etc. – sendo cada uma com
ajud ar com essecaracterísticas diferentes. Esta diversidade se dá em razão dos propósitos comunicativos
                      pequeno
tamanho? – pergunta o leão.
                    desses gêneros.

O rato não responde, e começa a
roer as grades da prisão.
                            Na sua produção e versão final, a carta do leitor é composta dos elementos estruturais
 Com seus dentes finos, rompe os fios que prendem o leão. Ele consegue libertarcarta é editada antes da sua
                   pertinentes a esse gênero. Contudo, ao chegar à redação, essa
aquele que um diapublicação, por uma questãouma dívida com o leão. jornal/revista, pertinência ao tema,
                    lhe fez bem, pagando, assim, de espaço físico do Com isso,
deixa uma lição para as pessoas: de serem sempre gratos com quem lhes ajuda. Epublicada, até pela quantidade
                   prolixidade, dentre outros. Assim como a carta poderá não ser
mais: mostra que o trabalho, quando feito com paciência, tem melhor resultado domais viável para publicação.
                   de cartas com o mesmo tema, ficando a editora a decidir qual a
que a força e a Dessa forma, daqueles de poder entre o tentam realizar suas carta) e o jornal/revista (editor) é
                   imprudência a relação que, nervosos, leitor (interlocutor da
obrigações.        assimétrica: o jornal ou revista é que decide o que será publicado, de que forma e quando.

(La Fontaine, Jean de Fábulas de Esopo. Adaptação: Lúcia Tulchinski. São Paulo: Scipione, 2008)
                           Nessas cartas, o leitor/interlocutor reivindica, solicita, critica, agradece ou elogia algo
                  que foi publicado ou mesmo algum fato da comunidade, regional ou nacional. A linguagem é
                  clara e objetiva, estilo simples, pessoal (emprego dos pronomes e verbos na 1ª pessoa) ou mais
Para obter mais informações,(empregando pronomes e verbos na 3ª pessoa) ou ainda a possibilidade de utilizar os
                  impessoal procure o apêndice.
                  dois tipos de linguagem ao mesmo tempo; menor ou maior impessoalidade, de acordo com a
                  intenção do autor, no entanto são produzidas no registro formal da língua. Quando se trata de
                  alguma reclamação ou reivindicação, é necessário convencer os leitores e/ou ouvintes a aceitar



24                                                                               25
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                                                                                             SUGESTÕES
            os pontos de vista expostos, convencendo as pessoas a acreditarem no que é dito e aderirem ao         DE
            que se reivindica. Assim, as sequências argumentativas e expositivasATIVIDADES
                                                                                   são mais freqüentes.
            Outras vezes, é necessário relatar fatos ou ações em uma seqüência temporal e causal, quando
                                                                            I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE
            prevalecem as sequências narrativas.

                                        1. Organize a turma em grupos e distribua exemplares de jornais, revistas e gibis.
Oriente para que os   Oalunos busquemleitor em sala de aulaleitor' e observem o contato com um gênero
                         uso da carta do a seção 'carta do proporciona ao aluno
criteriosamente para verificar em que parte desses no espaço escolar favorece a descoberta da função sua
             escrito. A introdução deste gênero suportes são publicadas as
cartas dos leitores. Questione-os: (a) Vocês encontraram a seção em que as das pessoas escolherem este
             social, criando oportunidades para uma reflexão sobre o porquê
pessoas expõem suaspara expressar suas opiniões, comentar algo etc., qual a sua importância no efetivo
             gênero idéias, sua opinião, reivindicação, reclamação etc.? (b)
Encontraramcontato entre identifica essa seção? (c) Nessa seção, há alguma
              o nome que o veículo e leitor etc., quais temas são mais recorrentes.
informação sobre as pessoas que escrevem para eles? Quais?
Faça uma tabela no quadro ou cartolina para escrever os dados de cada
suporte identificado por seção:

                              Objetivos: familiarizar-se com o gênero carta do leitor, buscando compreender
                                                                                                                     Nome doda
                              e refletir sobr e as usas especificidades, assim como produzi-lo
                                                                                                                      Revista
                                                                                                                        Jornal
                                                                                                                          Gibi
                              adequadamente; perceber elementos estruturadores do gênero carta do leitor;
                              ler e produzir cartas do leitor, levantando os pontos de vista e argumentos para Nome / Suporte
                              criticar, elogiar, sugerir, indagar, solicitar ou denunciar.
                                                                                                               Nome da Seção
                                                                                                                Identificação
                                                                                                                 do remetente

Logo em seguida, explore os diversos nomes identificados na seção de carta do
leitor. Alguns meios de comunicação apresentam essa seção como: “Correio
do Cebolinha” ou algum outro personagem do gibi ou mesmo o nome do leitor,
no caso dos gibis, outros veículo divulgam endereço para correspondência e o
nome do leitor. É interessante levar o aluno a fazer essa comparação e análise
para provocar uma reflexão de como funcionam os diferentes meios de
comunicação, mesmo com o nome da mesma seção.

                                        2. Recursos didáticos: Exemplares de jornais, revistas e gibis; Cartolina. Quadro.
                                                                                                                    Piloto/Giz.
                                       3. Comentários: O número de aulas dependerá do número de alunos e ritmo
destes. As respostas deverão ser afixadas em local visível de maneira que eles
percebam as diversas identificações encontradas nos veículos de
comunicação à seção 'Carta do Leitor', assim como outros elementos
identificadores dos leitores, como: sexo, idade, lugar de onde escrevem,
profissão etc.)



                                                                II – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.

                                         1. Mostre aos alunos, no mínimo, 2 modelos de carta do leitor de cada suporte de
mídia. Incentive-os a lerem as cartas, logo após, pergunte em que veículo elas
foram publicadas. Mostre aos alunos exemplares de carta pessoal e carta do
leitor, com o intuito de identificar as características destes gêneros. Após
observarem os gêneros, pergunte: (a) A carta enviada pelo leitor à redação de

                                                           26                                                           27
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS              LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



                    SUGESTÕES DE ATIVIDADES
os pontos de vista expostos, convencendo as pessoas a acreditarem no que é dito e aderirem ao
que se reivindica. Assim, as sequências argumentativas e expositivas são mais freqüentes.
Outras vezes, é necessário relatar fatos ou ações em uma seqüência temporal e causal, quando
                   I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE
prevalecem as sequências narrativas.

                               1. Organize a turma em grupos e distribua exemplares de jornais, revistas e gibis.
O uso da carta do leitor em sala de Oriente para queao aluno o contato comaum gênero
                                      aula proporciona os alunos busquem seção 'carta do leitor' e observem
escrito. A introdução deste gênero criteriosamente para verificar a descoberta da função sua são publicadas as
                                      no espaço escolar favorece em que parte desses suportes
social, criando oportunidades para uma reflexão sobre Questione-os:pessoas escolherem estea seção em que as
                                      cartas dos leitores. o porquê das (a) Vocês encontraram
gênero para expressar suas opiniões, comentar algo suas idéias, sua opinião, reivindicação, reclamação etc.? (b)
                                      pessoas expõem etc., qual a sua importância no efetivo
contato entre o veículo e leitor etc.,Encontraram são maisque identifica essa seção? (c) Nessa seção, há alguma
                                       quais temas o nome recorrentes.
                                      informação sobre as pessoas que escrevem para eles? Quais?
                                      Faça uma tabela no quadro ou cartolina para escrever os dados de cada
                                      suporte identificado por seção:

Objetivos: familiarizar-se com o gênero carta do leitor, buscando compreender
                                                                Nome da           Nome do           Nome do
e r efletir sobre as usas especificidades, assim como produzi- lo
                                                                 Revista           Gibi              Jornal
adequadamente; perceber elementos estruturadores do gênero carta do leitor;
ler e produzir cartas do leitor, levantando os/ pontos de vista e argumentos para
                                         Nome Suporte
criticar, elogiar, sugerir, indagar, solicitar ou denunciar.
                                         Nome da Seção
                                          Identificação
                                          do remetente

                                   Logo em seguida, explore os diversos nomes identificados na seção de carta do
                                   leitor. Alguns meios de comunicação apresentam essa seção como: “Correio
                                   do Cebolinha” ou algum outro personagem do gibi ou mesmo o nome do leitor,
                                   no caso dos gibis, outros veículo divulgam endereço para correspondência e o
                                   nome do leitor. É interessante levar o aluno a fazer essa comparação e análise
                                   para provocar uma reflexão de como funcionam os diferentes meios de
                                   comunicação, mesmo com o nome da mesma seção.

                              2. Recursos didáticos: Exemplares de jornais, revistas e gibis; Cartolina. Quadro.
                                   Piloto/Giz.
                              3. Comentários: O número de aulas dependerá do número de alunos e ritmo
                                   destes. As respostas deverão ser afixadas em local visível de maneira que eles
                                   percebam as diversas identif icações encontradas nos veículos de
                                   comunicação à seção 'Carta do Leitor', assim como outros elementos
                                   identificadores dos leitores, como: sexo, idade, lugar de onde escrevem,
                                   profissão etc.)



                   II – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.

                              1. Mostre aos alunos, no mínimo, 2 modelos de carta do leitor de cada suporte de
                                  mídia. Incentive-os a lerem as cartas, logo após, pergunte em que veículo elas
                                  foram publicadas. Mostre aos alunos exemplares de carta pessoal e carta do
                                  leitor, com o intuito de identificar as características destes gêneros. Após
                                  observarem os gêneros, pergunte: (a) A carta enviada pelo leitor à redação de

26                                                               27
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS               LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



 Busque evidenciar as características e especificidades dos etc., é semelhante às que ele envia para um
                              jornais, revistas, gibis, rádio, TV gêneros
trabalhados, explorando os pontos levantados pelos alunos.
                              amigo?
                              Neste momento, apresente um exemplo da carta pessoal e outro da carta do
2. Recursos didáticos: Cartolina. Piloto
                              leitor. Continue interagindo com seu aluno, perguntando: (a) O que podemos
3. Inicie uma discussão oral baseando-se nos pontos listados nas tabelas.
                              ver na carta pessoal? (b) Como escreve o remetente para que possamos
Pontue no quadro as respostas dos alunos para que os mesmos observem as
                              perceber de onde a carta é e quando foi produzida ( Local e data)? (c) O que se
especificidades do gênero trabalhado nos modelos de carta.
                              percebe no conteúdo da carta após a saudação? De que forma a carta foi
                              concluída ( Despedida e assinatura)? (d) Ao ler a carta, podemos perceber o
                              propósito dela?
                              Faça anotações nas margens da carta pessoal dos pontos comentados pelos ensino | LEITURA.
                                                                                            IV – Eixos de
                              alunos. Em seguida, convide-os a observarem a carta do leitor, oriente-os de
                              que eles irão Divida a agora a cartagrupos, distribua um seguintes questões: carta do leitor
                                         1. observar turma em do leitor e levante as exemplar de uma
“Meninos” (Anexo 1), enviada a Como a carta é iniciada? (b) Como o remetente interage com a redação da
                              (a) um jornal pernambucano. Logo após, lance as
perguntas: (a) Do que trata revista/jornal/gibi?carta? (b) essas mídias identificam o remetente? (d) Qual o
                               o leitor em sua (c) Como O que o leitor quer
                              propósito dessas cartas?
mostrar? (c) Há alguma reivindicação ou denúncia implícita, nas entrelinhas?
Qual? (d) O leitor convence você a acreditar na situação apresentada? da carta analisada, o fim de que
                              Registre a fala dos alunos nas margens
Nesse momento, você poderá identifiquem elementos, leitor, com enfoque elogios, reclamações, sugestões,
                               utilizar outras cartas do como: solicitações, de
outras estratégias mobilizadasrespostas etc. possivelmenteidéias.
                               pelo leitor para expor suas presentes nesses gêneros.

2. Recursos didáticos: Carta do leitor (Anexo 1). Outras cartas de leitores.
3. Comentários: Aproveite esse momento para enfocar a importância dos
                       2. Recursos didáticos: Cartolina. Piloto/Giz. Quadro. Exemplares: carta pessoal (
argumentos dos remetentes, Anexo 1) e carta do leitor ( Anexo 2) ou cartas apresentadas pelo professor.
                               sua importância para o convencimento do
público leitor.        3. Comentários: Utilize esse momento para refletir com os alunos que, apesar do
                             advento da internet, como o e-mail, as cartas ainda são utilizadas por
                             interlocutores/leitores. Oriente o aluno a perceber a estrutura do gênero
                             textual carta: (a) Local das saudações, vocativo; – Eixos de ensino |– sequênciaE ORALIDADE.
                                                                              V (b) corpo do texto ESCRITA
                             argumentativa, narrativa, descritiva; (c) fecho da carta, despedidas. Pr ovocar
                             uma reflexão acerca dos seguintes elementos: lugar, tempo, destinatário,
                                          1. Trabalhe com seus alunos a temática da comunidade ou bairro em que mora,
                             remetente, saudação, despedida, entre outros, e que podem ser explanados
levantando algum problema pelos eles gostariam de denunciar, ou mesmo
                               que seus produtores/leitores em diferentes posições nas cartas. O propósito
reivindicar alguma obra para melhoria da comunidade, utilizando-se daessa diversidade de modelos.
                             comunicativo da carta é o que vai definir seção
carta do leitor.
Cada grupo lançará seu tema e o professor deverá colocar no quadro e, por fim,
oriente-os a escolherem um dos temas levantados para que possam produzir
uma carta à redação do jornal.
No momento da produção, – Eixo de ensino | ESCRITA, LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGÜÍSTICA.
                       III leve os alunos a refletirem sobre: (a) O problema a
ser abordado; (b) estratégias argumentativas para convencer o jornal a
divulgar a denúncia ou reivindicação, como também convencer os leitores e especificidades dos
                       1. Neste momento, iremos confrontar as características
daquela mídia de comunicação.gêneros textuais 'carta do leitor' e 'carta pessoal'. Então, pergunte aos seus
Após a produção dessa carta, alunos quais elementos sãoorientá-los quanto diferentes que estão presentes
                              aproveite o momento para semelhantes e/ou a
forma do preenchimento do envelope e postá-lo,tela. Elabore texto, no correio.
                             nestes gêneros em junto com o um quadro, seguindo este modelo:

2. Recursos didáticos: caneta, papel, envelope de carta.
                                                 Semelhanças                                    Diferenças
3. Comentários: O professore deverá escolher, em conjunto com os alunos, um
                                    Carta do leitor Carta Pessoal Carta do leitor Carta Pessoal
jornal de grande circulação na cidade ou estado. Lembramos que os jornais
regionais e nacionais já disponibilizam espaços interativos em sites oficiais
para leitões ou alguma comunidade poder se manifestar. Assim, outra opção é
utilizar o laboratório de informática e produzir um e-mail com as mesmas
características da carta do leitor.


                                                                   28                                                                   29
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS               LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



jornais, revistas, gibis, rádio, TV etc., é semelhante às que ele envia para um especificidades dos gêneros
                                        Busque evidenciar as características e
amigo?                                 trabalhados, explorando os pontos levantados pelos alunos.
Neste momento, apresente um exemplo dadidáticos: Cartolina. Piloto do
                                 2. Recursos carta pessoal e outro da carta
leitor. Continue interagindo com Inicie umaperguntando: (a) baseando-se nos pontos listados nas tabelas.
                                 3. seu aluno, discussão oral O que podemos
ver na carta pessoal? (b) Como escreve o remetente para que possamos
                                       Pontue no quadro as respostas dos alunos para que os mesmos observem as
perceber de onde a carta é e quando foi produzida ( Local e data)? (c) O que se
                                       especificidades do gênero trabalhado nos modelos de carta.
percebe no conteúdo da carta após a saudação? De que forma a carta foi
concluída ( Despedida e assinatura)? (d) Ao ler a carta, podemos perceber o
propósito dela?
Faça anotações nas margens da carta pessoal dos pontos comentados pelos
                    IV – Eixos de ensino | LEITURA.
alunos. Em seguida, convide-os a observarem a carta do leitor, oriente-os de
que eles irão observar agora a1. Divida a turma em as seguintes questões: exemplar de uma carta do leitor
                                  carta do leitor e levante grupos, distribua um
(a) Como a carta é iniciada? (b) Como o remetente interage com a a um jornal pernambucano. Logo após, lance as
                                       “Meninos” (Anexo 1), enviada redação da
revista/jornal/gibi? (c) Como essas perguntas: (a) Do o remetente? (d) Qual o sua carta? (b) O que o leitor quer
                                       mídias identificam que trata o leitor em
propósito dessas cartas?               mostrar? (c) Há alguma reivindicação ou denúncia implícita, nas entrelinhas?
Registre a fala dos alunos nas margens da carta analisada, você a acreditar na situação apresentada?
                                       Qual? (d) O leitor convence o fim de que
identifiquem elementos, como: solicitações, elogios,você poderá utilizar outras cartas do leitor, com enfoque de
                                       Nesse momento, reclamações, sugestões,
respostas etc. possivelmente presentes nesses gêneros.
                                       outras estratégias mobilizadas pelo leitor para expor suas idéias.

                               2. Recursos didáticos: Carta do leitor (Anexo 1). Outras cartas de leitores.
2. Recursos didáticos: Cartolina.Comentários: Aproveite esse momento para enfocar a importância dos
                               3. Piloto/Giz. Quadro. Exemplares: carta pessoal (
Anexo 1) e carta do leitor ( Anexo 2) ou cartas apresentadas pelo sua importância para o convencimento do
                                       argumentos dos remetentes, professor.
                                       público leitor.
3. Comentários: Utilize esse momento para refletir com os alunos que, apesar do
advento da internet, como o e-mail, as cartas ainda são utilizadas por
interlocutores/leitores. Oriente o aluno a perceber a estrutura do gênero
textual carta: (a) LocalEixos de ensino vocativo; (b)E ORALIDADE. sequência
                    V – das saudações, | ESCRITA corpo do texto –
argumentativa, narrativa, descritiva; (c) fecho da carta, despedidas. Pr ovocar
uma reflexão acerca dos seguintes elementos: lugar, tempo, destinatário,
                               1. Trabalhe com seus alunos a temática da comunidade ou bairro em que mora,
remetente, saudação, despedida, entre outros, e que podem ser explanados
                                       levantando algum problema que eles gostariam de denunciar, ou mesmo
pelos seus produtores/leitores em diferentes posições nas cartas. O propósito
comunicativo da carta é o que vai definir essa diversidade de modelos. da comunidade, utilizando-se da seção
                                       reivindicar alguma obra para melhoria
                                       carta do leitor.
                                       Cada grupo lançará seu tema e o professor deverá colocar no quadro e, por fim,
                                       oriente-os a escolherem um dos temas levantados para que possam produzir
                                       uma carta à redação do jornal.
III – Eixo de ensino | ESCRITA, LEITURA, ORALIDADE Eleve os alunos a refletirem sobre: (a) O problema a
                                       No momento da produção, ANÁLISE LINGÜÍSTICA.
                                       ser abordado; (b) estratégias argumentativas para convencer o jornal a
1. Neste momento, iremos confrontar as características ouespecificidades dos também convencer os leitores
                                       divulgar a denúncia e reivindicação, como
gêneros textuais 'carta do leitor' e 'carta pessoal'. Então, pergunte aos seus
                                       daquela mídia de comunicação.
alunos quais elementos são semelhantes e/ou diferentes que estão presentes momento para orientá-los quanto a
                                       Após a produção dessa carta, aproveite o
nestes gêneros em tela. Elabore umforma doseguindo este modelo:
                                        quadro, preenchimento do envelope e postá-lo, junto com o texto, no correio.


Diferenças
Semelhanças                         2. Recursos didáticos: caneta, papel, envelope de carta.
Carta do leitor Carta Pessoal Carta 3. leitor Carta Pessoal professore deverá escolher, em conjunto com os alunos, um
                                    do Comentários: O
                                   jornal de grande circulação na cidade ou estado. Lembramos que os jornais
                                   regionais e nacionais já disponibilizam espaços interativos em sites oficiais
                                   para leitões ou alguma comunidade poder se manifestar. Assim, outra opção é
                                   utilizar o laboratório de informática e produzir um e-mail com as mesmas
                                   características da carta do leitor.


28                                                                29
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                                LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



                               Outro fator importante é incentivar a leitura no jornal em que fora enviado a      IV – O POEMA
                               carta ou e-mail, para daí, verificarem se foi publicado. É o momento para
                               verificar o que acontece com as cartas ao serem publicadas, ou seja, aliterário, se diferencia da
                                                                                      O poema, texto edição
                               que sofrem esses textos.
prosa pela sua organização no suporte utilizado
para a produção escrita. Geralmente apresenta-
se em versos, cada um apresentando e extensão
desejada pelo poeta com objetivo| de destacar um
             VI – Eixo de ensino LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA.
certo ritmo durante a leitura do texto. É bom
lembrar que poema e poesia são unidades
distintas. Podemos dizer1. O a poesia se desvela
                          que professor poderá trabalhar com gibis, incentivando os alunos a produzirem
                               textos direcionados a redação desta revista. Levante questões sobre qual
como uma expressão cultural e criativa do
                               personagem de história em quadrinhos ele gostaria de contar uma história e,
homem, que pode se manifestar em qualquer
obra de arte, como: um poema, um conto, um para a redação da revista. Daí, eles produziriam seus
                               dessa forma, enviar
romance, uma pintura, uma textos enviando sugestões para a editora. Lembrando que as cartas deverão
                                escultura, uma
                               ser postadas.
música etc. enquanto o poema é um gênero que
materializa a visão do 2. Recurso didático: gibis (que contenham seção carta do leitor), papel,
                          poeta sobre o mundo
através da expressão poética.
                               caneta/lápis, envelope.
                         3. Comentários: Os alunos poderão comentar matérias exibidas em edições
                               anteriores ou sugerir novas histórias. As cartas deverão ser revisadas em seu
                               conteúdo, na sua ortografia e na organização do texto.Trabalhar comque esta em sala de aula é
                                                                                        Não esqueça poemas
incentivar a leitura e a produção textual deser desenvolvida através do e-mail.
                               atividade poderá
fruição. Para tanto, deve-se envolver o aluno em
um clima propício para Para obter mais informações, procure o apêndice
                         a expressão artística para
que o mesmo se sinta estimulado a produzir tais textos. O poema é uma (re) criação da
realidade, composto, geralmente, por versos, que podem ser agrupados em duas ou mais
estrofes, tem presença do ritmo e musicalidade. Poderá ANEXO II
                        ANEXO I                                                           ANEXO III
                                                         ter rimas, assonâncias e aliterações. É
comum o uso de metáforas, onomatopéias e neologismos.


                                       A linguagem do poema tem uma singularidade particular. Assim, cada palavra
utilizada, cada comparação, um sinal de pontuação a disposição dos versos na página, dentre
outras características, apresentam uma relevância comum, uma razão de ser. Portanto, é
interessante sensibilizar os alunos para apreciar o enfoque poético, de forma que se interessem
pelo gênero e leiam com prazer.


                                 No momento da produção desses textos, o professor deverá intervir apenas no ponto de
vista gramatical (ortografia, concordância, coesão etc.). Devemos reconhecer que o poeta
escolhe as palavras estrategicamente para expressar suas emoções e sentimentos.

                                              Objetivos: Entrar em contato com poemas, reconhecendo-os como expressões da
subjetividade; perceber como os recursos não-verbais (entonação, pausas, ritmo, expressão
facial, gestos) utilizados na leitura soa fundamentais no processo de (re) construção de
sentidos; usar pistas textuais para (re)construir interpretações possíveis na leitura de poemas;
             Fonte: Jornal do Commércio, 02/06/09
verificar a organização estrutural do poema (estrofes e versos) como importante recurso na
construção dos sentidos e na condução da leitura a ser realizada; observar recursos linguísticos
peculiares a poemas, como: rimas, ritmo, metáforas; produzir e revisar poemas.

                                              Fonte: Jornal do Commércio, 03/06/09 Fonte: google/imagens/cartas - acesso 01/06/09



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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                                      LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



Outro fator importante–éO POEMA a leitura no jornal em que fora enviado a
                    IV incentivar
carta ou e-mail, para daí, verificarem se foi publicado. É o momento para
verificar o que acontece com poema, textoserem publicadas, ou seja, a edição
                            O as cartas ao literário, se diferencia da
que sofrem esses textos.
                   prosa pela sua organização no suporte utilizado
                   para a produção escrita. Geralmente apresenta-
                   se em versos, cada um apresentando e extensão
VI – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA. um
                   desejada pelo poeta com objetivo de destacar
                   certo ritmo durante a leitura do texto. É bom
                   lembrar que poema e poesia são unidades
1. O professor poderá trabalhar com gibis, que a poesia se desvela a produzirem
                   distintas. Podemos dizer incentivando os alunos
textos direcionados a redação desta revista. Levante questões sobre qual
                   como uma expressão cultural e criativa do
personagem de história em quadrinhosse manifestar em qualquer
                   homem, que pode ele gostaria de contar uma história e,
dessa forma, enviar para arte, como: da revista. Daí, eles produziriam seus
                   obra de a redação um poema, um conto, um
textos enviando sugestões para a editora. Lembrando que as cartas deverão
                   romance, uma pintura, uma escultura, uma
ser postadas.      música etc. enquanto o poema é um gênero que
2. Recurso didático: gibis (quevisão do poeta sobre o mundo
                   materializa a contenham seção carta do leitor), papel,
                   através da expressão poética.
caneta/lápis, envelope.
3. Comentários: Os alunos poderão comentar matérias exibidas em edições
anteriores ou sugerir novas histórias. As cartas deverão ser revisadas em seu
conteúdo, na sua ortografia e na organização do texto.sala de aula é que esta
                            Trabalhar com poemas em Não esqueça
atividade poderá ser desenvolvida através a produção textual de
                   incentivar a leitura e do e-mail.
                   fruição. Para tanto, deve-se envolver o aluno em
Para obter mais informações, procurepara a expressão artística para
                   um clima propício o apêndice
                   que o mesmo se sinta estimulado a produzir tais textos. O poema é uma (re) criação da
                   realidade, composto, geralmente, por versos, que podem ser agrupados em duas ou mais
ANEXO III estrofes, tem presença do ritmo e musicalidade. Poderá ter rimas, assonâncias e aliterações. É
 ANEXO III
                   comum o uso de metáforas, onomatopéias e neologismos.


                                    A linguagem do poema tem uma singularidade particular. Assim, cada palavra
                           utilizada, cada comparação, um sinal de pontuação a disposição dos versos na página, dentre
                           outras características, apresentam uma relevância comum, uma razão de ser. Portanto, é
                           interessante sensibilizar os alunos para apreciar o enfoque poético, de forma que se interessem
                           pelo gênero e leiam com prazer.


                                   No momento da produção desses textos, o professor deverá intervir apenas no ponto de
                           vista gramatical (ortografia, concordância, coesão etc.). Devemos reconhecer que o poeta
                           escolhe as palavras estrategicamente para expressar suas emoções e sentimentos.

                                     Objetivos: Entrar em contato com poemas, reconhecendo-os como expressões da
                           subjetividade; perceber como os recursos não-verbais (entonação, pausas, ritmo, expressão
                           facial, gestos) utilizados na leitura soa fundamentais no processo de (re) construção de
                           sentidos; usar pistas textuais para (re)construir interpretações possíveis na leitura de poemas;
Fonte: Jornal do Commércio, 02/06/09
                           verificar a organização estrutural do poema (estrofes e versos) como importante recurso na
                           construção dos sentidos e na condução da leitura a ser realizada; observar recursos linguísticos
                           peculiares a poemas, como: rimas, ritmo, metáforas; produzir e revisar poemas.

Fonte: Jornal do Commércio, 03/06/09 Fonte: google/imagens/cartas - acesso 01/06/09



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            SUGESTÕES DE ATIVIDADES                                       III – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.

              I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. trazidos pelos alunos e peça que eles desenhem algo que
                                         1. Aproveite os poemas
represente o poema escolhido. Em seguida, cada aluno deverá apresentar na
frente da sala o seu desenho e os demais alunos deverão inferir de que trata o murais, quadro, paredes,
                         1. Prepare a sala disponibilizando diversos poemas em
poema. Após algumas hipóteses levantadas, o aluno deve ler o poema. Prepare
                              caixas surpresas, bexigas, em cordão etc. Poderá colocar um som ambiente e
um mural, com o título “Belos Poemas”, e afixe os poemas trazidos pelos
                              pedir que os alunos circulem livremente, lendo os poemas.
alunos.
                              Logo em seguida, proponha que alguns alunos leiam o poema que mais
Logo após, pergunte aos alunos o que é um poema. Elenque no quadro as
                              gostaram. Peça que os alunos justifiquem suas escolhas. Pergunte aos alunos
respostas. Inicie a leitura do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius de
                              se eles reconhecem o gênero que leram. Indague se foi uma notícia, uma
Moraes, e discuta com os alunos qual o possível assunto do texto. Peça que
                              receita, uma carta etc. Em seguida, leia um poema, destacando a entonação
eles opinem sobre o presente e o futuro abordados no poema, de que forma
                              pertinente, com ênfase em algumas palavras, a expressão facial e os gestos, as
vêem expressas essas idéias. Esse poema foi musicado por Toquinho. É
                              pausas etc. Mostre para os alunos que essa é a maneira ideal para se declamar
interessante colocar a forma musicada, em CD, para que os alunos apreciem o
                              um poema.
efeito dessa musicalidade e verificar as multiformas de abordagem de um
poema.
                         2. Recursos didáticos: Poemas vários afixados em murais, paredes, colocados
                              em caixas, cordões etc.
                         3. Comentários: O2. Recursosaulas necessárias nesta sequência alunos. Cópias do poema/música
                                             número de didáticos: Poemas trazidos pelos dependerá do
“Aquarela” (Anexos). Quadro, piloto/giz. Cartolina. Músicaritmopoema (CD),
                              número de alunos na turma e do do de trabalho deles.
aparelho de som.              O primeiro momento dessa atividade versa sobre uma leitura de deleite, de
                              prazer, de descoberta. P professor poderá utilizar poemas que despertam atoda a sequência
                                            3. Comentários: O mural com os poemas deverá ficar durante
dessas aulas. Essa ação poderá motivar os alunos a anexo, há algumas sugestões.
                              atenção do aluno. No valorizar os exemplares
coletados por eles mesmos. Tente discutir com os alunos sobre a definição alunos entrarem. Utilize papéis
                              É interessante organizar a sala antes dos de
                              coloridos e letras grandes afixados nas paredes. Lembre-se que a leitura
poema. Isso leva os alunos a refletirem sobre o gênero. Indague-os por que os
poemas são escritos, de que eles falam, parapoemas é essencial para ativar o gosto pela leitura desse gênero.
                              expressiva de que servem.
                              Durante a sequência de aulas, deixe os poemas afixados nos locais escolhidos
                              no momento inicial, deixando espaço para os poemas trazidos pelos alunos e
                              até produzidos, posteriormente, por eles.
                                                                            IV – Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE.

                                               1. Para trabalhar a compreensão do texto, “Aquarela”, elabore algumas
perguntas, como: (a) Queensinoautor nas trêsE ORALIDADE. Como surgiu
             II – Eixo de faz o | LEITURA primeiras estrofes?
a gaivota e o que ela faz? (b) Por que o autor utiliza a expressão “Numa folha
qualquer”? (c) Qual o sentido da expressão “navio de partida”? (d) Na visão do
                         1. Organize a sala em grupos e peça que eles escolham um poema e depois, um
autor como é o “futuro”? Descreva-o com exemplos retirados do texto. (e) Qual
                               colega do grupo para fazer a leitura expressiva do poema selecionado. Eles
a relação do título com o texto do poema?
Tente valorizar as respostas dos alunos. Trabalhe com as rimas, palavras que Destaque os recursos não-
                               deverão dispor de algum tempo para ensaiar.
terminam com o mesmo som. Escreva no quadro os pares utilizar no momento da declamação.
                               verbais que os alunos poderão dessas palavras.
Discuta com os alunos se as rimas enriquecem o de poemas escolhidos pelos alunos.
                         2. Recursos didáticos: Cópia poema, tornando-o mais
interessante para o leitor e por quê.
                         3. Comentários: Nesse instante, o professor deverá visitar os grupos e verificar
Organize a turma em pequenos grupos os entregue de cada um o poema
                               como estão e ensaios a declamação, até para melhor poder orientá-los.
“Canteiros”, de Cecília Meireles (Anexo III). Fragmente o poema, deixando
                               Ajude-os a perceber qual a melhor entonação, quando haver pausas, algum
lacunas para as seguintes palavrasgesto etc. no poema: poderão visitar a biblioteca e escolher outros
                               outro contidas Os alunos SAUDADE –
FELICIDADE – INVENTO poemas.     – CONTENTAMENTO – DIA – ALEGRIA –
FRAMBOESA – TRISTEZA – VIDA – PARECIDA. Objetiva-se fazer com que o
aluno produza efeitos de sentido no texto e que rimem com o que está na
estrofe.



                                                          32                                                        33
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS             LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



SUGESTÕES DE ATIVIDADES
          III – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.

                              1. Aproveite os poemas trazidos pelos alunos e peça que eles desenhem algo que
 I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.
                                    represente o poema escolhido. Em seguida, cada aluno deverá apresentar na
1. Prepare a sala disponibilizando diversos poemas emdesenho e os demais alunos deverão inferir de que trata o
                                    frente da sala o seu murais, quadro, paredes,
                                    poema. Após algumas hipóteses levantadas, o aluno deve ler o poema. Prepare
caixas surpresas, bexigas, em cordão etc. Poderá colocar um som ambiente e
                                    um mural, com o título “Belos Poemas”, e afixe os poemas trazidos pelos
pedir que os alunos circulem livremente, lendo os poemas.
                                    alunos.
Logo em seguida, proponha que alguns alunos leiam o poema que mais
                                    Logo após, pergunte aos alunos o que é um poema. Elenque no quadro as
gostaram. Peça que os alunos justifiquem suas escolhas. Pergunte aos alunos
                                    respostas. Inicie a leitura do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius de
se eles reconhecem o gênero que leram. Indague se foi uma notícia, uma
                                    Moraes, e discuta com os alunos qual o possível assunto do texto. Peça que
receita, uma carta etc. Em seguida, leia um poema, destacando a entonação
                                    eles opinem sobre o presente e o futuro abordados no poema, de que forma
pertinente, com ênfase em algumas palavras, a expressão facial e os gestos, as
                                    vêem expressas essas idéias. Esse poema foi musicado por Toquinho. É
pausas etc. Mostre para os alunos que essa é a maneira ideal para se declamar
                                    interessante colocar a forma musicada, em CD, para que os alunos apreciem o
um poema.
                                    efeito dessa musicalidade e verificar as multiformas de abordagem de um
                                    poema.
2. Recursos didáticos: Poemas vários afixados em murais, paredes, colocados
em caixas, cordões etc.
                              2. Recursos didáticos: Poemas trazidos pelos alunos. Cópias do poema/música
3. Comentários: O número de aulas necessárias nesta sequência dependerá do
número de alunos na turma e do ritmo de trabalho deles. Quadro, piloto/giz. Cartolina. Música do poema (CD),
                                    “Aquarela” (Anexos).
                                    aparelho de som.
O primeiro momento dessa atividade versa sobre uma leitura de deleite, de
prazer, de descoberta. P professor poderá utilizar poemas que poemas deverá ficar durante toda a sequência
                              3. Comentários: O mural com os despertam a
atenção do aluno. No anexo, há algumas sugestões. ação poderá motivar os alunos a valorizar os exemplares
                                    dessas aulas. Essa
É interessante organizar a sala antes dos alunos entrarem. Tente discutir com os alunos sobre a definição de
                                    coletados por eles mesmos. Utilize papéis
coloridos e letras grandes afixados nas paredes. Lembre-se refletirem sobre o gênero. Indague-os por que os
                                    poema. Isso leva os alunos a que a leitura
expressiva de poemas é essencial para ativar o gosto pela leitura desse gênero. que servem.
                                    poemas são escritos, de que eles falam, para
Durante a sequência de aulas, deixe os poemas afixados nos locais escolhidos
no momento inicial, deixando espaço para os poemas trazidos pelos alunos e
até produzidos, posteriormente, por eles.
                   IV – Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE.

                             1. Para trabalhar a compreensão do texto, “Aquarela”, elabore algumas
II – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. (a) Que faz o autor nas três primeiras estrofes? Como surgiu
                                   perguntas, como:
                                   a gaivota e o que ela faz? (b) Por que o autor utiliza a expressão “Numa folha
                                   qualquer”? (c) Qual o sentido da expressão “navio de partida”? (d) Na visão do
1. Organize a sala em grupos e peça que eles escolham um poema e depois, um
                                   autor como é o “futuro”? Descreva-o com exemplos retirados do texto. (e) Qual
colega do grupo para fazer a leitura relação do título com o texto do poema?
                                   a expressiva do poema selecionado. Eles
deverão dispor de algum tempo Tenteensaiar. Destaque os dos alunos. Trabalhe com as rimas, palavras que
                                   para valorizar as respostas recursos não-
verbais que os alunos poderão utilizar no momentoo mesmo som. Escreva no quadro os pares dessas palavras.
                                   terminam com da declamação.
2. Recursos didáticos: Cópia de poemas escolhidos pelos alunos. rimas enriquecem o poema, tornando-o mais
                                   Discuta com os alunos se as
                                   interessante para o leitor e por quê.
3. Comentários: Nesse instante, o professor deverá visitar os grupos e verificar
como estão os ensaios de declamação, até apara melhorpequenos grupos e entregue a cada um o poema
                                   Organize turma em poder orientá-los.
Ajude-os a perceber qual a melhor entonação, quando haver Meirelesalgum III). Fragmente o poema, deixando
                                   “Canteiros”, de Cecília pausas, (Anexo
                                   lacunas para as seguintes palavras contidas no poema: SAUDADE –
outro gesto etc. Os alunos poderão visitar a biblioteca e escolher outros
poemas.                            FELICIDADE – INVENTO – CONTENTAMENTO – DIA – ALEGRIA –
                                   FRAMBOESA – TRISTEZA – VIDA – PARECIDA. Objetiva-se fazer com que o
                                   aluno produza efeitos de sentido no texto e que rimem com o que está na
                                   estrofe.



