2011 SCIP LATIN AMERICA SUMMIT
INTELIGÊNCIA 2.0
Fred Donier
Página 1Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
Fred Donier
Sócio-Diretor Crescendo Consultoria / Membro da diretoria SCIP Brasil
Professor de MBA – FIA / FIPE
Conselheiro da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo
São Paulo, 4 de Outubro de 2011
Sumário
• Contexto conceitual da Inteligência 2.0
• A importância do change management neste novo contexto
Case Banco do Brasil
Página 2Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
• Case Banco do Brasil
• Conclusões e ensinamentos extraídos
A disseminação dos modelos de gestão 2.0 cria uma ruptura em
relação ao modelo 1.0 concebido por Taylor e Fayol 100 anos atrás
ORIENTAÇÃO ‘COMANDO E CONTROLE’
(BUROCRACIA TRADICIONAL)
ORIENTAÇÃO ‘CONEXÃO E COLABORAÇÃO’
(A ORGANIZAÇÃO ANTENADA E ENERGIZADA)
• Vantagens
competitivas menos
sustentáveis
• ‘Peopleware’ como
fator de
competitividade
• Emergência gerações
Y, Z + novos fatores
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PROPÓSITO:
SEGURANÇA ATRAVES DA ESTABILIDADE
COORDENAÇÃO
ESPECIALIZAÇÃO
FORMALIZAÇÃO
PROPÓSITO:
SEGURANÇA ATRAVES DA MUDANÇA
REGULÇÃO
PELOSVALORES
VALORIZAÇÃO
AUTONOMIA
CAPACIDADES
METODÓLGICAS
PILARES
Y, Z + novos fatores
motivacionais
• Web 2.0
• Coletivismo vs
individualismo
Neste contexto, a disciplina da inteligência
vem evoluindo de forma relevante
Antes Hoje
• Coleta de informações orientada por perguntas
muito precisas pelo comando da organização:
– Abordagem Top Down (serviços secretos)
– Processo centralizado
• Um processo de monitoramento do ambiente
próximo do campo e dos fatos
– Abordagem Bottom-up torna-se mais
pertinentes
– Processo descentralizado / trabalho em rede
•Uma separação rígida dos papeis de cada um •Compartilhamento maior dos papeis dentro da
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•Uma separação rígida dos papeis de cada um
dentro de uma visão securitária:
– Coletores de informação Vs. Analistas
•Compartilhamento maior dos papeis dentro da
organização
– Quem coleta, participa da análise
– Todos os colaboradores tornam-se atores do
processo estratégico da organização
•Culturas de management autocráticas (teoria X) •Culturas de management orientadas para o
“sensemaking” (teoria Y)
Fonte: Steven Dedijer / Harold Wilensky / P. Baumard / adaptação Crescendo
Uma inteligência individualizada
e fragmentada
Uma inteligência coletiva
e sistêmica
O desafio da inteligência 2.0:
fazer da inteligência um verdadeiro processo decisório e
de aprendizagem para agregar valor tangível a organização
5.Comunicar/
Memorizar
4. Inter-
pretar
3. Filtrar2. Coletar
1.Planejar
SUB-PROCESSO – CRIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA
Plano de
Inteligência
Dados Informações Conhe-
cimento
Inteli-
gência
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7. Agir e
Aprender
5.Comunicar/
Memorizar
1.Planejar
6. Aplicar
SUB-PROCESSO – CRIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA
SUB-PROCESSO – UTILIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA
Decisões
estratégicas
Resultados e
aprendizado
Produtos
por etapa
Etapa do
processo
Legenda:
Tradicional ciclo
de inteligência :
Onde estão as suas
limitações
no contexto 2.0?
Tendência chave da inteligência 2.0:
A implementação de redes humanas de Inteligência Coletiva
Segundo NívelMonitores
Célula A
Piloto
Monitores
Célula C
Piloto
DIRETORIA = Comitê
de Inteligência
Primeiro Nível
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Monitors
Célula D
Piloto
Monitores
Célula B
Piloto
Convidados ad-hoc
Pilotos
Rede de ContribuidoresRede de Contribuidores
Porque as redes humanas são uma resposta
diferenciada? (especialmente em época de crise
• Baixo custo
• Mobilização das pessoas ao redor de um objetivo
comum
• Flexibilidade, simplicidade e agilidade
. . . desde que implementadas com rigor metodológico !
