GERENCIAMENTO E ECONOMIA 
EM SISTEMAS LOGÍSTICOS 
Aula 1 – História e Introdução
Conceito de Economia: 
Ciência que estuda as formas de comportamento humano 
resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades 
a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a 
usos alternativos. 
"Estuda o comportamento de consumidores e Microeconomia e 
produtores e o mercado no qual interagem. Preocupa-se com a 
determinação dos preços e as quantidades em mercados 
específicos.
Agentes Econômicos em uma economia capitalista, são as 
famílias, as empresas e o governo, que respondem às seguintes 
questões: O quê?,Quanto?, Como?e Para Quem Produzir? 
É o que constitui o chamado "Mercado". São aspectos 
imprevisíveis, dinâmicos, ágeis. Já em uma economia 
centralizada, é o governo quem responde àquelas perguntas, 
formulando a partir de um órgão de planejamento central.
O LIBERALISMO ECONÔMICO 
Ausência de 
Intervenção 
Estatal 
Livre 
concorrência 
(Oferta x 
Demanda) = 
Eficiência das 
Empresas] 
Mercado auto-regulamentado
O LIBERALISMO DE ADAM SMITH 
Adam Smith foi o principal defensor do liberalismo econômico, 
sendo considerado um dos fundadores da economia clássica. Em 1776 
ele publicou seu grande trabalho “A Riqueza das Nações” na qual 
procura descobrir os reais fatores responsáveis pela riqueza das nações. 
Segundo ele: 
• O Trabalho do Homem é a base do crescimento econômico de 
uma sociedade e não apenas a circulação das mercadorias. 
• Atuação da “Mão Invisível” = o homem busca seus próprios 
interesses 
“Laissez faire” = Estado apenas deveria dar condições para que o 
mercado aconteça, mas não o tente controlar.
TEORIA DAS VANTAGENS ABSOLUTAS 
Vamos supor que um país A fosse produtor e exportador natural tanto de tecido quando de 
vinho. 
Pela teoria das Vantagens Absolutas isto seria prejudicial ao comércio entre dois países A e B, 
pois: 
• A seria sempre vendedor; gerando acúmulo de riqueza somente em A; 
• B seria sempre comprador, gerando empobrecimento constante em B, até o momento em que 
cessaria o comércio entre os dois países
O LIBERALISMO DE DAVID RICARDO 
David Ricardo nasceu em Londres em 1772 e foi um dos 
precursores nas teorias clássicas da economia e do 
comércio, juntamente com Adam Smith. 
Ricardo se preocupou em entender e melhorar os 
mecanismos de divisão de dividendos (salário) entre os 
trabalhadores, os donos de terras e os capitalistas, e em na 
forma como o Estado deveria (ou não) intervir sobre este 
assunto 
Para ele a “mão invisível” de Adam Smith não iria 
ocorrer adequadamente devido as divisões da sociedade 
em grupos com interesses conflitantes,
RICARDO E A LEI DOS CEREAIS 
As guerras entre Grã-Bretanha e França, conhecidas como Guerras Napoleônicas 
(1793-1815), fizeram o preço dos alimentos dispararem 
Assim, houve uma crescente importação de alimentos, que prejudicava a indústria 
local 
Isto mobilizou os agricultores a exigir proteção contra a concorrência do produto 
estrangeiro, o que resultou nas Leis dos Cereais (Corn Laws), que proibiam a importação 
de trigo por exemplo se o seu preço descesse abaixo de certo limite. 
Mas como represália das barreiras ás importações destes produtos, os países que 
comercializavam estes itens com a Inglaterra também limitaram as possibilidades de 
importação de bens industriais britânicos.
RICARDO E A LEI DOS CEREAIS 
David Ricardo surgiu em defesa da liberdade de comércio e contra a Lei dos 
Cereais, pois segundo ele, a proibição da importação dos cereais aumentava o 
custo de vida da população, ocasionando uma falha sistêmica no país, afetando 
inclusive o segmento industrial da Inglaterra, pois o custo de vida aumentava e 
por outro lado, os excedentes dos itens industriais não poderiam ser 
comercializados, inflacionando os preços de todos os setores
RICARDO E A LEI DOS CEREAIS 
Na formulação de uma nova teoria, Ricardo interligou diversos aspectos antes não 
bem compreendidos como um todo, tais como: o preço dos produtos, à repartição da 
renda, ao crescimento da população, ao aumento da renda diferencial do solo, às 
vantagens recíprocas do comércio internacional e os níveis salariais. 
“Em diferentes estágios da sociedade, no entanto, as proporções do produto total da 
terra destinadas a cada uma dessas classes, sob os nomes de renda, lucro e salário, serão 
essencialmente diferentes, o que dependerá principalmente da fertilidade do solo, da 
acumulação de capital e de população, e da habilidade, a engenhosidade e dos 
instrumentos empregados na agricultura” (Ricardo, 1817).
TEORIA DAS VANTAGENS COMPARATIVAS 
A grande contribuição de Ricardo foi o estabelecimento de uma teoria de Comércio internacional 
que seria o marco inicial da conjectura de Comércio Exterior aplicada. Ela foi baseada no "princípio das 
vantagens Absolutas" de Adam Smith, mas com melhorias significativas que não eram explicadas na 
teoria da Vantagem Absoluta, de uma forma que fornecesse um mecanismo automático onde todos 
ganhariam com o livre comércio, e não apenas os países ou setores que dispusessem das tais 
vantagens absolutas.
