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A expansão do Islã
• Começou no ano 622, quando Maomé fugiu de Meca para
Medina. Esse ano é chamado "ano da Hégira" (fuga) e
marca o início do calendário muçulmano. Após a morte de
Maomé, em 632, o Islã se espalhou por vários territórios.
No século VII, conquista a Síria, Palestina, Pérsia, Egito,
Mesopotâmia e Cartago. O Império Bizantino conseguiu
deter sua expansão na Ásia Menor. No século VIII,
consolidou seu domínio no norte da África e invadiu a
Europa pela península Ibérica, área que recebeu o nome de
Al-Andalus. Os francos, liderados por Carlos Martel,
impediram sua expansão pela Europa na batalha de Poitiers
(ou Tours), em 732
Como o islamismo surgiu
• O islamismo surgiu no século 6 na Arábia, região do Oriente
Médio que era habitada na época por cerca de 5 milhões de
pessoas. "Eram grupos tanto sedentários como nômades,
organizados em tribos e clãs. A população era na maioria
politeísta, mas existiam algumas tribos judaicas e algumas de
tradição cristã", diz o teólogo Fernando Altemeyer, da
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Nesse contexto surgiu o criador do islamismo, o profeta
Maomé, chamado de Muhammad pelos muçulmanos. Órfão
desde cedo, ele se tornou um condutor de caravanas, o que
lhe possibilitou o contato com noções básicas da religião
cristã. Quando adulto, o futuro profeta passou a se dedicar a
retiros espirituais e, segundo os seguidores do Islã, começou
a ter visões divinas com mensagens que deveria divulgar. As
primeiras pregações públicas de Maomé em Meca (sua
cidade natal) tiveram pouco sucesso e geraram atritos locais.
• Admirador do monoteísmo (a crença em um só deus),
ele criticava uma das maiores fontes de renda de
Meca: a peregrinação dos idólatras, que adoravam as
várias divindades dos templos locais. Maomé passou a
pregar a crença num único deus, Alá, e reuniu suas
mensagens num livro sagrado para os muçulmanos, o
Corão. Perseguidos em Meca, o profeta e seus adeptos
fugiram para criar a primeira comunidade islâmica em
Medina, um oásis próximo. Essa migração forçada,
conhecida como Hégira, marca o início do calendário
muçulmano. Aos poucos, o profeta atraiu cada vez
mais seguidores até ter força para derrotar os rivais
que o expulsaram de Meca.
• Usando como doutrina a nova religião - que
assimilava tradições judaicas, combinada a
conceitos cristãos e ideais das tribos árabes -,
ele conseguiu unificar toda a Arábia sob sua
liderança. Após morrer, em 632, seu sogro
Abu Bakr passou a conduzir a expansão do
islamismo, que nos séculos seguintes se
espalhou pela Europa, Ásia e África, levado
não apenas por árabes, mas também por
outros povos convertidos.
Hégira
• “Hégira” é o nome dado ao episódio de fuga
do profeta Maomé e seus seguidores de
Meca para Yatrib, em 622 da Era Cristã.
• As causas da fuga foram as perseguições
feitas pela elite coraixita comerciante (tribo
do próprio Maomé) que não se agrada da
cultura praticada por Maomé e seus
partidários.
• O monoteísmo e a condenação à idolatria
foram as principais características do
Islamismo que fizeram os coraixitas lutarem
contra Maomé, pois tais práticas não eram
boas para os negócios da cidade, que se
beneficiava do politeísmo e da idolatria.
• Então, tal perseguição resultou na fuga de Maomé e
seus companheiros para Latrib, que depois mudou
de nome para Medina. Neste novo local Maomé fez
reformas sociais na sociedade mulçumana, criando
alianças e unindo tribos locais.
• Muitos se converteram, e a tolerância era praticada
em relação aos dhimmis (“povos do livro”: judeus e
cristãos monoteístas). Sob o comando político,
religioso e militar de Maomé, conquistaram Meca.
• Depois da morte do profeta, que não deixou
sucessores, ocorreram divergências, mas o Islã
continuou se expandindo. Conquistaram a Pérsia,
Bizâncio, a Península Ibérica, o Norte da África,
entre outras regiões. Por fim, o Islã passou a
controlar as principais rotas mediterrânicas.
OS SUCESSORES
DE
MAOMÉ
• Depois de Hégira, Maomé passou a governar Yatreb.
Seus seguidores empreenderam várias batalhas
contra os habitantes de Meca. Apenas em 630, os
muçulmanos conquistaram a cidade de Meca, onde
assumiram o poder e destruíram os ídolos da Caaba.
• Com a morte de Maomé, em 632 os primeiros califas
(do árabe halifa, “sucessor”, “soberano” partiram
para a conquista de terras e homens para o
islamismo.Os muçulmanos, então sofreram sua
primeira divisão. Uma parte deles, os xiitas,
acreditava que a liderança político-religiosa dos
muçulmanos deveria ser exercida por pessoas da
família do profeta. Dessa forma, os sucessores de
Maomé (ou califas) deveriam ser seu genro Ali ibn
Abu Talib e seus descendentes.
• Os sunitas foram contrários a essa proposta. Para
eles. Maomé não havia deixado sucessores, e os
muçulmanos eram livres para escolher seus
governantes. Essa disputa impediu que Ali ibn
Abu Talib assumisse imediatamente o cargo. Para
chegar ao califado, esperou mais de vinte anos,
assumindo o posto apenas em 656, quando se
tornou o quarto califa.
• As terras do Oriente Médio e do norte da
África foram tomadas dos persas e dos
bizantinos; as da península Ibérica foram
conquistadas aos visigodos. Quando, em 732,
na batalha de Poitiers, os francos barraram o
avanço árabe na Europa Ocidental, O Império
Islâmico era enorme. O mar Mediterrâneo
era totalmente controlado por muçulmanos,
a ponto de o historiador árabe Ibn Khandun
dizer: “No Mediterrâneo os cristãos não
conseguem fazer flutuar sequer uma tábua”
EXPANSÃO
DO
IMPÉRIO
MUÇULMANO
• A sucessão de Maomé foi muito discutida. Era preciso, para manter a
unidade da fé, uma califia único que fosse reconhecido por todo o mundo
árabe. Depois de violentas lutas, Abu Bakr foi eleito califa no ano de 632.
