HUMANIZAÇÃO DO PARTO E NASCIMENTO Enfª Eloisa da Fonseca Rodrigues
ROTINAS DE ENFERMAGEM
PRÉ PARTO Admissão da parturiente Identificação e registros Tricotomia Enema glicerinado Alimentação Higiene  Controle dos sinais vitais Punção Venosa
PRÉ PARTO Deambulação Massagens Privacidade Respiração  Relaxamento Posicionamento Orientação ao acompanhante Apoio a paciente despreparada
ADMISSÃO DA PARTURIENTE Revisão da história da paciente: realização do pré natal, morbidades, uso de medicações, uso de drogas, o quanto sabe sobre o parto, nível de dor e reação psicológica, experiências anteriores.  Quem a trouxe até o hospital, contato com a família, guardar objetos pessoais, contato com assistente social.
Identificação e registros Preenchimento preciso da DNV, digitais materna e do RN, carteira de vacinação, Identificação dos RNs de risco, pulseira para mãe e RN,  formulários específicos para inclusão no prontuário com os dados do parto, folha de custos da sala de parto.
Tricotomia e Enema Tricotomia: por opção da paciente ou rebaixamento de pelos; Enema: benefícios questionados, constrangimento para a paciente.
ALIMENTAÇÃO Dieta líquida conforme aceitação para aquelas pacientes de baixo risco que tenham possibilidade quase nulas de evoluir para parto cesáreo.
Medidas de Higiene: Elimina fonte adicional de desconforto,  reforça a auto estima,  proporciona distração. Banhos de chuveiro ou de imersão, troca de roupa de cama, higiene perineal, forro perineal.
Banho de chuveiro: Massagem com água quente aplicada na região lombar facilita o relaxamento e atenua a transmissão da dor.  Equipamentos no box como banqueta, banquinho e barra de apoio auxiliam durante as contrações.
Controle dos SSVV e Punção Venosa O controle dos Sinais vitais deve ser realizado a cada 60 minutos. A punção venosa pode ser dispensável, uma vez que 80% das pacientes terão seus bebês dentro de oito horas
Deambulação Aumento da atividade uterina;  Distração da parturiente do desconforto do TP; Interação com o acompanhante; Incentivo a movimentação até que encontre uma posição confortável
Massagens Auxiliam no relaxamento da musculatura lombar reduzir o estresse provocado pelas contrações uterinas. Massagens circulares nas costas, ombros e pontos dolorosos. Podem ser feitas pelo profissional de saúde, companheiro, por uma doula .
Privacidade Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto; Diminuir ruidos, incentivar o silêncio Respeitar o momento
Respiração  O controle eficaz do padrão respiratório com inspiração e expiração normais ou profundas ajudam a controlar a ansiedade.
Posicionamento Quando não houver contra indicação  oferecer liberdade movimentação, o que aumenta o conforto e facilita a progressão do TP. Usar acessórios como a bola suiça, banqueta, apoio em almofadas ou travesseiros, cadeira ou colchonete.
 
Orientação ao acompanhante Incentivar o acompanhante a participar do cuidado: segurar a mão, refrescar a face, massagear, ajudar a caminhar, a encontrar uma posição confortável.
APOIO A PACIENTE DESPREPARADA Dificuldade de assimilar instruções, respiração superficial, ansiedade, medo, medo da perda do controle, atenção especial para as pacientes sozinhas. Transmitir confiança, estar ao lado, orientar sobre a evolução do TP, instruções simples, desviar foco de atenção da dor para  medidas de relaxamento.
DOULA Presta constante apoio a gestante e seu acompanhante durante o trabalho de parto, encorajando, aconselhando medidas para seu conforto, proporcionando e orientando contato físico  e explicando sobre o progresso do TP e procedimentos obstétricos  realizados.
A participação da Doula: Reduz a duração do TP; Reduz o uso de medicações para alívio da dor; Reduz o nº de cesareas; Menos depressão pós parto; Amamentação nas primeiras seis semanas de vida.
DOULA Compreende a fisiologia do parto assim como as necessidades emocionais da mulher em TP
DOULA Permanece ao lado da mulher em TP durante todo o processo
DOULA Dá assistência à mulher e seu companheiro na preparação e execução do seu planejamento para o parto
DOULA Facilita a comunicação da mulher em TP, seu companheiro e os profissionais de saúde
O que a Doula não faz: Realizar funções clínicas como toque vaginal ou monitorar BCFs; Emitir uma segunda opinião; Dar conselhos médicos Tomar decisões pelas suas clientes; Projetar seus próprios valores e objetivos à parturiente;
Transferência para a sala Parto Salas PPP.