TEORIA DAS VANTAGENS COMPARATIVAS
TEORIA DAS VANTAGENS COMPARATIVAS 
Em suma, a essência da Teoria das Vantagens Comparativas leva em conta diversos fatores de 
produção: terra, trabalho e capital. Dependendo da exposição e grau de atuação de tais fatores, os níveis 
de produtividade podem variar, não tendo mais significância a vantagem absoluta apontada por Smith, pois 
mesmo que um país não tenha vantagem em um dos fatores específicos, ainda assim poderia haver uma 
compensação em virtude de vantagens existentes em outros fatores. 
Aplicando-se matemática aos fatores, chegaríamos a um resultado: a produtividade de uma empresa e 
por conseguinte, a uma nação. Este sim é o mais importante item a ser analisado e comparado, pois maior 
produtividade resulta em custos de produção menores, ocasionando preços mais competitivos, inferiores 
às outras nações, possibilitando o seu comércio. Por essa razão, a Teoria das Vantagens Comparativas 
também é conhecida como Teoria dos Custos Comparativos.
O PROTECIONISMO DE LIST 
O economista alemão Friedrich List (1841) ia contra o liberalismo 
total. 
Influenciado pela obra “O Estado Comercial Fechado” (Fichte, 
1800): “Necessidade de se criar uma nação autossuficiente 
economicamente, com intervenção estatal, onde o livre comércio 
não traz benefício algum” 
List se torna menos radical, trazendo uma noção nova sobre 
protecionismo: a da necessidade de certo grau de proteção de 
mercado interno para que haja o mínimo necessário de estruturação 
econômica e que assim, uma vez preparado, possa entrar no livre 
comércio de forma que apresente significativas vantagens 
comparativas.
TEORIA DAS VANTAGENS COMPETITIVAS 
As empresas, para ganharem em fatores de qualidade e de 
produtividade, buscam se agrupar (sobretudo em proximidade 
geográfica) constituindo o que chamamos de clusters, ou 
“aglomerados produtivos”, ou ainda APLs (Arranjos Produtivos 
Locais). 
A existência de muitos aglomerados garante uma maior 
competitividade as nações 
Isto se deve ao fato de que onde houver desenvolvimento mútuo 
entre as empresas coligadas, de forma que todas se favorecem, elas 
se aprimoram onde uma puxa a inovação da outra aumentando sua 
produtividade e reduzindo seus custos (especialmente os logísticos).
ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS (clusters) 
A seguir temos alguns 
exemplos destes polos 
industriais bem desenvolvidos 
e configurados no Brasil, que 
nos traz vantagens 
competitivas sobre demais 
países.
POLÍTICA DE COMÉRCIO EXTERIOR 
Aumentar as 
exportações 
Ter maior controle 
sobre as importações 
do país
Cenário Atual de Comércio 
Exterior no Brasil
Fonte: Conhecendo o Brasil 
em Números – Junho 2011 - MDIC
Fonte: Conhecendo o Brasil 
em Números – Junho 2011 - MDIC
Fonte: Conhecendo o Brasil 
em Números – Junho 2011 - MDIC
Fonte: Conhecendo o Brasil 
em Números – Junho 2011 - MDIC
Fonte: Conhecendo o Brasil 
em Números – Junho 2011 - MDIC
Fonte: Conhecendo o Brasil 
em Números – Junho 2011 - MDIC
Vantagens p/ 
Exportador 
Ofertar produtos a preços mais competitivos 
Facilitar a conquista de novos mercados 
Garantir aumento significativo da margem 
de lucro 
Promover o crescimento econômico do país. 
Vantagens p/ 
Importador 
Adquirir os produtos em condições mais 
acessíveis 
Possibilidade de revendê-los no mercado 
doméstico a preços inferiores aos praticados 
pelos concorrentes 
Fomentar o desenvolvimento do país. 
Acordos tarifários
ACORDOS TARIFÁRIOS 
BILATERAIS 
MULTILATERAIS
Evolução dos BLOCOS ECONÔMICOS 
Estágio Nome Particularidades 
1 
ZONA DE PREFERÊNCIA 
TARIFÁRIA 
Este primeiro processo de integração econômica consiste apenas em garantir níveis tarifários preferenciais para o conjunto de 
países que pertencem a esse tipo de mercado 
2 ZONA DE LIVRE COMÉRCIO 
Quando constituem uma Zona de Livre Comércio (ZLC), os países parceiros reduzem ou eliminam as barreiras alfandegárias, 
tarifárias e não-tarifárias, que incidem sobre a troca de mercadorias dentro do bloco 
3 UNIÃO ADUANEIRA 
O próximo passo consiste na regulamentação de uma União Aduaneira, momento em que os Estados-Membros, além de abrir 
mercados internos, regulamentam o seu comércio de bens com nações externas, já funcionando como um bloco econômico 
em formação. 
4 MERCADO COMUM 
O Mercado Comum apresenta-se como um processo bastante avançado de integração econômica, garantindo-se a livre 
circulação de pessoas, bens, serviços e capitais, ao contrário da fase como União Aduaneira, quando o intercâmbio restringia-se 
à circulação de bens. 
5 
UNIÃO ECONÔMICA E 
MONETÁRIA 
Constitui o estágio mais avançado do processo de formação de blocos econômicos, contando com uma moeda única e um 
fórum político. 
No estágio de União Econômica e Monetária tem de existir uma moeda única e uma política monetária inteiramente unificada 
e conduzida por um Banco Central comunitário. 
