Introdução à Teoria da
Comunicação
SET

Comunicação e Expressão Verbal I
Taïs Bressane
Teoria da Comunicação

"(...) a mídia fabrica o consenso. (...) Se você não
pode forçar as pessoas a obedecerem um regime à
força (como fazia a ex União Soviética e como
fazem outras ditaduras, ou mesmo as que se
chamam, democracias no mundo), então você
lança mão de propagandas que garantam que as
pessoas concordarão com a ordem que os grupos
estão impondo à sociedade.“ Chomsky
Um pouco da história...
 A Teoria Matemática da Informação inspirou as
teorias da Informação e da Comunicação.
 A Teoria da Informação é aplicada hoje em áreas
como telecomunicações, informática, lingüística. Se
preocupa com o grau de originalidade da
mensagem: a quantidade da informação é função
de sua probabilidade.
Quanto mais imprevisível for a mensagem,
maior será a informação.
Teoria da Comunicação

A Teoria da Comunicação tem como principais objetos:
 Compreender e estudar os processos comunicativos
 Compreender e estudar os meios de comunicação
Processo comunicativo – modelo linear
Aquele que envia a mensagem:

canal

Pode ser composto apenas por uma
pessoa ou por um conjunto de
pessoas. Por exemplo, o conteúdo de
um jornal, redigido por jornalistas,
articulistas, repórteres, etc.

Veículo que transmite a mensagem ao receptor

mensagem

Conteúdo e expressão da mensagem

receptor

emissor
Códigos e subcódigos empregados na
mensagem

código

Contexto do processo comunicativo

referente

Aquele a quem a mensagem é
destinada:
Pode ser composto apenas por
uma pessoa ou por um conjunto de
pessoas. Por exemplo, os ouvintes
de rádio.

ruído
Qualquer elemento que possa interferir negativamente no processo comunicativo. Por exemplo, uma
distorção na imagem da TV, emprego de código que não seja compartilhado pelo receptor, etc.

Modelo de Roman Jakobson
Processo comunicativo: Funções de Linguagem
As funções de linguagem foram definidas por Roman Jakobson, a fim de
compreender as funcionalidades da linguagem em uso. Jakobson
considera que durante um processo comunicativo centramos nossa
comunicação em um ou mais elementos do processo de comunicação:

Referente
Emissor
Receptor
Canal
Mensagem
Código

referencial
emotiva
conativa
fática
poética
metalingüística

 Em todo texto há uma função predominante
 Há uma hierarquia de funções, isto é, todo texto pode ter não apenas uma
função predominante, mas várias ou todas as funções.
Processo Comunicativo – modelo circular

emissor

mensagem

receptor

 Dialogismo
 Mensagem construída ao longo da
interação
 Simulacros
 Jogo de imagens
 Alargamento da comunicação
Função emotiva

Emmanuel Bassoleil

Centralizada no
emissor, expressa sua
opinião e comentários.
Prevalece a 1ª pessoa
(singular ou
plural), interjeições, ex
clamações e
adjetivações.

Exemplo de textos:
biografias, memórias,
diários, cartas, etc.

Nasci em Dijon, na Bourgogne, em 1961. Minha infância e
adolescência foram passadas em Auxonne, crescendo em
uma cidadezinha de oito mil habitantes, ao lado de um pai
gourmet, apreciador de bons vinhos e de bons pratos, e de
uma mãe, perfeita anfitriã e cozinheira de mão cheia.
Foram 14 anos de convivência com os prazeres de uma boa
mesa. Em 1977, quando entrei para a Escola Técnica de
Hotelaria em Dijon, estava realizando, ao mesmo tempo,
um velho sonho de meu pai e um grande desejo meu.

Para ler mais:
http://www1.uol.com.br/bibliot/bassolei/apresent.htm
Principal palestrante de encontro com
mulheres de prefeitos, Marisa se cala

Função
referencial

Lula Marques/Folha Imagem

Centralizada no
referente, fornece
informações da
realidade.
Objetiva, direta,
denotativa,
prevalecendo a 3ª
pessoa do singular.

Exemplos de textos:
notícias de jornal, livros
científicos, relatórios,
documentos, etc.

Participante dorme em palestra no encontro de prefeitos




Anunciada como palestrante principal de uma mesa para
discutir parcerias nos direitos de crianças e adolescentes, a
primeira-dama, Marisa Letícia, frustrou ontem as mulheres
de prefeitos que esperaram mais de quatro horas para ouvila. Dona Marisa, como é conhecida, não quis falar.
No lugar
dela, revezaram-se ao microfone os ministros Dilma Rousseff
(Casa Civil), Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) e Patrus
Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome).
As
cerca de 300 primeiras-damas, secretárias e prefeitas
presentes ainda insistiram gritando "Marisa, Marisa", em
coro, mas, apontando para o relógio, ela se desculpou. Por
fim, acabou cedendo e proferiu uma única frase: "Só quero
dar os parabéns, agradecer a presença de vocês todas e
espero que eu possa convidar vocês mais uma vez para
participar desta grande reunião".
Para ler mais:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1102200903.htm
Função conativa
Centrada no receptor; o
emissor procura convencer
e persuadir o receptor.
Uso de tu e você,
vocativos, nome de
empresas, verbos de ação
e do imperativo.
Exemplos de textos:
discursos políticos,
sermões e propagandas
que se dirigem
diretamente ao
consumidor.
Função fática
Centralizada no canal, tem
como objetivo abrir,
prolongar ou não o contato
com o receptor, testar a
eficiência do canal e
encerrar a comunicação.
Uso de interjeições (ahn?,
Hum hum, etc), linguagem
corporal e gestual, gráfica,
etc.
Exemplo de textos:
saudações, controle da
conversação e similares.

