Pesquisas Qualitativa e Quantitativa
Taïs Bressane
Pesquisas Qualitativa e Quantitativa

•

Qual a base histórica das duas abordagens?

•

Quais as principais características de cada
uma?

•

Quais as principais diferenças entre elas?

•

As duas abordagens podem ser integradas?
Pesquisa Quantitativa
Pesquisas Qualitativa e Quantitativa

Um pouco de história
• A pesquisa quantitativa é fruto do
desenvolvimento do método científico das
ciências físicas e naturais - baseado na
lógica simbólica e na matemática.
•

ia de
unidade das ciências e, com
isso, defendiam o uso do
todo científico
reas.
quantitativa

Características gerais
• Busca explicar e compreender fenômenos
por meio da análise de seus significados e do
estabelecimento de leis causais.
• Tem como objetivo mensurar e testar
hipóteses.

• Obtém dados descritivos através de métodos
estatísticos que buscam a objetividade e a
exatidão.
quantitativa

Quando usar?
• Para medir opiniões, atitudes, preferências
e comportamentos.
• Para compor grandes perfis populacionais
ou indicadores macroeconômicos e sociais
que permitem generalizações.
quantitativa

Instrumentos de coleta
• Utiliza amostras representativas de um
determinado universo para buscar
resultados que possam ser generalizados e
projetados para aquele universo.
• Utiliza diversas técnicas de entrevistas:
– Entrevistas pessoais, por telefone ou pela
internet
– Questionários estruturados com perguntas
fechadas
quantitativa

Instrumentos de coleta
quantitativa

Tratamento e análise dos dados

• Quantificação de uniformidades e
regularidades nos fenômenos analisados.
• As análises são realizadas sobre dados
numéricos primários que são corelacionados e geram dados secundários.
quantitativa

Resultados

• Apresentados em tabelas e percentuais
gráficos.
• Podem gerar índices regulares que são
usados para formar perfis e acompanhar
comportamentos.
• Permitem a construção de grandes painéis
de comportamento.
quantitativa

Resultados
quantitativa

Resultados
quantitativa

Resultados
quantitativa

Resultados
quantitativa

Posição do pesquisador
•

Maior engajamento ocorre durante a
elaboração de instrumentos de coleta e de
análise dos dados.

• Separação entre
pesquisador e
objeto da pesquisa
• Distância do
contexto
Pesquisa Qualitativa
Pesquisas Qualitativa e Quantitativa

Um pouco de história

• A pesquisa qualitativa começa a se
desenvolver em meados do séc XIX.
•
gicos para
contemplar a especificidade e a
complexidade das ciências sociais e
humanas.
Características gerais

• Busca compreender a complexidade de
fenômenos, fatos e processos particulares
e específicos.
• Tem como objetivo
observar, aprofundar, explorar, descrever e
explicar o objeto em estudo.
Características gerais
Utiliza uma diversidade de métodos e
técnicas baseados em inferências.

Pesquisa bibliográfica
Pesquisa documental
Pesquisa experimental
Pesquisa ex-post facto

Levantamento
Estudo de caso
Pesquisa ação
Pesquisa participante
Quando usar?
• Para compreender fenômenos específicos e
delimitáveis.

• Para aprofundar aspectos e compreender
possíveis razões para atitudes,
representações, crenças, comportamentos,
etc.
Investigar se o uso de recursos tecnológicos
alterou o desempenho de alunos do Ensino Médio
na aprendizagem de matemática.
Instrumentos de coleta
• Os instrumentos são selecionados em função
dos objetivos, adaptáveis a elementos e
circunstâncias não previstos ou à evolução
das hipóteses.
• Os dados são coletados a partir de interações
autênticas entre pessoas, e entre pessoas e
sistemas.
• As interações entre pesquisador e
participantes são gravadas e posteriormente
analisadas.
Instrumentos de coleta
• Em geral, trabalha-se com grupos pequenos
de entrevistados, já que não há a
preocupação de generalizar informações.

• O material da investigação qualitativa é a
linguagem (verbal e não verbal) expressada
na fala cotidiana, nos gestos, nas posturas
corporais, tons de voz, etc. Também é
necessário o registro detalhado de dados do
contexto.
Instrumentos de coleta

Principais instrumentos de coleta:
– documentos, diários, filmes, gravações;
– entrevistas não direcionadas e semiestruturadas;
– entrevistas em profundidade com roteiros ou
perguntas abertas;
– observação;
– observação participante;
– grupos focais.
Tratamento e análise dos dados
Constante cotejamento dos dados com o
contexto de cultura e de situação em que
foram coletados.
O contexto de cultura
abrange hábitos,
costumes, crenças,
valores de
agrupamentos sociais e
instituições envolvidas
numa interação.

