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A TERAPIA
COGNITIVO-
COMPORTAMENTAL
APLICADA À
OBESIDADE
MATHEUS CHEIBUB DAVID MARIN
PSIQUIATRA – GREA – IPQ – HC-FMUSP
MODELO BECK DE
TCC
50-60: Dr. Beck – tentativa de explicar a psicanálise com
validação empírica
Identificação de cognições cognitivas negativas
(pensamentos e crenças) como caracteríticas primárias da
depressão
Desenvolvimento de psicoterapia estruturadas de curta
duração, voltada para o presente com resolução dos
problemas
O QUE PROPÕE?
O Modelo cognitivo propõe que o pensamento disfuncional
(influencia no humor e no pensamento do cliente) é comum
em todos os transtornos.
Quando o paciente se conscientiza dos seus pensamentos e
crenças errôneos, melhora o emocional e comportamento
COMO FOI
DESENVOLVIDO?
Pacientes depressivos traziam pensamentos rápidos,
distorcidos:
1.  qualificando a si mesmo
2.  do mundo ao seu redor
3.  do seu futuro
TRÍADE
COGNITIVA
NEGATIVA
PENSAMENTOS
AUTOMÁTICOS
“São cognições baseadas em auto-
avaliações e auto-direcionamentos,
fora do alcance consciente, que
opera automaticamente, de forma
particular e produzida por suas
crenças”
(Aaron Beck)
•  Pensamentos Automáticos Negativos estão intimamente
ligados à emoção.
•  Ao ajudar o paciente a identificar, avaliar e responder ao
pensamento irrealista e desadaptativo
PACIENTES MELHORAVAM RAPIDAMENTE!
RELAÇÃO PENSAMENTO
X EMOÇÃO X
COMPORTAMENTO
PA são breves e o paciente se torna consciente da emoção
que sente, por resultado destes pensamentos (não estão
sujeitos à análise racional), com base em uma lógica
defeituosa (distorção cognitiva)
Por exemplo, o sujeito pode até perceber que está ansioso,
mas não por ação destes pensamentos, até que o terapeuta
os questione
As emoções do paciente sempre estão conectadas aos
pensamentos
RELAÇÃO PENSAMENTO X EMOÇÃO X
COMPORTAMENTO
EVENTO
(Prepara-se para ir
a uma festa)
COMPORTAMENTO
(Dá uma desculpa e
não vai a festa)
EMOÇÃO
(Tensão e
ansiedade)
AVALIAÇÃO
COGNITIVA
(Sou desajustado e
não sei o que
fazer...)
MODELO COGNITIVO
SITUAÇÃO
Pensamento Automático
REAÇÃO
AULA
“Isso é difícil demais”
“Jamais vou aprender”
•  Emocional: tristeza
•  Fisiológico: desconforto
•  Comportamental: sai da
sala
•  A situação em si, não é determinante para o que as
pessoas sentem ou fazem. É a sua INTERPRETAÇÃO
da situação.
Ex: assistir uma aula pode te gerar sentimentos/reações
diferentes ao do seu colega ao lado
•  O Pensamento distorcido é comum a todos
transtornos psicológicos.
•  Nossas cognições tem influência controladora sobre
nossas emoções e comportamentos.
CRENÇAS
No começo da infância, as crianças desenvolvem ideias
sobre si mesmas e ao mundo ao redor
São influenciados por uma infinidade de experiências de
vida:
•  Ensinamentos dos pais
•  Atividades educativas
•  Experiências de seus pares
•  Traumas
•  (in)Sucessos
CRENÇAS/ESQUEMAS
As crenças mais centrais (nucleares) são tão
duradouras que a pessoa toma como uma
verdade absoluta
Quando esta crença é ativada, o paciente
interpreta determinada situação como uma
verdade sob as lentes da sua crença
Todas as pessoas possuem uma
mistura de esquemas adaptativos
(saudáveis) e crenças centrais
desadaptativas
“NINGUÉM
GOSTA
DE MIM!”
+
TENHO
AMIGOS
+
TENHO
NAMORADA
+
RECEBI
UM
ELOGIO
-
Mas eu não merecia
-
FUI
REJEITADO
Frustrações e resultados negativos tendem
a aumentar a crença Disfuncional
Exemplo:
“ Fui rejeitado, logo, ninguém gosta de mim”
Resultados positivo tendem a ser
desconsiderados ou não recebem a devida
importância
Exemplo:
“ Recebi um elogio, mas não era digno.”
CRENÇAS
INTERMEDIÁRIAS
A s c r e n ç a s n u c l e a r e s i n f l u e n c i a m o
desenvolvimento de uma classe intermediária de
suas crenças, que são as atitudes, regras e
pressupostos.