Sumário
• Contexto conceitual da Inteligência 2.0
• A importância do change management neste novo contexto
Case Banco do Brasil
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• Case Banco do Brasil
• Conclusões e ensinamentos extraídos
Porque abordar Inteligência e Gestão da Mudança?
Inteligência através
dos sinais
Inteligência através das
pessoas
PAPEL
CRESCENTE
DA ATUAÇÃO
Página 8Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
Humint: “abbreviation of the words HUMan
INTelligence, refers to intelligence gathering
by means of interpersonal contact, as
opposed to the more technical intelligence
Sigint: “Signals intelligence is intelligence
gathering by interception of signals, whether
between people (i.e., COMINT or
communications intelligence) or between
machines (i.e., ELINT or electronic intelligence),
or mixtures of the two. *
DA ATUAÇÃO
EM
INTELIGÊNCIA
Gestão da Mudança é uma disciplina com embasamento
teórico amplo e abordada por dezenas de autores desde 1947
• Uma definição: A abordagem e aplicação sistemática de conhecimento, ferramentas e recursos
para lidar com a mudança. Gestão da Mudança significa definir e adotar estratégias corporativas,
estruturas, procedimentos e tecnologias para lidar com mudanças nas condições externas e no
ambiente de negócio. SHRM Glossary of Human Resources Terms, www.shrm.org.
Alguns autores de referência em gestão da mudança
Página 9Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
Kurt Lewin
John Kotter
Henry Mintzberg
Karl Weick
Norbert Alter
Chris Argyris
James March
Taibi Kahler
Ikujiro Nonaka/ Hirotaka Takeuchi
Jean Christian Fauvet
Gerry Jonhson / Kevan Scholes
Rosabelth Moss Kanter
Manfred Kets de Vries
Gregory Bateson / Paul Watzlawick
Michael Beer / Nitin Nohria
Elisabeth Kübler - Ross
Edgard Schein
Julia Balogun
Andrew Van de Vem
Vincent Lenhart
Richard Beckhard
David Nadler
Renaud Sainsaulieu
Scott Peck
Alguns autores de referência em gestão da mudança
Como criar e sustentar a melhoria em 8 etapas segundo John Kotter
1. Estabelecer o senso de urgência “Porque é vital que mudemos já!"
2. Criar uma poderosa coalização guiadora “Qual o nosso compromisso coletivo rumo a excelência?”
3. Criar uma visão compartilhada “Qual a nossa ambição comum?"
Gerenciar mudanças é também uma prática para o dia a dia:
Exemplo de abordagem
Página 10Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
4. Comunicar amplamente a visão “A mudança proposta vale a pena!"
5. Prover “empowerment” para agir sobre a visão “Vamos remover os obstáculos à nova visão!"
6. Planejar e gerar “quick wins” “O benefício da exemplaridade"
7. Consolidar ganhos e promover mais mudança “Olhe para o nosso progresso!"
8. Ancorar a nova abordagem na cultura “Vamos alem!"
(*) John P Kotter, Leading Change (Harvard Business School,1996)
As funções do Change Management no contexto da Inteligência 2.0 :
1. levar os atores do processo de Inteligência a serem mais
colaborativos e sinérgicos
Nível de Confiança Organizacional
Sinergia
Colaboração
3.NORMING
4. PERFORMING
Área de trabalho
da Inteligência
Coletiva / 2.0
Página 11Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
Estágio de gestão
do conhecimento
Confiança
desconhe-
cida
Conhecimento
escondido
Conhecimento
Disputado
Conhecimento
Compartilhado
Conhecimento
Criado
Desconfiança
1. FORMING
2. STORMING
Fonte: Modelo de Tuckman
Área de trabalho típica
da inteligência 1.0
Coletiva / 2.0
As funções do Change Management no contexto da Inteligência 2.0 :
2. mobilizar simultaneamente Soft skills e Hard skills para maximizar a
eficiência e eficácia dos processos de inteligência nas organizações
Atividades de Team-building facilitadas pela Crescendo para desenvolver a coesão dentro das células de IC
Página 12Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
As funções do Change Management no contexto da Inteligência 2.0 :
3. fazer da inteligência um processo transversal, senão... enfrentará
enormes resistências se for apenas uma iniciativa departamental
Estrutura
Organizacional
Change Management / Produtos de
Estruturação de uma Área de Inteligência: perspectivas relevantes
Página 13Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
Indicadores
Change Management /
Desafios Culturais
Networking / Coaching
de rede de inteligência
Produtos de
Inteligência
Plano de Marketing
Estruturação
Inteligência Estratégica
Algumas práticas inspiradas de Change Manangement
em prol da Inteligência 2.0
Case
Página 14Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
Sumário
• Contexto conceitual da Inteligência 2.0
• A importância do change management neste novo contexto
Case Banco do Brasil
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• Case Banco do Brasil
• Conclusões e ensinamentos extraídos
Conceito de Formação – Ação :
Um processo em 5 etapas baseado nos princípios da andragogia
1. Treinamento
conceitual e lúdico
orientado para ação
(workshop
multiplicadores)
2. Plano de desdobramento
para aplicar concreta-
mente os conceitos
3. Acompanhamento /
coaching dos
multiplicadores pelos
instrutores
5. Avaliação final... e
comemoração da
nova bagagem
adquirida e dos
resultados concretos
Página 16Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
4. Iterações das etapas
2 e 3 conforme
necessidades
individuais
A abordagem utilizada no BB se deu em 4 etapas
através de 3 componentes chave
4. Generaliza-
ção e conso-
lidação do
Programa
1. Treinamento
dos Multi-
plicadores
2. Coaching
dos Multi-
plicadores
3. Balanço e
recomen-
dações
Aplicar treinamento e
preparar
multiplicadores
Multiplicadores prontos
Acompanhar multipli-
cadores na aplicação da 1ª
onda do treinamento
1ª sessão de multiplicação
Realizar balanço com
participantes do 1º
treinamento
Plano de manutenção
Ampliar a utilização do jogo
lúdico em toda a
organização
Organização globalmente
ETAPAS
OBJETIVOS
OUTPUT
Página 17Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
Multiplicadores prontos
para replicar o jogo
lúdico
1ª sessão de multiplicação
realizada
Relatório de sugestões ao
multiplicador
Plano de manutenção Organização globalmente
sensibilizada
OUTPUT
Objetivos do jogo lúdico aplicado para o treinamento da rede
de correspondentes de inteligência do BB
• O jogo cenariza uma situação competitiva vitual com 3 empresas concorrentes que atuam
no ramo de educação corporativa
• O foco está no tratamento dos sinais fracos
• O jogo lúdico aplicado permite passar de forma prática em algumas horas pelas
Página 18Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
• O jogo lúdico aplicado permite passar de forma prática em algumas horas pelas
seguintes atividades :
– Identificar os KITs (Key Intelligence Topics)
– Coletar sinais fracos a partir de várias fontes externas de informação
• Cada participante tem um tempo limitado para conversar, observar e fazer perguntas junto aos seus
interlocutores externos
– Filtrar e orientar as pesquisas através de um trabalho em grupo
– Tratar e organizar as informações
– Mapear e validar um cenário competitivo
– Propor e validar em grupo as ações estratégicas a serem feitas
– Compartilhar o case e as ações estratégicas sugeridas em plenária
Last but not least: os feedbacks dos multiplicadores do BB
em relação ao treinamento recebido
• Resultados:
No total 130 colaboradores do BB foram
sensibilizados e treinados em duas sessões
Boa preparação prévia das sessões de
multiplicação pelos multiplicadores (organização
das turmas; planejamento da sessão...)