Para se chegar ao estágio de União Econômica e Monetária, há que se atravessar toda uma série de momentos que 
demandam tempo e discussões entre os países-membros. 
Fonte: Câmara de Comércio Brasileira
MERCOSUL (Mercado Comum do 
Sul) 
Acordo mais Importante para o Brasil: Acordo de Complementação Econômica 
18 (ACE 18) 
Preferências tarifárias entre seus membros é de 100%. 
Membros associados: Equador, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia (participam das 
reuniões mas não possuem poder de voto) 
Tarifário especial que padroniza preços dos produtos dos países para a 
exportação e para o comércio externo. Este tarifário é chamado de Tarifa 
Externa Comum (TEC). 
Na maioria o avanço é progressivo: reduções variam de 0% e podem chegar a 
100% 
Exemplos de Acordos: Mercosul–Chile: ACE 35; Mercosul–Bolívia: ACE 36
ALADI (Associação latino-americana de 
integração) 
Sucessora da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc). 
Grupo formado por: Cuba, Bolívia, Equador, Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, 
México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela 
Entrou em vigor em 18 de março de 1981 
Acordo tarifário redução de tarifas: Preferências tarifárias variando para mais ou 
para menos, dependendo do índice de desenvolvimento de cada país membro. 
Em outras palavras, criou-se uma regra na qual as preferências tarifárias são maiores para o 
grupo dos países de menor desenvolvimento econômico e menores para os países mais 
desenvolvidos. Isto visa alavancar o desenvolvimento comercial dos países menos 
favorecidos
União europeia (UE) 
A União Europeia a é o bloco mais avançado do 
mundo atualmente. 
Por ser um Bloco de União Econômica, passou a ter 
uma moeda única, o Euro, em 1° de janeiro de 2002. 
Com a adesão da Croácia em 1 de julho de 2013, a UE passou a ter 28 Estados-Membro. 
São eles: Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, 
Finlândia França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, 
Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, 
Eslovénia, Espanha, Suécia e Reino Unido
Outros BLOCOS ECONÔMICOS 
NAFTA 
• North American Free Trade Agreement 
(Acordo de Livre Comércio da América 
do Norte) 
• Desde 1994 
• Proposta Inicial: Área de livre 
circulação de mercadorias entre os três 
países, com as tarifas sendo reduzidas 
gradativamente 
• Proposta Futura: n/a 
Comunidade Andina 
• Em 1969 foi compactuado o “Pacto 
Andino” 
• Região da Cordilheira dos Andes (costa 
leste da América do Sul: Bolívia, 
Colômbia, Equador, Peru e Venezuela 
ALCA 
• Desde meados da década de 1990 tem 
sido discutida a criação da Área de 
Livre Comércio das Américas (Alca), 
• Todos os países das 3 Américas (exceto 
Cuba 34 nações. 
• Proposta inicial: Preferências tarifárias 
• Proposta futura: Livre Comércio 
• Pouco provável (Muito Ceticismo) 
E outros: Asean, Apec, Caricom, SADC, CEI

Aula 1 - Gerenciamento e Economia de Sistemas Logísticos

  • 1.
    GERENCIAMENTO E ECONOMIA EM SISTEMAS LOGÍSTICOS Aula 1 – História e Introdução
  • 2.
    Conceito de Economia: Ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos. "Estuda o comportamento de consumidores e Microeconomia e produtores e o mercado no qual interagem. Preocupa-se com a determinação dos preços e as quantidades em mercados específicos.
  • 3.
    Agentes Econômicos emuma economia capitalista, são as famílias, as empresas e o governo, que respondem às seguintes questões: O quê?,Quanto?, Como?e Para Quem Produzir? É o que constitui o chamado "Mercado". São aspectos imprevisíveis, dinâmicos, ágeis. Já em uma economia centralizada, é o governo quem responde àquelas perguntas, formulando a partir de um órgão de planejamento central.
  • 4.
    O LIBERALISMO ECONÔMICO Ausência de Intervenção Estatal Livre concorrência (Oferta x Demanda) = Eficiência das Empresas] Mercado auto-regulamentado
  • 5.
    O LIBERALISMO DEADAM SMITH Adam Smith foi o principal defensor do liberalismo econômico, sendo considerado um dos fundadores da economia clássica. Em 1776 ele publicou seu grande trabalho “A Riqueza das Nações” na qual procura descobrir os reais fatores responsáveis pela riqueza das nações. Segundo ele: • O Trabalho do Homem é a base do crescimento econômico de uma sociedade e não apenas a circulação das mercadorias. • Atuação da “Mão Invisível” = o homem busca seus próprios interesses “Laissez faire” = Estado apenas deveria dar condições para que o mercado aconteça, mas não o tente controlar.
  • 6.
    TEORIA DAS VANTAGENSABSOLUTAS Vamos supor que um país A fosse produtor e exportador natural tanto de tecido quando de vinho. Pela teoria das Vantagens Absolutas isto seria prejudicial ao comércio entre dois países A e B, pois: • A seria sempre vendedor; gerando acúmulo de riqueza somente em A; • B seria sempre comprador, gerando empobrecimento constante em B, até o momento em que cessaria o comércio entre os dois países
  • 7.