Atitude: - “Eu não vou ser aceito”
Regra: - “Desistir se um desafio parece grande”
Pressuposto: - “Se eu tentar me aproximar de
alguém, vou ser rejeitado. Se eu evitar, ficarei
bem”
Atitude: - “É terrível falhar”
Regra: - “Devo desistir se eu notar que não vou
conseguir”
Pressuposto: - “Se eu tentar, vou falhar”
“Se jogar tudo para o alto, vou ficar bem”
SITUAÇÃO Pensamento Automático REAÇÃO
“DIETA”
“Eu não vou conseguir
emagrecer”
“Não faço nada direito”
•  Emocional: tristeza
•  Fisiológico:
desconforto
•  Comportamental:
desistência, come
mais
CRENÇA
CENTRAL
“Eu não sirvo para nada!”
Crença
Intermediária
A:“É terrível falhar”
R: “Desistir se eu notar não vou conseguir”
P: “Se eu tentar, vou falhar!
Se jogar tudo para o alto, vou ficar bem”
Modelo cognitivo de beck
IDENTIFICANDO
PENSAMENTOS
AUTOMÁTICOS (PA)
•  PA são cognições que surgem rapidamente em
nossa mente, mediante uma situação (ou
relembrando os acontecimentos)
•  Transtornos Psiquiátricos vivenciam um “flood”
de PA que são distorcidos (PAN)
•  Na maior parte do tempo não os identificamos
•  Um indício forte de que estão ocorrendo é
presença de emoções fortes
Situação PAN Emoções
Olho pessoas
com corpo
bonito na praia
“Eu nunca
serei como
elas”
Tristeza
TODAS AS PESSOAS TÊM PENSAMENTOS
AUTOMÁTICOS!!!!!!
IDENTIFICANDO…
1.  Quando o paciente descrever uma situação
problemática que surgiu na última sessão que
estiveram juntos
2.  Q u a n d o v o c ê n o t a r u m a a l t e r a ç ã o o u
intensificação do afeto negativo.
“O que estava passando pela sua cabeça?”
TÉCNICAS COGNITIVAS
COMPORTAMENTAIS
Terapeuta e paciente trabalham juntos para identificar PAN e
Distorções cognitivas
RDP:
Dia/hora Situação PAN Emoção Comportamento
Dia/
hora
Situação Pensamento
Automático
Negativo
Emoção Comportamento
08:00 “Vi pessoas bonitas
na praia”
“Eu nunca vou
conseguir ficar
assim”
Raiva Fuga: “Comi mais”
16:00 “Tomei uma bronca do
meu chefe”
“Eu nunca faço
nada certo”
Ansiedade “Tive uma crise de
pânico”
18:00 “Vi pessoas fazendo
exercícios na
academia”
“Eu não
consigo fazer
isso”
Vergonha “Abandonei a
academia”
20:00 “Marquei um encontro
com a pessoa que eu
gosto”
“Ela nunca vai
gostar de mim”
Tristeza Esquiva:
“desmarquei o
encontro”
REESTRUTURAÇÃO
COGNITIVA
Identificado o PAN e a Crença Disfuncional:
1º Passo: análise de erros de lógica aderidos à
interpretações errôneas: Paciente tem que
considerar tais pensamentos como hipóteses e
não como fatos:
Ex: “Sou gordo e não consigo emagrecer”
REESTRUTURAÇÃO
COGNITIVA
2º Passo: Socratização
Junto do terapeuta, o paciente faz uma
comparação das evidências que o apoiam seu
pensamento e as que são contrárias
Ex:
PAN – “Eu sou gordo e não consigo emagrecer”
Questionamento – “É impossível o obeso
emagrecer?”
REESTRUTURAÇÃO
COGNITIVA
3º Passo: Lembrete
Após a comparação pensamento x probabilidade,
criam-se alternativas
Ex:
“Eu sou obeso, mas posso emagrecer”
“Não é por estar obeso, que não posso ser aceito”
Modelo cognitivo de beck
REFERÊNCIAS
•  Beck, JS. – Terapia Cognitivo-Comportamental –Teoria e Prática – 2ª
edição - Artmed
•  Forman, EM. – Effective Weight Loss – An acceptance-Based
Behavioral Approach Oxford
•  Beck, J. (2008). Pense magro: treine seu cérebro a pensar como
pessoa magra. A dieta definitiva de Beck . Porto Alegre, Brasil:
Artmed.
