SlideShare uma empresa Scribd logo
Literatura Romântica  John Everett Millais, Ofélia
Indicadores de aprendizagem Explica o contexto do aparecimento do Romantismo. Caracteriza o Romantismo.
O Romantismo foi um movimento cultural que surgiu inicialmente na Grã-Bretanha e na Alemanha, como reacção ao culto da razão do Iluminismo, um pouco mais tarde em França.  Mas foi na França, mais precisamente a partir da Revolução Francesa de 1789, que o novo movimento ganhou proporções revolucionárias.  O romantismo foi burguês e proclamou os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. O Romantismo está relacionado com o surgimento de um novo público leitor, os burgueses, que liam jornais vendidos a preço acessíveis. A elevação do poder de compra da classe média e um sistema de impressão de livros em escala industrial propiciaram o alargamento do mercado consumidor.  A nova relação entre escritor e público provoca proximidade entre o artista e o consumidor, trazendo novos estilos, novos significados estéticos e novos géneros literários. Em termos sociais, a nobreza perde o poder político e económico, e a burguesia dita novos valores. A euforia provocada pela Revolução Francesa, associada à liberdade de ascensão económica e individual, é o suporte e a inspiração de uma literatura de emoções individuais.  A literatura torna-se sinónimo de diversão, ou então, de fuga do real (sonho) onde nada é absoluto. Adaptado
Contexto histórico do Romantismo O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas pela : Revolução Industrial  que modificou as antigas relações económicas, estabelecendo na Europa uma nova organização política e social que muito influenciaria os tempos modernos.  A revolução industrial permitiu a ascensão da burguesia ao poder político, no plano social formaram-se  duas classes distintas e antagónicas,:burguesia capitalista industrial e o proletariado Revolução Francesa   que defende os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, a valorização do indivíduo, a valorização dos direitos naturais e o consequentemente o  questionamento das estruturas da monarquia absoluta. A derrocada da aristocracia permitiu não apenas a extinção dos privilégios seculares, mas também o fim das barreiras rígidas entre as classes sociais. Um novo sentido de vida, baseado na livre iniciativa, exalta a audácia, a competência e os méritos pessoais de cada indivíduo, independentemente dos seus títulos e dos seus antepassados.
Desenvolvimento da  alfabetização  empreendido pelos revolucionários. Todo o cidadão precisa ter acesso à leitura, até para conhecer as proclamações do novo regime. Assim irá surgir um novo público leitor, mais diversificado e numeroso. Este público consome livros de forma intensa. E os escritores, até então dependentes do mecenato, vêem que podem sobreviver apenas com a venda de suas obras, agora transformadas em mercadoria de larga aceitação. Surge assim, o romance, forma mais acessível de manifestação literária; o teatro ganha novo impulso, abandonando as formas clássicas e  inspirando-se  em temas nacionais.
Na literatura, destaquemos: Lord Byron 1788 - 1824 Goethe 1749 - 1832 Victor Hugo “ Os miseráveis” 1802 - 1885
Jane Austen Émile Bronte  “ O monte dos vendavais” Vídeo “ Orgulho e  Preconceito ”
Almeida Garrett 1799 - 1854 Camilo Castelo Branco 1825 - 1820
Em Portugal, a literatura procura também as raízes de uma nova identidade que legitime o nacionalismo liberal. Recorre-se à História para legitimar a fundação de uma nova consciência e de uma nova identidade. O romance histórico é um género muito apreciado em Portugal, tal como no resto da Europa. Alexandre Herculano 1810 - 1877 Vídeos: “Amor de Perdição”
Em que consiste o Romantismo? Como se caracteriza?
O Romantismo foi uma corrente artística literária e filosófica. Um modo de vida, maneira de sentir e pensar,  que exaltou o instinto e privilegiou as emoções contra a razão e que  estava centrada no indivíduo.  Representou na literatura e na arte em geral, os anseios da classe burguesa que, na época, estava em ascensão.
Não te amo, quero-te: o amor vem da alma.            E eu na alma – tenho a calma,            A calma – do jazigo.            Ai! Não te amo, não. Não te amo, quero-te: o amor é vida.            E a vida – nem sentida            A trago eu já, comigo.            Ai, não te amo, não! Ai! Não te amo, não; e só te quero            De um querer bruto e fero            Que o sangue me devora,            Não chega ao coração. Almeida Garret, Folhas Caídas , 1853 (excerto)   Poema romântico:
“ Está decidido, Charlotte, desejo morrer.(...) Quando leres esta carta, minha querida, a terra fria já estará cobrindo os restos rígidos deste infeliz, deste homem desassossegado que nos seus últimos momentos de vida não conhece doçura maior do que falar contigo. “ Lord Byron  Já é tempo do meu coração não se comover porque aos outros já deixei de emocionar mas embora eu não possa ser amado que possa pelo menos amar.