Todos os participantes mostraram um grande
interesse e um real engajamento durante a
atividade prática
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* Avaliação realizada a partir das fichas preenchidas pelos multiplicadores – novembro de 2009
atividade prática
Riqueza e diversidades das situações vivenciadas
pelos diversos sub-grupos
A maioria dos multiplicadores considerou como
viável a alavancagem da rede de IC do BB para
tratar os sinais fracos na vida real
O treinamento despertou nos participantes uma
vontade de aprofundar o trabalho em rede de IC
• Pontos de aprendizado:
Importância da adequação do local de treinamento
(lay-out, infra-estrutura)
Importância do manual detalhado de multiplicação
para prover segurança aos multiplicadores
Sumário
• Contexto conceitual da Inteligência 2.0
• A importância do change management neste novo contexto
Case Banco do Brasil
Página 20Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
• Case Banco do Brasil
• Conclusões e ensinamentos extraídos
As evoluções relevantes rumo a inteligência 2.0
Dados brutos, de reduzido valor agregado,
com base em inteligência individual
Inteligência movida por 1 Dpto, 1 pessoa ou
uma quantidade limitada de pessoas
Proliferação de usuários com foco tático
Conhecimento e insight gerados para responder aos
Kits, com base em inteligência coletiva
Inteligência transversal incentivada pela liderança da
empresa e suportada por uma rede multi-funcional
Usuários chave participam das decisões estratégicas
INTELIGÊNCIA 1.0 INTELIGÊNCIA 2.0
Página 21Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
Proliferação de usuários com foco tático
Disseminação sob demanda do usuário final
=> lógica Pull
Perfis analistas IC: operadores de banco de
dados, bibliotecários, experts em TI, data
crunchers,....
Confiabilidade desconhecida do processo
70% Sigint x 30% Humint
Usuários chave participam das decisões estratégicas
=> inteligência estratégica
Disseminação baseada em perfis pré-definidos
=> lógica Push
Perfis analistas IC: analistas de negócios, gestores,
coaches, agentes de mudança, experts em
inteligência
Confiabilidade explícita e mensurada do processo
30% Sigint x 70% Humint
Página 22Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
E-mail: fred@crescendo-consult.com.br

Inteligência 2.0

  • 1.
    2011 SCIP LATINAMERICA SUMMIT INTELIGÊNCIA 2.0 Fred Donier Página 1Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 Fred Donier Sócio-Diretor Crescendo Consultoria / Membro da diretoria SCIP Brasil Professor de MBA – FIA / FIPE Conselheiro da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo São Paulo, 4 de Outubro de 2011
  • 2.
    Sumário • Contexto conceitualda Inteligência 2.0 • A importância do change management neste novo contexto Case Banco do Brasil Página 2Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 • Case Banco do Brasil • Conclusões e ensinamentos extraídos
  • 3.
    A disseminação dosmodelos de gestão 2.0 cria uma ruptura em relação ao modelo 1.0 concebido por Taylor e Fayol 100 anos atrás ORIENTAÇÃO ‘COMANDO E CONTROLE’ (BUROCRACIA TRADICIONAL) ORIENTAÇÃO ‘CONEXÃO E COLABORAÇÃO’ (A ORGANIZAÇÃO ANTENADA E ENERGIZADA) • Vantagens competitivas menos sustentáveis • ‘Peopleware’ como fator de competitividade • Emergência gerações Y, Z + novos fatores Página 3Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 PROPÓSITO: SEGURANÇA ATRAVES DA ESTABILIDADE COORDENAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO FORMALIZAÇÃO PROPÓSITO: SEGURANÇA ATRAVES DA MUDANÇA REGULÇÃO PELOSVALORES VALORIZAÇÃO AUTONOMIA CAPACIDADES METODÓLGICAS PILARES Y, Z + novos fatores motivacionais • Web 2.0 • Coletivismo vs individualismo
  • 4.
