T E R A P I A C O G N I T I V O
C O M P O R T A M E N T A L
P R O F E S S O R A M E S T R E : A D R I A N A P E N H A
UM POUQUINHO DA HISTÓRIA
A Teoria Cognitiva Comportamental (TCC) é uma abordagem psicológica desenvolvida para
tratar uma variedade de transtornos mentais e comportamentais. Sua história é rica e abrange
várias décadas de pesquisa e desenvolvimento. Aqui estão os principais marcos históricos da
TCC:
BEHAVIORISMO
COMPORTAMENTALISMO
TEORIA COMPORTAMENTAL
ANÁLISE COMPORTAMENTAL
PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL
❖No início do século XX a Psicologia buscava ser reconhecida como ciência;
❖ Método científico;
❖Definição de um objeto de estudo e a utilização de procedimentos objetivos de estudos;
❖ JohnWatson inaugura a “Psicologia Behaviorista”
COMPORTAMENTO
❖ Objeto observável e mensurável;
❖ Deveria de ser estudado como função de variáveis do meio;
❖ Estímulos ambientais levam o sujeito a emitir respostas para adaptar-se ao meio;
❖ a Hereditariedade a a formação de hábitos contribuem para formar novas respostas;
❖ Watson buscava uma psicologia livre de conceitos mentalistas e métodos subjetivos;
❖ Dedica-se ao estudo das interações e das inter-relações entre a pessoa
e o ambiente, entre as ações do indivíduo e o seu ambiente.
Temos então...
Comportamentalismo
John B. Watson e B.F. Skinner: O comportamentalismo focava no
estudo de comportamentos observáveis e na modificação desses
comportamentos através de condicionamento clássico e operante.
Condicionamento Clássico (Pavlov): Estudo de reflexos
condicionados através da associação entre estímulos.
Condicionamento Operante (Skinner): Estudo de como
consequências reforçam ou enfraquecem comportamentos.
AARON T. BECK
Desenvolveu a Terapia Cognitiva para depressão, focando na
identificação e modificação de pensamentos distorcidos ou
disfuncionais.
•Treinamento em Psicanálise:
Beck recebeu treinamento em psicanálise e começou a praticar
essa abordagem. No entanto, ele notou que os resultados
terapêuticos não eram tão eficazes quanto esperava,
especialmente no tratamento da depressão.
•Pesquisas em Depressão:
Durante suas pesquisas clínicas, Beck observou que pacientes
deprimidos apresentavam padrões de pensamento negativos e
automáticos, que ele chamou de "cognições automáticas". Esses
pensamentos tendiam a ser irracionais e distorcidos, contribuindo
significativamente para os sentimentos de depressão.
ATCC é uma forma de psicoterapia ativa, estruturada e, em geral, breve e
limitada em relação ao tempo de tratamento.Tem por objetivo aliviar
problemas de saúde mental e de adaptação, abordando padrões cognitivos
e comportamentais que causam interferência e/ou sofrimento emocional
excessivo na vida. (Wenzel, 2018).
PRESSUPOSTOS DA TCC
A atividade cognitiva influencia as emoções e o
comportamento humanos.
• A atividade cognitiva pode ser monitorada e
alterada.
• O comportamento desejado pode ser
influenciado mediante a mudança cognitiva.
A partir disso, pode-se entender um pouco sobre
o modelo cognitivo.
A interpretação que o indivíduo faz de um evento determina como ele se
sente e se comporta.”
Judith Beck
10 PRINCÍPIOS DA TCC
1- Os planos daTCC estão baseados em uma conceitualização cognitiva e
desenvolvimento contínuo.
A cada sessão, precisamos ver o paciente mudando suas formas de pensar e agir com base no
que já foi trabalhado com ele.
2- Requer uma aliança terapêutica sólida;
A aliança terapêutica promove segurança.
3- Colaborar de forma ativa e participativa;
As novas informações precisam ser construídas e interpretadas junto com o psicólogo.
(Trabalho em equipe)
4- Orientar a terapia para as metas e problemas;
Identificar as metas do paciente é uma peça-chave para o tratamento.