Às vezes não compreendo como outro possa amá-la, tenha o direito de amá-la, quando eu, somente eu a amo com tanta ternura, tão profundamente, não pensando em outra coisa, querendo apenas esse amor, e não possuindo nada além dele.   Byron “ Oh! na flor da beleza arrebatada, Não há de te oprimir tumba pesada; Em tua relva as rosas criarão Pétalas, as primeiras que virão, E oscilará o cipreste em branda escuridão ” Byron Simão Botelho  foi o homem que durante toda a sua vida amou, perdeu-se  e morreu amando. Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
Como a sua imagem me persegue! Ela toma conta de toda a minha alma, quer esteja desperto, quer sonhando. Aqui, quando fecho os olhos, aqui, atrás de minha fronte, onde se concentra a visão interior, encontram-se os seus olhos negros. Exactamente nesse lugar! Não sei como exprimir-te isso melhor. Quando fecho os meus olhos, os dela estão lá; descansam diante de mim, como um mar, como um abismo, preenchendo todo o meu sentir.   Byron
Características do Romantismo Culto do eu Indivíduo arrebatado pela paixão, consumido pela dor, solidão e melancolia Expressou-se na figura do herói romântico que é um ser que se abandona às emoções violentas e rompe com as normas morais e sociais.
Idealização da mulher amada A Mulher Amada   apresenta-se pálida, sombria, doentia, virgem, etérea, transparente,  nívea, angelical, trémula, gélida. Predomínio dos amores impossíveis  A mulher amada surge como um ser inatingível
Da superfície da terra elevava as minhas ideias a todos os seres da natureza. Então, perdido o espírito nessa imensidão, não pensava, não raciocinava, não filosofava. Sentia-me, sentia-me com uma espécie de voluptuosidade. (...) Amava perder-me com a imaginação no espaço. Sufocava-me com o universo e gostaria de lançar-me ao infinito. Byron
Exaltação da natureza A natureza é a sua principal fonte de inspiração. A natureza  assume múltiplos significados: ora é uma extensão da pátria, ora é um refúgio à vida atribulada dos centros urbanos do século XIX ,  ora é um prolongamento do próprio poeta e de seu estado emocional.
Vinte anos! derramei-os gota a gota Num abismo de dor e esquecimento... De fogosas visões nutri meu peito... Vinte anos!... não vivi um só momento!(...) Eu sonhei tanto amor, tantas venturas, Tantas noites de febre e d'esperança. Mas hoje o coração desbota, esfria, e do peito no túmulo descansa! Goethe
Fuga, evasão A inconformidade do artista romântico com o "mundo cruel" leva-o a uma série de procedimentos de fuga, já que a sociedade não quer escutá-lo ou não sabe compreendê-lo e ele não consegue mudá-la O poeta devaneia, cria universos imaginários, onde encontra a luz e a alegria que a sociedade burguesa não lhe oferece. Mal do século
O "mal do século" é uma "enfermidade moral" e não física. Resulta do tédio , mas não do tédio comum. A concepção romântica aponta para um aborrecimento desolado e cínico, que ressalta tanto a falta de grandeza da existência quotidiana, quanto o vazio dos corações .  Deve-se às mudanças bruscas e profundas provocadas pela: - revolução industrial que cria cidades  onde as pessoas se sentiam desenraizadas -revoluções liberais  que criaram um ambiente de instabilidade
“ Deus à poesia deu por alvo a pátria, Deu a glória e a virtude.” Alexandre Herculano “ Pouco bastará para nos persuadirmos de que a biografia das famílias ou dos indivíduos nunca pode caracterizar qualquer época; antes pelo contrário , a história dos costumes, das instituições das ideias é que há- de caracterizar os indivíduos ainda quando quisermos estudar a vida do grande indivíduo moral chamado povo ou Nação.” Alexandre Herculano,  História de Portugal Tu, doce liberdade,  Solta dos torpes da ignorância, Tu desprendeste o voo,  E em nossos corações, na voz , nos lábios Vieste enfim pousar! Almeida Garrett, 24 de Agosto de 1820
Culto do passado: Idade Média e exaltação do nacionalismo -o romântico encontra constantemente no passado ideais sublimes e valores que lhe servem de modelo. Caracteriza-se por uma tendência de fuga da realidade, pois tanto o mundo medieval como o mundo infantil representam o paraíso perdido, uma época de ouro na qual as criaturas seriam felizes. -Defesa do nacionalismo e exaltação da liberdade dos povos, o que está ligado à Idade Média , época em que nasceram a maioria das nações europeias  -Defesa da liberdade de criação, expressão, liberdade política, social, económica
E por te amar, por teu desdém, perdi-me... Tresnoitei-me em orgias, macilento, Brindei, blasfemo, ao vício, e da minh'alma Tentei me suicidar, no esquecimento!   Poema