•  Hawton, K. [et al.] (1997). Terapia cognitivo-comportamental para
problemas psiquiátricos - um guia prático. Martins Fontes
•  Barlow, D. – “Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos”, Artes
Médicas, 1999;
•  Beck, A. – “Terapia Cognitiva da Depressão”, Artes Médicas, 1997;
•  Dubovsky, S. e Dubovsky, A. – “Transtornos do Humor”. Artmed,
2004.
dr.matheus@gmail.com

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Modelo cognitivo de beck

  • 1. A TERAPIA COGNITIVO- COMPORTAMENTAL APLICADA À OBESIDADE MATHEUS CHEIBUB DAVID MARIN PSIQUIATRA – GREA – IPQ – HC-FMUSP
  • 2. MODELO BECK DE TCC 50-60: Dr. Beck – tentativa de explicar a psicanálise com validação empírica Identificação de cognições cognitivas negativas (pensamentos e crenças) como caracteríticas primárias da depressão Desenvolvimento de psicoterapia estruturadas de curta duração, voltada para o presente com resolução dos problemas
  • 3. O QUE PROPÕE? O Modelo cognitivo propõe que o pensamento disfuncional (influencia no humor e no pensamento do cliente) é comum em todos os transtornos. Quando o paciente se conscientiza dos seus pensamentos e crenças errôneos, melhora o emocional e comportamento
  • 4. COMO FOI DESENVOLVIDO? Pacientes depressivos traziam pensamentos rápidos, distorcidos: 1.  qualificando a si mesmo 2.  do mundo ao seu redor 3.  do seu futuro TRÍADE COGNITIVA NEGATIVA
  • 5. PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS “São cognições baseadas em auto- avaliações e auto-direcionamentos, fora do alcance consciente, que opera automaticamente, de forma particular e produzida por suas crenças” (Aaron Beck)
  • 6. •  Pensamentos Automáticos Negativos estão intimamente ligados à emoção. •  Ao ajudar o paciente a identificar, avaliar e responder ao pensamento irrealista e desadaptativo PACIENTES MELHORAVAM RAPIDAMENTE!
  • 7. RELAÇÃO PENSAMENTO X EMOÇÃO X COMPORTAMENTO PA são breves e o paciente se torna consciente da emoção que sente, por resultado destes pensamentos (não estão sujeitos à análise racional), com base em uma lógica defeituosa (distorção cognitiva) Por exemplo, o sujeito pode até perceber que está ansioso, mas não por ação destes pensamentos, até que o terapeuta os questione As emoções do paciente sempre estão conectadas aos pensamentos
  • 8. RELAÇÃO PENSAMENTO X EMOÇÃO X COMPORTAMENTO EVENTO (Prepara-se para ir a uma festa) COMPORTAMENTO (Dá uma desculpa e não vai a festa) EMOÇÃO (Tensão e ansiedade) AVALIAÇÃO COGNITIVA (Sou desajustado e não sei o que fazer...)
  • 9. MODELO COGNITIVO SITUAÇÃO Pensamento Automático REAÇÃO AULA “Isso é difícil demais” “Jamais vou aprender” •  Emocional: tristeza •  Fisiológico: desconforto •  Comportamental: sai da sala
  • 10. •  A situação em si, não é determinante para o que as pessoas sentem ou fazem. É a sua INTERPRETAÇÃO da situação. Ex: assistir uma aula pode te gerar sentimentos/reações diferentes ao do seu colega ao lado •  O Pensamento distorcido é comum a todos transtornos psicológicos. •  Nossas cognições tem influência controladora sobre nossas emoções e comportamentos.
  • 11. CRENÇAS No começo da infância, as crianças desenvolvem ideias sobre si mesmas e ao mundo ao redor São influenciados por uma infinidade de experiências de vida: •  Ensinamentos dos pais •  Atividades educativas •  Experiências de seus pares •  Traumas •  (in)Sucessos
  • 12. CRENÇAS/ESQUEMAS As crenças mais centrais (nucleares) são tão duradouras que a pessoa toma como uma verdade absoluta Quando esta crença é ativada, o paciente interpreta determinada situação como uma verdade sob as lentes da sua crença
  • 13. Todas as pessoas possuem uma mistura de esquemas adaptativos (saudáveis) e crenças centrais desadaptativas
  • 15. Frustrações e resultados negativos tendem a aumentar a crença Disfuncional Exemplo: “ Fui rejeitado, logo, ninguém gosta de mim”
  • 16. Resultados positivo tendem a ser desconsiderados ou não recebem a devida importância Exemplo: “ Recebi um elogio, mas não era digno.”