32                                                              33
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                               LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



                              Logo após, sistematize as respostas no quadro, – Eixo de ensino | ORALIDADE E ESCRITA.
                                                                              VI fazendo listas das palavras
                              para cada estrofe. Abra uma discussão com os alunos, utilizando as palavras
                              escolhidas e1. Proponha para os alunos a elaborarem se rimam com o final em algo que lhes
                                            verifique se deixaram o texto coerente e um poema, baseados do
                              verso anterior. Discuta com os alunos a característica da rima.
chame a atenção. Os alunos poderão utilizar jornais, revistas ou fotos para que
estimulem a enxergá-los deRecursos didáticos:do comum. poema “Aquarela” (Anexo I). Cópias do poema
                         2. um jeito diferente Cópias do Pensar nas imagens
ou objetos em outras perspectivas, como por exemplo, lacunado. de uma
                              “Canteiros” (Anexo III), a derrubada
árvore para poder construirComentários: Lembrar de alguém que não passível de muitas interpretações,
                         3. uma mesa para a casa que um poema é a tenha.
Oriente os alunos e faça as intervenções formais do texto. No final, peça que
                              assim como existem poemas sem rimas, com o mesmo valor que os demais.
cada aluno leia o seu texto.
                              Para a atividade de preenchimento das lacunas, o professor poderá utilizar
2. Recursos didáticos: Jornais, revistas, fotos, objetos diversos.fique resumido só a preencher lacunas em
                              outros poemas, de forma que não
3. Comentários: Nessa atividade objetiva-se mas produzir efeitos de sentido. uma
                              busca de rima, estimular o olhar poético sobre O interessante é promover a
                              interação com o que o texto diz, com coerência.
cena comum. Caso alguns alunos apresentem alguma dificuldade, instigue-os
a ver objetos e cenas sob outra perspectiva. Mostre que os poemas nem
sempre tem formas fixas, que não precisa de rima. Afixe os poemas em um
mural de produções dos alunos. | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA E ESCRITA.
             V – Eixo de ensino

                                         1. Distribua cópias do poema original e peça que os alunos façam informações, procure o apêndice.
                                                                                                 Para obter mais uma leitura
                                                   silenciosa, destacando em quantas estrofes o poema está dividido. Abra uma
                                                   discussão com os alunos sobre por que o poema se divide em estrofes. Cada Bichinhos e o Homem   Os                   Aquarela
                                                                                                         ComVi osiciu s de Mui nho / | Vi omciu s ição:M Vi ni ci us G. M M ora aes M .F abr i
                                                                                                               p ni ção: Toq or aes    C ni pos d e      or aes / d e or r / / Toq ui
                                                   estrofe remete a que cena da história contada?
I m agem ex t r aí da do v íd eo AQU ARE LA do s it e
                                                                                                         zi o nho

www. m un dodacr i anca. com . br                  Utilize, agora, o poema “Por que Deus permite que as mães vão-se embora?”,
                                                   de Carlos Drummond de Andrade, (Anexo II) e trabalhe com os alunos a
                                                                                                                                                                     Numa folha qualquer
                                                   respeito da construção do poema sem estrofes. Leve os alunos a refletirem que desenho um navio de   Eu
                                                   o poema pode vir com várias estruturas e que a sua temática pode ser, além deBebendo de bem com aamigos
                                                                                                                                                       partidaCom alguns bons
                                                                                                                                                                                       vida...
                                                   outros temas, voltada para um desabafo.
                                                                                                                                                                De uma América a
                                                   Em seguida, distribua com os alunos cópias do poema “Os bichinhos e Eu consigo passar num segundo    o outra
                                                                                                                                                            Giro um simples compasso
                                                                                                                                                                     Numa irmã, a mosca
                                                                                                                                                                     Nossa              folha
                                                   homem” de Vinícius de Moraes (Anexo I), e peça para que eles analisem a E numEu desenho façosolmundo...e  círculo eu um o feia
                                                                                                                                                                     qualquerÉ       amarelo
E com cinco ou seis retas
É mais fazer um castelo...
   fácil bonito
                                                   temática desse poema. Como o supostamente feio (moscas, baratas,                                           Enquanto que o mosquito
                                                                                                                                                                             tosca
                                                                                                                                                                     Um menino caminha
É mais bonito                                      besouros, carrapatos etc.) podem fazer parte de um poema de uma maneira                               E caminhando chega no
                                                                                                                                                         muro Corro o logo em frente
                                                                                                                                                                      E ali lápis em torno
                                                   criativa e com coerência, haja vista que as palavras não estão soltas, pois na                           Da mão e irmão, besouro
                                                                                                                                                                   Nosso esperar uma
                                                                                                                                                                      A      me dou pela

Mal sabe voar                                      última estrofe, esses bichos têm a sua função para o homem. Levar o aluno a luva QueCom dois riscos                gente é se está...
                                                                                                                                                                          E futuro faço
                                                                                                                                                                      couro
                                                                                                                                                                           O
                                                                                                                                                                          chover
                                                                                                                                                                                   feito de

Mal sabe voar                                      refletir sobre o que o texto diz.                                                                         E o futuro éguarda-
                                                                                                                                                              Tenho        um
                                                                                                                                                             astronave tentamos pilotar
                                                                                                                                                                     Que
                                                                                                                                                              chuva...
                                                                                                                                                                                         uma

Nossa irmã, a barata                                                                                                                                             NãoSe um pinguinho de tinta
                                                                                                                                                                       tem tempo, nem piedade
Bichinha mais chata                                                                                                                                                     NemCaitem pedacinho
                                                                                                                                                                                  num hora de
                                                                                                                                                                        chegarSem da borboleta
                                                                                                                                                                           É prima  Azul do papel
                                                                                                                                                                                              pedir
Que é uma careta
Que é uma careta
                                   2. Recursos materiais: Cópias do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius                                                                Numlicença nossa vida
                                                                                                                                                                              Muda a imagino
                                                                                                                                                                                instante
                                                                                                                                                                              Uma linda convida
                                                                                                                                                                               E depois gaivota
                                        (Anexo I).Cópias do poema “Os bichinhos e o homem” de Vinícius de Moraes                                                               A rir ou no céu...
                                                                                                                                                                                 A voar chorar...
                                                                                                                                                                           Nosso irmão, o grilo

Só pra chatear
                                        (Anexo I) e do poema “Por que as mães vão-se embora?”, de Carlos Drummond                                                   Nessa estradaVai voando
                                                                                                                                                                         Que vive dando estrilo
                                                                                                                                                                                         não nos
                                                                                                                                                                    Conhecer ou ver imensa
                                                                                                                                                                    cabeContornando a o que
Só pra chatear                          de Andrade (Anexo II).                                                                                                      virá fim dela ninguémesabe
                                                                                                                                                                      O       Curva Norte Sul
                                                                                                                                                                     Bem ao certo onde vai
                                                                                                                                                                                     Vou com ela
                                   3. Comentários: O interessante com essa atividade a explorar as estrofes como                                                     dar          Viajando
                                                                                                                                                                                  E Vamos todos
                                                                                                                                                                                     o bicho-do-
                                                                                                                                                                           NumaHavaí que linda
                                                                                                                                                                          Que gostoso Istambul
                                                                                                                                                                            Pequim ou
                                                                                                                                                                                  pé           ele é
                                        um recurso de organização do texto, das temáticas tratadas. Essas estrofes                                                        Pinto De barco a vela
                                                                                                                                                                              Quando
                                                                                                                                                                                  um
                                                                                                                                                                           passarela
                                                                                                                                                                    Coça Branco dia enfim
                                                                                                                                                                              coceira não
                                                                                                                                                                              Que um
                                                                                                                                                                               que
                                                                                                                                                                                 aquarela
                                                                                                                                                                                               uma
                                                                                                                                                                                                 dá
                                                                                                                                                                                                   é
                                        servem para dá ritmo ao poema. No entanto, observa-se que Drummond não                                                      brincadeira tanto céu e
                                                                                                                                                                               É Descolorirá...
                                                                                                                                                                              navegando
                                                                                                                                                                     E         mar
                                                                                                                                                                            o Num beijo azul...
                                                                                                                                                                                   nosso     irmão
                                        utiliza em seu poema o recurso das estrofes, mas de versos dispostos                                                       Que é um outro nuvens
                                                                                                                                                                     carrapato Entre as bicho
                                                                                                                                                                           Numa               folha
                                                                                                                                                                   chatoprimo-irmão um bacilo
                                                                                                                                                                       desenho um do lindo
                                                                                                                                                                        Vem surgindo
                                                                                                                                                                   Eu E qualquer sol amarelo
Que é irmão tranqüilo                   aleatoriamente, sugerindo uma interação próxima com o leitor, com a sua                                                               Avião
                                                                                                                                                                              (Que       rosa      e
Que é irmão tranqüilo                   beleza própria. Mostrar para os alunos que uma construção de um texto                                                         E comem volta colorindo
                                                                                                                                                                      Tudo grená ou seis retas
                                                                                                                                                                              cinco
                                                                                                                                                                              descolorirá!)
                                                                                                                                                                     Com suas luzesfazer um
                                                                                                                                                                         É fácil        a piscar...
                                        poético não deverá ficar preso a forma de sua estrutura.                                                                         castelo
                                                                                                                                                              E o homem (Que pensa tudo
                                                                                                                                                                               que
                                                                                                                                                        Não sabe o jantarum simples compasso
                                                                                                                                                              saber Giro quedescolorirá!) vão
                                                                                                                                                                      Basta os bichinhos ele
                                                                                                                                                                               imaginar e
                                                                                                                                                                      está Num sereno e lindo
                                                                                                                                                                        Partindo, círculo ter    eu
Quando o seu dia chegar                                                                                                                                                     faço a gentemundo
                                                                                                                                                                               Se        O quiser
Quando o seu dia chegar                                                                                                                                                     (Que vai pousar...
                                                                                                                                                                                 Ele
                                                                                                                                                                            descolorirá!)...



                                                                                        34                                                                                            35
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                                            LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



Logo após, sistematize Eixo de ensinonoORALIDADE E ESCRITA. palavras
                    VI – as respostas | quadro, fazendo listas das
para cada estrofe. Abra uma discussão com os alunos, utilizando as palavras
escolhidas e verifique se deixaram o texto coerentealunos a elaborarem um do
                              1. Proponha para os e se rimam com o final poema, baseados em algo que lhes
verso anterior. Discuta com os alunos a característica da rima.
                                   chame a atenção. Os alunos poderão utilizar jornais, revistas ou fotos para que
2. Recursos didáticos: Cópias do poema “Aquarela” (Anexo I).um jeito do poemado comum. Pensar nas imagens
                                   estimulem a enxergá-los de Cópias diferente
“Canteiros” (Anexo III), lacunado. ou objetos em outras perspectivas, como por exemplo, a derrubada de uma
3. Comentários: Lembrar que um poema para poder construir uma mesa para a casa de alguém que não a tenha.
                                   árvore é passível de muitas interpretações,
                                   Oriente os alunos e faça as intervenções formais do texto. No final, peça que
assim como existem poemas sem rimas, com o mesmo valor que os demais.
                                   cada aluno leia o seu texto.
Para a atividade de preenchimento das lacunas, o professor poderá utilizar
outros poemas, de forma que nãoRecursos didáticos: a preencher lacunas em objetos diversos.
                              2. fique resumido só Jornais, revistas, fotos,
busca de rima, mas produzir efeitos de sentido.Nessa atividadeéobjetiva-se a
                              3. Comentários: O interessante promover estimular o olhar poético sobre uma
interação com o que o texto diz, com coerência.
                                   cena comum. Caso alguns alunos apresentem alguma dificuldade, instigue-os
                                   a ver objetos e cenas sob outra perspectiva. Mostre que os poemas nem
                                   sempre tem formas fixas, que não precisa de rima. Afixe os poemas em um
V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISEproduções dos alunos.
                                   mural de LINGÜÍSTICA E ESCRITA.


1. Distribua cópias do poema original e peça que os alunos façam uma leitura
                   Para obter mais informações, procure o apêndice.
silenciosa, destacando em quantas estrofes o poema está dividido. Abra uma
discussão com os alunos sobreOs Bichinhospoema se divide em estrofes. Cada
                                       por que o e o Homem                                                                    Aquarela
                          V in ici us de M or aes | Com p osi ção: Vi ni ciu s de M or aes / Toqu in C om pos i ção: Toq ui nho / Vi ni ciu s de M or aes / G. M or r a / M . F abr i zi o
                                                                                                     ho
estrofe remete a que cena da história contada?                                                                                I m agem ex t r aí da do v íd eo A QUA RE LA do si t e
Utilize, agora, o poema “Por que Deus permite que as mães vão-se embora?”, www. m un dodacr i anca. com . br
de Carlos Drummond de Andrade, (Anexo II) e trabalhe com os alunos a
                                                                                                                                               Numa folha qualquer
respeito da construção do poema sem estrofes. Leve os alunos a refletirem que                                                          Eu desenho um navio de partida
o poema pode vir com várias estruturas e que a sua temática pode ser, além de                                                               Com alguns bons amigos
                                                                                                                                        Bebendo de bem com a vida...
outros temas, voltada para um desabafo.
                                                                                                                                            De uma América a outra
Em seguida, distribua com os alunos cópias do poema “Os bichinhos e o                                                                  Eu consigo passar num segundo
homem” de Vinícius de Moraes (Anexoe tosca e peça para que Eu Numa folha qualquer
                                            Nossa irmã, a mosca
                                                É feia I),                                    eles analisem a
                                                                                                 desenho um sol amarelo
                                                                                                                                           Giro um simples compasso
                                                                                                                                      E num círculo eu faço o mundo...
temática desse poema. Como oEnquanto quebonito
                                            supostamente feio (moscas, E baratas, seis retas
                                                É mais
                                                         o mosquito                              com cinco ou
                                                                                               É fácil fazer um castelo...                    Um menino caminha
besouros, carrapatos etc.) podem fazermais bonito um poema de uma maneira torno
                                                É parte de
                                                                                                Corro o lápis em
                                                                                                                                         E caminhando chega no muro
                                                                                                                                               E ali logo em frente
criativa e com coerência, haja vista que as palavras não estão soltas, e me dou uma luva
                                           Nosso irmão, besouro                               Da mão pois na                                  A esperar pela gente
última estrofe, esses bichos têm a sua éfunção para o homem. LevarEo aluno a
                                            Que feito de couro
                                                Mal sabe voar
                                                                                                       se faço chover
                                                                                                     Com dois riscos
                                                                                                                                                 O futuro está...

refletir sobre o que o texto diz.               Mal sabe voar                                  Tenho um guarda-chuva...                    E o futuro é uma astronave
                                                                                                                                              Que tentamos pilotar
                                                        Nossa irmã, a barata                            Se um pinguinho de tinta              Não tem tempo, nem piedade
                                                        Bichinha mais chata                                Cai num pedacinho                   Nem tem hora de chegar
                                                        É prima da borboleta                                 Azul do papel                         Sem pedir licença
2. Recursos materiais: Cópias do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius
                                                         Que é uma careta
                                                         Que é uma careta
                                                                                                         Num instante imagino
                                                                                                           Uma linda gaivota
                                                                                                                                                   Muda a nossa vida
                                                                                                                                                   E depois convida
(Anexo I).Cópias do poema “Os bichinhos e grilo
                                  Nosso irmão, o o homem” de Vinícius de Moraes
                                                                                                            A voar no céu...                        A rir ou chorar...

(Anexo I) e do poema “Por que as QueSó pradando estrilo
                                 mães vão-se embora?”, de CarlosVai voando
                                     vive
                                           chatear
                                                                       Drummond
                                                                  Contornando a imensa
                                                                                                                                               Nessa estrada não nos cabe
                                                                                                                                               Conhecer ou ver o que virá
de Andrade (Anexo II).              Só pra chatear                  Curva Norte e Sul                                                           O fim dela ninguém sabe
                                                                                                               Vou com ela                     Bem ao certo onde vai dar
3. Comentários: O interessante comEessa atividade a explorar as estrofesIstambul
                                          o bicho-do-pé
                                     Que gostoso que ele é            Pequim ou
                                                                                   como
                                                                         Viajando Havaí                                                               Vamos todos
                                                                                                                                                 Numa linda passarela
um recurso de organização do texto,que não temáticas tratadas. EssasBranco navegando
                                  Coça
                                         das é brincadeira
                                      Quando dá coceira                  estrofes
                                                                      Pinto um barco a vela                                                         De uma aquarela
                                                                                                                                                   Que um dia enfim
servem para dá ritmo ao poema. No entanto, observa-se que Drummond não  É tanto céu e mar                                                            Descolorirá...
                                   E o nosso irmão carrapato            Num beijo azul...
utiliza em seu poema o recurso das outro bicho chatomas de versos dispostos
                                  Que é um estrofes,                    Entre as nuvens                                                           Numa folha qualquer
aleatoriamente, sugerindo uma interação tranqüilo
                                     Que é irmão   próxima com o leitor, surgindoeum lindo
                                    E primo-irmão do bacilo          Vem
                                                                       Avião rosa a sua
                                                                            com grená                                                          Eu desenho um sol amarelo
                                                                                                                                                    (Que descolorirá!)
beleza própria. Mostrar para os alunos que uma construçãoCom suas luzes a piscar...
                                     Que é irmão tranqüilo           Tudo em voltatexto
                                                                      de um colorindo                                                           E com cinco ou seis retas
                                                                                                                                                 É fácil fazer um castelo
poético não deverá ficar preso a oformaque pensa tudo saber
                               E homem de sua estrutura.                                                                                            (Que descolorirá!)
                                               Não sabe o jantar que os bichinhos vão                   Basta imaginar e ele está              Giro um simples compasso
                                                                ter                                     Partindo, sereno e lindo                  Num círculo eu faço
                                                     Quando o seu dia chegar                               Se a gente quiser                             O mundo
                                                     Quando o seu dia chegar                                Ele vai pousar...                      (Que descolorirá!)...




34                                                                                                         35
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                                                  LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



                                                                                                                                         V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO
                                                                             Anexo II
                                                                                                                                                 O gênero textual notícia alcança
todas as camadas sociais, movimentando
informações e, de certa forma, contribuindo
para a formação de opinião dos leitores. Daí
ser, esse gênero, um importante instrumento
no processo de formação do
leitor/interlocutor. Por ser um texto que
divulga, para gr ande cont ingen te da
população, um fato noticioso, este deve ser
marcado pelo ineditismo, improbabilidade,
interesse, apelo, empatia e o factual. Para
os jor nais, quanto mais pessoas se
identificarem com a (s) personagem (ns) e a
situação da notícia, mais jornais serão
vendidos.


                                                                                                                                             O texto da notícia de jornal impresso
é organizado da seguinte forma: título,
“lead” e corpo. A função do título é despertar no leitor o interesse pela leitura da notícia. Assim,
este deve apresentar uma mensagem sucinta e, algumas vezes, surpreendente, destacando-se
graficamente do texto que se segue. A importância dohtítulo é li t er at usque oottítulo mais importante
                                                  Fon t e: t t p: // www. tanta . bl ogsp . com

de cada caderno do jornal é chamado de 'manchete'. O lead - do inglês que significa 'guia' ou 'o
que vem a frente' – sempre é encontrado no primeiro parágrafo. Refere-se a um breve relato dos
fatos e deve apresentar informações essenciais que, na teoria do jornalismo, são as perguntas
                                                           Anexo III
básicas contidas nesta etapa que deverão ser respondidas na elaboração de uma matéria: o
quê, quem, quando, onde, como e por quê. Já no corpo do texto da notícia, que correspondem
aos demais parágrafos, são detalhados os fatos introduzidos pelo lead com ampliação de novas
informações, organizadas em ordem cronológica ou de Canteirosimportância.
                                                     (Cecília Meireles)
                                       Lembrar que as fotografias e as legendas têm sua parte na construção de sentidos do
gênero notícia. Geralmente, os jornais direcionados àvocê fecho os olhos de saudade utilizam
                                    Quando penso em população menos escolarizada,
a imagem como resumo da notícia. Algumas tido muita coisa, menos a felicidade à leitura do
                                        Tenho vezes a leitura das notícias resume-se
título e da imagem, seja pela Correm osinteresse em ver determinada notícia. que invento
                               pressa ou meus dedos longos em versos tristes Então, a concisão
do título e a escolha estratégica das imagens como fonte de informação características desse
gênero que norteiam a seleção, Nemparte doaleitor, deentrego já me traz contentamento
                                 por aquilo que me quais notícias serão lidas na íntegra.
                                         Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
                                     mas nada do que me dizem me se sentir alegria
                                     A organização interna do texto fazcaracteriza pela presença de períodos curtos, frases
na ordem direta, vocabulário usual, descrições objetivas, utilização dede framboesa
                                     Eu só queria ter no mato um gosto verbos introdutores de
opinião, como falar, dizer, afirmar, assegurar, expressões circunstanciais de tempo, espaço,
                                 Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza
causa etc. que orientam as informações básicas sobre o fato noticiado que está presente no
                                      Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza
lead. Essas características podem ser exploradas no eixo da análise lingüística, assim como na
leitura e para a produção do gênero. E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
                                    É importante trabalhar mortenotícias atuais e sempre observar aspectos relacionados às
                                       Pois se não chega a com ou coisa parecida
condições de produção, como: leitor; posicionamento ideológico do jornal,vida. compõe a sua
                                         E nos arrasta moço, sem ter visto a que
linha editorial, em que a notícia foi publicada, a parcialidade da notícia, entre outros pontos.
                                    Fon t e: h t t p: / /www. ain dam el hor . com /p oesi a/ poes ias 1 1- ceci l ia- m ei r el es. ph p - acess ado em 0 1/ 0 6/ 0 9.




                                                                                      36                                                                                             37
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                                                           LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



                                     V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO
Anexo II
                                             O gênero textual notícia alcança
                                   todas as camadas sociais, movimentando
                                   informações e, de certa forma, contribuindo
                                   para a formação de opinião dos leitores. Daí
                                   ser, esse gênero, um importante instrumento
                                   no processo de formação do
                                   leitor/interlocutor. Por ser um texto que
                                   divu lga, para grande contingent e da
                                   população, um fato noticioso, este deve ser
                                   marcado pelo ineditismo, improbabilidade,
                                   interesse, apelo, empatia e o factual. Para
                                   os jor nais, quant o m ais pessoas se
                                   identificarem com a (s) personagem (ns) e a
                                   situação da notícia, mais jornais serão
                                   vendidos.


                                                       O texto da notícia de jornal impresso
                                      é organizado da seguinte forma: título,
                                      “lead” e corpo. A função do título é despertar no leitor o interesse pela leitura da notícia. Assim,
                                      este deve apresentar uma mensagem sucinta e, algumas vezes, surpreendente, destacando-se
Font e: ht t p :/ / www.l i t er at usgraficamente do texto que se segue. A importância do título é tanta que o título mais importante
                                       .b logs pot . com

                                      de cada caderno do jornal é chamado de 'manchete'. O lead - do inglês que significa 'guia' ou 'o
                                      que vem a frente' – sempre é encontrado no primeiro parágrafo. Refere-se a um breve relato dos
                                      fatos e deve apresentar informações essenciais que, na teoria do jornalismo, são as perguntas
Anexo III                             básicas contidas nesta etapa que deverão ser respondidas na elaboração de uma matéria: o
                                      quê, quem, quando, onde, como e por quê. Já no corpo do texto da notícia, que correspondem
                                      aos demais parágrafos, são detalhados os fatos introduzidos pelo lead com ampliação de novas
Canteiros                             informações, organizadas em ordem cronológica ou de importância.
(Cecília Meireles)
                             Lembrar que as fotografias e as legendas têm sua parte na construção de sentidos do
Quando penso em gênero notícia.olhos de saudade
                    você fecho os Geralmente, os jornais direcionados à população menos escolarizada, utilizam
Tenho tido muita coisa, menos a felicidadeda notícia. Algumas vezes a leitura das notícias resume-se à leitura do
                   a imagem como resumo
Correm os meus dedos longos em versos tristes pressa ou interesse em ver determinada notícia. Então, a concisão
                   título e da imagem, seja pela que invento
                   do título e a escolha estratégica das imagens como fonte de informação características desse
Nem aquilo a que gênero que norteiam acontentamento
                   me entrego já me traz seleção, por parte do leitor, de quais notícias serão lidas na íntegra.
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
mas nada do que me dizemA organização alegria do texto se caracteriza pela presença de períodos curtos, frases
                              me faz sentir interna
Eu só queria ter no mato umdireta, de framboesa
                   na ordem gosto vocabulário usual, descrições objetivas, utilização de verbos introdutores de
                   opinião, como falar, dizer, afirmar, assegurar, expressões circunstanciais de tempo, espaço,
Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza básicas sobre o fato noticiado que está presente no
                   causa etc. que orientam as informações
Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza
                   lead. Essas características podem ser exploradas no eixo da análise lingüística, assim como na
                   leitura e para a produção do gênero.
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ouimportante trabalhar com notícias atuais e sempre observar aspectos relacionados às
                             É coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida. como: leitor; posicionamento ideológico do jornal, que compõe a sua
                   condições de produção,
                   linha editorial, em que a notícia foi publicada, a parcialidade da notícia, entre outros pontos.
Font e: ht t p : // www.ai nd am elh or. com / poes i a/p oesi as 11 - ceci li a- m ei r eles . php - aces s ado em 01 / 06 / 09 .




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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS          LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS

                       Objetivos: compreender a notícia impressa como um relevante instrumento de reflexão
 Informe ao aluno que os textos informativos vêmsocial; interagir oralmente acerca dos diversos temas
              sobre os fatos da nossa realidade expressos em gêneros, como
a reportagem, artigo de revista e que cada textoidentificar notícias, diferenciando-as de outros gêneros;
              apresentados nas notícias lidas; tem um nome específico, com
estrutura e função social diferentes. O objetivo da utilizaçãonotícias, além das outras seções que compõem
              discutir sobre as temáticas mais frequentes nas da crônica limita-
se à exploração do tema.
              o jornal impresso; inferir e levantar hipóteses sobre as temáticas das noticias a partir da leitura
              dos títulos de notícias e das imagens relacionadas às notícias; identificar as características
              peculiares do gênero, como: recursos gráficos – tipos e tamanho de letras, de imagens,
              informações no lead; analisar e comparar a mesma notícia em um jornal popular e um jornal
                                                                                                  II – Eixo de ensino | LEITURA.
              direcionado a uma elite, observando aspecto como vocabulário, extensão e ordem das frases,
              parcialidade no tratamento do tema etc.; produzir notícias com as características desse gênero.
                                           1. Distribua um jornal impresso a cada grupo e trabalhe com os alunos a idéia de
jornal como suporte que contém vários gêneros. Escreva no quadro as
seguintes perguntas: (a) Um jornal é composto por vários cadernos, então,
quantos cadernos têm o jornal que vocês estão lendo? (b) Quais temas são
encontrados nesses cadernos? (c) Os cadernos publicados são os mesmos
todos os diasSUGESTÕES DE ATIVIDADES
               da semana? (d) A extensão dos cadernos varia de acordo com os
dias da semana? (e) A notícia é apenas um dos gêneros encontrados no jornal.
Que outros gêneros podermos encontrar? (f)E ORALIDADE. predomina no
              I – Eixo de ensino | LEITURA Qual é o texto que
jornal? (g) Por que são utilizados diferentes tipos de letras nos títulos dos
textos? (h) A organização gráfica do a sala e afixe, em locais diversos, várias notícias recentes e peça que
                          1. Organize jornal (ilustrações, fotografias, gráficos,
cabeçalhos de seções etc.) permite uma melhor localização das informações?
                                os alunos circulem e leiam as notícias expostas. Após alguns minutos, tempo
Os grupos deverão dispor de um tempo para responder as perguntas e, depois,
                                que dê para eles lerem um bom número de notícias, e oriente para que eles
escolher um membro do grupo para socializar as respostas.
                                parem na notícia que mais impressionou.
                                Logo em seguida, pergunte: (a) como é chamado esse texto que você acabou
                                de ler? (b) Você estava lendo uma história em quadrinhos? Por que não? Quadro, piloto/giz.
                                             2. Recursos didáticos: Diversos jornais usados e completos. (c)
                                Qual a função desses textos que você leu? Onde podemos encontrar textos Papel, lápis/caneta.
                                assim? (d) por que essa notícia oum bom momento para os alunos analisarem o jornal e
                                             3. Comentários: É impressionou?
conhecerem os cadernos que o compõem, como também perceber grupos e distribua a crônica “Os
                                Após esse momento, forme pequenos os
diferentes tipos de letras, os gênerosde Rubem Braga (ANEXO I). Leia junto com os alunos, abra um
                                jornais”, textuais do domínio jornalístico, as
seções, entre outros. Provavelmente os alunos irão observar que os temáticas edas notícias a partir das
                                momento de discussão acerca das anúncios
as notícias predominam, tornando-se perguntas: (a) Quais tipos para refletir predominado nos jornais?
                                seguintes um excelente momento de notícias têm
sobre o porquê desse formato.Por quê? (b) Qual o significado das expressões “Será o mundo assim, uma bola
                                confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças?” e “ A
                                impressão que a gente tem, lendo os jornais(...) é que o 'lar é um local
                                destinado (...) à prática de 'uxoricídio'”. (c) O que significa o termo
                                'uxoricídio'?                     III – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.

                                          1. Organize a sala em grupos e distribua a notícia “Suspeito de realizar sequestro
                          2. Recursos didáticos: Páginas do Recortes de notícias. Cópia da crônica de
dá aula de crime a crianças” do Jornal do Commércio (Anexo I). Leia com os
                               Rubem Braga (ANEXO I). Dicionário.
alunos a notícia e faça perguntas orais para levantar hipóteses, fazer
inferências e ativar o conhecimento prévio dos alunos, aulas nessa(a) Quem édependerá do número de
                          3. Comentários: O número de tais como: sequência o
suspeito? (b) Onde, como ealunos quem elee dá ritmo de trabalho destes. agiu
                                 para na turma do aulas? (c) O Suspeito
sozinho? Quem o ajudou? (d) Você alunos descobrirem o do suspeito agir,
                               Deixe osconcorda com a formanome do gênero. Estimule a produção oral dos
tanto com as crianças, como seu modo diante da sociedade? (e) máximo o
                               alunos, de forma que eles ativem o Por que seus conhecimentos prévios sobre
título da notícia está no presentegênero, como se o fato aconteceu dias antes?
                               o do indicativo também seu nível de argumentação. Exponha notícias de
                               diversas temáticas (políticas, esportivas, televisivas, nacionais, internacionais
Registre as informações dos grupos em um cartaz.
                               etc.) e diversos jornais.
                               Sistematize2. Recursos didáticos: Cópias da notícia “Suspeito de realizar sequestro dá aula
                                            as respostas dos alunos em um cartaz sobre a característica inicial
                               do gênero. Esse cartaz deverá ficar exposto na sala. a crianças” (Anexo I). Cartolina, piloto.
                                                                               de crime


                                                            38                                                                  39
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS               LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS

Objetivos: compreender a notícia impressa como um relevante instrumento de reflexão
sobre os fatos da nossa realidadeInforme ao aluno que os textos informativos vêm expressos em gêneros, como
                                       social; interagir oralmente acerca dos diversos temas
apresentados nas notícias lidas; identificar notícias, de revista e que de texto gêneros;
                                     a reportagem, artigo diferenciando-ascada outrostem um nome específico, com
discutir sobre as temáticas mais frequentes nasfunção social diferentes. O objetivo da utilização da crônica limita-
                                     estrutura e notícias, além das outras seções que compõem
o jornal impresso; inferir e levantarse à exploração do tema.
                                      hipóteses sobre as temáticas das noticias a partir da leitura
dos títulos de notícias e das imagens relacionadas às notícias; identificar as características
peculiares do gênero, como: recursos gráficos – tipos e tamanho de letras, de imagens,
informações no lead; analisar e comparar a mesma notícia em um jornal popular e um jornal
                    II – Eixo de ensino | LEITURA.
direcionado a uma elite, observando aspecto como vocabulário, extensão e ordem das frases,
parcialidade no tratamento do tema etc.; produzir notícias com as características desse gênero.
                                1. Distribua um jornal impresso a cada grupo e trabalhe com os alunos a idéia de
                                     jornal como suporte que contém vários gêneros. Escreva no quadro as
                                     seguintes perguntas: (a) Um jornal é composto por vários cadernos, então,
                                     quantos cadernos têm o jornal que vocês estão lendo? (b) Quais temas são
                                     encontrados nesses cadernos? (c) Os cadernos publicados são os mesmos
SUGESTÕES DE ATIVIDADES dias da semana? (d) A extensão dos cadernos varia de acordo com os
                                     todos os
                                     dias da semana? (e) A notícia é apenas um dos gêneros encontrados no jornal.
                                     Que outros gêneros podermos encontrar? (f) Qual é o texto que predomina no
I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.
                                     jornal? (g) Por que são utilizados diferentes tipos de letras nos títulos dos
1. Organize a sala e afixe, em locais diversos, A organização gráfica do jornalque
                                     textos? (h) várias notícias recentes e peça (ilustrações, fotografias, gráficos,
                                     cabeçalhos de seções etc.) permite uma melhor localização das informações?
os alunos circulem e leiam as notícias expostas. Após alguns minutos, tempo
                                     Os grupos deverão dispor de um tempo para responder as perguntas e, depois,
que dê para eles lerem um bom número de notícias, e oriente para que eles
                                     escolher um membro do grupo para socializar as respostas.
parem na notícia que mais impressionou.
Logo em seguida, pergunte: (a) como é chamado esse texto que você acabou
de ler? (b) Você estava lendo 2. Recursos didáticos: Diversos jornais usados e completos. Quadro, piloto/giz.
                                uma história em quadrinhos? Por que não? (c)
Qual a função desses textos que Papel,leu? Onde podemos encontrar textos
                                      você lápis/caneta.
assim? (d) por que essa notícia o Comentários: É um bom momento para os alunos analisarem o jornal e
                                3. impressionou?
Após esse momento, forme pequenos grupos os distribua a crônica “Os
                                     conhecerem e cadernos que o compõem, como também perceber os
jornais”, de Rubem Braga (ANEXO I). Leia junto com os os gêneros textuais do domínio jornalístico, as
                                     diferentes tipos de letras, alunos, abra um
momento de discussão acerca das temáticas das notícias a partir das alunos irão observar que os anúncios e
                                     seções, entre outros. Provavelmente os
seguintes perguntas: (a) Quais tipos denotícias predominam, tornando-se um excelente momento para refletir
                                     as notícias têm predominado nos jornais?
Por quê? (b) Qual o significado dassobre o porquê desse formato.
                                      expressões “Será o mundo assim, uma bola
confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças?” e “ A
impressão que a gente tem, lendo os jornais(...) é que o 'lar é um local
destinado (...) à prática de 'uxoricídio'”. (c) O que significa o termo
'uxoricídio'?       III – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.

                               1. Organize a sala em grupos e distribua a notícia “Suspeito de realizar sequestro
2. Recursos didáticos: Páginas do Recortes de notícias. Cópia da crônica de
                                    dá aula de crime a crianças” do Jornal do Commércio (Anexo I). Leia com os
Rubem Braga (ANEXO I). Dicionário.
                                    alunos a notícia e faça perguntas orais para levantar hipóteses, fazer
3. Comentários: O número de aulas nessa sequência dependerá do número de dos alunos, tais como: (a) Quem é o
                                    inferências e ativar o conhecimento prévio
alunos na turma e do ritmo de trabalho destes.(b) Onde, como e para quem ele dá aulas? (c) O Suspeito agiu
                                    suspeito?
Deixe os alunos descobrirem o nome do gênero. Estimule a produção oral dos com a forma do suspeito agir,
                                    sozinho? Quem o ajudou? (d) Você concorda
alunos, de forma que eles ativem o tanto com as crianças, como seu modo diante da sociedade? (e) Por que o
                                     máximo seus conhecimentos prévios sobre
o gênero, como também seu nível de da notícia está no presente notícias de se o fato aconteceu dias antes?
                                    título argumentação. Exponha do indicativo
diversas temáticas (políticas, esportivas, televisivas, nacionais, internacionais cartaz.
                                    Registre as informações dos grupos em um
etc.) e diversos jornais.
Sistematize as respostas dos alunos em umdidáticos: Cópias da notícia “Suspeito de realizar sequestro dá aula
                               2. Recursos cartaz sobre a característica inicial
do gênero. Esse cartaz deverá ficar de crimenacrianças” (Anexo I). Cartolina, piloto.
                                     exposto a sala.



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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS            LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



                         3. Comentários: Os jornais utilizam no título das notícias aluno a refletir acercaoda relação jornal
                                        3. Comentários: Essa atividade propicia o de jornais impressos
e público-alvo, fazendo com que no presente domarque a escrita propósito de estabelecer uma maior
                              verbo essa relação indicativo com o de uma
determinada notícia. O público-alvo de uma notícia é umcom ofundamentalcomo evidencia que a notícia é
                              aproximação entre o leitor item fato, assim a
se levar em conta. Observa-se, com isso, a escolha lexical e a ideologia de cada
                              recente.
jornal.                       Para caracterizar o gênero “notícia”, faça com os alunos uma reflexão sobre o
Cada fase da caracterização lead, queser anotada em um cartaz, para
                               deverá é o primeiro parágrafo do texto.
posteriormente, ser utilizada pelo aluno na produção final.


             IV – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA.
                                                                 VI – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA.
                         1. Entregue aos grupos uma imagem retirada de uma notícia de jornal. Os alunos
                               deverão fazer 1. leitura atividade, discuta com osum possível título daquelaé uma greve e
                                                a Nessa da imagem e elaborar alunos se eles sabem o que
quem poderá fazê-la. Logo em seguida, entregue aleia o grupo original para verificar o grupo que mais se
                               notícia. Logo após, cada título um papel com
                               aproximou.
os seguintes números: 1.700 – 22h – 190 mil – 5h às 8h30 e 16h às 20h –
12% - 4% - 8% - 50% - 80% .Em seguida, distribua com os grupos uma legenda de uma foto de alguma
Questione seus alunos sobre o que se com legendas números em relação grupo. Cada grupo faz a leitura e,
                               notícia, referem esses diferentes para cada ao
contexto de uma greve. Após esse poderá desenhar ou recortar de algum jornal ou revista uma imagem
                               depois, momento, distribua aos seus alunos a
notícia “Metrô do Recife em greve por 2aquela legenda. Ao do Commércio
                               que represente dias”, do Jornal término dessa tarefa, cada grupo socializa
(ANEXO II) , e mande eles leremprodução. e localizar os dados relacionados a
                               sua a notícias
cada número analisado anteriormente. Os grupos deverão socializar suas
respostas e verificar se Recursos didáticos: Fotos de notícias. sobre os de legendas de fotos de
                         2. as hipóteses e inferências levantadas Recortes
números se aproximaram dos notícias e suas notícia. Revistas. Lápis de cores diversas, tesouras, cola,
                                fatos relativos a imagens.
Abra uma discussão com os alunos ofício.esses números, assim: (a) Será que a
                               papel sobre
notícia funcionaria com 3. mesmo impacto sem a presença desses números? o fato noticiado. Mostrar para
                          o Comentários: Explorar a relação da imagem com
(b) Por que há essa exposiçãoos alunos que a notícia e em outras? ou ilustração é uma das características
                                de números na utilização de uma foto
É importante levantar questões várias notícias. É interessante colocar as características encontradas no
                               de acerca da relação do título com o texto. A
palavra 'Metrô' do título se refere a quê? Quem está em greve? O Metrô ou os
                               cartaz de caracterização.
funcionários? Por que não utilizar a expressão 'funcionários do Metrô em
greve'?

             V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
                                          2. Recursos didáticos: Papel com os números. Cópias da notícia “Metrô do
                        1. Distribua com cada grupo grevenotíciadias”, do Jornal dofato, publicada em
                                            Recife em uma por 2 sobre um mesmo Commércio (ANEXO II). Papel, lápis.
                                         3. Comentários: Os números na notícia exercem uma função discursiva de suma
                              jornais diferentes. Escolha um jornal de cunho popular, outro voltado para um
importância, pois dá credibilidade e confiabilidade ao fato noticiado. No caso ler as notícias e escrever as
                              público de maior escolaridade. Os alunos deverão
dessa notícia, os números dãodiferenças encontradas. Faça as seguintes perguntes: (a) Quais os fatos que
                               credibilidade e precisão ao fato. É interessante
                              merecem destaques nas duas notícias? (b) Verificou se há diferenças na
trabalhar com os alunos a questão da economia do espaço para noticiar os
fatos. No caso do título, a apresentação dos fatos? A linguagem utilizada pelos jornalistas é diferente?
                               utilização do termo 'metrô' acompanhado dos
funcionários, que efetivamente é Por que essas greve, surte o mesmo efeito,
                              (c) que estão em diferenças existem?
sobretudo mais contundente, pois o queoralmente para a população é o fato do
                              Socialize interessa as conclusões de cada grupo.
meio de transporte 'metro' não funcionar em tais horários por conta da grevevocabulário usual ou informal.
                              Leve em conta que os jornais poderão utilizar
dos funcionários do mesmo. As frases tendem a ser curtas para facilitar a leitura. No entanto, no jornal
                              popular é considerável a presença do humor ou do sensacionalismo na
                              abordagem de certas notícias, o que contraria a máxima da imparcialidade
                              característica desse gênero.

                        2. Recursos didáticos: Notícias de jornais diversos.


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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS               LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



3. Comentários: Os jornais utilizam no título das notícias de jornais impressos o refletir acerca da relação jornal
                              3. Comentários: Essa atividade propicia o aluno a
verbo no presente do indicativo e público-alvo, fazendo com que essa relação marque a escrita de uma
                                    com o propósito de estabelecer uma maior
aproximação entre o leitor com o fato, assim como evidencia que a notícia uma notícia é um item fundamental a
                                    determinada notícia. O público-alvo de é
recente.                            se levar em conta. Observa-se, com isso, a escolha lexical e a ideologia de cada
Para caracterizar o gênero “notícia”, faça com os alunos uma reflexão sobre o
                                    jornal.
lead, que é o primeiro parágrafo doCada fase da caracterização deverá ser anotada em um cartaz, para
                                     texto.
                                    posteriormente, ser utilizada pelo aluno na produção final.