Olá, tbressane!
Você tem 7 e-mail(s) não
lido(s) em sua caixa de
entrada
Função poética
Centralizada no
conteúdo e na forma
da mensagem.
Linguagem figurada,
afetiva, conotativa,
metafórica.
Exemplos de textos:
obras literárias, letras
de música, poesias,
etc.
Para ler mais:
http://www.imediata.com/BVP/Lygia_de_Azeredo_Campos/index.html
MAKING OF NAÇÃO PALMARES

Função
metalingüística
Centralizada no código, usa
a linguagem para falar dela
mesma. A poesia que fala
da poesia, da sua função e
do poeta, um texto que
comenta outro texto.
Linguagem explicativa,
descrições, exemplos
detalhados, analogias.

Exemplos de textos:
dicionários, manuais de
produtos, making of de
filmes, etc.

Como foi pensado, produzido e publicado o documentário
interativo Nação Palmares.
1.

A concepção
Eu e Rodrigo Savazoni queríamos há algum
tempo explorar melhor a experiência com o hipervídeo que
tínhamos realizado com a reportagem Consumo Consciente.
Naquela ocasião, apesar do bom trabalho de programação e
arte da nossa equipe (Mário Marco e Yasodara Córdova), o
conteúdo ficou prejudicado pela falta de uma coordenação
multimídia sobre todo o projeto. Os vídeos, por exemplo,
ficaram a cargo da TV Nacional, o que prejudicou uma
linguagem unificada e complementar para a narrativa. Ou seja:
tínhamos uma bela embalagem para reportagens medianas e
confusas. Quando surgiu a oportunidade do editor especial
Spensy Pimentel ir ao Espírito Santo para a comunidade
quilombola de Linharinho, imaginamos que poderia ser uma
nova chance para fazer melhor. Ainda mais porque não iria
apenas ele, mas toda uma equipe multimídia: ele como
repórter, Valter Campanato como fotógrafo e Robson Moura
como cinegrafista.
Para ler mais:
http://www.andredeak.com.br/2007/11/25/making-of-nacao-palmares/
Teoria da Comunicação
Baseado em:

Barros, D.L. A Comunicação Humana, in Introdução à
Linguística, (org.) Fiorin, L., ed. Contexto

Introdução à Teoria da ComunicaçãO

  • 1.
    Introdução à Teoriada Comunicação SET Comunicação e Expressão Verbal I Taïs Bressane
  • 2.
    Teoria da Comunicação "(...)a mídia fabrica o consenso. (...) Se você não pode forçar as pessoas a obedecerem um regime à força (como fazia a ex União Soviética e como fazem outras ditaduras, ou mesmo as que se chamam, democracias no mundo), então você lança mão de propagandas que garantam que as pessoas concordarão com a ordem que os grupos estão impondo à sociedade.“ Chomsky
  • 3.
    Um pouco dahistória...  A Teoria Matemática da Informação inspirou as teorias da Informação e da Comunicação.  A Teoria da Informação é aplicada hoje em áreas como telecomunicações, informática, lingüística. Se preocupa com o grau de originalidade da mensagem: a quantidade da informação é função de sua probabilidade. Quanto mais imprevisível for a mensagem, maior será a informação.
  • 4.
    Teoria da Comunicação ATeoria da Comunicação tem como principais objetos:  Compreender e estudar os processos comunicativos  Compreender e estudar os meios de comunicação
  • 5.
    Processo comunicativo –modelo linear Aquele que envia a mensagem: canal Pode ser composto apenas por uma pessoa ou por um conjunto de pessoas. Por exemplo, o conteúdo de um jornal, redigido por jornalistas, articulistas, repórteres, etc. Veículo que transmite a mensagem ao receptor mensagem Conteúdo e expressão da mensagem receptor emissor Códigos e subcódigos empregados na mensagem código Contexto do processo comunicativo referente Aquele a quem a mensagem é destinada: Pode ser composto apenas por uma pessoa ou por um conjunto de pessoas. Por exemplo, os ouvintes de rádio. ruído Qualquer elemento que possa interferir negativamente no processo comunicativo. Por exemplo, uma distorção na imagem da TV, emprego de código que não seja compartilhado pelo receptor, etc. Modelo de Roman Jakobson
  • 6.
    Processo comunicativo: Funçõesde Linguagem As funções de linguagem foram definidas por Roman Jakobson, a fim de compreender as funcionalidades da linguagem em uso. Jakobson considera que durante um processo comunicativo centramos nossa comunicação em um ou mais elementos do processo de comunicação: Referente Emissor Receptor Canal Mensagem Código referencial emotiva conativa fática poética metalingüística  Em todo texto há uma função predominante  Há uma hierarquia de funções, isto é, todo texto pode ter não apenas uma função predominante, mas várias ou todas as funções.
  • 7.
    Processo Comunicativo –modelo circular emissor mensagem receptor  Dialogismo  Mensagem construída ao longo da interação  Simulacros  Jogo de imagens  Alargamento da comunicação
  • 8.
    Função emotiva Emmanuel Bassoleil Centralizadano emissor, expressa sua opinião e comentários. Prevalece a 1ª pessoa (singular ou plural), interjeições, ex clamações e adjetivações. Exemplo de textos: biografias, memórias, diários, cartas, etc. Nasci em Dijon, na Bourgogne, em 1961. Minha infância e adolescência foram passadas em Auxonne, crescendo em uma cidadezinha de oito mil habitantes, ao lado de um pai gourmet, apreciador de bons vinhos e de bons pratos, e de uma mãe, perfeita anfitriã e cozinheira de mão cheia. Foram 14 anos de convivência com os prazeres de uma boa mesa. Em 1977, quando entrei para a Escola Técnica de Hotelaria em Dijon, estava realizando, ao mesmo tempo, um velho sonho de meu pai e um grande desejo meu. Para ler mais: http://www1.uol.com.br/bibliot/bassolei/apresent.htm
  • 9.
    Principal palestrante deencontro com mulheres de prefeitos, Marisa se cala Função referencial Lula Marques/Folha Imagem Centralizada no referente, fornece informações da realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Exemplos de textos: notícias de jornal, livros científicos, relatórios, documentos, etc. Participante dorme em palestra no encontro de prefeitos 
 Anunciada como palestrante principal de uma mesa para discutir parcerias nos direitos de crianças e adolescentes, a primeira-dama, Marisa Letícia, frustrou ontem as mulheres de prefeitos que esperaram mais de quatro horas para ouvila. Dona Marisa, como é conhecida, não quis falar.
No lugar dela, revezaram-se ao microfone os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome).
As cerca de 300 primeiras-damas, secretárias e prefeitas presentes ainda insistiram gritando "Marisa, Marisa", em coro, mas, apontando para o relógio, ela se desculpou. Por fim, acabou cedendo e proferiu uma única frase: "Só quero dar os parabéns, agradecer a presença de vocês todas e espero que eu possa convidar vocês mais uma vez para participar desta grande reunião". Para ler mais: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1102200903.htm
  • 10.
    Função conativa Centrada noreceptor; o emissor procura convencer e persuadir o receptor. Uso de tu e você, vocativos, nome de empresas, verbos de ação e do imperativo. Exemplos de textos: discursos políticos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor.
  • 11.
    Função fática Centralizada nocanal, tem como objetivo abrir, prolongar ou não o contato com o receptor, testar a eficiência do canal e encerrar a comunicação. Uso de interjeições (ahn?, Hum hum, etc), linguagem corporal e gestual, gráfica, etc. Exemplo de textos: saudações, controle da conversação e similares. Olá, tbressane! Você tem 7 e-mail(s) não lido(s) em sua caixa de entrada
  • 12.
    Função poética Centralizada no conteúdoe na forma da mensagem. Linguagem figurada, afetiva, conotativa, metafórica. Exemplos de textos: obras literárias, letras de música, poesias, etc. Para ler mais: http://www.imediata.com/BVP/Lygia_de_Azeredo_Campos/index.html
  • 13.
    MAKING OF NAÇÃOPALMARES Função metalingüística Centralizada no código, usa a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Linguagem explicativa, descrições, exemplos detalhados, analogias. Exemplos de textos: dicionários, manuais de produtos, making of de filmes, etc. Como foi pensado, produzido e publicado o documentário interativo Nação Palmares. 1. A concepção
Eu e Rodrigo Savazoni queríamos há algum tempo explorar melhor a experiência com o hipervídeo que tínhamos realizado com a reportagem Consumo Consciente. Naquela ocasião, apesar do bom trabalho de programação e arte da nossa equipe (Mário Marco e Yasodara Córdova), o conteúdo ficou prejudicado pela falta de uma coordenação multimídia sobre todo o projeto. Os vídeos, por exemplo, ficaram a cargo da TV Nacional, o que prejudicou uma linguagem unificada e complementar para a narrativa. Ou seja: tínhamos uma bela embalagem para reportagens medianas e confusas. Quando surgiu a oportunidade do editor especial Spensy Pimentel ir ao Espírito Santo para a comunidade quilombola de Linharinho, imaginamos que poderia ser uma nova chance para fazer melhor. Ainda mais porque não iria apenas ele, mas toda uma equipe multimídia: ele como repórter, Valter Campanato como fotógrafo e Robson Moura como cinegrafista. Para ler mais: http://www.andredeak.com.br/2007/11/25/making-of-nacao-palmares/
  • 14.
    Teoria da Comunicação Baseadoem: Barros, D.L. A Comunicação Humana, in Introdução à Linguística, (org.) Fiorin, L., ed. Contexto