Desde este ano até 661, decorre o grande período de conquista e
estabelecimento do domínio árabe. Convertida definitivamente a Arábia,
a Guerra Santa estende-se pela Caldeia, Iraque e Síria.A crítica situação do
califado, abalado por terríveis sacudidelas políticas, contrastava com a
notável expansão árabe.
A dinastia dos Omíadas fundou o imenso império árabe e conquistou para
esta raça o prestígio de que sempre gozou no Mundo. Moaviah, ao chegar
ao califado, introduziu mudanças profundas na organização do império
árabe. A capital foi transferida para Damasco e declarou o califado
hereditário. O seu governo durou de 661 a 680, ficando célebre pela
prosperidade e paz que soube dar ao povo. O império dos Omíadas
abarcava desde as Índias até às Gálias. Em 750 a dinastia Omíada foi
destronada pelos Abássidas.Os reinados dos Abássidas emancipam
províncias do califado; e criam dinastias novas, como as dos Aglábidas
(800).
Em 1258, o califado abássida é derrotado, e os califas ficam sob a alçada
dos sultões mamelucos do Egito. A sua autoridade nunca mais voltaria a
ser a mesma.
OS MUÇULMANOS
NA
PENÍNSULA IBÉRICA
• A Conquista Muçulmana da Península
Ibérica selou o último reinado de um
visigodo na Hispânia. Após a ocupação
da península, os muçulmanos
permaneceram na região por muitos
séculos e foram influentes com sua
cultura.
• No início do período que denominamos
de Idade Média, a Península Ibérica era
dominada por reinos visigodos. Estes
representavam um dos povos que o
Império Romano considerava como
bárbaro. Nesse momento, ainda não
haviam Estados Nacionais, ou seja,
Portugal, Espanha e França ainda não
existiam como países na península.
Havia, na verdade, uma variedade de
reinos independentes.
• Boa parte da Península Ibérica era ocupada
pelos visigodos, que elegiam seus reis. No
século VIII, o processo de sucessão do reinado
visigótico gerou conflitos. Nessa ocasião, um
grupo de descontentes com a sucessão do reino
pediu ajuda militar a um governador
muçulmano chamado Tárique. A partir de 711
iniciaram-se movimentações populacionais e
militares lideradas por líder muçulmano. Estes
vieram no norte da África e cruzaram o Mar
Mediterrâneo, alcançando, por fim, a Península
Ibérica.
• A Conquista Muçulmana da Península Ibérica ocorreu com a
vitória sobre o rei visigodo Rodrigo, a qual determinou o fim do
Reino Visigótico de Toledo. Os muçulmanos se estabeleceram
então na península e, progressivamente, foram ampliando suas
conquistas territoriais. Em consequência do domínio territorial
e militar, veio também a influência cultural.
• A região da Península Ibérica se consolidou como uma região
muito adepta ao cristianismo. A invasão dos mouros fez
misturar povos com culturas distintas, gerando uma sociedade
muito heterogênea. Árabes, berberes, muçulmanos,
moçárabes, cristão arabizados e judeus passaram a conviver na
região. Dentre todos eles, os moçárabes eram maioria na
população da Península Ibérica, desfrutavam de liberdade de
culto e leis próprias. Entretanto deviam o pagamento de
imposto pessoal de captação e imposto predial sobre o
rendimento das terras. Os moçárabes eram os indivíduos que já
habitavam a região e mantiveram a sua religião com a invasão
dos mouros, mas adotaram as formas de relacionamento
externo usadas pelos muçulmanos.
• Desde a invasão da Península Ibérica, os cristão da região
tentaram expulsar os muçulmanos e restituir o domínio no
local. Mas o processo de reconquista d
• urou todo o período da Idade Média. O processo todo se dividiu
em três fases. Na primeira os muçulmanos se estabeleceram na
península e eram submetidos ao Califado de Damasco. Na
segunda fase, o emirado islâmico tornou-se independente. E na
terceira fase, os cristãos intensificaram o processo de
reconquista, desestruturaram o emirado e novos reinos cristãos
surgiram. Neste momento, surgiu na Península Ibérica o Estado
de Portugal e os reinos de Castela, Leão, Navarra e Aragão, os
quais viriam a se tornar o Estado da Espanha.
• Após oitocentos anos de tentativa de reconquista, o processo só
foi se completar no início da chamada Idade Moderna quando
os reis católicos, Fernando e Isabel, expulsaram definitivamente
os muçulmanos e o Estado da Espanha foi unificado, em 1492.
IMPÉRIO
BIZANTINO
• O Império Bizantino foi herdeiro do Império Romano do
Oriente tendo sua capital em Constantinopla ou Nova Roma.
Durante o seu período de existência, o grande governante que
teve em sua região foi Justiniano, um legislador que mandou
compilar as leis romanas desde a República até o Império;
combateu as heresias, procurando dar unidade ao
cristianismo, o que facilitaria na monarquia.
• Internamente enfrentou a Revolta de Nika (fruto da
insatisfação popular contra a opressão geral dos governantes e
aos elevados tributos), já no aspecto externo realizou diversas
conquistas, pois tinha o objetivo de reconstruir o antigo
Império Romano. Contudo, esse império conseguiu atravessar
toda a Idade Média como um dos Estados mais fortes e
poderosos do mundo mediterrâneo. É importante ressaltar
que o Império Bizantino ficou conhecido por muito tempo por
Império Romano do Oriente. No entanto, este não foi capaz
de resistir à migração ocorrida por germanos e por hunos, o
que acabou por fragmentar em reinos independentes.
