IDADE MÉDIA OCIDENTAL
Profª. – Fatima Ap. de Freitas
IDADE MÉDIA OCIDENTAL
• A Idade Média é computada de 476 d.C. com a
queda de Roma pelos bárbaros até 1453,
quando ocorre a conquista de Constantinopla
pelos turcos otomanos e consequente queda
do Império Romano do Oriente.
FEUDALISMO
• Período Histórico: Idade Média (476 a 1453)
• Modo de Produção que vigorou na Europa Ocidental
durante a Idade Média e que se caracteriza pelas
relações servis de produção.
• O Feudalismo se formou a partir da desestruturação do
Império Romano do Ocidente, em meio a um clima de
insegurança criado pelas invasões bárbaras em Roma.
• Com o fim do escravismo e a decadência das cidades
do Império Romano, um contingente considerável de
famílias romanas transferiu-se para o meio rural,
buscando protecão contra guerras e invasões.
ORIGENS DAS INSTITUIÇÕES FEUDAIS
ORIGEM ROMANA
• Colonato: sistema de trabalho
servil que se desenvolveu com a
crise do Império Romano, quando
escravos e plebeus empobrecidos
passaram a trabalhar como
colonos em terras de um grande
senhor.
• O proprietário oferecia terra e
proteção ao colono, recebendo
deste um rendimento do seu
trabalho.
Villas, uma tradição
romana: Colonato
• Nesse processo, algumas cidades perderam
importância enquanto, no campo,
desenvolveram-se villas (unidades econômicas)
com a produção agropastoril destinada ao
autoconsumo, contribuindo para a formação dos
feudos.
• Fragmentação do poder político: no final do
período imperial, a administração romana não
tinha condições de impor sua autoridade em
todas as regiões.
• Com o enfraquecimento do poder central, os
grandes proprietários de terra foram ampliando
seus poderes locais.
CONTRIBUIÇÃO DOS GERMANOS
• Economia agropastoril: agricultura e criação de animais,
sem a preocupação de produzir excedentes para
comercialização.
• comitatus um juramento de fidelidade entre os guerreiros
e seu chefe, baseado na honra e na lealdade, pelo qual as
terras conquistadas eram divididas entre si.
• Beneficium: os chefes guerreiros germânicos
recompensavam seus guerreiros concedend-lhes
possessões de terras, que foram chamadas mais tarde de
feudos.
• Em troca o beneficiado oferecia fidelidade, trabalho e ajuda
militar ao senhor.
• O sistema feudal prevaleceu durante longo
tempo na Europa Ocidental, mas não foi idêntico
em todos os lugares, mas é possível apontar
algumas características comuns:
 Enfraquecimento do poder real e fortalecimento dos
poderes locais ou regionais;
 Existência de vínculos pessoais de obediência e
proteção entre os mais poderosos e os mais fracos (
laços de suserania e vassalagem)
 Uso generalizado do trabalho servil no campo.
 Declínio das atividades comerciais urbanas e
fortalecimento da vida rural.
O FEUDO
• A terra (feudo) era a medida da riqueza, o
senhor feudal era soberano de seu feudo,
comandado o seu funcionamento e fazendo
justiça segundo as tradições e o direito
consuetudinário, isto é, o direito consagrado
pelos costumes.
• As terras do feudo distribuíam-se da
seguinte forma:
• Manso senhorial – Representava cerca de
um terço da área total e nela os servos e
vilões trabalhavam alguns dias por semana,
toda produção obtida nessa parte da
propriedade pertencia ao senhor feudal.
• Manso servil – Área destinada ao usufruto
dos servos. Parte do que era produzido ali
era entregue como pagamento ao senhor
feudal.
• Terras comunais – Era a parte do feudo
usada em comum pelos servos e pelos
senhores. Destinava-se à pastagem do gado,
à extração de madeira e à caça, direito
exclusivo dos senhores.