5- Foco inicial no aqui e agora:
Essa ênfase ajuda o paciente a lidar com suas dificuldades atuais, melhorando pensamentos e atitudes
que o atrapalham no dia a dia. ( Não podemos mudar o presente)
O passado é trazido em três situações:
▪ Quando o paciente tem interesse nele;
▪ Quando o foco não provoca mudanças significativas;
▪ Quando há necessidade de entender a relação de causa e efeito entre o passado e presente.
6-Foco na psicoeducação;
É um tipo de intervenção psicológica feita de forma sistemática e estruturada que busca promover
uma ampliação do conhecimento do paciente e das pessoas próximas a ele a respeito de sua
condição de saúde mental.
7- Apresenta um tempo limitado;
Facilita a organização e controle, é altamente funcional para o paciente e cosegue orientar o
período da terapia e auxilia na hora de estabelecer metas e objetivos a serem alcançados.
8- Ter sessões estruturadas;
As sessões possuem começo, meio e fim.
9- Plano de ação ou tarefa de casa;
É a união da teoria e a prática.
10- Estimular os pacientes a identificar, avaliar e responder suas crenças disfuncionais;
O objetivo é realizar um restruturação cognitiva fazendo com que o paciente avalie os seus
pensamentos, substituindo-os por pensamentos mais realistas e funcionais.
11- Utilizações de técnicas:
Existem técnicas cognitivas, de regulação emocional e comportamentais.
MODELO COGNITIVO
O Modelo cognitivo está relacionado ao
conceito de cognição e se baseia na
hipótese de que as emoções, os
comportamentos e a fisiologia do
paciente são influenciados pelas
percepções que ele tem dos eventos.
Nessa lógica, a situação por si só não
determinará o que a pessoa sente, mas
sim a maneira como ela entende e
interpreta aquela vivência.
MODELO COGNITIVO
Tenho certeza que vou
travar na hora e vou
esquecer do tema
Tensão e muita
ansiedade
Não vou e darei uma
desculpa
Preparando para fazer
uma participação em
uma palestra
AVALIAÇÃO COGNITIVA
EVENTO
EMOÇÃO
COMPORTAMENTO
AS COGNIÇÕES ACONTECEM EM TRÊS NÍVEIS:
PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS
Os pensamentos automáticos são aqueles carregados de informações, significados e interpretações dadas
pelo indivíduo e que “passam pela cabeça” de maneira rápida, muitas vezes não identificados com clareza,
mas que deixam rastros emocionais e comportamentais, criando muitas vezes padrões de funcionamento.
(Eysenk et al. 2007)
São cognições rápidas e espontâneas que ocorrem em resposta a situações específicas. Eles
frequentemente surgem de forma automática, sem passar pelo processo de reflexão consciente, e podem
ser positivos ou negativos. Os pensamentos automáticos negativos são particularmente relevantes em
psicoterapia, pois podem contribuir significativamente para distúrbios emocionais como depressão e
ansiedade. (Beck, 2011).
Algumas características dos pensamentos automáticos:
• É o nível cognitivo de mais fácil acesso;
• São pensamentos quentes, isto é, que possuem carga emocional;
• São automáticos, havendo pouco controle mental;
• É a interpretação que o indivíduo faz de uma determinada situação;
• Eles podem vir em formato verbal ou em forma de imagem
Os pensamentos automáticos são disfuncionais quando:
❖distorcem a realidade;
❖estão associados a uma reação emocional e/ou fisiológica inútil;
❖originam um comportamento inútil;
❖interferem no sentimento de bem-estar do cliente e na habilidade de dar os passos para atingir
seus objetivos.
Nós podemos ter pensamentos automáticos diferentes sobre uma mesma situação,
pois eles são interpretações e não fatos.
IDENTIFICAÇÃO E FORMAS DE PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS
• A habilidade de identificar pensamentos automáticos é análoga à
aprendizagem de qualquer outra habilidade. Alguns pacientes (e terapeutas)
entendem isso muito facilmente e rápido. Outros precisam de muito mais
orientação e prática.
As perguntas básicas a serem feitas ao paciente são:
“O que [está/estava/estará] passando pela sua mente?”