IV – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA.
                   VI – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA.
1. Entregue aos grupos uma imagem retirada de uma notícia de jornal. Os alunos
deverão fazer a leitura da imagem eatividade, discuta com os alunos se eles sabem o que é uma greve e
                               1. Nessa elaborar um possível título daquela
notícia. Logo após, leia o título originalpoderá fazê-la. o grupo que mais se
                                    quem para verificar Logo em seguida, entregue a cada grupo um papel com
aproximou.                          os seguintes números: 1.700 – 22h – 190 mil – 5h às 8h30 e 16h às 20h –
Em seguida, distribua com os grupos uma legenda- 50% - 80% . de alguma
                                    12% - 4% - 8% de uma foto
notícia, com legendas diferentes para cada grupo. Cada grupo faz que se referem esses números em relação ao
                                    Questione seus alunos sobre o a leitura e,
depois, poderá desenhar ou recortarcontexto de umaou revista uma imagem
                                     de algum jornal greve. Após esse momento, distribua aos seus alunos a
que represente aquela legenda. Ao término “Metrô do Recifegrupo greve por 2 dias”, do Jornal do Commércio
                                    notícia dessa tarefa, cada em socializa
sua produção.                       (ANEXO II) , e mande eles lerem a notícias e localizar os dados relacionados a
                                    cada número analisado anteriormente. Os grupos deverão socializar suas
2. Recursos didáticos: Fotos de notícias. Recortes de legendas de fotos de
                                    respostas e verificar se as hipóteses e inferências levantadas sobre os
notícias e suas imagens. Revistas. números se cores diversas, tesouras, cola, a notícia.
                                     Lápis de aproximaram dos fatos relativos
papel ofício.                       Abra uma discussão com os alunos sobre esses números, assim: (a) Será que a
3. Comentários: Explorar a relaçãonotícia funcionaria com noticiado. impacto sem a presença desses números?
                                     da imagem com o fato o mesmo Mostrar para
os alunos que a utilização de uma foto Porilustração é uma das características na notícia e em outras?
                                    (b) ou que há essa exposição de números
de várias notícias. É interessante colocar as características encontradas noda relação do título com o texto. A
                                    É importante levantar questões acerca
cartaz de caracterização.           palavra 'Metrô' do título se refere a quê? Quem está em greve? O Metrô ou os
                                    funcionários? Por que não utilizar a expressão 'funcionários do Metrô em
                                    greve'?

V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
                              2. Recursos didáticos: Papel com os números. Cópias da notícia “Metrô do
1. Distribua com cada grupo uma notícia sobre um mesmo fato, do Jornal do Commércio (ANEXO II). Papel, lápis.
                                   Recife em greve por 2 dias”, publicada em
jornais diferentes. Escolha um jornal de cunho Os números navoltado para um uma função discursiva de suma
                              3. Comentários: popular, outro notícia exercem
público de maior escolaridade. Os alunos deverão ler dá credibilidade e confiabilidade ao fato noticiado. No caso
                                   importância, pois as notícias e escrever as
diferenças encontradas. Faça as seguintesnotícia, os números dão credibilidade e precisão ao fato. É interessante
                                   dessa perguntes: (a) Quais os fatos que
merecem destaques nas duas notícias? (b)com os alunos a questão da economia do espaço para noticiar os
                                   trabalhar Verificou se há diferenças na
apresentação dos fatos? A linguagem utilizadacaso do título, aé utilização do termo 'metrô' acompanhado dos
                                   fatos. No pelos jornalistas diferente?
(c) Por que essas diferenças existem?
                                   funcionários, que efetivamente é que estão em greve, surte o mesmo efeito,
Socialize oralmente as conclusões de cada grupo. contundente, pois o que interessa para a população é o fato do
                                   sobretudo mais
Leve em conta que os jornais poderão utilizar vocabulário usual ou informal. tais horários por conta da greve
                                   meio de transporte 'metro' não funcionar em
As frases tendem a ser curtas parados funcionários doNo entanto, no jornal
                                     facilitar a leitura. mesmo.
popular é considerável a presença do humor ou do sensacionalismo na
abordagem de certas notícias, o que contraria a máxima da imparcialidade
característica desse gênero.

2. Recursos didáticos: Notícias de jornais diversos.


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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS        LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



VII – Eixo de ensino | ESCRITA.
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          1. Peça para os alunos produzirem uma notícia a partir de um fato de sua
               comunidade. Poderá ser em grupo, de maneira que cada um fique com uma
               função, das imagens, manchetes, títulos, legendas etc.
               Em outro momento, faça a análise das produções, junto com os alunos,
               orientados pelas informações do cartaz de caracterização do gênero notícia.
               Após a revisão, oriente-os quanto à reescrita.
          2. Recursos didáticos: Papel e lápis. Gravuras e fotos.
          3. Comentários: Os alunos deverão ficar atentos quanto ao cartaz com a
               caracterização do gênero, como uma orientação. Se o professor julgar
               necessário, escolher algumas notícias produzidas pelos alunos e colocar em
               um painel, de forma que todos da escola possam ler.

Para obter mais informações, procure o apêndice.


                                          Anexo I




                                                                              Font e: J or nal do Com m ér ci o, 06 de j unh o de 20 0
                                                                              9.




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VII – Eixo de ensino | ESCRITA.
                                                                                        Anexo II
1. Peça para os alunos produzirem uma notícia a partir de um fato de sua
comunidade. Poderá ser em grupo, de maneira que cada um fique com uma
função, das imagens, manchetes, títulos, legendas etc.
Em outro momento, faça a análise das produções, junto com os alunos,
orientados pelas informações do cartaz de caracterização do gênero notícia.
Após a revisão, oriente-os quanto à reescrita.
2. Recursos didáticos: Papel e lápis. Gravuras e fotos.
3. Comentários: Os alunos deverão ficar atentos quanto ao cartaz com a
caracterização do gênero, como uma orientação. Se o professor julgar
necessário, escolher algumas notícias produzidas pelos alunos e colocar em
um painel, de forma que todos da escola possam ler.

Para obter mais informações, procure o apêndice.


Anexo I




                     F ont e: Jor n al d o C om m ér ci o, 0 6 de ju nho d e 2 0 09 .




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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS          LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



             VI – TIRA EM QUADRINHOS linguístico-discursivo, o registro informal de linguagem é o mais comum,
                                     No âmbito
aproximando-se da conversa cotidiana. A pontuação utilizada nessas tiras, geralmente assume
um caráter expressivo que apontam emoções sentidas pelos personagens. Normalmente não há
narrador, assim o leitor só conta com a expressão facial e corporal dos personagens, junto à
pontuação utilizada e o que é dito pelos personagens. Outro recurso importante para manter a
interatividade e o envolvimento entre leitor e texto são as onomatopeias, pois tentam imitar os
sons produzidos pelos personagens e os ruídos que ocorrem no contexto da história.


                                  Portanto, ao promover o estudo do gênero tiras, na perspectiva lingüístico-discursiva,
                                  estaremos contribuindo na formação de leitores críticos, de forma lúdica e com humor.

                                        Objetivos: refletir sobre a relação entre texto verbal, não-verbal e imagens na
construção de sentidos; perceber quadrinho surgiu no espaço do suporte de jornal, estendendo-se,
                      A tira em estratégias de produção de humor quebra de expectativa,
ironia, duploposteriormente, criticamente tiras, refletindo sobresites etc. social apresentada;
              sentido etc.; ler para revistas, livros didáticos, a crítica Esse gênero discursivo propicia
produzir final coerente de diversas perspectivas,a haja vista texto verbal e efeito de narrativas e por se
             análises em tira, articulando entre imagem e representar pequenas humor;
produzir tiras como atividade de produção e reescrita de texto.
             estruturar a partir de dois códigos – o verbal e o não-verbal -, aproveitando a combinação entre
            falas, expressões e gestos das personagens, além de privilegiar a situação contextual pelo seu
            aspecto Assim, a Tira em quadrinhos lida com duas importantes modalidades de
                     interacional.
            comunicação: palavras e imagens. Uma modalidade deve estar em harmonia com a outra para
            que haja uma comunicação eficaz.                                         SUGESTÕES                              DE
                                                                                   ATIVIDADES
                                                     I – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
                       Nesse gênero, os personagens agem, dialogam e pensam, sendo suas falas e
              pensamentos apresentados através de balões. Apresenta um tgrau acentuado de informalidade
                                           1. Dist ribua par a os alunos arjas com nomes de personagens de tiras em
              e de interatividade, tais como o uso de interjeições, pontuação expressiva – exclamações,
quadrinhos ( Turma da Mônica, Hagar, M afalda, Níquel Náusea etc.) e
              reticências, interrogações alongadas etc. -, além de outros recursos gráficos, como o uso de
solicite que eles se or ganizem em grupos de acordo com o nome dos
              negrito, tamanhos e formatos diversos de letras, de certos símbolos – estrelas, que representam
personagens r ecebidos. Quest ione se os alunos conhecem os personagens
              dor; formatos diferentes de balões – em forma de nuvem, para pensamentos e sonhos; balões
que receberam , onde podemos encont rá-los, de que personagem mais
              pontilhados para falas sussurradas.
gostam e o porquê.
Em seguida, distribua tiras variadas para os alunos. Estes irão fazer a leitura
de suas tiras e analisá-las se caracteriza por ter uma narrativa contada em poucos quadros, geralmente de
                       A Tira para verificar suas características estruturais e
linguísticas. Provoque-os com as perguntas: (a) Onde podemos encontrar as
              um a cinco e traz no seu bojo um caráter humorístico e crítico, alcançado através de estratégias
tiras? (b) Que elementos linguísticos constituem as tiras? (c) Quais recursos
              específicas, como a quebra de expectativa, que consiste em um final inesperado, provocando o
gráficos estão presentes nas tiras? (d) As tiras utilizam recursos do humor para
              riso. Assim, a leitura de tiras exige a ativação de estratégias de leitura, que ativem
fazer crítica social? – trabalhar a função social da crítica.
              conhecimentos de mundo, inferências, relações entre textos para a construção de sentidos.
No momento da análise, os grupos receberão tarjas para anotarem as
características formais, estruturais, linguísticas e discursivas do gênero para
montagem do painel de caracterizações.
                       As temáticas trabalhadas são, por excelência, variadas, voltadas para públicos leitores
              diferenciados, desde adultos até crianças. Algumas tiras realizam sátira política e social com
              personagens que corporificam estereótipos, alguns modos de pensar e de agir comuns em
                                              2. Recursos didáticos: Tarjas em cartolina com nomes de personagens de tiras
              nossa sociedade.
em quadrinhos. Cartolina, piloto. Cópias de tiras em quadrinhos. Tarjas de
cartolina.
                       Dessa forma, acreditamosComentários: O número de aulas nessa sequência dependerá do número de
                                               3. que o caráter satírico desse gênero incentiva na formação de
alunos na turma e donessa série, por possibilitar o estabelecimento de relações entre a temática e a crítica
              leitores ritmo de trabalho destes.
Essa atividade, a princípio, servirána história narrada, de maneira que seno
              social subentendida para organizar os grupos e introduzi-los discutam, em sala de aula,
universo dosquestões éticas, políticas, culturais, sociais etc. a atividade tenha
               personagens das tiras em quadrinhos. Para que


                                                          44                                                           45
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



VI – TIRA EM QUADRINHOS No âmbito linguístico-discursivo, o registro informal de linguagem é o mais comum,
              aproximando-se da conversa cotidiana. A pontuação utilizada nessas tiras, geralmente assume
              um caráter expressivo que apontam emoções sentidas pelos personagens. Normalmente não há
              narrador, assim o leitor só conta com a expressão facial e corporal dos personagens, junto à
              pontuação utilizada e o que é dito pelos personagens. Outro recurso importante para manter a
              interatividade e o envolvimento entre leitor e texto são as onomatopeias, pois tentam imitar os
              sons produzidos pelos personagens e os ruídos que ocorrem no contexto da história.


                          Portanto, ao promover o estudo do gênero tiras, na perspectiva lingüístico-discursiva,
                   estaremos contribuindo na formação de leitores críticos, de forma lúdica e com humor.

                             Objetivos: refletir sobre a relação entre texto verbal, não-verbal e imagens na
A tira em quadrinho surgiu de sentidos; do suporte de jornal, estendendo-se,humor quebra de expectativa,
                    construção no espaço perceber estratégias de produção de
posteriormente, para revistas,sentido etc.; ler criticamente tiras, refletindo sobre a crítica social apresentada;
                    ironia, duplo livros didáticos, sites etc. Esse gênero discursivo propicia
análises em diversas perspectivas, haja de tira,representar pequenas narrativas e verbal e efeito de humor;
                    produzir final coerente vista articulando entre a imagem e texto por se
estruturar a partir de dois códigos – o verbal e o de produção e reescrita de texto.
                    produzir tiras como atividade não-verbal -, aproveitando a combinação entre
falas, expressões e gestos das personagens, além de privilegiar a situação contextual pelo seu
aspecto Assim, a Tira em quadrinhos lida com duas importantes modalidades de
interacional.
comunicação: palavras e imagens. Uma modalidade deve estar em harmonia com a outra para
que haja uma comunicação eficaz. DE ATIVIDADES
                   SUGESTÕES

                    I – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
Nesse gênero, os personagens agem, dialogam e pensam, sendo suas falas e
pensamentos apresentados através de balões. Apresenta um grau acentuado de informalidade
                                1. Distribua para os alunos tar jas com nomes de per sonagens de tir as em
e de interatividade, tais como o uso de interjeições, pontuação expressiva – exclamações,
                                       quadrinhos ( Turma da M ônica, Hagar, Mafalda, Níquel Náusea etc.) e
reticências, interrogações alongadas etc. -, além de outros recursos gráficos, como o uso de
                                       solicite que eles se organizem em gr upos de acordo com o nome dos
negrito, tamanhos e formatos diversos de letras, de certos símbolos – estrelas, que representam
                                       personagens recebidos. Questione se os alunos conhecem os personagens
dor; formatos diferentes de balões – em forma de nuvem, para pensamentos e sonhos; balões
                                       que receberam, onde podemos encontr á-los, de que personagem m ais
pontilhados para falas sussurradas.
                                       gostam e o porquê.
                                       Em seguida, distribua tiras variadas para os alunos. Estes irão fazer a leitura
                                       de suas tiras e analisá-las para verificar suas características estruturais e
A Tira se caracteriza por ter uma narrativa contada em poucos quadros, geralmente de
                                       linguísticas. Provoque-os com as perguntas: (a) Onde podemos encontrar as
um a cinco e traz no seu bojo um caráter humorístico e crítico, alcançado através de estratégias
                                       tiras? (b) Que elementos linguísticos constituem as tiras? (c) Quais recursos
específicas, como a quebra de expectativa, que consiste em um final inesperado, provocando o
                                       gráficos estão presentes nas tiras? (d) As tiras utilizam recursos do humor para
riso. Assim, a leitura de tiras exige a ativação de estratégias de leitura, que ativem
                                       fazer crítica social? – trabalhar a função social da crítica.
conhecimentos de mundo, inferências, relações entre textos para a construção de sentidos.
                                       No momento da análise, os grupos receberão tarjas para anotarem as
                                       características formais, estruturais, linguísticas e discursivas do gênero para
                                       montagem do painel de caracterizações.
As temáticas trabalhadas são, por excelência, variadas, voltadas para públicos leitores
diferenciados, desde adultos até crianças. Algumas tiras realizam sátira política e social com
personagens que corporificam estereótipos, alguns modos de pensar e de agir comuns em
                                2. Recursos didáticos: Tarjas em cartolina com nomes de personagens de tiras
nossa sociedade.
                                       em quadrinhos. Cartolina, piloto. Cópias de tiras em quadrinhos. Tarjas de
                                       cartolina.
Dessa forma, acreditamos que o Comentários: Odesse gênero incentiva na formação de
                                3. caráter satírico número de aulas nessa sequência dependerá do número de
leitores nessa série, por possibilitar alunos na turma e do ritmo de trabalhotemática e a crítica
                                        o estabelecimento de relações entre a destes.
social subentendida na história narrada, de maneira que seservirá para organizar de grupos e introduzi-los no
                                       Essa atividade, a princípio, discutam, em sala os aula,
questões éticas, políticas, culturais,universo dos personagens das tiras em quadrinhos. Para que a atividade tenha
                                        sociais etc.


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provocar o humor e sentido. Depois, produzirão a linguagem verbal node humor, mas também tiras que
                            êxito, é importante distribuir não só tiras último
balão.                      fazem crítica social. Se necessário, leve para a sala alguns suportes onde
                            essas tiras se ancoram, como: gibis, jornais e revistas, livros até na internet.

Veja nos anexos II e III exemplos de tira com predominância da linguagem
não-verbal. II – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA.

                          1. Distribua aos grupos tiras de personagens diversos, coladas em um papel. Os
2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel,enfocar os personagens através do seu comportamento e das
                               alunos deverão caneta, lápis.
3. Comentários: Essa atividade propicia o trabalhoem seguida, eles texto verbal e as tiras, identificando e
                               suas atitudes. Logo com a leitura do irão analisar
                               listando traços da personalidade de cada personagem enfocado. Ap ó s es sa
não-verbal, formas características desse gênero, que vai além das entrelinhas,
                               análise, os alunos farão uma lista e apresentarão para a sala. Promova uma
toda a leitura das imagens, efeitos gráficos etc.
                               discussão acerca dessas personalidades.
                               Em seguida, selecione três tiras de personagens diferentes e distribua aos
                               alunos. O último balão destas tiras deverá estar vazio. Estimule os alunos, em
                               grupo, a fazerem um final para as V – Eixo de ensino |oESCRITA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
                                                                    tiras, completando balão, utilizando o
                               humor e a produção de sentido do texto.
                               Para finalizar essa atividade, utilize as tiras originais e mostre aos alunos para
                                            1. Solicite aos grupos que escolham o personagem de que mais gostaram. Após
esse momento, oriente-os a ampliar os diálogos presentes nas tiras finais que
                               que eles façam a comparação com os escolhidas,produziram, verificando se
desenvolvendo uma história, com final a cargo dos alunos. quebras de expectativas.
                               produziram humor através das
Com as produções feitas, os alunos socializarão a produção de texto de cada
grupo. Em seguida, peça Recursos didáticos: Tiras em suas tiras, criando Papel, lápis e caneta.
                          2. aos alunos que produzam quadrinhos diversos.
personagens, dando-lhes nomes, características pessoaistrabalhar um pouco a história dos personagens
                          3. Comentários: É interessante e ideológicas, que
produzam histórias com críticas sociais, de forma humorada.
                               das tiras. Observe se os alunos percebem quando se dá a quebra de
2. Recursos didáticos: Papel, expectativa, e, por conseguinte, como se constrói o humor a partir dessa
                                lápis.
3. Comentários: Oriente-os quebra. Vejagestos, à expressão, da tira em quadrinho de Mônica, Cebolinha
                               quanto aos o caso, por exemplo, os objetos, os
                               e Cascão, no Anexo II.
cenários como recursos que reproduzem as imagens das tiras. Trabalhe a
reescrita, pois esse trabalho deverá ser afixado em um painel, na sala.

            III– Eixo de ensino | ESCRITA.

                       1. Com a sala organizada em grupos, distribua algumas tiras com seus balões
                            sem nenhuma fala. Como já foi trabalhado sobre os personagens, peça para os
                            alunos produzir as falas dos personagens, verificando a coerência que se
                            estabelece dos elementos verbais e não-verbais, produzindo humor e sentido.
                       2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, lápis e caneta.
                       3. Comentários: Lembre aos alunos que a produção do texto verbal das tiras é
                            próxima da conversação informal, pois se assemelha ao diálogo face a face,
                            como pode ser verificado no anexo I.



            IV – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA.

                       1. Nessa atividade, entregue aos grupos tiras com presença da linguagem não-
                            verbal nos primeiros balões e, no último quadro, com um balão vazio, no qual
                            os alunos darão voz, fazendo a leitura dos elementos não-verbais, além de

                                                           46                                                          47
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS               LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS



êxito, é importante distribuir não só tiras de o humormas também tiras que
                                    provocar humor, e sentido. Depois, produzirão a linguagem verbal no último
fazem crítica social. Se necessário, leve para a sala alguns suportes onde
                                    balão.
essas tiras se ancoram, como: gibis, jornais e revistas, livros até na internet.

                                 Veja nos anexos II e III exemplos de tira com predominância da linguagem
                                 não-verbal.
II – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA.

1. Distribua aos grupos tiras de personagens diversos, coladas em um papel. Os
alunos deverão enfocar os personagens através do seu comportamento e dascaneta, lápis.
                               2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel,
suas atitudes. Logo em seguida, Comentários: Essa atividade propicia o trabalho com a leitura do texto verbal e
                               3. eles irão analisar as tiras, identificando e
listando traços da personalidade de cada personagem enfocado. A p ó s e ss a
                                      não-verbal, formas características desse gênero, que vai além das entrelinhas,
análise, os alunos farão uma lista e apresentarão para a sala. Promova uma
                                      toda a leitura das imagens, efeitos gráficos etc.
discussão acerca dessas personalidades.
Em seguida, selecione três tiras de personagens diferentes e distribua aos
alunos. O último balão destas tiras deverá estar vazio. Estimule os alunos, em
grupo, a fazerem um final para as tiras, completando o balão,LINGUÍSTICA.
                   V – Eixo de ensino | ESCRITA E ANÁLISE utilizando o
humor e a produção de sentido do texto.
Para finalizar essa atividade, utilize as tiras originaisque escolham alunos para de que mais gostaram. Após
                               1. Solicite aos grupos e mostre aos o personagem
que eles façam a comparação com os finais que produziram, verificando se
                                      esse momento, oriente-os a ampliar os diálogos presentes nas tiras escolhidas,
produziram humor através das quebras de expectativas. história, com final a cargo dos alunos.
                                      desenvolvendo uma
                                      Com as produções feitas, os alunos socializarão a produção de texto de cada
2. Recursos didáticos: Tiras em quadrinhos diversos. Papel, lápis e alunos que produzam suas tiras, criando
                                      grupo. Em seguida, peça aos caneta.
                                      personagens, dando-lhes nomes, características pessoais e ideológicas, que
3. Comentários: É interessante trabalhar um pouco a história dos personagens
                                      produzam histórias com críticas sociais, de forma humorada.
das tiras. Observe se os alunos percebem quando se dá a quebra de
expectativa, e, por conseguinte, como se constrói Papel, lápis. partir dessa
                               2. Recursos didáticos: o humor a
quebra. Veja o caso, por exemplo, da tira em quadrinho de Mônica,aos gestos, à expressão, os objetos, os
                               3. Comentários: Oriente-os quanto Cebolinha
e Cascão, no Anexo II.
                                      cenários como recursos que reproduzem as imagens das tiras. Trabalhe a
                                      reescrita, pois esse trabalho deverá ser afixado em um painel, na sala.

III– Eixo de ensino | ESCRITA.

1. Com a sala organizada em grupos, distribua algumas tiras com seus balões
sem nenhuma fala. Como já foi trabalhado sobre os personagens, peça para os
alunos produzir as falas dos personagens, verificando a coerência que se
estabelece dos elementos verbais e não-verbais, produzindo humor e sentido.
2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, lápis e caneta.
3. Comentários: Lembre aos alunos que a produção do texto verbal das tiras é
próxima da conversação informal, pois se assemelha ao diálogo face a face,
como pode ser verificado no anexo I.



IV – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA.

1. Nessa atividade, entregue aos grupos tiras com presença da linguagem não-
verbal nos primeiros balões e, no último quadro, com um balão vazio, no qual
os alunos darão voz, fazendo a leitura dos elementos não-verbais, além de

46                                                                47
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS   LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS




                                                                                                Anexo I                                 APÊNDIC
                                                                                                                                        E
                                                                                                                                          I – CRÔNICAS

As crônicas podem ser encontradas em jornais, revistas e internet. Algumas delas são compiladas
em livros. A seguir, algumas obras, como:

ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. São Paulo: Ática, 2002.
ASSIS, Machado de. Fuga do Hospício. São Paulo: Ática, 203. (Coleção Para Gostar de Ler).
BORBA FILHO, Hermilo. Louvações, encantamento e outras crônicas. Recife: Bagaço, 2000.
NOVAIS, Carlos Eduardo et al. Crônicas 6. São Paulo: Ática, 2002.
SÁ, Jorge de. Crônica. São Paulo: Ática.
SABINO, Fernando. Cara ou coroa? São Paulo: Ática, 2000. ( Coleção Para Gostar de Ler).
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Sites:
http://www.almacarioca.com.br/cronicas.htm
http://www.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nica
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/index.htm
http://www.pensador.info/p/cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/1/
                                                                                               Anexo II
Pesquisa:
CANDIDO, Antonio et al. A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil.
Campinas/Rio de Janeiro: UNICAMP, 1992.


                                                                                                                                            II – FÁBULA

                                                                                                                    As fábulas poderão ser encontradas em:

ESOPO. Fábulas. São Paulo; Martin Claret, 2006.
FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1997.
FERNANDES, Millôr. Novas Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007.
LA FONTAINE, Jean de. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2005.
LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo; Brasiliense, 1995.
MORAVIA, Alberto. Histórias da pré-história. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Editora 34,
2003.
Sites:
http://www.contandohistoria.com/fabulas.htm.
http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/                                                 Anexo III
http://www.helenamonteiro.com/fabulas/fabulas.htm
http://www.angela-lago.com.br/3FabulaA.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bula
http://www.metaforas.com.br/infantis/default.asp

Pesquisa:
DEZOTTI, Maria Celeste Consolin. A tradição da fábula: de esopo a La Fontaine. São Paulo: IMESP,
2003.
FÁVERO, Leonor Lopes. Paródia e dialogismo. In: BARROS, Diana Luz Pessoa & FIORIN, José Luiz
(org.). Dialogismo, polifonia e intertextualidade: em torno de Mikhail Bakhtin. São Paulo: EDUSP,
2003.

Sites:
BAGNO, Mascos. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/
http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2005/

              F ont e: www. m on ica. com . br / com i cs/ t i r in has .h t m - aces s ado em 01 / 06 / 09
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                                                                                                      48                                         49
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                                                         LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS




Anexo I                           APÊNDICE
                                  I – CRÔNICAS

                                                  As crônicas podem ser encontradas em jornais, revistas e internet. Algumas delas são compiladas
                                                  em livros. A seguir, algumas obras, como:

                                                  ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. São Paulo: Ática, 2002.
                                                  ASSIS, Machado de. Fuga do Hospício. São Paulo: Ática, 203. (Coleção Para Gostar de Ler).
                                                  BORBA FILHO, Hermilo. Louvações, encantamento e outras crônicas. Recife: Bagaço, 2000.
                                                  NOVAIS, Carlos Eduardo et al. Crônicas 6. São Paulo: Ática, 2002.
                                                  SÁ, Jorge de. Crônica. São Paulo: Ática.
                                                  SABINO, Fernando. Cara ou coroa? São Paulo: Ática, 2000. ( Coleção Para Gostar de Ler).
                                                  VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

                                                  Sites:
                                                  http://www.almacarioca.com.br/cronicas.htm
                                                  http://www.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nica
                                                  http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/index.htm
                                                  http://www.pensador.info/p/cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/1/
Anexo II
                                                  Pesquisa:
                                                  CANDIDO, Antonio et al. A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil.
                                                  Campinas/Rio de Janeiro: UNICAMP, 1992.


                                  II – FÁBULA

                                                  As fábulas poderão ser encontradas em:

                                                  ESOPO. Fábulas. São Paulo; Martin Claret, 2006.
                                                  FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1997.
                                                  FERNANDES, Millôr. Novas Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007.
                                                  LA FONTAINE, Jean de. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2005.
                                                  LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo; Brasiliense, 1995.
                                                  MORAVIA, Alberto. Histórias da pré-história. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Editora 34,
                                                  2003.
                                                  Sites:
                                                  http://www.contandohistoria.com/fabulas.htm.
Anexo III                                         http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/
                                                  http://www.helenamonteiro.com/fabulas/fabulas.htm
                                                  http://www.angela-lago.com.br/3FabulaA.html
                                                  http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bula
                                                  http://www.metaforas.com.br/infantis/default.asp

                                                  Pesquisa:
                                                  DEZOTTI, Maria Celeste Consolin. A tradição da fábula: de esopo a La Fontaine. São Paulo: IMESP,
                                                  2003.
                                                  FÁVERO, Leonor Lopes. Paródia e dialogismo. In: BARROS, Diana Luz Pessoa & FIORIN, José Luiz
                                                  (org.). Dialogismo, polifonia e intertextualidade: em torno de Mikhail Bakhtin. São Paulo: EDUSP,
                                                  2003.

                                                  Sites:
                                                  BAGNO, Mascos. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/
                                                  http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2005/

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48                                                                                                          49
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS


              III – CARTA DO LEITOR                                                                             VI – TIRA EM QUADRINHOS

                          As cartas do leitor podem ser encontradas em jornais, revistas e alguns gibis. Abaixo alguns onde de
                                                                                               Algumas sugestões sites encontrar esse gênero
                          revistas:                                                            textual:
Livros:                   Sites:
QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
                          http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT787092-2119,00.html
SOUZA, Maurício de. Mônica: superaventuras. Rio de janeiro: Globo, 2003.
                          http://www.terra.com.br/istoe/
                          http://www.cartanaescola.com.br/
Sites:                    http://www.revistaveja.com.br
http://www.mafalda.net/
http://www.mafalda.com.br Pesquisa:
http://www.tirasdoedi.blogspot.com/
                          BRONCKART, Jean-Paul. Sequências e outras formas de planificação.In: Atividades de linguagem,
http://www.sobresites.com/quadrinhos/tiras.htm
                          textos e discursos. São Paulo:EDUSP, 1999.
http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira232.htm
                          LEAL, Telma Ferraz. Produção de textos na escola: a argumentação em textos escritos por
http://www.comunicacaoempresarial.com.br/comunicacaoempresarial/humor/tiras.htm
                          crianças.Recife: UFPE, 2004. (Tese de Doutorado)
                          MELO, Cristina Teixeira Vieira de. Carta à redação: uma abordagem discursiva. Campinas/SP:
                          UNICAMP, 1999.
Pesquisa:
www.gel.org.br/.../piadas-e-tiras-em-quadrinhos-119.pdf?...
               IV – POEMA
www.filologia.org.br/.../a_heterogeneidade_de_discursiva_e_o_humor_nas_tiras_em_jose_ricardo_car
valho.pdf
                          Seguem algumas sugestões onde encontrar poemas:
Livros:
                          Livros:
AGUILERA, Vanderci de Andrade. Tira cômica: uma leitura na escola. Estudos Linguísticos XXVI.
                          CAPPARELLI, Sergio & GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Poemas para crianças. Porto Alegre:L&PM
Anais de Seminários do GEL, 1997.
                          Editores, 2003.
IANNONE, Leila R. & IANNONE, Roberto A. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo;
Moderna, 1994.            MEIRELLES, Cecília. Ou isto ou aquilo. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
                          MORAES, Vinicius de. A arca de Noé. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
MENDONÇA, Márcia. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: DIONISIO, Ângela;
MACHADO, Anna Raquel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros textuais2000.
                          PAES, José Paulo. Poemas para Brincar. São Paulo: Ática, e ensino. Rio de
Janeiro: Lucerna, 2003.
                          Sites:
POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas/SP: Mercado de
Letras, 2002.             http://www.recadosonline.com/poemas.html
                          http://www.pensador.info/p/poemas_famosos/1/
                          http://www.contos.poesias.nom.br/poetasfamosos/poetasfamosos.htm
                          http://jornaldepoesia.jor.br/infan.html
                          http://www.sobresites.com/poesia/

                       Pesquisa:
                       CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.Disponível em <
                       http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/artigos/art021.htm> acesso em 28/05/2009.
                       LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986.
                       PINHEIRO, Hélder. Poesia na sala de aula. João Pessoa/PB: Idéia, 2002.


              V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO

                       As notícias podem ser encontradas em jornais e revistas, em programas de rádio, TV e sites. Muitos
                       Jornais possuem suas notícias publicadas na internet.

                       Pesquisa:
                       BARBOSA, J.P. Do professor suposto pelos PCNs ao professor real de língua portuguesa: são os
                       PCNs praticáveis? In: ROJO, Roxane (org.). A prática da linguagem em sala de aula: praticando os
                       PCNs. São Paulo: EDUC; Campinas: Mercado de Letras, 2000.
                       FARIA, Maria Alice. Como usar o jornal em sala de aula.São Paulo: Contexto, 1996.
                       ________. O jornal em sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997.
                       ________. Para ler e fazer jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002.
                       http://www.jornalescolar.org.br
                       http://www.jornaldenoticias.com/
                       http://www.estadao.com.br/home/index.shtm



                                                                  50                                                               51
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS                     LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS


III – CARTA DO LEITOR
                 VI – TIRA EM QUADRINHOS

As cartas do leitor podem ser encontradas em jornais, revistas e alguns gênero textual:
                                 Algumas sugestões onde encontrar esse gibis. Abaixo alguns sites de
revistas:
Sites:                           Livros:
                                 QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT787092-2119,00.html
http://www.terra.com.br/istoe/ SOUZA, Maurício de. Mônica: superaventuras. Rio de janeiro: Globo, 2003.
http://www.cartanaescola.com.br/
http://www.revistaveja.com.br Sites:
                                 http://www.mafalda.net/
Pesquisa:                        http://www.mafalda.com.br
                                 http://www.tirasdoedi.blogspot.com/
BRONCKART, Jean-Paul. Sequências e outras formas de planificação.In: Atividades de linguagem,
                                 http://www.sobresites.com/quadrinhos/tiras.htm
textos e discursos. São Paulo:EDUSP, 1999.
                                 http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira232.htm
LEAL, Telma Ferraz. Produção de textos na escola: a argumentação em textos escritos por
                                 http://www.comunicacaoempresarial.com.br/comunicacaoempresarial/humor/tiras.htm
crianças.Recife: UFPE, 2004. (Tese de Doutorado)
MELO, Cristina Teixeira Vieira de. Carta à redação: uma abordagem discursiva. Campinas/SP:
UNICAMP, 1999.
                                 Pesquisa:
                                 www.gel.org.br/.../piadas-e-tiras-em-quadrinhos-119.pdf?...
IV – POEMA                       www.filologia.org.br/.../a_heterogeneidade_de_discursiva_e_o_humor_nas_tiras_em_jose_ricardo_car
                                 valho.pdf
Seguem algumas sugestões onde encontrar poemas:
                                 Livros:
Livros:                          AGUILERA, Vanderci de Andrade. Tira cômica: uma leitura na escola. Estudos Linguísticos XXVI.
CAPPARELLI, Sergio & GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Poemas para crianças. Porto Alegre:L&PM
                                 Anais de Seminários do GEL, 1997.
Editores, 2003.                  IANNONE, Leila R. & IANNONE, Roberto A. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo;
MEIRELLES, Cecília. Ou isto Moderna, 1994.
                                 ou aquilo. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
MORAES, Vinicius de. A arca MENDONÇA, Márcia. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: DIONISIO, Ângela;
                                  de Noé. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
PAES, José Paulo. Poemas para Brincar. São Anna Raquel; 2000.
                                 MACHADO, Paulo: Ática, BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros textuais e ensino. Rio de
                                 Janeiro: Lucerna, 2003.
Sites:                           POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas/SP: Mercado de
http://www.recadosonline.com/poemas.html
                                 Letras, 2002.
http://www.pensador.info/p/poemas_famosos/1/
http://www.contos.poesias.nom.br/poetasfamosos/poetasfamosos.htm
http://jornaldepoesia.jor.br/infan.html
http://www.sobresites.com/poesia/

Pesquisa:
CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.Disponível em <
http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/artigos/art021.htm> acesso em 28/05/2009.
LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986.
PINHEIRO, Hélder. Poesia na sala de aula. João Pessoa/PB: Idéia, 2002.


V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO

As notícias podem ser encontradas em jornais e revistas, em programas de rádio, TV e sites. Muitos
Jornais possuem suas notícias publicadas na internet.