TAXAS E IMPOSTOS PAGOS PELOS SERVOS
• Talha: Entregar parte da produção (3/4) ao suserano.
• Corvéia: Trabalho gratuito de 3 a 5 dias na semana nas
terras do senhor feudal.
• Banalidades: pagamento em espécie pelo uso das
instalações do feudo (forno, moinho, etc.)
• Tostão de Pedro: dar 10% da produção para a Igreja
Católica (dízimo)
• Primanoite: Noite de núpcias do vassalo é na verdade
do suserano.
• Mão morta: pagamento em espécie ou dinheiro pelos
familiares do servo morto para continuar usufruindo da
terra.
SOCIEDADE
• Era estamental,
hierarquizada e clerical.
• Três estamentos:
 Clero - rezava
 Nobreza – protegia
militarmente
 Servos – trabalhavam e
sustentavam a nobreza e o
clero.
• Apresentava pouca ascensão
social e quase não existia
mobilidade social.
Os que oram...
Intermediavam os contatos com Deus.
Garantiam a proteção da sociedade.
OS QUE GUERREAVAM...
Trabalhavam e sustentavam o clero e a nobreza.
OS QUE TRABALHAVAM...
• Era descentralizado e passou a ser dividido entre os senhores
feudais que governavam seus domínios exercendo autoridade
administrativa, judicial e militar, com as seguintes características:
• Descentralização política: fragmentação do poder em função do
parcelamento das terras.
• o rei: existia mas exercia pouca influência.
• guerras contínuas: invasões e disputas pelo poder.
• direito de governar: era um privilegio de todo possuidor de feudo,
implicando este privilégio obrigações muito definidas, cuja violação
podia acarretar a perda do feudo.
• direito consuetudinário ( leis baseadas nos costumes e tradições,
de origem germânica).
• Monarquias Feudais: poder particularizado, laços de dependência
pessoal, caráter simbólico do poder real e fragmentação político-
territorial.
PODER POLÍTICO
SUSERANIA E VASSALAGEM
• Era a relação de poder dos nobres (suseranos e vassalos).
• Suserano era todo aquele que podia doar um feudo.
• Vassalo era aquele que se colocava na dependência de um
senhor, esperando receber auxílio de variadas formas, e
principalmente um feudo.
• A transmissão do feudo
era realizada em uma
cerimônia solene
constituída de dois atos
principais:
 Homenagem:
juramento de
fidelidade do vassalo.
 Investidura: ato de
transmissão do feudo.
DIREITOS E DEVERES DOS SUSERANOS E
VASSALOS
SUSERANOS
• Proteger militarmente seus
vassalos.
• Dar-lhes assistência jurídica
quando o vassalo quando
acusado de algum crime.
• Direito de reaver o feudo do
vassalo que morresse sem
deixar herdeiros.
• Proibir o casamento do
vassalo com pessoa que lhe
fosse infiel.
VASSALOS
• Prestar serviço militar ao
suserano.
• Libertá-lo caso fosse
aprisionado por inimigos.
• Comparecer ao tribunal
presidido pelo suserano
quando convocado.
• Dar ajuda econômica
quando o primogênito do
suserano fosse sagrado
cavaleiro e para o dote da
filha mais velha do senhor.
ECONOMIA FEUDAL
• A economia era agrária e rural.
• Era auto-suficiente.
• O feudo: unidade de produção propriedade feudal
ou senhorial.
• Havia pouco uso de moeda, no feudo o comércio
era na base da troca (escambo).
• O comércio era reduzido, localizado.
• Baixo nível técnico (enxadas, machados, foices,
etc).
• Usava-se o sistema trienal de rotação de culturas
para a preservação do solo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• História Geral – Raimundo Campos
• História e Vida Integrada – Nelson Piletti e Claudino Piletti.
• História Global – Gilberto Cotrim.