“O que você [está/estava/estará] pensando?”
Obs. Quando o terapeuta pergunta sobre os pensamentos automáticos, está
procurando as palavras ou imagens reais que passam pela mente do paciente.
Muitas vezes os pensamentos automáticos estão implícitos na fala do
paciente.
EXEMPLO:
Expressões implícitas Pensamentos automáticos reais
Acho que estava preocupada com o
que ela ia me dizer
Ela vai me criticar
Não sei se ir falar com o chefe não
seria uma perda de tempo.
Provavelmente será uma perda de tempo se eu for.
Não consegui começar a ler. Não consigo fazer isso.
TIPOS DE PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS
Pensamentos imprecisos que levam à angústia e/ou comportamento
mal-adaptativo
Pensamentos acurados, mas inúteis.
Pensamentos que fazem parte de um processo de pensamento
disfuncional,
VAMOS EXERCITAR...
Imagine que você tenha um compromisso com uma colega para irem ao teatro
assistir uma peça muito legal que está em cartaz no momento. Mas no dia ela liga
dizendo que não poderá ir.
❖ Se você pensar: “Ai meu deus será que aconteceu alguma coisa com ela?” Qual
seria a sua emoção?
❖ Se você pensar . “ Que falta de consideração, ela sempre faz isso comigo...
Muita falta de respeito”. Que emoção você sentiria?
❖ Se você pensar: “Que bom, agora posso ir com minha irmã ou minha filha.”
Que emoção você sentiria?
❖ Se você pensar. “Ela provavelmente está cancelando porque não que quer sair
comigo.Acho que ela não gosta de mim.” Que emoção você sentiria?
AGORA IMAGINA QUE VOCÊ ESTÁ MUITO ATRASADO PARA UMA REUNIÃO
IMPORTANTE...
❖Se você estivesse sentindo raiva, quais pensamentos provavelmente estariam
passando por sua cabeça?
❖Se você estivesse sentindo ansioso, quais pensamentos provavelmente estariam
passando por sua cabeça?
❖Se você estivesse sentindo triste, quais pensamentos provavelmente estariam
passando por sua cabeça?
❖Se você estivesse sentindo feliz ou tranquilo quais pensamentos provavelmente
estariam passando por sua cabeça?
CRENÇAS CENTRAIS
São formadas na infância e fortalecidas pelas experiências vivenciadas ao lingo da vida, á medida que
vamos internalizando conceitos como “Você é inútil”, mesmo que essas sejam informações incorretas.
(Geenberger e Padesky, 2017)
Elas podem ser de:
❖Desamparo: o indivíduo se sente incapaz de fazer coisas, se relacionar e se proteger, Com isso,
pensa ser frágil, vulnerável e inadequado com pensamentos do tipo:
EXEMPLO:
“Sou incompetente, ineficaz, incapaz, desemparado, inútil e carente, não consigo lidar com as coisas;
“Não consigo fazer as coisas.”
“Sou incapaz, sou fraco, vulnerável, não tenho saída, não tenho controle da situação e provavelmente
vou me machucar.”
Crença de Desamor – o indivíduo acredita ser indigno de amor e por ter algo nele que o
impede de receber e manter amor e intimidade com os outros.Acredita ser defeituoso e tem
pensamentos de que sempre será rejeitado:
Exemplos:
“Sou alguém impossível de ser amado, desagradável, indesejável, pouco atraente, chato, sem
importância e dispensável.
“Certamente serei rejeitado, abandonado e ficarei sozinho.”
❖Crença de Desvalor – o indivíduo acredita
ser moralmente ruim por ter algo dentro dele
que o torne terrível. Entende que não tem
valor algum e que não é digno de atenção e
não merecedor de nada:
Exemplos:
• “Sou imoral, moralmente mau, desprezível e
inaceitável.”
• “Sou perigoso, tóxico, louco e mau.”
• “Não mereço viver.”
CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS
“Os temas nos pensamentos automáticos das pessoas sempre fazem sentido depois que
entendemos suas crenças”.