    Neste contexto, adisciplina da inteligência vem evoluindo de forma relevante Antes Hoje • Coleta de informações orientada por perguntas muito precisas pelo comando da organização: – Abordagem Top Down (serviços secretos) – Processo centralizado • Um processo de monitoramento do ambiente próximo do campo e dos fatos – Abordagem Bottom-up torna-se mais pertinentes – Processo descentralizado / trabalho em rede •Uma separação rígida dos papeis de cada um •Compartilhamento maior dos papeis dentro da Página 4Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 •Uma separação rígida dos papeis de cada um dentro de uma visão securitária: – Coletores de informação Vs. Analistas •Compartilhamento maior dos papeis dentro da organização – Quem coleta, participa da análise – Todos os colaboradores tornam-se atores do processo estratégico da organização •Culturas de management autocráticas (teoria X) •Culturas de management orientadas para o “sensemaking” (teoria Y) Fonte: Steven Dedijer / Harold Wilensky / P. Baumard / adaptação Crescendo Uma inteligência individualizada e fragmentada Uma inteligência coletiva e sistêmica
  • 5.
    O desafio dainteligência 2.0: fazer da inteligência um verdadeiro processo decisório e de aprendizagem para agregar valor tangível a organização 5.Comunicar/ Memorizar 4. Inter- pretar 3. Filtrar2. Coletar 1.Planejar SUB-PROCESSO – CRIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA Plano de Inteligência Dados Informações Conhe- cimento Inteli- gência Página 5Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 7. Agir e Aprender 5.Comunicar/ Memorizar 1.Planejar 6. Aplicar SUB-PROCESSO – CRIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA SUB-PROCESSO – UTILIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA Decisões estratégicas Resultados e aprendizado Produtos por etapa Etapa do processo Legenda: Tradicional ciclo de inteligência : Onde estão as suas limitações no contexto 2.0?
  • 6.
    Tendência chave dainteligência 2.0: A implementação de redes humanas de Inteligência Coletiva Segundo NívelMonitores Célula A Piloto Monitores Célula C Piloto DIRETORIA = Comitê de Inteligência Primeiro Nível Página 6Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 Monitors Célula D Piloto Monitores Célula B Piloto Convidados ad-hoc Pilotos Rede de ContribuidoresRede de Contribuidores Porque as redes humanas são uma resposta diferenciada? (especialmente em época de crise • Baixo custo • Mobilização das pessoas ao redor de um objetivo comum • Flexibilidade, simplicidade e agilidade . . . desde que implementadas com rigor metodológico !
  • 7.
    Sumário • Contexto conceitualda Inteligência 2.0 • A importância do change management neste novo contexto Case Banco do Brasil Página 7Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 • Case Banco do Brasil • Conclusões e ensinamentos extraídos
  • 8.
    Porque abordar Inteligênciae Gestão da Mudança? Inteligência através dos sinais Inteligência através das pessoas PAPEL CRESCENTE DA ATUAÇÃO Página 8Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 Humint: “abbreviation of the words HUMan INTelligence, refers to intelligence gathering by means of interpersonal contact, as opposed to the more technical intelligence Sigint: “Signals intelligence is intelligence gathering by interception of signals, whether between people (i.e., COMINT or communications intelligence) or between machines (i.e., ELINT or electronic intelligence), or mixtures of the two. * DA ATUAÇÃO EM INTELIGÊNCIA
  • 9.
    Gestão da Mudançaé uma disciplina com embasamento teórico amplo e abordada por dezenas de autores desde 1947 • Uma definição: A abordagem e aplicação sistemática de conhecimento, ferramentas e recursos para lidar com a mudança. Gestão da Mudança significa definir e adotar estratégias corporativas, estruturas, procedimentos e tecnologias para lidar com mudanças nas condições externas e no ambiente de negócio. SHRM Glossary of Human Resources Terms, www.shrm.org. Alguns autores de referência em gestão da mudança Página 9Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 Kurt Lewin John Kotter Henry Mintzberg Karl Weick Norbert Alter Chris Argyris James March Taibi Kahler Ikujiro Nonaka/ Hirotaka Takeuchi Jean Christian Fauvet Gerry Jonhson / Kevan Scholes Rosabelth Moss Kanter Manfred Kets de Vries Gregory Bateson / Paul Watzlawick Michael Beer / Nitin Nohria Elisabeth Kübler - Ross Edgard Schein Julia Balogun Andrew Van de Vem Vincent Lenhart Richard Beckhard David Nadler Renaud Sainsaulieu Scott Peck Alguns autores de referência em gestão da mudança
  • 10.