• Como população teve a concentração dos Sírios,
Judeus, Gregos e Egípcios. Destacando-se três
governadores durante todo império: Constantino
(fundador de Constantinopla); Teodósio (dividiu
efetivamente o império); e, Justiniano. Este durante
o seu governo atingiu o apogeu da civilização
bizantina. Pois, teve uma política externa; retomou
vários territórios; modificou aspectos do antigo
Direito Romano (o Corpus juris Civilis – Corpo do
Direito Civil); e ainda, realizou a construção da
Igreja de Santa Sofia, altamente importante por seu
legado cultural arquitetônico.
• Com a utilização de uma política déspota e
teocêntrica, utilizou uma economia com intervenção
estatal, com comércio e desenvolvimento agrícola.
Além do mais, durante o período denominado por
Império Bizantino, a economia era bastante
movimentada, principalmente no comércio marítimo
e sob o controle o estado. Sendo que, o seu controle
deu-se por Constantinopla até o século XI.
• Muralhas de Constantinopla
• A sociedade urbana demonstrou enorme interesse
pelos assuntos religiosos, facilitando o surgimento
de heresias, como por exemplo, a dos monofisistas e
dos iconoclastas, e de disputas políticas.
• No âmbito religioso, as heresias deram-se através
do arianismo que negaram a Santíssima Trindade;
além do caso do arianismo, teve ainda, a questão
monofisista, esta nega a natureza humana de Cristo,
afirmando que Cristo tinha apenas natureza divina
(o monofisismo foi difundido nas províncias do
Império Bizantino e acabou identificada com
aspirações de independência por parte da
população do Egito e da Síria); por fim, no tocante à
iconoclastia, ocorre a grande destruição de imagens
e a proibição das mesmas nos templos.
• Durante o período que ficou conhecido por Cisma
do Oriente, ocorre a divisão da Igreja do Oriente, a
igreja divide-se em Católica Romana e Ortodoxa
Grega.
CULTURA
ISLÂMICA
• O Islã teve uma grande importância na língua e na literatura. Com o avanço do
Islã, a língua árabe, se expandiu devido ao fato do Alcorão ser neste idioma. O
Islamismo se expandiu tanto que a peregrinação a Meca aumentou
significativamente, a ponto do governo saudita estabelecer cotas de peregrinos
dos países muçulmanos. Apenas um em cada 1000 fiéis da população destes
países podem ir a Meca, as restrições atingiram os próprios sauditas, uma nova
lei só permite a peregrinação a cada 5 anos.
• A arte islâmica surgiu no califado omíada, baseando-se numa aliança inseparavél
do espiritual e temporal, a ausência de tradição fez com que o Islã se inspirasse
nos povos dominados. O Islã adaptava a cultura dos povos dominados a sua
realidade e seus valores. A arte do Islã é solidificada no califado abássida e é
classificada como clássica.
• Na área intelectual do Islã as principais bases são as ciências tradicionais
divididas em dois grupos: religiosa e auxiliares. Os árabes mesmo antes do
surgimento do Islamismo já se comunicavam com outros povos, e os sírios
cristãos já haviam traduzido para a língua síria obras científicas e filosóficas
gregas principalmente aristotélicas e neoplatônicas.
• Os povos do Oriente, entraram em contato com a cultura helênica, devido às
imigrações dos sábios, que foi fruto das discórdias religiosas que estavam
ocorrendo no Império Bizantino. E como o Oriente estava ávido de cultura,
recolheu rapidamente estes sábios, de algum modo à recepção do legado grego
possibilitou a cultura árabe atingir sua maturidade.
• "O progresso da ciência vai intensificar as crenças. Quanto mais rápidas
forem as transformações da sociedade, mais as pessoas pedem apoio,
que pode estar na religiosidade". SOBEL, Henry. Rabino da Congregação
Israelita Paulista.
• Na ciência, o Islamismo teve grande influência porque a partir daí,
passou a se preocupar não só com o ambiente físico do homem, mas
envolveu uma análise penetrante do homem como um ser espiritual e
da sociedade em que ele vivia. De tal forma que se expandiu sua fama,
todos no Ocidente, que ansiavam por maior esclarecimento se
voltaram para o Islã, onde florescia o espírito da indagação.
• A ciência árabe não deve ser desvinculada do que determina, a fé
islâmica, a pesquisa científica é exaltada no Alcorão, encorajando o
crente a aprender juntos aqueles que não compartilham a fé
muçulmana. O califa Al Mamum (811 - 813), instalou em Bagdá (832)
um centro de estudo e de tradução, como A Casa da Sabedoria 1 , e que
foi considerada como um marco na cultura do Islã, e isto ocorreu
devido ao interesse dos governantes em colecionar documentos e
obras de valor, isso foi prática utilizada desde o início do Islã.
ARTE
ISLÂMICA
• Maomé, o grande profeta muçulmano, deu
origem ao Islamismo, uma religião monoteísta,
após uma suposta revelação divina. Enfrentando
fortes resistências das tribos árabes, que até
então eram politeístas, passou a ser perseguido e
teve que se refugiar em Medina, no ano de 622,
evento conhecido como hégira - marca o início
do calendário muçulmano. A partir do século VII
esta cultura religiosa, inscrita no Alcorão, livro
sagrado deste povo, disseminou-se pela Arábia e
por vários países da Europa e da Ásia, entre eles
a Espanha, a Índia e outros.
• A arte islâmica engloba a literatura, a música, a
dança, o teatro e as artes visuais de uma ampla
população do Oriente Médio que adotou o
Islamismo. Nela percebe-se a influência das
civilizações pré-islâmicas, dos povos conquistados e
de dinastias ligadas à questão religiosa. Por todos os
domínios islâmicos difundiu-se uma produção
artística marcada pelas idéias religiosas, imateriais –
os conceitos de infinito, eternidade, menosprezo da
vida material, desejo de transcendência – e pelas
concepções do Profeta. Esta arte bebe diretamente
na fonte do Alcorão, nela justificando suas opções,
rejeições e direções escolhidas.