Judith Beck
Crenças intermediárias são suposições, regras e atitudes que mediam entre os esquemas subjacentes (crenças
centrais) e os pensamentos automáticos. Elas frequentemente representam a maneira como as crenças centrais são
manifestadas no dia-a-dia, influenciando a forma como uma pessoa reage a diferentes situações. As crenças intermediárias
podem ser vistas como menos profundas e mais acessíveis à consciência do que os esquemas centrais, mas ainda
desempenham um papel crucial na forma como os indivíduos percebem e interpretam suas experiências.
Essas crenças podem incluir declarações do tipo "Se... então...", "Deveria" ou "Preciso", e geralmente refletem suposições
rígidas sobre si mesmo, os outros e o mundo. Identificar e reestruturar crenças intermediárias é um passo importante na
Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) para promover mudanças cognitivas e comportamentais mais profundas.
(Beck, 2011)
V A M O S E X E R C I TA R ?
Aqui estão cinco exemplos de situações em que crenças centrais e intermediárias podem ser
identificadas no contexto da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). As crenças centrais são
suposições profundas e fundamentais que uma pessoa tem sobre si mesma, os outros e o mundo,
enquanto as crenças intermediárias são suposições, regras ou atitudes que derivam dessas crenças
centrais e que influenciam os pensamentos automáticos e comportamentos da pessoa.
1 Situação: João recebe críticas de seu chefe sobre o trabalho que realizou.
Crença Central?
Crença Intermediária?
Pensamento Automático?
2- Situação: Maria evita ir a eventos sociais, mesmo sendo convidada por amigos.
• Crença Central:
• Crença Intermediária:
• Pensamento Automático:
3 - Situação: Carla falha em uma entrevista de emprego.
• Crença Central:
• Crença Intermediária:
• Pensamento Automático:
4- Situação: Pedro está em um relacionamento amoroso, mas sente ciúmes frequentemente.
• Crença Central:
• Crença Intermediária: Pensamento Automático
S- Situação: Ana sente-se ansiosa antes de uma apresentação importante no trabalho.
• Crença Central:
• Crença Intermediária:
• Pensamento Automático:

Slide - Terapia Cognitivo Comportamental - TCC

  • 1.
    T E RA P I A C O G N I T I V O C O M P O R T A M E N T A L P R O F E S S O R A M E S T R E : A D R I A N A P E N H A
  • 2.
    UM POUQUINHO DAHISTÓRIA A Teoria Cognitiva Comportamental (TCC) é uma abordagem psicológica desenvolvida para tratar uma variedade de transtornos mentais e comportamentais. Sua história é rica e abrange várias décadas de pesquisa e desenvolvimento. Aqui estão os principais marcos históricos da TCC: BEHAVIORISMO COMPORTAMENTALISMO TEORIA COMPORTAMENTAL ANÁLISE COMPORTAMENTAL PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL
  • 3.
    ❖No início doséculo XX a Psicologia buscava ser reconhecida como ciência; ❖ Método científico; ❖Definição de um objeto de estudo e a utilização de procedimentos objetivos de estudos; ❖ JohnWatson inaugura a “Psicologia Behaviorista” COMPORTAMENTO ❖ Objeto observável e mensurável; ❖ Deveria de ser estudado como função de variáveis do meio; ❖ Estímulos ambientais levam o sujeito a emitir respostas para adaptar-se ao meio; ❖ a Hereditariedade a a formação de hábitos contribuem para formar novas respostas; ❖ Watson buscava uma psicologia livre de conceitos mentalistas e métodos subjetivos;
  • 4.
    ❖ Dedica-se aoestudo das interações e das inter-relações entre a pessoa e o ambiente, entre as ações do indivíduo e o seu ambiente. Temos então... Comportamentalismo John B. Watson e B.F. Skinner: O comportamentalismo focava no estudo de comportamentos observáveis e na modificação desses comportamentos através de condicionamento clássico e operante. Condicionamento Clássico (Pavlov): Estudo de reflexos condicionados através da associação entre estímulos. Condicionamento Operante (Skinner): Estudo de como consequências reforçam ou enfraquecem comportamentos.
  • 5.