• Nova história Integrada – João Paulo Mesquita e Luiz Estevam
• SUGESTÕES DE FILMES:
• Robin Hood, o príncipe dos ladrões
• Coração Valente

Idade média feudalismo

  • 1.
    IDADE MÉDIA OCIDENTAL Profª.– Fatima Ap. de Freitas
  • 2.
    IDADE MÉDIA OCIDENTAL •A Idade Média é computada de 476 d.C. com a queda de Roma pelos bárbaros até 1453, quando ocorre a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos e consequente queda do Império Romano do Oriente.
  • 4.
    FEUDALISMO • Período Histórico:Idade Média (476 a 1453) • Modo de Produção que vigorou na Europa Ocidental durante a Idade Média e que se caracteriza pelas relações servis de produção. • O Feudalismo se formou a partir da desestruturação do Império Romano do Ocidente, em meio a um clima de insegurança criado pelas invasões bárbaras em Roma. • Com o fim do escravismo e a decadência das cidades do Império Romano, um contingente considerável de famílias romanas transferiu-se para o meio rural, buscando protecão contra guerras e invasões.
  • 5.
    ORIGENS DAS INSTITUIÇÕESFEUDAIS ORIGEM ROMANA • Colonato: sistema de trabalho servil que se desenvolveu com a crise do Império Romano, quando escravos e plebeus empobrecidos passaram a trabalhar como colonos em terras de um grande senhor. • O proprietário oferecia terra e proteção ao colono, recebendo deste um rendimento do seu trabalho. Villas, uma tradição romana: Colonato
  • 6.
    • Nesse processo,algumas cidades perderam importância enquanto, no campo, desenvolveram-se villas (unidades econômicas) com a produção agropastoril destinada ao autoconsumo, contribuindo para a formação dos feudos. • Fragmentação do poder político: no final do período imperial, a administração romana não tinha condições de impor sua autoridade em todas as regiões. • Com o enfraquecimento do poder central, os grandes proprietários de terra foram ampliando seus poderes locais.
  • 7.
    CONTRIBUIÇÃO DOS GERMANOS •Economia agropastoril: agricultura e criação de animais, sem a preocupação de produzir excedentes para comercialização. • comitatus um juramento de fidelidade entre os guerreiros e seu chefe, baseado na honra e na lealdade, pelo qual as terras conquistadas eram divididas entre si. • Beneficium: os chefes guerreiros germânicos recompensavam seus guerreiros concedend-lhes possessões de terras, que foram chamadas mais tarde de feudos. • Em troca o beneficiado oferecia fidelidade, trabalho e ajuda militar ao senhor.
  • 8.
    • O sistemafeudal prevaleceu durante longo tempo na Europa Ocidental, mas não foi idêntico em todos os lugares, mas é possível apontar algumas características comuns:  Enfraquecimento do poder real e fortalecimento dos poderes locais ou regionais;  Existência de vínculos pessoais de obediência e proteção entre os mais poderosos e os mais fracos ( laços de suserania e vassalagem)  Uso generalizado do trabalho servil no campo.  Declínio das atividades comerciais urbanas e fortalecimento da vida rural.
  • 10.
    O FEUDO • Aterra (feudo) era a medida da riqueza, o senhor feudal era soberano de seu feudo, comandado o seu funcionamento e fazendo justiça segundo as tradições e o direito consuetudinário, isto é, o direito consagrado pelos costumes. • As terras do feudo distribuíam-se da seguinte forma: • Manso senhorial – Representava cerca de um terço da área total e nela os servos e vilões trabalhavam alguns dias por semana, toda produção obtida nessa parte da propriedade pertencia ao senhor feudal. • Manso servil – Área destinada ao usufruto dos servos. Parte do que era produzido ali era entregue como pagamento ao senhor feudal. • Terras comunais – Era a parte do feudo usada em comum pelos servos e pelos senhores. Destinava-se à pastagem do gado, à extração de madeira e à caça, direito exclusivo dos senhores.
  • 11.