• As artes visuais islâmicas estão geralmente desprovidas
de expressões figurativas, constituídas em grande parte
por elementos geométricos e arabescos - esmerados
entrelaçamentos de figuras geométricas, folhas,
plantas, homens e animais, elaborados à maneira
árabe. Mas também é possível encontrar diversas
expressões de imagens animais e humanas, que
prevalecem especialmente em contextos profanos. O
que o Alcorão condena, na verdade, é o culto de
imagens. A partir do século IX, porém, tem início uma
fase de censura das formas figuradas, atribuída por
alguns pesquisadores à influência de judeus convertidos
ao islamismo. Deste momento em diante, representar
um ser concreto é usurpar o poder divino, que detém o
monopólio da criação.
• A arquitetura islâmica se expressa através da
construção de mesquitas, madrasas – escolas
religiosas -, locais de retiro espiritual e túmulos. As
técnicas variam de acordo com as etapas históricas
e os territórios onde se desenvolvem. No centro do
mundo árabe as mesquitas seguem todas o mesmo
padrão – um átrio, uma sala para orações -, mas
possuem decoração e formas diversificadas. No Irã
utilizam-se amplamente o tijolo e o que se chama
de iwans, formas específicas, e o arco persa. Já na
Península Ibérica há uma opção por uma
arquitetura colorida, enquanto na Turquia a
influência bizantina manifesta-se através da
presença de grandes cúpulas nas mesquitas.
• Os tapetes e tecidos desempenharam um papel essencial na cultura
islâmica. Na época em que prevaleceu o nomadismo, as tendas eram
decoradas com estas peças. À medida que os muçulmanos se tornaram
sedentários, sedas, brocados e tapetes ganharam status de decoração
em palácios e castelos, bem como nas mesquitas, nas quais os crentes
ajoelham-se sobre tapetes, pois não devem ficar em contato com a
terra. As oficinas mais importantes na confecção de tapetes foram as
de Shiraz, Tabriz e Isfahan, no Oriente, e Palermo, no Ocidente.
• Uma rica diversidade de estilos e o uso de técnicas eficazes marcaram
as artes visuais islâmicas, essencialmente decorativas e coloridas. Os
arabescos eram utilizados tanto na arquitetura quanto na decoração de
objetos. A produção de cerâmicas, vidros, a ilustração de manuscritos e
o artesanato de madeira ou metal também foram muito importantes
na cultura islâmica. A cerâmica é uma das primeiras artes decorativas
muçulmanas, principalmente a decoração da louça de barro em
esmalte, uma das mais admiráveis contribuições do Islã para esta arte.
A ilustração de manuscritos é igualmente muito reverenciada nos
países árabes, especialmente a pintura em miniatura, no período
posterior às invasões dos mongóis (1220-1260). Da mesma forma a
caligrafia teve seu papel de destaque como motivo decorativo, uma vez
que a palavra escrita é considerada pelos muçulmanos como uma
revelação divina.
• A pintura islâmica é expressa por meio de
afrescos e miniaturas. Infelizmente, poucas
pinturas sobreviveram ao tempo em bom
estado. Elas eram em geral empregadas na
decoração das paredes dos palácios ou de
edifícios públicos. Seus temas abrangiam
episódios de caça e do cotidiano da corte. O
estilo era análogo ao da pintura helênica, mas
sofria também influências da Índia, da cultura
bizantina e também da chinesa.
CINCO PILARES
DO
ISLAMISMO
• Fé — professar e aceitar o credo (Chacado1 ,
Chahada ou Shahadah);
• Oração — orar cinco vezes ao longo do dia
(Salá2 , Salat ou Salah);
• Caridade — pagar dádivas rituais (Zacate3 ,
Zacat, Zakat ou Zakah);
• Jejum — observar as obrigações do Ramadão
(Saum ou Siyam);
• Peregrinação — fazer a peregrinação a Meca
(Hajj ou Haj).
FILOSOFIA ISLÂMICA
• filosofia islâmica faz parte dos chamados estudos
islâmicos. Os filósofos desse ramo buscam alcançar
uma harmonia entre a fé, a razão e/ou a filosofia e
os ensinamentos religiosos do Islão. De um ponto
de vista Ocidental, a filosofia islâmica teve o grande
mérito de despertar a renovação filosófica da
cultura medieval.1
• A palavra islã significa "submissão" incondicional a
vontade de Alá (Deus). Seus seguidores, os
muçulmanos, acreditam que sua fé foi revelada por
Alá ao profeta Maomé, cujas palavras foram
reunidas no livro sagrado do islamismo, o Alcorão.
O ISLAMISMO
HOJE
• O Islão é a segunda religião com maior número de fiéis, atrás
apenas do cristianismo, segundo o CIA World Factbook de
2005.De acordo com o World Network of Religious Futurists, e
o U.S. Center for World Mission o islamismo estaria crescendo
mais rapidamente em número de crentes de qualquer outra
religião.
O islamismo hoje é dominado pelo tradicionalismo,
preocupado com a manutenção de rituais e práticas antigas,
como o uso do véu pelas mulheres. Existem ainda correntes
que pretendem conciliar o Islã com aspectos da modernidade,
que são principalmente ativas nos Estados Unidos da América.
À semelhança do que acontece no judaísmo e no cristianismo,
o islamismo é também marcado pela existência de
movimentos ditos integristas ou fundamentalistas.
•
• As tradições islâmicas baseiam-se no Alcorão, nos ditos do
profeta (hadith) e nas interpretações destas fontes pelos
teólogos. Ao longo dos últimos séculos, tem-se verificado uma
tendência para o conservadorismo, com interpretações novas
vistas como indesejáveis.