Pesquisa:
BARBOSA, J.P. Do professor suposto pelos PCNs ao professor real de língua portuguesa: são os
PCNs praticáveis? In: ROJO, Roxane (org.). A prática da linguagem em sala de aula: praticando os
PCNs. São Paulo: EDUC; Campinas: Mercado de Letras, 2000.
FARIA, Maria Alice. Como usar o jornal em sala de aula.São Paulo: Contexto, 1996.
________. O jornal em sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997.
________. Para ler e fazer jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002.
http://www.jornalescolar.org.br
http://www.jornaldenoticias.com/
http://www.estadao.com.br/home/index.shtm



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Livro aprender mais_portugues_anos_finais

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    APRESENTAÇÃO A Secretaria de Educação, ao assumir o compromisso de assegurar a todos(as) os(as) estudantes o direito à educação pública de qualidade social, vem desenvolvendo um conjunto de ações com vistas à melhoria da qualidade do ensino na rede pública, de forma a garantir o acesso, a permanência e a terminalidade nos diversos níveis e modalidades de ensino aos que neles ingressem, com resultados bem sucedidos. Nessa direção, uma das prioridades da Secretaria de Educação de Pernambuco é oferecer aos(as) estudantes novas oportunidades de ensino e aprendizagens para os que encontram dificuldades nesse processo. É com essa compreensão que essa Secretaria elaborou o PROJETO APRENDER MAIS, em consonância com a LDB – 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que estabelece como dever do Estado garantir padrões mínimos de qualidade do ensino e a obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência Accioly Campos Eduardo Henrique paralelos ao período letivo, para casos de baixo rendimento escolar, como política educacional. DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DO ESTADO O PROJETO APRENDER MAIS visa atender aos (as) estudantes da 4ª série/5º ano, 8ª série/9º ano do Ensino Fundamental e do 3º Danilo Jorge de Barros Cabral ano do Ensino Médio das escolas estaduais que apresentam defasagem e/ou dificuldades de aprendizagens em DO ESTADO aos conteúdos SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO relação ministrados e prescritos no currículo escolar. Serão desenvolvidas ações de reensino, em horários regulares e em horários complementares, Mota Silveira Filho Nilton da de forma concomitante aos estudos realizados no cotidiano da escola. CHEFE DE GABINETE Este Caderno contém um conjunto de ORIENTAÇÕES TEÓRICO METODOLÓGICAS Margareth Costa Zaponi visando contribuir com as práticas de docência, com foco nos descritores/conteúdos SECRETÁRIA EXECUTIVA DE GESTÃO DE REDE curriculares estabelecidos pela Secretaria de Educação. É importante que você professor (a), ao identificar as dificuldades e possibilidades dos Aída Maria Monteiro da Silva estudantes, organize as atividades pedagógicas desenvolvendo dinâmicas de sala de aula que SECRETÁRIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO possibilitem ao (a) estudante construir o seu próprio conhecimento. A problematização de situações didáticas que estimulem a compreensão, interpretação, análise e síntese das novas Zélia Granja Porto aprendizagens, priorizando as diferentes linguagens devem ser desenvolvidas com dinâmicas diversificadas, utilizando materiaisDE POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL GERENTE existentes na escola – jogos didáticos, revista, livros, DVD e CD, entre outros. Rosinete Salviano Considerando a complexidade desse processo, sabemos que os resultados em um grupo CHEFE DE UNIDADE de estudantes não são homogêneos. Essa realidade requer trabalhos e atendimentos pedagógicos específicos aos que apresentam dificuldades, Galvão Valença Maria Epifânia de França de modo a possibilitar o aperfeiçoamento do desempenhoGERENTE DEHá estudantes que necessitam de mais tempo ou de escolar. AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS outras formas e metodologia para aprender. Wanda Maria Braga Cardoso A Escola tem o papel social de promover todas as formas de ensino para que o (a) estudante desenvolva aprendizagem bem sucedidas, e você professorDE ENSINO ELABORAÇÃO - EQUIPE TÉCNICA (a) desempenha papel primordial como mediador no processo de construção do conhecimento junto ao estudante. É importante envolver a família do (a) estudante nesse processo uma vez que a educação é tarefa de todos. Bom trabalho! DANILO CABRAL Secretário de Educação do Estado
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    APRESENTAÇÃO A Secretaria de Educação, ao assumir o compromisso de assegurar a todos(as) os(as) estudantes o direito à educação pública de qualidade social, vem desenvolvendo um conjunto de ações com vistas à melhoria da qualidade do ensino na rede pública, de forma a garantir o acesso, a permanência e a terminalidade nos diversos níveis e modalidades de ensino aos que neles ingressem, com resultados bem sucedidos. Nessa direção, uma das prioridades da Secretaria de Educação de Pernambuco é oferecer aos(as) estudantes novas oportunidades de ensino e aprendizagens para os que encontram dificuldades nesse processo. É com essa compreensão que essa Secretaria elaborou o PROJETO APRENDER MAIS, em consonância com a LDB – 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que estabelece como dever do Estado garantir padrões mínimos de qualidade do ensino e a Campos obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para Eduardo Henrique Accioly casos de baixo rendimento escolar, como política educacional. GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO O PROJETO APRENDER MAIS visa atender aos (as) estudantes da 4ª série/5º ano, 8ª Danilo Jorge de Barros Cabral do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio das escolas estaduais que série/9º ano apresentam defasagem e/ou dificuldades de aprendizagens em relação aos conteúdos SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO ministrados e prescritos no currículo escolar. Serão desenvolvidas ações de reensino, em Nilton da Mota Silveira Filho regulares e em horários complementares, de forma concomitante aos estudos horários CHEFE DE GABINETE realizados no cotidiano da escola. Este Caderno contém um conjunto de ORIENTAÇÕES TEÓRICO METODOLÓGICAS Margareth Costa Zaponi visando contribuir com as práticas de docência, com foco nos descritores/conteúdos SECRETÁRIA EXECUTIVA DE GESTÃO DE REDE curriculares estabelecidos pela Secretaria de Educação. Aída Maria Monteiro da Silvaimportante que você professor (a), ao identificar as dificuldades e possibilidades dos É estudantes, organize as atividades pedagógicas desenvolvendo dinâmicas de sala de aula que SECRETÁRIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO possibilitem ao (a) estudante construir o seu próprio conhecimento. A problematização de situações didáticas que estimulem a compreensão, interpretação, análise e síntese das novas Zélia Granja Porto aprendizagens, priorizando as diferentes linguagens devem ser desenvolvidas com dinâmicas diversificadas, utilizando materiais existentes na escola – jogos didáticos, revista, livros, DVD e GERENTE DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL CD, entre outros. Rosinete Salviano CHEFE DE UNIDADE Considerando a complexidade desse processo, sabemos que os resultados em um grupo de estudantes não são homogêneos. Essa realidade requer trabalhos e atendimentos pedagógicos específicos aos que apresentam dificuldades, de modo a possibilitar o Maria Epifânia de França Galvão Valença aperfeiçoamento do desempenho escolar. Há estudantes que necessitam de mais tempo ou de GERENTE DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS outras formas e metodologia para aprender. Wanda Maria Braga Cardoso Escola tem o papel social de promover todas as formas de ensino para que o (a) A estudante desenvolva aprendizagem bem sucedidas, e você professor (a) desempenha papel ELABORAÇÃO - EQUIPE TÉCNICA DE ENSINO primordial como mediador no processo de construção do conhecimento junto ao estudante. É importante envolver a família do (a) estudante nesse processo uma vez que a educação é tarefa de todos. Bom trabalho! DANILO CABRAL Secretário de Educação do Estado
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    LÍNGUA PORTUGUESA |PROJETO APRENDER MAIS ORIENTAÇÕE S Este caderno reúne um conjunto de atividades pedagógicas da área de conhecimento de Língua Portuguesa com o objetivo de serem aplicadas em sequências didáticas para o ensino de conteúdos curriculares em que os alunos apresentem necessidades e dificuldades em conceitos que não foram consolidados a partir de diagnóstico das necessidades dos seus alunos e alunas. O trabalho com sequências didáticas permite a elaboração de contextos de produção de uso da linguagem de forma mais próxima da realidade, por meio de atividades e exercícios múltiplos e variados com a finalidade de ajudar o aluno a consolidar melhor um determinado gênero textual, uma regra ortográfica, compreensão de leitura, noções, técnicas e instrumentos que desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações de comunicação. Uma sequência didática é um conjunto de atividades escolares organizadas de maneira sistemática, em torno de um determinado conteúdo. Ela também serve para dar acesso aos alunos a práticas de linguagens novas ou de difícil apreensão. Por exemplo, o professor poderá organizar módulos, constituídos por várias atividades ou exercícios, utilizando, assim, instrumentos necessários para esse domínio de maneira sistemática e aprofundada. O professor poderá solicitar aos alunos uma produção final, pode por em prática os conhecimentos adquiridos nas oportunidades de reensino e aferir os progressos alcançados por alunos e alunas. Esta produção final poderá servir, também, para uma avaliação do tipo somativo, que incidirá sobre os aspectos trabalhados durante a sequência. Dessa forma, as sequências didáticas devem esclarecer quais são os elementos próprios da situação de comunicação em questão, levar o aluno a ter contato com os mais variados gêneros textuais e exercitá-los no domínio discursivo de suas particularidades. As etapas da sequência didática estão assim representadas: 1. Apresentação da proposta de trabalho com um gênero textual, sempre associada a questões de interesses do aluno; 2. Partir dos conhecimentos prévios dos alunos; 3. Estabelecer contato inicial com o gênero textual em estudo; 4. Ampliação do repertório, com leitura e análise de vários textos do gênero escolhido; 5. Propor a escrita de um texto no gênero, como forma de diagnosticar o que os alunos sabem sobre ele e o que precisa ainda ser aprendido; 6. Organização e sistematização do conhecimento: estudo detalhado dos elementos constitutivos do gênero, suas situações de produção e circulação; 7. Produção de um texto coletivo, tendo o professor como mediador, para tornar o gênero e seus elementos um conteúdo partilhado pela classe; 8. Produção individual de um texto o mais próximo possível do gênero estudado; 9. Revisão e reescrita do texto individual, respeitando elementos do gênero, coesão e coerência a correção ortográfica e gramatical. 03
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    LÍNGUA PORTUGUESA |PROJETO APRENDER MAIS ORIENTAÇÕES Este caderno reúne um conjunto de atividades pedagógicas da área de conhecimento de Língua Portuguesa com o objetivo de serem aplicadas em sequências didáticas para o ensino de conteúdos curriculares em que os alunos apresentem necessidades e dificuldades em conceitos que não foram consolidados a partir de diagnóstico das necessidades dos seus alunos e alunas. O trabalho com sequências didáticas permite a elaboração de contextos de produção de uso da linguagem de forma mais próxima da realidade, por meio de atividades e exercícios múltiplos e variados com a finalidade de ajudar o aluno a consolidar melhor um determinado gênero textual, uma regra ortográfica, compreensão de leitura, noções, técnicas e instrumentos que desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações de comunicação. Uma sequência didática é um conjunto de atividades escolares organizadas de maneira sistemática, em torno de um determinado conteúdo. Ela também serve para dar acesso aos alunos a práticas de linguagens novas ou de difícil apreensão. Por exemplo, o professor poderá organizar módulos, constituídos por várias atividades ou exercícios, utilizando, assim, instrumentos necessários para esse domínio de maneira sistemática e aprofundada. O professor poderá solicitar aos alunos uma produção final, pode por em prática os conhecimentos adquiridos nas oportunidades de reensino e aferir os progressos alcançados por alunos e alunas. Esta produção final poderá servir, também, para uma avaliação do tipo somativo, que incidirá sobre os aspectos trabalhados durante a sequência. Dessa forma, as sequências didáticas devem esclarecer quais são os elementos próprios da situação de comunicação em questão, levar o aluno a ter contato com os mais variados gêneros textuais e exercitá-los no domínio discursivo de suas particularidades. As etapas da sequência didática estão assim representadas: 1. Apresentação da proposta de trabalho com um gênero textual, sempre associada a questões de interesses do aluno; 2. Partir dos conhecimentos prévios dos alunos; 3. Estabelecer contato inicial com o gênero textual em estudo; 4. Ampliação do repertório, com leitura e análise de vários textos do gênero escolhido; 5. Propor a escrita de um texto no gênero, como forma de diagnosticar o que os alunos sabem sobre ele e o que precisa ainda ser aprendido; 6. Organização e sistematização do conhecimento: estudo detalhado dos elementos constitutivos do gênero, suas situações de produção e circulação; 7. Produção de um texto coletivo, tendo o professor como mediador, para tornar o gênero e seus elementos um conteúdo partilhado pela classe; 8. Produção individual de um texto o mais próximo possível do gênero estudado; 9. Revisão e reescrita do texto individual, respeitando elementos do gênero, coesão e coerência a correção ortográfica e gramatical. 03
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Por fim, ao usar uma sequência didática, algumas questõesespaço privilegiado para desenvolver um É dentro dessa perspectiva que se garante um devem ser formuladas: trabalho com os gêneros textuais, manifestações das práticas discursivas que se estabeleceram no decorrer dos anos,Qual o gênero determinados propósitos comunicativos, e que continuam para cumprir será abordado? em mudança. Em todos os âmbitos de atuação do que humano, desde as relações pessoais até o Quais as regras ortográficas ser determinados alunos não compreenderam? universo artístico, jurídico,osescolar e alunas gêneros que preenchem determinadas funções O que alunos etc., há respondem sobre esse conteúdo? sociais, como: o bilhete, oforma assumirá a produção? Gravação? Uma peça de teatro? Que poema, a lei, o e-mail, o requerimento, a fábula, a piada, a história em quadrinhos, o blog, o participará, todos os alunos? Em grupos? notícia, a reportagem, a Quem conto, o diário, o debate, a receita, a entrevista, o resumo, a biografia, o seminário, a peça de teatro, a letra de música etc. Cada gênero tem características e especificidades próprias, modos específicos de produção, circulação e recepção, além de exemplo, o livro texto daparticulares. Curricular Comum), a qual se encontra Veja, por implicações ideológicas BCC (Base organizada a partir de eixos teórico-metodológicos da língua, devendo servir como referencial à avaliação do desempenho dos forma, torna-se necessário trazerpelo Sistema de Avaliação Dessa alunos, atualmente conduzida para a sala de aula as múltiplas práticas de Educacional do Estado de Pernambuco (SAEPE), que apresenta, através da Matriz de linguagem, materializadas nos gêneros textuais, através de situações de ensino e aprendizagem desafiadoras.descritores, conforme explicitado no quadro a seguir. da sala de Referência, os Contudo, apenas trazer gêneros variados para dentro Após a leitura, consulte as aula não garante a construção e a ampliação de capacidade de quais são concebidas como referenciais OTMs - Orientações Teórica Metodológicas, as leitura, escrita, oralidade e análise da língua. Ao seremdas práticas outras esferasLíngua Portuguesa. Elas estão disponíveis no site da estruturadores levados de de ensino da para o ambiente escolar, os gêneros são tratados conforme os objetivos da escola, relativos Consulte também os materiais pedagógicos e atividades Secretaria, www.educacao.pe.gov.br . ao ensino e aprendizagem. Por exemplo, ao lermos um poema fora da disponíveis no site do MEC, www.mec.gov.br .de leitura, o que é do GESTAR II, escola, não temos de responder a questões bastante comum quando se lê um poema em sala de aula. A escolarização não é um problema em si, pois é função da escola tratar os gêneros segundo as necessidades de ensino e aprendizagem dos alunos. No entanto, deve-se ter o cuidado de, na escolarização dos gêneros, procurar não artificializar as práticas de leitura/escuta e produção, sem perder de vista o que é necessário aprender. Nesse contexto, consideramos de suma importância levar os alunos a refletirem sobre como se constituem esses gêneros, partindo dos aspectos mais amplos, como, por exemplo, o contexto em que são produzidas as notícias, os critérios para considerar determinados fatos passíveis de serem noticiados, até aspectos mais pontuais, como o uso do tempo presente nos títulos das notícias, para dá a impressão de se tratar de acontecimentos recentes. Refletindo sobre como e por que razão um determinado gênero é produzido, o aluno estará mais habilitado a lê-lo de forma crítica e a produzi-lo de forma mais adequada, quando for solicitado. É nesse âmbito que se integram as práticas pedagógicas de compreensão (leitura/escuta), análise lingüística e produção (escrita/oral), conforme vêm apontando pesquisas sobre ensino de língua materna e documentos oficiais que orientam esse processo de ensino. Para produzir um trabalho com os gêneros textuais nos diversos eixos de ensino, acreditamos que as práticas de leitura/escuta na escola devem ultrapassar a identificação manifesta, explorando-se estratégias de levantamento e checagem de hipótese, inferências, comparações, sínteses e extrapolações, além de outras. Em relação à produção oral e escrita, é necessário pensar em orientações claras sobre as condições de produção e circulação dos gêneros: qual o objetivo para elaborar o texto, qual o gênero, quem é o interlocutor, em que suporte será veiculado etc. Diante disso, torna-se necessário promover oportunidades para as etapas de planejamento, produção, revisão e reescrita/refacção. Importa, ainda, observar a necessidade de familiaridade com o tema do texto a ser produzido, o que implica um trabalho prévio de discussão, de leitura de outros textos sobre o tema, de levantamento de idéias principais, dúvidas e eventuais polêmicas. 04 05
  • 8.
    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Por fim, ao usar uma sequência didática, algumas questõesse garante um espaço privilegiado para desenvolver um É dentro dessa perspectiva que devem ser formuladas: trabalho com os gêneros textuais, manifestações das práticas discursivas que se estabeleceram Qual o gênero será abordado? dos anos, para cumprir determinados propósitos comunicativos, e que continuam no decorrer Quais as regras ortográficas que Em todos os âmbitos de atuação do ser humano, desde as relações pessoais até o em mudança. determinados alunos não compreenderam? O que os alunos e universo artístico, sobre esseescolar etc., há gêneros que preenchem determinadas funções alunas respondem jurídico, conteúdo? Que forma assumirá a produção? o bilhete, o Uma peçalei, o e-mail, o requerimento, a fábula, a piada, a história sociais, como: Gravação? poema, a de teatro? Quem participará, em quadrinhos, o blog, o conto, o diário, o debate, a receita, a notícia, a reportagem, a todos os alunos? Em grupos? entrevista, o resumo, a biografia, o seminário, a peça de teatro, a letra de música etc. Cada gênero tem características e especificidades próprias, modos específicos de produção, Veja, por exemplo, o livro texto da BCC além de implicações ideológicas particulares. circulação e recepção, (Base Curricular Comum), a qual se encontra organizada a partir de eixos teórico-metodológicos da língua, devendo servir como referencial à avaliação do desempenhoDessa alunos, torna-se necessário trazer paraSistema de Avaliação dos forma, atualmente conduzida pelo a sala de aula as múltiplas práticas de Educacional do Estado de Pernambuco (SAEPE), que apresenta, através de situações de ensino e linguagem, materializadas nos gêneros textuais, através da Matriz de Referência, os descritores, conforme explicitado no quadro a seguir. Após a leitura, consulte dentro da sala de aprendizagem desafiadoras. Contudo, apenas trazer gêneros variados para as OTMs - Orientações Teórica Metodológicas, e aquais são concebidas como referenciais aula não garante a construção as ampliação de capacidade de leitura, escrita, oralidade e estruturadores das análise da língua. Ao serem levados de outras esferasdisponíveis no site da práticas de ensino da Língua Portuguesa. Elas estão para o ambiente escolar, os gêneros são Secretaria, www.educacao.pe.gov.br os objetivos da escola,materiais pedagógicos e atividades Por exemplo, ao tratados conforme . Consulte também os relativos ao ensino e aprendizagem. do GESTAR II, disponíveis nopoema fora da escola, não temos de responder a questões de leitura, o que é lermos um site do MEC, www.mec.gov.br . bastante comum quando se lê um poema em sala de aula. A escolarização não é um problema em si, pois é função da escola tratar os gêneros segundo as necessidades de ensino e aprendizagem dos alunos. No entanto, deve-se ter o cuidado de, na escolarização dos gêneros, procurar não artificializar as práticas de leitura/escuta e produção, sem perder de vista o que é necessário aprender. Nesse contexto, consideramos de suma importância levar os alunos a refletirem sobre como se constituem esses gêneros, partindo dos aspectos mais amplos, como, por exemplo, o contexto em que são produzidas as notícias, os critérios para considerar determinados fatos passíveis de serem noticiados, até aspectos mais pontuais, como o uso do tempo presente nos títulos das notícias, para dá a impressão de se tratar de acontecimentos recentes. Refletindo sobre como e por que razão um determinado gênero é produzido, o aluno estará mais habilitado a lê-lo de forma crítica e a produzi-lo de forma mais adequada, quando for solicitado. É nesse âmbito que se integram as práticas pedagógicas de compreensão (leitura/escuta), análise lingüística e produção (escrita/oral), conforme vêm apontando pesquisas sobre ensino de língua materna e documentos oficiais que orientam esse processo de ensino. Para produzir um trabalho com os gêneros textuais nos diversos eixos de ensino, acreditamos que as práticas de leitura/escuta na escola devem ultrapassar a identificação manifesta, explorando-se estratégias de levantamento e checagem de hipótese, inferências, comparações, sínteses e extrapolações, além de outras. Em relação à produção oral e escrita, é necessário pensar em orientações claras sobre as condições de produção e circulação dos gêneros: qual o objetivo para elaborar o texto, qual o gênero, quem é o interlocutor, em que suporte será veiculado etc. Diante disso, torna-se necessário promover oportunidades para as etapas de planejamento, produção, revisão e reescrita/refacção. Importa, ainda, observar a necessidade de familiaridade com o tema do texto a ser produzido, o que implica um trabalho prévio de discussão, de leitura de outros textos sobre o tema, de levantamento de idéias principais, dúvidas e eventuais polêmicas. 04 05
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS TRABALHANDO As atividades de análise lingüística propostas buscam, como primazia, a produção de COM sentidos e a reflexão sobre o fenômeno da linguagem. Não propomos, nessas atividades, a GÊNEROS memorização de nomenclatur as nem aponto de partidaexercícios de classificação Tomamos como resolução de para realização desse trabalho a visão bakhtiniana morfossintática. Então, julgamos necessário oportunizar ao aluno a reflexão sobre as regras de sobre gêneros do discurso. Bakhtin postula que tudo o que comunicamos só se faz possível uso e funcionamento da língua, ajudando-o a construir definições a partir do trabalho com o através de gêneros. Um dos aspectos mais interessantes dos gêneros, que alude de forma direta texto ou a atividade. Dessa maneira, é fundamental que as suas falas sejam valorizadas e à questão do “uso” é o fato de que devemos considerar o gênero como meio social de produção sistematizadas de forma coletiva. e de recepção do discurso. Assim, a vivência das situações de comunicação e o contato com os diferentes gêneros quepapel da no cotidiano, exercitam a competência linguística doamplas de É surgem escola propiciar o desenvolvimento de capacidades falante/ouvinte produtor de textos. Essa competência é inerente ao de uma exploração adequada da leitura/escuta, escrita, oralidade e análise linguística, além ser humano social que interage, comunica, criatextual em sala de aula, a qual pode contribuir para que os alunos sejam cada vez diversidade e recria. Na medida em que um indivíduo avança em grau de escolaridade, ele tende a tornar-se cada vez mais proficiente na operacionalização de variadas categorias textuais. Sendo assim, pretendemos desenvolverdiversos, em várias situações de interação mais capazes de compreender e elaborar gêneros a competência linguístico- social. discursiva e pragmática dos nossos alunos como cidadãos co-construtores do seu espaço na sociedade. Supomos que algumas sequências parecerão mais atraentes para uma determinada turma de alunos que outras e algumas demandarão mais trabalho que outras. De outra forma, uma sequência que tenha sido planejada para uma etapa de escolaridade (ciclo/série) pode ser utilizada para alunos de outra fase (ciclo/série), desde que o professor faça as adaptações necessárias. Assim, a intervenção do professor com eventuais alterações e ampliações, será sempre bem aceita, atuando nesta empreitada como co-autor nessa incessante busca do que é I – CRÔNICA aprender e ensinar. A Crônica, por ser um texto curto, leve, lírico ou humorístico, e algumas vezes crítico, aborda o dia-a-dia deNa esteira dessas considerações, a aprendizagem dosser experimentado maior da nossa sociedade. Acreditamos que esse gênero pode alunos é o objetivo pelos alunos nas aulas de língua de reforçouma vezsugerida crônica é gerência. gêneros mais proposta de trabalho materna, escolar que a por esta um dos Compreende-se, dessa utilizados pelos livros didáticos, sem prescindir da sua circulação no domínioenriquecer as experiências forma, uma ação que deve consolidar e ampliar conhecimentos, midiático, como culturais e sociais dos alunos e auxiliá-los a vencer obstáculos em sua aprendizagem, jornais e revistas. favorecendo o sucesso na escola e na vida. Como toda ação pedagógica, (re) conhecer características do gênero crônica, relacionando-as às Objetivos: o reforço exige um cuidadoso planejamento, a definição temáticas dodas metas, a escolha dealgumas estratégias discursivasdos produção de sentido, cotidiano; reconhecer alternativas e o envolvimento de interessados. Este caderno aponta como marcas da oralidade –propõe ações, e variantes linguísticas, repetições; importantes para que o alguns caminhos, uso de gíria, discute assuntos que consideramos paragrafação; perceber a relação de sentido entrecom êxito overbais; produzir crônica a partir de um e, sobretudo, seja uma reforço complemente os tempos trabalho desenvolvido em sala de aula fato, destacando aação articulada ao projeto educativo, compondo o partidapedagógico da escola. particularidade sobre o cotidiano como ponto de plano para a produção. Normalmente, a crônica representa um diálogo explícito entre o produtor do texto e o leitor. Em alguns casos, ela é escrita na primeira pessoa, realçando a impressão do autor sobre um determinado assunto, definindo seu ponto de vista, o que resulta em uma maior interação com o leitor. A linguagem utilizada não tem rebuscamento, assumindo, algumas vezes, um tom informal. As tipologias textuais predominantes são a narrativa e a descritiva, no entanto outras sequências tipológicas podem surgir no texto, como a argumentativa e expositiva. Assim, a produção de crônicas pelos alunos deve ser orientada com atenção, organizando o tempo em uma familiarização mais cuidadosa com o gênero para que eles conheçam as estratégias utilizadas pelos cronistas na elaboração destes textos. É interessante sensibilizar os alunos para que percebam o que há de particular, de único, de fascinante, de engraçado nas situações corriqueiras pelas quais passamos. BAKHTIN, M. A Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992. 06 07
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS TRABALHANDO COM GÊNEROS As atividades de análise lingüística propostas buscam, como primazia, a produção de sentidos e a reflexão sobre o fenômeno da linguagem. Não propomos, nessas atividades, a memor ização de nomenclaturas nem a resolução partida para realização desse trabalho a visão bakhtiniana Tomamos como ponto de de exercícios de classificação morfossintática. Então, julgamos necessário oportunizar ao aluno a reflexão sobre as regras de sobre gêneros do discurso. Bakhtin postula que tudo o que comunicamos só se faz possível uso e funcionamento da língua, ajudando-o a construir definições a partir do trabalho com o através de gêneros. Um dos aspectos mais interessantes dos gêneros, que alude de forma direta texto ou a atividade. Dessa maneira, é fundamental que as suas falas sejam valorizadas e à questão do “uso” é o fato de que devemos considerar o gênero como meio social de produção sistematizadas de forma coletiva. e de recepção do discurso. Assim, a vivência das situações de comunicação e o contato com os É papel da escola propiciargêneros que surgem de capacidadesexercitam de competência linguística do diferentes o desenvolvimento no cotidiano, amplas a leitura/escuta, escrita, oralidade e análise linguística, além de uma exploração adequada da humano social que falante/ouvinte produtor de textos. Essa competência é inerente ao ser diversidade textual em sala de aula, a qual pode contribuir para que em alunos sejam cada vez interage, comunica, cria e recria. Na medida os que um indivíduo avança em grau de mais capazes de compreender e ele tendegêneros diversos,vez mais proficiente na operacionalização de variadas escolaridade, elaborar a tornar-se cada em várias situações de interação social. categorias textuais. Sendo assim, pretendemos desenvolver a competência linguístico- discursiva e pragmática dos nossos alunos como cidadãos co-construtores do seu espaço na Supomos que algumas sequências parecerão mais atraentes para uma determinada sociedade. turma de alunos que outras e algumas demandarão mais trabalho que outras. De outra forma, uma sequência que tenha sido planejada para uma etapa de escolaridade (ciclo/série) pode ser utilizada para alunos de outra fase (ciclo/série), desde que o professor faça as adaptações necessárias. Assim, a intervenção do professor com eventuais alterações e ampliações, será sempre bem aceita, – CRÔNICA empreitada como co-autor nessa incessante busca do que é I atuando nesta aprender e ensinar. A Crônica, por ser um texto curto, leve, lírico ou humorístico, e algumas vezes crítico, Na esteira dessasaborda o dia-a-dia aprendizagem dos alunos é o objetivo maior da pode ser experimentado considerações, a de nossa sociedade. Acreditamos que esse gênero proposta de trabalho dealunos nas aulas de línguapor esta gerência. Compreende-se,é dessa dos gêneros mais pelos reforço escolar sugerida materna, uma vez que a crônica um forma, uma ação que deve consolidar e ampliar conhecimentos, enriquecer as experiências utilizados pelos livros didáticos, sem prescindir da sua circulação no domínio midiático, como culturais e sociais dos alunos e auxiliá-los a vencer obstáculos em sua aprendizagem, jornais e revistas. favorecendo o sucesso na escola e na vida. Como toda ação pedagógica, o reforço(re) conhecer características do gênero crônica, relacionando-as às Objetivos: exige um cuidadoso planejamento, a definição das metas, a escolha de alternativas e o envolvimento algumas estratégias discursivas aponta temáticas do cotidiano; reconhecer dos interessados. Este caderno de produção de sentido, alguns caminhos, propõe marcas eda oralidade – uso de gíria, variantes linguísticas,que o como ações, discute assuntos que consideramos importantes para repetições; paragrafação; reforço complemente com êxito o trabalho desenvolvidotempos verbais; produzir crônica a uma de um fato, perceber a relação de sentido entre os em sala de aula e, sobretudo, seja partir ação articulada ao destacando a particularidade sobre o cotidiano como ponto de partida para a produção. projeto educativo, compondo o plano pedagógico da escola. Normalmente, a crônica representa um diálogo explícito entre o produtor do texto e o leitor. Em alguns casos, ela é escrita na primeira pessoa, realçando a impressão do autor sobre um determinado assunto, definindo seu ponto de vista, o que resulta em uma maior interação com o leitor. A linguagem utilizada não tem rebuscamento, assumindo, algumas vezes, um tom informal. As tipologias textuais predominantes são a narrativa e a descritiva, no entanto outras sequências tipológicas podem surgir no texto, como a argumentativa e expositiva. Assim, a produção de crônicas pelos alunos deve ser orientada com atenção, organizando o tempo em uma familiarização mais cuidadosa com o gênero para que eles conheçam as estratégias utilizadas pelos cronistas na elaboração destes textos. É interessante sensibilizar os alunos para que percebam o que há de particular, de único, de fascinante, de engraçado nas situações corriqueiras pelas quais passamos. BAKHTIN, M. A Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992. 06 07
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS CRÔNICA I | A minha São Paulo de 1985 CRÔNICA II | A Bola A lembrança mais forte é a de um cortejo passando pela esquina da Avenida Brasil com a rua onde eu morava, nos Jardins, a caminho do Aeroporto de Congonhas, saudado com lenços brancos por centenas de milhares de pessoas de rosto contraído, algumas chorando. Dava-se adeus a uma esperança, Tancredo Neves, o presidente que não chegou a ser. Ele havia sofrido sua longa agonia no Instituto do Coração, e o povo da cidade despedia-se dele com emoção. Aq uela cidade vi nh a s en do agredida, mas o traço civilizado resistia nela bravamente. Nos muros das ruas por onde o esquife passava já havia, sim, algumas pichações, ainda com humor, como aquela frase "Rendam-se, terráqueos!", ou a outra, "Liberte o gay que existe em vossa senhoria", e a misteriosa e onipresente"Cão fila km 29", que até os órgãos de segurança andaram investigando. São Paulo, a principal meta das migrações que despovoaram os campos e incharam as cidades na década anterior, criando necessidades insolúveis, era comum, havia que buscá-la no bairro da Liberdade e em alguns enclaves de Pinheiros. Restaurantes finos — Claro que é uma bola. Uma seus costumes, localizáveis nos tentava manter bola, bola. Uma bola O pai deu uma bola de presente ao filho. abriam-se para as tendências mundiais, mas a cozinha, mesmo. Vocêopensou o que sentira ao ganhar a sua tradição, da Lembrando entremeios da elegância, do trabalho, da prazer quê? mesmo a internacional, era mais brasileira, se é que me — Nada, não. cultura diversa, da solidariedade entre vizinhos. primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial entendem. de couro. Agora não era mais de couro, era deainda não impedia que A violência plástico. Mas era uma bola. Novidades? Inaugurado o Aeroporto de houvesse, por exemplo, carros conversíveis de sucesso, O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e Cumbica. Descobre-se que o procurado médico nazista dali a pouco o como o Escort, e na frente da tevê, com a pai o encontrou muros baixos nas residências. Não se O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e Joseph Mengele viveu nos arredores da cidade; bola “Legal!” Ou o que os garotosesconde as em dia disse nova ao lado, insufilm que controles de um usava omanejando osdizem hoje pessoas dentro dos exumam-se seus ossos. Em junho o governo cria uma lei videogame. Algo chamado Monster querem magoar o dificultando quando gostam do presente para dificultar assaltos, automóveis, ou não Ball, em que times folgazã, antecipando para a segunda-feira todo feriado de monstrinhos começou cordialidade; uma bola em de de um carro velho. Depois também a a girar a de dava-se adeusinho disputavam a posse bola, à procura que caísse no meio da semana. Quanto tempo durou? forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo tinha êxito. À noite, alguma coisa. para outro, não raro uma piscada que Penso no verso de Manuel Bandeira: "Tão Brasil!". podia-se ser surpreendido por uma brincadeira boba de tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação equando passavam de carro por algum adolescentes: raciocínio rápido. Estava — Como éda máquina. perguntou.baixavam a calça e colavam o queajuntamento, eles liga? – Tanta coisa não havia. Fashion Week, por ganhando — Como, como é que liga? vidrose liga. bumbum no Não das janelas, gritando para chamar exemplo. As moças podiam usar um ridículo laçarote de atenção. O trânsito era ruim, mas não a ponto de chiffon na cabeça, moda copiada da personagem Viúva infestarem a cidade com motoboys. Rodízio só havia o Porcina, da telenovela que fazia enorme a bola nova e ensaiou algumas O pai pegou sucesso, embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, das churrascarias. Roque Santeiro. Não havia telefone garoto procurou dentro do papel de O celular, jogos de como antigamente, e chamou o garoto. computador, televisão a cabo, DVD. A moeda era o embrulho cruzeiro, de inflação esquizofrênica. . Podia-se andar nas ruas à noite. Grande — Não tem manual de instrução? — Filho, olha. Isso não impedia que a paulicéia dançasse número de cinemas era de rua; os shopping centers, ainda poucos, eram focados nas compras, mal desvairada em casas noturnasO pai nomes esquisitos com começou a desanimar e a pensar que como Napalm, Madame Satã,ORose Bom Bom ou mas não desviou os garoto disse “Legal”, tempos são outros. Que os tempos o com asdo entretenimento e da olhos da tela. O pai segurou para são decididamente despertavam a bola filão mãos e a Aeroanta sucessos do rock pesado estrangeiro, mas outros. tentando recapturar mentalmente iacheiro de teatros da Bela cheirou, comida rápida. Muita gente o a pé dos também das bandas brasileiras, gritando "a gente couro. A bola cheirava donada. Talvez os restaurantes da área. Vista ou a centro para um manual de somos inútil" ou "nós vamos invadir sua praia". As instrução fosse uma boade instrução. Mas em inglês, idéia, pensou. — Não precisa manual Poucas pessoas bebiam vinho. Os jornais não menininhas ingênuas dançavam marcadinho com os para que é que ela faz? — O a garotada se interessar. um espaço semanal, porque não era Menudos. E Cazuza cantava com um travo amargo: "O dedicavam a ele — Ela não faz cult, conhecê-lo não era então uma meta de status da nada. Você é que faz coisas com ela. tempo não pára..." — O quê? classe média. Padarias não faziam o sucesso — Controla, chuta... gastronômico de hoje nem eram tratadas pelo (VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada; — Ah, então é diminutivo afetuoso de "padá". Comida japonesa não uma bola. (ANGELO,especial para escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996.p.96-7). edição Ivan. In: Veja São Paulo 20 anos, Edição Especial de Aniversário, 07 de setembro de 2005). 08 09
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS CRÔNICA I | A minha São Paulo A Bola CRÔNICA II | de 1985 A lembrança mais forte é a de um cortejo passando pela esquina da Avenida Brasil com a rua onde eu morava, nos Jardins, a caminho do Aeroporto de Congonhas, saudado com lenços brancos por centenas de milhares de pessoas de rosto contraído, algumas chorando. Dava-se adeus a uma esperança, Tancredo Neves, o presidente que não chegou a ser. Ele havia sofrido sua longa agonia no Instituto do Coração, e o povo da cidade despedia-se dele com emoção. Aqu el a ci dade vi nha sendo agredida, mas o traço civilizado resistia nela bravamente. Nos muros das ruas por onde o esquife passava já havia, sim, algumas pichações, ainda com humor, como aquela frase "Rendam-se, terráqueos!", ou a outra, "Liberte o gay que existe em vossa senhoria", e a misteriosa e onipresente"Cão fila km 29", que até os órgãos de segurança andaram investigando. São Paulo, a principal meta das migrações que despovoaram os campos e incharam as cidades na era comum, havia que buscá-la no bairro da Liberdade e década anterior, criando necessidades insolúveis, em alguns enclaves de costumes, localizáveis nos tentava manter seus Pinheiros. Restaurantes finos de presente ao filho. O pai deu uma bola — Claro que é uma bola. Uma bola, bola. Uma bola abriam-se para as tendências mundiais, mas a cozinha, entremeios da elegância, do trabalho, da tradição, da mesmo a internacional, era mais brasileira, que que me ao ganhar a sua Lembrando o prazer se é sentira mesmo. Você pensou o quê? cultura diversa, da solidariedade entre vizinhos. — Nada, não. entendem. primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial A violência ainda não impedia que não era mais de couro, era de plástico. de couro. Agora Mas era uma bola. Novidades? Inaugurado o Aeroporto de houvesse, por exemplo, carros conversíveis de sucesso, O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e Cumbica. Descobre-se que o procurado médico Não desembrulhou a bola e nas residências. nazista como o Escort, e muros baixos O garoto agradeceu, se Josepho Mengele que esconde as pessoas dentro dos viveu nos arredores da cidade; dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a usava insufilm bola nova ao lado, manejando os controles de um exumam-se seus ossos. Em “Legal!” Oudificultando lei dizem hoje em dia disse junho o governo cria garotos o que os automóveis, para dificultar gostam do presente uma querem magoar o assaltos, folgazã, a cordialidade; dava-se adeusinho de umou não quandosegunda-feira todo feriado videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times também antecipando velho.aDepois começou a girar a bola, à procura de para carro de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em que caísse no meio da semana. Quanto tempo durou? para outro, não raro alguma coisa. uma piscada tinha êxito. À noite, Penso noser surpreendido por uma brincadeira boba de forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que podia-se verso de Manuel Bandeira: "Tão Brasil!". tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no adolescentes: quando passavam de carro por algum jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava Tanta coisa não havia.Como a que liga?colavam o — Fashion Week, por ajuntamento, eles baixavam é calça e – perguntou. ganhando da máquina. exemplo. As moças podiam usar um é que liga? Não de bumbum no vidro das— Como, comoridículo laçarote se liga. janelas, gritando para chamar chiffon na cabeça, moda ruim, da não a ponto de atenção. O trânsito eracopiadamaspersonagem Viúva Porcina, da telenovela que fazia enorme sucesso, infestarem a cidade com motoboys. Rodízio só havia o O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas Roque Santeiro. Não O garoto procurou dentro do papel de das churrascarias. havia telefone celular, jogos de embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, embrulho. computador, televisão a cabo, DVD. A moeda era o como antigamente, e chamou o garoto. cruzeiro, de inflação esquizofrênica. Podia-se andar nas — Não tem manual de instrução? ruas à noite. Grande — Filho, olha. Isso não impedia que a paulicéia dançasse número de cinemas era de rua; os shopping centers, desvairada em casas noturnas com nomes esquisitos ainda poucos, eram focados O pai começou mal nas compras, a desanimar e a pensar que os como Napalm, Madame Satã, entretenimento e ou O garoto disse “Legal”, mas não desviou os despertavam para o temposdo Rose Bom Bom da são decididamente filão são outros. Que os tempos olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a Aeroanta sucessos dogente ia a pé dos teatros da Bela comida rápida. Muita rock pesado estrangeiro, mas outros. também do centro para os restaurantes da área.gente cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de Vista ou das bandas brasileiras, gritando "a couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de somos inútil" ou "nós vamos invadir sua praia". As menininhas ingênuas— vinho. Osmarcadinho com os dançavam jornais não instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, Poucas pessoas bebiam Não precisa manual de instrução. Menudos. EaCazuza cantavasemanal,ela faz? não era"O para a garotada se interessar. dedicavam ele um espaço com um porque — O que é que travo amargo: tempo não pára..." eraEla não faz meta de status da faz coisas com ela. cult, conhecê-lo não — então uma nada. Você é que classe média. PadariasOnão faziam o sucesso — quê? gastronômico de hoje Controla, chuta... — nem eram tratadas pelo (VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada; (ANGELO, Ivan. In: Veja—"padá".20 anos, japonesa não diminutivo afetuoso de Ah, então é uma bola. São Paulo Comida edição especial para escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996.p.96-7). Edição Especial de Aniversário, 07 de setembro de 2005). 08 09