    O LIBERALISMO DEDAVID RICARDO David Ricardo nasceu em Londres em 1772 e foi um dos precursores nas teorias clássicas da economia e do comércio, juntamente com Adam Smith. Ricardo se preocupou em entender e melhorar os mecanismos de divisão de dividendos (salário) entre os trabalhadores, os donos de terras e os capitalistas, e em na forma como o Estado deveria (ou não) intervir sobre este assunto Para ele a “mão invisível” de Adam Smith não iria ocorrer adequadamente devido as divisões da sociedade em grupos com interesses conflitantes,
  • 8.
    RICARDO E ALEI DOS CEREAIS As guerras entre Grã-Bretanha e França, conhecidas como Guerras Napoleônicas (1793-1815), fizeram o preço dos alimentos dispararem Assim, houve uma crescente importação de alimentos, que prejudicava a indústria local Isto mobilizou os agricultores a exigir proteção contra a concorrência do produto estrangeiro, o que resultou nas Leis dos Cereais (Corn Laws), que proibiam a importação de trigo por exemplo se o seu preço descesse abaixo de certo limite. Mas como represália das barreiras ás importações destes produtos, os países que comercializavam estes itens com a Inglaterra também limitaram as possibilidades de importação de bens industriais britânicos.
  • 9.
    RICARDO E ALEI DOS CEREAIS David Ricardo surgiu em defesa da liberdade de comércio e contra a Lei dos Cereais, pois segundo ele, a proibição da importação dos cereais aumentava o custo de vida da população, ocasionando uma falha sistêmica no país, afetando inclusive o segmento industrial da Inglaterra, pois o custo de vida aumentava e por outro lado, os excedentes dos itens industriais não poderiam ser comercializados, inflacionando os preços de todos os setores
  • 10.
    RICARDO E ALEI DOS CEREAIS Na formulação de uma nova teoria, Ricardo interligou diversos aspectos antes não bem compreendidos como um todo, tais como: o preço dos produtos, à repartição da renda, ao crescimento da população, ao aumento da renda diferencial do solo, às vantagens recíprocas do comércio internacional e os níveis salariais. “Em diferentes estágios da sociedade, no entanto, as proporções do produto total da terra destinadas a cada uma dessas classes, sob os nomes de renda, lucro e salário, serão essencialmente diferentes, o que dependerá principalmente da fertilidade do solo, da acumulação de capital e de população, e da habilidade, a engenhosidade e dos instrumentos empregados na agricultura” (Ricardo, 1817).
  • 11.
    TEORIA DAS VANTAGENSCOMPARATIVAS A grande contribuição de Ricardo foi o estabelecimento de uma teoria de Comércio internacional que seria o marco inicial da conjectura de Comércio Exterior aplicada. Ela foi baseada no "princípio das vantagens Absolutas" de Adam Smith, mas com melhorias significativas que não eram explicadas na teoria da Vantagem Absoluta, de uma forma que fornecesse um mecanismo automático onde todos ganhariam com o livre comércio, e não apenas os países ou setores que dispusessem das tais vantagens absolutas.
  • 12.
  • 13.
    TEORIA DAS VANTAGENSCOMPARATIVAS Em suma, a essência da Teoria das Vantagens Comparativas leva em conta diversos fatores de produção: terra, trabalho e capital. Dependendo da exposição e grau de atuação de tais fatores, os níveis de produtividade podem variar, não tendo mais significância a vantagem absoluta apontada por Smith, pois mesmo que um país não tenha vantagem em um dos fatores específicos, ainda assim poderia haver uma compensação em virtude de vantagens existentes em outros fatores. Aplicando-se matemática aos fatores, chegaríamos a um resultado: a produtividade de uma empresa e por conseguinte, a uma nação. Este sim é o mais importante item a ser analisado e comparado, pois maior produtividade resulta em custos de produção menores, ocasionando preços mais competitivos, inferiores às outras nações, possibilitando o seu comércio. Por essa razão, a Teoria das Vantagens Comparativas também é conhecida como Teoria dos Custos Comparativos.
  • 14.
    O PROTECIONISMO DELIST O economista alemão Friedrich List (1841) ia contra o liberalismo total. Influenciado pela obra “O Estado Comercial Fechado” (Fichte, 1800): “Necessidade de se criar uma nação autossuficiente economicamente, com intervenção estatal, onde o livre comércio não traz benefício algum” List se torna menos radical, trazendo uma noção nova sobre protecionismo: a da necessidade de certo grau de proteção de mercado interno para que haja o mínimo necessário de estruturação econômica e que assim, uma vez preparado, possa entrar no livre comércio de forma que apresente significativas vantagens comparativas.
  • 15.
    TEORIA DAS VANTAGENSCOMPETITIVAS As empresas, para ganharem em fatores de qualidade e de produtividade, buscam se agrupar (sobretudo em proximidade geográfica) constituindo o que chamamos de clusters, ou “aglomerados produtivos”, ou ainda APLs (Arranjos Produtivos Locais). A existência de muitos aglomerados garante uma maior competitividade as nações Isto se deve ao fato de que onde houver desenvolvimento mútuo entre as empresas coligadas, de forma que todas se favorecem, elas se aprimoram onde uma puxa a inovação da outra aumentando sua produtividade e reduzindo seus custos (especialmente os logísticos).
  • 16.
    ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS(clusters) A seguir temos alguns exemplos destes polos industriais bem desenvolvidos e configurados no Brasil, que nos traz vantagens competitivas sobre demais países.
  • 17.
    POLÍTICA DE COMÉRCIOEXTERIOR Aumentar as exportações Ter maior controle sobre as importações do país
  • 18.
    Cenário Atual deComércio Exterior no Brasil
  • 19.