    TAXAS E IMPOSTOSPAGOS PELOS SERVOS • Talha: Entregar parte da produção (3/4) ao suserano. • Corvéia: Trabalho gratuito de 3 a 5 dias na semana nas terras do senhor feudal. • Banalidades: pagamento em espécie pelo uso das instalações do feudo (forno, moinho, etc.) • Tostão de Pedro: dar 10% da produção para a Igreja Católica (dízimo) • Primanoite: Noite de núpcias do vassalo é na verdade do suserano. • Mão morta: pagamento em espécie ou dinheiro pelos familiares do servo morto para continuar usufruindo da terra.
  • 12.
    SOCIEDADE • Era estamental, hierarquizadae clerical. • Três estamentos:  Clero - rezava  Nobreza – protegia militarmente  Servos – trabalhavam e sustentavam a nobreza e o clero. • Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social.
  • 13.
    Os que oram... Intermediavamos contatos com Deus.
  • 14.
    Garantiam a proteçãoda sociedade. OS QUE GUERREAVAM...
  • 15.
    Trabalhavam e sustentavamo clero e a nobreza. OS QUE TRABALHAVAM...
  • 17.
    • Era descentralizadoe passou a ser dividido entre os senhores feudais que governavam seus domínios exercendo autoridade administrativa, judicial e militar, com as seguintes características: • Descentralização política: fragmentação do poder em função do parcelamento das terras. • o rei: existia mas exercia pouca influência. • guerras contínuas: invasões e disputas pelo poder. • direito de governar: era um privilegio de todo possuidor de feudo, implicando este privilégio obrigações muito definidas, cuja violação podia acarretar a perda do feudo. • direito consuetudinário ( leis baseadas nos costumes e tradições, de origem germânica). • Monarquias Feudais: poder particularizado, laços de dependência pessoal, caráter simbólico do poder real e fragmentação político- territorial. PODER POLÍTICO
  • 18.
    SUSERANIA E VASSALAGEM •Era a relação de poder dos nobres (suseranos e vassalos). • Suserano era todo aquele que podia doar um feudo. • Vassalo era aquele que se colocava na dependência de um senhor, esperando receber auxílio de variadas formas, e principalmente um feudo. • A transmissão do feudo era realizada em uma cerimônia solene constituída de dois atos principais:  Homenagem: juramento de fidelidade do vassalo.  Investidura: ato de transmissão do feudo.
  • 19.
    DIREITOS E DEVERESDOS SUSERANOS E VASSALOS SUSERANOS • Proteger militarmente seus vassalos. • Dar-lhes assistência jurídica quando o vassalo quando acusado de algum crime. • Direito de reaver o feudo do vassalo que morresse sem deixar herdeiros. • Proibir o casamento do vassalo com pessoa que lhe fosse infiel. VASSALOS • Prestar serviço militar ao suserano. • Libertá-lo caso fosse aprisionado por inimigos. • Comparecer ao tribunal presidido pelo suserano quando convocado. • Dar ajuda econômica quando o primogênito do suserano fosse sagrado cavaleiro e para o dote da filha mais velha do senhor.
  • 20.
    ECONOMIA FEUDAL • Aeconomia era agrária e rural. • Era auto-suficiente. • O feudo: unidade de produção propriedade feudal ou senhorial. • Havia pouco uso de moeda, no feudo o comércio era na base da troca (escambo). • O comércio era reduzido, localizado. • Baixo nível técnico (enxadas, machados, foices, etc). • Usava-se o sistema trienal de rotação de culturas para a preservação do solo.
  • 22.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • HistóriaGeral – Raimundo Campos • História e Vida Integrada – Nelson Piletti e Claudino Piletti. • História Global – Gilberto Cotrim. • Nova história Integrada – João Paulo Mesquita e Luiz Estevam • SUGESTÕES DE FILMES: • Robin Hood, o príncipe dos ladrões • Coração Valente