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS fábula, conto de fadas) para DE ATIVIDADES SUGESTÕES que fiquem mais evidentes as suas características. I - Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE IV – Eixo de ensino | ESCRITA 1. Divida a turma em pequenos grupos e dê a cada grupo o título de uma das duas crônicas que serão lidas. Em seguida, informeaos alunos que desenhem algoler 1. Baseando-se no texto lido, peça aos alunos que irão trabalhar relacionado ao texto e, abaixo do desenho, uma palavra ou expressão quepara logo após,com grupo explicará oralmente um texto com aquele título, tenha relação cada ele. Concluída esta atividade, qual seria o assunto domostraApós a análise pelo grupo, um representante irá uma pessoa da equipe texto. seu desenho, e justifica o porquê de tê-lo feito, assim para toda relação da palavra oude suas hipóteses sobre o assunto apresentar como a sala uma síntese oral frase escrita com a crônica lida. do texto. 2. Material didático: PapelMaterial didático: Tiras com os títulos das crônicas “A minha São Paulo de 2. ofício Giz de cera ou lápis de cor. 3. Comentários: Essa atividade propicia aos alunos visualização do ambiente, o 1985” e “A bola”. 3. Comentários: O número de aulas nesta sequência éfato que serviu de inspiração para o cronista. cenário ou o variável. Dependerá do número de alunos e do ritmo deles. V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA II - Eixo de Ensino | LEITURA 1. Escreva no quadro a definição de crônica (“Relato – literário/jornalístico – breve de fatos do cotidiano, que pode ter grupo o crítico,correspondente ao seu título. Oriente cada 1. Entregue a cada caráter texto lírico e/ou humorístico”). Os alunos deverão dizer se a definição serve para os textos lidos equipe para fazer a leitura de seu texto. Após a leitura, comente sobre o grupo anteriormente e por quê. Após esse momento, retome a definição provisória que mais se aproximou da temática da crônica, e pergunte a essa equipe como que foi construída entre eles e compare as duas, solicitando que os alunos a eles conseguiram se aproximar do tema. ampliem e mudem o que for necessário naquela definição elaborada por estes. É interessante mostrar 2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A o modo de circulação das crônicas – jornal diário, bola”. revistas etc. e o perfil de alguns autores. 3. Comentários: Com esta atividade, além de estarmos verificando as hipóteses iniciais dos alunos sobre o tema, estamos também solicitando que eles justifiquem em que base na crônica se apoiaram para construir tais hipóteses. Com pistas do título “A minha São Paulo de 1985”, de Ivan Ângelo, pergunte: . ? • Que acontecimento deu origem à crônica? É um fato comum ou III – Eixo de ensino | LEITURA incomum nas grandes cidades? ? • Como o autor inicia a crônica? Expõe logo o acontecimento que originou a crônica? Por quê? Isso faz alguma diferençaequipe o 1. Solicite que uma pessoa de cada para faça a leitura do seu texto em voz alta. desenvolvimento do texto? Após a leitura, pergunte o que os textos têm em comum, em que são ? • Liste as idéias apresentadas em cada parágrafo do texto. parecidos. Oriente-os para observarem o tema, a extensão, linguagem, a ? • Como o autor finaliza sua presença Há não de humor. Sistematize em um painel ou cartaz as respostas crônica? ou alguma ligação entre a frase dos alunos e procure construir, junto com eles, uma definição provisóriaa que inicia a crônica? que encerra e de crônica, que será retoma Há uma 'mensagem' que o autor quer passar com esse texto? Existe, ?• mais adiante. 2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Pauloalguma frase“A sintetize essa idéia? na crônica, de 1985” e que bola”. Papel madeira ou cartolina para produzido na última expressão do texto “o tempo não ? • Qual o sentido o cartaz. 3. Comentários: Essa atividade procura despertar a atenção dos alunos para as pára”? Por quê? características do gênero em estudo, tais como oa humor, no passado e no presente são ? • Os períodos que descrevem cidade saudosismo, lembranças, a extensão curta e aou curtos? Isso tem a ver com o ritmo do tempo? Por quê? logos abordagem de temas do cotidiano. É interessante fazer uma comparação da crônica com outroVocê gostou da crônica? Por quê? ? • gênero (notícia, 10 11
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS SUGESTÕES DE ATIVIDADES conto fábula, de fadas) para que fiquem mais evidentes as suas características. I - Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE IV – Eixo de ensino | ESCRITA 1. Divida a turma em pequenos grupos e dê a cada grupo o título de uma das duas crônicas que serão lidas. Em seguida, informeno texto lido, peça aos alunos ler desenhem algo relacionado ao 1. Baseando-se aos alunos que irão trabalhar que um texto com aquele título, para logo após,abaixo do desenho, uma palavra ou expressão que tenha relação com texto e, cada grupo explicará oralmente qual seria o assunto do texto. Após ele. Concluída grupo, um representante irá da equipe mostra seu desenho, e a análise pelo esta atividade, uma pessoa apresentar para toda sala uma síntese oral de suas hipóteses sobre o assim justifica o porquê de tê-lo feito,assunto como a relação da palavra ou frase do texto. escrita com a crônica lida. 2. Material didático: Tiras com os títulos didático: Papel ofício Giz dePauloou lápis de cor. 2. Material das crônicas “A minha São cera de 1985” e “A bola”. 3. Comentários: Essa atividade propicia aos alunos visualização do ambiente, o 3. Comentários: O número de aulas nesta ou o fato que serviu de Dependerá para o cronista. cenário sequência é variável. inspiração do número de alunos e do ritmo deles. V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA II - Eixo de Ensino | LEITURA 1. Escreva no quadro a definição de crônica (“Relato – literário/jornalístico – 1. Entregue a cada grupo o texto correspondente ao seu título. Oriente ter caráter crítico, lírico e/ou breve de fatos do cotidiano, que pode cada humorístico”). Os alunos deverão dizer se a definição serve para os textos lidos equipe para fazer a leitura de seu texto. Após a leitura, comente sobre o grupo anteriormente e por quê. Após esse momento, retome a definição provisória que mais se aproximou da temática da crônica, e pergunte a essa equipe como que foi construída entre eles e compare as duas, solicitando que os alunos a eles conseguiram se aproximar do tema. ampliem e mudem o que for necessário naquela definição elaborada por estes. 2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A É interessante mostrar o modo de circulação das crônicas – jornal diário, bola”. revistas etc. e o perfil de alguns autores. 3. Comentários: Com esta atividade, além de estarmos verificando as hipóteses iniciais dos alunos sobre o tema, estamos também solicitando que eles justifiquem em que pistas do título Com base napara construir tais hipóteses. de 1985”, de Ivan Ângelo, pergunte: se apoiaram crônica “A minha São Paulo . ? • Que acontecimento deu origem à crônica? É um fato comum ou III – Eixo de ensino | LEITURA incomum nas grandes cidades? ? • Como o autor inicia a crônica? Expõe logo o acontecimento que 1. Solicite que uma pessoa de cada equipe faça a leituracrônica?texto em voz alta.faz alguma diferença para o originou a do seu Por quê? Isso desenvolvimento do texto? Após a leitura, pergunte o que os textos têm em comum, em que são parecidos. Oriente-os Liste as idéias apresentadas emextensão, linguagem, a ? • para observarem o tema, a cada parágrafo do texto. presença ou não de humor. Sistematize em um painel ou cartaz as respostas entre a frase ? • Como o autor finaliza sua crônica? Há alguma ligação dos alunos e procure construir, junto com eles, uma definição provisória de que encerra e a que inicia a crônica? crônica, que será retoma mais 'mensagem' que o autor quer passar com esse texto? Existe, ? • Há uma adiante. 2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A essa idéia? na crônica, alguma frase que sintetize bola”. Papel madeira ou cartolina para o cartaz. na última expressão do texto “o tempo não ? • Qual o sentido produzido pára”? Por quê? 3. Comentários: Essa atividade procura despertar a atenção dos alunos para as características do ?gênero em estudo, descrevem ao humor, saudosismo, presente são • Os períodos que tais como cidade no passado e no logos ou curtos? Isso tem a ver com o ritmo do tempo? Por quê? lembranças, a extensão curta e a abordagem de temas do cotidiano. É interessante fazer ?uma comparação crônica? Por com outro gênero (notícia, • Você gostou da da crônica quê? 10 11
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS ? • Como você faria uma ilustração para ser publicada no jornal, junto do centro para os restaurantes da área.” Bela Vista ou com essa crônica? Destaque também um trecho com tipologia descritiva: “As moças podiam usar um ridículo laçarote de chiffon na cabeça, moda copiada da personagem Viúva Porcina, da Quadro, piloto/giz. Cópias da crônica 2. Material didático: telenovela que fazia enorme sucesso, Roque Santeiro. Não havia telefone celular, jogos alunos são confrontados entre a definição 3. Comentários: Nessa atividade, os de computador, televisão a cabo, DVD. A moeda era o cruzeiro, de inflaçãocom uma definição mais ampla. Isso faz com preliminarmente de crônica e esquizofrênica.” Após realizada a leitura compartilhada dos trechos da crônica, conduza a crônica, avaliando se é que o aluno se prepare para leitura da próxima discussão para que os alunos percebam emlírica,dos trechos oetc. relevante é humorística, qual informativa mais contar um certo fato (trecho narrativo) e em qual perceber que a predomina é crônica tematiza uma das Os alunos devem dos textos o que abertura da a descrição de características ( trecho descritivo). grandes questões abordadas na crônica: o saudosismo, lembranças de uma Exponha dialogicamente sobre a função datranqüila, que será, no decorrer do texto, contrastado com uma cidade ideal, tipologia narrativa e descritiva na construção dos sentidos do gênero crônica. Nesse gênero, a narração faz a cidade moderna, agitada. história avançar, familiariza oObservar o os fatos, porém não requer precisão e leitor com olhar lírico e poético lançado pelo cronista sobre lembranças de concisão, tal como a notícia;umaacidade de outrora para uma grandeclima, as toda a modernidade. já descrição (re) cria o cenário, o cidade com sensações envolvidas no acontecimento, expondo a visão do cronista. 2. Material didático: Cópias da crônica. 3. Comentários: O propósito desta atividadeLINGUÍSTICA VI – Eixo de ensino | ANÁLISE é analisar as sequências textuais (tipologia) predominantes na crônica. 1. Escolha uma outra crônica, de forma que não tenha semelhança com as duas aqui trabalhadas. Distribua-a com cada grupo e solicite que os alunos façam a leitura nos seus grupos. Após a leitura, questione o grande grupo sobre: Quais VIII – Eixo de ensino | LEITURA as diferenças e semelhanças entre os textos lidos anteriormente e este último? Verifique se 1. Para atividade de casa, oriente os alunos para assistirem a um telejornal e eles perceberam os seguintes aspectos: (a) tema tratado; (b) fato real ou ficção; (c) ponto de vista – crítico, humorístico, lírico etc.; (d) anotar dados sobre uma notícia que mais se destacou para ele. linguagem utilizada – informal, formal, semiformal; (e) variações linguísticas; Na próxima aula, peça para que os alunos apresentem oralmente a notícia (f) predominância de diálogos ou de comentários do cronista; (g) coesão e escolhida. Peça que eles comparem o modo como foi narrada a mesma notícia coerência estabelecidos nos tempos verbais; e outros questionamentos que o por diferentes colegas, para que todos percebam que um mesmo fato pode ser professor achar conveniente e pertinente com o nível do grupo. narrado e também compreendido de diferentes maneiras. 2. Material didático: Caderno e lápis. 2. Material didático: Cópias da nova crônica escolhida pelo professor. Papel 3. Comentários: Há uma grande possibilidade que muitos alunos tragam a madeira ou cartolina para o cartaz. mesma notícia. Assim, 3. Comentários: ver como um mesmo ser literárias, quando se baseia em fatos fica interessante As crônicas podem fato pode ser contado por pessoas diferentes. Que aspectosdo nosso cotidiano, ou jornalísticas, quando poderá se mais universais da notícia serão enfatizados pelo aluno? Por que isso acontece? construir a partir de manchetes de jornal, de uma situação mais factual. É fundamental, nesse momento, interessante que os aluno para os diferentes É chamar a atenção do alunos levantem um bom número de diferenças e olhares lançados sobre um mesmo fato, presentes nos dois textos, destacando-as em um cartaz. Isso semelhanças habilidade já utilizada pelos cronistas. facilitará o momento da produção escrita. VII – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA IX – Eixo de ensino | Leitura e Escrita 1. Escreva no quadro Levando em consideração que muitos alunos trarão a mesma notícia, sugira 1. um trecho com predominância mais na narrativa da crônica que estes levantem olhares diferentes sobre esse fato: humorístico/irônico; analisada acima, como: “Grande número de cinemas era de rua; os shopping crítico/lírico. Retome com eles as crônicas poucos, eram focados nasocompras, mal despertavam para o centers, ainda lidas em sala de aula e modo como os autores lidos trabalharam com o lírico – saudosismo, lembranças, gente ia a pé dos teatros da filão do entretenimento e da comida rápida. Muita crítica. 12 13
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS ? • Como você faria uma ilustração para ser publicada no jornal, junto Bela Vista ou do centro para os restaurantes da área.” com essa crônica? Destaque também um trecho com tipologia descritiva: “As moças podiam usar um ridículo laçarote de chiffon na cabeça, moda 2. Material didático: Quadro, piloto/giz. Cópiaspersonagem Viúva Porcina, da telenovela que fazia enorme copiada da da crônica 3. Comentários: Nessa atividade, os alunos são confrontados entre havia telefone celular, jogos de computador, sucesso, Roque Santeiro. Não a definição preliminarmente de crônica e com uma definição mais ampla.moeda era o cruzeiro, de inflação esquizofrênica.” televisão a cabo, DVD. A Isso faz com que o aluno se prepare para leitura darealizada acrônica, avaliando se é dos trechos da crônica, conduza a Após próxima leitura compartilhada humorística, lírica, informativa etc.discussão para que os alunos percebam em qual dos trechos o mais relevante é Os alunos devem perceber que acontar um certo fato (trecho narrativo) das qual dos textos o que predomina é abertura da crônica tematiza uma e em a descrição de características ( trecho descritivo). grandes questões abordadas na crônica: o saudosismo, lembranças de uma cidade ideal, tranqüila, que será, noExponha dialogicamente sobre com umada tipologia narrativa e descritiva na decorrer do texto, contrastado a função cidade moderna, agitada. construção dos sentidos do gênero crônica. Nesse gênero, a narração faz a Observar o olhar lírico e poético lançado pelo cronista sobre lembranças de os fatos, porém não requer precisão e história avançar, familiariza o leitor com uma cidade de outrora para uma grande cidade com toda notícia; já a descrição (re) cria o cenário, o clima, as concisão, tal como a a modernidade. sensações envolvidas no acontecimento, expondo a visão do cronista. 2. Material didático: Cópias da crônica. VI – Eixo de ensino | ANÁLISE Comentários: O propósito desta atividade é analisar as sequências textuais 3. LINGUÍSTICA (tipologia) predominantes na crônica. 1. Escolha uma outra crônica, de forma que não tenha semelhança com as duas aqui trabalhadas. Distribua-a com cada grupo e solicite que os alunos façam a leitura nos seus grupos.–Após a leitura, questione o grande grupo sobre: Quais VIII Eixo de ensino | LEITURA as diferenças e semelhanças entre os textos lidos anteriormente e este último? Verifique se eles perceberam 1. seguintes aspectos:casa,tema tratado;alunos para assistirem a um telejornal e os Para atividade de (a) oriente os (b) fato real ou ficção; (c) ponto de vista – crítico, humorístico, lírico etc.; (d) anotar dados sobre uma notícia que mais se destacou para ele. linguagem utilizada – informal, formal, semiformal; (e) variações linguísticas; Na próxima aula, peça para que os alunos apresentem oralmente a notícia (f) predominância de diálogos ou de comentários do cronista; (g) coesão e escolhida. Peça que eles comparem o modo como foi narrada a mesma notícia coerência estabelecidos nos tempos verbais; e outros questionamentos que o por diferentes colegas, para que todos percebam que um mesmo fato pode ser professor achar conveniente e pertinente com o nível do grupo. narrado e também compreendido de diferentes maneiras. 2. Material didático: Cópias2.da nova crônica escolhida pelo professor. Papel Material didático: Caderno e lápis. 3. Comentários: Há uma grande possibilidade que muitos alunos tragam a madeira ou cartolina para o cartaz. 3. Comentários: As crônicas podem ser notícia. Assim, ficase baseia em fatos um mesmo fato pode ser mesma literárias, quando interessante ver como mais universais do nosso cotidiano, ou jornalísticas, diferentes. Que se contado por pessoas quando poderá aspectos da notícia serão enfatizados pelo aluno? Por que isso acontece? construir a partir de manchetes de jornal, de uma situação mais factual. É interessante que os alunos levantem um bomnesse momento, chamar aeatenção do aluno para os diferentes É fundamental, número de diferenças semelhanças presentes nos dois textos, destacando-as em um mesmo Isso habilidade já utilizada pelos olhares lançados sobre um cartaz. fato, cronistas. facilitará o momento da produção escrita. VII – Eixo de ensino |–ANÁLISE LINGUÍSTICAEscrita IX Eixo de ensino | Leitura e E ESCRITA 1. Escreva no quadro um trecho Levando em consideraçãona narrativa alunos trarão a mesma notícia, sugira 1. com predominância mais que muitos da crônica analisada acima, como: “Grande número de cinemas era olhares os shopping que estes levantem de rua; diferentes sobre esse fato: humorístico/irônico; centers, ainda poucos, eram focados nas compras, mal despertavam as crônicas lidas em sala de aula e o modo crítico/lírico. Retome com eles para o filão do entretenimento e da comida rápida. Muita gente iatrabalharam comda lírico – saudosismo, lembranças, como os autores lidos a pé dos teatros o crítica. 12 13
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS características da crônica no painel, antesgrupos a uma discussão em torno de que tipo de crônica poderia Conduza os da reescrita do texto. Como sugestão, elabore um painel com o título “E a notícia vira crônica...” e o que relataria etc. Os grupos ser elaborado a partir da notícia que trouxeram, coloque as crônicas produzidas pelos alunos, para que fiquem expostas e devem socializar essa discussão. possam ser lidas por todos da Após esse momento, comece a elaborar, em conjunto, o parágrafo inicial de escola. uma crônica, baseando-se na notícia discutida. Pergunte aos alunos qual 2. Comentários: É importante que o material produzido pelos alunos circule, seja título mais adequado teria essa crônica e inicie, no quadro, a escrita dessa lido por outras pessoas. Aoparte do texto. Em seguida, olidos por outrosa leitura. Se houver alguma saber que seus textos serão professor faz colegas, a perspectiva de produção é outra. O elaborar o parágrafo coletivamente, explique que isso se deve divergência para texto terá outra finalidade, a relação do aluno com sua produção escrita será ressignificada dentro dessa porque a crônica traz um olhar muito pessoal e que eles terão uma perspectiva. oportunidade em elaborar uma individualmente. Outras sugestões para produção de crônicas literárias: utilizar a imagem de uma revista; observar o comportamento dos colegas na hora do recreio ou saída da escola no final 2. turno para produzirem umapiloto/giz. do Material didático: quadro, crônica. 3. Comentários: Se a notícia não for interessante para produzir uma crônica, Para obter mais informações, procure o apêndice. mude-a e escolha outra. Alerte os alunos para o fato de que o olhar lançado dependerá muito da notícia lida. Algumas notícias levarão nosso olhar para o lado humorístico (por exemplo, um ladrão que fica entalado em uma janela ao tentar fugir da polícia), enquanto outras direcionam um olhar mais crítico (um gari que devolve uma grande soma de dinheiro encontrado, no mesmo dia em que se descobre um novo escândalo de dinheiro público). X – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA 1. Peça que cada aluno escolha uma das notícias discutidas em sala ou mesmo a que ele trouxa para escrever uma crônica baseada nela. Retome, oralmente, as características da crônica com os alunos. Sugira aos alunos a anotarem livremente algumas idéias para a crônica, de forma que encontrem a melhor. Essas anotações funcionam como um roteiro provisório. Esclareça aos alunos que os cronistas também escrevem, reescrevem a abandonam algumas idéias no momento de criar seus textos. 2. Material didático: anotações sobre as notícias. Caderno, lápis/caneta. 3. Comentários: é fundamental resgatar as características da crônica, bem como aspectos relacionados à organização do texto ( paragrafação, ortografia, coesão, coerência etc.) XI – Eixo de ensino | ESCRITA. ANÁLISE LINGUÍSTICA 1. Após avaliar as crônicas, entregue-as a cada autor e peça a reescrita final do texto. É necessário esclarecer o aluno, com clareza, a situação a ser corrigida. Em relação à ortografia, por exemplo, as palavras com grafia errada podem ser circuladas para que o aluno as procure no dicionário. Se o texto produzido não tiver as características de uma crônica, é preciso apontar o que precisa ser alterado e também ler novamente, com a turma, as 14 15
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Conduza os grupos a uma discussãocaracterísticas da tipo de crônica poderia da reescrita do texto. em torno de que crônica no painel, antes ser elaborado a partir da notícia que trouxeram, o que relataria etc. Os com o título “E a notícia vira crônica...” e Como sugestão, elabore um painel grupos devem socializar essa discussão. coloque as crônicas produzidas pelos alunos, para que fiquem expostas e Após esse momento, comece a elaborar, em conjunto, o todos da escola. de possam ser lidas por parágrafo inicial uma crônica, baseando-se na notícia discutida. Pergunte aos alunos qual 2. Comentários: É importante que o material produzido pelos alunos circule, seja título mais adequado teria essa crônica e inicie, no quadro, a escrita dessa parte do texto. Em seguida, o professor faz a leitura. Se Ao saberalguma lido por outras pessoas. houver que seus textos serão lidos por outros divergência para elaborar o parágrafo coletivamente, explique que isso é outra. O texto terá outra finalidade, a colegas, a perspectiva de produção se deve porque a crônica traz um olhar muito pessoal e com sua produção escrita será ressignificada dentro dessa relação do aluno que eles terão uma perspectiva. oportunidade em elaborar uma individualmente. Outras sugestões para produção de crônicas literárias: utilizar a imagem de uma revista; observar o comportamento dos colegas na hora do recreio ou 2. Material didático: quadro, piloto/giz. da escola no final do turno para produzirem uma crônica. saída 3. Comentários: Se a notícia não Para interessanteinformações, procurecrônica, for obter mais para produzir uma o apêndice. mude-a e escolha outra. Alerte os alunos para o fato de que o olhar lançado dependerá muito da notícia lida. Algumas notícias levarão nosso olhar para o lado humorístico (por exemplo, um ladrão que fica entalado em uma janela ao tentar fugir da polícia), enquanto outras direcionam um olhar mais crítico (um gari que devolve uma grande soma de dinheiro encontrado, no mesmo dia em que se descobre um novo escândalo de dinheiro público). X – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA 1. Peça que cada aluno escolha uma das notícias discutidas em sala ou mesmo a que ele trouxa para escrever uma crônica baseada nela. Retome, oralmente, as características da crônica com os alunos. Sugira aos alunos a anotarem livremente algumas idéias para a crônica, de forma que encontrem a melhor. Essas anotações funcionam como um roteiro provisório. Esclareça aos alunos que os cronistas também escrevem, reescrevem a abandonam algumas idéias no momento de criar seus textos. 2. Material didático: anotações sobre as notícias. Caderno, lápis/caneta. 3. Comentários: é fundamental resgatar as características da crônica, bem como aspectos relacionados à organização do texto ( paragrafação, ortografia, coesão, coerência etc.) XI – Eixo de ensino | ESCRITA. ANÁLISE LINGUÍSTICA 1. Após avaliar as crônicas, entregue-as a cada autor e peça a reescrita final do texto. É necessário esclarecer o aluno, com clareza, a situação a ser corrigida. Em relação à ortografia, por exemplo, as palavras com grafia errada podem ser circuladas para que o aluno as procure no dicionário. Se o texto produzido não tiver as características de uma crônica, é preciso apontar o que precisa ser alterado e também ler novamente, com a turma, as 14 15
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    LÍNGUA PORTUGUESA –PROJETO APRENDER MAIS II – FÁBULAS A fábula é um dos gêneros textuais mais antigos conhecidos pelo homem. Atribui-se a Esopo (século VI a. C.), um escravo grego, a elaboração e difusão dessa narrativa na Grécia. As fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal, sugerindo uma verdade ou provocando uma reflexão de ordem moral, destacada geralmente no final do texto. Com o passar do tempo, não foi diferente. Diversos autores recriaram essas fábulas e hoje, aqui no Brasil, temos exemplos de uma verdadeira recriação e intertextualidade desse gênero, com destaque para Monteiro Lobato e o contemporâneo Millor Fernades. Pode-se afirmar que o uso de fábulas em sala de aula propicia discussões relevantes acerca de questões morais e éticas, normas de comportamento etc., ampliando essa idéia ao se fazer a relação com o cotidiano do aluno, com as polêmicas atuais. Recaindo o olhar para o aspecto essencial no ensino de língua materna, vislumbra-se a exploração da construção discursiva das fábulas: a apresentação das ações de cada personagem pode revelar muito do seu caráter, de sua postura ética diante da vida; expressões utilizadas para se referiri aos personagens podem sinalizar um ponto de vista a respeito de cada um. Baseados na discussão sobre essa temática, a qual favorece desenvolver habilidades orais dos alunos, estimulando-os a se posicionarem criticamente diante do texto lido, explicando e defendendo pontos de vista, podemos desenvolver várias estratégias de leitura, desde a antecipação, localizando as informações, até a inferência e a generalização, provocando o aluno a resgatar os seus conhecitos prévios. Em relação a produção, os alunos poderão criar fábulas, paródias de fábulas. Articula- se a produção de textos às reflexões sobre os usos linguístiocs peculiares desse gênero. Objetivos: levar o aluno a compreender e produzir fábulas, refletindo sobre sua função social, suas características linguístico-discursivas e seu conteúdo temático; ativar conhecimentos prévios e levantar hipóteses; observar a coerência global do texto na atividade ao recontar fábula; refletir sobre o uso de certas expressões linguísticas para se refrir aos animais e seus efeitos de sentido; criar títulos; reconhecer a moral em diferentes fábulas; planejar a escrita de fábulas dentro das características desse gênero. 17
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    LÍNGUA PORTUGUESA –PROJETO APRENDER MAIS II – FÁBULAS A fábula é um dos gêneros textuais mais antigos conhecidos pelo homem. Atribui-se a Esopo (século VI a. C.), um escravo grego, a elaboração e difusão dessa narrativa na Grécia. As fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal, sugerindo uma verdade ou provocando uma reflexão de ordem moral, destacada geralmente no final do texto. Com o passar do tempo, não foi diferente. Diversos autores recriaram essas fábulas e hoje, aqui no Brasil, temos exemplos de uma verdadeira recriação e intertextualidade desse gênero, com destaque para Monteiro Lobato e o contemporâneo Millor Fernades. Pode-se afirmar que o uso de fábulas em sala de aula propicia discussões relevantes acerca de questões morais e éticas, normas de comportamento etc., ampliando essa idéia ao se fazer a relação com o cotidiano do aluno, com as polêmicas atuais. Recaindo o olhar para o aspecto essencial no ensino de língua materna, vislumbra-se a exploração da construção discursiva das fábulas: a apresentação das ações de cada personagem pode revelar muito do seu caráter, de sua postura ética diante da vida; expressões utilizadas para se referiri aos personagens podem sinalizar um ponto de vista a respeito de cada um. Baseados na discussão sobre essa temática, a qual favorece desenvolver habilidades orais dos alunos, estimulando-os a se posicionarem criticamente diante do texto lido, explicando e defendendo pontos de vista, podemos desenvolver várias estratégias de leitura, desde a antecipação, localizando as informações, até a inferência e a generalização, provocando o aluno a resgatar os seus conhecitos prévios. Em relação a produção, os alunos poderão criar fábulas, paródias de fábulas. Articula- se a produção de textos às reflexões sobre os usos linguístiocs peculiares desse gênero. Objetivos: levar o aluno a compreender e produzir fábulas, refletindo sobre sua função social, suas características linguístico-discursivas e seu conteúdo temático; ativar conhecimentos prévios e levantar hipóteses; observar a coerência global do texto na atividade ao recontar fábula; refletir sobre o uso de certas expressões linguísticas para se refrir aos animais e seus efeitos de sentido; criar títulos; reconhecer a moral em diferentes fábulas; planejar a escrita de fábulas dentro das características desse gênero. 17
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS FÁBULA I | A raposa e as uvas SUGESTÕES DE ATIVIDADES Certa raposa esfaimada encontrou uma I – Eixo de ensino | ORALIDADE parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisas de fazer vir água na boca. Mas tão altos, que nem pulando. 1. Distribua tirar de papel com nomes de virtudes, de animais, de objetos, de plantas, de fabulistas,O matreiro bicho torceu o focinho: e morais de fábulas. Em de títulos de fábulas famosas seguida, organize os alunos em grupos por categorias: (a) fabulistas; (b) animais, objetos e plantas; – murmurou.de Uvas verdes, só para de fábulas. — Estão verdes (c) títulos – fábulas; (d) morais cachorros. 2. Material didático: Tiras de cartolinas preenchidas. 3. Comentários: O número de aulas vai depender do número de alunos e do ritmo de trabalho deles. E foi-se. Nisto, deu o vento e uma folha caiu. Essa atividadea propicia a ativação dosvoltou depressa, e pôs- A raposa, ouvindo o barulhinho, se farejar. conhecimentos prévios dos alunos sobre o gênero fábula. MORAL: Quem desdenha, quer comprar. (LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1991.) II – Eixo de ensino | ORALIDADE E ESCRITA 1. Provoque discussões sobre as tiras recebidas pelos alunos com o propósito FÁBULA I I| A raposao as uvas textual a ser trabalhado. As deles levantarem hipóteses sobre e gênero questões podem girar em torno de: “Com o título que tem em mãos, você saberia contar repente a uma esfomeada e gulosa, De raposa, história?”, “Quem é Monteiro Lobato?” Logo após, fomegrupos receberão tiras em branco, saiu do os de quatro dias e gula de todos os tempos, nas quais escreverão peculiaridades da fábula, elerão na sombra deliciosa afixarão no painel de areal do deserto caiu em voz alta e do parreiral características sobre opor um à altura de Como sugestões de perguntas, seguem: que descia gênero fábula. a perder de vista. de uvase viu, além de tudo, precipício um salto, cachos Olhou (a) Para que maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, de personagens são contadas e escritas as fábulas? (b) Que tipos são mais comuns? (c) Como finalizam a maioriaadas palmo retesou o corpo, saltou, o focinho passou um fábulas? das uvas. Caiu, tentou de novo, Material didático: Tiras de cartolina preenchidas. Tiras de cartolina em branco. 2. não conseguiu. Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo que tinha, não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. Cartolina. Desistiu, dizendo entre dentes, 3. Comentários: O ideal é que esse painel inicial nesta etapa seja retomado, com raiva: "Ah, reconstruídotambém, não tem importância. Estão muito verdes." E manter-se afixado e reformulado ao longo da sequência, devendo FÁBULA ORIGINAL | A raposa e as uvas na sala durante descendo, com cuidado, quando viu à sua frente foi essa atividade. uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até o Organize o painel, junto com os alunos, usando alguns critérios para dividi-lo e entrou faminta em um terreno local em que estavam os cachos de uva, trepou na CUma raposa melhor organizar aperigosamente, pois ofábulas: era irregular e onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras, cujos pedra, caracterização das terreno objetivo, tipos de personagens etc. havia o risco de despencar, esticou a pata e. . . cachos se dependuravam, muito alto, em cima de sua conseguiu ! Com avidez colocou na boca quase o cacho cabeça. A raposa não podia resistir à tentação de inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas estavam muito chupar aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, não verdes! conseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos e disse: III – Eixo de ensino | ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA MORAL: A frustração é uma forma de julgamentoo aspecto “moral da história”, interaja com seus alunos o que seria 1. Retome tão — Estão verdes... boa como qualquer outra. moral, levantando perguntas, tais como: (a) Quando utilizamos a expressão “Moral da história...”?; (b) Qual o sentido de “moral”?; (c) Por que umafácil desdenhar daquilo que não se alcança. MORAL: É boa parte das fábulas termina Millôr. Fábulas fabulosas. 14. Ed. Rio de Janeiro: ( FERNANDES, com uma moral? Sistematize no quadro algumas contribuiçõesNórdica,alunos. Após essa(ESOPO. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2006) dos 1997.) interação, escreva no quadro o significado da palavra 'moral' (“conjunto das 18 19
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS SUGESTÕES FÁBULA I | A raposa e as uvas DE ATIVIDADES Certa raposa esfaimadaEixo de ensino | ORALIDADE I – encontrou uma parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisas de fazer vir água na boca. Mas tão altos, que nem pulando. 1. Distribua tirar de papel com nomes de virtudes, de animais, de objetos, de O matreiro bicho torceu o focinho: plantas, de fabulistas, de títulos de fábulas famosas e morais de fábulas. Em seguida, organize os alunos em grupos por categorias: (a) fabulistas; (b) animais, objetos e plantas; (c) títulos de fábulas; (d) morais de fábulas. — Estão verdes – murmurou. – Uvas verdes, só para cachorros. 2. Material didático: Tiras de cartolinas preenchidas. 3. Comentários: O número de aulas vai depender do número de alunos e do ritmo E foi-se. Nisto, deu o vento e uma folha caiu. de trabalho deles. A raposa, ouvindo o barulhinho, voltou depressa, e pôs- se a farejar. Essa atividade propicia a ativação dos conhecimentos prévios dos alunos sobre o gênero fábula. MORAL: Quem desdenha, quer comprar. II – Eixo de ensino | ORALIDADE (LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1991.) E ESCRITA 1. Provoque discussões sobre as tiras recebidas pelos alunos com o propósito FÁBULA I I| A raposa e as uvas deles levantarem hipóteses sobre o gênero textual a ser trabalhado. As questões podem girar em torno de: “Com o título que tem em mãos, você De repente a raposa, esfomeada e gulosa, saberia contar uma história?”, “Quem é Monteiro Lobato?” fome de quatro dias e gula de todos os tempos, saiu do os grupos receberão tiras em branco, nas quais escreverão Logo após, areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral da fábula, lerão em voz alta e afixarão no painel de peculiaridades que descia por um precipício a perder de vista. Olhou e características sobre o gênero fábula. Como sugestões de perguntas, seguem: viu, além de tudo, à altura de um salto, cachos de uvas maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, são contadas e escritas as fábulas? (b) Que tipos de personagens (a) Para que retesou o corpo, saltou, o focinho passou são mais comuns? (c) Como finalizam a maioria das fábulas? a um palmo das uvas. Caiu, tentou de novo, não conseguiu. Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo que didático: Tiras de cartolina preenchidas. Tiras de cartolina em branco. 2. Material tinha, não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. Cartolina. Desistiu, dizendo entre dentes, com raiva: "Ah, também, não tem importância. Estão muito verdes." E O ideal é que esse painel inicial nesta etapa seja retomado, 3. Comentários: foi descendo, com cuidado, quando viuereconstruído e reformulado ao longo da sequência, devendo manter-se afixado FÁBULA ORIGINAL | A raposa àas uvas sua frente uma pedra enorme. Com esforço empurrou asala durante essa atividade. na pedra até o local em que estavam os cachos de uva, trepou na pedra, perigosamente, pois oem um terrenoirregularoepainel, junto com os alunos, usando alguns critérios para dividi-lo e CUma raposa entrou faminta terreno era Organize haviahavia umade despencar, esticou amaduras, organizar a caracterização das fábulas: objetivo, tipos de personagens onde o risco parreira, cheia de uvas melhor cujos pata e. . . cachos se ! Com avidez colocou na boca etc. o cacho conseguiu dependuravam, muito alto, em cima de sua quase inteiro. EA cuspiu. Realmente asresistirestavam muito cabeça. raposa não podia uvas à tentação de verdes! aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, não chupar conseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos e disse: III – Eixo de ensino | ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA MORAL: A frustração é uma forma deRetome o aspecto “moral da história”, interaja com seus alunos o que seria — Estão verdes... 1. julgamento tão boa como qualquer outra. moral, levantando perguntas, tais como: (a) Quando utilizamos a expressão “Moral da história...”?; (b) Qual o sentido de “moral”?; (c) Por que uma boa MORAL: É fácil desdenhar daquilo que não se alcança. ( FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. 14. Ed. Rio de das fábulas parte Janeiro: termina com uma moral? Nórdica, 1997.) São Paulo: Martin Claret, 2006) (ESOPO. Fábulas. Sistematize no quadro algumas contribuições dos alunos. Após essa interação, escreva no quadro o significado da palavra 'moral' (“conjunto das 18 19
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS história original e compararão quanto à adequação ao título e de moral regras, preceitos etc. característicos à determinado grupo social que os recebida. estabelece e defende”). Promova uma discussão, apósProvoque os alunos a responderem essa pergunta: Por que se diz que a fábula esse momento, sobre características comuns encontradas na produção oral tem um caráter moralizante? dos alunos, ampliando o painel. 2. Material didático: Tiras Material didático: quadro, piloto/giz. 2. de cartolina, piloto. Cópia de fábulas 3. Comentários: O professor deverá conhecer atividade leva os alunos a familiarizarem-se com o conceito 3. Comentários: Essa as fábulas que tiveram seus títulos e morais selecionados e ter uma cópia deDemonstrar a diferença desse conceito, para que não confundam de 'moral'. uma delas. O propósito é explorar a coerênciao de 'ética'. Enquanto aemoral tem um caráter prático, dizendo como nos com entre o título, a moral a fábula criada, de forma a desafiar os alunos a criar uma narrativa dentro do gênero fábula tendo comportamento, costumes portar dentro de um conjunto de valores, regras de como sinalizadores o título e a moral. estabelecidos por uma sociedade, a ética possui um caráter reflexivo, pois a Mostre a importância, na horaela contação daspara avaliarutilizar os recursos da recorremos fábulas, de nosso comportamento. Entende-se como uma não-verbais, como gestos, pausas etc. de “juízo da moral”. espécie Nesse momento, auxilie a turma a se organizar quanto ao tempo necessário para planejar, ensaiar e apresentar o texto. IV– Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA 1. Distribua fábulas diferentes entre os alunos paraensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA VI – Eixo de leitura individual e socialização nos grupos com o objetivo de debaterem sobre os valores morais contidos 1. Distribua com os alunos a fábula “A raposa e a responderem as de Monteiro na narrativa. Após a leitura, leve os alunos as uvas” nas versões Lobato e de Millôr Fernandes. Eles (a) Que virtudes ou sobre a fábula enfatiza?; (b) Quais personagens questões: irão ler e refletir vícios a estrutura, a linguagem e o (re) dimensionamento da temática em momentos históricos da sociedade atual pode-se os representam? Por quê?; (c) No modo de vida diferentes. aplicar a moral da fábula?; (d) O texto traz valores que são princípios Em seguida, levá-los a refletiressenciais para das duas fábulas (a diferença nas sobre a moral a convivência humana, válidos para qualquer época, lugar e duas fábulas, o caráter de ensinamento na versão de que ao longo do tempo a mudança dos valores cultura?; (e) Pode-se dizer Monteiro Lobato e a presença do humor na versão de Millôr Fernandes, a atualização dos éticos trazidos pelas fábulas? morais deu um 'aspecto atrasado' aos princípios provérbios, o recurso da paródia paradiscussão dessas perguntas, os alunos sistematizarão, em um cartaz, Após a “distorcer a moral clássica” da primeira versão. as principais conclusões, para depois socializarem no grande grupo. Para promover a discussão, proponha perguntas do tipo: (a) Como cada fábula inicia sua narração?; (b)2. Material didático: Cópias de fábulas diversas. Cartolina. Piloto Qual a atuação da raposa em cada uma?; (c) O que resolve fazer a raposa, em cada fábula, ao encontrar o empecilho para comer os valores éticos e morais 3. Nesse momento, os alunos estarão refletindo sobre as uvas?; (d) Como termina cada fábula?; (e)fábulas e de que forma asmais pertinentes nas Qual das duas versões é alegorias os representam. engraçada? Por quê? Nesse momento, revise com os alunos o texto do cartaz, para, se necessário for, fazer alguma correção. 2. Material didático: Cópias da fábula A raposa e as uvas, nas versões de Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes. Cartolina, piloto. V – Eixo de ensino | ORALIDADE 3. Comentários: Comente com os alunos que a fábula “A raposa e as uvas” original foi escrita por Esopo, antes de Cristo. Mostre para os alunos o recurso utilizado na produção 1. Escolha Fernandes: a e morais de fábulas e escreva-os em tiras de cartolinas. de Millôr alguns títulos paródia. Essa diferença produzida nas partes da narrativa por este autor os alunos. Pergunte se eles já conhecem os títulos da história Distribua-as com muda sobremaneira algumas nuances: (a) na orientação - caracterização de personagens, finaliza as fábulas. Leve os alunos a perceberem e se já conhecem a moral que tempo e espaço da narrativa; (b) na complicação –éocomum osgera a narrativa; nessa fábula, as que fato que provérbios encerrarem fábulas. uvas estarem inacessíveis; (c)Questione o – a conseqüência da esses provérbios, sobre o seu caráter na resolução que pensam sobre complicação; na fábula, a s ações da raposa moralizante, de ensinamento. após ser mal sucedida na tentativa de pegar as uvas; (d) na avaliação- na fábula, destaca-se a base nos títulos e provérbios recebidos, os grupos tentarão Logo após, com moral. recontar ou criar oralmente a fábula. Em seguida, os alunos receberão a 20 21