    Fonte: Conhecendo oBrasil em Números – Junho 2011 - MDIC
  • 20.
    Fonte: Conhecendo oBrasil em Números – Junho 2011 - MDIC
  • 21.
    Fonte: Conhecendo oBrasil em Números – Junho 2011 - MDIC
  • 22.
    Fonte: Conhecendo oBrasil em Números – Junho 2011 - MDIC
  • 23.
    Fonte: Conhecendo oBrasil em Números – Junho 2011 - MDIC
  • 24.
    Fonte: Conhecendo oBrasil em Números – Junho 2011 - MDIC
  • 25.
    Vantagens p/ Exportador Ofertar produtos a preços mais competitivos Facilitar a conquista de novos mercados Garantir aumento significativo da margem de lucro Promover o crescimento econômico do país. Vantagens p/ Importador Adquirir os produtos em condições mais acessíveis Possibilidade de revendê-los no mercado doméstico a preços inferiores aos praticados pelos concorrentes Fomentar o desenvolvimento do país. Acordos tarifários
  • 26.
  • 27.
    Evolução dos BLOCOSECONÔMICOS Estágio Nome Particularidades 1 ZONA DE PREFERÊNCIA TARIFÁRIA Este primeiro processo de integração econômica consiste apenas em garantir níveis tarifários preferenciais para o conjunto de países que pertencem a esse tipo de mercado 2 ZONA DE LIVRE COMÉRCIO Quando constituem uma Zona de Livre Comércio (ZLC), os países parceiros reduzem ou eliminam as barreiras alfandegárias, tarifárias e não-tarifárias, que incidem sobre a troca de mercadorias dentro do bloco 3 UNIÃO ADUANEIRA O próximo passo consiste na regulamentação de uma União Aduaneira, momento em que os Estados-Membros, além de abrir mercados internos, regulamentam o seu comércio de bens com nações externas, já funcionando como um bloco econômico em formação. 4 MERCADO COMUM O Mercado Comum apresenta-se como um processo bastante avançado de integração econômica, garantindo-se a livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais, ao contrário da fase como União Aduaneira, quando o intercâmbio restringia-se à circulação de bens. 5 UNIÃO ECONÔMICA E MONETÁRIA Constitui o estágio mais avançado do processo de formação de blocos econômicos, contando com uma moeda única e um fórum político. No estágio de União Econômica e Monetária tem de existir uma moeda única e uma política monetária inteiramente unificada e conduzida por um Banco Central comunitário. Para se chegar ao estágio de União Econômica e Monetária, há que se atravessar toda uma série de momentos que demandam tempo e discussões entre os países-membros. Fonte: Câmara de Comércio Brasileira
  • 28.
    MERCOSUL (Mercado Comumdo Sul) Acordo mais Importante para o Brasil: Acordo de Complementação Econômica 18 (ACE 18) Preferências tarifárias entre seus membros é de 100%. Membros associados: Equador, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia (participam das reuniões mas não possuem poder de voto) Tarifário especial que padroniza preços dos produtos dos países para a exportação e para o comércio externo. Este tarifário é chamado de Tarifa Externa Comum (TEC). Na maioria o avanço é progressivo: reduções variam de 0% e podem chegar a 100% Exemplos de Acordos: Mercosul–Chile: ACE 35; Mercosul–Bolívia: ACE 36
  • 29.
    ALADI (Associação latino-americanade integração) Sucessora da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc). Grupo formado por: Cuba, Bolívia, Equador, Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela Entrou em vigor em 18 de março de 1981 Acordo tarifário redução de tarifas: Preferências tarifárias variando para mais ou para menos, dependendo do índice de desenvolvimento de cada país membro. Em outras palavras, criou-se uma regra na qual as preferências tarifárias são maiores para o grupo dos países de menor desenvolvimento econômico e menores para os países mais desenvolvidos. Isto visa alavancar o desenvolvimento comercial dos países menos favorecidos
  • 30.
    União europeia (UE) A União Europeia a é o bloco mais avançado do mundo atualmente. Por ser um Bloco de União Econômica, passou a ter uma moeda única, o Euro, em 1° de janeiro de 2002. Com a adesão da Croácia em 1 de julho de 2013, a UE passou a ter 28 Estados-Membro. São eles: Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia e Reino Unido
  • 31.
    Outros BLOCOS ECONÔMICOS NAFTA • North American Free Trade Agreement (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) • Desde 1994 • Proposta Inicial: Área de livre circulação de mercadorias entre os três países, com as tarifas sendo reduzidas gradativamente • Proposta Futura: n/a Comunidade Andina • Em 1969 foi compactuado o “Pacto Andino” • Região da Cordilheira dos Andes (costa leste da América do Sul: Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela ALCA • Desde meados da década de 1990 tem sido discutida a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), • Todos os países das 3 Américas (exceto Cuba 34 nações. • Proposta inicial: Preferências tarifárias • Proposta futura: Livre Comércio • Pouco provável (Muito Ceticismo) E outros: Asean, Apec, Caricom, SADC, CEI

Notas do Editor

  • #5 Ao contrário do mercantilismo, o liberalismo econômico pode ser compreendido como sendo a ausência do intervencionismo estatal na atividade econômica de um país, gerando um regime de livre concorrência entre as empresas, que se ajustava em função do próprio mercado mantendo relação entre oferta de produtos, demanda de consumidores e eficiência das próprias empresas. A ideia na época era que este mercado por si só se manteria, sendo portanto, auto sustentável e autorregulado.