    Como criar esustentar a melhoria em 8 etapas segundo John Kotter 1. Estabelecer o senso de urgência “Porque é vital que mudemos já!" 2. Criar uma poderosa coalização guiadora “Qual o nosso compromisso coletivo rumo a excelência?” 3. Criar uma visão compartilhada “Qual a nossa ambição comum?" Gerenciar mudanças é também uma prática para o dia a dia: Exemplo de abordagem Página 10Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 4. Comunicar amplamente a visão “A mudança proposta vale a pena!" 5. Prover “empowerment” para agir sobre a visão “Vamos remover os obstáculos à nova visão!" 6. Planejar e gerar “quick wins” “O benefício da exemplaridade" 7. Consolidar ganhos e promover mais mudança “Olhe para o nosso progresso!" 8. Ancorar a nova abordagem na cultura “Vamos alem!" (*) John P Kotter, Leading Change (Harvard Business School,1996)
  • 11.
    As funções doChange Management no contexto da Inteligência 2.0 : 1. levar os atores do processo de Inteligência a serem mais colaborativos e sinérgicos Nível de Confiança Organizacional Sinergia Colaboração 3.NORMING 4. PERFORMING Área de trabalho da Inteligência Coletiva / 2.0 Página 11Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 Estágio de gestão do conhecimento Confiança desconhe- cida Conhecimento escondido Conhecimento Disputado Conhecimento Compartilhado Conhecimento Criado Desconfiança 1. FORMING 2. STORMING Fonte: Modelo de Tuckman Área de trabalho típica da inteligência 1.0 Coletiva / 2.0
  • 12.
    As funções doChange Management no contexto da Inteligência 2.0 : 2. mobilizar simultaneamente Soft skills e Hard skills para maximizar a eficiência e eficácia dos processos de inteligência nas organizações Atividades de Team-building facilitadas pela Crescendo para desenvolver a coesão dentro das células de IC Página 12Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
  • 13.
    As funções doChange Management no contexto da Inteligência 2.0 : 3. fazer da inteligência um processo transversal, senão... enfrentará enormes resistências se for apenas uma iniciativa departamental Estrutura Organizacional Change Management / Produtos de Estruturação de uma Área de Inteligência: perspectivas relevantes Página 13Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 Indicadores Change Management / Desafios Culturais Networking / Coaching de rede de inteligência Produtos de Inteligência Plano de Marketing Estruturação Inteligência Estratégica
  • 14.
    Algumas práticas inspiradasde Change Manangement em prol da Inteligência 2.0 Case Página 14Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11
  • 15.
    Sumário • Contexto conceitualda Inteligência 2.0 • A importância do change management neste novo contexto Case Banco do Brasil Página 15Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 • Case Banco do Brasil • Conclusões e ensinamentos extraídos
  • 16.
    Conceito de Formação– Ação : Um processo em 5 etapas baseado nos princípios da andragogia 1. Treinamento conceitual e lúdico orientado para ação (workshop multiplicadores) 2. Plano de desdobramento para aplicar concreta- mente os conceitos 3. Acompanhamento / coaching dos multiplicadores pelos instrutores 5. Avaliação final... e comemoração da nova bagagem adquirida e dos resultados concretos Página 16Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 4. Iterações das etapas 2 e 3 conforme necessidades individuais
  • 17.