O contexto de situação
abrange todos os
participantes
envolvidos, os meios de
comunicação utilizados e
os temas abordados numa
interação.
Tratamento e análise dos dados
Etapas de
análise
• Pré-análise: fase de organização, seleção e
leitura do material para posterior
categorização, elaboração de indicadores e
levantamento de hipóteses emergentes.
Tratamento e análise dos dados
Etapas de
análise

• Exploração do material: fase de preparação
do material (recorte de notícias, edição de
textos, transcrições, decupagem de
vídeos, etc.).

• As amostras do material utilizado devem
seguir os princípios de
exaustividade, representatividade, homogene
idade e adequação.
Tratamento e análise dos dados
Etapas de
análise
• Codificação dos dados: fase de recorte e
escolha de unidades (texto, segmentos de
texto, frase, palavra e seu contexto),
enumeração, classificação e agrupamento
dos dados.
Tratamento e análise dos dados
Possíveis codificações:

Etapas de
análise

• Presença ou ausência de determinados elementos
• Frequência de ocorrência
• Engajamento do participante (tempos verbais, advérbios
de modo, adjetivos, etc.)
• Avaliativos: critérios de preferência
(favorável/desfavorável), de estética (bonito/feio), de
tamanho (grande/pequeno), etc.
• Ordem de aparição das unidades
• Co-ocorrência (associação, equivalência e oposição de
unidades)
Tratamento e análise dos dados
Categorização:

Etapas de
análise

• As categorias reúnem um grupo de unidades
de registro e devem ser mutuamente
excludentes.
• Podem ser estabelecidas a priori - modelo
fechado; no decorrer da análise - modelo
aberto; ou podem sofrer modificações
durante a análise - modelo misto.
Tratamento e análise dos dados
Existem diversos softwares de análise de
discurso para criar
categorias, codificar, filtrar, fazer buscas e
questionar os dados.
•
•
•

Wordsmith Tools
TEXTPACK
NVIVO
Tratamento e análise dos dados

Interpretação:

Etapas de
análise

Estatística descritiva
Análises estatísticas complexas
Provas de validação estatísticas
Provas de interpretação (triangulação de
resultados)
- Validação
- Síntese de resultados (tabelas, diagramas,
modelos)
-
Posição do pesquisador

• O pesquisador mantém relação direta com
os participantes e com o contexto.
• Mantém relação de proximidade entre
sujeito e objeto.
• Sujeito e objeto podem ser agentes dos
processos analisados.
As duas abordagens podem ser integradas?
Pesquisas Qualitativa e Quantitativa

Integração
Pesquisas quantitativas
• podem gerar resultados qualitativos ou
hipóteses para pesquisas qualitativas

Pesquisas qualitativas
• podem acompanhar e aprofundar aspectos
levantados por estudos quantitativos.

• podem levantar problemas e variáveis que
levem a novos enfoques quantitativos.
Pesquisas Qualitativa e Quantitativa

Atividade
Assista ao vídeo a seguir e depois responda:
Relação, tempo e criatividade

Qual a abordagem da pesquisa?
Como os dados foram coletados?
Qual o envolvimento do pesquisador?

Os resultados podem ser generalizados?
O que é possível considerar a partir dos resultados?
Pesquisas Qualitativa e Quantitativa

Referências Bibliográficas
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Acessado em 10/02/2012, URL:
http://www.ibge.gov.br
IBOPE. Acessado em 10/02/2012, URL: http://www.ibope.com.br
LAVILLE, C. & DIONNE, J. Análise de conteúdo. In: A construção do saber: manual de
metodologia da pesquisa em ciências humanas. Trad. H. Monteiro e F. Settineri. Porto
Alegre: ArtMed, 1999. p. 214-235.

LAKATOS, E. M. & MARCONI, M. Fundamentos de Metodologia Científica. Atlas, SP, 2005.
RICHARDSON, R. J. Análise de conteúdo. In: Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª ed.
ver. ampl. São Paulo: Editora Atlas, 1999. p. 220-244.
SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2001.
TRIVIÑOS, A. N. Método de análise de conteúdo. In: Introdução à pesquisa em ciências
sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. p. 158-166.