  • #6 Adam Smith foi o principal defensor do liberalismo econômico, sendo considerado um dos fundadores da economia clássica. Em 1776 ele publicou seu grande trabalho “A Riqueza das Nações” na qual procura descobrir os reais fatores responsáveis pela riqueza das nações.   Para ele a base do crescimento econômico de uma sociedade tem seu alicerce no próprio trabalho dos homens, diferentemente dos mercantilistas que enfatizavam a circulação de mercadorias como base deste crescimento econômico.   Além disto, existiria a atuação de uma “mão invisível”, que segundo ele se os homens e as mulheres forem deixados livres (pela “providência, ou seja, pela ação divina) para buscar seus próprios interesses, eles vão naturalmente agir, favorecendo o melhor para a sociedade. Em suma, quer tenham ou não intenção (boa ou ruim), as pessoas se ajudam umas às outras em prol do bem estar coletivo e social.   Por isso neste contexto, o Estado perderia a razão de ser e de agir sobre a produção e o comércio de um país. Eles apenas deveriam dar condições para que o mercado aconteça, mas não o tente controlar. É a aplicação básica do “laissez faire”.
  • #7 Para entender a teoria das vantagens absolutas de uma nação, devemos começar pelo entendimento da divisão do trabalho. Nesse contexto, a produção individual, que pode ser entendido como o trabalho artesão, no qual um operário basicamente trabalha em todos os estágios da produção de um bem, do início ao fim, é entendida como uma forma primitiva de trabalho. Por outro lado, as manufaturas em que cada trabalhador responde apenas por uma tarefa específica na produção, (participando apenas de uma etapa da cadeia de produção de um bem) são vistas como o modelo ideal de desenvolvimento.   Desta forma, Smith amplia e une o conceito das práticas de comércio de bens entre os países, com a prática intercambiável do próprio esforço humano. Ele afirma que “Cada trabalhador tem para vender uma grande quantidade de seu próprio trabalho, além daquela que ele mesmo necessita; e pelo fato de todos os outros trabalhadores estarem exatamente na mesma situação, pode ele trocar grande parte de seus próprios bens por uma grande quantidade, ou – o que é a mesma coisa – pelo preço de grande quantidade de bens desses outros. Fornece-lhes em abundância aquilo de que carecem, e estes, por sua vez, com a mesma abundância, lhe fornecem aquilo de que ele necessita; assim é que em todas as camadas da sociedade se difunde uma abundância geral de bens”.   Por fim, podemos entender que dentro das teorias de Adam Smith, uma vez que se se foquem os processos de produção de forma unitária (trabalho humano direcionado a apenas uma etapa) ou que se tenha abundância de recursos na produção de determinado bem, isto gerará por si um excedente. Este excedente por sua vez poderá ser comercializado com demais países, originando saldos favoráveis na balança comercial, não devendo o país, portanto, forçar o contrário. E o Estado por sua vez deverá manter apenas o papel de servir aos interesses da sociedade da forma como esta melhor necessitar, não devendo portanto aplicar formas controladoras sobre o Comércio e produção.
  • #8 David Ricardo nasceu em Londres em 1772 e foi um dos precursores nas teorias clássicas da economia e do comércio, juntamente com Adam Smith. Aliás, foi no pensamento de Adam Smith que David Ricardo deu sequência ao seu liberalismo econômico, reafirmando a relevância da vocação de um país, mas apresentando críticas ao modelo, como parte da continuidade das relações comerciais internacionais.   Ricardo se preocupou em entender e melhorar os mecanismos de divisão de dividendos (salário) entre os trabalhadores, os donos de terras e os capitalistas, e em na forma como o Estado deveria (ou não) intervir sobre este assunto   Sobre a questão da “mão invisível” de Adam Smith, Ricardo considerava que, diante de uma sociedade dividida em grupos com interesses conflitantes, a “mão invisível” não iria ocorrer adequadamente, havendo uma forte tendência, por exemplo, de que grandes benefícios ficassem para uma pequena parcela da população, enquanto muitos pudessem ficar com pouco.   Mas foi em meados de 1815, diante de uma crise que assolava a Inglaterra, que David Ricardo firmou suas teorias.
  • #9 Em virtude das guerras entre Grã-Bretanha e França, conhecidas como Guerras Napoleônicas (1793-1815), o comércio internacional da Inglaterra se viu extremamente prejudicado. Ao mesmo passo, a industrialização e o êxodo rural da população para os grandes centros urbanos, fez com que o limite de produção rural sofresse uma vigorosa queda, não proporcionando quantidade suficiente de alimentos a sua população e fazendo os preços dos alimentos dispararem.   Outros países que possuíam grandes volumes de terras conseguiam produzir em quantidade excedente e vender as mercadorias agrícolas a preços inferiores ao que eram possíveis comprar no mercado interno Inglês, ocasionando uma demasiada importação de produtos agrícolas de primeira necessidade.   Isto mobilizou os agricultores a exigir proteção contra a concorrência do produto estrangeiro, o que resultou nas Leis dos Cereais (Corn Laws), que proibiam a importação de trigo por exemplo se o seu preço descesse abaixo de certo limite. Como represália das barreiras ás importações destes produtos, os países que comercializavam estes itens com a Inglaterra também limitaram as possibilidades de importação de bens industriais britânicos.