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS regras, preceitos etc. característicos de determinado compararão quanto à adequação ao título e à moral história original e grupo social que os estabelece e defende”). recebida. Provoque os alunos a responderem Promova uma discussão, apósque a momento, sobre características comuns essa pergunta: Por que se diz esse fábula tem um caráter moralizante? encontradas na produção oral dos alunos, ampliando o painel. 2. Material didático: quadro, 2. Material didático: Tiras de cartolina, piloto. Cópia de fábulas piloto/giz. 3. Comentários: Essa atividade leva os alunos O familiarizarem-se conhecer as fábulas que tiveram seus títulos 3. Comentários: a professor deverá com o conceito de 'moral'. Demonstrar a diferença desse conceito, para que ter uma cópia de uma delas. e morais selecionados e não confundam com o de 'ética'. Enquanto a moral tem um caráter prático, a coerência entre o título, a moral e a fábula criada, de O propósito é explorar dizendo como nos portar dentro de um conjunto de valores, regras de comportamento, costumes forma a desafiar os alunos a criar uma narrativa dentro do gênero fábula tendo estabelecidos por uma sociedade, a como possui um caráter reflexivo, pois a ética sinalizadores o título e a moral. ela recorremos para avaliar nosso comportamento. Entende-seda contação das fábulas, de utilizar os recursos Mostre a importância, na hora como uma espécie de “juízo da moral”. não-verbais, como gestos, pausas etc. Nesse momento, auxilie a turma a se organizar quanto ao tempo necessário para planejar, ensaiar e apresentar o texto. IV– Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA 1. Distribua fábulas – Eixo de ensino | os alunos para leitura LINGUÍSTICA VI diferentes entre LEITURA, ANÁLISE individual e socialização nos grupos com o objetivo de debaterem sobre os valores morais contidos na narrativa. Após 1. Distribua comos alunos a fábula “A raposa e as uvas” nas versões de Monteiro a leitura, leve os alunos a responderem as questões: (a) Que virtudes ou vícios a fábula enfatiza?; (b) Quais personagens ler e refletir sobre a estrutura, a Lobato e de Millôr Fernandes. Eles irão os representam? Por quê?; (c) No modo de vida da (re) dimensionamento da temática em momentos históricos linguagem e o sociedade atual pode-se aplicar a moral da fábula?; (d) O texto traz valores que são princípios diferentes. essenciais para a convivência humana, válidos para qualquer época, lugar moral das duas fábulas (a diferença nas Em seguida, levá-los a refletir sobre a e cultura?; (e) Pode-se dizer que ao duas fábulas, o a mudançaensinamento na versão de Monteiro Lobato e a longo do tempo caráter de dos valores morais deu um 'aspecto atrasado' aos princípios éticos trazidos pelasde Millôr Fernandes, a atualização dos presença do humor na versão fábulas? Após a discussão dessas perguntas,provérbios, o recurso da paródia para “distorcer a moral clássica” da primeira os alunos sistematizarão, em um cartaz, as principais conclusões, para depois socializarem no grande grupo. versão. Para promover a discussão, proponha perguntas do tipo: (a) Como cada fábula 2. Material didático: Cópias de fábulas diversas. Cartolina. Qual a atuação da raposa em cada uma?; (c) O que inicia sua narração?; (b) Piloto resolve fazer a raposa, em cada fábula, ao encontrar o empecilho para comer 3. Nesse momento, os alunos estarão refletindo sobre os valores éticos e morais pertinentes nas fábulas e de que formauvas?; (d) Como termina cada fábula?; (e) Qual das duas versões é mais as as alegorias os representam. engraçada? Por quê? Nesse momento, revise com os alunos o texto do cartaz, para, se necessário for, fazer alguma correção. 2. Material didático: Cópias da fábula A raposa e as uvas, nas versões de Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes. Cartolina, piloto. V – Eixo de ensino | ORALIDADE 3. Comentários: Comente com os alunos que a fábula “A raposa e as uvas” original foi escrita por Esopo, antes de Cristo. Mostre para os alunos o recurso 1. Escolha alguns títulos e morais de fábulas naescreva-os em tiras de cartolinas. a paródia. Essa diferença utilizado e produção de Millôr Fernandes: produzida nas partes da narrativa por este autor muda sobremaneira algumas Distribua-as com os alunos. Pergunte se eles já conhecem os títulos da história e se já conhecem a moral que finaliza as fábulas. Leve os alunos a perceberemde personagens, tempo e espaço nuances: (a) na orientação - caracterização que é comum os provérbios encerrarem fábulas. (b) na complicação – o fato que gera a narrativa; nessa fábula, as da narrativa; Questione o que pensam sobre esses estarem inacessíveis; (c) na resolução – a conseqüência da complicação; uvas provérbios, sobre o seu caráter moralizante, de ensinamento. na fábula, a s ações da raposa após ser mal sucedida na tentativa de pegar as Logo após, com base nos títulos e uvas; (d) narecebidos, os grupos tentarão a moral. provérbios avaliação- na fábula, destaca-se recontar ou criar oralmente a fábula. Em seguida, os alunos receberão a 20 21
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS 2. Material didático: Cópias de diversas fábulas.ANÁLISE LINGÜÍSTICA VII – Eixo de ensino | LEITURA E Lápis, papel. Quadro, piloto/giz. 3. Para que o aluno produza o título, é necessário que identifique a unidade temática do texto. Discuta, Os alunos alunos, as produções elaboradas por de referenciação – expressões 1. com seus deverão indicar no texto o processo eles e leve-os a perceber quais títulos melhor se articulam ao tema da fábula.ou lugar – e de adjetivação – como utilizadas para designar cada personagem Da mesma forma se dá com a produção da moral.personagens e outros elementos da narrativa: a raposa, os são descritos os cachos e as uvas nas duas versões das fábulas. Oriente-os a sistematizarem no quadro essas diferenças, para que percebam a mudança na linguagem e os efeitos | de sentido pretendidosLINGUÍSTICA E ORALIDADE. X – Eixo de ensino LEITURA, ANÁLISE pelos autores, através de questões, como: (a) Em que versão a raposa parece mais faminta? Por quê?; (b) Em que versão a linguagem está mais próxima da atualidade? 1. Distribua tiras aos alunos pedindo que eles recuperem aspectos Exemplifique. característicos do gênero fábula. Através das respostas trazidas nas tiras, o professor deverá trazer o painel da caracterização para da fábula A raposa e as uvas, nas versões de 2. Material didático: Cópias que os alunos retomem as características iniciais sobre o texto, ampliando com outras características Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes. que surgiram no decorrer dessa atividade. 3. Comentário: É importante levar os alunos a refletir sobre as possíveis 2. Material didático: Papel ofício, lápis/caneta. Painel. intenções do autor ao usar alguns adjetivos e como essas escolhas se 3. Comentários: professor, traga para o centro das pretendida. Na maioria das vezes, o uso dos artigos relacionam com a moral discussões outras características do gênero fábula, como: ou quem produz? uma raposa/a raposa) ou a forma de nomear os definidos (a) indefinidos ( (b) quem escuta/lê, atualmente, e quem escutou/leu em outras cordeiro/cordeirinhopode ser personagens ( épocas? (c) onde ) revelam aspectos importantes para encontrado esse gênero? (d) que outros textoshumor fábulas? (propagandas,de sentido. compreender o usam e a ironia entre efeitos poemas, músicas etc.) VIII – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA. XI – Eixo de ensino | ESCRITA. 1. Distribua com os alunos a fábula “O leão e o rato”, de La Fontaine. Após fazerem a leitura, mostre-os asdeverão produzir uma fábula, designar os 1. Agora, os alunos expressões utilizadas para utilizando outras alegorias – animais, objetos ou algum elemento de (referência do seu cotidiano que ). personagens leão – o rei das selvas; o grandalhão simbolize alguma virtude ou vício. Retome o alunos da caracterização. cartaz, as expressões que designam Em seguida, os painel escreverão, em um O professor deverá solicitar a personagens, respondendo as questões: (a) Por a o leão é chamado dessa (re) escrita dos textos produzidos, destacando que organização textual-discursiva dos textos (pontuação, discurso direto e o personagem e sua atuação forma?; (b) Esse fato ajudou a conhecer melhor indireto, elementos da narrativa, fábula? Explique. na marcadores de tempo-espaço, adjetivação, cadeia referencial, figuras de linguagem, dentre outros aspectos que o professor julgar necessário Material didático: cópias da fábula “O leão e o rato” (Anexo I). Cartolina, 2. e pertinente). piloto. 2. Material didático: Painel da caracterização. Papel, lápis/caneta. ser utilizada uma outra fábula. O 3. Comentários: Nessa atividade, poderá 3. Comentários: dessas produções elaboradas pelos alunos poderá sair alguma personagens – expressões importante é destacar a cadeia referencial dos paródia referentes à vida cotidiana, com personagensum personagem ao decorrer do texto. A cadeia usadas para designar reais, que representem vícios e virtudes, como alguns artistas, políticos ou sobre as pessoas nas personagens ou na maneira referencial pode sinalizar outras mudanças conhecidas. Os alunos poderão oso mais variados cenários voltados para o como narrador as encara ao longo da narrativa. humor etc. É importante manter a essência do gênero, destacando o ensinamento com o uso de alegorias, como animais, objetos, plantas, para representar vícios e virtudes humanas. Outra forma IX – Eixo de ensino | ESCRITA. de produção é solicitar aos alunos que parodiem uma mesma fábula e, daí, eleger a melhor versão. 1. Distribua aos alunos diversas fábulas, sem o título e sem a moral. Proponha os alunos a produzirem um título e uma moral para as fábulas recebidas. Após a produção, escreva no quadro as sugestões dos alunos e depois compare-as com os títulos e as morais originais. 22 23
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS VII – Eixo de ensino | LEITURAMaterial didático: Cópias de diversas fábulas. Lápis, papel. Quadro, piloto/giz. 2. E ANÁLISE LINGÜÍSTICA 3. Para que o aluno produza o título, é necessário que identifique a unidade 1. Os alunos deverão indicar no texto o processo de referenciação – expressões as produções elaboradas por eles temática do texto. Discuta, com seus alunos, utilizadas para designar cada personagem ou a perceberde adjetivaçãomelhor se articulam ao tema da fábula. Da e leve-os lugar – e quais títulos – como são descritos os personagens e outros elementos se dánarrativa: a raposa, moral. mesma forma da com a produção da os cachos e as uvas nas duas versões das fábulas. Oriente-os a sistematizarem no quadro essas diferenças, para que percebam a mudança na linguagem e de ensino | de sentido pretendidosLINGUÍSTICA E ORALIDADE. X – Eixo os efeitos LEITURA, ANÁLISE pelos autores, através de questões, como: (a) Em que versão a raposa parece mais faminta? Por quê?; (b) Em que versão a linguagem está mais próxima da atualidade? 1. Distribua tiras aos alunos pedindo que eles recuperem aspectos Exemplifique. característicos do gênero fábula. Através das respostas trazidas nas tiras, o 2. Material didático: Cópias da fábula A deverá trazer uvas, nas versões de professor raposa e as o painel da caracterização para que os alunos retomem as características iniciais sobre o texto, ampliando com outras características Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes. que surgiram no decorrer dessa atividade. 3. Comentário: É importante levar os alunos a refletir sobre as possíveis intenções do autor ao usar 2. Material didático:como essas escolhas se Painel. alguns adjetivos e Papel ofício, lápis/caneta. relacionam com a moral pretendida. Na maioria das vezes, o uso dos o centro das discussões outras 3. Comentários: professor, traga paraartigos definidos ou indefinidos ( uma raposa/a raposa) ou a forma decomo: (a) quem produz? (b) quem escuta/lê, características do gênero fábula, nomear os personagens ( cordeiro/cordeirinho ) revelam easpectosescutou/leu em outras épocas? (c) onde pode ser atualmente, quem importantes para compreender o humor e a ironia entre efeitos de sentido. encontrado esse gênero? (d) que outros textos usam fábulas? (propagandas, poemas, músicas etc.) VIII – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA. XI – Eixo de ensino | ESCRITA. 1. Distribua com os alunos a fábula “O leão e o rato”, de La Fontaine. Após fazerem a leitura, mostre-os1.asAgora, os alunos deverão produzir umaos expressões utilizadas para designar fábula, utilizando outras alegorias – personagens ( leão – o rei das selvas; o grandalhão ). ou algum elemento de referência do seu cotidiano que animais, objetos Em seguida, os alunos escreverão, em um cartaz, as expressões que designam o painel da caracterização. simbolize alguma virtude ou vício. Retome personagens, respondendo as questões: (a) Por que o leão é chamado dessa dos textos produzidos, destacando a O professor deverá solicitar a (re) escrita forma?; (b) Esse fato ajudou a conhecer melhor o personagem e suados textos (pontuação, discurso direto e organização textual-discursiva atuação na fábula? Explique. indireto, elementos da narrativa, marcadores de tempo-espaço, adjetivação, cadeia referencial, figuras de linguagem, dentre outros aspectos que o 2. Material didático: cópias da fábula “O julgar e o rato” (Anexo I). Cartolina, professor leão necessário e pertinente). piloto. 3. Comentários: Nessa atividade, poderá ser utilizada da caracterização. Papel, lápis/caneta. 2. Material didático: Painel uma outra fábula. O importante é destacar a cadeia Comentários:dos personagens – expressões 3. referencial dessas produções elaboradas pelos alunos poderá sair alguma usadas para designar um personagem aoreferentes à vida cotidiana, com personagens reais, que representem paródia decorrer do texto. A cadeia referencial pode sinalizar sobre as mudanças virtudes, como alguns maneira políticos ou outras pessoas vícios e nas personagens ou na artistas, como o narrador as encara ao longo da narrativa. alunos poderão os mais variados cenários voltados para o conhecidas. Os humor etc. É importante manter a essência do gênero, destacando o ensinamento com o uso de alegorias, como animais, objetos, plantas, para representar vícios e virtudes humanas. IX – Eixo de ensino | ESCRITA. Outra forma de produção é solicitar aos alunos que parodiem uma mesma fábula e, daí, eleger a melhor versão. 1. Distribua aos alunos diversas fábulas, sem o título e sem a moral. Proponha os alunos a produzirem um título e uma moral para as fábulas recebidas. Após a produção, escreva no quadro as sugestões dos alunos e depois compare-as com os títulos e as morais originais. 22 23
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS ANEXO I III – CARTA DO LEITOR O leão e o rato | Jean de La Fontaine Um rato, bastante perturbado, sai da sua toca. Quando olha para frente, dá de cara com um leão! Para sua sorte, o rei da selva ou teve piedade ou não estava com fome naquela hora, pois nad a f ez ao bi cho, deixando-o ir embora. Mas o bem que o leão fez foi bem pago. Quem diria que, um dia, ele iria precisar daquele insignificante A 'Carta do Leitor' é um gênero que circula no domínio jornalístico, veicula em revistas ratinho! E foi o que aconteceu. e jornais de circulação regional e nacional em uma seção específica para este fim. Caracteriza- Ao passar pela extensa floresta, se como uma carta aberta dirigida a destinatários desconhecidos. Do ponto de vista o leão caiu numa rede enganosa! organizacional geral, a carta do leitor se assemelha às cartas pessoais, que por sua vez advém Logo ele que não conhecia a do gênero epistolar, o qual obedece a elementos que contribuem para a unidade interna do traição por ser forte e corajoso! texto. As características que permeiam este gênero: texto com intencionalidade persuasiva; Fez de tudo: rugiu, esforçou-se, com formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo, corpo do texto, porém não conseguiu fugir. expressão cordial de despedida, assinatura, cidade de origem, sendo que nem todas essas partes são encontradasnão carta do leitor.o rato para E na é que aparece Esses elementos contribuem para a unidade interna do texto. Nessas seções, encontramos elementos identificadores de lugar, tempo, destinatário, acudir o grandalhão das selvas? remetente, saudação, despedida, dentre outros, que podem variar de acordo com o tipo de carta – carta pessoal, carta comercial, carta do leitor, carta aberta etc. – sendo cada uma com — Mas como você poderá me características diferentes. com diversidade se odá em razão dos propósitos comunicativos aju dar Esta esse p eq uen desses gêneros. tamanho? – pergunta o leão. O rato não responde, e começa a roer as grades da prisão. Na sua produção e versão final, a carta do leitor é composta dos elementos estruturais pertinentes a esse gênero. seus dentes finos, rompe os fios quecarta é editada antes da sua Com Contudo, ao chegar à redação, essa prendem o leão. Ele consegue libertar publicação, por uma questão de espaço físico pagando, assim, uma dívida com o tema, Com isso, aquele que um dia lhe fez bem, do jornal/revista, pertinência ao leão. prolixidade, dentre outros. Assim como as carta poderá serem sempre gratos com quem lhes ajuda. E deixa uma lição para a pessoas: de não ser publicada, até pela quantidade de cartas com o mesmo tema, ficando trabalho, quando feito com paciência, para melhor resultado do mais: mostra que o a editora a decidir qual a mais viável tem publicação. Dessa forma, a relação a força eentre o leitor (interlocutor da carta) e o jornal/revista (editor)suas que de poder a imprudência daqueles que, nervosos, tentam realizar é obrigações. assimétrica: o jornal ou revista é que decide o que será publicado, de que forma e quando. (La Fontaine, Jean de Fábulas de Esopo. Adaptação: Lúcia Tulchinski. São Paulo: Scipione, 2008) Nessas cartas, o leitor/interlocutor reivindica, solicita, critica, agradece ou elogia algo que foi publicado ou mesmo algum fato da comunidade, regional ou nacional. A linguagem é clara e objetiva, estilo simples, pessoal (emprego dos pronomes e verbos na 1ª pessoa) ou mais impessoal (empregandomais informações, procure o apêndice. Para obter pronomes e verbos na 3ª pessoa) ou ainda a possibilidade de utilizar os dois tipos de linguagem ao mesmo tempo; menor ou maior impessoalidade, de acordo com a intenção do autor, no entanto são produzidas no registro formal da língua. Quando se trata de alguma reclamação ou reivindicação, é necessário convencer os leitores e/ou ouvintes a aceitar 24 25
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS ANEXO I III – CARTA DO LEITOR O leão e o rato | Jean de La Fontaine Um rato, bastante perturbado, sai da sua toca. Quando olha para frente, dá de cara com um leão! Para sua sorte, o rei da selva ou teve piedade ou não estava com fome naquela hora, pois n ada f ez ao bich o, deixando-o ir embora. Mas o bem que o leão fez foi bem pago. Quem diria que, um dia, ele iria precisar daquele insignificante A 'Carta do Leitor' é um gênero que circula no domínio jornalístico, veicula em revistas ratinho! E foi o que aconteceu. e jornais de circulação regional e nacional em uma seção específica para este fim. Caracteriza- Ao passar pela extensa floresta, se como uma carta aberta dirigida a destinatários desconhecidos. Do ponto de vista o leão caiu numa rede enganosa! organizacional geral, a carta do leitor se assemelha às cartas pessoais, que por sua vez advém Logo ele que não conhecia a do gênero epistolar, o qual obedece a elementos que contribuem para a unidade interna do traição por ser forte e corajoso! texto. As características que permeiam este gênero: texto com intencionalidade persuasiva; Fez de tudo: rugiu, esforçou-se, com formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo, corpo do texto, porém não conseguiu fugir. expressão cordial de despedida, assinatura, cidade de origem, sendo que nem todas essas partes são encontradas na carta do leitor. Esses elementos contribuem para a unidade interna E não é que aparece o rato para acudir o grandalhão das selvas? seções, encontramos elementos identificadores de lugar, tempo, destinatário, do texto. Nessas remetente, saudação, despedida, dentre outros, que podem variar de acordo com o tipo de — Mas como você poderá me carta – carta pessoal, carta comercial, carta do leitor, carta aberta etc. – sendo cada uma com ajud ar com essecaracterísticas diferentes. Esta diversidade se dá em razão dos propósitos comunicativos pequeno tamanho? – pergunta o leão. desses gêneros. O rato não responde, e começa a roer as grades da prisão. Na sua produção e versão final, a carta do leitor é composta dos elementos estruturais Com seus dentes finos, rompe os fios que prendem o leão. Ele consegue libertarcarta é editada antes da sua pertinentes a esse gênero. Contudo, ao chegar à redação, essa aquele que um diapublicação, por uma questãouma dívida com o leão. jornal/revista, pertinência ao tema, lhe fez bem, pagando, assim, de espaço físico do Com isso, deixa uma lição para as pessoas: de serem sempre gratos com quem lhes ajuda. Epublicada, até pela quantidade prolixidade, dentre outros. Assim como a carta poderá não ser mais: mostra que o trabalho, quando feito com paciência, tem melhor resultado domais viável para publicação. de cartas com o mesmo tema, ficando a editora a decidir qual a que a força e a Dessa forma, daqueles de poder entre o tentam realizar suas carta) e o jornal/revista (editor) é imprudência a relação que, nervosos, leitor (interlocutor da obrigações. assimétrica: o jornal ou revista é que decide o que será publicado, de que forma e quando. (La Fontaine, Jean de Fábulas de Esopo. Adaptação: Lúcia Tulchinski. São Paulo: Scipione, 2008) Nessas cartas, o leitor/interlocutor reivindica, solicita, critica, agradece ou elogia algo que foi publicado ou mesmo algum fato da comunidade, regional ou nacional. A linguagem é clara e objetiva, estilo simples, pessoal (emprego dos pronomes e verbos na 1ª pessoa) ou mais Para obter mais informações,(empregando pronomes e verbos na 3ª pessoa) ou ainda a possibilidade de utilizar os impessoal procure o apêndice. dois tipos de linguagem ao mesmo tempo; menor ou maior impessoalidade, de acordo com a intenção do autor, no entanto são produzidas no registro formal da língua. Quando se trata de alguma reclamação ou reivindicação, é necessário convencer os leitores e/ou ouvintes a aceitar 24 25
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS SUGESTÕES os pontos de vista expostos, convencendo as pessoas a acreditarem no que é dito e aderirem ao DE que se reivindica. Assim, as sequências argumentativas e expositivasATIVIDADES são mais freqüentes. Outras vezes, é necessário relatar fatos ou ações em uma seqüência temporal e causal, quando I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE prevalecem as sequências narrativas. 1. Organize a turma em grupos e distribua exemplares de jornais, revistas e gibis. Oriente para que os Oalunos busquemleitor em sala de aulaleitor' e observem o contato com um gênero uso da carta do a seção 'carta do proporciona ao aluno criteriosamente para verificar em que parte desses no espaço escolar favorece a descoberta da função sua escrito. A introdução deste gênero suportes são publicadas as cartas dos leitores. Questione-os: (a) Vocês encontraram a seção em que as das pessoas escolherem este social, criando oportunidades para uma reflexão sobre o porquê pessoas expõem suaspara expressar suas opiniões, comentar algo etc., qual a sua importância no efetivo gênero idéias, sua opinião, reivindicação, reclamação etc.? (b) Encontraramcontato entre identifica essa seção? (c) Nessa seção, há alguma o nome que o veículo e leitor etc., quais temas são mais recorrentes. informação sobre as pessoas que escrevem para eles? Quais? Faça uma tabela no quadro ou cartolina para escrever os dados de cada suporte identificado por seção: Objetivos: familiarizar-se com o gênero carta do leitor, buscando compreender Nome doda e refletir sobr e as usas especificidades, assim como produzi-lo Revista Jornal Gibi adequadamente; perceber elementos estruturadores do gênero carta do leitor; ler e produzir cartas do leitor, levantando os pontos de vista e argumentos para Nome / Suporte criticar, elogiar, sugerir, indagar, solicitar ou denunciar. Nome da Seção Identificação do remetente Logo em seguida, explore os diversos nomes identificados na seção de carta do leitor. Alguns meios de comunicação apresentam essa seção como: “Correio do Cebolinha” ou algum outro personagem do gibi ou mesmo o nome do leitor, no caso dos gibis, outros veículo divulgam endereço para correspondência e o nome do leitor. É interessante levar o aluno a fazer essa comparação e análise para provocar uma reflexão de como funcionam os diferentes meios de comunicação, mesmo com o nome da mesma seção. 2. Recursos didáticos: Exemplares de jornais, revistas e gibis; Cartolina. Quadro. Piloto/Giz. 3. Comentários: O número de aulas dependerá do número de alunos e ritmo destes. As respostas deverão ser afixadas em local visível de maneira que eles percebam as diversas identificações encontradas nos veículos de comunicação à seção 'Carta do Leitor', assim como outros elementos identificadores dos leitores, como: sexo, idade, lugar de onde escrevem, profissão etc.) II – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 1. Mostre aos alunos, no mínimo, 2 modelos de carta do leitor de cada suporte de mídia. Incentive-os a lerem as cartas, logo após, pergunte em que veículo elas foram publicadas. Mostre aos alunos exemplares de carta pessoal e carta do leitor, com o intuito de identificar as características destes gêneros. Após observarem os gêneros, pergunte: (a) A carta enviada pelo leitor à redação de 26 27
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS SUGESTÕES DE ATIVIDADES os pontos de vista expostos, convencendo as pessoas a acreditarem no que é dito e aderirem ao que se reivindica. Assim, as sequências argumentativas e expositivas são mais freqüentes. Outras vezes, é necessário relatar fatos ou ações em uma seqüência temporal e causal, quando I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE prevalecem as sequências narrativas. 1. Organize a turma em grupos e distribua exemplares de jornais, revistas e gibis. O uso da carta do leitor em sala de Oriente para queao aluno o contato comaum gênero aula proporciona os alunos busquem seção 'carta do leitor' e observem escrito. A introdução deste gênero criteriosamente para verificar a descoberta da função sua são publicadas as no espaço escolar favorece em que parte desses suportes social, criando oportunidades para uma reflexão sobre Questione-os:pessoas escolherem estea seção em que as cartas dos leitores. o porquê das (a) Vocês encontraram gênero para expressar suas opiniões, comentar algo suas idéias, sua opinião, reivindicação, reclamação etc.? (b) pessoas expõem etc., qual a sua importância no efetivo contato entre o veículo e leitor etc.,Encontraram são maisque identifica essa seção? (c) Nessa seção, há alguma quais temas o nome recorrentes. informação sobre as pessoas que escrevem para eles? Quais? Faça uma tabela no quadro ou cartolina para escrever os dados de cada suporte identificado por seção: Objetivos: familiarizar-se com o gênero carta do leitor, buscando compreender Nome da Nome do Nome do e r efletir sobre as usas especificidades, assim como produzi- lo Revista Gibi Jornal adequadamente; perceber elementos estruturadores do gênero carta do leitor; ler e produzir cartas do leitor, levantando os/ pontos de vista e argumentos para Nome Suporte criticar, elogiar, sugerir, indagar, solicitar ou denunciar. Nome da Seção Identificação do remetente Logo em seguida, explore os diversos nomes identificados na seção de carta do leitor. Alguns meios de comunicação apresentam essa seção como: “Correio do Cebolinha” ou algum outro personagem do gibi ou mesmo o nome do leitor, no caso dos gibis, outros veículo divulgam endereço para correspondência e o nome do leitor. É interessante levar o aluno a fazer essa comparação e análise para provocar uma reflexão de como funcionam os diferentes meios de comunicação, mesmo com o nome da mesma seção. 2. Recursos didáticos: Exemplares de jornais, revistas e gibis; Cartolina. Quadro. Piloto/Giz. 3. Comentários: O número de aulas dependerá do número de alunos e ritmo destes. As respostas deverão ser afixadas em local visível de maneira que eles percebam as diversas identif icações encontradas nos veículos de comunicação à seção 'Carta do Leitor', assim como outros elementos identificadores dos leitores, como: sexo, idade, lugar de onde escrevem, profissão etc.) II – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 1. Mostre aos alunos, no mínimo, 2 modelos de carta do leitor de cada suporte de mídia. Incentive-os a lerem as cartas, logo após, pergunte em que veículo elas foram publicadas. Mostre aos alunos exemplares de carta pessoal e carta do leitor, com o intuito de identificar as características destes gêneros. Após observarem os gêneros, pergunte: (a) A carta enviada pelo leitor à redação de 26 27
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Busque evidenciar as características e especificidades dos etc., é semelhante às que ele envia para um jornais, revistas, gibis, rádio, TV gêneros trabalhados, explorando os pontos levantados pelos alunos. amigo? Neste momento, apresente um exemplo da carta pessoal e outro da carta do 2. Recursos didáticos: Cartolina. Piloto leitor. Continue interagindo com seu aluno, perguntando: (a) O que podemos 3. Inicie uma discussão oral baseando-se nos pontos listados nas tabelas. ver na carta pessoal? (b) Como escreve o remetente para que possamos Pontue no quadro as respostas dos alunos para que os mesmos observem as perceber de onde a carta é e quando foi produzida ( Local e data)? (c) O que se especificidades do gênero trabalhado nos modelos de carta. percebe no conteúdo da carta após a saudação? De que forma a carta foi concluída ( Despedida e assinatura)? (d) Ao ler a carta, podemos perceber o propósito dela? Faça anotações nas margens da carta pessoal dos pontos comentados pelos ensino | LEITURA. IV – Eixos de alunos. Em seguida, convide-os a observarem a carta do leitor, oriente-os de que eles irão Divida a agora a cartagrupos, distribua um seguintes questões: carta do leitor 1. observar turma em do leitor e levante as exemplar de uma “Meninos” (Anexo 1), enviada a Como a carta é iniciada? (b) Como o remetente interage com a redação da (a) um jornal pernambucano. Logo após, lance as perguntas: (a) Do que trata revista/jornal/gibi?carta? (b) essas mídias identificam o remetente? (d) Qual o o leitor em sua (c) Como O que o leitor quer propósito dessas cartas? mostrar? (c) Há alguma reivindicação ou denúncia implícita, nas entrelinhas? Qual? (d) O leitor convence você a acreditar na situação apresentada? da carta analisada, o fim de que Registre a fala dos alunos nas margens Nesse momento, você poderá identifiquem elementos, leitor, com enfoque elogios, reclamações, sugestões, utilizar outras cartas do como: solicitações, de outras estratégias mobilizadasrespostas etc. possivelmenteidéias. pelo leitor para expor suas presentes nesses gêneros. 2. Recursos didáticos: Carta do leitor (Anexo 1). Outras cartas de leitores. 3. Comentários: Aproveite esse momento para enfocar a importância dos 2. Recursos didáticos: Cartolina. Piloto/Giz. Quadro. Exemplares: carta pessoal ( argumentos dos remetentes, Anexo 1) e carta do leitor ( Anexo 2) ou cartas apresentadas pelo professor. sua importância para o convencimento do público leitor. 3. Comentários: Utilize esse momento para refletir com os alunos que, apesar do advento da internet, como o e-mail, as cartas ainda são utilizadas por interlocutores/leitores. Oriente o aluno a perceber a estrutura do gênero textual carta: (a) Local das saudações, vocativo; – Eixos de ensino |– sequênciaE ORALIDADE. V (b) corpo do texto ESCRITA argumentativa, narrativa, descritiva; (c) fecho da carta, despedidas. Pr ovocar uma reflexão acerca dos seguintes elementos: lugar, tempo, destinatário, 1. Trabalhe com seus alunos a temática da comunidade ou bairro em que mora, remetente, saudação, despedida, entre outros, e que podem ser explanados levantando algum problema pelos eles gostariam de denunciar, ou mesmo que seus produtores/leitores em diferentes posições nas cartas. O propósito reivindicar alguma obra para melhoria da comunidade, utilizando-se daessa diversidade de modelos. comunicativo da carta é o que vai definir seção carta do leitor. Cada grupo lançará seu tema e o professor deverá colocar no quadro e, por fim, oriente-os a escolherem um dos temas levantados para que possam produzir uma carta à redação do jornal. No momento da produção, – Eixo de ensino | ESCRITA, LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGÜÍSTICA. III leve os alunos a refletirem sobre: (a) O problema a ser abordado; (b) estratégias argumentativas para convencer o jornal a divulgar a denúncia ou reivindicação, como também convencer os leitores e especificidades dos 1. Neste momento, iremos confrontar as características daquela mídia de comunicação.gêneros textuais 'carta do leitor' e 'carta pessoal'. Então, pergunte aos seus Após a produção dessa carta, alunos quais elementos sãoorientá-los quanto diferentes que estão presentes aproveite o momento para semelhantes e/ou a forma do preenchimento do envelope e postá-lo,tela. Elabore texto, no correio. nestes gêneros em junto com o um quadro, seguindo este modelo: 2. Recursos didáticos: caneta, papel, envelope de carta. Semelhanças Diferenças 3. Comentários: O professore deverá escolher, em conjunto com os alunos, um Carta do leitor Carta Pessoal Carta do leitor Carta Pessoal jornal de grande circulação na cidade ou estado. Lembramos que os jornais regionais e nacionais já disponibilizam espaços interativos em sites oficiais para leitões ou alguma comunidade poder se manifestar. Assim, outra opção é utilizar o laboratório de informática e produzir um e-mail com as mesmas características da carta do leitor. 28 29
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS jornais, revistas, gibis, rádio, TV etc., é semelhante às que ele envia para um especificidades dos gêneros Busque evidenciar as características e amigo? trabalhados, explorando os pontos levantados pelos alunos. Neste momento, apresente um exemplo dadidáticos: Cartolina. Piloto do 2. Recursos carta pessoal e outro da carta leitor. Continue interagindo com Inicie umaperguntando: (a) baseando-se nos pontos listados nas tabelas. 3. seu aluno, discussão oral O que podemos ver na carta pessoal? (b) Como escreve o remetente para que possamos Pontue no quadro as respostas dos alunos para que os mesmos observem as perceber de onde a carta é e quando foi produzida ( Local e data)? (c) O que se especificidades do gênero trabalhado nos modelos de carta. percebe no conteúdo da carta após a saudação? De que forma a carta foi concluída ( Despedida e assinatura)? (d) Ao ler a carta, podemos perceber o propósito dela? Faça anotações nas margens da carta pessoal dos pontos comentados pelos IV – Eixos de ensino | LEITURA. alunos. Em seguida, convide-os a observarem a carta do leitor, oriente-os de que eles irão observar agora a1. Divida a turma em as seguintes questões: exemplar de uma carta do leitor carta do leitor e levante grupos, distribua um (a) Como a carta é iniciada? (b) Como o remetente interage com a a um jornal pernambucano. Logo após, lance as “Meninos” (Anexo 1), enviada redação da revista/jornal/gibi? (c) Como essas perguntas: (a) Do o remetente? (d) Qual o sua carta? (b) O que o leitor quer mídias identificam que trata o leitor em propósito dessas cartas? mostrar? (c) Há alguma reivindicação ou denúncia implícita, nas entrelinhas? Registre a fala dos alunos nas margens da carta analisada, você a acreditar na situação apresentada? Qual? (d) O leitor convence o fim de que identifiquem elementos, como: solicitações, elogios,você poderá utilizar outras cartas do leitor, com enfoque de Nesse momento, reclamações, sugestões, respostas etc. possivelmente presentes nesses gêneros. outras estratégias mobilizadas pelo leitor para expor suas idéias. 2. Recursos didáticos: Carta do leitor (Anexo 1). Outras cartas de leitores. 2. Recursos didáticos: Cartolina.Comentários: Aproveite esse momento para enfocar a importância dos 3. Piloto/Giz. Quadro. Exemplares: carta pessoal ( Anexo 1) e carta do leitor ( Anexo 2) ou cartas apresentadas pelo sua importância para o convencimento do argumentos dos remetentes, professor. público leitor. 3. Comentários: Utilize esse momento para refletir com os alunos que, apesar do advento da internet, como o e-mail, as cartas ainda são utilizadas por interlocutores/leitores. Oriente o aluno a perceber a estrutura do gênero textual carta: (a) LocalEixos de ensino vocativo; (b)E ORALIDADE. sequência V – das saudações, | ESCRITA corpo do texto – argumentativa, narrativa, descritiva; (c) fecho da carta, despedidas. Pr ovocar uma reflexão acerca dos seguintes elementos: lugar, tempo, destinatário, 1. Trabalhe com seus alunos a temática da comunidade ou bairro em que mora, remetente, saudação, despedida, entre outros, e que podem ser explanados levantando algum problema que eles gostariam de denunciar, ou mesmo pelos seus produtores/leitores em diferentes posições nas cartas. O propósito comunicativo da carta é o que vai definir essa diversidade de modelos. da comunidade, utilizando-se da seção reivindicar alguma obra para melhoria carta do leitor. Cada grupo lançará seu tema e o professor deverá colocar no quadro e, por fim, oriente-os a escolherem um dos temas levantados para que possam produzir uma carta à redação do jornal. III – Eixo de ensino | ESCRITA, LEITURA, ORALIDADE Eleve os alunos a refletirem sobre: (a) O problema a No momento da produção, ANÁLISE LINGÜÍSTICA. ser abordado; (b) estratégias argumentativas para convencer o jornal a 1. Neste momento, iremos confrontar as características ouespecificidades dos também convencer os leitores divulgar a denúncia e reivindicação, como gêneros textuais 'carta do leitor' e 'carta pessoal'. Então, pergunte aos seus daquela mídia de comunicação. alunos quais elementos são semelhantes e/ou diferentes que estão presentes momento para orientá-los quanto a Após a produção dessa carta, aproveite o nestes gêneros em tela. Elabore umforma doseguindo este modelo: quadro, preenchimento do envelope e postá-lo, junto com o texto, no correio. Diferenças Semelhanças 2. Recursos didáticos: caneta, papel, envelope de carta. Carta do leitor Carta Pessoal Carta 3. leitor Carta Pessoal professore deverá escolher, em conjunto com os alunos, um do Comentários: O jornal de grande circulação na cidade ou estado. Lembramos que os jornais regionais e nacionais já disponibilizam espaços interativos em sites oficiais para leitões ou alguma comunidade poder se manifestar. Assim, outra opção é utilizar o laboratório de informática e produzir um e-mail com as mesmas características da carta do leitor. 28 29
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Outro fator importante é incentivar a leitura no jornal em que fora enviado a IV – O POEMA carta ou e-mail, para daí, verificarem se foi publicado. É o momento para verificar o que acontece com as cartas ao serem publicadas, ou seja, aliterário, se diferencia da O poema, texto edição que sofrem esses textos. prosa pela sua organização no suporte utilizado para a produção escrita. Geralmente apresenta- se em versos, cada um apresentando e extensão desejada pelo poeta com objetivo| de destacar um VI – Eixo de ensino LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA. certo ritmo durante a leitura do texto. É bom lembrar que poema e poesia são unidades distintas. Podemos dizer1. O a poesia se desvela que professor poderá trabalhar com gibis, incentivando os alunos a produzirem textos direcionados a redação desta revista. Levante questões sobre qual como uma expressão cultural e criativa do personagem de história em quadrinhos ele gostaria de contar uma história e, homem, que pode se manifestar em qualquer obra de arte, como: um poema, um conto, um para a redação da revista. Daí, eles produziriam seus dessa forma, enviar romance, uma pintura, uma textos enviando sugestões para a editora. Lembrando que as cartas deverão escultura, uma ser postadas. música etc. enquanto o poema é um gênero que materializa a visão do 2. Recurso didático: gibis (que contenham seção carta do leitor), papel, poeta sobre o mundo através da expressão poética. caneta/lápis, envelope. 3. Comentários: Os alunos poderão comentar matérias exibidas em edições anteriores ou sugerir novas histórias. As cartas deverão ser revisadas em seu conteúdo, na sua ortografia e na organização do texto.Trabalhar comque esta em sala de aula é Não esqueça poemas incentivar a leitura e a produção textual deser desenvolvida através do e-mail. atividade poderá fruição. Para tanto, deve-se envolver o aluno em um clima propício para Para obter mais informações, procure o apêndice a expressão artística para que o mesmo se sinta estimulado a produzir tais textos. O poema é uma (re) criação da realidade, composto, geralmente, por versos, que podem ser agrupados em duas ou mais estrofes, tem presença do ritmo e musicalidade. Poderá ANEXO II ANEXO I ANEXO III ter rimas, assonâncias e aliterações. É comum o uso de metáforas, onomatopéias e neologismos. A linguagem do poema tem uma singularidade particular. Assim, cada palavra utilizada, cada comparação, um sinal de pontuação a disposição dos versos na página, dentre outras características, apresentam uma relevância comum, uma razão de ser. Portanto, é interessante sensibilizar os alunos para apreciar o enfoque poético, de forma que se interessem pelo gênero e leiam com prazer. No momento da produção desses textos, o professor deverá intervir apenas no ponto de vista gramatical (ortografia, concordância, coesão etc.). Devemos reconhecer que o poeta escolhe as palavras estrategicamente para expressar suas emoções e sentimentos. Objetivos: Entrar em contato com poemas, reconhecendo-os como expressões da subjetividade; perceber como os recursos não-verbais (entonação, pausas, ritmo, expressão facial, gestos) utilizados na leitura soa fundamentais no processo de (re) construção de sentidos; usar pistas textuais para (re)construir interpretações possíveis na leitura de poemas; Fonte: Jornal do Commércio, 02/06/09 verificar a organização estrutural do poema (estrofes e versos) como importante recurso na construção dos sentidos e na condução da leitura a ser realizada; observar recursos linguísticos peculiares a poemas, como: rimas, ritmo, metáforas; produzir e revisar poemas. Fonte: Jornal do Commércio, 03/06/09 Fonte: google/imagens/cartas - acesso 01/06/09 30 31