A xariá antiga tinha um caráter muito mais flexível do que
aquele hoje associado com a jurisprudência islâmica (fiqh), e
muitos acadêmicos muçulmanos islâmicos acreditam que ela
deva ser renovada, e que os juristas clássicos deveriam perder
o seu estatuto especial. Isto implica a necessidade de formular
uma nova fiqh que seja praticável no mundo moderno, como
proposto pelos defensores da islamização do conhecimento, e
iria lidar com o contexto moderno. Este movimento não
pretende alterar os pontos fundamentais do islamismo, mas
sim evitar más interpretações e libertar o caminho para a
renovação do prévio estatuto do mundo islâmico como um
centro de pensamento moderno e de liberdade.
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Islamismo

  • 1.
  • 2. A expansão do Islã • Começou no ano 622, quando Maomé fugiu de Meca para Medina. Esse ano é chamado "ano da Hégira" (fuga) e marca o início do calendário muçulmano. Após a morte de Maomé, em 632, o Islã se espalhou por vários territórios. No século VII, conquista a Síria, Palestina, Pérsia, Egito, Mesopotâmia e Cartago. O Império Bizantino conseguiu deter sua expansão na Ásia Menor. No século VIII, consolidou seu domínio no norte da África e invadiu a Europa pela península Ibérica, área que recebeu o nome de Al-Andalus. Os francos, liderados por Carlos Martel, impediram sua expansão pela Europa na batalha de Poitiers (ou Tours), em 732
  • 3. Como o islamismo surgiu • O islamismo surgiu no século 6 na Arábia, região do Oriente Médio que era habitada na época por cerca de 5 milhões de pessoas. "Eram grupos tanto sedentários como nômades, organizados em tribos e clãs. A população era na maioria politeísta, mas existiam algumas tribos judaicas e algumas de tradição cristã", diz o teólogo Fernando Altemeyer, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Nesse contexto surgiu o criador do islamismo, o profeta Maomé, chamado de Muhammad pelos muçulmanos. Órfão desde cedo, ele se tornou um condutor de caravanas, o que lhe possibilitou o contato com noções básicas da religião cristã. Quando adulto, o futuro profeta passou a se dedicar a retiros espirituais e, segundo os seguidores do Islã, começou a ter visões divinas com mensagens que deveria divulgar. As primeiras pregações públicas de Maomé em Meca (sua cidade natal) tiveram pouco sucesso e geraram atritos locais.
  • 4. • Admirador do monoteísmo (a crença em um só deus), ele criticava uma das maiores fontes de renda de Meca: a peregrinação dos idólatras, que adoravam as várias divindades dos templos locais. Maomé passou a pregar a crença num único deus, Alá, e reuniu suas mensagens num livro sagrado para os muçulmanos, o Corão. Perseguidos em Meca, o profeta e seus adeptos fugiram para criar a primeira comunidade islâmica em Medina, um oásis próximo. Essa migração forçada, conhecida como Hégira, marca o início do calendário muçulmano. Aos poucos, o profeta atraiu cada vez mais seguidores até ter força para derrotar os rivais que o expulsaram de Meca.
  • 5. • Usando como doutrina a nova religião - que assimilava tradições judaicas, combinada a conceitos cristãos e ideais das tribos árabes -, ele conseguiu unificar toda a Arábia sob sua liderança. Após morrer, em 632, seu sogro Abu Bakr passou a conduzir a expansão do islamismo, que nos séculos seguintes se espalhou pela Europa, Ásia e África, levado não apenas por árabes, mas também por outros povos convertidos.
  • 6. Hégira • “Hégira” é o nome dado ao episódio de fuga do profeta Maomé e seus seguidores de Meca para Yatrib, em 622 da Era Cristã. • As causas da fuga foram as perseguições feitas pela elite coraixita comerciante (tribo do próprio Maomé) que não se agrada da cultura praticada por Maomé e seus partidários. • O monoteísmo e a condenação à idolatria foram as principais características do Islamismo que fizeram os coraixitas lutarem contra Maomé, pois tais práticas não eram boas para os negócios da cidade, que se beneficiava do politeísmo e da idolatria.
  • 7. • Então, tal perseguição resultou na fuga de Maomé e seus companheiros para Latrib, que depois mudou de nome para Medina. Neste novo local Maomé fez reformas sociais na sociedade mulçumana, criando alianças e unindo tribos locais. • Muitos se converteram, e a tolerância era praticada em relação aos dhimmis (“povos do livro”: judeus e cristãos monoteístas). Sob o comando político, religioso e militar de Maomé, conquistaram Meca. • Depois da morte do profeta, que não deixou sucessores, ocorreram divergências, mas o Islã continuou se expandindo. Conquistaram a Pérsia, Bizâncio, a Península Ibérica, o Norte da África, entre outras regiões. Por fim, o Islã passou a controlar as principais rotas mediterrânicas.
  • 9. • Depois de Hégira, Maomé passou a governar Yatreb. Seus seguidores empreenderam várias batalhas contra os habitantes de Meca. Apenas em 630, os muçulmanos conquistaram a cidade de Meca, onde assumiram o poder e destruíram os ídolos da Caaba. • Com a morte de Maomé, em 632 os primeiros califas (do árabe halifa, “sucessor”, “soberano” partiram para a conquista de terras e homens para o islamismo.Os muçulmanos, então sofreram sua primeira divisão. Uma parte deles, os xiitas, acreditava que a liderança político-religiosa dos muçulmanos deveria ser exercida por pessoas da família do profeta. Dessa forma, os sucessores de Maomé (ou califas) deveriam ser seu genro Ali ibn Abu Talib e seus descendentes.
  • 10. • Os sunitas foram contrários a essa proposta. Para eles. Maomé não havia deixado sucessores, e os muçulmanos eram livres para escolher seus governantes. Essa disputa impediu que Ali ibn Abu Talib assumisse imediatamente o cargo. Para chegar ao califado, esperou mais de vinte anos, assumindo o posto apenas em 656, quando se tornou o quarto califa.