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Arquitectura romantica
Arquitectura romanticaArquitectura romantica
Arquitectura romantica
Andreia Ramos
 
Características poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisCaracterísticas poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo Reis
Dina Baptista
 
A mensagem de fernando pessoa
A mensagem de fernando pessoa A mensagem de fernando pessoa
A mensagem de fernando pessoa
balolas
 
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
José Galvão
 
Sebastianismo: Os Lusíadas & Mensagem
Sebastianismo: Os Lusíadas & MensagemSebastianismo: Os Lusíadas & Mensagem
Sebastianismo: Os Lusíadas & Mensagem
Inesa M
 
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IVAMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
Emília Maij
 
Síntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos PeixesSíntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos Peixes
Catarina Castro
 
"Mensagem" de Fernando Pessoa: "O das Quinas"
"Mensagem" de Fernando Pessoa: "O das Quinas""Mensagem" de Fernando Pessoa: "O das Quinas"
"Mensagem" de Fernando Pessoa: "O das Quinas"
CatarinaSilva1000
 
F3 a cultura e o iluminismo em portugal
F3 a cultura e o iluminismo em portugalF3 a cultura e o iluminismo em portugal
F3 a cultura e o iluminismo em portugal
Vítor Santos
 
Caracteristicas de Cesário Verde
Caracteristicas de Cesário VerdeCaracteristicas de Cesário Verde
Caracteristicas de Cesário Verde
MariaVerde1995
 
Escultura barroca
Escultura barrocaEscultura barroca
Escultura barroca
Ana Barreiros
 
Mensagem elementos simbólicos
Mensagem  elementos simbólicosMensagem  elementos simbólicos
Mensagem elementos simbólicos
Paula Oliveira Cruz
 
Pintura barroca
Pintura barrocaPintura barroca
Pintura barroca
Ana Barreiros
 
Miguel Torga - Poemas
Miguel Torga - PoemasMiguel Torga - Poemas
Miguel Torga - Poemas
Ana Tapadas
 
Ao gas
Ao gasAo gas
Frei Luís de Sousa - linguagem e estilo
Frei Luís de Sousa - linguagem e estiloFrei Luís de Sousa - linguagem e estilo
Frei Luís de Sousa - linguagem e estilo
António Fernandes
 
Memorial do Convento-Dimensão simbólica
Memorial do Convento-Dimensão simbólicaMemorial do Convento-Dimensão simbólica
Memorial do Convento-Dimensão simbólica
nanasimao
 
Gato que brincas na rua
Gato que brincas na ruaGato que brincas na rua
Gato que brincas na rua
estado
 
Mensagem: Análise "O Bandarra"
Mensagem: Análise "O Bandarra"Mensagem: Análise "O Bandarra"
Mensagem: Análise "O Bandarra"
InsdeCastro7
 