Sala de Parto POSICIONAMENTO DA PACIENTE : O decúbito horizontal deve ser evitado para prevenir os efeitos da dificuldade de trocas materno-fetais.
Sala de Parto POSICIONAMENTO VERTICALIZADO Possibilita menor desconforto e dificuldade nos puxos durante o parto; Diminui o tempo do TP e do parto, melhora a contratilidade uterina e oferece mais conforto às parturientes;
Assegura os intercâmbios  materno-feto-placentários durante mais tempo,  diminuindo o risco de sofrimento fetal, mesmo quando o período expulsivo estiver aumentado. Menor risco de traumas vaginais, perineais ou de infecção na episiotomia.
Cuidados pós parto: Prevenção das hemorragias, involução uterina; Higiene perineal Cuidados com episiotomia Retenção urinária Controle dos SSVV
Cuidados pós parto: Apoio ao aleitamento materno
OBRIGADA!!!!!!
Bibliografia LOWDERMILK, D.L.  et al .  Maternity & Women’s healthcare . 17. ed. Mosby, USA, 2000, cap 22,p 510-580.  MINISTÉRIO DA SAÚDE.  Assistência Pré-natal  –Manual Técnico, equipe de elaboração: Janine Schirmer et al. 3a ed. Brasília: SPS –SSP/Ministério da Saúde, 2000. MOLINA, F.J.  et al . Pain in Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.15 no.6 Ribeirão Preto Nov./Dec. 2007 Fabiana Villela MamedeI; Ana Maria de AlmeidaI; Luiz de SouzaII; Marli Villela MamedeIII 61º Cben Métodos não farmacológicos no alívio da dor no TP sob a ótica das mulheres que vivenciam. Jardim , D. et all – 2009 BRANDEN, Enfermagem maternoinfantil, 2ª ed. Reichmann e Affonso Editores.

Humanizaçâo do parto e nascimento

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    HUMANIZAÇÃO DO PARTOE NASCIMENTO Enfª Eloisa da Fonseca Rodrigues
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    PRÉ PARTO Admissãoda parturiente Identificação e registros Tricotomia Enema glicerinado Alimentação Higiene Controle dos sinais vitais Punção Venosa
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    PRÉ PARTO DeambulaçãoMassagens Privacidade Respiração Relaxamento Posicionamento Orientação ao acompanhante Apoio a paciente despreparada
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    ADMISSÃO DA PARTURIENTERevisão da história da paciente: realização do pré natal, morbidades, uso de medicações, uso de drogas, o quanto sabe sobre o parto, nível de dor e reação psicológica, experiências anteriores. Quem a trouxe até o hospital, contato com a família, guardar objetos pessoais, contato com assistente social.
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    Identificação e registrosPreenchimento preciso da DNV, digitais materna e do RN, carteira de vacinação, Identificação dos RNs de risco, pulseira para mãe e RN, formulários específicos para inclusão no prontuário com os dados do parto, folha de custos da sala de parto.
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    Tricotomia e EnemaTricotomia: por opção da paciente ou rebaixamento de pelos; Enema: benefícios questionados, constrangimento para a paciente.
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    ALIMENTAÇÃO Dieta líquidaconforme aceitação para aquelas pacientes de baixo risco que tenham possibilidade quase nulas de evoluir para parto cesáreo.
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    Medidas de Higiene:Elimina fonte adicional de desconforto, reforça a auto estima, proporciona distração. Banhos de chuveiro ou de imersão, troca de roupa de cama, higiene perineal, forro perineal.
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    Banho de chuveiro:Massagem com água quente aplicada na região lombar facilita o relaxamento e atenua a transmissão da dor. Equipamentos no box como banqueta, banquinho e barra de apoio auxiliam durante as contrações.
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    Controle dos SSVVe Punção Venosa O controle dos Sinais vitais deve ser realizado a cada 60 minutos. A punção venosa pode ser dispensável, uma vez que 80% das pacientes terão seus bebês dentro de oito horas
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    Deambulação Aumento daatividade uterina; Distração da parturiente do desconforto do TP; Interação com o acompanhante; Incentivo a movimentação até que encontre uma posição confortável
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    Massagens Auxiliam norelaxamento da musculatura lombar reduzir o estresse provocado pelas contrações uterinas. Massagens circulares nas costas, ombros e pontos dolorosos. Podem ser feitas pelo profissional de saúde, companheiro, por uma doula .