  • 17. CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS A s c r e n ç a s n u c l e a r e s i n f l u e n c i a m o desenvolvimento de uma classe intermediária de suas crenças, que são as atitudes, regras e pressupostos. Atitude: - “Eu não vou ser aceito” Regra: - “Desistir se um desafio parece grande” Pressuposto: - “Se eu tentar me aproximar de alguém, vou ser rejeitado. Se eu evitar, ficarei bem”
  • 18. Atitude: - “É terrível falhar” Regra: - “Devo desistir se eu notar que não vou conseguir” Pressuposto: - “Se eu tentar, vou falhar” “Se jogar tudo para o alto, vou ficar bem”
  • 19. SITUAÇÃO Pensamento Automático REAÇÃO “DIETA” “Eu não vou conseguir emagrecer” “Não faço nada direito” •  Emocional: tristeza •  Fisiológico: desconforto •  Comportamental: desistência, come mais CRENÇA CENTRAL “Eu não sirvo para nada!” Crença Intermediária A:“É terrível falhar” R: “Desistir se eu notar não vou conseguir” P: “Se eu tentar, vou falhar! Se jogar tudo para o alto, vou ficar bem”
  • 21. IDENTIFICANDO PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS (PA) •  PA são cognições que surgem rapidamente em nossa mente, mediante uma situação (ou relembrando os acontecimentos) •  Transtornos Psiquiátricos vivenciam um “flood” de PA que são distorcidos (PAN) •  Na maior parte do tempo não os identificamos •  Um indício forte de que estão ocorrendo é presença de emoções fortes
  • 22. Situação PAN Emoções Olho pessoas com corpo bonito na praia “Eu nunca serei como elas” Tristeza TODAS AS PESSOAS TÊM PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS!!!!!!
  • 23. IDENTIFICANDO… 1.  Quando o paciente descrever uma situação problemática que surgiu na última sessão que estiveram juntos 2.  Q u a n d o v o c ê n o t a r u m a a l t e r a ç ã o o u intensificação do afeto negativo. “O que estava passando pela sua cabeça?”
  • 24. TÉCNICAS COGNITIVAS COMPORTAMENTAIS Terapeuta e paciente trabalham juntos para identificar PAN e Distorções cognitivas RDP: Dia/hora Situação PAN Emoção Comportamento
  • 25. Dia/ hora Situação Pensamento Automático Negativo Emoção Comportamento 08:00 “Vi pessoas bonitas na praia” “Eu nunca vou conseguir ficar assim” Raiva Fuga: “Comi mais” 16:00 “Tomei uma bronca do meu chefe” “Eu nunca faço nada certo” Ansiedade “Tive uma crise de pânico” 18:00 “Vi pessoas fazendo exercícios na academia” “Eu não consigo fazer isso” Vergonha “Abandonei a academia” 20:00 “Marquei um encontro com a pessoa que eu gosto” “Ela nunca vai gostar de mim” Tristeza Esquiva: “desmarquei o encontro”
  • 26. REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA Identificado o PAN e a Crença Disfuncional: 1º Passo: análise de erros de lógica aderidos à interpretações errôneas: Paciente tem que considerar tais pensamentos como hipóteses e não como fatos: Ex: “Sou gordo e não consigo emagrecer”
  • 27. REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA 2º Passo: Socratização Junto do terapeuta, o paciente faz uma comparação das evidências que o apoiam seu pensamento e as que são contrárias Ex: PAN – “Eu sou gordo e não consigo emagrecer” Questionamento – “É impossível o obeso emagrecer?”
  • 28. REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA 3º Passo: Lembrete Após a comparação pensamento x probabilidade, criam-se alternativas Ex: “Eu sou obeso, mas posso emagrecer” “Não é por estar obeso, que não posso ser aceito”
  • 30. REFERÊNCIAS •  Beck, JS. – Terapia Cognitivo-Comportamental –Teoria e Prática – 2ª edição - Artmed •  Forman, EM. – Effective Weight Loss – An acceptance-Based Behavioral Approach Oxford •  Beck, J. (2008). Pense magro: treine seu cérebro a pensar como pessoa magra. A dieta definitiva de Beck . Porto Alegre, Brasil: Artmed. •  Hawton, K. [et al.] (1997). Terapia cognitivo-comportamental para problemas psiquiátricos - um guia prático. Martins Fontes •  Barlow, D. – “Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos”, Artes Médicas, 1999; •  Beck, A. – “Terapia Cognitiva da Depressão”, Artes Médicas, 1997; •  Dubovsky, S. e Dubovsky, A. – “Transtornos do Humor”. Artmed, 2004.