  • 11. • As terras do Oriente Médio e do norte da África foram tomadas dos persas e dos bizantinos; as da península Ibérica foram conquistadas aos visigodos. Quando, em 732, na batalha de Poitiers, os francos barraram o avanço árabe na Europa Ocidental, O Império Islâmico era enorme. O mar Mediterrâneo era totalmente controlado por muçulmanos, a ponto de o historiador árabe Ibn Khandun dizer: “No Mediterrâneo os cristãos não conseguem fazer flutuar sequer uma tábua”
  • 13. • A sucessão de Maomé foi muito discutida. Era preciso, para manter a unidade da fé, uma califia único que fosse reconhecido por todo o mundo árabe. Depois de violentas lutas, Abu Bakr foi eleito califa no ano de 632. Desde este ano até 661, decorre o grande período de conquista e estabelecimento do domínio árabe. Convertida definitivamente a Arábia, a Guerra Santa estende-se pela Caldeia, Iraque e Síria.A crítica situação do califado, abalado por terríveis sacudidelas políticas, contrastava com a notável expansão árabe. A dinastia dos Omíadas fundou o imenso império árabe e conquistou para esta raça o prestígio de que sempre gozou no Mundo. Moaviah, ao chegar ao califado, introduziu mudanças profundas na organização do império árabe. A capital foi transferida para Damasco e declarou o califado hereditário. O seu governo durou de 661 a 680, ficando célebre pela prosperidade e paz que soube dar ao povo. O império dos Omíadas abarcava desde as Índias até às Gálias. Em 750 a dinastia Omíada foi destronada pelos Abássidas.Os reinados dos Abássidas emancipam províncias do califado; e criam dinastias novas, como as dos Aglábidas (800). Em 1258, o califado abássida é derrotado, e os califas ficam sob a alçada dos sultões mamelucos do Egito. A sua autoridade nunca mais voltaria a ser a mesma.
  • 15. • A Conquista Muçulmana da Península Ibérica selou o último reinado de um visigodo na Hispânia. Após a ocupação da península, os muçulmanos permaneceram na região por muitos séculos e foram influentes com sua cultura. • No início do período que denominamos de Idade Média, a Península Ibérica era dominada por reinos visigodos. Estes representavam um dos povos que o Império Romano considerava como bárbaro. Nesse momento, ainda não haviam Estados Nacionais, ou seja, Portugal, Espanha e França ainda não existiam como países na península. Havia, na verdade, uma variedade de reinos independentes.
  • 16. • Boa parte da Península Ibérica era ocupada pelos visigodos, que elegiam seus reis. No século VIII, o processo de sucessão do reinado visigótico gerou conflitos. Nessa ocasião, um grupo de descontentes com a sucessão do reino pediu ajuda militar a um governador muçulmano chamado Tárique. A partir de 711 iniciaram-se movimentações populacionais e militares lideradas por líder muçulmano. Estes vieram no norte da África e cruzaram o Mar Mediterrâneo, alcançando, por fim, a Península Ibérica.
  • 17. • A Conquista Muçulmana da Península Ibérica ocorreu com a vitória sobre o rei visigodo Rodrigo, a qual determinou o fim do Reino Visigótico de Toledo. Os muçulmanos se estabeleceram então na península e, progressivamente, foram ampliando suas conquistas territoriais. Em consequência do domínio territorial e militar, veio também a influência cultural. • A região da Península Ibérica se consolidou como uma região muito adepta ao cristianismo. A invasão dos mouros fez misturar povos com culturas distintas, gerando uma sociedade muito heterogênea. Árabes, berberes, muçulmanos, moçárabes, cristão arabizados e judeus passaram a conviver na região. Dentre todos eles, os moçárabes eram maioria na população da Península Ibérica, desfrutavam de liberdade de culto e leis próprias. Entretanto deviam o pagamento de imposto pessoal de captação e imposto predial sobre o rendimento das terras. Os moçárabes eram os indivíduos que já habitavam a região e mantiveram a sua religião com a invasão dos mouros, mas adotaram as formas de relacionamento externo usadas pelos muçulmanos.
  • 18. • Desde a invasão da Península Ibérica, os cristão da região tentaram expulsar os muçulmanos e restituir o domínio no local. Mas o processo de reconquista d • urou todo o período da Idade Média. O processo todo se dividiu em três fases. Na primeira os muçulmanos se estabeleceram na península e eram submetidos ao Califado de Damasco. Na segunda fase, o emirado islâmico tornou-se independente. E na terceira fase, os cristãos intensificaram o processo de reconquista, desestruturaram o emirado e novos reinos cristãos surgiram. Neste momento, surgiu na Península Ibérica o Estado de Portugal e os reinos de Castela, Leão, Navarra e Aragão, os quais viriam a se tornar o Estado da Espanha. • Após oitocentos anos de tentativa de reconquista, o processo só foi se completar no início da chamada Idade Moderna quando os reis católicos, Fernando e Isabel, expulsaram definitivamente os muçulmanos e o Estado da Espanha foi unificado, em 1492.
  • 20. • O Império Bizantino foi herdeiro do Império Romano do Oriente tendo sua capital em Constantinopla ou Nova Roma. Durante o seu período de existência, o grande governante que teve em sua região foi Justiniano, um legislador que mandou compilar as leis romanas desde a República até o Império; combateu as heresias, procurando dar unidade ao cristianismo, o que facilitaria na monarquia. • Internamente enfrentou a Revolta de Nika (fruto da insatisfação popular contra a opressão geral dos governantes e aos elevados tributos), já no aspecto externo realizou diversas conquistas, pois tinha o objetivo de reconstruir o antigo Império Romano. Contudo, esse império conseguiu atravessar toda a Idade Média como um dos Estados mais fortes e poderosos do mundo mediterrâneo. É importante ressaltar que o Império Bizantino ficou conhecido por muito tempo por Império Romano do Oriente. No entanto, este não foi capaz de resistir à migração ocorrida por germanos e por hunos, o que acabou por fragmentar em reinos independentes.
  • 21.