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    Privacidade Respeito aodireito da mulher à privacidade no local do parto; Diminuir ruidos, incentivar o silêncio Respeitar o momento
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    Respiração Ocontrole eficaz do padrão respiratório com inspiração e expiração normais ou profundas ajudam a controlar a ansiedade.
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    Posicionamento Quando nãohouver contra indicação oferecer liberdade movimentação, o que aumenta o conforto e facilita a progressão do TP. Usar acessórios como a bola suiça, banqueta, apoio em almofadas ou travesseiros, cadeira ou colchonete.
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    Orientação ao acompanhanteIncentivar o acompanhante a participar do cuidado: segurar a mão, refrescar a face, massagear, ajudar a caminhar, a encontrar uma posição confortável.
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    APOIO A PACIENTEDESPREPARADA Dificuldade de assimilar instruções, respiração superficial, ansiedade, medo, medo da perda do controle, atenção especial para as pacientes sozinhas. Transmitir confiança, estar ao lado, orientar sobre a evolução do TP, instruções simples, desviar foco de atenção da dor para medidas de relaxamento.
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    DOULA Presta constanteapoio a gestante e seu acompanhante durante o trabalho de parto, encorajando, aconselhando medidas para seu conforto, proporcionando e orientando contato físico e explicando sobre o progresso do TP e procedimentos obstétricos realizados.
  • 21.
    A participação daDoula: Reduz a duração do TP; Reduz o uso de medicações para alívio da dor; Reduz o nº de cesareas; Menos depressão pós parto; Amamentação nas primeiras seis semanas de vida.
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    DOULA Compreende afisiologia do parto assim como as necessidades emocionais da mulher em TP
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    DOULA Permanece aolado da mulher em TP durante todo o processo
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    DOULA Dá assistênciaà mulher e seu companheiro na preparação e execução do seu planejamento para o parto
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    DOULA Facilita acomunicação da mulher em TP, seu companheiro e os profissionais de saúde
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    O que aDoula não faz: Realizar funções clínicas como toque vaginal ou monitorar BCFs; Emitir uma segunda opinião; Dar conselhos médicos Tomar decisões pelas suas clientes; Projetar seus próprios valores e objetivos à parturiente;
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    Transferência para asala Parto Salas PPP.
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    Sala de PartoPOSICIONAMENTO DA PACIENTE : O decúbito horizontal deve ser evitado para prevenir os efeitos da dificuldade de trocas materno-fetais.
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    Sala de PartoPOSICIONAMENTO VERTICALIZADO Possibilita menor desconforto e dificuldade nos puxos durante o parto; Diminui o tempo do TP e do parto, melhora a contratilidade uterina e oferece mais conforto às parturientes;
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    Assegura os intercâmbios materno-feto-placentários durante mais tempo, diminuindo o risco de sofrimento fetal, mesmo quando o período expulsivo estiver aumentado. Menor risco de traumas vaginais, perineais ou de infecção na episiotomia.
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    Cuidados pós parto:Prevenção das hemorragias, involução uterina; Higiene perineal Cuidados com episiotomia Retenção urinária Controle dos SSVV
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    Cuidados pós parto:Apoio ao aleitamento materno
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    Bibliografia LOWDERMILK, D.L. et al . Maternity & Women’s healthcare . 17. ed. Mosby, USA, 2000, cap 22,p 510-580. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Assistência Pré-natal –Manual Técnico, equipe de elaboração: Janine Schirmer et al. 3a ed. Brasília: SPS –SSP/Ministério da Saúde, 2000. MOLINA, F.J. et al . Pain in Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.15 no.6 Ribeirão Preto Nov./Dec. 2007 Fabiana Villela MamedeI; Ana Maria de AlmeidaI; Luiz de SouzaII; Marli Villela MamedeIII 61º Cben Métodos não farmacológicos no alívio da dor no TP sob a ótica das mulheres que vivenciam. Jardim , D. et all – 2009 BRANDEN, Enfermagem maternoinfantil, 2ª ed. Reichmann e Affonso Editores.