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Outro fator importante–éO POEMA a leitura no jornal em que fora enviado a IV incentivar carta ou e-mail, para daí, verificarem se foi publicado. É o momento para verificar o que acontece com poema, textoserem publicadas, ou seja, a edição O as cartas ao literário, se diferencia da que sofrem esses textos. prosa pela sua organização no suporte utilizado para a produção escrita. Geralmente apresenta- se em versos, cada um apresentando e extensão VI – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA. um desejada pelo poeta com objetivo de destacar certo ritmo durante a leitura do texto. É bom lembrar que poema e poesia são unidades 1. O professor poderá trabalhar com gibis, que a poesia se desvela a produzirem distintas. Podemos dizer incentivando os alunos textos direcionados a redação desta revista. Levante questões sobre qual como uma expressão cultural e criativa do personagem de história em quadrinhosse manifestar em qualquer homem, que pode ele gostaria de contar uma história e, dessa forma, enviar para arte, como: da revista. Daí, eles produziriam seus obra de a redação um poema, um conto, um textos enviando sugestões para a editora. Lembrando que as cartas deverão romance, uma pintura, uma escultura, uma ser postadas. música etc. enquanto o poema é um gênero que 2. Recurso didático: gibis (quevisão do poeta sobre o mundo materializa a contenham seção carta do leitor), papel, através da expressão poética. caneta/lápis, envelope. 3. Comentários: Os alunos poderão comentar matérias exibidas em edições anteriores ou sugerir novas histórias. As cartas deverão ser revisadas em seu conteúdo, na sua ortografia e na organização do texto.sala de aula é que esta Trabalhar com poemas em Não esqueça atividade poderá ser desenvolvida através a produção textual de incentivar a leitura e do e-mail. fruição. Para tanto, deve-se envolver o aluno em Para obter mais informações, procurepara a expressão artística para um clima propício o apêndice que o mesmo se sinta estimulado a produzir tais textos. O poema é uma (re) criação da realidade, composto, geralmente, por versos, que podem ser agrupados em duas ou mais ANEXO III estrofes, tem presença do ritmo e musicalidade. Poderá ter rimas, assonâncias e aliterações. É ANEXO III comum o uso de metáforas, onomatopéias e neologismos. A linguagem do poema tem uma singularidade particular. Assim, cada palavra utilizada, cada comparação, um sinal de pontuação a disposição dos versos na página, dentre outras características, apresentam uma relevância comum, uma razão de ser. Portanto, é interessante sensibilizar os alunos para apreciar o enfoque poético, de forma que se interessem pelo gênero e leiam com prazer. No momento da produção desses textos, o professor deverá intervir apenas no ponto de vista gramatical (ortografia, concordância, coesão etc.). Devemos reconhecer que o poeta escolhe as palavras estrategicamente para expressar suas emoções e sentimentos. Objetivos: Entrar em contato com poemas, reconhecendo-os como expressões da subjetividade; perceber como os recursos não-verbais (entonação, pausas, ritmo, expressão facial, gestos) utilizados na leitura soa fundamentais no processo de (re) construção de sentidos; usar pistas textuais para (re)construir interpretações possíveis na leitura de poemas; Fonte: Jornal do Commércio, 02/06/09 verificar a organização estrutural do poema (estrofes e versos) como importante recurso na construção dos sentidos e na condução da leitura a ser realizada; observar recursos linguísticos peculiares a poemas, como: rimas, ritmo, metáforas; produzir e revisar poemas. Fonte: Jornal do Commércio, 03/06/09 Fonte: google/imagens/cartas - acesso 01/06/09 30 31
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS SUGESTÕES DE ATIVIDADES III – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. trazidos pelos alunos e peça que eles desenhem algo que 1. Aproveite os poemas represente o poema escolhido. Em seguida, cada aluno deverá apresentar na frente da sala o seu desenho e os demais alunos deverão inferir de que trata o murais, quadro, paredes, 1. Prepare a sala disponibilizando diversos poemas em poema. Após algumas hipóteses levantadas, o aluno deve ler o poema. Prepare caixas surpresas, bexigas, em cordão etc. Poderá colocar um som ambiente e um mural, com o título “Belos Poemas”, e afixe os poemas trazidos pelos pedir que os alunos circulem livremente, lendo os poemas. alunos. Logo em seguida, proponha que alguns alunos leiam o poema que mais Logo após, pergunte aos alunos o que é um poema. Elenque no quadro as gostaram. Peça que os alunos justifiquem suas escolhas. Pergunte aos alunos respostas. Inicie a leitura do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius de se eles reconhecem o gênero que leram. Indague se foi uma notícia, uma Moraes, e discuta com os alunos qual o possível assunto do texto. Peça que receita, uma carta etc. Em seguida, leia um poema, destacando a entonação eles opinem sobre o presente e o futuro abordados no poema, de que forma pertinente, com ênfase em algumas palavras, a expressão facial e os gestos, as vêem expressas essas idéias. Esse poema foi musicado por Toquinho. É pausas etc. Mostre para os alunos que essa é a maneira ideal para se declamar interessante colocar a forma musicada, em CD, para que os alunos apreciem o um poema. efeito dessa musicalidade e verificar as multiformas de abordagem de um poema. 2. Recursos didáticos: Poemas vários afixados em murais, paredes, colocados em caixas, cordões etc. 3. Comentários: O2. Recursosaulas necessárias nesta sequência alunos. Cópias do poema/música número de didáticos: Poemas trazidos pelos dependerá do “Aquarela” (Anexos). Quadro, piloto/giz. Cartolina. Músicaritmopoema (CD), número de alunos na turma e do do de trabalho deles. aparelho de som. O primeiro momento dessa atividade versa sobre uma leitura de deleite, de prazer, de descoberta. P professor poderá utilizar poemas que despertam atoda a sequência 3. Comentários: O mural com os poemas deverá ficar durante dessas aulas. Essa ação poderá motivar os alunos a anexo, há algumas sugestões. atenção do aluno. No valorizar os exemplares coletados por eles mesmos. Tente discutir com os alunos sobre a definição alunos entrarem. Utilize papéis É interessante organizar a sala antes dos de coloridos e letras grandes afixados nas paredes. Lembre-se que a leitura poema. Isso leva os alunos a refletirem sobre o gênero. Indague-os por que os poemas são escritos, de que eles falam, parapoemas é essencial para ativar o gosto pela leitura desse gênero. expressiva de que servem. Durante a sequência de aulas, deixe os poemas afixados nos locais escolhidos no momento inicial, deixando espaço para os poemas trazidos pelos alunos e até produzidos, posteriormente, por eles. IV – Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE. 1. Para trabalhar a compreensão do texto, “Aquarela”, elabore algumas perguntas, como: (a) Queensinoautor nas trêsE ORALIDADE. Como surgiu II – Eixo de faz o | LEITURA primeiras estrofes? a gaivota e o que ela faz? (b) Por que o autor utiliza a expressão “Numa folha qualquer”? (c) Qual o sentido da expressão “navio de partida”? (d) Na visão do 1. Organize a sala em grupos e peça que eles escolham um poema e depois, um autor como é o “futuro”? Descreva-o com exemplos retirados do texto. (e) Qual colega do grupo para fazer a leitura expressiva do poema selecionado. Eles a relação do título com o texto do poema? Tente valorizar as respostas dos alunos. Trabalhe com as rimas, palavras que Destaque os recursos não- deverão dispor de algum tempo para ensaiar. terminam com o mesmo som. Escreva no quadro os pares utilizar no momento da declamação. verbais que os alunos poderão dessas palavras. Discuta com os alunos se as rimas enriquecem o de poemas escolhidos pelos alunos. 2. Recursos didáticos: Cópia poema, tornando-o mais interessante para o leitor e por quê. 3. Comentários: Nesse instante, o professor deverá visitar os grupos e verificar Organize a turma em pequenos grupos os entregue de cada um o poema como estão e ensaios a declamação, até para melhor poder orientá-los. “Canteiros”, de Cecília Meireles (Anexo III). Fragmente o poema, deixando Ajude-os a perceber qual a melhor entonação, quando haver pausas, algum lacunas para as seguintes palavrasgesto etc. no poema: poderão visitar a biblioteca e escolher outros outro contidas Os alunos SAUDADE – FELICIDADE – INVENTO poemas. – CONTENTAMENTO – DIA – ALEGRIA – FRAMBOESA – TRISTEZA – VIDA – PARECIDA. Objetiva-se fazer com que o aluno produza efeitos de sentido no texto e que rimem com o que está na estrofe. 32 33
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS SUGESTÕES DE ATIVIDADES III – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. 1. Aproveite os poemas trazidos pelos alunos e peça que eles desenhem algo que I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. represente o poema escolhido. Em seguida, cada aluno deverá apresentar na 1. Prepare a sala disponibilizando diversos poemas emdesenho e os demais alunos deverão inferir de que trata o frente da sala o seu murais, quadro, paredes, poema. Após algumas hipóteses levantadas, o aluno deve ler o poema. Prepare caixas surpresas, bexigas, em cordão etc. Poderá colocar um som ambiente e um mural, com o título “Belos Poemas”, e afixe os poemas trazidos pelos pedir que os alunos circulem livremente, lendo os poemas. alunos. Logo em seguida, proponha que alguns alunos leiam o poema que mais Logo após, pergunte aos alunos o que é um poema. Elenque no quadro as gostaram. Peça que os alunos justifiquem suas escolhas. Pergunte aos alunos respostas. Inicie a leitura do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius de se eles reconhecem o gênero que leram. Indague se foi uma notícia, uma Moraes, e discuta com os alunos qual o possível assunto do texto. Peça que receita, uma carta etc. Em seguida, leia um poema, destacando a entonação eles opinem sobre o presente e o futuro abordados no poema, de que forma pertinente, com ênfase em algumas palavras, a expressão facial e os gestos, as vêem expressas essas idéias. Esse poema foi musicado por Toquinho. É pausas etc. Mostre para os alunos que essa é a maneira ideal para se declamar interessante colocar a forma musicada, em CD, para que os alunos apreciem o um poema. efeito dessa musicalidade e verificar as multiformas de abordagem de um poema. 2. Recursos didáticos: Poemas vários afixados em murais, paredes, colocados em caixas, cordões etc. 2. Recursos didáticos: Poemas trazidos pelos alunos. Cópias do poema/música 3. Comentários: O número de aulas necessárias nesta sequência dependerá do número de alunos na turma e do ritmo de trabalho deles. Quadro, piloto/giz. Cartolina. Música do poema (CD), “Aquarela” (Anexos). aparelho de som. O primeiro momento dessa atividade versa sobre uma leitura de deleite, de prazer, de descoberta. P professor poderá utilizar poemas que poemas deverá ficar durante toda a sequência 3. Comentários: O mural com os despertam a atenção do aluno. No anexo, há algumas sugestões. ação poderá motivar os alunos a valorizar os exemplares dessas aulas. Essa É interessante organizar a sala antes dos alunos entrarem. Tente discutir com os alunos sobre a definição de coletados por eles mesmos. Utilize papéis coloridos e letras grandes afixados nas paredes. Lembre-se refletirem sobre o gênero. Indague-os por que os poema. Isso leva os alunos a que a leitura expressiva de poemas é essencial para ativar o gosto pela leitura desse gênero. que servem. poemas são escritos, de que eles falam, para Durante a sequência de aulas, deixe os poemas afixados nos locais escolhidos no momento inicial, deixando espaço para os poemas trazidos pelos alunos e até produzidos, posteriormente, por eles. IV – Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE. 1. Para trabalhar a compreensão do texto, “Aquarela”, elabore algumas II – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. (a) Que faz o autor nas três primeiras estrofes? Como surgiu perguntas, como: a gaivota e o que ela faz? (b) Por que o autor utiliza a expressão “Numa folha qualquer”? (c) Qual o sentido da expressão “navio de partida”? (d) Na visão do 1. Organize a sala em grupos e peça que eles escolham um poema e depois, um autor como é o “futuro”? Descreva-o com exemplos retirados do texto. (e) Qual colega do grupo para fazer a leitura relação do título com o texto do poema? a expressiva do poema selecionado. Eles deverão dispor de algum tempo Tenteensaiar. Destaque os dos alunos. Trabalhe com as rimas, palavras que para valorizar as respostas recursos não- verbais que os alunos poderão utilizar no momentoo mesmo som. Escreva no quadro os pares dessas palavras. terminam com da declamação. 2. Recursos didáticos: Cópia de poemas escolhidos pelos alunos. rimas enriquecem o poema, tornando-o mais Discuta com os alunos se as interessante para o leitor e por quê. 3. Comentários: Nesse instante, o professor deverá visitar os grupos e verificar como estão os ensaios de declamação, até apara melhorpequenos grupos e entregue a cada um o poema Organize turma em poder orientá-los. Ajude-os a perceber qual a melhor entonação, quando haver Meirelesalgum III). Fragmente o poema, deixando “Canteiros”, de Cecília pausas, (Anexo lacunas para as seguintes palavras contidas no poema: SAUDADE – outro gesto etc. Os alunos poderão visitar a biblioteca e escolher outros poemas. FELICIDADE – INVENTO – CONTENTAMENTO – DIA – ALEGRIA – FRAMBOESA – TRISTEZA – VIDA – PARECIDA. Objetiva-se fazer com que o aluno produza efeitos de sentido no texto e que rimem com o que está na estrofe. 32 33
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Logo após, sistematize as respostas no quadro, – Eixo de ensino | ORALIDADE E ESCRITA. VI fazendo listas das palavras para cada estrofe. Abra uma discussão com os alunos, utilizando as palavras escolhidas e1. Proponha para os alunos a elaborarem se rimam com o final em algo que lhes verifique se deixaram o texto coerente e um poema, baseados do verso anterior. Discuta com os alunos a característica da rima. chame a atenção. Os alunos poderão utilizar jornais, revistas ou fotos para que estimulem a enxergá-los deRecursos didáticos:do comum. poema “Aquarela” (Anexo I). Cópias do poema 2. um jeito diferente Cópias do Pensar nas imagens ou objetos em outras perspectivas, como por exemplo, lacunado. de uma “Canteiros” (Anexo III), a derrubada árvore para poder construirComentários: Lembrar de alguém que não passível de muitas interpretações, 3. uma mesa para a casa que um poema é a tenha. Oriente os alunos e faça as intervenções formais do texto. No final, peça que assim como existem poemas sem rimas, com o mesmo valor que os demais. cada aluno leia o seu texto. Para a atividade de preenchimento das lacunas, o professor poderá utilizar 2. Recursos didáticos: Jornais, revistas, fotos, objetos diversos.fique resumido só a preencher lacunas em outros poemas, de forma que não 3. Comentários: Nessa atividade objetiva-se mas produzir efeitos de sentido. uma busca de rima, estimular o olhar poético sobre O interessante é promover a interação com o que o texto diz, com coerência. cena comum. Caso alguns alunos apresentem alguma dificuldade, instigue-os a ver objetos e cenas sob outra perspectiva. Mostre que os poemas nem sempre tem formas fixas, que não precisa de rima. Afixe os poemas em um mural de produções dos alunos. | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA E ESCRITA. V – Eixo de ensino 1. Distribua cópias do poema original e peça que os alunos façam informações, procure o apêndice. Para obter mais uma leitura silenciosa, destacando em quantas estrofes o poema está dividido. Abra uma discussão com os alunos sobre por que o poema se divide em estrofes. Cada Bichinhos e o Homem Os Aquarela ComVi osiciu s de Mui nho / | Vi omciu s ição:M Vi ni ci us G. M M ora aes M .F abr i p ni ção: Toq or aes C ni pos d e or aes / d e or r / / Toq ui estrofe remete a que cena da história contada? I m agem ex t r aí da do v íd eo AQU ARE LA do s it e zi o nho www. m un dodacr i anca. com . br Utilize, agora, o poema “Por que Deus permite que as mães vão-se embora?”, de Carlos Drummond de Andrade, (Anexo II) e trabalhe com os alunos a Numa folha qualquer respeito da construção do poema sem estrofes. Leve os alunos a refletirem que desenho um navio de Eu o poema pode vir com várias estruturas e que a sua temática pode ser, além deBebendo de bem com aamigos partidaCom alguns bons vida... outros temas, voltada para um desabafo. De uma América a Em seguida, distribua com os alunos cópias do poema “Os bichinhos e Eu consigo passar num segundo o outra Giro um simples compasso Numa irmã, a mosca Nossa folha homem” de Vinícius de Moraes (Anexo I), e peça para que eles analisem a E numEu desenho façosolmundo...e círculo eu um o feia qualquerÉ amarelo E com cinco ou seis retas É mais fazer um castelo... fácil bonito temática desse poema. Como o supostamente feio (moscas, baratas, Enquanto que o mosquito tosca Um menino caminha É mais bonito besouros, carrapatos etc.) podem fazer parte de um poema de uma maneira E caminhando chega no muro Corro o logo em frente E ali lápis em torno criativa e com coerência, haja vista que as palavras não estão soltas, pois na Da mão e irmão, besouro Nosso esperar uma A me dou pela Mal sabe voar última estrofe, esses bichos têm a sua função para o homem. Levar o aluno a luva QueCom dois riscos gente é se está... E futuro faço couro O chover feito de Mal sabe voar refletir sobre o que o texto diz. E o futuro éguarda- Tenho um astronave tentamos pilotar Que chuva... uma Nossa irmã, a barata NãoSe um pinguinho de tinta tem tempo, nem piedade Bichinha mais chata NemCaitem pedacinho num hora de chegarSem da borboleta É prima Azul do papel pedir Que é uma careta Que é uma careta 2. Recursos materiais: Cópias do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius Numlicença nossa vida Muda a imagino instante Uma linda convida E depois gaivota (Anexo I).Cópias do poema “Os bichinhos e o homem” de Vinícius de Moraes A rir ou no céu... A voar chorar... Nosso irmão, o grilo Só pra chatear (Anexo I) e do poema “Por que as mães vão-se embora?”, de Carlos Drummond Nessa estradaVai voando Que vive dando estrilo não nos Conhecer ou ver imensa cabeContornando a o que Só pra chatear de Andrade (Anexo II). virá fim dela ninguémesabe O Curva Norte Sul Bem ao certo onde vai Vou com ela 3. Comentários: O interessante com essa atividade a explorar as estrofes como dar Viajando E Vamos todos o bicho-do- NumaHavaí que linda Que gostoso Istambul Pequim ou pé ele é um recurso de organização do texto, das temáticas tratadas. Essas estrofes Pinto De barco a vela Quando um passarela Coça Branco dia enfim coceira não Que um que aquarela uma dá é servem para dá ritmo ao poema. No entanto, observa-se que Drummond não brincadeira tanto céu e É Descolorirá... navegando E mar o Num beijo azul... nosso irmão utiliza em seu poema o recurso das estrofes, mas de versos dispostos Que é um outro nuvens carrapato Entre as bicho Numa folha chatoprimo-irmão um bacilo desenho um do lindo Vem surgindo Eu E qualquer sol amarelo Que é irmão tranqüilo aleatoriamente, sugerindo uma interação próxima com o leitor, com a sua Avião (Que rosa e Que é irmão tranqüilo beleza própria. Mostrar para os alunos que uma construção de um texto E comem volta colorindo Tudo grená ou seis retas cinco descolorirá!) Com suas luzesfazer um É fácil a piscar... poético não deverá ficar preso a forma de sua estrutura. castelo E o homem (Que pensa tudo que Não sabe o jantarum simples compasso saber Giro quedescolorirá!) vão Basta os bichinhos ele imaginar e está Num sereno e lindo Partindo, círculo ter eu Quando o seu dia chegar faço a gentemundo Se O quiser Quando o seu dia chegar (Que vai pousar... Ele descolorirá!)... 34 35
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Logo após, sistematize Eixo de ensinonoORALIDADE E ESCRITA. palavras VI – as respostas | quadro, fazendo listas das para cada estrofe. Abra uma discussão com os alunos, utilizando as palavras escolhidas e verifique se deixaram o texto coerentealunos a elaborarem um do 1. Proponha para os e se rimam com o final poema, baseados em algo que lhes verso anterior. Discuta com os alunos a característica da rima. chame a atenção. Os alunos poderão utilizar jornais, revistas ou fotos para que 2. Recursos didáticos: Cópias do poema “Aquarela” (Anexo I).um jeito do poemado comum. Pensar nas imagens estimulem a enxergá-los de Cópias diferente “Canteiros” (Anexo III), lacunado. ou objetos em outras perspectivas, como por exemplo, a derrubada de uma 3. Comentários: Lembrar que um poema para poder construir uma mesa para a casa de alguém que não a tenha. árvore é passível de muitas interpretações, Oriente os alunos e faça as intervenções formais do texto. No final, peça que assim como existem poemas sem rimas, com o mesmo valor que os demais. cada aluno leia o seu texto. Para a atividade de preenchimento das lacunas, o professor poderá utilizar outros poemas, de forma que nãoRecursos didáticos: a preencher lacunas em objetos diversos. 2. fique resumido só Jornais, revistas, fotos, busca de rima, mas produzir efeitos de sentido.Nessa atividadeéobjetiva-se a 3. Comentários: O interessante promover estimular o olhar poético sobre uma interação com o que o texto diz, com coerência. cena comum. Caso alguns alunos apresentem alguma dificuldade, instigue-os a ver objetos e cenas sob outra perspectiva. Mostre que os poemas nem sempre tem formas fixas, que não precisa de rima. Afixe os poemas em um V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISEproduções dos alunos. mural de LINGÜÍSTICA E ESCRITA. 1. Distribua cópias do poema original e peça que os alunos façam uma leitura Para obter mais informações, procure o apêndice. silenciosa, destacando em quantas estrofes o poema está dividido. Abra uma discussão com os alunos sobreOs Bichinhospoema se divide em estrofes. Cada por que o e o Homem Aquarela V in ici us de M or aes | Com p osi ção: Vi ni ciu s de M or aes / Toqu in C om pos i ção: Toq ui nho / Vi ni ciu s de M or aes / G. M or r a / M . F abr i zi o ho estrofe remete a que cena da história contada? I m agem ex t r aí da do v íd eo A QUA RE LA do si t e Utilize, agora, o poema “Por que Deus permite que as mães vão-se embora?”, www. m un dodacr i anca. com . br de Carlos Drummond de Andrade, (Anexo II) e trabalhe com os alunos a Numa folha qualquer respeito da construção do poema sem estrofes. Leve os alunos a refletirem que Eu desenho um navio de partida o poema pode vir com várias estruturas e que a sua temática pode ser, além de Com alguns bons amigos Bebendo de bem com a vida... outros temas, voltada para um desabafo. De uma América a outra Em seguida, distribua com os alunos cópias do poema “Os bichinhos e o Eu consigo passar num segundo homem” de Vinícius de Moraes (Anexoe tosca e peça para que Eu Numa folha qualquer Nossa irmã, a mosca É feia I), eles analisem a desenho um sol amarelo Giro um simples compasso E num círculo eu faço o mundo... temática desse poema. Como oEnquanto quebonito supostamente feio (moscas, E baratas, seis retas É mais o mosquito com cinco ou É fácil fazer um castelo... Um menino caminha besouros, carrapatos etc.) podem fazermais bonito um poema de uma maneira torno É parte de Corro o lápis em E caminhando chega no muro E ali logo em frente criativa e com coerência, haja vista que as palavras não estão soltas, e me dou uma luva Nosso irmão, besouro Da mão pois na A esperar pela gente última estrofe, esses bichos têm a sua éfunção para o homem. LevarEo aluno a Que feito de couro Mal sabe voar se faço chover Com dois riscos O futuro está... refletir sobre o que o texto diz. Mal sabe voar Tenho um guarda-chuva... E o futuro é uma astronave Que tentamos pilotar Nossa irmã, a barata Se um pinguinho de tinta Não tem tempo, nem piedade Bichinha mais chata Cai num pedacinho Nem tem hora de chegar É prima da borboleta Azul do papel Sem pedir licença 2. Recursos materiais: Cópias do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius Que é uma careta Que é uma careta Num instante imagino Uma linda gaivota Muda a nossa vida E depois convida (Anexo I).Cópias do poema “Os bichinhos e grilo Nosso irmão, o o homem” de Vinícius de Moraes A voar no céu... A rir ou chorar... (Anexo I) e do poema “Por que as QueSó pradando estrilo mães vão-se embora?”, de CarlosVai voando vive chatear Drummond Contornando a imensa Nessa estrada não nos cabe Conhecer ou ver o que virá de Andrade (Anexo II). Só pra chatear Curva Norte e Sul O fim dela ninguém sabe Vou com ela Bem ao certo onde vai dar 3. Comentários: O interessante comEessa atividade a explorar as estrofesIstambul o bicho-do-pé Que gostoso que ele é Pequim ou como Viajando Havaí Vamos todos Numa linda passarela um recurso de organização do texto,que não temáticas tratadas. EssasBranco navegando Coça das é brincadeira Quando dá coceira estrofes Pinto um barco a vela De uma aquarela Que um dia enfim servem para dá ritmo ao poema. No entanto, observa-se que Drummond não É tanto céu e mar Descolorirá... E o nosso irmão carrapato Num beijo azul... utiliza em seu poema o recurso das outro bicho chatomas de versos dispostos Que é um estrofes, Entre as nuvens Numa folha qualquer aleatoriamente, sugerindo uma interação tranqüilo Que é irmão próxima com o leitor, surgindoeum lindo E primo-irmão do bacilo Vem Avião rosa a sua com grená Eu desenho um sol amarelo (Que descolorirá!) beleza própria. Mostrar para os alunos que uma construçãoCom suas luzes a piscar... Que é irmão tranqüilo Tudo em voltatexto de um colorindo E com cinco ou seis retas É fácil fazer um castelo poético não deverá ficar preso a oformaque pensa tudo saber E homem de sua estrutura. (Que descolorirá!) Não sabe o jantar que os bichinhos vão Basta imaginar e ele está Giro um simples compasso ter Partindo, sereno e lindo Num círculo eu faço Quando o seu dia chegar Se a gente quiser O mundo Quando o seu dia chegar Ele vai pousar... (Que descolorirá!)... 34 35
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO Anexo II O gênero textual notícia alcança todas as camadas sociais, movimentando informações e, de certa forma, contribuindo para a formação de opinião dos leitores. Daí ser, esse gênero, um importante instrumento no processo de formação do leitor/interlocutor. Por ser um texto que divulga, para gr ande cont ingen te da população, um fato noticioso, este deve ser marcado pelo ineditismo, improbabilidade, interesse, apelo, empatia e o factual. Para os jor nais, quanto mais pessoas se identificarem com a (s) personagem (ns) e a situação da notícia, mais jornais serão vendidos. O texto da notícia de jornal impresso é organizado da seguinte forma: título, “lead” e corpo. A função do título é despertar no leitor o interesse pela leitura da notícia. Assim, este deve apresentar uma mensagem sucinta e, algumas vezes, surpreendente, destacando-se graficamente do texto que se segue. A importância dohtítulo é li t er at usque oottítulo mais importante Fon t e: t t p: // www. tanta . bl ogsp . com de cada caderno do jornal é chamado de 'manchete'. O lead - do inglês que significa 'guia' ou 'o que vem a frente' – sempre é encontrado no primeiro parágrafo. Refere-se a um breve relato dos fatos e deve apresentar informações essenciais que, na teoria do jornalismo, são as perguntas Anexo III básicas contidas nesta etapa que deverão ser respondidas na elaboração de uma matéria: o quê, quem, quando, onde, como e por quê. Já no corpo do texto da notícia, que correspondem aos demais parágrafos, são detalhados os fatos introduzidos pelo lead com ampliação de novas informações, organizadas em ordem cronológica ou de Canteirosimportância. (Cecília Meireles) Lembrar que as fotografias e as legendas têm sua parte na construção de sentidos do gênero notícia. Geralmente, os jornais direcionados àvocê fecho os olhos de saudade utilizam Quando penso em população menos escolarizada, a imagem como resumo da notícia. Algumas tido muita coisa, menos a felicidade à leitura do Tenho vezes a leitura das notícias resume-se título e da imagem, seja pela Correm osinteresse em ver determinada notícia. que invento pressa ou meus dedos longos em versos tristes Então, a concisão do título e a escolha estratégica das imagens como fonte de informação características desse gênero que norteiam a seleção, Nemparte doaleitor, deentrego já me traz contentamento por aquilo que me quais notícias serão lidas na íntegra. Pode ser até manhã, cedo claro feito dia mas nada do que me dizem me se sentir alegria A organização interna do texto fazcaracteriza pela presença de períodos curtos, frases na ordem direta, vocabulário usual, descrições objetivas, utilização dede framboesa Eu só queria ter no mato um gosto verbos introdutores de opinião, como falar, dizer, afirmar, assegurar, expressões circunstanciais de tempo, espaço, Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza causa etc. que orientam as informações básicas sobre o fato noticiado que está presente no Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza lead. Essas características podem ser exploradas no eixo da análise lingüística, assim como na leitura e para a produção do gênero. E deixemos de coisa, cuidemos da vida, É importante trabalhar mortenotícias atuais e sempre observar aspectos relacionados às Pois se não chega a com ou coisa parecida condições de produção, como: leitor; posicionamento ideológico do jornal,vida. compõe a sua E nos arrasta moço, sem ter visto a que linha editorial, em que a notícia foi publicada, a parcialidade da notícia, entre outros pontos. Fon t e: h t t p: / /www. ain dam el hor . com /p oesi a/ poes ias 1 1- ceci l ia- m ei r el es. ph p - acess ado em 0 1/ 0 6/ 0 9. 36 37
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO Anexo II O gênero textual notícia alcança todas as camadas sociais, movimentando informações e, de certa forma, contribuindo para a formação de opinião dos leitores. Daí ser, esse gênero, um importante instrumento no processo de formação do leitor/interlocutor. Por ser um texto que divu lga, para grande contingent e da população, um fato noticioso, este deve ser marcado pelo ineditismo, improbabilidade, interesse, apelo, empatia e o factual. Para os jor nais, quant o m ais pessoas se identificarem com a (s) personagem (ns) e a situação da notícia, mais jornais serão vendidos. O texto da notícia de jornal impresso é organizado da seguinte forma: título, “lead” e corpo. A função do título é despertar no leitor o interesse pela leitura da notícia. Assim, este deve apresentar uma mensagem sucinta e, algumas vezes, surpreendente, destacando-se Font e: ht t p :/ / www.l i t er at usgraficamente do texto que se segue. A importância do título é tanta que o título mais importante .b logs pot . com de cada caderno do jornal é chamado de 'manchete'. O lead - do inglês que significa 'guia' ou 'o que vem a frente' – sempre é encontrado no primeiro parágrafo. Refere-se a um breve relato dos fatos e deve apresentar informações essenciais que, na teoria do jornalismo, são as perguntas Anexo III básicas contidas nesta etapa que deverão ser respondidas na elaboração de uma matéria: o quê, quem, quando, onde, como e por quê. Já no corpo do texto da notícia, que correspondem aos demais parágrafos, são detalhados os fatos introduzidos pelo lead com ampliação de novas Canteiros informações, organizadas em ordem cronológica ou de importância. (Cecília Meireles) Lembrar que as fotografias e as legendas têm sua parte na construção de sentidos do Quando penso em gênero notícia.olhos de saudade você fecho os Geralmente, os jornais direcionados à população menos escolarizada, utilizam Tenho tido muita coisa, menos a felicidadeda notícia. Algumas vezes a leitura das notícias resume-se à leitura do a imagem como resumo Correm os meus dedos longos em versos tristes pressa ou interesse em ver determinada notícia. Então, a concisão título e da imagem, seja pela que invento do título e a escolha estratégica das imagens como fonte de informação características desse Nem aquilo a que gênero que norteiam acontentamento me entrego já me traz seleção, por parte do leitor, de quais notícias serão lidas na íntegra. Pode ser até manhã, cedo claro feito dia mas nada do que me dizemA organização alegria do texto se caracteriza pela presença de períodos curtos, frases me faz sentir interna Eu só queria ter no mato umdireta, de framboesa na ordem gosto vocabulário usual, descrições objetivas, utilização de verbos introdutores de opinião, como falar, dizer, afirmar, assegurar, expressões circunstanciais de tempo, espaço, Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza básicas sobre o fato noticiado que está presente no causa etc. que orientam as informações Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza lead. Essas características podem ser exploradas no eixo da análise lingüística, assim como na leitura e para a produção do gênero. E deixemos de coisa, cuidemos da vida, Pois se não chega a morte ouimportante trabalhar com notícias atuais e sempre observar aspectos relacionados às É coisa parecida E nos arrasta moço, sem ter visto a vida. como: leitor; posicionamento ideológico do jornal, que compõe a sua condições de produção, linha editorial, em que a notícia foi publicada, a parcialidade da notícia, entre outros pontos. Font e: ht t p : // www.ai nd am elh or. com / poes i a/p oesi as 11 - ceci li a- m ei r eles . php - aces s ado em 01 / 06 / 09 . 36 37
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Objetivos: compreender a notícia impressa como um relevante instrumento de reflexão Informe ao aluno que os textos informativos vêmsocial; interagir oralmente acerca dos diversos temas sobre os fatos da nossa realidade expressos em gêneros, como a reportagem, artigo de revista e que cada textoidentificar notícias, diferenciando-as de outros gêneros; apresentados nas notícias lidas; tem um nome específico, com estrutura e função social diferentes. O objetivo da utilizaçãonotícias, além das outras seções que compõem discutir sobre as temáticas mais frequentes nas da crônica limita- se à exploração do tema. o jornal impresso; inferir e levantar hipóteses sobre as temáticas das noticias a partir da leitura dos títulos de notícias e das imagens relacionadas às notícias; identificar as características peculiares do gênero, como: recursos gráficos – tipos e tamanho de letras, de imagens, informações no lead; analisar e comparar a mesma notícia em um jornal popular e um jornal II – Eixo de ensino | LEITURA. direcionado a uma elite, observando aspecto como vocabulário, extensão e ordem das frases, parcialidade no tratamento do tema etc.; produzir notícias com as características desse gênero. 1. Distribua um jornal impresso a cada grupo e trabalhe com os alunos a idéia de jornal como suporte que contém vários gêneros. Escreva no quadro as seguintes perguntas: (a) Um jornal é composto por vários cadernos, então, quantos cadernos têm o jornal que vocês estão lendo? (b) Quais temas são encontrados nesses cadernos? (c) Os cadernos publicados são os mesmos todos os diasSUGESTÕES DE ATIVIDADES da semana? (d) A extensão dos cadernos varia de acordo com os dias da semana? (e) A notícia é apenas um dos gêneros encontrados no jornal. Que outros gêneros podermos encontrar? (f)E ORALIDADE. predomina no I – Eixo de ensino | LEITURA Qual é o texto que jornal? (g) Por que são utilizados diferentes tipos de letras nos títulos dos textos? (h) A organização gráfica do a sala e afixe, em locais diversos, várias notícias recentes e peça que 1. Organize jornal (ilustrações, fotografias, gráficos, cabeçalhos de seções etc.) permite uma melhor localização das informações? os alunos circulem e leiam as notícias expostas. Após alguns minutos, tempo Os grupos deverão dispor de um tempo para responder as perguntas e, depois, que dê para eles lerem um bom número de notícias, e oriente para que eles escolher um membro do grupo para socializar as respostas. parem na notícia que mais impressionou. Logo em seguida, pergunte: (a) como é chamado esse texto que você acabou de ler? (b) Você estava lendo uma história em quadrinhos? Por que não? Quadro, piloto/giz. 2. Recursos didáticos: Diversos jornais usados e completos. (c) Qual a função desses textos que você leu? Onde podemos encontrar textos Papel, lápis/caneta. assim? (d) por que essa notícia oum bom momento para os alunos analisarem o jornal e 3. Comentários: É impressionou? conhecerem os cadernos que o compõem, como também perceber grupos e distribua a crônica “Os Após esse momento, forme pequenos os diferentes tipos de letras, os gênerosde Rubem Braga (ANEXO I). Leia junto com os alunos, abra um jornais”, textuais do domínio jornalístico, as seções, entre outros. Provavelmente os alunos irão observar que os temáticas edas notícias a partir das momento de discussão acerca das anúncios as notícias predominam, tornando-se perguntas: (a) Quais tipos para refletir predominado nos jornais? seguintes um excelente momento de notícias têm sobre o porquê desse formato.Por quê? (b) Qual o significado das expressões “Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças?” e “ A impressão que a gente tem, lendo os jornais(...) é que o 'lar é um local destinado (...) à prática de 'uxoricídio'”. (c) O que significa o termo 'uxoricídio'? III – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 1. Organize a sala em grupos e distribua a notícia “Suspeito de realizar sequestro 2. Recursos didáticos: Páginas do Recortes de notícias. Cópia da crônica de dá aula de crime a crianças” do Jornal do Commércio (Anexo I). Leia com os Rubem Braga (ANEXO I). Dicionário. alunos a notícia e faça perguntas orais para levantar hipóteses, fazer inferências e ativar o conhecimento prévio dos alunos, aulas nessa(a) Quem édependerá do número de 3. Comentários: O número de tais como: sequência o suspeito? (b) Onde, como ealunos quem elee dá ritmo de trabalho destes. agiu para na turma do aulas? (c) O Suspeito sozinho? Quem o ajudou? (d) Você alunos descobrirem o do suspeito agir, Deixe osconcorda com a formanome do gênero. Estimule a produção oral dos tanto com as crianças, como seu modo diante da sociedade? (e) máximo o alunos, de forma que eles ativem o Por que seus conhecimentos prévios sobre título da notícia está no presentegênero, como se o fato aconteceu dias antes? o do indicativo também seu nível de argumentação. Exponha notícias de diversas temáticas (políticas, esportivas, televisivas, nacionais, internacionais Registre as informações dos grupos em um cartaz. etc.) e diversos jornais. Sistematize2. Recursos didáticos: Cópias da notícia “Suspeito de realizar sequestro dá aula as respostas dos alunos em um cartaz sobre a característica inicial do gênero. Esse cartaz deverá ficar exposto na sala. a crianças” (Anexo I). Cartolina, piloto. de crime 38 39
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Objetivos: compreender a notícia impressa como um relevante instrumento de reflexão sobre os fatos da nossa realidadeInforme ao aluno que os textos informativos vêm expressos em gêneros, como social; interagir oralmente acerca dos diversos temas apresentados nas notícias lidas; identificar notícias, de revista e que de texto gêneros; a reportagem, artigo diferenciando-ascada outrostem um nome específico, com discutir sobre as temáticas mais frequentes nasfunção social diferentes. O objetivo da utilização da crônica limita- estrutura e notícias, além das outras seções que compõem o jornal impresso; inferir e levantarse à exploração do tema. hipóteses sobre as temáticas das noticias a partir da leitura dos títulos de notícias e das imagens relacionadas às notícias; identificar as características peculiares do gênero, como: recursos gráficos – tipos e tamanho de letras, de imagens, informações no lead; analisar e comparar a mesma notícia em um jornal popular e um jornal II – Eixo de ensino | LEITURA. direcionado a uma elite, observando aspecto como vocabulário, extensão e ordem das frases, parcialidade no tratamento do tema etc.; produzir notícias com as características desse gênero. 1. Distribua um jornal impresso a cada grupo e trabalhe com os alunos a idéia de jornal como suporte que contém vários gêneros. Escreva no quadro as seguintes perguntas: (a) Um jornal é composto por vários cadernos, então, quantos cadernos têm o jornal que vocês estão lendo? (b) Quais temas são encontrados nesses cadernos? (c) Os cadernos publicados são os mesmos SUGESTÕES DE ATIVIDADES dias da semana? (d) A extensão dos cadernos varia de acordo com os todos os dias da semana? (e) A notícia é apenas um dos gêneros encontrados no jornal. Que outros gêneros podermos encontrar? (f) Qual é o texto que predomina no I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. jornal? (g) Por que são utilizados diferentes tipos de letras nos títulos dos 1. Organize a sala e afixe, em locais diversos, A organização gráfica do jornalque textos? (h) várias notícias recentes e peça (ilustrações, fotografias, gráficos, cabeçalhos de seções etc.) permite uma melhor localização das informações? os alunos circulem e leiam as notícias expostas. Após alguns minutos, tempo Os grupos deverão dispor de um tempo para responder as perguntas e, depois, que dê para eles lerem um bom número de notícias, e oriente para que eles escolher um membro do grupo para socializar as respostas. parem na notícia que mais impressionou. Logo em seguida, pergunte: (a) como é chamado esse texto que você acabou de ler? (b) Você estava lendo 2. Recursos didáticos: Diversos jornais usados e completos. Quadro, piloto/giz. uma história em quadrinhos? Por que não? (c) Qual a função desses textos que Papel,leu? Onde podemos encontrar textos você lápis/caneta. assim? (d) por que essa notícia o Comentários: É um bom momento para os alunos analisarem o jornal e 3. impressionou? Após esse momento, forme pequenos grupos os distribua a crônica “Os conhecerem e cadernos que o compõem, como também perceber os jornais”, de Rubem Braga (ANEXO I). Leia junto com os os gêneros textuais do domínio jornalístico, as diferentes tipos de letras, alunos, abra um momento de discussão acerca das temáticas das notícias a partir das alunos irão observar que os anúncios e seções, entre outros. Provavelmente os seguintes perguntas: (a) Quais tipos denotícias predominam, tornando-se um excelente momento para refletir as notícias têm predominado nos jornais? Por quê? (b) Qual o significado dassobre o porquê desse formato. expressões “Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças?” e “ A impressão que a gente tem, lendo os jornais(...) é que o 'lar é um local destinado (...) à prática de 'uxoricídio'”. (c) O que significa o termo 'uxoricídio'? III – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 1. Organize a sala em grupos e distribua a notícia “Suspeito de realizar sequestro 2. Recursos didáticos: Páginas do Recortes de notícias. Cópia da crônica de dá aula de crime a crianças” do Jornal do Commércio (Anexo I). Leia com os Rubem Braga (ANEXO I). Dicionário. alunos a notícia e faça perguntas orais para levantar hipóteses, fazer 3. Comentários: O número de aulas nessa sequência dependerá do número de dos alunos, tais como: (a) Quem é o inferências e ativar o conhecimento prévio alunos na turma e do ritmo de trabalho destes.(b) Onde, como e para quem ele dá aulas? (c) O Suspeito agiu suspeito? Deixe os alunos descobrirem o nome do gênero. Estimule a produção oral dos com a forma do suspeito agir, sozinho? Quem o ajudou? (d) Você concorda alunos, de forma que eles ativem o tanto com as crianças, como seu modo diante da sociedade? (e) Por que o máximo seus conhecimentos prévios sobre o gênero, como também seu nível de da notícia está no presente notícias de se o fato aconteceu dias antes? título argumentação. Exponha do indicativo diversas temáticas (políticas, esportivas, televisivas, nacionais, internacionais cartaz. Registre as informações dos grupos em um etc.) e diversos jornais. Sistematize as respostas dos alunos em umdidáticos: Cópias da notícia “Suspeito de realizar sequestro dá aula 2. Recursos cartaz sobre a característica inicial do gênero. Esse cartaz deverá ficar de crimenacrianças” (Anexo I). Cartolina, piloto. exposto a sala. 38 39