A confiança no progresso científico no séc. XIX
A confiança no progresso científico no séc. XIXA confiança no progresso científico no séc. XIX
A confiança no progresso científico no séc. XIX
Susana Simões
 

Mais procurados (20)

Arquitectura romantica
Arquitectura romanticaArquitectura romantica
Arquitectura romantica
 
Características poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisCaracterísticas poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo Reis
 
A mensagem de fernando pessoa
A mensagem de fernando pessoa A mensagem de fernando pessoa
A mensagem de fernando pessoa
 
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
 
Sebastianismo: Os Lusíadas & Mensagem
Sebastianismo: Os Lusíadas & MensagemSebastianismo: Os Lusíadas & Mensagem
Sebastianismo: Os Lusíadas & Mensagem
 
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IVAMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
 
Síntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos PeixesSíntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos Peixes
 
"Mensagem" de Fernando Pessoa: "O das Quinas"
"Mensagem" de Fernando Pessoa: "O das Quinas""Mensagem" de Fernando Pessoa: "O das Quinas"
"Mensagem" de Fernando Pessoa: "O das Quinas"
 
F3 a cultura e o iluminismo em portugal
F3 a cultura e o iluminismo em portugalF3 a cultura e o iluminismo em portugal
F3 a cultura e o iluminismo em portugal
 
Caracteristicas de Cesário Verde
Caracteristicas de Cesário VerdeCaracteristicas de Cesário Verde
Caracteristicas de Cesário Verde
 
Escultura barroca
Escultura barrocaEscultura barroca
Escultura barroca
 
Mensagem elementos simbólicos
Mensagem  elementos simbólicosMensagem  elementos simbólicos
Mensagem elementos simbólicos
 
Pintura barroca
Pintura barrocaPintura barroca
Pintura barroca
 
Miguel Torga - Poemas
Miguel Torga - PoemasMiguel Torga - Poemas
Miguel Torga - Poemas
 
Ao gas
Ao gasAo gas
Ao gas
 
Frei Luís de Sousa - linguagem e estilo
Frei Luís de Sousa - linguagem e estiloFrei Luís de Sousa - linguagem e estilo
Frei Luís de Sousa - linguagem e estilo
 
Memorial do Convento-Dimensão simbólica
Memorial do Convento-Dimensão simbólicaMemorial do Convento-Dimensão simbólica
Memorial do Convento-Dimensão simbólica
 
Gato que brincas na rua
Gato que brincas na ruaGato que brincas na rua
Gato que brincas na rua
 
Mensagem: Análise "O Bandarra"
Mensagem: Análise "O Bandarra"Mensagem: Análise "O Bandarra"
Mensagem: Análise "O Bandarra"
 
A confiança no progresso científico no séc. XIX
A confiança no progresso científico no séc. XIXA confiança no progresso científico no séc. XIX
A confiança no progresso científico no séc. XIX
 

Semelhante a Literatura romântica

Romantismo ii
Romantismo iiRomantismo ii
Romantismo Parte 1
Romantismo   Parte 1Romantismo   Parte 1
Romantismo Parte 1
guestc1495d6
 
Romantismo parte 1
Romantismo parte 1Romantismo parte 1
Romantismo parte 1
newtonbonfim
 
Romantismo Parte 1
Romantismo Parte 1Romantismo Parte 1
Romantismo Parte 1
Marina Alessandra
 
Romantismo parte 1
Romantismo parte 1Romantismo parte 1
Romantismo parte 1
bruna danielle carvalho
 
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSAROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
RegileneCutrim1
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
Arieli Bis Sobbis
 
Romantismo contexto historico caracteristicas
Romantismo contexto historico caracteristicasRomantismo contexto historico caracteristicas
Romantismo contexto historico caracteristicas
Sirlene Rosa Santos
 
webnode2
webnode2webnode2
webnode2
pauloyjosiele
 
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
Lilian Lima
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
RomantismoRomantismo
romantismo.pdf literatura resumo slide 1
romantismo.pdf literatura resumo slide 1romantismo.pdf literatura resumo slide 1
romantismo.pdf literatura resumo slide 1
BrunaLeal72
 
romantismo-resumo-101114134202-phpapp02 (1).pdf
romantismo-resumo-101114134202-phpapp02 (1).pdfromantismo-resumo-101114134202-phpapp02 (1).pdf
romantismo-resumo-101114134202-phpapp02 (1).pdf
GANHADODINHEIRO
 