  • 22. • Como população teve a concentração dos Sírios, Judeus, Gregos e Egípcios. Destacando-se três governadores durante todo império: Constantino (fundador de Constantinopla); Teodósio (dividiu efetivamente o império); e, Justiniano. Este durante o seu governo atingiu o apogeu da civilização bizantina. Pois, teve uma política externa; retomou vários territórios; modificou aspectos do antigo Direito Romano (o Corpus juris Civilis – Corpo do Direito Civil); e ainda, realizou a construção da Igreja de Santa Sofia, altamente importante por seu legado cultural arquitetônico.
  • 23. • Com a utilização de uma política déspota e teocêntrica, utilizou uma economia com intervenção estatal, com comércio e desenvolvimento agrícola. Além do mais, durante o período denominado por Império Bizantino, a economia era bastante movimentada, principalmente no comércio marítimo e sob o controle o estado. Sendo que, o seu controle deu-se por Constantinopla até o século XI. • Muralhas de Constantinopla • A sociedade urbana demonstrou enorme interesse pelos assuntos religiosos, facilitando o surgimento de heresias, como por exemplo, a dos monofisistas e dos iconoclastas, e de disputas políticas.
  • 24. • No âmbito religioso, as heresias deram-se através do arianismo que negaram a Santíssima Trindade; além do caso do arianismo, teve ainda, a questão monofisista, esta nega a natureza humana de Cristo, afirmando que Cristo tinha apenas natureza divina (o monofisismo foi difundido nas províncias do Império Bizantino e acabou identificada com aspirações de independência por parte da população do Egito e da Síria); por fim, no tocante à iconoclastia, ocorre a grande destruição de imagens e a proibição das mesmas nos templos. • Durante o período que ficou conhecido por Cisma do Oriente, ocorre a divisão da Igreja do Oriente, a igreja divide-se em Católica Romana e Ortodoxa Grega.
  • 26. • O Islã teve uma grande importância na língua e na literatura. Com o avanço do Islã, a língua árabe, se expandiu devido ao fato do Alcorão ser neste idioma. O Islamismo se expandiu tanto que a peregrinação a Meca aumentou significativamente, a ponto do governo saudita estabelecer cotas de peregrinos dos países muçulmanos. Apenas um em cada 1000 fiéis da população destes países podem ir a Meca, as restrições atingiram os próprios sauditas, uma nova lei só permite a peregrinação a cada 5 anos. • A arte islâmica surgiu no califado omíada, baseando-se numa aliança inseparavél do espiritual e temporal, a ausência de tradição fez com que o Islã se inspirasse nos povos dominados. O Islã adaptava a cultura dos povos dominados a sua realidade e seus valores. A arte do Islã é solidificada no califado abássida e é classificada como clássica. • Na área intelectual do Islã as principais bases são as ciências tradicionais divididas em dois grupos: religiosa e auxiliares. Os árabes mesmo antes do surgimento do Islamismo já se comunicavam com outros povos, e os sírios cristãos já haviam traduzido para a língua síria obras científicas e filosóficas gregas principalmente aristotélicas e neoplatônicas. • Os povos do Oriente, entraram em contato com a cultura helênica, devido às imigrações dos sábios, que foi fruto das discórdias religiosas que estavam ocorrendo no Império Bizantino. E como o Oriente estava ávido de cultura, recolheu rapidamente estes sábios, de algum modo à recepção do legado grego possibilitou a cultura árabe atingir sua maturidade.
  • 27. • "O progresso da ciência vai intensificar as crenças. Quanto mais rápidas forem as transformações da sociedade, mais as pessoas pedem apoio, que pode estar na religiosidade". SOBEL, Henry. Rabino da Congregação Israelita Paulista. • Na ciência, o Islamismo teve grande influência porque a partir daí, passou a se preocupar não só com o ambiente físico do homem, mas envolveu uma análise penetrante do homem como um ser espiritual e da sociedade em que ele vivia. De tal forma que se expandiu sua fama, todos no Ocidente, que ansiavam por maior esclarecimento se voltaram para o Islã, onde florescia o espírito da indagação. • A ciência árabe não deve ser desvinculada do que determina, a fé islâmica, a pesquisa científica é exaltada no Alcorão, encorajando o crente a aprender juntos aqueles que não compartilham a fé muçulmana. O califa Al Mamum (811 - 813), instalou em Bagdá (832) um centro de estudo e de tradução, como A Casa da Sabedoria 1 , e que foi considerada como um marco na cultura do Islã, e isto ocorreu devido ao interesse dos governantes em colecionar documentos e obras de valor, isso foi prática utilizada desde o início do Islã.
  • 29. • Maomé, o grande profeta muçulmano, deu origem ao Islamismo, uma religião monoteísta, após uma suposta revelação divina. Enfrentando fortes resistências das tribos árabes, que até então eram politeístas, passou a ser perseguido e teve que se refugiar em Medina, no ano de 622, evento conhecido como hégira - marca o início do calendário muçulmano. A partir do século VII esta cultura religiosa, inscrita no Alcorão, livro sagrado deste povo, disseminou-se pela Arábia e por vários países da Europa e da Ásia, entre eles a Espanha, a Índia e outros.
  • 30. • A arte islâmica engloba a literatura, a música, a dança, o teatro e as artes visuais de uma ampla população do Oriente Médio que adotou o Islamismo. Nela percebe-se a influência das civilizações pré-islâmicas, dos povos conquistados e de dinastias ligadas à questão religiosa. Por todos os domínios islâmicos difundiu-se uma produção artística marcada pelas idéias religiosas, imateriais – os conceitos de infinito, eternidade, menosprezo da vida material, desejo de transcendência – e pelas concepções do Profeta. Esta arte bebe diretamente na fonte do Alcorão, nela justificando suas opções, rejeições e direções escolhidas.