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS 3. Comentários: Os jornais utilizam no título das notícias aluno a refletir acercaoda relação jornal 3. Comentários: Essa atividade propicia o de jornais impressos e público-alvo, fazendo com que no presente domarque a escrita propósito de estabelecer uma maior verbo essa relação indicativo com o de uma determinada notícia. O público-alvo de uma notícia é umcom ofundamentalcomo evidencia que a notícia é aproximação entre o leitor item fato, assim a se levar em conta. Observa-se, com isso, a escolha lexical e a ideologia de cada recente. jornal. Para caracterizar o gênero “notícia”, faça com os alunos uma reflexão sobre o Cada fase da caracterização lead, queser anotada em um cartaz, para deverá é o primeiro parágrafo do texto. posteriormente, ser utilizada pelo aluno na produção final. IV – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA. VI – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA. 1. Entregue aos grupos uma imagem retirada de uma notícia de jornal. Os alunos deverão fazer 1. leitura atividade, discuta com osum possível título daquelaé uma greve e a Nessa da imagem e elaborar alunos se eles sabem o que quem poderá fazê-la. Logo em seguida, entregue aleia o grupo original para verificar o grupo que mais se notícia. Logo após, cada título um papel com aproximou. os seguintes números: 1.700 – 22h – 190 mil – 5h às 8h30 e 16h às 20h – 12% - 4% - 8% - 50% - 80% .Em seguida, distribua com os grupos uma legenda de uma foto de alguma Questione seus alunos sobre o que se com legendas números em relação grupo. Cada grupo faz a leitura e, notícia, referem esses diferentes para cada ao contexto de uma greve. Após esse poderá desenhar ou recortar de algum jornal ou revista uma imagem depois, momento, distribua aos seus alunos a notícia “Metrô do Recife em greve por 2aquela legenda. Ao do Commércio que represente dias”, do Jornal término dessa tarefa, cada grupo socializa (ANEXO II) , e mande eles leremprodução. e localizar os dados relacionados a sua a notícias cada número analisado anteriormente. Os grupos deverão socializar suas respostas e verificar se Recursos didáticos: Fotos de notícias. sobre os de legendas de fotos de 2. as hipóteses e inferências levantadas Recortes números se aproximaram dos notícias e suas notícia. Revistas. Lápis de cores diversas, tesouras, cola, fatos relativos a imagens. Abra uma discussão com os alunos ofício.esses números, assim: (a) Será que a papel sobre notícia funcionaria com 3. mesmo impacto sem a presença desses números? o fato noticiado. Mostrar para o Comentários: Explorar a relação da imagem com (b) Por que há essa exposiçãoos alunos que a notícia e em outras? ou ilustração é uma das características de números na utilização de uma foto É importante levantar questões várias notícias. É interessante colocar as características encontradas no de acerca da relação do título com o texto. A palavra 'Metrô' do título se refere a quê? Quem está em greve? O Metrô ou os cartaz de caracterização. funcionários? Por que não utilizar a expressão 'funcionários do Metrô em greve'? V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 2. Recursos didáticos: Papel com os números. Cópias da notícia “Metrô do 1. Distribua com cada grupo grevenotíciadias”, do Jornal dofato, publicada em Recife em uma por 2 sobre um mesmo Commércio (ANEXO II). Papel, lápis. 3. Comentários: Os números na notícia exercem uma função discursiva de suma jornais diferentes. Escolha um jornal de cunho popular, outro voltado para um importância, pois dá credibilidade e confiabilidade ao fato noticiado. No caso ler as notícias e escrever as público de maior escolaridade. Os alunos deverão dessa notícia, os números dãodiferenças encontradas. Faça as seguintes perguntes: (a) Quais os fatos que credibilidade e precisão ao fato. É interessante merecem destaques nas duas notícias? (b) Verificou se há diferenças na trabalhar com os alunos a questão da economia do espaço para noticiar os fatos. No caso do título, a apresentação dos fatos? A linguagem utilizada pelos jornalistas é diferente? utilização do termo 'metrô' acompanhado dos funcionários, que efetivamente é Por que essas greve, surte o mesmo efeito, (c) que estão em diferenças existem? sobretudo mais contundente, pois o queoralmente para a população é o fato do Socialize interessa as conclusões de cada grupo. meio de transporte 'metro' não funcionar em tais horários por conta da grevevocabulário usual ou informal. Leve em conta que os jornais poderão utilizar dos funcionários do mesmo. As frases tendem a ser curtas para facilitar a leitura. No entanto, no jornal popular é considerável a presença do humor ou do sensacionalismo na abordagem de certas notícias, o que contraria a máxima da imparcialidade característica desse gênero. 2. Recursos didáticos: Notícias de jornais diversos. 40 41
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS 3. Comentários: Os jornais utilizam no título das notícias de jornais impressos o refletir acerca da relação jornal 3. Comentários: Essa atividade propicia o aluno a verbo no presente do indicativo e público-alvo, fazendo com que essa relação marque a escrita de uma com o propósito de estabelecer uma maior aproximação entre o leitor com o fato, assim como evidencia que a notícia uma notícia é um item fundamental a determinada notícia. O público-alvo de é recente. se levar em conta. Observa-se, com isso, a escolha lexical e a ideologia de cada Para caracterizar o gênero “notícia”, faça com os alunos uma reflexão sobre o jornal. lead, que é o primeiro parágrafo doCada fase da caracterização deverá ser anotada em um cartaz, para texto. posteriormente, ser utilizada pelo aluno na produção final. IV – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA. VI – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA. 1. Entregue aos grupos uma imagem retirada de uma notícia de jornal. Os alunos deverão fazer a leitura da imagem eatividade, discuta com os alunos se eles sabem o que é uma greve e 1. Nessa elaborar um possível título daquela notícia. Logo após, leia o título originalpoderá fazê-la. o grupo que mais se quem para verificar Logo em seguida, entregue a cada grupo um papel com aproximou. os seguintes números: 1.700 – 22h – 190 mil – 5h às 8h30 e 16h às 20h – Em seguida, distribua com os grupos uma legenda- 50% - 80% . de alguma 12% - 4% - 8% de uma foto notícia, com legendas diferentes para cada grupo. Cada grupo faz que se referem esses números em relação ao Questione seus alunos sobre o a leitura e, depois, poderá desenhar ou recortarcontexto de umaou revista uma imagem de algum jornal greve. Após esse momento, distribua aos seus alunos a que represente aquela legenda. Ao término “Metrô do Recifegrupo greve por 2 dias”, do Jornal do Commércio notícia dessa tarefa, cada em socializa sua produção. (ANEXO II) , e mande eles lerem a notícias e localizar os dados relacionados a cada número analisado anteriormente. Os grupos deverão socializar suas 2. Recursos didáticos: Fotos de notícias. Recortes de legendas de fotos de respostas e verificar se as hipóteses e inferências levantadas sobre os notícias e suas imagens. Revistas. números se cores diversas, tesouras, cola, a notícia. Lápis de aproximaram dos fatos relativos papel ofício. Abra uma discussão com os alunos sobre esses números, assim: (a) Será que a 3. Comentários: Explorar a relaçãonotícia funcionaria com noticiado. impacto sem a presença desses números? da imagem com o fato o mesmo Mostrar para os alunos que a utilização de uma foto Porilustração é uma das características na notícia e em outras? (b) ou que há essa exposição de números de várias notícias. É interessante colocar as características encontradas noda relação do título com o texto. A É importante levantar questões acerca cartaz de caracterização. palavra 'Metrô' do título se refere a quê? Quem está em greve? O Metrô ou os funcionários? Por que não utilizar a expressão 'funcionários do Metrô em greve'? V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 2. Recursos didáticos: Papel com os números. Cópias da notícia “Metrô do 1. Distribua com cada grupo uma notícia sobre um mesmo fato, do Jornal do Commércio (ANEXO II). Papel, lápis. Recife em greve por 2 dias”, publicada em jornais diferentes. Escolha um jornal de cunho Os números navoltado para um uma função discursiva de suma 3. Comentários: popular, outro notícia exercem público de maior escolaridade. Os alunos deverão ler dá credibilidade e confiabilidade ao fato noticiado. No caso importância, pois as notícias e escrever as diferenças encontradas. Faça as seguintesnotícia, os números dão credibilidade e precisão ao fato. É interessante dessa perguntes: (a) Quais os fatos que merecem destaques nas duas notícias? (b)com os alunos a questão da economia do espaço para noticiar os trabalhar Verificou se há diferenças na apresentação dos fatos? A linguagem utilizadacaso do título, aé utilização do termo 'metrô' acompanhado dos fatos. No pelos jornalistas diferente? (c) Por que essas diferenças existem? funcionários, que efetivamente é que estão em greve, surte o mesmo efeito, Socialize oralmente as conclusões de cada grupo. contundente, pois o que interessa para a população é o fato do sobretudo mais Leve em conta que os jornais poderão utilizar vocabulário usual ou informal. tais horários por conta da greve meio de transporte 'metro' não funcionar em As frases tendem a ser curtas parados funcionários doNo entanto, no jornal facilitar a leitura. mesmo. popular é considerável a presença do humor ou do sensacionalismo na abordagem de certas notícias, o que contraria a máxima da imparcialidade característica desse gênero. 2. Recursos didáticos: Notícias de jornais diversos. 40 41
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS VII – Eixo de ensino | ESCRITA. Anexo II 1. Peça para os alunos produzirem uma notícia a partir de um fato de sua comunidade. Poderá ser em grupo, de maneira que cada um fique com uma função, das imagens, manchetes, títulos, legendas etc. Em outro momento, faça a análise das produções, junto com os alunos, orientados pelas informações do cartaz de caracterização do gênero notícia. Após a revisão, oriente-os quanto à reescrita. 2. Recursos didáticos: Papel e lápis. Gravuras e fotos. 3. Comentários: Os alunos deverão ficar atentos quanto ao cartaz com a caracterização do gênero, como uma orientação. Se o professor julgar necessário, escolher algumas notícias produzidas pelos alunos e colocar em um painel, de forma que todos da escola possam ler. Para obter mais informações, procure o apêndice. Anexo I Font e: J or nal do Com m ér ci o, 06 de j unh o de 20 0 9. 42 43
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS VII – Eixo de ensino | ESCRITA. Anexo II 1. Peça para os alunos produzirem uma notícia a partir de um fato de sua comunidade. Poderá ser em grupo, de maneira que cada um fique com uma função, das imagens, manchetes, títulos, legendas etc. Em outro momento, faça a análise das produções, junto com os alunos, orientados pelas informações do cartaz de caracterização do gênero notícia. Após a revisão, oriente-os quanto à reescrita. 2. Recursos didáticos: Papel e lápis. Gravuras e fotos. 3. Comentários: Os alunos deverão ficar atentos quanto ao cartaz com a caracterização do gênero, como uma orientação. Se o professor julgar necessário, escolher algumas notícias produzidas pelos alunos e colocar em um painel, de forma que todos da escola possam ler. Para obter mais informações, procure o apêndice. Anexo I F ont e: Jor n al d o C om m ér ci o, 0 6 de ju nho d e 2 0 09 . 42 43
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS VI – TIRA EM QUADRINHOS linguístico-discursivo, o registro informal de linguagem é o mais comum, No âmbito aproximando-se da conversa cotidiana. A pontuação utilizada nessas tiras, geralmente assume um caráter expressivo que apontam emoções sentidas pelos personagens. Normalmente não há narrador, assim o leitor só conta com a expressão facial e corporal dos personagens, junto à pontuação utilizada e o que é dito pelos personagens. Outro recurso importante para manter a interatividade e o envolvimento entre leitor e texto são as onomatopeias, pois tentam imitar os sons produzidos pelos personagens e os ruídos que ocorrem no contexto da história. Portanto, ao promover o estudo do gênero tiras, na perspectiva lingüístico-discursiva, estaremos contribuindo na formação de leitores críticos, de forma lúdica e com humor. Objetivos: refletir sobre a relação entre texto verbal, não-verbal e imagens na construção de sentidos; perceber quadrinho surgiu no espaço do suporte de jornal, estendendo-se, A tira em estratégias de produção de humor quebra de expectativa, ironia, duploposteriormente, criticamente tiras, refletindo sobresites etc. social apresentada; sentido etc.; ler para revistas, livros didáticos, a crítica Esse gênero discursivo propicia produzir final coerente de diversas perspectivas,a haja vista texto verbal e efeito de narrativas e por se análises em tira, articulando entre imagem e representar pequenas humor; produzir tiras como atividade de produção e reescrita de texto. estruturar a partir de dois códigos – o verbal e o não-verbal -, aproveitando a combinação entre falas, expressões e gestos das personagens, além de privilegiar a situação contextual pelo seu aspecto Assim, a Tira em quadrinhos lida com duas importantes modalidades de interacional. comunicação: palavras e imagens. Uma modalidade deve estar em harmonia com a outra para que haja uma comunicação eficaz. SUGESTÕES DE ATIVIDADES I – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA. Nesse gênero, os personagens agem, dialogam e pensam, sendo suas falas e pensamentos apresentados através de balões. Apresenta um tgrau acentuado de informalidade 1. Dist ribua par a os alunos arjas com nomes de personagens de tiras em e de interatividade, tais como o uso de interjeições, pontuação expressiva – exclamações, quadrinhos ( Turma da Mônica, Hagar, M afalda, Níquel Náusea etc.) e reticências, interrogações alongadas etc. -, além de outros recursos gráficos, como o uso de solicite que eles se or ganizem em grupos de acordo com o nome dos negrito, tamanhos e formatos diversos de letras, de certos símbolos – estrelas, que representam personagens r ecebidos. Quest ione se os alunos conhecem os personagens dor; formatos diferentes de balões – em forma de nuvem, para pensamentos e sonhos; balões que receberam , onde podemos encont rá-los, de que personagem mais pontilhados para falas sussurradas. gostam e o porquê. Em seguida, distribua tiras variadas para os alunos. Estes irão fazer a leitura de suas tiras e analisá-las se caracteriza por ter uma narrativa contada em poucos quadros, geralmente de A Tira para verificar suas características estruturais e linguísticas. Provoque-os com as perguntas: (a) Onde podemos encontrar as um a cinco e traz no seu bojo um caráter humorístico e crítico, alcançado através de estratégias tiras? (b) Que elementos linguísticos constituem as tiras? (c) Quais recursos específicas, como a quebra de expectativa, que consiste em um final inesperado, provocando o gráficos estão presentes nas tiras? (d) As tiras utilizam recursos do humor para riso. Assim, a leitura de tiras exige a ativação de estratégias de leitura, que ativem fazer crítica social? – trabalhar a função social da crítica. conhecimentos de mundo, inferências, relações entre textos para a construção de sentidos. No momento da análise, os grupos receberão tarjas para anotarem as características formais, estruturais, linguísticas e discursivas do gênero para montagem do painel de caracterizações. As temáticas trabalhadas são, por excelência, variadas, voltadas para públicos leitores diferenciados, desde adultos até crianças. Algumas tiras realizam sátira política e social com personagens que corporificam estereótipos, alguns modos de pensar e de agir comuns em 2. Recursos didáticos: Tarjas em cartolina com nomes de personagens de tiras nossa sociedade. em quadrinhos. Cartolina, piloto. Cópias de tiras em quadrinhos. Tarjas de cartolina. Dessa forma, acreditamosComentários: O número de aulas nessa sequência dependerá do número de 3. que o caráter satírico desse gênero incentiva na formação de alunos na turma e donessa série, por possibilitar o estabelecimento de relações entre a temática e a crítica leitores ritmo de trabalho destes. Essa atividade, a princípio, servirána história narrada, de maneira que seno social subentendida para organizar os grupos e introduzi-los discutam, em sala de aula, universo dosquestões éticas, políticas, culturais, sociais etc. a atividade tenha personagens das tiras em quadrinhos. Para que 44 45
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS VI – TIRA EM QUADRINHOS No âmbito linguístico-discursivo, o registro informal de linguagem é o mais comum, aproximando-se da conversa cotidiana. A pontuação utilizada nessas tiras, geralmente assume um caráter expressivo que apontam emoções sentidas pelos personagens. Normalmente não há narrador, assim o leitor só conta com a expressão facial e corporal dos personagens, junto à pontuação utilizada e o que é dito pelos personagens. Outro recurso importante para manter a interatividade e o envolvimento entre leitor e texto são as onomatopeias, pois tentam imitar os sons produzidos pelos personagens e os ruídos que ocorrem no contexto da história. Portanto, ao promover o estudo do gênero tiras, na perspectiva lingüístico-discursiva, estaremos contribuindo na formação de leitores críticos, de forma lúdica e com humor. Objetivos: refletir sobre a relação entre texto verbal, não-verbal e imagens na A tira em quadrinho surgiu de sentidos; do suporte de jornal, estendendo-se,humor quebra de expectativa, construção no espaço perceber estratégias de produção de posteriormente, para revistas,sentido etc.; ler criticamente tiras, refletindo sobre a crítica social apresentada; ironia, duplo livros didáticos, sites etc. Esse gênero discursivo propicia análises em diversas perspectivas, haja de tira,representar pequenas narrativas e verbal e efeito de humor; produzir final coerente vista articulando entre a imagem e texto por se estruturar a partir de dois códigos – o verbal e o de produção e reescrita de texto. produzir tiras como atividade não-verbal -, aproveitando a combinação entre falas, expressões e gestos das personagens, além de privilegiar a situação contextual pelo seu aspecto Assim, a Tira em quadrinhos lida com duas importantes modalidades de interacional. comunicação: palavras e imagens. Uma modalidade deve estar em harmonia com a outra para que haja uma comunicação eficaz. DE ATIVIDADES SUGESTÕES I – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA. Nesse gênero, os personagens agem, dialogam e pensam, sendo suas falas e pensamentos apresentados através de balões. Apresenta um grau acentuado de informalidade 1. Distribua para os alunos tar jas com nomes de per sonagens de tir as em e de interatividade, tais como o uso de interjeições, pontuação expressiva – exclamações, quadrinhos ( Turma da M ônica, Hagar, Mafalda, Níquel Náusea etc.) e reticências, interrogações alongadas etc. -, além de outros recursos gráficos, como o uso de solicite que eles se organizem em gr upos de acordo com o nome dos negrito, tamanhos e formatos diversos de letras, de certos símbolos – estrelas, que representam personagens recebidos. Questione se os alunos conhecem os personagens dor; formatos diferentes de balões – em forma de nuvem, para pensamentos e sonhos; balões que receberam, onde podemos encontr á-los, de que personagem m ais pontilhados para falas sussurradas. gostam e o porquê. Em seguida, distribua tiras variadas para os alunos. Estes irão fazer a leitura de suas tiras e analisá-las para verificar suas características estruturais e A Tira se caracteriza por ter uma narrativa contada em poucos quadros, geralmente de linguísticas. Provoque-os com as perguntas: (a) Onde podemos encontrar as um a cinco e traz no seu bojo um caráter humorístico e crítico, alcançado através de estratégias tiras? (b) Que elementos linguísticos constituem as tiras? (c) Quais recursos específicas, como a quebra de expectativa, que consiste em um final inesperado, provocando o gráficos estão presentes nas tiras? (d) As tiras utilizam recursos do humor para riso. Assim, a leitura de tiras exige a ativação de estratégias de leitura, que ativem fazer crítica social? – trabalhar a função social da crítica. conhecimentos de mundo, inferências, relações entre textos para a construção de sentidos. No momento da análise, os grupos receberão tarjas para anotarem as características formais, estruturais, linguísticas e discursivas do gênero para montagem do painel de caracterizações. As temáticas trabalhadas são, por excelência, variadas, voltadas para públicos leitores diferenciados, desde adultos até crianças. Algumas tiras realizam sátira política e social com personagens que corporificam estereótipos, alguns modos de pensar e de agir comuns em 2. Recursos didáticos: Tarjas em cartolina com nomes de personagens de tiras nossa sociedade. em quadrinhos. Cartolina, piloto. Cópias de tiras em quadrinhos. Tarjas de cartolina. Dessa forma, acreditamos que o Comentários: Odesse gênero incentiva na formação de 3. caráter satírico número de aulas nessa sequência dependerá do número de leitores nessa série, por possibilitar alunos na turma e do ritmo de trabalhotemática e a crítica o estabelecimento de relações entre a destes. social subentendida na história narrada, de maneira que seservirá para organizar de grupos e introduzi-los no Essa atividade, a princípio, discutam, em sala os aula, questões éticas, políticas, culturais,universo dos personagens das tiras em quadrinhos. Para que a atividade tenha sociais etc. 44 45
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS provocar o humor e sentido. Depois, produzirão a linguagem verbal node humor, mas também tiras que êxito, é importante distribuir não só tiras último balão. fazem crítica social. Se necessário, leve para a sala alguns suportes onde essas tiras se ancoram, como: gibis, jornais e revistas, livros até na internet. Veja nos anexos II e III exemplos de tira com predominância da linguagem não-verbal. II – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA. 1. Distribua aos grupos tiras de personagens diversos, coladas em um papel. Os 2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel,enfocar os personagens através do seu comportamento e das alunos deverão caneta, lápis. 3. Comentários: Essa atividade propicia o trabalhoem seguida, eles texto verbal e as tiras, identificando e suas atitudes. Logo com a leitura do irão analisar listando traços da personalidade de cada personagem enfocado. Ap ó s es sa não-verbal, formas características desse gênero, que vai além das entrelinhas, análise, os alunos farão uma lista e apresentarão para a sala. Promova uma toda a leitura das imagens, efeitos gráficos etc. discussão acerca dessas personalidades. Em seguida, selecione três tiras de personagens diferentes e distribua aos alunos. O último balão destas tiras deverá estar vazio. Estimule os alunos, em grupo, a fazerem um final para as V – Eixo de ensino |oESCRITA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. tiras, completando balão, utilizando o humor e a produção de sentido do texto. Para finalizar essa atividade, utilize as tiras originais e mostre aos alunos para 1. Solicite aos grupos que escolham o personagem de que mais gostaram. Após esse momento, oriente-os a ampliar os diálogos presentes nas tiras finais que que eles façam a comparação com os escolhidas,produziram, verificando se desenvolvendo uma história, com final a cargo dos alunos. quebras de expectativas. produziram humor através das Com as produções feitas, os alunos socializarão a produção de texto de cada grupo. Em seguida, peça Recursos didáticos: Tiras em suas tiras, criando Papel, lápis e caneta. 2. aos alunos que produzam quadrinhos diversos. personagens, dando-lhes nomes, características pessoaistrabalhar um pouco a história dos personagens 3. Comentários: É interessante e ideológicas, que produzam histórias com críticas sociais, de forma humorada. das tiras. Observe se os alunos percebem quando se dá a quebra de 2. Recursos didáticos: Papel, expectativa, e, por conseguinte, como se constrói o humor a partir dessa lápis. 3. Comentários: Oriente-os quebra. Vejagestos, à expressão, da tira em quadrinho de Mônica, Cebolinha quanto aos o caso, por exemplo, os objetos, os e Cascão, no Anexo II. cenários como recursos que reproduzem as imagens das tiras. Trabalhe a reescrita, pois esse trabalho deverá ser afixado em um painel, na sala. III– Eixo de ensino | ESCRITA. 1. Com a sala organizada em grupos, distribua algumas tiras com seus balões sem nenhuma fala. Como já foi trabalhado sobre os personagens, peça para os alunos produzir as falas dos personagens, verificando a coerência que se estabelece dos elementos verbais e não-verbais, produzindo humor e sentido. 2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, lápis e caneta. 3. Comentários: Lembre aos alunos que a produção do texto verbal das tiras é próxima da conversação informal, pois se assemelha ao diálogo face a face, como pode ser verificado no anexo I. IV – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA. 1. Nessa atividade, entregue aos grupos tiras com presença da linguagem não- verbal nos primeiros balões e, no último quadro, com um balão vazio, no qual os alunos darão voz, fazendo a leitura dos elementos não-verbais, além de 46 47
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS êxito, é importante distribuir não só tiras de o humormas também tiras que provocar humor, e sentido. Depois, produzirão a linguagem verbal no último fazem crítica social. Se necessário, leve para a sala alguns suportes onde balão. essas tiras se ancoram, como: gibis, jornais e revistas, livros até na internet. Veja nos anexos II e III exemplos de tira com predominância da linguagem não-verbal. II – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA. 1. Distribua aos grupos tiras de personagens diversos, coladas em um papel. Os alunos deverão enfocar os personagens através do seu comportamento e dascaneta, lápis. 2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, suas atitudes. Logo em seguida, Comentários: Essa atividade propicia o trabalho com a leitura do texto verbal e 3. eles irão analisar as tiras, identificando e listando traços da personalidade de cada personagem enfocado. A p ó s e ss a não-verbal, formas características desse gênero, que vai além das entrelinhas, análise, os alunos farão uma lista e apresentarão para a sala. Promova uma toda a leitura das imagens, efeitos gráficos etc. discussão acerca dessas personalidades. Em seguida, selecione três tiras de personagens diferentes e distribua aos alunos. O último balão destas tiras deverá estar vazio. Estimule os alunos, em grupo, a fazerem um final para as tiras, completando o balão,LINGUÍSTICA. V – Eixo de ensino | ESCRITA E ANÁLISE utilizando o humor e a produção de sentido do texto. Para finalizar essa atividade, utilize as tiras originaisque escolham alunos para de que mais gostaram. Após 1. Solicite aos grupos e mostre aos o personagem que eles façam a comparação com os finais que produziram, verificando se esse momento, oriente-os a ampliar os diálogos presentes nas tiras escolhidas, produziram humor através das quebras de expectativas. história, com final a cargo dos alunos. desenvolvendo uma Com as produções feitas, os alunos socializarão a produção de texto de cada 2. Recursos didáticos: Tiras em quadrinhos diversos. Papel, lápis e alunos que produzam suas tiras, criando grupo. Em seguida, peça aos caneta. personagens, dando-lhes nomes, características pessoais e ideológicas, que 3. Comentários: É interessante trabalhar um pouco a história dos personagens produzam histórias com críticas sociais, de forma humorada. das tiras. Observe se os alunos percebem quando se dá a quebra de expectativa, e, por conseguinte, como se constrói Papel, lápis. partir dessa 2. Recursos didáticos: o humor a quebra. Veja o caso, por exemplo, da tira em quadrinho de Mônica,aos gestos, à expressão, os objetos, os 3. Comentários: Oriente-os quanto Cebolinha e Cascão, no Anexo II. cenários como recursos que reproduzem as imagens das tiras. Trabalhe a reescrita, pois esse trabalho deverá ser afixado em um painel, na sala. III– Eixo de ensino | ESCRITA. 1. Com a sala organizada em grupos, distribua algumas tiras com seus balões sem nenhuma fala. Como já foi trabalhado sobre os personagens, peça para os alunos produzir as falas dos personagens, verificando a coerência que se estabelece dos elementos verbais e não-verbais, produzindo humor e sentido. 2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, lápis e caneta. 3. Comentários: Lembre aos alunos que a produção do texto verbal das tiras é próxima da conversação informal, pois se assemelha ao diálogo face a face, como pode ser verificado no anexo I. IV – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA. 1. Nessa atividade, entregue aos grupos tiras com presença da linguagem não- verbal nos primeiros balões e, no último quadro, com um balão vazio, no qual os alunos darão voz, fazendo a leitura dos elementos não-verbais, além de 46 47
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Anexo I APÊNDIC E I – CRÔNICAS As crônicas podem ser encontradas em jornais, revistas e internet. Algumas delas são compiladas em livros. A seguir, algumas obras, como: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. São Paulo: Ática, 2002. ASSIS, Machado de. Fuga do Hospício. São Paulo: Ática, 203. (Coleção Para Gostar de Ler). BORBA FILHO, Hermilo. Louvações, encantamento e outras crônicas. Recife: Bagaço, 2000. NOVAIS, Carlos Eduardo et al. Crônicas 6. São Paulo: Ática, 2002. SÁ, Jorge de. Crônica. São Paulo: Ática. SABINO, Fernando. Cara ou coroa? São Paulo: Ática, 2000. ( Coleção Para Gostar de Ler). VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. Sites: http://www.almacarioca.com.br/cronicas.htm http://www.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nica http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/index.htm http://www.pensador.info/p/cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/1/ Anexo II Pesquisa: CANDIDO, Antonio et al. A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas/Rio de Janeiro: UNICAMP, 1992. II – FÁBULA As fábulas poderão ser encontradas em: ESOPO. Fábulas. São Paulo; Martin Claret, 2006. FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1997. FERNANDES, Millôr. Novas Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007. LA FONTAINE, Jean de. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2005. LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo; Brasiliense, 1995. MORAVIA, Alberto. Histórias da pré-história. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Editora 34, 2003. Sites: http://www.contandohistoria.com/fabulas.htm. http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/ Anexo III http://www.helenamonteiro.com/fabulas/fabulas.htm http://www.angela-lago.com.br/3FabulaA.html http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bula http://www.metaforas.com.br/infantis/default.asp Pesquisa: DEZOTTI, Maria Celeste Consolin. A tradição da fábula: de esopo a La Fontaine. São Paulo: IMESP, 2003. FÁVERO, Leonor Lopes. Paródia e dialogismo. In: BARROS, Diana Luz Pessoa & FIORIN, José Luiz (org.). Dialogismo, polifonia e intertextualidade: em torno de Mikhail Bakhtin. São Paulo: EDUSP, 2003. Sites: BAGNO, Mascos. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2005/ F ont e: www. m on ica. com . br / com i cs/ t i r in has .h t m - aces s ado em 01 / 06 / 09 F ont e: www. m on ica. com . br / com i cs/ t i r in has .h t m - aces s ado em 01 / 06 / 09 F ont e: www. m on ica. com . br / com i cs/ t i r in has .h t m - aces s ado em 01 / 06 / 09 48 49
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Anexo I APÊNDICE I – CRÔNICAS As crônicas podem ser encontradas em jornais, revistas e internet. Algumas delas são compiladas em livros. A seguir, algumas obras, como: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. São Paulo: Ática, 2002. ASSIS, Machado de. Fuga do Hospício. São Paulo: Ática, 203. (Coleção Para Gostar de Ler). BORBA FILHO, Hermilo. Louvações, encantamento e outras crônicas. Recife: Bagaço, 2000. NOVAIS, Carlos Eduardo et al. Crônicas 6. São Paulo: Ática, 2002. SÁ, Jorge de. Crônica. São Paulo: Ática. SABINO, Fernando. Cara ou coroa? São Paulo: Ática, 2000. ( Coleção Para Gostar de Ler). VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. Sites: http://www.almacarioca.com.br/cronicas.htm http://www.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nica http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/index.htm http://www.pensador.info/p/cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/1/ Anexo II Pesquisa: CANDIDO, Antonio et al. A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas/Rio de Janeiro: UNICAMP, 1992. II – FÁBULA As fábulas poderão ser encontradas em: ESOPO. Fábulas. São Paulo; Martin Claret, 2006. FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1997. FERNANDES, Millôr. Novas Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007. LA FONTAINE, Jean de. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2005. LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo; Brasiliense, 1995. MORAVIA, Alberto. Histórias da pré-história. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Editora 34, 2003. Sites: http://www.contandohistoria.com/fabulas.htm. Anexo III http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/ http://www.helenamonteiro.com/fabulas/fabulas.htm http://www.angela-lago.com.br/3FabulaA.html http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bula http://www.metaforas.com.br/infantis/default.asp Pesquisa: DEZOTTI, Maria Celeste Consolin. A tradição da fábula: de esopo a La Fontaine. São Paulo: IMESP, 2003. FÁVERO, Leonor Lopes. Paródia e dialogismo. In: BARROS, Diana Luz Pessoa & FIORIN, José Luiz (org.). Dialogismo, polifonia e intertextualidade: em torno de Mikhail Bakhtin. São Paulo: EDUSP, 2003. Sites: BAGNO, Mascos. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2005/ F ont e: www. m oni ca. com . br / com ics / t ir i nh as. h t m - aces s ado em 0 1 /0 6 /0 9 F ont e: www. m oni ca. com . br / com ics / t ir i nh as. h t m - aces s ado em 0 1 /0 6 /0 9 F ont e: www. m oni ca. com . br / com ics / t ir i nh as. h t m - aces s ado em 0 1 /0 6 /0 9 48 49
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS III – CARTA DO LEITOR VI – TIRA EM QUADRINHOS As cartas do leitor podem ser encontradas em jornais, revistas e alguns gibis. Abaixo alguns onde de Algumas sugestões sites encontrar esse gênero revistas: textual: Livros: Sites: QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003. http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT787092-2119,00.html SOUZA, Maurício de. Mônica: superaventuras. Rio de janeiro: Globo, 2003. http://www.terra.com.br/istoe/ http://www.cartanaescola.com.br/ Sites: http://www.revistaveja.com.br http://www.mafalda.net/ http://www.mafalda.com.br Pesquisa: http://www.tirasdoedi.blogspot.com/ BRONCKART, Jean-Paul. Sequências e outras formas de planificação.In: Atividades de linguagem, http://www.sobresites.com/quadrinhos/tiras.htm textos e discursos. São Paulo:EDUSP, 1999. http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira232.htm LEAL, Telma Ferraz. Produção de textos na escola: a argumentação em textos escritos por http://www.comunicacaoempresarial.com.br/comunicacaoempresarial/humor/tiras.htm crianças.Recife: UFPE, 2004. (Tese de Doutorado) MELO, Cristina Teixeira Vieira de. Carta à redação: uma abordagem discursiva. Campinas/SP: UNICAMP, 1999. Pesquisa: www.gel.org.br/.../piadas-e-tiras-em-quadrinhos-119.pdf?... IV – POEMA www.filologia.org.br/.../a_heterogeneidade_de_discursiva_e_o_humor_nas_tiras_em_jose_ricardo_car valho.pdf Seguem algumas sugestões onde encontrar poemas: Livros: Livros: AGUILERA, Vanderci de Andrade. Tira cômica: uma leitura na escola. Estudos Linguísticos XXVI. CAPPARELLI, Sergio & GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Poemas para crianças. Porto Alegre:L&PM Anais de Seminários do GEL, 1997. Editores, 2003. IANNONE, Leila R. & IANNONE, Roberto A. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo; Moderna, 1994. MEIRELLES, Cecília. Ou isto ou aquilo. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. MORAES, Vinicius de. A arca de Noé. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. MENDONÇA, Márcia. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: DIONISIO, Ângela; MACHADO, Anna Raquel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros textuais2000. PAES, José Paulo. Poemas para Brincar. São Paulo: Ática, e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. Sites: POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas/SP: Mercado de Letras, 2002. http://www.recadosonline.com/poemas.html http://www.pensador.info/p/poemas_famosos/1/ http://www.contos.poesias.nom.br/poetasfamosos/poetasfamosos.htm http://jornaldepoesia.jor.br/infan.html http://www.sobresites.com/poesia/ Pesquisa: CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.Disponível em < http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/artigos/art021.htm> acesso em 28/05/2009. LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986. PINHEIRO, Hélder. Poesia na sala de aula. João Pessoa/PB: Idéia, 2002. V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO As notícias podem ser encontradas em jornais e revistas, em programas de rádio, TV e sites. Muitos Jornais possuem suas notícias publicadas na internet. Pesquisa: BARBOSA, J.P. Do professor suposto pelos PCNs ao professor real de língua portuguesa: são os PCNs praticáveis? In: ROJO, Roxane (org.). A prática da linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. São Paulo: EDUC; Campinas: Mercado de Letras, 2000. FARIA, Maria Alice. Como usar o jornal em sala de aula.São Paulo: Contexto, 1996. ________. O jornal em sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997. ________. Para ler e fazer jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002. http://www.jornalescolar.org.br http://www.jornaldenoticias.com/ http://www.estadao.com.br/home/index.shtm 50 51
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    ENSINO FUNDAMENTAL –ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS III – CARTA DO LEITOR VI – TIRA EM QUADRINHOS As cartas do leitor podem ser encontradas em jornais, revistas e alguns gênero textual: Algumas sugestões onde encontrar esse gibis. Abaixo alguns sites de revistas: Sites: Livros: QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003. http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT787092-2119,00.html http://www.terra.com.br/istoe/ SOUZA, Maurício de. Mônica: superaventuras. Rio de janeiro: Globo, 2003. http://www.cartanaescola.com.br/ http://www.revistaveja.com.br Sites: http://www.mafalda.net/ Pesquisa: http://www.mafalda.com.br http://www.tirasdoedi.blogspot.com/ BRONCKART, Jean-Paul. Sequências e outras formas de planificação.In: Atividades de linguagem, http://www.sobresites.com/quadrinhos/tiras.htm textos e discursos. São Paulo:EDUSP, 1999. http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira232.htm LEAL, Telma Ferraz. Produção de textos na escola: a argumentação em textos escritos por http://www.comunicacaoempresarial.com.br/comunicacaoempresarial/humor/tiras.htm crianças.Recife: UFPE, 2004. (Tese de Doutorado) MELO, Cristina Teixeira Vieira de. Carta à redação: uma abordagem discursiva. Campinas/SP: UNICAMP, 1999. Pesquisa: www.gel.org.br/.../piadas-e-tiras-em-quadrinhos-119.pdf?... IV – POEMA www.filologia.org.br/.../a_heterogeneidade_de_discursiva_e_o_humor_nas_tiras_em_jose_ricardo_car valho.pdf Seguem algumas sugestões onde encontrar poemas: Livros: Livros: AGUILERA, Vanderci de Andrade. Tira cômica: uma leitura na escola. Estudos Linguísticos XXVI. CAPPARELLI, Sergio & GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Poemas para crianças. Porto Alegre:L&PM Anais de Seminários do GEL, 1997. Editores, 2003. IANNONE, Leila R. & IANNONE, Roberto A. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo; MEIRELLES, Cecília. Ou isto Moderna, 1994. ou aquilo. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. MORAES, Vinicius de. A arca MENDONÇA, Márcia. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: DIONISIO, Ângela; de Noé. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. PAES, José Paulo. Poemas para Brincar. São Anna Raquel; 2000. MACHADO, Paulo: Ática, BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. Sites: POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas/SP: Mercado de http://www.recadosonline.com/poemas.html Letras, 2002. http://www.pensador.info/p/poemas_famosos/1/ http://www.contos.poesias.nom.br/poetasfamosos/poetasfamosos.htm http://jornaldepoesia.jor.br/infan.html http://www.sobresites.com/poesia/ Pesquisa: CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.Disponível em < http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/artigos/art021.htm> acesso em 28/05/2009. LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986. PINHEIRO, Hélder. Poesia na sala de aula. João Pessoa/PB: Idéia, 2002. V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO As notícias podem ser encontradas em jornais e revistas, em programas de rádio, TV e sites. Muitos Jornais possuem suas notícias publicadas na internet. Pesquisa: BARBOSA, J.P. Do professor suposto pelos PCNs ao professor real de língua portuguesa: são os PCNs praticáveis? In: ROJO, Roxane (org.). A prática da linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. São Paulo: EDUC; Campinas: Mercado de Letras, 2000. FARIA, Maria Alice. Como usar o jornal em sala de aula.São Paulo: Contexto, 1996. ________. O jornal em sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997. ________. Para ler e fazer jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002. http://www.jornalescolar.org.br http://www.jornaldenoticias.com/ http://www.estadao.com.br/home/index.shtm 50 51
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