    AARON T. BECK Desenvolveua Terapia Cognitiva para depressão, focando na identificação e modificação de pensamentos distorcidos ou disfuncionais. •Treinamento em Psicanálise: Beck recebeu treinamento em psicanálise e começou a praticar essa abordagem. No entanto, ele notou que os resultados terapêuticos não eram tão eficazes quanto esperava, especialmente no tratamento da depressão. •Pesquisas em Depressão: Durante suas pesquisas clínicas, Beck observou que pacientes deprimidos apresentavam padrões de pensamento negativos e automáticos, que ele chamou de "cognições automáticas". Esses pensamentos tendiam a ser irracionais e distorcidos, contribuindo significativamente para os sentimentos de depressão.
  • 6.
    ATCC é umaforma de psicoterapia ativa, estruturada e, em geral, breve e limitada em relação ao tempo de tratamento.Tem por objetivo aliviar problemas de saúde mental e de adaptação, abordando padrões cognitivos e comportamentais que causam interferência e/ou sofrimento emocional excessivo na vida. (Wenzel, 2018).
  • 7.
    PRESSUPOSTOS DA TCC Aatividade cognitiva influencia as emoções e o comportamento humanos. • A atividade cognitiva pode ser monitorada e alterada. • O comportamento desejado pode ser influenciado mediante a mudança cognitiva. A partir disso, pode-se entender um pouco sobre o modelo cognitivo. A interpretação que o indivíduo faz de um evento determina como ele se sente e se comporta.” Judith Beck
  • 8.
    10 PRINCÍPIOS DATCC 1- Os planos daTCC estão baseados em uma conceitualização cognitiva e desenvolvimento contínuo. A cada sessão, precisamos ver o paciente mudando suas formas de pensar e agir com base no que já foi trabalhado com ele. 2- Requer uma aliança terapêutica sólida; A aliança terapêutica promove segurança. 3- Colaborar de forma ativa e participativa; As novas informações precisam ser construídas e interpretadas junto com o psicólogo. (Trabalho em equipe) 4- Orientar a terapia para as metas e problemas; Identificar as metas do paciente é uma peça-chave para o tratamento.
  • 9.
    5- Foco inicialno aqui e agora: Essa ênfase ajuda o paciente a lidar com suas dificuldades atuais, melhorando pensamentos e atitudes que o atrapalham no dia a dia. ( Não podemos mudar o presente) O passado é trazido em três situações: ▪ Quando o paciente tem interesse nele; ▪ Quando o foco não provoca mudanças significativas; ▪ Quando há necessidade de entender a relação de causa e efeito entre o passado e presente. 6-Foco na psicoeducação; É um tipo de intervenção psicológica feita de forma sistemática e estruturada que busca promover uma ampliação do conhecimento do paciente e das pessoas próximas a ele a respeito de sua condição de saúde mental.
  • 10.
    7- Apresenta umtempo limitado; Facilita a organização e controle, é altamente funcional para o paciente e cosegue orientar o período da terapia e auxilia na hora de estabelecer metas e objetivos a serem alcançados. 8- Ter sessões estruturadas; As sessões possuem começo, meio e fim. 9- Plano de ação ou tarefa de casa; É a união da teoria e a prática. 10- Estimular os pacientes a identificar, avaliar e responder suas crenças disfuncionais; O objetivo é realizar um restruturação cognitiva fazendo com que o paciente avalie os seus pensamentos, substituindo-os por pensamentos mais realistas e funcionais. 11- Utilizações de técnicas: Existem técnicas cognitivas, de regulação emocional e comportamentais.
  • 11.
  • 12.
    O Modelo cognitivoestá relacionado ao conceito de cognição e se baseia na hipótese de que as emoções, os comportamentos e a fisiologia do paciente são influenciados pelas percepções que ele tem dos eventos. Nessa lógica, a situação por si só não determinará o que a pessoa sente, mas sim a maneira como ela entende e interpreta aquela vivência.
  • 13.
    MODELO COGNITIVO Tenho certezaque vou travar na hora e vou esquecer do tema Tensão e muita ansiedade Não vou e darei uma desculpa Preparando para fazer uma participação em uma palestra AVALIAÇÃO COGNITIVA EVENTO EMOÇÃO COMPORTAMENTO
  • 14.