Romantismo resumo
Romantismo resumoRomantismo resumo
Romantismo resumo
Walace Cestari
 
O Romantismo
O Romantismo O Romantismo
O Romantismo
complementoindirecto
 
Romantismo.
Romantismo.Romantismo.
Romantismo.
Ana Sales
 
Romantico
RomanticoRomantico
Romantico
Amelia Barros
 
Estética Romântica e o Romantismo em Portugal
Estética Romântica e o Romantismo em PortugalEstética Romântica e o Romantismo em Portugal
Estética Romântica e o Romantismo em Portugal
elenir duarte dias
 
romantismo-100615210032-phpapp02.pdf
romantismo-100615210032-phpapp02.pdfromantismo-100615210032-phpapp02.pdf
romantismo-100615210032-phpapp02.pdf
JuhSouza25
 

Semelhante a Literatura romântica (20)

Romantismo ii
Romantismo iiRomantismo ii
Romantismo ii
 
Romantismo Parte 1
Romantismo   Parte 1Romantismo   Parte 1
Romantismo Parte 1
 
Romantismo parte 1
Romantismo parte 1Romantismo parte 1
Romantismo parte 1
 
Romantismo Parte 1
Romantismo Parte 1Romantismo Parte 1
Romantismo Parte 1
 
Romantismo parte 1
Romantismo parte 1Romantismo parte 1
Romantismo parte 1
 
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSAROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL/ POESIA E PROSA
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Romantismo contexto historico caracteristicas
Romantismo contexto historico caracteristicasRomantismo contexto historico caracteristicas
Romantismo contexto historico caracteristicas
 
webnode2
webnode2webnode2
webnode2
 
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
romantismo.pdf literatura resumo slide 1
romantismo.pdf literatura resumo slide 1romantismo.pdf literatura resumo slide 1
romantismo.pdf literatura resumo slide 1
 
romantismo-resumo-101114134202-phpapp02 (1).pdf
romantismo-resumo-101114134202-phpapp02 (1).pdfromantismo-resumo-101114134202-phpapp02 (1).pdf
romantismo-resumo-101114134202-phpapp02 (1).pdf
 
Romantismo resumo
Romantismo resumoRomantismo resumo
Romantismo resumo
 
O Romantismo
O Romantismo O Romantismo
O Romantismo
 
Romantismo.
Romantismo.Romantismo.
Romantismo.
 
Romantico
RomanticoRomantico
Romantico
 
Estética Romântica e o Romantismo em Portugal
Estética Romântica e o Romantismo em PortugalEstética Romântica e o Romantismo em Portugal
Estética Romântica e o Romantismo em Portugal
 
romantismo-100615210032-phpapp02.pdf
romantismo-100615210032-phpapp02.pdfromantismo-100615210032-phpapp02.pdf
romantismo-100615210032-phpapp02.pdf
 

Mais de Carla Teixeira

A civilização industrial no séc XIX.ppt
A civilização industrial no séc XIX.pptA civilização industrial no séc XIX.ppt
A civilização industrial no séc XIX.ppt
Carla Teixeira
 
1-guerra-mundial-esic.ppt
1-guerra-mundial-esic.ppt1-guerra-mundial-esic.ppt
1-guerra-mundial-esic.ppt
Carla Teixeira
 
a polis no mundo grego.ppt
a polis no mundo grego.ppta polis no mundo grego.ppt
a polis no mundo grego.ppt
Carla Teixeira
 
O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1
Carla Teixeira
 
Arte renascentista parte 3
Arte renascentista  parte 3Arte renascentista  parte 3
Arte renascentista parte 3
Carla Teixeira
 
Arte renascentista
Arte renascentistaArte renascentista
Arte renascentista
Carla Teixeira
 