Pesquisas qualitativa e quantitativa

  • 1.
    Pesquisas Qualitativa eQuantitativa Taïs Bressane
  • 2.
    Pesquisas Qualitativa eQuantitativa • Qual a base histórica das duas abordagens? • Quais as principais características de cada uma? • Quais as principais diferenças entre elas? • As duas abordagens podem ser integradas?
  • 3.
  • 4.
    Pesquisas Qualitativa eQuantitativa Um pouco de história • A pesquisa quantitativa é fruto do desenvolvimento do método científico das ciências físicas e naturais - baseado na lógica simbólica e na matemática. • ia de unidade das ciências e, com isso, defendiam o uso do todo científico reas.
  • 5.
    quantitativa Características gerais • Buscaexplicar e compreender fenômenos por meio da análise de seus significados e do estabelecimento de leis causais. • Tem como objetivo mensurar e testar hipóteses. • Obtém dados descritivos através de métodos estatísticos que buscam a objetividade e a exatidão.
  • 6.
    quantitativa Quando usar? • Paramedir opiniões, atitudes, preferências e comportamentos. • Para compor grandes perfis populacionais ou indicadores macroeconômicos e sociais que permitem generalizações.
  • 7.
    quantitativa Instrumentos de coleta •Utiliza amostras representativas de um determinado universo para buscar resultados que possam ser generalizados e projetados para aquele universo. • Utiliza diversas técnicas de entrevistas: – Entrevistas pessoais, por telefone ou pela internet – Questionários estruturados com perguntas fechadas
  • 8.
  • 9.
    quantitativa Tratamento e análisedos dados • Quantificação de uniformidades e regularidades nos fenômenos analisados. • As análises são realizadas sobre dados numéricos primários que são corelacionados e geram dados secundários.
  • 10.
    quantitativa Resultados • Apresentados emtabelas e percentuais gráficos. • Podem gerar índices regulares que são usados para formar perfis e acompanhar comportamentos. • Permitem a construção de grandes painéis de comportamento.
  • 11.
  • 12.
  • 13.
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    quantitativa Posição do pesquisador • Maiorengajamento ocorre durante a elaboração de instrumentos de coleta e de análise dos dados. • Separação entre pesquisador e objeto da pesquisa • Distância do contexto
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  • 17.
    Pesquisas Qualitativa eQuantitativa Um pouco de história • A pesquisa qualitativa começa a se desenvolver em meados do séc XIX. • gicos para contemplar a especificidade e a complexidade das ciências sociais e humanas.
  • 18.
    Características gerais • Buscacompreender a complexidade de fenômenos, fatos e processos particulares e específicos. • Tem como objetivo observar, aprofundar, explorar, descrever e explicar o objeto em estudo.
  • 19.
    Características gerais Utiliza umadiversidade de métodos e técnicas baseados em inferências. Pesquisa bibliográfica Pesquisa documental Pesquisa experimental Pesquisa ex-post facto Levantamento Estudo de caso Pesquisa ação Pesquisa participante
  • 20.
    Quando usar? • Paracompreender fenômenos específicos e delimitáveis. • Para aprofundar aspectos e compreender possíveis razões para atitudes, representações, crenças, comportamentos, etc. Investigar se o uso de recursos tecnológicos alterou o desempenho de alunos do Ensino Médio na aprendizagem de matemática.
  • 21.
    Instrumentos de coleta •Os instrumentos são selecionados em função dos objetivos, adaptáveis a elementos e circunstâncias não previstos ou à evolução das hipóteses. • Os dados são coletados a partir de interações autênticas entre pessoas, e entre pessoas e sistemas. • As interações entre pesquisador e participantes são gravadas e posteriormente analisadas.
  • 22.
    Instrumentos de coleta •Em geral, trabalha-se com grupos pequenos de entrevistados, já que não há a preocupação de generalizar informações. • O material da investigação qualitativa é a linguagem (verbal e não verbal) expressada na fala cotidiana, nos gestos, nas posturas corporais, tons de voz, etc. Também é necessário o registro detalhado de dados do contexto.
  • 23.
    Instrumentos de coleta Principaisinstrumentos de coleta: – documentos, diários, filmes, gravações; – entrevistas não direcionadas e semiestruturadas; – entrevistas em profundidade com roteiros ou perguntas abertas; – observação; – observação participante; – grupos focais.