    AS COGNIÇÕES ACONTECEMEM TRÊS NÍVEIS:
  • 16.
    PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS Os pensamentosautomáticos são aqueles carregados de informações, significados e interpretações dadas pelo indivíduo e que “passam pela cabeça” de maneira rápida, muitas vezes não identificados com clareza, mas que deixam rastros emocionais e comportamentais, criando muitas vezes padrões de funcionamento. (Eysenk et al. 2007) São cognições rápidas e espontâneas que ocorrem em resposta a situações específicas. Eles frequentemente surgem de forma automática, sem passar pelo processo de reflexão consciente, e podem ser positivos ou negativos. Os pensamentos automáticos negativos são particularmente relevantes em psicoterapia, pois podem contribuir significativamente para distúrbios emocionais como depressão e ansiedade. (Beck, 2011). Algumas características dos pensamentos automáticos: • É o nível cognitivo de mais fácil acesso; • São pensamentos quentes, isto é, que possuem carga emocional; • São automáticos, havendo pouco controle mental; • É a interpretação que o indivíduo faz de uma determinada situação; • Eles podem vir em formato verbal ou em forma de imagem
  • 17.
    Os pensamentos automáticossão disfuncionais quando: ❖distorcem a realidade; ❖estão associados a uma reação emocional e/ou fisiológica inútil; ❖originam um comportamento inútil; ❖interferem no sentimento de bem-estar do cliente e na habilidade de dar os passos para atingir seus objetivos. Nós podemos ter pensamentos automáticos diferentes sobre uma mesma situação, pois eles são interpretações e não fatos.
  • 18.
    IDENTIFICAÇÃO E FORMASDE PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS • A habilidade de identificar pensamentos automáticos é análoga à aprendizagem de qualquer outra habilidade. Alguns pacientes (e terapeutas) entendem isso muito facilmente e rápido. Outros precisam de muito mais orientação e prática. As perguntas básicas a serem feitas ao paciente são: “O que [está/estava/estará] passando pela sua mente?” “O que você [está/estava/estará] pensando?” Obs. Quando o terapeuta pergunta sobre os pensamentos automáticos, está procurando as palavras ou imagens reais que passam pela mente do paciente. Muitas vezes os pensamentos automáticos estão implícitos na fala do paciente.
  • 19.
    EXEMPLO: Expressões implícitas Pensamentosautomáticos reais Acho que estava preocupada com o que ela ia me dizer Ela vai me criticar Não sei se ir falar com o chefe não seria uma perda de tempo. Provavelmente será uma perda de tempo se eu for. Não consegui começar a ler. Não consigo fazer isso.
  • 20.
    TIPOS DE PENSAMENTOSAUTOMÁTICOS Pensamentos imprecisos que levam à angústia e/ou comportamento mal-adaptativo Pensamentos acurados, mas inúteis. Pensamentos que fazem parte de um processo de pensamento disfuncional,
  • 21.
    VAMOS EXERCITAR... Imagine quevocê tenha um compromisso com uma colega para irem ao teatro assistir uma peça muito legal que está em cartaz no momento. Mas no dia ela liga dizendo que não poderá ir. ❖ Se você pensar: “Ai meu deus será que aconteceu alguma coisa com ela?” Qual seria a sua emoção? ❖ Se você pensar . “ Que falta de consideração, ela sempre faz isso comigo... Muita falta de respeito”. Que emoção você sentiria? ❖ Se você pensar: “Que bom, agora posso ir com minha irmã ou minha filha.” Que emoção você sentiria? ❖ Se você pensar. “Ela provavelmente está cancelando porque não que quer sair comigo.Acho que ela não gosta de mim.” Que emoção você sentiria?
  • 22.
    AGORA IMAGINA QUEVOCÊ ESTÁ MUITO ATRASADO PARA UMA REUNIÃO IMPORTANTE... ❖Se você estivesse sentindo raiva, quais pensamentos provavelmente estariam passando por sua cabeça? ❖Se você estivesse sentindo ansioso, quais pensamentos provavelmente estariam passando por sua cabeça? ❖Se você estivesse sentindo triste, quais pensamentos provavelmente estariam passando por sua cabeça? ❖Se você estivesse sentindo feliz ou tranquilo quais pensamentos provavelmente estariam passando por sua cabeça?