  • 31. • As artes visuais islâmicas estão geralmente desprovidas de expressões figurativas, constituídas em grande parte por elementos geométricos e arabescos - esmerados entrelaçamentos de figuras geométricas, folhas, plantas, homens e animais, elaborados à maneira árabe. Mas também é possível encontrar diversas expressões de imagens animais e humanas, que prevalecem especialmente em contextos profanos. O que o Alcorão condena, na verdade, é o culto de imagens. A partir do século IX, porém, tem início uma fase de censura das formas figuradas, atribuída por alguns pesquisadores à influência de judeus convertidos ao islamismo. Deste momento em diante, representar um ser concreto é usurpar o poder divino, que detém o monopólio da criação.
  • 32. • A arquitetura islâmica se expressa através da construção de mesquitas, madrasas – escolas religiosas -, locais de retiro espiritual e túmulos. As técnicas variam de acordo com as etapas históricas e os territórios onde se desenvolvem. No centro do mundo árabe as mesquitas seguem todas o mesmo padrão – um átrio, uma sala para orações -, mas possuem decoração e formas diversificadas. No Irã utilizam-se amplamente o tijolo e o que se chama de iwans, formas específicas, e o arco persa. Já na Península Ibérica há uma opção por uma arquitetura colorida, enquanto na Turquia a influência bizantina manifesta-se através da presença de grandes cúpulas nas mesquitas.
  • 33. • Os tapetes e tecidos desempenharam um papel essencial na cultura islâmica. Na época em que prevaleceu o nomadismo, as tendas eram decoradas com estas peças. À medida que os muçulmanos se tornaram sedentários, sedas, brocados e tapetes ganharam status de decoração em palácios e castelos, bem como nas mesquitas, nas quais os crentes ajoelham-se sobre tapetes, pois não devem ficar em contato com a terra. As oficinas mais importantes na confecção de tapetes foram as de Shiraz, Tabriz e Isfahan, no Oriente, e Palermo, no Ocidente. • Uma rica diversidade de estilos e o uso de técnicas eficazes marcaram as artes visuais islâmicas, essencialmente decorativas e coloridas. Os arabescos eram utilizados tanto na arquitetura quanto na decoração de objetos. A produção de cerâmicas, vidros, a ilustração de manuscritos e o artesanato de madeira ou metal também foram muito importantes na cultura islâmica. A cerâmica é uma das primeiras artes decorativas muçulmanas, principalmente a decoração da louça de barro em esmalte, uma das mais admiráveis contribuições do Islã para esta arte. A ilustração de manuscritos é igualmente muito reverenciada nos países árabes, especialmente a pintura em miniatura, no período posterior às invasões dos mongóis (1220-1260). Da mesma forma a caligrafia teve seu papel de destaque como motivo decorativo, uma vez que a palavra escrita é considerada pelos muçulmanos como uma revelação divina.
  • 34. • A pintura islâmica é expressa por meio de afrescos e miniaturas. Infelizmente, poucas pinturas sobreviveram ao tempo em bom estado. Elas eram em geral empregadas na decoração das paredes dos palácios ou de edifícios públicos. Seus temas abrangiam episódios de caça e do cotidiano da corte. O estilo era análogo ao da pintura helênica, mas sofria também influências da Índia, da cultura bizantina e também da chinesa.
  • 36. • Fé — professar e aceitar o credo (Chacado1 , Chahada ou Shahadah); • Oração — orar cinco vezes ao longo do dia (Salá2 , Salat ou Salah); • Caridade — pagar dádivas rituais (Zacate3 , Zacat, Zakat ou Zakah); • Jejum — observar as obrigações do Ramadão (Saum ou Siyam); • Peregrinação — fazer a peregrinação a Meca (Hajj ou Haj).
  • 38. • filosofia islâmica faz parte dos chamados estudos islâmicos. Os filósofos desse ramo buscam alcançar uma harmonia entre a fé, a razão e/ou a filosofia e os ensinamentos religiosos do Islão. De um ponto de vista Ocidental, a filosofia islâmica teve o grande mérito de despertar a renovação filosófica da cultura medieval.1 • A palavra islã significa "submissão" incondicional a vontade de Alá (Deus). Seus seguidores, os muçulmanos, acreditam que sua fé foi revelada por Alá ao profeta Maomé, cujas palavras foram reunidas no livro sagrado do islamismo, o Alcorão.
  • 40. • O Islão é a segunda religião com maior número de fiéis, atrás apenas do cristianismo, segundo o CIA World Factbook de 2005.De acordo com o World Network of Religious Futurists, e o U.S. Center for World Mission o islamismo estaria crescendo mais rapidamente em número de crentes de qualquer outra religião. O islamismo hoje é dominado pelo tradicionalismo, preocupado com a manutenção de rituais e práticas antigas, como o uso do véu pelas mulheres. Existem ainda correntes que pretendem conciliar o Islã com aspectos da modernidade, que são principalmente ativas nos Estados Unidos da América. À semelhança do que acontece no judaísmo e no cristianismo, o islamismo é também marcado pela existência de movimentos ditos integristas ou fundamentalistas. •
  • 41. • As tradições islâmicas baseiam-se no Alcorão, nos ditos do profeta (hadith) e nas interpretações destas fontes pelos teólogos. Ao longo dos últimos séculos, tem-se verificado uma tendência para o conservadorismo, com interpretações novas vistas como indesejáveis. A xariá antiga tinha um caráter muito mais flexível do que aquele hoje associado com a jurisprudência islâmica (fiqh), e muitos acadêmicos muçulmanos islâmicos acreditam que ela deva ser renovada, e que os juristas clássicos deveriam perder o seu estatuto especial. Isto implica a necessidade de formular uma nova fiqh que seja praticável no mundo moderno, como proposto pelos defensores da islamização do conhecimento, e iria lidar com o contexto moderno. Este movimento não pretende alterar os pontos fundamentais do islamismo, mas sim evitar más interpretações e libertar o caminho para a renovação do prévio estatuto do mundo islâmico como um centro de pensamento moderno e de liberdade.