  • 24.
    Tratamento e análisedos dados Constante cotejamento dos dados com o contexto de cultura e de situação em que foram coletados. O contexto de cultura abrange hábitos, costumes, crenças, valores de agrupamentos sociais e instituições envolvidas numa interação. O contexto de situação abrange todos os participantes envolvidos, os meios de comunicação utilizados e os temas abordados numa interação.
  • 25.
    Tratamento e análisedos dados Etapas de análise • Pré-análise: fase de organização, seleção e leitura do material para posterior categorização, elaboração de indicadores e levantamento de hipóteses emergentes.
  • 26.
    Tratamento e análisedos dados Etapas de análise • Exploração do material: fase de preparação do material (recorte de notícias, edição de textos, transcrições, decupagem de vídeos, etc.). • As amostras do material utilizado devem seguir os princípios de exaustividade, representatividade, homogene idade e adequação.
  • 27.
    Tratamento e análisedos dados Etapas de análise • Codificação dos dados: fase de recorte e escolha de unidades (texto, segmentos de texto, frase, palavra e seu contexto), enumeração, classificação e agrupamento dos dados.
  • 28.
    Tratamento e análisedos dados Possíveis codificações: Etapas de análise • Presença ou ausência de determinados elementos • Frequência de ocorrência • Engajamento do participante (tempos verbais, advérbios de modo, adjetivos, etc.) • Avaliativos: critérios de preferência (favorável/desfavorável), de estética (bonito/feio), de tamanho (grande/pequeno), etc. • Ordem de aparição das unidades • Co-ocorrência (associação, equivalência e oposição de unidades)
  • 29.
    Tratamento e análisedos dados Categorização: Etapas de análise • As categorias reúnem um grupo de unidades de registro e devem ser mutuamente excludentes. • Podem ser estabelecidas a priori - modelo fechado; no decorrer da análise - modelo aberto; ou podem sofrer modificações durante a análise - modelo misto.
  • 30.
    Tratamento e análisedos dados Existem diversos softwares de análise de discurso para criar categorias, codificar, filtrar, fazer buscas e questionar os dados. • • • Wordsmith Tools TEXTPACK NVIVO
  • 31.
    Tratamento e análisedos dados Interpretação: Etapas de análise Estatística descritiva Análises estatísticas complexas Provas de validação estatísticas Provas de interpretação (triangulação de resultados) - Validação - Síntese de resultados (tabelas, diagramas, modelos) -
  • 32.
    Posição do pesquisador •O pesquisador mantém relação direta com os participantes e com o contexto. • Mantém relação de proximidade entre sujeito e objeto. • Sujeito e objeto podem ser agentes dos processos analisados.
  • 33.
    As duas abordagenspodem ser integradas?
  • 34.
    Pesquisas Qualitativa eQuantitativa Integração Pesquisas quantitativas • podem gerar resultados qualitativos ou hipóteses para pesquisas qualitativas Pesquisas qualitativas • podem acompanhar e aprofundar aspectos levantados por estudos quantitativos. • podem levantar problemas e variáveis que levem a novos enfoques quantitativos.
  • 35.
    Pesquisas Qualitativa eQuantitativa Atividade Assista ao vídeo a seguir e depois responda: Relação, tempo e criatividade Qual a abordagem da pesquisa? Como os dados foram coletados? Qual o envolvimento do pesquisador? Os resultados podem ser generalizados? O que é possível considerar a partir dos resultados?
  • 36.
    Pesquisas Qualitativa eQuantitativa Referências Bibliográficas IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Acessado em 10/02/2012, URL: http://www.ibge.gov.br IBOPE. Acessado em 10/02/2012, URL: http://www.ibope.com.br LAVILLE, C. & DIONNE, J. Análise de conteúdo. In: A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Trad. H. Monteiro e F. Settineri. Porto Alegre: ArtMed, 1999. p. 214-235. LAKATOS, E. M. & MARCONI, M. Fundamentos de Metodologia Científica. Atlas, SP, 2005. RICHARDSON, R. J. Análise de conteúdo. In: Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª ed. ver. ampl. São Paulo: Editora Atlas, 1999. p. 220-244. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2001. TRIVIÑOS, A. N. Método de análise de conteúdo. In: Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. p. 158-166.