  • #10 Foi nesse contexto que David Ricardo surgiu em defesa da liberdade de comércio e contra a Lei dos Cereais, pois segundo ele, a proibição da importação dos cereais aumentava o custo de vida da população, ocasionando uma falha sistêmica no país, afetando inclusive o segmento industrial da Inglaterra, pois o custo de vida aumentava e por outro lado, os excedentes dos itens industriais não poderiam ser comercializados, inflacionando os preços de todos os setores
  • #11 Foi nesse contexto que David Ricardo surgiu em defesa da liberdade de comércio e contra a Lei dos Cereais, pois segundo ele, a proibição da importação dos cereais aumentava o custo de vida da população, ocasionando uma falha sistêmica no país, afetando inclusive o segmento industrial da Inglaterra, pois o custo de vida aumentava e por outro lado, os excedentes dos itens industriais não poderiam ser comercializados, inflacionando os preços de todos os setores   Diante deste contexto, Ricardo juntamente com os setores industriais da Inglaterra se opõe às Leis dos Cereais, interligando diversos aspectos antes não bem compreendidos como um todo, tais como: o preço dos produtos, à repartição da renda, ao crescimento da população, ao aumento da renda diferencial do solo, às vantagens recíprocas do comércio internacional e os níveis salariais.   “Em diferentes estágios da sociedade, no entanto, as proporções do produto total da terra destinadas a cada uma dessas classes, sob os nomes de renda, lucro e salário, serão essencialmente diferentes, o que dependerá principalmente da fertilidade do solo, da acumulação de capital e de população, e da habilidade, a engenhosidade e dos instrumentos empregados na agricultura” (Ricardo, 1817).
  • #12 A grande contribuição de Ricardo foi o estabelecimento de uma teoria de Comércio internacional que seria o marco inicial da conjectura de Comércio Exterior aplicada. Ela foi baseada no "princípio das vantagens Absolutas" de Adam Smith, mas com melhorias significativas que não eram explicadas na teoria da Vantagem Absoluta, de uma forma que fornecesse um mecanismo automático onde todos ganhariam com o livre comércio, e não apenas os países ou setores que dispusessem das tais vantagens absolutas.   Em sua obra, Ricardo (1817, Cap. VII: 104-105) constrói um exemplo (Tabela 1) que facilita o entendimento de sua teoria.
  • #13  A seguir a explicação do próprio David Ricardo sobre seu exemplo: "em Portugal, a produção de vinho pode requerer somente o trabalho de 80 homens por ano, enquanto a fabricação de tecido necessita do emprego de 90 homens durante o mesmo tempo. Será, portanto, vantajoso para Portugal exportar vinho em troca de tecidos. Essa troca poderia ocorrer mesmo que a mercadoria importada pelos portugueses fosse produzida em seu país com menor quantidade de trabalho que na Inglaterra. Embora Portugal pudesse fabricar tecidos com o trabalho de 90 homens, deveria ainda assim importá-los de um país onde fosse necessário o emprego de 100 homens, porque lhe seria mais vantajoso aplicar seu capital na produção de vinho, pelo qual poderia obter mais tecido na Inglaterra do que se desviasse parte de seu capital do cultivo da uva para a manufatura daquele produto."
  • #14 Em suma, a essência da Teoria das Vantagens Comparativas leva em conta diversos fatores de produção: terra, trabalho e capital. Dependendo da exposição e grau de atuação de tais fatores, os níveis de produtividade podem variar, não tendo mais significância a vantagem absoluta apontada por Smith, pois mesmo que um país não tenha vantagem em um dos fatores específicos, ainda assim poderia haver uma compensação em virtude de vantagens existentes em outros fatores.   Aplicando-se matemática aos fatores, chegaríamos a um resultado: a produtividade de uma empresa e por conseguinte, a uma nação. Este sim é o mais importante item a ser analisado e comparado, pois maior produtividade resulta em custos de produção menores, ocasionando preços mais competitivos, inferiores às outras nações, possibilitando o seu comércio. Por essa razão, a Teoria das Vantagens Comparativas também é conhecida como Teoria dos Custos Comparativos.
  • #15 Apesar da defesa de David Ricardo, frente a Lei dos Cereais e seu embate contra o protecionismo, devemos considerar teóricos que tinham pensamentos contrários ao liberalismo total. Neste caso citamos o economista alemão Friedrich List (1841), que fora bastante influenciado pela obra “O Estado Comercial Fechado” (Fichte, 1800). Esta obra sugere basicamente a necessidade de se criar uma nação autossuficiente economicamente, com intervenção estatal, indo além: sugerindo que o livre comércio não traz benefício algum.   Contudo, List se torna menos radical, trazendo uma noção nova sobre protecionismo: a de que é necessário certo grau de proteção de mercado interno para que haja o mínimo necessário de estruturação econômica e que assim, uma vez preparado, possa entrar no livre comércio de forma que apresente significativas vantagens comparativas. Por fim, ele defendia compromisso nacionalista-econômico contrapondo-se ao conceito de total auto-regulação do mercado. De fato, estas novas noções de protecionismo seriam de vital importância para os países que buscavam crescimento econômico e que viriam a dominar o comércio internacional no século seguinte.