A reforma religiosa parte 2
A reforma religiosa  parte 2A reforma religiosa  parte 2
A reforma religiosa parte 2
Carla Teixeira
 
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
A reforma católica e a contra  reforma- parte 1A reforma católica e a contra  reforma- parte 1
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
Carla Teixeira
 
A contra reforma parte 3
A contra reforma  parte 3A contra reforma  parte 3
A contra reforma parte 3
Carla Teixeira
 
A contra reforma parte 2
A contra reforma   parte 2A contra reforma   parte 2
A contra reforma parte 2
Carla Teixeira
 
A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2
Carla Teixeira
 
O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1
Carla Teixeira
 
Neoclássico parte 2
Neoclássico parte 2Neoclássico parte 2
Neoclássico parte 2
Carla Teixeira
 
Neoclássico parte3
Neoclássico parte3Neoclássico parte3
Neoclássico parte3
Carla Teixeira
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7
Carla Teixeira
 
Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1
Carla Teixeira
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7
Carla Teixeira
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2
Carla Teixeira
 
Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3
Carla Teixeira
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2
Carla Teixeira
 

Mais de Carla Teixeira (20)

A civilização industrial no séc XIX.ppt
A civilização industrial no séc XIX.pptA civilização industrial no séc XIX.ppt
A civilização industrial no séc XIX.ppt
 
1-guerra-mundial-esic.ppt
1-guerra-mundial-esic.ppt1-guerra-mundial-esic.ppt
1-guerra-mundial-esic.ppt
 
a polis no mundo grego.ppt
a polis no mundo grego.ppta polis no mundo grego.ppt
a polis no mundo grego.ppt
 
O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1
 
Arte renascentista parte 3
Arte renascentista  parte 3Arte renascentista  parte 3
Arte renascentista parte 3
 
Arte renascentista
Arte renascentistaArte renascentista
Arte renascentista
 
A reforma religiosa parte 2
A reforma religiosa  parte 2A reforma religiosa  parte 2
A reforma religiosa parte 2
 
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
A reforma católica e a contra  reforma- parte 1A reforma católica e a contra  reforma- parte 1
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
 
A contra reforma parte 3
A contra reforma  parte 3A contra reforma  parte 3
A contra reforma parte 3
 
A contra reforma parte 2
A contra reforma   parte 2A contra reforma   parte 2
A contra reforma parte 2
 
A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2
 
O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1
 
Neoclássico parte 2
Neoclássico parte 2Neoclássico parte 2
Neoclássico parte 2
 
Neoclássico parte3
Neoclássico parte3Neoclássico parte3
Neoclássico parte3
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7
 
Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2
 
Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2
 

Literatura romântica

  • 1. Literatura Romântica John Everett Millais, Ofélia
  • 2. Indicadores de aprendizagem Explica o contexto do aparecimento do Romantismo. Caracteriza o Romantismo.
  • 3. O Romantismo foi um movimento cultural que surgiu inicialmente na Grã-Bretanha e na Alemanha, como reacção ao culto da razão do Iluminismo, um pouco mais tarde em França. Mas foi na França, mais precisamente a partir da Revolução Francesa de 1789, que o novo movimento ganhou proporções revolucionárias. O romantismo foi burguês e proclamou os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. O Romantismo está relacionado com o surgimento de um novo público leitor, os burgueses, que liam jornais vendidos a preço acessíveis. A elevação do poder de compra da classe média e um sistema de impressão de livros em escala industrial propiciaram o alargamento do mercado consumidor. A nova relação entre escritor e público provoca proximidade entre o artista e o consumidor, trazendo novos estilos, novos significados estéticos e novos géneros literários. Em termos sociais, a nobreza perde o poder político e económico, e a burguesia dita novos valores. A euforia provocada pela Revolução Francesa, associada à liberdade de ascensão económica e individual, é o suporte e a inspiração de uma literatura de emoções individuais. A literatura torna-se sinónimo de diversão, ou então, de fuga do real (sonho) onde nada é absoluto. Adaptado
  • 4. Contexto histórico do Romantismo O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas pela : Revolução Industrial que modificou as antigas relações económicas, estabelecendo na Europa uma nova organização política e social que muito influenciaria os tempos modernos. A revolução industrial permitiu a ascensão da burguesia ao poder político, no plano social formaram-se duas classes distintas e antagónicas,:burguesia capitalista industrial e o proletariado Revolução Francesa que defende os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, a valorização do indivíduo, a valorização dos direitos naturais e o consequentemente o questionamento das estruturas da monarquia absoluta. A derrocada da aristocracia permitiu não apenas a extinção dos privilégios seculares, mas também o fim das barreiras rígidas entre as classes sociais. Um novo sentido de vida, baseado na livre iniciativa, exalta a audácia, a competência e os méritos pessoais de cada indivíduo, independentemente dos seus títulos e dos seus antepassados.
  • 5. Desenvolvimento da alfabetização empreendido pelos revolucionários. Todo o cidadão precisa ter acesso à leitura, até para conhecer as proclamações do novo regime. Assim irá surgir um novo público leitor, mais diversificado e numeroso. Este público consome livros de forma intensa. E os escritores, até então dependentes do mecenato, vêem que podem sobreviver apenas com a venda de suas obras, agora transformadas em mercadoria de larga aceitação. Surge assim, o romance, forma mais acessível de manifestação literária; o teatro ganha novo impulso, abandonando as formas clássicas e inspirando-se em temas nacionais.
  • 6. Na literatura, destaquemos: Lord Byron 1788 - 1824 Goethe 1749 - 1832 Victor Hugo “ Os miseráveis” 1802 - 1885
  • 7. Jane Austen Émile Bronte “ O monte dos vendavais” Vídeo “ Orgulho e Preconceito ”
  • 8. Almeida Garrett 1799 - 1854 Camilo Castelo Branco 1825 - 1820
  • 9. Em Portugal, a literatura procura também as raízes de uma nova identidade que legitime o nacionalismo liberal. Recorre-se à História para legitimar a fundação de uma nova consciência e de uma nova identidade. O romance histórico é um género muito apreciado em Portugal, tal como no resto da Europa. Alexandre Herculano 1810 - 1877 Vídeos: “Amor de Perdição”
  • 10. Em que consiste o Romantismo? Como se caracteriza?
  • 11. O Romantismo foi uma corrente artística literária e filosófica. Um modo de vida, maneira de sentir e pensar, que exaltou o instinto e privilegiou as emoções contra a razão e que estava centrada no indivíduo. Representou na literatura e na arte em geral, os anseios da classe burguesa que, na época, estava em ascensão.
  • 12. Não te amo, quero-te: o amor vem da alma.            E eu na alma – tenho a calma,            A calma – do jazigo.            Ai! Não te amo, não. Não te amo, quero-te: o amor é vida.            E a vida – nem sentida            A trago eu já, comigo.            Ai, não te amo, não! Ai! Não te amo, não; e só te quero            De um querer bruto e fero            Que o sangue me devora,            Não chega ao coração. Almeida Garret, Folhas Caídas , 1853 (excerto)   Poema romântico:
  • 13. “ Está decidido, Charlotte, desejo morrer.(...) Quando leres esta carta, minha querida, a terra fria já estará cobrindo os restos rígidos deste infeliz, deste homem desassossegado que nos seus últimos momentos de vida não conhece doçura maior do que falar contigo. “ Lord Byron Já é tempo do meu coração não se comover porque aos outros já deixei de emocionar mas embora eu não possa ser amado que possa pelo menos amar.
  • 14. Às vezes não compreendo como outro possa amá-la, tenha o direito de amá-la, quando eu, somente eu a amo com tanta ternura, tão profundamente, não pensando em outra coisa, querendo apenas esse amor, e não possuindo nada além dele. Byron “ Oh! na flor da beleza arrebatada, Não há de te oprimir tumba pesada; Em tua relva as rosas criarão Pétalas, as primeiras que virão, E oscilará o cipreste em branda escuridão ” Byron Simão Botelho foi o homem que durante toda a sua vida amou, perdeu-se e morreu amando. Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
  • 15. Como a sua imagem me persegue! Ela toma conta de toda a minha alma, quer esteja desperto, quer sonhando. Aqui, quando fecho os olhos, aqui, atrás de minha fronte, onde se concentra a visão interior, encontram-se os seus olhos negros. Exactamente nesse lugar! Não sei como exprimir-te isso melhor. Quando fecho os meus olhos, os dela estão lá; descansam diante de mim, como um mar, como um abismo, preenchendo todo o meu sentir. Byron
  • 16. Características do Romantismo Culto do eu Indivíduo arrebatado pela paixão, consumido pela dor, solidão e melancolia Expressou-se na figura do herói romântico que é um ser que se abandona às emoções violentas e rompe com as normas morais e sociais.
  • 17. Idealização da mulher amada A Mulher Amada apresenta-se pálida, sombria, doentia, virgem, etérea, transparente, nívea, angelical, trémula, gélida. Predomínio dos amores impossíveis A mulher amada surge como um ser inatingível
  • 18. Da superfície da terra elevava as minhas ideias a todos os seres da natureza. Então, perdido o espírito nessa imensidão, não pensava, não raciocinava, não filosofava. Sentia-me, sentia-me com uma espécie de voluptuosidade. (...) Amava perder-me com a imaginação no espaço. Sufocava-me com o universo e gostaria de lançar-me ao infinito. Byron
  • 19. Exaltação da natureza A natureza é a sua principal fonte de inspiração. A natureza assume múltiplos significados: ora é uma extensão da pátria, ora é um refúgio à vida atribulada dos centros urbanos do século XIX , ora é um prolongamento do próprio poeta e de seu estado emocional.
  • 20. Vinte anos! derramei-os gota a gota Num abismo de dor e esquecimento... De fogosas visões nutri meu peito... Vinte anos!... não vivi um só momento!(...) Eu sonhei tanto amor, tantas venturas, Tantas noites de febre e d'esperança. Mas hoje o coração desbota, esfria, e do peito no túmulo descansa! Goethe
  • 21. Fuga, evasão A inconformidade do artista romântico com o "mundo cruel" leva-o a uma série de procedimentos de fuga, já que a sociedade não quer escutá-lo ou não sabe compreendê-lo e ele não consegue mudá-la O poeta devaneia, cria universos imaginários, onde encontra a luz e a alegria que a sociedade burguesa não lhe oferece. Mal do século
  • 22. O "mal do século" é uma "enfermidade moral" e não física. Resulta do tédio , mas não do tédio comum. A concepção romântica aponta para um aborrecimento desolado e cínico, que ressalta tanto a falta de grandeza da existência quotidiana, quanto o vazio dos corações . Deve-se às mudanças bruscas e profundas provocadas pela: - revolução industrial que cria cidades onde as pessoas se sentiam desenraizadas -revoluções liberais que criaram um ambiente de instabilidade
  • 23. “ Deus à poesia deu por alvo a pátria, Deu a glória e a virtude.” Alexandre Herculano “ Pouco bastará para nos persuadirmos de que a biografia das famílias ou dos indivíduos nunca pode caracterizar qualquer época; antes pelo contrário , a história dos costumes, das instituições das ideias é que há- de caracterizar os indivíduos ainda quando quisermos estudar a vida do grande indivíduo moral chamado povo ou Nação.” Alexandre Herculano, História de Portugal Tu, doce liberdade, Solta dos torpes da ignorância, Tu desprendeste o voo, E em nossos corações, na voz , nos lábios Vieste enfim pousar! Almeida Garrett, 24 de Agosto de 1820
  • 24. Culto do passado: Idade Média e exaltação do nacionalismo -o romântico encontra constantemente no passado ideais sublimes e valores que lhe servem de modelo. Caracteriza-se por uma tendência de fuga da realidade, pois tanto o mundo medieval como o mundo infantil representam o paraíso perdido, uma época de ouro na qual as criaturas seriam felizes. -Defesa do nacionalismo e exaltação da liberdade dos povos, o que está ligado à Idade Média , época em que nasceram a maioria das nações europeias -Defesa da liberdade de criação, expressão, liberdade política, social, económica
  • 25. E por te amar, por teu desdém, perdi-me... Tresnoitei-me em orgias, macilento, Brindei, blasfemo, ao vício, e da minh'alma Tentei me suicidar, no esquecimento! Poema