    A abordagem utilizadano BB se deu em 4 etapas através de 3 componentes chave 4. Generaliza- ção e conso- lidação do Programa 1. Treinamento dos Multi- plicadores 2. Coaching dos Multi- plicadores 3. Balanço e recomen- dações Aplicar treinamento e preparar multiplicadores Multiplicadores prontos Acompanhar multipli- cadores na aplicação da 1ª onda do treinamento 1ª sessão de multiplicação Realizar balanço com participantes do 1º treinamento Plano de manutenção Ampliar a utilização do jogo lúdico em toda a organização Organização globalmente ETAPAS OBJETIVOS OUTPUT Página 17Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 Multiplicadores prontos para replicar o jogo lúdico 1ª sessão de multiplicação realizada Relatório de sugestões ao multiplicador Plano de manutenção Organização globalmente sensibilizada OUTPUT
  • 18.
    Objetivos do jogolúdico aplicado para o treinamento da rede de correspondentes de inteligência do BB • O jogo cenariza uma situação competitiva vitual com 3 empresas concorrentes que atuam no ramo de educação corporativa • O foco está no tratamento dos sinais fracos • O jogo lúdico aplicado permite passar de forma prática em algumas horas pelas Página 18Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 • O jogo lúdico aplicado permite passar de forma prática em algumas horas pelas seguintes atividades : – Identificar os KITs (Key Intelligence Topics) – Coletar sinais fracos a partir de várias fontes externas de informação • Cada participante tem um tempo limitado para conversar, observar e fazer perguntas junto aos seus interlocutores externos – Filtrar e orientar as pesquisas através de um trabalho em grupo – Tratar e organizar as informações – Mapear e validar um cenário competitivo – Propor e validar em grupo as ações estratégicas a serem feitas – Compartilhar o case e as ações estratégicas sugeridas em plenária
  • 19.
    Last but notleast: os feedbacks dos multiplicadores do BB em relação ao treinamento recebido • Resultados: No total 130 colaboradores do BB foram sensibilizados e treinados em duas sessões Boa preparação prévia das sessões de multiplicação pelos multiplicadores (organização das turmas; planejamento da sessão...) Todos os participantes mostraram um grande interesse e um real engajamento durante a atividade prática Página 19Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 * Avaliação realizada a partir das fichas preenchidas pelos multiplicadores – novembro de 2009 atividade prática Riqueza e diversidades das situações vivenciadas pelos diversos sub-grupos A maioria dos multiplicadores considerou como viável a alavancagem da rede de IC do BB para tratar os sinais fracos na vida real O treinamento despertou nos participantes uma vontade de aprofundar o trabalho em rede de IC • Pontos de aprendizado: Importância da adequação do local de treinamento (lay-out, infra-estrutura) Importância do manual detalhado de multiplicação para prover segurança aos multiplicadores
  • 20.
    Sumário • Contexto conceitualda Inteligência 2.0 • A importância do change management neste novo contexto Case Banco do Brasil Página 20Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 • Case Banco do Brasil • Conclusões e ensinamentos extraídos
  • 21.
    As evoluções relevantesrumo a inteligência 2.0 Dados brutos, de reduzido valor agregado, com base em inteligência individual Inteligência movida por 1 Dpto, 1 pessoa ou uma quantidade limitada de pessoas Proliferação de usuários com foco tático Conhecimento e insight gerados para responder aos Kits, com base em inteligência coletiva Inteligência transversal incentivada pela liderança da empresa e suportada por uma rede multi-funcional Usuários chave participam das decisões estratégicas INTELIGÊNCIA 1.0 INTELIGÊNCIA 2.0 Página 21Fred Donier – Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 Proliferação de usuários com foco tático Disseminação sob demanda do usuário final => lógica Pull Perfis analistas IC: operadores de banco de dados, bibliotecários, experts em TI, data crunchers,.... Confiabilidade desconhecida do processo 70% Sigint x 30% Humint Usuários chave participam das decisões estratégicas => inteligência estratégica Disseminação baseada em perfis pré-definidos => lógica Push Perfis analistas IC: analistas de negócios, gestores, coaches, agentes de mudança, experts em inteligência Confiabilidade explícita e mensurada do processo 30% Sigint x 70% Humint
  • 22.
    Página 22Fred Donier– Inteligência 2.0 – SCIP Latin America Summit – 04.10.11 E-mail: fred@crescendo-consult.com.br