  • #16 Ainda segundo Porter, uma consequência deste modelo de competição é que as empresas, justamente para ganharem em fatores de qualidade e de produtividade, buscam se agrupar (sobretudo em proximidade geográfica) constituindo o que chamamos de clusters, ou “aglomerados produtivos”, ou ainda APLs (Arranjos Produtivos Locais). Tal observação feita por Porter o leva a julgar que a constituição de tais aglomerados está fortemente ligada ao sucesso na competitividade das nações.   Isto se deve ao fato de que onde houver desenvolvimento mútuo entre as empresas coligadas, de forma que todas se favorecem, elas se aprimoram onde uma puxa a inovação da outra aumentando sua produtividade e reduzindo seus custos (especialmente os logísticos).   A seguir temos alguns exemplos destes polos industriais bem desenvolvidos e configurados no Brasil, que nos traz vantagens competitivas sobre demais países.
  • #18 Visa o aumento significativo das exportações, e maior controle sobre as importações do país de forma a evitar prejuízos para a indústria nacional, desenvolver a nação como um todo, promover o bem estar social e atrair capital externo ao país.
  • #26 Na sociedade atual capitalista e globalizada é comum que países busquem facilitar o trânsito e o comércio entre seus pares, fins promoverem seu crescimento econômico mútuo. Uma forma de possibilitar essa facilitação de acesso a mercados se dá através de acordos tarifários específicos entre os países, onde existem reduções de alíquotas de importação (ou mesmo isenções) no comércio de determinados produtos dentro dos países membros. As vantagens na obtenção de preferências comerciais no acesso ao mercado internacional são inúmeras, tanto para o exportador como para o importador e o consumidor.   As vantagens para o exportador estão na possibilidade de ofertar produtos a preços mais competitivos, facilitando a conquista de novos mercados e, por consequência, garantindo aumento significativo da margem de lucro e de crescimento econômico do país.   O importador, por sua vez, ao adquirir os produtos nessas condições, tem a possibilidade de revendê-los no mercado doméstico a preços inferiores aos praticados pelos concorrentes e com isso fomentar seu desenvolvimento.
  • #27 É necessário entendermos primeiramente o GATT e o que são os acordos bilaterais e multilaterais de comércio entre os países. Basicamente tudo começa com a necessidade dos países que comercializavam mercadorias entre si, de se estabelecer um comum acordo de tarifas, com o objetivo de aprimorar as condições de realização do comércio mundial, dentro do contexto de liberalismo e cooperação competitiva mútua. Esse primeiro acordo mundial uniformizado foi chamado de GATT (sigla em inglês de General Agreement on Tariffs and Trade, ou Acordo Geral de Tarifas e Comércio).
  • #28 A globalização empurrou os países a se unirem em busca de crescimento mútuo através da cooperação econômica. Desta maneira foram criados o que chamamos de Blocos Econômicos, que nada mais são do que a junção de dois ou mais países que buscam crescimento econômico por meio da cooperação intrabloco. Esta cooperação, entre outras coisas, diz respeito basicamente à adoção de redução ou isenção de impostos ou de tarifas alfandegárias, e, tal como existe na OMC, buscam soluções em comum para problemas comerciais através de fóruns específicos.   Geralmente estes blocos são formados por países vizinhos ou que possuam afinidades culturais ou comerciais. E ficar de fora de blocos econômicos, num ambiente globalizado como o nosso, resultará em isolamento, estagnação e falta de crescimento. Os blocos econômicos também evoluem, à medida que os tratados e acordos combinados fluam de maneira satisfatória para seus membros. De acordo com a Câmara de Comércio brasileira, os blocos econômicos podem classificar-se conforme a tabela aqui apresentada.
  • #29 Um dos acordos multilaterais que temos, e dos mais importantes, é o do Mercosul, celebrado com o Acordo de Complementação Econômica 18 (ACE 18), cujas preferências tarifárias entre seus membros é de 100%.   O Mercosul é um bloco econômico criado pelo Tratado de Assunção, em 1991, e conta atualmente com Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e, mais recentemente, com a Venezuela como países-membros.   Além dos países membros, existem os países que chamamos de membros associados, ou seja, participam das reuniões mas não possuem poder de voto. Equador, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia são membros associados do Mercosul. Destes, alguns manifestam interesse em se tornar membro efetivo do grupo, como é o caso do Equador. E isto deve ocorrer em breve.
  • #30 A Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) é sucessora da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc). Este grupo é formado por Cuba, Bolívia, Equador, Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, e entrou em vigor em 18 de março de 1981. Ou seja, é um grupo potencial, que abrange praticamente as 3 Américas (do Sul, do Norte e Central)
  • #31 A União Europeia a é o bloco mais avançado do mundo atualmente. Por ser o primeiro bloco a ser formado, em meados do século XX, e por já ter passado por todos os estágios de desenvolvimento, (e consagrando-se como Bloco de União Econômica) ele implementou, portanto sua moeda única, o Euro, em 1° de janeiro de 2002.
  • #32 Um dos mais importantes blocos econômicos é o Nafta (sigla em inglês de North American Free Trade Agreement, ou Acordo de Livre Comércio da América do Norte). O bloco formado por Canadá, Estados Unidos e México prevê a liberação total dos direitos alfandegários sobre as mercadorias transacionadas entre os três países   Em 1969 foi compactuado o “Pacto Andino”, com países que integram a região da Cordilheira dos Andes (costa leste da América do Sul) que criaria, portanto, um bloco integrado por Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Este bloco veio a se chamar Comunidade Andina e possui relações específicas com o Mercosul, especialmente no tocante a itens de serviço ou de propriedade intelectual.   E desde meados da década de 1990 tem sido discutida a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que poderia ser composta por 34 países do continente americano, ficando de fora Cuba. Se este país também entrasse na Alca, então a área teria 35 nações. A intenção é fazer um grande acordo para a livre circulação de mercadorias entre todos