  • 23.
    CRENÇAS CENTRAIS São formadasna infância e fortalecidas pelas experiências vivenciadas ao lingo da vida, á medida que vamos internalizando conceitos como “Você é inútil”, mesmo que essas sejam informações incorretas. (Geenberger e Padesky, 2017) Elas podem ser de: ❖Desamparo: o indivíduo se sente incapaz de fazer coisas, se relacionar e se proteger, Com isso, pensa ser frágil, vulnerável e inadequado com pensamentos do tipo: EXEMPLO: “Sou incompetente, ineficaz, incapaz, desemparado, inútil e carente, não consigo lidar com as coisas; “Não consigo fazer as coisas.” “Sou incapaz, sou fraco, vulnerável, não tenho saída, não tenho controle da situação e provavelmente vou me machucar.”
  • 24.
    Crença de Desamor– o indivíduo acredita ser indigno de amor e por ter algo nele que o impede de receber e manter amor e intimidade com os outros.Acredita ser defeituoso e tem pensamentos de que sempre será rejeitado: Exemplos: “Sou alguém impossível de ser amado, desagradável, indesejável, pouco atraente, chato, sem importância e dispensável. “Certamente serei rejeitado, abandonado e ficarei sozinho.”
  • 25.
    ❖Crença de Desvalor– o indivíduo acredita ser moralmente ruim por ter algo dentro dele que o torne terrível. Entende que não tem valor algum e que não é digno de atenção e não merecedor de nada: Exemplos: • “Sou imoral, moralmente mau, desprezível e inaceitável.” • “Sou perigoso, tóxico, louco e mau.” • “Não mereço viver.”
  • 26.
    CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS “Os temasnos pensamentos automáticos das pessoas sempre fazem sentido depois que entendemos suas crenças”. Judith Beck Crenças intermediárias são suposições, regras e atitudes que mediam entre os esquemas subjacentes (crenças centrais) e os pensamentos automáticos. Elas frequentemente representam a maneira como as crenças centrais são manifestadas no dia-a-dia, influenciando a forma como uma pessoa reage a diferentes situações. As crenças intermediárias podem ser vistas como menos profundas e mais acessíveis à consciência do que os esquemas centrais, mas ainda desempenham um papel crucial na forma como os indivíduos percebem e interpretam suas experiências. Essas crenças podem incluir declarações do tipo "Se... então...", "Deveria" ou "Preciso", e geralmente refletem suposições rígidas sobre si mesmo, os outros e o mundo. Identificar e reestruturar crenças intermediárias é um passo importante na Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) para promover mudanças cognitivas e comportamentais mais profundas. (Beck, 2011)
  • 28.
    V A MO S E X E R C I TA R ?
  • 29.
    Aqui estão cincoexemplos de situações em que crenças centrais e intermediárias podem ser identificadas no contexto da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). As crenças centrais são suposições profundas e fundamentais que uma pessoa tem sobre si mesma, os outros e o mundo, enquanto as crenças intermediárias são suposições, regras ou atitudes que derivam dessas crenças centrais e que influenciam os pensamentos automáticos e comportamentos da pessoa. 1 Situação: João recebe críticas de seu chefe sobre o trabalho que realizou. Crença Central? Crença Intermediária? Pensamento Automático? 2- Situação: Maria evita ir a eventos sociais, mesmo sendo convidada por amigos. • Crença Central: • Crença Intermediária: • Pensamento Automático:
  • 30.
    3 - Situação:Carla falha em uma entrevista de emprego. • Crença Central: • Crença Intermediária: • Pensamento Automático: 4- Situação: Pedro está em um relacionamento amoroso, mas sente ciúmes frequentemente. • Crença Central: • Crença Intermediária: Pensamento Automático S- Situação: Ana sente-se ansiosa antes de uma apresentação importante no trabalho. • Crença Central: • Crença Intermediária: • Pensamento Automático: